Cada vez mais os assuntos de saúde têm merecido atenção especial, principalmente no que se refere ao prolongamento do tempo de vida. Obviamente, nenhum prolongamento da existência terrena será útil a menos que com boa qualidade de vida e extensão do período de produtividade.
A ciência exotérica tem se preocupado com novas drogas, técnicas modernas e até transplantes de glândulas para atingir tal objetivo, isto é, meios que atuem e influenciem primariamente a forma.
Entretanto, os esotéricos, entre os quais os Estudantes Rosacruzes, sabem que resultados superiores às drogas e aos tratamentos são conseguidos com o conhecimento, pois ele amplia largamente as portas que deixam entrar a força curadora que vem do Pai.
Sabemos que a medicina preventiva supera em grande extensão a medicina curativa, essa com suas limitações para agir na saúde já deficiente. Assim, mediante a remoção de todas as causas capazes de produzir vibrações anormais, derivadas da atividade física, do controle da emoção e da Mente, tudo em harmonia com o Ego e com os conhecimentos transmitidos por nossa Filosofia Rosacruz, toda a penitência necessária e suficiente será, um dia, a preventiva ao invés da curativa.
Durante os intervalos entre as vidas humanas, o Ego reabastece seus reservatórios de forças de vida, o que torna possível a sua existência física. Faz então soar a nota-chave cuja intensidade de vibração é que determina a qualidade da substância anímica dos três Mundos inferiores (Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico) e que irá constituir a estrutura do Tríplice Corpo.
A morte por senilidade é consequência do desgaste progressivo daquela energia armazenada ou pela retirada do Ego, fonte da vida, quando houver desinteresse em participar das manifestações no plano físico.
O uso da energia acumulada e o desgaste do Corpo Denso até que se torne insustentável ocorre por meio da atividade desenvolvida por orientação do Ego ou da sua personalidade. À medida que o Ego adquire habilidade mediante a experiência evolucionária, pode se direcionar para o serviço altruísta, voluntariamente sacrificando pouco o corpo em seu trabalho para seguir o Plano Divino. Os seres menos evoluídos se tornam vítimas de seus instintos inferiores por perseguirem prazeres vulgares e por atividades discordantes entre os aspectos mental e emocional. Tanto os seres superiores quanto os inferiores chegarão ao término da vida terrestre, entretanto seus motivos constituem polos opostos.
Certamente serão encontrados meios para manter o vigor da juventude e com produtividade até o final da vida terrena. Entretanto, até que o ser humano alcance o mais alto grau de perfeição, não é de seu interesse sobreviver indefinidamente em um Corpo Denso imperfeito. Tal Corpo não permitiria as ações que contribuíssem para o objetivo maior do Ego, isto é, o aperfeiçoamento por meio da experiência.
Embora atualmente não estejamos aptos a sobrepujar a morte física, vivendo com sabedoria e dentro das normas do reto viver, podemos prolongar a vida física ao mesmo tempo que promovemos o seu vigor.
Para tanto é preciso que tenhamos autodomínio sobre nossos hábitos físicos, emocionais e mentais. Mediante o pensamento positivo, a concentração e a meditação podemos adquirir a inspiração necessária que nos dirigirá através de uma poderosa vontade.
O idoso pode redescobrir talentos, seja mediante a escrita de artigos e livros, pinturas, bordados, jardinagem, ações de serviço ao próximo, seja o que for.
Como já foi dito, nossos Corpos Densos são os instrumentos necessários para que nós, o Ego, alcancemos a experiência necessária para o nosso desenvolvimento.
Dessa forma, pode-se concluir que para o nosso bem-estar espiritual é necessário que tenhamos o maior cuidado com nossa saúde e que vivamos na Terra tanto tempo quanto nos for possível.
Falando de uma maneira genérica, as pessoas idosas parecem inclinadas a pensar que seus prévios anos de serviço devem ser recompensados com anos de lazer. Isso é verdade de um ponto de vista superficial, porém, de um ponto de vista mais profundo, a oportunidade para lazer pode significar a oportunidade para desenvolver suas faculdades espirituais e servir aos outros tanto quanto for possível. Não foi outra a intenção das palavras: “Aquele que quiser ser o maior entre vós que seja o servo de todos”.
É preciso aprender a viver em harmonia com as imutáveis leis de Deus. A vida é um fluxo constante e a juventude é mantida pela atividade.
A estagnação não é admissível, pois, novas experiências contribuem para o verdadeiro sentido do progresso, e progresso é a razão para nós, Egos, estarmos aqui na Terra habitando um Corpo Denso.
A experiência, o aperfeiçoamento, são os objetivos maiores. Assim, para acumulá-los, é desejável que a vida física seja a mais prolongada possível.
Entretanto, de nada nos adianta uma vida física prolongada se não tivermos saúde suficiente que nos permita exercer as atividades necessárias para que possamos adquirir tal experiência. Dessa forma, torna-se imperativo que nos dediquemos a atividades que permitam uma velhice com capacidade física, intelectual e espiritual.
É preciso transformar a velhice rabugenta e deficiente fisicamente na velhice que permita uma melhor qualidade de vida, capaz de aumentar a nossa longevidade, com condições dignas e produtivas. O idoso não pode e não deve ser uma caricatura, não pode ser discriminado.
Dr. Clayton, médico holandês, já habitante dos planos superiores, costumava dizer que “a velhice é o desgaste natural da matéria e o espaço de tempo facultado por Deus para que possamos fazer uma avaliação mais profunda sobre a nossa existência terrestre (espaço facultado também aos animais)”.
É preciso, pois, encontrar momentos de paz interior, alimentação adequada e condições para se exercitar física e intelectualmente, lendo ou exercendo alguma atividade que dê prazer. Afinal, cada renascimento aqui será sempre curto para toda experiência que ainda necessitamos adquirir. É preciso que aproveitemos o tempo dessa vida física para crescer verdadeiramente. É preciso que quando idosos assumamos o controle de nossas vidas e passem a não depender dos outros. É preciso aprender a ter, ver e ouvir ainda que nossos olhos e ouvidos apresentem deficiência. Conhecendo os nossos poderes, sabemos que os olhos falham mais para quem não quer ver e, pasme, o reumatismo atinge predominantemente quem prefere a imobilidade.
Para que tudo isso seja evitado, há necessidade do gozarmos de boa saúde física e psíquica. Ambas dependem basicamente da alimentação adequada e dos exercícios físicos que ativem a circulação e as estruturas musculares e articulares.
Quanto à alimentação apropriada sugiro que os irmãos e irmãs se reportem ao livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” em que encontrarão explicações abundantes sobre as vantagens do vegetarianismo, ingestão de vitaminas e suco de frutas com água destilada. Evite ainda o açúcar branco, refinado e não exagere no sal.
Passaremos à descrição de alguns exercícios físicos, apropriados para qualquer idade, porém accessíveis aos mais idosos. O período da manhã, antes do desjejum, é o período mais indicado para a realização de tais exercícios.
Inicie seu dia com uma fricção pelo corpo todo com uma toalha felpuda. Isso ativa a circulação, as funções da pele e, indiretamente, auxilia as articulações. Gaste mais ou menos de 10 a 15 minutos por dia. O início pode parecer difícil, porém persista. Sua recompensa será maior do que a que você espera.
a) Para as pernas:
b) Para os ombros:
c) Para o pescoço:
d) Para os quadris:
Tanto o item 1 como o 2, devem ser realizados mais ou menos 12 vezes de cada lado.
e) Para a coluna:
f) Para o abdômen:
Após esses exercícios sente-se por alguns minutos com as pernas cruzadas, posição indiana. Essa posição ajuda a relaxar a musculatura abdominal. Respire várias vezes profundamente para renovar o oxigênio do sistema circulatório.
(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – maio-junho/1993)
Vegetarianismo – Mude sua Alimentação sem ter de mudar de vida
Com algumas mudanças de hábitos é possível viver melhor e principalmente, com mais saúde, sem fazer disso uma obrigação.
O ato de comer é um prazer. É agradável apreciar a apresentação dos alimentos no prato, sentir seu aroma, sua textura e seu sabor. Uma alimentação é saudável quando todas essas qualidades estão reunidas e torna-se equilibrada quando entendemos um pouco de nutrição.
Nossa terra é rica em variedades de frutas, verduras e legumes.
O clima e os cuidados com a conservação do solo permitem que as plantas cresçam saudáveis e nutritivas em todas as suas partes: folhas, caules, frutas, sementes e raízes.
Para planejar uma alimentação equilibrada é necessário compor o cardápio do dia com todos os nutrientes de que o organismo necessita. Tanto o excesso quanto a falta de algum nutriente podem ocasionar problemas de saúde.
Uma alimentação balanceada deve fornecer as substâncias nutritivas essenciais à saúde. Ela deve incluir: proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e água.
Nossos alimentos são divididos em grupos:
Alimentos construtores: fornecem proteínas ao corpo, são substâncias que vão formar e manter: os músculos, ossos, o sangue, os órgãos, a pele e o cérebro, constrói novos tecidos; promover o crescimento e contribuir para a resistência do organismo às doenças.
Fontes: ovos, leite e derivados, leguminosas secas (feijão, ervilha, lentilha e soja)
Alimentos energéticos: fornecem carboidratos e lipídeos ao corpo.
Carboidratos: com algumas exceções, são de origem vegetal. Sua função na alimentação humana é fornecer energia.
Fontes: cereais (arroz, milhos, trigo, aveia, pães, tubérculos, raízes, açúcares e doces.
Lipídeos: possuem valor energético e transportam as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), protegendo os órgãos vitais e o organismo com a perda excessiva de calor.
Fontes: óleos e gorduras
Alimentos reguladores: fornecem vitaminas, minerais, fibras e água.
Vitaminas: são compostos orgânicos que aparecem nos alimentos em pequenas concentrações, mas desempenham funções específicas e vitais nas células e nos tecidos do corpo. Não podem ser sintetizadas pelo organismo e sua ausência ou absorção inadequada provoca doenças de carência específica.
Fontes: frutas, verduras e legumes.
Minerais: são partes integrantes de hormônios, enzimas e vitaminas e fornecem os constituintes enrijecedores de ossos e dentes. Cálcio, fósforo, enxofre, cloro e magnésio são necessários ao organismo em grandes quantidades diárias. Ferro, flúor, zinco, cobre, iodo, cromo e cobalto são necessários em quantidades menores.
Fontes: frutas, verduras e legumes.
Fibras: constituem o material da parede da célula vegetal, com estruturas que dão forma e textura: cascas, películas, sementes, etc.
Não são digeridas ou absorvidas pelo organismo.
Apesar de não possuírem valor nutritivo ou energético, participam ativamente da mecânica da digestão, a tornando mais fácil e completa.
Ajudam o alimento a se movimentar através do intestino, facilitando, assim, o seu funcionamento.
Benéficos: – redução colesterol e do mau colesterol (LDL), aumento do colesterol bom (HDL), redução dos triglicerídeos, controle do diabetes, redução da pressão artéria, aumento da sensação de saciedade, alívio da prisão de ventre, prevenção de problemas no intestino, como inflamações e câncer.
Fontes: aveia, arroz integral, granola, cevada, trigo, milho, açaí, centeio, sementes de linhaça e quinua.
Água: é o principal componente do corpo humano e constitui cerca de 2/3 do peso corpóreo total. Junto ao oxigênio, ela é o elemento mais importante para a manutenção da vida. A água possui funções construtora e reguladora.
Hábitos Alimentares para garantir uma boa saúde
Planeje uma alimentação equilibrada, selecione, criteriosamente, os alimentos e pratique cuidados básicos de higiene para que ela seja saudável e segura.
Adote também as seguintes práticas:
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Os Espíritos Esclarecidos e o Vegetarianismo
O vegetarianismo, tão velho como o mundo, foi sustentado pelos grandes espíritos; não nasceu da imaginação de um cérebro doentio, mas corresponde a uma realidade científica.
Desde os tempos mais remotos, os moralistas, legisladores, chefes de escolas científicas, filosóficas ou religiosas condenaram os excessos alimentares, pregando a seus concidadãos, discípulos ou adeptos a abstinência de toda carne (mamífero, aves, peixes, répteis, anfíbios, “frutos do mar” e qualquer outro do reino animal). Sem remontar à época dos magos, dos sábios da Índia, da China primitiva e do Egito, momento em que o vegetarianismo desfrutava grande prestígio, lembremos que entre os hebreus, os nazarenos praticavam a completa abstinência de carne.
Os pelasgos viviam de frutas; os pitagoristas alimentavam-se de frutas, queijo, legumes variados, pão e mel. Pitágoras, ele próprio, que morreu centenário, dizia, falando da carne: “Temei, ó, mortais, poluir vosso corpo com uma alimentação abominável”.
Platão não tolerava o uso da carne, senão para os soldados. Ele a proibia aos cidadãos de sua República ideal: “Sua alimentação”, preconizava ele, “será de farinha de trigo e de cevada, sob a forma de pão e pastéis. Usarão também sal, azeitonas, queijo, cebola, hortaliças cruas, figo, ervilha e fava. Assim, tranquilos e cheios de saúde, chegarão até à velhice e deixarão a seus filhos a herança de uma vida feliz”. Muito frugal, Platão nutria-se, sobretudo, de figos.
Os neoplatônicos da Escola de Alexandria, Longin, Jamblique e Porfírio, mantiveram a doutrina do mestre e condenaram a carne.
Tais ideias foram professadas por outros sábios. Crísipo, Socion e Sextus sugeriram-nas a Sêneca, que foi partidário do regime vegetariano.
Plutarco afirmava o seguinte.
Ovídio fez uma profissão de fé vegetariana que pôs na boca de Pitágoras. Depois de ter condenado a morte dos animais, ele diz: “Não era assim naquele tempo que denominamos a idade de ouro, em que o homem se contentava com as hortaliças e as frutas que abundavam na Terra, não maculando a boca com o sangue dos animais”.
Ninguém ignora com que força os Pais da Igreja se têm levantado contra o uso da carne. “Seguimos o exemplo dos lobos e dos tigres!”, exclamava São João Crisóstomo. “Ou, antes, somos piores do que eles, pois Deus nos honrou com o senso da equidade”.
Recomendava Clemente de Alexandria: “Guardai-vos desses alimentos. Não vos basta uma tão grande variedade de frutas, leite e toda sorte de alimentos secos? Aqueles que se reúnem em torno de mesas intemperantes cevam suas doenças e desenvolvem uma que considero vergonhosa, a que denominaria de demônio do ventre”.
Sem dúvida poderão objetar que tais ensinamentos, oriundos da antiguidade, não se poderiam aplicar aos nossos climas nem à nossa existência, devido à agitação dos tempos modernos. Dirijamo-nos, então, aos modernos.
Voltaire, nas Cartas de um indiano, comprazia-se em desvendar as baixezas da cozinha europeia, insistindo prazerosamente nos sabores nauseabundos da carne e da gordura dos animais.
Diderot e J. J. Rousseau defenderam resolutamente o vegetarianismo. O autor de Emile observava que os camponeses comiam menos carne e mais verduras do que as mulheres das cidades. Esse regime parecia mais favorável a elas e a seus filhos. Aos “necrófagos” eu aconselharia meditar sobre a seguinte página do poeta inglês Schelley.
“A anatomia comparada nos mostra que o homem se assemelha aos animais frugívoros e nada tem dos carnívoros; nem as garras para se apoderar da presa nem os dentes cortantes para a despedaçar viva. Somente pelo preparo, à custa de inteligentes manobras da arte culinária, é que se consegue tornar a carne mastigável e digestível.”
“Concito aqueles que aspiram a uma vida saudável e feliz que façam uma experiência imparcial do vegetarianismo. Não obstante a excelência desse regime, é somente entre os seres humanos esclarecidos que se pode esperar que sacrifiquem seu apetite e seus preconceitos… pois as pessoas de vistas curtas, vítimas de doenças, preferem acalmar seus tormentos com drogas a preveni-los com um regime atóxico, equilibrado e saudável.”
Schelley insiste, em seguida, nas enormes vantagens econômicas e sociais de uma reforma alimentar.
Lamartine, o mavioso poeta francês, criado por sua mãe nos princípios do vegetarianismo, conta que aos doze anos viveu só de pão, laticínios, verduras e frutas. “Minha saúde”, disse ele, “não foi menos perfeita por isso nem meu desenvolvimento menos rápido e é provavelmente a esse regime que eu devo esta pureza de estilo, esta sensibilidade requintada de impressões, esta doçura serena de humor e de caráter que conservei até esta época”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de dezembro/1965)
Boas Razões para Ser Vegetariano
Muitas vezes me pedem para escrever algo sobre esse assunto. De fato, em uma ocasião recebi de nada menos que quarenta Oficiais Locais um pedido para que explicasse tudo o que eu quis dizer com o que chamei, ao falar em um dos Conselhos, de Evangelho de Mingau. Não creio que eu seja capaz de elucidar isso tudo, mas tentarei responder brevemente a uma pergunta que ouço com frequência: “Por que você recomenda o vegetarianismo?”.
Aqui estão, de qualquer forma, algumas das minhas razões para isso:
Espero que este assunto seja digno da séria consideração de nossos Estudantes. Ele é importante não apenas para sua própria saúde e felicidade, mas para sua influência entre as pessoas, como homens e mulheres livres da escravidão dessa gratificação egoísta que frequentemente aflige os professos servos de Cristo. Lembremo-nos da direção do apóstolo: “Se você come ou bebe, ou o que quer que faça, faça para a glória de Deus”.
Pensem nessas coisas!
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross em 05/1915 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
TORTINHA DE ESPINAFRE
Ingredientes:
Modo de preparo:
Num pirex não muito grande e que possa ir ao forno coloque: