Na cabeça há três pontos que são o assento particular de cada um dos três aspectos do Espírito (veja-se o Diagrama 17).
Já no cérebro, aproximadamente na posição indicada pelo Diagrama 17, há dois pequenos órgãos chamados Corpo Pituitário e Glândula Pineal. A ciência médica não sabe quase nada a seu respeito nem de outras glândulas do Corpo.
Diferentemente do primeiro aspecto, o segundo e terceiro aspectos têm outros pontos de sustentação secundários.
O Corpo de Desejos é expressão deturpada do Ego. Manifesta em “egoísmo” o que é a “individualidade” do Espírito. A individualidade não procura o seu em detrimento dos demais, enquanto o egoísta procura tudo possuir sem ter em conta os demais. O assento do Espírito Humano é, primariamente, a Glândula Pineal (também chamada de Epífise Neural) e secundariamente, o cérebro, ou antes, o Sistema Nervoso cérebro-espinhal, que domina os músculos voluntários.

O amor e a unidade do Mundo do Espírito de Vida encontram sua contraparte ilusória na Região Etérica, com a qual estamos relacionados pelo Corpo Vital, o originador do amor sexual e da união sexual. O Espírito de Vida assenta, primariamente, no Corpo Pituitário (também chamada de Hipófise) e, secundariamente, no coração, o regente do sangue que nutre os músculos.
O inativo Espírito Divino – o Observador Silencioso – encontra sua expressão material no passivo, inerte e insensível esqueleto do Corpo Denso, o obediente instrumento dos outros Corpos. Não tem o poder de atuar por iniciativa própria e tem sua fortaleza no impenetrável ponto da raiz do nariz.
Em pura realidade, o Espírito é um só, porém, observado do Mundo Físico, o Ego refrata-se em três aspectos que se expressam da forma indicada.
A ciência chama à Glândula Pineal “terceiro olho atrofiado”. Nenhum daqueles órgãos está se atrofiando. Isto é um manancial de perplexidades para os cientistas. A Natureza nada conserva inútil. Em todo o Corpo encontramos órgãos em desenvolvimento ou em atrofia. Sendo estes assim como marcos milenários no caminho seguido pelo ser humano até o seu estado atual de desenvolvimento, indicando futuros aperfeiçoamentos e desenvolvimentos. Por exemplo, os músculos que os animais empregam para mover a orelha existem também no ser humano. Muitas poucas pessoas podem movê-los, estão atrofiando. O coração pertence à classe dos que indicam desenvolvimento futuro. Como já indicamos, está a converter-se num músculo voluntário.
O Corpo Pituitário e a Glândula Pineal pertencem a outra classe de órgãos, que atualmente não degeneram nem se desenvolvem: estão adormecidos.
Num passado remoto, o ser humano estava em contato com os mundos internos, e esses órgãos eram o meio de ingresso. Estavam relacionados com o Sistema Nervoso simpático ou involuntário. No Período Lunar, última parte da Época Lemúrica e primeira da Atlante, o ser humano via os mundos internos. As imagens se apresentavam a ele completamente independentes da sua vontade. Os centros dos sentidos do Corpo de Desejos giravam em direção contrária à dos ponteiros de um relógio (seguindo negativamente o movimento da Terra, que gira em torno do eixo, nessa direção) como atualmente os dos médiuns. Na maioria dos seres humanos esses centros são inativos, mas o desenvolvimento apropriado pô-los-á em movimento, na mesma direção em que giram os ponteiros de um relógio, com se explicou anteriormente. Essa é a parte difícil no desenvolvimento da clarividência positiva.
O desenvolvimento da mediunidade é muito mais fácil; é simples revivificação da função negativa que possuía o ser humano no antiquíssimo passado, pela qual o mundo externo refletia-se nele e cuja função era retida pela endogamia. Nos atuais médiuns essa faculdade é intermitente. Sem razão alguma aparente, podem “ver” umas vezes e outras não. Ocasionalmente, o intenso desejo do interessado permite ao médium pôr-se em contato com a fonte de informação que procura e nessas ocasiões vê corretamente. Contudo, nem sempre se porta honestamente. Tendo de pagar despesas de aluguel e outras, quando lhe falta o poder (sobre o qual não tem o menor domínio consciente) recorre à fraude e diz qualquer absurdo que lhe ocorra para satisfazer o cliente e não perder o dinheiro, desacreditando aquilo que noutras ocasiões realmente viu.
O Aspirante à verdadeira visão e discernimento espiritual deve, antes de tudo, dar provas de desinteresse. O Clarividente idôneo não tem “dias livres” nem, de nenhum modo, é como um espelho negativo, dependente dos reflexos que de qualquer forma o possam atingir. Em qualquer momento, pode olhar e ver os pensamentos e planos dos demais, sempre que dirija sua atenção especialmente para isso.
É fácil de compreender o grande perigo que traria à sociedade o uso indiscriminado desse poder, se estivesse em mãos de qualquer indivíduo, visto que por meio dele, podem ser lidos os mais secretos pensamentos. O Iniciado, pelo voto mais solene, obriga-se a não empregar jamais esse poder para servir seus interesses individuais, sequer em grau mínimo, nem para salvar-se de qualquer dor ou tormento. Pode dar de comer a cinco mil pessoas, se o deseja, mas não pode converter uma pedra em pão para aplacar a própria fome. Pode curar os outros da paralisia ou da lepra, mas não pode usar a Lei do Universo para curar suas próprias feridas mortais. Está ligado a um voto de absoluto desinteresse e, por isso, é sempre certo que o Iniciado, ainda que possa salvar os outros, não pode salvar-se.
O Clarividente educado, o que realmente tem algo a dar, não aceitará jamais nenhum donativo ou qualquer compensação para exercer sua faculdade. Contudo, dará e dará desinteressadamente, tudo o que considere necessário ou compatível com o destino gerado ante a Lei de Consequência pela pessoa a quem vá ajudar.
Usa-se a clarividência desenvolvida para investigar os fatos ocultos. É a única que serve realmente para esse objetivo. Portanto, o Estudante deve sentir um desejo santo e desinteressado de ajudar a humanidade e não um desejo de satisfazer uma tola curiosidade. Enquanto esse desejo superior não exista, não se pode fazer progresso algum em direção à clarividência positiva.
Nas idades transcorridas desde a Época Lemúrica, a humanidade construiu, gradualmente, o Sistema Nervoso cérebro-espinhal, o qual está sob o controle da vontade. Na última parte da Época Atlante, o sistema já estava tão desenvolvido que foi possível ao Ego tomar posse plena do Corpo Denso. Isto, como já foi descrito, efetuou-se quando o ponto do Corpo Vital se pôs em correspondência com o ponto da raiz do nariz do Corpo Denso. O Espírito interno despertou para o Mundo Físico, e a maior parte da humanidade perdeu a consciência dos mundos internos.
Desde esse tempo, a conexão entre a Glândula Pineal, o Corpo Pituitário e o Sistema Nervoso cérebro-espinhal foi se realizando lentamente e já quase está completa.
Para voltar a obter o contato com os Mundos internos tudo se resume em despertar, de novo, o Corpo Pituitário e a Glândula Pineal. Quando isso se realizar o ser humano possuirá, novamente, a faculdade de perceber os Mundos superiores, porém em mais alto grau do que antes, porque estará em conexão com o Sistema Nervoso Voluntário e, portanto, sob o domínio da vontade. Essa faculdade de percepção abrir-lhe-á todas as fontes do conhecimento. Comparados com estes meios de adquirir conhecimento, todos os demais métodos de investigação não são mais do que brinquedos de crianças.
O despertar desses órgãos se efetua por meio da educação ou treinamento esotérico, que agora descreveremos, tanto quanto se possa fazer publicamente.
Na maioria dos seres humanos, a maior parte da força sexual que, de modo legítimo, deve ser usada pelos órgãos da geração, emprega-se na gratificação dos sentidos. Nesses seres humanos há muita pouca corrente ascendente (Diagrama 17).
Quando o Aspirante à vida domina cada vez mais esses excessos e dedica sua atenção a pensamentos e esforços espirituais, o Clarividente educado pode verificar que a força sexual não utilizada começa a subir. Ao subir, em volume cada vez maior, segue o caminho indicado pelas flechas no Diagrama 17, atravessa o coração e a laringe, ou a medula espinhal e a laringe, ou a ambos ao mesmo tempo, passando diretamente entre o Corpo Pituitário e a Glândula Pineal para o ponto obscuro da raiz do nariz, onde o “Vigilante Silencioso”, o mais elevado Espírito, tem Seu templo.
Essas correntes não seguem um dos caminhos com exclusão do outro. Geralmente, seguem pelos dois, passando um volume maior de corrente sexual por um deles, de acordo com o temperamento do Aspirante. Nos que procuram a iluminação seguindo linhas puramente intelectuais, a corrente sexual passa especialmente sobre a medula espinhal e a parte menor segue o caminho que passa pelo coração. No místico, que antes “sente” do que conhece, essas correntes seguem preferivelmente o caminho que passa pelo coração.
Seguindo essas vias, o intelectual e o místico desenvolvem-se anormalmente. Para completar-se plenamente, cada um terá que dedicar sua atenção ao desenvolvimento daquilo que antes descuidou. O objetivo dos Rosacruzes é dar ensinamentos que satisfaçam a ambas as classes, se bem que os seus esforços principais se dirijam às Mentes muito desenvolvidas, de maior necessidade.
Essas correntes, em si mesmas, ainda que assumissem as proporções de um Niágara, e fluíssem até o sinal do dia de juízo, seriam inúteis se fossem tão só um complemento. Elas são prévio requisito para o trabalho consciente nos Mundos internos e, por isso, dever ser cultivadas em alguma extensão antes de começar o verdadeiro treinamento esotérico. Durante certo tempo, é indispensável ao Aspirante uma vida moral, dedicada a pensamentos espirituais, antes de ser possível começar o trabalho que proporcionará o conhecimento direto dos domínios suprafísicos e o habilitará a converter-se, no sentido mais elevado, num auxiliar da humanidade.
Quando o candidato tenha vivido desse modo o tempo suficiente para estabelecer a corrente de força espiritual, está apto e capacitado para receber instruções esotéricas. São fornecidos a ele, então, alguns exercícios para pôr em vibração a glândula pituitária. Essa vibração faz a glândula pituitária chocar e desviar ligeiramente a linha de força mais próxima (Diagrama 17). Esta se choca com a próxima, e o processo continua até que a força da vibração se esgota. Isto se efetua de maneira parecida ao tocar-se uma nota num piano: ela produzirá certo número de sons harmônicos, a intervalos apropriados, os quais, por sua vez, farão vibrar as cordas correspondentes do piano.
Quando a vibração crescente do Corpo Pituitário desvia suficientemente as linhas de força e estas alcançam a Glândula Pineal, realiza-se o objetivo procurado: estabelece-se uma ponte entre ambos os órgãos. É a ponte entre o Mundo dos sentidos e o Mundo do Desejo. Construída essa ponte, o ser humano torna-se Clarividente e pode dirigir seu olhar à vontade. Os objetos sólidos podem ser vistos por dentro e por fora porque o espaço e a densidade deixaram de serem para ele obstáculos para a observação.
Não é ainda um Clarividente exercitado, ou educado, mas é Clarividente à vontade, um Clarividente voluntário. É uma faculdade muito diferente da do médium, geralmente um Clarividente involuntário, isto é, que só pode ver o que se lhe apresenta e que, no melhor dos casos, pouco mais tem além da mera faculdade negativa. Construída essa ponte, a pessoa estará sempre certa de poder pôr-se em contato com os mundos internos, estabelecendo ou rompendo à vontade a conexão com eles. Gradualmente, o observador aprende a dirigir a vibração do Corpo Pituitário, de maneira a poder pôr-se em contato com qualquer das regiões dos Mundos internos que deseje examinar. A faculdade está sob completo domínio da sua vontade. Não é necessário pôr-se em transe, ou fazer algo anormal para elevar sua consciência até o Mundo do Desejo. Basta-lhe somente querer ver, e vê.
Como já indicamos no começo desta obra, o neófito deve aprender a ver no Mundo do Desejo ou, melhor dito, deve aprender a interpretar ou compreender o que vê ali. No Mundo Físico os objetos são densos, sólidos e sua forma não muda instantaneamente. No Mundo do Desejo, as formas mudam da maneira mais fugaz e instável. Isto é manancial de confusões sem conta para o Clarividente involuntário e negativo e até mesmo para o neófito que nele penetra sob a direção de um instrutor. Porém, os ensinamentos do instrutor cedo colocam o discípulo em condições de perceber a Vida que produz a mudança nas formas e, assim, o discípulo, conhecendo a razão da instabilidade não dá atenção a isso.
Há também outra distinção importantíssima a fazer. O poder de perceber os objetos de um mundo não é idêntico ao poder de agir dentro dele. O Clarividente voluntário pode ter recebido algum treinamento e distinguir o verdadeiro do falso no Mundo do Desejo. No entanto, é uma condição parecida à de um prisioneiro atrás da janela gradeada que o separa do mundo externo: pode vê-lo, mas não pode funcionar nele.
Portanto, a educação ou treinamento esotérico abre a visão interna do Aspirante. Há seu tempo, receberá exercícios que organizarão um veículo capaz de funcionar nos mundos internos de maneira perfeitamente consciente.
(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel)
Que as rosas floresçam em vossa cruz

SIGNO: Leão, o leão
QUALIDADE: Fixo; ou consciência dirigida regular e consistentemente para estabelecer um centro estável.
ELEMENTO: Fogo; ou um entusiasmado e inspirado estado de consciência. Entre outras coisas, o elemento Fogo corresponde ao Éter, ao Corpo Vital, a Região Etérica do Mundo Físico e ao Tríplice Espírito.
NATUREZA ESSENCIAL: coragem
ANALOGIA FÍSICA: incandescência, fluorescência e outras formas de energia radiante.
ASTRO REGENTE: O Sol. Porque ele é capaz de expressar suas funções mais facilmente livremente quando ele está situado nesse signo. O Sol representa o ímpeto para expressar a individualidade, para experimentar um senso de propósito e o esforço para o crescimento pessoal.
CASA CORRESPONDENTE: a 5ª Casa corresponde a Leão e representa o desejo para confidenciar e a confiabilidade com respeito à própria consciência e à capacidade de ser determinado.
ANATOMIA ESOTÉRICA: representa o Espírito de Vida.
ANATOMIA EXOTÉRICA: específica: coração, pericárdio, região dorsal, aorta e a veia cava inferior e superior e pons varoli. Geral: as costas, medula espinhal e coluna vertebral, o sangue e o sistema circulatório, o sistema glandular e endócrino e os órgãos do corpo.
FISIOLOGIA: Governa o processo fisiológico da circulação sanguínea, a manutenção da temperatura constante interna do corpo, a distribuição dos recursos de energia do corpo e a distribuição do fluído etérico (do Sol) que entra no corpo por meio do baço.
TABERNÁCULO NO DESERTO: representa o Candelabro de Sete Braços que se encontrava na Sala Leste do Tabernáculo. O Candelabro de Sete Braços simboliza os Sete Espíritos diante do Trono. Indica a luz do conhecimento e do entendimento sobre o Plano de Evolução que guia o aspirante espiritual para que sirva mais eficazmente no seu ambiente.
MITOLOGIA GREGA: Dois primitivos deuses solares são Apolo e Hélios. Hélios foi o deus que dirigiu sua carruagem flamejante sobre o arco do paraíso todos os dias, fornecendo a luminosidade e o aquecimento para os habitantes da terra. Apolo continha dentro de si, muitos atributos diferentes, simbolizando a síntese das forças no Sol e indicando as muitas facetas do Espírito quando em manifestação. Ele era o deus da música, da arte, da ciência, da profecia, da educação e do valor físico.
CRISTIANIDADE CÓSMICA: Enquanto o Sol está em Leão, o Espírito de Cristo está reconstruindo o Seu veículo Espírito de Vida e imbuindo dentro dele com o poder que Ele deve trazer para a Terra no próximo ano. Nesse tempo do ano nós podemos glorificar a Deus pelos nossos afazeres, demonstrando nossa apreciação do Seu Amor através de um esforço extra para transformar nossos elevados ideais em realidades concretas. Agora é o tempo para reafirmar nosso propósito na vida em ser um servo útil na vinha do Cristo.
LIÇÃO A APRENDER: A fim de perceber os altos potenciais da influência positiva (generosidade, honrável, aberta, liderança) de Leão e evitar o desenvolvimento das negativas (orgulho, desrespeito, arrogância), o cultivo da modéstia e da humildade é essencial. Não somente parecer modesto, mas ser verdadeiramente modesto. Toda glória deve ser dada a Deus, percebendo que não importa o quão grande nós podemos parecer para nós mesmos, há sempre aqueles que são muito maiores e que mesmo com nossos melhores esforços não somos capazes de servir a Deus eficazmente nem por um dia sequer. Deve procurar desenvolver o discernimento e o cuidado em gastar energias a fim de diminuir a tendência a ser ineficaz e indolente em seus esforços.
(traduzido da Revista: Rays from the Rose Cross – julho/1977 pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
A natureza intrínseca de Marte é “energia dinâmica”. Ele é que infunde a vontade e disposição em atingir um objetivo ou uma meta, o dinamismo, o espírito empreendedor, a iniciativa, capacidade de luta, ousadia para construir o mundo.
Marte rege os glóbulos vermelhos do sangue, o ferro que dá o calor sanguíneo, ânimo para qualquer atividade. Necessariamente, pela expressão dessa energia construtiva e propulsora surgem, também: os choques emocionais, a impaciência, a rudeza, o mando altivo, enfim, as desinteligências e querelas de toda a ordem. Aí está a fonte mais comum de ódio, de ira, engendrados pelo mau emprego da energia marciana.
Por si só Marte jamais infunde elemento de discórdia. A falta de equilíbrio dos seres humanos é que acaba por expressar discordantemente essa força. A energia em si não é má. O uso que dela fazemos é que está errado. Tal como a cachoeira pode destruir com a violência das águas, também pode construir. Se a dominamos e a pomos para movimentar um dínamo, com sua força, iluminaremos cidades.
É um equivoco, pois, culpar o Planeta Marte por nossas manifestações de violência, assim como seria errôneo culpar um bom alimento energético, pelo fato de havermos sofrido uma indigestão. O culpado mesmo é a nossa incapacidade de criar um Corpo Denso que produz a insuficiência de bílis, a perturbação estomacal que não soube digerir devidamente o alimento, para utilizá-lo na economia do corpo. Em lugar disso, desperdiçou-o. Analogamente, quando o raio marciano age em nós, convertendo-se em paixão ao expressar-se por nosso intermédio, apenas devemos lamentar, pois é nossa incapacidade de canalizar e controlar essa grande força em propósitos eficientes.
Vejam quão maravilhosamente equilibrado é o Reino de Deus! No Sistema Solar estes contrastes são necessários. Se tivéssemos apenas os raios de Vênus, por exemplo, jamais poderíamos aprender a amar o bom e o belo. Não poderíamos desenvolver o senso estético consciente, pois é justamente o contraste que nos evidencia e desenvolve determinada virtude. Se o feio e o mau nos fossem desconhecidos, as desejáveis qualidades opostas jamais se apresentariam diante de nossos olhos tão marcadamente. Aqueles que buscam unilateralmente cultivar apenas as qualidades venusianas, de amor, de beleza, de harmonia alcançarão, com certeza, um agudo sentido estético que os tornará cada vez mais sensíveis e rebelde aos mesquinhos aspectos da vida. Mas, há nisso muitas falhas. Sentirão essa repulsa pelas coisas inferiores, pela desordem, pela desarmonia, mas não sentirão impulsos de ajudar os que necessitem de orientação, não procurarão melhorar e corrigir as falhas por qualquer meio possível a seu alcance. E assim, desprovidos da iniciativa e dinamismo marciano, apenas lamentam e se ressentem, cômoda e inertemente.
É de todo conveniente que se cultive também o dinamismo marciano, que nos provê de fibra moral para enfrentar situações difíceis e desagradáveis para arrastar reveses que desanimariam as pessoas comuns e poriam fora de combate os “sensíveis e predominantemente venusianos”.
Assim, utilizando Vênus como exemplo, o ideal é mesclar essas duas qualidades: a virtude feminina de Vênus que ameniza, harmoniza, embeleza com a o dinamismo de Marte que anima, que promove a ação, que exterioriza em atos, que decide, que dá valor e decisão. Desse casamento resulta, então, a capacidade de planejar bem e agir equilibrada e decididamente na vida.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – Fraternidade Rosacruz – São Paulo – SP – setembro/1968)
A parábola relativa à Leão é a do banquete de bodas do filho do rei.

A festa de bodas é, naturalmente, a Iniciação. Não há estação na qual os portais do céu se abram mais ou na qual a luz brilha com maior intensidade que durante o tempo em que as forças de Leão estão focadas sobre a Terra. O leão, símbolo do Signo de Leão, representa o fogo cósmico no interior do ser humano. Quando esse fogo é elevado à cabeça, esse órgão se converte no centro regenerador do Corpo-Templo. Esse é o significado mais elevado do leão rampante (ou seja, apoiado sobre as patas traseiras), que simboliza o mais elevado aspecto da Iniciação. Na magnífica cerimônia da loja maçônica, o leão, em pé, e com uma garra estendida, era o que elevava o herói maçônico Hiram Abiff (O construtor Mestre do Templo de Salomão, era Filho de uma Viúva, um artífice habilidoso. Uma das encarnações de Christian Rosenkreuz) das trevas da morte até a glória da vida imortal.
A Iniciação, tal e como existia antes da vinda de Cristo, era um processo bem diferente da atual. A Iniciação antiga era chamada de A Trilha dos Mistérios Iluminados e consistia em uma solene cerimônia que representava importantes acontecimentos na vida dos grandes Mestres do mundo, desde o nascimento até a sua Ressurreição. Com a vinda do Cristo, a Iniciação experimentou uma mudança e agora é chamada de A Trilha dos Mistérios Solares. A Iniciação Cristã ainda representa importantes acontecimentos da vida do Senhor: Nascimento, Batismo, Transfiguração, Ressurreição e Ascensão. Contudo, agora são experiências realizáveis e vitais no interior da consciência e do Corpo do Discípulo. Daí que agora, sob Cristo, seja muito mais difícil a Iniciação do que era antes da Sua vinda. Por isso São Paulo, um dos maiores expoentes dos Mistérios Cristãos, deu a seus Discípulos um tipo de mantra, aplicável a todos no tempo moderno, quando lhes disse: “Que Cristo seja formado em vós”. As diversas escolas de metafísicos como o Novo Pensamento, a Ciência Cristã e outras, que preconizam a manifestação do Cristo Interno, são etapas preparatórias que conduzem à realização suprema na vida do ser humano: a Iniciação nos Mistérios trazidos à Terra por Cristo.
Outra importante diferença entre os Mistérios pré-Cristãos e os ensinados por Cristo consiste em que nos tempos antigos cada cidade tinha seu próprio Templo de Iniciações onde se observavam os Mistérios. Durante a Idade de Ouro da Grécia não se permitia ocupar um cargo público a nenhum homem que não fosse iniciado nos Mistérios. Todos esses Templos terrenos foram fechados e os verdadeiros Templos de Mistérios estão, agora, situados na Região Etérica do Mundo Físico. Por isso, cada Aspirante há de tecer, antes, seu próprio “traje de bodas” para poder entrar, já que em seu Corpo Denso não é mais possível entrar lá.
Os Éteres estão divididos em quatro graus de densidade. Como já foi dito, enquanto o ser humano pertencer à terra, é terreno, e vive para comer, beber e ser feliz, seu Corpo Vital se compõe, principalmente, dos dois Éteres inferiores. Quando começa a renunciar ao caminho da carne e a aspirar às coisas do espírito, então, atrai cada dia em maior quantidade os dois Éteres superiores.
Em nossos dias, o elevado e sagrado significado da Iniciação foi perdido, para a maioria das pessoas. Consequentemente, o reconhecimento do profundo significado espiritual dos antigos Templos de Mistérios é muito pequeno ou completamente nulo. Não se tratava de cerimônias ao alcance de qualquer um, como irrefletidamente se crê. Eram acessíveis só aos que tinham se qualificado devidamente para participar neles. Essa é a verdade expressa na parábola do Banquete de Bodas do Filho do Rei. Só podiam entrar nele os revestidos com o “dourado vestido de bodas”. Esse traje não pode ser dado por ninguém. Há de ser tecido por si mesmo. E isso só se consegue fazer “vivendo a vida”, por meio da sublimação dos desejos inferiores em poderes do espírito e mediante à prestação de serviços amorosos e desinteressados a todos os demais seres humanos e a todos os seres viventes. Essa é a verdade destacada pela Cristandade esotérica. Enquanto que a ortodoxa põe todo o peso da salvação do ser humano sobre os ombros do Cristo, a Cristandade esotérica põe tal salvação onde deve estar: sobre os ombros do próprio ser humano.
É durante o tempo em que a Hierarquia de Leão está derramando suas forças sobre a Terra, que é mais fácil para o Aspirante se dedicar, novamente, a prosseguir na trilha para tecer a luminosa vestimenta que lhe há de abrir a essas correntes de luz e a essas radiações de amor. Quando esse traje for totalmente tecido, será considerado digno de participar do banquete do matrimônio místico e de ser contado entre os filhos do Rei. Quando a alguém é permitida essa assistência, pode estar em Sua presença, olhando-O face a face e o conhecendo tal qual Ele é.
Enquanto o Sol está em Leão, o Espírito de Cristo se regenera e renova graças às glórias do Reino do Pai.

Na vida de Cristo, Sua entrada Triunfal corresponde às régias radiações de Leão. Nesse momento, o Espírito de Cristo estava magneticamente carregado da fulgente glória do Pai, que tinha descido à Ele, enquanto o Sol transitava pelo Signo real nos céus. Isso produziu as populares e instintivas hosanas que acompanharam Sua entrada.
Aquela cena triunfante foi o início dos acontecimentos culminantes do ministério de Cristo na Terra, seguidos da Sua assunção da regência desse Planeta para a redenção do mundo. Simboliza, também, a festiva procissão de um Candidato que alcançou a entrada em um Templo de Luz. Por isso, se escutou um canto angélico dos céus: “Bendito o que vem em nome do Senhor.” (Mt 21:9) (a lei). Ou seja, o que caminha na luz espiritual e no amor.
A constelação de Leão pertence à Triplicidade de Fogo. Luz, amor, autoridade e controle estão entre as suas notas-chaves. O coração rege o Corpo-Templo humano e é o centro do amor. O coração do Discípulo aumenta sua luminosidade com sua espiritualização crescente até que, finalmente, caminha na luz como Cristo, que está na luz. Como consequência dessa irradiação, chama a atenção e ganha lealdade. A Hierarquia de Leão está implantando esse ideal no mais profundo de cada ser humano ao focar seu poder de amor sobre a Terra.
Quando o Sol atravessa o Signo de Leão, o iluminado que caminha na trilha da santidade ascende aos mais altos reinos desse Planeta e entra em uma mais profunda consciência de poder transcendente. Começa a compreender que o amor, em seu mais elevado aspecto, não é uma paixão ou um sentimento, mas uma fase da própria divindade. São Pedro foi imbuído de uma força amorosa dessa natureza. Ele mesmo se referiu a ela quando disse ao aleijado, às portas do formoso Templo: “Nem ouro nem prata possuo. O que tenho, porém, isto te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareu, põe-te a caminhar!” (At 3:6) . E foi essa mesma força a que, de tal modo, animou a São Paulo que, apesar de todas as suas perseguições e encarceramentos, pode pronunciar aquelas palavras formosas: “Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos Anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como um bronze que soa ou como um címbalo que tine.” (ICor 13:1).
A nota-chave bíblica de Leão ressoa nas palavras: “O amor é o cumprimento da lei.” (Rm 13:10).
Por Max Heindel
Há alguns anos, o escritor visitou Minneapolis para dar um curso em forma de palestras; lá, conheceu a Srta. Margaret S — uma fotógrafa comercial que fez nossos slides (para usar no estereóptico[1]) para “Parsifal”, “O Anel dos Niebelungos”, etc. Nós nos tornamos bem conhecidos e no decorrer das conversas sobre certos gráficos, também sendo feitos em forma de slides, o assunto “Renascimento” entrou em discussão.
A Srta. S. tinha apenas uma vaga ideia do ensino. Parecia mais uma ideia nova de que a vida é uma Grande Escola e que voltamos a ela, vida após vida, para aprender novas lições, como uma criança volta para uma escola terrena, dia após dia, com o mesmo propósito.
Mas, parecia lançar luz sobre um problema que a intrigava há anos. Ela tinha uma irmã mais nova, Anne, que era uma criança muito diferente e “imaginava” coisas muito estranhas; isso era quase angustiante para os outros membros da família. Ela insistiu que já tinha vivido antes e da última vez foi no Canadá, onde, segundo ela, “derrubei os portões”.
Ela era apenas um bebê e não poderia ter ouvido isso de alguém da família, pois ninguém entendia ou acreditava no Renascimento. Portanto, há apenas uma hipótese razoável, a saber, que ela carregou a consciência do passado.
A Srta. S. não sabia, na época, o que significava a expressão “derrubei os portões”, mas um artigo na revista American Magazine, de julho, apresenta a história da “imaginação” da pequena Anne, que ganhou o primeiro prêmio. Reimprimimos o artigo conforme publicado.
“Anne, minha meia-irmã mais nova, quinze anos mais jovem, era uma criança estranha desde o início. Ela nem mesmo se parecia com algum membro da família de quem já ouvimos falar, pois era escura, quase morena, enquanto o restante de nós éramos claros, mostrando nossa ancestralidade escocesa-irlandesa inconfundivelmente.”
“Assim que ela conseguiu falar usando frases conectadas, ela contava histórias de Fadas para si mesma e, apenas para se divertir, eu anotava seus murmúrios com meu lápis em meu antigo diário. Ela era minha responsabilidade especial — minha mãe era uma mulher muito ocupada — e eu estava muito orgulhosa dela. Essas tramas de fantasia nunca foram do tipo usual dos Contos de Fadas infantis, porque, além da imaginação infantil, havia neles fragmentos de conhecimento que um bebê não poderia ter absorvido de forma alguma.
“Outra coisa notável sobre ela era que tudo o que fazia parecia fazer por hábito e, de fato, tal era sua insistência, embora nunca soubesse explicar o que queria dizer com isso. Se você pudesse ver o modo turbulento com que ela levantava sua caneca de leite, quando tinha apenas três anos, e engolia o leite de uma vez, você teria estremecido de tanto rir. Isso deixava minha mãe particularmente constrangida e ela reprovava Anne repetidamente.”
“O bebê era uma boa e pequena alma; parecia tentar obedecer e, então, em um momento de distração, trazia outra ocasião de mortificação. ‘Eu não posso evitar, mãe’, ela dizia repetidamente com lágrimas em sua voz de bebê. ‘Eu sempre fiz assim!’.
“Tantos foram os pequenos incidentes em seus ‘hábitos’ de fala, pensamento, comportamento e memória que, finalmente, paramos de pensar sobre eles e ela própria estava completamente inconsciente de que era diferente das outras crianças.”
“Um dia, quando ela tinha quatro anos, ficou muito indignada com papai sobre algum assunto e, enquanto se sentava no chão, à nossa frente, anunciou sua intenção de ir embora para sempre.”
“‘De volta ao céu, de onde você veio?’, perguntou meu pai com falsa seriedade. Ela balançou a cabeça.”
“‘Eu não vim do céu para você’, ela afirmou com aquela convicção serena a que estávamos bastante acostumados agora. ‘Eu fui para a Lua primeiro, mas — você sabe sobre a Lua, não é? Costumava ter gente nela, mas ficou tão difícil que tivemos que ir embora.’”
“Isso parecia ser um Conto de Fadas, então peguei meu lápis e meu diário.”
“‘Então’, meu pai a conduziu, ‘você veio da Lua para nós, não é?’”
“‘Oh, não’, ela disse a ele de forma casual. ‘Eu estive aqui muitas vezes — às vezes eu era um homem e às vezes eu era uma mulher!’”.
“Ela foi tão serena em seu anúncio que meu pai riu muito, o que enfureceu a criança, pois ela não gostava de ser ridicularizada de forma alguma.”
“‘Eu era! Eu era!’, ela se mantinha indignada. ‘Uma vez eu estive no Canadá, quando era homem! Eu me lembro do meu nome, até’”.
“‘Oh!’, ele zombou, ‘as garotinhas dos Estados Unidos não podem ser homens no Canadá! Qual era o seu nome, de que você se lembra tão bem?’”
“Ela esperou um minuto. ‘Era Lishus Faber’, arriscou-se ela; depois repetiu com mais segurança, ‘é isso — Lishus Faber’. Ela combinou os sons para que isso fosse tudo que eu pudesse entender — e o nome assim permanece no meu diário até hoje, ‘Lishus Faber’”.
“‘E o que você fazia para viver, Lishus Faber, naqueles dias?’. Meu pai então a tratou com a falsa solenidade condizente com sua segurança e acalmou seu corpinho nervoso”.
“‘Eu era um soldado’ — ela concedeu a informação triunfantemente — ‘e eu derrubei os portões!’”.
“Isso é tudo o que está registrado lá. Repetidamente, eu me lembro, tentamos fazer com que ela explicasse o que queria dizer com a frase estranha, mas ela apenas repetiu as palavras e ficou indignada conosco por não entender. Sua imaginação parou nas explicações. Vivíamos em uma comunidade culta, mas, embora eu tivesse repetido a história para perguntar sobre a frase — como se conta histórias de filhos amados, você sabe —, ninguém podia fazer mais do que conjeturar seu significado”.
“Alguém me encorajou a realmente ir mais longe no assunto e, por um ano, estudei todas as histórias do Canadá em que pude ter acesso, histórias sobre uma batalha na qual alguém ‘derrubou os portões’. Tudo em vão. Finalmente, fui dirigido por um bibliotecário a uma história de ‘documentário’, suponho que seja isso — um livro antigo e engraçado no qual a letra “s” é parecida com “f”, você sabe. Isso aconteceu mais de um ano depois, quando eu já havia perdido as esperanças. Era um livro antigo e curioso, curiosamente pitoresco em muitos de seus contos, mas descobri um que tirou todos os outros da minha cabeça por um tempo. Foi um breve relato da tomada de uma pequena cidade murada por uma pequena companhia de soldados; um feito notável, de certa forma, porém sem importância geral. Um jovem tenente, com seu pequeno bando — e a frase saltou aos meus olhos — ‘derrubou os portões’… O nome do jovem tenente era ‘Aloysius Le Febre’”.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro/1916 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
[1] N.T.: um projetor de slides (tem 2 lentes, normalmente uma em cima da outra) ou uma “lanterna mágica” relativamente poderosa, que possui duas lentes, geralmente uma acima da outra, e tem sido usada principalmente para projetar imagens fotográficas.
O ser humano que se mantém sereno é aquele cujo sangue é puro. Isso significa: um sangue limpo de resíduos de alimentos inadequados, de pensamentos negativos ou de ações inconvenientes.
O sangue é um dos mais elevados produtos do Corpo Vital, nos dá vitalidade e é responsável de prover nutrientes a todas as partes do corpo, garantindo, dessa maneira, saúde para todos os nossos corpos, possibilitando uma atividade constante, voltada para o serviço, aspiração de todo Estudante da Filosofia Rosacruz.
Recentes pesquisas científicas comprovaram que toda doença, não importando sua intensidade ou gravidade, surge pela contaminação do sangue, apontando para esse fato como a causa fundamental de todas as moléstias que atormentam à humanidade. Portanto, se essa é a causa, devemos, de maneira imperiosa, fazer alguma coisa para reverter esse fato.
Pesquisadores das mais importantes universidades do mundo realizam estudos no sentido de encontrar elementos que ajudem a limpeza do sangue, como meio de conservar a saúde e de prevenir as doenças. Recentemente, eles confirmaram o que nosso amigo e irmão Max Heindel nos aconselhou no início do século: o suco da uva é o maior purificador de sangue que existe na natureza.
Além de limpar, seu princípio ativo revitaliza nossas células, equilibrando nossos sistemas e permitindo que nossa capacidade de regeneração entre em funcionamento.
Pesquisadores da Universidade de Munique acompanharam inúmeros casos de doenças tais como reumatismo, pressão alta, diabetes, doenças dos rins, inclusive câncer, que foram curados com a terapia da uva, supervisionada por eles. A uva foi muito acertadamente chamada “a rainha das frutas” pelo seu altíssimo valor terapêutico e de ajuda à humanidade. Ela confirma o ditado hipocrático que nos diz: “Faça do seu alimento, o seu melhor medicamento”.
A uva deveria ser um complemento alimentar a ser introduzido na nossa dieta, já que nos ajudaria a conseguir equilíbrio para nossos sentimentos, pensamentos e ações. Ela foi usada por nosso Amado Jesus Cristo como água de vida.
Manter nosso sangue limpo de impurezas é fator imprescindível para manter-nos saudáveis e disponíveis para um serviço cada vez mais responsável em favor da humanidade.
Dica: procure comer ou beber dessa fruta separadamente dos outros alimentos, para assim, aproveitar ao máximo seu princípio ativo.
(Publicado no ECOS da Fraternidade Rosacruz-SP em maio-junho/1999)
Segundo os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, o verdadeiro propósito da existência não é a felicidade, mas a experiência pela qual nos é possível desenvolver os poderes espirituais latentes e transformá-los em faculdades ativas, servindo ao Plano Divino da evolução.
A frase acima encerra essencialmente, ou nas entrelinhas, uma ideia em torno da qual gravitam várias outras correlatas que a complementam.
Reiteramos: a finalidade da vida não é lograr a felicidade, mesmo porque essa ainda não foi claramente conceituada pelos seres humanos. O que vem a ser realmente a felicidade? Cada um a configura à sua maneira. A seu respeito temos tantas definições quantas são as criaturas que a almejam. Para o ser humano comum, em linhas gerais, significa um estado ideal.
Quem, afinal, obteve esse dom divino, essa graça suprema de alcançar um estado ideal? Falando em termos práticos e objetivos, esse estado, para ser ideal, deverá ser duradouro, inabalável e indestrutível. Caso contrário, não valerá a pena lutar para concretizá-lo. É vão o esforço despendido para desfrutar momentos fugazes e fugidios.
Examinemos agora o panorama do mundo em que vivemos. São perenes os momentos de segurança? As posições, sejam humildes ou elevadas, são absolutamente estáveis? Os seres humanos vivem e trabalham com inabalável fé no amanhã? Por que os conflitos? Por que as fugas? Há paz em todos os quadrantes da Terra?
Cada um responda, se quiser, a essas indagações, e em seguida passe a alinhavá-Ias. Temos a certeza de uma coisa: muitos chegarão às mesmas conclusões.
Quão objetivos e paradoxalmente subjetivos são os conceitos de felicidade. Como divergem, entrechocam-se e distanciam-se os pontos de vista a respeito.
Uma coisa é certa: não podem consubstanciar-se em fatos ou condições transitórias, caso contrário suas bases serão frágeis e enganadoras.
A admirável sabedoria dos Rosacruzes proporciona uma visão ampla e profunda do problema.
O ser humano, face sua ignorância, inverteu não só o seu papel no mundo, mas também a finalidade das coisas. O que deveria ser um fim passou a ser um meio e vice-versa.
O ser humano real é um espírito imortal, célula do corpo cósmico de Deus. Possui todos os atributos divinos. É intrinsecamente divino. Assim como uma gigantesca árvore encontra-se potencialmente em uma minúscula semente, de maneira análoga, o espírito e dotado, em forma latente, de todos os poderes comuns à Divindade. Para que a árvore cresça e de frutos, a semente deverá ser lançada à terra em condições especiais. Deverá ser objeto de determinados cuidados. Para o florescimento de todas as suas potencialidades anímicas, o Espírito também deve ser convenientemente trabalhado. Presentemente, a existência material constitui esse processo. O mundo é literalmente uma grande escola. É a fonte de todos os impactos, de todas as experiências que lapidam o ser real, predispondo-o, através da evolução, a galgar esferas de ação superiores.
O ciclo de Renascimento e mortes provê o ser humano de meios para se elevar acima de todas as limitações. Diariamente, vê-se as voltas com lições as mais variadas, cujo valor educativo, se conveniente assimilado, desperta-lhe, gradativamente, as faculdades espirituais.
O mundo, os acontecimentos, as conquistas, as descobertas e os bens materiais, os veículos utilizados pelo espírito constituem um meio e não um fim em si mesmo.
A inversão de tal princípio representa a busca infrutífera do mirífico estado ideal. É uma ilusão. Os seres humanos, em sua grande maioria, vivem abatidos por uma terrível frustração. E não é para menos. São como que viajantes extraviados e atordoados pelo sol causticante do deserto material. Correm, desesperadamente, atrás de miragens.
No fundo, mas no fundo mesmo, a felicidade desejada pela maioria não passa disso aí: miragem. Mas, existe uma condição ideal possível, razoável, acessível. Não se reveste de sensações exteriores. É absolutamente imaterial. Consiste, harmoniosamente, em paz de consciência, equilíbrio interior, limpidez mental. É a consciência da própria identidade divina. É aspiração superior. É amor puro a todos os seres da criação. É uma imersão total e incondicional na UNIDADE DA VIDA.
Preferimos não rotular de felicidade esse indescritível estado de alma. Outro termo, talvez, seja mais próprio: PLENITUDE!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz da Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP – de março/1974)
Abordaremos aqui novas dimensões dessa questão entre os relacionamentos e a afetividade neles.
A natureza intrínseca de Vênus pode se expressar nas ideias de harmonia e ritmo. Vênus com Aspectos benéficos (Sextil, Trígono e algumas Conjunções) traz à pessoa um caráter afetuoso, delicado e harmonioso. Vênus lhe confere a tendência de simpatia para com as coisas e de ordem. Irradia agradável magnetismo e tem facilidade para atrair e estabelecer amizade, formar grupos de cooperação, ensejar atividades grupais e tudo o mais que chamamos de amizade, amor, capacidade de entrosamento.
A forma peculiar de exprimir as virtudes venusianas num determinado departamento da vida depende da colocação do “Planeta do amor”, do Signo e da Casa em que se ache. Na 1ª Casa confere um Corpo Denso delicado, gracioso e belo e muito atraente. Na 3ª Casa – a dos irmãos, dos vizinhos e dos irmãos de ideal – Vênus, por meio dessas boas qualidades, nos proporcionará merecedores da atenção e amizade das pessoas de nossa intimidade, assegurando um convívio feliz. Assim será nas outras Casas, segundo a natureza de cada uma.
Vênus rege os Signos de Touro e Libra e as Casas correspondentes, isto é, a 2ª e 7ª Casa, em um horóscopo natural. Para sabermos o que a pessoa trouxe de outras vidas, no que se refere a essas qualidades venusianas, o modo e as épocas em que vai expressá-la, é mister examinarmos o horóscopo, buscando os Aspectos da 2ª e 7ª Casa e do 2º e 7º Signo. Na 7ª Casa Vênus pode nos proporcionar, se o merecemos, a atração de uma alma afim como companheiro (a) de matrimônio, tornando nossa vida na Terra um verdadeiro céu. De fato, o matrimônio deve ser elevado a uma oitava superior: como o termo sugere (fusão, combinação homogênea) é o matrimônio das almas, um êxtase, um hino de louvor entoado por dois Espíritos harmonizados. Este canto é ensinado pelos Anjos, nos céus, para o harmonioso acompanhamento da Música das Esferas. O Ego que traz em seu horóscopo uma parte, mínima que seja, desse Coro da Harmonia Celestial emanará de seu coração um canto de felicidade, um manancial de regozijos que nenhuma tristeza terrena poderá empanar.
Com Aspectos benéficos da 11ª Casa, Vênus nos proporcionará a atração de amigos afetuosos, cuja consideração conquistamos anteriormente, em vidas pregressas, pois o horóscopo do nascimento nos mostra a sementeira e a colheita de alegrias ou de penas. Nós mesmos edificamos nosso “destino”, sempre! Os Astros simplesmente marcam o tempo da segadura, como o Sol chama o lavrador para a colheita. A bondade e consideração de nossos atuais amigos, conquistados por nós em existências passadas, mercê de atos correspondentes, de serviço altruísta e amizade desinteresseira. Ninguém colhe sem primeiramente plantar. Não podemos conservar os amigos, sócios, parentes, esposo (ou esposa) unidos a nós, senão através da chama de Vênus, do sentimento e da afeição.
Devemos pensar, sentir e agir fraternalmente para conquistar e conservar os bons amigos. Essa ideia corresponde à do brocardo popular: “é até fácil conquistar uma amizade, difícil é conservá-la”. Aplica-se também a todas as esferas: amigos, parentes, cônjuge, companheiros de trabalho, de ideal, etc. A negligência nesse assunto vai, muitas vezes, debilitando a chama do amor. Então, quando sofremos a falta dessa luz podemos avaliar a falta que ela nos faz.
Portanto, os que tenham Aspectos adversos (Quadratura, Oposição e algumas Conjunções) de Vênus em seu tema natal, devem reconquistar sua harmonia, mediante o restabelecimento e afinação vibratória com o “Planeta do amor”.
Os que tenham Aspectos benéficos vigiem para merecer essa graça e jamais perdê-la por negligência. Mais uma vez queremos frisar a importância de nossa contribuição nessa conquista “os Astros impelem, mas não obrigam”.
Notem como as boas tendências que Vênus, com Aspectos benéficos, pode nos infundir. Mas, o inverso também é verdadeiro. Se desfiguramos a harmonia de nosso relacionamento, dificilmente iremos atrair felicidade na próxima vida. Depende de nós, por meio de um esforço consciente e perseverante, harmonizar as cordas de Vênus para que toque na lira de nossa alma, a mística e verdadeira amizade conducente à felicidade real.
(Publicado na Revista Rosacruz-Fraternidade Rosacruz em São Paulo-SP – maio/1968)

A oração abre um canal pelo qual a Vida e a Luz divinas podem fluir sobre nós, do mesmo modo que o acionar de uma chave elétrica abre o caminho que possibilita à corrente fluir da usina geradora para a nossa casa.
A fé na oração é a força que aciona a chave. Sem força muscular, não podemos ligar a chave para obter a luz física, e sem fé não podemos orar de maneira a conseguir iluminação espiritual segura.
Se oramos por objetivos mundanos, para fins que contrariam as leis do amor e do bem universal, nossas orações serão tão inúteis quanto uma chave de vidro num circuito elétrico. O vidro é isolante elétrico, portanto, representa uma barreira ao fluxo da corrente. Analogamente, a oração egoísta representa uma barreira aos propósitos divinos devendo, portanto, ficar sem resposta. Devemos, pois, orar corretamente e, no “Pai Nosso” temos o mais admirável modelo de oração, porque atende as nossas necessidades a tal ponto que nenhuma outra fórmula consegue igualá-la. Com umas poucas e curtas sentenças, ela abarca toda a complexidade do relacionamento entre Deus e nós.
A fim de compreendermos devidamente essa sublime oração e nos capacitar a proferi-la inteligível, consciente e eficazmente, recordemos, de modo rápido, alguns conceitos Rosacruzes aqui envolvidos:
O Pai é o mais elevado Iniciado do Período de Saturno.
O Filho é o mais elevado Iniciado do Período Solar.
O Espírito Santo é o mais elevado Iniciado do Período Lunar.
O Espírito Divino e o nosso Corpo Denso iniciaram sua evolução no Período de Saturno estando, por isso, sob os cuidados do Pai.
O Espírito de Vida e o nosso Corpo Vital iniciaram sua evolução no Período Solar ficando, consequentemente, a cargo do Filho.
O Espírito Humano e o nosso Corpo de Desejos começaram a evoluir no Período Lunar; portanto, ficaram especialmente sob os cuidados do Espírito Santo.
A Mente foi acrescentada no Período Terrestre e não ficou a cargo de nenhum Ser externo, mas apenas sob o nosso governo, sem qualquer outra ajuda de fora.
Aliás, dentre as ajudas espirituais, que recebemos para que possamos avançar no nosso progresso, temos a Oração do Senhor (Pai Nosso), conforme Cristo nos ensinou no Evangelho Segundo São Mateus (6:9-13):
“Pai nosso que estás nos céus,
santificado seja o teu Nome,
venha o teu Reino,
seja feita a tua Vontade assim na terra, como no céu.
O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.
Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores.
E não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.”
No Pai Nosso há sete orações, ou melhor, há três grupos de duas orações e uma súplica simples. Cada grupo faz referência às necessidades de um dos nossos aspectos, Tríplice Espírito, e de sua contraparte no Tríplice Corpo.
Essa oração é uma fórmula abstrata ao melhoramento e purificação de todos os nossos veículos.
Cada aspecto do Tríplice Espírito, começando pelo inferior, expressa adoração ao aspecto correspondente da Divindade. Quando os três aspectos do espírito estão colocados ante o Trono da Graça, cada um emite uma oração apropriada às necessidades da sua contraparte material. No fim os três unem-se para proferir a oração da Mente.
O Espírito Humano se ergue nas asas da devoção e se eleva à sua contraparte na Santíssima Trindade, o Espírito Santo (Jeová), dizendo: “Santificado seja o Vosso Nome”.
O Espírito de Vida alça-se nas asas do amor e se reverencia ante sua contraparte, o Filho (Cristo), dizendo: “Venha a nós o Vosso Reino”.
O Espírito Divino eleva-se com superior entendimento até a matriz da fonte de onde emergiu na aurora dos tempos e se ajoelha ante sua contraparte, o Pai, e diz: “Seja feita a Vossa Vontade…”.
Tendo assim alcançado o Trono da Graça, nós, o Tríplice Espírito, apresenta seus pedidos para a personalidade, o Tríplice Corpo.
Então, o mais elevado, o Espírito Divino, pede ao mais elevado aspecto da Divindade, o Pai, para a sua contraparte, o cuidado a prestar ao Corpo Denso: “O pão nosso de cada dia, nos dai hoje”.
O próximo aspecto, em elevação, o Espírito de Vida, roga ao Filho, pela sua contraparte em natureza inferior, o Corpo Vital: “Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.
O aspecto inferior do espírito, o Espírito-Humano, dirige o seu pedido ao aspecto mais inferior da Divindade para o mais elevado do tríplice Corpo, o de Desejos: “Não nos deixeis cair em tentação”.
Por último, os três aspectos do Tríplice Espírito se juntam para a mais importante das orações, a súplica pela Mente, dizendo em uníssono: “Livrai-nos do mal”.
A introdução, “Pai nosso que estais no Céu” é somente um indicativo de direção.
A adição: “Porque Vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre, Amém” não foi dada por Cristo, mas é muito apropriada como adoração final do Tríplice Espírito por encerrar a diretriz correta para a Divindade.
O Diagrama 16 ilustra a explicação antecedente de forma fácil e simples, mostrando a relação entre as diferentes orações, em suas respectivas cores e os veículos correspondentes.
Algumas notas importantes para compreendermos o quão é abrangente a Oração do Pai-Nosso:
Afinal, o Corpo Vital é a sede da memória. Nele estão arquivadas, subconscientemente, as lembranças de todos os acontecimentos passados, bons ou maus, isto é, tanto a injúria como os benefícios feitos ou recebidos. Lembremos que, ao morrer, as recordações da vida são tomadas desses arquivos imediatamente depois de abandonar-se o Corpo Denso e que todos os sofrimentos da existência pós-morte são resultado dos acontecimentos aí registrados como imagens. Se pela oração contínua obtemos o perdão ou esquecimento das injúrias que tenhamos praticado e procuramos prestar toda compensação possível, purificamos nossos Corpos Vitais. Esquecer e perdoar àqueles que agiram mal contra nós elimina todos os maus sentimentos e nos salva dos sofrimentos pós-morte. Além disso, prepara o caminho para a Fraternidade Universal, que depende mui especialmente da vitória do Corpo Vital sobre o Corpo de Desejos. As ideias de vingança são impressas pelo Corpo de Desejos, em forma de memória, sobre o Corpo Vital. A vitória sobre isso é indicada por um temperamento equânime em meio dos incômodos e sofrimentos da vida. O Aspirante deve cultivar o domínio próprio, porque tem ação benéfica sobre os dois Corpos. A Oração do Senhor exerce o mesmo efeito porque ao fazer-nos ver que estamos injuriando os outros voltamo-nos para nós mesmos e resolvemo-nos a descobrir as causas. Uma dessas causas é a perda do domínio próprio, originada no Corpo de Desejos. Ao desencarnar, a maioria dos seres humanos deixa a vida física com o mesmo temperamento que trouxe ao nascer. O Aspirante deve conquistar, sistematicamente, todos os arrebatamentos do Corpo de Desejos e assumir o próprio domínio. Isto se efetua pela concentração sobre elevados ideais, que vigoriza o Corpo Vital. É um meio muito mais eficaz do que as orações da igreja. O ocultista cientista prefere empregar a concentração à oração porque a primeira realiza-se com o auxílio da Mente, que é fria e insensível, enquanto a oração, geralmente, é ditada pela emoção. Feita com devoção pura e impessoal, dirigida a elevados ideais, a oração é muito superior à fria concentração. Aliás, nunca poderá ser fria, porque voa para Divindade sobre as asas do Amor, a exaltação do místico.
Por fim repare que a Oração do Senhor ou a Oração do Pai-Nosso satisfaz as várias partes que nos constitui e indica as necessidades reais de cada uma, mostrando a maravilhosa sabedoria contida em fórmula tão simples.
(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel)
Que as rosas floresçam em vossa cruz