A grande contribuição proporcionada pelo Cristianismo a todos nós foi a nossa libertação. Essa libertação, se bem esteja claramente exposta nos Evangelhos, não é bem compreendida pelo Cristianismo Popular. Em muitos casos até há intenção de ocultar a verdade e submeter o ser humano a poderes temporais, a que ele gosta de se sujeitar. Infelizmente, muitos ainda permanecem num estado semelhante a um canário que ficou muito tempo na gaiola; quando lhe abrem a porta, não quer partir para a amplidão dos céus ou, se vai, dá uma voltinha e regressa à sua cadeia, onde lhe dão comida e água. É cômodo e não lhe exige esforço. Por isso, muitos “pastores” de alma, seja nas igrejas ou em entidades espiritualistas, não gostam de tocar nesse ponto da libertação. Gostam mesmo de mostrar a necessidade de dependência. Nas escolas orientais a submissão ao mesmo é taxativa.
A Fraternidade Rosacruz, fundada por Max Heindel, como expositora dos Ensinamentos elementares da Ordem Rosacruz, cujos Irmãos Maiores são auxiliares diretos de Cristo na obra de redenção da Humanidade, se distingue de tudo o que atualmente conhecemos, por seu esforço na libertação do indivíduo. A Fraternidade Rosacruz ensina como o Cristianismo nos liberta pelo conhecimento de seus valores internos (E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8:32)), pela identificação com sua natureza divina, subjacente e ignorada (Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que n’Ele crer tenha a vida eterna. (Jo 3:14)).
Na Parábola do “Filho Pródigo”[1] vemos a nossa história, como Espírito Virginal da Onda de Vida humana diferenciado em Deus para obter experiência em nossa peregrinação Involutiva, à custa de nossa herança espiritual, que ficaria enterrada e esquecida em virtude do Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente que fomos construindo. Iniciamos a Evolução com a ajuda das Religiões primitivas (Primeira Dispensação). Depois veio Moisés e nos deu a Lei geradora do pecado, pois passaria a nos ensinar o que era a Transgressão da Lei e como deveríamos repará-la.
Contudo, devido ao nosso egoísmo e à falta de compreensão, reparávamos os pecados pelo sacrifício de animais. Depois veio Cristo e não revogou a Lei antiga. Antes, confirmou-a, mas nos deu a libertação do enlaço da matéria, o que, ao tempo de Moisés, seria tarefa extremamente difícil para boa parte de nós. Essa situação fora criada por nossa queda (o evento conhecido como a “Queda do Homem”), quando os marcianos Espíritos Lucíferos, os Anjos decaídos ou Anjos caídos, não podendo alcançar a evolução angélica, buscaram nosso cérebro e a nossa força sexual criadora que o sustenta, para, através de sua atividade, obter experiência e, em consequência, evoluir. Custou-nos alto preço “ouvi-los e seguir o que nos propôs”. É verdade que pelo embrutecimento sensorial decorrente obtivemos a vantagem da consciência atual, a capacidade de discernir, que os Anjos não têm. Por isso se disse que fomos feitos um pouco abaixo dos Anjos. Após a “Queda do Homem”, as Religiões de Raça nos incutiram o sentido egoístico de separação e chegamos a tal estado de cristalização que nossa Evolução ficou ameaçada. Não poderíamos, por nós mesmos, retomar a senda ascendente evolutiva que nos estava destinada, como Filhos de Deus, de retorno à casa paterna.
Comíamos a “escória” dada como alimento aos “porcos”, nas duras experiências de nossa vida. Veio, então, o Libertador, o Cristo. Limpou o Corpo cósmico de Desejos da Terra (o Mundo do Desejo), formado por todas as nossas antigas Transgressões à Lei. Sacrificou-se como o “Cordeiro de Deus que limpou os pecados do mundo.” (Jo 1:29), em lugar do cordeiro do Tabernáculo no Deserto. Foi quando se rasgou o Véu do Templo, isto é, quando se abriram a nós, em geral, as possibilidades de libertação, Iniciação e acesso ao “Sanctum Sanctorum” – Santo dos Santos –, aos segredos e possibilidades de nossa própria natureza egóica, através da qual entrará, concomitantemente, nos Estratos da Terra e da Humanidade, para mais elevados serviços.
Não sem razão, pois, a citação de S. Paulo, um Iniciado consciente dessa realidade: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (ICor 6:20), e “por preço fostes comprados, não vos torneis escravos de homens.” (ICor 7:23).
Realmente, este mundo é uma escola em que somos apenas peregrinos (At 7:6, Hb 11:13 e IPd 2:11). E como somos destinados, quais sementes da árvore de Deus, a tornamo-nos iguais a Ele (Jo 10:34), a fazer obras maiores do que as realizadas por Cristo na Terra (Jo 14:12), deduz-se, logicamente, que o Renascimento é um fato natural, pois nenhum de nós pode realizar numa vida o que nos está prometido nos Evangelhos. Pela evolução, nós iremos sublimando doravante todos os nossos veículos e deles levando a quintessência, que nos fornecerá a capacidade criadora. Realmente, os Corpos são os meios de obtenção do alimento anímico que nos enriquece, a nós o Tríplice Espírito. No conjunto, o Corpo é um precioso Templo do Espírito (Jo 2: 21, ICor 3:17 e 6:19) que não deve ser desprezado como vil e inferior, segundo a concepção oriental, senão tratado com carinho, como ferramenta bem cuidada para que através dele nós possamos criar e crescer, pela Epigênese. Contudo, também aprendemos a não nos identificarmos com os nossos Corpos, senão governá-los, para que não nos suceda ficarmos escravizados a eles. Quem sabe que é de fato um Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado, ama o Espírito e a ele serve e nesse ponto não adora imagens nem em templos de pedra, senão em “Espírito e em Verdade” (Jo 4: 24) porque em verdade nada restará de nossos Corpos, ao fim dos atuais períodos evolutivos (Mt 24:2; Jo 2:19 e 21).
De todo o exposto, reconduzindo a nossa consciência ao seu real valor, como Filhos de Deus, livre dos temores do inferno, porque sabemos que nenhuma parte de Deus não se pode perder, comecemos a trabalhar diligentemente por nossa própria evolução, a fim de se tornar um novo ser humano (Ef 4:24; Col 3:10), sabendo discernir entre o real e o falso (ICor 6:12 e 19) e buscando se desvincular de todos os antigos hábitos errôneos (IPd 1:14 a 17) sem acender “uma vela para Deus e outra para o diabo”, como fazem os incoerentes de nossos dias (Mt 9:16 e 17). É preciso decisão, perseverança e humildade para limpar o templo interno (Jo 2:15 e 16) e ver nascer a estrela d’alva no coração (IIPd 2:19).
De toda nossa procura e experiência podemos, hoje, dizer aos novos companheiros: a Fraternidade Rosacruz é a Escola Aquariana que ensina e ajuda o indivíduo a se libertar de suas próprias limitações e o leva a uma concepção muito mais elevada e a possibilidades ilimitadas no campo das realizações internas, onde se encontra o Graal e sua Lança (o Espírito e o seu poder). Contudo, para chegar a ele deve ser um autêntico e moderno cavaleiro, o novo e consciente Parsifal. O vivido Sir Launfal de retorno ao “seu castelo”.
Que nos eleve nas asas da aspiração; que nos armemos da couraça do valor e da persistência; que nos imbuamos de propósitos altruísticos, e que o Deus da paz será conosco!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1964-Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.R.: (Lc 15:11-32) – Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.
Resposta: Os dois principais ensinamentos para auxiliar a Humanidade e solucionar seus problemas de vida encontram-se na compreensão da Lei de Causa e Efeito e no conhecimento da Doutrina do Renascimento.
Essas duas Leis contêm os princípios vitais que são da mais alta importância para todos. A Lei de Causa e Efeito nos ensina que estamos onde estamos por causa das nossas ações passadas e não porque alguém seja o responsável. Se não gostamos de nosso ambiente de então, podemos, certamente, mudá-lo tão cedo tenhamos aprendido as lições que ele contém. A vida não é algo sem esperança. Tão cedo estejamos aptos para um novo ambiente, ele se apresentará. A vida é um processo ativo. Devemos estar amplamente despertos e alertas, prontos a tirar a vantagem em cada oportunidade apresentada e sempre ávidos em aprender as lições nela contidas.
O conhecimento da Doutrina do Renascimento nos revela a justiça perfeita do grande plano cósmico. Os nossos “hoje” são os resultados dos nossos “ontem” (ou vidas passadas), os nossos “amanhã” (vidas futuras) dependem dos nossos “hoje”. Sempre existem oportunidades à nossa frente. Fizemos de nós aquilo que somos e podemos, no devido tempo, fazer de nós mesmos aquilo que gostaríamos de ser.
Podemos, sozinhos, desenvolver as potencialidades do Deus interno. Outros poderão indicar o método, porém, devemos fazer o trabalho, uma vez que o renascimento nos oferece repetidas oportunidades. Aqueles que amamos em uma vida não somente encontraremos entre as vidas nos Mundos celestes, mas, também quando retornamos a Terra. Ao crescermos na graça, cessaremos de ter inimigos, em virtude de nos tornarmos demasiados grandes para abrigar a inimizade. Amaremos sempre, sejamos retribuídos ou não. Basicamente esse amor atrai os outros nos laços de saúde e confiança.
Com o conhecimento dessas duas grandes Leis (de Causa e Efeito e de Renascimento) vamos, gradualmente, aprendendo a solucionar todos os problemas que se nos deparam e a vida se torna uma alegria.
(Publicado na Revista: Serviço Rosacruz – novembro/1967 – Fraternidade Rosacruz – SP)
“Há algum tempo um homem trabalhador da lavoura ao tentar remover um enxame de abelhas de um lugar para outro, estas se enfureceram com a interferência em seu trabalho. Picaram o agressor severa e dolorosamente, em uma porção de lugares. A abelha quando pica, perde o seu ferrão e morre”.
Automaticamente mata-se a si mesma, quando fere a outrem. Veja que não é um Deus vingativo. É o retorno do próprio ato praticado.
E nós, se morrêssemos ao ferir alguém com palavras estaríamos ainda com vida? Se alguém soubesse que o mau uso da palavra causaria a morte, será que não refrearia a língua, em benefício próprio e também das pessoas afetadas? Seguramente que sim.
A leitura do 3º capítulo da Epístola de S. Tiago (Tg 3: 2-18), de quando em quando, muito nos ajudará neste sentido. É grandemente proveitosa. É bom ler, reler e meditar. Vejamos aqui:
“Aquele que não peca no falar é realmente uma pessoa perfeita, capaz de refrear todo o seu corpo. Quando pomos freio na boca dos cavalos, a fim de que nos obedeçam, conseguimos dirigir todo o seu corpo. Notai que, também, os navios, por maiores que sejam, e impelidos por ventos impetuosos, são, entretanto, conduzidos por um pequeno leme para onde quer que a vontade do timoneiro os dirija. Assim também a língua, embora seja um pequeno membro do corpo, se jacta de grandes feitos! Notai como um pequeno fogo incendeia uma floresta imensa. Ora, também a língua é um fogo. Como o mundo do mal, a língua está posta entre os nossos membros maculando o corpo inteiro e pondo em chamas o ciclo da criação, inflamada como está pela geena. Com efeito, toda espécie de feras, de aves, de répteis e de animais marinhos é domada e tem sido domada pela espécie humana. Mas a língua, ninguém consegue domá-la: ela é um mal irrequieto e está cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor, nosso Pai, e com ela maldizemos os homens feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca provém bênção e maldição. Ora, tal não deve acontecer, meus irmãos. Porventura uma fonte jorra, pelo mesmo olheiro, água doce e água salobra? Porventura, meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira produzir figos? Assim, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.
Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom comportamento as suas obras repassadas de docilidade e sabedoria. Mas, se tendes inveja amarga e preocupações egoísticas no vosso coração, não vos orgulheis nem mintais contra a verdade, porque esta sabedoria não vem do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Com efeito, onde há inveja e preocupação egoística, aí estão as desordens e toda sorte de más ações. Por outra parte, a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, indulgente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, isenta de parcialidade e de hipocrisia. Um fruto de justiça é semeado pacificamente para aqueles que promovem a paz.”
S. Tiago nos alerta: semeando a paz, paz colherá; semeando a maledicência, sua consequência colherá. Observemos atentamente o efeito das nossas palavras. Elas nos trarão a colheita de frutos que nos alimentem, ou de espinhos que ferirão nossos pés na caminhada da vida. Com nossas palavras criamos um clima de amor ou de ódio, de alegria ou de dor, de esperança ou de desespero. Com nossas palavras curamos as feridas ou ferimos.
É muito difícil, impossível talvez, dominar a língua. Mas, a tentativa de dominá-la, o desejo sincero de educá-la, já é uma coisa positiva e de enorme proveito,
Vamos tentar! Tentemos com fé e boa vontade, e com perseverança.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – julho/1983 – Fraternidade Rosacruz – SP)
OBSERVAÇÕES:
1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz
2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.
Assim, considere o arredondamento matemático:
– Até 4, arredonde para baixo
– Acima de 5, arredonde para cima
Exemplo: 25o10.5 = 25o11′
A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)
Exemplos:
18:44:28.0 = 18:44:28
18:44:24.6= 18:44:25
18:52:21.1= 18:52:21
Uma pessoa deveria se sentir honrada por ter qualquer tipo de Aspecto relacionado a esses Planetas Urano e Netuno, pois isso mostra que escolheu, por livre vontade, responder às influências desses Planetas sejam benéficos (aproveitando as oportunidades) ou adversos (aprendendo pela vigilância, discernimento e determinação em não cair nas tentações sugeridas). Aspectos adversos com Netuno e Urano são como se alguém fosse membro de uma família que possui um líder muito distinto.
Esse indivíduo raramente concorda com o líder e, geralmente, se recusa terminantemente a aceitar suas sugestões ou ouvir seus conselhos. O líder jamais força sua orientação nem exige que seus conselhos sejam seguidos. Ele simplesmente permite que o indivíduo siga adiante, tropece e caia — e caia novamente — até ficar tão machucado que começa a se perguntar o que está acontecendo. Então, talvez, ele finalmente comece a ouvir.
O ponto onde as correntes de pensamento do indivíduo e do líder se cruzam é marcado por um Aspecto adverso. Seu significado específico pode ser identificado pela Casa em que esse Aspecto aparece.
Mas os Aspectos adversos frequentemente trazem bons resultados. A análise de diversos horóscopos mostra que pessoas com gênio verdadeiramente positivo quase sempre possuem muitos Aspectos adversos ligados aos Planetas do Mistério.
Indivíduos com muitos Aspectos benéficos ligados aos mesmos Planetas têm fé em abundância — fé e ainda mais fé —, mas raramente demonstram genialidade. É bem provável que o poder da genialidade esteja latente, mas não chega a se manifestar.
É como se a alma, ao lutar por luz e paz através do esforço que faz e do sofrimento que suporta, acendesse a centelha que produz o brilho de superioridade que chamamos de genialidade. E parece que as pessoas que possuem muitos Aspectos adversos e, portanto, conflitantes, especialmente com Netuno, simplesmente não possam ser ajudadas.
Eles precisam encontrar o próprio caminho. Como são excepcionalmente sensíveis — e mais conscientes das feridas do que a Humanidade comum — isso cria uma situação difícil para qualquer amigo ou amiga que compreenda o caso e esteja disposto a ajudar. Mas qualquer conselho será desperdiçado. Ofereça nada além de simpatia. Com o tempo, eles acabarão encontrando seu próprio caminho rumo à paz.
Enquanto estão passando por esse processo de trabalho interior e sofrimento, produzem obras em música e literatura que beneficiam toda a Humanidade. Nos momentos elevados de inspiração que lhes chegam, recebem a recompensa por grande parte do sofrimento pelo qual estão passando. Nessas ocasiões, sentem o chamado do Divino — que tendem a negar nos momentos comuns.
Notamos que muitos dos Aspectos adversos presentes nesses indivíduos de gênio são aspectos separativos; por isso, é provável que, em vidas anteriores, tenham lutado contra os mesmos espinhos. É possível que o fogo da genialidade tenha sido aceso em outros tempos e outras existências, de modo que sejam gênios antigos e renascidos — já prontos desde a infância para surpreender seus amigos com seus talentos.
Com o tempo aprenderão sua lição e superarão essas dificuldades. Então renascerão com Aspectos benéficos ligados aos mesmos Planetas, muitos deles separativos, permitindo que se compreenda aquilo que precisaram vencer.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
Quando a Lua recolhe e reflete a luz solar sobre a Terra, em seu Nodo Ascendente, essa luz emprestada é, em muitos aspectos, semelhante ao raio direto do Sol; e onde a Cabeça do Dragão (Nodo Norte) aparece nos Signos ou nas Casas de um horóscopo, seu efeito sobre os assuntos a ela relacionados é semelhante ao do Sol em Áries, seu ponto de Exaltação. Ela promove e acelera os assuntos pessoais em grau comparável ao de Júpiter — a grande fortuna da figura mundana —; além disso, lubrifica a engrenagem da manifestação onde estiver localizada, aumentando a força dos Astros benéficos com os quais esteja em Conjunção e tornando menos adversa a influência dos Planetas adversos trazidos sob o seu domínio vigoroso.
Mas sempre em oposição a isso está a Cauda do Dragão letal, drenando a vida de toda influência benéfica em sua órbita de e, ao que parece, agindo diretamente contra a força da Cabeça do Dragão, em sua sutil determinação de anular seu poder e desfazer tudo o que a parte superior possa realizar em benefício do nativo. Assim, a natureza inferior está sempre em guerra contra a superior e a Cauda do Dragão busca desafiar e derrotar o plano da do Dragão. Sua influência corresponde à de Saturno e, quando em Conjunção com um Astro, exerce uma força de supressão e obstrução semelhante, em efeito, às rajadas gélidas do inverno sob o feitiço saturnino do Grande Provador da Alma.
Assim, sempre se deve considerar a Cabeça do Dragão equivalente a qualquer um dos Astros benéficos; quando unida aos Planetas adversos, nota-se que ela reduz a influência adversa deles; quando unida aos Astros benéficos, aumenta o bem prometido por estes. Sobre a Cauda do Dragão nota-se que, quando unida aos Planetas adversos, sua malícia — ou a adversidade pretendida — é duplicada, triplicada ou extremamente aumentada; quando, por acaso, está em Conjunção com algum dos Astros benéficos que são relevantes em um horóscopo ou, de outra forma, proeminentes, o bem deles é frustrado e seu poder, por assim dizer, arrancado pela “fúria do Dragão”.
A Cabeça do Dragão é o ponto espiritual mais sensível do horóscopo e indica, por sua posição e se está em Conjunção, a linha de maior desenvolvimento do nativo. A Cauda do Dragão mostra o ponto de maior limitação no caráter — aquilo de que mais carece espiritualmente. Ela é forte em trevas e adversidades. Quando está em Conjunção com o Sol, suas trevas se transformam em um tom mais brando.
Considerando o fato de que a Lua é o centro Zodiacal do poder procriador, é significativo que o glifo usado para simbolizar a Cabeça do Dragão seja uma reprodução quase perfeita do desenho fálico utilizado como emblema da trindade masculina, apontando para cima, enquanto o da Cauda representa a mesma força, mas direcionada para baixo.
O Nodo Norte, ou Nodo Ascendente — a Cabeça do Dragão — é benevolente: uma força masculina e ígnea, determinada a induzir o nativo a se elevar sobre o horóscopo, afirmando sua própria divindade, criando seu próprio destino. O Nodo Sul, ou Nodo Descendente, é adverso, uma força feminina e aquosa que está determinada a incentivar o nativo a pecar até mesmo abaixo do nível da própria natividade, esquecendo sua Humanidade nas garras da ação destrutiva, devoradora. Assim, há inclusive uma “guerra no céu” até que o dragão seja esmagado sob o calcanhar da alma que aspira às alturas.
Consideremos, brevemente, suas manifestações mundanas no horóscopo natal ou no progredido. Nas 1ª ou 7ª Casa, exerce um papel variável, porém poderoso. Quando a Cabeça do Dragão está na 1ª Casa, tende a trazer honra e favor, acrescentando muito ao magnetismo da Personalidade e ao poder do indivíduo; mas a Cauda do Dragão, em Oposição na 7ª Casa, proporcionar o pesar a opressão para neutralizar cada favor, trazendo inimigos e concorrentes que antagonizam a Personalidade, além de provações como disputas com um parceiro, seja nos negócios ou no matrimônio: desafios que exigirão ao máximo a força do nativo para superá-los.
Saturno quando em Exaltação na 7ª Casa e nos tempos de provação é o ceifador de todo feixe disponível. Por outro lado, quando a Cabeça do Dragão está na 7ª Casa, reduz o número de inimigos e concede sucesso em todas as uniões e parcerias — contrastando com as tribulações trazidas pela Cauda do Dragão na 1ª Casa, que provoca perdas, escândalos e falta de magnetismo pessoal, inclinando o nativo a uma vida curta e pouco proveitosa.
Na 2ª e 8ª Casas, manipula o ganho de maneira das mais provocantes. Se a Cabeça do Dragão está na 2ª Casa, atua para conceder abundância e afastar toda preocupação e ansiedade, aumentando as posses e atraindo ao nativo muita riqueza por herança ou dádiva; enquanto a Cauda do Dragão, na 8ª Casa, desvia esses ganhos por meio do engano — podendo até conduzir a uma morte súbita ou violenta.
Se a posição do Dragão estiver invertida — estando a Cabeça do Dragão na 8ª Casa e a Cauda do Dragão na 2ª Casa —, a saúde do nativo será fortalecida e uma vida longa estará assegurada, com presentes e heranças recebidos de parentes falecidos. Entretanto, a Cauda do Dragão trará perda e prejuízo ao patrimônio, além de muitas adversidades nas finanças, conduzindo a temores, tristezas e inúmeras preocupações com dinheiro ou posses. A Cabeça do Dragão concederá benefícios em ambos os casos, mas a Cauda do Dragão arrancará a vida de cada ganho obtido.
Na 3ª e 9ª Casas, a condição mental e as viagens do nativo estão sob o domínio serpentino do Dragão. Quando a Cabeça do Dragão está na 3ª Casa e a Cauda do Dragão, na 9ª Casa, o ganho por meio de irmãos ou irmãs, viagens, escritos ou publicações é assegurado, enquanto a Mente se torna mais ágil e os assuntos educacionais são seguidos com zelo. Contudo, a Cauda do Dragão esgota boa parte da faculdade da fé, pressagia viagens miseráveis e conclusões infelizes, além de inclinar o nativo a sonhos curiosos e premonições pouco confiáveis.
Quando o Dragão inverte sua posição — com a Cabeça na 9ª Casa —, ele aumenta a fé e o interesse por assuntos religiosos e espirituais, sendo favorável a viagens e residências em terras estrangeiras. Também confere maior confiabilidade aos sonhos e visões, além de ampliar a intuição profética; enquanto a Cauda do Dragão, na 3ª Casa, traz preocupações mentais e problemas com irmãos, irmãs ou pessoas próximas — o suficiente para manter as coisas agitadas durante todo o período de adaptação.
Na 4ª e 10ª Casas, temos os assuntos do pai e da mãe sob o toque do dedo do destino. A Cabeça do Dragão na 4ª Casa prenuncia boa fortuna para a mãe, uma infância pacífica e feliz para o nativo e um final de vida igualmente harmonioso; enquanto a Cauda do Dragão na 10ª Casa anuncia um destino desfavorável para o pai, além de perdas de posição, honra e prestígio público para o nativo, no exercício de qualquer profissão que escolha seguir.
Quando o Dragão está invertido — com a Cabeça na 10ª Casa —, a boa fortuna é transferida para o pai e o nativo recebe promessas de honra, alta posição e grande favor público em todas as suas atividades profissionais. Enquanto isso, a Cauda do Dragão na 4ª Casa priva a mãe da sua paz e alegria, trazendo turbulência tanto ao lar da infância quanto ao final da vida do nativo, cuja carreira pode ser completamente abalada e lançada em confusão quando Aspectos adversos se formam em conjunto com essa força destrutiva.
Na 5ª e 11ª Casas, os filhos, as filhas e os amigos ou amigas estão sob a influência desse poder potente e desempenham seu papel na determinação das dívidas de Destino Maduro do indivíduo. A Cabeça do Dragão na 5ª Casa liberta o nativo de muitos infortúnios, tornando-o feliz e o inclinado a atividades prazerosas, com filhos afortunados e muita alegria em todos os empreendimentos; mas a Cauda do Dragão na 11ª Casa impõe amizades indesejáveis, perda de oportunidades e a morte de suas mais queridas esperanças e desejos.
Por outro lado, quando a Cabeça do Dragão está na 11ª Casa, ela traz ao nativo amizades meritórias e a ajuda delas na realização de suas esperanças e desejos; embora a Cauda do Dragão, na 5ª Casa, retire dele a esperança de ter filhos — ou os destrua, caso eles venham —, não lhe permitindo alegria junto a eles durante sua vida. Além disso, o nativo sofre em decorrência da excessiva entrega a prazeres nocivos.
Na 6ª e 12ª Casas, a saúde e a felicidade entram em processo de ajuste. A Cabeça do Dragão na 6ª Casa promete um Corpo forte e saudável, enquanto a Cauda do Dragão na 12ª Casa traz muitos tormentos causados por inimigos ocultos e possibilidade de aprisionamento, inclinando o nativo à autodestruição. A Cabeça do Dragão na 12ª Casa é altamente significativa de ganhos por meio de empreendimentos secretos e sucesso em atividades ocultas; embora a Cauda do Dragão na 6ª Casa prive o nativo de toda saúde, tornando longa e árdua a luta contra as limitações físicas, dificultando cada atividade pela fragilidade do Corpo através do qual a alma se manifesta.
Estas são apenas algumas das indicações natais; são, porém, os Aspectos de Conjunção, os Trânsitos e as Direções que determinam as crises da experiência do nativo e marcam as dívidas amadurecidas e o modo do seu pagamento. No entanto, cada uma delas deve ser esgotada até “o último centavo”. São essas direções que despertam a constante luta entre o avançar, o retroceder e as batalhas que devam ser travadas — perdidas ou vencidas — ao longo de toda a escalada rumo ao alto.
Observe essas manifestações e veja por si mesmo a função vital que elas desempenham no desenvolvimento do destino humano. À medida que enfrentamos e vencemos todas as provas, uma a uma, devemos alcançar aquela meta suprema em que poderemos reivindicar a promessa bíblica: “Aquele que vencer herdará tudo… E nunca mais haverá maldição.” (Apo 21:7 e 22:3).
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – setembro e outubro /1916 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

As “Reuniões de Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais (ou Cardinais) do Zodíaco. O horário é 18h30, horário local.
A virtude dos Signos Cardeais (ou Cardinais) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho, então:
1 – sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias o mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – pois a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra),
2 – oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮 (https://fraternidaderosacruz.com/ritual-do-servico-devocional-servico-de-cura-como-oficiar-e-como-participar/)
3 – no momento da “concentração” concentre-se sobre a Saúde e reze ao Grande Médico pela restauração da saúde de todos os que sofrem, particularmente para aqueles que solicitaram Auxílio para Cura Rosacruz (https://fraternidaderosacruz.com/solicitacao-auxilio-cura/)
4 – ao mesmo tempo, nesse momento da “concentração” visualize a Pro-Ecclesia onde os pensamentos de todos os Aspirantes são totalmente reunidos pelos Irmãos Maiores e utilizados para o propósito da elaboração da Panaceia Espiritual para a Cura definitiva.
Se quiser um livreto com os Ritual do Serviço Devocional de Cura, é só clicar AQUI
𝑼𝒎 𝒂𝒃𝒓𝒂ç𝒐 𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒔 𝒓𝒐𝒔𝒂𝒔 𝒇𝒍𝒐𝒓𝒆𝒔ç𝒂𝒎 𝒆𝒎 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒄𝒓𝒖𝒛 ![]()
Um grande fato a se lembrar no autoaperfeiçoamento de um Estudante Rosacruz é que a nossa vida passada está, em grande medida, encerrada. Um hábito comum consiste em reviver essa vida, ou partes dela, em pensamento, mas não com o desejo de aprender uma lição real, pois tais lições geralmente foram aprendidas naquela vida, mas apenas para gastar tempo com retrospectivas inúteis, sem propósito, revivendo momentos passados e se entregando a uma censurável autopiedade.
No momento presente em que vivemos, sentimos os resultados de nossas vidas anteriores. Por mais desagradáveis que sejam, é evidente que nós mesmos, em algum momento, colocamos em movimento as forças que agora produzem esses resultados, aparentemente injustos.
Sem dúvida é necessário e suficiente acreditar na Teoria do Renascimento para se alcançar uma explicação completa e realista. Entretanto, uma explicação detalhada exigiria que o Estudante desenvolvesse o poder espiritual necessário para examinar os fatos históricos na chamada Memória da Natureza. Isso já foi feito e é um fato no ocultismo!
É óbvio, então, que o momento mais importante de nossas vidas é o presente — o Eterno Agora — no qual todo o trabalho é realizado. Os efeitos de nossos pensamentos e das nossas ações presentes nos influenciarão em algum momento posterior. Decidimos hoje viajar para uma terra distante; ativamos forças que, eventualmente, criam o resultado desejado e, assim, descemos do navio nas margens da terra que decidimos visitar. Outras ações, espirituais ou materiais, podem demorar anos para atingir seus resultados ou podem continuar ao longo desta vida e produzir o resultado final em uma vida futura. Mas, uma vez que essas forças são ativadas, o dado foi lançado. Daí em diante, do molde desse dado surgirão certas formas e lágrimas, protestos ou ameaças não poderão alterá-las minimamente.
De fato, nós somos o mestre do nosso próprio destino e essa verdade é maior do que normalmente se imagina. Isso é verdadeiro na vida cotidiana e igualmente efetivo na vida eterna do que realmente somos, um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui), tão diferente da nossa Personalidade superficial, efêmera, egoísta e exterior que, com frequência, é a única expressão de nós mesmos mostrada ao mundo.
Não é permitido repousar sobre os benefícios das ações passadas sobre os louros das vitórias anteriores. Toda vida é progressiva e ativa. Devemos estar em constante ação, cultivando nossos talentos, usando nossas forças para fins maiores — aquelas mesmas forças tão arduamente conquistadas e, por fim, alcançadas em vidas que se foram.
O Estudante Rosacruz que busca ajuda e conhecimento espiritual deve ser um lutador: tão perspicaz quanto nossos magnatas comerciais, ávido por novas atividades em todas as esferas; aguçado e determinado — mas com o desejo de tomar parte em batalhas mais nobres; impiedoso na guerra contra o preconceito, a superstição e a falsidade.
O “agora” é o grande momento. Atividade incessante em fazer o bem, no estudo, no autocontrole, na rotina comum da vida diária — aparentemente tão monótona e cinzenta —, mas na verdade tão eficaz quanto os golpes repetitivos de um martelo a vapor sobre o ferro duro. Seu mérito está no efeito cumulativo, não em cada golpe individual.
É somente por meio de algum estímulo mental que muitos, naturalmente inativos, conseguem despertar para o “agir e fazer”. “Belas palavras”, dizem eles, “mas eu sou diferente — não fui feito assim. Pode o leopardo mudar suas manchas ou uma pessoa, a cor de sua pele?”.
Uma das maiores surpresas da vida é a incrível quantidade de trabalho que um Estudante Rosacruz pode realizar quando decide fazer um esforço. Isso não é apenas surpreendente, mas grandioso. Um riso alegre diante dos erros e uma coragem indomável para perseverar são grandes qualidades. Se o riso se recusar a aparecer ou a coragem desaparecer, ainda assim algo foi conquistado, pois quando tentamos rir ou demonstrar coragem, criamos uma base tão sólida quanto o alicerce de concreto, base sobre a qual, com o tempo, o verdadeiro riso alegre e a efetiva coragem poderão ser construídos.
É difícil dizer qual é o espetáculo mais admirável: o do Estudante Rosacruz poderoso que atravessa a vida superando obstáculos pela pura força ou do Estudante Rosacruz que persiste lutando, sendo constantemente golpeado, abalado e avançando pouco, mas com o maxilar firme e a cabeça baixa — sempre lutando sem pensar em desistir, disposto a batalhar até o fim!
A derrota não é um acontecimento tão desesperador como pensamos muitas vezes. Ela significa apenas que o objetivo desejado não foi alcançado. No entanto, pelo simples ato de lutar nós adquirimos uma força maior — o que, em si, já é uma vitória efetiva, de valor imenso.
(De Max Heindel, publicado na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro de 1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

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