Categoria Método para Adquirir o Conhecimento Direto

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Autorregeneração: o cuidado com nossos pensamentos num círculo espiritual

Autorregeneração: o cuidado com nossos pensamentos num círculo espiritual

Há um momento, na vida espiritual do estudante Rosacruz, em que ele se dá conta do extraordinário poder que poderá ter o pensamento na conquista de seus anelos, especialmente quando bem assessorado por um desejo forte. Neste momento, entretanto, poderá correr o risco de se deixar ofuscar, empregando levianamente a vontade a serviço desse poder. Pode acontecer, por exemplo, que sentindo necessidade de alguma coisa material e não dispondo de meios para adquiri-la, e percebendo que bastará pensar com toda a sua força em como seria bom obtê-la para que cedo ou tarde veja realizado o seu desejo; mas, como nada vem de graça às nossas mãos, acabará percebendo também que sempre haverá um preço a pagar por tudo o que recebemos. Já o fato de sentirmos necessidade de coisas materiais, por mais válidos que sejam os nossos desejos, traz consigo várias implicações que podem desvirtuar o sentido natural de um simples desejo e transformá-lo numa espada de dois gumes.

Se o estudante for mesmo sincero e honesto em seu propósito superior, acabará concluindo que de nada servirá para a sua escalada a um nível superior o fato de empregar a vontade de maneira tão limitada. Se for mesmo, aprendendo a pensar com justeza, acabará desejando somente coisas justas. E, à medida que aumentar o seu entendimento para o certo, e para o seu desprendimento, a vontade vai se transmutando em força de realização, e notará que as coisas materiais, de que tenha real necessidade, acabarão vindo-lhe às mãos naturalmente, sem que precise preocupar-se com elas.

Na verdade, o ser humano que se eleva não necessita pedir nem desejar. Seu próprio esforço para melhorar intimamente vai torná-lo digno de merecimentos cada vez maiores e mais evidentes. Tendo aprendido a transformar a vontade em força de autorregeneração, essa própria vontade irá também ampliando o seu campo de possibilidades e de aquisições tanto materiais, como espirituais, dependendo a que direção tenha encaminhado a sua vida.

Seria bom não esquecermos, também, que o pensamento não é válido apenas para adquirirmos algo para nós mesmos, em função apenas de nosso próprio benefício. Qualquer que seja a nossa atitude na vida, o modo como dirigimos nossos pensamentos, tem sempre grande influência junto ao grupo de que fazemos parte, à sociedade a que pertencemos. Especialmente se participamos de alguma entidade espiritual, nossa atitude diante do mundo, nossas disposições para com os indivíduos e mesmo para com as massas vão repercutir sistematicamente em nosso trabalho e em nosso convívio com os nossos irmãos. Nossos pensamentos têm uma tremenda influência sobre nós mesmos, nossa conduta, nossas disposições, nossa vida, enfim; tanto que nossos rasgos de sinceridade ou nossas capitulações mais íntimas, por mínimos que forem, vão ressoar favorável ou desfavoravelmente, não apenas sobre nós mesmos, mas também no ambiente de que fazemos parte, tanto ativa como passivamente.

Se, por exemplo, alguém falhar em uma só disposição interna, ou se alimentar alguma dúvida, mesmo que não as exteriorize, aquele lapso irá, cedo ou tarde, retumbar no conjunto, como uma pequena nota discordante, que, se não for sanada a tempo, acabará nos arrojando – de um jeito ou de outro – fora do contexto. Daí a necessidade de mantermos bem claros os nossos pensamentos e as nossas intenções, procurando ser muito fiéis às nossas certezas, para que qualquer indecisão ou desleixo possa ser cortado de início, não arriscando afetar ou comprometer o equilíbrio de um conjunto.

Segundo dizem, a caridade começa em casa. E o fato de sermos autênticos, antes de mais nada, não deixa de ser uma forma de caridade, porque só tendo segurança de pensamentos, de ideias, de ideais, daquilo que realmente se quer, é que realmente se poderá influir positivamente na segurança e no progresso de um todo, para que esse todo possa expressar-se, forte e positivo, na difícil arena do mundo. E, neste particular, não nos basta afirmações ou aparências de santidade, exposição gratuita e valores íntimos, tampouco a defesa de um ponto de vista religioso, se tudo isto não estiver fortemente escudado na força de uma verdade interna positiva. Por isso, é mister esforçar-nos por saber o que realmente queremos, para que não haja dúvida alguma em nossas escolhas. A dúvida enfraquece qualquer disposição, retardando ou modificando o bom resultado que todos podem estar esperando de nós, como um compromisso sagrado.

Se, em nosso lar ou sociedade devemos ter este cuidado com nossos pensamentos, principalmente no que se refere ao sentido moral das coisas, num círculo espiritual, com muito mais razão esta verdade se impõe. Porque o sentido espiritual é muito mais amplo, abarca não só o ideal que abraçamos como escopo de vida, como também nosso relacionamento com o indivíduo, e, num estágio mais elevado, com a humanidade inteira, com a vida, com o Cosmos. E esta, como veem, é a nossa grande responsabilidade.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de 1/75)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Empenhe-se em uma Só Direção

Empenhe-se em uma Só Direção

Vagávamos, todos nós, durante longo tempo, juntamente com a humanidade comum, pelo deserto do mundo, como que perdidos, ansiando, graças a certa maturidade interna, espiritual, por algo mais elevado do que tudo aquilo que existia até então; até que, em um belo dia, tivemos a ventura de encontrar a Escola Iniciática Rosacruz, portadora de sublimes ensinamentos dados pelos Irmãos Maiores da Ordem desse nome, para eterno benefício da humanidade. Esses ensinamentos foram-nos transmitidos por seu fiel mensageiro, o iluminado mestre Max Heindel, a quem muito devemos. Esse nosso encontro com a Rosacruz foi de suma importância e ficamos maravilhados mesmo. Portanto, encontrado o caminho certo, com justa razão nos matriculamos nesta Escola, cujo curriculum consta de 7 etapas ou Cursos, que são: Preliminar, Regular, Probacionista, Discípulo, Irmão Leigo (a), Adepto e Irmão Maior, com o firme propósito de seguirmos fielmente e com toda diligência os preciosos ensinamentos por ela ministrados. Estes nos incitam, como um dos pontos FUNDAMENTAIS, A CONCENTRAR OS NOSSOS ESFORÇOS NUMA SÓ DIREÇÃO, E JAMAIS FICARMOS ZIGUEZAGUEANDO DE UM CAMINHO PARA OUTRO. Temos esses ensinamentos, já na obra básica, isto é, no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, com o título A FRATERNIDADE ROSACRUZ, que, entre outras coisas, nos diz, expressamente, o seguinte:

“Depois de completar o Curso Preliminar, o estudante é automaticamente matriculado como Estudante Regular durante dois anos. Findos esses, caso tenha-se compenetrado da verdade dos ensinamentos Rosacruzes e preparado para cortar toda relação com qualquer outra ordem oculta ou religiosa excetuando-se as Igrejas Cristãs e ordens fraternais – pode assumir a Obrigação que o admite no grau de Probacionista. Não pretendemos insinuar, na cláusula anterior, que as demais escolas de ocultismo não servem. Longe disso; muitos caminhos conduzem a Roma, mas chegaremos com menos esforços seguindo por um deles do que ziguezagueando de um caminho para outro. Nosso tempo e energias são limitados e, além disso, reduzidos por deveres de família e sociais que não devemos descuidar para atender ao próprio desenvolvimento. A fim de evitar, no máximo, o desperdício das energias de que legitimamente dispomos e evitar a perda dos poucos momentos ao nosso dispor, os Guias insistem no corte de relações com as demais ordens”.

Os Guias, a que “O Conceito” se refere, são os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. É lógico e coerente que devemos seguir essa segura e sábia orientação, e, se assim fizermos tornará patente estarmos com o pé na realidade, aliás sublime, portanto, libertos de imperfeições maiores, particularmente de confusão dentro de nós, como se ainda fôssemos seres indefinidos (pois a árvore se conhece por seus frutos – é um ensinamento dos Evangelhos).

Para ilustrar, ainda, o importante assunto aqui tratado, lembramos a todos que, se nos matricularmos numa Faculdade de Direito e quisermos alcançar bons resultados, temos que seguir com diligência o curriculum dela, a sua orientação, pois, se ficássemos correndo de uma faculdade a outra finalmente, não nos formaríamos em nenhuma delas. No campo espiritual a coisa é mais séria ainda. Atentemos.

Nos centros e grupos Rosacruzes, devemos transmitir os formosos ensinamentos que recebemos dos queridos Irmãos Maiores, de maneira fiel e diligente, pois, de certo modo estamos funcionando como guias de outros que estão começando, portanto, necessitam muita definição e firmeza; ademais, não temos o direito de deturpar nada, de ninguém, principalmente dos Irmãos Maiores, aos quais devemos o máximo respeito e admiração!

Neste artigo, que não passa de lembrete de pontos fundamentais da Filosofia Rosacruz, aparece o nome de quem o escreve, unicamente com a finalidade de resguardar a Fraternidade Rosacruz de qualquer falha que por ventura exista. Encerra ele, tão-somente, o pouco que o autor pôde alcançar dos ensinamentos Rosacruzes.

(De Hélio de Paula Coimbra, Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/77)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como na Pedagogia: Objeto, Meio e Fim e a Órbita de Influência de Aquário

Como na Pedagogia: Objeto, Meio e Fim e a Órbita de Influência de Aquário

Como na pedagogia, a Escola Rosacruz, em seu trabalho, leva em conta três elementos:

1. O ser humano – objeto do aprendizado e regeneração;
2. A Filosofia – o meio; e,
3. Regeneração do ser humano e sua religação a Deus – o fim.

Embora todos os seres humanos tenham tido a mesma origem, como espíritos virginais diferenciados em Deus para a peregrinação na matéria e potencialização dos atributos divinos herdados, é sempre inevitável que cada espírito passe, ao longo de seu caminho evolutivo, por experiências diferentes. Desse modo foi formando um todo diferente, um microcosmo original, uma chispa divina que essencialmente é igual a seu Pai e seus Irmãos, porém dinamizou e modelou as qualidades divinas a seu modo. Daí ser ele um indivíduo, algo indivisível, distinto, um mundo próprio. E precisamente essa heterogeneidade do ser em evolução, pelo uso da Epigênese, ou seja, pela capacidade de criar coisas novas e originais, é que vai formando, no macrocósmico corpo de Deus, algo sempre novo. Desse modo, à medida que evoluímos, Deus também evolui porque “nele Vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. Isso exposto, justificamos porque a Escola Rosacruz, ensinando o Renascimento, a Lei de Consequência e a Epigênese, tem no indivíduo a base de sua mensagem. Cada indivíduo é um mundo à parte. O conceito de individualidade, na Escola Rosacruz, atinge muito mais profundamente a realidade universal do ser humano, porque a isenta de culpa dos condicionamentos hereditários e outras dependências passageiras, inerentes ao seu presente estado evolutivo.

De fato, o ser humano real, o indivíduo, está destinado a converter-se num “super-ser humano”, livre dos laços de sangue, de nacionalidade, de raça, de credo e todas as demais restrições até agora justificadas pela necessidade.

O ser humano é nos estados atual e futuro, um Prometeu e um Hércules. Agora nos achamos encadeados, pela transgressão às Leis geradoras da morte, ao mundo material, como Prometeu ao Cáucaso. Havendo trazido o fogo divino, sentimos interno anseio de libertação e nossa dignidade de príncipe nos anima a resistir e lutar; mas a parte humana exige a repetição dos perniciosos hábitos antigos e com isso vemos o abutre (a lei de Consequência) comer-nos todo dia (cada vida) o fígado, (centro do Corpo de Desejos) que se renova (renascimento), até que nos convertamos num Hércules, um “super-ser humano”, que vence os doze trabalhos (libertação da influência adversa de seu zodíaco e sublimação das qualidades de suas doze casas zodiacais). Diz-se que Hércules, quando foi libertar Prometeu, atravessou o grande oceano num pote ou caneco de barro. Aqui está vivamente figurada a resolução do Cristão que navega no frágil barco da carne, do corpo, pelas ondas ou vicissitudes do mundo.

Estamos nessa transição de Prometeu a Hércules. É a condição expressa por Paulo apóstolo quando se sentia exaltar, como espírito, mas reconhecia outra lei em seus membros. É o que disse o iniciado Goethe, quando, pela boca de um de seus personagens, sabia possuir duas almas em conflito: uma que ansiava voar aos céus e outra que se agarrava à Terra com passionais desejos.

Diz a Bíblia que a Lei e os Profetas vieram até João Batista. Depois deste vem a época de Cristo, do Amor. Todavia, como citamos acima, o Novo Testamento reconhece a penosa transição. Começamos um novo dia, mas pouco passamos da meia-noite. Temos de trabalhar, vigiando e orando, até que nos chegue a Alva. O egoísmo e as limitações geradas pelas religiões de raça e pelas leis ainda persistem em nós, em graus diferentes para cada indivíduo. O aspirante Rosacruz procura abreviar a libertação desses obstáculos, não pelo medo ao inferno ou de chamas eternas, não pela recompensa de um céu futuro, embora essas ideias sejam ainda justificáveis para aqueles que estão ao nível do cristianismo popular, mas pelo dever que lhe impõe a condição de Filho de Deus, iluminado pelo discernimento. A Escola Rosacruz é Cristianismo Esotérico, a Religião do Futuro, da Época de Aquário, que se vai iniciar daqui a uns 600 anos e cuja órbita de influência, segundo a precessão dos Equinócios, começou em meados do século passado. Sob o raio de originalidade e racionalidade de Urano, Aquário iniciou o evento da conquista do ar e do éter (rádio, TV, telégrafo, telefone, avião, conquistas espaciais etc.) e a tendência de tudo racionalizar trouxe comprometedora sombra de materialismo. Para atender a essas almas avançadas e orientá-las com uma religião científica, surgiu a Fraternidade Rosacruz. Ela mostra a constituição trina corporal do indivíduo (Corpos Denso, Vital e Desejos), sétupla (os corpos citados, dirigidos, através da Mente, pelo tríplice espírito individual) e decupla (com acréscimo da tríplice alma ou fruto da experiência do espírito sobre os corpos). Sua Antropogênese abrange uma anatomia oculta (os veículos mencionados, centros espirituais, posição, natureza) e fisiologia oculta (como se formaram funções, estado atual e futuro). Disseca o homem como ser humano e espiritual, história sua queda e prescreve os métodos mais racionais e seguros de desenvolvimento, transmutação e reunião final com Deus.

Assim, revela ao ser humano o que ele é (“Nosce te ipsum”), identifica-o com seu Criador, cuja Trindade em Um (Pai, Filho e Espírito Santo) se acha nele expressa em igual natureza e na proporção de seu estado de consciência, como tríplice Espírito, que trabalha através da Mente para dinamizar os atributos latentes de Vontade-Poder, Amor-Sabedoria e Movimento-Atividade.

Mostra-lhe os fins imediatos e mediatos: a regeneração para uma vida mais feliz, baseada no sentimento de verdadeira fraternidade e serviço amoroso e desinteressado; e seu destino de Filho Pródigo que é de tomar a resolução de voltar à Casa Paterna de onde veio, mas agora rico, pela consciência da riqueza herdada, através da experiência. O apóstolo o exprime bem na I epístola aos Coríntios, cap. XV: “passando da fraqueza à fortaleza, da corruptibilidade à incorruptibilidade, da mortalidade material à imortalidade do espírito, porque o primeiro Adão foi feito em alma vivente, mas o último Adão sê-lo-á em espírito vivificante”.

Finalmente, a Fraternidade Rosacruz facilita amorosa e desinteressadamente o MEIO de o ser humano atingir esses fins imediatos e mediatos, por meio do desenvolvimento paralelo e harmonioso da Mente e do Coração, da Razão e do Sentimento. Seus livros são vendidos a preços razoáveis; os cursos orais e epistolares, bem como os folhetos informativos, são gratuitos. Como Escola essencialmente cristã, sustenta-se dos donativos voluntários de seus membros. E os recursos recebidos ela os canaliza para esse relevante serviço da regeneração humana, na qual se funda a verdadeira felicidade.

Se você, leitor, não empreendeu ainda um estudo sério da Filosofia Rosacruz para conhecer a si mesmo (Antropogênese) e o Universo (Cosmogênese), faça-o agora. Se já o está realizando, contagie outras almas afins, que estão buscando também. Espalhemos a mensagem de Aquário a todos os companheiros. Nossa vida, nosso exemplo, farão ecoar o som que vibrará nos corações deles, como um diapasão, tocando, afeta outro afinado no mesmo tom.

Que o Senhor, através do nosso exemplo, se comunique aos outros, como a energia da Usina Central ilumina as casas. Basta apenas a resolução e ato de ligar a “chave” dentro de nós, para que a corrente de Deus se exprima em luz.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz em 11/1975)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Arte de Conhecer

A Arte de Conhecer

“Não sabeis que Deus que sois o Templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (ICor 3:16).

Estas palavras foram escritas aos Coríntios por Saulo de Tarso, mais conhecido por seu nome romano de Paulo, o Apóstolo. Em seu sentido espiritual, tais palavras têm alto significado. São Paulo bem o pode fazer, mercê do seu elevado padrão cultural que possuía como estudante de Gamaliel; era um cidadão romano sofisticado e discípulo da cultura greco-hebráica.

Sua íntima associação com São Pedro foi o início do desenvolvimento da religião Cristã como um ensinamento, uma teologia, uma fé. Poderíamos dizer que São Pedro foi o historiador que narrou as ações do Cristo, enquanto que São Paulo foi o organizador daqueles que acreditavam no que São Pedro ensinava.

Pode-se dizer que a comunidade cristã teve seu começo no ponto de confluência dos mundos oriental e ocidental, os Judeus e os Gentios. Este encontro e essa mescla de culturas foi em grande parte, trabalho de São Paulo.

Foi São Pedro quem disseminou os Ensinamentos do Cristo, mas foi São Paulo quem procurou explicá-los. Crê-se que São Pedro foi martirizado no reinado de Nero, enquanto que a tradição diz que São Paulo foi decapitado em Roma, e que ambos os eventos ocorreram cerca do ano 65 depois de Cristo. Assim, os primeiros seguidores do Cristo deram sua vida, como o fez seu Mestre, para que outros pudessem ter vida mais abundante.

A arte pode ser definida como a adaptação de meios para se conseguir um fim. Aqui é aplicada como o maravilhoso conhecimento da realização de Deus no interior do indivíduo. É realmente verdade que se nos conhecemos, conheceremos a Deus; daí o valor do aforismo: “Homem, conhece a ti mesmo”. Neste sentido a arte é uma ciência e é tão elevadora em sua influência, como a religião. Portanto, temos a religião, a arte e a ciência, numa trindade educacional do ser humano.

Vivendo neste mundo e sendo governados pelas leis da natureza, se nós as conhecermos, podemos com elas cooperar inteligentemente, usando-as como valiosos serviçais. Sendo a natureza o símbolo visível do invisível. Deus, podemos utilizar as vantagens oferecidas, crescendo, por seu intermédio, em força e poder, da escravidão ao domínio.

O saber não é atingido sem esforço persistente e sem a convicção que somos feitos à imagem de Deus; tudo está latente em nós, aguardando o desenvolvimento pelos métodos apropriados. Adquirimos o saber na proporção exata ao esforço que despendermos para o adquirir.

Há duas classes de saber: o exotérico e o esotérico; o que é visto e o que não é visto. Em ambos, contudo, o supremo motivo para sua pesquisa deve ser um desejo ardente de BENEFICIAR a HUMANIDADE, desprezando a si mesmo para TRABALHAR PARA OUTROS. Este é o “saber artístico” que faz nascer o mais valioso de todo o saber, isto é, A SABEDORIA uma combinação de cabeça e o coração.

Devemos primeiro procurar compreender o conhecimento inferior antes de podermos aspirar com sucesso ao conhecimento superior. Intentar conhecer os Mundos Invisíveis e os veículos sutis, tendo pouco conhecimento dos veículos com os quais trabalhamos diariamente e do ambiente em que vivemos, é rematada tolice. É por isso que para nós é essencial a construção de um CORPO SÃO. Subamos a escada com segurança, degrau a degrau, não tentando um novo passo enquanto não estivermos perfeitamente seguros e equilibrados no lugar em que nos encontramos.

A maioria dos nossos fracassos na vida, provém de tentarmos obter as coisas antes de estarmos preparados para elas, “avançando o sinal”, por assim dizer, pois estamos numa época de impaciência e não podemos nem sabemos esperar. Tais nascimentos prematuros, sendo contrários à natureza produzem penas sofrimentos e tristezas.

Devemos também lembrar-nos que o conhecimento traz consigo a RESPONSABILIDADE, pois “a quem muito é dado, muito será EXIGIDO” (Lc 12:48). Se persistirmos em usar nosso conhecimento egoisticamente, nossa magia se transforma de branca em cinzenta e depois em negra, e por fim é-nos retirado, a menos que nos arrependamos enquanto é tempo.

O saber pode ser definido como conhecimento prático, dependendo, portanto, da capacidade mental individual, que é um produto da Mente. A Mente foi dada ao ser humano na Época Atlante para que ele tivesse propósito para agir na Época Ariana, foram desenvolvidos o pensamento e a razão pelo trabalho do Ego através da Mente, para conduzir o Desejo por caminhos que o levassem à obtenção da perfeição espiritual, meta da evolução.

Esta faculdade de pensar e de formar ideias, obteve-a o ser humano a expensas do controle sobre as forças vitais, isto é, as forças da natureza.

Nós, como Egos, agimos diretamente na substância sutil da Região do Pensamento Abstrato, que temos especializada dentro da periferia de nossa aura individual. Daí vemos as impressões causadas pelo mundo exterior sobre o Corpo Vital por meio dos sentidos, juntamente com os sentimentos e emoções gerados por essas impressões no Corpo de Desejos e REFLETIDAS NA MENTE. Dessas imagens mentais formamos nossas conclusões na substância da Região do Pensamento Abstrato. Tais conclusões são as IDEIAS. Pelo poder da vontade projetamos a ideia através da Mente, onde ela toma forma concreta como PENSAMENTO-FORMA atraindo em torno de si substância mental da Região do Pensamento Concreto. Pela atividade desses pensamentos-forma nós adquirimos o que designamos por CONHECIMENTO.

O Espírito, por meio da parte da força sexual ou ENERGIA CRIADORA dirigida “para dentro”, construiu o cérebro para acumular CONHECIMENTO do Mundo Físico. Essa força é a que, ainda hoje, constrói e alimenta o cérebro. A força que é exteriorizada com o propósito de criar outro ser chamamos AMOR. O ser humano exterioriza somente parte do seu Amor; o resto ele conserva egoisticamente para construir seus órgãos de expressão internos para aperfeiçoar-se. Com parte do seu poder anímico criador ele, egoisticamente, ama outro ser porque deseja sua cooperação na propagação. A outra parte do seu poder anímico criador ele utiliza para pensar, porque DESEJA CONHECIMENTOS.

Atualmente a Mente pode apenas modelar essas imagens, pois está no grau de evolução “mineral”; criar VIDA está fora do poder do ser humano até que sua própria Mente se torne VIVA.

No Período de Júpiter a Mente humana será vivificada em certa extensão e então o ser humano poderá imaginar formas que VIVAM e cresçam como as plantas. No Período de Vênus, quando a Mente humana tenha adquirido SENTIMENTO, o ser humano poderá criar coisas vivas que cresçam e “sintam”. Finalmente a perfeição humana será atingida no final do Período de Vulcano e o ser humano poderá “imaginar”, trazendo à “existência” criaturas que vivam, cresçam, sintam e pensem. O ser humano terá adquirido completo PODER ANÍMICO e MENTE CRIADORA como fruto de sua peregrinação pela matéria. Avançou da impotência à onipotência, da ignorância à Onisciência.

Logo, a arte de conhecer é o aformoseamento da Mente, à medida que o ser humano transmuta o Corpo em Alma e a Alma em Espírito.

Esta parte do ano é aquela em que estamos a meados da última parte da TRINDADE CRIADORA, enquanto o Sol atravessa o Signo intelectual de Gêmeos. Este ano já passamos pelas criações do Espírito Humano (Jeová) por meio de Áries; pelas criações do Espírito de Vida (Cristo) por meio de Touro e agora estamos sujeitos às criações do Espírito Divino (o Pai) por meio de Gêmeos; assim o Corpo, a Alma e o Espírito são, respectivamente, criados.
É essencial que o Princípio Paterno aja pelo Princípio Jeovístico, ou seja, pelo Confortador que agora está conosco.

Agora é, portanto, a ocasião em que a Mente em evolução deve receber maior consideração, o que bem pode ser feito pela prática de pensar NOS OUTROS E PARA OS OUTROS. A Ordem do Dia é: “trabalhar para que a Mente egoísta se torne altruísta em suas atividades”.

Tendo a Mente surgido do poder criador da força sexual transmutada em poder anímico pelo AMOR, isto se torna na “chave mágica” pela qual a Mente pode evoluir. O Amor foi a grande dádiva que nos fez Cristo, o Espírito da Vida, o qual, por seu poder, produz a Alma Intelectual, resultado do CONHECIMENTO adquirido por intermédio do Corpo Vital, que é a base por onde o Aspirante principia. Logo, a Arte de Conhecer oportunamente nos elevará com o Cristo até o Pai nesta parte especial do ano.

“Apenas uma coisa o mundo necessita: SABER. Apenas um bálsamo existe para as dores humanas, apenas um caminho conduz aos céus: SIMPATIA E AMOR” (Credo ou Cristo do livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel).”.

“Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para reassumir” (Jo 10:17).

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 08/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Vigilância e Oração

Vigilância e Oração

Não se pode deixar as coisas acontecerem à vontade em nossas vidas. Temos que ter o controle de nossas vidas nas mãos. Mesmo aquilo que não se pode mudar, pode pelo menos ser atenuado, pela atenção e o cuidado que dermos ao fato. Isso faz com que nos tornemos mais atentos de nossas coisas, mentalmente mais ativos. Mesmo as pessoas com quem convivemos diariamente ou mesmo acidentalmente, podem ter suas atitudes para conosco controladas, se soubermos tomar as rédeas das situações.

Já explicaremos isto: quando se diz que devemos amar a nossos irmãos, não significa que nos tornemos tolerantes em relação a todas as pessoas que nos cercam. Amar não é aceitar a um e outro com seus erros, suas implicâncias, com todos os seus desafios. Amar é saber controlar a situação, de tal modo, que nós não ajamos errado em relação aos outros, mas também, da mesma forma, não permitamos que eles procedam errado conosco.

Porque só assim estaremos cumprindo o mandamento de amar-nos uns aos outros, e, principalmente, de amar ao próximo como a nós mesmos, e não MAIS do que a nós mesmos. É acertando estas disparidades que equilibramos a nossa vida.

Quando, por exemplo, sentimos que amanhecemos contrariados, com ou sem razão aparente, e reconhecemos que nossos Astros devem estar adversos, atentemos para a renovação de nossos valores, procurando nos fixar no BEM e no CERTO. Não se deve deixar a situação piorar em torno de nós ou em nós mesmos, ao ponto de não ter mais forças para orar, como muitas pessoas, às vezes, ficam. Deixam então que o nervosismo tome conta e não encontram refúgio nem mais em Deus.

Só chegaremos a este ponto crucial, se nos faltar a vigilância, a permanente atenção ao que se passa conosco, com o que sentimos, às vezes, já no início do dia. Temos que evitar, se possível, sair à rua quando estivermos negativos, porque este descuido poderá facilitar e até atrair algum acontecimento desagradável e até prejudicial.

Reajustemos primeiro nosso estado de espírito no Bem, através da oração, de um pequeno relaxamento, de uma curta meditação, antes de qualquer iniciativa, quando isto acontecer.

Melhor é orar diariamente, entregando-nos a Deus, e pedir-Lhe que tome conta de nós, sem esperarmos pelos maus momentos para só então rogar proteção. Porque se facilitarmos, afrouxando o cuidado com nosso equilíbrio interno, acabaremos agravando a situação de abandono a Deus e vamos aos poucos nos separando de Sua Presença. Ele está sempre em nós, mas nós devemos estar sempre n’Ele. E é este cuidar-se permanente para estarmos com o pé na linha reta, que nos aproxima de Deus e nos coloca permanentemente a Seu lado. Estar em Deus é isso mesmo: vigilância e oração.

Quanto às causas de nossos desajustes que julgamos, às vezes, imprevistos, bem podem ter origem em coisas simples e malfeitas, até numa raivinha de véspera, alguma crítica mental menos bondosa, enfim, qualquer coisa que se possa ter feito contra a ordem natural das coisas, contra as leis da natureza que são Deus. Porque viver certo é um modo-contínuo que não pode ser quebrado a fim de conservar a harmonia, o que se consegue pela vontade atuante e permanente no Certo que é Deus.

Por isso, o que tanto se fala e se aconselha sobre o Amor ao semelhante, não deve ser encarado como algo longínquo e transcendental.

O amor é algo bem próximo de nós, efetivo e constante, e depende da nossa própria atividade, até na defesa dos nossos interesses. Porque, procurando estar equilibrado, atentos para não errar, por nossa segurança e pela dos outros, certamente esta preocupação nos levará a bem viver com o próximo. E este bem viver, essa tentativa de acertar permanentemente, é Amor.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 08/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Livrando-se de todo o pensamento indigno e de sentimentos sem bondade ou amor

Livrando-se de todo o pensamento indigno e de sentimentos sem bondade ou amor

Poucos compreendem ou tem alguma ideia do poder do pensamento. Mesmo os que costumam cuidar de suas palavras, amiúde se descuidam de seus pensamentos, crendo que, enquanto não os expressam, eles de nada valem. Mas o pensamento se difunde pelo mundo com maior força do que a palavra proferida.

A diferença é que essa se dirige à Mente consciente e o pensamento impressiona a Mente subconsciente. O pensamento vibra muito mais rapidamente que a palavra e abarca, em poucos momentos, o que levaria centenas de palavras para ser expressa. Desconhece ele os limites do tempo e espaço.

O rádio nos revelou as maravilhas da vibração, que é a lei de toda a manifestação material. Há poucos anos, acreditávamos ser impossível a comunicação sem alarmes transmissores, mas agora o rádio demonstra o contrário.

O pensamento é criador. Produz nos Éteres “pensamentos-formas” que chegam a ser arquétipos ou moldes para fatos ou objetos que mais tarde aparecem no plano físico. Nada existe materialmente, que não haja sido concebido pelo pensamento. Nada sucede por casualidade. Diz-se “é minha falta de sorte”quando, na realidade se deveria dizer “são meus maus pensamentos”.

O pensamento atua sempre repleto de sentimentos e emoções e a influência destes é imensa. A qualidade dos sentimentos influi grandemente na saúde, na felicidade e no êxito, bem como nas condições que nos rodeiam, pois “os semelhantes se atraem”. Emoções fortes como o ódio, inveja, amargura, ansiedade, ciúmes, etc., injetam no sangue algo que altera a ação, especialmente do fígado, e, consequentemente, a digestão e todo o corpo. É necessário dominar os pensamentos e emoções pela força de caráter.

A religião Cristã nos ensina esse dever e, por meio de Cristo Jesus, nos proporciona os meios de fazê-lo. É certo que algumas de nossas dificuldades provêm de nossas vidas anteriores e, talvez, nos sejam inevitáveis. Mas Deus, nosso Pai, é misericordioso e nos perdoa.

É bom esquadrinhar toda nossa vida passada para, se possível, descobrirmos qualquer sentimento inconfessável e dele nos libertarmos. Uma injustiça ainda não reparada, o ressentimento de uma experiência amarga ainda não esquecida, pode ficar como uma infecção na alma e causar enfermidades.

As emoções de puro amor e prazer natural de uma vida boa, exercem também enorme e benéfica influência. Temos de retirar do coração toda a perturbação e livrá-lo de todo o pensamento indigno e sentimentos sem bondade ou amor, até gozar a pureza de um coração receptivo da radiante vida divina. Perceberemos então um descanso indescritível.

(de Maria José A.S. de P. Coimbra, publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 06/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Caminho do Aspirante: está disposto a se submeter a tal disciplina?

O Caminho do Aspirante: está disposto a se submeter a tal disciplina?

O amplo esquema de filosofia exposto pelos Rosacruzes é perfeitamente acessível a todos aqueles desejosos de compreender as leis cósmicas.

É bem verdade que nem tudo pode ser comprovado de imediato, porquanto a fonte de muitos ensinamentos se encontra nos planos internos da natureza. Somente os indivíduos mais avançados, cujo desenvolvimento lhes propicia a oportunidade de investigar “do outro lado”, possuem o “conhecimento direto”.

Seus relatos, entretanto, merecem toda confiabilidade. Seu acesso à chamada “Memória da Natureza” é consequência de uma vida pura e altruísta, única forma segura de sensibilização dos veículos e despertamento das faculdades extra-sensoriais. São, portanto, seres idôneos.

A maior parte dos neófitos em ocultismo aprende por meio do conhecimento indireto. “Vivendo a vida” poderão, um dia, adquirir a capacidade de penetrar e perceber os planos internos. Por ora, seu amadurecimento interior lhe indica a verdade contida em um propósito. Além disso, também se valem da analogia e da observação da natureza. 

Este, por conseguinte, é o primeiro passo do estudante Rosacruz.

Nenhum ensinamento espiritualista tem valor real se não for capaz de promover uma reforma interior. O estudante deve tentar ascender um degrau acima do simples estudo intelectual. Cabe-lhe — se se tratar de um autêntico idealista — pôr em prática os conhecimentos hauridos ao longo de cursos, conferências e leitura das obras Rosacruzes.

Cada um poderá fazê-lo a seu modo, se reorientando, traçando novas diretrizes. A Escola Rosacruz respeita a liberdade de todos. Quando muito indica, sugere e mostra alternativas. Nosso exemplo maior, quanto a esse comportamento, são os próprios Irmãos Maiores que “nunca dão ordens, não censuram e nem elogiam”. Não fazem pelo aspirante, o que este pode e deve fazer por si mesmo. É mais sábio ensinar “alguém a plantar do que lhe dar alimentos”, parafraseando um milenar provérbio chinês.

Mesmo assim, tomamos a liberdade de adiantar alguns subsídios a respeito da aplicação, no cotidiano, dos ensinamentos Rosacruzes. Em primeiro lugar, é de bom alvitre zelar pelo bem-estar do Corpo Denso. É o mais antigo dos veículos do espírito, e, atualmente, o mais importante como meio de expansão da consciência. Os outros veículos são, também, importantes. Não tendo alcançado tal nível de aperfeiçoamento, sua utilidade não pode se comparar com a do primeiro.

Uma alimentação pura e adequada à constituição do aspirante, ar puro, higiene, exercícios físicos moderados, temperança, formam um conjunto disciplinador indispensável a consecução desse objetivo.

Além disso, a aplicação prática dos sagrados conhecimentos transmitidos publicamente por Max Heindel abrange, também, uma vivência de ordem superior.

O que entendemos por uma “vivência de ordem superior”?

É um estilo de vida em que as coisas do Espírito ocupam um lugar preponderante. É o cultivo da leitura edificante como veículo de informação e formação; é a dedicação ou apreciação das artes em sua expressão mais elevada; é a admiração aos ideais superiores e caracteres nobres; é o respeito a todas as ondas de vida em manifestação e reverência à própria natureza. Enfim, consiste viver em harmonia e integração com o próprio Cosmos.

A Fraternidade Rosacruz oferece um método de realização espiritual. Esse método compreende alguns exercícios imprescindíveis à organização dos veículos internos. O aspirante deve praticá-los de uma forma sistemática, consciente e sincera. Logicamente chegará a resultados definidos pela observância de todos esses preceitos.

Porém, só o fará com segurança se temperá-los com as práticas devocionais, onde a oração ganha um destaque especial.

Pela prática devocional, dia a dia, o sentimento de unidade com todas as coisas e seres se consolida no coração do aspirante. Brota-lhe, dessa forma, um incontido amor, traduzido no máximo ideal de todo Cristão: SERVIR.

A todos aqueles que anseiam, às vezes até impacientemente, pelo conhecimento direto, perguntamos: estão dispostos a se submeter, consciente e voluntariamente, a tal disciplina, por mais dura que possa parecer?

Se a resposta for afirmativa, de uma coisa podem estar certos: sua caminhada será árdua; algumas vezes ver-se-ão tentados a desistir; mas superados paulatinamente os obstáculos, conquistarão uma paz inefável, impossível de ser oferecida pelo mundo.

Contudo, não desejarão desfrutar dessa gloriosa paz. Sensíveis ao sofrimento da humanidade, renunciarão a todo e qualquer galardão, pelo privilégio de continuar servindo ao próximo.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Viver pela Metade: ou somos, ou não somos; ou cremos, ou não cremos.

Viver pela Metade

Aqueles que seguem os ensinamentos da Filosofia Rosacruz ou que os elegeram como filosofia de vida, não podem mais manter certas dúvidas a respeito da vida espiritual. Sabe-se que o primeiro passo e o mais difícil na crença das verdades espirituais, e admitirmos a Reencarnação, ou melhor, a Lei do Renascimento como ponto pacifico para a continuidade de nossos estudos e atividades na senda do Progresso. Entretanto, não ignoramos que existem muitos outros pontos, milhares deles, dos quais pode depender a nossa ascenção. Em princípio, toda a asserção sábia, contém sempre em si mesma dois sentidos: o material, do qual se reveste para ser enunciada, e o espiritual ou oculto, que deve ser desvendado.

Analisemos de passagem, o que diz a Bíblia pela boca do Mestre, naquele versículo: “Se uma casa se levantar contra si mesma, essa casa não subsistirá”.

O valor material dessa assertiva está bem claro e é um chamado à ordem àqueles que não sabem defender sua família, seu lar, seus filhos, tanto de Sangue como de ideal, contra o erro, a agressão, a maledicência, às vezes até contra si mesmo; já o sentido espiritual, faz-nos penetrar num. terreno mais sutil e perceber a face oculta da Verdade. Então notaremos que tanto pode restringir-se ao relacionamento de alma, como ao próprio relacionamento Interno de cada um, melhor dizendo, aos cheques e entrechoques de nosso eu inferior com a verdade que já existe em nós. Choques esses que muitas vezes se apresentam sob a forma de dúvida, de limitações, de oscilações prejudiciais. Aliás, a dúvida conduz naturalmente às limitações, principalmente se ela atinge os valores espirituais da vida. “Se uma casa se levantar contra si mesma”, isto é, se os nossos pensamentos espirituais não coincidirem totalmente com as nossas ações, com o nosso modo de vida, se mesmo conhecendo e sentindo os valores reais da vida, ainda perdemos tempo derivando por caminhos da matéria; se mesmo sentindo dentro de nós, maravilhosas verdades cantando sua música num coro divino, e apesar de tudo introduzimos ainda outros ritmos de canções menos celestiais, por algumas notas que sejam., estaremos quebrando a nossa sintonia interna e pondo uma pedra no caminho da nossa elevação espiritual. E é então que “essa casa não subsistirá”, porque não há equilíbrio interno que resista às oscilações a que a natureza externa das coisas muitas vezes nos submete, ou melhor dizendo, oscilações a que nós permitimos ser submetidos por nossas próprias fraquezas, nossa falta de coragem para aceitar integralmente a Verdade como escopo de vida, como única realização justa e aceitável em nosso progresso. 

Aí é que entra aquela frase bíblica tão conhecida, de que “não se pode servir a dois senhores”. Porque estaremos servindo a dois senhores enquanto ainda ‘mantivermos dentro de nós, por insignificante que seja, algum interesse material,; quando ainda não tivermos a coragem, a determinação de afastar de nosso Caminho, tudo o que esteja fora das verdades espirituais, quando ainda não nos tivermos revestido o máximo possível daquele equilíbrio que nos leva a selecionar de imediato o joio do trigo, não aceitando nada que possa contrariar nossas “verdades internas; quando ainda não soubermos encarar a vida e a’ humanidade como resultados de algo maior, algo superior à própria vida física e pautar nossa vida por essa crença, sem «desvios numa entrega completa a Verdade, numa dedicação sem limites à causa dessa mesma verdade, dessa mesma vida superior, estaremos, repito, servindo ‘a dois senhores. Isso porque, na senda” do espiritualismo, chega o tempo em que já não se pode viver pela metade.

Ou somos, ou não somos. Ou cremos, ou não cremos. E, se cremos, temos que manter essa crença no seu verdadeiro nível de pensamentos, de sentimentos e de ações.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/73 – Fraternidade Rosacruz –SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como fazer as coisas: nossos afazeres, deveres e trabalhos

Como Fazer as Coisas

Você já reparou como se formam as grossas raízes de uma árvore? À medida que elas mergulham no solo, vão se ramificando cada vez mais, até que, por fim, encontramos raizinhas finíssimas. Estas extremidades radiculadas são importantíssimas no metabolismo da árvore. Quem admira e exalta a árvore que se ergue do solo, não se lembra muitas vezes que ela depende dessas radicelas!

Você já pensou em como se formam os grandes rios? Acompanhe, mentalmente, um de seus afluentes; depois tome um afluente daquele e, assim, busque chegar ao início de uma das inúmeras correntes d’água. Lá você encontrará uma fontezinha, modesta, alegremente a cantar! Quem se lembra das fontezinhas quando contemplam e viajam pelo grande rio, obscuras e distantes, elas constituem as origens desse rio.

Você já reparou nos desenhos da circulação do sangue? O Corpo não poderia ser alimentado integralmente sem os finíssimos vasos sanguíneos.

Nem poderia, sem eles, processar a eliminação. Eles são essenciais no metabolismo.

A ideia e o desenho das bacias fluviais, das raízes e da circulação, em essência são iguais. Eles nos fazem pensar nas pequenas coisas de nossa vida. A humanidade deveria atentar mais para os pequeninos pensamentos, para os impulsos emocionais pequenos ou para os atos chamados insignificantes. Eles são as causas, as fontes, as radículas, os vasos dos atos maiores que aparecem como efeitos nesta Vida e se no livro “A Teia do Destino”, de Max Heindel, aprendemos: “Todo ato de cada indivíduo, manifesta no universo uma certa vibração. Segundo sua vibração, ele reagirá benéfica ou maleficamente sobre seu criador e seu ambiente. Você já pensou na contribuição de seus pequenos atos à harmonia ou desarmonia de seu lar ou de seu trabalho? Uma simples mente humana é incapaz de imaginar os reflexos todos e as incontáveis consequências de seus pequenos atos, no espaço de uns meses, anos e vidas! ”

Meditemos no significado dessa afirmação! Cada espírito, numa vida apenas, acumula milhões de pequeninos atos. 

Cada um deles vai reclamar uma resposta universal.

Sua essência continua reagindo sobre seu criador, a partir do momento em que se tornou “carne” não apenas na presente existência, como na seguinte e ainda mais longe, até que se esgote pela correção do caráter. Em outras palavras, o que fazemos agora terá uma conexão substancial com o que desejamos realizar, com a capacidade de realização, milhares de anos a partir deste momento. Veja que este pensamento é muito sério!

Muitas pessoas podem acreditar e asseverar que as pequenas ações não sejam importantes. Acham que apenas os atos mais importantes joguem um papel de destino maduro, principalmente os que envolvem outras pessoas (e, espiritualmente, pouquíssimos atos não atingem nossos semelhantes).

No entanto, quando olhamos a vida de um ponto de vista global – tal como a visão de uma bacia fluvial vemos claramente que nenhuma ação é insignificante, por mais trivial ou ociosa que pareça. Uma corrente tem a fortaleza de seus elos.

Isto é certo para uma corrente de metal como para uma corrente de ações individuais ou coletivas. No fundo de um gênio, de um campeão olímpico, de um artista, encontramos milhares de pequenos esforços, persistentemente dirigidos a um objetivo. Igualmente num líder que facilmente vence os desafios. E da mesma forma num fracassado ou num ladrão.

Naturalmente acumulamos muitos pequeninos esforços bons e maus. Ninguém é inteiramente bom ou mau. Assim, o bem final que poderíamos obter dos bons esforços, ficam debilitados pelos pequeninos atos maus. Isso nos serve de advertência para vigiar as pequeninas coisas de nossa vida.

Acompanhando o fio de uma vida individual, vemos aqui e acolá surgirem os momentos críticos de desafio, que vão exigir o melhor da pessoa. Mas, se descuidamos da formação de nossa moral, se negligenciamos depositar no “Banco interno” os pequeninos esforços diários de autocontrole e amor desinteressado, então, ao chegarem os desafios, buscamos ansiosamente os recursos e não os encontrarmos. Aí vêm os infartos, as diabetes, os derrames, os desequilíbrios nervosos, tão comuns do mundo moderno. É uma vergonha para nossa cultura e avanço científico não compreendermos essas coisas elementares. E se compreendemos e as negligenciamos, então erramos duas vezes. Infelizmente, as pessoas estão muito ansiosas para usufruir as coisas materiais e não têm tempo. Querem resolver tudo no mais curto prazo de tempo possível, atacam os efeitos. Buscam livrar-se da advertência da dor e continuam agindo do mesmo modo que ocasionou o mal.

Um dia chega a crise, que é também um acúmulo de pequenos abusos. E quando essa crise não se desfecha nesta vida há de vir em outra, a menos que a pessoa tome outros rumos. Alguns raros indivíduos persistem tanto no mau caminho que seus pequeninos atos o acabam levando a constante “azar” como se costuma dizer. Mas a sorte e azar são consequências justas de nossos atos passados.

Um ponto importante é a intenção com que realizamos nossas atividades rotineiras. A dona de casa que faz alegre e amorosamente suas tarefas, que enche de harmonia seu lar beneficia os que nele estão e recolhe para si crescentes benefícios futuros.

Além disso, o trabalho se vai aperfeiçoando pela dedicação. Contrariamente, aquela que vive se queixando “de seus fardos e monotonia” realiza de má vontade as tarefas. Elas ficam malfeitas, a casa se enche de aborrecimento e desarmonia e essa atmosfera afetará desfavoravelmente a todos que nela residem ou entrem. Mais que isso, essa dona de casa estará acumulando maiores dificuldades futuras.

São Paulo apóstolo nos exorta “a fazer todas as coisas para a glória de Deus”. Se realizamos nossos afazeres com tal intenção, aí eles se tornam importantes, belos e agradáveis, por mais humildes e desagradáveis que pareçam.

Não é a importância ou humildade da ação que propriamente conta. Vale mais a intenção com que é feita e o sacrifício de si mesmo, tal como nos ilustra o “óbolo da Viúva”, nos evangelhos, mas se o ato é grande e amoroso, naturalmente é maior.

Em favor da rotina, podemos acrescentar: quando ela é feita com amor e atenção, vamos adquirindo perícia e, ao mesmo tempo, planejando melhores formas de execução.

Essa é a base do aprimoramento, que economiza trabalho, tempo e gasto além de enriquecer nossa capacidade epigenética. Precisamos de compreender que, do ponto de vista evolutivo, mais vale fazer bem as pequenas coisas rotineiras do que pular de uma a outra grande realização, sem dominar nenhuma. Que isto sirva de meditação para os que se acham aborrecidos com o seu ramerrão. Por mais brilhante que seja o indivíduo, a inconstância o retarda.

Ela equivale ao amontoar tijolos esparsos, aqui e acolá, em vez de alinhá-los sob determinado plano, para edificação de um templo. A rotina é também importante nos assuntos espirituais. A repetição de um ritual de efeitos ocultos definidos acaba construindo o templo etérico. É o que sucede na Fraternidade Rosacruz. Aprendemos que a nota-chave do Corpo Vital é a repetição. O Corpo Vital tem o poder de movimentar o inerte Corpo Denso, mas só o consegue por meio da repetição, da prática. Qualquer profissão ou habilidade pressupõe a repetição sistemática.

Devido a isso se costuma dizer que:” “todo desenvolvimento oculto começa pelo exercitamento do Corpo Vital”.

Mas devemos estar alertas e ativos para que, através desse meio, possamos promover o desenvolvimento intelectual e espiritual, em grande potencial, para a Idade de Aquário que se aproxima.

A própria rotina de nossa vida material foi prevista pela evolução para que, por meio da repetição possamos despertar plenamente nossos Corpos Vitais, precisamos de corrigir nosso atual conceito de “dever” como algo odioso. Se nos rebelamos contra o que chamamos de “monotonia”, acabamos retardando nossa evolução. O brasileiro e demais latinos devem compreender muito bem esse ponto. Que isso os estimule a lutar contra o desejo de mudanças e novidades e aproveitem as oportunidades para tornar a rotina numa alavanca de evolução. No começo não será fácil, mas depois acabarão fazendo com amor suas tarefas materiais e os deveres espirituais (preces, exercícios de concentração e meditação matinais e o de retrospecção noturna). A prática fiel desses exercícios constitui dificuldades para nossos estudantes, porque não aprenderam a gostar da rotina e nem a executar como recomendamos aqui. Entendamos bem seu alcance para que possamos amá-la. Disse Max Heindel a respeito dos exercícios: “persistência e mais persistência; ela é que nos traz resultados, quer no plano material, quer no plano espiritual”.

Nossas ações devem ser levadas a cabo com uma atitude de devoção, discernimento e determinação, para que se tornem realmente valiosas, para nós e para os demais, agora e num futuro distante. Quando desejamos servir a Deus em tudo que fazemos, aí infundimos humildade, reverência, previsão e criatividade nas tarefas. Procuraremos expressar a vontade de Deus e não a nossa.

Desse modo, nossos propósitos vão se aproximando e coincidindo com os de Deus. Ademais, quando compreendemos que o amar a Deus depende de amar e servir nossos semelhantes, passamos a cumprir as tarefas mais monótonas com espírito de amor, considerando mais o modo de realizá-la do que sua importância ou natureza intrínseca.

Tudo isto nos conduz ao discernimento. Se algo é digno de ser feito, vale a pena fazê-lo bem. O “prefácio” para qualquer ação deveria ser: É digna de ser feita? Qual o seu objetivo? A quem beneficiará? Ela é compatível ou contrária à Lei natural? Nossas motivações, ao executá-la, são egoístas ou altruístas? Se a nossa intuição e conhecimento oculto aprovam as respostas, é o sinal de que o trabalho merece realização.

Nosso tempo é limitado. Portanto escolhamos bem o que fazer e o melhor modo de fazê-lo. Algumas pessoas têm mais capacidade de previsão, mas ela pode ser desenvolvida pela prática. Se cada ação, por menor que seja, conta, seja bem pensada e altamente motivada.

Eis outro fator igualmente importante no reto agir: a determinação. Está intimamente ligada com o primeiro passo: a repetição racional. Uma vez que decidamos realizar algumas coisas, é mister evitar a indiferença e desânimo ante os fracassos ou desafios de sua execução, mormente na etapa inicial. Talvez seja necessário mudar alguma coisa ou simplesmente continuar fazendo e aprimorarmo-nos com isso. A obra é digna de ser feita. Devemos alcançá-la com êxito. Também é possível que nosso plano inicial, por honesto que seja, resulte deficiente no curso da ação.

Nesse caso, não nos resta outra alternativa senão a de pensar novamente no assunto, à luz da experiência; consultar alguém que saiba melhor que nós; e continuar tentando, sem nos arrefecermos ante os malogros.

Aprendemos mais com os fracassos do que com os êxitos.

Finalmente advertimos contra o terrível anestésico da vontade e da realização: a preguiça. A ociosidade e indiferença que nascem da indolência são mais danosas que o mau planejamento e egoísmo para a evolução física e espiritual. O propósito da vida sobre a Terra é a experiência e só podemos obter pela firme vontade de realizar, de fazer as coisas. Mais vale um grama de realidade do que um quilo de sonhos. “A fé sem obras, é morta”.

As faculdades e propensões que armazenamos, para uso futuro, nascem das reações e experiências suscitadas pelos atos. Se nos permitimos desperdiçar o tempo na preguiça, recolheremos poucas experiências. Em tal caso, é lógico esperar que o aguilhão de Saturno, através da necessidade, nos venha espicaçar. A inatividade temporária é muitas vezes prudente, para refazer a saúde e recomeçar com mais método; ou então deixar que as coisas se aclarem. Mas isso não deve ser confundido com a indolência que muitos, infelizmente, se permitem por ignorância dos assuntos espirituais.

A atividade é a essência da vida. A natureza não conserva nada inútil: ou se ativa, e vive e cresce; ou se atrofia e morre. Mas a atividade deve ser planejada, estudada segundo a reta conduta que temos o privilégio de conhecer, por meio da Fraternidade Rosacruz.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/73 – Fraternidade Rosacruz –SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sugestões para Meditação e Concentração

Sugestões para Meditação e Concentração

Todos nós sentimos por vezes a necessidade urgente de enviar pensamentos de ajuda a alguém; contudo, por muito grande que seja o nosso desejo, só os pensamentos concentrados têm a força suficiente para atingir o seu destino. Devem ser dirigidos numa única direção para que, como os raios do sol concentrados numa lente de aumento, possam acender o fogo do seu objetivo. O candidato à vida superior deve aprender a controlar e a canalizar os seus pensamentos; por meio dum esforço persistente conseguirá concentrar perfeita e voluntariamente a sua Mente, em qualquer altura desejada.

Mas como o método de concentração é frio e intelectual, o aspirante dos Ensinamentos Ocidentais tem que o desenvolver utilizando simultaneamente a meditação e oração. No “Conceito Rosacruz do Cosmos” Max Heindel diz-nos que o ‘candidato à vida espiritual realiza a união da natureza superior e inferior através da meditação’ cujos temas elevados lhe mostram a natureza dos mundos superiores e descobrem a realidade do Bom, do Verdadeiro e do Belo. A sua ambição torna-se a seguir constantemente a inspiração do seu Eu Crístico.

A concentração intensa constrói uma forma de pensamento viva, uma imagem clara e verdadeira. A meditação, por sua vez, ensina-nos muito sobre essa forma de pensamento e permite-nos encontrar a maneira de a relacionar com o mundo. Na concentração localizamos toda a nossa atenção num só tema ou ideia donde a meditação extrai depois todo o conhecimento possível.

Como introdução aos exercícios de concentração e meditação, o Estudante pode utilizar a ‘Oração’ que Max Heindel nos deixou no livro Véu do Destino: “AUMENTA O MEU AMOR POR TI SENHOR, PARA QUE EU POSSA SERVIR-TE MELHOR A CADA DIA QUE PASSA. FAZE COM QUE AS PALAVRAS DOS MEUS LÁBIOS E AS MEDITAÇÕES DO MEU CORAÇÃO SEJAM SEMPRE AGRADÁVEIS A TUA PRESENÇA, Ó SENHOR, MINHA FORÇA E MEU REDENTOR”.

Repita-a várias vezes, devagar, destacando a primeira ideia na primeira vez, depois a segunda na segunda vez, a terceira na terceira, e assim sucessivamente, durante alguns minutos. Termine-a então com o método de concentração que tenha vindo a praticar. Gradualmente verificará muito maior facilidade nos exercícios de concentração e meditação, sem dúvida difíceis de executar.

Pode variar este método com qualquer outro que se coadune mais consigo. Tome por exemplo, a frase: “DEUS É LUZ. SE ANDARMOS NA LUZ, COMO ELE ESTÁ NA LUZ, HAVERÁ FRATERNIDADE ENTRE NÓS”. Repita essa ideia várias vezes, sempre devagar, como expusemos acima. Um dos métodos sugeridos por Max Heindel é a repetição pausada dos primeiros cinco versos de São João.

Este plano não é mais do que uma sugestão para aqueles que sentem dificuldade em concentrar-se e permite o desenvolvimento gradual, e uma maior eficiência na realização destes exercícios.

‘Que as rosas floresçam em vossa cruz’

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