porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Homus de Beterraba

HOMUS DE BETERRABA

 
Ingredientes:
  • 1 beterraba grande com casca
  • 1/2 xícara (chá) de grão de bico cozido
  • 1/4 xícara (chá) de água
  • Sal
  • Pimenta do reino e
  • Azeite a gosto 
 
Modo de preparo:
 
  • Lave bem a beterraba com uma escova e corte em pedaços.
  • Coloque todos os ingredientes no liquidificador ou processador e bata até virar um creme (não deve ficar mole demais).
  • Sirva com hambúrguer, torradas ou bolacha integral.
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Um dos mais Preciosos Frutos do Discernimento

Um dos mais Preciosos Frutos do Discernimento

Os modernos meios de comunicação, com sua ação muitas vezes massificante, podem induzir as pessoas a uma compreensão muito superficial dos fatos e coisas que as rodeiam. Condicionam o ser humano a pautar sua vida e definir metas e ideais calcados em valores discutíveis, face à sua transitoriedade.

Não constitui exagero, nem exacerbado criticismo, afirmarmos que o ser humano moderno aprendeu, inconscientemente, a conviver com o artificialismo, perigoso criador de rótulos. O tratamento superficial que se dá mesmo aos mais importantes aspectos da existência humana, permite grassar uma lamentável tendência de tudo rotular.

As pessoas comuns, cada vez mais influenciadas por telenovelas e contos folhetinescos, deixam-se levar por uma distorcida visão maniqueísta do mundo. Assim, habituam-se a dividir as pessoas e as coisas em rigorosamente boas e rigorosamente más. Essa rotulação, atitude precipitada e eivada de conceitos injustos, na maior parte das vezes, não dá margem a um meio-termo. Nem enseja uma acurada verificação de, até que ponto algo é inteiramente mau ou bom, ou se verdadeiramente apenas aparenta ser assim.

Tal maneira de encarar os fatos pode constituir-se na gênese de muitos preconceitos. As ideias preconcebidas, os juízos prematuros encontram sua origem nessa visão caricata e apressada das coisas.

Somente o desenvolvimento de uma segura capacidade de discernir pode evitar o cometimento de equívocos. A ação de discernir envolve análise profunda, conhecimento intuitivo, julgamento sereno, caso contrário não passará de mero exercício de ilação ou simples raciocínio.

Isenção de ânimo e independência interior são, entre outros, fatores decisivos a embasar nossa faculdade de discernimento. Discernir é um processo completo, simultaneamente objetivo e subjetivo, expectante e ativo. É o degrau que antecede a “sabedoria interna”,

Todo indivíduo dotado de “Mente aberta ou arejada” no sentido real da palavra, logrou desenvolver, em certa extensão, esse dom admirável. Soube, dessa forma, conquistar o privilégio de poder analisar os fatos, penetrando-lhes o âmago, conhecendo-lhes sua verdadeira natureza.

Diz Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos que “é evidente a grande vantagem dessa atitude mental quando se estuda um assunto, uma ideia ou um objeto determinado. Afirmações que pareciam positivamente contraditórias, e que determinaram intermináveis discussões entre os respectivos partidários, podem conciliar-se. Só a Mente aberta descobre a concordância”.

Não nos é difícil imaginar como uma visão periférica das coisas gera o oposto, isto é, o encontro da contradição, da discrepância, em pontos onde elas positivamente não existem. Além disso, corre-se o risco de consagrar “fatos definitivamente estabelecidos” pela conceituação puramente humana, como parâmetros para a avaliação de tudo. Essa atitude mental induz a erros, porque denota um flagrante desconhecimento de que todas as coisas podem apresentar facetas variadas em sua natureza, tornando-se suscetíveis de enfoques através de diversos ângulos.

Mais uma vez citamos Max Heindel: “Ainda que se lho afirme, não se pede ao discípulo que admita, a priori, ser negro um determinado objeto que observou ser branco, porém que cultive uma atitude mental suscetível de “admitir todas as coisas como possíveis”. Isto lhe permitirá deixar de lado, momentaneamente, até mesmo aquilo que geralmente se considera um fato estabelecido — a brancura do objeto — e verificar se há algum outro ponto de vista sob o qual o objeto em referência possa parecer negro. Certamente ele nada considerará como fato estabelecido porque compreende perfeitamente o quanto é importante manter a mente no estado fluídico de adaptabilidade, característico da criança. Compreenderá que, agora vê as coisas como por espelho, obscuramente, e como Ajax, permanecerá sempre alerta, aspirando ‘luz, mais luz’”.

Quem atingiu esse nível de entendimento sempre revelará uma atitude de compreensão para com os outros seres humanos. Nunca será exigente em relação ao comportamento alheio. Pelo contrário, manter-se-á vigilante quanto à sua própria postura moral. Afinal, cumpre-nos entender que todo ser humano é um diamante em lapidação. Cada um, na medida de suas experiências e evolução, brilha a seu modo e à intensidades diferentes.

Todos são animados por uma Essência Divina, procurando expressar o que de mais elevado possuem, não importando a diferença de níveis de desenvolvimento individual.

Procurar essa Divina Essência nos demais e sintonizar-se com sua bondade inata constitui um dos mais preciosos frutos do discernimento.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1977)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Elevação da Onda de Vida Humana via o Corpo-Alma

Nossa evolução está muito ligada à nossa capacidade de usar o Corpo Denso. Aliás, o objetivo da nossa permanência neste plano durante muitos renascimentos consiste em aprender tudo sobre este estado peculiar de matéria, dominando-a e utilizando-a em escala de crescente eficiência.

O Corpo Denso é o nosso veículo mais antigo e por essa razão o mais desenvolvido. Nos primórdios da nossa evolução sobre a Terra, a constituição dele era bem diferente da atual. As condições ambientais davam-lhe configuração e sensibilidade peculiar. À medida que as Épocas se sucediam, esse importante veículo se aperfeiçoava ganhando novas e mais dinâmicas faculdades.

Na Época Lemúrica, o Corpo Denso do ser humano conformava-se às altas temperaturas ambientes, pois muitos vulcões encontravam-se em plena atividade. Como a temperatura interna do corpo quase se igualava à do exterior, era-lhe quase impossível reter muita umidade e esse fato tornava muito débil e incipiente a circulação sanguínea. Como o sangue é o elemento através do qual o espírito controla seu corpo, é fácil deduzir quão precário era esse domínio.

Na Época Atlante, as coisas se modificaram. Como a atmosfera passou por um processo de resfriamento o ser humano conseguiu reter mais fluidos no corpo, a produzir mais sangue e através deste a exercer maior domínio sobre seus veículos.

Esse domínio, entretanto, era rudimentar, pois o espírito ainda não conseguia manobrá-lo com eficiência.

Para chegar às condições atuais, nosso veículo Denso teve de passar por muitas transformações. Nossa capacidade de autoconsciência no próprio corpo nunca foi tão eficiente como agora. Contudo, defronta-se o ser humano com o grande perigo que é agir e pensar como se fosse o próprio corpo, confundindo-se com ele e julgando-o a única realidade existente. Nossa missão, agora, é extrair o máximo de benefício possível desse instrumento tão eficaz, sublimando-o e devolvendo-o à sua origem: Deus.

Iniciamos nossa jornada neste Grande Dia de Manifestação pela construção do Corpo Denso. As experiências adquiridas através de sua utilização ensejam a formação da alma, também definida como o alimento do espírito. Se construímos o corpo e formamos a alma, a tríade se completará pela elaboração do Corpo-Alma, sem o qual não poderemos viver na próxima grande etapa da nossa evolução. Todo esforço despendido nessa tarefa não só nos beneficiará, como também ajudará a elevar a Onda de Vida humana.

(Publicada na revista Serviço Rosacruz – 01/02-87)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Errar é Humano

Errar é Humano

Na sua singeleza, um ditado popular encerra sempre ou quase sempre, uma verdade oculta. Tomemos, por exemplo, para assunto de meditação, uma frase corrente: ERRAR É HUMANO… perdoar é divino… e nos concentrando nela, acabaremos entrando em contato com a força do seu significado. Acabaremos compreendendo porque se diz comumente que a voz do povo é a voz de Deus. Verdade que as pessoas pouco avisadas, interessadas em espiritualismo, procuram encontrar a verdade fluindo em geral de grandes segredos ocultistas, quando a verdade é simples e pura e vive entre nós expressa singelamente. É só saber entrar em contato com ela. Continuemos a estudar aquela frase de início…. Errar é humano, perdoar é divino… O erro parte realmente da nossa parte humana. A nossa parte divina é pura e encerra em si o germe da verdade. Basta que saibamos cultivá-la para que brote e floresça em nossos corações. É essa parte, a divina, que nos conduz à correção de nossos erros e de onde se tira aquele PERDOAR É DIVINO.

A nossa parte divina nos perdoa a nós mesmos através de Deus, ou Deus nos perdoa através da nossa parte divina, sempre que desejamos sinceramente esse perdão. E, naturalmente, um desejo sincero de perdão só pode partir de um coração arrependido e desejoso de redimir-se. Caia ou não em erro novamente, aquele momento de perdão existiu com o arrependimento, e é uma sementinha de verdade que pode germinar devagarinho, constituindo com o tempo, uma força real que se sobrepõe aos nossos erros.

Teremos então canalizado a nossa parte divina sobre a humana. “Errar é humano” pode, à primeira vista, apresentar um aspecto de justificativa. Se erramos, é porque somos humanos, e, sendo humanos, temos esse direito de errar, portanto não seremos nós propriamente culpados de nossos erros, mas sim a nossa constituição material trazida desde os tempos de Adão e Eva.

Para o ser humano natural, esse modo de pensar será perfeitamente lógico.

Entretanto, para aquele que descobre em si algo maior do que a carne, algo superior a essa parte humana tão falha e cheia de fraquezas, para quem já tem um vislumbre de uma realidade mais elevada, para esse, já não é possível aceitar a justificativa do Errar é Humano. Ele pode compreender que seus erros provêm da sua parte humana, que é a parte inferior do seu eu; mas sabe perfeitamente que essa parte inferior pode ser elevada, transformada e adaptada à essência divina que a interpenetra.

Assim como os mundos etéricos interpenetram o Mundo Físico, assim a nossa parte divina está perfeitamente entrosada na humana. Portanto, não há justificativa para cruzarmos os braços e aceitarmos nossos erros como coisa natural e própria da nossa condição humana. A nossa divindade também está em nós, em cada átomo do nosso corpo, na força criadora de nossos órgãos, na perfeição de funcionamento da máquina de nosso organismo, no nosso cérebro, no nosso sangue, na nossa vida, enfim.

E é essa essência divina que faz o nosso coração pulsar, equilibra as trocas químicas do nosso organismo para que haja a continuidade de vida em nosso corpo.

Por que ignorá-la então, por que a colocar em segundo plano, afastada de nós, desprezada em suas reais possibilidades dentro de nós mesmos?

A nossa divindade vive em nós e, quanto mais próxima de nós a sentirmos, maior a possibilidade de irmos anulando a força negativa da nossa parte humana, transformando-a em energia positiva. A finalidade dos nossos estudos é realmente esta: estabelecer o contato do divino com o humano, através da linha mística, ao mesmo tempo que elevamos ao divino a nossa parte humana, através do ocultismo, que é a linha intelectual.

Se formos refletir um pouco, acabaremos percebendo que os nossos erros, as nossas fraquezas não passam de forças mal dirigidas, de energia extraviada da verdade.

Para orientarmos essa força, basta, portanto, que mudemos o eixo de direção na linha de nossos pensamentos negativos.

Isso porque despendemos a mesma força, a mesma energia, tanto para sermos maus, como para sermos bons. Corrigir falhas, portanto, nada mais é do que orientar para a verdade os nossos pensamentos extraviados, recusando-nos a pensar errado, o que já é meio caminho para o ato certo, para a ação reta que constitui a finalidade do nosso discipulado, e que, forçosamente, há de levar-nos ao dia de glória em que conseguiremos restabelecer a unidade perdida do nosso todo, numa restauração total dos nossos valores íntimos, e final elevação do humano ao divino.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/1978)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Métodos práticos para obter êxito – baseados na conservação da força sexual

Métodos práticos para obter êxito – baseados na conservação da força sexual

É tão impossível alcançar um sucesso verdadeiro e duradouro sem viver em harmonia com as leis da vida, como é para o criminoso viver em paz na sociedade cujas leis ele desrespeitou. E, da mesma forma que ele é castigado, encarcerado e reprimido devido a seus hábitos predatórios, a natureza também nos castiga, encarcera e restringe quando desobedecemos às suas leis. Essa restrição se chama doença e é inimiga da felicidade, pois ninguém pode ser feliz, não importa quão rico seja ou que posição ocupe no mundo, quando se encontra fisicamente enfermo. Então, é preciso termos em conta que uma das condições vitais que deve ser adquirida pelo homem ou pela mulher que aspira a felicidade e o êxito na vida, em sua plenitude, é a saúde, incluindo o vigor, pois somente com boa saúde poderemos ser, suficientemente, otimistas, alegres e vigorosos para alcançar o sucesso que procuramos.

A Bíblia nos diz que a morte e a enfermidade vieram ao mundo por termos comido da “árvore do conhecimento” e ainda que, sob o ponto de vista materialista, isso possa parecer pueril, não desprezemos a história sem a estudarmos profundamente. Poderemos comprovar que se acha em perfeita harmonia com os fatos científicos mostrados atualmente. Consideremos, em primeiro lugar, o significado da árvore do conhecimento, por meio dos seguintes princípios: “Adão conheceu sua esposa e esta deu à luz a Abel”; “Adão conheceu sua esposa e esta deu à luz a Seth”, e as palavras de Maria ao Anjo: “Como poderei conceber, se não conheço nenhum homem?”. Por essas e por muitas outras observações semelhantes, se conclui evidentemente que a árvore do conhecimento era uma expressão simbólica do ato gerador. A humanidade foi, como diz a Bíblia, concebida em pecado e, portanto, sujeita à morte da qual não haveria maneira de escapar.

Devemos relembrar que a evolução é uma realidade na natureza; que o ser humano atual é o resultado de um passado distante e que o presente estado não é o ponto final de uma meta de perfeição, mas que existem maiores alturas à nossa frente. Assim, todos estamos em um estado de desenvolvimento perpétuo; não existem paradas ou descansos, pois o caminho é tão ilimitado como a idade do espírito. O que somos hoje é o resultado do que fomos ontem, portanto, o que seremos amanhã, dependerá do modo como utilizarmos, atualmente, as nossas faculdades. Examinemos, pois, o passado, para que, ao conhecermos o que temos sido, alcancemos um vislumbre do que haveremos de ser.

De acordo com a Bíblia, a humanidade foi hermafrodita antes de ser separada em dois sexos distintos como homem e mulher. Ainda temos entre nós hermafroditas que, como pensamos atualmente, têm essa formação anormal para provar a verdade dessa afirmação Bíblica; e fisiologicamente, o órgão do sexo oposto se acha latente em todos nós. Durante o período em que o ser humano esteve assim constituído, a fecundação devia ocorrer dentro de si mesmo; isto não difere muito do que sucede com muitas plantas hoje em dia.

Vejamos, segundo nos diz a Bíblia, qual o efeito da autofecundação nos dias primitivos. Existem dois fatos principais que são muito significativos: o primeiro, havia gigantes na Terra naqueles dias; o segundo, os patriarcas viveram centenas de anos; e essas duas características, grande desenvolvimento físico e longevidade, muitas plantas as possuem atualmente. O tamanho das árvores e a duração de suas vidas são fatos maravilhosos; elas vivem séculos, enquanto o ser humano vive um número reduzido de anos. Daí nos ocorre perguntar:  qual a razão da vida efêmera do ser humano e qual o remédio? Examinemos primeiro os motivos desta razão, e o remédio aparecerá.

É bem sabido pelos horticultores que as plantas param de crescer durante um florescimento muito prolífero. Uma roseira, ao florescer intensamente, pode morrer; por essa razão, o jardineiro sábio poda os brotos da planta para que a força se manifeste, parcialmente, em crescimento, em vez de dar somente flores. Desse modo, conservando a semente dentro de si mesma, guarda a força necessária para o crescimento e a longevidade. Esse é o segredo da altura e da longa vida das raças primitivas, como também é o segredo do tamanho e da longevidade das plantas atuais.

Que a essência criadora na semente é uma substância espiritual é evidente, quando comparamos a intrepidez e impetuosidade do touro e do garanhão, com a docilidade do boi e dos animais castrados. Além disso, sabemos que os libertinos e os degenerados se convertem em estéreis e fracos. Quando esses fatos se fixam em nossa consciência, não nos é difícil entender a verdade da Bíblia quando diz que o fruto da carne, que nos põe sob a lei do pecado e da morte, é antes de tudo e principalmente a fornicação, enquanto que os frutos do espírito, que conduzem à imortalidade, ainda segundo a Bíblia, são especialmente a continência e a castidade.

Consideremos também a criança e como a força criadora empregada internamente e para ela própria, produz um extraordinário desenvolvimento durante os primeiros anos, mas, na puberdade, o nascimento da paixão começa a dominar o desenvolvimento; então a força vital produz a semente com objetivo de alcançar o desenvolvimento e a expressão em outra direção, sendo que, desde aquele momento, termina o crescimento. Se continuássemos crescendo, como acontece na infância, seríamos gigantes, como o foram os divinos hermafroditas do passado.

A força espiritual gerada desde a puberdade e através da vida, pode ser usada com três propósitos: geração, degeneração ou regeneração. Depende de nós qual dos três métodos escolheremos; mas a escolha que fizermos terá uma influência importante sobre toda nossa vida, porque o uso dessa força não está confinado ao momento ou à ocasião em que é empregada. Abrange todos os momentos de nossa existência e determina a nossa atitude em cada uma das fases da vida entre nossos semelhantes; com a forma de como enfrentaremos os problemas da vida; se seremos capazes de agarrar as oportunidades ou as deixarmos escapar; se seremos saudáveis ou doentes; e se nós vivemos nossa vida com um propósito satisfatório; tudo isso depende da forma de usar nossa força vital. Esta força é a fonte de toda a existência, o elixir da vida.

A parte da força criadora que é legitimamente sacrificada, sobre o altar da paternidade e maternidade, é tão pequena que pode ser completamente desprezada nessas considerações. Não há razão, sob o ponto de vista espiritual ou físico, para que deva ser imposto o celibato em uma ordem religiosa, e nem essa imposição se encontra em qualquer passagem da Bíblia. A mera supressão da atração sexual não é virtude em si mesma; de fato pode até ser um vício muito sério, pois não há dúvida que milhares de pessoas que foram proibidas ou impedidas de buscar a satisfação natural, acabem caindo nos vícios mais inconfessáveis. Ainda que se abstenham do ato sexual, seus pensamentos serão de tal índole que as converterão em sepulcros caiados, horríveis por dentro, mesmo que externamente possam parecer puros e brancos. O próprio São Paulo, embora não na condição mencionada, disse: “É preferível se casar do que se abrasar”[1]; essa expressão natural é, de longe, preferível ao estado acima descrito.

Embora existam poucas pessoas que defendam o abuso da função geradora, existem muitos indivíduos que, mesmo seguindo os preceitos espirituais em outros aspectos, mantém a crença de que a frequente satisfação dos desejos nos prazeres sexuais não é prejudicial; e existem outros que julgam que esse ato é tão necessário como qualquer outra função orgânica. Isso está errado por duas razões: primeiro, cada ato criador exige e consome uma certa dose de força e o organismo deve ser reabastecido com uma quantidade extra de alimento. Isso fortalece e aumenta o Éter Químico. Segundo, como a força propagadora atua por meio do Éter de Vida, esse constituinte do Corpo Vital também aumenta a cada gratificação dos sentidos. Deste modo, os dois Éteres inferiores do Corpo Vital se fortificam dirigindo a força criadora para baixo, para satisfazer o nosso prazer; e as ligações assim formadas e que oprimem os dois Éteres superiores que formam o Corpo-Alma, vão se tornando mais compactas e mais poderosas com o tempo. Como a evolução dos poderes anímicos e a faculdade de viajar em nossos veículos mais sutis dependem da separação que se efetua entre os Éteres inferiores e o Corpo-Alma, é evidente que frustramos o objetivo que temos em vista, retardando o desenvolvimento pela satisfação da natureza inferior.

Se dirigirmos novamente nossa atenção para o jardim, obteremos uma demonstração palpável e luminosa dos resultados em seguir o conselho do Apóstolo, quando disse: “guardai a semente dentro”, considerando as qualidades das diversas variedades de frutas sem semente. As frutas sem semente são maiores e de um sabor mais agradável do que as que possuem sementes, porque naquelas toda a seiva é empregada com o único propósito de tornar a fruta deliciosa e suculenta. Similarmente, se nós, em vez de desperdiçarmos nossa substância, vivermos castamente e dirigirmos a nossa força criadora para a regeneração, refinaremos e eterizaremos nossos Corpos físicos, ao mesmo tempo que fortaleceremos nosso Corpo-Alma. Desse modo, poderemos materialmente prolongar a nossa vida e, como consequência, aumentar nossas oportunidades para o crescimento anímico e avançar no Caminho de forma mais marcante.

Quando tivermos compreendido que o sucesso não consiste em acumulação de riquezas, mas no desenvolvimento anímico, se tornará evidente que a continência é um fator importante para o êxito na vida.

[1] N.T.: ICor7:9

 (Publicado na revista Serviço Rosacruz de novembro/86)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Correto uso do Pensamento

O Correto uso do Pensamento

Pensar é uma grande responsabilidade. Tudo provém do pensamento, de uma ideia germinal. O pensamento precede toda manifestação. Os pensamentos de Deus expressam-se pela primeira vez em som (Verbo) que construiu todas as formas e se manifesta na vida que as habita.

Uma das finalidades da nossa evolução é aprender a usar o pensamento, a controlá-lo e formulá-lo conforme as Leis Naturais. O emprego indevido e errôneo da nossa capacidade de pensar conduz fatalmente a um destino cheio de sofrimentos e limitações.

O maior privilégio humano consiste em poder exprimir os pensamentos em palavras. A ação resultante desses pensamentos determina o curso que imprimimos às nossas vidas (principalmente as nossas vidas futuras) e às daqueles que nos rodeiam. O pensamento é mais importante do que a ação. Só pensando corretamente podemos agir dignamente.

O pensamento determina o caráter e o tipo de vida que a pessoa leva. Pensamentos otimistas e bondosos conferem ao indivíduo uma sensação de leveza e luminosidade. Isso pode ser comprovado pela observação daqueles que conosco convivem, seja no trabalho, em casa, no clube, etc.

“A pessoa é o que ela pensa em seu coração”. Os pensamentos espirituais são emitidos por pessoas orientadas espiritualmente, fortes, bem ajustadas, verdadeiras fontes de conforto e apoio para aqueles que sofrem.

O pensamento molda a matéria. Muitas vezes uma fisionomia é um reflexo da mente. É indiscutível a ação do pensamento sobre nossos veículos. Pensamentos de medo e preocupação não raro afetam negativamente as correntes de desejo, inibindo totalmente a ação. Um simples pensamento negativo pode causar danos aos nossos corpos. Por outro lado, pensamentos positivos e construtivos contribuem de forma preponderante para uma boa saúde, mais até do que a maioria dos medicamentos receitados pelos médicos.

Os pensamentos materialistas acentuam a tendência cristalizante do Corpo de Desejos, endurecendo tudo aquilo que contatam. Até as feições das pessoas podem tornar-se duras se esses pensamentos converteram-se em hábito.

O pensamento age sobre os arquétipos. Uma pessoa íntegra, habituada a pensar correta e construtivamente em termos de verdade, bondade e justiça, cria formas de pensamento correspondentes. Quando construir os arquétipos de sua próxima existência, fortalecê-los-á com as qualidades acima mencionadas.

Muitas vezes o sofrimento nos leva a ponderar sobre a necessidade de uma mudança substancial em nossas vidas. Se desenvolvermos nossa força de vontade em certa extensão é bem provável até que nos empenhemos em realizar as mudanças necessárias. Mas, é importante ter consciência de que em primeiro lugar devemos mudar nossos pensamentos. Sem isso todo esforço será infrutífero, pois estaremos apenas trabalhando os efeitos, ignorando as causas que os originaram.

É importante, também, que nossa atividade mental não seja dispersiva. Trocando em miúdos, se desejamos obter êxito em alguma atividade, seja ela material ou espiritual, nossos pensamentos devem ser concentrados nessa atividade particular. Profissionalmente isso já está mais do que comprovado. O indivíduo distraído ou carente de concentração acaba comprometendo seu próprio trabalho, perdendo muito em eficiência.

Do ponto de vista espiritual, a concentração do pensamento em objetivos elevados é condição essencial para se chegar ao êxito. Os ensinamentos rosacruzes alertam constantemente para a importância da observação e da atenção como meios de direcionamento correto do pensamento.

Assim, como estudantes da Sabedoria Ocidental não podemos ignorar que o caminho para a perfeição espiritual passa necessariamente pelo correto emprego da nossa capacidade de pensar.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de novembro/86)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Presente de James

O Presente de James

Era a tarde de um dia quente de junho. A Senhorita Spratt estava sentada no seu jardim, à sombra de uma grande mangueira, quando, de repente, o portão se abriu e surgiram seus dois amiguinhos, Bob e Pedro.

– Você tem tempo para nos contar uma história? Perguntou Bob.

– Oh, por favor, conte-nos, suplicou Pedro.

A Senhorita Spratt parecia ter um sortimento infindável de histórias e estava sempre contente por contá-las a Bob e Pedro, pois eles prestavam muita atenção no que ela dizia. Quando os garotos se sentaram na grama, aos pés da Senhorita Spratt, ela começou:

— Vocês dois ouviram a história na Escola Dominical sobre os milagres dos pães e dos peixes, não é?

— Sim, disseram os meninos, em uníssono.

— Bem, essa história é uma que inventei sobre um menino que, a Bíblia menciona, poderia estar lá quando Jesus realizou aquele milagre.

Há muitos, muitos anos atrás, numa terra distante, vivia um rapaz que chamaremos de James. Naqueles dias não havia carros, ônibus, e as pessoas tinham que andar de um lugar para outro. Era comum se juntarem em grupos que andavam quilômetros e quilômetros até o lugar de seu interesse. No tempo dessa história, Jesus andava pela região, falando com as pessoas sobre Deus e curando os enfermos. Muitas pessoas O seguiam; algumas porque O amavam, outras porque queriam aprender com Ele ou serem curadas e outras porque queriam estar entre a multidão.

James tinha ouvido seus pais e vizinhos falarem sobre Jesus e as coisas maravilhosas que Ele fazia, e queria poder ver esse grande homem.

Uma manhã, James estava sentado diante de sua porta, quando algumas pessoas passaram e, de uma forma gentil, disseram ao rapaz:

— Ouvimos dizer que Jesus está por perto e vamos vê-Lo. Você gostaria de vir conosco?

James estava encantado com a perspectiva de uma viagem e com a possibilidade de ver esse homem de quem tanto ouvira falar. Assim, correu à sua mãe e perguntou se podia sair com as pessoas do vilarejo. Sua mãe consentiu e rapidamente embrulhou alguns pedaços de pão e dois peixes pequenos que sobraram do desjejum, colocando-os no bolso de James, sabendo que um jovem rapaz poderia sentir fome antes de voltar para casa.

Com um beijo de despedida e com o coração alegre, James saiu de casa e juntou-se aos outros na rua. Era tão divertido sair para tal aventura!

Pelo caminho, outras pessoas juntaram-se a eles, até que a rua ficou cheia, mas ainda assim elas continuavam chegando de todos os lados. Todas as pessoas falaram sobre Jesus e o que Ele tinha feito. James estava tão emocionado e feliz que nem sentiu cansaço ou fome. À distância, eles viram um grande amontoado de pessoas ao lado da montanha. Eles se apressaram para juntar-se a elas, pois lá estava Jesus falando e ensinando muitas coisas. As palavras de Jesus estavam tão repletas de coisas maravilhosas e interessantes que a multidão se esqueceu do tempo e de comer.

Então, começou a ficar tarde e um dos discípulos de Jesus sugeriu que mandassem as pessoas embora para comer alguma coisa, Jesus disse:

— Eles não precisam ir; suas casas estão longe. Nós os alimentaremos aqui. Procurem entre eles o que há para comer.

Quando James ouviu falar sobre comida sentiu fome e lembrou-se do almoço que sua mãe lhe preparou. Quando o tirou de seu bolso, olho para cima e viu um dos discípulos de Jesus atravessando a multidão e falando a cada um. Parecia que o homem perguntava à multidão se eles tinham alimento, mas todos respondiam negativamente.

Será que James era o único que trouxera alimento? O que deveria fazer — espalhar seus pequenos pedaços de pão e minúsculos peixes e comer diante da multidão? Ele estava com muita fome. Enquanto se questionava sobre o que fazer, o discípulo de Jesus chegou até ele e perguntou-lhe se ele tinha algum alimento par dar a Jesus. James sentiu um imenso desejo de chorar. Ele queria sua refeição e, ao mesmo tempo, queria dá-la, pois, o homem não tinha dito que era para Jesus? Então, sem dizer uma palavra, ele entregou seu pacote de comida ao discípulo e sentiu-se aliviado. Tinha certeza de ter feito o que sua mãe esperava que ele fizesse. Então, ouviu os discípulos dizerem a todos que se sentassem. Quando estavam sentados, em grupos, James viu Jesus pegar os seus pães e os peixes e olhar para o céu.

O que Jesus faria com sua refeição? James olhava ansiosamente. Jesus estava proferindo algumas palavras, enquanto continuava a olhar para cima — palavras que soavam como a prece que a mãe de James fazia às refeições — prece de agradecimento.

Um arrepio passou por James quando percebeu que Jesus estava segurando seus pães e peixes e dando graças por eles, diante da multidão. Oh, como estava feliz por ter dado sua refeição ao discípulo! Nem sentia fome agora, estava tão cheio de contentamento.

Como ele ficou surpreso quando Jesus partiu os pães e os peixes e os deu aos discípulos que, por sua vez, os serviram às pessoas — não apenas a um ou dois, mas a todos. Havia comida suficiente para todos! Como podia ser? James sabia que havia só uns poucos pães e dois pequeninos peixes no seu pacote e agora… cada um dessa multidão estava comendo, e como era gostoso. James estava certo de que nunca um alimento fora tão bom. Ansiava voltar para casa e contar a seus pais o ocorrido.

Quando todos haviam comido o suficiente, ainda havia comida sobrando. Assim sendo, elas a recolheram e a colocaram em seus cestos para não perderem nada.

Então Jesus despediu as pessoas, pois já era tarde e estava na hora de voltarem para suas casas.

James juntou-se ao grupo que ia na mesma direção que ele, mas já não era o mesmo rapaz que saíra de sua casa nessa manhã. Ele sentia-se interiormente mudado – um sentimento confortante e feliz. Tinha a impressão que estava andando no ar e seus pés pareciam que não tocavam o chão. Nunca esqueceria esse dia. Pensar que ele teve algo para dar ao grande homem, Jesus — algo que Jesus pode realmente usar. Apesar de seu presente parecer pequeno, devido a bênção de Jesus, ele havia aumentado fazendo com que todos pudessem compartilhá-lo.

— Que lição maravilhosa e que dia maravilhoso! comentou James. Devo lembrar sempre de agradecer por aquilo que tenho e dividi-lo com os outros.

Assim que disse adeus aos seus amigos e entrou em sua casa, ele disse:

— Mamãe, eu voltei.

Sua mãe apressou-se em cumprimentá-lo. Certamente seu filho deveria estar cansado após essa longa jornada. Mas, ela parou e olhou para ele com surpresa. Como ele estava feliz, como estava revigorado! Uma nova luz brilhava no seu rosto e ao redor dele — a luz parecia encher toda a sala. Quando disse a ela o que aconteceu naquele dia, ela entendeu e ficou satisfeita. Sabia que James estava feliz, pois tinha dado o melhor de si.

Quando a Senhorita Spratt terminou sua história, Pedro disse:

— Como eu gostaria de ter estado lá!

— Eu ficaria muito orgulhoso de dar meu lanche para Jesus, disse Bob.

— Vocês sabem, disse a Senhorita Spratt, que há muitas maneiras que vocês, meninos, podem servir a Jesus e ajudar os outros como fez James? Quando vocês sorriem ou cantam uma alegre canção, ou fazem algo gentil, vocês estão dividindo sua bondade com os outros. Muitas pessoas estão tão famintas de amor e alegria como aquelas estavam de alimento. Quando mamãe pede para vocês fazerem alguma coisa e vocês a fazem com vontade e alegria, vocês estão presenteando Jesus como James o fez. Jesus veio para ensinar a amar-nos uns aos outros e nos darmos livremente. Agora, acho que é hora de vocês dois, rapazinhos, voltarem para suas casas para o jantar.

— Sim, senhorita. Venha, Bob, disse Pedro enquanto levantava-se, e obrigado pela linda história. Lembraremos do que você nos disse sobre como podemos dar também.

— Até logo, disse Bob, enquanto seguia Pedro.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. III – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Ser Humano Integral segundo Paracelso

O Ser Humano Integral segundo Paracelso

Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus Von Hohenhein; você já leu ou ouviu falar algo a respeito desse estranho nome? Talvez não. Provavelmente o nome Paracelso lhe soará mais familiar. Trata-se da mesma pessoa.

Paracelso foi um médico famoso, nascido em 1493 na localidade Suíça de Einsieden. É considerado hoje como o precursor da medicina holística, pois tratava seus pacientes em sua integralidade, não se limitando apenas aos sintomas físicos. Além de médico, era físico, filósofo, astrólogo e ocultista.

Paracelso entendia o ser humano como composto de três naturezas. A primeira, a natureza física, é perceptível aos nossos sentidos físicos. É o Corpo Denso que, num primeiro momento, nos identifica e diferencia entre os seres humanos. Ele fala, também, de uma identidade sutil, invisível, formada pelas nossas manifestações mentais e emocionais. É ela que nos torna um elo na cadeia de todo o Universo, recebendo e irradiando influências energéticas. Considerava, ainda, uma terceira e mais elevada natureza, aquela que representa nosso Ser verdadeiro e eterno, o Eu real, nossa essência: o Espírito.

Segundo Paracelso[1], quando compreendemos totalmente essas facetas da nossa natureza, sabemos que nada existe nos céus ou na terra que não esteja no ser humano, inclusive a própria Divindade. Isso, para ele, era autoconhecimento.

O autoconhecimento, porém, significava-lhe mais do que uma compreensão total do Ser. Incluía, também uma percepção do Vir a Ser. O que somos neste momento – física, moral, mental e espiritualmente – é menos do que poderemos ser no futuro. Até a Divindade está sujeita a esse processo contínuo de Vir a Ser.

“O homem tem um papel ativo e criativo na construção do Universo”. Eis um pensamento revolucionário de Paracelso, que faleceu em 1541.

Por Gilberto Silos

[1] N.T.: Como nos diz Max Heindel, no Conceito Rosacruz do Cosmos: “Os Rosacruzes, tais como Paracelso, Comenius , Bacon , Helmont e outros, deram vislumbres em suas obras e influenciaram a outros. (…) Ele tinha uma grande capacidade curadora e procurava combinar a eficiência dos remédios físicos, aplicados em fases astrológicas favoráveis, com a orientação espiritual conveniente.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Ricota de Tofu

RICOTA DE TOFU

INGREDIENTES:

  • 200 g. de TOFU
  • 1/2 cebola picada
  • 1/2 maço de salsa picada
  • 2 colheres (chá) de orégano
  • 4 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem
  • suco de 1 limão
  • sal marinho
  • pimenta do reino (opcional) / 1 pitada

MODO DE PREPARO:

  • Deixe o tofu escorrendo sob um pano de prato ou papel toalha.
  • Amasse o tofu com um garfo até ficar bem esfarelado. Misture o tofu com todos os outros ingredientes.

Fica ótimo para comer com torradas, bolachas de água e sal, sob rodelas de cenoura cruas ou mesmo com saladas.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Palavra Criadora: imaginação em alto grau, uma Mente lúcida e muita concentração

A Palavra Criadora: imaginação em alto grau, uma Mente lúcida e muita concentração

Será que temos dado suficiente consideração para as palavras que falamos? Essa pergunta deve ser feita por todos os Aspirantes espiritualistas sérios, porque com as palavras ditas estarão criando seus futuros destinos. Quando falamos, criamos imagens que frequentemente ativam emoções e estimulam pensamentos. A palavra-chave é criar.

Quando dizemos que o Aspirante está criando seu próprio futuro, entendemos que eles estabelecem condições básicas da vida futura, os Estudantes da Filosofia Rosacruz aceitam a ideia do Renascimento, mas nem sempre lembram que toda ação forma experiências para a próxima vida terrena.

Fazemos ideia de que a palavra cria condições para o ser humano, tanto para quem fala quanto para aquele que escuta. Palavras causam, muitas vezes, infelicidades na Mente ou no Coração dos outros, e podem mudar a própria vida daquele que falou. A palavra pronunciada, com intenção ou não, pode transformar completamente uma vida. Podem agitar emoções e fazer com que o ouvinte seja forçado a decisões que podem alterar seus desejos ou planos.

Em um momento emotivo, palavras despejadas podem embaraçar relações embora nos apressemos a dizer: “Não foi bem isso que queria dizer”. Então se não foi isso o nosso intento, as palavras não foram bem formadas.

Palavras usadas para degradar outros são ditas porque queremos alimentar nossa autoestima. A pergunta é: por que queremos magoar os outros?

Nós todos já encontramos pessoas que são tão interessadas em suas ideias que querem convencer os outros, privando-os de sua liberdade por forçá-los a ouvir e desenvolver resistência. É diferente quando as ideias são discutidas com o grupo, onde pode haver muitas opiniões sobre um assunto especial. Aí existe uma troca de ideias e a aceitação da razão dos outros quando cada um oferece seu ponto de vista.

A palavra tem o seu grau de vibração. A pessoa que fala, dota estas vibrações com a poderosa combinação de pensamento, desejo, vitalidade, dando-lhes substância (Vida) que afeta seus ouvintes.

Ocorre a nós que devemos aceitar a responsabilidade do resultado das nossas palavras? Não podemos esperar que criando desarmonia à vida de uma ou outra pessoa não tenhamos de pagar por ela. Nós construímos nosso próprio destino. Desse modo, falar uma palavra ofensiva é contrário a lei que Cristo Jesus estabeleceu: “Ama teu próximo como a ti mesmo”, e assim põe em ação a lei imutável. Caminhamos até a próxima vida e nos espantamos, porque as pessoas nos evitam e dificultam a nossa vida. Nós merecemos isso pelas nossas ações anteriores.

Para os Estudantes da Filosofia Rosacruz foi dada a razão para controlar as palavras e nos conscientizar do seu poder. Conhecemos a razão dessa disciplina, sabemos que nossa maneira de falar revela os nossos pensamentos e desejos, de maneira completa, conduzindo-nos a descobrir, discernir e perceber o seu significado. Somos bastante sensíveis para mudar nossa atitude para com os outros, para não tropeçarmos na tentação de falar a palavra má? Privamos as pessoas da sua liberdade de agir por causa da palavra impensada, ou mostramos nosso desejo de dominá-los insistindo revelar nossa própria infelicidade, confusão e decepção?

Se estamos interessados em controlar nossas palavras, podemos garantir reações harmoniosas, calma, paz e contentamento interior aos outros.

Palavras atraentes, usualmente possuem ritmo e as crianças são especialmente suscetíveis a isso. Seriam os jovens menos confusos se o som atualmente tão apreciado fosse eliminando? Tal desarmonia tem efeito devastador no Corpo de Desejos, despertando desejos mais inferiores.

A humanidade faz parte do divino criador e tem que se realizar criando harmonia por meio das palavras. Para conseguir, deve desenvolver imaginação em alto grau, possuindo uma Mente lúcida e muita concentração.

Todas as pessoas que possuem criatividade aprenderam a se disciplinar, para conseguir esse fim. A palavra é uma forma de criar.

Quando eventualmente alcançarmos a Iniciação vamos rever as nossas vidas passadas. Recriaremos, novamente, as cenas e nos conscientizaremos da importância da palavra dita, conhecendo enfim uma das qualidades que devemos cultivar antes de podermos alcançar a iluminação da INICIAÇÃO.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 11/86)

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