porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Retemos o conhecimento obtido no Primeiro Céu e o trazemos para a Terra no nascimento seguinte? Podemos prosseguir o estudo lá e colher o fruto desse estudo na próxima ou numa futura vida terrena?

Pergunta: No que se refere ao Primeiro Céu, lemos no “Conceito Rosacruz do Cosmos”: “O estudante e o filósofo têm acesso imediato a todas as bibliotecas do mundo”. Retemos o conhecimento lá obtido e o trazemos para a Terra no nascimento seguinte? Podemos prosseguir o estudo lá e colher o fruto desse estudo na próxima ou numa futura vida terrena?

Resposta: Temos grandes oportunidades se nos prepararmos mentalmente para obter esses estudos, após passarmos para os Mundos invisíveis. Contudo, a grande maioria das pessoas parece continuar a viver lá quase da mesma forma que viveu aqui. Não precisam comer, mas comem, como dizem os espiritualistas; têm casas lá e parecem viver, em outros aspectos, da mesmíssima forma que fizeram aqui, tendo uma vida fácil e boa quanto lhes é possível desfrutar. Essa categoria de pessoas não obtém grande proveito da sua vida “post-mortem”.

Contudo, os estudiosos que procuram pesquisar sobre a humanidade têm lá um campo amplo de estudos. Podem realizar um bom e variado trabalho, que os beneficiará posteriormente. Esse estudo não parece proporcionar um crescimento de alma no mesmo sentido em que o faz aqui. Todavia, apesar de tudo, favorece-os com posições, confere-lhes maior espiritualidade e ajuda-os consideravelmente em sua evolução. Desse modo, a essência do conhecimento adquirido lá é retida e trazida para a Terra no próximo nascimento.

(Pergunta nº 6 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. 2 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Espíritos Esclarecidos e o Vegetarianismo

Os Espíritos Esclarecidos e o Vegetarianismo

O vegetarianismo, tão velho como o mundo, foi sustentado pelos grandes espíritos; não nasceu da imaginação de um cérebro doentio, mas corresponde a uma realidade científica.

Desde os tempos mais remotos, os moralistas, legisladores, chefes de escolas científicas, filosóficas ou religiosas condenaram os excessos alimentares, pregando a seus concidadãos, discípulos ou adeptos a abstinência de toda carne (mamífero, aves, peixes, répteis, anfíbios, “frutos do mar” e qualquer outro do reino animal). Sem remontar à época dos magos, dos sábios da Índia, da China primitiva e do Egito, momento em que o vegetarianismo desfrutava grande prestígio, lembremos que entre os hebreus, os nazarenos praticavam a completa abstinência de carne.

Os pelasgos viviam de frutas; os pitagoristas alimentavam-se de frutas, queijo, legumes variados, pão e mel. Pitágoras, ele próprio, que morreu centenário, dizia, falando da carne: “Temei, ó, mortais, poluir vosso corpo com uma alimentação abominável”.

Platão não tolerava o uso da carne, senão para os soldados. Ele a proibia aos cidadãos de sua República ideal: “Sua alimentação”, preconizava ele, “será de farinha de trigo e de cevada, sob a forma de pão e pastéis. Usarão também sal, azeitonas, queijo, cebola, hortaliças cruas, figo, ervilha e fava. Assim, tranquilos e cheios de saúde, chegarão até à velhice e deixarão a seus filhos a herança de uma vida feliz”. Muito frugal, Platão nutria-se, sobretudo, de figos.

Os neoplatônicos da Escola de Alexandria, Longin, Jamblique e Porfírio, mantiveram a doutrina do mestre e condenaram a carne.

Tais ideias foram professadas por outros sábios. Crísipo, Socion e Sextus sugeriram-nas a Sêneca, que foi partidário do regime vegetariano.

Plutarco afirmava o seguinte.

  1. Nada há de mais natural que a repugnância que se experimenta ao comermos a carne dos animais.
  2. Só os homens primitivos a puderam suportar, por uma cruel necessidade.
  3. O uso de carne induz à ingratidão, barbárie e sensualidade desordenada.
  4. O homem não tem a constituição dos animais onívoros. Ele então acrescenta: Falais de dragões selvagens, panteras e leões, mas vós mesmos nada deveis a esses animais em crueldade, pois o morticínio é para eles uma necessidade, visando à nutrição, ao passo que para vós é um regalo, além do que tendes de usar os artifícios dos temperos para dissimular a repugnância.

Ovídio fez uma profissão de fé vegetariana que pôs na boca de Pitágoras. Depois de ter condenado a morte dos animais, ele diz: “Não era assim naquele tempo que denominamos a idade de ouro, em que o homem se contentava com as hortaliças e as frutas que abundavam na Terra, não maculando a boca com o sangue dos animais”.

Ninguém ignora com que força os Pais da Igreja se têm levantado contra o uso da carne. “Seguimos o exemplo dos lobos e dos tigres!”, exclamava São João Crisóstomo. “Ou, antes, somos piores do que eles, pois Deus nos honrou com o senso da equidade”.

Recomendava Clemente de Alexandria: “Guardai-vos desses alimentos. Não vos basta uma tão grande variedade de frutas, leite e toda sorte de alimentos secos? Aqueles que se reúnem em torno de mesas intemperantes cevam suas doenças e desenvolvem uma que considero vergonhosa, a que denominaria de demônio do ventre”.

Sem dúvida poderão objetar que tais ensinamentos, oriundos da antiguidade, não se poderiam aplicar aos nossos climas nem à nossa existência, devido à agitação dos tempos modernos. Dirijamo-nos, então, aos modernos.

Voltaire, nas Cartas de um indiano, comprazia-se em desvendar as baixezas da cozinha europeia, insistindo prazerosamente nos sabores nauseabundos da carne e da gordura dos animais.

Diderot e J. J. Rousseau defenderam resolutamente o vegetarianismo. O autor de Emile observava que os camponeses comiam menos carne e mais verduras do que as mulheres das cidades. Esse regime parecia mais favorável a elas e a seus filhos. Aos “necrófagos” eu aconselharia meditar sobre a seguinte página do poeta inglês Schelley.

“A anatomia comparada nos mostra que o homem se assemelha aos animais frugívoros e nada tem dos carnívoros; nem as garras para se apoderar da presa nem os dentes cortantes para a despedaçar viva. Somente pelo preparo, à custa de inteligentes manobras da arte culinária, é que se consegue tornar a carne mastigável e digestível.”

“Concito aqueles que aspiram a uma vida saudável e feliz que façam uma experiência imparcial do vegetarianismo. Não obstante a excelência desse regime, é somente entre os seres humanos esclarecidos que se pode esperar que sacrifiquem seu apetite e seus preconceitos… pois as pessoas de vistas curtas, vítimas de doenças, preferem acalmar seus tormentos com drogas a preveni-los com um regime atóxico, equilibrado e saudável.”

Schelley insiste, em seguida, nas enormes vantagens econômicas e sociais de uma reforma alimentar.

Lamartine, o mavioso poeta francês, criado por sua mãe nos princípios do vegetarianismo, conta que aos doze anos viveu só de pão, laticínios, verduras e frutas. “Minha saúde”, disse ele, “não foi menos perfeita por isso nem meu desenvolvimento menos rápido e é provavelmente a esse regime que eu devo esta pureza de estilo, esta sensibilidade requintada de impressões, esta doçura serena de humor e de caráter que conservei até esta época”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de dezembro/1965)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Personalidade e a Individualidade segundo os Ensinamentos Rosacruzes

Não há outro inimigo, senão nós mesmos. Enquanto houver dentro de nós um resquício sequer de Personalidade, haverá separação.

Na Fraternidade Rosacruz, distinguimos nitidamente entre Personalidade e Individualidade. Personalidade é a “persona”, o conjunto enganoso, provisório e em constante mudança formado pelas nossas sensações, emoções, sentimentos e modo de pensar. São os laços de sangue, as tradições, os elos do mundo, essas coisas mais fortes que algemas de aço, tudo a que o Cristo simbolicamente chamava de “o reino dos mortos”. O mundo, a família, os bens, tudo isso é meio de aprendizagem indispensável ao espírito, no presente estado evolutivo. Contudo, há o perigo de nos identificarmos com eles, de pensar que nos pertencem ou que lhes pertencemos, olvidando nossa origem celestial, nossa condição de espírito livre, em peregrinação e aprendizagem.

Aquele que quiser ser meu discípulo, deve abandonar pai, mãe, irmãos, amigos, tudo”, disse o Cristo. Com isso não quis significar que devamos desleixar nossos deveres de pais, filhos, irmãos ou amigos Cristãos. Ao contrário, o verdadeiro Cristão é um excelente marido, esposa, pai, mãe, irmão, amigo, porque dá à sua afeição e trabalho o mais puro pensamento, sentimento e esforço. Dá e não espera receber; ama e não espera ser amado; compreende e não espera ser compreendido. As ingratidões não lhe suscitam ressentimentos, mas o cuidado de verificar se não contribuiu para isso. O verdadeiro Cristão busca a amorosa tentativa de reconciliação; ora e espera pela pessoa que é teimosa e rancorosa.

Ser Cristão é exemplificar AMOR, em seu sentido lato. É deixar que o Cristo, em si, fale, viva, ame.

Individualidade é a expressão do EU real (o que somos de fato, Espírito), verdadeiro e superior, comandando os pares físicos, morais e mentais como instrumentos de ação.

A Personalidade é a expressão do ser humano, de baixo para cima, o “homem invertido”, os valores instintivos, colorindo desordenadamente seu modo de ser; é o amordaçamento do espírito e seu condicionamento às conveniências instintivas. Um pentagrama com a ponta superior para baixo…

A Individualidade não prescinde da bagagem de experiências anímicas; ao contrário, vale-se dela de um modo próprio, original, epigenético, criador. Porém, nós, o Espírito, é quem mandamos e orientamos. Como disse São Paulo: “Não sou mais eu quem vive, mas o Cristo em mim”; e o próprio Cristo-Jesus: “Eu e o Pai somos um”.

É certo que essa condição vamos atingindo gradativamente, em uma luta constante entre a natureza inferior e a superior, entre as trevas e a luz dentro de nós. Por isso, a lenda dos Maniqueus, referindo-se internamente ao ser humano e ao mundo, fala da guerra dos Filhos das Trevas contra os Filhos da Luz. Estes acabam vencendo aqueles; entretanto, sendo bons, não podem exterminá-los. Incorporam, pois, o reino das trevas ao da Luz; ou seja, efetuam a transmutação dos valores inferiores em valores espirituais. Os alquimistas medievais faziam o mesmo, quando falavam sobre transformar os metais inferiores em ouro. Também entre os manuscritos encontrados no soterrado mosteiro dos Essênios, Qumran, às margens do Mar Morto, há um que fala da guerra dos Filhos das Trevas contra os Filhos da Luz.

Goethe, o grande Iniciado e autor de “Fausto”, falou, pela boca de um de seus personagens: “Duas almas — ai! — lutam dentro do meu peito pela posse de um reino indivisível; uma buscando alçar-se aos Céus em ilibados anseios, enquanto a outra se agarra à Terra, em passionais desejos”. São Paulo, o apóstolo, igualmente dizia: “Pobre homem sou! O bem que desejaria fazer, não faço; o mal que não desejaria fazer, esse eu faço”.

Tudo isso mostra, de sobejo, o que todas as Escolas (como a Fraternidade Rosacruz) e Ordens ocultistas (como a Ordem Rosacruz) ensinam.

Todo Aspirante sincero à espiritualidade “ora e vigia”, sobretudo quando se acha à frente de um movimento espiritualista e deve viver o que ensina. Ao mesmo tempo, o claro entendimento dessa luta dentro de cada um de nós nos torna rigorosos conosco e tolerantes com os demais, de modo a unir e não desunir, a estimular e não censurar; enfim, “a buscar a divina essência que existe em cada um”, o que constitui a base da Fraternidade que almejamos formar, como precursores da “Era de Aquário”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de setembro/1965)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Hino Rosacruz de Encerramento – Estribilho e Última Estrofe – para usar no Ritual do Serviço Devocional de Cura – Descrição, Letra, Cantado

Hino Rosacruz de Encerramento – Estribilho e Última Estrofe

O Estribilho e a última estrofe do Hino Rosacruz de Encerramento é para ser lido (ou cantado, ou ainda, ouvido) no Ritual do Serviço Devocional de Cura, como parte dos Exercícios para o Treinamento Esotérico.

Na tradução, como a de qualquer música, para o português foi procurado, ao máximo, conciliar a fidelidade do original inglês com a métrica dos versos e o acento musical necessários para o canto.

O Hino Rosacruz de Encerramento tem a letra escrita por Max Heindel e a música baseada na melodia Till We Meet Again.

A letra de Max Heindel foca no momento em que nos despedimos do Símbolo Rosacruz, no final dos Rituais, onde estamos voltando para o Mundo material, quando, então, seremos novamente colocados à prova na prática do Ideal Rosacruz.

Esse Hino é composto no tom de Ré bemol Maior (Db M) que é a nota-chave ou tom fundamental da Hierarquia Divina de Áries, a mais avançada das doze Ondas de Vida. E essa tonalidade eleva ao Trono de Deus.

Por isso, não é de se admirar que Max Heindel, que conhecia bem essas verdades ocultas, pedisse que todos deixassem o local, onde se oficiava os Rituais e depois de cantar o Hino Rosacruz de Encerramento, sem conversar – em silêncio total – para não quebrar a vibração.

Aqui está a letra do Estribilho e da última estrofe:

(Estribilho)

Até outro dia, até outro dia,

para a cruz de rosas saudar.

Até outro dia, até outro dia,

Deus te guarde até retornar.

Deus te guarde até retornar,

faze a vida virtuosa,

no ideal da cruz de rosas,

até quando a voltes a saudar.

(Estribilho)

Clique abaixo para ter acesso ao Hino Rosacruz de Encerramento cantado:

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Sapatos Dourados

Os Sapatos Dourados

Era uma vez, uma Princesa com pés doloridos, que morava num castelo rodeado por altas muralhas de pedra e um fosso guardado por um dragão.

Seus pés estavam sempre doloridos. Doíam quando ela usava chinelos. Doíam quando usava sapatos de baile ou sapatos para caminhar, sapatos de escola ou sapatos de domingo. Doíam quando usava sapatos novos, doíam quando usava sapatos velhos. Doíam quando usava botas na neve, galochas na chuva, sandálias ao sol ou tênis nos intervalos.

A Princesa não gostava de andar, correr ou saltar, porque sempre que fazia essas coisas seus pés doíam. Não gostava de pular corda, disputar uma corrida, brincar de boca de forno ou de amarelinha, porque quando fazia essas coisas, seus pés doíam. Não gostava de passear no bosque, arrastar os pés nas folhas caídas do outono, andar nas águas dos regatos ou correr na areia, porque quando fazia essas coisas, seus pés doíam.

A Princesa só gostava de sentar-se e ler, sentar-se e comer, deitar-se e dormir, deitar-se e ficar sem fazer nada, porque quando fazia essas coisas, seus pés não doíam. Ela só gostava de ser carregada na sua liteira, passear na sua carruagem ou ser carregada para cima e para baixo nas escadas por um lacaio, porque quando fazia essas coisas, seus pés não doíam.

Mas, como a Princesa passava muito tempo sentada e deitada, sendo sempre carregada e quase nunca andando, correndo ou subindo escadas, ela fazia muito pouco exercício. E, porque fazia muito pouco exercício, engordava.

Embora os cortesãos não lhe dissessem nada, comentavam bastante quando ela virava as costas.

— Você notou como a Princesa está engordando? – perguntavam uns aos outros. A Princesa está ficando muito gorda, contavam para seus parentes em outras partes do país, quando iam visitá-los.

O Rei e a Rainha estavam muito preocupados com a princesa e seus pés doloridos. Estavam muito preocupados porque ela estava engordando tanto. Eles não gostavam de vê-la sentada e deitada em todos os lugares e ser carregada para todos os lugares. Eles queriam que ela andasse, corresse e subisse escadas. Eles queriam que ela emagrecesse. Eles queriam que ela se apoiasse em seus próprios pés.

Até que um dia, o Rei resolveu oferecer uma recompensa a quem pudesse ajudar a Princesa. Mandou mensageiros para os quatro cantos da Terra, proclamando que daria a mão de sua filha em casamento, a quem conseguisse fazer passar a dor de seus pés.

Depois que os mensageiros do Rei espalharam a notícia, sapateiros de terras distantes começaram a chegar ao castelo.

Um sapateiro trouxe o couro mais macio que o Rei e a Rainha já tinham visto, disse que se a Princesa usasse sapatos feitos com aquele couro, poderia subir até a mais alta montanha facilmente, e seus pés nunca mais doeriam.

Então, o sapateiro tomou cuidadosamente a medidas dos pés da Princesa e fez um par de sapatos tão leves, que não pesavam mais que uma folha, e tão macios que podiam ser dobrados de todos os lados e enrolados como uma bola.

Mas, quando a Princesa os calçou, ela gritou:

— Ai! Chorou. Ai! Ai! Eles machucam! Eu não aguento! Tirem!

O sapateiro ficou aflito. O Rei e a Rainha ficaram aflitos. Os cortesãos ficaram aflitos. A Princesa continuava a chorar.

— Tirem! tirem! Eu não os aguento!

Então, um velhinho com longos cabelos brancos e uma longa barba branca se apresentou. Era o mais sábio dos conselheiros do Rei.

— Majestade, disse, é o couro do qual os sapatos foram feitos que está machucando a Princesa. O couro vem de animais que foram mortos para se poder obtê-lo. Por isso, há muita maldade no couro. A Princesa é sensível e não pôde suportar a dor dessa maldade.

O Rei refletiu sobre as palavras de seu conselheiro.

— Sim, eu entendo, disse por fim.

Então, ordenou ao sapateiro:

— Remova os sapatos.

E o sapateiro não pôde fazer outra coisa senão tirar os sapatos dos pés da Princesa e abandonar o castelo, envergonhado.

No dia seguinte, chegou outro sapateiro. Ele trouxe um rolo da mais linda e macia casca de árvore que o Rei e a Rainha já tinham visto. Disse que se à Princesa, usasse sapatos feitos com aquela casca de árvore, poderia subir até a mais alta montanha facilmente e seus pés nunca mais doeriam.

Então, o sapateiro tomou cuidadosamente a medida dos pés da Princesa e fez um par de sapatos tão leves que não pesavam mais do que uma folha, e tão macios que poderiam servir de travesseiro para a cama da Princesa.

Contudo, quando a Princesa os calçou, ela gritou:

— Ai! chorou. Ai! Ai! Eles machucam! Eu não aguento! Tirem!

O sapateiro ficou aflito. O Rei e a Rainha ficaram aflitos. Os cortesãos ficaram aflitos. A Princesa continuava a chorar.

— Tirem! Tirem! Eu não aguento!

Então, o velhinho de longos cabelos brancos e longa barba branca se apresentou de novo.

— Majestade, disse, é a casca da árvore da qual os sapatos foram feitos que está machucando a Princesa. A casca da árvore é realmente muito macia e muito bonita, mas não é muito resistente e os sapatos não iriam durar muito. A Princesa é sensível e não pôde suportar a dor dessa fraqueza.

O Rei refletiu sobre as palavras de seu conselheiro.

— Sim, eu entendo, disse por fim.

Então, ordenou ao sapateiro:

— Remova os sapatos.

E o sapateiro não pôde fazer outra coisa senão tirar os sapatos dos pés da Princesa e abandonar o castelo, envergonhado.

No terceiro dia, chegou outro sapateiro. Ele trouxe um pedaço de vidro tão claro que brilhava ao sol da manhã. Disse que se a Princesa usasse sapatos feitos com aquele vidro, poderia subir até a mais alta montanha facilmente e seus pés nunca mais doeriam.

Então, o sapateiro tomou cuidadosamente a medida dos pés da Princesa e fez um par de sapatos que eram transparentes como cristal e brilhavam ao sol da manhã.

Mas, quando a Princesa os calçou, ela gritou:

— Ai! chorou. Ai! Ai! Eles machucam! Eu não aguento! Tirem!

O sapateiro ficou aflito. O Rei e a Rainha ficaram aflitos. Os cortesãos ficaram aflitos. À Princesa continuava a chorar.

— Tirem! Tirem! Eu não aguento!

Então, o velhinho de longos cabelos brancos e longa barba branca se apresentou mais uma vez.

— Majestade, disse, é o vidro do qual os sapatos foram feitos que está machucando a Princesa. O vidro é realmente transparente como cristal e brilha ao sol da manhã, mas é muito duro. Nada pode passar através dele. Nada de bom, que está do lado de fora pode vir para dentro, e nada de ruim que possa estar por dentro, pode sair. A Princesa é sensível e não pode suportar a dor dessa dureza.

O Rei refletiu sobre as palavras de seu conselheiro.

— Sim, eu entendo, disse por fim.

Então ordenou ao sapateiro:

— Remova os sapatos.

E o sapateiro não pode fazer outra coisa senão tirar os sapatos dos pés da Princesa e abandonar o castelo, envergonhado.

Então, a Princesa ficou tão infeliz que ordenou ao lacaio que a levasse para cima, onde ela se reclinou em sua cama e comeu uma caixa inteira de doces. O Rei e a Rainha estavam tão infelizes que não comeram nada, mas passaram o resto do dia na biblioteca consultando manuscritos antigos, quase desfeitos, esperando encontrar algo que orientasse o que fazer para pés doloridos. Os cortesãos estavam tão infelizes que comeram um farto jantar em silêncio, na sala de banquetes, e depois foram para seus quartos, dormir.

Somente o velhinho de longos cabelos brancos e longa barba branca não estava infeliz. Ele deixou o castelo quando os cortesões estavam jantando e ninguém o viu sair. Ele voltou quando os cortesãos estavam dormindo e ninguém o viu voltar.

Contudo, no dia seguinte, quando a Princesa, o Rei, a Rainha e os cortesãos estavam tomando o café da manhã, um jovem estranho entrou na sala de banquetes. Ele era alto, garboso, belo, seu andar era firme, seu olhar doce. Seu rosto resplandecia como se fosse feito da luz do sol e seu sorriso iluminava toda a sala. Era Jovem, mas havia nele qualquer coisa que fazia com que ele parecesse ter mais sabedoria do que sua idade aparentava.

Ele se inclinou diante do Rei, da Rainha e da Princesa, saudou graciosamente os cortesãos e perguntou se ele podia acompanhá-los no café da manhã, enquanto lhes contava sua história. Deram-lhe um lugar de honra na mesa, entre o Rei e a Princesa, uma taça de ambrosia e uma colher de prata foram colocadas diante dele.

Depois de ter comido, ele disse à Rainha que a ambrosia era a mais deliciosa que já tinha saboreado, e começou a sua história:

— Eu sou um sapateiro da Terra do Sol, e tendo ouvido as palavras de seus mensageiros, eu também gostaria de ter a honra de tentar obter a mão da Princesa em casamento.

— A Terra do Sol! exclamou o Rei, atônito. Mas a Terra do Sol é inacessível para nós. Nenhum habitante da Terra pode cruzar suas fronteiras. Meus mensageiros não poderiam ter entrado nesse reino de luz.

— É verdade, Majestade, concordou o sapateiro. Nenhum mortal pode agora entrar na Terra do Sol, embora algum dia todos os homens viverão lá conosco. Mas nós, da Terra do Sol, sabemos de tudo que acontece na Terra, e há muito tempo que sentimos pena da Princesa por sua aflição. Agora que vocês pediram auxílio, estamos ansiosos por ajudar. Recebi permissão do Rei da Terra do Sol para confeccionar um par de sapatos para a Princesa, com os quais ela poderá subir até a mais alta montanha facilmente. Se ela usar estes sapatos, seus pés nunca mais doerão.

O Rei olhou para o sapateiro longa e pensativamente.

Depois disse:

— A Princesa experimentou muitos sapatos e teve muitas desilusões desde que meus mensageiros saíram. Eu não desejo que ela fique novamente decepcionada. Mas, como você é da Terra do Sol, talvez seus sapatos lhe deem o alívio que ela espera. Vou deixar que ela decida.

Voltou-se para à Princesa e disse:

— Minha filha, você ouviu as palavras deste sapateiro e sabe de que lugar ele veio. Você quer experimentar seus sapatos?

— Quero, Papai, disse a Princesa com um leve sorriso. Se um sapateiro da Terra do Sol não puder fazer os sapatos que eu preciso, ninguém mais poderá. Por favor, deixe-o tentar.

— Muito bem, disse o Rei, pode fazê-lo.

Então, o sapateiro tomou cuidadosamente a medida dos pés da Princesa e disse que tinha que ir à floresta que cercava o castelo, para buscar o material com o qual faria os sapatos. O Rei, a Rainha, a Princesa e os cortesãos, muito intrigados, o seguiram.

No meio da floresta havia um círculo encantado, onde a Princesa frequentemente pedia para ser levada em sua liteira. Aí, o sapateiro parou. Andou lentamente ao redor do círculo, tocando delicadamente cada uma das árvores que o circundavam e, quando já havia feito toda a volta, foi até ao centro do círculo e levantou os braços em direção ao Sol. Ao fazê-lo, um raio de sol o envolveu e ele desapareceu na Terra.

O Rei, a Rainha e os cortesãos abafaram um grito, consternados, mas antes que pudessem fazer alguma coisa, a não ser olhar uns para os outros, o sapateiro reapareceu no centro do círculo. Em suas mãos havia um pedaço de ouro que tinha saído do fundo da Terra.

Ele segurou o ouro à luz do sol e ele brilhou e cintilou. Parecia receber os raios da luz do sol e refleti-los. O sapateiro mergulhou o pedaço de ouro no frio regato da montanha que corria suavemente por ali, e depois deixou-o secar, segurando-o contra a fresca brisa que soprava.

Depois começou a amassar o pedaço de ouro com os dedos e, ante os olhos espantados de todos que estavam observando, o pedaço de ouro transformou-se em um par de sapatos de ouro.

O sapateiro ajoelhou-se na frente da Princesa e delicadamente calçou-lhe os sapatos.

A Princesa deu um passo, cautelosamente, depois outro. Seus olhos se arregalaram e os cantos de sua boca se transformaram num pequeno sorriso, que não sabia de que tamanho iria ficar.

— Eles servem, murmurou.

O Rei e a Rainha olharam-se felizes e alguma coisa parecida com um suspiro veio de todos os cortesãos, que tinham estado segurando a respiração.

— Ande um pouco mais, Alteza, insistiu o sapateiro. Ande em volta do círculo.

Então, a Princesa deu uma volta inteira no círculo encantado, a princípio devagar, mas, gradualmente, foi mais depressa, mais depressa, até que no fim estava quase correndo.

— Eles servem mesmo! exclamou. Meus pés não doem nada!

Depois, ela olhou para o sapateiro e o pequeno sorriso em seu rosto tornou-se radiante. Os cortesãos nunca tinham visto sua Princesa tão bonita.

— Eu vou subir a montanha, ela disse ao sapateiro, que fez um sinal que sim.

— Eu vou com você, ele disse.

— Você tem certeza de que está preparada para isso, meu bem? – perguntou o Rei, avançando para impedi-la.

Contudo, antes que ele pudesse segurar sua mão, a Princesa se virou e correu pelo bosque em direção à mais alta montanha. O sapateiro, correndo também, alcançou-a facilmente, e o Rei e a Rainha, que os seguiam, não estavam longe deles. Atrás do Rei e da Rainha vinha uma longa fila de cortesãos, alguns correndo, alguns andando, e alguns apenas conseguindo avançar um pouco.

A Princesa e o sapateiro logo chegaram à base da montanha e começaram a subir. A encosta era inclinada e rochosa e, em muitos lugares, parecia impossível encontrar um lugar para colocar o pé. Mas, para os que estavam olhando, parecia que a Princesa e o sapateiro tinham asas nos pés, pois eles mal tocavam o chão, pulavam de rocha em rocha até que desapareceram de vista.

O Rei e a Rainha, que podiam tê-los seguido, ficaram na base da montanha. Nenhum dos cortesãos teve coragem de tentar a subida inclinada.

Quando a Princesa e o sapateiro chegaram ao topo, a Princesa olhou ao redor e ficou extasiada. Lá, abaixo deles, até onde a vista podia alcançar, estavam todas as terras, oceanos e rios do mundo. Havia florestas de pinho verde-escuro e bosques verde-claro de álamos e choupos. Havia picos de montanhas cobertos de neve que refletiam a luz do Sol, torres e torreões de castelos distantes. Os oceanos eram azuis escuro e rios serpejavam pelo mundo como fitas de prata. Havia muitas manchas de cores vivas onde flores se abriam. Acima da linha do litoral, muito longe, havia nuvens escuras de onde caia uma chuva prateada e, ainda mais longe, havia um magnífico arco-íris.

Enquanto a Princesa e o sapateiro estavam olhando, uma águia solitária voando abaixo deles, mas muito acima da Terra onde o Rei, a Rainha e os cortesãos estavam esperando, levantou as asas como se estivesse saudando-os e continuou seu voo.

Por muito tempo, a Princesa ficou olhando o mundo sem dizer nada. Depois, deu um grande suspiro e virou-se para o sapateiro.

— É lindo, murmurou. Gostaria que todos pudessem ver o mundo como ele realmente é.

— Algum dia eles o verão, garantiu o sapateiro. Seu pai e sua mãe já o viram e há outros que logo irão subir na montanha mais alta, com sapatos iguais aos seus. Aos poucos, todas as pessoas da Terra o farão.

Depois, de mãos dadas, a Princesa e o sapateiro desceram a montanha e foram calorosamente recebidos pelos que estavam esperando embaixo.

Logo no dia seguinte, a Princesa e o sapateiro da Terra do Sol se casaram. Construíram um castelo no topo da mais alta montanha, onde não havia necessidade de muralhas, nem fosso guardado por um dragão, e moraram nesse castelo por muito mais luas do que o mais brilhante matemático da Terra poderia contar.

Aos poucos, como o sapateiro tinha predito, outras pessoas também subiram a montanha com seus sapatos dourados. Cada um que chegava lá em cima, era abraçado pela Princesa e pelo sapateiro e levados para morar com eles no castelo, por muito mais luas do que o mais brilhante matemático da Terra poderia contar.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. I – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Novo Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Agosto de 2020

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.

Para acessá-lo (formatado e com as figuras): ECOS nº 51 – Setembro de 2020 (Pandemia/Trânsito do Sol/Simbologia da Capa do Conceito Rosacruz do Cosmos/Credo ou Cristo/Uma Palavra ao Sábio/Mundos Visível e Invisíveis/Pensar em uma pessoa falecida e meus sentimentos/6 outras Escolas para Preparação para a Iniciação/Orações por uma pessoa/Perda das experiências de uma vida recém-finda devido a perturbações/Como uso a Astrologia Rosacruz?/Mente é diferente de cérebro/Serviço de Auxílio de Cura

Para acessar somente os textos:

A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: Ecos.

Informação

Em julho retomamos nossas reuniões semanais virtualmente, estando assim de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19). As atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas-SP por tempo indeterminado.

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Agosto/20:

Trânsito do Sol pelo Signo de Virgem, em setembro

Setembro é outro mês de preparação para o Discípulo. Uma das palavras chaves de Virgem é SACRIFÍCIO. Um Discípulo fervoroso, preparando-se por meio do sacrifício e da renúncia de si próprio para tomar parte das festividades dos últimos meses do ano que se avizinha, medita frequentemente sobre a nota chave de Virgem: “Aquele que quiser ser o maior entre vós, seja o servo de todos”.

A Hierarquia de Touro mantém o padrão cósmico da forma; a Hierarquia de Câncer, da vida, a Hierarquia de Virgem, o poder pelo qual a vida anima a forma. Estas três constelações, o Triângulo Feminino dos céus, administram todos os reinos de vida na Terra.

Assuntos abordados durante as Reuniões de Estudos desse mês:

1-Simbologia da Capa do Conceito Rosacruz do Cosmos – parte 2

Seguem algumas perguntas discutidas nessa reunião.

  • O que simboliza o Templo de Salomão? Era a obra prima das duas linhagens – SalomãoFilho de Seth e Hiram – Filhos de Caim.
  • O que simboliza o Mar Fundido? Era destinado ao banho da purificação, ao qual todos os sacerdotes tinham de submeter-se para entrar ao serviço do Senhor.
  • Por que algumas das nossas Capas mostram na parte superior as linhas unidas e em outras, a linha separada. Qual é a simbologia correta e Por Que?

O correto são as 2 linhas separadas, porque estamos no caminho, mas ainda não conseguimos unir Mente e Coração. A Filosofia Rosacruz busca eliminar o abismo criado entre a Mente e o Coração, harmonizando e equilibrando as forças do lado místico e do lado ocultista. A união somente ocorrerá quando tivermos atingido o equilíbrio Mente e Coração.

  • Visto na sua Plenitude o que esse Símbolo representa?
    • A evolução passada do ser humano
    • Sua constituição atual e desenvolvimento futuro,
    • Juntamente com o método de realização

2-Conceito Rosacruz do Cosmos: Credo ou Cristo

Seguem os pontos discutidos nessa reunião.

  • Credo significa: declaração de fé. Crenças compartilhadas
  • O mais antigo credo no cristianismo, teve origem nos escritos de São Paulo “Jesus é Senhor”
  • Está presente no Ritual do Serviço do Templo: “E toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor para a glória de Deus Pai
    • Por que Jesus é o Senhor?

O uso do termo senhor era título de cortesia para superiores sociais e seu significado raiz era governante, os reis em todos os lugares eram denominados ‘Senhores’ e frequentemente considerados divinos de modo que a palavra Senhor adquiria um significado religioso.

  • No 1° Parágrafo: “Não ama a Deus que ao seu semelhante odeia”
    • Linkando essa frase com os 1° dos 10 mandamentos: “AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS”, logo concluímos que a comunhão com o Pai está presente em nossas relações com irmãos e irmãs, pois não poderíamos odiar nosso semelhante e continuar amando a Deus sobre todas as coisas, ou seja nosso amor pelo Pai deve ser transmitido através de relacionamentos, perdão, aceitação e entendimento assim como fez Cristo Jesus de forma muito clara quando disse: Pai perdoai, eles não sabem o que fazem. Devemos percorrer o caminho que Cristo percorreu, amando e respeitando o próximo.
    • O bem que faço a outrem é a Cristo e a mim mesmo que verdadeiramente faço!
  • Todas as religiões são dádivas abençoadas de Deus
    • Todas as religiões são abençoadas e mandadas por Deus
    • Não existe acidentes ou coincidências, cada religião tem sua grande participação no plano evolutivo e se ainda existe é porque se faz necessária.
    • Ter o entendimento que as vezes um irmão pode no que julgamos estar deixando-se levar por um caminho tortuoso ou que julgamos inferior ou atrasado, não podemos nem devemos inflarmos de orgulho e apontar a nossa direção, pelo contrário devemos tratá-lo como igual. Podemos fazer uma oração e emanar no campo egóico, terá muito mais valor e o ajudará muito mais.
  • Cristo é o caminho a verdade e a vida: O novo e absoluto caminho é CRISTO, a compaixão a fraternidade universal isso é Cristo, Cristo não se resume ao nome mais sim aos atos e ações por ele ensinado o Amor (Ágape: respeito). Cristo foi enviado para dar nova direção a religião – a evolução.
  • Eis que o espírito universal veio a todas as igrejas e não somente a uma. Todas estão prestando seus serviços, não cabe a nós julgarmos se estão certas ou erradas, cabe respeitá-las e fazer a nossa escolha da que pode nos ajudar e da qual iremos seguir e nos dedicar.
  • Desde então, quais abutres famintos e vorazes, temos combatido por um nome sem sentido. Formas exageradas, lutas e batalhas desnecessárias serão fortemente travadas, apenas por egocentrismo, isso é o resultado de apenas a visão externa de cada religião.
  • Está Cristo dividido? Cristo então é dois? Se Cristo não é dois então apenas um de nós será salvo? Todos somos abraçados pelo amor de Cristo ele não veio para salvar os que julgam estar no caminho dele, veio para salvar Todos!
  • Seu amor puro e doce não está limitado a credos que segregam e muros que levantamos. Não é um Senhor separatista, não tem classe nem credo, pouco importa o nome que damos, Cristo resume-se a atos e ações de amor, compaixão, fraternal …
  • Então, por que não seguimos a Sua palavra? Por que então não o aceitar na sua doce palavra? Aquele que ouviu ou leu, mas não praticou, não entendeu que Cristo é o amor fraternal amoroso e desinteressado que é o único que deve permanecer e transbordar em nossos corações.
  • Mas há ainda uma coisa que o mundo precisa saber, há um só balsamo para toda a humana dor, há um só caminho que conduz ao céu, este caminho é a compaixão e o amor.

3-Conceito Rosacruz do Cosmos: Uma Palavra ao Sábio

Seguem os pontos discutidos nessa reunião.

  • O que Cristo quis nos ensinar quando disse: “Quem não receber o reino de Deus como uma Criança, não entrará nele”.
  • Criança – não está imbuída do sentimento dominador de superioridade; não tem opiniões preconcebidas nem julga antecipadamente; encara todas as coisas com atitude de confiança na qual não existe sombra de dúvida; conservam os ensinamentos que recebem até terem a comprovação ou a certeza do erro.
  • Nas escolas ocultistas o aluno é primeiramente ensinado a esquecer tudo o que aprendeu; não fazer juízo antecipado; manter a mente em estado de calma e de digna expectativa para que eu, a intuição ou “sabedoria interna” se manifeste. Deve cultivar uma atitude mental aberta para “admitir todas as coisas” como possíveis; deve investigar se existe algum outro ponto de vista até então não notado.
  • Uma criança, quando exposta a um assunto novo, se comporta francamente como ignorante sobre o assunto, não tem ideias pré-concebidas, não julga antecipadamente e é prontamente ensinável, mantém-se em um estado de digna expectativa.
  • A melhor atitude a se ter quando um novo ensino está sendo dado é: estar aberto a considerar que o ensino pode ser verdadeiro e que vale a pena ser considerado.
  • Assim como o ceticismo nos cega para a verdade, uma atitude de manter a mente em estado de calma de confiança e de expectativa permitirá à INTUIÇÃO (Sabedoria Interna) apoderar-se da Verdade contida numa nova Filosofia, com novas Verdades e Propostas.
  • A mente deseja explicações materialmente demonstráveis do mundo fenomênico. O coração sente instintivamente que existem verdades espirituais que a mente sozinha não pode compreender. Com o tempo, ambos aprenderão a trabalhar juntos.
  • “Não se pede ao aluno que admita de imediato ser negro determinado objeto que ele observou ser branco, ainda que se lhe afirme. Pede-se a ele sim, que cultive uma atitude mental suscetível de “admitir todas as coisas” como possíveis. Isto lhe permitirá pôr de lado momentaneamente até mesmo aquilo que geralmente se considera um “fato estabelecido”, e investigar se existe algum outro ponto de vista até então não notado sob o qual o objeto em referência possa parecer negro”.

Em referência ao texto acima, as atitudes mais indicadas para a ação de aprendizado:

  • É pôr de lado momentaneamente até mesmo aquilo que geralmente se considera um “fato estabelecido”,
  • É nos esforçarmos para manter a Mente no estado fluídico de adaptabilidade que caracteriza a criança.
  • É compreender, com todas as fibras do nosso ser, que “agora vemos como em espelho, obscuramente”
  • É mantermo-nos sempre em alerta, desejando por “Luz, muita Luz”.
  • Só uma mente aberta descobre os vínculos de concordância.
  • Considerar as afirmações que parecem positivas e inequivocamente contraditórias serem possíveis de conciliação.
  • Max Heindel tinha as seguintes preocupações quanto ao estudo do “Conceito Rosacruz do Cosmos
  • Ele temia um julgamento apressado e baseado na falta de conhecimento do sistema que ele advoga.
  • Que dissessem que a obra não tem fundamento, sem, previamente, dedicar-lhe atenção imparcial.
  • Que os alunos não considerassem que a única opinião digna de ser levada em conta precisa basear-se no conhecimento.
  • As dificuldades dos leitores/estudantes do Conceito em retratarem-se de qualquer opinião prematuramente expressa, até que o estudo razoável da Obra os/as convença do seu mérito ou demérito.
  • O Conceito Rosacruz do Cosmos não é dogmático, apela apenas para a razão do leitor/estudante.
  • Não há no Conceito, qualquer revelação infalível que abranja tudo quanto está debaixo ou acima do Sol.
  • O irmão Max Heindel não se considerava onisciente.
  • A intenção do Sr. Max Heindel foi de apresentar no Conceito apenas os ensinamentos mais elementares do Rosacruzes.
  • A Fraternidade Rosacruz tem a concepção mais lógica e ampla sobre o mistério do mundo.
  • Os ensinamentos contidos no Conceito estão de acordo com os fatos tais como o Sr. Max Heindel os conheceu em suas investigações.
  • O Conceito está longe de ser a última palavra sobre os assuntos dos ensinamentos dos Rosacruzes.
  • À medida que crescemos em entendimento e consciência, apresentam-se aos nossos olhos novos aspectos e esclarecem-se muitas coisas que antes, só víamos “como em espelho, obscuramente”.
  • Max Heindel confiava que todas as outras filosofias do futuro seguirão as linhas mestras da filosofia Rosacruz, por lhe parecerem absolutamente certas.
  • Max Heindel não considerava o Conceito como o máximo do conhecimento oculto, como o Alfa e o Ômega.
  • Embora o título do Livro seja “Conceito Rosacruz do Cosmos” não devemos entender como uma “crença entregue de uma vez para sempre” aos Rosacruzes pelo fundador da Ordem.
  • O Conceito encerra apenas a compreensão de Max Heindel sobre os ensinamentos Rosacruzes relativos ao mistério do mundo.
  • No Conceito são apresentados os resultados dos esforços em traduzir em palavras as investigações de Max Heindel, apresentando descrições tão exatas e definidas quanto lhe foi possível sobre os mundos internos e a respeito dos estados ante natal e post-mortem do ser humano.
  • Pesquisar as opiniões de muitas pessoas e considerar as opiniões expressas com mais frequência como as mais confiáveis, é o método menos confiável de obter informações sobre a vida após a morte.
  • Se alguém deseja se tornar sábio, por que é necessário desejar sabedoria com grande intensidade?

Porque o conhecimento dependerá de:

  • Um desejo firme, ou seja, não deve desistir ao primeiro obstáculo. Deve manter a persistência perante as provas.
  • Deve estar voltado para o benefício da humanidade, e nunca para benefício próprio.  A sabedoria está em trabalhar para os outros, ou o estudo do ocultismo será perigoso.
  • Desenvolver seus poderes para investigar diretamente, sem se desesperar por não ter desenvolvido ainda esses poderes, pois poderá conhecer os mundos suprafísicos, visitando-os, se estiver habilitado para o fazer, ou estudando o que outros já capacitados contam como resultado de suas investigações.

4-Conceito Rosacruz do Cosmos: Introdução

Seguem os pontos discutidos nessa reunião.

  • Qual será a religião mundial conforme os Rosacruzes? Nem Judaísmo, nem o Cristianismo Popular, mas sim o verdadeiro Cristianismo Esotérico
  • Cristo será a “Luz do Mundo” – Assim como o Sol ofusca a luz das mais brilhantes estrelas nos céus e dissipa todo o vestígio de trevas, iluminando e vivificando todos os seres, assim, em futuro não muito distante, a verdadeira religião de Cristo há de superar e anular todas as outras religiões, para eterno benefício da humanidade.
  • O abismo entre a Mente e o Coração se torna maior e mais profundo. A Mente busca com ansiedade e se satisfaz apenas com explicações materialmente demonstráveis acerca do ser humano e demais seres do mundo fenomenal. O Coração sente instintivamente que algo de maior existe, e anela por aquilo que pressente como verdade de ordem tão elevada que só pode ser compreendida pela Mente. Mas não é necessário que seja assim. Mente e Coração podem se ajudar mutuamente para tornarem-se mais eficientes na investigação da verdade universal.
  • O objetivo do livro Conceito Rosacruz do Cosmos é mostrar:
    • Como e onde a Mente, ajudada pela intuição do Coração, pode penetrar nos mistérios do ser, muito mais profundamente do que cada um poderia fazê-lo por si só e
    • Como o Coração, unido à Mente, pode ser defendido do erro, e como cada um tem plena liberdade de ação sem se violentarem mutuamente, mas ambos satisfazendo suas aspirações.
  • Todos sem exceção, podem tornar-se aptos para obter informações diretas e definidas sobre o assunto.
    • Não há favoritismos nem se requerem dons especiais. Esta faculdade está latente na maioria das pessoas, mas requer um esforço persistente para despertá-la.
    • O caminho para o conhecimento direto não é fácil, pois nada realmente valioso se obtém sem esforço persistente. Requer um desejo firme, uma sede abrasadora de conhecimento, e um entusiasmo insuperável para conquistá-lo.
    • Não existem coisas como “dons” e “sorte”. Tudo o que somos ou possuímos é resultado de esforço.
    • O que falta está latente em si mesmo e pode ser desenvolvido quando se empregam os meios apropriados.
    • O ser humano que se conscientiza de sua ignorância deu o primeiro passo na direção do conhecimento.
    • O motivo supremo para a busca desse conhecimento oculto deve ser um desejo ardente de beneficiar a humanidade, esquecendo-se inteiramente de si mesmo, a fim de trabalhar para os outros.

5-Conceito Rosacruz do Cosmos: Capítulo I – Os Mundos Visível e Invisíveis

Seguem os pontos discutidos nessa reunião.

A primeira parte do Livro, dá ao estudante a oportunidade de conhecer as noções básicas dos mundos suprafísicos ou ocultos e o método para desenvolver-se estando no Mundo Físico. Assim o estudante poderá despertar o interesse pelo ocultismo de uma maneira bastante didática.

  • Vamos começar entendendo o que são:
    • Mundo Visível: Mundo Físico e Denso em que vivemos. Quando o ser humano mergulha na matéria, ele se torna ausente dos outros reinos ou Mundos que chamamos de Suprafísicos ou Superiores. Mundo dos efeitos.
    • Mundos Invisíveis: São todos os mundos que não conseguimos ver com os nossos olhos físicos.
    • Mundos suprafísicos: Mundos acima do Físico. Nesse esquema de evolução é onde estão os objetos de conquistas e domínio da onda de vida humana. Esses Mundos não são visíveis para o indivíduo comum, porque este ainda não desenvolveu os sentidos mais elevados e sutis, necessários para entrar em contato com os mundos ocultos, Mundo das Causas.
    • Mundos superiores: todos com densidade acima do mundo físico.
    • Mundos inferiores: Depende da referência, para os seres humanos que estão aqui no campo de evolução Terra e com a consciência apenas da região física, dizemos que estamos vivendo em mundos inferiores. Na realidade, já deveríamos estar vivendo na região etérica do Mundo Físico, mas por incapacidade e atraso nosso, ainda não conseguimos funcionar nessa região.
    • Mundo das causas: são lugares onde alguma coisa tem que acontecer primeiro, antes de acontecer aqui no Mundo Físico. É o mundo das ideias, onde estou planejando algo, quando coloca aqui ele nunca vai ser igual, mas vai ser muito próximo. Causa é a idealização, a formação da ideia, o projeto. Até chegar no efeito aqui que é a construção de algo. Só pode manifestar-se o efeito (Mundo Físico), se a causa entrar em ação (Mundos superiores).
  • O que deve ser para o Estudante Rosacruz o Mundo visível?
    • Aprimorar a utilização dos sentidos físicos
    • É o mundo da consciência de vigília
    • É o baluarte da evolução
    • É o berço da aprendizagem

O Mundo Visível ou Região Química do Mundo Físico é o Mundo onde, atualmente, as coisas são realizadas, as experiências são feitas, com o correspondente aprendizado. Esse aprendizado é consolidado durante o processo post-mortem, quando a essência das experiências é transformada em consciência e em virtudes.  É válido ser um sonhador e idealizar projetos. Contudo, mais importante é tentar transformá-los em realidade, pois o Mundo Físico é, atualmente, o local criado no Plano Divino para as nossas realizações e onde se aprende a criar de forma correta, a partir de nossos erros e acertos.

  • O Universo é uma escola de treinamento de Deus?

Sim. E nós fazemos parte desta vasta escola, tanto que a todo momento estamos presenciando acontecimentos e mudanças de grande proporção que provocam uma crescente necessidade de obtermos melhor conhecimento da razão de ser da existência.

  • “Homem conhece-te a ti mesmo”.
  • Espiritualmente falando esta é a chave de todo o progresso. O primeiro passo no conhecimento de nós mesmos e das nossas relações com as forças cósmicas é compreender alguma coisa dos mundos em que vivemos, sabendo que as leis que agem no Cosmos inevitavelmente afetam nossa vida pessoal, individual.
  • “Procurai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça e tudo o mais te será dado por acréscimo”.
    • Reino de Deus: É a negação do Reino dos homens, É um conjunto das Leis da Natureza, leis divinas e Leis de Deus. Temos as Leis de Deus que são dadas nos 10 mandamentos, sermão da montanha. Temos todas as leis de Deus para vivermos no reino de Deus. Temos que ter todas essas leis internalizadas para vivermos no Reino de Deus.
    • Reino dos Homens: é um conjunto de leis e procedimentos que nós criamos. Inclusive nós achamos que temos o direito de julgar os outros baseados nessas leis e procedimentos. É o reino que nós construímos.
    • Reino dos céus: Todo o Sistema Solar, ou seja, qualquer lugar do Universo, é céus.
  • No Mundo das causas é onde estão os pensamentos-forma
  • “Homem conhece-te a ti mesmo”
  • Isso tem relação com o princípio encerrado no axioma hermético: “Assim como é em cima é embaixo”. Quando uma pessoa conhecer a si mesma, então poderá, por analogia, conhecer a Deus porque em verdade se disse, “O Homem foi feito à imagem e semelhança de Deus”.
    • Contudo, para conhecer a si mesmo não é somente necessário que o ser humano conheça o seu corpo físico, mas também todos os veículos invisíveis dele, que são as causas de seus pensamentos, sentimentos, desejos, emoções e palavras.

Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais estudantes.

  • PERGUNTA: Estou lendo o Conceito…, na parte Corpo de Desejos, e para eu entender um pouco mais, por exemplo:
    • Se eu penso, em uma pessoa falecida, ou encarnada, e o pensamento for de que ela esteja passando necessidade, meu sentimento a isso se unirá a segunda região, das impressões, e para ela, ou para quem pensa, irá a efetividade do que foi pensado?
    • Da mesma forma se eu penso está pessoa passando por sentimentos acima da quarta região atrai para ela ou para quem pensa, sentimentos afins?

RESPOSTA: Todas as vezes que você pensar em alguém, renascida aqui ou que já está do lado de lá, nunca a imagine com a dificuldade que ela está (seja doença, tristeza, infeliz, moribunda, etc). Sempre foque em vê-la bem, iluminada com a luz interna que todos temos (a divina essência oculta em cada um de nós). E é assim que ela sempre estará. Afinal o Corpo Denso, Vital e de Desejos dela são só vestimentas, roupagem, jamais é ela realmente.

Assim você evita “poluir” o seu Pensamento-forma com material de desejos e emoções da Região da Impressionabilidade. Afinal cada um de nós é uma emanação da grande unidade de Deus, nosso Pai e Criador, sendo assim que somos divinos na essência de Deus.

A pessoa, o Ego, o Eu Superior, o Ser interno e verdadeiro não pode jamais estar enfermo, pois é uma emanação de Deus. Assim, na sua oração para a pessoa foque em ajudá-la a fazer com que o poder dessa grande verdade penetra na alma (a quintessência dos Corpos) dela, dissipando os erros, as ilusões, as opiniões falsas, e as aparências enganosas da sensualidade, causa de todos os infortúnios de uma pessoa.

Foque para que Deus a ilumine de modo a fazê-la compreender e a sentir que ela é feliz, pois na qualidade de Espírito Eterno e Divino (que é o que somos), ainda nesse plano inferior (mesmo desencarnado, muitos pairam por aqui: apegados à Terra) ela possa desfrutar da profunda paz de Cristo e da Harmonia Eterna de Deus.

Que ela perceba que a sua salvação em Espírito e em Cristo é algo que ela deve realizar aqui e agora, no presente, que é a única eternidade. Termine a oração com: “e que seja feita a vontade de Deus, e não minha”.

Se tiver ao seu alcance, interaja com ela em ações, atos e obras, com uma palavra fraterna, um sorriso sincero ou “um ouvido para ela verbalizar o que ela quer”; mas seja firme em propor que ela deve se voltar para a parte espiritual Cristã, seja por meio de uma Religião ou Escola de Preparação.

Se não tiver ao seu alcance, fique na oração, pois a “vontade de Deus prevalecerá sempre”. Repita a oração todos os dias, depois da Oração do Estudante Rosacruz. E nunca espere “melhoras”, pois o “tempo de Deus” é sempre diferente do “nosso tempo”, e sempre é perfeito!

  • PERGUNTA: Quais são as outras 6 Escolas para a Preparação para a Iniciação?
  • RESPOSTA:
  • O PRIMEIRO quesito: Cristo é o único ideal da Escola (ou seja, a Escola tem que ser Cristã).
  • SEGUNDO quesito: propagar o Evangelho exatamente como Cristo nos forneceu na Bíblia;
  • TERCEIRO quesito: praticar a Cura definitiva (aquela que soluciona a causa, e não o efeito, o remédio):
    • criar as condições para utilizar o Poder Curador de Deus Pai,
    • ter um processo de escolha – que considere as leis de semelhança e receptividade sistemática – de uma pessoa (homem ou mulher) que será o ponto focal de transmissão do excesso do fluído vital, à noite, para o Paciente, e
    • estimular no Paciente a participação ativa no processo de cura, elevar o seu fervor e o seu ânimo;
  • QUARTO quesito: ter locais de oficiação de rituais com o conceito de Templo Solar, construindo e mantendo uma egrégora invisível espiritual e sempre crescente;
  • QUINTO quesito: não ter um guru, um instrutor, um “governador”, um mestre em Corpo Denso, enfim, uma pessoa que todos têm que seguir e não pode desobedecer.
  • SEXTO quesito: nada cobrar, nem em espécime, nem em “doações”, nem em objetos.
  • SÉTIMO quesito: não ter templos suntuosos, onde a riqueza e a ostentação sejam o único e principal valor.
  • OITAVO quesito: ter um Caminho possível a ser seguido pelos seus Estudantes e que os leve a ser candidatos a Escolas de Mistérios, às Iniciações Menores e às Maiores (as Cristãs);
  • NONO quesito: não fazer nenhuma distinção à capacidade do Estudante em trilhar o Caminho proposto por ser homem ou mulher, jovem ou velho, rico ou pobre, letrado ou iletrado ou outra segmentação qualquer; e
  • DÉCIMO quesito, mas não menos importante: preparar os seus Estudantes para viver ativamente e na plenitude na vindoura e muito próxima Era de Aquário.
  • PERGUNTA: Na meditação das 18h30, as orações deverão ser as da Fraternidade ou a pessoa pode fazer alguma outra oração que seu coração mande?
  • RESPOSTA: É importantíssimo para o Estudante Rosacruz oficiar o Ritual do dia (Serviço do Templo todos os dias, exceto nas “Datas de Cura”, onde deve oficiar o Ritual do Serviço de Cura, e nas Vésperas de Equinócio, Solstício e Noite Santa, quando deve oficiar os Rituais específicos para a ocasião). Depois de oficiar o Ritual, aí sim, o Estudante pode fazer quaisquer orações cristãs, se quiser.
  • PERGUNTA: “Gostaria de ajuda para entender melhor os efeitos de um período de assimilação da vida, logo após a morte precária, interrompida, etc. É totalmente perdida a eficiência da retrospectiva da vida quando o corpo não recebe a paz necessária nos, em média, 3,5 dias?  O aprendizado será quase completamente perdido? Uma vida inteira de experiências seria quase que descartada?

RESPOSTA: Não necessariamente “tudo”. Depende do nível de perturbação. No entanto, sem dúvida, haverá perdas por falta de nitidez na gravação no Átomo-semente do Corpo de Desejos.

No momento atual, sim, está havendo muita perda de muitas pessoas. Agora…tudo isso já estava previsto na vida dessas pessoas como uma “tendência”, uma “possibilidade”, sempre latente, que, ao escolherem determinados caminhos a despeito de outros, foi ativada pela própria pessoa.

Será que houve realmente perdas significativas? Será que a pessoa estava obtendo as experiências que deveria obter, ou será que estava procrastinando? Será que com as possibilidades que temos hoje de nos desviarmos do que escolhemos para aprender (e, assim, adquirir experiências), desviamos tanto e tentamos tanto “deixar para depois” que, de fato, deixamos quando não houve a gravação suficiente nítida para ser parte fundamental da nossa vida post-mortem? Lembrando sempre que estamos sob a Lei de Causa e Efeito…colhemos o que semeamos…e nós é que sempre escolhemos.

  • PERGUNTA: Como fica então a situação da humanidade desta época, em que em mínimas ocasiões não há interferências (uso de químicos no corpo do defunto, doação de órgãos, busca cada vez maior pela cremação às pressas, etc.) no tempo de “descanso” do corpo morto?

RESPOSTA: Sempre teve irmãos e irmãs “perdendo a eficiência da retrospectiva da vida quando o corpo não recebe a paz necessária nos, em média, 3,5 dias… O aprendizado será quase completamente perdido… Uma vida inteira de experiências seria quase que descartada”, pois nas guerras as situações são bem piores do que em uma pandemia e a gente nunca ficou alarmado.

Por que, então, só agora essa comoção? Corpo de Desejos nosso nos dominando e tentando nos envolver no medo, no temor e podendo nos levar à falta de fé? Arrastando-nos para a descrença, o desespero e “a tomar remédios para depressão, ansiedade, pânico, etc.”!

Sem dúvida é importante fazermos as perguntas sobre as possíveis causas (como explicamos acima), mas tenhamos a certeza de que Deus sabe o que faz com a sua criação, pois Ele é Amor e Luz! E devemos sempre agradecer por estarmos aqui, muitos de nós meros expectadores e, se assim for, responsáveis por manter um ambiente de oração, de serviço, de amor e de muita fé.

Tenhamos compaixões dos irmãos e irmãs que estão passando para o outro lado e perdendo boa parte das experiências que obtiveram enquanto aqui. E oremos para que aprendam no Purgatório que o “caminho do transgressor é duro” e não vale a pena continuar seguindo por ali.

Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Agosto:

1- Que uso faço dos meus conhecimentos de Astrologia?

Eu a uso como uma ciência sagrada, que nos revela o segredo dos Equinócios e do sacrifício anual do Cristo para podermos sobreviver? Ou a emprego vendendo predições (ainda que não por dinheiro, mas por fama e poder ilusórios), com informações de quando os Signos são propícios?

Nessa última hipótese, eu me comparo aos vendilhões do templo no tempo de Cristo e estou prostituindo a divina prerrogativa de obtenção de ganho para mim mesmo.

Quando eu sou provado por uma série de incidentes de “azar”, eu vou olhar o meu tema (meu horóscopo) para ver se Marte e Saturno estão em conflito e me conformo com isso? Ou eu enfrento a situação sabendo que isto é mais uma prova oferecida para o meu crescimento espiritual?

Eu aceito um outro pedaço de sobremesa sabendo que está sobrecarregando o maravilhoso instrumento que venho construindo laboriosamente desde o princípio da criação, com a desculpa de ter Júpiter em Câncer? O meu Corpo Denso e o meu Corpo Vital devem ser o meu instrumento (eu, o Ego) e não um brinquedo dos desejos.

O conhecimento da Lei do Renascimento foi ocultado ao ser humano deliberadamente, para que ele possa aproveitar ao máximo seu tempo de vida durante sua curta vida terrestre em se concentrar sobre as coisas materiais. Os detalhes da verdadeira astrologia celestial ainda estão velados, pois, o ser humano deve desenvolver discriminação e prudência em sua Mente concreta.  

Se, como escravos, tentamos adaptar nossas ações às poucas máximas astrológicas que conhecemos, estamos contribuindo para a destruição do grande plano evolucionário de Deus!

As doze grandes Hierarquias que têm conduzido o desenvolvimento deste universo solar têm uma concepção da existência muito acima da concepção que o ser humano dela tem. Podemos dizer que a concepção humana está para a concepção das Hierarquias como a concepção de uma estátua (se pudesse conceber algo) estaria para a concepção do artista que a criou.

O trabalho atual das Hierarquias neste Planeta é desenvolver o SERVIÇO (Peixes) e a PUREZA (Virgem) em toda a humanidade, para que possamos compreender nossas próximas lições que serão: AMIZADE (Aquário) e CONTROLE PRÓPRIO (Leão).

Aprendemos a lição do SERVIÇO sobrepondo aos nossos desejos egoístas o cuidado para com nossa família, nossa comunidade e nossa pátria. Se tivermos bastante fé para agirmos assim, estaremos nos preparando adequadamente, pois Cristo aconselhou-nos a não nos preocuparmos com o amanhã.

Nosso Pai Celeste sabe o que precisamos. Será preciso irmos mais além?

Max Heindel nunca nos teria ensinado Astrologia se tivesse pensado que ela seria pedra de tropeço a qualquer um dos Estudantes Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz.

2-Mente é diferente de Cérebro

O pensamento existiu antes do cérebro, construiu-o e continua construindo-o para sua expressão.

A Mente é o instrumento mais importante que o espírito possui, um instrumento especial na obra da criação. O cérebro é apenas o teclado do magnífico instrumento em que o espírito humano executa a sinfonia de sua vida, da mesma forma que um músico se expressa em seu violino.

A Mente aperfeiçoada decidirá quanto à forma particular e volume de vibração. Por meio dela as ideias produzidas pela Imaginação do Espírito projetam-se no mundo material. Primeiramente são pensamentos-forma, mas quando o desejo de realizar as possibilidades imaginadas põe o ser humano em ação no Mundo Físico, convertem-se no que chamamos “realidades” concretas.

A Imaginação será a faculdade espiritualizada que dirigirá a criação. Atualmente, existe forte tendência para considerar a faculdade da imaginação de modo superficial, quando, em realidade, é um dos fatores mais importantes da nossa civilização. Sem a Imaginação seríamos ainda selvagens. Pela imaginação desenhamos as casas, modelamos as roupas e meios de transporte.

Se os inventores desses melhoramentos não tivessem possuído Mente nem imaginação capaz de formar imagens mentais, ditos melhoramentos nunca se teriam convertido em realidades concretas.  No atual tempo de materialismo quase não se faz esforço algum para apreciar a Imaginação, e ninguém sente mais os efeitos desta atitude do que os inventores.

Geralmente, são considerados “malucos”, eles que têm sido os agentes fundamentais da subjugação do Mundo Físico e da transformação do meio social no que ele é hoje em dia. Qualquer aperfeiçoamento, tanto no físico como o espiritual, deve ser, primeiramente, imaginado como uma possibilidade de converter-se em coisa real.

3-Oração

A oração, como um exemplo, é um meio de produzir pensamentos delicados e puros que agem sobre o Corpo Vital.

Pois o princípio fundamental para construir o Corpo Vital é a repetição.

As experiências repetidas agindo nele criam a memória. Sabedores disso e desejando nos prestar uma ajuda, nosso único Mestre, Cristo, e nossos irmãos e irmãs mais avançados espiritualmente nos indicaram certos exercícios que atuam inconscientemente.

A oração é um deles!

Por isso recomendam que “oremos sem cessar”.

Os críticos têm perguntado ironicamente e com frequência porque será necessário estar sempre a orar.

Se Deus é Onisciente, dizem, deve conhecer todas as nossas necessidades e, se não é, as orações provavelmente, não chegarão até Ele.

Aliás, se não for Onipotente também não poderá, sequer, responder às orações.

Pensando de modo análogo, até muitos Cristãos (ou que se dizem Cristãos) têm acreditado que será mal-estar importunando a Deus continuamente com orações.

Tais ideias estão baseadas numa má compreensão.

Deus, verdadeiramente é Onisciente, não necessita que ninguém lhe recorde nossas necessidades.

Contudo se, como devemos, Lhe dirigimos orações, somos nós mesmos que nos elevamos para Ele ao prepararmos e purificarmos os nossos Corpos Vitais.

Se orarmos como devemos, aí está a grande questão! Geralmente, interessam-nos muito mais as coisas temporais do que elevarmo-nos espiritualmente.

Então, que oração serve? Baseie-se na Oração do Senhor (o Pai-nosso) para entender como se deve orar.

Cristo deu à humanidade essa oração que, tal como Ele mesmo, é a única e universal.

Há nela sete orações distintas e separadas, uma para cada um dos sete princípios do ser humano.

4-O Novo Mundo

Um mundo novo está surgindo, como consequência do impulso originado de uma melhor compreensão da vida.

O ser humano já se apercebe de que com a decadência do já ultrapassado pensamento filosófico e religioso, a Divindade está preparando para si e para a humanidade, mudanças substanciais, capazes de ensejar uma concepção mais ampla sobre o significado da vida.

A velha ordem de coisas está no fim e, simultaneamente, assistimos ao alvorecer de algo novo. Uma consciência que permaneceu adormecida durante Eras está despertando. Deus, que sempre trabalhou na essência mesma das coisas está desenvolvendo uma nova expressão da vida eterna que lhe é inerente.

A guerra e seus terríveis sofrimentos constituem as dores do parto.  No seu devido tempo, o recém-nascido aportará a toda a humanidade, concedendo-lhe uma liberdade mais ampla, uma mentalidade mais forte e amor em maior profusão. A dor provocada por tão horrível carnificina trouxe triste pesar à nossa mãe-terra, mas sua convalescença já começou. No mundo inteiro está surgindo um ideal mais elevado que por séculos esperou o momento oportuno para manifestar-se.

No mundo trava-se uma luta da qual somos partícipes. Ela é parte da evolução que sempre se evidenciou através da submissão do inferior ao superior, do imperfeito ao perfeito. Esse conflito eterno e universal acompanha o ser humano desde as remotas épocas em que Deus o projetou como um pensamento no reino do Espírito. Passo a passo essa luta contínua e cruenta vai aperfeiçoando o espírito, até o estado atual.

Uma nova luz está projetando seus raios sobre a humanidade, luz de um conhecimento mais profundo. Os ensinamentos rosacruzes pretendem que o desenvolvimento da Mente se encontre em seu primeiro estágio, o mineral de sua evolução. O ser humano recebeu a Mente na Época Atlante para um propósito determinado. Mas como nessa época o Ego era excessivamente débil a seus desejos muito fortes, o nascente intelecto fracassou, unindo-se ao Corpo de Desejos. Daí originou-se a astúcia.

“Na Época Ária iniciou-se o desenvolvimento da Mente e da razão por intermédio do trabalho do Ego no sentido de dominar o Corpo de Desejos e conduzi-lo à realização da perfeição espiritual, que é o objetivo da evolução” (Conceito Rosacruz do Cosmos).

Na agonia da transição, muitas almas devotas assistem à derrota da religião, à eclipse da fé e ao desaparecimento das mais caras expectativas da humanidade. Porém, como a verdade é eterna não pode desaparecer. O conflito do ser humano com a realidade é parte essencial do progresso. Não estando preparado para receber a nova luz, a verdade a cega, o perturba e a dúvida atormenta.

Neste momento da vida é quando o ser humano mais necessita do auxílio de um mentor espiritual que o oriente, até que seja capaz de, por si mesmo, compreender a nova verdade que floresce. Chegou o momento em que ao estudante Rosacruz se oferecem mil oportunidades de servir. “A seara é imensa, mas poucos são os trabalhadores”.

O século XX caracteriza-se por um grande despertar espiritual e filosófico. Desde o advento de Cristo-Jesus nunca se viu tantas igrejas, tantos novos cultos, nem tanto interesse renovado pela religião. Quando faltavam uns 500 anos para o nascimento de Jesus, surgiram por todos os rincões da Terra novos instrutores e novas religiões. As mudanças que influenciaram o globo terrestre, por precessão dos equinócios, trouxeram muitas inquietudes à humanidade, pois essa se preparava para responder aos novos tempos. Foi assim que a Era de Áries, regida pelo belicoso Marte foi substituída pela influência jupteriana de Peixes.

Todas as decadentes filosofias devem ser substituídas por sistemas mais avançados. Novas religiões surgiram e se disseminaram pela Terra. Naqueles tempos o profeta e instrutor mais avançado, Isaias, assentava as bases daquilo que seria a religião cristã. A vida intelectual chegava ao seu ponto culminante.

Essas mudanças excitaram ao mesmo tempo os elementos inferiores, dando margem a guerras e crimes de toda espécie. É um fato bem conhecido dos esoteristas que quando um novo impulso ativo a religião, o mal e os elementos mais baixos são também postos em ação. A humanidade daquele tempo se dividiu, tal como predisse Cristo ao afirmar que “as ovelhas estão separadas das cabras”.

A Era de Aquário, que se aproxima, é a Era do AR. Uma fase de características marcadamente intelectuais onde se produzirá o despertar intelectual da humanidade. Aquário é um Signo mental, cientifico e elétrico, capaz de despertar as multidões como nunca o fez Signo algum do zodíaco. Esse Signo representa o FILHO DO HOMEM.

Existem duas classes de pessoas capazes de responder às vibrações aquarianas: em primeiro lugar está o tipo saturnino, inflexível, duro, que se manifesta por atitudes cruéis; em segundo lugar encontra-se o tipo mais evoluído da humanidade, aquele que alcança as regiões do infinito, representado pelos seres de ciência, pelos pensadores avançados e os religiosos sensíveis às mais elevadas influências espirituais.

Como afirmou o casal Heindel no Livro A Mensagem das Estrelas: “Podemos dizer que o FILHO DO HOMEM é o “super-homem”; por tal motivo, quando o Sol transitar pelo Signo celeste de Aquário, entraremos (esotericamente) em uma nova fase da religião do Cordeiro, e o ideal para o qual haveremos tender é indicado por Leão, o Signo oposto”.

Todo exército tem sua vanguarda. A evolução também tem a sua. Existe sempre uma classe evoluída, destinada a preparar a humanidade para futuras transformações. De acordo com os ensinamentos rosacruzes, esses períodos evolucionários se estreitam à medida que nos elevamos no caminho. Conforme a Mente se organiza, alcança-se um estado de consciência mais elevado e com o tempo tomará uma forma semelhante à dos demais veículos superiores.

A Mente do ser humano também se espiritualiza. Na Era de Aquário o veículo mental alcançará um grande desenvolvimento como consequência dos esforços científicos e espirituais do ser humano. Há um grande número de pessoas já conscientes da existência dos poderes internos, ansiosas por obter e aplicar os conhecimentos avançados.

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA

Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.

Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.

Datas de Cura:

Setembro: 4, 12, 18, 24

“Senhor meu Deus, a ti clamei por socorro, e tu me curaste.” (Sl 30:2).

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Evolução pelo Alimento

Os Espíritos Virginais que atualmente formam a humanidade, ou seja, os Espíritos Virginais da onda de vida humana, começaram sua peregrinação através da matéria no Período de Saturno.

Na Época Polar deste Período Terrestre – a primeira Época -, auxiliados pelos Senhores da Forma, o ser humano construiu seu primeiro corpo mineral, ou seja, um Corpo formado de material da Região Química do Mundo Físico. E os primeiros a aparecer foram os mais desenvolvidos da época. O ser humano dessa Época tinha ainda seu foco muito voltado à Região Etérica do Mundo Físico e a Terra não tinha solidificado ainda, como a vemos hoje.

Portanto, podemos relacionar o Corpo Denso à Adão, que simbolizava o ser humano dessa Época, como lemos na Bíblia: “foi feito de barro”. Isso pelo fato de ter sido semelhante ao mineral, atualmente.

Na Época Hiperbórea deste Período Terrestre – a segunda Época -, auxiliados pelos Senhores da Forma e os Anjos, que tinham atingindo o seu “grau de humanidade” (a maior densidade em matéria que poderia alcançar nesse Esquema de Evolução, qual seja, na Região Etérica do Mundo Físico) no Período Lunar, foi acrescentado ao ser humano o Corpo Vital. Portanto, sua constituição foi semelhante à planta, atualmente. Na Bíblia está relacionado a Caim, descrito como um agricultor, já que o ser humano daquela época vivia dos “frutos da terra”.

Na Época Lemúrica deste Período Terrestre – a terceira Época -, auxiliados pelos Arcanjos, que tinham atingindo o seu “grau de humanidade” (a maior densidade em matéria que poderia alcançar nesse Esquema de Evolução, qual seja, no Mundo do Desejo) no Período Solar, foi acrescentado ao ser humano o Corpo de Desejos. Portanto, sua constituição foi semelhante ao animal, atualmente. Então, o leite que era extraído dos animais foi dado como alimento aos seres humanos. O emprego do leite nessa Época foi para nos colocar em contato com as forças cósmicas e utilizado para desenvolver o Corpo de Desejos. Fato esse relacionado na Bíblia com Abel, quando diz que ele foi um pastor.

Na Época Atlante deste Período Terrestre – a quarta Época -, foi dado ao ser humano o germe da Mente pelos Senhores da Mente, que tinham atingindo o seu “grau de humanidade” (a maior densidade em matéria que poderia alcançar nesse Esquema de Evolução, qual seja, na Região Concreta do Mundo do Pensamento) no Período de Saturno. O veículo Mente é o ponto de ligação entre nós, um Espírito Virginal da onda humana manifestado, e os três Corpos, completando assim o conjunto de ferramentas da constituição atual do ser humano, equipado para conquistar o Mundo e criar o poder da alma por meio do esforço e da experiência.

E para que o ser humano pudesse buscar essas vantagens e as oportunidades para seu progresso foi necessário privá-lo da existência espiritual, pois o ser humano dessas quatro primeiras Épocas estava com a sua consciência mais voltada para os Mundos espirituais. Sabia que não podia morrer, pois quando seu Corpo Denso se tornava inútil para ele, abandonava – o e construía outro.

Só que chegou o momento em que o ser humano precisava despertar para sua existência física. Precisava buscar as oportunidades de crescimento na Região Química do Mundo Físico. Precisava buscar os recursos materiais desse Mundo que a existência concreta na vida terrestre lhe daria. Precisava descer para obter a consciência de si mesmo, o que antes não possuía, nessa Região do Mundo Físico. E foi nesse momento evolutivo que o ser humano desceu mais profundamente na matéria física. E, para isso, foi acrescentado pelos Líderes responsáveis pela evolução da humanidade mais um alimento ao ser humano para construir os diferentes veículos de consciência, indispensáveis para que conseguíssemos chegar ao processo de evolução da alma. Foi nesse momento evolutivo que se iniciou a prática de comer carne dos animais. E por meio da dieta da carne animal o ser humano foi se fartando tanto dela, que foi sobrecarregando todo o organismo, tornando o Corpo Denso pesado, sombrio e bruto.

Pari passu o ser humano começou a perder a visão espiritual. A visão do ser humano foi sendo obscurecida pelo véu da carne e, por isso, acabou se tornando estranho entre os seus irmãos. Matava para comer, razão pela qual na Bíblia diz que “Nimrod era um caçador poderoso”. Ele representava o ser humano daquela Época. Pois com a obtenção da Mente, a atividade do pensamento acabava por destruir as células nervosas do corpo, o que acabava por produzir a morte. E como o Corpo Denso é composto de matéria química mineral, o alimento para esse Corpo só poderia ser de alimentos químicos minerais e, com isto, faz com que haja uma luta para dissolução da proteína animal (domínio das células animais dentro do nosso Corpo) e, por outro lado, estimular o amolecimento do Espírito humano, incentivando o foco na consciência na Região Química do Mundo Físico, a que conhecemos como consciência de vigília.

Repare, então, que em cada Época passada foi acrescentado ou modificado algo na alimentação do ser humano, a fim de que pudesse obter as condições apropriadas para atingir as finalidades previstas nesse Esquema de Evolução, conforme criado por Deus.

Seguindo essa necessidade de acréscimo e modificação da alimentação, na Época Ária deste Período Terrestre – a quinta Época -, foi necessário um novo alimento, o “vinho” (ou seja: bebidas alcoólicas fermentadas exteriormente ao nosso Corpo Denso), que pudesse ajudar o ser humano a dominar as moléculas altamente individualizadas da carne, e a focar definitivamente sua consciência na Região Química do Mundo Físico, obrigando-o a pensar que era “um verme do pó”, como lemos na Bíblia.

Note que o “princípio ativo do álcool é um espírito”. Atuando sobre o Corpo, gerou as dificuldades na parte espiritual do ser humano em se focar nos Mundos espirituais, paralisou-o temporariamente, a fim de fazê-lo conhecer, estimar e conquistar essa Região Química do Mundo Físico e avaliar seu justo valor.

Na Bíblia é dito que Noé fermentou o “vinho” pela primeira vez ao começar a “Era do Arco-Íris”, que é a Era em que vivemos com atmosfera de ar puro e clara (a Era de Áries da quinta Época, a Ária). Bem diferente da atmosfera úmida em que vivia o ser humano até a Era de Touro na Época Atlante, a quarta Época.

Foi nessa Época Ária (que agora estamos) que começou a lei dos ciclos alternantes do dia e da noite, do verão e inverno, da chuva e do sol e de tantos outros a que o ser humano está sujeito atualmente.

Dessa forma o ser humano ficou provido de uma constituição física composta e com uma dieta alimentar apropriada para o guiar. A humanidade foi, então, entregue à sua própria iniciativa na batalha da vida e sobrevivência.

Agora, já atingimos outro patamar nesse Esquema de Evolução. Desde a primeira vinda do Cristo é tempo de conquistarmos a Região Etérica do Mundo Físico. A alimentação já mudou: carnes animais e “vinho” não devem fazer mais parte da nossa alimentação, pois o objetivo agora é reduzir a densidade dos nossos Corpos, é sublimar o Corpo Denso, é extrair dele a Alma Consciente, facilitando a assimilação da sua quintessência pelo Corpo Vital, o Corpo em que devemos funcionar conscientemente para viver com a consciência de vigília na Região Etérica do Mundo Físico.

Como fazer isso em menor tempo possível? Os Ensinamentos Rosacruzes como fornecidos pela Fraternidade Rosacruz nos ensinam, desde que estejamos dispostos a seguir o Caminho de Preparação e o Caminho de Iniciação Rosacruz.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Construção e Trabalho sobre o Corpo Vital

Construção e Trabalho sobre o Corpo Vital

Com a ajuda de nossa mãe, do nosso pai e dos Anjos do Destino nos preparamos para um novo nascimento no Mundo Físico.

E toda nossa estada aqui na Terra é para colher os frutos que semeamos em vidas passadas e, consequentemente, para semear outras que nos irão proporcionar experiências futuras para os próximos renascimentos.

Nós, Egos, chegamos aqui nessa mais uma vida na Terra construindo as seguintes ferramentas como veículos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente.

Contudo, podemos dizer que a consciência da utilização desses veículos por nós, o Ego, aqui se dá por etapas: isto é, os veículos vão nascendo aos poucos aqui.

E a finalidade desse processo gradual é para que possamos assimilar o máximo em cada etapa e se preparar para a colheita na vida futura.

De posse desses maravilhosos instrumentos nós podemos utilizá-los para evoluir e aperfeiçoá-los, mas a qualidade desse desenvolvimento dependerá da qualidade do trabalho em que esses veículos serão empregados por nós para ganhar experiências em cada vida. Afinal, já sabemos que a verdadeira finalidade da vida não é a obtenção da felicidade, mas a conquista de experiências que desenvolverão os poderes espirituais latentes em cada um de nós.

Nascemos completamente dependentes dos nossos pais e somos guiados por eles durante muitos anos.

Por isso lemos em Eclesiástico capítulo 7 versículos 27-28: “Honra teu Pai de todo o coração e não esqueça as dores do parto de tua mãe. Lembra-te de que por eles foste gerado: como lhes retribuirás o quanto te deram?”.

Depois do nosso nascimento aqui, nossos veículos estão interpenetrados, mas nenhuma de suas forças positivas é ativa, mas elas continuam a se desenvolver.

É sabido que a vida progride em ciclos de sete em sete anos, desde o nascimento até a morte.

Do zero aos sete anos se dá a preparação para o nascimento do Corpo Vital e, portanto, nós, o Ego, não temos total domínio dele. O sangue utilizado no nosso Corpo Denso é o que foi armazenado na Glândula Timo, quando ainda estávamos no útero da mãe; ou seja, esse sangue é o da mãe. O domínio sobre ele só será possível com a fabricação dos corpúsculos vermelhos do sangue por nós, o Ego.

O Corpo Vital vai crescendo e dando a vitalidade que nós necessitamos no interior de nossa proteção cósmica (também chamado de Corpo Vital macrocósmico).

Nesse período estamos abertos para sermos ensinados e instruídos e não temos a iniciativa para julgar antecipadamente e muito menos para emitir opiniões. Porque durante esses primeiros sete anos nós somos “todos olhos e ouvidos”, absorvendo, sem críticas, tudo o que é nos ensinado e mostrado, constituindo-se esse setenário o mais importante na formação do nosso caráter. Pois a nossa natureza interna é sensível e inocente. Assim, a imitação e o exemplo são as palavras-chaves para a nossa educação nesse período. Imitação por nossa parte e exemplo por parte dos nossos pais, para que imitemos o que é bom.

Nesse período, quando nos deparamos com algo desconhecido somos bastante humildes para perguntar e admitir a nossa ignorância no assunto. Estamos sempre prontos a aprender!

Existe uma passagem na Bíblia que ilustra bem esse ponto. No Evangelho Segundo São Marcos capítulo 10, versículos 14-15 lemos: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais; porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham. Em verdade vos digo, todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará”. Isso mostra também que nesse período somos dotados de uma fé infantil, pois acreditamos e vivenciamos tudo o que nos é ensinado.

Em torno do sétimo ano de vida, o Corpo Vital, atingindo seu nível de perfeição suficiente, nasce. Esse é o período em que os pais e educadores poderão ajudar os filhos na formação e desenvolvimento das afeições, dos hábitos, da consciência, do caráter, da memória e do temperamento. É nesse período que passamos a observar mais, e com isso acabamos por aprender a discernir o certo do errado e a cultivar ideais elevados.

As palavras-chaves para esse período na nossa educação são discipulado e autoridade. Contudo, essa autoridade deve ser passada pelos pais com confiança, sinceridade e amor; dessa maneira, podemos considerar nossos pais como sendo os mais corretos e estamos aptos ao aprendizado do discipulado. E nesse momento os pais devem estar prontos a dar uma vida de bons exemplos a seus filhos, já que é mediante a observação e veneração a eles que mais aprendemos.

Retornemos à Bíblia no Eclesiástico capítulo 14, versículo 22: “Feliz o ser humano que persevera na sabedoria, que se exercita na prática da justiça, e que, em seu coração pensa no olhar de Deus que tudo vê”.

Por volta dos 14 anos nasce o Corpo de Desejos. A palavra-chave para a educação nesse período é a compreensão e o amor. É o período da puberdade, em que se inicia a nossa fase de autoafirmação e passamos, então, a ter identidade própria. Com isso o sentimento do “eu” começa a se expressar completamente, por ser o sangue inteiramente produzido e dominado por nós, o Ego.

Nesse período, devido à produção de sangue quente pelo Éter de Luz, nós, o Ego, acumulamos muita força sexual no sangue que se desenvolve e governa o coração. É por isso que, muitas vezes, encontramos alguém dizer que alguns jovens “perderam a cabeça” ou que alguns são de temperamento “fervente”. É visto, nesse período, que a ira, a paixão e, muitas vezes, a ansiedade do jovem acabam por elevar a temperatura do sangue e se não houver um controle, poderão prejudicar a atuação do Ego sobre seus veículos. Necessário faz-se que os pais tenham muita paciência com seus filhos para que eles possam transpor esse período até, por volta dos 21 anos, quando nasce a Mente, idade que chamamos de maioridade.

Com o controle da Mente, o Corpo Denso não fica com o sangue nem muito quente nem frio. Com a Mente completa-se a ligação de todos os nossos veículos, incluindo os Éteres superiores que são o Luminoso e o Refletor e, assim, estamos capacitados para ter controle sobre nossas aspirações e desejos, freando a natureza dos desejos.

Daqui para frente cabe a nós, o Ego, trilharmos o nosso caminho, uma vez que o caráter já está formado. Precisando apenas exercer nossa vontade. É muito importante a educação que os pais dão a seus filhos nesse tempo, sem cobrança ou sem esperar nada em troca e não julgando ser sua propriedade para retribuir os favores dados a eles anteriormente. Pois os filhos que são educados com amor, assistência, atenção, confiança e afeto, certamente, retornarão reconhecendo o valor dos pais.

Agora estamos prontos para aspirar e desenvolver o que resume Max Heindel nesta frase: “uma Mente pura, um Coração nobre e um Corpo são”.

Comecemos lembrando o que a Escola Rosacruz ensina, como máxima fundamental, que “todo desenvolvimento oculto começa no Corpo Vital”.

Há de ter uma particular atenção à parte do Corpo Vital formado pelos dois Éteres superiores que, desenvolvidos e trabalhados, formarão o Corpo-Alma. Trabalho esse que tem início com a prática dos bons hábitos e para isso é essencial utilizar-se da palavra-chave desse veículo que é “repetição”.

No Evangelho Segundo São Mateus, capítulo 7, versículo 24 lemos: “Aquele que ouve minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um ser humano prudente, que edificou sua casa sobre a rocha”.

O fator essencial na realização desses ideais é a prática da persistência na meta escolhida. E jamais devemos trabalhar com nossos esforços ocasionalmente, pois isto não leva a nenhum propósito definido e a desistência fica sempre mais próxima!

Max Heindel disse: “O maior perigo que ameaça o Aspirante nesse caminho é que fique preso na rede do egoísmo, e sua única salvaguarda é o cultivo da fé, devoção e a irradiação de amor sem restrições.

Precisamos estar então alertas em relação a nossas atitudes mentais ou novas ideias para que não julguemos somente com o intelecto, mas deixemos, também, o nosso coração tomar parte nessa decisão.

Se tem algo que pode ser destacado como de utilização sempre presente é a adaptabilidade, que é um fator expressivo no caminho da evolução.

Existem certos hábitos antigos que deveremos analisar sob diversos ângulos e admitir as mudanças necessárias para vencermos o convencionalismo.

Se estamos neste caminho para a frente e para cima é necessário que façamos inovações: que edifiquemos melhor nosso Templo do Espírito, pois Deus opera continuamente para nosso bem.

Muitas de nossas fraquezas são forças mal dirigidas e devemos, então, mudar o eixo dessas forças recusando pensamentos maus, como medo, temor, ansiedade e outros similares e nos orientar para a verdade que nos é mostrada dentro de nós.

Todavia, se acaso cairmos em tentação, devemos compreender e aceitar esses desafios ou provações de nosso eu inferior e vendo nessas oportunidades uma maneira de nos livrarmos desses maus hábitos para sempre. Aprendamos pela dor e sofrimento, mas, de fato, aprendamos!

As provações são sinais de progresso, pois durante nossas vidas anteriores contraímos dívidas sob a Lei de Causa e Efeito (ou a Lei de Consequência) e hoje estamos ajustando as dívidas antigas, pagando-as uma a uma. Contudo, uma coisa é certa: o futuro deve ser decidido AGORA para que deixemos de gerar dívidas, o que trará, como consequência lógica, menos sofrimento e dores possíveis e evoluiremos cada vez mais rápido, com segurança, indo ao encontro de Cristo.

Lembremos do que disse Max Heindel: “O único fracasso é deixar de lutar”. E ele nos deixou também uma indicação para a formação dos ideais superiores no Corpo Vital que são os exercícios matutino e vespertino (Concentração e Retrospecção, respectivamente) e um exemplo e modelo perfeito de exercício devocional: a Oração do Senhor, o Pai-Nosso. Devemos orar, mas não para obter auxílio material ou passar em exame na escola ou faculdade. Isto é barganha, e barganha espiritual não existe; é ilusão, é a nossa astúcia, reminiscente da Época Atlante.

A oração ajuda nossos veículos a evoluírem com segurança. Portanto, por meio da oração temos um método de produzir pensamentos puros e, assim, agir principalmente sobre o Corpo Vital. Por isso que o Apóstolo São Paulo disse que devemos “orar sem cessar”.

O caminho espiritual é aberto a todos, mas para chegar lá é preciso sacrificar os maus hábitos, o comodismo, a inércia, enfim tudo que é prejudicial no progresso em favor do nosso Cristo interno.

Contudo, somente o sacrifício de nós mesmos não é suficiente; é preciso fazê-lo em prol da humanidade, por meio do serviço amoroso e desinteressado aos demais, focando sempre na divina essência que há em cada irmão, em cada irmã, que é a base da Fraternidade, tão preconizada por Cristo!

“Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Crianças que morrem ainda no período da infância retornam às mesmas condições da vida anterior, já que renascem entre 1 e 20 anos?

Pergunta: Diz-se nos Ensinamentos Rosacruzes que as crianças que morrem no período da infância são levadas ao renascimento num espaço de um a vinte anos. Retornam às mesmas condições da vida anterior ou a um ambiente diferente? Da prosperidade para a pobreza ou vice-versa?

Resposta: Essa pergunta foi feita há muitos anos, quando o autor era um noviço na investigação dos Mundos espirituais, e ela foi respondida corretamente naquela ocasião. Contudo, investigações posteriores tornaram possível dar mais detalhes a um número considerável de casos estudados. Registraram-se os resultados na época das investigações, porém tais registros extraviaram-se. Não obstante, de acordo com a nossa lembrança, descobriu-se que entre as vinte crianças observadas, que voltaram a nascer dentro de um período de cinco anos a partir do momento da morte, quinze ou dezesseis voltaram para a mesma família. É possível verificar quando uma criança morre, se ela passará um período longo ou curto nos Mundos invisíveis. Selecionamos outro grupo de vinte crianças que se encontram ainda no Mundos invisíveis e que, segundo as expectativas, não renascerão antes de passados dez ou mais anos. Contudo, as tendências já são mostradas de uma forma bem evidente, pois quando um Espírito procura o renascimento, sente-se geralmente atraído para a mãe em potencial anos antes de poder entrar no útero e, às vezes, mulheres ainda solteiras são cercadas pelos seus filhos em perspectiva mesmo antes de ficarem noivas. Baseados nesses fatos, descobrimos que do grupo de vinte, apenas três estão junto a suas mães anteriores. As outras dezessete estão espalhadas por outras famílias e duas estão ao lado de duas meninas pequenas, esperando que elas cresçam para tornarem-se suas mães.

Essa tendência dos Espíritos que procuram renascer, de acompanhar suas mães em perspectiva durante anos, às vezes provoca situações cômicas e embaraçosas que desconcertam os médiuns. Lembramos o caso de uma jovem que, ao ir a uma sessão, ouviu que ao seu lado estava uma criança do mundo espiritual que a chamava de mãe. Naturalmente, ela negou a afirmação; indignada, levantou-se e abandonou a sessão. Nesse caso, ambos (a jovem e o médium) estavam certos, embora suas declarações fossem diametralmente opostas. Cada um julgou o outro como mentiroso, pois nenhum deles tinha um conhecimento que pudesse reconciliar o aparentemente irreconciliável.

(Pergunta nº 20 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas”, Vol. 2 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ritual do Serviço Devocional – Serviço do Templo – como oficiar e como participar

O Estudante Rosacruz oficia o Ritual do Serviço Devocional todos os dias do ano, excetuando os dias das Datas de Cura, Vésperas de Equinócios e Solstícios e de Noite Santa, pois essas datas possuem Rituais específicos.

Perceba que o Ritual é dividido em três partes bem distintas:

1ª – Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);

2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade no Serviço amoroso e desinteressado voltado exclusivamente para a divina essência do irmão e da irmã “que sofre, que chora, que ri” utilizando todos os meios disponíveis: pensamentos, sentimentos, desejos, emoções, palavras, atos, obras e ações.

3ª – Saída – composto por uma oração, admoestação de saída e música que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: servir amorosa e desinteressadamente exclusivamente a divina essência do irmão e da irmã “que sofre, que chora, que ri” utilizando todos os meios disponíveis: pensamentos, sentimentos, desejos, emoções, palavras, atos, obras e ações.

a) Se você quiser saber exatamente como oficiar, assista em vídeo do nosso canal no Youtube: Tutorias, Dicas e Detalhes dos Ensinamentos Rosacruzes clicando aqui: Como Oficiar o Exercício Esotérico Ritual do Serviço do Templo da Fraternidade Rosacruz

b) Se você quiser oficiar o Ritual, então acesse o texto aqui: Ritual Devocional do Serviço do Templo

c) Se você quiser “participar” da oficiação como um ouvinte, então é só clicar no áudio abaixo, seguindo as seguintes observações:

  1. se puder prepare o ambiente ouvindo o Adágio da 9ª Sinfonia de Beethoven. Se não a tiver, clique aqui para acessá-la: Adágio Molto e Cantabile – da Sinfonia nº 9 em Ré Menor de L. V. Beethoven
  2. atente para os momentos de: ficar em pé; responder à Saudação Rosacruz; se sentar; no final: responder à Saudação Rosacruz. Se não souber ou tiver dúvidas, dê uma olhada nesse vídeo: Como Oficiar o Exercício Esotérico Ritual do Serviço do Templo da Fraternidade Rosacruz
  3. Agora, é só escolher entre os áudios abaixo:

1 – Para o mês astrológico de Áries:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Áries

2 – Para o mês astrológico de Touro:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Touro

3 – Para o mês astrológico de Gêmeos:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Gêmeos

4 – Para o mês astrológico de Câncer:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Câncer

5 – Para o mês astrológico de Leão:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Leão

6 – Para o mês astrológico de Virgem:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Virgem

7 – Para o mês astrológico de Libra:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Libra

8 – Para o mês astrológico de Escorpião:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Escorpião

9 – Para o mês astrológico de Sagitário:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Sagitário

10 – Para o mês astrológico de Capricórnio:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Capricórnio

11 – Para o mês astrológico de Aquário:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Aquário

12 – Para o mês astrológico de Peixes:

Ritual do Serviço Devocional do Templo para o mês astrológico de Peixes

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