porFraternidade Rosacruz de Campinas

Entendendo o porquê a ignorância é a obscuridade do Caos e o conhecimento é a luz do Cosmos

Na densa obscuridade da noite cósmica, relampejava o primeiro estremecimento da vida que, ao despertar, convertia as trevas da negativação em um vago crepúsculo do SER EM DESENVOLVIMENTO.
Vacilantes raios caíam sobre uma estranha forma, que se mantinha solitária entre a nebulosidade das substâncias em turbilhão.

Entre vapores trêmulos de mistérios e com a cabeça aureolada por uma dourada coroa de luz esplendente, ali se encontrava um estranho místico, cuja divina forma apenas se destacava em relevo, contra o fundo sombrio e tenebroso das portas da eternidade, enquanto as trevas fugiam ante os raios que brotavam dessa mística forma, gigantesca e vaporosa…

Esse místico visitante vinha de um Cosmos muitíssimo maior que o nosso, como respondendo a um chamado da Divindade. Havia viajado de estrela em estrela, de um Mundo a outro, de Universo a Universo e em todas as partes Ele era bem conhecido, ainda que sempre permanecesse oculto sob a vestimenta da noite cósmica.

Subitamente as nuvens se abriram e uma torrente de luz desceu por entre as ferventes ondas de energia, banhando esta forma solitária com uma irradiação celestial, que fazia brilhar cada cristal de vapor, como um diamante refletindo o vivente fogo da Divindade.

Duas grandes formas resplandecentes surgiram logo entre as chamas da Luz Cósmica, ladeadas pelas nuvens do Não-Ser. E uma Voz poderosa ressoou pela Eternidade, fazendo vibrar todos os átomos com o Poder do Verbo Criador, enquanto a gigantesca forma vestida de azul se inclinava reverentemente, ante os pés do seu Criador e uma enorme mão surgindo dos Céus deitava esta bênção:

“Dentre toda Criação Eu te escolhi e em ti imprimi o meu brasão; tu és o instrumento escolhido por minhas mãos, eleito para que sejas o Construtor do meu Templo; tu levantarás suas colunas e ladrilharás seus pavimentos, ornamentando-o com metais e serás o Senhor e Mestre dos meus trabalhadores; em tuas mãos colocarei meu planos e aqui, na prancha de traçar, de substância vivente, imprimirei o plano que deves seguir, traçando todas as suas letras e seus ângulos com as ígneas linhas que meu dedo descreverá.

Hiram Abiff, construtor eleito para levantar a casa de teu Pai, vamos: Mãos à Obra! Lá estão as escuras nuvens, a grisalha neblina da aurora que começa, os tênues raios de luz celestial e a densa obscuridade do sono da Criação.
Constrói com todos esses materiais, sem o ressoar de martelos e sem o vozerio dos trabalhadores, o Templo do Teu Deus Eterno nos Céus.

Encadeia o movimento incessante e turbilhonante da negação, para que assim possas polir as tuas pedras.

Entre esses espíritos do “Não-Ser”, esfregarás as tuas limas e estabelecerás os fundamentos; pois, tenho-te observado durante os dias da tua juventude e te guiei nos dias da tua virilidade.

Pesei-te na balança e nada faltava; portanto, dou-te a glória da obra e do trabalho e te ordeno ser construtor de minha casa e dou-te ainda a palavra do Mestre Construtor, entregando-te as ferramentas do ofício.

Dou-te também meu Poder. Sede fiel com todas as coisas e a trazei-me de volta, quando houverdes terminado e te darei o Nome, que somente Deus conhece. Amém. Que assim seja”.

E a grande Luz desapareceu dos Céus enquanto os dedos de Luz Vivente se desvaneciam no crepúsculo tênue e vaporoso, que novamente cobria o “Não-Ser”, com o seu manto de sable.

Hiram, novamente encontrou-se só, contemplando o infinito oceano do esquecimento.

Nada, senão fervente matéria, em toda a extensão que era possível abarcar.

E então, endireitando-se, tomou a prancha de traçar em suas mãos e encerrando em seu coração a Palavra do Mestre, que ainda brilhava e reluzia na obscuridade da noite, Hiram Abiff marchou sobre as nuvens e se desvaneceu nas trevas que absorveram até o último resplendor da Palavra do Mestre.

Como poderia o homem medir a eternidade?

Idades e idades se passaram e o solitário construtor trabalhou somente com o amor e a humildade do seu coração.

As suas mãos iam modelando a obscuridade que abençoava, enquanto seus olhos se elevavam para onde certa vez havia brilhado a Grande Luz.

E nessa divina solidão trabalhou, sem ouvir qualquer voz que o animasse, sem ter nenhum espírito que condenar; só, em meio do Infinito! – Com o rocio da manhã a lhe gelar a fronte, mas com o coração ainda cálido pela Divina Luz da Palavra do Mestre.

Parecia impossível a tarefa: um par de mãos jamais poderia modelar tão profundas trevas. Nenhum coração, por fiel que fosse, poderia ser bastante grande para enviar o vibrante amor cósmico, através da fria neblina do olvido.

A obscuridade cingia-o, cercando-o cada vez mais, e os tenebrosos dedos da negação ameaçavam todo o seu ser e sem embargo, com divina confiança, o construtor prosseguia trabalhando. Com divina confiança estabeleceu os fundamentos e com a ilimitada argila fez os moldes para construir os sagrados ornamentos.

Pouco a pouco foi o edifício crescendo e formas vagas, modeladas pelas mãos do Mestre, se agruparam em seu redor.

O Mestre havia dado forma a três imensas criaturas “sem alma”, seres gigantescos que, na semiobscuridade, pareciam como torvos espectros. Eram três construtores a quem havia abençoado e que agora desfilavam ante Ele.
Hiram, estendendo os braços para sua criação, disse:

“Meus irmãos, fi-los para a nossa obra; formei-os para que trabalheis comigo na construção da casa do Mestre. Sois os filhos do meu ser, tenho trabalhado para vós, trabalhai agora comigo, para a glória do nosso Deus”.

Mas, os espectros riram e voltando-se contra o seu criador golpearam-no com as suas próprias ferramentas, aquelas mesmas ferramentas que lhe foram dadas por Deus nos Céus, e abandonaram o seu grande Mestre agonizante, no meio das suas obras. E a proporção que sangrava ao pé da obra feita por suas mãos, o mártir ergueu os olhos para as ferventes nuvens e, enquanto orava ao Mestre que o tinha enviado, a sua face resplandecia de divino amor e entendimento:

“Ó Mestre e Senhor dos trabalhadores. Grande Arquiteto do Universo. Minhas obras ainda não terminaram. Por que devem ficar sempre sem acabar?

Não completei aquilo que me ordenastes, porque as minhas próprias criações se revoltaram contra mim e as ferramentas que Tu me destes serviram só para destruir-me!

Os filhos que eu formei com tanto amor, em sua ignorância me assassinaram!

Aqui está – Ó, meu Pai! A Palavra que Tu me destes tingida ainda com o meu próprio sangue!

Ó Mestre! Eu T’a devolvo porque a tinha conservado sagrada em meu coração.

Aqui estão as ferramentas, prancha de traçar e os vasos que fundem meu redor estão as ruínas do Templo que tenho de deixar.

A Ti – Ó Deus! Que conheces todas as coisas, eu devolvo tudo, compreendo que no seu devido tempo está o cumprimento de todas as coisas.

Tu Senhor! Que sabes das nossas quedas e soerguimentos; Tu, Senhor, que conheces os nossos pensamentos; Em Teu Nome tenho trabalhado, e por Tua Causa – Ó meu Pai morro, como Teu construtor leal e fiel”. E o Mestre caiu com a face dirigida para o céu, na qual a morte deixou estampada uma suave expressão de doçura, enquanto a luz que brotava do seu rosto se extinguia lentamente.

Nuvens cinzentas se amontoaram em seu redor, como se pretendessem envolver por completo e para sempre, o Mestre assassinado.

Subitamente, os Céus se abriram outra vez, e um grande resplendor, descendo, rodeou a forma de Hiram, banhando-a agora, com uma luz celestial, enquanto novamente a Voz assim falou, desde onde o Grande Rei estava sentado sobre as nuvens de saudação:

“Não está morto; está somente adormecido.

Quem o despertará?

Suas obras ainda não estão terminadas, mas na morte ele guarda as sagradas relíquias, com mais zelo que antes; a Palavra e a Prancha de traçar são suas, porque Eu as lhe dei.

Deve ele assim permanecer adormecido até que esses três que o assassinaram, façam-no tornar novamente à vida, porque todo erro deve ser corrigido, e os destruidores de minha casa terão que trabalhar em lugar do seu construtor, “até levantar o Mestre de entre os mortos”.

Os três assassinos caíram de joelhos e elevaram suas mãos para os Céus, como para ocultar a Luz que punha o seu crime a descoberto, exclamando:

“Ó Senhor! Grande é o nosso pecado, porque assassinamos o nosso Grande Mestre Construtor Hiram. Abiff!
Justo é o Teu castigo e já que o assassinamos, dedicaremos agora nossas vidas para a sua ressurreição.

O primeiro ato foi a nossa debilidade, o segundo será nosso sagrado dever”.

“Assim seja” – respondeu a Voz do Céu. E a grande Luz desvaneceu-se. As trevas e as nuvens ocultaram o corpo do Mestre assassinado que foi absorvido pela absoluta obscuridade, não deixando nenhum vestígio do local onde jazia o Construtor.

“Ó Deus! ” – gritaram então, os três assassinos: “onde encontramos agora o nosso Mestre?”

E a grande Mão surgiu novamente do Infinito Invisível e lhes foi dado uma lamparina de azeite, cuja chamazinha ardia silenciosa e claramente, na densa obscuridade circundante.

“Com esta luzinha que agora vos dou, buscai aquele a quem assassinastes”.

E as três formas rodearam a luz e se inclinaram em fervorosa oração de gratidão, por essa dádiva, que os iluminaria pela densa obscuridade do seu caminhar imenso.

Em alguma parte, nas regiões do “Não-Ser”, a Grande Luz falou uma voz como de trovão, cujo som enchia o caos: “Saiu como flor e foi cortada Fugiu como uma sombra e não continuou.

Assim como as águas desapareceram do mar e a inundação desceu e tudo secou. Assim o homem caiu e não mais se levantou”.

“Mas tenho compaixão pelos filhos da minha criação, e por isso, os consolarei nos tempos de tribulação e salvá-los-ei com a salvação eterna”.

“Buscai onde está o raminho quebrado e onde apodrece a vara seca; onde as nuvens se aglomeram e onde as pedras se acumulam nas faldas das colinas, porque todas essas coisas assinalam o túmulo de Hiram, que levou minha vontade até o túmulo”.

“Esta Eterna busca será a vossa, até que tenhais encontrado o Construtor, até que o cálice dê o seu segredo, até que o túmulo dê seus fantasmas”.

“Não vos falarei mais, até que tenhais encontrado e erguido o meu amado filho; até que tenhais escutado as palavras do MEU MENSAGEIRO e, com ELE como guia, houverdes terminado a construção do Templo, que então será habitado por Mim. – Assim seja”.

A aurora ainda dormia nos braços da obscuridade, e no grande mistério do “Não-Ser” tudo era silêncio absoluto. E nessa tênue aurora, como estranhos fantasmas de um pesadelo, três figuras continuavam a vagar sobre o grande DESCONHECIDO, conduzindo, em suas mãos, a lamparina que lhes havia dado o Pai do seu construtor.

E assim, eternamente, vagam em busca de um silencioso túmulo, sobre uma raminha e uma pedra, sobre uma nuvem e uma estrela, parando de vez em quando para explorar as profundidades de algum místico recesso, rogando para serem liberados de sua infindável busca, ainda que vinculados ao seu eterno voto de levantar o Construtor, que tinham assassinado, cujo túmulo devia estar marcado pela raminha quebrada e cujo corpo havia sido colocado provavelmente, em algum canto, envolto no alvo sudário da morte, sobre a eterna colina.

Ouço uma voz que me grita desde toda flora e fauna, desde todas as pedras, desde todas as nuvens, desde o próprio Céu.

Cada ígneo átomo que vibra no Cosmos grita-me com a voz do meu Mestre.

Posso ouvir a Hiram Abiff, meu grande Mestre, chamando-me em agonia, na agonia da vida que se oculta dentro da obscuridade dos muros da sua prisão, lutando por essa expressão que eu mesmo lhe tenho negado, lutando e trabalhando para abreviar o dia de sua liberação. E agora aprendi a conhecer que eu sou o criador daqueles muros, com minhas ações diárias que são as coisas com que os malvados e os traidores estão assassinando o meu Deus.”

Os três assassinos de Hiram que o golpearam com as ferramentas do seu próprio ofício, até que o mataram destruindo o Templo sobre suas próprias cabeças, simbolizam as três expressões de nossas naturezas inferiores que em verdade, são os assassinos de tudo que de bom existe em nós, pervertendo-o tão depressa como tratamos de manifestá-lo.

Estes três assassinos são: “o pensamento, o desejo e a ação”. Uma vez purificados e transmutados, se convertem nos três gloriosos canais através dos quais se podem manifestar a “vida” e o poder” dos três reis, os resplandecentes construtores da GRANDE LOJA CÓSMICA, que se manifestam neste mundo como “pensamento espiritual, emoção construtiva e diária atividade”, úteis nos diversos lugares e posições em que nos encontrarmos enquanto levamos a cabo a obra do Mestre.

Quando o ser humano puder modelar seus pensamentos, emoções e ações como fiéis expressões dos seus mais elevados ideais, então terá conquistado a liberação, PORQUE A IGNORÂNCIA É A OBSCURIDADE DO CAOS E O CONHECIMENTO É A LUZ DO COSMOS.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 03/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Salvando um homem perdido na floresta e uma mulher incrédula

Salvando um homem perdido na floresta e uma mulher incrédula

Aqui está uma história de um homem perdido que foi salvo da morte na floresta.

Uma noite, dois Auxiliares Invisíveis encontraram um homem que estava perdido há três dias. O pobre homem disse que precisou caminhar para se manter vivo, devido ao tempo frio, e que estava com muita fome. “Eu orei por dois dias e duas noites para que alguém me ajudasse”, disse ele.

“Você deveria ter orado pelo perdão de seus pecados, pois, se a ajuda física não chegasse, certamente, você morreria de qualquer maneira”, disse o Auxiliar Invisível.

“Rezei da melhor maneira que pude, e comecei a ver todas as coisas que eu já havia feito”, disse o homem. “Eu vi um urso e uma raposa em armadilhas, e senti sua fome e dor. Eu até rezei por eles”.

O Auxiliar Invisível perguntou ao homem onde ele morava.

“Eu não sei dizer, mas eu quero ir para casa”, disse o homem que sofria.

O Auxiliar Invisível disse à sua companheira que fosse soltar o urso e a raposa e ajudá-los no que fosse possível, e assim ela se afastou feliz. Mas, ela logo retornou e disse que tinha libertado a raposa, mas não podia fazer nada com o urso.

“Me dê uma mão aqui com esse homem, pois ele está inconsciente e pode congelar até a morte”, disse o Auxiliar Invisível.

Os Auxiliares Invisíveis levaram o homem para a casa mais próxima, que ficava, aproximadamente, cinco quilômetros de distância, e esse era o seu lar. Os Auxiliares Invisíveis deixaram o homem aos cuidados da esposa e disseram que precisavam retornar para libertar um urso.

“Esse homem não é mais importante que um urso?” ela perguntou.

Um dos Auxiliares Invisíveis lhe disse que voltariam, mas que precisavam ir até o urso preso. O Auxiliar Invisível viu imediatamente que o urso estava congelando e com fome e que a perna presa na armadilha já estava congelada.

Esse Auxiliar Invisível finalmente acalmou o urso e conseguiu libertá-lo, que se deitou aos pés do Auxiliar Invisível.

Porém, logo depois o urso morreu de dor, fome e frio. Os Auxiliares Invisíveis retornaram a casa do caçador e a esposa os deixou entrar. Um dos Auxiliares Invisíveis lhe contou que o urso estava morto, pois chegaram tarde demais para salvá-lo. A esposa do caçador começou a retrucar com os Auxiliares Invisíveis enquanto eles cuidavam do homem. O Auxiliar Invisível disse a esposa com que frequência deveria alimentar e que tipo de alimento seu marido poderia ingerir.

Depois disso, os Auxiliares Invisíveis falaram à esposa sobre seus ensinamentos. Eles puderam observar que a mulher não acreditava neles, pois estava em desvario, enquanto eles falavam. O Auxiliar Invisível finalizou dizendo que ela deveria tomar cuidado porque não sabia com quem estava falando.

“Eu não quero saber das bobagens de que você está falando”, disse ela.

Um dos Auxiliares Invisíveis enviou um pensamento ao outro para desaparecerem dali, e ambos desapareceram. A mulher exclamou: “Anjos!” e desmaiou.

Os Auxiliares Invisíveis voltaram a ficarem visíveis e ajudaram a mulher a retomar a consciência. “Oh, por favor Anjos, perdoem-me”, ela disse, “eu não sabia que existiam Anjos reais”.

“Tudo o que disserem, eu farei com prazer”.

Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe que ajudasse a todos que ela pudesse, mas sem se magoar, independentemente, da cor, raça ou religião que praticassem.

“Fico feliz em poder ajudar”, disse a mulher.

Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe adeus e, usando as suas auras, desapareceram. Seu marido, também viu as auras dos Auxiliares Invisíveis.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual parte do Espírito Tríplice constitui o Eu Superior? Será o Espírito Divino? Afirma-se no “CONCEITO” que o Espírito Humano é o Ego. O Espírito de Vida não é uma parte do Ego? O Ego inteiro fica no plano físico durante a vida terrena, ou somente parte dele, conforme o ensinamento hindu?

Pergunta: Qual parte do Espírito Tríplice constitui o Eu Superior? Será o Espírito Divino? Afirma-se no “CONCEITO” que o Espírito Humano é o Ego. O Espírito de Vida não é uma parte do Ego? O Ego inteiro fica no plano físico durante a vida terrena, ou somente parte dele, conforme o ensinamento hindu?

Resposta: O Eu superior é o Espírito Tríplice: o Espírito Divino, o Espírito de Vida e o Espírito Humano, mas não se deve conceber esses três como separados um do outro. O Espírito é indivisível, como a luz branca que vem do Sol através do espaço interplanetário, mas da mesma forma que a luz pode ser refratada em três cores primárias – azul, amarelo e vermelho – ao atravessar a atmosfera mais densa da Terra, o Espírito Virginal também aparece como sendo tríplice durante a manifestação, devido a estar rodeado por envoltórios de matéria de densidade variável.

Quando envolto apenas na substância do Mundo do Espírito Divino, é o Espírito Divino; quando o Espírito Divino recebe em acréscimo um envoltório de material oriundo do Mundo do Espírito de Vida, torna-se o Espírito de Vida; e quando, finalmente, é revestido na matéria da Região do Pensamento Abstrato, torna-se o Espírito Humano – o Ego. É por isso que o Espírito Virginal, enredado nessas três camadas de matéria, está apartado de toda consciência de seu Pai Divino e, estando tão encoberto pela matéria que não consegue mais ver as coisas do ponto de vista cósmico ao atingir o exterior, ele volta sua consciência para dentro e vê-se separado e isolado de todos os outros. Por isso, ele é um Ego – um indivíduo. Nesse ponto nasce o egoísmo, e começa a busca individual.

Quando o Espírito Humano atrai ao redor de si, para uma melhor expressão, os veículos inferiores e mais concretos – a Mente, o Corpo de Desejos, o Corpo Vital submergindo neles e mesmo descendo até o Mundo Físico, ele adquire novamente a consciência das coisas externas. A partir daquele momento, tendo perdido o conhecimento do Mundo de Deus, de onde veio originalmente, ele começa a conquistar o mundo físico e a dominá-lo para atingir seus próprios fins.

Neste aspecto, ele difere radicalmente dos Espíritos dos outros três reinos – mineral, vegetal e animal. O Espírito-Grupo do reino mineral desceu apenas até a Região do Pensamento Abstrato. Por essa razão, a consciência do mineral assemelha-se ao estado mais profundo de transe. O Espírito-Grupo do reino vegetal desceu para a Região do Pensamento Concreto. Por isso, a consciência do reino vegetal assemelha-se à que possuímos no mais profundo sono sem sonhos. Os Espíritos-Grupo dos animais são encontrados no Mundo do Desejo, que está próximo ao mundo em que vivemos. Consequentemente, a consciência do animal é uma consciência interna pictórica, semelhante àquela que temos nos sonhos, sendo as imagens enviadas pelos Espíritos-Grupo aos animais para que se grave neles o que têm de fazer sob determinadas circunstâncias. Aquilo que chamamos de instinto é, portanto, a sabedoria dos Espíritos-Grupo que se imprime no animal para que este saiba agir. Somente o Espírito Humano, em todos os reinos de vida em evolução na Terra, é um Ego individualizado, e habita os veículos que estão reunidos no mundo físico durante as horas de vigília do dia. Desse modo, atingimos a consciência desperta, e assim tornamo-nos totalmente cientes e despertos para todas as coisas pertencentes ao mundo no qual, então, atuamos e onde somos capazes de usar a nossa própria razão, expressar os nossos desejos e emoções, e agir segundo as diretrizes do nosso Eu individual Superior – o Espírito Interno, o Ego.

(Perg. 153 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Evangelho de São João: o que mais aclara o ponto central da involução para a evolução

O Evangelho de São João: o que mais aclara o ponto central da involução para a evolução

O Cristianismo desempenha um papel único, incisivo e capital na história da humanidade. É de certa forma, o ponto central de retorno entre a involução e a evolução. Daí que sua luz seja tão resplandecente.

Em nenhuma parte, se encontra esta luz tão viva como no Evangelho de São João. E, em verdade, pode dizer-se que é nele tão somente que aparece com toda sua força.

No entanto, não é assim que a teologia contemporânea concebe este Evangelho.

Do ponto de vista histórico, ela o considera como inferior aos três Evangelhos sinóticos, e até há quem o suspeite de apócrifo. O mero fato de que sua redação tenha sido atribuída ao segundo século depois de Jesus Cristo, fez com que os teólogos e as escolas de crítica o considerassem uma obra de poesia mística e de filosofia alexandrina. 

Em compensação, o Ocultismo considera o Evangelho de São João de modo muito diferente.

Durante a Idade Média existiu uma série de fraternidades que viram no Evangelho de São João o seu ideal e a fonte principal da verdade cristã. Essas fraternidades chamavam-se, os Irmãos de São João, os Albigenses, os Cátaros, osTemplários, os Rosacruzes. Todos eram ocultistas práticos e faziam deste Evangelho sua Bíblia. Pode admitir-se que as lendas do Santo Graal, de Parsifal e de Lohengrin tenham saído dessas fraternidades, como sendo a expressão das suas doutrinas secretas.

Todos esses irmãos de diversas Ordens consideravam-se os precursores de um cristianismo individual, do qual possuíam o segredo, e cujo pleno desenvolvimento e florescimento estavam reservados ao futuro. E este segredo só era encontrado no Evangelho de São João.

Encontravam ali uma verdade eterna, aplicável a todo os tempos, uma verdade que regenerava a Alma totalmente, desde que fosse vivida nas profundidades do próprio ser. Não se lia, então, o Evangelho de São João como se fosse um escrito literário, mas como servindo de instrumento místico. A fim de compreendermos aquela verdade eterna, teremos que nos abstrair momentaneamente do seu valor histórico.

Os primeiros quatorze versículos deste Evangelho, representavam para os Rosacruzes, objeto de uma meditação quotidiana e de um exercício espiritual.

Atribuía-lhes um poder mágico que realmente tem, para os ocultistas. Eis aqui o efeito que produzem, pela repetição constante, sem se cansar: feita sempre à mesma hora e todos os dias, se obtém a visão de todos os acontecimentos que conta o Evangelho podendo serem vividos interiormente.

É assim que, para os Rosacruzes, a Vida de Cristo significava o Cristo ressuscitando do fundo de cada Alma. Ademais, criam, naturalmente na existência real e histórica de Cristo, porque, conhecer o Cristo interior, significa reconhecer igualmente, o Cristo exterior.

Um espírito materialista poderia dizer atualmente: O fato de que os Rosacruzes tenham tido essas visões, prova porventura, a existência real de Cristo? A isso responderia o ocultista: – Se não existisse o olho para ver o Sol este não existiria, mas se não houvesse o Sol no céu, tão pouco poderia existir o olho para vê-lo, posto que foi o Sol que construiu o olho no decurso dos tempos para que pudesse perceber a luz. Similarmente, o Rosacruz diria: – o Evangelho de São João desperta os sentidos internos, porém, se não existisse um Cristo vivente, seria impossível fazê-lo viver dentro de si mesmo.

A Obra de Jesus Cristo não pode ser compreendida em sua imensa profundidade, a não ser estabelecendo as diferenças entre os antigos mistérios e O Mistério Cristão.

Os mistérios antigos celebravam-se em Templos-escolas. Os Iniciados, pessoas que haviam despertado, tinham aprendido, igualmente, a obrar sobre o seu corpo elétrico e, portanto, eram “duas vezes nascidos”, porque sabiam ver a verdade de dois modos: diretamente pelo sono e pela visão astral, e indiretamente, pela visão sensível e lógica. A Iniciação pela qual tinham que passar se chamava: Vida, Morte e Ressureição. O Discípulo passava três dias no túmulo, em um sarcófago, dentro do Templo; seu espírito ficava liberto do corpo, porém, ao terceiro dia, respondendo à voz do Hierofante, seu espírito voltava para o corpo, retornando dos confins do Cosmos donde conhecera a Vida Universal.

E assim, transformado, era “duas vezes nascido”.

Os maiores autores gregos falaram com entusiasmo e sagrado respeito destes mistérios.

Platão chegara a afirmar que somente o Iniciado merecia o qualificativo de “homem”. Mas, esta Iniciação encontrou em Cristo, o seu verdadeiro coroamento. O Cristo é a Iniciação condensada na vida suprassensível, assim como o gelo é água solidificada. O que se via nos mistérios antigos se realizava historicamente, em Cristo, no mundo físico. A morte dos Iniciados não era mais que uma morte parcial no Mundo Etérico. A morte de Cristo foi uma morte completa no Mundo Físico.

Pode considerar-se a ressurreição de Lázaro como um momento de transição, com um passo da Iniciação antiga para a Iniciação Cristã.

No Evangelho de São João, o próprio João só aparece depois de se mencionar a morte de Lázaro.

“O Discípulo que Jesus amava”, era, também, o maior dentre todos os Iniciados. Foi aquele que passou pela morte e a ressurreição, e que ressuscitou ante a voz do próprio Cristo.

João é o Lázaro “saído” do túmulo depois de sua Iniciação. Já São João vivera a morte de Cristo”. Tal é a mística via que se oculta nas profundidades do Cristianismo.

As Bodas de Canaã, cuja descrição se lê igualmente neste Evangelho, encerram um dos mais profundos mistérios da história espiritual da humanidade. Referem-se às seguintes palavras de Hermes: “Oque está acima é igual ao que está abaixo”. Nas Bodas de Canaã, a água se transformava em vinho. A este fato dá-se um sentido simbólico e universal, que é o seguinte: no culto religioso o sacrifício da água era substituído, por algum tempo, pelo sacrifício do vinho.

Houve um tempo, na história da humanidade, em que não se conhecia o vinho.

Só nos tempos “védicos” conheciam-no. Pois bem, enquanto o homem não bebera líquido alcóolicos, a ideia das existências precedentes e da pluralidade das vidas, era uma crença universal, da qual ninguém duvidava.

Desde que a humanidade começou a beber vinho, a ideia da reencarnação foi-se obscurecendo rapidamente, acabando por desaparecer de todo da consciência popular. E tão somente os Iniciados conservaram-na, porque se abstinham de beber vinho.

O álcool exerce sobre o organismo uma ação particular, especialmente sobre o Corpo Etérico, onde se elabora a memória, O álcool veda esta memória, obscurecendo-a em suas profundidades íntimas. O vinho faz procurar o esquecimento segundo se diz, porém, não é somente um esquecimento superficial e momentâneo, senão um esquecimento profundo, duradouro; um obscurecimento verdadeiro da forçada memória no Corpo Etérico. Por este motivo, quando os homens começaram a beber vinho, foram perdendo pouco a pouco, o sentimento espontâneo da reencarnação ou renascimento.

A crença no renascimento e na lei do Destino Maduro, tinha uma influência poderosa, não só sobre os indivíduos, como sobre o seu sentimento social. Esta crença fazia-lhes aceitar a desigualdade das condições humanas e sociais. Quando o infeliz obreiro trabalhava nas Pirâmides do Egito, quando o hindu da última casta esculpia os templos gigantescos no coração das montanhas, dizia-se que outra existência o recompensaria pelo trabalho suportado.

Que seu amo já havia passado por provas similares, se era bom, ou que passaria mais tarde por outras mais penosas, se era injusto e mau.

Ao aproximar-se o Cristianismo, a humanidade tinha que atravessar uma época de concentração sobre a obra terrestre. Era-lhe necessário trabalhar para o melhoramento da vida, pelo desenvolvimento do intelecto, do conhecimento racional e científico da Natureza. A consciência da reencarnação devia, pois, perder-se durante dois mil anos, e o que se empregou para obter um tal objetivo foi o vinho.

Tal é a origem do culto de Baco, deus do Vinho e da embriaguez (forma popular do Dionísio dos Antigos Mistérios que, entretanto, possui outro sentido). Tal é, também, o sentido simbólico das Bodas de Canaã. A água servia para os antigos sacrifícios, e o vinho para os novos.

As palavras de Cristo: “Felizes aqueles que não viram e que, entretanto, acreditaram”, se aplicam à nova era em que o homem entregue por completo à sua obra terrestre, não tinha a lembrança das suas vidas anteriores, nem a visão direta do Mundo Divino.

O Cristo nos deixou um testamento na cena do Monte Tabor, naTransfiguração que teve lugar diante de Pedro, Tiago e João. Os discípulos viram-no entre Elias e Moisés. Elias representava o CAMINHO DA VERDADE; Moisés a VERDADE mesma, e o Cristo a VIDA que resume ambas. Por isto só ELE podia dizer: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA”.

Assim, tudo se resume e se concentra, tudo se aclara e se intensifica, tudo se transfigura em Cristo, o Evangelho de São João remonta o passado da Alma Humana, até sua mesma fonte, e prevê seu futuro até sua confluência com Deus, porque o Cristianismo não é somente uma força do passado, mas também, uma força do futuro.
Com os Rosacruzes, o novo ocultismo ensina a buscar o Cristo Interior em cada homem, e o Cristo futuro em toda a Humanidade.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 03/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Uma Jornada com as Fadas

Uma Jornada com as Fadas

O pequeno Tiago parou atrás do alpendre da linda casinha branca onde ele, sua mãe, papai e seu cachorro Jobi estavam passando os belos e quentes dias de verão.

E, à propósito, não podemos deixar de mencionar Anabela.

No entanto, no momento Tiago não estava pensando em guloseimas ou pastéis, estava pensando em algo mais.

Ele tinha ouvido uma amiga de Anabela falar sobre um eco que poderia ser ouvido na praia, perto de casa. Tiago, que gostava de saber sobre tudo, desejava conhecer o que um eco podia ser. Então, aquela noite, quando sua mãe o mandou para cama, ele disse:

– Por favor, mamãe, diga-me o que é um eco?

– Um eco, filhinho, repetiu mamãe. Onde você ouviu falar sobre o eco?

Ouvi alguém falar a Anabela sobre um eco que pode ser ouvido da praia, respondeu Tiago.

– Oh, sim, sorriu sua mãe. Bem, Tiago, um eco é uma fada, e uma fada normalmente vive em uma grande caverna ou numa casa vazia.

– Uma fada. Oh! mamãe, você já viu uma? Como elas são? E o que elas fazem? exclamou Tiago.

– Resposta à primeira pergunta, respondeu mamãe com um sorriso. Não, eu nunca vi um eco. Ninguém pode ver, nós só o ouvimos. O que eles fazem? Quando alguém grita próximo de sua casa, eles sempre respondem,

repetindo o que foi dito.

– Mas isso é falta de educação, observou Tiago.

– Oh, não, respondeu Mamãe seriamente, eles fazem isso de uma maneira gentil e amigável.

– Eu gostaria de saber, Tiago replicou, seus olhos quase fechando. Eu gostaria de saber se eu fosse à praia e me sentasse muito quietinho, se apareceria para mim uma fada do eco.

– Talvez não, querido, disse sua mãe, enquanto apagava a luz do quarto. Agora, durma bem e tenha sonhos agradáveis.

Na manhã seguinte, Tiago e Jobi permaneceram fora de casa.

– Eu acho, Jobi, disse Tiago, que nós devemos ir lá embaixo e procurar uma das fadas do eco. Você não acha? perguntou gravemente.

Jobi respondeu de forma afirmativa abanando seu rabo. Jobi era uma companhia tão agradável que sempre concordava, independente do que lhe fosse proposto. Assim, ambos saíram, quase esquecendo de mencionar seu destino. Logo chegaram à praia, mas não sabiam bem onde poderiam encontrar a fada. Eles andaram sem destino. Finalmente, foi Jobi que a encontrou. Ele parou para latir a um atrevido esquilo vermelho, que imediatamente começou a repreendê-lo com muito barulho. Tiago não percebeu isso, pois à medida que Jobi latia, de algum lugar atrás deles vinha o som de mais latidos.

– É a fada do eco, Jobi, exclamou Tiago. Você a encontrou. Você a encontrou.

Depois, Tiago gritou o mais alto que pôde, e imediatamente o som voltou para ele, doce e claro, como só uma fada seria capaz de o fazer. Tiago continuou gritando, mas a fada, mesmo assim, não parecia ficar cansada ou impaciente.

– Oh! Jobi, disse Tiago, como eu gostaria que ela aparecesse para que pudéssemos vê-la. Talvez se ficarmos bem quietinhos, ela pense que fomos embora e resolva aparecer. Vamos experimentar.

O garotinho e o cachorro esconderam-se sob um salgueiro e esperaram. Eles ficaram muito quietos. Pareceu-lhes um longo tempo; estava muito quente e logo a cabeça do garotinho começou a inclinar-se. Ele não conseguia mais ficar acordado.

Então, algo aconteceu, pois, embaixo das árvores; dirigindo-se a ele estava a mais linda criaturinha que qualquer pessoa gostaria de contemplar. Ela era tão pequenina, não maior do que um dos soldadinhos de brinquedo de Tiago, e estava toda vestida de marrom avermelhado.

Em cada ombro havia asas de um tom delicado de verde, sua cabeça coberta com cachos dourados e em seus pés ela calçava minúsculos chinelinhos dourados.

Tiago estava tão certo de que esta era a fada do eco,que ele não ousou mexer-se de medo que ela pudesse desaparecer. Então, ela chegou mais perto, abanou sua varinha e disse alegremente:

– Bem, Tiago, você e Jobi estavam esperando para me ver. Eu sou a fada do eco.

– Oh! Eu sabia, tinha certeza disso, exclamou Tiago, e nós sabíamos que você viria se nós a esperássemos. Você não se importa, não é? ele perguntou.

– Porque me importaria? Sorriu a fada, quando viu o olhar ansioso no rostinho de Tiago. Eu sabia que você estava aqui; se não quisesse que você me visse, você não me veria.

– Mas, diga-me, disse Tiago, há muitas fadas do eco e todas são tão lindas como você?

Novamente a fada sorriu, e seu sorriso parecia o tilintar de sinos de prata.

– Sim, há muitas de nós, ela respondeu, e somos todas iguais. Se você encontrar qualquer uma das outras, não nos distinguiria.

– Como se chamam as outras fadas? Tiago queria saber.

– Chamam-se Eco; todos nós temos o mesmo nome. Agora vou dar um passeio. Vocês gostariam de vir comigo? Se quiserem podem vir.

– E onde é que você vai? Tiago perguntou.

Em resposta, Eco colocou uma flauta dourada em seus lábios e emitiu uma nota clara, suave.

Os olhos de Tiago estavam grandes e brilhantes de admiração. Como ele estava se divertindo! Então, ele viu uma grande tartaruga nadando em direção a eles através das ondas.

– Oh! Que tartaruga grande, exclamou ele. Nunca vi uma tartaruga tão grande como essa.

A fada sorriu:

– Será o nosso cavalo, disse a ele. Que bonito passeio faremos.

Tiago olhou-a atônito.

– Oh! Eu não posso ir com você. Sou muito grande.

Então, ela tocou suavemente em Jobi e em Tiago com sua varinha, e imediatamente eles começaram a diminuir até que ficaram do tamanho da fada. Como tudo parecia fantástico e a tartaruga, que todo esse tempo ficou quietinha, esperando, parecia maior que nunca. Ela era tão grande que Tiago sentiu um pouco de medo dela, até que viu um alegre brilho em seus olhos.

Eco pegou Tiago pela mão e foi para a água, mas Tiago voltou.

– Ficarei molhado, ele exclamou, eu e Jobi poderemos nos afogar.

Mas a fada sorriu e disse novamente:

– Você deve confiar em mim. Cuidarei para que você e Jobi voltem a salvo.

Então, os três subiram nas costas da tartaruga que vagarosamente saiu nadando para o mar. De repente, a tartaruga mergulhou e Tiago descobriu, para sua surpresa, que tanto Jobi como ele podiam respirar tão facilmente sob as águas, como em cima delas.

Que coisas maravilhosas Tiago viu! Eles passaram por enormes peixes que os olhavam curiosamente, e muitos deles se aproximaram bastante; viram enormes cavernas, todas cobertas com lindas algas marinhas. O chão dessas cavernas estava forrado com pedras de todas as cores e, em volta delas, havia inúmeros peixinhos brincando felizes, como fazem as criancinhas.

Uma vez, passaram por algo que parecia grande e escuro.

-Isso, disse a fada, é um navio naufragado.

Tiago sabia tudo sobre naufrágios, pois o irmão de Anabela era marinheiro e, quando ele vinha visitá-la, frequentemente contava a Tiago maravilhosos contos sobre naufrágios e terras estrangeiras.

Durante todo esse tempo a tartaruga continuou nadando, guiada pela fada que a tocava levemente com sua varinha, quando queria que ela se virasse.

– Seria melhor voltarmos agora, a fada disse a Tiago. Viemos longe demais.

Ela virou a tartaruga e eles começaram a voltar, mas, aí, algo aconteceu. A tartaruga parou e recusou-se a ir mais longe.

– Devo comer algo antes de voltar, disse ela firmemente e, a despeito de tudo o que Eco podia dizer e disse, ela recusou-se a levá-los de volta antes de jantar.

– Oh! Meu Deus, o que poderei fazer? Disse a fada.

Devo chegar à casa cedo e devolver você e Jobi, sãos e salvos. Quanto egoísmo da tartaruga! Nunca mais confiarei nela para trazer-me às águas. Vamos andar e ver se podemos encontrar alguém que nos ajude.

Enquanto andavam pelo fundo do oceano, Tiago disse:

– Por favor, Eco, diga-me como eu e Jobi podemos respirar debaixo d’água? E por que não ficamos molhados?

Eco levantou sua varinha:

– É isto, respondeu. Quando eu os toquei com isto, vocês se tornaram iguais a mim. Assim que retornarmos, farei vocês voltarem a ser o que eram.

Nesse momento, eles estavam andando em volta de uma grande rocha e viram diante deles um enorme castelo.

– Oh! aqui é onde vivem as fadas das ondas, exclamou Eco com alívio. Tenho quase certeza que elas nos ajudarão.

– Quem são as fadas das ondas? perguntou Tiago. Eo que fazem?

– Elas são as que, nos dias calmos, fazem as ondas que você vê na superfície das águas, disse Eco. Vamos ver se tem alguém em casa. Já é tempo de voltarmos.

Ela bateu na porta enquanto falava. Esta foi aberta por uma fada do tamanho de Eco, só que estava vestida toda de verde, e Tiago não sabia qual das duas era a mais linda.

– Oh! Onda, gritou Eco. Estou feliz que você esteja em casa, pois estamos em apuros. Espero que você nos ajude.

– Naturalmente que sim, sorriu Onda, isto é, se puder. Mas, quem são esses que estão com você? ela perguntou, dando a Jobi e a Tiago um sorriso de boas-vindas.

– São dois amiguinhos meus, respondeu Eco. Eu os trouxe para um passeio.

E aí contou como a tartaruga os tratara mal.

– Foi muito perverso da parte dela, respondeu Onda. Contarei às minhas irmãs sobre isso e teremos que a punir.

Mas entre, e eu tentarei encontrar uma forma de ajudá-los.

Tiago, Jobi e Eco entraram e Tiago olhou tudo com admiração; eles estavam numa sala grande e aqui havia mais daquelas pedras coloridas que ele tinha visto nas cavernas. Eles se sentaram numa grande pilha de musgos macios, e olharam com muito interesse o minúsculo peixe dourado que nadava para lá e para cá, pulando de um canto para o outro, espiando curiosamente por detrás das cortinas de algas marinhas, os estranhos visitantes.
Nesse momento, entrou na sala a fada das ondas.

– Nossa carruagem estará pronta em um momento,ela disse. Mas eu gostaria que vocês pudessem ficar mais tempo, pois há muitos lugares maravilhosos aqui que, tenho a certeza, Tiago e Jobi gostariam de ver.

– Sei que há, replicou Eco, mas devo voltar tão logo possível, pois devo devolver Tiago e Jobi antes que notem a falta deles.

Tiago se perguntava como seria a carruagem, quando ela apareceu diante da porta de entrada. Era uma pérola imensa, na forma de um barco, e ligados a ela, por cordas de algas marinhas, estavam seis lindos peixes dourados guiados por uma fada minúscula, da metade do tamanho de Onda. Ela os saudou amigavelmente e desapareceu em seguida.

– Logo você estará em casa, disse Onda.

Ela tinha subido na carruagem com eles e carregava uma varinha com a qual guiava os peixes, que estavam inquietos e ansiosos para iniciar a jornada.

Como esta jornada pareceu curta para Tiago! Ele pensou que apenas tinham começado, quando Onda parou a carruagem em águas rasas, no exato lugar onde tinham embarcado nas costas da tartaruga.

– Bem, Tiago, você e Jobi se divertiram?” a fada do Eco queria saber.

– Sim, replicou Tiago, e tenho certeza que Jobi também se divertiu, não é Jobi?

Jobi pulava para cima e para baixo e latia de um modo muito engraçado; ele estava tão pequenino!

A fada do Eco sorriu, e estendendo sua varinha tocou a ambos e desapareceu rapidamente na direção da caverna onde morava.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. II – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Pureza em pensamentos e sentimentos: será que sempre acompanham os nossos atos aparentemente bons?

A Pureza em pensamentos e sentimentos: será que sempre acompanham os nossos atos aparentemente bons?

A palavra “Pureza” tem tido, através dos tempos, quase que um significado próprio para cada pessoa. Muitos a concebem somente relacionada ao sexo e assim ela somente existe em relação ao 6º Mandamento.

Contudo uma pureza apenas periférica não nos faz evoluir. Se esta não for consequência de uma pureza interna; quase podemos dizer que será apenas questão de costumes e não de princípios.

Cristo, no Sermão da Montanha disse taxativamente: “Bem-aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus”.

Ensinamentos esotéricos nos dizem ser a pureza “a única chave com a qual o aspirante à vida superior pode abrir a porta que conduz a Deus”.

Para os que desejam realmente seguir o Cristo, a Pureza não pode ser somente “para uso externo”. Em Mc 6:18-23, encontramos, entre outras coisas o seguinte: “O que mancha o homem, não é o que entra pela boa, mas o que sai do coração”. A nosso ver, o “entrar pela boca”, engloba todo o exterior porque o que vem de fora somente nos prejudica ao alcançar o interior. A mesma coisa vista ou ouvida por várias pessoas perturba ou edifica apenas as que internamente respondem ao estímulo, quer positiva, quer negativamente.

Meditando sobre a bem-aventurança já citada, verificaremos que é a impureza, em suas diferentes formas, que nos impede de vermos a Deus, ou melhor, de chegarmos ao Deus que está em cada um de nós. Interpondo-se entre Deus e nós, é a única responsável pela nossa lentidão no caminho da perfeição.

Assim como antes de arrumar uma sala temos de limpá-la totalmente, antes de começar a escalada do progresso temos de procurar deixar de falhar. Num ambiente impuro, dificilmente conseguiremos progredir, pois essa impureza nos impedirá de fazê-lo. Mas não nos esqueçamos de que esse ambiente de pureza tem de ser mais interior que exterior e que, se quisermos modificar o que nos rodeia,temos que primeiramente modificar a nós mesmos.

Essa mudança interior somente nos vem através de uma vigilância contínua. Agir com retidão aparentemente é o mais fácil. Como nossas ações geralmente envolvem os outros, somos praticamente policiados pelos demais, em nossos atos, e recebemos as reações que os mesmos provocam. Mas, e os pensamentos e sentimentos? Será que sempre acompanham os nossos atos aparentemente bons? E é isso que também conta no caminho da perfeição que começamos a trilhar. Cristo falava constantemente da impureza interna, inclusive com bastante indignação como foi no episódio no qual chamou os fariseus de “sepulcros caiados”.

Realmente não é fácil nos tornarmos verdadeiramente puros de coração. O nosso eu inferior volta e meia leva vantagem e, quando acordamos, já falamos, pensamos e sentimos maldosamente.

Se nos propusermos a levar a sério a parte espiritual é porque realmente queremos ver e conviver com o Deus interno que está dentro de cada um de nós. Mesmo não sendo nada fácil, poderemos, com sua ajuda e através de meditação e oração, nos libertarmos cada vez mais das impurezas de pensamentos, sentimentos, palavras e atos, porque, à medida que formos afastando de nós essas impurezas, conseguiremos mais nitidamente ver e sentir o nosso Cristo Interno.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Salvando um Garimpeiro da Morte certa

Salvando um Garimpeiro da Morte certa

Nossa próxima história trata-se de um garimpeiro que foi salvo da morte.

Uma noite durante a retrospecção, um Auxiliar Invisível viu um homem cair de um barranco de grande extensão de profundidade. O Auxiliar Invisível tentou sair de seu corpo de maneira muito rápida para ir ao socorro desse homem, mas foi impedido de fazê-lo. Mais tarde, o Auxiliar Invisível foi informado de que esse homem precisava de um pouco de tempo para rever o panorama de sua vida e se corrigir de alguns de seus hábitos não bons. Passado esse tempo, o Auxiliar Invisível foi enviado para salvá-lo.

Ele encontrou o homem sobre uma ponta de pedra que o mantinha em segurança. O homem iria morrer de fome, pois era impossível descer dali sozinho. A distância até o chão era de aproximadamente 8 metros, porém, lá em baixo havia um enorme covil de cobras cascavel. Não tinha como se manter vivo naquele lugar, pois estava muito quente. E esse acidente ocorreu em um lugar montanhoso no Oeste.

O homem era um garimpeiro e havia encontrado um pouco de ouro. O homem que estava com ele o empurrou, enquanto estavam atravessando o barranco para chegar até o outro lado. O Auxiliar Invisível sabia que o homem morreria a não ser que fosse ajudado rapidamente. O Auxiliar Invisível se virou e perguntou a sua companheira: “Você tem medo de ir comigo ajudá-lo?”

“Não, irei”, disse ela.

Os Auxiliares Invisíveis foram até o homem e o levantaram.

“Não me deixe cair”, disse o pobre homem. “Eu quero viver e ser um homem melhor. Eu vi os principais acontecimentos da minha vida passar diante de mim, e eu quero fazer todo o bem possível, enquanto viver os poucos anos que me restam”.

Um dos Auxiliares Invisíveis lhe perguntou quanto tempo ele estava fora de casa.

“Estou aqui há vinte e cinco anos”, disse o garimpeiro. “Eu tive uma discussão com minha namorada e saí de casa. Nunca mais voltei e nem escrevi aos meus pais ou a ela”.

O Auxiliar Invisível disse ao homem que escrevesse para casa, tanto a sua namorada como a seus pais que estavam vivendo na esperança de que ele voltasse para vê-los e também a seu filho, que tinha cerca de vinte e cinco anos.

“Eu vou voltar e fazer o que é certo”, disse o homem. “Eu tenho uma pequena quantia no banco. Meu relógio caiu da minha mão e está lá embaixo entre aquelas cobras. E a foto de minha namorada está dentro dele. Eu gostaria de não o ter perdido, mas acho que já se foi”.

O Auxiliar Invisível procurou sua companheira e quando a avistou estava lá embaixo entre as cascavéis com o relógio na mão. Ele a chamou suavemente e pediu para que subisse, pois estavam saindo daquele lugar. Depois que ela voltou, ele disse a ela que nunca mais fizesse aquilo, pois poderia ter sido atacada pelas cobras e isto a faria correr para casa, para seu Corpo Denso.

O parceiro do garimpeiro tinha continuado seu caminho, mas pensando que ficaria com todos os bens do seu companheiro. O Auxiliar Invisível disse ao garimpeiro que fosse até a cidade para descansar e depois pegasse seus pertences e fosse para casa de seus pais. Ele foi instruído a se casar secretamente com sua namorada. O homem disse que o faria, e os Auxiliares Invisíveis estavam prontos para irem embora, quando o garimpeiro disse que queria resolver as pendências com o homem que o empurrou sobre o barranco.

“Não, ele terá seu acerto de contas em breve”, disse o Auxiliar Invisível.

“Apenas pegue o que você tem no banco e vá para casa”. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis continuaram com seu trabalho.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Críticas ao Cristianismo Popular, como se já estivessem acima dos seus ensinamentos Cristãos

Críticas ao Cristianismo Popular, como se já estivessem acima dos seus ensinamentos Cristãos

Em uma de suas cartas aos estudantes, Max Heindel lamenta profundamente o fato de muitas pessoas criticarem o cristianismo popular, alegando lhe faltar uma concepção mais racional do universo. Hoje em dia o panorama não deixa de ser outro. Até mesmo alguns estudantes de ocultismo referem-se desdenhosamente às seitas cristãs. Revelam, dessa forma, uma ignorância sem tamanho, evidenciando desconhecer os princípios mais elementares que regem a evolução.

Os Períodos de Saturno, Solar, Lunar e Terrestre se constituíram em degraus no progresso do espírito. As Idades, Épocas e Revoluções, com suas características, são, por assim dizer, degraus menores ou sub-degraus.
Cada uma dessas fases encerra condições específicas, diferentes, às quais o ser evoluinte deve adaptar-se, haurindo as experiências necessárias ao seu desenvolvimento global. Contudo, nem todos os espíritos adaptam-se facilmente às novas condições. Alguns atrasam-se em relação aos demais.

Outros chegam quase a perder contato com sua própria onda de vida. Nem todos se encontram no mesmo estágio evolutivo. Até meados da Época Atlante, o ser humano ainda não se encontrava individualizado, isto é, não tinha consciência de si mesmo como um indivíduo, um ser diferente dos outros.

No entanto, já se tornava patente um desnível evolutivo. A onda de vida humana dividia-se em pioneiros, comuns e atrasados.

Face a tudo isso, é lógico supor-se que em nossos dias, com a individualização maciça dos seres humanos, surgiria uma multivariedade de caracteres; maneiras de sentir, agir e pensar diferentes; tipos físicos distintos, etc.
Para os educadores e pedagogos, constitui árdua tarefa, cercada de imensa responsabilidade, orientar e transmitir conhecimentos a um grupo heterogêneo de crianças. Atualmente, em nossas escolas, elas são classificadas e recebem ensinamentos conforme o seu Q. l. (Quociente de lnteligência). Porém, não é somente este fator o único a ser considerado na formação de homogêneas classes escolares. Há os fatores etários, idiossincrásicos, etc. Cada aluno deve receber o conhecimento que é capaz de assimilar. Nada mais.

As religiões também são escolas. Orientam. Propõem normas de vida.

Prescrevem hábitos. Preservam padrões éticos. Visam a manter o equilíbrio na sociedade e na família.

E como exercem sua influência sobre os indivíduos? Algumas atemorizando-os com a ideia de céu ou inferno.

Outras, mais racionais, pregam a existência de Deus em espírito e verdade. O Cristianismo Esotérico, a religião do futuro, procura despertar a consciência da divindade interna, do Cristo em formação no âmago de cada um.

Tudo isso tem lógica. Não se pode ministrar ensinamentos espirituais muito elevados a quem não está suficientemente amadurecido para compreendê-los e aplicá-los em sua vida prática. Seria o mesmo que atirar pérolas aos porcos. Quem não tem maturidade interna deve ser orientado de outra maneira. Para conter-lhe os excessos, às vezes só mesmo o temor.

É um recurso válido para que se abstenha de praticar o mal. Gradativamente evoluirá, até compreender sua responsabilidade.

São muitas as seitas cristãs populares. Cada uma com sua denominação própria e certas peculiaridades, representa um degrau apropriado a alguns seres que, não poderiam, pelo menos por enquanto, receber outra orientação mais eficiente e adequada ao seu adiantamento. A medida que despertam para mais amplas verdades, vão procurando escolas mais avançadas.

Expressar-se, portanto, com desdém em relação a toda e qualquer religião, constitui não só uma falha de caráter, mas uma prova de ignorância.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 03/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros – Netuno

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros

(*) Advertência:
• A descrição aqui apresentada é mais exata quando o Astro é o Regente do horóscopo e bem-aspectado.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – Capítulo XIX – Max Heindel e Augusta Foss Heindel)

Netuno

FisioNetuno Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros - Netuno

O Planeta Netuno, que leva 165 anos para passar por todos os Signos do Zodíaco – portanto fica aproximadamente 13,5 anos em cada Signo – é o Regente de Peixes, enquanto Júpiter é co-Regente (Veja em Sagitário).

Netuno é o Planeta da divindade e das regiões sobrenaturais. Se bem colocado no horóscopo dá o dom de funcionar nas regiões superiores. É o Iniciado, o talentoso, o artista criativo, o clarividente positivo.
Netuno tende a fazer a pessoa apaixonada pelo mar e instiga ao místico, ao misterioso (espião).
Netuno tende a dar olhos escuros, cabelos castanhos e uma estatura recheada.

Tradução feita pelos irmãos e irmãs da  Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil, do original: ASTROLOGISCHE TYPELOGIE – Hans Stein – Fishe-tekst – Fraternidade Rosacruz – Alemanha

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