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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A Natureza passa por ciclos de alternância. Esses encontram alguma correspondência em nós?

Resposta: Tanto o Solstício de Junho e o Solstício de Dezembro, como o Equinócio de Março e o Equinócio de Setembro são pontos de alternância, de mudança, na vida do Grande Espírito Planetário da Terra, Cristo. Assim, também, a nossa concepção traduz o início de mais uma nossa descida ao Corpo Denso, culminando em mais um nosso nascimento aqui. Esse inaugura o período de crescimento, até alcançarmos a maturidade. Então, começa uma época de frutificação e de amadurecimento, a par do declínio das energias físicas, até terminar na morte, que nos livra matéria física. Depois, se manifesta uma época de metabolismo espiritual e colhemos as nossas experiências terrestres, transformando-as em poderes da Alma, em tendências e talentos. Tais poderes e talentos serão postos a juros em vidas futuras para prosperarmos e nos fazer mais ricos espiritualmente até sermos merecedores do título de “Fiéis Administradores” (Lc 12:42-48 e ICor 4:1-6) e de ocuparmos postos maiores e melhores entre os “servos da Casa do Senhor” (Sl 134:1-3 e Mt 24:25).

Observemos que as condições dominantes, nessa Época Ária, são tão temporárias, como as das Épocas precedentes. O processo de condensação que ainda continua, transformou a nevoa ígnea da Época Lemúrica na atmosfera densa e úmida da Época Atlante e, mais tarde, converteu esta umidade em água que inundou as cavidades da Terra – os Dilúvios – e nos impeliu para as terras altas, para as mesetas. Tanto a atmosfera, como as condições fisiológicas estão mudando. É um alerta para a Mente compreensiva, referente à aurora de uma Nova Era sobre o horizonte do tempo, a Era de unificação.

A Bíblia não deixa nenhuma dúvida a respeito das mudanças. Cristo disse que o acontecido nos “dias de Noé” aconteceria nos dias do porvir. A ciência e a imaginação descobrem condições desconhecidas anteriormente. É um fato científico que o consumo do oxigênio, na alimentação da indústria, está se tornando alarmante. Também os incêndios nos bosques consomem, consideravelmente, este importante elemento e contribuem para o processo de dissecação da atmosfera. Cientistas eminentes assinalaram que um dia nosso globo não poderá suster a vida dependente da água e do oxigênio, um dos componentes do ar. As ideias dos cientistas não provocaram muita ansiedade, por ser distante a data no futuro prevista. Contudo, por mais afastado que seja este dia, o nosso destino é tão inevitável, como o foi quando habitávamos em Corpos Atlantes.

A cada fase que surge, vemo-nos a frente com um novo Elemento, ao qual devemos nos adaptar. Vejamos como se manifesta esse Elemento nos dias atuais e quais suas implicações futuras: se quando habitávamos em Corpos Atlantes pudéssemos ser transferidos para a nossa atmosfera, morreríamos asfixiados, como o peixe que se arrebatasse do seu elemento nativo. As cenas conservadas na Memória da Natureza provam que os primeiros a subir as terras altas, desmaiaram instantaneamente, ao se encontrar com uma das correntes de ar que baixavam, gradualmente, sobre a Terra. Então, essas experiências provocaram vivos comentários e suposições. Atualmente, os aviadores encontram, também, um novo Elemento e experimentam asfixia idêntica à dos precursores Atlantes. Enfrentam um novo Elemento que vem de cima para substituir o oxigênio da nossa atmosfera.

Ao mesmo tempo, uma nova substância está se introduzindo no nosso Corpo Denso, em substituição a albumina. Os Atlantes, sem pulmões desenvolvidos para o Elemento Ar, pereceram nos Dilúvios. Assim, também, a Nova Era encontrará alguns sem o “Vestido de Bodas” – o Corpo-Alma –, incapacitados para nela entrar. Esperarão, até que se achem preparados, em tempos futuros. Consequentemente, é de máxima importância para todos saberem o máximo possível sobre o novo Elemento e a nova substância. Os Ensinamentos Rosacruzes facilitam o acesso a ampla informação sobre o assunto.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1974 – Fraternidade Rosacruz–SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Podemos relacionar os peixes com o elemento Água, os pássaros com o elemento Ar, os mamíferos, em sua maioria, com o elemento Terra? Quais os animais que podemos relacionar com o elemento Fogo?

Resposta: É uma questão de natureza especulativa. Em primeiro lugar, depende do modo de classificar os animais. Ha inúmeras maneiras de se estabelecer uma classificação. Usando uma classificação anatômica, o ser humano é um animal (lembrando, naturalmente, que do ponto-de-vista espiritual o ser humano faz parte de outra Onda de Vida). Diríamos que o animal relacionado com o elemento Fogo é o ser humano.

O elemento Fogo é uma manifestação do Espírito. O ser humano se diferencia do animal por possuir um Espírito individual que o guia de dentro para fora. Os membros da Onda de Vida animal são dirigidos pelos respectivos Espíritos-Grupos. O ser humano é o único “animal” capaz de usar a contraparte do Fogo divino, ou Espírito, para cumprir seus propósitos no Mundo material.

O Fogo Espinhal espiritual no ser humano é o elemento essencial na alquimia espiritual, o elixir da vida. Transforma o ser humano comum em um Pedra Filosofal, formada quando o Cristo interno cresceu a sua estatura completa.

É conhecimento comum da anatomia que o cordão espinhal é dividido em três secções pelas quais são controladas as funções motoras, sensoriais e simpáticas. Astrologicamente são governadas respectivamente por Marte, pela Lua e Mercúrio.

Alquimicamente os elementos foram designados como enxofre, sal e mercúrio. Ao redor desses vibra o Fogo espiritual de Netuno, elevando-se em coluna serpentina através do cordão espinhal até a cabeça. Na maioria das pessoas esse Fogo espiritual é extremamente tênue. Quando, porém, ocorre o despertamento espiritual, a pessoa recebe enorme energia anímica, aumentando o Fogo espinhal em intensidades incríveis. Começa, então, um processo de regeneração, pelo qual todas as substâncias grosseiras do Tríplice Corpo são gradualmente eliminadas, crescendo, assim, sua sensibilidade às vibrações suprafísicas. Paulatinamente o corpo do Estudante Rosacruz se converte na Pedra Filosofal. Quando essa meta for atingida por todos os seres humanos, se logrará a Transfiguração da humanidade.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de agosto/1977 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

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