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porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Exatidão Científica da Bíblia

Se há um Deus eterno e onipotente, é razoável nos esforçar por descobrir se Ele tem se comunicado conosco. Certos livros pretendem ser escritos inspirados. Mas entre eles, e ultrapassando a todos na grandeza de sua revelação e na sublime elevação de sua moral, está a Bíblia. Ousadamente S. Paulo, o grande apóstolo, fornece o testemunho: “Toda a Escritura é divinamente inspirada.” (IITm 3:16), e a Bíblia deve permanecer ou cair pelos resultados dos testes sobre a genuidade de seus reclamos. A declaração é por demais importante para ser considerada levianamente. Ou este livro é a Palavra viva de Deus vivo ou é o maior embuste que pode haver. Há muitas maneiras de provar os reclamos da Escritura. Deus mesmo tem em Suas páginas feito muitos desafios diretos aos incrédulos e aos que “voluntariamente ignoram”, mas presentemente só poderemos considerar um deles: a Exatidão Cientifica da Palavra de Deus.

Vivemos na época em que muitos de nós exigem provas objetivas para tudo aquilo que aceitam como verdade. Poderá a Bíblia suportar tais provas? As descobertas da Ciência material que têm mudado tantas das filosofias, por tanto tempo aceitas pela Humanidade: sairá a Bíblia incólume?

Notemos, antes de tudo, que a Bíblia não é um compêndio de Ciência. Pretende ser uma declaração de Deus a nós e uma manifestação de Sua vontade para com as Suas criaturas, e como tal se poderia dizer que qualquer inexatidão científica em nada diminuiria seu real valor.

Entretanto, se é a Palavra eterna de um Deus onipotente, mesmo Suas alusões aos fenômenos naturais devem estar em harmonia com todas as verdades científicas demonstráveis.

Tudo o que reclamamos é o direito de usar este livro como linguagem figurada, como nós o fazemos, em vez de estrita fraseologia dos compêndios de ciência, pois, todos nós sabemos o que se quer dizer ao ser usada a expressão: “O Sol levanta-se no Oriente e põe-se no Ocidente”. Atualmente esta ocorrência poderia ser cientificamente expressa em termos da rotação da Terra. Não há, por certo, discrepância ou contradição alguma em tais expressões.

Um ponto importante e digno de ser salientado é que este velho livro, que data de cerca de três mil e quinhentos anos atrás, excluiu todos os absurdos científicos que se encontram em todos os outros escritos antigos – e em muitos outros escritos, também que não são ainda tão velhos.

Consideremos, primeiramente, alguns fatos a respeito da Terra. Para os antigos, a Terra era o centro do universo (Teoria de Ptolomeu). Supunham-na apoiada sobre uma espécie qualquer de fundamentos fixos. Para muitos deles era plana. Para os entendidos daqueles dias a Bíblia deve ter parecido muito contrária à ciência, pois que figura nos apresenta ela a respeito da Terra? Em primeiro lugar, a Bíblia nos conta, definidamente, que a Terra não é centro do universo. No Livro de Jó, capítulo 26 e versículo 14, falando dos céus ornados (estrelados), o que inclui a nossa Terra, declara que são apenas as “orlas de Seus caminhos[1], ou podemos dizer: estas são apenas “os limites de Suas obras”.

Quanto à Terra ser suportada por fundamentos fixos, é-nos dito: “O norte estende sobre o vazio; suspende a Terra sobre o nada.” (Jo 26:7). Mais tarde é sobre esta questão feita a seguinte pergunta, no Livro de Jó capítulo 38 e versículo 6: “Onde se encaixam suas bases, ou quem assentou sua pedra angular?”. A forma da Terra é claramente descrita no Livro de Isaias, capítulo 40 e versículo 22: “Ele é o que está assentado sobre o globo da Terra”. Mais de 2.000 anos antes de Torricelli[2], o discípulo de Galileu[3], demonstra que a atmosfera exerce pressão e inventa o barômetro, como já declarado no Livro de Jó capítulo 28 e versículos 24 e 25: “Porque Ele vê as extremidades da Terra… deu peso ao vento.”. Sete quilos por polegada quadrada, a pressao atmosférica sobre a Terra é estimada em quinhentos milhões de toneladas.

E a Bíblia já se havia, mais de uma vez, antecipado as descobertas à ciência. O tempo não nos permitiria de maneira alguma tocar nas surpreendentes provas da exatidão histórica da Bíblia encontradas nas descobertas arqueológicas.

Mas as próprias pedras afirmam hoje a historicidade de Belsazar[4], dos heteus[5], da queda de Jericó[6], e de muitas outras histórias tão triunfalmente desdenhadas pelos críticos de poucos anos.

Algumas das declarações feitas pelos chamados “homens da ciência” não se têm provado dignas de crédito, e nos permiti asseverar, confidencialmente, que ainda não foi provada nenhuma verdade científica que não esteja em harmonia com a verdade bíblica.

Permiti-nos dizer isto em conclusão: houve tempos, em que divergiam a Bíblia e as teorias da chamada Ciência material. Mas onde isto se deu, não foi a Bíblia que mudou de posição para produzir a harmonia. A maior dificuldade de hoje é a do cientista que pratica a Ciência material se manter em dia. Pessoas que não se especializaram nesta classe de estudos podem-se achar advogando teorias já abandonadas por seus companheiros mais progressistas.

Voltemos ao nosso texto: “A Tua Palavra é a verdade desde o princípio” (Sl 119:160), e reconheçamos em nossa alma que o honesto indagador da Verdade sempre achará perfeita harmonia na Palavra inspirada e na luminosa obra do Grande Criador.

Tenhamos perfeita confiança para aceitar a ambas, como nosso guia e bordão nesta vida e, como nossa certeza, da vida por vir.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)


[1] N.R.: “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos.” (Jo 26:14)

[2] N.R.: Evangelista Torricelli (1608–1647) foi um físico e matemático italiano, famoso por inventar o barômetro e por formular o Teorema de Torricelli e a Equação de Torricelli. Discípulo de Galileu, ele provou a existência do vácuo e demonstrou que a pressão atmosférica é o que suporta colunas de líquidos.

[3] N.R.: Galileu Galilei (1564–1642) foi um polímata italiano, frequentemente chamado de “pai da ciência moderna”. Ele revolucionou a física, a astronomia e fundou o método científico experimental. Seus estudos desafiaram dogmas antigos e provaram a teoria heliocêntrica, onde a Terra e outros planetas giram em torno do Sol.

[4] N.R.: Belsazar foi o último corregente e rei da Babilônia antes da queda do império para os persas em 539 a.C. Filho do rei Nabonido, ele governava o império na ausência do pai e ficou amplamente conhecido pelo relato bíblico do “banquete de Belsazar”, no qual uma mão misteriosa escreveu uma sentença na parede.

[5] N.R.: Os heteus (também chamados de hititas) foram um povo poderoso e numeroso da Antiguidade. Eles formaram um grande império na região da Ásia Menor (atual Turquia) entre 1900 e 1200 a.C.. Conhecidos por dominar a tecnologia do ferro e pela forte organização militar, também são citados na Bíblia como habitantes da terra de Canaã.

[6] N.R.: é um famoso relato do Antigo Testamento (Livro de Josué). Após atravessar o rio Jordão, o povo de Israel, liderado por Josué, sitiou a cidade cananeia que tinha grandes muralhas. Por ordem divina, eles rodearam a cidade por sete dias tocando trombetas e, no último dia, deram um grande grito, fazendo as paredes desmoronarem.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Como saber se o Ego permanece consciente após a morte? A esse respeito lemos na Bíblia, no Livro de Jó (14:12): “jaz, porém, o homem e não pode levantar-se, os céus se gastariam antes de ele despertar ou ser acordado de seu sono”?

Ao ler um livro, você não interpreta tudo ao pé da letra se a essência da obra for poética. Você percebe o absurdo dessa interpretação literal da Bíblia quando se depara com passagens que dizem que as árvores cantam ou que os montes dançam, pois sabe que, na verdade, os montes não dançam, nem as árvores cantam ou riem. Você se conecta com o sentimento do poeta, mas desconsidera tais expressões como termos poéticos, que não devem ser interpretados literalmente.

O mesmo acontece com outras afirmações contrárias aos fatos comprovados. Quando alguém desenvolve a visão espiritual, se torna evidente que a consciência não começa com o nascimento nem termina com a morte. Na realidade, a consciência desperta do Mundo Físico, que consideramos tão primordial e importante durante a vida, é bastante limitada quando comparada à consciência espiritual. Somos mais conscientes antes do nascimento e depois da morte, porque estamos mais próximos da Fonte espiritual do nosso ser, no qual reside toda a consciência.

Os Espiritualistas e a Sociedade de Pesquisas Psíquicas têm contribuído muito para apresentar ao público evidências concretas da continuidade da consciência após a morte. Embora tenha havido muitas fraudes nessas demonstrações, também houve uma enorme quantidade de verdades reveladas, em condições que tornaram o engano ou fraudes impossíveis. Mensagens foram recebidas de pessoas que já partiram desta vida, demonstrando que um estado como o descrito nessa passagem de Jó é absolutamente falsa. Se você ler os livretos da Fraternidade Rosacruz: “O Enigma da Vida e da Morte – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz” e “A Luz Além da Morte – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz” encontrará a questão do renascimento discutida de uma forma muito completa.

Tanto exemplos bíblicos e quanto históricos – como o de Joana d’Arc, a libertadora francesa, que era uma camponesa ignorante, mas que, guiada por vozes do Espírito, manobrou inteligentemente os generais ingleses e trouxe a vitória aos exércitos franceses – provam que aqueles que partem desta vida não estão em estado de inconsciência, nem perdem sua inteligência em nenhum grau.

Além disso, não é necessário depender de Espíritos que ultrapassaram o véu da morte para nos comunicarem os fatos sobre a existência no além. Cada um de nós possui latente dentro de si um sexto sentido que, quando desenvolvido, nos permite penetrar conscientemente nesse campo e ver, conhecer e funcionar nesse plano de vida e existência junto com aqueles Espíritos que já partiram desta vida. Podemos, então, conversar com eles, caminhar com eles e, em todos os aspectos, entrar em suas vidas, de maneira que possamos saber por nós mesmos, sem depender de ninguém, que a consciência que temos na vida é, se possível, ampliada pelo abandono deste invólucro mortal.

É necessário treinamento e esforço para despertar essa faculdade espiritual, e usar esse sentido, assim como é preciso tempo, esforço e dedicação para aprender a arte, por exemplo, de tocar piano ou fabricar um relógio. No entanto, todos possuem essa faculdade latente e podem desenvolvê-la, se assim o desejarem.

Com o passar do tempo, todo ser humano terá essa faculdade, além dos nossos cinco sentidos atuais. É isso que o Livro do Apocalipse quer dizer quando afirma que no Novo Céu e na Nova Terra não haverá morte. Jó fala do Corpo e dos Céus atuais. Esses passam, mas o Apocalipse fala de um Novo Céu e de uma Nova Terra onde habita a qualidade de ser moralmente reto e justo. O último inimigo a ser conquistado será a morte. Quando tivermos desenvolvido essa faculdade espiritual de maneira a ser possível, a qualquer momento, focalizar a nossa visão naquele plano de existência onde aqueles que chamamos de “mortos” agora vivem, os veremos com a mesma aparência que tinham antes e perceberemos que, na realidade, a morte não existe. Essa é a melhor prova.

(Pergunta nº 103 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Uma Convocação Celestial

As divindades planetárias do nosso Sistema Solar, de vez em quando, realizam um conclave extraordinário nos altos céus. Quando isso ocorre é um dia como aquele que está registado no Livro de Jó: “quando os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor (o Sol)e “quando Satanás (Saturno) veio também entre eles”. Esse encontro pode ocorrer em um lugar na mansão zodiacal de Aquário, simbolicamente representada por um aguadeiro que derrama as águas da vida sobre uma terra sedenta. Então, todos os membros da nossa família planetária podem estar presentes, incluindo a prole da Terra, a Lua. Ausentes, normalmente, ficam Urano, Netuno e Plutão, o que parece bastante lógico, uma vez que os três trabalham a partir de um plano superior para ligar o divino ao humano, sabendo, ainda, que Netuno e Plutão não foram gerados pelo Sol progenitor do nosso Sistema Solar, mas entraram nele a partir de esferas cósmicas de outra origem. Fisicamente, fazem parte do nosso Sistema Solar, mas esotericamente pertencem a outras formações evolutivas.

Pode muito bem acontecer que, devido a essa relação, esses três corpos celestes fiquem fora da porta de Aquário; mas isso não significa que estejam fora de contato com os procedimentos que tem lugar e que a sua influência não esteja potentemente presente.

Urano, Netuno e Plutão funcionam em uma oitava de expressão mais elevada do que os outros Planetas do nosso Sistema Solar. Urano é a oitava superior de Vênus, Netuno é a oitava superior de Mercúrio e Plutão é a oitava superior de Marte. O amor pessoal, a razão e a coragem, respetivamente, são elevadas pela atividade desses três Seres planetários às suas contrapartes superiores: compaixão, intuição e propósito divino.

A principal função dos outros Planetas do nosso Sistema Solar, nomeadamente Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, é nos fazer evoluir enquanto um indivíduo da Onda de Vida humana; é desenvolver os nossos cinco sentidos físicos até ao ponto em que a sensibilidade e vibração deles se fundam com os seus correspondentes superiores. Enquanto esse processo acontece em nível humano, Urano, Netuno e Plutão trabalham a partir de um plano superior para ligar o divino ao humano. E assim, por exemplo, quando realizam um conclave extraordinário nos altos céus, esses três logos planetários ficam de lado, por assim dizer, observando e esperando o dia em que a Humanidade será capaz de receber mais diretamente e em maior medida o amor, a luz e o poder que lhes é de direito conceder. Como as suas órbitas se estendem muito para fora e além da dos Planetas nativos do nosso Sistema Solar, assim também, por uma correspondência espiritual, eles formam uma espécie de proteção divina que os circunda.

(Publicado na Revista New Age Interpreter – Vol. 23 de janeiro 1962 – Corinne Heline e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

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