porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – BOLINHOS DE ESTUDANTES

BOLINHOS DE ESTUDANTES

INGREDIENTES:

  • 2 xícaras (chá) de TAPIOCA granulada
  • 2 xícaras (chá) de leite de côco
  • 1 1/2 xícara (chá) de coco ralado
  • 1 xícara (chá) de açúcar (ou a gosto)
  • 1 pitada de sal
  • 50 g de canela em pó
  • Açúcar de sua preferência para polvilhar
  • Óleo para fritar

MODO DE PREPARO:

  • Em uma panela, misture o leite de coco e o açúcar e deixe esquentar, mexendo sempre até diluir todo o açúcar.
  • Em uma travessa, coloque a tapioca e o coco ralado, e em seguida, despeje o leite de coco adoçado.
  • Adicione o sal, misture bem e deixe hidratar por cerca de 30 minutos.
  • Modele os bolinhos no formato desejado, aqueça o óleo vegetal de sua preferência e frite os bolinhos.
  • Em uma travessa, disponha os bolinhos em papel toalha para escorrer.
  • Em outro recipiente, misture o açúcar e a canela em pó, passe os bolinhos nessa mistura e sirva.
  • Rende 10 bolinhos do tamanho de almôndegas.
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Pergunta: Qual a diferença entre Alma e Corpo-Alma?

Pergunta: Qual a diferença entre Alma e Corpo-Alma?

Resposta: Esta é uma das perguntas mais profundas que já foi feita, e não pode ser respondida diretamente, mas unicamente por meio de uma ilustração. Da mesma forma que as crianças aprendem certas verdades intelectuais, que estão além do seu alcance, por ilustração pictórica, a humanidade nascente aprendeu profundas verdades religiosas por meio dos mitos e alegorias.

O Corpo Vital é composto de quatro Éteres. Os dois Éteres inferiores são as vias particulares de crescimento e propagação. No Corpo Vital de uma pessoa, cujo interesse principal é a vida física e que vive, por assim dizer, inteiramente voltada para o prazer sensual, estes dois Éteres predominam, enquanto numa pessoa que é indiferente ao prazer material da vida, mas que procura progredir espiritualmente, os dois Éteres superiores formam a maior parte do Corpo Vital. Eles representam o que Paulo chamou de “soma psuchicon”, ou Corpo-Alma, que permanece junto ao ser humano durante as suas experiências no Purgatório e no Primeiro Céu, onde a essência da vida vivida é extraída. Esse extrato é a Alma, cujas duas qualidades principais são a consciência e a virtude.

O sentimento da consciência é o fruto dos erros em vidas terrenas passadas, os quais, no futuro, guiarão o Espírito corretamente e ensiná-lo-ão como evitar tais erros semelhantes. A virtude é a essência de tudo o que houve de bom em vidas passadas, e atua como um incentivo que mantém o Espírito em seu esforço ardente no caminho da aspiração. No Terceiro Céu, essas duas qualidades amalgamam-se totalmente com o Espírito tornando-se parte integrante dele. Desse modo, no decorrer de suas vidas, o ser humano eleva-se e as qualidades anímicas de consciência e de virtude tornam-se mais fortemente atuantes como princípios orientadores de conduta.

Talvez consigamos ter uma ideia melhor da diferença entre a Alma e o Corpo-Alma se considerarmos a alegoria contida no antigo Templo Atlante de Mistérios, o Tabernáculo no Deserto. Esse símbolo, dado por Deus, era provido com todos os elementos de crescimento da Alma necessários ao desenvolvimento da humanidade. Entre eles havia no Tabernáculo, a Mesa dos Pães da Proposição. Sobre esta mesa havia doze pãezinhos dispostos em duas pilhas de seis pães cada uma, e sobre cada pilha havia um pequeno monte de incenso. Lembremos que o grão, dos quais se originaram esses pães, foi dado por Deus ao ser humano, mas era necessário que o ser humano o plantasse, arasse o solo, regasse e alimentasse as minúsculas plantinhas. Devia colhê-las, debulhar o grão e triturá-lo transformando-o em farinha. Em seguida, devia preparar a massa e assar o pão antes de poder trazê-lo para o templo e apresentá-lo como produto do seu trabalho, executado com o grão ofertado por Deus. Esse grão dado por Deus representa a oportunidade.

Doze tipos de oportunidades apresentam-se ao ser humano a cada ano através dos doze departamentos da vida representados pelas doze casas em seu horóscopo. Mas muitos podem descuidar dessas oportunidades, da mesma forma que os antigos israelitas lançavam seu grão a um canto, esquecendo-o. Sendo assim, o ser humano não terá pão para apresentar ao Senhor. Será comparado ao servo que pegou seu único talento e o enterrou. Por outro lado, se ele arasse o solo e alimentasse o grão da oportunidade por serviços na vinha do Senhor, teria, como resultado, um acréscimo que poderia colher e preparar para ofertá-lo no templo do Senhor no momento apropriado, demonstrando ter cultivado fielmente todas as oportunidades de serviço, fazendo o máximo de acordo com a sua capacidade.

Observamos, no entanto, que estes doze pães da Proposição não eram realmente oferecidos ao Senhor, mas que sobre cada pilha de seis havia um pequeno monte de incenso, que representava a essência do pão. Por analogia, esta é a essência do nosso serviço; compreenderemos a razão disto por meio de outra pequena ilustração encontrada nas experiências pelas quais passamos para adquirir as faculdades físicas.

Todos nos lembramos de como na época em que íamos à escola e aprendíamos a escrever, fazíamos os mais desajeitados movimentos e contorções com o braço e o corpo tentando desenhar as letras sobre o papel.

Manchávamos os nossos cadernos de textos, que ficavam com uma aparência horrível, e nossas tentativas para escrever não eram nada bonitas. Não obstante, aos poucos, fomos adquirindo a faculdade e, ao longo dos anos, esquecemos tudo que se refere à experiência dos dias iniciais, quando nos esforçávamos em cultivá-la. Aqui está o ponto: se não tivéssemos passado por essa experiência incômoda, não possuiríamos hoje a faculdade de escrever, e há outro ponto a considerar: após termos adquirido a faculdade, é desnecessário recordar os métodos enfadonhos na sua aquisição. Similarmente, a substância física grosseira, o grão do Pão da Proposição, não devia ser ofertado ao Senhor, mas apenas a essência ou aroma dela, a faculdade do serviço hábil, a benevolência cultivada por nós ao fazer o bem aos outros.

As duas pequenas pilhas de incenso eram, então, levadas ao altar do incenso, em frente ao segundo véu e aí eram acesas. Erguia-se dali uma nuvem de fumaça para o exterior ou parte leste do templo, mas apenas o aroma, puro e livre da fumaça, penetrava através do véu para dentro do santuário interno. Por analogia, podemos comparar os Pães da Proposição às experiências pelas quais passamos ao servir e auxiliar os outros; o incenso, que se encontra no topo da pilha de pães, pode ser comparado à essência da simpatia e dos préstimos que extraímos desses serviços, o crescimento da Alma neles contido. Vemo-lo ao nosso redor como uma aura dourada, a qual constitui o Corpo-Alma. Mas, embora esse veículo glorioso seja feito dos dois Éteres mais sutis, não poderia, por qualquer processo que seja, amalgamar-se com o Espírito em si, da mesma forma que o incenso não pode queimar sem desprender a fumaça e deixar um resíduo de cinzas. Por conseguinte, pela alquimia espiritual do exercício noturno da Retrospecção, ou no processo na purgação após a morte, este Corpo-Alma é queimado sem o véu (no primeiro céu), e o aroma ou a Alma penetra o véu até o mais recôndito santuário como alimento para o Espírito.

Desse modo, o Espírito leva consigo o aroma de todas as suas vidas passadas. Uma Alma mais jovem, que só teve poucas existências das quais pudesse tirar experiências e alcançar o crescimento anímico, é cruel e egoísta, pois não prestou serviço aos outros. Mas, alguém que já teve muitas vidas, que aprendeu, através da amargura e do sofrimento, a sentir e auxiliar os demais, responde instantaneamente ao grito de dor, pois nesse alguém, a Alma é a quintessência do serviço, portanto, está sempre pronto a ajudar seu semelhante a despeito do conforto e dos prazeres pessoais.

(Perg. 159 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Livrando-se de todo o pensamento indigno e de sentimentos sem bondade ou amor

Livrando-se de todo o pensamento indigno e de sentimentos sem bondade ou amor

Poucos compreendem ou tem alguma ideia do poder do pensamento. Mesmo os que costumam cuidar de suas palavras, amiúde se descuidam de seus pensamentos, crendo que, enquanto não os expressam, eles de nada valem. Mas o pensamento se difunde pelo mundo com maior força do que a palavra proferida.

A diferença é que essa se dirige à Mente consciente e o pensamento impressiona a Mente subconsciente. O pensamento vibra muito mais rapidamente que a palavra e abarca, em poucos momentos, o que levaria centenas de palavras para ser expressa. Desconhece ele os limites do tempo e espaço.

O rádio nos revelou as maravilhas da vibração, que é a lei de toda a manifestação material. Há poucos anos, acreditávamos ser impossível a comunicação sem alarmes transmissores, mas agora o rádio demonstra o contrário.

O pensamento é criador. Produz nos Éteres “pensamentos-formas” que chegam a ser arquétipos ou moldes para fatos ou objetos que mais tarde aparecem no plano físico. Nada existe materialmente, que não haja sido concebido pelo pensamento. Nada sucede por casualidade. Diz-se “é minha falta de sorte”quando, na realidade se deveria dizer “são meus maus pensamentos”.

O pensamento atua sempre repleto de sentimentos e emoções e a influência destes é imensa. A qualidade dos sentimentos influi grandemente na saúde, na felicidade e no êxito, bem como nas condições que nos rodeiam, pois “os semelhantes se atraem”. Emoções fortes como o ódio, inveja, amargura, ansiedade, ciúmes, etc., injetam no sangue algo que altera a ação, especialmente do fígado, e, consequentemente, a digestão e todo o corpo. É necessário dominar os pensamentos e emoções pela força de caráter.

A religião Cristã nos ensina esse dever e, por meio de Cristo Jesus, nos proporciona os meios de fazê-lo. É certo que algumas de nossas dificuldades provêm de nossas vidas anteriores e, talvez, nos sejam inevitáveis. Mas Deus, nosso Pai, é misericordioso e nos perdoa.

É bom esquadrinhar toda nossa vida passada para, se possível, descobrirmos qualquer sentimento inconfessável e dele nos libertarmos. Uma injustiça ainda não reparada, o ressentimento de uma experiência amarga ainda não esquecida, pode ficar como uma infecção na alma e causar enfermidades.

As emoções de puro amor e prazer natural de uma vida boa, exercem também enorme e benéfica influência. Temos de retirar do coração toda a perturbação e livrá-lo de todo o pensamento indigno e sentimentos sem bondade ou amor, até gozar a pureza de um coração receptivo da radiante vida divina. Perceberemos então um descanso indescritível.

(de Maria José A.S. de P. Coimbra, publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 06/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Curando um homem de um tipo de cifose

Curando um homem de um tipo de cifose

Mais tarde, esses mesmos Auxiliares Invisíveis encontraram um homem na Europa que estava descendo uma rua.

Eles viram que esse homem tinha um problema nas costas que o fazia se inclinar para a frente. Os Auxiliares Invisíveis pararam na esquina e esperaram até que ele chegasse.

“Meu amigo”, disse o Auxiliar Invisível, “parece que você está mal. Você não consegue ajuda nesse imenso país?”

“Eu ainda não consegui. Eu gastei milhares de dólares, mas minhas costas só parecem piorar, então, acho que é a vontade de Deus”, disse o deficiente.

“Não, meu amigo”, respondeu o Auxiliar Invisível, “não é a vontade de Deus”.

Seu problema é devido ao que você fez na vida passada; é que você, com muita maldade, amarrou um homem, e o manteve amarrado até que suas costas se tornassem rígidas. Você deu ordens para que ele não fosse libertado até que você autorizasse. Porém, você foi embora e ele permaneceu assim por dez anos.

Quando você retornou, sua filhinha entrou no subsolo e o viu. Sua vítima parecia um homem velho devido a sua tortura. Quando ela lhe falou sobre ele, você foi vê-lo, se arrependeu e o libertou, mas o mal já havia sido realizado.

Você tentou fazer algo por ele, mas não foi o suficiente para aliviá-lo. Você está nesta condição devido ao que causou àquele homem.

O Auxiliar Invisível esfregou as costas do homem e disse-lhe para endireitar-se lentamente, e ele o fez. Ele ficou tão ereto quanto os Auxiliares Invisíveis, e ele estava cheio de alegria ao falar, e as lágrimas corriam pelo seu rosto. O Auxiliar Invisível disse a ele para ser bom a todos e respeitar as crenças religiosas, pois todas elas conduzem a Deus.

Esse homem era católico, e o Auxiliar Invisível lhe disse que os protestantes são tão bons quanto ele e que não deveria haver desavenças entre eles, mesmo que alguém dissesse o contrário. O homem prometeu que seria gentil com todos e agradeceu aos estranhos pela ajuda recebida.

O homem que estava incapacitado foi curado por meio da força de cura espiritual que vem de Deus. Os Auxiliares Invisíveis são meros servos de Deus que haviam sido enviados a ele por um Irmão Leigo ou uma Irmã Leiga.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Ensinamentos Rosacruzes e a Teoria do Renascimento

Os Ensinamentos Rosacruzes e a Teoria do Renascimento

Desde os mais remotos tempos as almas avançadas vêm demonstrando grande interesse em elucidar o enigma da vida e da morte. Hoje, entretanto, esse ardor ganha maior amplitude. As catástrofes, as guerras, os problemas socioeconômicos se agravando, a autodestruição pelas drogas e neuroses, as questões ecológicas, a violência urbana, formam um delicado painel a desafiar o ser humano. Embora esta seja a época dos ‘QIs’ assombrosos, dos PHDs, da tecnologia ultrassofisticada, nunca houve tamanha sensação de insegurança.

Essa grande provação está induzindo os seres humanos a procurarem respostas satisfatórias, em fontes não convencionais. Muitos já estão se embrenhando no campo do espiritualismo profundo, na esperança de encontrar soluções para os problemas que os afligem. Daí o crescimento das Escolas Esotéricas e a venda em escala crescente de obras ocultistas nas livrarias.

Motivando mais ainda essa busca, notamos os modernos meios de comunicação social apresentando, constantemente, reportagens e artigos sobre a “vida após a morte”, reencarnação, clarividência e outros temas apaixonantes.

Isso é muito significativo, mesmo a despeito de alguns programas de televisão darem um tratamento superficial e sensacionalista a tais questões. Porém, sempre resta um saldo positivo.

Qual dos temas acima referidos cerca-se de maior interesse? Cremos ser o da reencarnação, nos ensinamentos da Sabedoria Ocidental, divulgados pela Fraternidade Rosacruz, conhecida como RENASCIMENTO.

Lemos no Antigo Testamento, Jó queixando-se da natureza efêmera da vida humana e dos dissabores por ela causados: “O homem nascido de mulher vive breve tempo, cheio de inquietações”. E em outro versículo indaga: “Quando o homem morre, tornará a viver?”.

A essa pergunta sumamente importante, os ensinamentos rosacruzes responde com toda segurança: sim. No capítulo IV do Conceito Rosacruz do CosmosRenascimento e Lei de Consequência – Max Heindel aborda a questão, alinhavando considerações, ilustrações e argumentos. É um dos pontos básicos do rosacrucianismo, porque faz emergir as causas de muitos fatos e fenômenos intrigantes.

O ocultista aceita o renascimento como um fato indiscutível, não como uma possibilidade ou hipótese. Não afirma “crer”, porquanto “crença” é algo meio vago, subjetivo. Ele conhece, sabe. Os mais avançados, inclusive, têm a oportunidade de acompanhar a trajetória de um Ego, desde que desencarna, passando por algumas etapas “post-mortem”, até o próximo renascimento. Logo, não necessitam crer.

Três teorias principais procuram esclarecer o enigma da vida e da morte: (1) a Materialista, (2) a Teológica e (3) a do Renascimento. Segundo a primeira, delas, nada há que transcenda os limites da matéria física. A Mente é o resultado de certas correlações da matéria, o homem é o ser mais elevado do Universo e sua inteligência perece quando da sua morte. Fora disto, dizem os apologistas dessa teoria, tudo é produto da imaginação, de alucinações ou fruto da ignorância. O mundo material é a única realidade.

Essa teoria, entretanto, a cada dia que passa se torna mais insustentável. As pesquisas efetuadas pelas sociedades parapsicológicas das nações mais desenvolvidas; os estudos realizados por pessoas cultas e séria; os depoimentos de pessoas comprovadamente sãs e idôneas, envolvendo fenômenos suprafísicos, evidenciam a descoberta e confirmação de uma nova realidade.

A Teoria Teológica nega a possibilidade de o espírito renascer aqui no Mundo Físico. Assevera que, em cada nascimento uma alma recém-criada por Deus adentra a arena da vida; que ao fim de certo período deixa essa existência, passando pelo umbral da morte; que as condições “post-mortem”, eternas por sinal, dependerão de seus atos e conduta (segundo algumas seitas cristãs) ou de sua fé em Cristo como seu Salvador (segundo outras) durante a vida terrena. Portanto, aqueles cujo procedimento foi reprovável ou não tiveram fé deverão sofrer eternamente, enquanto os outros serão recompensados.

Ora, é fácil encontrar uma grande, uma flagrante contradição nessa teoria, decorrente da injustiça que ela carrega em seu bojo. Se nos Evangelhos o próprio Cristo nos exorta a perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete, isto é, infinitamente, como Deus pode condenar alguém ao sofrimento eterno, sabendo-se que o ambiente ou qualquer circunstância podem induzir facilmente à transgressão?

Que Divindade é essa, responsável pelo nascimento de um indivíduo numa favela, em meio à fome, ignorância e delinquência, e de outro numa mansão, cercado de todos os cuidados e educação esmerada? Se a própria justiça dos seres humanos, falível em si mesma, ainda tem a nobreza de conceder “sursis”, liberdade condicional e oportunidades de recuperação a quem comete delitos, por que Deus – suprema Perfeição – condenaria alguém?
Não, não é possível que seja assim. A Teoria Teológica projeta a imagem de uma Deidade antropomórfica, ou seja, concebida à imagem e semelhança do ser humano. Mas não é a própria Bíblia que afirma termos sido criados, nós, à Sua imagem e semelhança? O bom senso não consegue admitir tamanho absurdo. Conclui-se, portanto, da insustentabilidade dessa teoria.

Por fim, resta-nos analisar a Teoria do Renascimento, chamada pelos espíritas, teosofistas, budistas, etc., de reencarnação.

Se observamos a vida do ponto de vista ético-lógico não há como deixar de aceitar o renascimento. O Universo é regido por leis sábias, e, certamente, uma mente lúcida não poderá atribuir-lhe um sentido injusto. Tudo tem sua razão de ser.

Se os próprios seres humanos de ciência admitem, no campo material, um processo denominado “evolução”, por que não admitir que o mesmo se estenda a todos os campos?

Em todos os lugares contemplamos o esforço da natureza para atingir a perfeição. Não há processos súbitos de criação e destruição. Tudo caminha e se aperfeiçoa, lenta, mas seguramente.

Observemos a organização social, política, econômica, religiosa e familiar dos povos. Confrontemos com o panorama de quinhentos, mil ou dois mil anos atrás. Houve uma transformação radical, uma evolução, um aprimoramento, sem dúvida alguma. Não é lógico supor-se, entretanto, que os subsídios para promover essa evolução tenham sido colhidos apenas e tão somente nos bancos escolares ou nos templos, em um determinado lapso de tempo.

Há um cabedal de experiências, um lastro cultural e psicológico, impossível de ser formado no curto espaço correspondente a uma vida. Não nos esqueçamos, também, de um aspecto importante: todos esses avanços extraordinários tiveram a conduzi-los, a inspirá-los, a traçar-lhes as diretrizes, seres humanos dotados de qualidades incomuns, alguns até gênios na mais pura expressão do termo. Não adquiriram asas faculdades maravilhosas em poucas décadas.

A evolução é a história do progresso do espírito no tempo. São necessárias muitas vidas para que se consolide um atributo excepcional. Não fosse isso verdade, como explicar o fato de um Mozart tocar e compor em tenra idade, sem submeter-se a um aprendizado metódico?

“Por toda parte, observando os variados fenômenos do Universo, vê-se a espiral do caminho evolutivo. Cada volta da espiral compreende um ciclo. As espirais são contínuas. Cada ciclo submerge-se no próximo e é o produto melhorado do precedente, criando estados de maior desenvolvimento”, afirma Max Heindel.

Renascendo alternadamente em corpos masculinos e femininos, os seres humanos adquirem conhecimentos e experiências variados. Alguma imperfeição desta vida poderá ser corrigida numa ou em várias existências futuras. Uma qualidade atual poderá ser aprimorada a níveis nunca dantes imaginados. E, o que é muito importante, novas causas poderão ser deflagradas, novos cursos de ação eleitos, no exercício de uma divina faculdade, alavanca mór de todo progresso: a Epigênese.

Até poucas décadas atrás, o assunto “renascimento” ou “reencarnação”, era tratado com certa reserva fora dos ambientes esotéricos. Bastava que se o mencionassem para, de imediato, alguém, associá-lo com espiritismo. Verdade seja dita: os seguidores de Kardec também são reencamacionistas. Entretanto, essa associação de ideias revela como se desconhece o assunto. Afinal, ele é igualmente familiar a outras denominações filosóficas e religiosas. Nas rodas acadêmicas, todavia, era considerado “tabu”. Ninguém se aventurava a mencioná-lo, por temor ao ridículo.

Hoje, o quadro acima se encontras em franca mudança. A realidade ou não do renascimento vem merecendo debates até nos meios científicos. As pesquisas se intensificam. Casos interessantes estão sendo estudados e catalogados, objetivando-se, mais cedo ou mais tarde, provar-se alguma coisa.

E por que razão alguém se vexaria em admitir, publicamente, sua crença no retomo do espírito à vida terrena? Se é por temor ao ridículo, então…nossos pêsames. Se alguém se envergonha de suas convicções, então por que não as abandona de uma vez? Na realidade não está convencido de coisa alguma.

Mergulhamos no passado. Veremos a doutrina do renascimento constituindo um dogma fundamental dos sistemas religiosos dos antigos egípcios, dos Druidas e de outros povos. Quase todas as religiões orientais são reencarnacionistas.

Nos países ocidentais, vários seres humanos célebres confessaram publicamente sua crença nessa verdade. Pitágoras, insigne filósofo e matemático grego do quinto século antes de Cristo dizia, lembrar-se de ter sido Hermotino e de ter lutado na guerra de Tróia.

Ovídio, poeta latino (43 A.C. a 17 D.C.) afirmava ter assistido, numa encarnação anterior, ao cerco de Tróia, chegando a relatar em seus versos, acontecimentos de diferentes existências pelas quais teria passado.

Empédocles, filósofo e médico (quinto século A.C.) ensinava que os “seres se separavam pela repugnância, e pelo amor atingiam a união; que a alma para alcançar os conhecimentos necessários, reencarnava até chegar à perfeição”. Afirmava lembrar-se de duas encarnações, uma delas como homem e a outra como mulher.
O célebre escritor e político francês Lamartine, cria nas vidas sucessivas. No seu livro “Viagem ao Oriente” diz ter reconhecido o vale do Terevento e o túmulo dos macabeus.

Guerra Junqueiro meditando sobre os males que afligem o gênero humano, inclinava-se a crer que sejamos réprobos expiando faltas de outras existências.

Theophile Gautier, Alexandre Dumas (pai), Ponson de Terrail, Pierre Loti e outros escritores externam, por diversas vezes sua crença no renascimento.

Encontramos no Novo Testamento vários pontos alusivos ao renascimento, se bem Cristo não o tenha revelado abertamente. Mas fê-lo aos Discípulos, reservadamente. Por razões de ordem evolutiva, o conhecimento dessa verdade permaneceu oculto das massas durante vários séculos. Para os esoteristas cristãos e alquimistas, contudo, essa doutrina nunca foi novidade.

Cresce, dia a dia, o número de pessoas que, não só aceitam essa teoria, como se dispõem a estudá-la com profundidade. E, na Idade de Aquário, a iniciar-se dentro de uns 600 anos, aproximadamente, sua aceitação deverá ser total.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 03/79 – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Rumo à Nova Jerusalém

Rumo à Nova Jerusalém

O estudo e aceitação dos Ensinamentos Rosacruzes constituem um passo consideravelmente importante na vida de uma pessoa. Não fazemos essa afirmação por mero ufanismo ou amor exagerado aos sagrados Arcanjos transmitidos ao mundo por Max Heindel. Longe disso. Reconhecemos que a verdade não tem “donos nem fronteiras”, assumindo uma abrangência infinita.

Não obstante, é lícito destacar certos aspectos de originalidade do movimento Rosacruz, onde sua natureza de não ser uma seita e não dogmática contribui sobremaneira para alargar o raio de visão do aspirante, abrindo-lhe, dessa forma, perspectivas inusitadas.

Ainda mais: o estudante rosacruz é um privilegiado, pois tem a oportunidade de aprofundar-se dia a dia, em conhecimentos de tal maneira transcendentais, que só serão de domínio público na Idade de Aquário. Ele, pois, se antecipa ao futuro.

Vocês querem um exemplo? Então vamos lá:

No capítulo XV do Conceito Rosacruz do Cosmos há um tema desenvolvido com notável lógica, embora, talvez considerado polêmico ou quiçá fantasioso para aqueles não familiarizados com ocultismo. Trata-se de “O Coração é uma anomalia”.

Segundo afirmações do autor, os cientistas daquela época (primeira década do gênio) já admitiam o fato de certas áreas cerebrais serem o centro de determinadas atividades mentais. E, o sr. Heindel se enraíza no assunto, esclarecendo que certas regiões do cérebro constituem a base de atividades mentais egoístas, ao passo que outras sediam atividades altruístas, nobres e refinadas. Não é difícil deduzir: as primeiras predominam. As outras são ativas apenas numa minoria, justamente a elite espiritual da humanidade.

Encontramos, também, na literatura rosacruz, que as áreas destinadas a atividades de ordem inferior, encontram-se, em sua maior parte, localizadas no hemisfério cerebral esquerdo, denominado pela filosofia oculta de “Babilônia”. O hemisfério oposto, aquele capaz de abrigar a sede de atividades ligadas à verdadeira natureza do espírito, recebe o nome de “Nova Jerusalém”. E agora, um ponto interessante para meditação: Babilônia (de Babel) significa “confusão”, e Jerusalém (Jer-u-salém) quer dizer “ali haverá paz”.

Lemos recentemente num dos órgãos mais sérios e tradicionais da imprensa brasileira, um artigo de natureza eminentemente cientifica, abordando o assunto.

Sob o título “Ciência Estuda o Cérebro Dividido”, o articulista principia afirmando que nos últimos anos a ciência médica tem obtido notáveis progressos na investigação do cérebro humano, estabelecendo as diferentes e complexas funções de suas duas partes. A Neurologia sempre se preocupou mais com o lado esquerdo do cérebro chamado hemisfério dominante, que controla o pensamento, a linguagem e a mão direita. Agora, parece que o lado direito, considerado mudo, carente de expressão é essencial para que a pessoa reconheça indícios emocionais e perceba em três dimensões.

Entre várias descobertas científicas, capazes de corroborar as afirmações da ciência oculta, podemos destacar as seguintes extraídas do artigo mencionado:

1. O hemisfério direito parece ser o responsável pelas emoções, manipular formas geométricas abstratas, cantar canções líricas, distinguir ritmo, etc.

2. Foram aplicados testes em quatro pacientes que perderam o lado direito. Intelectualmente mostraram-se normais, mas apresentaram problemas de ordem emocional, pois pareciam, segundo o médico George Austin, da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, não ter sentimentos de piedade para consigo mesmos.

3. Segundo o médico Michael Gazzaniga, da Universidade de Cornel, o hemisfério esquerdo nos dá a capacidade de raciocinar e ainda de enganar a nós mesmos.

4. Anos de investigações do cérebro tem confirmado que o lado esquerdo contém o centro da fala e da linguagem que proporciona ao ser humano a capacidade de expressar seus sentimentos com palavras. O lado direito contém mecanismos neurológicos que interpretam a música e nos permitem compreender conceitos tridimensionais e distinguir emoções.

5. A hemisferotomia, isto é, operações do cérebro, é um dos meios de investigação cerebral. Os cientistas do instituto de Tecnologia da Califórnia chegaram à conclusão que podiam controlar os perigosos ataques de epilepsia aguda se o cérebro fosse dividido em dois, ligados pelo corpus callosum, uma parte de Fibras nervosas que une os dois hemisférios. Uma vez cortada essa ponte, cada hemisfério se converte em um campo mental separado dentro do mesmo indivíduo, controlando os lados opostos do corpo.

6. Alguns psicólogos creem firmemente numa dupla consciência e tem até colocado nomes no cérebro direito, como Gestalt e Intuitivo. Quando falam dele, usam qualificativos como “criativo”, “estético”, e o consideram como possuidor de conceitos globais das coisas, o que não tem o esquerdo.

7. Julian Jayner, no seu livro intitulado “As origens da Consciência no Detalhe da Mente Bicameral”, afirma que as partes esquerda e direita do cérebro refletem uma dicotomia Oriente-Ocidente, no que o hemisfério verbal representa o pensamento científico, analítico, digital do Ocidente, enquanto o direito representa os pensamentos intuitivos, artísticos e meditativos que tem de ser sacrificados na máquina científica do Ocidente.

Vemos, portanto,como os cientistas já admitem a diferença de função entre os dois hemisférios. E, no futuro, quando o coração se converter em um músculo voluntário e a circulação permanecer sobre o domínio do Espírito de Vida, este impedirá o fluxo de sangue aos centros cerebrais destinados a propósitos inferiores. O ser humano, dessa forma, expressará unicamente as qualidades nobres do espírito. Será dado, talvez, o passo maior para a concretização da Fraternidade Universal, e o primeiro para vivermos na Nova Jerusalém. Ali, somente ali haverá paz.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 11/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Valorizar a Vida

Valorizar a Vida

Trabalho dos mais complexos é o que o Ego executa nos planos internos no intervalo entre duas existências objetivas.

Na Região do Pensamento Concreto, também denominada Segundo Céu, a vida é extremamente dinâmica. O Ego, além de assimilar o valor educativo das experiências de sua última manifestação no plano físico, prepara o arcabouço dos veículos a serem utilizados no próximo renascimento. E mais: prepara o ambiente de sua nova manifestação. É lógico, não realiza seu trabalho sozinho, nem a seu bel prazer. Outros Egos também participam desse processo, pois de uma forma ou de outra os destinos dos seres humanos se interligam. O clima, a flora, a fauna, as variadas condições da Terra são alteradas pelo ser humano sob a direção de elevados Seres. O mundo é um reflexo do nosso trabalho individual e coletivo.

Na Região do Pensamento Concreto desenvolve-se todo esse maravilhoso processo que nos desperta a mais profunda reverência. Tudo se desenrola sob a égide da Inteligência Cósmica Criadora.

O ser humano, como microcosmos, é parte integrante dessa Inteligência Cósmica Criadora. Seu destino é converter-se também em Inteligência Criadora. Sendo assim, na Região do Pensamento Concreto ele se ocupa ativamente em aprender a construir um corpo que seja o melhor meio para expressar-se. Ninguém pode habitar um corpo mais eficiente do que aquele que é capaz de construir. Aprende-se primeiramente a construir o corpo, e, depois, aprende-se a viver nele.

Todos os seres humanos durante a vida ante natal trabalham inconscientemente na construção de seus corpos, até chegar o momento em que retida quintessência dos veículos anteriores seja neles amalgamada. Além disso, realiza, também, um pequeno trabalho original, isto é, sempre se acrescenta algo novo.

É importante lembrar que na Região do Pensamento Concreto encontram-se os arquétipos de todas as formas existentes no Mundo Físico. Os arquétipos não são simples modelos ou desenhos das formas que vemos ao nosso redor. São modelos viventes, vibrantes. Preexistem às formas e quaisquer modificações que estas sofram ocorrem primeiramente nos arquétipos.

O Ego, logicamente, antes de renascer forma o arquétipo de seu futuro Corpo Denso. Toda e qualquer deficiência no corpo indica um arquétipo igualmente deficiente. Isto nos traz à Mente um importante ensinamento oculto: é possível prolongar a vida acrescentando vitalidade ao arquétipo.

Todas as nossas ações produzem um efeito direto no arquétipo do nosso corpo. Se pensamos, sentimos e agimos em harmonia com as leis cósmicas; se entendemos os verdadeiros objetivos da vida e procuramos contribuir conscientemente para o avanço da raça humana, os Seres Exaltados que dirigem nossa evolução se interessarão em prolongar nossa vida. Assim, o arquétipo será vitalizado com o consequente prolongamento da nossa existência. Isso é sumamente importante, pois aprenderemos mais e adquiriremos valiosas experiências.

Como estudantes da ciência esotérica cabe-nos viver de acordo com esse ensinamento oculto, valorizando ao máximo nossa vida aqui na Terra.

(Publicado na Revista – Serviço Rosacruz – Set/88)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Alguns Rosacruzes e sua Admirável Genialidade

Alguns Rosacruzes e sua Admirável Genialidade

É um fato notável a influência da Ordem Rosacruz no progresso da humanidade. Homens célebres, que revolucionaram vários campos da atividade humana, receberam a inspiração dos elevados ideais da Ordem.

Alguns, inclusive, foram Rosacruzes.

Max Heindel assim se refere a essa influência:

“Uma religião espiritual não pode unir-se a uma ciência materialista, assim como o azeite não pode misturar-se com a água. Portanto, oportunamente serão tomadas medidas para espiritualizar a ciência e tornar científica a religião”.

“No século XIII um grande instrutor espiritual, cujo nome simbólico era Christian Rosenkreuz – Cristão Rosacruz – apareceu na Europa para começar esse trabalho. Fundou a misteriosa Ordem dos Rosacruzes, com o objetivo de lançar uma luz oculta sobre a mal-entendida religião cristã e para explicar o mistério da Vida e do Ser do ponto-de-vista científico, em harmonia com a religião”.

“Muitos séculos se passaram desde o seu nascimento como Christian Rosenkreuz e muitos têm considerado um mito a existência do fundador da Escola de Mistérios Rosacruz. Todavia, seu nascimento como Christian Rosenkreuz marcou o princípio de uma nova era na vida espiritual do mundo ocidental”.

“Esse excepcional Ego tem estado em continuas existências físicas desde aquele tempo, num e noutro dos países europeus. Tomava um corpo cada vez que os sucessivos veículos perdiam sua utilidade, ou que as circunstâncias tornavam necessárias uma mudança no campo de atividade. É um lniciado de grau superior, potente e ativo fator nos assuntos do Ocidente, se bem que desconhecido para o mundo”.

“Trabalhou com os alquimistas durante séculos, antes do advento da ciência moderna. Foi ele que, por um intermediário inspirou as agora mutiladas obras de Bacon. Jacob Boehme e outros receberam dele a inspiração que tão espiritualmente iluminou seus livros. Nas obras do imortal Goethe, nas obras mestres de Wagner, encontramos a mesma influência”.

“Só os Rosacruzes conhecem o irmão Rosacruz. Nem ainda os mais íntimos amigos, ou a própria família, conhecem as relações de um homem com a Ordem. Os lniciados, e só eles, conhecem os escritores do passado que foram Rosacruzes por que através de suas obras brilham as inconfundíveis palavras, frases e sinais indicativos de significação profunda, oculta para os não-iniciados. A Fraternidade Rosacruz é composta de estudantes dos ensinamentos da Ordem. Esses ensinamentos estão agora sendo dados publicamente porque a inteligência do mundo está em desenvolvimento e a nível para compreendê-los. Esta obra é um dos primeiros fragmentos públicos dos conhecimentos rosacruzes. Tudo o que tem sido publicado como tal nos últimos anos é obra de charlatães ou traidores. Os Rosacruzes, tais como Paracelso, Comenius, Bacon, Helmont e outros, deram vislumbres em suas obras e influenciaram a outros”.

Vamos conhecer, então, a vida, obra e pensamento de alguns desses luminares, ligados direta ou indiretamente à Ordem Rosacruz, cujo trabalho em muito beneficiou a humanidade.

 

Comenius

João Amos Comenius (1592-1671) nascido em Niwnitz, na Morávia, foi um dos mais ilustres educadores de todos os tempos. Após estudos demorados e profundos na Alemanha e na Holanda, foi nomeado reitor da escola de Prerau e, em seguida, pastor dos Irmãos Morávios de Fuineck. Tendo sido expulso juntamente com seus companheiros, por decreto oficial, retirou-se para Lissa, na Polônia, onde publicou “Janua Linguarum” que foi traduzida em 15 idiomas. Convidado pela Suécia e pela Inglaterra para reorganizar suas escolas, Comenius optou pela última, mas dificuldades políticas impediram a realização de seus planos. Foi então que publicou a famosa “Didactica Magna”. De volta à Polônia, com grandes honrarias, foi encarregado de redigir livros didáticos. Mas preferiu voltar para Lissa, onde foi feito bispo pelos Irmãos Morávios. A educação, para ele, possuía encantos irresistíveis. Em 1650 organizou a escola de Patak, na Hungria, e publicou “Orbis Pictus”.

Comenius considerava a escola como uma grande dádiva. Na sua opinião ela “é a oficina da humanidade” pois prepara o homem para o seu destino temporal e espiritual, por meio da religião, da virtude, do caráter, da instrução e da educação.

Comenius foi, sem dúvida, o maior pedagogo realista e um dos vultos grandiosos da história da educação e, no seu entendimento, o fim absoluto da educação é a felicidade eterna na contemplação de Deus. Os meios para a consecução desse ideal supremo obtêm-se por meio do conhecimento que o homem pode adquirir de si mesmo e de todas as coisas. É o que Comenius chamava de “pansofia” ou sabedoria universal.

 

Paracelso

Philippus Aureolus Theopharastus Bombastus Von Hohenhein, conhecido como Paracelso (1493-1541), nascido na Suíça, foi alquimista e médico. É considerado o “pai da medicina hermética”. Sua doutrina fundamenta-se na correspondência entre o mundo exterior e as diferentes partes do organismo humano.

A despeito da benéfica influência trazida pelos árabes, a farmacologia tradicional estava por demais estratificada para se deixar abalar. Sobreviveu intocada até o século XVI, quando Paracelso rompeu com a tradição e iniciou a observação cientifica na medicina.

As aulas de Paracelso na Universidade de Basiléia, em 1527, tiveram o significado de uma ruptura com a tradição acadêmica. Paracelso entendia que o princípio alquimista da transformação e depuração das substâncias era aplicável tanto à natureza como ao homem. Toda enfermidade tem seu remédio: basta saber encontrá-lo no mundo natural e aplicá-lo convenientemente. Com esse objetivo, Paracelso viajou muito, adquirindo novos conhecimentos médicos. Seu grande mérito foi ter posto a química a serviço da terapêutica. Desenvolvendo uma alquimia prática, Paracelso procurava instruir-se não só nas universidades, mas também em seus passeios pelo campo entre lavradores, pastores, parteiras, etc.

Mas, a genialidade de Paracelso não se fazia presente apenas no campo da medicina. Trabalhando em seu laboratório, descobriu que certo metal, atacado por ácido, desprendia um gás inflamável ainda desconhecido. Não poderia imaginar, que havia, pela primeira vez, separado um elemento que se transformaria em formidável fonte de energia séculos depois. Muitos cientistas continuaram a estudar o gás descoberto por Paracelso. Somente em 1766, Henry Cavendish conseguiu isolá-lo dentro de outros gases e recolhê-lo, conservando a denominação simplista de “gás inflamável”.

Porém, foi Lavoisier que lhe deu o nome de hidrogênio, quando descobriu que juntamente com outro gás, o oxigênio, aquele gás inflamável formava a água. Atualmente, além se ser empregado na fusão nuclear, o hidrogênio também é usado para outros importantes fins.

E tudo começou com Paracelso, no século XVI.

 

Bacon

Francis Bacon (1561 – 1626), nascido na Inglaterra, foi filósofo, pedagogo, político, ensaísta e Lord Chanceler de seu país. Ingressou no Parlamento aos 23 anos de idade. Durante o inverno de 1584/1585 escreveu a “Carta de Conselhos a Rainha Elizabeth”, revelando grande maturidade e imparcialidade na análise política.

Bacon conferiu grande valor ao estudo da natureza, fazendo dos fenômenos físicos e naturais o fundamento de toda a realidade. Seu ponto-de-vista básico era que as ciências físicas e naturais deviam reger todas as manifestações da atividade e do pensamento humano. Até a moral e a política deviam ser modeladas pelas ciências da natureza.

Em seu “Novum Organum” defendeu intransigentemente a ciência experimental e descreveu em “A Nova Atlântida” uma sociedade dirigida por sábios experimentalistas. No “Novum Organum”, propõe ainda o verdadeiro método científico ou indutivo, pois na sua opinião a realidade só pode ser conhecida e a ciência só pode desenvolver-se mediante o modelo experimental.

Sua obra filosófica mais importante é a “Instauratio Magna”, incompleta e reduzida apenas às suas primeiras partes.
O edifício pedagógico de Bacon foi construído sobre o princípio que ele considerava certo, de que “a ciência humana e o poder humano coincidem”. Sobre a natureza da educação afirmou o seguinte: “Para formar o caráter humano não podemos proceder como o escultor que faz uma estátua, e que esculpe ora o rosto, ora os membros, ora as dobras da roupagem; devemos agir, e isso é possível, como a natureza na formação de uma flor ou de outra de suas criações; ela produz ao mesmo tempo o conjunto do ser e os germes de todas as suas partes”.

Além de filósofo e pedagogo, Bacon foi um pioneiro no campo científico, um marco entre homem da Idade Média, teórico, alheado do mundo, e o homem moderno.

(Publicado na Revista – Serviço Rosacruz – Set/88 – Gilberto Silos)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Salvando um idoso de morrer queimado

Salvando um idoso de morrer queimado

Certa noite, alguns Auxiliares Invisíveis foram orientados a ajudar um idoso que corria o risco de morrer queimado. Esse homem era dono de uma fazenda a poucos quilômetros da cidade. Ele sofria de reumatismo e estava muito apreensivo, porque o homem que vivia na fazenda vizinha desejava comprá-la. Este vizinho, porém, havia feito uma oferta para comprá-la por um valor bem abaixo do real valor. O fazendeiro idoso se recusou a vender sua fazenda. E o fazendeiro vizinho pretendia queimá-la, pois sabia que o fazendeiro idoso não teria condições de reconstruir e, assim, conseguiria comprar suas terras por um preço menor.

Os Auxiliares Invisíveis foram até a fazenda e encontraram o fazendeiro idoso assustado, dizendo-lhes que havia sido ameaçado por alguém que lhe dissera que queimaria sua fazenda. O velho fazendeiro não conseguia se locomover e não sabia o que fazer. O Auxiliar Invisível disse a esse homem que não precisaria se preocupar com o fogo.

Ninguém poderia incendiar sua casa além de si mesmo.

“Como você pode impedi-los de fazer isso?”, o fazendeiro perguntou

“Levante-se e coloque algumas roupas”, ordenou o Auxiliar Invisível.

O fazendeiro idoso sorriu e balançou a cabeça negativamente. “Eu não ando há seis meses”, disse ele.
“Isso é porque você não tentou”, o Auxiliar Invisível respondeu.

O fazendeiro se virou e seus olhos se arregalaram quando viu que conseguiu se levantar da cama, aí ele se vestiu e pegou o rifle.

“Aquele que vive pela espada morre com isso”, observou o Auxiliar Invisível.

“Você não vai precisar disso”.

Neste momento ouviram uma voz vindo de fora. “Eles vão incendiar minha casa”, disse o homem.
“Deixe-os tentar fazê-lo, porque não vão queimar”, disse o Auxiliar Invisível.

O homem e os Auxiliares Invisíveis olharam pela janela e viram uma luz. Então, o Auxiliar Invisível pediu que os homens não se movessem, e os Auxiliares Invisíveis e o fazendeiro saíram e identificaram quem eram as pessoas. Era o mesmo homem que morava na fazenda vizinha e alguns de seus amigos. As pessoas também observaram que os vizinhos deixaram um carro esperando na estrada.

O Auxiliar Invisível disse a esses homens que, se não assinassem a confissão contando o que tentaram fazer, eles permaneceriam onde estavam para que todos pudessem vê-los.

O homem escreveu sua confissão, e todos os demais assinaram, incluindo o menino que estava no carro. A marca do carro, a placa e número de licença também foram anotados. O Auxiliar Invisível pegou o papel e disse ao fazendeiro que ele guardaria, pois tinha receio que alguém pudesse roubá-lo. Depois ele disse “Bom dia” e, os Auxiliares Invisíveis desapareceram da visão de todos, mas eles não foram embora.

Assim que os homens deixaram o local, os Auxiliares Invisíveis entregaram ao velho fazendeiro o papel da confissão e pediram que mostrasse a alguém ou mesmo que informasse a alguém que estava de posse do documento, pois do contrário, alguém poderia matá-lo para conseguir o papel da confissão.

Em seguida, os Auxiliares Invisíveis deixaram o velho fazendeiro e alcançaram os homens que haviam tentado incendiar a casa. Como eles não estavam materializados, os homens não puderam vê-los, quando conversavam entre eles dentro do carro. O homem que tinha planejado queimar a casa do velho fazendeiro disse: “Eles não eram humanos, e o velho homem tinha Deus ou o diabo com ele, e eu que vou vender as terras antes que alguém veja essa confissão”.

O Auxiliar Invisível havia dito às Salamandras que ficassem quietas, e foi por isso que o vizinho não podia acender o fogo. As Salamandras são Espíritos da Natureza que causam todos os tipos de incêndios.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que a aversão da humanidade em relação às serpentes? O Espírito-Grupo da serpente é inimigo do ser humano?

Pergunta: Por que a aversão da humanidade em relação às serpentes? O Espírito-Grupo da serpente é inimigo do ser humano?

Resposta: Enganamo-nos ao supor que toda a humanidade tem aversão às serpentes. Muitas espécies de serpentes são totalmente inofensivas, e são animais muito úteis. Colocadas nos porões de uma casa, os conservarão perfeitamente livres de insetos e ratos. No jardim, eliminam animais nocivos tais como os ratos do campo e arganazes que causam tantos prejuízos. Por essa razão, o fazendeiro experiente olha-as com bons olhos.

Quanto à aversão, esta não se limita somente às serpentes. Milhões de pessoas ficam assustadas diante de um rato, besouros, aranha e outros animais inofensivos. Trata-se simplesmente de uma questão de temperamento, e nenhum Espírito-Grupo é inimigo da humanidade ou de qualquer outra classe animal. Tudo que parecer indicar tal coisa, é uma visão errônea de examinar o assunto.

(Perg. 158 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

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