Como se deve orar
Como se deve orar? Aprendemos a técnica da oração com os místicos cristãos, desde São Paulo até São Bento, e até essa multidão de apóstolos anônimos que durante vinte séculos iniciaram os povos do Ocidente na vida religiosa. O Deus de Platão era inaccessível na sua grandeza; o de Epíteto confundia-se com a alma das coisas e Jeová era um déspota oriental que inspirava terror e não amor. O cristianismo, pelo contrário, colocou Deus ao alcance do ser humano. Deu-lhe uma face; fê-lo nosso Pai, nosso Irmão e nosso Salvador. Para atingir Deus, já não há, necessidade de um cerimonial complexo nem de sacrifícios sangrentos. A oração tornou-se assim fácil, e sua técnica simples.
Para orar, basta somente o esforço de nos elevarmos até Deus; tal esforço, porém, deve ser efetivo e não intelectual. Uma meditação sobre a grandeza de Deus, por exemplo, não é uma oração, a não ser que seja, ao mesmo tempo, uma expressão de amor e fé. E assim a oração, segundo o processo de La Salle, parte de uma consideração intelectual para logo tornar-se efetiva. Seja curta ou longa, seja vocal ou apenas mental, a prece deve ser semelhante à conversa que a criança tem com o seu pai. “Cada um apresenta-se conforme é”, dizia um dia uma pobre irmã de caridade que há trinta anos queimava a sua vida ao serviço dos pobres. Em suma: ora-se como se ama todo o nosso ser.
Quanto à forma, a oração varia desde a curta elevação a Deus até à contemplação; desde as simples palavras pronunciadas pela camponesa que se ajoelha perante a cruz na encruzilhada dos caminhos até a magnificência do canto gregoriano sob as abóbadas de uma catedral.
A solenidade, a grandeza e a beleza, não são necessárias para a eficácia da oração. Poucos homens têm sabido orar como São João da Cruz ou como São Bernardo de Clairvaux, não havendo necessidade de ser-se eloquente para ser atendido; quando se aprecia o valor da oração por seus resultados, nossas mais humildes palavras de súplica e de louvor são tão aceitáveis ao Senhor de todos os seres como as mais belas invocações. Fórmulas, recitadas maquinalmente são, também, de qualquer forma, uma oração. Sucede o mesmo que acontece com a chama de um círio. Basta, para isso, que essas fórmulas inertes e essa chama material simbolizem arroubo de um ser humano para Deus. E também se ora por meio da ação, pois já S. Luís Gonzaga dizia que o cumprimento do dever é equivalente à oração. A melhor maneira de comunicar-se com Deus é, incontestavelmente, cumprir integralmente a Sua vontade.
“Pai Nosso, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como nos céus”. Fazer a vontade de Deus consiste, evidentemente, em obedecer às leis da vida, tais como elas se encontram gravadas nos nossos tecidos, no nosso sangue e no nosso espírito.
As orações que se elevam como “uma pesada nuvem da superfície da Terra” diferem tanto umas das ou outras como diferem as personalidades daqueles que rezam; contudo, consistem em variações sobre estes dois mesmos temas – amargura e amor. É inteiramente justo implorar o auxílio de Deus para obter-se aquilo de que temos necessidade; no entanto, seria absurdo pedir a realização de um capricho ou solicitar aquilo que devemos procurar por nosso esforço.
O pedido importuno, obstinado e agressivo é bem-sucedido. Um cego, sentado à beira do caminho, lançava as suas súplicas cada vez mais alto, apesar das pessoas que o queriam mandar calar. “A sua fé curou-te”, disse Jesus que passava. Na sua forma mais elevada, a oração deixa de ser uma petição. O homem declara ao Senhor de todas as coisas que O ama, que Lhe agradece as dádivas e está pronto a realizar a Sua vontade, seja ela qual for.
A oração torna-se contemplação. Um velho camponês estava sentado sozinho no último banco da igreja vazia, “Que esperais?”, perguntaram-lhe. “Olho para Ele”, respondeu o homem, “e Ele olha para mim”. O valor de uma técnica avalia-se por seus resultados. Toda a técnica da oração é boa, quando põe o ser humano em contato com Deus.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de abril/1971)
Pergunta: O que é um Adepto?
Resposta: Em toda Ordem de Mistérios existem sete Irmãos que, às vezes, aparecem no Mundo para realizar ali o trabalho necessário ao progresso daqueles a quem servem. Contudo, cinco Irmãos jamais são vistos fora do templo. Eles ensinam e trabalham com aqueles que passaram por determinados estados de desenvolvimento espiritual e podem dirigir-se ao templo em seus corpos espirituais, fato este ensinado na primeira Iniciação, efetuada geralmente no exterior do templo por não ser conveniente a todos visitá-lo fisicamente. Esta Iniciação não faz do aluno um Rosacruz, da mesma forma que a admissão de um aluno em uma universidade não o torna membro da Faculdade. Nem mesmo depois de cruzados os nove graus desta ou de outra Escola de Mistérios ele é um Rosacruz.
Os Rosacruzes são Hierofantes dos Mistérios Menores, e muito mais acima destes há Escolas onde se ensinam os Mistérios Maiores. TODOS AQUELES QUE JÁ DEIXARAM PARA TRÁS OS MISTÉRIOS MENORES E SÃO ALUNOS DOS MISTÉRIOS MAIORES SÃO CHAMADOS ADEPTOS; mas, ainda assim, nem mesmo eles alcançaram a situação privilegiada dos Doze Irmãos da Rosacruz ou dos Hierofantes de qualquer Escola de Mistérios Menores.
O Clarividente é aquele que pode ver o Mundo invisível. O Iniciado é capaz de ver o Mundo invisível e compreender o que vê. O Adepto vê, conhece e tem poder sobre as coisas e forças ali existentes.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1971)
A Impaciência diante dos Grandes Alvos
Escreveu Max Heindel: “Um dos maiores erros de nossa época é a impaciência contra as restrições”. “Herói verdadeiro não é o que num impulso denodado pratica um ato incomum, senão o que, paciente e perseverantemente vai buscando, dentro de suas possibilidades, dia após dia, alcançar o alvo”.
Isto se aplica a tudo: quer aos assuntos materiais, quer aos espirituais. Mas damos ênfase ao lado espiritual porque muitos estudantes supõem que a meta iniciática seja coisa fácil. E, após um ou vários anos de estudos e esforços comuns, acabam desanimando, porque os resultados não correspondem à sua expectativa. Como esclarece Heindel: “ora, se para chegar a se diplomar médico, leva-se quase vinte anos de estudos, e assim mesmo sem prática, requerendo muito tempo chegar à proficiência, como podemos pretender grandes progressos espirituais após alguns meses ou anos de estudo, se os assuntos da alma são muito mais delicados e complexos”?
Em seu livro “Nossos Conflitos Interiores”, a Dra. Karen Herney salienta que o mais potente fator de frustração e desânimo reside na tentativa de querermos viver a altura de uma imagem irreal visionária de nós mesmos. Cada dia, psiquiatras e conselheiros deparam com milhares de homens e mulheres, cujos problemas emocionais provêm de lacunas intransponíveis, entre sua condição real e a que pretendem ser.
Como disse Shakespeare, o iluminado: “antes de tudo, sejamos honestos conosco mesmos”. Sejamos honestos sim, enfrentando nossa imagem real, com suas virtudes e limitações e buscando alcançar os alvos, dentro das reais possibilidades.
Alguém pode objetar que a insatisfação e a base do progresso humano, e que isto será uma pregação de conformismo. Mas não é o caso. Desejamos fazer entender que, na ascensão do homem velho para o homem novo, todos os dias, devemos escalar os degraus intermediários dos alvos menores, até atingir o alvo maior.
Todos sabem que seria pretensão qualquer novato querer atingir, de início, as marcas de um atleta já treinado: isso requer exercício diário. A mesma regra se aplica a qualquer assunto ou atividade.
Não faz muito tempo, dois médicos de Nova Iorque mencionaram os resultados de seus estudos referentes a jovens empregados de uma indústria, onde constataram futuros distúrbios cardíacos em dois moços que atravessavam tensões emocionais, em razão de trabalhos além de suas possibilidades, para alcançar a curto prazo aspirações muito altas. Há uns quarenta anos, o psicanalista Dr. Alfredo Adler descreveu acuradamente a situação dessas pessoas, dizendo: “esforçar-se para atingir um alvo além dos limites realistas das possibilidades pessoais, resulta em inferioridade e desajustamento”.
Muitos de nós, sem o perceber, vitimamo-nos com idênticos conflitos, olvidando que os alvos da vida se compõem de outros menores. Não nos tornamos virtuosos nem profissionais competentes, de um dia para o outro.
Se alguém nasceu com aptidões invulgares e sobe adiante de nós, não o invejemos: é certo que ele trabalhou em vidas anteriores para conquistar essas capacidades. Sem olhar para os demais, façamos AQUI e AGORA o que nos compete, na medida de nossas forças. O imediatismo e impaciência ante os grandes alvos, prejudicam a segura ascensão pelos degraus que eles conduzem, exaurindo-nos desnecessariamente as energias morais e físicas e produzindo-nos a pior das fadigas: a psicológica, acompanhada de insatisfação, depressão, frustração, desânimo.
A melhor receita é “fazer todas as coisas como se fossem para Deus (dentro de nós), desapegando-nos dos resultados”. Se, nesse espirito, diligenciamos no cumprimento das tarefas ou das etapas de um Ideal QUE PODEM SER REALIZADAS AQUI E AGORA, com o esforço normal, com o equilíbrio e eficiência normais, então obteremos a satisfação que advém de um trabalho DEVIDAMENTE CONCLUÍDO.
“A aceitação de si mesmo – escreveu a psicanalista Antônia Wenkert – abre caminho para o espírito de iniciativa e criatividade”. Pena é que essa aceitação não se verifica facilmente neste século XX de competição e materialismo, no qual, o símbolo peculiar de coragem e. êxito é o anseio de grandes realizações, conquistadas ainda que a expensas da saúde e de princípios cristãos.
Não nos deixemos iludir por falsos conceitos. Um dos segredos da felicidade humana reside na aptidão de dar flexibilidade à imagem que fazemos de nós mesmos, realizando TODOS OS DIAS, DA MELHOR FORMA QUE PUDERMOS, NOSSO TRABALHO DE ADMINISTRAÇÃO DOS TALENTOS DE DEUS, sem olhar para os resultados nem para a apreciação que os outros possam de nós fazer.
Então verificaremos, surpresos, que esse desapego aos resultados e méritos, essa dedicação ao Eu superior, vão nos tornando, gradativamente, em canais de inspiração e direção divinas, capazes de realizar, naturalmente, tarefas que humanamente nos seriam impossíveis. E diremos humildemente: «não sou eu quem faz as obras (a natureza humana, com sua mente, emoções e capacidades físicas), senão o Pai em mim (o Infinito tornado finito em nós, o Cristo interior). E quando menos esperamos, surge o alvorecer.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 11/1971)
Pergunta: Por favor digam-me alguma coisa a respeito dos Espíritos da Natureza. Já foram eles vistos por alguém?
Resposta: Existem diferentes classes de Espíritos da Natureza com estados de consciência correspondentes. Aqueles que nos são mais familiares são os Gnomos, as Ondinas, os Silfos e as Salamandras. Os Gnomos são espíritos da terra, chamados folcloricamente de duendes, anões, fadas, etc.
Seus corpos são compostos principalmente de Éter Químico combinado com pequena quantidade de Éter de Vida.
Não voam, são terrestres. Podem ser queimados. Envelhecem como acontece com os seres humanos, vivendo somente umas poucas centenas de anos. Os Gnomos trabalham com o Reino Vegetal, dando-lhe o verdor e as estonteantes variedades e coloridos das flores. Talham os cristais e fazem as pedras preciosas, ordenando ainda as partículas minerais na formação do ferro, prata, ouro etc. Seus próprios alimentos etéricos, eles os assam e cozinham.
As Ondinas são espíritos da água. Habitam os córregos, os rios e todo corpo aquoso. Seus corpos compõem-se dos Éteres de Vida e Luminoso.
Sua longevidade é maior do que a dos Gnomos, chegando a viver milhares de anos.
Os Silfos são os espíritos do ar. Seus corpos compõem-se também dos Éteres de Vida e Luminoso, estando sujeitos também a mortalidade. Sua vida têm a duração de milhares de anos.
As Ondinas separam as águas na superfície do mar nas pequeníssimas partículas de vapor que os Silfos levam para o ar, tão alto quanto seja necessário para a condensação em nuvens. Os Silfos mantêm as nuvens reunidas, até que forçados pelas Ondinas, libertem-nas. As batalhas travadas no ar entre essas duas classes de Espíritos da Natureza chamamos de tempestades.
Os espíritos do fogo ou Salamandras, também participam dessas batalhas aéreas. Suas atividades produzem o fogo, estando assim presentes nas descargas elétricas as quais chamamos relâmpagos. O contato desse vapor d’água com o frio do ar, dá origem às partículas que as Ondinas juntam com outras e arrojam triunfalmente sobre a terra na forma de chuva.
Os corpos das Salamandras também duram milhares de anos e são compostos de Éter Refletor.
Esses Espíritos da Natureza são sub-humanos, entretanto em circunstâncias diferentes, atingirão o estágio evolutivo correspondente ao humano.
As quatro classes trabalham com nossa própria onda de Vida, prestando serviço inestimável.
Os Espíritos da Natureza já tem sido visto por muitas pessoas dotadas de visão etérica. Câmaras fotográficas munidas de filmes sensíveis estão em condições de fotografá-los.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 11/1971)
Da Utopia a Realidade: por que algumas pessoas acham que a atualidade é o próprio Apocalipse
Mesmo contrariando a expectativa da maior parte das pessoas, para quem a atualidade é o próprio Apocalipse, conservamos inabalável nossa fé no futuro da humanidade.
Não é fácil, concordamos, manter o otimismo em meio a tantas crises, violências e temores. São de tal monta as mazelas que, à visão do ser humano comum, qualquer saída se tornou uma impossibilidade.
Nós, entretanto, não compartilhamos desse pessimismo generalizado. Analisando os fatos e, procurando seu significado à luz dos ensinamentos esotéricos percebe-se a existência de um caminho. A humanidade já arrastou crises no passado e sempre encontrou a luz no fim do túnel.
Temos a plena convicção de que justamente sobre os escombros das mazelas atuais erigir-se-á uma nova sociedade mundial: mais justa, fraterna e espiritual. As experiências dolorosas do presente servirão de base para a formação de um ser humano mais elevado, em todos os aspectos.
Uma coisa é certa: o momento que atravessamos é o mais grave de todos aqueles vividos em nossa caminhada evolutiva. Encontramo-nos estertores da Idade de Peixes, já sentindo as vibrações de Aquário. É uma fase de transição. E, como foi acontecer nas transições, tudo parece despencar para um caos absoluto. O Planeta Plutão iniciou, em 1984, seu trânsito pelo signo de Escorpião, devendo percorrê-lo por vários anos. Sua influência será notada em nossa atitude em relação à riqueza, poder, sexo e aos talentos individuais e coletivos. Representa a necessidade de transformar, regenerar, reencetar. Seu propósito é trazer a superfície, destruir, eliminar, transmutar, intensificar, adicionar nova dimensão, purgar, renovar.
Ação desse Planeta far-se-á sentir através de mudanças na consciência das pessoas. E só por meio de mudanças drásticas as estruturas piscianas, já em franco processo de deterioração, darão lugar a outras mais arejadas e capazes de conduzir-nos com segurança à idade de Aquário.
Insere-se nessa preparação para a nova era um verdadeiro tratamento de choque para os menos desenvolvidos. Mesmo para os espiritualistas o processo é doloroso, pois a ele cabe a tarefa de autorregenerar conscientemente, tornando-se apto para ajudar seus irmãos mais atrasados. Amor e paciência, coragem e espírito de sacrifício são algumas das qualidades indispensáveis à realização desse grande trabalho. A esse respeito Max Heindel assim se manifestou no Conceito Rosacruz do Cosmos: “O coração sente e reconhece a verdade de que somos irmãos, e de que a desgraça de um é realmente sentida por todos, embora nos esqueçamos disso em meio às lutas do cotidiano. Tais incidentes são indicadores da direção evolutiva. Depois da razão o ser humano será dominado pelo amor que, atualmente, age independentemente e, às vezes até contrariando os ditames daquela. Essa anomalia ocorre porque atualmente o amor é raras vezes altruísta e nem sempre nossa razão é certa. Na Nova Galileia o amor far-se-á altruísta e a razão aprovará seus ditames. A Fraternidade Universal, realizar-se-á plenamente e cada um trabalhará pelo bem de todos. O egoísmo será coisa do passado”.
Para os mais céticos isso tudo não passa de uma tola utopia, um sonho de visionários. Esquecem-se, porém, que as maiores conquistas do ser humano nasceram de sonhos aparentemente irrealizáveis. A saga da família humana também foi assim: de “homens das cavernas” passamos a “homo sapiens” e daí chegaremos a “homens cósmicos”.
As utopias acalentadas desde Licurgo, na Antiguidade, tornaram-se quase todas uma realidade. O ser humano cresceu a despeito de si mesmo. Os escravos da Antiguidade converteram-se nos servos da Idade Média e estes agora são os operários da Idade Contemporânea.
Das trevas medievais partimos para o esplendor renascentista. Do feudalismo caminhamos para o Absolutismo e deste para as monarquias constitucionais e modernas democracias. Os ideais das Revoluções Francesa e Americana alastraram-se irresistivelmente, inspirando novas formas de governo. Foi aprovada a Declaração dos Direitos Humanos. Surgiu a ONU. Os povos asiáticos e africanos ganharam liberdade política, faltando apenas conquistarem a econômica. O Papa João XXIII, desencarnado em 1963, afirmou profeticamente que no final deste século três realidades seriam bem evidentes: a descolonização total, a ascensão da mulher e a das classes trabalhadoras. E não é o que está acontecendo?
Por mais evidente que seja tudo isso, a humanidade vive momentos de apreensão e sofrimento, dividida como se encontra entre duas forças: o Capitalismo e o Comunismo. Não podemos falar em Capitalismo sem reportar-nos à Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII. Foi um dos fatos que marcaram a conquista do mundo físico pelo ser humano, caminho esse já previsto pelas Hierarquias Divinas. A Revolução Industrial gerou uma economia industrializada e a ocupação do espaço urbano em escala crescente, promovendo transformações sociais de grande profundidade. O crescimento industrial é a parte essencial e o eixo ideológico principalmente do moderno Capitalismo.
Infelizmente esse processo de transformação da sociedade sofreu os efeitos do egoísmo humano. Logo nos seus primórdios surgiram Grandes distorções como, por exemplo a jornada de trabalho de 14 horas, os camponeses expulsos de suas terras, os salários de fome, exploração de mulheres e crianças.
(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 01/86)
O Cristo dos Místicos
“Levantai, ó príncipes, as vossas portas; levantai-vos, ó portas eternas e entrará o Rei da Glória” (Sl 23:9).
Esta passagem do Hino para Sião, tomada dos Salmos — o livro de louvores — considerado o mais proeminente das Escrituras do Antigo Testamento, pode ser utilizada com relação ao mistério de Cristo.
Os judeus, da mesma forma que outras nações com suas crenças religiosas, esperam a vinda do Salvador, também chamado Ungido, Cristo ou Messias. Naquela época era reverenciado Jeová, Senhor das Batalhas e o Criador da Forma.
Assim, devido ao domínio da forma, Cristo precisou ocupar uma forma humana, principalmente porque a mente encontrava-se em seu estado mineral. A humanidade não podia ter uma ideia diferente de Deus, fato que ainda prevalece, embora atualmente esteja sendo aberto o caminho para uma ideia mais realista por meio da evolução mental. Isto foi exposto por São Paulo, o pregador místico, revelando o segredo básico do Cristianismo: Cristo pode ser em verdade formado em nós, e só assim alcançaremos o dia em que o Ungido esteja conosco.
Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, no que concerne à evolução do ser humano, explicam o nascimento, crescimento e desenvolvimento dos diferentes corpos e seus Átomos-semente, cujas distintas forças operam através desses corpos, tudo numa ordem natural e consecutiva.
Estamos procurando, conscientemente ou não, construir um novo corpo, o corpo etérico, no qual seu Átomo-semente torne-se ativo. Como funcionamento deste veículo, o poder do Cristo pode penetrar-nos fazendo nascer em nós o Menino-Cristo, o segundo aspecto de Deus; deste modo Cristo toma o comando.
O místico Angelus Silesius exclama: “ainda que o Cristo nasça mil vezes em Belém, se não nascer dentro de ti mesmo, tua alma segue extraviada”.
Antes que possamos agir como verdadeiros cristãos, expressando o Espírito de Vida consciente interno, temos que construir esse corpo, o Dourado Manto Nupcial, formado pelos dois Éteres superiores (Luminoso e Refletor) através do qual o Espírito deve funcionar. Este Corpo, chamado de Corpo-Alma, converte-se no ponto de maior importância para nós, desenvolvendo-se, evoluindo e sendo alimentado pelo Poder do Amor, que busca sua manifestação por meio do Serviço (pois quando amamos, buscamos servir). Todas as coisas criadas, quer nos apercebemos ou não, servem de algum modo, o que constitui seu propósito de existência.
Quando o Sol passa pelo Signo de Câncer, que tem por Regente a Lua, estudamos a atividade do espírito em favor da alma. Por outro lado, quando o Sol está em Leão, e domina a influência lunar, a alma serve ao espírito. Esta é a época propícia para a construção do corpo, ou seja, da forma, pois graças à poderosa força solar, o espírito age sobre o corpo visando o futuro desenvolvimento da alma.
O crescimento e força da manifestação física são necessários para conter um maior influxo das mais sutis e maiores atividades do poder do Cristo quando retorna em setembro de todo ano. O Sol estando em seu apogeu fisicamente objetivado e espiritualmente subjetivado, prepara a alma para o seu futuro desenvolvimento.
Portanto, é por meio da compreensão intelectual das coisas místicas que levantamos nossas cabeças e abrimos nossos corações, às portas eternas permitindo que o Rei da Glória, Cristo, penetre em nós para converter-nos em cristãos, no verdadeiro sentido da palavra.
O Signo Leão, regente do coração – a sede do amor – simboliza o Rei, sendo, por isso, nesta época de nossa evolução, o grande poder emocional do Amor o verdadeiro Rei, um Supremo Governador. O Amor como causa produz como efeito o Serviço, e essa causa e efeito em atividade constante constituem o mistério do precioso traje de Cristo, (o “Soma Psuchicon”) citado por São Paulo como um veículo independente utilizado para voos anímicos, numa vida melhor e mais útil. Este Corpo-Alma não deve ser confundido com a alma que o interpenetra, pois, essa alma possui uma sutileza tal que somente pelo espírito de introspecção poderemos senti-la. É através dela que percebemos o atraente poder do Pai que está nos Céus, o impulso interno que todo aspirante conhece tão bem e que faz com que o Corpo-Alma resplandeça.
Recordemos, entretanto, que é o Sol, o espírito que representa o poder, força ou energia trabalhando sobre o corpo, o responsável pela alma, e que na época em que está em sua plenitude é que precisamos aprender com suas atividades. O Livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” informa-nos que no Período Solar os Senhores da Sabedoria irradiaram de si mesmos o germe do Corpo Vital, capaz de fomentar crescimento e faculdades, as quais estão se desenvolvendo no presente.
Iniciaram este trabalho na segunda revolução daquele período e o continuaram até a sexta revolução. Nessa revolução os Querubins despertarem o germe do segundo aspecto do Tríplice Espírito no ser humano, o Espírito de Vida, ou seja, o princípio Crístico.
No Período Lunar os Senhores da Individualidade irradiaram de si mesmos o germe do Corpo de Desejos, incorporando-o com o Corpo Vital, e mais tarde os Serafim despertaram o germe do Espírito Humano no ser humano.
No Período Terrestre; o qual estamos agora, permanecemos sob a proteção dos Anjos, mestres apropriados ao ser humano e exímios na construção do Corpo Vital, pois eram a humanidade quando o éter era a condição mais densa da matéria. Já passamos o arco descendente da involução e agora estamos ascendendo pela evolução com a faculdade da Epigênese.
Estamos atravessando as camadas mais densas para chegar às mais sutis, ou seja, iremos do reino puramente físico para o etérico, especializando o Corpo Vital (cujo extrato é a Alma Intelectual) e o Espírito de Vida, que é o Ser Crístico. Esta é a nossa primeira e mais importante meta como seguidores de Cristo.
O Corpo Vital está radicado no baço e não possui poder em si mesmo, funciona como canal por meio do qual se introduzem as forças solares no corpo físico. Também determina a direção na qual certa força é utilizada, sendo que esta força deve vir de fora. Pelo poder do Amor, erguemos pontes e abrimos “portas eternas”, fazendo com que o Cristo venha e habita em nós, permitindo assim que brilhe nossa luz ante os seres humanos, afim de que sejam vistas as boas obras e seja o Pai glorificado nos céus.
No passado, os Corpos de Desejos da humanidade mais avançada se dividiram em superior e inferior, ficando mais apropriado para hospedar o Ego. Hoje estamos dividindo o Corpo Vital em superior e inferior, sendo a parte superior chamada de Dourado Manto Nupcial, o qual permite ao Rei da Glória, Cristo, com o poder do Amor, funcionar dentro de nós mesmos.
Desta semente é que brotará a verdadeira vida e crescerá em força e beleza no decorrer do tempo, desde que seja alimentada pelo Amor em seu mais elevado aspecto: com o sacrifício da carne pelo espírito, pois que está dito que “não podemos servir a Deus e a Mamon”.
A Lei de Conservação deve dar lugar ao respeito pela vida dos demais. A construção do Corpo solar dourado do Espírito de Vida se adquire mais facilmente através da experiência purgatorial do Exercício de Retrospecção, pelo qual se diz que “tomaremos o reino dos céus por assalto”.
Somente através dos atos de amor e bondade, de forma desinteressada é que construiremos o Vestido Crístico de Vida – o Dourado Manto Nupcial. Somente este serviço amoroso e desinteressado traz as mais ricas recompensas, pois os Exercícios não constroem alma, enquanto que o Serviço faz com que o processo de assimilação de experiências da vida, seja transmutado em poder anímico.
“Senhor, ajuda-me a viver dia a dia
De tal maneira desinteressada,
Que quando ajoelhado para orar,
Para o próximo minha oração seja ofertada”.
“E a cidade não necessita de Sal nem de Lua, para que nela resplandeçam, porque a Glória de Deus já a tem iluminado; e o Cordeiro é sua lâmpada” (Apo 21:23).
(Publicado na revista “Serviço Rosacruz” – 01/86 – SP)
Pergunta: Qual o propósito da divisão dos sexos?
Resposta: A divisão dos sexos foi efetuada num estágio bem antigo da evolução humana, quando o ser humano ainda não tinha cérebro ou laringe. Metade da força criadora foi, então, dirigida para cima, para que estes dois órgãos pudessem ser construídos.
O cérebro foi criado com o intuito de permitir a evolução do pensamento, que torna o o ser humano capaz de criar no Mundo Físico. Casas, cidades, navios, ferrovias, tudo quanto é realizado pela mão do ser humano, é pensamento humano cristalizado.
A laringe foi também formada pela força criadora do sexo, para que o ser humano pudesse expressar seus pensamentos. A conexão entre estes órgãos e a força expressa através do órgão criador inferior, torna-se evidente ao lembrar-mo-nos que a voz do menino, que possui a força criadora positiva, muda na época da puberdade, quando ele se torna capaz de perpetuar a sua espécie.
Recordamos também que o ser humano que abusa da energia sexual torna-se um idiota, enquanto o pensador profundo, que concentra quase toda a sua força criadora no pensamento, terá pouca ou nenhuma inclinação para as práticas amorosas.
Antes desta divisão, o ser humano era, a exemplo de certas plantas, uma unidade criadora completa capaz de perpetuar a sua espécie sem o auxílio de outrem.
As faculdades de pensamento e da fala foram adquiridas em detrimento desta força criadora; mas hoje, esta metade da força criadora, que é expressa através do cérebro e da laringe, pode ser empregada na criação dos elementos terrenos – casas, navios etc.
(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 07 – Max Heindel)
Adaptabilidade segundo os Ensinamentos Rosacruzes
Adaptabilidade não quer dizer estagnação; significa, isto sim, acomodação à novas condições e o encontro do fio da meada para agir, descortinando, sempre, novos horizontes. Quem é facilmente ADAPTÁVEL, é também FLEXÍVEL, portanto, EMINENTEMENTE ENSINÁVEL e funciona no campo da inteligência, por meio da qual assimila, sábia e amorosamente, os ensinamentos que lhe chegam de toda a criação, obra de nosso Pai Comum – DEUS.
Para melhor elucidar o presente tema, ouçamos a palavra de Max Heindel que, em seu laborioso trabalho e ajudado pelos Irmãos Maiores, adquiriu a capacidade de investigar os mundos internos e ler na Memória da Natureza, nos esclarecendo em “O Conceito Rosacruz do Cosmos” da seguinte maneira: “Nas escolas, todos os anos, alguns alunos não se adiantam o necessário para passar a um grau superior. Analogamente, em cada Período de Evolução, alguns ficam atrás por não poderem alcançar o desenvolvimento necessário e passar ao próximo grau superior; foi o que aconteceu já no Período de Saturno. Naquele estado, a vida, com a qual trabalharam os Seres Superiores, era inconsciente de si, mas essa inconsciência não era obstáculo para o retardamento de alguns dos espíritos virginais MENOS FLEXÍVEIS, MENOS ADAPTÁVEIS que os demais.
Nessa palavra, ADAPTABILIDADE, temos O GRANDE SEGREDO do atraso ou do progresso. Todo adiantamento depende de FLEXIBILIDADE E ADAPTABILIDADE do seu ser evolucionante, de ser capaz de acomodar-se, por si, à novas condições ou estacionar e cristalizar-se incapaz de toda transformação. A ADAPTAÇÃO É QUALIDADE QUE FAZ PROGREDIR, ESTEJA A ENTIDADE NUM GRAU SUPERIOR OU INFERIOR DE EVOLUÇÃO. A falta de adaptação é causa de atraso para o espírito e de retrocesso para a forma. Isso se aplica ao passado, ao presente e ao futuro”.
Dispensa qualquer comentário a lapidar orientação de Max Heindel, apontando a adaptabilidade como a palavra CHAVE em nossa evolução. Trata-se de orientação que ele extraiu da Memória da Natureza, auxiliado pelo Mestre, e, ela resiste à lógica mais apurada. Portanto, merece nossa particular atenção.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 01/1975)
O Caminho para a Idade de Aquário
A Fraternidade Rosacruz publicou tempos atrás o folheto intitulado “A Libertação Através do Trabalho de Grupo”, traduzido do inglês.
Esse trabalho, também publicado na revista Serviço Rosacruz, vem ajudando muitas pessoas a compreender o verdadeiro sentido da ação conjunta, inspirando-as, inclusive, a melhor usar suas potencialidades.
A medida que nos aproximamos da Idade Aquária uma nova mentalidade vai tomando conta dos negócios humanos. Os seres humanos já estão começando a deixar de lado aquele Individualismo egocêntrico, alimentador da personalidade, para assumirem uma postura mais altruísta diante dos problemas que afligem a sociedade.
Nunca as expressões “comunidade” e “comunitário” foram tão empregadas como agora. Há tendência em se estabelecer consenso em torno da ideia expressa nesta frase: “numa sociedade, o que não beneficia a todos, efetivamente não beneficia a ninguém”. Por essa razão os seres humanos estão se congregando para equacionar seus problemas, dispondo-se, com essa atitude, até a sacrificar interesses pessoais.
A expressão sacrifício está muito ligada ao Cristianismo. Etimologicamente provém de “sacro faccio” (fazer as coisas sagradas). Aliás, a doutrina cristã é bem clara a respeito. Fazer um sacrifício é um ato de consagração à Deus. Para o Cristo, mais importante que adorar nas sinagogas era amar e servir ao próximo. Isso tem uma explicação: o hábito de frequentar o templo ou as sinagogas, ocupando seus melhores lugares, dava prestígio na sociedade judaica. Era motivo de apreciação. Por outro lado, a renúncia aos bens materiais, prestígio, autoridade, etc., em benefício de outrem, constituía um penoso sacrifício. Entre os antigos era até sinal de fraqueza.
Voltando aos nossos dias, verificamos como muitos fatores tendem a impedir o ser humano de fazer as coisas sagradas. Uma pessoa por mais sensível que seja ao sofrimento alheio, ver-se-á sempre tentada a não sacrificar seus interesses pessoais, sua comodidade, para prestar ajuda a alguém. A renúncia é um fardo pesado para muita gente.
Contudo, cresce gradativamente o número daqueles capazes de vencer a tentação do egoísmo, dispondo-se a trabalhar em grupo pelo bem comum.
Mas, se existem diversos graus de tentação, o mesmo se pode afirmar da renúncia. Não basta ao indivíduo apenas superar o obstáculo representado pelos interesses pessoais e comodismo. Dentro do labor grupal outras tentações normalmente fustigam a boa vontade do obreiro. Ele terá, muitas vezes, de renunciar pontos-de-vista que talvez lhe sejam muito caros. Ou, então, suportar as idiossincrasias de seus companheiros. Ou, ainda, observar com humildade e compreensão alguém assumir os méritos de alguma realização sua.
Enfim, em nenhuma circunstância o caráter de um ser humano é tão provado como no trabalho de equipe. E, à medida que o indivíduo cresce, essas provas tornam-se mais sutis. Contudo, esse é o caminho. Não há outro capaz de melhor preparar a humanidade para a Idade de Aquário.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 01/86 – SP)
Pergunta: Qual a razão do grande crescimento populacional de nosso Planeta nos últimos 100 anos? Suponho que um certo número de Espíritos Virginais entrou neste plano de evolução durante o Período de Saturno, percorrendo a sua senda evolutiva através dos Períodos Solar e Lunar até os dias de hoje. Tem-se a impressão que um aumento populacional não é tão necessário assim no presente momento. Muitos recém-nascidos aumentam a carga das responsabilidades para famílias de baixo nível socioeconômico, pois não poderão receber uma educação adequada. Na índia, por exemplo, a tônica constante é de quase inanição. Tenta-se corrigir a situação mediante o uso de contraceptivos e abortos, dois meios errados, na minha opinião. Qual seria então o ponto de vista Rosacruz?
Resposta: Respondendo à primeira parte de sua pergunta, devemos apontar, de conformidade com O Conceito Rosacruz do Cosmos, que “a questão populacional não é regida inteiramente por pessoas, ou leis promulgadas por seres humanos. As Hierarquias Divinas que governam a nossa evolução planejam esse setor para o maior bem comum dos seres evolutivos. Assim sendo, o número das populações está mais a critério das Hierarquias do que da humanidade” (Livro: “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas”, Vol. 2). Esse livro nos informa que “há cerca de 60 bilhões de espíritos em nossa onda de vida, passando pelo ciclo de vidas e mortes, vivendo, dessa forma, uma parte do tempo no Mundo visível e outra parte no Mundo invisível. No ano em que o livro acima citado estava sendo escrito (1918), existiam “somente quinze centenas de milhões de espíritos encarnados na Terra. É o ponto mais baixo do diagrama populacional e isso acontece, geralmente nos fins de ciclo”.
A revista Rays de julho de 1916, p. 78, informa que “a onda de vida humana agora em evolução na Terra corresponde a mais ou menos 6 bilhões de espíritos”.
“No presente momento, estão encarnados na Terra aproximadamente 15 centenas de milhões, pelo que podemos concluir que três quartos da onda de vida humana se encontram nos Mundos invisíveis”. Em certos períodos de nosso desenvolvimento, uma percentagem de até cinquenta por cento vivem encarnados, na Terra.
Devemos lembrar que existem, além desses Espíritos Virginais (que pertencem ao raio evolutivo da Terra exclusivamente), outras ondas de vida evoluindo em Marte, Mercúrio, Vênus e nos outros Planetas. Porém, toda a grande onda de Espíritos Virginais que está evoluindo agora, no quadro de nosso Sistema Solar, iniciou a sua evolução no Período de Saturno ao mesmo tempo, tendo então um estado de consciência similar ao mineral de hoje. Logo apareceram diferenças, sendo que alguns eram de natureza mais adaptável, tendo assim maiores facilidades evolutivas, cujas qualidades lhes permitiram um progresso mais rápido do que o dos seus irmãos que ficaram para trás”.
O prezado consulente sabe, certamente, conforme os Ensinamentos de Sabedoria Ocidental, que a experiência “é o objetivo principal da vida, juntamente com o desenvolvimento da Vontade”. Assim sendo, quanto mais vezes renascemos na Terra, mais experiências ganhamos e mais oportunidades recebemos para lograr o nosso progresso. Poderemos concluir assim que, realmente, não é uma questão de quantos Egos são “necessários”. A meta principal é providenciar experiências na Terra ao maior número de Egos permitido pelas circunstâncias.
Tudo isso é dirigido por aqueles grandes Seres, os Anjos do Destino.
Você também tem razão em pensar que os contraceptivos e os abortos não representam a solução adequada ao problema populacional. A resposta adequada e final se encontra no desenvolvimento do espírito humano até ao ponto de poder controlar os desejos inferiores. Temos mais literatura a respeito e à sua disposição.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 1/75)