porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que a mulher foi colocada em desigualdade, numa condição assumida de inferioridade e injustiçada desde o início da existência humana?

Pergunta: Por que a mulher foi colocada em desigualdade, numa condição assumida de inferioridade e injustiçada desde o início da existência humana?

Resposta: Em primeiro lugar, devemos relembrar que o espírito não é masculino nem feminino, mas, se manifesta nessas formas alternadamente, como regra de renascimento. Todos nós temos sido tanto homens como mulheres. Portanto, não pode haver dúvidas quanto à questão da desigualdade, se considerarmos a vida de uma perspectiva mais ampla. Certas lições precisam ser aprendidas pelo Espírito à cada etapa, e só podem ser aprendidas do ponto de vista de uma mulher, e há outras lições só poderão ser aprendidas através do renascimento em um corpo masculino. Então, necessariamente, deverá ocorrer a mudança de sexo. Algumas vezes, por certas razões, acontece que uma pessoa deva se apresentar como um homem em vários renascimentos e, então, quando necessitar assumir a aparência feminina, poderá destoar consideravelmente. Neste caso teremos uma mulher muito masculinizada. Por outro lado, um Espírito pode ter assumido por vários renascimentos uma forma feminina e pode se apresentar como um homem de natureza muito efeminada. Contudo, mesmo na hipótese de renascimentos alternados, muitos dentre nós, provavelmente, renascemos em Roma em sexo oposto, pois, se tomarmos em consideração a Lei de Consequência, o tratamento dado às mulheres pelos homens daquela época foi tal que levou essas mulheres romanas, hoje renascidas como homens, a não fazer muitas concessões a seus antigos senhores.

(Pergunta nº 19 do Livro Filosofia Rosacruz Perguntas e Respostas Volume 1 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

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Receita: Pudim de Pão Amanhecido

Receita: Pudim de Pão Amanhecido

Ingredientes:

  • 3 pães amanhecidos
  • 4 ovos
  • 1 xícara de chá de leite
  • 1/2 xícara de chá de açúcar mascavo ou mel
  • 1/2 xícara de manteiga derretida
  • 1 colher de sopa de baunilha
  • 1/2 xícara de uva passa (*Opcional)

Modo de Preparo:

  • Corte os pães
  • Coloque numa travessa e jogue o leite por cima
  • Cubra e espere uns 10 minutos
  • Pré-aqueça o forno
  • Bata os ovos e coloque sobre os pães
  • Coloque o açúcar, a manteiga, a baunilha e a uva passa
  • Mexa tudo e coloque numa forma untada e enfarinhada
  • Asse em forno a 180 graus por 50 minutos
  • Quando esfriar, desenforme
  • Se gostar, peneire açúcar de confeiteiro por cima.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Onda de Vida Arcangélica

Muitos seres superiores que nos ajudam, embora a maioria não os vejamos, começaram a evoluir antes do nosso atual Esquema de Evolução. Dentre essas ondas de vida estão os Arcanjos.

Sabemos que o propósito da evolução de uma Onda de Vida é torná-la completamente consciente e capaz de dominar a matéria de uma quantidade de Mundos. Observamos que tudo que existe tende a se desenvolver lenta e persistentemente, procurando alcançar estados cada vez mais elevados, buscando a perfeição.

Primeiro, a Onda de Vida busca alcançar a consciência individual, do “Eu”, e a construção dos veículos por cujo intermédio ele se manifestará nos Mundos. Esse período é conhecido como Involução.

Em seguida, a Onda de Vida busca desenvolver essa consciência individual até a Divina Onisciência. A esse período dá-se o nome de Evolução. Isso também ocorre com a Onda de Vida dos Arcanjos.

Os Arcanjos alcançaram o estado similar ao humano, ou seja, ao estado de consciência individual, num tempo em que nós, Espíritos Virginais da nossa Onda de Vida, éramos similares às plantas. Similares no estado de consciência – sonos sem sonhos – e na constituição: tínhamos só os Corpos Denso e Vital. Esse tempo é o conhecido como Período Solar. Nesse Período, também começou a evolução dos Espíritos Virginais da Onda de Vida animal. De lá para cá já avançamos dois estados: um no qual fomos semelhantes aos animais, e o outro no qual somos seres humanos.

Da mesma forma os Arcanjos já avançaram dois estados: um no qual foram semelhantes aos Anjos e outro no qual são o que denominamos Arcanjos.

No longínquo tempo que chamamos de Período Solar o campo mais inferior de evolução estava no Mundo de Desejo, ou seja, o Globo mais denso era composto de matéria dos desejos. Agora, o campo mais denso de evolução está na Região Química do Mundo Físico, ou seja, o Globo mais denso é composto de matéria física.

Como os Arcanjos eram semelhantes ao que somos nós hoje, eles tinham e, agora, também têm, o Corpo de Desejos como veículo mais inferior. Portanto, o veículo mais inferior que um Arcanjo pode construir é um Corpo de Desejos. Como nós temos o nosso Corpo Denso, o físico, como tal, ou seja, não podemos construir um Corpo mais inferior que o Corpo Denso. Por isso eles se tornaram especialistas em matéria de desejos. Para isso trabalharam, exercitaram e utilizaram como material de aprendizagem a Onda de Vida que tinha começando a se manifestar naquele tempo, ou seja, a que hoje conhecemos como os animais. Da mesma forma que nós utilizamos como material de aprendizagem, para nos tornarmos especialistas em matéria da Região Química do Mundo Físico, a Onda de Vida que começou sua evolução neste Período Terrestre, ou seja, os Espíritos Virginais da Onda de Vida mineral, os minerais.

Com isso os Arcanjos se tornaram responsáveis pela evolução dos animais ajudando-os e os dirigindo até o ponto que for preciso. E com isso, também, como são especialistas em matéria de desejos, auxiliam e ensinam a todos os seres que possuem Corpos de Desejos separados e, que precisam manipular a matéria desse Mundo. No caso do nosso presente estado evolutivo nós, os seres humanos, e os animais são os que possuem Corpos de Desejos separados e que precisam aprender a usá-los. Por isso é que se diz que os Arcanjos trabalham só com os seres humanos e com os animais.

Os veículos que um Arcanjo utiliza são formados dos seguintes materiais: o mais inferior formado de matéria do Mundo do Desejo, o segundo subsequente formado de matéria da Região do Pensamento Concreto, o terceiro é formado de matéria da Região do Pensamento Abstrato e o quarto de matéria do Mundo do Espírito de Vida. Seu campo atual de evolução é o Sol.

Os Arcanjos nos ajudam desde há muito tempo. A primeira ajuda ocorreu num tempo conhecido como Revolução Lunar do Período Terrestre. Esse foi o momento em que estávamos em condições de desenvolver o nosso Corpo de Desejos com o objetivo de prepará-lo para termos desejos, emoções e sentimentos individuais. Os Arcanjos separaram o nosso Corpo de Desejos em duas partes: a superior, na qual seria implantada a consciência da personalidade separada, e a inferior, na qual os Arcanjos nos deram desejos, sentimentos e emoções inferiores, animalescos. Foi graças a essa divisão que hoje podemos controlar as nossas paixões, emoções, nossos sentimentos e desejos inferiores. Pois, se quisermos tê-los é só envolver o nosso desejo, sentimento ou nossa emoção de matéria das regiões inferiores do Mundo do Desejo.

Por outro lado, se quisermos ter somente desejos, sentimentos ou emoções superiores, é só envolvê-los de matéria das regiões superiores do Mundo do Desejo. Sabemos fazer isso hoje, graças a ajuda dos Arcanjos.

Mais tarde voltaram os Arcanjos para nos ajudar a modificar o Corpo de Desejos a fim de acomodá-lo à Mente, que iríamos adquirir. Estávamos numa época conhecida como Época Lemúrica, a terceira Época. Uma vez adquirido os veículos, tínhamos que aprender a utilizá-los, ou seja, como funcionar neles e como dominá-los com a nossa vontade. Os Arcanjos nos ajudaram e continuam nos ajudando no que diz respeito ao Corpo de Desejos.

Inicialmente foram e, alguns ainda são, os Espíritos de Raças. Como Espíritos de Raças eles auxiliam a Jeová, o Anjo mais elevado – o Espírito Santo – e autor de todas as Religiões de Raça.  Nos primeiros tempos em que adquirimos os nossos corpos e precisávamos usá-los, éramos débeis, impotentes e completamente incapazes de guiar esses veículos; hoje, ainda não somos o suficientemente fortes para isso. Ainda hoje, o Corpo de Desejos dirige a nossa personalidade muito mais do que nós, o Ego. Contudo, naquele tempo, era pior; se fossemos abandonados teríamos nos tornados completamente impotentes para dirigir nossos veículos.

Para nos ajudar, Jeová criou as Religiões de Raça. Cada Religião de Raça tem um Espírito de Raça, que é um Arcanjo. Cada um tem o domínio sobre um povo, uma nação. Para guiar as raças, os Espíritos de Raça agem sobre o sangue. Para ter esse acesso, o Espírito de Raça entra no sangue através do ar inspirado. Por isso, São Paulo fala dos Arcanjos como “Príncipe do Poder do Ar”. O Arcanjo, como Espírito de Raça, envolve e compenetra toda a atmosfera da Terra habitada pelo povo que está sob o seu domínio. Assim se formaram todos os povos e nações.

Uma pessoa pertencente a um povo que está fortemente subjugado à influência do Espírito de Raça sofre a mais terrível depressão quando sai do seu país ou respira o ar de outro Espírito de Raça. Quando mais baixo um povo se encontra na escala da evolução, mais ele mostra as suas características raciais. Isso é por causa da ação do Espírito de Raça.

Um dos sentimentos emanados dos Espíritos de Raça é o patriotismo. Atualmente está sendo substituído pelo altruísmo.

A influência do Espírito de Raça numa pessoa faz com que ela pense nela mesmo, primeiro como pertencente a certa raça. A pessoa não era “David”, mas sim “Filho de Abraão”, nem “José”, mas “Filho de David”. Vemos na Bíblia que a maior honra dos judeus era ser “a semente de Abraão”. Esse sentimento de ter orgulho de pertencer a determinada raça é dado pelos Espíritos de Raça. Daqui já podemos perceber que os Arcanjos são os responsáveis pela elevação e queda das nações. Dão exatamente aquilo que melhor sirva aos interesses do povo que cada um deles rege: ou a vitória ou a derrota; ou a paz ou a guerra.

Em Daniel Cap. 10, vers.13, lemos: “E o príncipe do reino dos persas me resistiu por vinte e um dias; e eis que veio em meu socorro Miguel, um dos primeiros príncipes”, e no vers. 20: “acaso sabes tu por que vim a ti? E agora voltarei a pelejar contra o príncipe dos persas: quando eu saí, apareceu o príncipe dos Gregos, que entrava (…) e em todas essas coisas ninguém me ajuda, senão Miguel, que é o vosso príncipe”.

O Arcanjo Miguel é o Espírito da Raça judia. Em Daniel 12: lemos: “Naquele tempo se levantará o grande príncipe Miguel, que é o protetor dos filhos do teu povo”. Portanto um Arcanjo, como Espírito de Raça, evolui à medida que a raça que está dirigindo evolui.

Como Espírito de Raça, o trabalho de um Arcanjo é muito maior do que nos ensinar como utilizar o nosso Corpo de Desejos.

Sabemos que a Terra foi arrojado do Sol porque não podíamos suportar os tremendos impulsos físicos e espirituais que lá existem. Entretanto, precisamos deles. Por outro lado, os Arcanjos são espíritos solares comuns, ou seja, convivem e evoluem com os impulsos solares.

Mesmo a Terra estando a tão grande distância, ainda assim não suportaríamos tais impulsos, especialmente os espirituais que estimulam o crescimento da alma em todo o canto do nosso Planeta.

A solução foi enviar esses impulsos espirituais para a Lua onde Jeová, o Regente da Lua, auxiliado por um certo número de Arcanjos – que são os Espíritos de Raça – pudesse preparar para refletir tais impulsos para a Terra. Esses impulsos são refletidos em forma de Religiões de Raça. Com isso os Arcanjos podem trabalhar com a humanidade e prepará-la para receber os impulsos espirituais diretamente do Sol, sem intervenção da Lua.

Quanto mais avançada é uma nação, mais liberdade tem o indivíduo, mais ele responde aos impulsos espirituais direto do Sol.

Quanto mais nos harmonizamos com a lei do amor, mais nos libertamos do Espírito de Raça.

A América não tem um Espírito de Raça, ainda. É um lugar onde todas as raças estão se misturando para extrair a semente da nova raça.

Essa nova raça está começando a aparecer. Seus membros são reconhecidos pelos longos braços, corpos elásticos, cabeças compridas, testas retangulares. Em mais algumas gerações essa nova raça poderá estar a cargo de um Arcanjo que a unirá.

Um Arcanjo não possui asas, como são mostradas nas figuras. O que sai das suas costas são correntes de força que podem ser dirigidas para qualquer lado, da mesma forma que nos dirigem os nossos pés ou nossas mãos, seja para alcançar algo ou para mudarmos de direção. Entretanto, o Arcanjo não utiliza essa corrente de força para voar ou se movimentar. Ele a utiliza para, por exemplo, imbuir um povo de medo e o outro de coragem, quando há a necessidade de luta entre eles.

Todo Arcanjo sabe que a Religião dada por eles – a Religião de Raça – baseada na lei, é insuficiente e produz o pecado que acarreta a morte, a dor e a tristeza.

Eles compreendem que suas Religiões são, tão somente, passos necessários para atingir algo melhor. Todas as Religiões de Raça indicam alguém que virá. E esse alguém é o Cristo, o mais elevado Iniciado do Período Solar, o Arcanjo mais evoluído, Regente do Sol e, portanto, guia de todos os Arcanjos. Que se tornou Regente da Terra e guia da humanidade a partir do gólgota, da sua crucifixão.

Enquanto um Arcanjo comum funciona normalmente num Corpo de Desejos, o Cristo funciona num corpo composto de matéria do Mundo do Espírito de Vida, o primeiro mundo de baixo para cima onde cessa toda a separabilidade, o Mundo da Fraternidade Universal.

Portanto, sua Religião – o Cristianismo, a Religião do Filho – é fundamentalmente unificante, baseada no amor e na Fraternidade Universal. Portanto, a lei cederá lugar ao amor; as raças e facções deverão se unir numa Fraternidade Universal.

Entre os seres humanos há vários graus de inteligência. Alguns são qualificados para determinadas posições em que se exige uma habilidade específica. Outros para posições em que não se exige tanta habilidade. Da mesma forma ocorre com os Arcanjos. Nem todos são capazes de governar uma nação e o seu destino. Então, a esses Arcanjos é dado um outro trabalho, o de ser os Espírito-Grupo dos animais.

Cada espécie animal é dirigida por um Espírito-Grupo. Como o animal não está tão individualizado como o ser humano, suas características físicas e comportamentais são iguais entre membros da mesma espécie.

O trabalho de um Arcanjo como Espírito-Grupo é levar todos os membros da espécie que ele dirige a um grau de individualização similar ao nosso. Ele dirige a sua espécie “de fora”, atuando como orientador, p. ex. o “instinto no animal” é tão somente a resposta do animal à sugestão do Espírito-Grupo.

Como todo Arcanjo, o Espírito-Grupo vive no Mundo do Desejo. Tais figuras com corpo semelhante ao nosso e cabeça de animal podem ser vistas, pode-se falar com elas e, ainda, verificar que são mais inteligentes que o nível médio dos seres humanos.

Aos Arcanjos cabe dirigir a Onda de Vida dos animais até atingirem a perfeição. Para isso, os Arcanjos também terão atingido a perfeição. Do mesmo modo que nós dirigiremos a Onda de Vida mineral até atingir a perfeição.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Liberdade Espiritual

A Liberdade Espiritual

A maioria das pessoas preocupa-se com a liberdade humana – quer dizer, liberdade da palavra, livre imprensa, liberdade religiosa, liberdade econômica, liberdade corporal. Agora tratemos da liberdade espiritual origem daquelas outras.

Que é liberdade? Liberdade é Vida a fluir livremente através de nós. Liberdade é o canto da alma, o sonho do sonhador. Liberdade é SER. O ser humano cuja vida está em Cristo, é livre. EU SOU livre e TU ÉS livre, mas não enquanto estivermos amarrados a roda dos pensamentos humanos, das idéias estabelecidas; não, enquanto estivermos subordinando o governo da alma às concepções humanas.

Liberdade não é uma condição governamental, mas uma condição anímica, interna. Há pessoas que permaneceram livres, embora encadeados; há pessoas que permaneceram livres, mesmo sob escravidão e opressão. Há pessoas que souberam prosperar sob condições depressivas e de pânico e seres humanos que sobreviveram às guerras, inundações e fomes. Quando a Alma do individuo é livre, ela o conduz incólume através do Mar Vermelho, das experiências do Deserto, até a Terra Prometida de Paz espiritual. Quando nos voltamos ao Reino Interno do Eu, encontramos ao mesmo tempo o Poder Divino no Mundo Exterior. Quando buscamos a paz dentro de nós, achamos a Harmonia lá fora. Quando buscamos a liberdade da Alma, experimentamos a liberdade da Graça. O que nos impede vivenciar a expressão mais elevada de harmonia, de saúde e de abundância? Que nos impede usufruir todas as coisas boas que o mundo nos oferece? Existe algum poder que nos impõe e decreta a pobreza, a doença e a morte? Existe alguma lei de carência e de limitação encadeando-nos a roda de escravidão, provas e trabalhos pesados? Se assim é, de onde emanam? O mundo tem buscado a liberdade, a paz e a plenitude, mas essa procura se tem orientado pelos esforços mentais e normas estabelecidas. A Mente humana: formada com muitas falhas através dos séculos, contem em si todos os medos e fracassos da raça humana. Toda a angústia oriunda de paixões, luxúria, ganância, ambição, medo e prepotência, encontram-se nos arquivos do pensamento humano e isso tem levado a humanidade à posse desregrada e a aquisição voraz. O resultado não é liberdade, mas escravidão dos sentidos.

A simples decisão de repentinamente deixarmos de resistir a essa luta, com ajuda de nossos melhores recursos mentais, em busca da liberdade, já nos vai descerrando a Alma para a revelação de um Poder Incognoscível, Interno, Invisível, que nos vai provendo com o Pão descido dos céus e preenchendo totalmente nossas necessidades mentais, físicas e financeiras. E, com a remoção gradativa de nossas limitações mentais, vamos adquirindo uma visão destemerosa e ampla de nossa liberdade individual e atávica.

Onde, a não ser numa compreensão maior, pode o ser humano achar a infinitude de seu bem? Onde, a não ser na amplitude da consciência do Ser Imortal, pode o ser humano beber da Água Viva da qual, bebendo jamais terá sede de água comum? Onde, a não ser na amplitude maior da consciência, pode o individuo achar a Carne espiritual que põe fim a grande fome que acumulou, em razão de desejos insatisfeitos? Só essa abertura de consciência nos pode libertar a Mente das solicitações inebriantes do mundo exterior.

Liberdade é uma qualidade de pensamento e condição experimentada somente quando se quebra o apego às aparências e valores externos. Acima e além de toda sedução sensorial vibra a Vida Divina onde podemos entrar na herança de nossa liberdade autêntica, de modo a viver no mundo livre da escravidão e apego formais; gozar da amizade sem ser-lhe dependente; saudar a dinheiro que chega e bem empregá-lo, sem avareza; trabalhar pela alegria que o trabalho nos dá e não pelo dever de mera manutenção. Experimentem aprimorar o seu trabalho e achar melhores meios de realizar sua tarefa e verão como isso e libertador! Livra-los-á, certamente, do enfado que as rotinas provocam pela motivação aperfeiçoadora, pelo prazer que deem ao espírito de criar inovações nas atividades. Por acréscimo, também os libertará da carência e da limitação.

Gozemos da liberdade de amar nossos familiares e amigos, sem nos desiludirmos com suas falhas nem nos envaidecermos com seus êxitos. Mantenhamo-nos intimamente apartados do mundo como espectadores, vendo seus êxitos e insucessos, amores e ódios, mas vigiando para que eles não nos contagiem e envolvam: ISSO É LIBERDADE!

Como disse São Paulo apóstolo: “nada dessas coisas me comove!“. E CristoMeu Reino não é deste mundo; nele vivo, mas não lhe pertenço“. E ainda São Pedro: “Somos Peregrinos na Terra“.

(Gilberto A V Silos – Editorial da Revista Serviço Rosacruz de 5/72)

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Carta de Max Heindel: Os Espíritos de Raça e a Nova Raça

Os Espíritos de Raça e a Nova Raça

Outubro de 1915

Como há grande número de Estudantes que não assinam a Revista[1], e como há um artigo muito importante sendo publicado tratando sobre o lado oculto da guerra[2], creio que seja oportuno dedicar a carta mensal a um resumo dos fatos, e confio que isso também beneficiará a todos aqueles que possuem a Revista; por isso não pretendo fazer uma cópia da matéria, mas abordarei o assunto de improviso e, com certeza, novos pontos serão ressaltados.

Você se lembra de como cada um dos países envolvido nesse triste episódio se esforçou para se isentar de qualquer tipo de responsabilidade desde o princípio. Em certo sentido estão corretos, pois embora todos tenham culpa em decorrência do arrogância do coração, – e como Davi[3], quando contou a quantidade de pessoas que havia com ele em Israel, tendo pondo a sua confiança na enorme quantidade de seus homens, navios e armamentos – nenhuma guerra poderia ser declarada sem que fosse permitida pelos Espíritos de Raças. O Espírito de Raça guia os que estão sob a sua responsabilidade pelo caminho da evolução e, como Jeová, luta por eles ou permite que outras nações os conquistem, quando for necessário para que aprendam as lições necessárias para seu progresso.

Quando examinado pela visão espiritual, o Espírito de Raça aparece como uma nuvem cobrindo uma nação, e é insuflada no pulmão dessas pessoas a cada inspiração de ar que fazem. Nele, elas vivem, se movem e têm seu ser como um fato real. Por meio desse processo ficam imbuídos do sentimento nacionalista a que chamamos “patriotismo” o qual, em tempos de guerra, é tão poderosamente intenso e produtor de poderosas emoções que todos se sentem compromissados com tal questão e estão dispostos a sacrificar tudo por seu país.

A América não tem Espírito de Raça, até agora. É o cadinho onde diferentes nações estão sendo amalgamadas para extrair a semente para uma nova raça, portanto, é impossível despertar um sentimento universal que fará com que todos se movam como um só em qualquer assunto. No entanto, essa nova raça está começando a aparecer. Você pode reconhecê-la nas pessoas com seus braços longos e pernas longas, seu corpo jovial, saudável, atraente e capaz de se mover e se curva com extrema agilidade, sua cabeça longa e um tanto estreita, a parte superior do seu crânio ou da sua cabeça alta e sua testa quase retangular. Dentro de poucas gerações, imagino que sejam entregues a responsabilidade de um Arcanjo, que começará a unificá-los. Isso por si só levará algumas gerações, pois, embora as imagens originalmente estampadas nos corpos da velha raça tenham desaparecido atualmente, devido o advento dos casamentos entre nações, povos e raças, elas ainda influenciam a ponto de produzirem resultados, e as conexões familiares da América com a Europa podem ser rastreadas na Memória da Natureza, cujo reflexo temos no Éter Refletor. Até que esse registro não seja apagado, o vínculo com o país ancestral não está totalmente rompido, e as colônias de italianos, escoceses, alemães, ingleses etc., existentes em diversas partes desse país, retardam a evolução da nova raça. É provável que a Era de Aquário chegue antes que essa condição seja totalmente superada e a raça americana totalmente estabelecida.

Se você olhar para os acontecimentos durante os últimos 60 ou 70 anos, ficará evidente que essa foi uma época de ceticismo, dúvida e crítica aos assuntos religiosos.

As igrejas têm ficado cada vez mais vazias e as pessoas, muitas vezes, abandonam a adoração a Deus e se voltam para a busca do prazer. Essa tendência estava aumentando na Europa até o início dessa guerra, e ainda continua sendo uma vergonha para muitas cidades e centros do pensamento científico da América. Como um resultado dessa atitude mental mundial, promovida pelos Irmãos da Sombra com a permissão dos Espíritos de Raça, assim, como Jó[4] foi tentado por Satanás na lenda, uma catarata espiritual vedou os olhos do mundo ocidental e deve ser removida antes que a evolução possa prosseguir. Como isso está sendo feito será o assunto da próxima carta.

(Do Livro: Carta nº 59 do Livro Cartas aos Estudantes)


[1] N.T.: Na época se refere à Revista Rays from the Rose Cross.

[2] N.T.: refere-se à Primeira Guerra Mundial

[3] N.T.: Cr 21:1-17

[4] N.T.: Veja o Livro de Jó na Bíblia para ter um panorama completo.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Recém-nascidos do sexo feminino parecem resistir melhor às influências adversas que o do sexo masculino?

Pergunta: De acordo com um artigo publicado recentemente em uma revista médica, os recém-nascidos do sexo feminino parecem resistir melhor às influências adversas que acometem as crianças nos primeiros anos de vida. Esse artigo afirma: “Falando de modo geral, pode-se dizer que o menino reage à doença de modo mais violento que a menina, é fragilizado mais facilmente que ela, não se recupera tão rapidamente quando a doença parece regredir e não oferece tanta resistência quando sofre de enfermidades crónicas”. Poderiam explicar isso?

Resposta: Para o ocultista versado nos Ensinamentos Rosacruzes sobre a polaridade do Corpo Vital, a anomalia aparente é facilmente explicada, assim como muitos outros fatos conhecidos pela medicina, mas não justificados por ela.

O homem, cujo Corpo Denso é positivo, tem um Corpo Vital negativo. Consequentemente, ele não tem tanta resistência à doença quanto a mulher, que possui um Corpo Denso negativo, mas um veículo Vital positivo. Por essa razão, a mulher é capaz de enfrentar uma doença que mataria um homem, mesmo que esse tenha o dobro do peso dela e aparente vitalidade. Ela sofre mais intensamente do que o homem, mas suporta a dor com maior firmeza. Quando o restabelecimento se processa, o seu Corpo Vital, positivamente polarizado, parece sugar, como se fosse formado por um milhão de bocas, a energia solar. Ele dilata-se e começa quase que imediatamente a irradiar emanações características de saúde, resultando a recuperação rápida do corpo físico.

Por outro lado, quando um homem é profundamente atingido pela doença e começa a recuperar-se, o seu Corpo Vital, negativamente polarizado, é semelhante a uma esponja. Absorverá toda a energia solar que puder obter, mas a avidez perceptível no Corpo Vital da mulher não estará nele. Portanto, padecerá por muito tempo às sombras da morte e, como é mais fácil entregar-se do que lutar, mais frequentemente sucumbirá.

Existe também outra razão para a maior mortalidade entre os recém-nascidos do sexo masculino. Os estudantes da Filosofia Rosacruz estão familiarizados com a Lei que governa a mortalidade infantil. Sabem que quando o Ego é muito perturbado, seja pelas lamentações agudas e histéricas dos parentes ou pela morte decorrente de acidentes ferroviários, incêndios, guerras ou causas similares, ele não consegue concentrar a sua atenção no panorama da vida que se desenrola diante dele, semelhante a um filme projetado em uma tela.

Esse panorama deverá ser gravado no Corpo de Desejos para formar a base dos sentimentos de dor ou prazer que serão experimentados no Purgatório e no Primeiro Céu, respectivamente, quando a dor será transmutada em consciência para advertir o Ego a não cometer no futuro os erros do passado e o prazer sentido pelas boas ações praticadas gerará virtudes que estimularão o Ego a aperfeiçoar-se nas próximas vidas. Quando o Ego é seriamente perturbado em sua concentração no panorama da vida, a gravação não atua sobre os sentimentos como deveria. Por isso, a experiência de vida se perderia, se as Forças Superiores não intervissem, deixando-o morrer na fase de infância do próximo renascimento. Os veículos sutis não nascem simultaneamente com o corpo físico. Os frutos da vida anterior serão, então, incorporados neles após a morte na infância. Em alguns anos, o Ego procurará um novo renascimento e viverá o seu período normal de vida na Terra.

Baseados neste sistema, podemos afirmar que um grande número de crianças esteja predestinado a morrer durante a infância, pois as guerras e os velórios, com suas lamentações, privaram milhões de Egos da paz necessária no momento da morte. Esta guerra atual (1916) acrescentará mais alguns milhões. Deste modo, a mortalidade infantil continuará a golpear-nos até que aprendamos a ciência da morte e a como ajudar o Ego que morre a se desligar da matéria, da mesma forma que aprendemos a cuidar de um recém-nascido. Nós, com as nossas pequenas e finitas mentes, já aprendemos a usar as linhas de menor resistência para alcançar os nossos fins. Estudamos a conservação de energia e podemos ter certeza de que as grandes Hierarquias Divinas encarregadas da evolução fazem uso de métodos similares com maior eficiência. Consequentemente, já que os recém-nascidos devem morrer pelas razões mencionadas, o que há de mais natural do que deixá-los assumir um corpo masculino com um Corpo Vital negativo, que irá sucumbir mais facilmente aos rigores da existência física?

Contudo, não negamos que muitas mortes ocorridas na infância sejam devidas à falta de compreensão da complexa constituição do ser humano, que inclui veículos mais sutis do que aquele perceptível pelos nossos sentidos e que se acredita geralmente constituir o organismo todo. Embora o Corpo Vital de uma criança esteja ainda comparativamente desorganizado na ocasião do nascimento, o Éter a ser usado para completá-lo está dentro da aura, pronto a ser assimilado e, se alguém ao redor do recém-nascido estiver debilitado ou anêmico, um vampiro inconsciente, sugará parte da reserva do Éter não assimilado da criança muito mais facilmente que o de um adulto cujo Corpo Vital esteja totalmente estruturado. Naturalmente, a pessoa fraca sugará mais facilmente o Éter negativamente polarizado, como ocorre no corpo de um menino, do que o Éter positivo de uma menina. Assim, justifica-se a maior taxa de mortalidade das crianças do sexo masculino, embora muitas mortes não aconteçam devido à Lei mencionada.

Se isso fosse conhecido e aceito, um grande passo seria dado no sentido de salvar os recém-nascidos, porque certas precauções poderiam ser tomadas. Em primeiro lugar, deveriam dormir em um berço que ficasse afastado da mãe, embora sempre ao seu alcance, para que a aura dela não se misturasse com a da criança. Uma mãe fraca não deveria alimentar o seu filho, mas conseguir, se possível, leite fresco e tépido de vacas sadias e bem alimentadas ou, melhor ainda, de cabras. Esse leite fresco está sobrecarregado de Éter do animal e possui uma energia vital não apreciada pelo químico, que se limita a fazer somente a análise física dos seus componentes químicos. Por último, mas nem por isso menos importante, uma massagem no baço e um estímulo dos nervos esplênicos, cautelosa e moderadamente aplicados, ajudarão a contraparte etérica desse órgão na sua atividade de especializar a energia solar, da qual os processos vitais dependem tanto quanto os pulmões dependem do ar.

(Pergunta nº 28 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Repostas – Volume 2 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Conde de Saint Germain

O Conde de Saint Germain

A vida inteira desta extraordinária e misteriosa figura, conhecida como Conde de Saint Germain, está intimamente ligada à mudança político-social do mundo que foi operada pela Revolução Francesa. Tratando-se de um Ego excepcional que previu o que iria acontecer à França, empenhou-se titanicamente e durante algumas décadas, entre a nobreza, procurando convencê-la da necessidade de modificar as diretrizes de Governo a fim de se realizar a imprescindível alteração do ambiente político e social sem, contudo, que o país fosse ensanguentado. Por intermédio da condessa d’Adheniar, pessoa de amizade da rainha, o Conde se pôs em contato com ela que, tendo gostado muito de ouvi-lo, encaminhou-o para falar com Luís XVI. Expôs ele ao rei, minuciosamente, todos os problemas do seu reinado, inclusive os mais delicados, acrescido de sábia orientação para resolvê-los. No entanto, apesar de Sua Alteza ter percebido que Saint Germain havia dito importantes verdades, chamou os guardas e mandou prendê-lo. Contudo, quando eles entraram, o Conde desapareceu, como por encanto, no meio deles. Se quiséssemos usar linguagem popular, diríamos que eles “ficaram falando sozinhos”. Determina Sua Majestade que seja procurado, destacando para tantos detetives especializados que se entregaram a intenso trabalho de investigação, no transcurso de dois anos consecutivos, sem que conseguissem colher a mínima notícia, não só na França e na Europa, mas em qualquer parte da Terra. Desanimaram.

Decorridos oito anos, Maria Antonieta se lamentava, certo dia, pelo desaparecimento do Conde, dizendo estar acontecendo tudo o que ele dissera e que precisava muito, por isso mesmo, falar com ele. No dia seguinte, às oito horas da manhã, alguém bateu à porta da sua residência e a governante foi atender; era Saint Germain, a quem fez entrar. A rainha ficou sobremaneira satisfeita. Depois dos cumprimentos, fez todas as perguntas que desejava, tendo obtido, com precisão, as respostas do ilustre personagem que, despedindo-se, partiu. Sua Majestade transmite ao primeiro Ministro, Sr. Maurepas, tudo aquilo que ouvira do Conde; ele não gostou, alegando que ela tinha escutado coisas sem sentido, porque quem disse, ele afirmou, não passava de um charlatão. Mal acabou de falar, a porta abriu automaticamente, entrou Saint Germain e se dirigiu ao desconcertado Maurepas por meio das seguintes palavras: “Sim, fui eu quem disse à Rainha tudo que me era permitido dizer… E as revelações ao Rei teriam sido muito mais completas. É lamentável que vos tenhais interposto entre S. A. e mim. Nada me recriminarei quando a terrível anarquia devastar a França inteira! Quanto a tais calamidades, vós não as vereis, mas o fato de as terdes inconscientemente preparado será suficiente para a vossa memória… Não espereis homenagem alguma da posteridade, ministro frívolo e incapaz! Sereis incluído entre aqueles que fazem a ruína dos Impérios!”. Dito isso, o Conde encaminhou-se para a porta, fechou-a e desapareceu para sempre. Desnecessário é, sem dúvida, esclarecer que todos os esforços tendo em vista encontrá-lo foram totalmente inúteis.

Todos os documentos que se achavam no arquivo do Estado, escritos por Saint Germain, principalmente os que diziam respeito à França, foram, por determinação do Imperador, recolhidos e levados à Chefia de Polícia com a finalidade de fazer-se um trabalho em conjunto, mas desapareceram no incêndio do Edifício, durante a Comuna, em 1871.

Voltaire, tido por todos como filósofo cético, via em Saint Germain um homem de sabedoria universal. Tinha ele grande admiração pelo Conde. Era conhecidíssimo pela Maçonaria da época como “O Rosacruz”. E, assim, ainda hoje a referida sociedade secreta o considera. Certa vez defrontou-se o Conde de Cagliostro com Saint Germain, ocasião em que esse lhe dissera — “Cuidado, Cagliostro, senão você porá fogo na França”, ao que ele respondeu: “A Lei quer que a humanidade atinja determinado grau evolutivo e, como ela não quer atingir pelo amor, alcançará pela dor; ateio fogo e a Providência Divina sabe o que deve queimar e o que não deve”. É que, enquanto o Conde de Cagliostro encarnava a face do rigor, o Conde de Saint Germain representava a face do amor. Permanecia em um lugar somente o tempo necessário à realização do seu trabalho. Como Iniciado de grau superior, está sempre em atividade em alguma parte do mundo. No século XIII, na Alemanha, fundou a misteriosa Ordem dos Rosacruzes. Junto a esse Ser, em sua jornada, sentimo-nos em companhia de quem tudo pode. Não há obstáculo que não vença com seu amor e sabedoria. Diríamos tratar-se de um verdadeiro alquimista das forças cósmicas. Todavia, quase nada dissemos ainda a respeito do Conde de Saint Germain, pois esse Ser é um manancial infinito…

(Por Hélio de Paula Coimbra publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1964)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Fraternidade Rosacruz ligando o Estudante à Ordem Rosacruz

Fraternidade Rosacruz ligando o Estudante à Ordem Rosacruz

É, como diz “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, a Fraternidade Rosacruz que, cuidando de orientar o preparo dos Estudantes, vai ligá-los à Ordem Rosacruz. É nela que todo Estudante encontra o que necessita a fim de que possa chegar oportunamente à Ordem. Felizes, pois, os que assim trilham a senda. Encurtam de maneira extraordinária o caminho a percorrer. Contudo, além de encurtar, tornam o jugo suave e o fardo, leve. Foi, como todos sabem, a Escola Rosacruz fundada pelo mensageiro da Ordem, Max Heindel, nos Estados Unidos da América do Norte, em Oceanside, em 1909. Destina-se ela especificamente ao Mundo Ocidental, em virtude do adiantamento dos habitantes desta parte do globo terrestre. O alto grau de individualização do ser humano ocidental revela seguramente o seu nível de amadurecimento interno. E por causa desse nível ser bom é que o ser humano ocidental tem, indiscutivelmente, dificuldade de se adaptar ao preparo coletivo, para Iniciação Coletiva usada pelos orientais. Por isso, os exercícios dados por esses não servem para os ocidentais. Quem desejar inteirar-se profundamente sobre o que acabamos de falar, que leia a obra básica dos ensinamentos Rosacruzes, à que já nos referimos, intitulada “O Conceito Rosacruz do Cosmos”.

Como é do conhecimento de todos, não há escola que não tenha o seu regulamento ou método. E, nesse particular, a Escola Rosacruz nos apresenta um Método que é diferente, em um ponto capital, dos métodos adotados pelas demais escolas — objetiva ele partir dos primeiros passos do Estudante e emancipá-lo gradativamente de toda e qualquer dependência dos outros até atingir o mais alto grau de confiança em si mesmo, o que lhe possibilita permanecer só, não importando as circunstâncias e más condições para lutar. Nesta altura, é claro, a segurança do Estudante é total; portanto, não mais está sujeito a entusiasmar-se de tal forma que venha a cometer deslize de equilíbrio. Permanece tranquilo e firmemente como se fosse uma rocha. Considera as pessoas e coisas em seus devidos lugares: não comete excessos. Não vê líder ou mestre, a não ser no Cristo Interno. Seu único ideal e guia é, então, Cristo-Jesus. Assim, libertou-se das vozes enganosas, vindas do exterior, partam de onde partir.

Como se vê, o Método Rosacruz de Desenvolvimento conduz o Discípulo, que rigorosamente o observa, à Iniciação real cujo valor é também real em qualquer plano ou mundo do Universo onde se apresentar o portador dela. É tão diferente das chamadas iniciações coletivas ou dependentes de guru como a água o é do vinho. Basta dizer que esse tipo de preparação e Iniciação dão ao ser humano uma realização parcial, apenas. Pelo Método Rosacruz, ao contrário, a realização do ser humano é completa e total, portanto, alcança-se, deste modo, tal sublimidade que é difícil descrever, dado a pobreza de vocabulário. É necessário que se experimente para poder compreender plenamente a amplitude da coisa. Diz Max Heindel, na obra citada, que se fosse possível obter com dinheiro, ninguém veria problema em gastar soma abundante. Entretanto, a impossibilidade é total de se obtê-la assim e por qualquer outro meio que não seja o mérito. Só esse vale. É o único caminho que existe. Percorramo-lo, pois, trabalhando incansavelmente. Só assim iremos galgando os degraus. É uma conquista sublime! Desdobra-se vitória sobre vitória e, por outro lado, descortinam-se horizontes. Sente-se, de perto, não só a grandiosidade de Deus, mas especialmente a Sua presença em tudo que existe na Natureza. Percebe-se agora que o espírito deve buscar exercer, de maneira crescente, o mais completo domínio sobre os seus veículos, conhecidos também como suas ferramentas. Essas são transitórias, enquanto ele é eterno.

Poderá o prezado leitor que pretenda conhecer bem o Método Rosacruz de Desenvolvimento ler o referido “Conceito Rosacruz do Cosmos”. É, portanto, de fácil consulta. É obra importante não apenas para os Estudantes Rosacruzes, mas interessa a todos os estudiosos, sem excetuar os mestres; ou melhor, os que se consideram assim, porque Mestre mesmo é somente Cristo-Jesus. Os outros, quando portadores de bons conhecimentos, não passam de companheiros mais experimentados que, sendo modestos, poderão prestar valiosa ajuda com a sua experiência.

(Por Hélio de Paula Coimbra publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1964)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Livro: Luz, mais Luz – por Corinne Heline

O Estudante mediano está familiarizado com a escala diatônica de sete tons e com a escala cromática de doze tons na música.

Ele também está familiarizado com a escala de cores de sete tons conhecida como espectro.

Poucas pessoas, no entanto, sabem que à medida que a visão humana se sensibiliza e se desenvolvem instrumentos mais refinados para a investigação, uma escala de cores de doze tons será revelada.

Aqueles que possuem capacidade de explorar reinos internos veem neles muitas cores bonitas que são, atualmente, invisíveis para os olhos físicos comuns, algumas delas muito requintadas para descrição.

1. Para fazer download ou imprimir:

Luz, mais Luz – Corinne Heline

2. Para estudar no próprio site:

LUZ, MAIS LUZ

Por

Corinne Heline

Fraternidade Rosacruz

Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido de acordo com:

1ª Edição em Inglês, 1962, Light, more Light – Issued by New Age Interpreter

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP

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fraternidade@fraternidaderosacruz.com

LUZ, MAIS LUZ

No começo, no alvorecer de um novo Dia de manifestação, Deus disse: “Haja Luz”[1]. Esse foi o primeiro decreto criador. Foi a ação inicial tomada pelo Ser Divino, ao entrar em outro dos ciclos cósmicos, externos e eternamente recorrentes.

O aparecimento da luz foi, portanto, fundamental para todo o processo criativo do período extremamente longo que se seguiu. A reativação da luminosidade no coração de Deus, a nova liberação da Luz Divina, pôs em movimento a Substância Raiz Cósmica do espaço circundante, dentro de uma extensão específica e limitada pela vontade de Deus. Então, uma nova criação foi lançada no espaço sideral.

A luz que emergiu no começo, como registrada no Gênesis, também é a luz que prevalecerá no final deste Dia de Manifestação, conforme relatado por São João no Livro final das Escrituras Cristãs[2]. Quando São João foi elevado em espírito a um ponto de iluminação em que estava “na luz como Ele está na luz”[3], ele viu a Nova Jerusalém, a cidade em que “não havia noite”[4]. “Lá”, relata o Revelador, “não havia mais a necessidade do Sol ou da Lua para brilhar nela”, pois o “Cordeiro é a sua luz”[5].

Deus é luz. Ele é tudo em tudo. Ele é o começo e o fim, o Alfa e o Ômega da existência. É n’Ele que todas as coisas criadas vivem, se movem e têm o seu ser. Nos estágios evolutivos anteriores, todos os elementos da natureza e todas as criaturas vivas gravitavam natural e instintivamente em direção a essa luz. Numa fase posterior, com o surgimento do quarto reino, o humano, o instinto deu lugar à inteligência e a obediência, até então inconsciente da Lei cósmica, foi substituída pela consciência da individualidade, tendo a prerrogativa divina da liberdade para escolher o caminho a seguir. A partir de então poderia continuar seu curso em direção à Luz da qual surgiu ou se aventurar por um curso oposto e escuro. Essa é a condição do ser humano em seu atual estado de evolução. Ele está no ponto médio da sua jornada evolutiva. Nessa posição é livre para escolher a estrada superior ou a inferior e pode viajar na direção da luz ou reverter para a escuridão.

No Esquema de Evolução setenário o ser humano está evoluindo na metade, no quarto dos sete Períodos de tempo extremamente longo. Ele também está na quarta posição, a média, entre sete Reinos. Abaixo dele estão os Reinos mineral, vegetal e animal, representando etapas da consciência atravessadas no passado, enquanto acima estão os três reinos dos: Anjos, Arcanjos e Senhores da Mente, com os quais ele se relaciona diretamente em sua atual constituição sétupla e dos quais a exaltação ele está destinado a atingir, nas eras que se avizinham. Então, novamente encontramos o ser humano ocupando uma posição intermediária, momento em que o caminho escolhido determinará a direção futura da alma.

Aproximando-se da experiência atual, o ser humano agora se encontra em um período histórico e crucial para o futuro destino da onda de vida. Não é um apelo ocioso que os evangelistas ortodoxos estão fazendo, ao enfatizar essa época como “o tempo aceito”. Tampouco a afirmação de muitos e diversos observadores da cena atual de que o presente conturbado e instável seja um fatídico Tempo de Decisão.

Algo de suprema importância ocorreu, sem dúvida, na primeira metade do século XX. As guerras mundiais levaram o conflito secular entre forças opostas ao clímax. Embora essa disputa não tenha terminado com a inauguração do Milênio ou da Era de Ouro, ela derrotou um terrível mal que ameaçava varrer a humanidade para debaixo do seu domínio sinistro. As forças que se voltaram mais para o caminho da direita que para a esquerda seguiram a ascensão. Resta agora determinar se a vantagem obtida pode ser mantida e fortalecida, mesmo contra as poderosas forças materialistas empenhadas em manter o ser humano ligado ao cérebro e à Terra.

A Percepção e Utilização da Luz pelo Ser humano

Após a descida do Ego humano à encarnação física, seu ambiente externo se tornou cada vez mais claro e aberto à medida que a autoconsciência se desenvolvia e se tornava mais nítida no mundo exterior. Os primeiros lemurianos[6] perceberam pouco com seus olhos pequenos e piscantes, enquanto os atlantes[7] posteriores viviam em uma atmosfera cheia de neblina. A luz brilhante do Sol nunca foi vista. Ao entrar na Época Ária, a Época atual, quando a consciência se firmou decididamente na existência física, o ar se purificou e o ser humano começou a viver à luz do sol.

Contudo, ainda havia a escuridão da noite, exceto por alguma luz que brilhasse no céu estrelado. O ser humano primitivo esperou muito tempo pela luz de sua própria criação. Outros séculos se seguiram com a luz estando limitada a velas tremeluzentes, tochas acesas e fogueiras. No entanto, o espírito sempre apalpador do ser humano, em busca de luz e mais luz, levou-o, ao longo do tempo, à produção artificial de luz por gás e ainda mais tarde, em nossos dias, à conversão da energia elétrica em um iluminante universalmente disponível.

Essa tremenda mudança nas condições externas sob as quais a onda de vida humana vive hoje ocorreu em um breve momento, em relação aos milhões de anos em que o ser humano tem evoluído neste Planeta. Ele se desenvolveu com uma rapidez incrível, mesmo em termos de tempo histórico. Apenas tão recente quanto a virada do século, a iluminação elétrica para ruas, prédios públicos e casas ainda estava em sua infância. Hoje, essa luz baniu literalmente a escuridão da noite de nossas cidades e, agora, está a caminho de também iluminar os amplos espaços abertos do campo.

No entanto, tudo isso provou ser apenas um prelúdio para a apresentação de desenvolvimentos. Com a liberação da energia atômica, o ser humano deu mais um passo para levantar o véu da refulgência ofuscante da própria Deidade manifesta.

O ser humano transforma seu ambiente externo na medida em que estende seus poderes potenciais no âmbito físico, psíquico e espiritual. Ele constrói o olho físico para perceber a luz externa. Ele desenvolve a visão espiritual para perceber as atividades do Plano interior. À medida que a consciência se torna mais clara e forte, mais alta e ampla, a luz interior assume um brilho crescente que encontra sua contraparte no ambiente externo em que vive.

Até que ponto discernimos a luz que brilha nas trevas depende do nosso poder de visão. O que é luz para nós é escuridão para alguns insetos e a luz do Clarividente enxerga iluminação onde o olho normal percebe apenas escuridão.

Em nossa própria vida, a expansão da consciência, que vem com o advento da Era Espacial e segundo a grande aceleração em todos os aspectos da vida, o chamado é mais claro e alto do que nunca para luz, mais luz. Testemunhe as catedrais mal iluminadas do passado e as igrejas iluminadas do presente ou mesmo o edifício de vidro recém-construído na costa da Califórnia, em Palos Verdes. Também deve ser notado o rápido aumento do uso de vidro na construção de residências, escolas, edifícios comerciais e fábricas que podem ser vistos na cidade, na vila ou no campo. Em todos os lugares, o desejo de viver na luz está manifesto. É uma aspiração interior que encontra expressão externa.

O Segredo da Luz

Em 1947, surgiu um livro intitulado “O Segredo da Luz”. É de Walter Russell, eminente artista, cientista e filósofo. Dedicado “Ao Deus Único, o Universal” e endereçado “Para aqueles que buscam inspiração, conhecimento e poder mediante maior compreensão da Luz”.

O Sr. Russell equipara Luz a Deus. É um tratado profundamente científico e religioso. Escreve o Sr. Russell no prefácio: “Cristo Jesus disse: ‘Deus é Luz’; mas, nenhum ser humano daquela época entendeu o que Ele quis dizer. Chegou o dia em que todos os homens devam entender o que Cristo Jesus quis dizer, quando disse ‘Deus é luz’. Pois dentro do segredo da Luz há um vasto conhecimento ainda não revelado ao ser humano. A Luz é tudo o que existe; é tudo com o que temos de lidar, mas ainda não sabemos o que ela é. O objetivo desta mensagem é dizer o que ela é”.

Russell, em seguida, enumera uma longa lista de perguntas referentes aos mistérios da vida e às quais ainda não há respostas. Porém ele acrescenta: “Dentro do segredo da Luz está a resposta para todas essas perguntas, até agora não respondidas, e muitas outras que as eras ainda não resolveram. Essa revelação da natureza da Luz será a herança do ser humano nesta Nova Era, a Era de Aquário, vindoura e de maior compreensão. Seu desenvolvimento provará a existência de Deus por métodos e padrões aceitáveis pela ciência e pela religião. Estabelecerá um fundamento espiritual sob a presente base material da ciência. Os dois maiores elementos da civilização, a religião e a ciência, encontrarão então a unidade em seu casamento. Da mesma forma, as relações humanas se tornarão mais equilibradas por causa do maior conhecimento sobre a Lei universal que está por trás de todos os processos que a Luz usa para entrelaçar as formas padronizadas desse Universo de ondas elétricas”.

“Todos os departamentos da vida serão profundamente afetados por esse novo conhecimento da natureza da Luz: da universidade ao laboratório, do governo à indústria, de nação a nação”.

Esse novo conhecimento está agora literalmente caindo sobre nós. Os cientistas que trabalham nesse campo altamente especializado confessam que mesmo para eles a pesquisa está avançando tão rapidamente que é quase impossível mantê-la atualizada. O que pensar do leigo, então!

Em uma transmissão de rádio feita no dia oito de março, a Universidade da Califórnia, apresentando o “Explorador Universitário”, narrou a fabulosa história da invenção de um dispositivo que revolucionará o uso da luz. O assunto foi tratado novamente pelo mesmo patrocinador em 20 de maio, tendo em vista a enorme importância atribuída a essa descoberta e o amplo interesse que despertou em todas as regiões.

Uma Invenção Maravilhosa

“O incrível LASER” foi o título dado a esses relatórios. Laser é o nome dado ao novo dispositivo, e as letras são a abreviação de “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation” (Amplificação de Luz por Emissão Estimulada de Radiação). Tem relação com a própria geração da luz. Antes dessa descoberta, disseram-nos, havia muito que pudéssemos fazer para iluminar, mas relativamente pouco podíamos fazer com a fonte de luz propriamente dita. Agora, “no ano histórico de 1900”, há uma ruptura na manipulação e no domínio do fenômeno da própria geração de luz.

O laser é descrito como uma haste de rubi não maior do que um lápis, ao redor da qual se anexa uma lâmpada espiral de flash. Os elétrons no cristal são ativados e acionam a lâmpada. Por meio desse pequeno e aparentemente simples dispositivo, um feixe de luz fraco pode ser intensificado e ampliado em grau aparentemente incrível. Ele gera um calor várias vezes maior que o Sol. A luz assim gerada não irradia em todas as direções, fluindo ao longo de linhas paralelas. É fortemente centralizada, tendo pouca difusão. Dizem que um feixe direcionado a uma tela que esteja a aproximadamente 1,60 km de distância produziria um ponto com apenas uns 30 centímetros de diâmetro e aumentaria em não mais de 16 km, quando chegasse à Lua, a 384.417,5 km de distância. Essa luz nunca foi gerada antes.

As possibilidades criativas que isso coloca nas mãos do ser humano são inimagináveis. Com isso, os chamados milagres já estão sendo realizados. Considere apenas a sua aplicação no campo da arte de curar. De acordo com o “Explorador Universitário”, um raio laser pode passar através de uma lente, penetrar no tecido do corpo e ser focalizado em um ponto predeterminado para realizar cortes delicados, costuras finas de ferida através da fusão da pele, esterilização ou cauterização de áreas extremamente pequenas ou ainda para radioterapia profunda. Que tudo isso nos dê uma pausa para refletir, profunda e reverentemente. Até esse dia de graça, as curas efetuadas pela realização de cirurgias internas e sem a ajuda de agentes físicos ou evidência externa do que estava sendo realizado eram possíveis apenas para o Grande Médico, o Pai das Luzes. Agora, o ser humano começa a seguir Seus passos adotando procedimentos semelhantes. A utilização de um agente não-material para realizar uma cura que antes exigisse operação interna agora substitui em grau importante o uso da instrumentação física.

Nesta aplicação das energias livres e disponíveis no armazém ilimitado da Natureza para fins de cura, temos uma contrapartida científica sobre o poder da oração e a ativação das energias divinas por meio da imaginação e da fé criativa. No primeiro caso, estamos lidando com a luz que pode ser vista com o olho físico; no segundo, com a luz percebida apenas pelo olho do espírito. Ambas emanam da mesma fonte divina, pois Deus é luz. Temos aqui um desenvolvimento que cumpre a afirmação de Walter Russell de alguns anos atrás, como citado anteriormente, de que, à medida que o ser humano penetra mais profundamente nos segredos da Luz, será revelada a ele a própria existência de Deus de forma possível “por métodos e padrões aceitáveis ​​pela ciência e pela religião”. Além disso, estabelecerá um fundamento espiritual sob a presente base material da ciência, unindo assim “os dois maiores elementos da civilização, a religião e a ciência”.

Dessa maneira, pode-se dizer com segurança e sem exagero que neste domínio do fenômeno da luz outro estágio da época foi alcançado na ascensão progressiva do ser humano em direção à Luz e a um estado de cooperação consciente, inteligente e intencional com os Divinos Poderes, na criação do “Grande Homem”.

Assim, a intenção centralizada e voluntária das almas propositalmente dedicadas ao Caminho Iluminado prossegue simultaneamente nos Planos interno e externo do ser. Fora dessa ação focalizada e causadora das Mentes criativas, efeitos momentâneos no Plano da manifestação externa são inevitáveis. Evidências desse tipo já são discerníveis para o observador perceptivo, entre as quais temos boas razões para incluir o dispositivo que amplifica a luz em grau enorme e que multiplica sua aplicabilidade às necessidades e desejos humanos até então inimagináveis. Em outras palavras, a amplificação inimaginável da intensidade e luminosidade de um fraco feixe de luz nos promete que a consciência relativamente fraca que o ser humano agora possui da Luz universal em que está imerso esteja se aproximando de uma condição que penetrará realmente o véu da materialidade, revelando a Luz Divina onipresente e dissipando a ilusão de separação em que vivemos hoje.

O Esplendor do Período de Tempo centrado no Solstício de Junho

O progresso no caminho da luz pode ser grandemente acelerado pela devida observância dos tempos e estações do ano. A qualidade do tempo não é uniforme, como todos sabem por experiência. Há períodos planos e momentos exaltados. Muitos indivíduos viveram à luz de uma revelação ou pela inspiração de alguma verdade esclarecedora e libertadora que surgiu na consciência em um instante fugaz.

O Solstício de Junho, que agora está sobre nós, acima de todas as outras épocas do ano é a estação da luz para nós no hemisfério norte. Nesse Solstício, que ocorre 20, 21 ou 22 de junho (depende do ano), o Sol atinge sua maior ascensão norte. Toda a natureza se alegra em sua refulgência radiante. As marés da vida correm alto. Enquanto elas persuadem os que não pensam nem observam a permanecer sonhadores, despertam rapidamente as almas para aproveitar a vantagem que oferecem para subirmos mais alto.

Como um dos principais pontos de virada do ano, as condições astrais são especialmente propícias para acender a luz interior. A comunicação entre o Céu e a Terra, entre os Mundos visível e invisíveis e a luz externa e interna é mais favorável do que em qualquer outro momento. É como se os portões entre o Mundo interior e o exterior se abrissem.

Nesses pontos cruciais do ano, os processos que conduzem à eterificação final do nosso denso mundo material estão especialmente ativos. Há modificação na estrutura atômica da Terra. Algo dessa natureza ocorre em cada um dos pontos de virada sazonais; ou seja, durante os Solstícios de Junho e Dezembro e Equinócios de Março e Setembro. A Terra é, então, carregada com uma luz adicional. Isso continuará até que nosso Planeta se torne, em uma Era à frente, portanto, um balão de luz incandescente e dourada igual até mesmo ao Sol, seu e nosso Pai. Pelos fatos anteriores, agora é possível apreender melhor o que se tornou possível ao ser humano fazer com o laser que, lembrem-se, obtém sua incrível amplificação de luz como resultado da alteração da estrutura atômica do pequeno cristal que forma seu núcleo.

O Solstício de Junho inicia um verdadeiro festival de luz. No passado remoto, quando o ser humano ainda vivia em forte consciência psíquica com os Mundos espirituais, de onde veio, a resplandecente iluminação dos céus no Solstício de Junho despertou um desejo instintivo de parte do ser humano de participar desse fenômeno celestial de alguma maneira. Isso, ele fez ao acender fogueiras na mais alta eminência, em seu ambiente imediato. Esse tipo de celebração do Solstício de Junho sobreviveu ao longo dos séculos, com alguns vestígios que ainda permanecem em partes da Europa, onde o misticismo da antiguidade ainda não desapareceu completamente.

A luz, luz sobrenatural, é a base da estação do verão e esse fato concorda com os harmônicos divinos, em relação aos Dez Mandamentos[8] e o Sermão da Montanha[9], que foram dados na estação do Solstício de Junho. Cada um deles foi entregue em uma montanha. Eles vieram do alto. Para o povo da Antiga Dispensação, a luz suprema no caminho em direção à Luz foi a Lei emitida por Moisés. Para o da Nova Dispensação veio a luz adicional contida nos preceitos dados por Cristo, no Sermão da Montanha.

Agora, em nosso tempo, novas correntes de luz estão entrando na consciência humana e fornecerão ao mesmo tempo o poder e o entendimento de como viver melhor segundo o que esses dois grandes lançamentos que a Lei e o Amor nos trouxeram. A Sabedoria Antiga e os Mistérios Cristãos estão voltando silenciosa e discretamente à Luz. Dessas fontes virá um entendimento mais profundo e um reconhecimento mais claro do fundamento científico e religioso da orientação dada por Moisés, em termos de lei, e por Cristo, referente ao amor. Isso, por sua vez, dará força às almas aspirantes, moldando suas vidas de acordo com esses guias de conduta humana divinamente inspirados.

A Era da Luz

Estamos vivendo um tempo explosivo e expansivo. É a Era Atômica, a Era Espacial, a Era da Velocidade. É também a Era da Luz.

A última denominação não demorará muito para encontrar também uma adoção universal. A luz pode muito bem assumir o aspecto mais distinto do novo mundo transformador, agora no emocionante estágio do seu amanhecer luminoso.

O surgimento dessa nova era da luz não acontece apenas neste momento. Chega com hora marcada. Definitivamente, é inaugurada pelo Arcanjo Miguel, cujo semblante é descrito como sendo o do Sol e o esplendor fica próximo apenas ao do Cristo, o próprio Espírito do Sol.

Miguel é um dos sete Arcanjos que supervisionam o destino humano por um período que dura de duzentos a trezentos anos. O mais recente comando de Miguel nessa função foi iniciado no último quarto do século XIX. Desde então, uma luz intensificada tem sido focalizada na Terra por esse radiante Ser celestial. O fato de estar causando seu impacto na consciência humana é amplamente evidente e deve ser considerado, esotericamente, um fator importante no atual desenvolvimento científico da geração de luz mais abundante.

A última era de Miguel ocorreu nos séculos que inauguraram o período Cristão. Nas trevas espirituais que então prevaleciam, Miguel iluminou o caminho para a vinda da Luz do Mundo. Agora, em nossos dias, Sua regência é de importância semelhante. Ele está iluminando o caminho para o reaparecimento do Cristo.

Em Sua primeira vinda, o Cristo manifestou-Se à vista física. Na segunda, Ele aparecerá apenas à visão etérica. No momento, não é mais necessário que Ele volte à forma física, porque Sua obra redentora, através da encarnação terrena, tornou possível ao ser humano subir parte da escada do Ser e contatá-Lo visivelmente no próximo nível mais elevado da vida, o etérico.

Como observado anteriormente, os olhos humanos foram criados para que o espírito interno pudesse observar a luz circundante. Para poder enxergar a vida no plano etérico essa visão está agora em processo de apuração pela sensibilização. É com essa visão superior que o ser humano contemplará o retorno do Cristo e não como antes, na forma física; mas, em Seu traje etérico de Luz. Como São Paulo escreveu na sua Epístola aos Tessalonicenses, nós O encontraremos “no ar”[10]; isto é, nos Éteres luminosos.

Dias maravilhosos são esses em que vivemos! Porém com certeza nem tudo é doçura e luz na Terra. À medida que a luz penetre cada vez mais profundamente na escuridão, traz à tona antigos males ocultos que serão dissipados e transmutados. Que isso não seja motivo de desespero. É um desafio a ser cumprido, uma condição a ser corrigida, uma vitória a ser conquistada, uma promoção a ser ganha. O Cristo pronunciou a palavra consoladora e testificadora para um tempo trágico e conturbado como o nosso. Ele previu a aproximação inevitável desses males. Quando eles chegarem, disse Ele, então “olhem para cima, porque sua redenção estará próxima[11].

Hoje, a humanidade está à beira de uma mudança histórica. Vastas possibilidades estão bem à frente para toda a raça humana. Eventos que têm a força suficiente para elevar a humanidade a um nível superior. Há uma grande tensão. Crises seguem crises, assim como oportunidades surgem após oportunidades. A partir dos planos internos, os eventos são projetados para criar um centro de forças favorável que servirá para elevar e libertar o espírito humano. Um novo princípio está sendo acelerado no ser humano, um que traz novas percepções das realidades eternas. A consciência de massa está sendo elevada por um processo que leva a nada menos que uma Iniciação planetária.

A jornada à frente está voltada para o leste. Em direção à luz. Ela nos leva ao Senhor Cristo, a Luz do Mundo, e através da Sua mediação, leva-nos à união com o Pai, o Deus da Luz. Verdadeiramente, “Os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem entraram no coração do ser humano as coisas que o Deus da Luz preparou para aqueles que O amam[12].


[1] N.T.: Gn 1:3

[2] N.T.: Livro da Revelação ou Apocalipse

[3] N.T.: 1Jo 1:7

[4] N.T.: Apo 21:25

[5] N.T.: Apo 21:23

[6] N.T.: nós, quando vivemos na Época Lemúrica

[7] N.T.: nós, quando vivemos na Época Atlante

[8] N.T.: Ex 20:1-17

[9] N.T.: Mt 5 e Mt 7

[10] N.T.: ITs 4:17

[11] N.T.: Lc 21:28

[12] N.T.: ICor 2:9

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