O poder psíquico, como é comumente entendido, é a capacidade de participar de fenômenos paranormais como a habilidade da Clarividência ou Clariaudiência, comunicar-se com os “mortos”, materializar pensamentos, ler Mentes, comunicar-se telepaticamente, adivinhar o futuro, receber premonições etc.
Aqueles que despertaram para a realidade dos poderes sobrenaturais e que desejam desenvolvê-los devem tomar uma decisão de grande importância: para que propósito esses poderes devem ser usados? A aquisição de poder psíquico sem o entendimento espiritual de como usá-lo é potencialmente um dos maiores perigos para a humanidade e muito mais para o indivíduo em questão.
Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz recomendam que os Aspirantes desenvolvam o Poder Anímico ou o Poder de Alma, em vez disso. O Poder de Alma é nutrido por uma vida de amor, devoção a altos ideais, de oração e serviço Cristão. Uma vez adquirido, esse tipo de poder confere, a quem o merece, uma sabedoria espiritual pela qual experimenta a verdade como uma realidade interior. Fornece-lhe um discernimento afiado que lhe permite sentir infalivelmente dentro das forças vitais do seu próprio corpo a diferença entre certo e errado. Tal sabedoria espiritual confere uma autoconsciência da unidade de toda a vida e o capacita de tal maneira a compreender o significado da comunhão espiritual. Fornece-lhe o poder de agir de acordo com seus sentimentos de retidão e se tornar uma força positiva para o bem. Além disso, essa sabedoria espiritual o atrai para seu Pai Celestial.
Em outras palavras, o Poder de Alma abrange as considerações morais e éticas envolvidas no relacionamento do indivíduo com o Cosmos. Quando o Poder de Alma é desenvolvido até certo ponto externo, habilidades supernormais aparecerão como um resultado natural. No entanto, quando tais habilidades supernormais vierem, o indivíduo previamente terá assimilado os princípios morais e éticos necessários para usar esses poderes recém-despertos de forma adequada e segura.
O desenvolvimento do Poder Anímico é um bem inestimável para o progresso do indivíduo, bem como um fator potente na elevação da Onda de Vida humana. Deve ser ativamente perseguido por todos os Cristãos esotéricos. No entanto, lembremos que aqueles que buscam os poderes do Cristo também devem compartilhar os ensinamentos do Cristo – os Ensinamentos Cristãos – e estar dispostos a fazer o mesmo sacrifício de Cristo.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de outubro/1978 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
Resposta: Atualmente, existem diferentes tipos de Corpos – graduados por sensibilidade às vibrações espirituais – que o Ego utiliza para viver sobre a Terra. Por exemplo: os indianos constituem um dos primeiros Corpos que construímos na Época Ária e os corpos ocidentais constituem um dos últimos Corpos que aprendemos a construir. Naturalmente, os últimos ensinamentos foram dirigidos aos Egos que conseguem construir Corpos mais avançados. Por conseguinte, a Religião ocidental, o Cristianismo, é muito superior ao Hinduísmo e ao Budismo, tipicamente orientais, pois possuem métodos especiais para Egos que habitam Corpos ocidentais.
Os ensinamentos dos mistérios do Oriente não são tão avançados como os do Ocidente. No Oriente despende-se grande esforço no sentido de sujeitar e subjugar o Corpo, com a finalidade de cultivar qualidades espirituais. Seu método exige certas posturas corporais enquanto se praticam difíceis exercícios físicos. Tais exercícios são necessários para uma parte de nossos irmãos, que necessitam exatamente desse tipo de pedagogia espiritual para avançarem no caminho, mas isso não faz parte do método ocidental.
Em realidade, o Corpo do ocidental não responde a esses métodos. Ademais, o discípulo oriental coloca-se sob a rígida orientação de seu instrutor, o qual chama de “mestre”, obedecendo-o cegamente nos mínimos detalhes, sem questionar determinadas práticas.
No Ocidente, seguem-se os ensinamentos de Cristo, o qual afirmou aos Seus discípulos: “De agora em diante eu vos chamo de amigos, porque o servo não compreendia o que o mestre fazia, mas eu vos ensino todas as coisas que aprendi de Meu Pai” (Jo 15:15).
Por conseguinte, o instrutor ocidental conserva estreita amizade com seu discípulo e está sempre disposto a responder às suas perguntas, desde que compatíveis com o seu desenvolvimento.
Há, por suposto, seres humanos muito evoluídos no Oriente, seres humanos adiantadíssimos nos ensinamentos de sua escola. Mas, o estágio correspondente pode ser logrado com os métodos ocidentais, em tempo e esforços menores!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz em novembro/1977 – Fraternidade Rosacruz-SP)