Os Solstícios marcam o momento em que a vibração terrestre é mais elevada e em que os Raios Cósmicos da Vida Crística entram profundamente (Solstício de Dezembro) ou saem definitivamente (Solstício de Junho).
Juntamente com os Equinócios de Março e Setembro constituem os pontos decisivos na vida do Grande Espírito da Terra, Cristo.
O dia em que marca a véspera do Equinócio de Março é o dia em que um Aspirante à vida superior deve oficiar o Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Março.
Aqui o Aspirante à vida superior tem todo o material necessário e suficiente para para oficiar esse importantíssimo Ritual: RITUAL DO SERVIÇO DEVOCIONAL DO EQUINÓCIO DE MARÇO.
E aqui você tem um livreto: Livreto: Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Março
O Equinócio (seja o Equinócio de Março, seja o Equinócio de Setembro) é um fenômeno astronômico que acontece quando os raios solares incidem diretamente sobre a linha do Equador celeste. Isso resulta no fato de que nesse dia os hemisférios norte e sul da Terra recebam a mesma quantidade de luz e escuridão, ou seja: dia e noite tem a mesma duração.
Atualmente o dia do Equinócio de Março varia: tem ano que cai dia 20, tem ano que cai dia 21. Esse fato ocorre porque o período entre dois Equinócios de Março não tem exatamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do Equinócio de Março varie ao longo de um período de dezoito horas, tendo como efeito o não encaixe, necessariamente, no mesmo dia todo ano.
No Equinócio de Março o Sol “cruza” (aparentemente, tendo como referência uma pessoa que está na Terra) o Equador celeste de Sul para Norte – como sabemos a Astrologia funciona em projeção geocêntrica e consultando as Efemérides planetárias verificaremos que à medida que os dias se vão aproximando de Março, a declinação do Sol vai diminuindo: passa de 23º 26′ em torno de 21/12 para 0º em torno de 20/3.
O Equinócio de Março marca o início astronômico de uma estação do ano: o outono no hemisfério sul e a primavera no hemisfério norte.
O Equinócio de Março marca o fim do anual “Drama Cósmico” que envolve a descida do Raio do Cristo sobre a matéria da nossa Terra e que tem os três principais eventos: o Nascimento Místico (celebrado pelo Natal), a Morte Mística e a Libertação.
O Nascimento Místico, na ocasião do Natal, é quando o impulso de vida do Cristo Cósmico penetrou na Terra da última vez. Desse momento até o Equinócio de Março, há se cumprido a Sua maravilhosa magia de fecundação. Agora, no momento em que o Sol cruza o Equador, quando transita do hemisfério sul para o hemisfério norte, a força de Cristo passa dos planos físicos para os planos espirituais da Terra, se libertando da Cruz da matéria para subir, novamente, ao Trono do Pai (onde chega no Solstício de Junho), deixando a Terra revestida de vida para ser usada nas atividades físicas dos próximos meses.
É, também, o tempo em que o Cristo Cósmico se liberta dos grilhões que O tem mantido escravo durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Então, esse Ser radiante penetra nos planos espirituais da Terra para trabalhar ali com as Hierarquias celestiais e com os membros da Humanidade que também estão nesses planos espirituais.
Esse é o ritmo redentor do Cristo Cósmico e é o Seu trabalho conosco, desde a Sua vinda ao nosso Planeta Terra, por meio dos Corpos Denso e Vital de Jesus, e assim continuará até que alcancemos um ponto em que sejamos capazes de nos encarregarmos do trabalho da redenção coletiva, sem a necessidade de Sua ajuda imediata, ou seja: de manter esse Campo de Evolução, que chamamos de Terra, por nós mesmos.
Uma vez conhecida essa verdade e tudo o que ela implica, quem é Cristão (Místico ou Ocultista) converte em sua máxima aspiração ao se qualificar a si mesmo para se fazer digno de compartilhar, fraternalmente, todos os sofrimentos de Cristo, fazendo o possível para aproximar o dia em que chegue ao fim esse sacrifício d’Ele, que Ele segue realizando para que cada um de nós tenha vida e vida em abundância.
Para nós, Aspirantes à vida superior, o Equinócio de Março é um dos pontos culminantes do ano. As palavras-chaves desse evento são a liberdade e a emancipação, que conduzem a uma vida mais extensa. Assim que é o momento mais propício para que, se já alcançamos um elevado nível espiritual no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, rompamos os laços que nos atam e penetramos na regozijosa liberdade Crística.
Razões Visíveis: No Equinócio de Setembro o Sol “cruza” o equador celeste de Norte para Sul – como sabemos a Astrologia funciona em projeção geocêntrica e consultando as Efemérides Planetárias verificaremos que à medida que os dias se vão aproximando de Setembro, a declinação do Sol vai reduzindo: passa de 23º 26′ para 0º.
Essas razões físicas são as partes visíveis que verificamos como evidências de que o Equinócio de Setembro é o momento em que, mais uma vez, estamos no tempo da estação da Primavera, para o hemisfério sul (e, portanto, da estação do Outono, para o hemisfério norte).
Razões Esotéricas: a passagem do Sol por Libra, a balança, simboliza o trabalho do Cristo para restabelecer o equilíbrio das forças que insistimos em desequilibrar, por meio das atividades discordantes nos seis meses que se passaram (de março até setembro).
É quando o Cristo Cósmico toca a atmosfera do nosso Planeta, “descendo” do Mundo do Espírito de Vida. Este Mundo estabelece um vínculo comum entre os Planetas do nosso Sistema Solar e, do mesmo modo que para ir-se da América à África é necessário se ter um meio de locomoção, assim também se requer um veículo apropriado ao Mundo do Espírito de Vida, sob controle consciente, para se poder viajar de um a outro Planeta. Sem esse veículo, conscientemente, é impossível tal viagem!
É bom lembrar que Cristo, o mais elevado Iniciado do Período Solar, emprega, geralmente, o Espírito de Vida como Seu veículo inferior, pois tem seu lar lá no Mundo do Espírito de Vida. Funciona tão conscientemente no Mundo do Espírito de Vida como nós, aqui, no Mundo Físico.
Rogamos ao Estudante Rosacruz que note, de modo particular, este ponto porque o Mundo do Espírito de Vida é o primeiro Mundo Universal. Nesse mundo cessa a diferenciação e começa a manifestar-se a unidade, pelo menos quanto ao nosso Sistema Solar. É onde a Sabedoria flui no seu cotidiano. É onde a Fraternidade faz parte do dia a dia. E de onde tomamos, via a intuição, a solução perfeita para qualquer problema que temos aqui. É o lugar onde se encontra a verdadeira Memória da Natureza. É o Reino do Amor.
É a partir do Mundo do Espírito de Vida que começa a volta do Cristo, com foco de atenção ao nosso Planeta, onde ele, mais uma vez, dá toda a Sua luz, toda a Sua vida e todo o Seu amor para vivificar esta massa morta (que nós cristalizamos do Sol) anualmente, e isto constitui um grilhão, um empecilho, uma prisão para Ele; por isso os nossos corações deveriam ficar voltados para Ele, neste tempo, em gratidão, pelo sacrifício que Ele faz por nossa causa, compenetrando este Planeta com Sua vida para renovar todo o material que insistimos em cristalizar anualmente, o qual permaneceria se Ele não nascesse no seu interior para vivificá-lo!
Sem esta infusão anual de vida e energia divina, todas as coisas vivas sobre a nossa Terra pereceriam imediatamente e todo o progresso ordenado seria frustrado, pelo menos no que diz respeito à nossa linha atual de desenvolvimento. É a “queda” (ou descida) do Raio Espiritual do Sol nesses quatro meses que dá origem às atividades mentais e espirituais nos quatro meses seguintes.
A mesma força germinadora que ativa a semente na terra e a prepara para produzir sua espécie em múltiplo, agita também a Mente humana e promove as atividades altruístas que fazem o mundo melhor.
Assim é que as poderosas vibrações espirituais da onda Crística, doadora de vida, estão na atmosfera terrestre durante os meses que temos pela frente e podem ser, por nós, usadas com muito maior proveito, se soubermos disso e se redobrarmos nossos esforços, o que não faríamos se desconhecêssemos esse fato. O Cristo ainda está gemendo e sofrendo as dores do parto, esperando pelo dia da Sua libertação, pela “manifestação dos Filhos de Deus” (Rm 8:19); e apressamos verdadeiramente esse dia, cada vez que alimentamos nossos veículos superiores com pensamentos, sentimentos, desejos e emoções utilizando somente materiais das Regiões superiores dos respectivos Mundos, isto é, cada vez que participamos da ceia simbolizada pelo “pão e vinho místicos”.
Todas as vezes que nos damos a nós mesmos no serviço amoroso e desinteressado aos outros – focando esse serviço na divina essência oculta em cada irmão e em cada irmã (que é o que realmente somos e nos faz filhos e filhas de Deus –, desenvolvemos mais o nosso Corpo-Alma, que é constituído pelos Éteres superiores do nosso Corpo Vital e que é o veículo fundamental para ajudarmos efetivamente o Cristo. Atualmente é o Éter Crístico que mantém a Terra flutuando no espaço, porém, lembremo-nos que se quisermos apressar o dia de Sua libertação, devemos desenvolver em número suficiente nossos próprios Corpos-Alma até ao ponto em que possamos manter a Terra flutuando. Dessa forma poderemos tomar conta da carga de Cristo e libertá-Lo das limitações da existência física.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Muitas das fábulas da antiguidade são baseadas nos Mistérios Secretos. Assim como o indivíduo aprende a compreender e comemorar o mistério da mudança das estações, assim também os Anjos sabem e mantêm vigília sagrada nesses tempos sagrados. Entretanto, sempre devemos lembrar que a Onda de Vida Angélica atinge um plano muito mais elevado de consciência espiritual do que o ser humano. Consequentemente, os Anjos conhecem um significado mais profundo e recebem um influxo maior de êxtase espiritual na época dos quatro festivais solares sazonais.
Assim como o ser humano trabalhou em épocas passadas com o Reino Animal e o ajudou na formação de seus corpos, assim são os Anjos prestando ajuda ao Reino Vegetal.
Uma de suas tarefas mais gratificantes tem sido incorporar no Reino das Flores os mais elevados ideais e as mais nobres concepções do ser humano. Alegremente, eles tecem toda a fragrância e beleza de seus pensamentos e ações mais elevados em símbolos de flores de terna beleza.
O quão jubiloso é sua alegria quando descobre que alguém, apesar de ainda estar usando uma vestimenta de carne, é capaz de ver e compreender seu trabalho com as flores e, ainda, interpretar as mensagens místicas que estão inscritas em cada pétala colorida.
Há uma época do ano em que os cientistas chamam de Equinócio de Setembro e que o Místico conhece como a estação do grande influxo espiritual. Os Anjos, também, observam reverentemente este festival sagrado, pois eles têm o privilégio de ver, lá do alto nos reinos etéricos, aquele Raio de Luz Cósmica que desce gradualmente sobre a Terra, envolvendo e impregnando o Planeta até que, para os olhos não cegos pelo véu da mortalidade, tudo parece se tornar um corpo de ouro vibrante e radiante. Leia aqui: A Luz Dourada – Uma Lenda da Goldenrod