porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Dieta Vegetariana versus a razão de nos terem dado Carne Animal e Bebidas Alcoólicas para nossa Evolução

Deus disse: “Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente: isso será vosso alimento.” (Gn 1:29). Essa foi o primeiro tipo de alimentação que nos foi dado para a nossa evolução.

Entretanto, a nossa alimentação foi adaptada pouco a pouco em nossa evolução. Quando fomos dotados de intelecto, ao curso da Época Atlante, a carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios e afins) foi incorporada à nossa alimentação a fim de nos auxiliar no reparo de tecidos destruídos pela expressão do pensamento aqui, enquanto renascidos, principalmente em se tratando de pensamentos grosseiros e materialistas. Mas o que era necessário e suficiente, naqueles tempos em que estávamos aprendendo como lidar com o nosso Corpo Vital na sua função de reparo do Corpo Denso, não é mais desejável nos dias atuais. Pois já aprendemos a um nível de eficácia tal que tal reparo é executado sem a necessidade de envenenarmos nosso Corpo Denso.

Porque os animais são nossos jovens irmãos e, como nós, eles constroem formas no intuito de adquirir experiência no mundo material. Privando-os de seu Corpo Denso, nós atrapalhamos o seu progresso.

É verdade, entretanto, que certos animais matam para se alimentar. Mas tal luta pela vida entre diferentes espécies tem por objetivo despertar a consciência ainda obscura dos seus participantes. E ela não pode ser comparada à caça praticada pelo ser humano moderno, nem à matança sistemática organizada nos abatedouros.

A despeito do aspecto moral da morte dos animais, não se deve esquecer que a carne de cadáveres contém os venenos da putrefação. O sangue venoso contém igualmente substâncias tóxicas que são a origem de diferentes doenças.

Os animais que nós comemos são mais avançados que os vegetais e as células das quais eles são constituídos possuem uma certa individualidade que nós, o Ego humano, deve dominar antes de poder assimilá-las. Como resultados, tem-se uma fadiga do organismo e uma fraqueza prematura do Corpo Denso.

Além disso, no momento em que um animal é morto bruscamente, suas paixões ficam na carne que nós comemos, assim como os desejos recorrentes do Espírito-Grupo que incita à reprodução, porque o principal objetivo de um Espírito-Grupo é o de perpetuar sua espécie. Se juntamos a isso a influência dos Espíritos Lucíferos, que excitam os instintos baixos da natureza humana, nós compreendemos facilmente por que o ser humano é tão fortemente impulsionado a desperdiçar sua força sexual criadora.

Por todas essas razões a comida carnívora, que encorajou a agressividade e astúcia do ser humano primitivo indolente, deve agora ser abandonada. Porque os comedores de carne são necessariamente assassinos. Se eles não matam eles mesmos os animais que comem, eles o fazem para os outros, evitando assim de “sujarem as mãos”.

Na lenda do Santo Graal, no começo da narrativa, Parsifal mata um ganso. Mas, quando ele toma consciência da gravidade desta ação maldosa, ele se arrepende de seu gesto, quebra seu arco e se torna “inofensivo”. Todos aqueles que querem progredir no sentido espiritual devem possuir essa qualidade e se abster de comer carne animal. Eles devem igualmente se abster de tomar bebidas alcoólicas.

Assim que a humanidade tomou plena consciência do Mundo Físico, após o dilúvio e a dissipação da névoa espessa que recobria Atlântida, o vinho (aqui símbolo das bebidas alcoólicas) foi, ele também, incorporado à sua alimentação. A Bíblia nos diz que isto começou no momento em que “Noé planta a vinha”.

O álcool tem como efeito entorpecer, adormecer o Ego humano e de neutralizar a atividade da Hipófise (Corpo Pituitário) e da Glândula Pineal (Epífise Neural), que são os órgãos da percepção espiritual. Estes se tornam incapazes de vibrar em harmonia com os Mundos superiores e, assim nós perdemos pouco a pouco consciência de tudo o que não pertencia ao Mundo material (necessário naquele momento da evolução para dominarmos a Região Química do Mundo Físico e, assim, tornarmo-nos especialistas na matéria química, assim como os Anjos são especialistas na matéria Etérica e os Arcanjos na matéria de Desejos).

Quando tínhamos o conhecimento dos Mundos espirituais – naquele momento desse Esquema de Evolução –, não levávamos suficientemente a sério a nossa passagem pelo Mundo Físico. E, assim, para fazermos esquecer, durante alguns renascimentos, nossa verdadeira natureza e nossa estadia nos Mundos celestes o vinho (as bebidas alcoólicas) foram incorporado a nossa alimentação. Além desse efeito adormecedor, as bebidas alcoólicas desempenharam um importante papel para dominar as células da carne animal, pois possuem uma certa individualidade, antes de assimilá-las como alimentos para nós.

Imaginando que possuíamos apenas uma única e curta vida, concentramos nossos esforços no desenvolvimento do Mundo material e aprende, assim, as lições que só podem lhe ser ensinadas nesse Mundo Físico. Desenvolvemos, em particular, nossas faculdades intelectuais aplicadas aqui, nos esforçando para descobrir e utilizar as Leis da Natureza a fim de melhorar nossas condições de existência ou de satisfazer o alcance do nosso objetivo que, como já dissemos acima, era de dominarmos a Região Química do Mundo Físico e, assim, tornarmo-nos especialistas na matéria química.

Aprendemos, igualmente – mesmo que não nos demos conta disso –, a nos conformar às Leis da moral Divina, cuja transgressão é, também, perigosa assim como aquela das leis físicas, porque tal transgressão tem como consequência os sofrimentos do Purgatório e seus eventos infelizes do destino.

O consumo de bebidas alcoólicas apresenta, entretanto, inúmeros inconvenientes. O Ego humano não tem o poder de dominar as vibrações muito rápidas do álcool e não pode assimilar tal substância. Nos casos de embriaguez, o álcool toma perigosamente o controle da Personalidade. Não obstante, muitas pessoas apreciam seus efeitos eufóricos e abusam dessa bebida no detrimento de sua saúde.

Na interpretação literal das “Bodas de Caná”[1] – que lemos na Bíblia –, nós consideramos que o “Cristo transformou a água em vinho”.

Na verdade, o significado profundo destas “Bodas” é o “Casamento Místico”, no qual a realização é completamente incompatível com o consumo de álcool. Mas se nós nos apegamos à explicação corriqueira, nós podemos dizer que o Cristo ratificou o uso do vinho no que concerne à humanidade comum. E são por essas razões que nós acabamos de explicar tal questão.

Entretanto, nós assistimos agora ao fim da Era do vinho, porque o momento é chegado para tomarmos conhecimento da nossa verdadeira natureza. Não é mais concebível que passemos nossa vida toda sem saber de onde viemos, para onde vamos e o que temos a fazer na Terra. É por isso que os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz deram todas as explicações necessárias que concernem a condição humana na Cosmogonia dos Rosacruzes (relatada no livro Conceito Rosacruz do Cosmos).

Não seria, todavia, necessário imaginar que é suficiente parar de comer carne animal e de tomar bebidas alcoólicas para obter os poderes espirituais. Esses são desenvolvidos apenas pela santidade da vida e das ações caridosas e desinteressadas – ou seja: serviço amoroso e desinteressado aos nossos irmãos e as nossas irmãs, com que temos a nossa rede de relacionamentos durante toda uma vida aqui –, mas uma alimentação apropriada, sem o consumo da carne animal e sem tomar bebidas alcoólicas é um acompanhamento indispensável. Ademais, os nossos Corpos Densos foram impregnados destas substâncias durante inúmeras gerações e um certo tempo se faz necessário para eliminar completamente os efeitos delas na construção dos nossos Arquétipos e, consequentemente, dos nossos Corpos aqui. Até para uma pessoa deixar de se alimentar usando carnes animais o processo pode não ser imediato, mas aos poucos.

De qualquer forma, como o consumo da carne animal e das bebidas alcoólicas atrapalham esse processo, nenhum “comedor de carne animal” ou “tomador de bebidas alcoólicas” pode adquirir a consciência pessoal dos Mundos espirituais.


[1] N.T.: “No terceiro dia, houve um casamento em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus foi convidado para o casamento e os seus discípulos também. Ora, não havia mais vinho, pois o vinho do casamento tinha-se acabado. Então a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Respondeu-lhe Jesus: “Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Havia ali seis talhas de pedra para a purificação dos judeus, cada uma contendo de duas a três medidas. Jesus lhes disse: “Enchei as talhas de água”. Eles as encheram até à borda. Então lhes disse: “Tirai agora e levai ao mestre-sala”. Eles levaram. Quando o mestre-sala provou a água transformada em vinho — ele não sabia de onde vinha, mas o sabiam os serventes que haviam retirado a água — chamou o noivo e lhe disse: “Todo homem serve primeiro o vinho bom e, quando os convidados já estão embriagados serve o inferior. Tu guardaste o vinho bom até agora!”. Esse princípio dos sinais, Jesus o fez em Caná da Galileia e manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele.” (Jo 2:1-11).

(Traduzido do: Un Régime Végétarien, da Association Rosicrucienne Max Heindel, Centre de Paris – Texte inspiré de l’enseignement rosicrucien légué à Max Heindel par les Frères Aînés de la Rose-Croix, pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

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As Flores e suas Origens – Uma das inúmeras atividades angélicas

Cada flor carrega uma marca Estrelada, declarou o clarividente iluminado, Paracelso. Do Zodíaco veem os verdadeiros segredos de Deus. Os Anjos Estrelares são os transmissores e as flores se tornam símbolos de suas comunicações. Quanto mais próxima for nossa comunhão com os Anjos, mais profundo será o nosso entendimento dos mistérios do Reino Vegetal, a Onda de Vida das Plantas, e maior será a nossa compreensão do ministério espiritual do mundo das flores.

Cada uma das Hierarquias Zodiacais cria seus próprios padrões de flores cósmicas nos reinos celestes. Esses padrões estão em conformidade com a forma, o tamanho, a cor e o tom – cada flor canta – com a nota-chave do seu Signo. Esses protótipos cósmicos são perfeitos em todos os detalhes. Nos céus mais elevados, eles vivem e florescem em uma beleza tão maravilhosa que inspirou muitas lendas que lhe proporciona uma forma humilde para trazer à Terra uma leve concepção de sua glória transcendente dos Mundos superiores e, também, o significado deles para os povos da Terra. Imbuídos de vida eterna, eles nunca desaparecem, mas vivem e florescem com um esplendor cada vez maior através dos tempos.

É a partir desses padrões perfeitos nos Mundos celestiais, que os Anjos constroem os reflexos que nós, que vivemos na Terra, conhecemos como flores e que, quando assim compreendidos, nos tornamos um dos mais sublimes mestres terrestres. Cada família de flores têm seu próprio trabalho especial para realizar. Cada planta traz, no fundo de seu coração, uma mensagem para a família humana.

Acesse o livro que detalha cada uma e sua significância esotérica aqui: Os Jardins Mágicos – por Corinne Heline

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Uma descrição detalhada da Segunda Iniciação Menor

George du Maurier descreve nesse Livro: “Peter Ibbetson” como um prisioneiro pode reviver as ocorrências de sua infância, se vendo a si mesmo, a seus companheiros de brinquedo, a seus pais, a todo o seu ambiente pela reprodução do registro etérico de sua vida infantil, e até de vidas passadas.

Qualquer um que conheça o segredo de como se colocar em contato com tais imagens, pode encontrar e ler a vida das pessoas com as quais mantém contato.

Sobre isso, podemos ler no Livro O Conceito Rosacruz do Cosmos: “Quando chega o tempo de passar ao segundo grau (a segunda Iniciação Menor), ao neófito é solicitado dirigir sua atenção às condições da segunda Revolução do Período Terrestre, conforme registradas na Memória da Natureza. Então, em plena consciência, observa os progressos alcançados nesse tempo pelos Espíritos Virginais, tal como Peter Ibbetson (o herói da obra “Peter Ibbetson”, de George du Maurier, cuja leitura recomendamos por ser uma descrição gráfica de certas fases de subconsciência) observava sua vida infantil durante as noites em que ‘sonhava de verdade’.”.

E isso só é possível porque, do mesmo modo que sabemos que os movimentos da humanidade de hoje podem ser reproduzidos, graças à câmara cinematográfica, mesmo depois que se tenham transcorridos muitos anos da morte de seus verdadeiros atores, também, iluminados pelas últimas descobertas, podemos preparar nossas Mentes para aceitar a ideia de que existe um registro automático de cada vida humana e também das vidas de comunidades, preservado, no que podemos chamar, por falta de melhor denominação, na Memória da Natureza.

Essa nos mostra os estados de evolução alcançados por todos os seres viventes e proporciona aos ministros de Deus, os Anjos Relatores, a perspectiva necessária de nos ajudar no esforço para alcançarmos a sabedoria, o conhecimento e o poder; eis os motivos pelos quais estas lições são necessárias para nosso avanço no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Acesse-o aqui: Livro: Peter Ibbetson – George Du Maurier

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Audiobook: O Corpo Vital – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

Slide-de-explicacao-1024x576 Audiobook: O Corpo Vital - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.

Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.

Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).

Para que serve audiolivro?

O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:

  • o incentivo à leitura e promoção da inclusão de pessoas com deficiências visuais ou disléxicos
  • quem tem dificuldades para ler ou até que, infelizmente, não sabem ler
  • para quem gosta de aprender escutando, já que a forma de absorver conhecimento varia de indivíduo para indivíduo.
  • para crianças dormirem durante a noite.
  • para desenvolver a cognição. Ao escutar um audiobook, a cognição pode ser desenvolvida de uma forma mais ampla, uma vez que, além de escutar, será necessário imaginar as situações, diferenciar ambientes e personagens.

O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.

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O Corpo Vital – Max Heindel – Prefácio – Introdução
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte I – EVOLUÇÃO PASSADA DO CORPO VITAL DO SER HUMANO – Capítulo I – Durante Períodos e Revoluções
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte I – EVOLUÇÃO PASSADA DO CORPO VITAL DO SER HUMANO – Capítulo II – Durante as Épocas
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte II – O CORPO VITAL DO SER HUMANO NA ATUAL ÉPOCA ÁRIA – Capítulo I – Natureza e Funções
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte II – O CORPO VITAL DO SER HUMANO NA ATUAL ÉPOCA ÁRIA – Capítulo II – Na Saúde e na Doença
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte II – O CORPO VITAL DO SER HUMANO NA ATUAL ÉPOCA ÁRIA – Capítulo III – No sono e nos sonhos
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte II – O CORPO VITAL DO SER HUMANO NA ATUAL ÉPOCA ÁRIA – Capítulo IV – Na Morte e nos Mundos invisíveis
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte II – O CORPO VITAL DO SER HUMANO NA ATUAL ÉPOCA ÁRIA – Capítulo V – A Caminho do Renascimento
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte II – O CORPO VITAL DO SER HUMANO NA ATUAL ÉPOCA ÁRIA – Capítulo VI – As Crianças
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte III – O CORPO VITAL DOS ANIMAIS E DAS PLANTAS – Capítulo I – Natureza e Funções
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte IV – A RELAÇÃO DO CORPO VITAL COM O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL – Capítulo I – Um Fator Importante
O Corpo Vital – Max Heindel – Parte IV – A RELAÇÃO DO CORPO VITAL COM O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL – Capítulo II – O Efeito das Orações, dos Rituais e Exercícios
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Sacrifício e Serviço – A Lenda do Visco

Um homem e uma mulher andaram de mãos dadas por muitos anos sobre a Terra e conheceram uma felicidade tão rara e bela que outros mortais não a compreendiam. Um dia, enquanto caminhavam juntos sob a sombra de grandes árvores, a mulher disse: “Rezo para que nos seja possível demonstrar que nosso amor é maior do que qualquer outro antes”. O homem sorriu e respondeu: “Esse também é o desejo que guardo em meu coração”. Leia mais aqui: Sacrifíco e Serviço – A Lenda do Visco

Muitas das fábulas da antiguidade são baseadas nos Mistérios Secretos. Assim como o indivíduo aprende a compreender e comemorar o mistério da mudança das estações, assim também os Anjos sabem e mantêm vigília sagrada nesses tempos sagrados. Entretanto, sempre devemos lembrar que a Onda de Vida Angélica atinge um plano muito mais elevado de consciência espiritual do que o ser humano. Consequentemente, os Anjos conhecem um significado mais profundo e recebem um influxo maior de êxtase espiritual na época dos quatro festivais solares sazonais.

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Algumas Correlações do Signo de Áries

Decanato-Áries Algumas Correlações do Signo de Áries

 

 SIGNO: Áries, o carneiro

QUALIDADE: Cardinal; ou energia cinética ou, ainda, consciência dirigida ativa e dinamicamente para o interesse em objetivos específicos.

ELEMENTO: Fogo; ou um entusiasmado e inspirado estado de consciência. Entre outras coisas, o elemento Fogo corresponde ao Éter, o Corpo Vital, a Região Etérica do Mundo Físico e o Tríplice Espírito.

ANALOGIA FÍSICA: chama

PLANETA REGENTE: Marte e expressa sua inata natureza mais livremente nesse signo. Representa a necessidade de: agir, como uma expressão da própria identidade individual e independência do ser e; se estabelecer e o impulso, à vontade e a motivação para completar seus desejos e vontades pessoais.

ANATOMIA ESOTÉRICA: representa o Espírito Humano.

ANATOMIA EXOTÉRICA: crânio, cérebro, olhos e mandíbula superior.

FISIOLOGIA: Marte governa os processos fisiológicos envolvidos: na regulagem da temperatura do corpo; na manutenção do calor do sangue; na energia muscular; na distribuição, no transporte e na utilização dos recursos energéticos dentro do corpo; na produção dos hormônios masculinos; na produção dos anticorpos; na ativação das defesas imunológicas; no metabolismo das proteínas; no catabolismo; na excreção; na função dos nervos motores e no hemisfério cerebral esquerdo.

TABERNÁCULO NO DESERTO: corresponde ao fogo de origem divina no Altar do Sacrifício. Esse fogo era a primeira coisa que era encontrada pela pessoa que se aproximava do Portal do Templo e simbolizava o fato de que as primeiras qualidades que o Aspirante à vida superior deveria cultivar eram: o entusiasmo, a coragem e o espírito pioneiro. Sem esse fogo de origem divina, sem esse regozijo, entusiasmo e coragem queimando dentro de nós, não poderemos aspirar por muito progresso no caminho espiritual.

LIÇÕES A APRENDER: Para obter o máximo das influências positivas de Áries e evitar o desenvolvimento das suas características indesejáveis, o seguinte deveria ser considerado: paciência e persistência quando nem todas as coisas saem exatamente como se espera; gentileza e cortesia no lidar com os outros; e o reconhecimento de que os seus próprios defeitos são possíveis fontes de obstáculos, atrasos e frustrações para alcançar o objetivo desejado.

MITOLOGIA GREGA: A mitologia grega tende a retratar o lado negativo de Áries. Ele é o deus da guerra e da maldade, enquanto Éris é a deusa da discórdia. Ainda, sem a impetuosidade desses dois, haveria muito pouco por se dizer sobre mitologia. Da mesma forma, sem o impulso para a ação e a auto expressão fornecida por Áries, nós logo tenderíamos à letargia onde pouco ou nada poderíamos alcançar.

CRISTIANIDADE CÓSMICA: Áries é o Signo da Páscoa e da Ressurreição. Como a tumba não pode segurar a Cristo, também nada pode segurar o estimulante, exuberante impulso de Áries para encontrar a expressão. Nova esperança aparece de repente no seio da humanidade quando o Sol passa por Áries, fornecendo a ela a coragem e energia para enfrentar as experiências do ano vindouro. E através do mundo o grito é bradado: “A morte é engolida na vitória!”. Como Cristo está liberado da cruz da Terra até o Equinócio de Setembro, Ele nos deixa com a força e a coragem para suportar nossa própria cruz e seguir o caminho da libertação através daquela experiência.

(Traduzido da Revista: Rays from the Rose Cross – abril/1978 pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

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As Nove Sinfonias de Beethoven – Correlacionadas com as Nove Iniciações Menores – Quarta Sinfonia

AS NOVE SINFONIAS DE BEETHOVEN – Correlacionadas com as Nove Iniciações Menores – Quarta Sinfonia

Por Corinne Heline

CAPÍTULO IV – QUARTA SINFONIA – SI BEMOL MAIOR – OPUS 60

“A Quarta Sinfonia é como uma donzela grega entre dois gigantes Nórdicos.”

Robert Schumann[1]

A Quarta das Nove Sinfonias foi composta no verão de 1806. Foi feita numa das mais agradáveis cercanias e sob condições de serenidade interna e externa. À sinfonia, que então surgiu, Romaine Rolland[2] se referiu poeticamente como “uma pura e perfumada flor que guarda como um tesouro o perfume daqueles dias”.

Foi dito anteriormente que o número “três” (força) é uma emanação masculina dos valores vibratórios combinados do número “um” (poder) e do número “dois” (amor). O número “quatro” (beleza) é uma emanação feminina formada pela mistura do número “um” (poder), número “dois” (amor) e número “três” (força). Assim, há uma íntima relação entre força e beleza. As duas principais colunas na entrada do Templo de Salomão têm gravadas as palavras força e beleza. É interessante notar que vários escritores encontram nas Sinfonias de Beethoven uma estreita relação entre a Terceira e a Quarta. A Terceira Sinfonia está centralizada em poder e força e a Quarta Sinfonia, em amor e beleza. “Em suas características masculinas”, escreve Alexander Wheelock Thayer[3], “Beethoven atinge o cimo das montanhas com fogo celestial; em suas características femininas, ele enche os vales com doçura celestial”. Esta, a proeminentemente feminina Quarta Sinfonia, ele ouve como a “sinfonia do sonho”.

No desenvolvimento da força anímica pura, a beleza está sempre latente em seu coração, e a essência da verdadeira beleza espiritual será sempre encontrada para possuir uma certa força interna. A Quarta Sinfonia tem sido chamada de Sinfonia da felicidade e seus quatro movimentos identificados com as qualidades de serenidade, felicidade, beleza e paz.

Considerando as quatro partes, o introdutório Adagio é caracterizado por uma doçura angelical; possui uma profunda e mística serenidade. “Sua forma é tão pura e o efeito de sua melodia tão angelical”, escreve Hector Berlioz, “e tão irresistível ternura que a arte prodigiosa através da qual essa perfeição é atingida desaparece completamente. Desde os primeiros compassos, somos tomados por uma emoção que chega ao final tão poderosa em sua intensidade, que só entre os gigantes da arte poética podemos encontrar algo comparável com essa sublime página do gigante da música”; ele conclui, “a impressão produzida por esse Adagio se parece com aquela que experimentamos quando lemos o comovente episódio de Francesca da Rimini[4] na Divina Comédia[5].

O segundo movimento, um Adagio em Mi bemol Maior, respira um fervor que outra vez alguns comentaristas procuraram ligar à vida amorosa pessoal do compositor. Mas aqui, Berlioz, como Wagner, percebe a verdadeira, sublime e impessoal fonte de inspiração de Beethoven. “O ser que escreveu tal maravilha de inspiração como esse movimento”, diz Berlioz, “não é um homem. Deve ser a canção do Arcanjo Miguel quando contempla a sublevação do limiar do Céu”.

O terceiro movimento (Allegro Vivace[6]) invoca um completo deleite. É brilhante e fascinante. Há felicidade nas cordas, nos instrumentos de sopro e no harmônico soar dos tambores. É uma verdadeira canção de beleza que a alma receptiva vem realizar como imortal em si mesma, não tendo nem começo nem fim. Nesse ponto, somos levados a exclamar com Wagner de que é música que não pode ser entendida de outra forma a não ser através da “ideia de magia”.

O Finale termina numa “brilhante perspectiva em que a harmonia dos Mundos visível e invisíveis se encontram e se comunicam. Ele respira uma doce e terna bênção de paz. É a paz que vem só para a alma que aprendeu a transmutar as dificuldades e problemas em pura beleza anímica. O mais alto significado do número “quatro” é essa habilidade do iluminado, ou cristianizado, se elevar sobre as limitações da vida humana e vagarosa, mas certamente, transformar o áspero Ashlar[7] em um perfeito cuboide.

A QUARTA INICIAÇÃO

A Quarta Iniciação está relacionada com a quarta camada da Terra chamada de Estrato Aquoso. Lá estão refletidas as forças da esfera mental da Terra conhecida como Região do Pensamento Concreto. A Terceira Iniciação tem a ver com a superação da natureza de desejo. O próximo passo na realização é a iluminação ou espiritualização da Mente. Isso envolve longos e árduos processos e necessita de muitas vidas para sua completa consumação. Para a pessoa comum, a Mente é escrava da Personalidade. A vida está completamente centrada no “Eu” ou naquilo que se relaciona com a vida pessoal. Quando o ser entra no Caminho, aprende a desligar a Mente da Personalidade gradualmente e a ligá-la com o Espírito. É então que a Mente se torna uma luz, uma luz que ilumina o mundo. A vida e o trabalho de tal ser traz a marca da imortalidade.

Um dos mais profundos livros da Bíblia e uma das mais belas lendas iniciáticas em toda a literatura mundial é o Livro de Jó. É a história do Grande Triunfo. Enquanto o Espírito está ligado aos três amigos, o Corpo Denso, o Corpo de Desejos e a Mente, a Personalidade está sujeita a todas as dificuldades e limitações da vida física tais como pobreza, doença e morte.

O acontecimento supremo na vida de Jó foi o aparecimento de Eliú[8]. Sua vinda vitoriosa representa a separação da Mente da Personalidade e sua união com o Espírito. Essa iluminação ou Cristianização da Mente é a realização relatada na Quarta Iniciação e descrita musicalmente na Quarta Sinfonia. Quando Jó alcança esse estágio de desenvolvimento espiritual, seu Corpo Denso é recuperado, sua saúde se restabelece e até a vida de seus filhos é restituída. Jó é agora, nas palavras do poeta, “o senhor de seu destino e o capitão de sua alma”[9].

Na Quarta Iniciação, as forças do Mundo do Pensamento estão refletidas na quarta camada, chamada de Estrato Aquoso. Esse reino não é composto de água como pensamos desse elemento, mas é cheio de uma névoa luminosa e prateada, na qual estão refletidos os modelos arquetípicos que estão por trás de todas as coisas criadas.

O Mundo do Pensamento Concreto, onde está o Segundo Céu, é o lar de todos esses modelos arquetípicos. É lá, entre as vidas na Terra, que o Ego passa muito tempo aprendendo como construir o Arquétipo que será o modelo do seu próximo corpo terreno.

É importante notar que é no plano mental que esses modelos arquetípicos são construídos, pois isso nos dá um conceito mais claro do tremendo poder do pensamento criador. Na Quarta Iniciação, o candidato aprende como usar o poder construtivo e criativo do pensamento e a realização de que, por esse modo, ele constrói ou destrói sua vida. Pelo poder do pensamento, ele pode se degradar ou se glorificar. Os movimentos metafísicos Cristãos estão prestando um importantíssimo serviço no mundo de hoje ao considerarem o poder do pensamento construtivo como seu ensinamento fundamental. É verdade que os pensamentos são coisas. A Bíblia expressa essa profunda verdade na citação: “Como um homem pensa em seu coração, assim ele é.”[10].


[1] N.T.: Robert Alexander Schumann (1810-1856) foi um pianista, compositor e crítico musical alemão.

[2] N.T.: Romain Rolland (1866-1944) foi um novelista, biógrafo e músico francês.

[3] N.T.: Alexander Wheelock Thayer (1817-1897) foi um bibliotecário e jornalista americano que se tornou o autor da primeira biografia acadêmica de Ludwig van Beethoven, ainda após muitas atualizações considerada uma obra padrão de referência sobre o compositor.

[4] N.T.: Francesca da Rimini (Francisca da Polenta) (1255–1285) foi uma nobre medieval italiana, filha de Guido da Polenta, governante de Ravena, fonte de inspiração de Dante Alighieri, que a retratou na Divina Comédia. Seu pai, Guido da Polenta, era o governante da cidade e estava em guerra com a família Malatesta, de Rimini. Quando as famílias negociaram um acordo de paz, por conveniência, Guido concedeu Francesca em casamento para Giovanni Malatesta (Gianciotto), o filho mais velho de Malatesta da Verucchio, lorde de Rimini. Giovanni era um homem culto, porém de péssima aparência e tinha o corpo deformado. Guido sabia que Francesca não concordaria com o casamento de modo que ele foi realizado por procuração através do irmão mais novo, Paolo Malatesta, que era jovem e bonito. Francesca e Paolo não demoraram a se apaixonar. De acordo com Dante, Francesca e Paolo foram seduzidos pela leitura da história de Lancelote e Ginevra, e se tornaram amantes. Posteriormente foram surpreendidos e assassinados por Giovanni. Dante utilizou o romance de Lancelot, a fim de caber no âmbito do regime de amor poesia lírica, que emula Francesca no Canto V do Inferno.

[5] N.T.: A Divina Comédia (em italiano: La Divina Commedia, originalmente Comedìa e, mais tarde, denominada Divina Comédia por Giovanni Boccaccio) é um poema de viés épico e teológico da literatura italiana e mundial, escrito por Dante Alighieri no século XIV e dividido em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.

[6] N.T.: Chama-se de andamento o grau de velocidade do compasso. No italiano, idioma utilizado tradicionalmente na música, andamento se traduz como tempo, frequentemente usado como marca em partituras. Por exemplo o Allegrissimo ou Allegro vivace – é muito rápido: 172–176 bpm (batidas por minuto).

[7] N.T.: Ashlar é a melhor unidade de alvenaria de pedra, geralmente cuboide retangular, mencionada por Vitruvius como opus isodomum, ou menos frequentemente trapezoidal. Cortado com precisão “em todas as faces adjacentes às de outras pedras”, o silhar é capaz de fazer juntas muito finas entre os blocos, e a face visível da pedra pode ter a face da pedreira ou apresentam uma variedade de tratamentos: trabalhado, polido suavemente ou processado com outro material para efeito decorativo. Os blocos de Ashlar têm sido usados ​​na construção de muitos edifícios como uma alternativa ao tijolo ou outros materiais. A palavra é atestada no inglês médio e deriva do francês antigo aisselier, do latim axilla, diminutivo de axis, que significa “prancha”.

[8] N.T.: ou Elihu é um crítico de Jó e seus três amigos no Livro de Jó da Bíblia Hebraica. Diz-se que ele era filho de Barachel e descendente de Buz, que pode ter sido da linha de Abraão (Gn 22:20-21 menciona Buz como sobrinho de Abraão). Eliú é apresentado em Jó 32:2, no final do Livro de Jó. Seus discursos compreendem os capítulos 32-37, e ele abre seu discurso com mais modéstia do que os outros consoladores. Eliú se dirige a Jó pelo nome (Jó 33:1, 33:31, 37:14) e suas palavras diferem daquelas dos três amigos em que seus monólogos discutem a providência divina, que ele insiste estar cheia de sabedoria e misericórdia. O prefácio do narrador Jó 32:4-5 e as próprias palavras de Eliú em Jó 32:11 indicam que ele estava ouvindo atentamente a conversa entre Jó e os outros três homens. Ele também admite seu status como alguém que não é um ancião (32:6-7). Como revela o monólogo de Eliú, sua raiva contra os três anciãos era tão forte que ele não conseguia se conter (32:2-4). Um “jovem raivoso”, ele critica tanto Jó quanto seus amigos: Tenho palavras para responder a você e seus amigos também. Eliú afirma que os justos têm sua parte de prosperidade nesta vida, não menos que os ímpios. Ele ensina que Deus é supremo, e que a pessoa deve reconhecer e se submeter a essa supremacia por causa da sabedoria de Deus. Ele extrai exemplos de benignidade, por exemplo, das constantes maravilhas da criação e das estações. Os discursos de Elihu terminam abruptamente e ele desaparece “sem deixar rastro”, no final do Capítulo 37.

[9] N.T.: do poema “Invictus” do poeta inglês William Ernest Henley (1849–1903).

[10] N.T.: Pb 23:7

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Aqui a Quarta Sinfonia em MP3:

Beethoven- Symphony #4 In B Flat, Op. 60 – 1. Adagio, Allegro Vivace
Beethoven- Symphony #4 In B Flat, Op. 60 – 2. Adagio
Beethoven- Symphony #4 In B Flat, Op. 60 – 3. Allegro Vivace
Beethoven- Symphony #4 In B Flat, Op. 60 – 4. Allegro Ma Non Troppo
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como posso me tornar um Auxiliar Invisível

Talvez você esteja se perguntando quem são os Auxiliares Invisíveis e como eles são compostos. Os Auxiliares Invisíveis pertencem a muitas Ondas de Vidas.

Esta faixa de seres, muito úteis, percorrem todo caminho de Deus, o Ser Supremo, dos Seres Superiores – que habitam os vários Planos Cósmicos – até seres inferiores como os Espíritos da Natureza, que trabalham com os Elementos Fogo, Terra, Ar e Água.

Vamos considerar os Auxiliares Invisíveis que pertencem à Onda de Vida Humana. Podemos dividi-los, resumidamente em duas classes, os Auxiliares Invisíveis conscientes e os inconscientes.

Os Auxiliares Invisíveis conscientes na Fraternidade e na Ordem Rosacruz, geralmente, estão capacitados para se tornar um a partir do grau de Probacionista. Vale a pena esclarecer que o fato de ser Probacionista não quer dizer que já é um Auxiliar Invisível. Significa que o irmão ou a irmã Probacionista está capacitado para se tornar um, desde que siga as orientações fornecidas ao grau Probacionista. Eles chegaram a um ponto onde eles podem deixar seus Corpos Densos, por sua vontade, sair em seus Corpos-Alma e trabalhar como Auxiliares Invisíveis, em plena posse de suas faculdades. Eles podem retornar a seus Corpos Densos e lembrar onde eles estiveram ou que fizeram e falaram. Eles podem reter o que aprenderam e trazer suas experiências vividas para a Mente, sempre que desejarem. Eles foram ensinados a trabalhar com os vivos e os mortos, como operar as leis espirituais e como curar definitivamente os doentes.

Os Auxiliares Invisíveis inconscientes são pessoas que saem à noite para curar definitivamente outras pessoas durante o sono. Eles fazem o que podem para ajudar, porém, não conseguem se lembrar daquilo que fizeram. Tal tipo de Auxiliar Invisível não é capaz de enviar mensagem, devido ao seu pouco treinamento como Auxiliar, por meio do brilhante Cordão Prateado, para ser gravada no cérebro físico. Por esta razão não consegue lembrar onde foi e o que fez. É necessário de um tempo maior de treinamento e muito esforço para que este Auxiliar Invisível se torne consciente nos planos internos, mas, pode ser alcançado e muitas pessoas avançaram até este ponto.

Qualquer pessoa pode ser um Auxiliar Invisível, se desejar e se cumprir com os requisitos necessários. Algumas pessoas foram Auxiliares Invisíveis em vidas passadas e hoje, renascidos aqui, continuam como Auxiliares Invisíveis. Qualquer pessoa que pratica o “Sermão da Montanha” ou os “Dez Mandamentos” na sua vida pode se tornar um Auxiliar Invisível. Qualquer pessoa que tem as leis de Deus escrita em seu coração pode se tornar um Auxiliar Invisível consciente, independentemente de onde nasceu aqui, do seu credo, da sua cor ou da sua Religião. O caminho está aberto para todos.

Se você deseja ser um Auxiliar Invisível precisará ter um só objetivo em mente. Você deve acreditar que pode fazer as coisas que você se propôs a fazer, ao longo de linhas religiosas e ajudar a humanidade.

Você deve ser altruísta e se dispor a ajudar a todos, independentemente de quem seja. Isto é muito importante, pois para os Seres Superiores se considera o coração e os desejos superiores e não as aparências externas. Muitos Aspirantes à vida superior acabam falhando por não estarem dispostos a fazer este trabalho, devido a um sentimento de superioridade e preconceito. O Aspirante à vida superior deve ter fé inabalável em Deus. Deve acreditar que aqui nada poderá machucá-lo e nem mesmo nos planos superiores, enquanto estiver fora do Corpo Denso durante o sono. É preciso muito tempo para que a maioria dos Aspirantes à vida superior se tornem eficientes Auxiliares Invisíveis. Muitas vezes, eles esquecem que estão fora de seus Corpos Densos e não podem ser feridos por pessoas e nem por animais ou, até, por quaisquer outros seres. Se assim se comportam, eles fogem em momentos críticos e retornam a seus Corpos Densos e, quando entram nele ficam acordados por muito tempo. Às vezes, eles retornam em seus Corpos Densos com tanta rapidez que acabam ferindo o seu próprio Corpo Denso devido ao estado de choque que se encontram. Isso se repetindo constantemente resultam em pessoas consideradas de pouca utilidade, pois não se pode confiar para completar o trabalho a que foram enviados para fazer.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Corpo de Pecado: um resultado de uma vida praticando o mal e o efeito na próxima vida

Um Corpo de Pecado é formado pela união do Corpo Vital e do Corpo de Desejos de uma pessoa que desencarnou, a qual em uma determinada vida foi muito cruel e egoísta. Quando tal pessoa morre, a maldade e o ódio que foi gerado em sua Mente e no seu Coração ocasiona o entrelaçamento, ou seja, uma união entre seus Corpos de Desejos e Vital tornando-os uma ameaça para a sociedade. Essa é uma das razões pelas quais a pena de morte deveria ser abolida. Quando uma pessoa má, como está sem o seu Corpo Denso, depois da morte, e encontra uma pessoa de vontade fraca pode, facilmente, fazer essa pessoa de vontade fraca vítima da influência daquela pessoa má e causar àquela muitos danos, enquanto estiver sob sua influência.

Muitos criminosos – pessoas o suficientemente más que criaram os seus Corpos de Pecado – se apegam a Terra, após a morte, e passam anos e anos incitando outras pessoas a fazerem maldades. Acumulam uma carga enorme de Destino Maduro, que deverá ser pago em algum tempo futuro. Quando, finalmente, o Espírito, depois de purgar suas dívidas, deixa o Purgatório, então lhe é permitido ascender ao Primeiro e Segundo Céu, onde permanecerá durante muitos anos. No entanto, o seu Corpo de Pecado é capaz de viver uma existência independente, por centenas de anos e se mostrar até como tendo uma consciência individual, que o manterá a espera do Ego que o criou. Quando este Ego renascer, esse Corpo de Pecado será atraído por ele e, normalmente, estará ao seu lado, como uma espécie de demônio, por toda a sua vida. Assim, este Corpo de Pecado vai procurará causar todos os problemas possíveis a este Ego.

Uma noite alguns Auxiliares Invisíveis saíram com sua amiga, uma Irmã Leiga. Todos estavam em seus veículos superiores e foram prestar auxílio as pessoas.

Esta Irmã Leiga trabalha com pessoas que têm problemas em seus Corpos de Pecado e os ajuda, da maneira que pode.

Uns dos Auxiliares Invisíveis solicitou a Irmã Leiga que lhes mostrasse um vampiro, porém, não havia nenhum ali naquele momento. Entretanto, viram muitas pessoas em seus Corpos de Pecado, seguindo-os. Estas pessoas carregavam em seus rostos uma expressão de medo e olhavam como se esperasse que um problema acontecesse.

Estes Corpos de Pecado tinham um aspecto deplorável. A parte do corpo que foi utilizada para maldade era desproporcional, em relação ao resto. Por exemplo, um homem que em sua vida passada utilizou suas mãos para enforcar ou aplicar torturas em várias pessoas, tinha uma mão, visto em seu Corpo de Pecado, enorme, que quase tocava o chão. Outro homem que tinha expressado muitos maus pensamentos, por meio do seu cérebro, tinha, em seu Corpo de Pecado, uma enorme cabeça. Outro homem que tinha se incumbido de práticas imorais, tinha, em seu Corpo de Pecado, órgãos sexuais geradores enormes. Estes Corpos de Pecado eram de aparência espantosa e os Auxiliares Invisíveis ficaram surpresos ao vê-los.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Filho Pródigo – uma Faceta Interpretativa

Cristo-Jesus utilizou a pedagogia das parábolas como método de comunicação de lições espirituais profundas que necessitava ser transmitida para a Mente infantil que nós, enquanto humanidade, ainda possuímos. Todas as parábolas dadas por Cristo foram construídas de modo a possuir tanto ensinamentos para almas jovens como para almas mais velhas, obedecendo à máxima compreendida por São Paulo: “dar leite aos fracos e carne para os mais fortes”. Isso também significa que os ensinamentos contidos na Bíblia obedecem ao método de “espirais dentro de espirais” e, conforme vamos progredindo, um mesmo ensinamento oculto passa a ter um novo prisma e mensagens antes obscuras, passam a ser nítidas.

Corinne Heline ensina-nos que ao estudarmos a Bíblia devemos compreender que todos os personagens e eventos nela contidos estão relacionados com nossas vidas, e cada qualidade e atributo devem ser por nós cultivados ou erradicados. Além disso, “cada lugar mencionado representa o aqui e o agora, e cada personagem mencionado é você, você mesmo”. A leitura das parábolas da Bíblia sob esse prisma permite estabelecermos uma compreensão mais condizente com a realidade da parábola. Tentaremos aplicá-lo na parábola do Filho Pródigo.

Conforme relatado no Evangelho de São Lucas, capítulo 15, versículos de 11 a 32:

“Disse ainda: ‘Um homem tinha dois filhos. O mais jovem disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, ajuntando todos os seus haveres, o filho mais jovem partiu para uma região longínqua e ali dissipou sua herança numa vida devassa. E gastou tudo. Sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar privações. Foi, então, empregar-se com um dos homens daquela região, que o mandou para seus campos cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com as bolotas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E caindo em si, disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome! Vou-me embora, procurar o meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados’. Partiu, então, e foi ao encontro de seu pai. Ele estava ainda ao longe, quando seu pai viu-o, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. O filho, então, disse-lhe: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos seus servos: ‘Ide depressa, trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejemos, pois, este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado!’ E começaram a festejar. Seu filho mais velho estava no campo. Quando voltava, já perto de casa ouviu músicas e danças. Chamando um servo, perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe disse: ‘É teu irmão que voltou e teu pai matou o novilho cevado, porque o recuperou com saúde’. Então ele ficou com muita raiva e não queria entrar. Seu pai saiu para suplicar-lhe. Ele, porém, respondeu a seu pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, e jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos. Contudo, veio esse teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, e para ele matas o novilho cevado!’ Mas o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois, esse teu irmão estava morto e tornou a viver; ele estava perdido e foi reencontrado!’’”.

O filho mais jovem (que também representa você) de um homem poderoso (que representa Deus) diz a seu pai: “Pai, dá-me a parte da herança que me cabe”. Cheio de vida e bens, esse filho sai para o mundo, não mais se importando com sua origem, com sua herança ou com seu Pai. Apenas era-lhe importante sua própria vida e seus interesses. Nós também, enquanto jovens e/ou cheios de vida, pouco importamos com nossa origem, ou com a origem das dádivas que recebemos diariamente. Em verdade, pouco importa questões como estas. Estamos tão ocupados com nossos interesses pessoais que questões espirituais ou são deixadas de lado ou a tratamos da maneira mais passiva possível, mormente, baseada no medo ou na mínima obrigação. Enquanto nossas riquezas de juventude e vida durarem, aproveitar a vida parece ser a melhor solução.

O fato é que, conforme os anos vão passando, acabamos por gastar tudo o que temos. Não necessariamente riquezas materiais, mas riquezas como saúde, tempo, relacionamentos, oportunidades e energia, e acabamos cheios de doenças, ociosidade, retraimentos, medos e vícios. Em verdade gastamos toda nossa real riqueza com o egoísmo e individualismo. Com efeito, acumulamos diversas dívidas de destino. Quando percebemos o que fizemos e a condição precária que construímos (e isso normalmente ocorre quando estamos enfermos em uma cama), lembramos de nossa origem e dos bens de nosso Pai. Então dizemos como o filho pródigo: “vou-me embora (dos interesses materiais), vou procurar meu pai e dizer-lhe: Pai pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado de filho. Trata-me como um dos teus empregados”. E partimos de volta ao encontro de Deus, ou da parte espiritual.

O filho pródigo, quando estava voltando, arrependido para a casa de seu pai foi avistado. O Pai de longe o viu e encheu-se de compaixão, correu e lançou-se ao pescoço de seu filho e cobriu-lhe de beijos. Cristo Jesus disse: “Deveis ser perfeitos como o vosso pai celeste é perfeito” (Mt 5:48). “Aquele que procura limitar e enevoar nossa Mente, com ameaças do inferno (ou da Lei de Consequência), não compreendeu ainda nossa meta final”. Muitas vezes, esse medo enche nossa alma com sentimentos de tristezas e desânimos. Ficamos perturbados com a consciência que nos acusa dos erros que cometemos no passado e continuamos a acometer no presente. Deus, representado pelo Pai na parábola do Filho Pródigo, no entanto, ao verificar que estamos caminhando de volta para Ele, não se preocupa com a Lei de Causa e Efeito e com as punições que somos dignos de receber. Ao contrário, nos cobre de beijos, “manda trazer a melhor túnica, coloca-nos um anel no dedo, sandálias em nossos pés e faz uma festa com o melhor novilho da fazenda”. Cobre-nos com amor. Em verdade, Ele nos ama tanto, que foi capaz de enviar (e envia todos os anos) Cristo (o Filho) ao encontro da humanidade pecadora e errante, para que possamos a cada ano termos a disposição materiais de expressão de amor universal e, deste modo, termos condições de deixarmos o pecado.

Um outro personagem que também representa uma faceta de nossa Personalidade está na parábola: o irmão mais velho. Esse irmão, ao ver que o Pai estava comemorando a volta do filho pródigo, diz: “Pai, há tantos anos te sirvo e jamais transgredi uma só lei e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos. Contudo, veio esse seu filho que devorou teus bens com prostitutas e para ele, mata um novilho cevado!”. Expressamos essa faceta muitas vezes, quando guardamos os mandamentos e praticamos nossos ideais. Quando somos justos. Então, verificamos que pessoas indignas também recebem graças ou novas oportunidades divinas e sentimo-nos ofendidos com essa injustiça. O Pai, no entanto, diz: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo que é meu é teu. É certo festejarmos (…). Seu irmão estava morto e tornou a viver; ele estava perdido e foi reencontrado”. Cada personagem mencionado na Bíblia é você, você mesmo: “Deveis ser perfeitos como o vosso pai celeste é perfeito” e bem-aventurados são os misericordiosos, porque estes encontrarão misericórdia. Estamos agindo com nossos irmãos e nossas irmãs do mesmo modo como o Pai do Filho Pródigo agiu com seu filho errante?

É importante que aprendamos a comemorar o retorno de nossos irmãos e de nossas irmãs errantes. Também é importante que saibamos acolher esse irmão ou essa irmã, assim como o Pai acolheu o filho pródigo. Mais importante ainda, devemos, de uma vez por todas, tomar a decisão de voltar para a casa do Pai, antes que a miséria tome parte de nossas vidas. A acolhida é certa se o arrependimento e a reforma íntima forem sinceros. Que sejamos corajosos e praticantes dessas qualidades e atributos ensinados na parábola do Filho Pródigo.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

 

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