Max Heindel
É surpreendente a quantidade de pessoas que zombam daquilo que não entendem. Há muito tempo atrás, o próprio escritor não foi exceção a essa regra, em relação à Astrologia, quando o assunto foi apresentado a ele pela primeira vez, há alguns anos, quando ainda tinha uma crença ortodoxa e não possuía nenhum conhecimento de ocultismo.
Um amigo que morava na mesma casa do escritor leu o anúncio de um suposto astrólogo (?) que se ofereceu para ler a sorte de qualquer um pela magnífica soma de dez centavos. Ninguém foi mais veemente em sua denúncia dessa fraude, superstição e tolice chamada Astrologia do que este escritor. Ora, era absurdo pensar que as estrelas tivessem relação conosco! No entanto, nosso amigo enviou um dólar e dez nomes de pessoas que estavam presentes; no devido tempo, os chamados horóscopos chegaram.
Ainda nos lembramos da curiosa sensação com que abrimos o pacote e começamos a ler o suposto pergaminho místico (?). Meio desafiador, meio amedrontado; mas certo, muito certo, de que fosse tudo uma farsa, de que ler o horóscopo justificaria nossas afirmações presunçosas. Mas então, afirmação após afirmação no esboço parecia verdadeira e, gradualmente, todo o sangue em nosso corpo pareceu jorrar em direção à cabeça. Poderia realmente haver algo de verdadeiro nessa tolice? Ficamos perplexos, estupefatos e um tanto assustados com o pensamento.
Mais tarde, o resto dos amigos chegaram e cada um pegou seu horóscopo. Alguns admitiram que fosse verdade até certo ponto; outros disseram que não, mas ninguém parecia profundamente impressionado.
Então alguém perguntou ao escritor: “Bem, e o seu?”. Essa foi a parte mais difícil; ter que admitir que, depois de todas as nossas zombarias, tudo se encaixava. Todos eles estavam curiosos e queriam ver o horóscopo, então mostrei com relutância.
Então alguém disse que não era o meu e que esse horóscopo pertencia a outro, que ainda não tinha chegado. O quê? Nossa sensação de alívio foi quase indescritível. O outro, suposto, horóscopo, destinado a nós, foi produzido e era totalmente incompatível. Naturalmente, censuramos com mais força, do que antes, a falácia, a superstição e a tolice dessa, assim chamada, ciência — a Astrologia.
Tendo passado por essa experiência nós mesmos, não nos admiramos de que os outros estejam céticos, quando confrontados com a ideia da influência astral; além disso, há tantos charlatães que profanam essa ciência sagrada por um mesquinho centavo que não é de admirar que a Astrologia tenha má fama.
A Astrologia genética, a ciência de examinar os eventos da vida de uma pessoa a partir de um desenho do céu feita para a hora do nascimento, é frequentemente degradada, por ser a base da leitura da sorte. A Astrologia horária, que julga o resultado de um determinado assunto a partir de um desenho feito para o momento em que o evento ocorreu, ou quando uma pergunta definitiva foi feita sobre o resultado, é quase sempre uma degradação da ciência sagrada e aquele que estuda e orienta sua vida de acordo com as horas “planetárias”, como alguns fazem, certamente está arrastando as estrelas para a sarjeta. Não é menos que um crime contra a individualidade consultar o horóscopo todos os dias, fazer um desenho horário para cada movimento que fazemos ou procurar, na hora “planetária”, alguma influência favorável, em cada mínima ocasião.
Há momentos, entretanto, em que é certo usar a “lógica das estrelas” para determinar o resultado de um evento. Cada um deve usar seu julgamento nesse assunto, pois o abuso da ciência sagrada da Astrologia trará retribuição tão certa quanto a violação de qualquer outra Lei da Natureza. Nos seguintes casos em que o escritor a usou, ele teve e tem dúvidas e, portanto, deseja alertar os outros para não fazê-lo apenas porque “o Sr. H. fez isso”.
Certa vez, antes de conhecer a Ordem Rosacruz, fomos convidados para um piquenique onde houve uma considerável discussão sobre assuntos ocultos e a Astrologia também veio para participar como um dos assuntos. Um certo Sr. X, presidente de uma sociedade de ocultismo, foi particularmente veemente em sua denúncia sobre a Astrologia, embora admitisse que nada soubesse sobre ela, nunca tendo estudado o assunto. Ficamos muito surpresos com essa atitude mental por parte de um homem que, em virtude da sua posição, deveria ter a Mente aberta; procuramos, então, na presença de vários outros, mostrar-lhe que sua posição era totalmente insustentável; mas isso não teve efeito e ele continuou a zombar.
Poucas semanas depois, o escritor entrou por acaso no local de trabalho do Sr. X e foi imediatamente recebido com um pedido sarcástico de informações sobre algumas ações de mineração nas quais o Sr. X acabara de investir. Ele ganharia ou perderia? Várias pessoas estavam presentes e ficamos muito irritados com essa forma de interrogatório, então respondemos: “Bem, Sr. X., é arrastar as estrelas para a sarjeta consultá-las sobre esses assuntos, mas há ocasiões em que ‘o fim justifica os meios’”. Sua posição era tão injustificada e poderia contribuir muito para influenciar adversamente um número considerável de pessoas; portanto, talvez fosse bom que ele soubesse o que as estrelas podem fazer. Olhamos, no relógio, a hora exata em que a pergunta foi feita; depois afirmamos que lhe daríamos o resultado da nossa investigação em alguns dias.
Tendo feito o horóscopo, descobrimos que o dinheiro estava passando pelas mãos dos diretores a uma taxa excessivamente baixa; ficou claro, também, que não haveria retorno. Portanto, declaramos isso em um pequeno pedaço de papel que entregamos ao Sr. X, cerca de uma semana depois. Quando ele leu nossa mensagem, riu e zombou: “Ha! Ha! Ha! Sr. Heindel, você não sabe nada sobre isso, nem as estrelas. Eu tenho outro oráculo e ele me diz que esse estoque é extremamente bom, que vai ser um bom investimento e posso vendê-lo agora por muito mais do que paguei”. Em relação a isso, observamos que seria do seu interesse fazê-lo imediatamente, pois não demoraria muito até que os eventos provassem a verdade das estrelas.
Havia outros presentes na ocasião que também fizeram o mesmo investimento; uma senhora investiu tudo o que tinha. Ela ficou com medo e vendeu suas ações, obtendo um bom lucro com isso, mas o Sr. X manteve as suas; ele não se deixaria enganar por tolices como as estrelas.
Aproximadamente uma ou duas semanas depois, o escritor teve a oportunidade de visitar o local de trabalho do Sr. X novamente e o encontrou com a cara um pouco mais séria, afirmando que “há indícios de que você possa estar certo, Sr. Heindel”. Dissemos a ele que sabíamos que as estrelas eram verdadeiras e que, eventualmente, nosso julgamento seria justificado. Algumas semanas depois, a “bolha (a situação instável) estourou” e o Sr. X admitiu que “parece que as estrelas estevam certas, mas provavelmente foi uma coincidência”. Essa é sempre a fortaleza inexpugnável do escarnecedor e do cético. Quando acontece alguma coisa que ele não pode explicar, é útil ter a palavra “coincidência” para fazer malabarismos.
Algum tempo depois tivemos novamente a oportunidade de visitar o Sr. X em seu local de trabalho. Ele então disse: “Sr. Heindel, estou muito preocupado com um determinado assunto. Sou executor de um grande patrimônio e administrador há oito anos. Durante esse tempo, vendi vários terrenos valiosos a particulares, bancos e instituições. Agora há um reclamante e eu quero saber o que está por trás dele, que entrou na ação. Qual será o resultado?”.
Embora relutantes em manchar novamente a ciência sagrada das estrelas, sentimos que, se esse cavalheiro pudesse ser convertido, isso poderia fazer um grande bem para a Astrologia, por causa de sua posição; portanto, puxamos nosso relógio de bolso, olhamos para as horas e lhe dissemos que o avisaríamos. Após uma semana, aproximadamente, descemos à loja dele mais uma vez, junto de uma carta, afirmando que não havia qualquer coisa em resposta ao reclamante no momento, que o caso seria imediatamente retirado do tribunal, mas que seria de seu interesse arbitrar, pois, de fato, havia fundamentos para a reclamação. Mais tarde, isso surgiria de novo e causaria problemas: o julgamento seria revertido em outro tribunal.
Em nossa chegada ao local de trabalho do Sr. X, encontramos este fechado; porém, como sabíamos que ele raramente ficava muito tempo longe, esperamos; ele veio depois de um tempo. Em seguida, entregamos a ele a carta, que ele leu, e então disse: “Sr. Heindel, você acertou precisamente, pelo que eu sei. Fui chamado agora mesmo, por ordem do tribunal, para ir até lá porque essa reivindicação bloqueia cerca de cinquenta títulos valiosos e o juiz queria que ela fosse resolvida imediatamente. Quando cheguei ao tribunal, descobrimos que os advogados do reclamante não tinham autoridade adequada e o tribunal, imediatamente, ignorou o caso”.
Alguns meses depois, por acaso, entramos na loja do Sr. X, em um sábado à noite, e fomos recebidos com as palavras: “Telefonei para você a tarde toda, aquele reclamante voltou e quero saber qual será o resultado”. Imediatamente, sacamos nosso relógio e lhe dissemos que mais tarde o avisaríamos, porque vimos que agora a coisa estava esquentando e aqui havia uma chance de converter o cético por completo.
Ao levantar o horóscopo, descobriu-se que se o escritor tivesse entrado na loja uma hora mais cedo, certa predição que ele fez da posição da Lua não poderia ter sido feita. É um dos fatos mais notáveis sobre a Astrologia horária, esse método de prognóstico que considera a hora que uma pergunta é feita, pois a pergunta sempre chega ao seu destino, o Astrólogo, no momento em que as estrelas estão prontas para responder.
Recebemos cartas com atraso de semanas e marcadas por manchas de água, que foram submersas ou sofreram um acidente ferroviário… Às vezes, não foram enviadas ou, depois, foram após o escritor deixar seu endereço anterior; contudo, este escritor nunca falhou em dedicar um tempo ao ler a pergunta para dar a resposta correta, mostrando que qualquer atraso que tenha ocorrido certamente foi o resultado de um plano. Portanto, também neste caso, a hora de contar a história foi quando entramos na loja do Sr. X e o fato revelado pela posição da Lua, no momento, foi que a parte oposta tinha feito aberturas para um acordo com o Sr. X e seus conselheiros, que eles recusaram. Isso ele admitiu, e então lhe dissemos que as estrelas do reclamante estavam em ascensão, que suas estrelas estavam na descendência, que o caso passaria de um juiz, que agora o tinha em mãos e lhe era favorável, para outro, que reverteria o julgamento e tiraria o espólio dele, dando-o ao reclamante.
Vários anos se passaram e tínhamos esquecido completamente o caso, tendo viajado para a Alemanha, escrito o livro Conceito Rosacruz do Cosmos, etc. No entanto, quando voltamos para a cidade onde o Sr. X vivia, fomos informados por amigos em comum que ele agora aceitava a Astrologia, que ele sabia ser uma verdade absoluta, se corretamente interpretada. Ele sabia também que o Sr. Heindel poderia dizer a verdade e afirmou que, se o Sr. Heindel lhe dissesse que a sua casa seria destruída por um terremoto no dia seguinte, ele se esforçaria para vendê-la, se pudesse obter apenas dez dólares, porque sabia que o evento aconteceria.
Mais tarde, ao falar com o Sr. X sobre o caso, ele disse que só lamentava que as declarações não tivessem sido feitas na época em que as previsões foram dadas, pois eram absolutamente verdadeiras, nos mínimos detalhes. “Ora!”, ele disse, “Sr. Heindel, o primeiro juiz foi muito amigável, como você disse; o segundo juiz, porém, foi exatamente o contrário; ele era antagônico ao extremo e não tivemos absolutamente nenhuma representação. Tentei fazer com que meus advogados arbitrassem o caso, porque acreditava em sua previsão, mas eles se recusaram totalmente, desprezando a ideia de que poderíamos perder”.
Assim, o cínico zombeteiro se tornou um defensor sincero e, agora, está tão ansioso para que as pessoas se convertessem à verdade da Astrologia como antes estava para destruir o que não sabia como apreciar.
Algumas vezes, a Astrologia atrai as pessoas mais estranhas e é usada para os propósitos mais extraordinários. Uma vez, quando fomos apresentados a um cavalheiro que parecia muito austero, para usar a expressão mais branda possível, fomos informados de que ele era um astrólogo competente e estávamos interessados em descobrir como a aparência externa daquele homem poderia se harmonizar com o estudo da ciência divina.
Além disso, descobriu-se que esse cavalheiro era um prodígio em matemática, que desprezava a configuração de um desenho astrológico feito de maneira comum. Ele usava trigonometria para cada Ascendente, o sistema Placidiano para as Direções e os logaritmos para os ínfimos detalhes. Ele conversou sobre senos, cossenos, tangentes e co-tangentes com a mesma familiaridade de que quando pedimos uvas e castanhas para o café da manhã. Logo fomos informados de que a biblioteca dele continha de tudo, desde Ptolomeu ou Plácido até as últimas revistas de Astrologia Moderna, e ficamos muito curiosos para descobrir que uso ele fazia de todo esse conhecimento profundo. Portanto, aceitamos ansiosamente o convite para acompanhá-lo até o quarto dele e lá contemplar seus tesouros.
Ele morava em uma pensão muito barata na parte baixa da cidade e o quarto dele continha apenas uma cama, uma cadeira e uma mesa, além da estante de livros; no entanto, naquela estante havia, como ele se gabava de dizer, uma das melhores bibliotecas astrológicas que se tinha o prazer em ver. Era muito evidente que ele não era um astrólogo profissional que levantava horóscopos para outras pessoas e, embora suas roupas fossem rudes, suas mãos eram macias, mostrando que ele não lidava com trabalhos físicos. Era evidente que ele bebia e, a intervalos de algumas frases, expectorava uma enorme quantidade de sumo de tabaco. Qual poderia ser a utilidade da ciência sagrada para um homem dessa categoria? Pois ele parecia falar sobre isso como se tivesse um valor definitivo para ele, não sendo apenas um passatempo.
Esperamos pacientemente pela explicação e logo ela veio: uma série de artigos publicados na revista “Astrologia Moderna”, sobre corridas de cavalos e como era possível escolher o vencedor. Ele trouxe essa revista e perguntou se havíamos estudado o assunto.
Quando respondemos negativamente, mas ao mesmo tempo admitindo que havíamos estudado outro sistema que pretendia escolher os vencedores em uma corrida de cavalos, ele foi mais insistente em suas indagações sobre o sistema; nada o satisfaria, a não ser que nos acompanhasse ao nosso apartamento, onde devorou o panfleto que tratava desse assunto. Quando perguntamos, brincando, se ele pretendia colocar o sistema em um teste prático, ele admitiu descaradamente que essa era sua intenção e, quando tentamos mostrar a ele o quão contrário isso era para o lado superior da Astrologia, ele nos olhou com um espanto vazio, como se estivéssemos falando em uma língua estrangeira da qual ele não conseguia entender uma única palavra.
Embora nossos ideais estivessem tão distantes, quanto os polos, dos padrões desse homem, cultivamos seu conhecimento por um tempo para entender seu ponto de vista. Ele era um jogador, como admitia francamente, e costumava ir às várias casas de jogo para tentar averiguar a data em que elas tinham começado e a hora, se possível. Ele, então, levanta o horóscopo para esses lugares de jogo e observava o momento em que cada um deles estivesse sob condições ruins. Então ele saberia que estariam fadados a perder, pensando que esta fosse sua chance de ganhar, sem perceber que, embora a casa pudesse perder, ele não seria necessariamente o vencedor, visto que os ganhos poderiam ir para outra pessoa.
Parecia também que nenhuma quantidade de experiência poderia convencê-lo do seu erro, nesse assunto. Sempre havia alguma coisinha, um obstáculo ou outro que explicava por que ele não tinha vencido; porém ele tinha certeza de que seu sistema era o certo. Ele também tinha outro sistema, suplementar, que usava para ganhar nas casas de jogo. Isso, descobrimos quando, um dia, ele apareceu em nosso apartamento pedindo, sim, implorando, implorando, que o acompanhássemos a certa casa de jogo. Quando recusamos, ele se ofereceu para pagar as apostas e nos dar metade dos ganhos; quando foi informado de que haveria mais chances de perda do que de vitória, ele disse com desdém: “Não, você não pode perder hoje, especialmente naquele lugar”.
Ficamos naturalmente surpresos com essa resposta e o pressionamos por uma explicação. Ele sempre foi muito lento para dar explicações, mas finalmente admitiu que, ao examinar nosso horóscopo, viu nossos próprios dados de nascimento e fez uma anotação mental deles. Ele então levantou nosso horóscopo — tinha horóscopos de todos os seus amigos (não é preciso dizer que ficamos lisonjeados por estarmos entre eles).
Isso fazia parte do seu sistema: ele não apenas observava as casas de jogo em busca de tendências ruins, mas também observava os horóscopos de seus amigos, buscando boas tendências. Então, ele faria com que amigos que tivessem boas tendências o acompanhassem até uma casa de jogo com tendência ruim e, observando seu jogo, seguiria o exemplo, esforçando-se, assim, para vencer.
Ele ficou tão desapontado com a nossa recusa educada, mas inabalável, em acompanhá-lo, que nunca mais se aproximou de nós; também não lamentamos que o relacionamento tenha sido encerrado, porque descobrimos que era absolutamente impossível influenciá-lo para algo mais elevado do que apenas o nível em que ele já estava.
Uma faca afiada é um instrumento muito útil nas mãos de uma pessoa competente; contudo, se dada a uma criança ou alguém que é louco, pode se tornar um instrumento de prejuízo e destruição. O automóvel é uma máquina eminentemente útil, mas existem milhares de pessoas que, por causa do seu temperamento, são totalmente incapazes de dirigi-lo com segurança para si mesmas e para os outros. Da mesma forma, a Astrologia, embora seja uma dádiva e uma bênção para milhares de pessoas, é usada por muitos que, por causa do seu temperamento, tornam-na uma maldição para si mesmos e para os outros.
Não é raro ouvir essas pessoas dizerem: “Oh! Tenho o horóscopo mais difícil do mundo e não adianta tentar fugir dele”. Essa visão é totalmente gratuita, pois em primeiro lugar o horóscopo mostra apenas as tendências da vida e nós mesmos temos a vontade pela qual podemos superá-las, pelo menos até certo ponto.
Em segundo lugar, é uma verdade, que já foi muitas vezes enfatizada pelo presente escritor, que as Quadraturas e Oposições indicam obstáculos úteis para o crescimento da alma, por causa de nossos esforços para superá-las, enquanto os Aspectos benéficos são os caminhos agradáveis da vida que, geralmente, fomentam a indolência e a estagnação.
É muito melhor para a alma ter um horóscopo cheio de Quadraturas e Oposições, em que cada Astro possui muitos Aspectos, do que ter um horóscopo em que os Sextis e Trígonos predominam e que, talvez, alguns dos Astros não possuam nenhum Aspecto. Apresentamos dois horóscopos dessa natureza e um estudo sobre eles revelará o fato de que nossas afirmações são bem fundamentadas. Chamemos essas duas pessoas de João e Jorge.

À primeira vista, diríamos que esses são certamente bons horóscopos; no horóscopo de João a grande maioria dos Astros estão acima do horizonte do horóscopo, somente dois, abaixo desse horizonte; com o Sol, Mercúrio, Marte e Vênus altamente elevados na 9ª e 10ª Casas. No horóscopo de Jorge, Júpiter, o grande benéfico, está perto do Meio-Céu, em Trígono com Marte, e há apenas um Aspecto adverso em todo o horóscopo: a saber, a Quadratura entre Netuno e Urano.
No entanto, os Aspectos são poucos para Jorge: Sextil de Netuno com a Lua e Sextil de Saturno com Vênus; tanto o Sol quanto a Lua praticamente não têm Aspectos, pois o Sextil do Sol com Saturno é muito fraco, tendo mais de seis graus de órbita de influência, e o Sextil da Lua com Netuno não é aquele ao qual uma pessoa dessa categoria responderia. Mercúrio, o principal representante da Mente, também só tem uma Conjunção com o Sol, praticamente em combustão; a Lua, no Signo de Ar de Gêmeos, no Ascendente, também mostra que a Mente é muito fraca; na verdade, Jorge tem sérias dificuldades para raciocinar.
João é diferente. Na hora do seu nascimento, Mercúrio nascia antes do Sol; é o Astro mais elevado do horóscopo e faz Sextil com Urano, o Planeta da intuição; embora esteja afligido pela Oposição com Netuno, sua oitava superior, duvidamos que essa Oposição tenha algum efeito, porque tem mais de seis graus de órbita de influência. Portanto, de acordo com todos os cânones da Astrologia, esse homem deve ter facilidade em raciocinar e, até obter bons resultados sem raciocinar, por intuição.
A Quadratura entre Júpiter e Saturno e a Quadratura da Lua com Vênus são realmente os únicos Aspectos adversos no horóscopo. E há vários que são Aspectos benéficos: Netuno em Sextil com a Lua e Saturno; a Lua em Trígono com Saturno, o que ajuda a manter a Mente estável e concentrada para proporcionar mais propósito ao pensamento; Vênus faz Sextil com Júpiter e Mercúrio, com Urano.
No entanto — agora vem o problema. Marte e Sol não possuem Aspectos; o Sol é o doador da vida e Marte fornece a energia dinâmica, a vitalidade física borbulhante que faz as pessoas quererem trabalhar. Você notará que Jorge tem Marte em Trígono com Júpiter; portanto, ele é um trabalhador e não há um único osso preguiçoso em seu corpo. Mas, João, não tendo Aspectos entre o Sol e Marte, está sempre cansado, apático, sem ambição. Jorge tem mais Astros abaixo da Terra: algo o puxa para baixo e ele não parece ser capaz de superar isso, porque lhe falta a capacidade mental, apesar de haver apenas um Aspecto adverso no horóscopo.
No caso de João, as coisas estão invertidas. Ele tem uma capacidade mental que é latente e cuja habilidade está acima da média, mas carece totalmente da energia física que Jorge possui. Esse pode, pelo menos, ganhar a vida com as mãos, embora seja incapaz de usar a cabeça; mas aquele, aparentemente com o melhor horóscopo, é muito mais infeliz, pois lhe falta energia para usar a cabeça e as mãos; se não despertar, poderá ser um estorvo público por toda a vida.
Reflita sobre esta lição profundamente e, se alguma vez você se sentir desanimado por causa dos problemas trazidos por suas Quadraturas, lembre-se de João e Jorge e siga o exemplo do fariseu. Graças a Deus você não está amaldiçoado com um BOM horóscopo como esse!
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1915 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
Maio de 1918
Um Estudante que confessou que ainda continua, às vezes, comendo carne animal tem, ocasionalmente, uma disposição para falar com os outros sobre os Ensinamentos Rosacruzes, mas sempre se sente um hipócrita toda vez que preconiza o vegetarianismo. Ele nos pergunta como pode superar esse hábito e se deveria desistir de ensinar aos outros até que consiga parar de comer carne animal.
Essa pergunta tem um interesse geral, pois embora os Estudantes dos Ensinamentos Rosacruzes sejam sinceros e sérios, eles têm as mesmas imperfeições que todos os outros seres humanos, ou não estariam aqui; dessa forma, uma carta sobre esse assunto pode ser muito útil para muitos.
Não precisamos de argumentos para provar que você não pode efetivamente discorrer sobre espiritualidade, enquanto toma um coquetel com bebidas alcóolicas, nem defender uma vida inofensiva, enquanto come um bife de carne animal. Além disso, aqueles que conhecem nossos hábitos na vida quotidiana, são sempre rápidos em perceber a diferença entre o que você prega e o que você vive. Portanto, é muito bem melhor ser capaz de viver de acordo com os Ensinamentos Rosacruzes antes de começar a converter os outros. Ao mesmo tempo, chamar alguém de hipócrita é muito ofensivo, só porque ele defende um ideal que ainda não alcançou. Enquanto houver alguém que creia, sinceramente, que a dieta isenta de carne animal é a correta e que tenta viver de acordo, ele está justificado a pregá-la, ainda que, ocasionalmente, infrinja a regra. A Estrela Polar guia o marinheiro com segurança até o refúgio desejado, embora ele nunca alcance a própria estrela. Da mesma forma, se elevarmos os nossos ideais tão altos quanto as estrelas, podemos não os alcançar nesta vida, mas seremos sempre melhores caso possamos realizá-los.
Ao mesmo tempo, parece que exercendo um pouco de força de vontade não seria muito difícil para alguém se abster do tabaco, da bebida alcoólica e da carne animal. Certamente, o pensamento do sofrimento que é causado aos pobres animais nos transportes a caminho do matadouro, e a agonia que precede o momento final do golpe que acaba com a vida deles, ou o momento em que a faca é passada na garganta deles, deveria comover qualquer um que aspire à uma vida mais elevada e encher esse aspirante de compaixão por essas pobres criaturas que não podem se defender. Por razões semelhantes, o uso de peles e plumas, como vestimentas, deveria ser totalmente evitado. É igualmente inconsistente e causaria comentários desfavoráveis se alguém pregasse o evangelho da inofensividade, enquanto se adorna com peles ou couro de animais.
Infelizmente, a complexidade da nossa civilização nos obriga a usar parte dos animais para muitas coisas, devido à inexistência, no mercado, de substitutos adequados. Mesmo assim, devemos fazer todo o possível para evitar o uso de qualquer material proveniente do corpo de um animal que requeira sua morte. Uma das bênçãos dessa guerra atual[1] é que o ser humano está percebendo que a carne animal não é um alimento essencial da dieta, e que vivemos muito melhor sem a ingestão de bebidas alcóolicas. Temos a esperança de que isso seja apenas o princípio do fim, e que o ser humano em breve pare de criar ou caçar animais para aproveitar a carne e o couro deles. Enquanto isso, vamos todos dar o exemplo e nos empenharmos com toda a nossa força de vontade para conseguir esse fim.
(Carta nº 90 do Livro “Cartas aos Estudantes” – de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Refere-se à Primeira Guerra Mundial.
Com a finalidade de adquirir um claro entendimento da extensão da influência do destino nos processos de doença e cura devemos, primeiramente, compreender que somos nós mesmos que fazemos o nosso destino. Desde os nossos antepassados, os Semitas Originais, que já eram portadores da faculdade do livre arbítrio, temos manuseado forças que nos colocaram nas atuais condições.
Assim, pois, nós mesmos temos determinado nossos destinos e por isso, somente nós podemos mudá-lo. Na realidade, reger nossos destinos é a marca caracteristica da divindade. A quase totalidade da humanidade é regida pelas órbitas celestiais, chamadas de “Relógio do Destino”. Os 12 Signos do Zodíaco marcam as 12 horas do dia e da noite, os Astros correspondem ao ponteiro das horas e mostram o ano em que certo débito do destino está maduro para expressar-se em nossa vida. A Lua indica o mês e atrai certas influências sentidas por nós sem que percebamos sua origem ou ainda para que servem estas influências, porém, fazem com que nossas ações se alinhem ao destino que traçamos em anos ou vidas anteriores.
Invariavelmente tudo que é mostrado no mapa astral ocorre, a menos que, usemos nosso livre arbítrio para impor-nos a nós mesmos praticando ações que venham a frustrar nosso destino. Tais fatos não constam do nosso horóscopo.
Claro que tudo isso não se aplica ao Destino Maduro, governado pelos Anjos Relatores e que pode ser sugerido através do exame da 12ª Casa no horóscopo.
A ciência da Astrologia é frequentemente mal empregada por pessoas que adotam atitudes em consequência de Aspectos adversos em seus mapas natais. Especialmente os Aspectos adversos com Saturno. Se, por um lado, é verdade que as pessoas agem por indicação das influências astrais, também é verdade que “os Astros impelem, mas não compelem”. O indivíduo espiritualmente evoluído, ou em evolução, que modifica seus hábitos mentais e emocionais em conformidade com as leis de Deus começa a reger os seus Astros. Em consequência, se torna o dono do seu próprio destino.
Dessa forma, esse destino constitui um fator de cura somente na medida da nossa permisão. Cada um de nós é divino, possuimos potencialmente todos os poderes de nosso criador, Deus. E podemos, através do exercitamento apropriado desses poderes, progredir para qualquer nível de desenvolvimento espiritual que desejamos. Lógico que isso requer esforço persistente de autodisciplina. Como a maioria das pessoas permite que seus desejos e emoções a governem, fica então sujeita a vários tipos de doenças.
Entretanto, o poder do Ego, o que realmente somos, é ilimitado e à medida que aperfeiçoarmos esse poder, vivendo de acordo com as imutáveis leis do amor, da unidade, do serviço, etc., nos libertaremos das cristalizações resultantes do ódio, do ressentimento, do mau humor, da suspeita, etc. e, então, passaremos à gozar de saúde abundante.
(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo-SP de julho-agosto/1991)
Uma alimentação apropriada, dada em tempo certo, e sob certas condições, não somente pode curar como também prevenir as doenças. A realidade dessa afirmação está se tornando aparente para grande número de pessoas.
De todos os alimentos, as frutas ocupam o primeiro lugar na escala das qualidades medicinais necessárias para muitas pessoas. Uma dieta, durante alguns dias, de uma fruta em particular tem produzido efeito, inumeráveis vezes, na cura de amigdalites, resfriados e várias outras doenças.
As frutas cítricas, em particular, ajudam a livrar o corpo de células doentes acumuladas por uma alimentação inadequada.
A Filosofia Rosacruz nos ensina que as frutas constituem uma dieta ideal. São, na verdade, desenvolvidas nas árvores para induzir o animal e o ser humano a comê-las.
A fruta fresca orgânica contém a melhor e mais pura água capaz de permear o organismo de uma maneira maravilhosa.
O suco de uva é um prodigioso solvente. Afina e estimula o sangue, abrindo o caminho dentro dos capilares, muitas vezes, já secos e entupidos.
Pode-se dizer que da maioria dos alimentos sólidos que ingerimos, os vegetais frescos orgânicos e as frutas maduras orgânicas contêm a maior proporção de matéria nutritiva e a menor de substâncias terrosas.
As frutas cítricas, laranja, limão, abacaxi etc., são os mais poderosos antissépticos.
O rei dos antissépticos, o abacaxi, tem sido usado frequentemente como auxiliar na cura da terrível difteria, infecção que atinge a garganta, também conhecida como “crupe”.
As frutas limpam e purificam o organismo e o abacaxi é um dos mais finos auxiliares da digestão já conhecido pelo ser humano.
Das frutas assimilamos aproximadamente 85% das proteínas, 90% das gorduras e 90% dos carboidratos.
(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo de janeiro-fevereiro/1996)
“Devemos aprender a lição do trabalho para um propósito comum, sem lideranças. Cada qual, igualmente induzido pelo espírito de amor que lhe vem do íntimo, deve empenhar-se pela elevação física, moral e espiritual da humanidade à altura de Cristo – o Senhor e a Luz do mundo”
Max Heindel
O conhecimento, em todos os seus aspectos, é a base reconhecida do progresso. À medida que novos fatos são descobertos, novas leis são formuladas, a tecnologia vai se aperfeiçoando e as evidências do progresso se manifestam. Desse modo o ser humano vai obtendo tudo o que previamente lhe parecia impossível. Tal acontece porque novos fragmentos de conhecimento em um campo provê a chave do mistério existente em outro campo. Consequentemente, em virtude do interrelacionamento comum entre todas as fases da vida e do conhecimento, quanto mais o ser humano sabe a respeito de determinado assunto, mais poderá saber a respeito dos outros. Assim, a luz do conhecimento cresce e se torna mais brilhante.
Muitos problemas da vida, mercê dessa transferência de capacidade e interrrelacionamento de conhecimento, são resolvidos satisfatoriamente. Mas, o progresso aí está, constantemente desafiando o ser humano com novas e diferentes situações que inevitavelmente suscita. Os novos problemas vão tornando mais amplos, envolvendo mais pessoas, abrangendo maiores horizontes e exigindo soluções mais rápidas. As conquistas da técnica e da ciência, aproximando cada vez mais e identificando os diferentes grupos humanos, fazem com que cada acontecimento afete a todos. É evidente que a humanidade está sendo submetida a um processo evolutivo acelerante. Os sinais apontados são o início desse processo.
Ninguém sabe tudo – nenhum ser humano, por mais disciplinado, inteligente e dono de seu tempo que seja, pode hoje aprender tudo o que está à disposição do conhecimento humano. Ninguém, por mais poderoso e influente, não poderá pensar, planejar e atuar, com o acerto e rapidez necessários, em todos os problemas sociais. Ora, não é do intento divino que seja a humanidade subjugada e vencida pelo desespero, ante os penosos e confusos tempos que vamos adentrando. Graças a alguns afortunados cérebros que não se deixam limitar pelo medo, que sobrepassaram o egoísmo e, pelo amor ao próximo, sincero e desinteressado, lograram alcançar as mais profundas verdades do Cristo, está sendo divulgado por todas as partes a necessidade imperiosa de congregar as pessoas em grupos. Pela conjugação dos recursos individuais, na busca da solução dos mais altos e legítimos problemas coletivos, vêm-se obtendo meios para enfrentar a evolução da técnica, a fim de utilizá-la convenientemente, sem violência aos sagrados direitos do ser humano. Ainda há muito erro, decorrente, as mais das vezes, da falta do espírito de equipe. Ademais, há pouco é que, praticamente, se evidenciam as vantagens desta técnica há tanto tempo pregada por Cristo. Mas, ninguém pode deter o fluxo do propósito evolucionário; verifica-se um rápido aumento do trabalho em grupo, em todo o mundo.
Necessidades para se trabalhar em grupo – o primeiro passo para o trabalho em grupo é o reconhecimento de nossas limitações pessoais. Isso nos leva a participar de esforços cooperativos, cujo brilhante futuro mal podemos prever. À medida que nossos egoísmos e interesses imediatistas forem dando lugar ao altruísmo e bem-comum, novas fases irão sendo exploradas no trabalho em grupo. De fato, a formação de grupos de trabalho ainda está na infância. As técnicas são relativamente desconhecidas de uma grande maioria de indivíduos e as forças cósmicas, que unem os indivíduos esparsos em grupos, estão apenas começando a produzir seus impactos sobre a consciência humana. Tais forças fluem primeiramente do Espírito do Cristo Interno e secundariamente da influência de Aquário. Ao se tornarem mais fortes, os grupos de pessoas, de uma natureza mais original e espiritual, se tornarão mais comuns. Eles serão os vanguardeiros e a glória da Era de Aquário. Pelo discernimento de assuntos públicos, Júpiter – o princípio da expansão e da boa vontade, da filantropia e da sociabilidade – revela o que é desejável em matéria de negócios, de religião, de ciência e outros assuntos, suscitando a revisão de atividades para novas e construtivas fases em grupos. Desse modo, utilizando os valores relativos pessoais, sob o impulso do altruísmo e sem ofender a liberdade individual, Júpiter vai tornando possível grandes melhoramentos. Para as pessoas integradas em movimentos humanísticos e espirituais, o trânsito desse Planeta enseja grandes oportunidades de progresso.
No passado, as transições de progresso que se operavam no mundo eram consequências do trabalho de indivíduos mais ou menos iluminados, cujas Personalidades exerciam poderosa ação, atraindo e dominando aqueles que se tornariam seus discípulos. Por intermédio de tais singulares indivíduos o trabalho era feito. Foram grandes homens e mulheres a quem devemos não somente as revelações religiosas, como o progresso nos vários ramos da arte, da ciência, das leis, da política, da filosofia, etc. Eles, em grande parte, fizeram a história, história de umas poucas pessoas, de cujo esforço e gênio dependeram as grandes realizações, em todos os campos de trabalho.
Atualmente essa condição está mudando. Novos métodos e novos homens e mulheres estão rapidamente emergindo. Muitos poucos indivíduos excepcionais surgem, mas, em compensação, levanta-se muitos homens e mulheres aptos para qualquer atividade. Em vez do antigo “mestre” que determinava tudo, observamos hoje muita gente com idêntica habilidade, trabalhando em conjunto. Ampliam-se enormemente as atribulações de responsabilidade e expansão da atividade humana. Devemos, hoje, aprender a trabalhar em conjunto ou nos desatualizaremos. Como predisse Max Heindel, devemos ser iguais, amigos, compartilhando experiências e ações, acima da preocupação de liderança. A Fraternidade é a nova ordem da Era que se aproxima. Ou nos entendemos ou nos limitaremos cada vez mais.
O desejo de se destacar – A ambição para se tornar líder leva a mesma razão que torna o indivíduo inadaptado para a mais elevada forma de trabalho em grupo, não importando quão altruístas e benevolentes possam ser as motivações. O desejo de se destacar, de exercer autoridade, encerra um erro de aproximação à moderna atividade em grupo, pois ressalta a Personalidade, em prejuízo de fatores anímicos de confraternização, de identidade incondicional. Em seus trabalhos com os Irmãos Leigos e Discípulos, os Irmãos Maiores nunca dão ordens, nunca censuram e nunca louvam. O anelo de servir, de viver retamente, deve brotar espontaneamente do interior do indivíduo. Isso o capacitará para a integração da equipe. Esse deve ser o espírito de todo trabalho em grupo.
Tempo está chegando em que, na vida de todo e qualquer indivíduo, a única autoridade a ser levada em conta será o “Eu Superior”, o foro íntimo. Na medida em que cada um aprenda a amar, a honrar e a obedecer a seu “Eu Superior” expressará o que é bom, o belo e o verdadeiro (o que é indispensável na evolução prática dos ideais Cristãos). E para isso é imprescindível se torna compreensivo e harmonioso com todos seus companheiros de atividade, entendendo e seguindo espontaneamente os objetivos do grupo. A intuição, em vez do intelecto, será o fator reinante. Desaparecerão as regras e os regulamentos impostos pelos líderes. Nos novos grupos, em vez de um líder, surge um representante, um porta-voz, o qual, pelo menos em teoria, preside aos trabalhos, por escolha de todos. Em virtude de seus méritos pessoais ele se tornou o SERVO DE TODOS, cujo conceito está muito distante do de um líder que, seguindo suas próprias ideias e determinações, modela e executa o sistema de um grupo.
A especialização em um determinado ramo de atividade – No sentido de ampliar mais as possibilidades do conhecimento, atualmente há uma tendência bastante generalizada: se especializar um determinado ramo de atividade, depois de ter sido adquirido o conhecimento geral da profissão escolhida. Reúnem-se, então, os especialistas de diversos ramos para que todos e cada um contribuam com seus talentos num objetivo e benefício comum. Essa conjugação de técnicos desempenhou importante papel no esforço da última guerra mundial. Igualmente, a interdependência de técnicos foi que produziu o tremendo avanço da medicina, da ciência em geral, da técnica dos negócios. É a prova de que, fundindo e focalizando o conhecimento e poder cerebral de muitos, resolvem-se os mais complexos problemas do mundo. De igual modo, se fundirmos e focalizarmos os atributos do coração, o conhecimento e as energias espirituais de muitos indivíduos devidamente preparados, então pode-se, com toda a certeza, exercer um poder espiritual quase ilimitado na tarefa de libertação do mundo. Esse é um palpitante, profundo e maravilhoso tema para o qual chamamos a atenção especial de todo Aspirante à vida superior sincero.
O trabalho em grupo – Existem utilíssimos conhecimentos em relação ao trabalho de grupo. Contudo, permitimo-nos tecer considerações acerca de fatores diretamente relacionados com atividades espirituais, que é o nosso caso. Temos amplas razões para admitir que, por meio da Fraternidade Rosacruz, conseguiremos promover uma expressiva fase de libertação da humanidade. E para compreendermos como atingir essa realização de efetiva ajuda ao Cristo, estudemos os cinco princípios básicos do nosso esforço em grupo:
1) O primeiro princípio é o SACRIFÍCIO, pois, sugere o impulso amoroso de dar, com renúncia de si mesmo, sem egoísmo. Sem o sacrifício o trabalho de grupo é praticamente impossível. Tudo o que não beneficie o conjunto e suas finalidades e que possa constituir obstáculo para Deus e para o ser humano, deve ser posto de lado. Sacrifício é fazer apenas o que é bom e implica renúncia aos reclamos da Personalidade. É interessante observar, de passagem, que embora exista muitas pessoas altruístas, em todos os lugares, atualmente, poucas são as que agem acima de sua Personalidade com o único propósito de servir e elevar os semelhantes. Aqueles que se reúnem para congregar forças a fim de obter mudanças políticas, para fundar uma instituição filantrópica, quase sempre cobram o preço do prestígio e do proveito pessoal. Raro é o que nada reclama para si, cuja presença e ação, eficientes e silenciosas, constituem o alicerce espiritual do movimento.
O fundamento e a causa de todo poder espiritual residem, em parte, no sacrifício. O egoísta transfere para um plano secundário o interesse impessoal da humanidade, sobrepondo-lhe a glória, a fama e poder material dos membros do grupo. Sacrifício é o “abc” do viver espiritual, é esquecimento próprio, é afastar tudo o que, de alguma forma, possa enfraquecer ou dividir os membros do grupo ou interferir no desenvolvimento de seus propósitos comuns. Não nos referimos somente ao que é errado, mas também ao não essencial, ao que não seja diretamente objetivado pelo movimento pelo qual o grupo está reunido – como, por exemplo, é o caso da Fraternidade Rosacruz –, embora interesse, de modo especial, a um ou a vários membros do grupo.
Cada membro deve ter boa vontade em relação ao grupo, deixando de lado sua vontade pessoal, seus esquemas favoritos e toda forma de ambição pessoal. O que prevalece é a vontade da maioria. Lembremos que, por força da presente condição humana, todos vemos “como que através de um vidro enfumaçado”, isto é, com nossas limitações não percebemos claramente a vontade de Deus e seus agentes, os Irmãos Maiores. Os propósitos dos Irmãos Maiores sobre a questão da elevação e libertação humana respeitam, em primeiro lugar, a liberdade individual, a valorização e o poder de uma FRATERNIDADE; conciliam os aspectos individuais mais legítimos com os propósitos de Deus. Mas, devido às limitações, apenas uma parte do trabalho pode, por ora, ser realizado, porque não enxergamos com clareza os detalhes do Divino Plano Redentor. Todavia, não nos desalentemos por isso.
Por meio do esforço sincero, o Aspirante à vida superior Rosacruz está conquistando, mais depressa, sua libertação e elevação, capacitando-se para um trabalho mais elevado. São poucos os que conseguem. Por enquanto, esforcemo-nos, sem nos aborrecermos por presenciar, frequentemente, membros que não trabalham com idênticas compreensão e unidade de propósito. A perfeição do trabalho em grupo é coisa do futuro. Contudo, um contato íntimo, fundado no amor e numa profunda realização de unidade em Cristo, é possível atualmente, com indivíduos incomuns, que saibam sobrepor-se às diferenças de opinião, que lutam contra as desuniões, porque essas resultam sempre das forças inferiores. É da maior importância, num trabalho em grupo, que todos aprendam a amarem-se uns aos outros, com o Amor de Cristo – amor ágape, incondicional –, de alma para alma, um amor nunca influenciado por fatores pessoais.
O amor é o que ilumina e valoriza o sacrifício. O serviço em favor da humanidade se realizará satisfatoriamente apenas quando se fundar num profundo e permanente amor, livre de crítica (em geral oriundas de frustrações) e orientado pelo firme propósito de não transigir com o erro, com o supérfluo e, sobretudo, com as brechas que entre seus membros produzam desuniões e enfraquecimentos. O sacrifício de fatores negativos pessoais, para perfeita integração e ajuda na Fraternidade, em prol da humanidade é, ao mesmo tempo, uma contribuição preciosa para si mesmo, um exemplo e cooperação à Fraternidade e uma ajuda à humanidade, porque todos os nossos pensamentos, emoções e atos refletem-se em todos os planos da Natureza. Pela contribuição perfeita ao grupo, o indivíduo realiza a superação automática de si mesmo. Pelo esforço de integração, pacificação e eliminação de divergências, cada um harmoniza-se, ao mesmo tempo, a si mesmo.
2) O sacrifício sábio traz, portanto, à atividade, o segundo princípio do trabalho em grupo: a IDENTIFICAÇÃO AMOROSA COM OS COMPANHEIROS DE LABOR. Ao sobrepor-se à Personalidade, cada membro do grupo, pela dedicação ao serviço, cresce em consciência quanto aos propósitos comuns. À medida que cresce, indiferente ao personalismo e egoísmos de toda ordem, identifica-se mais com seu verdadeiro “Eu” e adquire uma atitude de alegria, de confiança própria e de profundo amor ao próximo. Atinge, então, a vivência da “realização da unidade fundamental de si com os demais, em identidade espiritual”. Começa a manifestar sua deidade interna, que permite a superação espontânea de suas solicitações egoísticas e, ao mesmo tempo, fá-lo olhar seus semelhantes, não pelos aspectos externos, não por seus defeitos, senão pela “divina essência oculta em cada um”, o IRMÃO.
Só então atinge a consciência e vive a consciência real do grupo. Muitos de nós, nos instantes de oração ou oficiação de rituais em grupo (quando se processa uma perfeita fusão entre todos), tivemos oportunidade de sentir uma grande vibração. Isto é possível, devido ao princípio de fusão de semelhantes (semelhante atrai semelhante), que é muito mais forte do que uma unidade. Um grupo harmonioso é mais do que um simples ajuntamento de pessoas. São carvões que provocam um fogo que, e em conjunto, focalizados e vibrando num ideal comum, formam um instrumento de Cristo. Por isso foi dito que “onde dois ou mais se reunirem EM MEU NOME” ali Ele estaria! A fusão de almas é o mais poderoso instrumento de corporificação de Cristo, para um trabalho superior, porque produz um volume tão grande de vibração espiritual que pode canalizar, do Mundo do Espírito de Vida, um caudal de energia incalculável. Todos conhecemos essa lei: chama-se a Força de Atração.
Ela determina a atração de pessoas de vibração idênticas, levando-as a diariamente se reunir para um propósito comum. Eis o sentido de cada Centro ou Grupo de Estudos Rosacruz em todo o mundo! O semelhante atrai o semelhante. A mais alta expressão dessa Lei é a fusão de indivíduos preparados para um ideal superior, com plena consciência das leis que regem o trabalho em grupo, isto é, com renúncia de si mesmos e dedicação amorosa ao próximo. Eis como se realiza o trabalho de Cura da Fraternidade Rosacruz, a Cura Rosacruz. A fusão consciente e ardorosa de tais indivíduos forma um canal de natureza tão sublime que atrai um fluxo magnético poderoso do plano Crístico, beneficiando enfermos de todo gênero e enchendo a Terra de uma força equilibradora. Por meio do silencioso poder de tais grupos, os Seres Superiores podem fazer fluir o Poder Curador, a força, a Sabedoria e Amor, para todo este mundo carente. Atualmente o Mundo do Desejo se acha tão conturbado que seus reflexos na humanidade são os que observamos por aí. O contato de Egos, uns com os outros, em propósitos construtivos, é o meio mais eficiente, mais seguro, mais rápido, de libertação individual. O relacionamento de alma, pela autorrenúncia, leva-nos a um conhecimento superior e à unidade com o Cristo Cósmico, pelo despertar de nosso Cristo Interior. As aspirações devocionais e consagradoras para com o serviço, elevam os membros da Fraternidade a planos e condições que, sozinhos, abandonados a seus próprios recursos e às influências que vigoram desde a última conflagração mundial, não poderiam atingir.
3) O terceiro princípio do trabalho em grupo é o SERVIÇO (tônica da Fraternidade Rosacruz). Dele ninguém pode se evadir. Do mais elevado ao mais inferior dos seres vivos, o serviço é o preço a pagar, não somente para o progresso de todos, como também por mera imposição do direito de existir. De uma evasão deliberada, egoísta, do privilégio de SERVIR, origina severas penalidades das leis equilibradoras do Universo. É o que sucede a muitos Egos que atualmente, em alguns países, são obrigados, à FORÇA, a se conformar e servir com boa ou má vontade para atender às necessidades do grupo a que pertencem. O SERVIÇO é a capacidade de identificação do indivíduo com os interesses comuns. Pressupõe, como dissemos, a superação dos interesses pessoais, voluntariamente e regozijosamente. Quem é feliz servindo, torna-se simpático na vida íntima do grupo. É a técnica que liberta o indivíduo dos laços do “eu inferior” e o capacita a integrar a família de Cristo. O verdadeiro serviço não é fácil. Sua legítima expressão pressupõe muita renúncia, persistência e fé: “Poderosamente devem mourejar os que servem os deuses eternos”.
Servir significa sacrifício de tempo, de interesses pessoais, de ideias favoritas. Exige prudência, sabedoria, habilidade de trato, domínio das emoções. Observe-se quão poucos estão preparados para trabalhar impessoalmente. Não se trata de mero negócio, nem de interferências ou de esforços fanáticos. O verdadeiro serviço nasce da combinação das faculdades mentais com as do coração. Não é motivado por estados emotivos, por sentimentalismos, por arroubos acidentes de entusiasmos e tampouco do desejo de progresso espiritual da parte do servidor. O verdadeiro serviço salienta o grupo, em vez de o indivíduo. Por meio do verdadeiro trabalho em grupo nos tornamos mais úteis do que isoladamente poderíamos ser e mais nos aproximamos da nossa FONTE e ORIGEM. Através do serviço verdadeiro expressamos, com mais facilidade, os atributos de nosso “Eu Superior”, o Ego, cuja natureza é naturalmente boa e nobre, amorosa e fraternal, porque “feita à imagem e semelhança do Pai”.
O verdadeiro serviço não é solicitado nem planejado como um fim em si mesmo: surge espontaneamente na medida em que crescemos por dentro e nosso Cristo deseja expandir seus poderes anímicos. Gradualmente, à medida que vamos crescendo por dentro, irradiamos o amor e outras energias espirituais, nunca para nosso próprio engrandecimento, senão para elevação e libertação daqueles que de nós se aproximam. O verdadeiro servidor tira as vistas de si mesmo e de suas realizações, dando atenção integral para as necessidades de seus semelhantes, a começar por seu lar, sem deixar-se prender pelas insidiosas cadeias do interesse puramente familiar. Conduz-se equilibradamente em meio a todas as necessidades, seguindo os impulsos de seu Cristo Interior. A completa submissão à lei do serviço leva-o gradualmente ao íntimo do coração do grupo e a conhecer, para além de todas as dúvidas, que é UNO com as almas IRMÃS. À medida que os membros se elevam assim, o grupo vai atingindo a capacidade de serviço total, o poder e a oportunidade de executar as obras mais inimagináveis.
4) O quarto princípio consiste em RECUSAR tudo o que seja danoso aos interesses do grupo. Isso exige sinceridade, lealdade, coerência. Há muita gente de boa índole que falha neste princípio, por medo de ferir os membros do grupo. Mas a recusa não é desamorosa. Ao contrário: é firme, porém, amorosa, inteligente, esclarecida. Relaciona-se, como veem, com a Força de Repulsão, uma vez que, tudo o que não seja da mesma vibração do grupo tende a ser afastado. Pela manifestação desse princípio, todos os grupos tendem a repelir o que lhe seja estranho ao modo de ser e necessidades, envolvendo pessoas, coisas e condições. Não se trata propriamente de conservação. A evolução do grupo se processa naturalmente, à medida que seus membros evoluem e refletem amorosamente novas necessidades coletivas. Porém, o princípio que estamos considerando preserva o interesse de todos, elevando para Deus as pessoas e coisas identificadas, entre si, como conjunto.
Simbolicamente falando, a totalidade dos membros dedicados de um grupo “reúne seus carvões”, abanando-os pelo serviço amoroso, a fim de que flameje a chama do fogo espiritual, que é um poderoso dissipador das trevas da ignorância e do frio egoísmo que existe no mundo. Por meio de sua própria existência irradiará de tal grupo luz e calor que dissiparão as forças mentais negativas e as correntes miasmáticas do Mundo do Desejo, que escravizam a humanidade. Atuando sobre cada membro ou unidade do grupo, esse quarto princípio imprime, em suas consciências, uma profunda determinação de evitar e repelir, em sua maneira particular de vida, tudo o que possa obstar ou interferir desfavoravelmente nas atividades e interesses comuns. Disso decorre a necessidade de vigilância constante, de si mesmo e não propriamente quanto aos demais. Deve cada um vigiar todas as atividades físicas, emocionais e mentais, a fim de que não chegue a exprimir ação inconveniente.
Compreendendo que sua própria consciência é parte integrante do Todo, a qual, de algum modo misterioso, ele ajuda a sustentar, o membro dedicado e sincero pratica o discernimento e amiúde pergunta a si mesmo: “O que estou pensando, sentindo ou fazendo influencia favoravelmente o grupo? Aumentará ou diminuirá a Luz Espiritual do grupo?”. Então procura, sincero como é para si mesmo, atuar harmoniosamente, recusando tudo o que seja imoral, rancoroso, malicioso, interesseiro, crítica destrutiva, etc. e cultivando apenas, deliberadamente, as vibrações auxiliadoras da sã alegria, da simpatia e do altruísmo. Para o bem do grupo e não por motivos pessoais, trabalha para a pureza, para a estabilidade emocional e pelo controle do pensamento. Respeita e obedece aos propósitos do Grupo e recusa todas as faltas que, dentro de si, procurem prejudicar seu trabalho na equipe. Aprende que não é lutando que vence o egoísmo, senão pelo esquecimento de si mesmo, dedicação aos demais e prazerosa obediência à luz interna, conforme aquela frase de Cristo: “Aquele que perde sua vida por Minha causa, encontrá-la-á”.
5) Quando cada membro tenha aprendido a trabalhar em íntima cooperação mental e espiritual com seus companheiros; quando o desejo de crescimento pessoal e espiritual tenha sido transcendido e cada um tenha dado tudo o que pode ao grupo, então o quinto princípio começará a atuar. Esse princípio que brota da UNIDADE de cada um com todos, originará uma automática distribuição das conquistas do grupo, de forma que, qualquer unidade ou membro começará a sentir e expressar tudo o que o grupo tenha conquistado, embora individualmente não o tenha pretendido. Uma completa realização, por parte de um membro do poder do amor, por exemplo, eventualmente se tornará uma realização consciente de todo o grupo e, assim, em relação a tudo em evolução. É a lei que Cristo enunciou quando disse “Se eu ascender levarei comigo todos os seres humanos”.
Indubitavelmente existem outros princípios que operam nos grupos, a respeito das quais, atualmente, pouca noção temos. Contudo, a boa vontade de nossa parte, em adaptar nossa vida aos princípios aqui enunciados, nos possibilitará percorrer mais rapidamente e proveitosamente o longo caminho que nos conduz às novas e luminosas condições da Era de Aquário.
(por Elvin Joseph Noel)
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que nós, Ego, funcionamos diretamente na substância sutil da Região do Pensamento Abstrato. Aqui especializamos dentro da periferia da nossa aura individual o material que precisamos para criarmos as ideias.
Dessa Região nós observamos, através dos cinco sentidos, as impressões produzidas pelo mundo exterior sobre o nosso Corpo Vital, como também os sentimentos e emoções gerados por elas no nosso Corpo de Desejos e refletidos na nossa Mente.
Dessas imagens mentais formamos as nossas conclusões na substância da Região do Pensamento Abstrato relativas aos assuntos a que se referem.
Tais conclusões são ideias.
Pelo poder da vontade as projetamos através da Mente quando então, revestindo-se de matéria mental da Região do Pensamento Concreto, concretizam-se como pensamento-forma.
Dentre as direções possíveis, que de acordo com a nossa vontade anima o pensamento-forma e envolvido pelo sentimento do Interesse, uma delas é o despertar da Força da Atração, a força centrípeta, no Mundo do Desejo.
Assim, essa força toma o pensamento, impele-o para o nosso Corpo de Desejos, acrescenta vida à imagem e a envolve em matéria de desejos.
Então o pensamento (agora já envolvo de material de desejos, ou seja, uma forma de desejos) está apto a atuar sobre o cérebro etérico impelindo, através dos centros cerebrais apropriados e dos nervos, força vital aos músculos voluntários, os quais executarão a ação necessária.
Deste modo se consome a força do pensamento, mas sua imagem fica impressa no Éter do Corpo Vital como memória do ato e do sentimento que o causou.
Dentre as direções possíveis, que de acordo com a nossa vontade anima o pensamento-forma e envolvido pelo sentimento do Interesse, uma delas é o despertar da Força da Repulsão, a força centrífuga, do Mundo do Desejo.
Se essa é a força despertada pelo pensamento, então haverá uma luta entre a força espiritual (a nossa vontade) dentro do pensamento-forma e o Corpo de Desejos.
Essa é a batalha entre a consciência e o desejo, entre a natureza superior e a inferior.
Apesar da resistência, a força espiritual (a nossa vontade) pode procurar envolver o pensamento-forma na matéria de desejos necessária para manipular o cérebro e os músculos.
A força de Repulsão tentará dispersar essa matéria e expulsar o pensamento.
Mas se a energia espiritual (a nossa vontade) é forte, pode romper caminho através dos centros cerebrais e envolver o pensamento-forma em matéria de desejos enquanto põe em movimento a força vital, compelindo-a desse modo à ação.
Então deixará na memória uma impressão bem vivida da batalha e da vitória.
Se a energia espiritual se esgotar antes de produzir a ação, a força de Repulsão prevalecerá. Se ela vencer, naturalmente leva-nos a cortar, de nossas vidas, qualquer conexão com esse objeto ou ideia que a despertou.
De qualquer modo será arquivada na memória, como todos os demais pensamentos-forma quando esgotam sua energia.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático
A Recapitulação nesse Esquema de Evolução
Pergunta: sabemos que a primeira Revolução de qualquer Período é uma recapitulação do trabalho efetuado sobre o Corpo Denso no Período de Saturno. Por isso o nome de “Revolução de Saturno”. A mesma coisa com a segunda Revolução, que é conhecida como Revolução Solar e a terceira como Revolução Lunar. Seguindo essa lógica, a partir de quando nesse Esquema de Evolução podemos dar o nome da quarta Revolução de qualquer Período como “Revolução Terrestre”?
Resposta: a partir do Período de Júpiter, quando a quarta Revolução do Período de Júpiter será chamada de “Revolução Terrestre” e terá algo que trabalharemos na nossa Mente.
b) Pergunta: Seguindo essa lógica, a partir de quando, no Esquema de Evolução, podemos dar o nome da quinta Revolução de qualquer Período como “Revolução de Júpiter”?
Resposta: a partir do Período de Vênus, quando a quinta Revolução do Período de Vênus será chamada de “Revolução de Júpiter” e terá algo que trabalharemos no nosso Espírito Humano.
c) Pergunta: E, por fim, seguindo essa lógica, quando a partir de quando, no Esquema de Evolução, podemos dar o nome da sexta Revolução de qualquer Período como “Revolução de Vênus”?
Resposta: a partir do Período de Vulcano, quando a sexta Revolução do Período de Vulcano será chamada de “Revolução de Vênus” e terá algo que trabalharemos no nosso Espírito de Vida.
Pergunta: Quando ocorreu a primeira Recapitulação nesse Esquema de Evolução?
Resposta: Na primeira vez que deixamos o Globo A do Período de Saturno para entrarmos no Globo B, ou seja quando na primeira Revolução do Período de Saturno nós saímos do Globo A e entramos no Globo B. Antes de entrarmos nesse Globo houve a Recapitulação de tudo que fizemos no Globo A, nesse primeira Revolução.
Pergunta: Quando ocorrerá a última Recapitulação nesse Esquema de Evolução?
Resposta: Na última vez que deixarmos o Globo G do Período de Vulcano antes do fim desse grande Dia de Manifestação, ou seja quando da sétima Revolução do Período de Vulcano sairmos do Globo G.
Pergunta: Qual a diferença entre Noite Cósmica e Recapitulação?
Resposta: Como o próprio nome diz, na Recapitulação, nós recapitulamos tudo o que foi feito antes. Já na Noite Cósmica, nós aproveitamos para: aprender as lições que não aprendemos, nos preparamos para o próximo Período, assimilamos o conhecimento adquirido. Além do que Noite Cósmica é composta de 5 Globos obscuros e as Recapitulações não.
Pergunta: Sabemos que devido à espiral do caminho evolutivo, cada Recapitulação se processa, cada vez, em um grau superior daquele estado de progresso que se recapitula. Exemplo: a Recapitulação do trabalho efetuado sobre o Corpo Denso no Período de Saturno, na primeira Revolução do Período Terrestre se processou em um grau superior da Recapitulação na primeira Revolução do Período Lunar. Nesse caso, o que se quis dizer com “um grau superior”?
Resposta: Na Recapitulação na primeira Revolução do Período Lunar foi executado um trabalho no nosso Corpo Denso para acomodar (concentrizar, criar pontos referenciais) um Corpo de Desejos. Já na Recapitulação na primeira Revolução do Período Terrestre foi executado um trabalho no nosso Corpo Denso para acomodar (concentrizar, criar pontos referenciais) uma Mente. Ou seja: já havia terminado as atividades para acomodar o Corpo de Desejos.
Pergunta: Devido a atividade própria do Período só começar quando termina o trabalho de recapitulação das respectivas Revoluções, em que Revolução iniciará o trabalho original no Período de Vênus?
Resposta: Na quinta Revolução.
E no Período de Júpiter?
Na sexta Revolução.
E no Período de Vulcano?
Na sétima Revolução.
Pergunta: Na Bíblia onde podemos encontrar a descrição das Recapitulações?
Resposta: No Livro do Gênesis; por exemplo: versículo 9º – formação do Reino Mineral e Recapitulação do ser humano em seu estado mineral (Época Polar). Pois cada umas das 3 Épocas é também Recapitulação dos 3 Períodos iniciais.
a) Pergunta: Seguindo essa linha de raciocínio a Época Lemúrica é a Recapitulação de qual Período?
Resposta: do Período Lunar.
Pergunta: Como acima, é embaixo. Como no macrocosmo é no microcosmo, então quando estamos no processo de decida para um novo renascimento, quando é que ocorre a nossa recapitulação dos passados estados evolutivos?
Resposta: Durante o desenvolvimento intrauterino. Nesse estado, nosso organismo se desenvolve em forma esférica porque, durante a involução, as nossas energias eram dirigidas para dentro, para construção dos nossos veículos, assim como o embrião se desenvolve dentro da esfera do útero.
Que as rosas floresçam em vossa cruz

Nesse mês temos o importantíssimo Ritual a oficiar: Ritual do Solstício de Junho que deve ser oficiado na véspera do Solstício de Junho, portanto, dia 19.
Para saber qual é o Trabalho Cósmico do Cristo em cada parte do ano, clique aqui
Para esse Mês Solar tome como material para os seus Exercícios Esotéricos: Chegada do Senhor Cristo ao Trono do Pai
Para saber que Signo a Lua está em cada dia desse mês, e daí saber as partes do Corpo, clique aqui
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O Corpo humano, no passado, teve formas diferentes da que tem atualmente. A do futuro será também distinta da forma presente.
Durante a Involução (do início do Período de Saturno até a Época Lemúrica do Período Terrestre) era aproximadamente esférico, como ainda é durante a vida pré-natal.
O desenvolvimento intrauterino é uma Recapitulação dos passados estados evolutivos. Nesse estado, o organismo desenvolve-se em forma esférica porque, durante a Involução, as energias do ser humano eram dirigidas para dentro, para construção dos próprios veículos, assim como o embrião se desenvolve dentro da esfera do útero.
O Corpo Denso e o Corpo Vital do ser humano tornaram-se eretos quando se desenvolveu o sangue vermelho, na última parte da Época Lemúrica, mas os outros veículos superiores mantêm ainda a forma ovoide.
No Corpo Denso, o cérebro – diretor e coordenador – está situado numa extremidade. É a posição menos favorável para tal órgão. Requer demasiado tempo para que os impulsos, percorrendo de uma extremidade a outra, dos pés à cabeça, cheguem ao cérebro. Em casos de queimadura, a ciência tem demonstrado que se perde bastante tempo para a sensação ir da parte afetada ao cérebro e voltar de novo, o que origina o aumento das lesões da pele.
Os prejuízos desta imperfeição ficariam grandemente diminuídos se o cérebro estivesse no centro do Corpo. As sensações e correspondentes respostas poderiam ser recebidas e transmitidas com muito maior rapidez.
Nos Planetas esféricos, o Espírito Planetário dirige os movimentos de seu veículo a partir do centro – pois, como os Corpos são sempre ajustados ao propósito de servir, os Corpos Densos dos Sete Espíritos Planetários são esféricos. É a forma que melhor se adapta à enorme velocidade de sua viagem pelo espaço.
O ser humano do futuro se arredondará novamente, como se vê no Diagrama 12. Ele se converterá em esfera, o que lhe proporcionará muitas facilidades para se mover em todas as direções e, também, para combinar movimentos simultâneos.

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Que as rosas floresçam em vossa cruz