A Necessidade de Difundir os Ensinamentos Rosacruzes
Ao reler a lição mensal que acompanha essa carta, incorporando o resultado das investigações feitas há algum tempo atrás, eu estava extremamente impressionado de novo pelo fato da existência das tais condições muito assustadoras que pairam sobre nós. Atualmente, quando os horrores da Primeira Guerra Mundial apontam números sem precedentes daqueles que passam do mundo visível para os reinos invisíveis sob condições angustiantes, parece que um esforço extraordinário deve ser feito para compensar e minimizar o mal. A Fraternidade Rosacruz é somente uma gota de água no oceano da humanidade, mas se fizermos a nossa parte, devemos receber maior oportunidade para servir.
Não há melhor remédio para as presentes condições do que o conhecimento da continuidade da vida e, do fato de renascermos de tempos em tempos, sob a imutável Lei de Consequência. Se esses grandes fatos com tudo o que eles implicam pudessem ser levados aos lares de um grande número de pessoas, esse fermento deveria, no final das contas, agir de tal maneira que alteraria as condições em todo o mundo. Um homem, chamado Galileu, mudou a visão do mudo em relação ao Sistema Solar e, embora sejamos apenas alguns poucos milhares, não será possível exercer alguma influência sobre a opinião do mundo, quando sabemos que isso é a verdade?
É normal dizer que as pessoas não se interessam pelos assuntos espirituais e que não conseguimos que nos ouçam, mas, na realidade, não é isso que acontece. Notem o caso de centenas de milhares de pessoas que foram ouvir Billy Sunday[1], o notável evangelista: muitos sim foram lá por curiosidade ou para zombar e desdenhar, mas outros milhares sentiram um forte desejo de algo que, talvez, nem eles mesmos pudessem definir, e nem mesmo explicar o motivo porque estavam lá. Recentemente houve um debate entre um evangelista nova-iorquino e um advogado sobre o assunto: “Onde estão os mortos?”. Esse debate aconteceu num grande auditório que comportava milhares de pessoas e que prolongou por três dias. Todos os lugares do auditório estavam ocupados e, se bem me lembro, muitos permaneceram em pé por falta de cadeiras.
Não, o mundo está buscando alguma coisa; procurando isso com o coração faminto, e só depende unicamente de nós se vamos fazer a nossa parte; apresentando ao mundo a explicação racional de vida que os Irmãos Maiores nos transmitiram. É um grande privilégio e certamente, devemos tirar aproveitar tudo isso.
Contudo, a questão é: Como? Eu pergunto a você: seu jornal não publicaria, ocasionalmente, um artigo sobre esse assunto? Certamente, existem várias pessoas dentro da Fraternidade Rosacruz com capacidade para escrever tais artigos. Poderia ser formado um comitê para receber os artigos e fornecê-los aos Estudantes que solicitassem E, também, poderiam ser entregues aos editores dos jornais das suas respectivas cidades, e se esforçando, por meio desse veículo, a divulgar os Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz. Se um artigo é bem escrito, raramente é recusado quando há espaço disponível, pois, os editores ficam satisfeitos em receber algo que eles acham que possa interessar ao público leitor, mesmo que eles mesmos não simpatizem com o assunto.
Alguns estudantes que têm facilidades em escrever, envie pequenos artigos sobre “A Continuidade da Vida”, e aqueles que estão dispostos a se comprometerem na publicação de tais artigos nos jornais da sua localidade, podem nos escrever e deixar seus dados para que possamos entrar em contato? Enviem seus artigos sobre esse assunto ao Departamento de Publicidade, Mt. Ecclesia.
Espero que esse apelo tenha uma calorosa resposta.
(Por Max Heindel – livro: Cartas aos Estudantes – nr. 56)
[1] N.T.: William Ashley Sunday (1862-1935) era um atleta americano que, depois de ser um popular defensor da Liga Nacional de beisebol durante a década de 1880, se tornou o evangelista americano mais célebre e influente durante as duas primeiras décadas do século XX.
Um Cardápio típico Vegetariano do dia a dia em Mount Ecclesia em 1915
Café da manhã — 7:30 A. M.
Melão;
Flocos de milho torrados e creme;
Ovos mexidos com torrada;
Café e/ou leite.
——
Almoço — 12:00
Feijão de corda cozido;
Abobrinhas fritas;
Batatas marrons frescas;
Pão de trigo integral, manteiga
e mel;
Torta de creme;
Chá e/ou leite.
——
Ceia — 5:30 P. M.
Salada de aspargos;
Rabanetes frescos;
Pão quente com manteiga
e mel;
Torta de creme;
Chá e/ou leite.
Um Homem Misterioso
O Conde de St. Germain, a quem o grande filósofo e escritor francês, Voltaire, chamou de “O homem que tudo sabe e que nunca morre”, é sem dúvida alguma, uma das mais surpreendentes e misteriosas figuras da história.
A Enciclopédia Britânica qualifica-o de “Homem Milagroso” e realmente não se conhece a sua origem até os dias de hoje. Sua vida, sua obra e seu desaparecimento final estão tão velados, que seu nome já é sinônimo de misterioso e de incógnito.
Nas cartas e memórias dos grandes vultos da história podemos encontrar os motivos que o animaram em seus fins e ações. Só dessa forma poderemos ter uma ideia estimativa desse homem que procurou apagar suas pegadas e as de sua obra.
Aparentemente, viveu durante centenas de anos um homem que parece ter podido transmutar metais comuns em ouro fino e seixos em pedras preciosas. Por centenas de testemunhas dignas de confiança sabemos que ele não envelhecia durante um período de cem anos. Parecia até tornar-se mais jovem. Temos também relatos de que o Conde poderia abandonar seu corpo físico à vontade, aparecendo, em questão de momentos, a seus amigos localizados a milhares de quilômetros de distância.
Nada se sabe do seu nascimento nem de sua linhagem. Rumores não autênticos indicavam-no como filho do príncipe Racoczy da Transilvânia. Outros acreditavam ser o rei de Portugal seu pai. Mas isso nunca foi confirmado. Apenas podemos descobrir que o conde apareceu cedo nos círculos das cortes europeias, pelo século XVIII. E desde seu aparecimento tornou-se pessoa célebre; fabulosamente rico, formoso e culto, possuindo aparentemente poderes sobrenaturais e conhecimentos incríveis.
Em seu fascinante livro “’Souvenirs de Marie Antoinette”, a Condessa d’Adhemar descreve a apresentação do St. Germain na corte de França: “No ano de 1743 correu o rumor de que havia chegado de Versailles um estrangeiro enormemente rico, a julgar pela magnificência de suas joias. De onde veio jamais se soube. Sua figura era agradável e graciosa. Suas mãos delicadas e seus pés pequenos. Suas pernas bem proporcionadas, realçadas por umas meias bem ajustadas. Seu sorriso mostrava dentes magníficos, barba muito bem tratada, cabelos negros, um olhar suave e penetrante, e seus olhos, oh! Nunca vi olhos semelhantes! Parecia ter 40 anos. Frequentemente era encontrado nos apartamentos reais, onde era admitido sem restrições…”.
Nos perigosos dias que precederam a revolução francesa, vamos encontrá-lo como constante conselheiro e confidente de Luís XVI, Maria Antonieta e de Madame Pompadour. Ele lhes predisse exatamente a revolução e os dias de terror. Apesar de deplorar os sofrimentos e o derramamento de sangue e as injustiças que se aproximavam, procurou fazer com que compreendessem o inevitável e a grande necessidade de mudanças como parte da evolução humana.
Profetizou o dia e a hora em que Maria Antonieta deveria morrer na guilhotina. E, mais tarde, temos o testemunho da própria rainha de que ele lhe apareceu na prisão em seus corpos sutis, assegurando-lhe que a guiaria no país além da morte. Por isso foi ela capaz de caminhar com soberba altivez para a guilhotina, sendo admirada por todos que a viram.
Madame de Pompadour o menciona repetidamente em suas memórias. Em uma delas disse: “Ele possui um conhecimento sólido de todas as línguas, antigas e modernas; uma memória prodigiosa; uma erudição da qual se vislumbra algo entre o esmero de sua conversação. Ele contava anedotas da corte de Valois e de príncipes ainda mais antigos, com detalhes tão preciosos, dando a impressão de ter sido testemunha ocular do que contou. Viajara por todo o mundo e o rei gostava de ouvir as narrativas de suas viagens pela Ásia, África, pelas cortes da Rússia, Turquia e Áustria. Parecia estar mais a par dos segredos dessas cortes do que os próprios embaixadores do rei. Em uma ocasião manifestou ter conhecido pessoalmente Cleópatra e de ter conversado com a rainha de Sabá”.
De qualquer maneira, essa é uma pretensão assombrosa, mas a nota de autenticidade é dada pelo famoso compositor Rameau, que declara tê-lo conhecido em Veneza no ano de 1710 e que, em 1795, o Conde St. Germain parecia consideravelmente mais jovem do que o era 85 anos antes.
Em sua biografia de Maria d’Antonieta, a Condessa d’Adhemar conta ter ouvido uma conversação entre St. Germain e a Condessa de Gergy, uma senhora já idosa:
“Há cinquenta anos, fui embaixatriz em Veneza. Lembro-me de tê-lo visto naquela ocasião, chamando-se Marquês Balleti. Sua aparência era como a atual. Só parecia estar em idade mais madura, pois agora é mais jovem do que antes”.
“Madame — respondeu o conde sorrindo —, tenho muita, mas muita idade.
— Mas então deve ter centenas de anos! Exclamou a condessa surpreendida.
— “É possível que eu seja muito mais velho”, respondeu ele, e fez Madame de Gergy lembrar-se de uma porção de detalhes que ambos conheciam do Estado de Veneza. Como a Condessa ainda não acreditasse, fez-lhe lembrar certas circunstâncias e observações.
— “Não! Não! Interrompeu a velha embaixatriz com voz trêmula. Já estou convencida; por certo sois um deus ou um diabo!”.
Marquês Balleti foi apenas um de tantos nomes assumidos pelo conde. Entre os anos de 1710 e 1822 esse homem surpreendente andou pelo mundo sob os mais diferentes nomes e títulos.
Lemos dele como sendo um agente jacobino em Londres; um conspirador em St. Petersburgo; um alquimista e perito artista em Paris; um aventureiro no México e um general russo em Nápoles. Também temos crônicas a seu respeito relatando que fundou e influenciou grandemente a muitas sociedades espirituais e entre elas estão os Francomaçons, os Rosacruzes, os Cavaleiros da Luz, os Cavaleiros Templários, os Illuminati, etc. Esses últimos foram dirigidos por ele nas suas reuniões nas cavernas do rio Reno.
Esse homem praticamente encontrou-se e conversou com todas as figuras históricas de alguma importância durante o século XVIII. Existem cartas pessoais indicando que o conde fez muitas pessoas jurarem que se calariam. Mas existem suficientes relatos indicando que ele deu conselhos altamente significativos a cada um. Horácio Walpole falou-lhe em Londres no ano de 1745; Clive, o conquistador da Índia, conheceu-o intimamente naquele pais em 1756; Madame d’Adhemar afirma que ele a visitou cinco vezes depois de sua suposta morte, ou seja, trinta e seis anos depois; o famoso Mesmer confessou que St. Germain era seu instrutor. E o escritor Bulwer Lintton era um dos seus amigos.
Uma indicação dos seus poderes telepáticos está contida em Recordações de Viena, de Franz Graffer: “St. Germain pouco a pouco fez-se esquisito. Por uns momentos ficou rígido como uma estátua; seus olhos, sempre expressivos, mais do que se poderia descrever, tornaram-se sem brilho e sem cor., mas, de repente, todo seu ser tornou a se animar; fez um aceno com a mão como se despedisse e afirmou: ‘Devo partir imediatamente. Precisam de mim em Constantinopla e depois na Inglaterra, para preparar as invenções que lhes serão entregues no próximo século: trens e barcos a vapor'”.
Considerando que isso foi escrito muito antes da invenção das duas máquinas a vapor, não podemos duvidar que ele operava em dimensões e sob leis desconhecidas do homem comum.
Notícias pouco fidedignas anunciam a morte do conde de St. Germain no ano de 1784, no Palácio de Carlos de Hesse (Alemanha). Uma autoridade escreveu: “Uma grande incerteza cerca os últimos anos de St. Germain, pois não se pode depositar nenhuma confiança no anúncio da morte de um iluminado feito por outro, pois pode ter servido aos interesses da sociedade, que se fizesse crer na morte do conde”.
H.P. Blavatsky escreve em data posterior: “Acaso não é absurdo supor que, se ele realmente morreu no lugar e no tempo indicados, fosse sepultado sem pompa nem cerimônias, nem supervisão oficial e sem o registro policial que acompanha os funerais de personagens da sua envergadura? Onde estão esses dados? Ele desapareceu da vida pública faz mais de um século, mas não existe registro desse acontecimento. Um homem, em torno de quem se fez tanta publicidade, não pode desaparecer sem deixar pegadas.
“Além disso, temos provas positivas atestando que ele continuou vivendo durante outros anos depois de 1784. Teve uma conferência particular muito importante com a Imperatriz da Rússia em 1785. Apareceu à princesa de Lombelle, quando ela esteve ante o tribunal, minutos antes de ser executada. Da mesma forma apareceu a Jeanne Du Barry, a concubina de Luiz XVI, quando, no cadafalso da guilhotina, durante os dias de terror, no ano de 1793”.
Inúmeras outras personalidades declararam ter visto e conversado com o Conde de St. Germain depois de sua morte.
Entre esses, encontra-se o Conde de Challon que declarou, numa reportagem, ter conversado com ele, longamente, em diferentes ocasiões, depois de 1784; aí está também a asserção de Madame de Genlis, de que lhe falou durante as negociações para o Tratado de Viena em 1821; afirmação de Madame d’Adhemar, dos seus diálogos com ele até o ano de sua morte em 1822 e da doutora Annie Besant, no órgão ‘Theosofist’ de janeiro de 1912, de que ela o encontrara e falara pela primeira vez em 1896.
Nos documentos oficiais da Franco Maçonaria, consta que ele foi eleito representante dos francos maçons franceses em 1785, detalhe esse mencionado na Enciclopédia Britânica. Na Grande Biblioteca Ambrosiana, de Milão, está registrado que ele presidiu a uma reunião da Grande Loja, juntamente com Cagliostro, St. Martin e Mesmer, no ano de 1867. Logo, devemos forçosamente deduzir que não existe um documento autêntico sobre a morte de St. Germain. Sua partida deste mundo é tão misteriosa como seu aparecimento. Se é que partiu realmente.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – de maio/1959 e na de maio/jun/1988)
A Guerra Mundial e a Fraternidade Universal
Em quase todas as correspondências, nós recebemos cartas comentando sobre a guerra[1], e com raras exceções, não encontramos nelas expressão de partidarismo, mostrando que os autores têm um ponto de vista mais elevado do que o inculcado pelos vários Espíritos de Raça e que, normalmente, recebem o nome de “patriotismo”. Essa é a única atitude coerente com os princípios da Fraternidade Rosacruz. Nós estamos todos unidos numa associação internacional; estamos todos procurando pelo Reino que deve substituir todas as já superadas nações, e o fato de termos nascido em diferentes partes do mundo e nos expressarmos em línguas diferentes, não revoga o mandamento de Cristo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, nem nos escusa por desempenharmos o papel de “ladrão”, e não de “samaritano”. Cabe a cada um de nós, na Fraternidade Rosacruz, se elevar acima das barreiras da nacionalidade e aprender a dizer o mesmo que Thomas Paine[2]: “O mundo é a minha pátria e fazer o bem é a minha religião”. Devemos deixar de ser meramente nacionalistas e nos esforçarmos para nos tornarmos universais em nossas percepções, compreensões e reações aos sofrimentos dos outros.
Contudo, há uma guerra que vale a pena lutar, uma guerra na qual podemos, legitimamente, empregar toda a nossa energia, uma guerra que devemos persistir com zelo implacável, e um dos Estudantes coloca isso tão bem que o melhor que podemos fazer é transcrever sua carta:
“Ao refletir sobre a guerra, surge esse pensamento: quando os seres humanos se cansarem da desagradável e chocante luta entre as diferentes nações vizinhas e semelhantes, largarem suas armas e a paz predominar, então a partir desse continente, sobrecarregado com o pó dos amigos e adversários, com seus rios correndo avermelhados com o melhor sangue dos impérios, surgirá uma nova Europa e uma civilização superior substituirá a destruída.
E um grande número de mortos desconhecidos, moribundos, revelará um poder muitíssimo maior para a paz mundial do que o vivido anteriormente. Assim, das paixões desenfreadas dos seres humanos, a Deidade, justa e amorosa, traz o bem final.
Se os homens e as mulheres tivessem também uma décima parte da vontade para travar uma guerra contra o seu verdadeiro inimigo, que está dentro do seu coração, ao invés de pegar em armas contra um suposto inimigo de um lado da fronteira imaginária inexistente na boa face do mundo de Deus, então o Príncipe da Paz poderia reinar. Todas as armas mortíferas seriam jogadas no limbo e a promessa gloriosa se realizaria: “Paz na Terra e Boa Vontade entre os Homens”.
E assim, por mim mesmo, resolvi não cessar com meus esforços até que o último vestígio de maldade, erro e ódio sejam eliminados, e a sublime Trindade de “Bondade, Verdade e Amor reinem sem contestação interior”. Nessa luta real, me considero um pobre soldado e, geralmente, a curso da batalha se coloca na direção errada, contudo, não importa se eu falhe dez mil vezes, a lição deve ser aprendida e será aprendida. Algum dia, com um coração robusto, uma vontade indomável e uma persistência infalível, a vitória será conquistada e a paz reinará – a paz que ultrapassa toda a compreensão.
Unamo-nos todos ao nosso irmão nessa nobre luta, recordando as palavras de Goethe:
“De todo poder que mantém o mundo agrilhoado,
o homem se liberta quando o autocontrole há conquistado”.
(Por Max Heindel – livro: Cartas aos Estudantes – nr. 48)
[1] N.T.: a Primeira Grande Guerra Mundial.
[2] N.T.: Thomas Paine (1737-1809) foi um político britânico, além de panfletário, revolucionário, inventor, intelectual e um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos da América.
Max Heindel e a Grandiosidade da Sua Obra
Toda e qualquer atividade sempre apresenta certos aspectos que se constituem em requisitos fundamentais para que seja executada com perfeição. Assim, para comprovar tal afirmativa vamos apresentar um exemplo ilustrativo. Um homicídio é cometido em um ponto qualquer da cidade. É óbvio que os primeiros movimentos em torno do caso partem das autoridades policiais, as quais após efetuarem as diligências costumeiras, descobrem o autor do crime e o detêm. Logo em seguida entram em ação os repórteres, pois um fato dessa natureza, invariavelmente, será publicado nos jornais, no dia subsequente àquele em que ocorreu. É lógico que o público tomará conhecimento da ocorrência conforme a exatidão, clareza, precisão e fidelidade com que for narrada. Indiscutivelmente, esses fatores pesam de maneira decisiva na elaboração de qualquer reportagem, porém, esta só poderia adquirir algo substancioso ou apresentar um conjunto harmônico, caso viesse a se estruturar na resposta às seguintes perguntas: Quem cometeu o crime? Quando? Onde? Como? Por quê? Este “por quê?” assume uma importância capital na análise da questão, pois, como todo efeito é gerado por uma causa, respondendo-se à tal pergunta, inevitavelmente atinge-se o cerne do acontecimento.
No campo espiritual a situação se nos depara em circunstâncias mais ou menos análogas, pois somente o conhecimento das causas, e dos efeitos decorrentes delas, é que pode levar o ser humano à solução de diversos problemas e do grande enigma que se resume nestas três indagações: donde viemos? Quem somos? Para onde vamos?
Atualmente a nau da humanidade singra um mar revolto, encapelado pelas ondas do materialismo e de doutrinas que, embora revestidas de belos princípios morais, ainda não demonstraram a seus seguidores que eles possuem dentro de si uma essência divina. Sim, o ser humano é espírito, mas já se convenceu inteiramente disso?
Felizmente, para contrabalançar esse estado de coisas, existem os movimentos impulsionados por comunidades espiritualistas-filosóficas no mais elevado sentido do termo, as quais procuram despertar, emancipar, esclarecer, mostrando ao ser humano o maravilhoso caminho da evolução, sua ascendência em espiral, os diversos veículos através dos quais o Ego se manifesta, os diversos mundos interpenetrando-se, proporcionando um apreciável estudo de Cosmogênese e Antropogênese, analisando os mais intrincados problemas que a humanidade encontra pela frente.
Sem querer expressar qualquer julgamento que se constitua em demérito aos demais movimentos filosóficos, colocamos a Fraternidade Rosacruz na vanguarda do neo-espiritualismo, porque embora as outras organizações lutem por um ideal semelhante, esse será alcançado com mais segurança por meio dos métodos rosacruzes, que diferem dos outros métodos num ponto básico: emancipam espiritualmente o estudante.
Além disso, a Filosofia Rosacruz concilia as exigências da razão com os ditames do coração, por meio de preceitos lógicos, simultaneamente científicos e devocionais.
Num mundo como o de hoje, onde ciência e religião permanecem divorciadas, muitos podem julgar que o ideal Rosacruz constitua mera utopia.
Aos que hesitam em acreditar na veracidade de tão maravilhosos preceitos, recomendamos que leiam a obra básica da filosofia Rosacruz: O Conceito Rosacruz do Cosmos, de Max Heindel.
Mas, quando principiarem a leitura, dispam-se de todo juízo prematuro, abandonem quaisquer rasgos de unilateralismo e, ao penetrarem na essência de cada tópico, poderão constatar realmente que essa obra se fundamenta no conhecimento. Não foi o resultado de vãs divagações ou simples pretensão de se lançar ao mundo mais um ramo filosófico, entre tantos já existentes. Não foi um livro escrito para ser lido como outro qualquer, porque a profundidade encerrada em suas linhas denota um trabalho meticuloso, consciencioso e repleto de amorosidade. Qualquer ser humano, possuidor de pelo menos uma inteligência mediana, logo verificará que o Conceito Rosacruz do Cosmos não é uma obra dogmática, mas respeita a sagrada liberdade que cada um tem de aceitar ou não uma proposição conforme o que decide a consciência.
O autor teve o especial cuidado de, ao iniciar a obra, tecer considerações alusivas às possíveis interpretações dos conceitos emitidos, pois o entendimento errôneo por parte de alguns ou uma distorção maldosa por parte de outros poderiam suscitar uma ideia de infalibilidade na exposição efetuada sobre diversos temas. Porém, Max Heindel ressaltou sobremaneira tal fato, afirmando que, dizer-se que a referida exposição fosse infalível seria o mesmo que lhe atribuir onisciência, quando até os seres mais elevados às vezes se enganam nos juízos que fazem. O Conceito Rosacruz do Cosmos encerra apenas a compreensão do autor sobre os ensinamentos Rosacruzes, sobre o mistério do mundo, revigoradas por suas investigações pessoais nos mundos internos e sobre os estados antenatal e post-mortem do ser humano, concluindo por afirmar que não considera tal obra como sendo o alfa e o ômega, o último conhecimento oculto. Isso é prova fatal de que o autor não possuía nenhum outro interesse a não ser prestar um serviço digno ao gênero humano.
A leitura pausada de cada tópico tratado no O Conceito Rosacruz do Cosmos, acompanhada de profunda meditação, faz-nos concluir que essa notável obra é verdadeiramente um “alimento sólido”. Aqueles que procuram a luz, encontrá-la-ão no O Conceito Rosacruz do Cosmos, pois a necessidade premente de cada ser humano é de olhos para ver o esplendor que realmente existe.
Muitos podem objetar — apesar de todos os prós encontrados a favor de Max Heindel: quem nos pode proporcionar uma garantia definitiva da fidelidade dos relatos contidos no livro e das intenções íntimas do autor?
A esses responderemos aconselhando que estudem a biografia de Max Heindel. Ele nos deixou, como aval de sua magnífica obra, uma vida repleta de lutas, dificuldades, sofrimentos, estudos, pesquisas incessantes, e um coração transbordante de amor, coroando a modéstia que o caracterizava. Somente um homem assim, dotado de extraordinária envergadura espiritual, poderia suportar e vencer provas tão difíceis, que facilmente aniquilariam o indivíduo comum, pois, a vulgar tentativa de se alcançar uma glória perecível ou uma projeção egoísta, fatalmente ocasionaria a inexorável derrota ante os sérios obstáculos impostos pela própria vida. Daí concluirmos que unicamente um ideal impulsionou Max Heindel a encetar essa gigantesca obra: servir a humanidade.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1967)
Augusta Foss de Heindel
A data de 27 de janeiro é muito significativa para a comunidade Rosacruz. Ela marca o nascimento, em 1865, de Augusta Foss de Heindel, esposa do iluminado místico-ocultista, fundador da Fraternidade Rosacruz.
Foi uma mulher incomum. Sua vida está indissociavelmente ligada a The Rosicrucian Fellowship. Graças ao seu espírito altruísta e sua elevada compreensão dos ideais rosacruzes, logrou cumprir importante missão. Sua colaboração decisiva tornou possível as obras da sublime realidade que se chama “Mount Ecclesia”. Augusta vendeu as propriedades e valores recebidos por herança e, espontaneamente, investiu esse dinheiro na compra do terreno e na construção dos primeiros edifícios da Sede Mundial. Como só acontece com as almas avançadas, naquela obra ela empregou também suas energias, seus brilhantes talentos, sua vida, enfim.
Heindel e Augusta Foss conheceram-se em 1898, numa conferência teosófica realizada na cidade de Los Angeles. Ele, vivendo uma fase das mais difíceis, buscava incessantemente respostas convincentes às dúvidas que o atormentavam. Já naquela época, como aconteceu até o final de seus dias, procurava o significado mais profundo da vida, na esperança de vislumbrar um alívio para o sofrimento humano. Notando a ansiedade que dominava a natureza perscrutadora dele, ela lhe facilitava livros capazes de ampliar seus conhecimentos.
Anos mais tarde, Max Heindel seria escolhido o mensageiro da Ordem Rosacruz, pelos Irmãos Maiores, cujos ensinamentos e método deveria trazer ao conhecimento do mundo ocidental.
Nessa epopeia maravilhosa, sempre pôde contar com o apoio e colaboração incondicionais de Augusta Foss.
Em 10 de agosto de 1910, contraíram matrimônio na cidade de Santana, Califórnia. Os anos seguintes revestiram-se de lutas e ingentes esforços. A consolidação de uma obra assim, de tamanha envergadura, só seria possível mediante uma dedicação plena e ininterrupta de energias. Tempos heroicos aqueles, em que um pequeno grupo de idealistas manteve uma fé inabalável no futuro grandioso da Fraternidade Rosacruz. Foram os alicerces espirituais daquele empreendimento.
Em 6 de janeiro de 1919, Max Heindel passava para o além. Muito havia ainda por fazer. Mas os trabalhos não sofreram solução de continuidade. A Senhora Heindel, com a ajuda de fieis Probacionistas, prosseguiu dirigindo todas as atividades esotéricas da Fraternidade.
Infatigável na lida diária, jamais deixou de orientar-se pelas diretrizes que seu falecido esposo recebera dos Irmãos Maiores. Sempre zelosa no trato dos negócios da The Rosicrucian Fellowship, portou-se com admirável firmeza quando alguns fatos ameaçaram abalar a unidade existente em Mount Ecclesia.
Sua vida constituiu um verdadeiro hino de caridade, uma vivência real do serviço amoroso e desinteressado. A esse respeito, destacamos algumas palavras contidas em sua última carta dirigida aos estudantes: “Todos têm a mesma oportunidade de servir. O serviço é o único caminho conducente à grandeza. Não importa quão eficientes sejamos para servir. Se nos vangloriamos de obras que realizamos, caber-nos-á somente nossa efêmera glória pessoal. Outra direção não devemos reconhecer a não ser a do Cristo. Nem sequer a dos Irmãos Maiores, porquanto eles não determinam, mas aconselham como amigos que são. Devemos trabalhar incansavelmente para remover os blocos de pedra que atravancam o caminho da humanidade. Isso pode ser feito da melhor maneira, seguindo a obra iniciada pelos Irmãos Maiores.”
O desenlace de Augusta Foss de Heindel ocorreu em 9 de maio de 1949, após algumas décadas preenchidas generosamente com incansável labor na Seara do Cristo.
(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – 02/1978)
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| Porto-Novo | ARC Groupe d’Étude de Porto-Novo | BP 409 | e-mail us | (GE) |
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| BRASIL | ||||
| Campinas – SP CEP 13012-100 |
Centro Rosacruz de Campinas | Dirección: Avenida Francisco Glicério 1326 – 8° andar – conjunto 82 – Centro |
Tel: 55 19 3886-3943 e-mail us Home page Redes Sociais Redes Sociais |
(C) |
| Rio de Janeiro 20521-210 | Fraternidade Rosacruz Max Heindel Centro do Rio de Janeiro | Rua Enes de Souza, 19 | e-mail us Home page |
(C) |
| Santo André – SP CEP 09040-330 | Fraternidade Rosacruz – Centro de Santo André | Avenida Doutor Cesário Bastos 366 Vila Bastos | e-mail us Home page |
(C) |
| São Pedro – SP 013520-000 | Fraternidade Rosacruz de São Pedro | Rua Vasco Altafin, 517 Santa Cruz – São Pedro |
(C) | |
| São Paulo – SP 01316-030 | Fraternidade Rosacruz Sede Central do Brasil | Rua Asdrúbal do Nascimento, 196 | e-mail us Home page |
(C) |
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| CAMEROUN | ||||
| Bafoussam | ARC Groupe d’Étude de Bafoussam | BP 313 | e-mail us TEL (237) 3.44.48.87 |
(GE) |
| Douala | ARC Centre de Douala-Bassa | BP 7818 | (C) | |
| Douala | ARC Centre de Douala-Deido | BP 8216 | e-mail us e-mail us e-mail us |
(C) |
| Douala | ARC Centre de Douala-New-Bell | BP 4411 | e-mail us | (C) |
| Douala | ARC Groupe d’Étude de Douala-Bonaberi | BP 2700 | e-mail us | (GE) |
| Edea | ARC Center de Edea I | BP 451 | (C) | |
| Yaounde | ARC Centre de Yaounde | BP 8058 | e-mail us Tél.: 98 99 67 / 22 20 07 |
(C) |
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| CANADA | ||||
| Montreal, Qc H2S 2H4 |
Fraternite Rosicrucienne, Centre de Montreal |
7003 Christophe-Colomb | e-mail us Home page Tél.: 514 273-4242 |
(C) |
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| CHILE | ||||
| Buin | Grupo De Estudios Rosacruz | Y/O Aravena Aguirre Oriana Sargento Aldea #294 |
(GE) | |
| Santiago Centro | Centro Fraternidad Rosacruz | Viollier #72, 3º Piso. | (C) | |
| Valparaíso | Centro Fraternidad Rosacruz Max Heindel | c/o Luis Muñoz O. Casilla de Correo #1080 |
(C) | |
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| COLOMBIA | ||||
| Bucaramanga | Centro Fraternidad Rosacruz Max Heindel | Apartado Aereo #2719 | (C) | |
| Cali | Centro Rosacruz Max Heindel | Apartado Postal 402010 | e-mail us | (C) |
| Medellín | Centro Fraternidad Rosacruz | Cra 47 #61-58 Cel 321-638-0702 |
e-mail us | (C) |
| Santafe de Bogota D.C. | Centro Rosacruz Max Heindel | https://centrorosacruz-mh-bog.com/ Apartado Aereo #51216 |
(C) | |
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| CONGO, REPUBLIQUE DEMOCRATIQUE DU | ||||
| Gisenyi (Rwanda) | ARC Centre de Kisangani-Boyoma | BP 311 | e-mail us | (C) |
| Gisenyi (Rwanda) | ARC Groupe d’Etude de Goma | BP 311 | (GE) | |
| Gisenyi (Rwanda) | ARC Centre de Kisangani | BP 311 | e-mail us | (C) |
| Kinshasa I | ARC Centre de Kinshasa-Funa | BP 14535 | e-mail us | (C) |
| Kinshasa I | ARC Centre de Kinshasa-Tshangu | BP 2503 | e-mail us | (C) |
| Lubumbashi | ARC Groupe d’Etude de Lubumbashi-Mwanga | BP 1417 | (GE) | |
| Lukala | RF Groupe d’Etude c/o Lubanzadio Kanba Jerome |
BP 24 8 Av. Bandibu Q11 |
(GE) | |
| Matadi | ARC Centre de Matadi | BP 306 | (C) | |
| Mbanza-Ngungu (B.C.) | ARC Centre de Mbanza-Ngungu | BP 131 | (C) | |
| Mbujimayi (K.O.) | ARC Centre de Mbujimayi-Lubilanji | BP 1090 | e-mail us | (C) |
| Muanda | ARC Groupe d’Etude de Muanda | BP 87 | (GE) | |
| Songolo | RF Groupe d’Etude | BP 13 | (GE) | |
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| CONGO, REP DU | ||||
| Brazzaville | ARC Centre de Brazzaville-Makelekele | BP 6142 | e-mail us | (C) |
| Brazzaville | ARC Centre de Brazzaville-Massina | BP 3119 | (C) | |
| Brazzaville | ARC Centre de Brazzaville-Moungali | BP 4090 Poto Poto | e-mail us | (C) |
| Dolisie | ARC Centre de Dolisie | BP 224 | e-mail us | (C) |
| Owando Cuvette | ARC Groupe d’Etude de Owando | BP 185 | (GE) | |
| Pointe Noire | ARC Centre de Pointe Noire | BP 2553 | e-mail us | (C) |
| Pointe Noire | ARC Groupe d’Etude de Pointe Noire | BP 115 | (GE) | |
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| COSTA RICA | ||||
| Pavas – San José | Centro Rosacruz Max Heindel | Apartado Aereo #518-1200 | (C) | |
| San José | Fraternidad Rosacruz De Costa Rica | Apartado Aereo #1350 (10-11) Y GRIEGA |
(C) | |
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| CÔTE D’IVOIRE | ||||
| Abidjan 01 | ARC Centre d’Abidjan | BP 430 | e-mail us | (C) |
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| CUBA | ||||
| Habana CP 13400 C. | Fraternidad Rosacruz de Cuba | Apartado Postal No. 34004 | (C) | |
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| DOMINICAN REPUBLIC | ||||
| Santo Domingo | Fraternidad Rosacruz Dominicana Max Heindel | Apt. Postal 613 | (C) | |
| Santo Domingo | Grupo De Estudios Rosacruz De Santo Dominigo | Apartado Postal 14-2 | (GE) | |
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| ECUADOR | ||||
| Quito | Centro Fraternidad Rosacruz Max Heindel | Casilla 17-21-772 | (C) | |
| Quito | Grupo Formal de Estudios Rosacruz Max Heindel de Quito | Santiago 366 y Versalles Casilla Postal No. 17-03-82 |
(GE) | |
| Quito | Grupo de Estudios Rosacruz Mitad Del Mundo | Casilla Postal No. PIC-1721-142 | (GE) | |
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| EL SALVADOR | ||||
| San Salvador | Centro Fraternidad Rosacruz | Apartado Aereo #2549 | (C) | |
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| ENGLAND – GREAT BRITAIN | ||||
| London NW10 4DE | The Rosicrucian Fellowship London Centre | 21 Drayton Road | e-mail us www.trflondoncentre.org Meetings on Sundays |
(C) |
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| FRANCE | ||||
| Besançon Cédex F-25001 | ARC Centre de Besançon | BP 1033 | (C) | |
| Grans 13450 | ARC Centre de Salon de Provence | c/o M J. Peloux BP 35 |
(C) | |
| Lamadeleine Val des Anges 90170 | ARC Centre de Belfort | Cidex 184 – Rue Principale | e-mail us | (C) |
| Marcq-en-Baroeul 59700 | ARC Centre de Lille | 19 Ch de la Passe d’Arme | e-mail us | (C) |
| Mayres 34700 | ARC Centre de Languedoc-Pyrénées | c/o Mme M Rey | (C) | |
| Nice 06200 | ARC Centre de Nice | c/o Mme O. Dufaye: Héliotrope II 61 Bis Corniche Fleurie |
(C) | |
| Paris 75005 | ARC Centre de Paris | 13 rue Pascal | e-mail us Home page Tél/fax/répondeur: 01 45 35 26 27 |
(C) |
| Sorede 66690 | ARC Centre de Perpignan | BP 5 | e-mail us Tél/fax: 04 68 89 28 64 |
(C) |
| St Quentin 02480 | ARC Groupe d’Etude de St Quentin | c/o J.P. Barriere 17 rue du brûle Ollezy |
e-mail us Home page |
(GE) |
| Toulouse 31400 | ARC Centre de Toulouse | 8 Blvd Griffoul Dorval | e-mail us e-mail us Home page Home page Tél: 05 61 85 15 45 |
(C) |
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| GABON | ||||
| Libreville | ARC Centre de Libreville | BP 010495 | e-mail us | (C) |
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| GERMANY | ||||
| 70186 Stuttgart | Rosenkreuzer Freundeskreis Chartered Center Stuttgart c/o Hannelore Jurthe |
Neue Strasse 121 | e-mail us Home page Tel 0049 (0) 5105 8 43 80 Fax 0049 (0) 5105 8 28 05 |
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| GHANA | ||||
| The Rosicrucian Fellowship | Home page | (C) | ||
| Tema | The Rosicrucian Fellowship Tema Center | (C) | ||
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| ITALY | ||||
| Messina – Sicilia CP 98124 | Grupo De Estudio Formal de Messina | c/o Mauricio Sindoni Via A. Salandra isol. 40 int.40 |
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| Padova 35122 | Gruppo Studi Rosacrociani di Padova – Padova Center | CP 582 | e-mail us Home page Tel. 049 616929 |
(C) |
| Roma (Fiumincino) 00054 | l.Associazione CE.R.C.O. | Via Monte Nozzolo No. 9 | e-mail us Tel. 339/3423994 |
(C) |
| San Benedetto a Settimo | Associazione A.R.C.O. | C.P. 33 – Pisa 56021 | Home page Tel. 346 3722365 |
(C) |
| Roma (Ostia Lido) 00122 |
Asociazione Rosacrociana Oceanside A.C.R.O. On Line | Via CAPO MELE 37 | e-mail us e-mail us Home page Tel. 06.5667682 |
(GE) |
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| MEXICO | ||||
| México D.F. CP-06000 | Centro Fraternidad Rosacruz de México | Apartado Postal No. M–7569 | e-mail us Home page |
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| México D.F. CP-03920 | Grupo Formal de Estudios “Max Y Augusta Heindel” | Goya 24–B–201 Col. Insurgentes Mixcoac | e-mail us | (GE) |
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| NETHERLANDS | ||||
| Laag-Soeren 6957 AR | The Rosicrucian Fellowship | 4 Prof. Huetlaan | (C) | |
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| NIGERIA | ||||
| Lagos | R.F. Centre Lagos | 304 Borno Way – Yaba | e-mail us | (C) |
| Shogunle Lagos State | Ikeja Study Group | c/o Mr. S.A. Akpan 12 Araromi St |
(SG) | |
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| PARAGUAY | ||||
| Asunción CP 1209 | Fraternidad Rosacruz del Paraguay | Casilla de Correo #1714 | Home page | (C) |
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| PERU | ||||
| Jesus Maria – Lima 11 | Centro Fraternidad Rosacruz | Edif. Los Fresnos 807 Entrada 2 Residencial San Felipe |
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| PORTUGAL | ||||
| Lisboa 1500 | Fraternidade Rosacruz de Portugal | R. Manuel Murias, 12, 5o, Esq. | e-mail us Home page Tel: 217 152 100 |
(C) |
| Lisboa – Codex 1703 | Centro Fraternidad Rosacruz “Max Heindel” | Apartado 5108 | (C) | |
| Minde 2396 – 909 | Centro Rosacruz Max Heindel | Apartado 46 | (C) | |
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| PUERTO RICO | ||||
| Caguas 00725 | Centro Fraternidad Max Heindel de Caguas” | Baldorioty #44 | (C) | |
| San Juan 00921-2704 | Centro Fraternidad Rosacruz “Max Heindel” | 955 Reparto Metropolitano, Calle 29 SE | (C) | |
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| ROMANIA | ||||
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| SPAIN – ESPAÑA | ||||
| Barcelona 08031 | Asociación de Estudiantes de Filosofia Rosacruz Max Heindel | Apartado Postal 10123 | e-mail us Home page |
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| Atakpame | ARC Centre d’Atakpame | c/o Abace Mustapha BP 93 Collège St Albert |
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| Kpalime | ARC Centre de Kpalime | BP 297 | e-mail us | (C) |
| Lomé | ARC Centre de Lomé | BP 4155 | e-mail us | (C) |
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| URUGUAY | ||||
| Montevideo CP-11100 | The Rosicrucian Fellowship Center | Maldonado 1216 | (C) | |
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| USA | ||||
| Los Angeles CA 90026 | Centro Fraternidad Rosacruz de Los Angeles | 1025 Rosemont Ave | (C) | |
| Miami FL 33172 | Centro Fraternidad Rosacruz “Max Heindel” de Miami |
175 Fointainebleau Blvd, Suite 2D-4 | e-mail us 305-227-1318 954-557-4971 |
(C) |
| Tampa Bay FL | Rosicrucian Study Group of Tampa Bay – Florida | e-mail us Home page |
(SG) | |
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No Caminho da Preparação, que é o que precede o Caminho da Iniciação Rosacruz, entendemos o que bem disse o Cristo “que suas ovelhas O conheciam pela voz”.
Todo verdadeiro Aspirante Rosacruz, quando se defronta pela primeira vez com um dos livros de filosofia ou após ouvir um dos nossos expositores, diz: “é o que vinha procurando há tempo. Finalmente achei”. E se lhe perguntamos donde lhe vinha essa aspiração, responde: “é uma questão interna; tinha intuição de que devia ser assim; parece-me lógico”. Isso revela que trazemos conosco o desenvolvimento anímico preparatório que nos habilita a etapas superiores de desenvolvimento nesta vida.
Então, lá dentro de nós alguma coisa estala, uma vozinha atravessa o véu de carne e reconhecemos o que já estudamos! E então lembramos a frase do Mestre a São Tomé: “bendito o que não vê, mas crê”. Realmente, como disse São Paulo, “a fé é a substância das coisas esperadas”.
É muito natural que o Aspirante almeje a Iniciação para conquistar maior capacidade de serviço ao próximo. Contudo isso pressupõe esforço e perseverança. Assim também faz o indivíduo que estuda anos a fio, com afinco, para formar-se médico e habilitar-se a curar.
Quem busca a Iniciação por mera curiosidade de coisas diferentes e fantásticas, ou com intuitos interesseiros, não tem fibra para conquistá-la.
(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 01/1964)
“Almas Perdidas” e Atrasadas
Pediram-nos uma lição sobre as “Almas Perdidas” e Atrasadas. Nosso correspondente quer saber dos Ensinamentos Rosacruzes como esse assunto é tratado. Como essa questão foi tratada anteriormente nesse livro, na Carta de Abril de 1912 (nº 17), a replicamos aqui:
“Pelos ensinamentos da lição do mês passado, compreendemos que não há absolutamente qualquer fundamento em relação ao ponto de vista, comumente aceito, sobre as almas perdidas. Não há uma só palavra na Bíblia que leve em si a ideia que costumamos atribuir à palavra “para sempre”. A palavra grega é aionian e significa “um período de tempo indefinido, uma era”, e quando lemos na Bíblia as palavras “eternamente e para sempre”, deveríamos interpretá-las “por séculos e séculos”. Além disso, como é uma verdade da natureza que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, uma alma perdida significaria que uma parte de Deus se havia perdido e, naturalmente, isto é inconcebível.
Depois que escrevi a lição anterior, ocorreu-me outro ponto que mostrará como a “perda” de um Período está relacionada com o próximo. Devem lembrar-se que falamos dos espíritos de Lúcifer como atrasados do Período Lunar, e dissemos que não poderiam achar campo para a sua evolução no presente esquema de manifestação. Os Arcanjos habitam o Sol, os Anjos têm a seu cargo todas as Luas, mas os espíritos de Lúcifer foram incapazes de residir em qualquer desses luminares. Não podiam ajudar na geração, pura e desinteressadamente, como o fazem os Anjos, uma vez que atuavam sob as forças da paixão e dos desejos egoístas, pelo que houve necessidade alojá-los num lugar separado. Assim, foram colocados no Planeta Marte, fato bem conhecido pelos antigos astrólogos, que atribuíam à Marte a Regência sobre Áries, que tem domínio sobre a cabeça (lembrem-se que o cérebro é construído por forças sexuais subvertidas), e também comprovaram que aquele Planeta é o Regente de Escorpião, que governa os órgãos de reprodução. Áries está na primeira Casa de um horóscopo e denota o princípio da vida; Escorpião está na oitava, significando a morte; nisso está contida a lição de que tudo o que é gerado pela paixão e pelos desejos está condenado à dissolução. Assim, Marte é esotericamente e astrologicamente “o Diabo”; e Lúcifer, o chefe entre os Anjos caídos, é realmente o adversário de Jeová, que dirige a força de fecundação vinda do Sol por meio da atividade lunar.
No entanto, os Espíritos de Lúcifer estão ajudando o processo de evolução. Deles recebemos o ferro que, por si só, torna possível viver numa atmosfera oxigenada. Foram e continuam sendo os agitadores para o progresso material, portanto, não temos o direito de antagonizá-los. A Bíblia tacitamente proíbe-nos de ultrajar os deuses. Conforme lemos na Epístola de São Judas, nem o Arcanjo Miguel ousou ultrajar Lúcifer, e no livro de Jó fala-se como estando entre os filhos de Deus. O seu Embaixador na Terra, Samael, é o Anjo da morte, representado por Escorpião, mas é também o Anjo da vida e da ação simbolizada por Áries. Se não fossem pelos ativos impulsos marcianos, talvez não sentíssemos as dores tão agudamente como as sentimos, nem tão pouco poderíamos progredir na mesma proporção, e é seguramente melhor “cansar-se do que enferrujar-se”.
Deste modo, podemos constatar que estas “ovelhas perdidas” de uma era anterior, recebem todas as oportunidades de recuperar o seu atraso no atual esquema de evolução. Estão atrasadas, e como atrasadas aparecem sempre como más, mas não estão “perdidas para além da redenção”. Podem salvar-se servindo-nos, provavelmente mediante a transmutação de Escorpião em Áries, quer dizer, a geração em regeneração.”
Nós confiamos que essa leitura possa esclarecer o assunto para ele. Ficaríamos felizes se outros Estudantes formulassem perguntas de interesse geral e nos enviassem para elucidações nessas cartas, embora exista uma sessão para perguntas na revista “Rays”, onde nem todos os Estudantes são assinantes. Também, os problemas colocados aqui, talvez devessem ter uma abordagem um pouco mais íntima aqui do que é possível numa revista que, eventualmente, será lida por um público menos conhecedor da Filosofia do que nossos Estudantes.
(Por Max Heindel – livro: Cartas aos Estudantes – nr. 76)
O último dia 23 de julho foi uma efeméride marcante para os Estudantes Rosacruzes. Nessa data, os Centros e Grupos comemoram o aniversário de nascimento de Max Heindel. Não se trata de mera homenagem póstuma. Muito mais do que isso, procura-se evocar, reverentemente, a figura e o trabalho do fundador da Fraternidade, como fontes perenes de inspiração em que se converteram.
Rememorando aspectos de sua obra, passagens de sua vida e traços de seu caráter, sentimos como que renovada nossa disposição em trilhar tão áspero e, ao mesmo tempo, luminoso caminho. Áspero, porque o crescimento anímico não prescinde do sacrifício e da renúncia para tornar-se uma realidade na vida do aspirante. Jornada pouco convidativa para os débeis e acomodados, ascese gloriosa para os espíritos intimoratos, essa é a vereda da evolução, iluminando pelo conhecimento e experiência os passos corajosos dos idealistas.
A contribuição espiritual de Max Heindel em benefício da humanidade constitui algo de valor inestimável. Dia a dia seus ensinamentos são corroborados pela ciência oficial, abrindo, ao ser humano, horizontes de maior amplitude.
À medida que o tempo passa, acentuam-se os conflitos humanos, exigindo rápidos e eficazes remédios. Não há mais lugar para paliativos. Não se concebe, definitivamente, recursos protelatórios. O mundo deve conhecer as causas de seus sofrimentos e neutralizá-las por meio de persistentes esforços.
Atualmente, a nau da humanidade singra um mar revolto, encapelado pelas ondas do materialismo. No campo oposto encontramos doutrinas que, embora revestidas de belos princípios morais, ainda não demonstraram a seus seguidores a realidade da Essência Divina que as anima. São incompletas.
O ser humano é espírito. Mas quantos já se convenceram inteiramente disso?
Ciência e religião permanecem divorciadas, embora a distância que as separa tenha sofrido considerável redução. Cientistas e religiosos ainda não lograram conciliar os pontos de vista que defendem, chegando a um denominador comum.
Diante de uma análise superficial desse quadro, alguém pode até julgar mera utopia o ideário da Rosacruz. Puro engano. Os ensinamentos rosacruzes constituem, justamente, fatores capazes de tornar a religião científica e a ciência religiosa, por promover a união entre o intelecto e o coração. Satisfazem a Mente tanto quanto a natureza devocional do ser humano. Aos hesitantes em crer na veracidade e poder de transformação desses maravilhosos preceitos, tomamos a liberdade de recomendar uma leitura atenta, seguida de profunda meditação, da obra básica Conceito Rosacruz do Cosmos, de Max Heindel.
Contudo, ao principiarem a leitura, sugerimos despirem-se de todo juízo prematuro. Abandonem quaisquer rasgos de unilateralismos. Ao penetrarem na essência de cada tópico constatarão como a obra acima referida fundamenta-se num conhecimento de ordem superior. Ela não se configura como o resultado de prolongadas divagações filosóficas ou exaustiva especulação intelectual. Não brotou da pretensão de lançar ao mundo mais um ramo filosófico, entre tantos já existentes. Não é um livro escrito para ser lido como outro qualquer.
Um ser humano dotado de uma inteligência mediana logo verificará que o Conceito Rosacruz do Cosmos não é uma obra dogmática, mas respeita a sagrada liberdade de cada um aceitar ou não uma proposição conforme delibere sua consciência.
O autor teve o especial cuidado de, ao iniciar a obra, tecer considerações alusivas às possíveis interpretações dos conceitos nela emitidos. Admitia que o entendimento errôneo de alguns ou uma distorção maldosa por parte de outros poderia suscitar uma ideia de infabilidade na exposição efetuada sobre diversos temas. Porém, Max Heindel acautelou-se, afirmando que dizer-se que a referida exposição é infalível seria o mesmo que atribuir-lhe onisciência, quando até os seres mais elevados às vezes se enganam nos juízos que fazem. O Conceito encerra apenas a compreensão dele sobre os ensinamentos rosacruzes a respeito do mistério do mundo, revigorada por suas investigações pessoais nos mundos internos e sobre os estados antenatal e pós-morte do ser humano. Concluiu afirmando que não considera tal obra como sendo “o alfa e o ômega”, o último conhecimento oculto.
Percebe-se, daí a honestidade de propósitos do autor, cuja única meta consistia em prestar um digno serviço ao gênero humano. Todas as suas obras constituem um “alimento sólido”, capaz de nutrir o espírito em suas necessidades essenciais.
Todavia, apesar dessa argumentação alguém ainda pode objetar: — afinal, quem pode oferecer uma garantia cabal e definitiva da fidelidade dos relatos contidos no livro e das intenções íntimas do autor?
A tal indagação respondemos: estudando a biografia de Max Heindel. Ele nos deixou, como aval de seu magnífico trabalho, uma vida repleta de lutas, dificuldades vencidas, sofrimentos pacientemente suportados, estudos, pesquisas incessantes, e um coração transbordante de amor. Era um ser humano modesto. Nada reivindicava a seu favor. Riquezas materiais e honrarias nunca o deslumbraram. Foi trabalhador infatigável, companheiro de todas as horas, o primeiro a servir.
Somente alguém assim, dotado de extraordinária envergadura espiritual, poderia suportar e vencer provas tão difíceis, que facilmente aniquilariam o ser humano comum.
Os resultados de seus esforços estão aí, beneficiando tantos quantos se integraram à Fraternidade Rosacruz e mesmo outros que nunca se propuseram a fazê-lo. “Pelos seus frutos vós os conhecereis”, afirmou o Cristo.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de julho/1978)