O Efeito do Temor do Ponto de Vista Espiritual
Sabemos que no nosso Sistema Solar evoluem muitas ondas de vida.
No Mundo Físico, cuja Região Química é a que chamamos de visível, estão as ondas de vida mineral, vegetal, animal e humana. Falaremos aqui da nossa onda de vida, a humana.
Vamos voltar um pouco no tempo e lembrar que, na Época Lemúrica, o Ego tomou posse de seus veículos, constituindo os órgãos dos sentidos, a laringe e, sobretudo, o cérebro. E parte da força sexual criadora foi empregada na construção do cérebro, órgão com que o Ego adquiriu o poder de criar e de expressar pensamentos aqui no Mundo Físico.
O ser humano é constituído por quatro veículos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente; cada um desses veículos é formado de matéria de seu respectivo Mundo. E é com esses corpos que nos preparamos para trabalhar, aprender e servir aqui neste Mundo que é o baluarte de nossa evolução.
Nós, como Egos, através da Região do Pensamento Abstrato, utilizamos os sentidos para observar o mundo exterior e por meio dessas impressões obtidas são gerados os sentimentos e emoções no Corpo de Desejos que finalmente são refletidos na Mente. Aí surgem as “ideias” que revestida de material mental da Região do Pensamento Concreto se expressam através da Mente em “pensamento-forma” ou imaginação.
O pensamento é a mola que impulsiona toda a atividade humana. E hoje em dia nos encontramos em meio de tantas mudanças internas e externas, muitas vezes repentinas e sempre acompanhadas de um estado de agitação e desassossego. Onde as Mentes das pessoas têm estado em constante alteração, isso acaba por se refletir nos seus atos, nos seus pensamentos e também no modo de se expressar.
É no caminho da espiritualidade que devemos tentar superar um dos maiores obstáculos que o Aspirante enfrenta: o temor. Acredito que qualquer pessoa tenha passado por isso e continuará passando, se não procurar vencer essas debilidades e aprender com elas.
Os temores que nos assombram são: o desastre, a perda de um familiar ou amigo, o fracasso, a enfermidade, o medo de andar de avião, de água, da morte, a timidez e tantos outros que existem, dos quais, por meio de desculpas nos escondemos de alguma maneira para não os enfrentar.
Acontece que se agirmos dessa maneira, negaremos nosso Deus Interno. Pois sabemos que esses temores nada mais são do que uma debilidade da nossa Mente humana, uma fraqueza da nossa imaginação, uma desconfiança em nós mesmos.
Que efeitos o temor pode nos causar?
Os efeitos do temor sobre o Corpo de Desejos são muitos prejudiciais ao nosso desenvolvimento anímico. Para se ter uma ideia, podemos comparar o temor à água, quando congelada, porque os Corpos de Desejos das pessoas que abrigam esses pensamentos, estão imóveis, como o gelo e nada pode alguém dizer ou fazer que irá alterar essa condição ou situação da pessoa.
Sempre que alguém tiver um pensamento de temor, irá congelar as correntes do Corpo de Desejos e com isso a pessoa se isolará de receber amor, simpatia e carinho de todos que a rodeiam.
Os efeitos dele no Corpo Vital também são danosos. Pois sabemos que o sangue é o mais elevado produto do Corpo Vital.
Quando se cria um Pensamento-forma de natureza destrutiva, projeta-se esse pensamento no mundo e gasta-se inutilmente sua energia que depois do trabalho executado é retornado ao criador com mais força do que foi. O resultado dessa viagem é impresso via Éter Refletor no que chamamos de Mente subconsciente.
O pensamento negativo também destrói os tecidos do Corpo Denso. Eles acabam por destruir o poder de resistência do corpo, expondo-o a várias enfermidades.
Então, podemos perceber que a cada ato que realizamos, a cada emoção que expressamos, a cada pensamento que emitimos, estamos fazendo repercutir em nossa saúde, em nosso ambiente e também em nosso destino, seja construtiva ou destrutivamente.
Portanto, toda vez que isso acontecer seremos influenciados pelas vibrações mais baixas do Mundo do Desejo e apoiaremos unicamente a parte humana do nosso ser, esquecendo a parte divina. Toda vez que nos alimentamos de pensamentos negativos, alimentaremos nosso arquétipo de substância mental negativa, atrasando, consequentemente, a construção do nosso Templo, assim como a nossa chegada até o Pai. Violaremos a Lei do Amor, trazendo desordem e sofrimento a nós.
Existe, no Mundo do Desejo, a Lei de Atração, que está constantemente agindo em nossas vidas. Sabemos que “semelhante atrai semelhante” ou que “o imã atrai a limalha de ferro”. Isso é muito notado quando as coisas ao nosso redor começam a não correr bem, quando achamos que o mundo inteiro está contra nós, quando a nossa saúde não vai bem, quando as coisas materiais nos são negadas e até mesmo as espirituais. E toda vez que nos alimentamos desses sentimentos, seremos mais e mais suscetíveis a erros e fraquezas.
De que vale termos olhos e não vermos? Termos recursos e não sabermos apreciar o verdadeiro, o belo e o bom? É momento de mudar a maneira de pensar. É momento de mantermos firmemente o nosso foco mental em pensamentos elevados. Encontraremos muita ajuda por parte dos Líderes Espirituais que esperam de nós essa atitude louvável para progredir.
Porque nós somos dotados do livre-arbítrio, portanto só quando expressamos a força de vontade interna é que começaremos a receber a ajuda necessária, mas mergulhados na ignorância acabamos por empregá-lo mal.
É por meio de pensamentos de amor e bondade que despertaremos qualidades boas nos outros. É por esses pensamentos também que atrairemos pessoas com boas qualidades. É através deles que poderemos curar nossas enfermidades. E como buscar o equilíbrio no meio de todo esse tormento?
No livro da Revelação (Apocalipse) lemos: “Ao que vencer, farei dele um pilar do templo do meu Deus e dele não sairá mais”. Devemos buscar a fé como instrumento poderoso para expulsar o temor de nosso espírito, pois ela é o canal que se abre com Deus e nos coloca internamente ligados a Ele. Devemos também permanecer leal a nosso propósito de vida que é estarmos neste mundo para adquirir experiência e não a busca da felicidade.
Devemos também mediante a oração produzir pensamentos delicados e puros que possam purificar o Corpo Vital. A oração do Pai Nosso, dada por Cristo, é a mais completa de todas.
Ela ajuda na conquista do domínio próprio por meio da repetição (nota-chave do Corpo Vital) e harmoniza o Corpo Vital tornando-nos mais fraternos. Em Romanos Cap. 12:2 lemos: “Não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (espírito), para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe agrada e o que é perfeito“.
Lembre-se: “Herói não é o que realiza façanhas sensacionais. Herói é o que aceita o desafio das pequenas dificuldades diárias, uma a uma, mediante o conhecimento e o domínio próprio. Cada vitória alcançada, cada pouco caso ou insulto perdoado, cada pensamento e sentimento de mágoa substituído por ato de boa vontade, manifestado em circunstância difícil, é um expressivo passo à frente, na direção de uma vida harmoniosa, feliz e cheia de paz”.
Portanto, como o pensamento é uma força criadora que sempre precede nossas ações, devemos ter somente pensamentos de pureza, pensamentos construtivos e construirmos nosso arquétipo de substância mental elevada.
Max Heindel diz no “Conceito Rosacruz do Cosmos” (nossa obra básica) que: “O que somos, o que temos, todas nossas boas qualidades, são o resultado de nossas próprias ações no passado. E aquilo que precisamos física, moral e mentalmente, poderá ser nosso no futuro“.
“Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz”
A Regeneração como Processo de Purificação
O objetivo da nossa existência física é a aquisição de experiências a fim de atingirmos a perfeição. É a evolução do inconsciente para o consciente; da passividade para a criatividade.
Para conseguirmos atingir isso, nós construímos corpos de diferentes graus de densidade:
Assim, o Ego é o tríplice Espírito que utiliza esses veículos para acumular experiências na escola da vida.
Cada um desses veículos é uma estrutura cristalizada. Além disso, temos um bom grau de imperfeição. Por isso, qualquer um desses veículos tem limitações. Isso quer dizer, uma vez que um Espírito tenha conseguido obter o máximo de experiências num conjunto desses veículos, ele abandona esse conjunto e passa para um período de avaliação do que aprendeu e de planejamento para um próximo passo. A transição para esse período é conhecida como morte. No período que a antecede, ou seja, em nossa existência terrena, os usamos para adquirir experiências. Portanto, esses dois períodos tendem a provocar o crescimento, visto que a cada transição para os mundos celestes – morte do Corpo Denso – um antigo conjunto de veículos imperfeitos é eliminado e, a cada transição para este Mundo Físico (nascimento do Corpo Denso) um novo e melhor conjunto é construído.
Literalmente, a palavra REGENERAÇÃO significa renascimento, mas também significa o passo à frente na evolução que o Ego dá cada vez que constrói um novo corpo e nele penetra.
Vejamos, agora, como isso é feito num ciclo de vida do Ego. A cada ciclo de vida – de um nascimento, no Mundo Físico, ao próximo – o Ego busca cada vez mais se aprimorar, por meio da aquisição de experiências. Quando, no momento da morte do Corpo Denso o Ego se liberta desse corpo, o poder espiritual volta-lhe novamente até certo grau. Por até três dias e meio após a morte, o Ego revisa o panorama da vida passada. É a primeira retrospecção após morte. Essa revisão ocorre porque o Ego pode, agora, ler as imagens do polo negativo do Éter Refletor do seu Corpo Vital em que estão as recordações indestrutíveis dos acontecimentos da existência física que se findou. Os acontecimentos apresentam-se em ordem inversa: primeiro os efeitos, depois as causas. As cenas passam, vão se imprimindo nos veículos superiores, mas como o Ego está na Região Etérica do Mundo Físico, fica impassível ante elas, não tem nenhum sentimento em relação a elas.
Depois desse panorama, o Ego entra no Mundo do Desejo. No Purgatório, que ocupa as regiões inferiores do Mundo do Desejo, o panorama da vida passa novamente ante a visão espiritual do Ego. Contudo, são só vistas as cenas onde ele cometeu erros. Experimenta todos os sofrimentos mentais e físicos que fez os outros passarem. Com isso, o Ego aprende a ser misericordioso ao invés de cruel, a fazer o bem ao invés do mal. O sentimento que permanece dessas experiências atuará em vidas futuras como a consciência: aquela vozinha que escutamos sempre ante um problema ou uma decisão.
Na passagem para o Primeiro Céu, que ocupa as três regiões superiores do Mundo do Desejo, o panorama da vida passa pela 3ª vez diante do Ego. Contudo, são só vistas as cenas onde tratou de ajudar os demais. Sente, novamente, o prazer de ajudar, principalmente, sente a gratidão dos que ajudou. Sente também a gratidão que teve quando ajudou. A essência disso é integrada no espírito como incentivo para o bem nas vidas futuras.
Depois da assimilação dos frutos de sua vida passada, da avaliação do que aprendeu, um desejo de novas experiências, a fim de obter maior crescimento da alma, leva o Ego a renascer. O fator que determina a sua nova vida é a Lei de Consequência. Seu novo nascimento está condicionado pelas suas vidas passadas.
É mostrado ao Ego um panorama da sua próxima vida enfatizando os fatos principais. O Ego se encontra no Terceiro Céu, que é formado pelas 3 regiões superiores do Mundo do Pensamento. Aqui o Ego está bem consciente da necessidade das futuras experiências, o que deve aprender e das desilusões, pesares e dificuldades que precisará atravessar. Aqui o Ego se sente acima das ilusórias condições materiais. Esse panorama desenrola-se do modo inverso ao dos anteriores, ou seja: primeiro as causas depois os efeitos.
Perceba que ao Ego só é mostrado os acontecimentos principais. O Ego tem livre arbítrio quanto aos detalhes.
Quando da entrada do Ego na matriz de seus novos corpos, um pouco antes do nascimento do Corpo Denso, o Ego vê os acontecimentos da vida futura. Assim, a maioria dos Espíritos dá os passos à frente quando entra em novos corpos. Mas, alguns Espíritos são capazes de reestruturar suas vidas adquirindo novos e importantes conhecimentos e experiências, não somente nos mundos celestes, quando assimilam e avaliam, mas também aqui, no Mundo Físico, durante esse período de aprendizagem. Esses Egos não seguem mais o caminho representado pelas cobras do Caduceu de Mercúrio – o caminho cíclico –, mas seguem o caminho reto e estreito representado pelo Cetro de Mercúrio: o Caminho da Iniciação.
Vejamos, então, como obter meios de se conseguir a regeneração independentemente do renascimento físico.
Pelo que foi exposto anteriormente fica claro que se uma pessoa quer se regenerar durante sua vida terrena, ela precisa fazer uma retrospecção diariamente, contemplando os acontecimentos na ordem inversa, fixando principalmente o aspecto moral, tanto em pensamentos, como em sentimento, palavras e atos. Lembre-se: a Natureza jamais gasta esforços em processos inúteis. Assim: lição aprendida, ensino suspenso.
O verdadeiro Aspirante à vida superior deve crer que tudo é possível e que pode fazer o que pretende, mesmo que nunca tenha feito antes. Precisa usar sua força de vontade e continuar trabalhando, se esforçando, até conseguir alcançar a sua meta, independentemente da idade, de desilusões, de dificuldades.
O Aspirante deve ter a Mente aberta, sempre pronto a receber novas ideias e experimentar novas maneiras de agir e fazer as coisas. Ser flexível e adaptável. Procurar continuamente a verdade.
É certo que não é nada fácil. Por exemplo: deixar de ter pensamentos indesejáveis seja de sensualidade, ou de inveja, etc., pode-se conseguir tomando a determinação de limpar a Mente de forma que só contenha pensamentos bons e elevados, recusando admitir pensamentos impuros. E se persistir em ter pensamentos bons e elevados alcançará uma completa regeneração. Já com as nossas emoções e anseios do nosso Corpo de Desejos a coisa é muito mais difícil. A natureza passional de desejos anseia por vingança, por “olho por olho, dente por dente”. Às vezes, após anos de luta, quando pensamos ter vencido, quando pensamos que a nossa paz espiritual não mais será transtornada, vemo-nos envolvidos e abalados por desejos de vingança, de inveja, de orgulho. Então, será necessário empregar toda a força da nossa natureza superior para dominar essa parte rebelde. Aqui devemos “vigiar e orar”. Mas, nesse vigiar está a capacidade do Aspirante em fazer uma faxina constantemente, entrando dentro de si e reavaliando seus princípios, reafirmando seu ideal, fazendo um balanço da existência, buscando melhores meios de vida e valores superiores.
Nesse instante, entra a flexibilidade. Sabemos que na natureza nada permanece estacionado: ou estamos subindo ou descendo. Quando notamos esse transtorno na nossa paz espiritual, devemos renovar nossa força de vontade, buscando a graça do Cristo, a consolação de Deus. Esse ponto de desvio e a retomada do caminho é mostrado na Parábola do Filho Pródigo: ele mesmo reconheceu que seu método de vida estava errado e procurou, internamente, forças para retornar ao Pai. O Pai sabe que o filho retornará e o espera de braços abertos.
Podemos obter uma grande ajuda para regenerar o nosso caráter descobrindo os efeitos combinados das configurações astrológicas natais, progressivas e transitórias. O primeiro passo, para obter essa ajuda, é cada um estudar o seu horóscopo. Com isso saberá quais as forças astrológicas disponíveis. Poderá saber usar as forças harmoniosas, essas que determinam nosso caráter, nossas reações, mas também saber como usar as forças desarmoniosas e delas extrair a harmonia necessária. Em outras palavras: a Conjunção é um Aspecto de força. Usa enorme quantidade de energia concentrada em um ponto.
Precisa, portanto, de direção. Já o Sextil é um Aspecto de oportunidade, e de acordo com a quantidade de energia aplicada na realização de nossos objetivos, podemos tirar proveito dessa força harmoniosa. O Trígono é um Aspecto de mérito. Nele podemos observar o resultado dos cuidados que foram sendo acumulados em vários deveres durante muitas vidas, é um aliado a nos ajudar. Aspecto em Quadratura é um típico que gera força desarmoniosa. Contudo, se o entendermos como um Aspecto que gera tanta energia que uma pessoa comum tem dificuldade em trabalhar com ela, podemos dispor dessa energia e, com cuidado e trabalho tirar proveito. É só lembrarmos que Quadratura só vem para pessoas suficientemente fortes para carregar uma enorme carga.
E, por fim, a Oposição oferece-nos um meio de eliminar influências desfavoráveis na vida, o que representa a conclusão, e solução ou trabalho final de um destino. O segundo passo é reconhecer as situações da vida diária em que essas forças tentam se manifestar. Exige de nós a observação e o discernimento. O terceiro passo é decidir como agir diante dessas situações.
Muitos tropeços e perdas de oportunidades podem ocorrer. Contudo, lembre-se: estamos nadando contra a corrente. A situação é muito diferente da pessoa que nada a favor da corrente e não sabe aonde a corrente o levará.
As forças de regeneração entram mais naturalmente na nossa vida. No lugar onde se encontra Plutão, o Planeta da regeneração e Escorpião, que em parte, é regido por Plutão. Aspectos harmoniosos com Plutão indicam que pontos de regeneração serão facilmente alcançados. Aspectos desarmoniosos indicarão obstáculos à regeneração. Poderá consegui-la com muito trabalho e dedicação.
Normalmente, as pessoas amam aqueles que as amam, dão somente aos que lhes dão algo em troca, odeiam aqueles que as odeiam, se esforçam para ajudar o próximo somente quando lhe é cobrado ou quando veem os outros fazerem. Contudo, é uma verdade que “quando menos uma pessoa pensa em si mesma, mais trabalhará realmente em seu próprio desenvolvimento”. E como disse Tomás de Kempis: “aquele que tem uma verdadeira vontade de fazer o bem em nada busca para si mesmo, mas deseja que tudo se faça para a glória de Deus”.
Assim, para o mundo passar por uma regeneração, devemos ser capazes de dar quando não recebemos, de fazer o bem. Cristo nos deixou bem claro essa ajuda que deveríamos prestar à humanidade não esperando nada em troca: “Tendes ouvido o que foi dito: amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Mas eu vos digo: amai a vossos inimigos, fazei o bem aos que vos têm ódio e orai pelos que vos caluniam e perseguem: para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque se vós amais apenas os que vos amam, que recompensa haveis de ter?” (Mt 5:43).
“Sede vós perfeitos como também vosso Pai celestial é perfeito.” (Mt 5:48).
Perceba a ênfase de dissolver o mal com o bem. Sim, porque buscando sempre o bem no mal, com o tempo o mal se transformará no bem. O mal morrerá por falta de alimento. Procuremos, pois, o bem em todas as coisas. Só assim podemos aumentar a quantidade de amor. No mundo, podemos ajudar o Cristo no seu trabalho de redenção da humanidade. Seguindo o exemplo de Cristo, praticando na nossa vida os seus ensinamentos, colocando-os nos nossos afazeres diários, contribuiremos para a evolução da humanidade, pois pelo exemplo atrairemos a atenção de Egos que estão no ponto de receber os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dados pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
O que fazer para mitigar o risco que muitos correram no tempo entre o final da Época Atlante e o início da Ária nesse momento de mudança de Era
O Mundo é a escola de ensinamentos de Deus. No passado, aprendemos a construir veículos diferentes, e entre eles, o Corpo Denso. Mediante esse trabalho somos elevados de classe em classe, ou de grau, cada um com seu particular alcance de desenvolvimento de consciência. Desenvolvemos olhos com os quais podemos ver, ouvidos para ouvir, e outros órgãos com os quais podemos cheirar, saborear, sentir, enfim funcionar na Região Química do Mundo Físico.
Porém nem todos os espíritos progrediram ao mesmo tempo.
Quando a névoa do ar na Época Atlante se condensou, preenchendo as bacias e os vales da Terra com oceanos de água, impelindo os seres humanos para as planícies e montanhas, muitos pereceram por asfixia, porque não tinham desenvolvido os pulmões. Por isso, não puderam transpor o portal do Arco-íris, que foi, por assim dizer, a porta de entrada da Época Ária, nas condições de atmosfera seca.
Agora está por vir outra grande transformação mundial, que não sabemos quando, nem mesmo Cristo disse não saber o dia e a hora, porém nos advertiu que virá “como um ladrão”, à noite, por surpresa, e Ele profetizou que as condições do Mundo serão então semelhantes àquelas que prevaleceram nos “dias de Noé”, quer dizer que a humanidade vivia em completo abandono e divertimento, quando de repente as portas celestiais se abriram, e a morte e a destruição fizeram estragos entre os seres humanos. Cristo nos disse que é possível “tomar o Reino de Deus por assalto” e conseguir ganhar o estado de consciência que prevalecerá naqueles dias. Porém, por sua vez, São Paulo nos disse que a carne e o sangue não podem herdar esse Reino, e acrescentou que teremos um Corpo-Alma, e que nos reuniremos “ao Senhor no ar”. Esse Corpo-Alma é tão necessário para penetrar no Reino de Deus na Época futura, como foi necessário um corpo dotado de pulmões para os atlantes que desejaram entrar na Época que agora estamos vivendo.
(Publicado na Revista “O Encontro Rosacruz” – Fraternidade Rosacruz de Santo André-SP em abril/1982)
Pergunta: A Filosofia Rosacruz ensina que todo mal ato praticado em vida será expurgado no Purgatório, depois da morte. É dito também que a morte não liquida uma ofensa, da mesma forma que, ao mudar para outra cidade, não liquidamos um débito contraído, e que o Destino Maduro tem suas raízes em uma vida anterior e não podemos escapar a essa dívida do passado. Como conciliar essas declarações? Esperamos não ter de sofrer duas vezes pelo mesmo erro.
Resposta: O consulente tem razão. Deus não deseja sequer que paguemos uma vez, se mediante o arrependimento e a regeneração o sofrimento tornar-se desnecessário. Contudo, a questão de liquidar uma série de causas engendradas em uma vida é muito mais complicada do que pagar uma fatura por mercadorias recebidas. Há muitos aspectos envolvidos em cada caso. Tomemos, como exemplo, uma pessoa alcoólatra que se degradou ao ponto de viver como um animal selvagem, maltratando seus filhos, privando-os das necessidades essenciais e da educação que deveriam ter, agredindo sua esposa (ou seu marido), dando a seus filhos um mau exemplo que, infelizmente, poderão seguir, geralmente regredindo em seu padrão moral.
Após a morte, essa pessoa experimentará no Purgatório, primeiro, os suplícios do desejo pela bebida alcoólica, que não será capaz de satisfazer; depois, sofrerá todos os males que infligiu à sua família. Assim, terá pagado pelos seus erros e é certo que renascerá com um registro perfeitamente limpo, pelo menos no que se refere ao sofrimento que causou aos seus familiares. Todavia, ela tinha feito um voto de amar e tratar com carinho a esposa (ou o marido) e, ao realizar o ato procriador, fornecendo o núcleo para um corpo, assumiu a responsabilidade que os pais devem ter em relação às crianças que vieram à procura de ajuda e um meio adequado. Consequentemente, ao negligenciar essa responsabilidade paterna, estabeleceu um vínculo entre ela e os membros de sua família. Ela, ainda, lhes deve amor e assistência, que deverão ser compensados em algum tempo futuro. Então, essas almas se verão reunidas em uma vida posterior e colocadas numa situação em que ela possa lhes fazer o bem que foi negado anteriormente. Se não aproveitar essa oportunidade poderá, em outra vida, oferecer serviço adequado a alguém mais. O serviço deve ser prestado para o seu próprio bem, para que a natureza amorosa possa desenvolver e expandir-se, tornando-se universal, incluindo todos.
A mesma regra é benéfica em todos os outros casos e, visto que as situações extremas formem as melhores ilustrações, tomaremos como exemplo a ligação entre um assassino e sua vítima. Depois da morte, o assassino sofrerá no Purgatório e a dívida será, então, liquidada. Contudo, uma ligação estabeleceu-se entre os dois Egos e, numa vida futura, eles se encontrarão novamente para que o assassino possa ter a oportunidade de prestar serviço à sua antiga vítima, para que possam reconciliar-se e tornar-se amigos. O sentimento de solidariedade deve tornar-se universal, já que é o princípio fundamental no reino de Deus.
Resumindo, podemos dizer que todas as nossas dívidas pelas faltas cometidas são pagas no Purgatório. Nossas dívidas de amor, amizade e serviço serão liquidadas em vidas futuras.
(Pergunta nº 26 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II)
Como chegamos ao ponto de poder utilizar o pensamento aqui, no Mundo Físico
Havia um tempo em que não tínhamos a capacidade de experimentar nossos pensamentos aqui no Mundo Físico. Éramos autômatos, guiados em tudo. Criávamos somente nosso próprio Corpo Denso (o físico), Corpo Vital e Corpo de Desejos e ainda de maneira inconsciente. Para podermos ser conscientes da manifestação desses Corpos nos seus respectivos Mundos, além de poder ter a capacidade de experimentar nossos pensamentos aqui no Mundo Físico, houve a necessidade de algumas alterações na nossa constituição.
A primeira alteração foi feita no nosso Corpo de Desejos, o veículo que utilizamos para gerar nossos desejos, nossos sentimentos e nossas emoções. Estávamos a milhares e milhares de anos atrás, em meados de uma Época que conhecemos como Época Lemúrica, a terceira Época desse grande Período, conhecido como Período Terrestre.
Nessa Época, a parte mais avançada da nossa humanidade experimentou uma divisão em duas partes no Corpo de Desejos: a superior e a inferior. O restante da humanidade sofreu divisão semelhante um pouco mais tarde, na primeira parte da quarta Época, conhecida como Época Atlante.
A parte superior construiu o sistema nervoso cérebro espinhal e os músculos voluntários. Com isso, essa parte do Corpo de Desejos dominou a parte inferior do Tríplice Corpo, ou seja, a parte inferior do Corpo de Desejos, o Corpo Vital e o Corpo Denso.
A segunda alteração dependeu da ajuda de uma classe de seres mais evoluídos do que nós, especialistas em matéria mental, denominados Senhores da Mente. Foram, então, os Senhores da Mente que nos deram o germe da Mente. Depois de feito isso, eles impregnaram a parte superior do Corpo de Desejos e da Mente com o sentimento da personalidade separada, a personalidade individual.
É esse sentimento que nos capacita, hoje, de saber, ou ainda, de ter consciência de que “eu sou eu, você é você”, de que cada um de nós é um indivíduo. Com a Mente ganhamos o elo que nos faltava para ligar o Tríplice Espírito (o Espírito Humano, o Espírito de Vida e o Espírito Divino) ao seu correspondente Tríplice Corpo (o Corpo de Desejos, o Corpo Vital e o Corpo Denso). Portanto, a Mente é o foco em que o Tríplice Espírito, a individualidade, o Ego, reflete-se no Tríplice Corpo, a personalidade.
Essa ligação marca o “nascimento” do indivíduo, do ser humano, do Ego, quando tomamos a posse, de fato, dos nossos veículos Mente, Corpo de Desejos, Corpo Vital e Corpo Denso.
Entretanto, isso não foi suficiente para nos tornar conscientes deste Mundo Físico, nem para nos tornar um pensador, a partir desse Mundo, como somos hoje.
A terceira alteração necessária para tornar isso possível foi a construção do cérebro, destinado a ser o instrumento da Mente no Mundo Físico. Note que a necessidade de se ter um instrumento formou o cérebro, porém o pensamento existiu antes da formação desse órgão!
Para isso foi necessário nos separar em sexos. Isso é descrito na Bíblia (Gn 2:21-25) como a criação de Eva.
Precisávamos nos expressar no Mundo Físico e criar a partir dele. Para isso precisávamos construir órgãos criadores. Esses órgãos são: a laringe e o cérebro. Por serem criadores, eles deviam ser criados e mantidos pela força sexual criadora.
Antes da necessidade de criação desses órgãos, essa força era utilizada só para criar outro Corpo Denso, ou seja, só para a propagação. O excesso era irradiado. O ser humano era hermafrodita, capaz de criar outro Corpo Denso sem intervenção de outra pessoa.
Foi então necessário utilizar metade dessa força para a construção desses órgãos. Conforme o Corpo Denso foi se verticalizando, parte dessa força foi se dirigindo para cima. Com isso obtivemos material para construir o cérebro e a laringe, “o meio para o Ego pensar e comunicar pensamentos aos demais seres no Mundo Físico”.
A outra metade dessa força continuou sendo dirigida para baixo, para a propagação. Ou seja, como só metade dessa força passou a ser destinado para criação de outro Corpo Denso, cada um de nós teve que procurar a cooperação de outro ser que possuísse a outra metade complementar. Deixamos de ser hermafrodita. Assim, a partir de então, quando estamos aqui renascidos, o homem expressa mais a vontade, que é uma força masculina, ligada ao Sol, enquanto a mulher expressa mais a imaginação, que é uma força feminina, ligada à Lua.
É importante salientar que sexo só tem a ver com a expressão do Corpo Denso. O Espírito, o Ego, nós de fato, é bissexual.
Em cada renascimento expressamos ou o polo feminino ou o polo masculino com o único objetivo de melhor aprender as lições a que estamos destinados.
Perceba que quando toda a força sexual criadora era utilizada para a propagação, realizávamos muito pouco no sentido do próprio crescimento anímico, quando renascidos aqui, no Mundo Físico. Após essa separação, e consequente construção do cérebro e da laringe, pudemos utilizar o restante da força não empregada na propagação como força para o nosso crescimento anímico a partir daqui.
Assim, podemos conceituar o cérebro como o órgão que “liga” o Ego ao Mundo Físico. É por meio dele que podemos saber qualquer coisa sobre o Mundo Físico.
Já os órgãos dos sentidos levam os impactos exteriores até o cérebro, o Ego os interpenetra e atua no cérebro coordenando essas impressões, respondendo-as por meio de movimentos, observações ou memorização.
Entretanto, não pensemos que uma vez feita essas alterações nos tornamos consciente, pensante, tal como hoje, no estado atual de nossa evolução. Para alcançar esse estado tivemos que percorrer um longo e penoso caminho.
Ainda no final da terceira Época, a Época Lemúrica, começamos a expressar algum som pela laringe. Esses sons eram baseados nos sons da natureza: o murmúrio dos ventos, o barulho das tempestades, o ruído dos rios. A linguagem era considerada santa. Por meio dela tínhamos poder sobre os animais e sobre a natureza. Entretanto, ainda éramos guiados em tudo: os Anjos nos guiavam em tudo que se relacionava com a propagação da raça. Uma outra Hierarquia, conhecida como Senhores de Vênus, guiavam a nossa evolução com o objetivo de conseguirmos manifestar a vontade e a imaginação. Quando renascíamos como homens, éramos ensinados como desenvolver a vontade. Quando renascíamos como mulher, éramos ensinados como desenvolver a imaginação. Os métodos utilizados chegavam a ser cruéis. Entretanto não tínhamos memória. Uma vez passada a experiência, esquecíamo-nos dela imediatamente. Aos poucos essas experiências foram imprimindo no cérebro impactos violentos e repetidos. Com isso uma memória germinal foi sendo desenvolvida.
Entretanto, por sermos guiados em tudo, éramos inocentes e, por conseguinte, ignorantes.
Os resultados das experiências proporcionadas pelos métodos empregados nos deram a primeira ideia do bem e do mal. Já a Iniciação daquela Época era voltada para o desenvolvimento do poder da vontade e da imaginação. Como já dissemos, quando renascíamos como mulher éramos treinados para desenvolver a imaginação. Com isso, começamos a perceber que aqueles que estavam renascidos como homens perdiam seus corpos muito frequentemente. Isso por causa dos métodos empregados para desenvolver a força de vontade. Entretanto, devido à imperfeita percepção do Mundo Físico, renascido como mulher não conseguíamos revelar àqueles renascidos como homem o que estava acontecendo. Foi aí que apareceram uns seres que procuraram nos esclarecer o que acontecia. Seus nomes: Espíritos Lucíferos.
Esses seres entraram através da coluna espinhal serpentina nos seres renascidos como mulher. Devido à consciência voltada para o interior e porque esses Espíritos Lucíferos tinham entrado através da coluna espinhal serpentina, os seres renascidos como mulher os viram como serpentes. Isso é descrito na Bíblia (Gn 3:1-13). Os seres renascidos como mulher aceitaram essa sugestão. Então, os Espíritos Lucíferos “abriram-lhe os olhos”, fizeram-nos cientes dos Corpos Densos, seus e dos seres renascidos como homem.
Os seres, enquanto renascidos como mulher, ajudaram os seres, enquanto renascidos como homem, a “abrir os seus olhos” também. Assim, ambos, voltaram sua consciência para o Mundo Físico. Reparem bem: como pela Lei do Renascimento, cada renascimento é alternado (ora renascemos como homem, ora como mulher), todos passamos por essa experiência luciferiana. Aprendemos “o bem e o mal”, a como propagar a espécie. Entretanto, em virtude da nossa ignorância, abusamos da força sexual, empregando-a para gratificação dos nossos sentidos.
Aos poucos a consciência foi enfocada para o Mundo Físico. Com isso conhecemos a morte, a dor e o sofrimento.
“Se o ser humano continuasse sendo um autômato guiado por Deus, não teria conhecido, até hoje, nem a enfermidade, nem a dor, nem a morte, mas também não teria obtido a consciência cerebral e a independência resultante da iluminação proporcionada pelos Espíritos Lucíferos, os dadores da luz. Eles abriram o entendimento e ensinaram a empregar a obscura visão para obter conhecimento do Mundo Físico”. Essa é a história da queda. Através dela, tomamos as rédeas da nossa evolução. Conhecendo o bem e o mal, o certo e o errado e tendo a liberdade de agir, podemos cultivar a virtude e a sabedoria que nada mais é do que o conhecimento temperado com amor.
Perceba que com essa “queda”, conseguimos utilizar aquele sentimento com que os Senhores da Mente impregnaram a parte superior dos nossos Corpos de Desejos e das Mentes e que nos dão a noção de indivíduo. Porque foi com a queda que começamos a sentir que somos individuais.
Existe um ponto no Corpo Denso colocado na “Raiz do Nariz”, a meia polegada abaixo da pele. É o assento do Espírito Divino. Há um correspondente desse ponto no Corpo Vital. Até antes da queda esses dois pontos não estavam concêntricos, ou seja, estavam distantes um do outro. Isso propagava uma percepção mais nítida dos mundos internos e bem menos nítida do Mundo Físico. Aos poucos, a distância entre esses dois pontos foi diminuindo.
Finalmente, no último terço da quarta Época, a Época Atlante, o ponto do Corpo Vital uniu-se ao ponto correspondente do Corpo Denso. Desde esse momento obtivemos a plena visão e percepção do Mundo Físico. A partir daí começamos a aprender como utilizar os pensamentos.
Como somos imperfeitos, muito sofremos, não só pelo mau uso do pensamento, mas também pela criação de coisas ruins.
Inicialmente começamos desenvolvendo os sentimentos mentais como a alegria, a tristeza, a simpatia, etc. Com esses sentimentos formamos uma incipiente memória. Essa nos proporcionou a disposição para uma rudimentar linguagem, criamos algumas palavras, demos nomes às coisas.
Com o desenvolvimento da memória, tornamo-nos ambiciosos, pois começamos a nos lembrar das nossas obras, e compará-las com as de outrem. Enaltecíamos as pessoas que tinham alcançado algum mérito. Esse foi o princípio da adoração. Graças a isso tudo, fomos dando importância à aquisição da experiência. Em qualquer situação, procurávamos experiências análogas anteriores como base. Se não as encontrássemos, experimentaríamos. Com o desenvolvimento da adoração e a valorização da experiência, criamos o costume de honrar as pessoas em atenção às proezas de seus antecessores.
Pelo mau uso do pensamento, criamos a astúcia, esse terrível vício de querer sempre levar vantagem sobre o nosso próximo. Junto a ela veio o egoísmo, esse terrível vício de querer tomar posse de tudo que desejamos.
Esses sentimentos negativos foram crescendo e usávamos tudo que podíamos para gratificar a nossa vaidade e a nossa ostentação externa. Aos poucos utilizamos a Mente para controlar os nossos desejos. Fomos aprendendo a refrear as nossas paixões. Descobrimos que “o cérebro é superior ao músculo”.
Mais tarde foi nos dado a consciência do livre arbítrio, ou seja, a capacidade de fazer o que quiser, mas, também, de responder por isso, através da Lei de Consequência.
Em paralelo a esse nosso desenvolvimento, foram criadas condições para que enfocássemos nossa atenção aqui no Mundo Físico: as condições atmosféricas foram alteradas com alternância das estações, a nossa alimentação foi sendo acrescida de alimentos que endurecessem nosso Corpo Denso, a mescla de sangue com casamentos entre indivíduos de raças diferentes, entre outros.
Voltando a nossa atenção para o Mundo Físico, começamos a aperfeiçoar o nosso pensamento e a nossa razão, como resultado do nosso trabalho sobre a Mente. Transformamos o Planeta Terra num verdadeiro jardim com todas as facilidades para ser habitado e funcionar num Corpo Denso. Manipulamos os minerais com grande destreza, fazendo com eles móveis, ferramentas, carros, alimentos, etc.
Perceba que só podemos exercitar nosso poder mental nos minerais, sólidos, líquidos e gasosos – manipulando-os, por causa do estágio em que se encontra a nossa Mente: o primeiro estágio, ou mineral.
Transformando o nosso Planeta numa boa morada, conquistamos o Mundo Físico. Com isso ganhamos mais conhecimento, e como o fizemos? Por meio da aplicação do pensamento aqui. Sabemos que temos um Corpo Denso, formado de matéria do Corpo Denso, um Corpo Vital, formado de Éter – matéria também do Mundo Físico -, um Corpo de Desejos formado de matéria do Mundo do Desejo e uma Mente, formada de matéria da Região Concreta do Mundo do Pensamento.
Portanto, carregamos conosco matéria de cada um desses Mundos. Podemos manipulá-las, colorí-las, utilizá-las.
Como Espírito que somos, ou Egos – Espírito Virginal manifestado e envolto no Tríplice véu: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano – funcionamos na Região do Pensamento Abstrato.
Dessa região é que observamos o mundo exterior, que, através dos sentidos, produz impressões sobre o Corpo Vital. Essas impressões produzem sentimentos e emoções no Corpo de Desejos. Essas impressões são levadas, também, através dos sentidos até o cérebro. Daí essas impressões refletem-se na Mente.
Então, manipulamos o material da Região do Pensamento Abstrato, tendo como base a reflexão dessas impressões, criando a ideia. Essa ideia é projetada, através da nossa força de vontade, na Mente. Manipulamos, através da Mente, a matéria da Região do Pensamento Concreto, revestimos a ideia com tal matéria, e a ideia se transforma em pensamento-forma. A Mente pode projetar, então, esse pensamento-forma em três direções possíveis: no Corpo de Desejos, no Corpo Vital ou sobre a Mente de outra pessoa.
Se for sobre o Corpo de Desejos, pode ainda ser envolvido por matéria de desejos, depois atuar na parte etérica do cérebro e daí até os centros cerebrais do cérebro físico que movimentará os músculos para a ação, construindo alguma coisa.
Pode ainda não resultar em ação e ficar arquivado, por falta de vontade.
Se for sobre o Corpo Vital, não provoca uma ação imediata. Fica na memória para uso posterior.
Por fim, projetado sobre a Mente de outra pessoa, pode atuar como sugestão, como na telepatia, ou como meio de ação, como na hipnose.
Com isso concluímos que os pensamentos são gerados no Mundo do Pensamento. E que no Mundo Físico aprendemos como usá-los de maneira correta.
É o nosso principal poder e devemos aprender a mantê-lo sob o nosso absoluto domínio, de modo a não produzir ilusões induzidas pelas circunstâncias exteriores, mas sim verdadeiras imaginações geradas pelo Espírito. O Exercício de Concentração, que deve ser realizado de manhã, assim que despertamos, tem esse objetivo. Não desperdicemos nossos pensamentos em matérias sem nenhuma importância que nos envolve em ambientes de tédio e de medo.
Tenhamos sempre nossos pensamentos voltados para Deus. Com isso fica muito mais fácil dominá-los. Os maus pensamentos só destroem e paralisam qualquer eventual ação. Dominando nossos pensamentos, poderemos dirigi-los para a finalidade que desejarmos.
Aos poucos não precisaremos experimentar, no Mundo Físico, o que criamos no Mundo do Pensamento. Com o desenvolvimento da nossa Mente poderemos imaginar formas que viverão, crescerão e pensarão. E a nossa laringe falará a palavra criadora, pois se tornará espiritualizada e perfeita. Teremos então contato direto com a sabedoria da natureza.
E nos tornaremos um criador de verdade, colaborador mais ativo no plano de Deus.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Pergunta: Como explicam o fato de uma criança herdar tão frequentemente as características negativas dos pais?
Resposta: Explicamos dizendo que isso não é a realidade. Infelizmente, as pessoas parecem atribuir suas características negativas à hereditariedade, culpando seus pais pelas suas falhas, não obstante creditando a si mesmas o mérito das boas qualidades que acaso possuam. O próprio fato de diferenciarmos o que herdamos daquilo que nos é próprio mostra que a natureza humana tem dois lados: o da forma e o da vida.
O ser humano, o pensador, vem parar aqui equipado com uma natureza mental e outra moral, que são exclusivamente suas, tomando de seus pais apenas o material para o Corpo Denso, o físico. Somos atraídos para certas pessoas pela Lei de Consequência e pela Lei de Associação. A lei que induz o músico a procurar a companhia de outro músico nas salas de concerto; os jogadores a se reunirem nos cassinos e nos hipódromos; os intelectuais a se juntarem nas bibliotecas, etc., é também a lei que leva as pessoas de análogas tendências, características e gostos a nascerem na mesma família. Quando ouvimos uma pessoa dizer: “Sim, sei que gasto muito, mas minha família nunca foi acostumada ao trabalho, sempre tivemos empregados” isso demonstra que basta a semelhança de gostos para justificar o caso. Quando outra diz: “Oh! Sim, sei que sou extravagante, mas não posso evitá-lo, é mal de família”, vemos mais uma vez a Lei de Associação se manifestando. Por conseguinte, quanto mais cedo reconhecermos que, ao invés de usar a Lei de Hereditariedade como desculpa para nossos maus hábitos, procurássemos dominá-los e cultivássemos as virtudes, seria muito melhor para nós. Não consideraríamos válida a desculpa de um ébrio que dissesse: “Não, não posso deixar de beber. Afinal, todos os meus companheiros bebem! ”. Recomendaríamos a eles simplesmente que se afastasse deles o mais depressa possível e procurasse se auto-afirmar em sua individualidade. Aconselharíamos, também, a parar de escudar-se atrás de seus ancestrais como desculpa para seus maus hábitos.
(Pergunta nº 30 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Os Efeitos do Suicídio e da Eutanásia na Sua Evolução
O suicida, que tenta fugir da vida, somente vai perceber que está mais vivo do que nunca e na mais lastimável condição. Ele é capaz de ver aqueles a quem desapontou e talvez desonrou por seus atos, e o pior de tudo, ele tem um indescritível sentimento de estar “oco por dentro”. A razão para isso é a seguinte:
Quando o Ego está descendo para o renascimento, ele é auxiliado pelas Hierarquias Criadoras a construir o arquétipo para seu futuro corpo e é instilada nesse arquétipo uma vida que durará o número de anos que a pessoa normalmente deverá viver. Esse arquétipo tem um movimento sonoro e vibratório que atrai para si o material do Mundo Físico e põe todos os átomos do corpo para vibrarem em consonância com um pequeno átomo localizado no coração, chamado “Átomo-semente”, o qual, como um diapasão, dá o assentamento para todo o resto do material no corpo. No momento em que a vida tenha sido completamente vivida na Terra, as vibrações no arquétipo cessam, o Átomo-semente é removido, o Corpo Denso começa a decompor-se e o Corpo de Desejos, com o qual o Ego atua no Purgatório e no Primeiro Céu, toma para si a forma do Corpo Denso. Então o ser humano começa o seu trabalho de expiar seus hábitos e ações negativas no Purgatório e de assimilar o bem de sua vida no Primeiro Céu.
O texto precedente descreve as condições normais quando o curso da natureza não é interrompido, mas no caso do suicida é diferente. Ele levou o Átomo-semente, mas o arquétipo continua vibrando. Portanto, ele sente-se como se estivesse “oco por dentro” e experimenta uma sensação de corroer-se por dentro, que pode ser mais bem comparada às pontadas causadas pela fome intensa, ou à dor de dente por todo o corpo. O material para a construção de um Corpo Denso está todo em volta dele, mas como lhe falta a escala padrão do Átomo-semente é impossível assimilar aquela substância e transformá-la num corpo. Esse sentimento horrível de “oco por dentro” dura tanto quanto sua vida originariamente deveria durar.
Desse modo, a Lei de Causa e Efeito ensina-o de que está errado cabular as aulas da escola da vida e que isso não pode ser feito com impunidade. Portanto, na próxima vida, quando as dificuldades aparecerem em seu caminho, os resultados dos sofrimentos do seu padrão suicida prevenirão uma recorrência e o habilitarão a seguir através das experiências da vida que fazem o crescimento de sua alma.
Vamos falar da eutanásia: à primeira vista, e desde a perspectiva das pessoas não versadas nos ensinamentos do ocultismo, a eutanásia parece possuir considerável apelo para ser recomendada. A maioria das pessoas, ao ver um animal sofrendo agonias, e sem esperanças de cura, é acometida prontamente pelo instinto humanista de acabar com o seu sofrimento e surgem as perguntas, “Por que não deveríamos fazer o mesmo pelos nossos semelhantes, homens e mulheres? Por que deveríamos deixá-los vivos em sofrimento excruciante, talvez por meses ou anos, quando sabemos que eles não têm chance de restabelecer sua saúde e que estão buscando e desejando a morte para terminar com sua dor?” parecem, do ponto de vista comum, clamar por aquiescência. Contudo, quando temos o conhecimento da Lei de Consequência, da Lei de Causa e Efeito, e estamos seguros de que colhemos aquilo que semeamos, senão nessa vida, em uma futura existência, o tema aparece sob uma visão diferente.
Nós não podemos fugir de nossos estritos deveres. O sofrimento que nos é dado é necessário para ensinar-nos uma lição, ou abrandar nosso caráter. A única maneira para encurtar esse sofrimento é por um esforço em compreender por que estamos em condição que nos traz dor. Se for câncer de estômago, então como abusamos desse órgão? Por uma ingestão excessiva de comida de natureza não conveniente ao nosso organismo? Temos estado “alimentando” nossa falta de consciência com emoções egoístas ou pensamentos negativos? Nosso coração está nos causando problemas? Quantas vezes perdemos a cabeça e enfurecemo-nos como loucos, colocando tremenda tensão nessa parte do corpo? Ou existem outros órgãos de nosso sistema fracos e debilitados? Podemos ter certeza de que, tanto nesta vida como em uma prévia, temos vivido de maneira a que os efeitos encontrem manifestação em nossos alimentos físicos particulares. De outra forma, não deveríamos estar sofrendo agora, e quanto mais rápido aprendermos a lição de cor e começarmos a viver uma vida melhor, mais em harmonia com as leis da natureza que desrespeitamos, mais rápido nosso sofrimento cessará.
Está sempre em nosso próprio domínio alterar condições, embora, naturalmente, não possamos remediar em um dia aquilo que levou anos ou vidas para ser destruído, mas certamente não existe outra maneira pela qual uma cura permanente possa ser efetivada. Mesmo que agora, pela supressão da lei que condena a eutanásia (ou como é erroneamente chamada de “morte por misericórdia”), o sofrimento seja abreviado, podemos estar certos que a pessoa, tão pronto deixe seu corpo e renasça em um novo veículo, terá a tendência a desenvolver a mesma doença da qual escapou de forma indireta.
Além disso, como está detalhadamente explicado no Conceito Rosacruz do Cosmos, este nosso Corpo Denso é moldado no Mundo do Pensamento como um molde invisível ou modelo, que é chamado de arquétipo e durante todo o tempo em que persistir esse arquétipo, nosso Corpo Denso permanece vivo. Quando a morte ocorre devido a causas naturais, ou mesmo nos denominados acidentes, (que normalmente não são acidentes, mas eventos usados para terminar a vida de acordo com os desígnios dos guardiães invisíveis dos incidentes humanos) o arquétipo é desintegrado e o Espírito é liberado. Um suicida, contudo, é diferente. Nesse caso o arquétipo persiste depois da morte por um número de anos até o tempo em que a morte deveria ocorrer, segundo os acontecimentos naturais, e não consegue incorporar para si os átomos físicos, o que dá ao suicida, durante aqueles anos de existência post-mortem uma contínua sensação de dor, alguma coisa como uma pontada de fome, ou uma persistente, mas excessivamente dolorosa dor de dente no corpo todo. Se a eutanásia se tornar uma lei e as pessoas forem permitidas a obter serviços de outros para cometer suicídio (pois isto é o que realmente importa), não há dúvida de que eles sofreriam em sua existência post-mortem da mesma forma que o suicida que prescreveu seu próprio veneno, ou cortou sua própria garganta. A legalização da eutanásia também poderia ser perigosa em outras circunstâncias e nós confiamos que essa prática não seja sancionada pela lei.
O termo Eutanásia vem do grego, podendo ser traduzido como “boa morte” ou “morte apropriada”. O termo foi proposto por Francis Bacon, em 1623, em sua obra “Historia vitae et mortis”, como sendo o “tratamento adequado às doenças incuráveis”. De maneira geral, entende-se por eutanásia quando uma pessoa causa deliberadamente a morte de outra que está mais fraca, debilitada ou em sofrimento. Nesse último caso, a eutanásia seria justificada como uma forma de evitar um sofrimento acarretado por um longo período de doença. Tem sido utilizado, de forma equivocada, o termo Ortotanásia para indicar este tipo de eutanásia. Essa palavra deve ser empregada no seu real significado de utilizar os meios adequados para tratar uma pessoa que está morrendo.
Existem dois elementos básicos na caracterização da eutanásia: a intenção e o efeito da ação. A intenção de realizar a eutanásia pode gerar uma ação (eutanásia ativa) ou uma omissão, isto é, a não realização de uma ação que teria indicação terapêutica naquela circunstância (eutanásia passiva). Desde o ponto de vista da ética, ou seja, da justificativa da ação, não há diferença entre ambas.
Distanásia: Morte lenta, ansiosa e com muito sofrimento. Alguns autores assumem a distanásia como sendo o antônimo de eutanásia. Novamente surge a possibilidade de confusão e ambiguidade. A qual eutanásia estão se referindo? Se for tomado apenas o significado literal das palavras quanto à sua origem grega, certamente são antônimos. Se o significado de distanásia for entendido como prolongar o sofrimento ele se opõe ao de eutanásia que é utilizado para abreviar esta situação. Porém se for assumido o seu conteúdo moral, ambas convergem. Tanto a eutanásia quanto a distanásia são tidas como sendo eticamente inadequadas.
Ortotanásia: é a atuação correta frente à morte. É a abordagem adequada diante de um paciente que está morrendo. A ortotanásia pode, dessa forma, ser confundida com o significado inicialmente atribuído à palavra eutanásia. A ortotanásia poderia ser associada, caso fosse um termo amplamente adotado, aos cuidados paliativos adequados prestados aos pacientes nos momentos finais de suas vidas.
Mistanásia: também chamada de eutanásia social. Leonard Martin sugeriu o termo mistanásia para denominar a morte miserável, fora e antes da hora. Segundo esse autor, “dentro da grande categoria de mistanásia quero focalizar três situações: primeiro, a grande massa de doentes e deficientes que, por motivos políticos, sociais e econômicos, não chegam a ser pacientes, pois não conseguem ingressar efetivamente no sistema de atendimento médico; segundo, os doentes que conseguem ser pacientes para, em seguida, se tornar vítimas de erro médico e, terceiro, os pacientes que acabam sendo vítimas de práticas nocivas por motivos econômicos, científicos ou sociopolíticos. A mistanásia é uma categoria que nos permite levar a sério o fenômeno da maldade humana”.
(de Reunião de Estudos da Fraternidade Rosacruz de Campinas – SP – outubro/2006)
O Processo de Redenção
O caminho evolutivo da humanidade está, indissoluvelmente, unido às Hierarquias que regem os Planetas e os Signos do Zodíaco. Disse Max Heindel, nos livros “Mensagem das Estrelas” e no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, que essas Hierarquias determinaram diferentes graus de controle da evolução humana, assim como do reino animal e vegetal, e que guiam a evolução da vida e da forma nos outros reinos também.
Enquanto o Sol estiver passando através do Signo de Capricórnio, de 22 de Dezembro a 21 de Janeiro, agiremos bem em estudar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, no que se refere às diferentes fases da manifestação, relacionadas com esses símbolos espirituais.
Cada Estrela, Planeta ou Sol é o corpo de uma entidade que se manifesta por meio de raios de energia que compenetram todo o espaço. O Signo de Capricórnio está relacionado com as Hostes Arcangélicas e o Sol, com o Cristo.
Os Arcanjos operam mediante corpos compostos da substância do Mundo do Desejo, porém, seus poderes chegam a muitos Mundos que se acham por cima e por baixo desse nosso Mundo Físico. O Senhor da Terra é o Cristo, o mais elevado de todos os Arcanjos. Uma das funções dos Arcanjos é ser Espíritos de Raça, sobre a Terra, e têm influência no ser humano, através do Corpo de Desejos humano; outra de suas funções é ser os Espíritos-Grupo dos animais, meio pelo qual atuam como guias da evolução dessa onda de vida.
À medida que a Terra gira em torno do Sol se converte em um ponto focal dos raios solares, em combinação com cada Signo do Zodíaco, e essas Hierarquias estimulam as atividades espirituais na Terras.
Todo fenômeno da Natureza tem um especial propósito espiritual, que nos ensina que o grande ciclo da precessão dos Equinócios, que equivale a um período de 25.868 anos, marca a evolução e a queda dos povos, das nações e suas religiões. Durante o trânsito precessional do Sol através de um Signo, que dura aproximadamente 2.156 anos, realiza-se um trabalho especial com uma nação ou um grupo de nações, como pudemos constatar nas guerras mundiais I e II, que são os resultados da separatividade nacional entre as nações, porque durante a precessão, através do Signo de Peixes, o resultado será a unidade.
O trânsito anual do Sol, através dos Signos, marca as mudanças das estações e dos processos vitais em todas as formas viventes. No entanto, o impulso espiritual incorporado nesse acontecimento está sempre se dirigindo para despertar o gênio adormecido de um espírito individualizado.
Durante o período que antecedeu a era cristã, o Espírito Santo teve a seu cargo a evolução humana e os Arcanjos e os Anjos também estiveram sob seu domínio trabalhando, principalmente, sobre o aspecto emocional da alma humana, por isso foram estabelecidas a beleza e a diversidade dos tipos nacionais. O patriotismo foi a suprema expressão do Amor e da Devoção. O patriotismo e os aspectos nacionais da religião cegaram os seres humanos com respeito à realidade de um só Deus com muitos nomes.
Com o advento da era cristã, os Arcanjos e os Anjos prestaram obediência a Cristo, e o Espírito de Cristo se converteu no espírito interno da Terra. Agora, todas as Hierarquias trabalham com Cristo para ajudar a humanidade a converter o patriotismo em Fraternidade Universal.
As comunicações e o intercâmbio internacional teceram uma grande trama ou teia do destino, que nos envolve em tantos interesses internacionais bastante comuns a nós todos, que as barreiras nacionais estão se apagando gradualmente ante a ameaça dos horrores de uma possível guerra nuclear. Por isso precisamos despertar gradualmente o sentido comum do ideal da “Paz sobre a Terra e boa vontade entre os homens”.
Existência sobre existência, todo ser humano está dando um pouco mais de expressão terrena à verdade espiritual da fraternidade entre os seres humanos; essa é a nossa resposta ao chamamento de nosso Redentor, o príncipe da Paz, o Senhor do Amor. Felizmente a religião progrediu um pouco, trocando a idolatria, que é a adoração da forma, pelo misticismo, que é a adoração aos ideais mais elevados. O governo está progredindo desde o despotismo (governo absoluto de um só indivíduo) para a república democrática, na qual prevalece o grupo do governo com representação popular. A Ciência está conseguindo se libertar do controle estatal e religioso, e está servindo ao bem-estar humano, em campos cada vez mais amplos. A Arte, todavia, ainda não chegou à sua completa posse, mas está conseguindo progredir. Chegará o dia em que a humanidade conseguirá despertar para a necessidade de incorporar a beleza em cada expressão da vida.
Cada ano, ao nascer o raio do Cristo na Terra, é dado um novo impulso de vida a toda criatura vivente, e quando relacionamos essa verdade com os Ensinamentos Rosacruzes, de que é em Capricórnio que se dão os grandes impulsos evolutivos, nos será possível compreender a importância da paciente estação, no que se refere à política, à economia, às finanças e aos empregos.
A analogia, chave-mestra de todos os mistérios espirituais, nos ensina que o Espírito da Terra se encontra dentro dela mesma, desde o Solstício de Dezembro até o Equinócio de Março. Durante esse tempo, a Terra se encontra cheia do Amor do Cristo, de uma forma mais íntima. Na época do Equinócio de Março, Ele sai em seus veículos superiores, para fortalecer-se em espírito, mediante a Comunhão com o Pai; por isso todas as criaturas dão visível expressão à Vida e ao Poder com os quais Sua vinda enche a Terra. Isso é análogo a nossos estados alternativos de vigília e de sono. Trabalhamos em nossos corpos durante o dia e saímos dele durante o sono noturno, mas as forças vitais continuam ativas dentro do corpo, de maneira que ao despertarmos pela manhã, para um novo dia, nos encontramos ativos e renovados.
O egoísmo, a cobiça e o materialismo devem ceder lugar a pensamentos e ações elevados, como resposta ao chamado do princípio de Cristo, nos trazendo melhores condições. Capricórnio, podemos dizer, que é o Signo da engenharia, de todas as classes de engenharia do mundo e que estão trabalhando para despertar milhões de seres humanos, livrando-os da pobreza e da enfermidade, que infelizmente avassala nosso Globo. Mediante métodos melhores de cultivar a Terra, de construir estradas, do correto cuidado do corpo físico. Os engenheiros educativos estão ajudando a afastar a ignorância e a estimular o impulso interno do espírito, elevando-o ao mais sublime nível de consciência.
Verdadeiramente, estamos no amanhecer de uma nova Era, porque todos os que receberam a iluminação por meio dos Ensinamentos Rosacruzes deverão estar na vanguarda de um novo pensamento que promete, em sua plenitude, a emancipação dos antigos métodos em que havia o aproveitamento de muitos para o benefício de poucos. É nosso dever pensarmos em termos de um bem maior, em benefício de muitos; devemos nos adaptar à nova ordem de coisas, por meio do serviço desinteressado. É conveniente que possamos pensar de nós mesmos como um corpo de paz espiritual, fazendo todo o possível, servindo de exemplo, e exaltando os mais altos ideais de vida onde quer que estejamos.
Durante milhares de anos quase todo o esforço do ser humano sobre a Terra tem sido centralizado em obter alimento, vestimenta e abrigo. Contemplemos a visão da época que se aproxima rapidamente, na qual poderemos obter as coisas com o mínimo esforço e, assim, teremos mais tempo, dedicando uma maior porção de nosso poder criador, reflorindo os lugares desérticos da Terra, colocando beleza na vida, afastando a enfermidade e o crime, cooperando com seres mais evoluídos e estudar o mais amplo significado da vida.
Em nosso estudo da ciência espiritual de Astrologia, encontramos que, no tempo presente, Netuno, Planeta da individualidade, está transitando pelo Signo de Escorpião, que governa as forças ocultas da Natureza. Júpiter, o Planeta da expansão e da benevolência, está transitando por Peixes, o Signo da antiga ordem das coisas, e Urano, o despertador, está transitando por Virgem, o Signo que governa o serviço, o trabalho e saúde. Sob o acúmulo dessas poderosas influências poderemos esperar, com segurança, ver muita investigação oculta nos campos científicos e para aqueles que estão suficientemente evoluídos, para responder ao lado superior da vibração de Netuno em Escorpião, existe a promessa de um progresso na realização espiritual mediante a Arte, a Música, a Dança e a Poesia, assim como também no trabalho de Cura. A Igreja e os ideais religiosos em geral se elevarão para a unidade universal. Sob a influência de Júpiter em Peixes, que se opõem a Urano em Virgem, haverá um rompimento com os credos e as práticas antiquadas, tanto na religião como na saúde; assim, os ideais de serviço, trabalho e saúde deverão alcançar novos níveis à medida que o fermento do altruísmo aumentar sua força em todas as atividades humanas.
Pelos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, como também é conhecida a Fraternidade Rosacruz, ficamos sabendo que esta é a revolução Marte-Mercúrio, do Período Terrestre. Marte é o símbolo do guerreiro, do trabalhador, do desejo, da paixão, da energia dinâmica, do impulso e da força centrífuga de repulsão, como claramente ficou esclarecido nas notas-chaves e nas características das eras passadas. Mas, agora, estamos entrando na metade de Mercúrio do Período Terrestre. Mercúrio é o símbolo do pensador, do escritor, da razão, da lógica, da relatividade, da habilidade mental e das trocas rápidas, por isso as massas dos povos devem aprender a pensar sem serem confundidas pelo sentimento e pelo desejo.
Ao nosso redor, ainda que invisíveis para muitos, os Grandes Seres estão em seus postos, guiando e humanidade para um bem maior. Quando nos desviamos da Lei Divina, sofremos, nos redimimos e então poderemos dar o passo seguinte em direção à Luz.
Cristo veio para salvar os que haviam se perdido. Podemos vender nossa herança por um prato de lentilhas, não encontrar felicidade, mas olhando para além da tirania das coisas, contemplaremos os Seres mais evoluídos, sorrindo, amando-nos e sempre prontos a nos inspirar os eternos valores do real. O ser humano perde a personalidade na matéria em favor de seu ser espiritual, porém, sendo essencialmente divino, se redime, se esforçando em purificar o ambiente em que vive, submergindo na harmonia espiritual por meio da luz do Cristo. As nações são guiadas por meio de uma Lei Divina, para a verdadeira Fraternidade. Assim como o indivíduo se redime do egoísmo e do materialismo, o poder do iluminado é muito maior que o mal do irrecuperável, o indivíduo que dissolveu sua alma, por isso é chamado de desalmado. As pessoas boas do mundo inteiro fracassaram em estabelecer a paz sobre a Terra, porque sua bondade era demasiado passiva, mas o verdadeiro cristão ocultista está sempre ativo em todos os planos de expansão.
Não fiquemos inativos no bem-obrar. O processo de redenção, todavia, segue adiante. Lentamente a humanidade está sendo redimida, cada vez mais, pelo poderoso raio de Amor de Cristo, a todos que queiram o separatismo. Nosso é o privilégio de apressar esse processo, por meio do serviço ativo.
Tratemos de abrir nossos corações para que penetre neles o fermento do Amor Fraternal, e nos esforcemos para sentir com toda sua beleza e maravilha, a unidade de cada um para com todos.
(Da Revista O Encontro Rosacruz, traduzido da Revista Rays from the Rose Cross de janeiro/1963, de abril/1991)
O Simbolismo da Pedra Filosofal
Todos os sonhos do ser humano se tornarão realidade na futura Era de Aquário? Assim muitos esperam. Não esqueçamos, porém, que a Era aquariana será apenas uma parte de um Grande Ano Sideral, a despeito de todas as perspectivas de um admirável avanço. Nas Eras subsequentes a Aquário, o gênero humano alcançará estágios de desenvolvimento inimagináveis à nossa consciência atual. Nossas esperanças mais próximas, entretanto, concentram-se na era que se avizinha.
A maior realização humana de Aquário não será uma inovação material (embora se possa prever um progresso científico passível de ser tomado, nos dias de hoje, como mera ficção, tal seu esplendor), sociológica ou cultural. Será a plenitude de todas as realizações humanas verdadeiramente significativas, hoje situadas no plano dos anseios mais nobres.
O ser humano terrestre logrará uma conquista importante: a elaboração da Pedra Filosofal pela transmutação da força criadora. Todos os Egos são dotados potencialmente dessa capacidade e, a seu tempo e após muito trabalho, todos a realização.
Na Idade Média se falava muito nos alquimistas. Muitos criam piamente na versão divulgada de que eles se esforçavam por transformar os metais brutos em ouro. Era uma forma de ocultar seu verdadeiro trabalho da curiosidade profana. Na realidade, os verdadeiros alquimistas eram dedicados Estudantes Rosacruzes da Ciência Oculta, fazendo-o com o propósito de aprender a transmutar a natureza inferior em Espírito. Portanto, considerada à luz dessa verdade, a afirmação de que os Rosacruzes se dedicavam à descoberta da fórmula da Pedra Filosofal é correta. O local em que esse trabalho é levado a efeito nada tem a ver com o laboratório alquimista tal como os antigos o imaginavam. O corpo humano é o único “laboratório”, pois é o próprio Ego o Alquimista espiritual – que, ao trabalhar em seu veículo físico, converte-se na Pedra Filosofal. O corpo, essa oficina do Espírito, contém todos os elementos essenciais a essa formulação. A elaboração dessa Pedra depende do direcionamento ascensional da força criadora. Em nosso passado evolutivo, fomos hermafroditas, criando fisicamente a partir de nós próprios.
Tendemos futuramente a retornar a essa condição, mas de uma forma mais elevada. Seremos novamente hermafroditas, tanto física como espiritualmente. A força criadora, ora encontrando expressão parcial através do cérebro e da laringe, permitir-nos-á, então, objetivar e vivificar ideias por intermédio do Verbo. Essa energia criativa dual é o “elixir da vida”, emanado do próprio Ego.
Esse trabalho requer persistência e, por certo, os resultados não se tornarão evidentes logo de imediato. Vencer a natureza inferior não é tarefa das mais fáceis e só uma perseverante diligência conduzirá o Estudante Rosacruz ao objetivo em mira. Um dia seu esforço será recompensado, quando o fogo espiritual finalmente ascender à cabeça, fazendo vibrar a Glândula Pineal e o Corpo Pituitário.
O corpo inteiro se impregnará dessas irradiações e o ser humano tornar-se-á uma Pedra Filosofal.
(Publicado na Revista O Encontro Rosacruz – Fraternidade Rosacruz de Santo André – SP – abril/1982)
Pergunta: Como os chamados mortos se apresentam em relação às suas roupas externas? Seu pensamento molda a matéria etérica em roupas ou qualquer outra coisa que desejem? Essa conclusão baseia-se no que diz o livro O Conceito Rosacruz do Cosmos acerca do Mundo do Desejo. O Corpo de Desejos assume a forma do Corpo Denso imediatamente após o Cordão Prateado ser rompido?
Resposta: É possível para os chamados mortos moldar com os seus pensamentos qualquer peça de roupa que desejarem. Geralmente, lembram-se de estar vestidos com os trajes típicos do país onde viveram, antes de passarem para o Mundo do Desejo e aparecem assim trajados, sem um especial esforço de pensamento. Contudo, quando começam a desejar algo novo ou uma peça de roupa original, naturalmente têm de usar a força de vontade deles para dar existência a tal peça, que durará o tempo que se imaginar vestido com ela.
Contudo, tal sensibilidade da matéria de desejos referente à força do pensamento modelador é também usada em outras direções. De modo geral, quando uma pessoa abandona este mundo devido a um acidente, ela julga-se deformada, talvez sem uma perna, um braço ou com ferimento na cabeça. Isso não é um inconveniente, pois poderá movimentar-se lá tão facilmente sem braços ou pernas como se os tivesse. Contudo, isso mostra a tendência do pensamento de dar forma ao Corpo de Desejos. No início da guerra, quando um grande número de soldados passou para o Mundo do Desejo com as mais terríveis lesões, os Irmãos Maiores e seus discípulos ensinaram-lhes que, pelo simples fato de manter firme o pensamento, acreditando estar com os membros e o corpo totalmente perfeitos, eles se curariam instantaneamente de suas feridas deformantes. Foi o que fizeram. Atualmente, todos os recém-chegados capazes de entender os fatos lá existentes são logo curados de suas feridas e amputações de forma que, ao olhar para eles, ninguém diria que faleceram em consequência de um acidente no Mundo Físico.
Esse conhecimento propagou-se de tal forma que muitas pessoas que morreram desde então utilizaram-se dessa propriedade da matéria de desejos para, por meio do pensamento, mudar a sua aparência física. Às vezes, os que são muito corpulentos querem aparecer mais esbeltos ou os que são muito magros desejam aparecer mais robustos. Contudo, essa mudança ou transformação não é um sucesso permanente devido ao arquétipo. A carne extra colocada em uma pessoa magra ou a quantidade retirada de alguém corpulento não são permanentes; entretanto, após algum tempo o ser humano que era originalmente magro volta ao seu tamanho original, enquanto a pessoa que tenta perder peso sente recobrá-lo pouco a pouco e precisa passar novamente pelo processo. Acontece algo semelhante com aqueles que tentam moldar suas feições, dando-lhes uma aparência diferente que se harmonize mais com eles do que a que possuíam originalmente. Não obstante, as mudanças relativas às feições duram menos, pois a expressão facial, tanto lá como aqui, indica a natureza da alma; por conseguinte, o que tiver sido falsificado será rapidamente disperso pelo pensamento normal da pessoa.
Quanto à segunda parte da pergunta, podemos dizer que durante a vida física o Corpo de Desejos tem a forma aproximada de uma nuvem ovoide que circunda o Corpo Denso. No entanto, assim que a pessoa adquire consciência no Mundo do Desejo e começa a pensar em si mesma como tendo a forma do Corpo Denso, o Corpo de Desejos passa a assumir tal aparência. Essa transformação é facilitada pelo fato de os dois Éteres superiores do Corpo-Alma, o Luminoso e o Refletor, ainda não estarem com o ser humano, o Ego. Isso se tornará mais claro, se fizermos uma comparação. Lembremo-nos de que, quando o Ego está prestes a renascer, os dois Éteres inferiores, reunidos em volta do Átomo-semente do Corpo Vital, são moldados em uma matriz pelos Anjos do Destino e seus agentes. Essa matriz é colocada no útero da mãe, onde as partículas físicas são implantadas para que formem gradualmente o corpo da criança, que nasce em seguida. Nessa fase, a criança não tem o Corpo-Alma. O que pode existir dos dois Éteres superiores só será assimilado mais tarde na vida e será construído mediante ações boas e verdadeiras. Quando o Corpo-Alma alcança certa densidade, torna-se possível para a pessoa funcionar nele como Auxiliar Invisível e, durante os voos de alma, o Corpo de Desejos molda-se prontamente nessa matriz já preparada. Ao retornar ao Corpo Denso, o esforço de vontade com o qual a pessoa penetra nele dissolve automaticamente a ligação íntima entre o Corpo de Desejos e o Corpo-Alma. Mais tarde, quando a vida no Mundo Físico terminar e os dois Éteres inferiores tiverem sido descartados, juntamente do Corpo Denso, o luminoso Corpo-Alma ou “Dourado Manto Nupcial” permanecerá ainda com os veículos superiores. É nessa matriz que o Corpo de Desejos é moldado em seu nascimento nos Mundos invisíveis. Assim como o corpo da criança foi feito em conformidade com a matriz dos dois Éteres inferiores antes de nascer fisicamente, assim também o nascimento nos Mundos invisíveis, após a morte na Região Química do Mundo Físico, é realizado por uma impregnação com matéria de desejos da matriz formada pelos dois Éteres superiores para organizar o veículo a ser usado naquele mundo.
Todavia, os chamados mortos não são os únicos capazes de moldar assim a matéria de desejos, dando-lhe a forma que lhes agrade. Esse poder é compartilhado por todos os outros habitantes do Mundo do Desejo, incluindo os elementais que usam frequentemente essa faculdade de transformação para assustar ou enganar o recém-chegado, fato que muitos neófitos desoladamente descobriram ao penetrar nesse Reino pela primeira vez. Esses elementais detectam rapidamente quando a pessoa é estranha e ainda não está familiarizada com a natureza do que encontra lá. Regozijam-se em importuná-la, transformando-se nos monstros mais grotescos e aterrorizantes. Fingem atacá-la ferozmente e parecem deleitar-se quando conseguem encurralá-la em um canto, fazendo-a encolher-se de medo enquanto eles permanecem rangendo os dentes como se quisessem devorá-la. No entanto, a partir do momento que o neófito aprende que, na realidade, não há o que possa machucá-lo e que com seus veículos superiores ele esteja totalmente imune a qualquer dano e não possa ser dilacerado ou devorado, basta sorrir para essas inofensivas criaturas e dar-lhes uma ordem severa para que se retirem e dirijam a sua atenção para outro lugar. Agindo assim, elas prontamente o deixam em paz. Aprende a controlá-las segundo a sua vontade, porque nesse mundo todas as criaturas que ainda não estão individualizadas são compelidas a obedecer ao comando de inteligências superiores e o ser humano situa-se entre essas últimas.
Assim, um ser humano pode apossar-se de um elemental e dar-lhe a forma que desejar, fazendo-o cumprir suas ordens. Os seres assim criados por seu poder de vontade e que receberam certa missão obedecerão fielmente às ordens; de acordo com a intensidade aplicada nesse trabalho, a situação durará maior ou menor tempo. Dessa maneira, muitas das chamadas aparições foram criadas e receberam uma incumbência que pode durar séculos, mesmo após o autor ter ido para o superior Mundo Celestial. Essa é provavelmente a origem da “dama branca” que previne os Hohenzollerns (uma das mais importantes e nobres famílias alemãs da Europa) de morte iminente. Ela e outras aparições semelhantes, que causaram tanta especulação, foram criadas pela intensidade extrema do desejo de um ser humano, desejo lançado no Mundo do Desejo sob circunstâncias particularmente dolorosas ou penosas que produziram o feitiço mágico que foi requerido inconscientemente pela própria pessoa.
(Pergunta nº 2 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II)