Receita: Bolinho de Estudante
Ingredientes:
MODO DE PREPARO:
Rende 10 bolinhos grandinhos.
Pergunta: Alguns escritores ensinam que é possível ir diretamente do Mundo Físico para os Mundos espirituais sem ter que atravessar as regiões inferiores do Mundo do Desejo, evitando assim todas as visões repulsivas e peculiares àquela região. No entanto, os Ensinamentos Rosacruzes dão a entender que seja necessário atravessar cada reino sucessivamente. Por que essa disparidade?
Resposta: Sabemos perfeitamente que algumas pessoas fazem afirmações como essa, em relação à transição do reino físico para o reino espiritual mais elevado, ao qual chamam de “subplanos atômicos”. Para ajudar na procura da verdade, citaremos a Lei de Analogia, “Como é em cima, assim é embaixo”, que é a chave mestra de todos os mistérios, tanto espirituais como físicos, pois essa Lei funciona em qualquer reino da natureza que investigarmos. Sabemos que seja impossível para um mergulhador chegar ao fundo do mar sem começar pela superfície e ir descendo através da água que se interpõe. É evidente também que seja impossível a um avião subir acima das nuvens sem atravessar primeiro o espaço de ar que se interpõe entre a terra e as nuvens. De forma semelhante, o Ego ascende gradualmente após a morte, atravessando os vários reinos espirituais rumo ao Terceiro Céu e, no tempo do renascimento, desce gradualmente, atravessa a Região do Pensamento Concreto, o Mundo do Desejo e o Éter, até chegar ao plano físico. Esses fatos são de conhecimento de muitos que já investigaram a questão e tão inquestionáveis ou incontestáveis para o cientista da ciência oculta quanto o fato de a Terra girar em torno do seu eixo é para o cientista materialista; quem afirmar o contrário estará simplesmente errado.
O autor não declara isso apoiado unicamente em sua própria experiência, pois ele está relacionado com centenas de pessoas que possuem a faculdade de atuar fora do corpo nos vários reinos espirituais. Nunca discutiu expressamente essa fase de experiência suprafísica com qualquer uma delas, porém suas referências contínuas nas situações que aconteceram ao passar através dos reinos inferiores do Mundo do Desejo e do Éter deram-lhe a certeza de que nenhum dos que conheceu chegou a subir à zona mais elevada do Mundo do Desejo ou à Região do Pensamento Concreto sem passar primeiro pelo Éter e pelas camadas inferiores do Mundo do Desejo; ou seja, a Região do Purgatório.
Além do mais, mesmo que houvesse tal atalho do mundo físico para os reinos espirituais mais elevados, acreditaríamos realmente que algum auxiliar de Deus o teria usado a fim de evitar cenas repugnantes e sofrimentos como os encontrados no Purgatório? Não, com certeza! Cristo nunca demonstrou repugnância em relação aos leprosos ou qualquer um que sentisse dor ou aflição. Ele sempre os procurou a fim de poder curá-los e ajudá-los. Que trabalho poderia ser feito por um Auxiliar Invisível no Primeiro Céu e na Região do Pensamento Concreto, onde não há dor, sofrimento ou tormento, mas tudo transpira felicidade e alegria? A sua presença seria desnecessária. O seu trabalho se realiza exatamente nas regiões em que esses escritores dizem poder ser evitadas. No entanto, caso houvesse esse atalho, nenhum Auxiliar Invisível que se valorize desejaria utilizá-lo. Na realidade, não há desvio no caminho que leva ao Céu.
(Pergunta nº 3 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II)
Pergunta: Conservamos o mesmo temperamento durante todas as nossas vidas?
Resposta: O Ego pode ser comparado a uma pedra preciosa, um diamante em estado bruto. Quando é extraída da terra, a pedra está longe de ser bela; uma camada grosseira esconde o esplendor que ela encerra no seu interior. Antes que o diamante bruto se transforme numa gema, precisa ser polido por um duro rebolo de esmeril. Cada aplicação no esmeril remove dela parte da camada grosseira, e cada polimento revela uma faceta pela qual a luz penetra e é refratada num ângulo diferente ao do brilho refletido pelas outras facetas. Acontece o mesmo com o Ego. É um diamante em estado bruto que entra na escola da experiência, na peregrinação através da matéria, e cada vida é como uma fase no processo do polimento. Cada vida na escola de aprendizagem remove parte da aspereza do Ego e permite a entrada da luz da inteligência sob um novo ângulo, propiciando uma experiência diferente. Assim como os ângulos da luz variam em numerosas facetas do diamante, assim também o temperamento do Ego varia a cada vida. Em cada vida, só podemos manifestar pequena parte das nossas naturezas espirituais, realizar uma pequena parte da magnificência das nossas possibilidades divinas, mas cada existência nos torna mais completos e nossa índole tende a aperfeiçoar-se. De fato, é a ação exercida sobre a personalidade que é a parte principal da nossa lição, pois a meta é o domínio próprio, o autocontrole. Como diz Goethe:
“De todo o poder que mantém o mundo agrilhoado,
O homem se liberta quando o autocontrole há conquistado”.
(Pergunta nº 9 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. I – Max Heindel)
Sempre se diz que a inclinação do ser humano para o mal é mais forte do que para o bem. Indubitavelmente, isso é certo no estado presente da sua evolução, pois nesse momento as atividades e tendências animais, no ser humano, são muito fortes.
Quando o Aspirante à vida superior sincero se propõe à reforma de hábitos, sente agudamente a luta entre o espírito e a carne, embate que lhe ruge no peito com aquela violência que São Paulo descreve ao desafogar seus íntimos sentimentos, dizendo como a carne pelejava contra o espírito em seu coração e fazia o mal que ele não queria fazer, omitindo o bem que desejava realizar.
É uma luta gigantesca, a da construção silenciosa do Templo interno. E só com a ajuda da razão podemos vencê-la, como lemos no Evangelho Segundo São João 8:32: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
No ser humano comum, os princípios espirituais não se desenvolveram suficientemente para lhe dar consciência de si e isso mostra que o “conhecer a verdade” equivale a conhecer a si mesmo. Apesar das tendências animais serem proporcionalmente mais fortes do que as inclinações espirituais, há uma Luz divina e eterna dentro de nós, atraindo-nos poderosamente à Sua busca. Se resistirmos a esse íntimo apelo e preferirmos nos dirigir ao mal, essa atração não deixará, contudo, de existir. Mas também nunca poderemos alcançar a razão perfeita das coisas e de nós mesmos, se não nos dirigirmos a essa Chama interna, o Cristo interior. O ser humano só poderá ser completamente livre quando sua razão vibrar uníssona e harmoniosamente com a Razão divina e interna que, por sua vez, vibra com a Razão universal. Portanto, o ser humano só pode ser livre se obedecer à Lei, não por temor, como os antigos, mas pelo conhecimento elevado de que a Razão de Deus seja amorosa e justa. Até que cheguemos lá, estamos plantando em nossa alma um número infinito de sementes do bem e do mal das quais brotarão plantas belas ou disformes.
O calor necessário para o seu crescimento vem do fogo que se chama vontade. Se a vontade for boa, desenvolverá plantas belas; se for má, plantas disformes. Logo, o passo atual do ser humano é a purificação da vontade, cultivando-a para que se converta em potência espiritual e o único meio para purificar a vontade é a ação. Para consegui-lo, as ações têm que ser boas até que o agir bem torne-se um hábito. E o hábito se estabelecerá quando na vontade não houver mais desejo de agir mal.
Cristo nos está ajudando, com Sua descida anual à Terra até a segunda volta, a formar o corpo espiritual, o Corpo-Alma, que nos possibilitará a transição para o ar. Por isso afirmou que aparelhará lugar. E São Paulo completa: os que vivem em Cristo. Essa realmente é a condição. E, se por um lado temos o livre-arbítrio para desleixar tão importante trabalho evolutivo, pois, na medida que evoluímos, influímos em todo o nosso ambiente, ajudando a apressar o novo advento, por outro também podemos nos aplicar conscientemente a esse trabalho, como fazem os autênticos Aspirantes Rosacruzes, os candidatos à classe adiantada da humanidade a que aludiu o versículo 12 do capítulo 11 de Evangelho Segundo São Mateus: “O Reino dos Céus conquista-se pela violência e os valentes o arrebatam”, embora a tradução fiel seja esta: “Invadiram o Reino dos Céus e os invasores tornaram-se donos d’Ele”. Quanto aos demais, que rejeitarem a ajuda dos Senhores do Destino pelos diversos meios, a esses atrasados ficará a advertência contida no Evangelho Segundo São Mateus 24:37: “Pois assim como nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do ser humano”.
Não há lugar, portanto, para comodismos, procrastinações, irresponsabilidades e indiferença. A cada um será dado segundo o seu mérito individual e não pelos que os “mestres” externos e humanos possam prometer. A direção é clara: de dentro para fora, de baixo para cima, sempre.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1964)
Receita: Pãezinhos vegetarianos ultra-rápidos
Ingredientes:
Modo de preparo:
Ficam super-fofos. E deliciosos.
Rende 10 pãezinhos.
Como o Tempo que usamos no Dia a Dia é Determinado
Geralmente na vida cotidiana consideramos o tempo medido pelo movimento dos ponteiros de um relógio, seja de pulso, seja de parede.
O orgulho com que muitas pessoas se referem à precisão de seu relógio mostra o quanto um conhecimento preciso do tempo é valorizado pelas civilizações desenvolvidas. Quando paramos para pensar quão dependentes nós somos, todos os dias das nossas vidas, de um conhecimento sobre o tempo correto, nós começamos a entender o débito que todo mundo tem para com o astrônomo que forneceu esse conhecimento. Entretanto, apesar do uso que fazermos do relógio para saber as horas e o dia, realmente muito pouco conhecemos de como o tempo é determinado.
Muitos anos atrás o relógio solar era usado para mostrar a hora solar, sendo que a hora do meio-dia era indicada quando a sombra estava na linha norte-sul. Contudo, o tempo mostrado dessa maneira não é exato, pois o Sol não está no centro da órbita da Terra, e o tempo entre os segundos sucessivos em que a sombra se aproxima do norte e do sul é diferente em várias épocas do ano. Consequentemente, os relógios eram feitos para funcionar de tal maneira que a duração de um dia fosse a mesma ao longo do ano e de igual duração a média do dia, conforme mostrado pelo relógio solar. Isso é chamado de tempo médio.
O sol, no entanto, é tão grande que não é fácil observá-lo com precisão, de modo que o astrônomo, frente a alguns propósitos, precisa do tempo mais preciso e exato, para olhar as estrelas.
As estrelas se movem pelo céu, assim como o Sol se move. Observando atentamente, foram determinados os horários exatos em que certas estrelas cruzam uma linha norte e sul no céu. Esse tempo é conhecido como a centésima parte de segundo por cerca de mil estrelas.
Geralmente, um telescópio especial, conhecido como instrumento de trânsito, é usado para determinar o tempo. Está configurado de tal maneira que só pode apontar ao longo de uma linha norte e sul nos céus. Uma dessas mil estrelas é, então, observada nesse telescópio e o instante em que está exatamente no meio do campo de visão é observado e registrado por um dispositivo de registro automático.
Se o relógio que o astrônomo usa mostra a hora em que ele sabe que a estrela cruzou o centro do campo de visão, então está mostrando a hora correta. Caso contrário, rápido ou lento, lhe é mostrado o quando está errado.
Geralmente, um número das chamadas “estrelas do relógio” são observadas para que média seja obtida. Tais observações, normalmente, são feitas uma ou duas vezes por semana. Podemos dizer que, para o astrônomo, essa passagem da estrela selecionada é como um apito do meio-dia que aguardamos para acertar nossos relógios. Se nossos relógios não estiverem de acordo com o apito, nós os acertamos. Da mesma forma, o astrônomo compara seu relógio com as estrelas.
No entanto, o tempo obtido das estrelas dessa maneira não é um tempo médio, que é o que queremos. Porém, é uma questão simples, mudar do tempo das estrelas para o tempo médio.
Tendo feito essa transformação, outro relógio, o relógio de tempo médio, é corrigido para mostrar o tempo médio e executado de acordo com ele. Esse relógio de tempo médio é um circuito telegráfico que transmite as batidas pelo fio no tempo determinado. As batidas são feitas para parar em um determinado momento, por exemplo, às 12 horas. A última batida foi precisamente naquele momento. Dessa forma, um sinal é enviado por todo o país e qualquer pessoa que esteja no escritório de telégrafo pode definir seu relógio.
A realização real das observações e o cálculo do tempo delas são um pouco mais complicados do que a simples declaração feita acima, mas o princípio no qual os métodos se baseiam é o indicado. Uma determinação cuidadosa do erro de relógio em um observatório moderno pode levar de duas a três horas e é correta até quase o centésima de segundo. Essa precisão não é necessária para uso comum, mas o astrônomo tem a oportunidade de usá-la em certas linhas de investigação.
N.T.: Essa maneira de medir o tempo é conhecida como Tempo Médio de Greenwich (Greenwich Mean Time), cuja sigla é GMT. Atualmente, também há um método chamado UTC (Tempo Universal Coordenado) que não se define pelo Sol ou as estrelas, mas é sim uma medida derivada do Tempo Atômico Internacional (TAI) – calculado em 70 laboratórios do mundo por 400 relógios “atômicos” (batizados assim porque o segundo é definido pelo ritmo de oscilação de um átomo de césio). Devido ao fato do tempo de rotação da Terra oscilar em relação ao tempo atômico, o UTC sincroniza-se com o dia e a noite de UT1, ao que se soma ou subtrai segundos de salto (leap seconds), quando necessário. Os segundos de salto são definidos, por acordos internacionais, para o final de julho ou de dezembro como primeira opção e para os finais de março ou setembro como segunda opção. Até hoje somente julho e dezembro foram escolhidos como meses para ocorrer um segundo de salto. A entrada em circulação dos segundos de salto é determinada pelo Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS), com base nas suas medições da rotação da terra. No uso informal, quando frações de segundo não são importantes, o GMT pode ser considerado equivalente ao UTC. Em contextos mais técnicos é geralmente evitado o uso de “GMT”.
Na prática não há diferença de horário entre Greenwich Mean Time e Universal Time Coordinated.
(Publicado na: Rays From The Rose Cross – jan. /1916 – Traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
Pergunta: Ouvimos falar de almas novas. No entanto, todas não tiveram início nessa vida terrena ao mesmo tempo; ou algumas procederam de uma onda de vida anterior?
Resposta: A explicação detalhada para essa pergunta importante é fornecida no Conceito Rosacruz do Cosmos, particularmente no Capítulo IX, onde se lê sobre atrasados e recém-chegados; contudo, podemos dizer brevemente que a onda de vida humana, agora em evolução na Terra, compreenda bilhões de Espíritos Virginais. Sempre há uma quantidade desses renascidos aqui no Mundo Físico e outro tanto evoluindo nos Mundos invisíveis. Em certos períodos do nosso desenvolvimento 50% habitam a Terra revestidos de seus Corpos Densos e terrenos. Relembramos também que, além desses, que pertencem unicamente ao raio terreno, há outras hostes habitando Marte, Mercúrio, Vênus e os demais Planetas. No entanto, o total do vasto grupo de Espíritos Virginais que, agora, está evoluindo no nosso Sistema Solar, iniciou sua evolução no Período de Saturno, em uma existência semelhante à da onda de vida mineral. Entretanto, as diferenças logo se evidenciaram; alguns se revelaram mais adaptáveis e diligentes que outros e é evidente que esses progrediram mais rapidamente no caminho do que os seus irmãos que se tornaram, por isso, os atrasados. À medida que avançamos ao longo do curso evolucionário, o número de pioneiros se reduziu cada vez mais e o grupo dos atrasados aumentou proporcionalmente. Atualmente, encontramos os pioneiros da onda de vida humana evoluindo na Terra, no lado ocidental do Planeta, renascidos em corpos vivendo deste lado, e nos referimos a eles como sendo almas mais velhas, porque têm mais experiência, enquanto os irmãos e irmãs que renascem e vivem no lado oriental do Planeta, podem ser chamadas de almas mais novas, por terem menos experiência e desenvolvimento.
Devemos notar, contudo, que essa é apenas uma regra geral. Há muitas almas jovens que foram atraídas para o ocidente por laços de bondade e serviço ou ódio e desejo de vingança relacionados a vidas passadas. Também encontramos almas velhas no lado oriental e aí nasceram para ajudá-los a se elevarem a um nível superior; portanto, a cor da pele não é uma indicação da idade alma, da mesma forma que a cor da capa de um livro não revela a sua natureza. Assim, devemos compreender que os termos “povos mais ou menos desenvolvidos” e “almas mais velhas ou mais novas” não devem, de forma alguma, ser considerados um reflexo ou uma indicação de superioridade ou inferioridade. Os Senhores de Vênus e os Senhores de Mercúrio, que nos ajudaram em nossa evolução, são também Espíritos pertencentes à nossa onda de vida e eles evoluíram tão incomensuravelmente além da nossa presente condição que podem olhar para nós como um jovem amadurecido observa seus irmãos menores.
(Pergunta nº 34 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. 2)
Pergunta: A experiência purgatorial do Ego é contínua desde o panorama da sua morte até o seu nascimento ou há períodos de intervalo entre o fim de um sofrimento causado por determinada ação e o início de outro?
Resposta: A Natureza, que é Deus em Manifestação, sempre pretende preservar a energia, obtendo os maiores resultados com o mínimo gasto de força e a mínima perda de energia. A Lei de Analogia é aplicada neste caso. Se estudarmos o efeito da mudança no Mundo Físico, aprenderemos sobre a sua consequência no Reino acima do nosso. Uma pessoa que sofre intensamente por um curto período de tempo geralmente sente a dor muito agudamente, enquanto aquela que sofre durante anos sucessivos, embora a dor infligida possa ser igualmente violenta, não parece senti-la na mesma proporção, pois acostumou-se a ela e, de certa forma, o corpo adaptou-se à dor; por isso, o sofrimento não é tão intensamente sentido neste caso quanto no primeiro.
Ocorre o mesmo na experiência purgatorial. Se uma pessoa (homem ou mulher) foi excessivamente dura e cruel durante a sua vida; se permaneceu indiferente quanto aos sentimentos dos outros; se causou profunda dor em variadas ocasiões, verificamos que o seu sofrimento no Purgatório será muito rigoroso, naturalmente intensificado pelo fato de que a experiência purgatorial seja de menor duração do que a vida vivida na Terra; mas a dor é intensificada proporcionalmente. Portanto, torna-se evidente que, se a experiência fosse contínua ou a dor gerada por um ato fosse imediatamente seguida por outra, grande parte do sofrimento perder-se-ia para a alma, pois não seria sentida em toda a sua intensidade. Por esse motivo, às experiências chegam-lhe em ondas, com períodos de descanso, para que o sofrimento seguinte possa ser profundamente sentido.
Alguns podem achar que isso seja cruel e que a dor infligida, ao utilizar-se desse artifício para intensificar o sofrimento, seja desnecessária. Porém não é assim. Esse sofrimento resultará um bem maior, pois a Natureza, ou Deus, nunca busca desforra ou vingança, mas apenas almeja ensinar ao culpado a não mais reincidir no erro. Por isso, ele deve expiar todas as faltas cometidas. Isso irá ensiná-lo a respeitar, em vidas futuras, os sentimentos alheios e a ser misericordioso com todos. Portanto, é necessário que a dor seja altamente sentida para a conservação da energia e para que a pessoa possa purificar-se e tornar-se melhor, o que não aconteceria, caso a dor fosse contínua e o sofrimento, correspondentemente amenizado.
(Pergunta nº 1 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Volume 2)