A Constituição Sétupla do ser humano se compõe de:
O Tríplice Espírito, o Ego:
A 4) Mente – Foco através do qual se reflete o Ego no Tríplice Corpo
O Tríplice Corpo, a sombra do Tríplice Espírito:
Para funcionarmos na Região Química do Mundo Físico precisamos de um Corpo Denso adaptado ao nosso ambiente. Se assim não fosse seríamos fantasmas, como geralmente dizem, e seríamos invisíveis à maioria dos seres físicos. Esse é o copo visível que vemos com os nossos olhos físicos. O nosso Corpo Denso é um composto químico tanto quanto o da pedra, se bem que esta última esteja ocupada só pela vida mineral. Todavia, mesmo falando do ponto de vista puramente físico e deixando à margem qualquer outra consideração, notamos várias diferenças importantes se comparamos o Corpo Denso do ser humano com o mineral da Terra. O ser humano move-se, cresce e propaga a sua espécie, mas o mineral, em seu estado natural, nada disso pode fazer.
O Corpo Denso, construído na matriz do Corpo Vital durante a vida pré-natal, com uma exceção, é a cópia exata, molécula por molécula, do Corpo Vital. Veremos essa exceção a seguir.
Para funcionarmos na Região Etérica do Mundo Físico precisamos de um Corpo Vital adaptado ao nosso ambiente. Temos um Corpo composto de Éter que é chamado de Corpo Vital nas Escolas de Mistérios Ocidentais, pois o Éter é o caminho de ingresso da força vital do Sol e o campo das forças da natureza que promovem as atividades vitais de assimilação, crescimento e propagação.
Este veículo é uma exata contraparte do nosso Corpo Denso, molécula por molécula e órgão por órgão, com uma única exceção, que veremos a seguir. Mas é ligeiramente maior, estende-se cerca de 4 cm além da periferia do nosso Corpo Denso.
O baço é a porta de entrada de forças que vitalizam o corpo. Na contraparte etérica deste órgão, a energia solar se transmuta em fluido vital, de cor-de-rosa pálido. Daí se espalha por todo o sistema nervoso e, uma vez que tenha sido utilizado no corpo, irradia-se para fora, em correntes, parecendo espinhos que saem da pele de um porco-espinho.
Os raios do Sol são transmitidos diretamente, ou refletidos mediante os Planetas e a Lua. Os raios que vêm diretamente do Sol proporcionam iluminação espiritual; os raios recebidos por intermédio dos Planetas produzem inteligência, moralidade e crescimento anímico; mas, os raios refletidos pela Lua produzem crescimento físico, como se vê no caso das plantas que crescem diferentemente quando plantadas na fase crescente da Lua ou na minguante. Há também diferenças nas plantas semeadas quando a Lua passa por Signos estéreis ou férteis do Zodíaco.
O raio solar é absorvido pelo Espírito humano, que tem seu assento no centro da fronte; o raio estelar é absorvido pelo cérebro e pela medula espinhal e o raio lunar entra em nosso sistema através do baço.
Todos os raios, tanto os do Sol como os da Lua e os das estrelas, são de três cores e, na radiação lunar, que fornece nossa força vital, o raio azul é a vida do Pai, que produz a germinação; o raio amarelo é a vida do Filho, que é o princípio ativo da nutrição e do crescimento, e o raio vermelho é a Vida do Espírito Santo, que estimula a ação, libertando a energia armazenada pela força amarela. Este princípio é especialmente ativo na geração.
Os diferentes reinos absorvem essa força vital de maneira diversa, de acordo com sua constituição. Os animais têm somente 28 pares de nervos espinhais e estão harmonizados com o mês lunar de 28 dias, dependendo, portanto, de um Espírito-Grupo para a infusão dos raios estelares necessários para produzir consciência. Nenhum deles é capaz de absorver os raios diretos do Sol.
O ser humano se encontra num estágio de transição: tem 31 pares de nervos espinhais, que o relacionam com o mês solar, mas os nervos da chamada cauda eqüina (literalmente rabo de cavalo), no fim da nossa medula espinhal, estão ainda pouco desenvolvidos para que possam servir de passagem para o raio espiritual do Sol. À medida que elevamos nossa força criadora, mediante pensamentos espiritualizados, desenvolvemos esses nervos e despertamos as faculdades adormecidas do Espírito. Mas é muito perigoso tentar esse desenvolvimento a não ser sob a direção de um mestre capacitado e advertimos seriamente o leitor para que não empregue nenhum método vendido ou publicado em livros, porque tais práticas geralmente levam à demência. O método seguro nunca se vende por dinheiro, nem é trocado por algo terreno, seja grande ou pequeno, mas é sempre dado gratuitamente, como uma recompensa ao mérito.
“Pedi, e recebereis; procurai, e achareis; batei, e abri-se-vos-á”, disse Cristo. Se nossa vida é uma oração para a iluminação, a procura não será vã e nossa chamada não ficará sem resposta.
Quando a energia solar tiver sido transmutada no baço, atravessa o sistema nervoso do corpo, brilhando com um delicado tom róseo. Serve para o mesmo propósito que a eletricidade numa instalação telefônica. Podemos estender cabos entre cidades, levantar estações telefônicas e até instalar receptores e transmissores. Podemos também pôr operários preparados diante de toda a rede mas, enquanto o fluido elétrico não circular pelos fios, as comunicações não funcionarão.
Assim acontece também com o Corpo. O Espírito Humano é o operador e, da estação central do cérebro, os nervos se ramificam, indo por todo o organismo a todos os músculos. Quando esse fluido vital atravessa o sistema nervoso, o Ego pode enviar suas ordens aos músculos e impeli-los a se moverem; mas se o fluido vital, por qualquer razão, não afluir a determinada parte do corpo, tal como um braço ou uma perna, o Espírito será incapaz de mover essa parte do corpo e ela ficará paralisada.
Quando gozamos de boa saúde especializamos a energia solar em tão grande quantidade que não podemos empregá-la toda em nosso corpo e, nesse caso, ela se irradia pelos poros da pele em raios retos e serve a um propósito similar ao do ventilador para purificar o ar. Esse aparelho expulsa o ar viciado de um quarto ou de um edifício, mantendo sua atmosfera pura e suave. A força vital excessiva que se irradia do nosso corpo leva consigo os gases venenosos, micróbios deletérios e matérias residuais, mantendo desse modo a saúde do organismo em bom estado. Ele também evita que os exércitos de germes causadores de doenças, que flutuam na atmosfera, penetrem no corpo, da mesma forma que o exaustor impede que uma mosca entre voando num edifício. Vê-se, pois, que essa força vital serve aos mais benéficos propósitos, mesmo depois de ser utilizada em nosso corpo, quando volta ao seu estado livre.
É um espetáculo curioso e surpreendente observar, pela primeira vez, que das partes expostas do nosso corpo, como as mãos e o rosto, começa a fluir uma corrente de pequeninas estrelas, cubos, pirâmides e outras figuras geométricas. O autor, mais de uma vez, esfregou os olhos quando começou a observar esse fenômeno, porque lhe parecia estar sofrendo de alucinações. As formas vistas são átomos químicos os quais cumpriram seu propósito dentro do corpo e são expelidos pelos poros.
Depois das refeições, o fluido vital é consumido pelo corpo em grandes quantidades, porque ele é o meio pelo qual as forças da natureza integram o alimento em nosso corpo. Portanto, as irradiações são mais débeis durante o período da digestão. Se a refeição foi abundante, a irradiação é perceptivelmente diminuída e não limpa o nosso corpo tão completamente como quando acabamos de digerir o alimento, nem é tão poderosa para manter afastados os germes inimigos. Por esta razão, estamos mais expostos a apanhar um resfriado ou outra enfermidade qualquer por comermos em excesso.
Durante uma enfermidade, o Corpo Vital especializa muito pouca quantidade de energia solar. Então, por algum tempo, o Corpo Denso – o Corpo Denso – parece que se alimenta do Corpo Vital e, desse modo, este veículo fica mais transparente e tênue, ao mesmo tempo que o Corpo Denso fica debilitado. As irradiações ódicas purificadoras estão quase completamente ausentes durante a enfermidade e, devido a isto, as complicações se manifestam com muita facilidade.
Embora a ciência oficial não tenha observado diretamente o Corpo Vital do ser humano, em diversas ocasiões ela postulou a necessidade da existência de tal veiculo para explicar os fatos da vida, e as irradiações foram observadas por vários cientistas, sob condições diversas. Blondlot e Charpentier deramlhe o nome de Raios N, em atenção à cidade de Nantes, onde tais irradiações foram observadas por esses cientistas; outros chamaram-na “o fluido ódico”. Investigadores que dirigiram pesquisas sobre fenômenos psíquicos chegaram a fotografar essas irradiações quando eram extraídas do baço dos médiuns, pelos espíritos materializantes. O Dr. Hotz, por exemplo, obteve duas fotografias de uma materialização por meio da médium alemã Minna Demmler. Numa delas vê-se uma nuvem de Éter saindo do lado esquerdo da médium, sem nenhuma figura ou forma definida. A segunda fotografia, tomada poucos momentos depois, mostra o espírito materializado, colocado ao lado da médium. Outras fotografias, obtidas por cientistas do médium italiano Eusapio Palladino, assinalam uma nuvem luminosa pairando ao seu lado esquerdo.
No princípio desta descrição, dissemos que o Corpo Vital é uma exata contraparte do Corpo Denso, com uma exceção: ele é de sexo oposto, ou seja, de polaridade oposta. Como o Corpo Vital nutre o Corpo Denso, podemos facilmente compreender que o sangue é a sua expressão invisível mais elevada, e também que um Corpo Vital positivamente polarizado há de gerar mais sangue do que um com polaridade negativa.
A mulher, que é fisicamente negativa, tem um Corpo Vital positivo; daí gerar-se nela um excesso de sangue, do qual se liberta por meio do fluxo periódico. Ela também é mais propensa às lágrimas, que são uma hemorragia branca, e o homem, cujo Corpo Vital é negativo, não gera mais sangue do que o que pode utilizar, sem qualquer transtorno. Portanto, para ele não é necessário esse processo de descarga de excesso de sangue, como na mulher.
Para funcionarmos no Mundo do Desejo precisamos de um Corpo de Desejos adaptado ao nosso ambiente. Assim, além do Corpo Denso e do Corpo Vital temos um corpo construído de matéria de desejo, do qual formamos as nossas emoções e sentimentos. Esse veículo impele-nos também a buscar a satisfação dos sentidos. Mas, enquanto os dois veículos de que falamos antes estão bem organizados, o Corpo de Desejos aparece à vista espiritual como uma nuvem ovóide que se estende cerca de 40 a 50 cm além do Corpo Denso. Ele se estende desde acima da nossa cabeça até debaixo dos nossos pés, de modo que o Corpo Denso fica no centro dessa nuvem ovóide, da mesma forma que a gema está no centro de um ovo.
A razão de ser do estado rudimentar deste veículo é que foi agregado à constituição humana mais recentemente do que os corpos anteriormente mencionados. A evolução da forma pode ser comparada ao modo pelo qual os humores do caracol primeiramente se condensam em sua carne, convertendo-se depois numa concha dura. Quando o nosso atual Corpo Denso germinou no espírito, era apenas um pensamneto-forma, mas gradualmente foi se tornando cada vez mais denso e concreto, acabando por se converter numa forma cristalizada de matéria química. O Corpo Vital foi o próximo a ser emanado pelo espírito, como uma forma de pensamento e se encontra no terceiro grau ou estado de condensação, que corresponde ao etérico. O Corpo de Desejos é uma aquisição ainda posterior. Foi também inicialmente um pensamneto-forma, mas agora está se condensando em matéria de desejo; e a Mente, que recebemos recentemente, é ainda apenas um pensamento-forma nebuloso.
Os braços e as pernas, as orelhas e os olhos não são necessários quando se usa o Corpo de Desejos, porque ele pode percorrer o espaço mais velozmente do que o vento, sem ter necessidade dos meios de locomoção de que necessitamos no Mundo visível.
Quando se vê com a visão espiritual, percebe-se que no Corpo de Desejos há uma porção de vórtices giratórios. Já explicamos que uma característica da matéria de desejo e estar em movimento constante, e que do vórtice principal, na região referente ao fígado, sai um fluxo contínuo que se irradia para a periferia deste corpo ovóide, retornando ao centro por meio de muitos outros vórtices. O Corpo de Desejos apresenta todas as cores e nuances até agora conhecidas e um número infinito de outras cores que são indescritíveis na linguagem humana. Estas cores variam de pessoa para pessoa, segundo suas características e temperamentos, assim como variam a cada instante à proporção que a pessoa experimenta emoções, fantasias e desejos. Existe, porém, em cada um, certa cor básica, que depende da estrela regente no momento do nascimento. No ser humano em cujo horóscopo o Planeta Marte está fortemente colocado, há uma tonalidade básica carmesim em sua aura; quando Júpiter e o Planeta regente, a cor que prevalece é azulada; assim, cada Planeta, Sol ou Lua regente imprimirá sua própria cor.
Houve uma época na história da Terra, quando a solidificação ainda não estava completa, em que os seres humanos viviam em ilhas, aqui e ali, entre os mares em ebulição. Os seres humanos ainda não tinham desenvolvido nem os olhos nem os ouvidos, mas apenas um pequeno órgão: a Glândula Pineal, que é chamada pelos anatomistas de o terceiro olho, que sobressaía por trás da cabeça e que era um órgão localizador de percepção. Ela advertia o homem quando se aproximava demasiado de uma cratera vulcânica, capacitando-o a fugir do perigo e da destruição. Desde então, os hemisférios cerebrais cobriram a glândula Pineal e em lugar de ter um simples órgão de percepção, todo o corpo, interna e externamente, é sensível aos impactos, o que, como é natural, é um estágio de desenvolvimento muito mais avançado.
No Corpo de Desejos, cada uma das partículas é sensível ao mesmo tempo às vibrações da visão, da audição e dos demais sentidos, e cada uma delas gira em incessante movimento, de forma que, quase no mesmo instante, ela pode estar na parte superior e na parte inferior do Corpo de Desejos e proporcionar a todos os pontos, de todas as outras partículas, uma sensação do que ela está experimentando. Desse modo, cada partícula de matéria de desejo no nosso veículo notará instantaneamente qualquer sensação experimentada por qualquer partícula isolada. Portanto, Corpo de Desejos é de uma natureza extremamente sensível, capaz de transmitir as emoções e os sentimentos mais intensos.
Para funcionarmos na Região Concreta do Mundo do Pensamento precisamos de uma Mente adaptada ao nosso ambiente. Essa é a última aquisição do espírito humano e na maioria das pessoas que ainda não se acostumou a um raciocínio ordenado e consecutivo, é apenas uma nuvem caótica, disposta principalmente em torno da cabeça. Quando se olha de modo clarividente para uma pessoa, parece haver um espaço vazio no centro da fronte, justamente acima e entre as sobrancelhas. Esse espaço assemelha-se à parte azulada de uma chama de gás. Isso é matéria mental, que encobre o espírito humano, o Ego, e ao autor foi dito que nem o vidente mais favorecido pode penetrar esse véu que, no antigo Egito, era chamado de “véu de Isis”. Ninguém podia levantá-lo e continuar vivendo, porque por trás dele está o Santo dos Santos, o templo do nosso corpo, onde o Espírito está protegido contra qualquer intromissão.
As pessoas que anteriormente não estudaram as filosofias ocultas poderão formular a seguinte pergunta: Mas por que todas essas divisões? Mesmo a Bíblia só nos fala de corpo e alma, e muitas pessoas crêem que alma e espírito são termos sinônimos. Podemos responder apenas que essa divisão não é arbitrária, mas necessária, e está baseada nos fatos da natureza. Também não é certo considerar alma e espírito como sinônimos. O próprio São Paulo falou do corpo natural, que é composto de substâncias físicas: sólidas, líquidas, gasosas e etéricas. Ele também mencionou corpo espiritual, que é o veículo do Espírito, composto da Mente e do Corpo de Desejos, e o próprio Espírito, e é chamado Ego, em latim, e “Eu”, em português.
O termo “Eu” é aplicado pelo Espírito Humano unicamente a si próprio. Todos nós podemos chamar cão a um cão, ou mesa a uma mesa, e qualquer outro pode aplicar os mesmos nomes ao cão ou a mesa, mas somente um ser humano pode chamar-se “Eu”. Unicamente ele pode aplicar essa palavra a si mesmo, palavra que é exclusiva entre todas: “Eu”, porque ela é o distintivo da própria Consciência, o reconhecimento de si mesmo pelo Espírito Humano como uma entidade separada e a parte de todas as outras.
Vemos, pois, que a constituição do ser humano é mais complexa do que parece à primeira vista; agora passaremos a especificar o efeito de diferentes condições de vida sobre esse ser complexo.
Assim vemos que como adaptamos a matéria do Mundo Físico e lhe damos forma num Corpo Denso, e tal como damos forma à força-matéria do Mundo do Desejo, num Corpo de Desejos, assim também reservamos para nós uma determinada quantidade de matéria mental da Região do Pensamento Concreto. Mas nós, como Egos, nos revestimos de uma substância espiritual da Região do Pensamento Abstrato e, por meio dela, nos tornamos individuais, Egos separados.
É o terceiro dos três veículos mais elevados de um ser humano. É o nosso veículo para funcionarmos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento. Compõe com o Espírito de Vida e o Espírito Divino o Tríplice Espírito, a manifestação de um Espírito Virginal, o Ego. É a contraparte superior do Corpo de Desejos. É alimentado por meio da Alma Emocional. Foi despertado em nós pelos Serafins na quinta Revolução do Período Lunar. Atualmente são os Senhores da Forma que estão encarregados de nos ajudar a desenvolvê-lo. É o terceiro véu do Espírito Virginal. É a camada exterior que prende o Espírito Virginal e faz dele um Ego separado.
É o segundo dos três veículos mais elevados de um ser humano. É o nosso veículo para funcionarmos no Mundo do Espírito de Vida. Compõe com o Espírito Divino e o Espírito Humano o Tríplice Espírito, a manifestação de um Espírito Virginal, o Ego. É a contraparte do Corpo Vital. É alimentado por meio da Alma Intelectual. Foi despertado em nós pelos Querubins na sexta Revolução do Período Solar. Atualmente são os Senhores da Individualidade que estão encarregados de nos ajudar a desenvolvê-lo.
É o primeiro dos três veículos mais elevados de um ser humano. É o nosso veículo para funcionarmos no Mundo do Espírito Divino. Compõe com o Espírito de Vida e o Espírito Humano o Tríplice Espírito, a manifestação de um Espírito Virginal, o Ego. É a contraparte superior do Corpo Denso. É alimentado por meio da Alma Consciente. Foi despertado em nós pelos Senhores da Chama na sétima Revolução do Período de Saturno. Atualmente são os Senhores da Sabedoria que estão encarregados de nos ajudar a desenvolvê-lo.
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Que as rosas floresçam em vossa cruz
Diagrama 5: a nossa Constituição Decupla – Tríplice Espírito, Tríplice Corpo, Tríplice Alma e a Mente

Quando, nós, o Tríplice Espírito – ou o Ego – desenvolvemos o nosso Tríplice Corpo e obtenhamos o domínio deles por meio do foco mental, começamos a desenvolver a Tríplice Alma, trabalhando de dentro. A maior ou menor alma que nós podemos ter depende da quantidade de trabalho que nós, o Tríplice Espírito, fizemos em nossos Corpos.
Esse diagrama mostra a nossa Constituição Decupla (dez veículos). Nós somos um Espírito Tríplice (Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano) que possuímos uma Mente, com a qual governamos o nosso Corpo Tríplice (Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos) que emanou de si próprio, para adquirir experiência. Esse Corpo Tríplice se transmuta em uma Alma Tríplice (Alma Consciente, Alma Intelectual e Alma Emocional) da qual se alimenta, se elevando, dessa forma, da impotência à onipotência.
O espelho da Mente também contribui para aumentar o crescimento espiritual, porque o pensamento transmite ao Espírito, ou o que dele recebe, lhe dão polimento e mais brilho, intensificando cada vez mais o seu foco e o reduzindo-o a um ponto único perfeitamente flexível e sob o domínio do Espírito.
Durante a vida o tríplice Espírito, o Ego, trabalha sobre e no Corpo Tríplice ao qual está ligado pelo elo da Mente. Esse trabalho traz à existência a Tríplice Alma. A Alma é, pois, o produto espiritualizado do Corpo.
Como o alimento apropriado nutre o Corpo no sentido material, assim também a atividade do Espírito no Corpo Denso, manifestada como reta ação, promove o crescimento da Alma Consciente. Como as forças solares atuam no Corpo Vital e o nutrem para que possa atuar no Corpo Denso, assim também a memória dos atos praticados no Corpo Denso; dos desejos, sentimentos e das emoções do Corpo de Desejos e dos pensamentos e das ideias na Mente produzem o crescimento da Alma Intelectual. Por forma semelhante, os desejos e as emoções mais elevados do Corpo de Desejos formam a Alma Emocional.
A Tríplice Alma, por sua vez, amplia a consciência do Tríplice Espírito.
A parte do Corpo de Desejos trabalhada pelo Ego fica transmutada em Alma Emocional e, por fim, é assimilada pelo Espírito Humano, cujo veículo especial é o Corpo de Desejos. A Alma Emocional cresce pelos sentimentos e emoções gerados pelas ações e pela experiência. A Alma Emocional é o extrato do Corpo de Desejos. Ela aumenta a eficiência do Espírito Humano, que é a contraparte espiritual do Corpo de Desejos.
A parte do Corpo Vital trabalhada pelo Espírito de Vida converte-se em Alma Intelectual que edifica o Espírito de Vida, porque esse aspecto do Tríplice Espírito tem sua contraparte no Corpo Vital. A Alma Intelectual é um mediador entre as outras duas e cresce pelo exercício da memória, que liga as experiências passadas às experiências presentes e os sentimentos por elas engendrados. Origina a simpatia e a antipatia, que não têm existência independente da memória. Sentimentos que resultassem somente das experiências seriam evanescentes. A Alma Intelectual amplia o poder do Espírito de Vida porque a Alma Intelectual é extraída do Corpo Vital, que é a contraparte material do Espírito de Vida.
A parte do Corpo Denso que tenha sido trabalhada pelo Espírito Divino chama-se Alma Consciente e, por fim, submerge-se no Espírito Divino, porque o Corpo Denso é a sua emanação material. A Alma Consciente cresce pela ação, pelos impactos externos e pela experiência. A Alma Consciente aumenta a consciência do Espírito Divino, pois (a Alma Consciente) é o extrato do Corpo Denso, que por sua vez é a contraparte do Espírito Divino.
Note que é o nosso trabalho (nós, Tríplice Espírito, Ego) sobre os nossos Corpos que produz cada Alma. E qual será o objetivo de cada Alma? Vejamos:
A Alma Consciente será absorvida pelo Espírito Divino na sétima Revolução do Período de Júpiter.
A Alma Intelectual será absorvida pelo Espírito de Vida na sexta Revolução do Período de Vênus.
A Alma Emocional será absorvida pelo Espírito Humano na quinta Revolução do Período de Vulcano.
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Que as rosas floresçam em vossa cruz
É fato que tanto o altruísmo impulsionado por Cristo, ano após ano, quanto a gradual expansão de consciência, promove alterações na dinâmica do funcionamento biológico de partes do Corpo Denso do ser humano. Tais mudanças são efeitos de alterações na composição de outros Corpos mais sutis e das alterações da composição atmosférica da Terra. O presente artigo busca descrever parte destas mudanças graduais, que está estreitamente relacionada à promoção de maior longevidade e até mesmo a tão mal compreendida vida eterna.
Para fins didáticos, o texto é divido em três partes:
Parte I – Recapitulação do modo como o ser humano tornou-se consciente no Mundo Físico
A recapitulação do modo pelo qual ser humano tornou-se consciente do Mundo Físico se faz necessária para traçar uma linha de referência de seu desenvolvimento. Conforme bem explorado pela Filosofia Rosacruz, o Espírito Virginal desceu dos mundos superiores na involução. Com o propósito de desenvolver os três princípios divinos (Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano) que herdou de Deus (pois tal como Deus, quando se manifesta, o faz de forma tríplice – Pai, Filho, Espírito Santo), o ser humano, criado a Sua imagem e semelhança, por ação recíproca constituiu três Corpos compostos por materiais correspondentes aos Mundos pelos quais passava – o Corpo Denso, oitava inferior do Espírito Divino (Pai); o Corpo Vital, oitava inferior do Espírito de Vida (Filho); e o Corpo de Desejos, oitava inferior do Espírito Humano (Espírito Santo).
Mas para que houvesse união e comunicação entre os princípios herdados e seus instrumentos, um veículo mental teve de ser construído. A partir daqui o Espírito se torna um Ego: um Espírito Virginal manifestado em forma sétupla (Tríplice Espírito, Tríplice Corpo e a Mente). Neste ponto do desenvolvimento, a dual força criadora (pólo masculino ou vontade e pólo feminino ou imaginação) ainda era direcionada para baixo, isto é, ambos os pólos, fluíam para o mesmo sentido e conferia ao ser humano a capacidade de ser hermafrodita.
No entanto, para que as vivências exteriores pudessem ser capturadas e para que as ideias concebidas pela Mente pudessem ser transmitidas, adaptações nos Corpos deveriam ocorrer. Especialmente para o Corpo Denso e Vital, deveria ser construído um encéfalo que fosse capaz de processar as informações provenientes do meio e enviar tais códigos para que o Espírito trabalhe sobre as mesmas, e, por fim, transmitir estas conclusões de volta ao meio. Também uma laringe para facilitar a comunicação das conclusões que foram produzidas pelo processamento das informações provenientes do meio.
Concomitante a essas necessidades, a matéria que hoje constitui nosso planeta Terra foi arrojada do Sol e, posteriormente, a matéria que forma a Lua foi arrojada da Terra. Tais separações promoveram expressões separadas de forças (força do Sol e força da Lua). Deste modo, alguns Corpos passaram a serem melhores condutores das forças solares e outros lunares. Um dos pólos da dual força criadora foi internalizado e direcionado para cima, a fim de construir o cérebro e a laringe. No caso do Corpo masculino (condutor da influência do Sol), o pólo feminino foi internalizado para este fim. Já o Corpo feminino (condutor da influência da Lua), o oposto. A condição de ser hermafrodita cessou e a necessidade da cooperação do sexo oposto para procriar se fez necessária. Além disso, um meio físico que suportasse as altas vibrações do Espírito individualizado era necessário para sua manifestação no Mundo Físico e para governo de seus Corpos. O sangue vermelho e quente constitui tal veículo.
O metal marciano conhecido como ferro é o elemento essencial para a produção deste sangue vermelho e quente. Já é bem consolidado pela ciência atual que durante a realização de uma tarefa, grande quantidade de sangue é direcionada a determinadas regiões do Corpo Denso necessárias para realização da mesma. O ocultista sabe que tal fenômeno significa o Ego utilizando sua ferramenta corporal para governar o Corpo e adquirir experiências.
Foi somente na Época Lemúrica – uma das Épocas que atravessamos nesse Período Terrestre desse atual esquema de evolução – que o ferro pode ser livremente utilizado (após a eliminação da influência marciana sobre a Terra) e, assim, o sangue tornar-se mais quente no interior do Corpo Denso em relação à temperatura ambiente. Com o sangue quente e vermelho e com um cérebro e uma laringe bem formados, o ser humano pôde alcançar o estado de consciência de vigília, parecido com o que temos atualmente.
O plano inicial era o seguinte: quando o Ego renasce em um corpo feminino (mulher) era exposto a estímulos ambientais extremamente fortes* (tempestades gigantescas, ventos, explosões vulcânicas): o objetivo era despertar a consciência das mulheres para fora, e, por meio desta exposição a acontecimentos alheios, a atenção seria direcionada também para isso. Isto iniciou um processo de construção de representações mentais das coisas externas (criação de códigos para que o Espírito pudesse interpretar o meio externo). A neurociência atual comprovou este fenômeno, pois mostra que tudo aquilo que o cérebro interpreta é, em realidade, representações mentais subjetivas que servem como código ou referência. Não se enxerga as coisas como são, mas se enxerga as representações mentais que se criou para interpretar tais coisas. O meio pelo qual as representações foram criadas ocorreu pela imaginação (pólo feminino da força criadora).
Porém, quando o Ego renasce em um corpo masculino (homem), estímulos corporais de dor e de estados de prisões eram determinados. Os estados de prisões eram realizados de modo que o, então homem, pudesse, com um pouco de força de vontade, se libertar. Já a dor, fazia com que um movimento para que a mesma cessasse fosse realizado. Ambos tinham o objetivo de despertar a vontade (força masculina).
Vemos, deste modo, as duas polaridades sexuais agindo separadamente, e métodos de aprendizagem adaptados a cada um eram necessários. Juntamente com esses estímulos, os Arcanjos – seres que estão a dois graus de evolução acima dos seres humanos – neutralizavam o Corpo de Desejos do ser humano, e este só era libertado em épocas propícias para a procriação. A procriação era orientada pelos Anjos – seres que estão a um grau de evolução acima dos seres humanos.
Diferentemente dos Anjos, que direcionam toda sua energia criadora para fora de si e, em troca, recebem sabedoria, o ser humano internalizou metade de sua força criadora para construção de uma laringe e um cérebro. A internalização para autosserviço determina uma característica de individualismo genuíno para ele. Se o estudante meditar sobre este caminho, compreenderá que o processo era demasiadamente lento, mas garantia o despertar seguro da vontade e da imaginação humana. Isto é, naquela época, a Personalidade e o temperamento não agiam como um fator de dificuldade tal como ocorre nos dias de hoje. Pelo menos até o ponto em que este plano pôde perdurar.
Mesmo que a morte do Corpo Denso ocorresse naquela época, a longevidade era muito maior do que atualmente, pois não se conhecia o pecado (transgressões das leis). A mulher, pela imaginação, já conseguia identificar muitas coisas que ocorria fora de si mesma. Mas ela também conservava a visão etérica das coisas. Por isso, quando ela percebia a morte do Corpo Denso e, ao mesmo tempo, também percebia a permanência do Corpo Vital (isto é, a pessoa que morreu no Mundo Físico permanecia viva nos planos internos), esse fato a deixava extremamente confusa.
Para acelerar o processo de evolução, os Espíritos Lucíferos – uma parte da onda de vida Angélica que se atrasou – entraram em contato com a mulher pela coluna espinhal, relatando que poderia gerar um novo Corpo Físico que morria. Para isso, deveria realizar o ato sexual (“comer o fruto da Árvore do Conhecimento”) sem esperar o comando dos Anjos. Isso a tornaria, juntamente com o homem, semelhante aos deuses (com capacidade de “criar”). Esse ato também favoreceria a libertação do Corpo de Desejos, pois haveria motivação para procriação sem a presença dos Arcanjos.
Por isso a Bíblia relata que Lúcifer era uma serpente sábia (coluna espinhal) que apareceu para Eva em uma árvore. Lúcifer (portador da luz) tentou adiantar o processo, ensinando ao ser humano como se libertar da influência dos Anjos e dos Arcanjos, assumindo sua própria evolução e geração de novos Corpos. Isto é relatado na Bíblia como a expulsão da humanidade do Jardim do Éden, que a obrigou a “comer poeira todos os dias de tua vida” e “com o suor de teu rosto, comer teu pão, até que retornes ao solo” (Gn 3:14 e 19). O problema é que o Corpo de Desejos estava em situação muito rudimentar, composto, praticamente, apenas de materiais das regiões inferiores do Mundo do Desejo. A Mente também estava em situação similar, sendo muito fraca para refrear os desejos e direcioná-los para motivação de propósitos do Ego. Tal condição precária somada a genuína condição de individualismo, o egoísmo e as paixões predominaram e uma série de desequilíbrios deu início.
O ser humano deve, pois, a Lúcifer e a seus “Anjos caídos”, à capacidade de ser autômato e da possibilidade de se desenvolver ao ponto de se tornar semelhante aos deuses – por isso, a ideia de que Lúcifer é mau e que deve ser abominado está incutido no inconsciente humano, isto é, foi ele que ensinou a humanidade a desobedecer aos deuses e lhe abriu o caminho para ser semelhantes aos mesmos (superiores aos Anjos). Essa desobediência não deve ser confundida com emancipação de Deus, mas como um novo caminho autômato em Deus (pois nele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser).
O problema é que tal estado só será alcançado quando a Personalidade for dominada (estado ainda sonhado pela maioria das pessoas que já despertaram para a vida espiritual). O individualismo genuíno, transformado agora em egoísmo e orgulho pela Personalidade, fez com que cada ato do ser humano fosse direcionado para benefício próprio e quase nenhuma cooperação era conseguida. A sabedoria divina incutindo determinadas motivações no âmago da Personalidade, fez com que a evolução não fosse totalmente frustrada. As motivações foram: Amor, Fortuna, Poder e Fama. O desejo de alguma ou várias destas coisas é o motivo pelo qual se faz ou deixa de fazer algo. Isso promove alguma experiência e aprendizado. O livro O Conceito Rosacruz do Cosmos já explorou todos os fatos mencionados até o momento com extraordinária maestria. Convidamos o leitor para estudar este livro, a fim de que tenha uma ideia melhor de tudo isso.
Parte II – Mudanças físicas que estão ocorrendo devido à correspondência ao altruísmo
Agora que foi recapitulado o processo de aquisição do estado de consciência vigília e esclarecido o modo pelo qual deixamos o plano inicial de evolução e iniciamos o processo de evolução “por nossa própria conta e risco”, o segundo objetivo do presente artigo pode ser trabalhado. Isto é, que mudanças físicas estão ocorrendo devido ao aumento da consciência e altruísmo no mundo?
O Corpo Denso é um instrumento que, atualmente, possui duração pré-determinada de utilidade para servir ao propósito do Ego que é: extrair a quintessência das experiências vividas. Com o passar do tempo, suas funções vão declinando (devido à incompetência do ser humano em não deixá-lo cristalizar), até que a morte (a incapacidade do ser humano em se manter encarnado nesse Corpo Denso) sobrevém.
Dois fatores importantes atrapalham o desenvolvimento dos poderes do Ego: 1) a busca da satisfação pessoal imposta pela Personalidade que inclui o gasto demasiado da força sexual, a gula, os vícios, os maus hábitos, as omissões, as preguiças e irresponsabilidades com a saúde, entre outros, todos constituem maiores prazeres físicos e encurtamento da vida; 2) a influência da Lei de Consequência, pois muitos desequilíbrios foram gerados a partir da falsa iluminação lucífera. As doenças limitam, consideravelmente, a qualidade da produção anímica pelo Ego.
Presença de doença não significa ausência de possibilidades para geração de produção anímica. A Graça Divina é tamanha que há espaço para o desenrolar concomitante de produção anímica e o reequilíbrio das Leis transgredidas. Esse plano só pôde ser concretizado a partir do trabalho misericordioso de Nosso Senhor (o Cristo), que anualmente “retira o pecado do mundo”, isto é, purifica o Mundo do Desejo da Terra com seu Altruísmo. Com isso, disponibiliza materiais para que a humanidade possa avançar no caminho, mesmo que ainda tenha muitos pecados.
O tema astrológico natal revela as tendências de pontos fracos, cuja ciência material compreende como de origem genética e ambiental. Tais tendências são determinadas a partir dos desequilíbrios praticados em vidas precedentes e de desequilíbrios que tenderemos a realizar na presente vida. Por meio da progressão pode-se saber o momento em que tais tendências estarão ativas e fortes.
Independente do tipo de doença e do tratamento que o doente e seus cuidadores devem buscar, duas são as fontes de energia que, se deficitárias, acelerarão o desenvolvimento de qualquer patologia: 1) a energia vital que vem diretamente do Sol e é absorvida através do baço; e 2) a energia proveniente dos alimentos físicos, produto da respiração celular realizada, principalmente, pelas mitocôndrias. “É a fusão dessas duas correntes que produz o poder latente que está armazenado em nosso Corpo Vital até converter-se em energia dinâmica pelo desejo marciano natural” (veja mais detalhes no livro O Mistério das Glândulas Endócrinas), e, assim, o ser humano pode utilizar essa energia para produzir crescimento anímico.
Com foco na corrente de energia proveniente do consumo de alimentos, Max Heindel descreve: “o sangue que entra em contato com o ar, todas as vezes que respiramos, passa pelos pulmões e, da mesma maneira que uma agulha é atraída para um imã, o oxigênio do ar inspirado se mistura com o ferro no sangue. Realiza-se, então, um processo de combustão que é semelhante à ferrugem ou oxidação que observamos no ferro exposto ao ar”. Continua: “a experiência ensinou-nos que o material combustível pode ser colocado em uma fornalha com todas as condições necessárias para a combustão, porém, até que se use o fósforo, os materiais não serão consumidos. Aqueles que estudaram as leis de combustão sabem que uma corrente de ar bem forte leva consigo grande quantidade de oxigênio, que é necessário para se obter calor do combustível que contém muito mineral”. Assim, oxigênio é o acelerador deste processo. “Um processo similar ocorre dentro do corpo, que é o templo do espírito” (veja mais detalhes no livro Maçonaria e Catolicismo).
O processo de combustão que ocorre dentro do Corpo é um pouco diferente da combustão verificada, por exemplo, quando se queima gasolina, madeira ou papel. Neste último, o processo de retirada de energia ocorre em grande quantidade e de uma única vez. Por outro lado, a respiração celular promove quebra das cadeias de carbono (processo químico necessário para a retirada de energia das moléculas) de modo gradativo e em pequenas parcelas. Isto é necessário para a preservação da estrutura das células, pois se a combustão ocorresse como no primeiro exemplo, as células pereceriam pelo excesso de energia. Além disso, a energia retirada pelas mitocôndrias não é consumida rapidamente, mas permanece dissolvida na célula e, gradativamente, é utilizada no metabolismo.
Um dos problemas é que durante a extração de energia, moléculas incompletas de oxigênio também são geradas: incompletas por conterem um número ímpar de elétrons em sua última camada eletrônica. Este elétron ímpar, que se estabelece após cada quebra das cadeias de carbono, pode não ser pareado com o restante dos elétrons do átomo em questão. Em outras palavras, sua órbita segue uma rota diferente da órbita dos demais elétrons. Tal característica confere-lhe grande capacidade de reagir com outras biomoléculas que existem na célula, contra as quais colidem. Essa reação forçará a retirada de elétrons de outras moléculas que já são completas e possuem função importante dentro do sistema biológico (principalmente lipídios e proteínas das membranas celulares e, até mesmo, o DNA). Essa retirada de elétrons modificará suas adequadas estruturas e funções. Os exemplos mais comuns de radicais de oxigênio altamente reativos são: radicais superóxido (O2-), hidroxila (OH-), peroxila (RO2), alkoxila (RO) e hidroperoxila (HO2). O óxido nítrico (NO) e o dióxido de nitrogênio (NO2) são espécies reativas de nitrogênio.
O organismo normalmente consegue equilibrar os efeitos desses radicais de oxigênio reativos (radicais livres). Porém, há casos em que ocorrem desequilíbrios a favor do sistema pró-oxidantes em detrimento do sistema antioxidantes. Isto é denominado estresse oxidativo. O acúmulo dos efeitos do estresse oxidativo promove danos nas células e acelera o surgimento de doenças e envelhecimento (principalmente se ocorrer em órgãos do corpo relacionados a vulnerabilidades que acumulamos em outras vidas), fatores estes que limitam as oportunidades do Ego de gerar experiências e crescimento anímico.
Dentre as doenças já comprovadas pela ciência física que estão relacionadas aos efeitos dos radicais livres, somados a outros fatores estão: demência de Alzheimer, doença de Parkinson, aterosclerose, complicações da diabetes mellitus, câncer, doenças cardiovasculares, catarata, declínio do sistema imunológico, disfunções cerebrais, o envelhecimento precoce, enfisema pulmonar, doenças inflamatórias, entre outras.
Sobre a respiração celular e oxigênio dentro do Corpo Denso, Max Heindel continua: “É a chama que acende o fogo interior e gera o produto espiritual que se exterioriza de todas as criaturas de sangue quente, da mesma maneira que o calor se irradia de uma estufa. Estas linhas radiantes de força que emanam de nossos Corpos Densos de maneira invisível à visão física, são nossa aura, como já foi dito, e, não obstante a cor da aura de cada indivíduo diferir da dos outros, existe uma cor básica ou fundamental que mostra sua posição na escala da evolução. Nas raças inferiores esta cor básica é um vermelho fraco, semelhante ao vermelho de um fogo que queima lentamente, que indica sua natureza passional e emocional (isso indica que a pessoa ainda responde a Lúcifer e a Jeová). Ao examinarmos as pessoas que estão em grau mais elevado na escala da evolução, a cor básica ou a vibração irradiada por elas parece ser de uma tonalidade alaranjada, que é o amarelo do intelecto misturado com o vermelho da paixão”.
O uso de antioxidantes, pela alimentação, naturalmente pode evitar os danos corrosivos dos radicais livres de oxigênio. O problema é que as transgressões das Leis Divinas e a natureza passional, em muitos casos, são tamanhas, que o uso de oxidantes nem sempre é suficiente, e os danos ainda permanecem. A produção de radicais livres constitui um fator natural do Corpo Físico e sempre foi programada por nós mesmos. Afinal, o propósito da existência física é o acúmulo de experiências e não devemos permanecer na Terra para “todo o sempre”. Naturalmente, processos que facilitam a morte e o desgaste do Corpo Físico devem ocorrer. O comer da árvore da vida, provavelmente, implicaria em também solucionar o problema dos efeitos dos radicais livres, dentre outros relacionados a doenças e morte do Corpo Físico.
“A auréola dourada ao redor dos santos, pintada por artistas dotados de visão espiritual, é a representação física de uma promessa espiritual que se aplica à humanidade como um todo, embora isto tenha sido compreendido apenas por alguns poucos, que são chamados Santos. Após vidas de luta com suas paixões, perseverança no fazer o bem, cultivando nobres aspirações e depois de aderir firmemente a propósitos superiores, estas pessoas elevaram-se acima do raio vermelho e estão agora totalmente imbuídas com o raio dourado de Cristo e sua vibração.” Max Heindel continua: “A cor dourada natural é o raio de Cristo, que encontra sua expressão química no oxigênio, um elemento solar”.
Naturalmente, o aspirante pode concluir que conforme a correspondência às vibrações Crísticas e o estabelecimento de uma vida com propósitos superiores, tanto a eficiência das mitocôndrias no processo de respiração celular quanto fatores que neutralizam os radicais livres aumentarão, promovendo menores danos às células e maior longevidade saudável. Porém, tal conclusão parece ser equivocada. Lembre-se: o propósito do Ego não é permanecer na Região Química do Mundo Físico, mas retornar ao Pai com sua herança divina despertada e totalmente desenvolvida (Parábola dos Talentos). A compreensão de como ocorre a longevidade é fator chave para a terceira etapa (conclusão) deste artigo.
Parte III – Que se deve fazer para acompanhar as mudanças que necessariamente devem ocorrer
Qual a diferença de desempenho de uma pessoa experiente e de outra iniciante, em uma dada tarefa em comum? A diferença básica é que a pessoa experiente já aprendeu todos os mecanismos e as técnicas necessárias para desempenhar, com segurança, cada etapa de uma tarefa. Por isso, aplica de modo direcionado, com paciência e observação, a quantidade ideal de energia (vontade) e estratégias para cumprir o propósito com eficiência. Já o inexperiente, por não conhecer os mecanismos e nem as técnicas, necessita muito tempo para aprender e tirar conclusões. Além disso, mesmo que realize todo este movimento, se realmente não se dedicar na extração da experiência, pouca memória formará. Isso significa que “viveu as cegas”, e continuará a gastar bastante energia todas as vezes que se deparar com a mesma situação, sendo um eterno aprendiz das mesmas coisas.
O acúmulo de experiência permite o menor gasto de energia e assim, menor necessidade das funções das mitocôndrias para gerar energia. Isso não significa que há menos atividades ou produção anímica. Inversamente, se faz muito mais com muito menos! Conforme a correspondência de vida vai gradativamente se afinando com as lições Cristãs, o uso dos Corpos pelo Ego ocorre mais adequadamente. Isto é, o Eu Superior domina a Personalidade e a espiritualiza. Este domínio pode ser ilustrado da seguinte maneira:
Vemos, pois, que uma vida bem vivida está pautada no acúmulo de sabedoria e firmada a propósitos superiores. Não há outro propósito maior do que estes. A fé, o amor universal, o propósito de contribuir com a evolução da humanidade e a convivência com verdades espirituais, revelam caminhos tão sublimes e infinitos que tornam cada ato da vida uma nota musical afinada à grande sinfonia divina. Não haverá mais espaços para desequilíbrios ou transgressões das leis, mas sim ações que nos aproximam de Deus.
A lógica do menor esforço e maior eficiência é o padrão de ouro para a vida espiritual, mas ela exige o emprego constante da observação e do aprendizado. Com o tempo, passaremos a evocar as experiências de modo tão eficiente que não mais necessitaremos dos arquivos do cérebro denso para nos fornecer referência de como agir, mas iremos acessar diretamente o éter refletor, não mais necessitando de energia física. Consequentemente haverá menos necessidade de mitocôndrias e menos radicais livres. Passaremos a utilizar o éter, um material com vibração superior aos elementos químicos do sangue, para manifestação do estado de vigília (já o fazemos atualmente, mas a quantidade será muito maior), pois o poder do Ego será tamanho que necessitará de materiais mais vibrantes para dar conta de sua expressão. Neste estado de Corpo de Vida, não mais conheceremos a morte e a vida eterna será, então, uma realidade.
Para finalizar, é importante considerar que um dos pólos da dual força criadora foi internalizada e direcionada para cima, a fim de construir um cérebro e uma laringe (mencionado na primeira parte deste artigo). Antes, ambas eram direcionadas para baixo com o propósito de gerar Corpos Físicos. Com o novo Corpo de Vida, não mais haverá mortes e desnecessária a geração de Corpos Densos, sendo o ser humano Cristificado isento da paixão lucífera.
O casamento místico, conforme bem expressado por Salomão em seu “Cântico dos Cânticos”, mostra a reunião dos polos da força criadora, mas agora com parte que permaneceu para baixo também direcionada para cima. “O homem deve se casar com a mulher que possui dentro de si mesmo, e a mulher com seu homem interno”. O mito denominava cada polo como Anima (feminino) e Animus (masculino). Com esta “re-união” dos polos criadores, mas direcionados para cima, a palavra fornecerá o molde (o verbo se fará carne) para gerar obras tão grandiosas como as obras dos deuses.
*note que as condições da Terra nesta época era bem diferentes das condições atuais.
Que as Rosas Floresçam em vossa cruz
Pergunta: Qual parte do Espírito Tríplice constitui o Eu Superior? Será o Espírito Divino? Afirma-se no “CONCEITO” que o Espírito Humano é o Ego. O Espírito de Vida não é uma parte do Ego? O Ego inteiro fica no plano físico durante a vida terrena, ou somente parte dele, conforme o ensinamento hindu?
Resposta: O Eu superior é o Espírito Tríplice: o Espírito Divino, o Espírito de Vida e o Espírito Humano, mas não se deve conceber esses três como separados um do outro. O Espírito é indivisível, como a luz branca que vem do Sol através do espaço interplanetário, mas da mesma forma que a luz pode ser refratada em três cores primárias – azul, amarelo e vermelho – ao atravessar a atmosfera mais densa da Terra, o Espírito Virginal também aparece como sendo tríplice durante a manifestação, devido a estar rodeado por envoltórios de matéria de densidade variável.
Quando envolto apenas na substância do Mundo do Espírito Divino, é o Espírito Divino; quando o Espírito Divino recebe em acréscimo um envoltório de material oriundo do Mundo do Espírito de Vida, torna-se o Espírito de Vida; e quando, finalmente, é revestido na matéria da Região do Pensamento Abstrato, torna-se o Espírito Humano – o Ego. É por isso que o Espírito Virginal, enredado nessas três camadas de matéria, está apartado de toda consciência de seu Pai Divino e, estando tão encoberto pela matéria que não consegue mais ver as coisas do ponto de vista cósmico ao atingir o exterior, ele volta sua consciência para dentro e vê-se separado e isolado de todos os outros. Por isso, ele é um Ego – um indivíduo. Nesse ponto nasce o egoísmo, e começa a busca individual.
Quando o Espírito Humano atrai ao redor de si, para uma melhor expressão, os veículos inferiores e mais concretos – a Mente, o Corpo de Desejos, o Corpo Vital submergindo neles e mesmo descendo até o Mundo Físico, ele adquire novamente a consciência das coisas externas. A partir daquele momento, tendo perdido o conhecimento do Mundo de Deus, de onde veio originalmente, ele começa a conquistar o mundo físico e a dominá-lo para atingir seus próprios fins.
Neste aspecto, ele difere radicalmente dos Espíritos dos outros três reinos – mineral, vegetal e animal. O Espírito-Grupo do reino mineral desceu apenas até a Região do Pensamento Abstrato. Por essa razão, a consciência do mineral assemelha-se ao estado mais profundo de transe. O Espírito-Grupo do reino vegetal desceu para a Região do Pensamento Concreto. Por isso, a consciência do reino vegetal assemelha-se à que possuímos no mais profundo sono sem sonhos. Os Espíritos-Grupo dos animais são encontrados no Mundo do Desejo, que está próximo ao mundo em que vivemos. Consequentemente, a consciência do animal é uma consciência interna pictórica, semelhante àquela que temos nos sonhos, sendo as imagens enviadas pelos Espíritos-Grupo aos animais para que se grave neles o que têm de fazer sob determinadas circunstâncias. Aquilo que chamamos de instinto é, portanto, a sabedoria dos Espíritos-Grupo que se imprime no animal para que este saiba agir. Somente o Espírito Humano, em todos os reinos de vida em evolução na Terra, é um Ego individualizado, e habita os veículos que estão reunidos no mundo físico durante as horas de vigília do dia. Desse modo, atingimos a consciência desperta, e assim tornamo-nos totalmente cientes e despertos para todas as coisas pertencentes ao mundo no qual, então, atuamos e onde somos capazes de usar a nossa própria razão, expressar os nossos desejos e emoções, e agir segundo as diretrizes do nosso Eu individual Superior – o Espírito Interno, o Ego.
(Perg. 153 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)