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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Hierarquias Zodiacais – Áries: A Força de Vida do Universo

(*) Advertência:

A descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próxima do ou no segundo decanato do Signo (10º grau até 20º grau);

Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela.

Astros nas Casas:

  1. Os Astros no Signo Ascendente podem modificar a descrição;
  2. Astros colocados na 12ª Casa e que se encontram dentro de seis graus dessa podem modificar a descrição.

Em tais casos o Estudante deve usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo.

(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Signo Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)

Muitas Eras se passaram. O tempo estende-se pelo infinito e através dele as Estrelas, o Sol, os Planetas e a Lua desempenham sua harmonia celestial irradiando, para sempre, a glória do universo. A Lei da Vida e a Lei do Amor estão ligadas por afinidades espirituais e valores que vêm até nós, até os nossos corações, erguendo-nos em reverência à beleza e à ordem do Reino do Pai.

Que imagens de grande progresso sentimos ainda obscurecidas para nós, na estrutura dos céus? De onde vem a Luz e a Vida da Criação? Por que o ser humano anseia em ter uma alma plena e se elevar muito além da limitação pessoal? Vamos procurar essas respostas além da compreensão material, portanto “se teu olho for sincero e simples, todo teu corpo será coberto de luz” (Mt 6:22). Isso quer dizer que a compreensão da verdade, a sabedoria adquirida das épocas passadas, das várias Eras percorridas é que constituem a nossa verdadeira herança.

Mesmo quando fechamos nossos olhos ao deitar e elevamos nossas almas até as fronteiras do próprio tempo estamos sendo levados às profundidades, sem limites, do Espírito. O largo e vasto oceano de Éter que é o espaço, representa, na realidade, vida, mas vida como ela existe, isto é, sem limites materiais.

A intensidade da vida só pode ser compreendida e realizada quando alcançamos profundidade e o valor da vida espiritual, exemplificadas na marcha ordenada das órbitas celestes.

Quando algumas alusões são dadas, sugestões são feitas para que trabalhemos no progresso da alma, as meditações tranquilas sobre essas verdades sugeridas começam a torná-las mais visíveis e a luz que é obtida por contínuas meditações irá, aos poucos, tornando-se mais clara, irradiando sobre nossa alma e sobre nós uma luz maior. A meditação acalma a Mente inferior que está sempre ocupada em coisas externas. Somente quando a Mente está tranquila é que ela pode ser iluminada pelo Espírito. O conhecimento das verdades cósmicas deve ser obtido internamente, de dentro para fora e não externamente.

Assim, imbuídos de pensamentos espirituais e numa atitude devocional, lançamo-nos ao estudo das relações cósmicas das 12 Hierarquias Zodiacais, os Signos do Zodíaco, e vemos a importância e a influência delas como também o esforço do ser humano para expressar-se por estes canais exaltados.

Do ponto de vista material, é suficiente observar que a atividade começa no nascimento e dura um curto ou longo período de anos, até a morte. As bênçãos da Terra mostradas a uns e negadas a outros despertam uma reação profunda e melancólica ao sentirmos o sofrimento de nossos irmãos e de nossas irmãs, na vida aqui. Precisamos, então, aprender a reconhecer as potencialidades divinas em cada vida manifestada e estudar a Astrologia Rosacruz como um meio de compreender essa manifestação do Ser Supremo e colocarmo-nos em linha com o progresso evolutivo sob o qual viveremos.

A vida existia muito antes que os Espíritos Virginais fossem ainda um pensamento no Espírito do Deus Solar. Grandes Inteligências espirituais funcionaram em um reino que desafia a compreensão da Mente do ser humano. Já é suficiente reconhecer a imensidão da lei e da ordem que cerca toda partícula até o infinito. Grandes Dias de Manifestação, sem dúvida, existiram antes da criação do nosso Esquema Septenário de Evolução e outros Dias de Manifestação existirão no Cosmos, no futuro.

Ao formar um Sistema Solar, a primeira força de Deus, a Vontade, tem o desejo de criar e assim desperta uma segunda força, a Sabedoria – o Princípio do Amor. Essa segunda força, através da Imaginação, concebe a ideia (arquétipo) de um universo. Então, uma terceira força, a Atividade, trabalhando na Substância da Raiz Cósmica, produz o movimento.

A força melódica, harmoniosa e rítmica das esferas constrói um arquétipo separado para tudo aquilo que toma forma, do torrão de terra até Deus. Do mesmo modo, os frutos dos esforços do ser humano irão esclarecendo essa divina harmonia (em uma escala inferior) até o ponto em que a Vontade, a Sabedoria e a Atividade tornem-se uma parte de sua consciência.

Desde a aurora da criação, quando Deus diferenciou os Espíritos divinos que formam nossa Onda de Vida, a Humanidade tem sido trabalhada por fortes e poderosas Inteligências. É aqui que a força da vida criadora do universo se manifesta e chega a nós através da primeira das Grandes Hierarquias Zodiacais, Áries.

Áries: Vida e Fogo

Áries representa Fogo e Vida. É o Fogo que corre em todas as criaturas vivas, embora em estados e formas diferentes.

A Vida é dada a todos, mas sua forma é decidida pelo modo de expressão gerado individualmente, vidas após vidas, no constante renascimento. Através do respeito e do cumprimento às leis naturais, geramos harmonia, resultando corpos perfeitos, tendências que afetam erroneamente ou se opõem as leis naturais criam desarmonia, distorções, dor e sofrimento. A força da lei é evidente: a ação individual cria consequências.

Se o deixarmos a seu bel-prazer, Áries queima e destrói tudo; quando controlado, leva a purificação. Representa todas as primeiras causas, o começo da Criação. Marte, filho de Áries, está presente para executar a vontade do Pai (Áries), queimando e destruindo quando necessário, mas curando e fortalecendo quando lhe é permitido operar de maneira construtiva. Podemos ver claramente que esta força não deve ser manipulada cegamente.

Áries simboliza a força da vida do universo, estimula tudo na Natureza e marca o nascimento da chama divina no ser humano. A vida, o amor e a radiação são qualidades complexas dessa grande Hierarquia. Áries dá exuberância e vida quando há cooperação, mas se há resistência vira-se para a guerra, para a disputa, provocando derramamento de sangue. A vaidade e o egoísmo obstruem esse canal rapidamente, mais do que qualquer outra coisa.

Os Irmãos Maiores da Terra estão cheios dessa força de vida alegre e positiva de Áries e com almas puras e Espíritos radiantes são encaminhados a lugares nobres e elevados. Quando retirados da vida, esse ouro puro e radiante é devolvido a seu verdadeiro lar, o Reino dos Céus, o lugar do perpétuo silêncio. Mas, quando os filhos da Terra se mostram indignos, restando neles a impureza que não pode ser levada para o Reino dos Céus, precisam, então, permanecer na Terra para serem redimidos pelo próprio ser humano com tristeza, arrependimento, dor e sofrimento. As canções alegres cessam quando a força que as fez entoar através de Marte e Áries, não as tocam de maneira apropriada. A verdadeira felicidade é recuperada somente com o retorno da energia construtiva de Áries – o fogo da vida revivido. Áries é a paixão da criação – a força da vida criadora do universo. Uma manifestação idêntica desta força, sobre o plano físico, é demonstrada quando as estrelas se tornam entidades e Sóis nascem.

O Caminho do Espírito

Áries traz vida a todas as coisas, desde que elas sejam capazes de suportar a força que emana deste canal abundante. Áries é o primeiro dos Signos de Fogo e representa o Espírito, o mais elevado veículo do ser humano.

Do mesmo modo que Câncer é a Mãe do Universo, a avenida da alma, Áries é o caminho do Espírito. Pensamos nesses Signos do Zodíaco como forma, mas eles precisam ser reconhecidos como vida. Raramente são considerados Seres – grandes Seres Criadores. Precisamos convidá-los a trabalhar para nós como amigos e deixar que nos mostrem o caminho para uma união glorificada com Deus e para o cumprimento das leis da vida. Áries é o mais violento e vital dos senhores dos Céus e essa força, cheia de energia, pode ferir e destruir nossos corpos devido a nossa limitada resistência. Porém, quando nossas formas inferiores são destruídas ou regeneradas, ele leva-nos num sopro impetuoso, para o Trono de Luz Dourada – para nossa reunião com a fonte de todo o Poder e Sabedoria, o Pai.

É muito difícil traduzir esta emanação dentro de uma forma física, mas quando encontramos Áries e Marte muito proeminentes no em um horóscopo, os princípios ativos dão características plenas de vida – força na constituição física, atividade cheia de energia, marcando um corpo forte e saudável.

Marte exercerá uma influência predominante na vida de um nativo de Áries. Quaisquer que sejam os Aspectos de Marte no horóscopo natal, ele proporcionará atividades impetuosas e excitantes. Embora sejam encontrados obstáculos, esses serão superados pela coragem, força de vontade e ações intencionais de um dedicado e construtivo filho ou filha de Áries.

Todo Aspecto, no mapa, representa um canal de expressão para o Espírito à medida que ele entra na vida acumulando experiência em sua viagem, através da matéria. Cada Astro age como um canal para um crescimento maior; e a evolução astral, assim como a nossa própria, depende do progresso da vida criada e manifestada através de vários instrumentos, dos vários Signos. O espírito de imortalidade corre nas veias dos nativos de Áries que fornecem excelentes oportunidades para esforços criadores extensivos.

A Força da Vida Criadora

(*) Advertência:

A descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próxima do ou no segundo decanato do Signo (10º graus até 20º graus)

Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela

Astros nas Casas:

  1. Os Astros no Signo Ascendente podem modificar a descrição.
  2. Astros colocados na 12ª Casa e que se encontram dentro de seis graus deste podem modificar a descrição

Em tais casos o Estudante dever usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo.

(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Signo Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel)

O símbolo de Áries é o martelo dos Deuses, um símbolo da criadora força de vida do universo. Como Áries representa a Vontade, o primeiro atributo do Pai, é natural que essa força de criação seja uma força mental. Sendo positiva, masculina e ígnea essa força não é facilmente controlada. O domínio dessa energia levará os nativos de Áries a saber dominar as condições de vida. Antes de serem abrandados em humildade e antes de aprenderem a caminhar na Luz, usarão e colocarão suas forças contra todos os obstáculos, contra as limitações da existência humana. Força pura e vontade de realização produzem talentos de uma variedade incrível.

A maneira construtiva e confiante com que Áries leva ao sucesso, atacando problemas com ávido prazer para conseguir vencê-los, é um direito de nascimento. Com uma Mente sempre livre e aberta para novos campos, a lição mais difícil para Áries é levar um projeto ao fim. Muitos filhos de Áries ficaram desacreditados perante seus empregadores e não foram bem-sucedidos porque eram fortes na ação, mas fracos na persistência. Os nativos de Áries podem realizar qualquer coisa quando dirigem para ela sua energia, mas devem fazê-lo até ao fim.

Com uma garra fora do comum, Áries não admite derrota, pois experimentou o fogo da vida. Sabe que o progresso é eterno e todos os pensamentos cristalizados e morosos que aparecem no caminho da liberdade da ação ou do espírito são refutados.

A capacidade de compreensão aumenta à medida que a vida avança – o que é de se esperar, pois é o constante amadurecer, no caminho do crescimento.

Experiência, Objetivo da Existência

O objetivo de toda existência é obter experiência. Isso é verdadeiro tanto para as Grandes Inteligências Criadoras como para os filhos desses grandes Seres. A força da alma e uma Mente criadora são frutos de toda uma peregrinação através da matéria. Portanto, é uma vantagem para o ser humano viver intensamente e agir com sabedoria, procurando tirar proveito de cada passo dado e, em consequência, assegurar um crescimento através da ação. Tendo uma vida plena assegurada, Áries tem a tarefa de assimilar essa riqueza de experiências, revendo tudo que acontece e absorvendo para si as lições aprendidas. Áries precisa adquirir estabilidade e equilíbrio. Não é bom passar pela vida sem absorver ativamente tudo que a própria vida ensina. Quando aparecem oportunidades especiais, devemos, com um zelo muito especial, esforçarmo-nos para alcançar a elevação espiritual. O sucesso nisso será meritório à medida que esses valores forem, conscientemente, trazidos para cima, alargados e engrandecidos.

O Espírito é capaz de reconhecer tanto a profundidade da tristeza como a da autorrealização e isso está diretamente relacionado com o grau de iluminação que foi atingido e adquirido através de esforços próprios.

Áries Rege o Cérebro

Áries tem o domínio de grande parte do cérebro, o “cerebrum”; e os hemisférios cerebrais são regidos por Marte (lado esquerdo do cérebro) e Mercúrio (lado direito do cérebro). O “cerebrum” ou cérebro frontal é o “cérebro masculino” que ocupa quase toda a abóbada craniana e com a cabeça, os olhos e a face (exceto o nariz) temos a extensão da parte do corpo regida por esse Signo. A ênfase dada ao domínio de Áries sobre o cérebro é importante. O vigor, a fortaleza do ariano desenvolvido está no uso que ele faz dessa capacidade (força cerebral). Quando os nativos de Áries se erguem acima das limitações, quando podem lançar sua força a um grau mais alto, despertam qualidades ocultas que, se forem desenvolvidas adequadamente na proporção das oportunidades que se apresentam, hão de levá-los a uma atividade crescente da mais alta inspiração e iluminação.

Esses resultados manifestam-se através de um despertar interior da consciência. Para trazer a total realização das intensas possibilidades criadoras desses divina Hierarquia, o nativo de Áries deveria se esforçar ao máximo para estar cada vez mais perto e ciente da verdade cósmica. É verdade que a ação e o fogo da vida requerem expressão, mas é principalmente porque possuem o poder da criação. Áries é um criador e todos os seus esforços mostram que o ser humano é verdadeiramente feito à imagem de Deus.

O fogo da vida queima fortemente e Áries é apenas o primeiro passo, o impulso inicial para a vida eterna, a eternidade, Deus.

(de Thomas G. Hansen – com prefácio da Fraternidade Rosacruz de Campinas – SP – Traduzido do original inglês: Zodiacal Hierarchies de Thomas G. Hansen e publicado na revista Rays from the Rose Cross da The Rosicrucian Fellowship, no período de abril de 1980 a março de 1981 – publicada na Revista Serviço Rosacruz da Fraternidade Rosacruz em abril de 1982)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Lei e a Graça – Qual a Relação entre elas e como utilizá-las no dia a dia

A Lei e a Graça – Qual a relação entre elas e como utilizá-las no dia a dia?

Quando nós, Egos – Espíritos Virginais da onda de vida humana manifestados – entramos no Período Terrestre, o quarto Período do nosso esquema evolutivo, começou o trabalho de união entre o Ego e o seu Tríplice Corpo. O objetivo desse trabalho era modificar os Corpos para serem interpenetrados pela Mente, o veículo mais novo que hoje possuímos.

No Corpo Denso começamos a construir a fronte, para abrigar o cérebro, e dividir o Sistema Nervoso em Voluntário e Involuntário. Perceba que só com um Sistema Nervoso Voluntário é que adquirimos meios de estimular nosso Corpo Denso a realizar movimentos orientados por nós e não somente por impulsos externos.

No Corpo Vital as modificações foram feitas para que esse continuasse com a forma do Corpo Denso, criando, assim, cérebro vital e o Sistema Nervoso Voluntário e Involuntário vital (ou seja, idênticos aos do Corpo Físico, mas com material etérico). Também, o ponto da raiz do nariz da parte etérica e da parte física foram colocados na mesma posição relativa, ou seja, concentrizados.

No Corpo de Desejos efetuou-se uma divisão em duas partes: uma superior e outra inferior.

Com isso, as Hierarquias Criadoras, as que nos auxiliavam nas modificações e aquisições de novas ferramentas para utilização nos Mundos, puderam nos fornecer o seguinte:

Foi feita a divisão dos sexos. Metade da força sexual criadora foi utilizada para construirmos o cérebro e a laringe, órgãos indispensáveis para criarmos e nos expressarmos no Mundo Físico.

Estava criada a base para a nossa expressão individual. E com as modificações atmosféricas da Época Atlante, pudemos ver os objetos da Região Química do Mundo Físico com claridade e nitidez. Como diz a Bíblia: “Eles olharam-se, seus olhos foram abertos e viram que estavam nus.” (Gn 3:7).

Foi daí por diante que nos pudemos guiar a nós mesmo, aprendendo a ser independente, assumindo responsabilidade por nossos próprios atos.

Foi então que, exercitando todas essas faculdades recentes, aprendemos: o egoísmo, a ambição, a astúcia, a vingança e outros sentimentos afins.

Isso se tornou mais forte devido a união que ocorreu entre a parte inferior do Corpo de Desejos e a Mente. Fato ocorrido por causa do fraco domínio nosso, o Ego, sobre os corpos recém-adquiridos. Assim, o intelecto passou a ser dominado pelo Desejo. Assim, a tendência do nosso raciocínio passou a responder aos desejos inferiores de: egoísmo, vingança, ambição, astúcia e outros sentimentos semelhantes a esses.

Por outro lado, estávamos aptos a conquistar o Mundo Físico: tínhamos corpos que nos ajudavam a funcionar aqui e tínhamos a consciência incipiente para agir aqui. Agora precisávamos de métodos para discernir o bem do mal, para sobrepormos a tendência destrutiva que seria agir somente pelos desejos inferiores, para sentir desejos superiores conscientes estando aqui, no Mundo Físico.

Foi então que apareceu Jeová, o legislador, o que fornece leis apropriadas para um povo que recentemente recebeu novos corpos, preparando-o para um novo período de desenvolvimento.

Uma parte desse trabalho foi o de emancipar o intelecto do desejo. Para isso, Jeová criou as Leis e as transmitiu. Além delas, foram instituídas as Religiões de Raça, a Religião de Jeová. Para facilitar a assimilação e a orientação, Jeová dividiu a humanidade em raças e nações.

Esta é a Religião da Lei, prescrevendo penalidades por transgressões e antepondo o temor da lei aos desejos da carne.

Essa fase do trabalho de Jeová é feita partindo de fora, como dador de leis, e a lei, quando aplicada de fora; é como o feitor que nos obriga a fazer isto ou aquilo ou nos proíbe de fazer outras coisas.

Entretanto, sempre nos rebelamos contra ela, sendo necessário infligir a nós castigos severos para nos manter dentro da conduta moral desejada. As guerras entre nações e as pestes eram comuns, onde essas se puniam mutuamente por suas transgressões. Recorria-se às guerras e ao castigo pela escravidão para garantir a obediência, e o Antigo Testamento conclui prometendo às nações batidas que sangravam: “Nascerá o Sol da justiça e estará a salvação sob as suas asas. (Ml 4:2)”.

Contudo, as Leis de Jeová nos instigavam a sermos conquistadores, a praticar o “olho por olho, dente por dente”. A querermos ter tudo o que pudéssemos nesse Mundo Físico. Aí está a chave: o Mundo Físico. Afinal, o objetivo era a conquista do Mundo Físico.

Para isso, tivemos que mergulhar no Mundo Físico. Esquecer nossa origem divina. Fomos estimulados a adquirir bens. Quanto mais adquiríamos bens: terras, filhos, casas, dinheiro, mais tínhamos recompensas por termos sido obedientes às ordens dos Espíritos de Raça. Por outro lado, se transgredíamos e desobedecíamos aos mandamentos de Jeová, mais passávamos fome, ou éramos acometidos por pestes ou por outras calamidades de ordem material.

Não havia, sob o regime de Jeová, nenhuma promessa de paraíso, pois foi dito que “mesmo os céus pertencem ao Senhor, mas a terra Ele a deu aos filhos dos homens.”.

Com o objetivo de focarmos a consciência e o propósito da vida, conforme a necessidade da época mais aqui no Mundo Físico, foi nos dado alimentação especial: carne e bebidas alcoólicas. Com isso, nosso Corpo Físico foi se tornando mais rígido, mais cristalizado e a nossa atenção foi se voltando totalmente para o Mundo Físico.

Chegamos ao ponto de pensarmos que não existe outro Mundo senão somente esse aqui. Que não existe outro corpo senão somente esse aqui, o Corpo Denso.

Entretanto, conquistamos o Mundo Físico. Fizemos desse Mundo um paraíso. Exploramos todas as suas partes. Transformamo-lo num lugar agradável de se viver, com comodidades e luxos. Criamos e trabalhamos com os elementos do Mundo Físico, transformando-os para o nosso melhor viver.

Por outro lado, como consequência da desobediência a essas Leis, o pecado foi originado por nós. Como descrito na Epístola de São Paulo aos Romanos 7:7-8: “A lei é pecado? Longe disso. Mas eu não conheci o pecado, senão pela lei, porque não conheceria o desejo de coisas materiais se a lei não dissesse: não cobiçaras.” “sem a lei, o pecado estava morto”; mas como a proibição excita o desejo, o pecado encontrou nas proibições da lei um bom aliado.

Aos poucos fomos entendendo que as Religiões de Raça, a uma das quais estávamos apegados, eram religiões do medo e da obediência. Se transgredíssemos a lei, cometíamos pecado, que deveria ser expiado por meio de sacrifícios ou de sofrimento, de dor, de tristeza, da morte.

Assim, por meio do medo íamos subjugando o nosso Corpo de Desejos. Aos poucos, íamos entendendo que, uma vez compreendido que éramos um “eu individual”, separado dos outros irmãos e que deveríamos buscar a evolução sozinhos, deveríamos também respeitar os outros irmãos, deixando de sermos egoístas, ambiciosos, vingativos.

Aos poucos, também, fomos conquistando esse Mundo Físico, a ponto de atingir o nadir da materialidade – parte mais densa da Região Química do Mundo Físico que podemos chegar – onde pudemos utilizar tudo que esse Mundo Físico proporciona. Atingimos um desenvolvimento quase perfeito do nosso Corpo Denso!

Na parte espiritual, “aprendemos a adorar a Deus por meio do medo. Começamos a pressentir a presença de Deus através dos poderes da Natureza. Para agradá-lo, fazíamos sacrifícios externos e sangrentos.

Depois, começamos a considerar Deus como dador de todas as coisas, quem nos recompensaria aqui e agora se obedecêssemos a Sua Lei e, nos castigaríamos instantaneamente se a desobedecesse. Sabíamos que Ele era um poderoso aliado contra nossos inimigos, mas podia ser também um inimigo poderoso e, por conseguinte, também O temíamos. Os sacrifícios eram externos e sangrentos e os fazíamos por medo!”.

Por esse tempo, nós tínhamos acumulado uma quantidade enorme de pecado, como consequência da desobediência às Leis de Jeová. Nosso Corpo de Desejos estava quase que todo cristalizado, por estar repleto somente de materiais das Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Estávamos quase todo tempo expiando nossos pecados por meio do sofrimento, da dor e da morte.  Ao mesmo tempo, havia uma quantidade considerável de pessoas que extraíram todos os ensinamentos condizentes com aquela época e, vivendo uma vida voltada para Deus, ansiavam por maiores ensinamentos espirituais. No caminho da evolução, foi chegada a hora de começarmos retornar a Casa do Pai, agora cheio de experiências. Tal qual a Parábola do Filho Pródigo.

Essa foi uma das razões que tornou necessária a intervenção do Cristo.

Afinal, as Religiões de Raça são somente passos intermediários a fim de preparar-nos para a vinda Unificadora do Cristo, a Religião do Cristo, base da Fraternidade Universal.

O feitor torna-se o consolador.

A orientação à humanidade é alterada para: “Paz na Terra e boa vontade entre os homens”, ao invés de: “Nascerá o Sol da justiça e estará a salvação sob as suas asas.” (Ml 4:2)”, como recompensa às guerras e lutas entre as nações. E, ao invés de: “Olho por olho, dente por dente”, deveríamos praticar: “Amai os vossos inimigos”.

Cristo trouxe a possibilidade de qualquer um, desde que queira, ter acesso aos ensinamentos espirituais que explica todos os mistérios ocultos da natureza. Ele trouxe a possibilidade de entender a importância da união de todos os seres humanos numa única fraternidade. Ele limpou o Corpo de Desejos do Planeta Terra – que é no nosso Mundo do Desejo, dando-nos, com isso, material para que pudéssemos ter desejos superiores, espirituais, amorosos. Ele trouxe a possibilidade de adorar a um Deus de Amor e a sacrificar-nos por nós mesmos diariamente, toda a sua vida. E ainda, a possibilidade de reconhecermos nossa própria divindade, fazendo o bem pelo simples prazer de fazer, sem esperar recompensas nem castigo!

Esse é o tempo em que recebemos a lei dentro de nós e que não mais impelidos por meios externos. Como lemos em na Epístola de São Paulo aos Romanos 7:21-23: “Eu encontro, pois esta lei em mim: quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim, porque me deleito na Lei de Deus, segundo o homem interior, mas vejo nos meus membros, outra lei que se opõe à Lei do Meu Espírito e, que me faz escravo da Lei do Pecado que está nos meus membros”.  E na mesma Epístola 7:24: “Quem me livrará desse corpo de morte? A Graça de Deus por Jesus Cristo Nosso Senhor.”.

Sim, Cristo deu-nos a Graça e o Perdão dos Pecados. Como lemos no Evangelho Segundo São João (1:17): “Porque a Lei foi dada através de Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”.

Mas, o que é a Graça?

A Graça é a presença de Deus em nós para nos tornar mais perfeitos e se manifesta em forma de amor paterno e de amizade.  É a Graça que nos motiva a lutar contra a nossa natureza inferior, a equilibrar nossas emoções. É a consolação que nos torna mais humildes, corajosos e nos ajuda a renunciar a nós mesmos.

A Graça é:

  • Gratuita, porque sem mérito nenhum da nossa parte;
  • Fruto do amor que Deus tem por suas criaturas;
  • Prova de nossa liberdade de opção pelo bem ou contra o bem;
  • O grande mistério de amor que eleva a criatura imperfeita a uma comunhão com o criador perfeitíssimo.

Por meio da Graça encontramos forças e razão para nos contrapor:

  • aos revezes da vida;
  • à tendência em fazermos o mal;
  • ao desânimo e falta de esperança;
  • às circunstâncias externas que nos empurram a fazer o que não queremos.

É através da Graça que encontramos entusiasmo para seguir sempre para cima e à frente. É ela que nos anima a persistir, afinal, como diz Max Heindel: “o único fracasso é deixar de lutar”.

Assim: “todo aquele que, com o coração singelo dirige a sua intenção a Deus e se desprende de todo amor ou aversão desordenada a qualquer coisa criada, está bem disposto para receber a graça e digno de alcançar a devoção”. “E quanto mais perfeitamente alguém renuncia às coisas exteriores e morre a si mesmo, tanto mais depressa lhe advém a graça, mais copiosamente se lhe infunde e mais alto lhe ergue o coração livre”.

Como lemos no Livro de Isaías (60:5): “Então verá, terá alegria abundante e estará maravilhoso; o coração se dilatará, porque a mão do Senhor está com ele.”.

Junto à Graça, Cristo trouxe a doutrina do Perdão dos Pecados. Através disso é que temos força necessária para lutar, apesar dos repetidos fracassos para conseguir a subjugação da natureza inferior. A obtenção do Perdão dos nossos Pecados é feita através do arrependimento e da reforma íntima. Quando compreendemos o erro de certos hábitos e nos determinamos a eliminá-los ou a desfazer o mal feito, geramos aspirações para o bem que, em seu devido tempo, se traduzirão em retidão. O exercício de Retrospecção é o melhor meio de praticar essa doutrina.

Graça e Perdão dos Pecados nos ajudam nesse retorno à casa do Pai. Por meio deles, podemos errar, corrigir e tentar novamente fazer o bem pelo simples fato de fazê-lo. Aos poucos, criamos o hábito de fazer o bem, e não mais faremos o mal, simplesmente porque não queremos, não sentimos vontade.

Pratiquemos o Perdão dos Pecados e estejamos dispostos a ter a Graça de Deus. Com isso fica muito mais fácil seguir o caminho para cima e para frente, unidos por Cristo, em direção a Deus.

Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Atitude e a Aplicação no Trabalho da Vida

A Atitude e a Aplicação no Trabalho da Vida

Vejam essa estória já famosa:

“Jerry era um tipo de pessoa que vocês iriam adorar. Ele sempre estava de alto astral e sempre tinha algo positivo para dizer. Quando alguém perguntava para ele: ‘Como vai você?’, ele respondia: ‘Melhor que isso, só dois disso!’.

Ele era o único gerente de uma cadeia de restaurantes, por quem todos os garçons seguiam seu exemplo. A razão disso era por causa de suas atitudes. Ele era naturalmente motivador. Se algum empregado estivesse tendo um mau dia, Jerry prontamente estava lá, contando ao mesmo como olhar para lado positivo da situação.

Seu estilo de ser realmente deixava-me curioso. Por isso, um dia perguntei para Jerry: ‘Eu não acredito! Você não pode ser positivo o tempo todo. Como você consegue?’. Ele respondeu: ‘Toda manhã eu acordo e digo para mim mesmo: Jerry você tem duas escolhas hoje. Escolher entre:

  • estar de alto astral ou
  • estar de baixo astral

Então escolho estar de alto astral. A todo o momento que acontece alguma coisa desagradável, posso escolher:
– ser vítima da situação ou
– aprender algo com isso

Eu escolho aprender algo com isso.

A todo o momento que alguém vem reclamar da vida comigo, posso escolher:

  • aceitar a reclamação ou
  • apontar o lado positivo da vida para a pessoa.

Eu escolho apontar o lado positivo.’.

Então eu argumentei: ‘’Tá certo! Mas não é tão fácil assim!’. ‘É fácil sim’, disse Jerry. ‘A vida consiste em escolhas. Quando você tira todos os detalhes e enxuga a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas irão afetar o seu astral. Você escolhe estar feliz ou triste, calmo ou nervoso. Em suma: você escolhe como viver a sua vida!’.

Eu refleti sobre o que Jerry disse. Algum tempo depois eu deixei o restaurante para abrir meu próprio negócio. Nós perdemos o contato, mas frequentemente, sempre que tinha que tomar uma decisão, eu pensava nele. Alguns anos mais tarde, eu ouvi dizer que Jerry havia feito algo que nunca se deve fazer tratando-se restaurantes: ele deixou a porta dos fundos aberta e foi rendido por três assaltantes armados. Enquanto ele tentava abrir o cofre, sua mão estava trêmula e errou a combinação para abertura. Os ladrões entraram em pânico, atiraram nele e fugiram. Por sorte Jerry foi encontrado relativamente rápido e foi levado às pressas ao pronto socorro local. Depois de dezoito horas de cirurgia e algumas semanas de tratamento intensivo, Jerry foi liberado do hospital com alguns fragmentos de balas ainda em seu corpo. Eu me encontrei com Jerry seis meses após o acidente. Quando eu perguntei: ‘Como vai você?’. Ele respondeu: ‘Melhor que isso, só dois disso! Quer ver minhas cicatrizes?’.

Enquanto eu olhava as cicatrizes, eu perguntei o que passou pela mente dele quando os ladrões invadiram o restaurante. ‘A primeira coisa que veio à minha cabeça foi que eu deveria ter trancado a porta dos fundos…’, ele respondeu. ‘Então, depois quando eu estava baleado no chão, eu lembrei que eu tinha duas escolhas ou podia escolher:

  • viver ou
  • morrer

Eu escolhi viver. ‘Eu perguntei: ‘Você não ficou com medo? Você não perdeu os sentidos?’. Jerry continuou: ‘Os paramédicos eram ótimos; eles ficaram o tempo todo me dizendo que tudo ia dar certo, que tudo ia ficar bem. Mas quando eles me levaram de maca para a sala de emergência e eu via as expressões nos rostos dos médicos e enfermeiras, eu fiquei com medo.’. Nos seus olhos eu lia: ‘Ele é um homem morto.’. ‘Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa.’.

‘O que você fez?’, eu perguntei.

‘Bem, havia uma mulher grande e forte me fazendo perguntas. Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi que sim. Então eles pararam imediatamente para que eu continuasse minha resposta. Eu respirei fundo e respondi que era alérgico a balas…’.

Enquanto eles riam, eu disse: ‘Estou escolhendo viver; me operem como se estivesse vivo, não morto!’.

Jerry sobreviveu graças à experiência e habilidade dos médicos, mas também por causa de sua atitude espetacular.

Eu aprendi com ele que todos os dias temos que escolher:

  • viver a vida na sua plenitude,
  • viver por completo.

A partir de então acho que atitude é tudo.”.

***

Esse livre arbítrio conquistado por cada um de nós, Egos – Espíritos Virginais da onda de vida humana manifestados –, é o grande propulsor da nossa Evolução. A vontade de melhorar sempre nos inclina a alterar as matérias: física, etérica, de desejos e mental continuamente, buscando aprender, com nossas experiências, como melhor utilizá-las. Isso implica numa mudança contínua da constituição dos nossos veículos: Corpo Denso, Vital, de Desejos e da Mente.

Aos poucos vamos tomando decisões corretas em todos os desafios que são colocados para nós. E isso reflete em alterações nas matérias que constituem nossos veículos. Temos que ter a consciência que nossa vida na Terra é um tempo de semear e que colheremos os frutos na nossa vida após a morte material. Com isso, nossas decisões devem estar em harmonia com esse objetivo. Como, então, devemos decidir qual o modo melhor de semear?

A situação em si, pouco importa. O que importa é a atitude. Se nos apercebermos, tal situação se repete através de infinitos matizes para inúmeras pessoas. Afinal, como lemos em Eclesiastes Capítulo 1 versículos de 9 a 11: “O que foi, será; o que aconteceu, acontecerá: nada há de novo debaixo do Sol. Mesmo que se afirme: ‘Olha: isto é novo’, eis que já aconteceu em outros tempos, muito antes de nós. Não ficou memória dos antepassados, Nem dos vindouros ficará lembrança para os que vierem depois”.

Além do mais, quer saibamos ou não, cada ato das nossas vidas apressa ou prolonga o fim dessa nossa existência terrestre, na medida em que a nossa atitude esteja ou não em harmonia com a lei. Se as decisões que tomamos nos levam para caminhos inadequados ao crescimento da nossa alma, nossa vida discordante destruirá o arquétipo.

Esse arquétipo nós mesmos construímos no Mundo do Pensamento, como molde vivente de tudo aquilo que escolhemos aprender nessa existência.

Enquanto estamos dispostos a aprender o que escolhemos, ou seja: nos dedicarmos sinceramente ao propósito da nossa existência, que é a aquisição de experiências, o nosso arquétipo vibrará harmoniosamente, reforçando as suas imagens:

Aumenta, assim, a vida desses veículos e, portanto, a nossa existência aqui. Se temos a plena consciência de que aqui é o tempo para semear o máximo possível para que colhamos o máximo possível na nossa existência após a morte física, então, nos esforçaremos o máximo para prolongar a nossa existência aqui, pois cada ano acrescentado de vida aumenta enormemente o nosso tesouro celestial.

Os anos adicionados darão mais tempo para o cultivo da Alma, e o fruto dos últimos anos poderá, facilmente, superar os colhidos na primeira parte da vida. Agora, para que façamos isso de modo mais eficiente possível, é indispensável cuidarmos dos nossos veículos com o maior zelo possível:

  • Para a Mente, alimentos superiores, como pensamentos e ideias altruístas, construtivas e ordenadas, conhecimento aplicado, domínio próprio e decisões harmonizadas com a lei;
  • Ao Corpo de Desejos, alimentos superiores, como desejos, emoções e sentimentos altruístas, edificantes, virtuosos, forças construtivas, entusiasmos, paciência, tolerância e afins;
  • Ao Corpo Vital, alimentos superiores, como repetição de coisas boas, formação de bons hábitos, amor, estabilidade e equilíbrio e afins;
  • Ao Corpo Denso, alimentos que supram as reais necessidades físicas, proteínas, vitaminas, sais minerais, compostos de fibras, grãos, frutas, legumes, verduras, muita água; praticando exercícios físicos, equilibrando todos os nove sistemas que compõe o nosso Corpo Denso.

De modo a chegarmos a idades avançadas com veículos que ainda sejam eficazes para adquirir as experiências que se apresentarem.

Por fim, resta-nos a pergunta: Como saber quando semear? Ou em outras palavras: Como alcançar o máximo grau de realização nessa existência, de modo que quando terminar possamos aproveitar o máximo de todas as oportunidades que nos foram apresentadas?

Os Astros e os Signos relatam a história. Elas mostram nossas faculdades e o momento mais propício, tanto para plantar as sementes da Alma como para auxiliar e curar todas as nossas enfermidades. Por isso, a Fraternidade Rosacruz tem muito empenho no estudo da Astrologia Rosacruz. O conhecimento dessa escrita astral é a força para melhor agir, e assim obter um maior crescimento anímico, da Alma.

Utilizando a Astrologia Rosacruz como orientação para as nossas vidas, podemos deixar de nos arrastar pela corrente da vida governando conscientemente o fluxo e refluxo da matéria, dentro e fora do nosso ser. Deixaremos de ser joguetes das circunstâncias. Só assim viveremos na consciência solar, determinando nossas experiências pela radiação do nosso próprio centro, e não pela resposta aos impulsos e tendências externas, sejam dos nossos planetas no nosso tema, seja advinda das circunstâncias.

Afinal, como lemos numa oração bem antiga, que devemos sempre repetir quando notamos estarmos sendo levados pela corrente da vida:

Eu não sou meu Corpo Físico, senão o Ego que o usa.

Eu não sou meus desejos, senão o Ego que os controla.

Eu não sou meus pensamentos, senão o Ego que os cria.

Essas coisas não são senão expressões temporais de mim, o Eu Eterno.

Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Crescimento Espiritual

Para falarmos de caminho, desenvolvimento e crescimento espiritual é necessário nos posicionarmos no tempo da evolução e, assim, conseguirmos chegar a entender o processo da espiritualidade.

Voltemos um pouco ao túnel do tempo, antes que começasse a nossa jornada evolutiva.

Nós, como Espíritos Virginais da onda de vida humana, fomos diferenciados de Deus (Pai-Mãe) do nosso universo como chispas de uma chama, e com todas as potencialidades latentes iguais a do nosso Pai.

Em Gênesis 1:27 lemos: “E os Elohim formaram o ser humano a sua imagem e semelhança”.

E ainda recebemos de presente o poder da Epigênese, que é a livre vontade de criar algo.

A Epigênese é essencial ao progresso evolutivo. Contudo, ainda não possuíamos a consciência individual e o poder para estar usando essa vontade. Precisávamos trabalhar muito para desenvolver essas potencialidades latentes em nós e atender ao nosso destino que é o retorno a casa do Pai como Divinos e Criadores de universos.

O primeiro passo para nosso desenvolvimento espiritual foi a construção dos Corpos. Durante o período que conhecemos como involução, sob a orientação de grandes Hierarquias Criadoras, estávamos empenhados em desenvolver os nossos Corpos Densos, Vital, de Desejos e o veículo Mente. Contudo, tínhamos uma grande vantagem na construção desse Tríplice Corpo. Éramos possuidores de três grandes forças primárias: a força do Espírito Divino, que é a vontade, o princípio de ação; a força do Espírito de Vida, que é a sabedoria, o amor e a força do Espírito Humano, que é atividade, o movimento, princípio de crescimento. Toda a consciência nessa época era voltada para os mundos espirituais e para o nosso interior.

E assim trabalhamos no desenvolvimento desses Corpos e veículos. Porém, antes que tirássemos algum proveito desses veículos, era necessário ligá-los diretamente com o Ego, que é o Espírito.

Isso só foi possível por intermédio do quarto veículo que é a Mente. Ela é o elo entre, nós, o Espírito e os nossos três veículos inferiores (Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos).

Portanto, a Mente é o caminho ou a ponte, a única via que transporta a essência da alma, isto é, a Mente é o caminho do qual depende todo o desenvolvimento do Espírito, e sem esse elo não poderemos desenvolver nenhuma atividade espiritual.

Todavia, a verdadeira espiritualidade não é uma coisa fácil e jamais será adquirida da noite para o dia e ninguém a receberá como um “dom”. Teremos que merecê-la, ou seja: ter o mérito.

É de vital importância lembrarmos que no princípio todos tivemos um início idêntico. E o que somos hoje é a soma de tudo o que realizamos em vidas passadas e que as nossas oportunidades ou merecimentos de hoje correspondem  exatamente ao que merecemos, ou seja, ao que conquistamos pelo mérito. Esse crescimento se adquire por meio de muito trabalho, muita perseverança, muito sofrimento, autossacrifício e somente pelo serviço amoroso e desinteressado aos demais seres a nossa volta (humanos, animais e toda a criação de Deus).

E uma vez que despertamos para a aspiração espiritual devemos seguir em frente e não poderemos mais voltar atrás. Muitos Estudantes que se interessam pelo caminho oculto, ao invés de trabalhar e buscar o conhecimento que os ajudaria a “viver a vida”, acabam por ficar esperando que esse resultado lhes chegue em uma bandeja de prata. Outros desenvolvem muito o lado intelectual e esquecem de colocar em prática o mínimo desses conhecimentos, que é o resultado do intelecto que interessa para o seu próprio desenvolvimento.

Afinal, já sabemos que intelectualidade não tem nada a ver com espiritualidade. Se durante nossa vida terrena não conseguimos cumprir fielmente com os nossos pequenos afazeres, como muitas vezes cuidar dos nossos próprios filhos que colocamos ao mundo, pagar as nossas dívidas contraídas em vidas passadas, se dedicar à rotina que escolhemos, se arrepender e buscar a reforma íntima do mal cometido, não adianta esperar que será fiel, também, na grande obra espiritual do nosso Pai, Deus.

No capítulo 13 da Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios encontramos a seguinte menção: “Ainda que eu conheça todos os mistérios e toda ciência… se não tiver Amor, nada serei”. O amor só se aprende com o Coração, com a parte mística do nosso ser!

Um outro ponto importante encontramos no Evangelho Segundo São Mateus 6:24: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque, ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro”. Isso mostra que devemos, mediante um firme propósito, estabelecer o caminho que irá satisfazer o nosso Coração e a nossa Mente, simultaneamente. Em que a Mente será sempre auxiliada pelo intuitivo Coração.

Max Heindel diz no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”: “Não andemos de uma Escola a outra, de uma ordem a outra, ganhando um pouco aqui e um pouco lá. Tenhamos presente uma só direção como nosso objetivo”.

Existem irmãos e irmãs que se isolam em orações e meditações durante toda a vida e esquecem que no mundo lá fora há irmãos e irmãs que estão sofrendo à espera de ajuda.

Certamente teremos sofrimentos nesse caminho, mas se nos conscientizarmos que depois da dor e desse sofrimento tivermos aprendido a lição, estaremos desenvolvendo a compaixão, a coragem, a tolerância e o autodomínio. E lição aprendida, ensino é suspenso e passamos para outra etapa de aprendizado.

Se observarmos a vida de nosso Salvador – Cristo – veremos que Ele não teve uma vida de reclusão. Ele não se escondeu do mundo, mas sim se doou para salvar a humanidade.

Existe prova de amor maior do que a de entregar sua própria vida para salvar a humanidade?

Uma coisa é certa: o fator determinante para a realização do trabalho espiritual ou material na nossa vida será a nossa atitude em executá-lo. Entretanto, como buscar esse caminho para o crescimento espiritual?

Em primeiro lugar devemos ser determinados, decididos e prontos para agir no caminho escolhido, pois quando estamos galgando a vida superior seremos observados por todos que nos rodeiam.

Como disse Cristo: “O céu deve ser tomado de assalto”. Contudo, não devemos ter pressa; lembremos que a Natureza não dá saltos. O crescimento deve ser gradual, lento, porém seguro, firme, persistente naquilo que estamos praticando.

Max Heindel deixou alguns exercícios para o treinamento esotérico a fim de que possamos nos harmonizar com as leis cósmicas e trabalhar no crescimento da alma. Alguns desses são: Observação, Retrospecção, Concentração, Meditação, Discernimento, Contemplação e Adoração. E se os praticarmos sempre com maior intensidade e amor, estaremos nos esforçando para sermos sempre servidores no caminho da espiritualidade.

A Retrospecção é um exercício importantíssimo. É o exercício em que se exige que examinemos a nossa vida todas as noites, antes de dormir, de modo que os acontecimentos se desenrolem em ordem inversa. Iniciando pelas últimas ações praticadas antes de dormir, depois a tarde e por último os atos que fizemos na parte da manhã do dia que está terminando. Ele é o nosso Purgatório diário! E por meio dele conseguimos compreender nossos erros e nos determinamos a eliminá-los, via arrependimento e reforma íntima. Por isso São Paulo disse: “Eu morro todos os dias”.

É necessário rever, com o coração, esses quadros representantes das ações executadas  e que nos permitamos que a chama do arrependimento nos faça vivenciar essas falhas cometidas, com uma vontade e disposição ímpar em reparar o dano cometido – reforma íntima – e, com isso, conseguimos apagar esses registros do nosso Átomo-semente.

Devemos lembrar que o desenvolvimento do Corpo Vital é marcado pela repetição de coisas boas. É por isso que devemos nos ater a praticar os bons hábitos diariamente para que possamos atuar sobre o Corpo Vital e educá-lo. E depois que formado um bom hábito, fica mais fácil praticá-lo.

Vamos então arregaçar as mangas e trabalhar sem esperar que tudo venha pronto. Vamos aproveitar as oportunidades dadas por Deus e trabalhar para que possamos transformá-las na construção do nosso Corpo-Alma.

No Conceito Rosacruz do Cosmos encontramos o seguinte: “Nada realmente valioso se obtém sem esforço. Nunca será demasiado repetir que não existem coisas como os dons e a sorte. Tudo que possuímos é resultado de esforço”.

Deus, nosso Pai infinatamente misericordioso, ajudará e abençoará a todo verdadeiro investigador que deseja trabalhar pela Fraternidade Universal, pois “Cristo mesmo preparou o caminho para quem o deseje”.

Nos últimos versos do poema Credo ou Cristo, que lemos no Conceito Rosacruz do Cosmos, podemos encontrar a chave para nosso progresso: “Há uma só coisa que o mundo precisa saber; há um só bálsamo para toda a humana dor; apenas um caminho que conduz ao alto céu; e esse caminho é a COMPAIXÃO e o AMOR”.

“Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Onda de Vida Arcangélica

Muitos seres superiores que nos ajudam, embora a maioria não os vejamos, começaram a evoluir antes do nosso atual Esquema de Evolução. Dentre essas ondas de vida estão os Arcanjos.

Sabemos que o propósito da evolução de uma Onda de Vida é torná-la completamente consciente e capaz de dominar a matéria de uma quantidade de Mundos. Observamos que tudo que existe tende a se desenvolver lenta e persistentemente, procurando alcançar estados cada vez mais elevados, buscando a perfeição.

Primeiro, a Onda de Vida busca alcançar a consciência individual, do “Eu”, e a construção dos veículos por cujo intermédio ele se manifestará nos Mundos. Esse período é conhecido como Involução.

Em seguida, a Onda de Vida busca desenvolver essa consciência individual até a Divina Onisciência. A esse período dá-se o nome de Evolução. Isso também ocorre com a Onda de Vida dos Arcanjos.

Os Arcanjos alcançaram o estado similar ao humano, ou seja, ao estado de consciência individual, num tempo em que nós, Espíritos Virginais da nossa Onda de Vida, éramos similares às plantas. Similares no estado de consciência – sonos sem sonhos – e na constituição: tínhamos só os Corpos Denso e Vital. Esse tempo é o conhecido como Período Solar. Nesse Período, também começou a evolução dos Espíritos Virginais da Onda de Vida animal. De lá para cá já avançamos dois estados: um no qual fomos semelhantes aos animais, e o outro no qual somos seres humanos.

Da mesma forma os Arcanjos já avançaram dois estados: um no qual foram semelhantes aos Anjos e outro no qual são o que denominamos Arcanjos.

No longínquo tempo que chamamos de Período Solar o campo mais inferior de evolução estava no Mundo de Desejo, ou seja, o Globo mais denso era composto de matéria dos desejos. Agora, o campo mais denso de evolução está na Região Química do Mundo Físico, ou seja, o Globo mais denso é composto de matéria física.

Como os Arcanjos eram semelhantes ao que somos nós hoje, eles tinham e, agora, também têm, o Corpo de Desejos como veículo mais inferior. Portanto, o veículo mais inferior que um Arcanjo pode construir é um Corpo de Desejos. Como nós temos o nosso Corpo Denso, o físico, como tal, ou seja, não podemos construir um Corpo mais inferior que o Corpo Denso. Por isso eles se tornaram especialistas em matéria de desejos. Para isso trabalharam, exercitaram e utilizaram como material de aprendizagem a Onda de Vida que tinha começando a se manifestar naquele tempo, ou seja, a que hoje conhecemos como os animais. Da mesma forma que nós utilizamos como material de aprendizagem, para nos tornarmos especialistas em matéria da Região Química do Mundo Físico, a Onda de Vida que começou sua evolução neste Período Terrestre, ou seja, os Espíritos Virginais da Onda de Vida mineral, os minerais.

Com isso os Arcanjos se tornaram responsáveis pela evolução dos animais ajudando-os e os dirigindo até o ponto que for preciso. E com isso, também, como são especialistas em matéria de desejos, auxiliam e ensinam a todos os seres que possuem Corpos de Desejos separados e, que precisam manipular a matéria desse Mundo. No caso do nosso presente estado evolutivo nós, os seres humanos, e os animais são os que possuem Corpos de Desejos separados e que precisam aprender a usá-los. Por isso é que se diz que os Arcanjos trabalham só com os seres humanos e com os animais.

Os veículos que um Arcanjo utiliza são formados dos seguintes materiais: o mais inferior formado de matéria do Mundo do Desejo, o segundo subsequente formado de matéria da Região do Pensamento Concreto, o terceiro é formado de matéria da Região do Pensamento Abstrato e o quarto de matéria do Mundo do Espírito de Vida. Seu campo atual de evolução é o Sol.

Os Arcanjos nos ajudam desde há muito tempo. A primeira ajuda ocorreu num tempo conhecido como Revolução Lunar do Período Terrestre. Esse foi o momento em que estávamos em condições de desenvolver o nosso Corpo de Desejos com o objetivo de prepará-lo para termos desejos, emoções e sentimentos individuais. Os Arcanjos separaram o nosso Corpo de Desejos em duas partes: a superior, na qual seria implantada a consciência da personalidade separada, e a inferior, na qual os Arcanjos nos deram desejos, sentimentos e emoções inferiores, animalescos. Foi graças a essa divisão que hoje podemos controlar as nossas paixões, emoções, nossos sentimentos e desejos inferiores. Pois, se quisermos tê-los é só envolver o nosso desejo, sentimento ou nossa emoção de matéria das regiões inferiores do Mundo do Desejo.

Por outro lado, se quisermos ter somente desejos, sentimentos ou emoções superiores, é só envolvê-los de matéria das regiões superiores do Mundo do Desejo. Sabemos fazer isso hoje, graças a ajuda dos Arcanjos.

Mais tarde voltaram os Arcanjos para nos ajudar a modificar o Corpo de Desejos a fim de acomodá-lo à Mente, que iríamos adquirir. Estávamos numa época conhecida como Época Lemúrica, a terceira Época. Uma vez adquirido os veículos, tínhamos que aprender a utilizá-los, ou seja, como funcionar neles e como dominá-los com a nossa vontade. Os Arcanjos nos ajudaram e continuam nos ajudando no que diz respeito ao Corpo de Desejos.

Inicialmente foram e, alguns ainda são, os Espíritos de Raças. Como Espíritos de Raças eles auxiliam a Jeová, o Anjo mais elevado – o Espírito Santo – e autor de todas as Religiões de Raça.  Nos primeiros tempos em que adquirimos os nossos corpos e precisávamos usá-los, éramos débeis, impotentes e completamente incapazes de guiar esses veículos; hoje, ainda não somos o suficientemente fortes para isso. Ainda hoje, o Corpo de Desejos dirige a nossa personalidade muito mais do que nós, o Ego. Contudo, naquele tempo, era pior; se fossemos abandonados teríamos nos tornados completamente impotentes para dirigir nossos veículos.

Para nos ajudar, Jeová criou as Religiões de Raça. Cada Religião de Raça tem um Espírito de Raça, que é um Arcanjo. Cada um tem o domínio sobre um povo, uma nação. Para guiar as raças, os Espíritos de Raça agem sobre o sangue. Para ter esse acesso, o Espírito de Raça entra no sangue através do ar inspirado. Por isso, São Paulo fala dos Arcanjos como “Príncipe do Poder do Ar”. O Arcanjo, como Espírito de Raça, envolve e compenetra toda a atmosfera da Terra habitada pelo povo que está sob o seu domínio. Assim se formaram todos os povos e nações.

Uma pessoa pertencente a um povo que está fortemente subjugado à influência do Espírito de Raça sofre a mais terrível depressão quando sai do seu país ou respira o ar de outro Espírito de Raça. Quando mais baixo um povo se encontra na escala da evolução, mais ele mostra as suas características raciais. Isso é por causa da ação do Espírito de Raça.

Um dos sentimentos emanados dos Espíritos de Raça é o patriotismo. Atualmente está sendo substituído pelo altruísmo.

A influência do Espírito de Raça numa pessoa faz com que ela pense nela mesmo, primeiro como pertencente a certa raça. A pessoa não era “David”, mas sim “Filho de Abraão”, nem “José”, mas “Filho de David”. Vemos na Bíblia que a maior honra dos judeus era ser “a semente de Abraão”. Esse sentimento de ter orgulho de pertencer a determinada raça é dado pelos Espíritos de Raça. Daqui já podemos perceber que os Arcanjos são os responsáveis pela elevação e queda das nações. Dão exatamente aquilo que melhor sirva aos interesses do povo que cada um deles rege: ou a vitória ou a derrota; ou a paz ou a guerra.

Em Daniel Cap. 10, vers.13, lemos: “E o príncipe do reino dos persas me resistiu por vinte e um dias; e eis que veio em meu socorro Miguel, um dos primeiros príncipes”, e no vers. 20: “acaso sabes tu por que vim a ti? E agora voltarei a pelejar contra o príncipe dos persas: quando eu saí, apareceu o príncipe dos Gregos, que entrava (…) e em todas essas coisas ninguém me ajuda, senão Miguel, que é o vosso príncipe”.

O Arcanjo Miguel é o Espírito da Raça judia. Em Daniel 12: lemos: “Naquele tempo se levantará o grande príncipe Miguel, que é o protetor dos filhos do teu povo”. Portanto um Arcanjo, como Espírito de Raça, evolui à medida que a raça que está dirigindo evolui.

Como Espírito de Raça, o trabalho de um Arcanjo é muito maior do que nos ensinar como utilizar o nosso Corpo de Desejos.

Sabemos que a Terra foi arrojado do Sol porque não podíamos suportar os tremendos impulsos físicos e espirituais que lá existem. Entretanto, precisamos deles. Por outro lado, os Arcanjos são espíritos solares comuns, ou seja, convivem e evoluem com os impulsos solares.

Mesmo a Terra estando a tão grande distância, ainda assim não suportaríamos tais impulsos, especialmente os espirituais que estimulam o crescimento da alma em todo o canto do nosso Planeta.

A solução foi enviar esses impulsos espirituais para a Lua onde Jeová, o Regente da Lua, auxiliado por um certo número de Arcanjos – que são os Espíritos de Raça – pudesse preparar para refletir tais impulsos para a Terra. Esses impulsos são refletidos em forma de Religiões de Raça. Com isso os Arcanjos podem trabalhar com a humanidade e prepará-la para receber os impulsos espirituais diretamente do Sol, sem intervenção da Lua.

Quanto mais avançada é uma nação, mais liberdade tem o indivíduo, mais ele responde aos impulsos espirituais direto do Sol.

Quanto mais nos harmonizamos com a lei do amor, mais nos libertamos do Espírito de Raça.

A América não tem um Espírito de Raça, ainda. É um lugar onde todas as raças estão se misturando para extrair a semente da nova raça.

Essa nova raça está começando a aparecer. Seus membros são reconhecidos pelos longos braços, corpos elásticos, cabeças compridas, testas retangulares. Em mais algumas gerações essa nova raça poderá estar a cargo de um Arcanjo que a unirá.

Um Arcanjo não possui asas, como são mostradas nas figuras. O que sai das suas costas são correntes de força que podem ser dirigidas para qualquer lado, da mesma forma que nos dirigem os nossos pés ou nossas mãos, seja para alcançar algo ou para mudarmos de direção. Entretanto, o Arcanjo não utiliza essa corrente de força para voar ou se movimentar. Ele a utiliza para, por exemplo, imbuir um povo de medo e o outro de coragem, quando há a necessidade de luta entre eles.

Todo Arcanjo sabe que a Religião dada por eles – a Religião de Raça – baseada na lei, é insuficiente e produz o pecado que acarreta a morte, a dor e a tristeza.

Eles compreendem que suas Religiões são, tão somente, passos necessários para atingir algo melhor. Todas as Religiões de Raça indicam alguém que virá. E esse alguém é o Cristo, o mais elevado Iniciado do Período Solar, o Arcanjo mais evoluído, Regente do Sol e, portanto, guia de todos os Arcanjos. Que se tornou Regente da Terra e guia da humanidade a partir do gólgota, da sua crucifixão.

Enquanto um Arcanjo comum funciona normalmente num Corpo de Desejos, o Cristo funciona num corpo composto de matéria do Mundo do Espírito de Vida, o primeiro mundo de baixo para cima onde cessa toda a separabilidade, o Mundo da Fraternidade Universal.

Portanto, sua Religião – o Cristianismo, a Religião do Filho – é fundamentalmente unificante, baseada no amor e na Fraternidade Universal. Portanto, a lei cederá lugar ao amor; as raças e facções deverão se unir numa Fraternidade Universal.

Entre os seres humanos há vários graus de inteligência. Alguns são qualificados para determinadas posições em que se exige uma habilidade específica. Outros para posições em que não se exige tanta habilidade. Da mesma forma ocorre com os Arcanjos. Nem todos são capazes de governar uma nação e o seu destino. Então, a esses Arcanjos é dado um outro trabalho, o de ser os Espírito-Grupo dos animais.

Cada espécie animal é dirigida por um Espírito-Grupo. Como o animal não está tão individualizado como o ser humano, suas características físicas e comportamentais são iguais entre membros da mesma espécie.

O trabalho de um Arcanjo como Espírito-Grupo é levar todos os membros da espécie que ele dirige a um grau de individualização similar ao nosso. Ele dirige a sua espécie “de fora”, atuando como orientador, p. ex. o “instinto no animal” é tão somente a resposta do animal à sugestão do Espírito-Grupo.

Como todo Arcanjo, o Espírito-Grupo vive no Mundo do Desejo. Tais figuras com corpo semelhante ao nosso e cabeça de animal podem ser vistas, pode-se falar com elas e, ainda, verificar que são mais inteligentes que o nível médio dos seres humanos.

Aos Arcanjos cabe dirigir a Onda de Vida dos animais até atingirem a perfeição. Para isso, os Arcanjos também terão atingido a perfeição. Do mesmo modo que nós dirigiremos a Onda de Vida mineral até atingir a perfeição.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Ouvimos falar de almas novas. No entanto, todas não tiveram início nessa vida terrena ao mesmo tempo; ou algumas procederam de uma onda de vida anterior?

Pergunta: Ouvimos falar de almas novas. No entanto, todas não tiveram início nessa vida terrena ao mesmo tempo; ou algumas procederam de uma onda de vida anterior?

Resposta: A explicação detalhada para essa pergunta importante é fornecida no Conceito Rosacruz do Cosmos, particularmente no Capítulo IX, onde se lê sobre atrasados e recém-chegados; contudo, podemos dizer brevemente que a onda de vida humana, agora em evolução na Terra, compreenda bilhões de Espíritos Virginais. Sempre há uma quantidade desses renascidos aqui no Mundo Físico e outro tanto evoluindo nos Mundos invisíveis. Em certos períodos do nosso desenvolvimento 50% habitam a Terra revestidos de seus Corpos Densos e terrenos. Relembramos também que, além desses, que pertencem unicamente ao raio terreno, há outras hostes habitando Marte, Mercúrio, Vênus e os demais Planetas. No entanto, o total do vasto grupo de Espíritos Virginais que, agora, está evoluindo no nosso Sistema Solar, iniciou sua evolução no Período de Saturno, em uma existência semelhante à da onda de vida mineral. Entretanto, as diferenças logo se evidenciaram; alguns se revelaram mais adaptáveis e diligentes que outros e é evidente que esses progrediram mais rapidamente no caminho do que os seus irmãos que se tornaram, por isso, os atrasados. À medida que avançamos ao longo do curso evolucionário, o número de pioneiros se reduziu cada vez mais e o grupo dos atrasados aumentou proporcionalmente. Atualmente, encontramos os pioneiros da onda de vida humana evoluindo na Terra, no lado ocidental do Planeta, renascidos em corpos vivendo deste lado, e nos referimos a eles como sendo almas mais velhas, porque têm mais experiência, enquanto os irmãos e irmãs que renascem e vivem no lado oriental do Planeta, podem ser chamadas de almas mais novas, por terem menos experiência e desenvolvimento.

Devemos notar, contudo, que essa é apenas uma regra geral. Há muitas almas jovens que foram atraídas para o ocidente por laços de bondade e serviço ou ódio e desejo de vingança relacionados a vidas passadas. Também encontramos almas velhas no lado oriental e aí nasceram para ajudá-los a se elevarem a um nível superior; portanto, a cor da pele não é uma indicação da idade alma, da mesma forma que a cor da capa de um livro não revela a sua natureza. Assim, devemos compreender que os termos “povos mais ou menos desenvolvidos” e “almas mais velhas ou mais novas” não devem, de forma alguma, ser considerados um reflexo ou uma indicação de superioridade ou inferioridade. Os Senhores de Vênus e os Senhores de Mercúrio, que nos ajudaram em nossa evolução, são também Espíritos pertencentes à nossa onda de vida e eles evoluíram tão incomensuravelmente além da nossa presente condição que podem olhar para nós como um jovem amadurecido observa seus irmãos menores.

(Pergunta nº 34 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. 2)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que há almas novas e almas velhas se todos iniciamos na evolução ao mesmo tempo?

Pergunta: Lemos sobre almas novas e almas velhas. Não nos iniciamos todos nesta vida terrena ao mesmo tempo, ou alguns já vieram para cá em uma onda de vida anterior? Não são os de cor branca da mesma idade anímica?

Resposta: Começamos ao mesmo tempo como Espíritos Virginais, em nossa peregrinação evolutiva; entretanto, desde o início alguns adaptaram-se mais ao ambiente. Portanto, desde os primórdios, alguns atrasaram-se nessa escola da vida, da mesma forma que acontece atualmente com as crianças, em nossas escolas. Alguns são mais precoces que outros, e estes, naturalmente, são mais capazes de passar, na escola da vida, pelas fases da evolução, atingindo um grau de consciência mais elevado.

Assim, a onda de vida que hoje é humana dividiu-se automaticamente em várias classes que agora conhecemos como raças branca, negra, vermelha e amarela; os mais atrasados da escola são atualmente os antropoides superiores (bonobos, chimpanzés, orangotangos e gorilas). Por outro lado, há os que se revelaram particularmente precoces e galgaram mais degraus, em termos de evolução, do que a maior parte da humanidade. São pouquíssimos, comparativamente falando; no entanto, encontramo-los entre os Iniciados, Adeptos e os Irmãos Maiores da humanidade, que estão no topo da escada da onda de vida humana. Por conseguinte, é certo que todos nós estamos percorrendo a estrada da evolução no mesmo período de tempo, mas alguns foram mais adaptáveis, mais diligentes. Consequentemente, acumularam para si mais experiência. É isso que constitui realmente a idade da alma, de forma que aqueles que alcançaram maior conhecimento podem ser chamados “almas velhas”, enquanto aqueles que estão atrás são, falando em termos comparativos, “almas novas”. Os Espíritos que habitam os antropoides podem ser considerados “sem alma”.

(Pergunta nº 35 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. 2)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Mundos: formação de um “Cosmos”

Os Mundos: formação de um “Cosmos


Comparemos a escolha da porção do espaço para a criação de um Sistema Solar com a construção de uma casa.
Escolhe-se o terreno, faz-se o projeto adequado para os espaços, colocam-se móveis e objetos necessários aos que nela habitarão.
Assim também, Deus escolhe um lugar no espaço, preenche-o com sua “Aura” e compenetra cada Átomo da “Substância Raiz Cósmica” desse espaço com Sua vida.
O Espírito Universal Absoluto cria através de dois Polos: do Polo Negativo (expresso pela Substância Raiz Cósmica) ; e do Polo Positivo (que faz parte Dele mesmo).
Portanto, tudo no Mundo é espaço cristalizado através desses dois Polos.
As formas são, assim, cristalizações em torno do Polo Negativo (Substância Raiz Cósmica).
Sobre a matéria que será constituída, Deus atrai sua esfera imediata, tornando-a mais densa que o espaço exterior (entre os Sistemas Solares). A seguir, organiza essa esfera  com Sua Consciência, diversificando cada parte dessa esfera, na qual a Substância Raiz Cósmica é posta em vibração a diversos graus, e assim fica diferenciado cada setor da esfera.
Da mesma forma que dividimos os ambientes de uma casa, para cada função da vida dos moradores, assim os diversos Mundos são projetados e adaptados para cada propósito do esquema evolutivo.
Existem sete Mundos, cada qual com um grau diferente de vibração. Como exemplo, podemos citar a extrema rapidez do Mundo do Desejo (o mais próximo do Mundo Físico).
Esses Mundos não estão como os Planetas, separados no Espaço; eles são estados de matéria, com variadas densidades e vibrações.
Também não são criados ou aniquilados em um único Dia de Manifestação. Deus vai diferenciando em Si mesmo, um Mundo após o outro, conforme as necessidades da evolução.
Portanto, todos os sete Mundos vão se diferenciando gradualmente uns dos outros.
Os Mundos Superiores são criados em primeiro lugar, e durante a Involução – quando a Vida que evoluciona habitando esses Mundos e aprendendo as lições que necessitam em um processo de evolução – vão se condensando gradualmente; então Deus vai diferenciando novos Mundos (O elo entre Ele e os Mundos que se consolidam). No tempo adequado, esses Mundos chegam ao mais denso em materialidade, e a vida, que está evoluindo usando esses Mundos como campos de evolução, começa então a ascender para os Mundos mais sutis.
Os Mundos mais densos vão se despovoando, e, quando não têm mais serventia, Deus retira deles a atividade que os trouxeram à existência.
Assim, os Mundos Superiores são os primeiros a serem criados, e os últimos a serem aniquilados.
De onde se conclui que os três Mundos mais densos em que, atualmente, nós, onda de vida humana dos Espíritos Virginais, estamos evoluindo, quais sejam, o Mundo Físico, o Mundo do Desejo e o Mundo do Pensamento, são, na verdade, extremamente fugazes no processo evolutivo.

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ!

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual a razão do grande crescimento populacional de nosso Planeta nos últimos 100 anos?

Pergunta: Qual a razão do grande crescimento populacional de nosso Planeta nos últimos 100 anos? Suponho que um certo número de Espíritos Virginais entrou neste plano de evolução durante o Período de Saturno, percorrendo a sua senda evolutiva através dos Períodos Solar e Lunar até os dias de hoje. Tem-se a impressão que um aumento populacional não é tão necessário assim no presente momento. Muitos recém-nascidos aumentam a carga das responsabilidades para famílias de baixo nível socioeconômico, pois não poderão receber uma educação adequada. Na índia, por exemplo, a tônica constante é de quase inanição. Tenta-se corrigir a situação mediante o uso de contraceptivos e abortos, dois meios errados, na minha opinião. Qual seria então o ponto de vista Rosacruz?

Resposta: Respondendo à primeira parte de sua pergunta, devemos apontar, de conformidade com O Conceito Rosacruz do Cosmos, que “a questão populacional não é regida inteiramente por pessoas, ou leis promulgadas por seres humanos. As Hierarquias Divinas que governam a nossa evolução planejam esse setor para o maior bem comum dos seres evolutivos. Assim sendo, o número das populações está mais a critério das Hierarquias do que da humanidade” (Livro: “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas”, Vol. 2). Esse livro nos informa que “há cerca de 60 bilhões de espíritos em nossa onda de vida, passando pelo ciclo de vidas e mortes, vivendo, dessa forma, uma parte do tempo no Mundo visível e outra parte no Mundo invisível. No ano em que o livro acima citado estava sendo escrito (1918), existiam “somente quinze centenas de milhões de espíritos encarnados na Terra. É o ponto mais baixo do diagrama populacional e isso acontece, geralmente nos fins de ciclo”.

A revista Rays de julho de 1916, p. 78, informa que “a onda de vida humana agora em evolução na Terra corresponde a mais ou menos 6 bilhões de espíritos”.

“No presente momento, estão encarnados na Terra aproximadamente 15 centenas de milhões, pelo que podemos concluir que três quartos da onda de vida humana se encontram nos Mundos invisíveis”. Em certos períodos de nosso desenvolvimento, uma percentagem de até cinquenta por cento vivem encarnados, na Terra.

Devemos lembrar que existem, além desses Espíritos Virginais (que pertencem ao raio evolutivo da Terra exclusivamente), outras ondas de vida evoluindo em Marte, Mercúrio, Vênus e nos outros Planetas. Porém, toda a grande onda de Espíritos Virginais que está evoluindo agora, no quadro de nosso Sistema Solar, iniciou a sua evolução no Período de Saturno ao mesmo tempo, tendo então um estado de consciência similar ao mineral de hoje. Logo apareceram diferenças, sendo que alguns eram de natureza mais adaptável, tendo assim maiores facilidades evolutivas, cujas qualidades lhes permitiram um progresso mais rápido do que o dos seus irmãos que ficaram para trás”.

O prezado consulente sabe, certamente, conforme os Ensinamentos de Sabedoria Ocidental, que a experiência “é o objetivo principal da vida, juntamente com o desenvolvimento da Vontade”. Assim sendo, quanto mais vezes renascemos na Terra, mais experiências ganhamos e mais oportunidades recebemos para lograr o nosso progresso. Poderemos concluir assim que, realmente, não é uma questão de quantos Egos são “necessários”. A meta principal é providenciar experiências na Terra ao maior número de Egos permitido pelas circunstâncias.

Tudo isso é dirigido por aqueles grandes Seres, os Anjos do Destino.

Você também tem razão em pensar que os contraceptivos e os abortos não representam a solução adequada ao problema populacional. A resposta adequada e final se encontra no desenvolvimento do espírito humano até ao ponto de poder controlar os desejos inferiores. Temos mais literatura a respeito e à sua disposição.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 1/75)

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