Nós somos um Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui, nesse Esquema de Evolução. Nossa manifestação nesse Esquema de Evolução é tríplice – do mesmo modo que Deus, que nos criou. Assim, nos manifestamos por meio dos seguintes veículos espirituais: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano.
Pode-se comparar o Ego a uma pedra preciosa, a um diamante bruto. Quando este é retirado da terra está muito longe de ser formoso. Uma crosta grosseira oculta o esplendor que ela encerra, e antes que o diamante possa converter-se em uma gema, deve ser polido sobre uma pedra duríssima de esmeril. Cada aplicação contra o esmeril arranca uma parte da crosta e modela uma faceta através da qual entra a luz, refratando-se em ângulo diferente pela luz que as outras facetas refletem.
O mesmo acontece com o Ego. Como diamante bruto, entra na escola da experiência, sua peregrinação através da matéria. Cada vida terrestre é como uma aplicação da gema à pedra de esmeril. Cada vida na escola da experiência arranca uma parte da crosta do Ego e permite a entrada da luz da inteligência sob um ângulo novo, dando uma experiência diferente. Assim como os ângulos da luz variam nas muitas facetas do diamante, assim também, o temperamento, o caráter do Ego difere em cada vida.
Desde a infância até aos 14 anos a medula dos ossos não forma todos os corpúsculos sanguíneos. A maioria deles é subministrada pela Glândula Timo, que é maior no feto, e gradualmente vai diminuindo conforme vai-se desenvolvendo a faculdade individual de produzir sangue, ao crescer a criança. A Glândula Timo contém, por assim dizer, certa existência de corpúsculos proporcionados pelos pais. A criança que haure o sangue dessa fonte não compreende sua individualidade. Até que a própria criança elabore seu sangue, não pensará em si mesmo como um “eu”, mas como “filho da mamãe”, “filha do papai”.
Quando a Glândula Timo quase que desaparece aos 14 anos, o sentimento do “eu” expressa-se plenamente, pois então o sangue é produzido e dominado inteiramente pelo Ego.
Contrariamente à ideia geralmente aceita, o Ego é bissexual. Se o Ego fosse assexual o Corpo Denso seria também necessariamente assexual, porque não é mais que o símbolo externo do Espírito interno.
O Ego tem vários instrumentos: um Corpo Denso, um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e uma Mente. Estes são seus instrumentos, e de sua qualidade e seu estado depende a obra que poderá realizar para adquirir experiências.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – setembro/1972 – Fraternidade Rosacruz– SP)