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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Consciente ou inconscientemente estamos construindo um novo Corpo: para que, para quando e por quê?

A parte do Corpo Vital formada pelos dois Éteres superiores, o Éter Luminoso e o Éter Refletor, é a que podemos chamar de Corpo-Alma; quer dizer, ela é a que está mais intimamente ligada ao Corpo de Desejos e a Mente e, também, a mais receptiva ao toque do Espírito do que se acha a parte formada pelos dois Éteres inferiores.

O Corpo-Alma é o veículo do intelecto, e responsável por tudo que faz do indivíduo, um ser humano.

Nossas observações, nossas aspirações, nosso caráter, etc., são devidos ao trabalho do Espírito nesses dois Éteres superiores, que se tornam mais ou menos luminosos de acordo com a natureza de nosso caráter e hábitos.

Outrossim, do mesmo modo que o Corpo Denso assimila partículas de alimento e assim adquire carne, os dois Éteres superiores assimilam nosso bem agir durante a vida e assim também crescem em volume.

De acordo com nossos feitos nessa vida atual, aumentamos ou diminuímos desse modo à bagagem que trouxemos ao nascer.

Se nascermos com um bom caráter, expresso nesses dois Éteres superiores, não nos será fácil mudá-lo porque o Corpo Vital tornou-se muito, muito firme durante as miríades de anos em que o desenvolvemos.

Por outro lado, se fomos frouxos, negligentes e indulgentes em relação aos hábitos que consideramos maus, se formamos um mau caráter em vidas anteriores, aí vai ser difícil superá-los porque isso estabeleceu a natureza do Corpo Vital, e anos de constante esforço serão precisos para mudar sua estrutura.

É por isso que os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental afirmam que todo desenvolvimento místico tem início no Corpo Vital.

Cada vez que prestamos serviço a alguém nós aumentamos o brilho de nosso Corpo-Alma.

É o Éter de Cristo que atualmente movimenta o nosso globo, e é bom lembrar que se desejamos um dia trabalhar pela Sua libertação, precisamos que um número suficiente desenvolva seus Corpos-Alma ao ponto em que eles possam fazer a Terra flutuar. Então, poderemos carregar Seu fardo e libertá-Lo da dor da existência física.

A Parábola do Banquete Nupcial é muito bem aplicada nesse contexto:

O Reino dos Céus é semelhante a um rei que celebrou as núpcias do seu filho. Enviou seus servos para chamar os convidados para as núpcias, mas estes não quiseram vir. Tornou a enviar outros servos, recomendando: ‘Dizei aos convidados: eis que preparei meu banquete, meus touros e cevados já foram degolados e tudo está pronto. Vinde às núpcias’. Eles, porém, sem darem a menor atenção, foram-se, um para o seu campo, outro para o seu negócio, e os restantes, agarrando os servos, os maltrataram e os mataram. Diante disso, o rei ficou com muita raiva e, mandando as suas tropas, destruiu aqueles homicidas e incendiou a cidade. Em seguida, disse aos servos: ‘As núpcias estão prontas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às encruzilhadas e convidai para as núpcias todos os que encontrardes’. E esses servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons, de modo que a sala nupcial ficou cheia de convivas. Quando o rei entrou para examinar os convivas, viu ali um homem sem a veste nupcial e disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem a veste nupcial?’ Ele, porém, ficou calado. Então disse o rei aos que serviam: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o fora, nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes’. Com efeito, muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. (Mt 22:2-14 Lc 14:20-24)

Que as Rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O Credo Cristão está baseado na autoridade divina?

Resposta: Há três formas do Credo Cristão. Uma delas é conhecida como o Credo dos Apóstolos, embora não tenha sido composto pelos Apóstolos, mas se supõe que incorporam suas crenças. Outro Credo foi formulado e adotado no Concílio de Nicéia e é chamado de Credo Niceno. O Credo Atanasiano era ainda o mais recente. Eles não tinham mais autoridade divina do que qualquer outra contenda dos seres humanos a respeito da Bíblia.

No entanto, a própria Bíblia oferece um credo, na passagem em que afirma que “Pois não há, debaixo do céu, outro nome, exceto o de Cristo Jesus, dado aos homens pelo qual devamos ser salvos[1]. E isso está em harmonia com o ensinamento oculto, pois Jeová foi o autor de todas as antigas Religiões de Raça, em que o temor de Deus se opunha aos desejos da carne e uma lei foi imposta ao ser humano para refrear essa tentação. As Religiões de Raça agem educacionalmente de acordo com a natureza do desejo pelos meios mencionados, mas serão suplantadas, no devido tempo, pela Religião de Cristo. Essa Religião de fraternidade e amor eliminará o medo gerado pela lei de Jeová. Ela se esforçará para eliminar as nações com suas leis, lutas e contendas, trabalhando sobre o Corpo Vital de forma que a humanidade possa ser inteiramente movida pelo amor e não pela lei. Contudo, isso não é o definitivo. Quando o Reino for totalmente estabelecido, Ele deve entregá-lo ao Pai. A Religião do Pai será algo ainda mais elevado do que a Religião do Filho.

(Pergunta nº 111 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: At 4:2

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Diagrama: O Simbolismo Rosacruz

Quando investigamos o significado de qualquer mito, lenda ou símbolo de valor oculto é absolutamente necessário entendermos que, assim como todo objeto do mundo tridimensional deve ser examinado de todos os ângulos para dele obtermos uma compreensão completa, igualmente todos os símbolos têm também certo número de aspectos. Cada ponto de vista revela uma fase diferente das demais, e todas merecem igual consideração.

Visto em toda sua plenitude, esse maravilhoso símbolo contém a chave da evolução passada do ser humano, sua presente constituição e desenvolvimento futuro, mais o método de sua obtenção. Quando ele se apresenta com uma só rosa no centro simboliza o espírito irradiando de si mesmo os quatro veículos: os Corpos Denso, Vital, de Desejos e a Mente significando que o espírito entrou em seus instrumentos, convertendo-se em espírito humano interno.

Simbolo-Rosacruz-Campinas_02 Diagrama: O Simbolismo Rosacruz

No entanto, houve um tempo em que essa condição ainda não havia sido alcançada, um tempo em que o Tríplice Espírito pairava acima dos seus veículos, incapaz de neles entrar. Então a cruz erguia-se sem a rosa, simbolizando as condições prevalecentes no começo da terça parte da Época Atlante.

Cruz-Branca-Trilobada-do-Emblema-Rosacruz Diagrama: O Simbolismo Rosacruz

Houve também um tempo em que faltava o madeiro superior da cruz. A constituição humana era, pois, representada pela Tau (T), isto na Época Lemúrica, quando o ser humano só dispunha dos Corpos Denso, Vital e de Desejos e carecia da Mente. O que predominava, então, era a natureza animal. O ser humano seguia os seus desejos sem reserva.

Cruz-Tau-1024x864 Diagrama: O Simbolismo Rosacruz

Anteriormente ainda, na Época Hiperbórea, só possuía os Corpos Denso e Vital, faltando o de Desejos. Então o ser humano, em formação, era análogo às plantas: casto e sem desejos. Nesse tempo sua constituição não podia ser representada por uma cruz; era simbolizada por uma coluna reta, um pilar (I).

Cruz-so-a-coluna-1024x864 Diagrama: O Simbolismo Rosacruz

Esse símbolo foi considerado fálico, indicando a libertinagem do povo que o venerava. Por certo é um emblema de geração, mas geração não é absolutamente sinônimo de degradação. Longe disso. O pilar é o madeiro inferior da cruz, símbolo do ser humano em formação, quando era análogo às plantas. A planta é inconsciente de toda paixão ou desejo e inocente do mal. Gera e perpetua sua espécie de modo tão puro, tão casto, que propriamente compreendida é um exemplo para a decaída e luxuriosa humanidade, a qual deveria venerá-la como um ideal. Aliás, o símbolo foi dado às Raças primitivas com esse objetivo. O Falo e o Yona, empregados nos Templos de Mistério da Grécia, foram dados pelos Hierofantes com esse espírito. No frontispício do templo colocavam-se as enigmáticas palavras: “Ser humano, conhece a ti mesmo”. Esse lema, bem compreendido, é análogo ao da Rosacruz, pois mostra as razões da queda do ser humano no desejo, na paixão e no pecado, e dá a chave de sua liberação do mesmo modo que as rosas sobre a cruz indicam o caminho da libertação.

A planta é inocente, porém, não virtuosa. Não tem desejos nem livre escolha. O ser humano tem ambas as coisas. Pode seguir seus desejos ou não, conforme queira, para aprender a dominar-se.

Enquanto foi como as plantas, um hermafrodita, ele podia gerar por si, sem cooperação de outrem; mas ainda que fosse tão inocente e tão casto como as plantas, ele era também como elas: inconsciente e inerte. Para poder avançar, necessitava que os desejos o estimulassem e uma Mente o guiasse. Por isso, a metade de sua força criadora foi retida com o propósito de construir um cérebro e uma laringe. Naquele tempo o ser humano tinha a forma arredondada. Era curvado para dentro, semelhante a um embrião, e a laringe atual era então uma parte do órgão criador, aderindo à cabeça quando o Corpo tomou a forma ereta. A relação entre as duas metades pode-se ver ainda hoje na mudança de voz do rapaz, expressão do polo positivo da força geradora, ao alcançar a puberdade. A mesma força que constrói outro Corpo, quando se exterioriza, constrói o cérebro quando retida. Compreende-se isso claramente ao sabermos que o excesso sexual conduz à loucura. O pensador profundo sente pouquíssima inclinação para as práticas amorosas, de modo que emprega toda sua força geradora na criação de pensamentos, ao invés de desperdiçá-la na gratificação dos sentidos.

Quando o ser humano começou a reter a metade de sua força criadora para o fim já mencionado, sua consciência foi dirigida para dentro, para construir órgãos. Ele podia ver esses órgãos, e empregou a mesma força criadora, então sob a direção das Hierarquias Criadoras, para planejar e executar os projetos dos órgãos, assim como agora a emprega no mundo externo para construir aeroplanos, casas, automóveis, telefones, etc. Naquele tempo o ser humano era inconsciente de como a metade daquela força criadora se exteriorizava na geração de outro Corpo.

A geração efetuava-se sob a direção dos Anjos, que em certas épocas do ano, agrupavam os humanos aptos em grandes templos, onde se realizava o ato criador. O ser humano era inconsciente desse fato. Seus olhos ainda não tinham sido abertos, e embora fosse necessária a colaboração de uma parceira, que tivesse a outra metade ou o outro polo da força criadora indispensável à geração, cuja metade ele retinha para construir órgãos internos, em princípio não conhecia sua esposa. Na vida ordinária o ser humano estava encerrado dentro de si, pelo menos no que tangia ao Mundo Físico. Isto, porém, começou a mudar quando foi posto em íntimo contato, como acontece no ato gerador. Então, por um momento, o espírito rasgou o véu da carne e Adão conheceu sua esposa. Deixou de conhecer-se a si mesmo,quando sua consciência se concentrou mais e mais no mundo externo, e foi perdendo a sua percepção interna, a qual não poderá ser readquirida plenamente enquanto necessitar da cooperação de outro ser para criar, e não tenha alcançado o desenvolvimento que lhe permita utilizar, de novo e voluntariamente, toda sua força criadora. Então voltará a conhecer-se a si mesmo, como no tempo em que atravessava o estágio análogo ao vegetal, mas com esta importantíssima diferença: usará sua faculdade criadora conscientemente, e não será restringido a empregá-la só na procriação de sua espécie, mas poderá criar o que quiser. Outrossim, não usará os seus atuais órgãos de geração: a laringe, dirigida pelo espírito, falará a palavra criadora através do mecanismo coordenador do cérebro. Assim, os dois órgãos, formados pela metade da força criadora, serão os meios pelos quais o ser humano se converterá finalmente em um criador independente e autoconsciente.

Mesmo presentemente o ser humano já modela a matéria pela voz e pelo pensamento ao mesmo tempo, como vimos nas experiências científicas em que os pensamentos criaram imagens em placas fotográficas, e noutras em que a voz humana criou figuras geométricas na areia, etc. Em proporção direta ao altruísmo que demonstre, o ser humano poderá exteriorizar a força criadora que retiver. Isto lhe dará maior poder mental e o capacitará a utilizar-se de tal poder na elevação dos demais, ao invés de tentar degradá-los e sujeitá-los à sua vontade. Aprendendo a dominar-se, cessará de tentar dominar aos outros, salvo quando o fizer temporariamente para o bem deles,jamais para fins egoísticos. Somente aquele que se domina está qualificado para orientar aos demais e, quando necessário, é competente para julgá-los no modo que melhor lhes convenha.

Vemos, portanto, que, a seu devido tempo, o atual modo passional de geração será substituído por um método mais puro e mais eficiente que o atual. Isto também está simbolizado pela Rosacruz, em que a rosa se situa no centro, entre os quatro braços. O madeiro mais comprido representa o Corpo; os dois horizontais, os dois braços; e o madeiro curto superior representa a cabeça. A rosa branca está colocada no lugar da laringe.

Cruz-e-rosa-branca-separados-1-1024x510 Diagrama: O Simbolismo Rosacruz

Como qualquer outra flor, a rosa é o órgão gerador da planta. Seu caule verde leva o sangue vegetal, incolor e sem paixão. A rosa de cor vermelho-sangue mostra a paixão que inunda o sangue da Raça humana, embora na rosa propriamente dita o fluido vital não seja sensual, mas sim casto e puro. Ela é, por conseguinte, excelente símbolo dos órgãos geradores em seu estado puríssimo e santo, estado que o ser humano alcançará quando haja purificado e limpo seu sangue de todo desejo, quando se tenha tornado casto e puro, análogo a Cristo.

Por isso os Rosacruzes esperam, ardentemente, o dia em que as rosas floresçam na cruz da humanidade; por isso os Irmãos Maiores saúdam a alma Aspirante com as palavras de saudação Rosacruz: “Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz”; e é por esse motivo que essa saudação é usada nas reuniões dos Núcleos da Fraternidade pelo dirigente, ocasião em que os Estudantes, Probacionistas e Discípulos presentesrespondem à saudação dizendo: “E na vossa também”.

Ao falar de sua purificação, São João (IJo 3:9) diz que aquele que nasce de Deus não pode pecar, porque guarda dentro de si a sua semente. Para progredir é absolutamente necessário que o Aspirante seja casto. Todavia, deve-se ter bem presente que a castidade absoluta não é exigida enquanto o ser humano não tenha alcançado o ponto em que esteja apto para as Grandes Iniciações, e que a perpetuação da Raça é um dever que temos para com o todo. Se estivermos aptos: mental, moral, financeira e fisicamente, podemos executar o ato da geração, não para gratificar a sensualidade, mas como um santo sacrifício oferecido no altar da humanidade. Tampouco deve ser realizado austeramente, em repulsiva disposição mental, mas sim numa feliz entrega de si mesmo, pelo privilégio de oferecer a algum amigo que esteja desejando renascer, um Corpo e ambiente apropriados ao seu desenvolvimento. Desse modo estaremos também o ajudando a cultivar o florescimento das rosas em sua cruz.

UM LEMBRETE MUITO IMPORTANTE:

A EXPOSIÇÃO PÚBLICA DO SÍMBOLO ROSACRUZ QUE CONTÉM A ROSA BRANCA VISÍVEL deve ser feita publicamente somente nos momentos em que os Rituais Rosacruzes (do Templo, de Cura, dos Equinócios e Solstícios, de Véspera da Noite Santa) forem oficiados com mais um detalhe: descobri-lo depois do Hino Rosacruz de Abertura e recobri-lo antes do Hino Rosacruz de Encerramento.

E Após o Ritual o Símbolo Rosacruz deve ser guardado, em local apropriado, não visível publicamente.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Considerações Sobre Transplantes

O assunto relativo aos transplantes tem sido objeto de indagações, dúvidas e discussões polêmicas.

A posição da Fraternidade Rosacruz é de rejeitar essa prática por razões de fundo espiritualista. Mas, mesmo de um ponto de vista científico materialista, este assunto é igualmente polêmico, com várias posições contrárias assumidas por cientistas e médicos de renome, conforme mostraremos a partir deste artigo.

De forma a melhor estruturar a apresentação, consideraremos primeiramente os aspectos concernentes ao receptor e ao doador dos órgãos transplantados.

De acordo com a lei que rege os transplantes, “o transplante ou enxerto só se fará com o consentimento expresso pelo receptor, após o aconselhamento sobre a excepcionalidade e os riscos do procedimento”. Parágrafo único: “Nos casos em que o receptor seja juridicamente incapaz, ou cujas condições de saúde impeçam ou comprometam a manifestação válida de sua vontade, o consentimento de que trata este artigo será dado por um de seus pais ou responsáveis legais”. (Lei nº 9434/97). A obtenção do consentimento esclarecido de um paciente como preliminar de qualquer procedimento investigativo e terapêutico é, nos dias de hoje, um dever legal e um imperativo moral. O consentimento esclarecido não é um mero papel assinado pelo interessado dizendo que concorda com o procedimento. Ele exige informações amplas, claras, honestas e acessíveis, exige a compreensão plena de quem as recebe.

Portanto, a lei exige que o receptor esteja consciente do passo que ele vai dar e de suas consequências.

Os transplantes de órgãos podem originar-se de outras espécies animais (xenotransplante), de seres humanos vivos (alotransplante intervivos) ou de seres humanos mortos (alotransplante de doador cadáver). A obtenção de órgãos de doador vivo tem sido muito utilizada, mas é questionável desde o ponto de vista ético. Este tipo de doação somente tem sido aceito quando existe relação de parentesco entre doador e receptor.

Quanto à utilização de órgãos de doador cadáver, o problema inicial foi o estabelecimento de critérios para caracterizar a morte do indivíduo doador. Primeiramente o critério era o cardiorrespiratório, depois, se tornou encefálico.

Aqui cabe uma pergunta: “Querer viver às custas do sacrifício de outros, sejam animais ou humanos, é correto”?

Como dissemos acima, o critério de morte para a utilização de órgãos destinados a transplantes foi mudado de cardiorrespiratório para encefálico porque, no primeiro, quando o coração e a respiração do indivíduo param, órgãos e tecidos começam a se degenerar. “Alguns órgãos como o coração, os pulmões e o fígado deterioram-se tão rapidamente que eles devem ser obtidos de corpos vivos”, disse o Dr. David Hill, anestesista britânico.

Sobre o critério de morte encefálica, o Dr. Paul Byme, ex-presidente da Associação Médica Católica do Vaticano diz que “em um paciente com morte encefálica, o coração bate, o corpo está quente, órgãos vitais como o fígado e os rins estão funcionando e há respiração, embora sustentada por um ventilador mecânico”.

Em maio de 2000, a Revista dos Anestesistas do Royal College of Anaesthetistis da Inglaterra recomendou, em seu editorial, a realização de anestesia geral nos doadores de órgãos para eles não sentirem DOR com a retirada de seus órgãos, devido à arbitrariedade dos critérios declaratórios de morte encefálica. Esta atitude foi determinada pelo fato de os anestesistas saberem que o paciente que tem órgãos retirados para transplante, a partir de como esta declaração de morte para fins de transplante é feita atualmente, reage dramaticamente à sensação de dor. Se o paciente está morto, por que fazer anestesia geral nos doadores de órgãos? E, na conclusão do editorial desta revista médica, lê-se: “Se uma pessoa não está morta, não deveria ter seus órgãos retirados.”

Quando uma pessoa morre. “os veículos superiores – Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente – podem ser vistos abandonando o Corpo Denso com um movimento em espiral, levando consigo a alma de um Átomo-semente denso. Não o átomo em si, mas as forças que, através dele, atuavam. O resultado das experiências vividas no Corpo Denso durante a existência que acaba de terminar ficou impresso neste átomo particular. Esse Átomo-semente despertará somente na aurora de uma outra vida física para servir novamente de núcleo como núcleo de mais um Corpo Denso a ser usado pelo mesmo Ego, por isso o amado Átomo-semente.

O Ego, durante três dias e meio, vê de trás para diante, todas as cenas de sua vida passada, impressas no Átomo-semente, panorama da vida, que servirá de base para sua permanência no Purgatório e no Primeiro Céu onde purgará o que foi errado e se fortalecerá com o que foi certo.

Assim como o bebê que vai nascer precisa de cuidados especiais para que seu Corpo Denso se forme perfeitamente e, na hora do nascimento, não aconteça nada que o prejudique, assim também o ser que abandona seu Corpo Denso, o físico, por ocasião da morte precisa de cuidados e, principalmente, de muita tranquilidade para que sua atenção não seja desviada da retrospecção do Panorama de Vida recém-finda e a consequente gravação, no Corpo de Desejos, das imagens contidas neste Panorama, que constituirão a base das experiências depois da morte, nos Mundos celestes. Deste Panorama de Vida dependerão o desenvolvimento da consciência e o incentivo para uma boa conduta nas vidas futuras. O impedimento, por qualquer motivo, da gravação desse Panorama de Vida, implica em perda das experiências da última vida e atraso na evolução do Ego. Para compensar este lamentável fato, o Ego tem a oportunidade de renascer e morrer, ainda criança, para ser enviado a uma escola especial nos Mundos espirituais, recuperando assim parte da perda. Esta é uma das causas da mortalidade infantil que causa tanto sofrimento aos casais que desejam muito ter um filho ou uma filha.

A perda do Panorama de Vida acontece por vários motivos, entre os quais:

a) Quando o Espírito é incomodado por muitas lamentações por parte da família.

b) Quando a morte é por acidente.

c) Quando o Corpo Denso é cremado antes dos três dias e meio após a morte.

Vemos, portanto que uma morte natural e tranquila e o respeito aquele que partiu, fornece ao Ego condições de aproveitar as experiências que teve em sua vida e se preparar melhor para o futuro renascimento.

Vejamos, agora, o aspecto espiritual da situação do receptor do órgão transplantado. Acreditamos que as condições que dão origem a órgãos doentes resultam das próprias ações das vidas anteriores. Um órgão comprometido (coração, fígado, pulmões, rins, olhos, etc.) é somente o sintoma do problema que deve ter causa nas vidas passadas. A troca de partes não resolve o problema. A mudança de vida (pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, ações) focada mais na parte espiritual dessa vida, sim.

Tirar a vida do animal para prolongar a vida humana é eticamente errado. Deus dá a vida animal ou humana. Os mais evoluídos e individualizados são menos receptivos à troca de partes de seu corpo. O sistema imunológico protege a pessoa contra a intromissão de muitas substâncias e há razões metafísicas e biológicas para a rejeição individual de tecidos, órgãos e fluidos de outros.

Construímos nossos próprios Corpos e eles refletem nosso próprio estado de consciência. Aquele que recebe um órgão de uma pessoa ou de um “banco” pode se beneficiar temporariamente, mas, a menos que ele viva a partir de então para transmutar a parte de sua natureza que resultou no órgão danificado, ele não terá este benefício na sua próxima vida.

Continuando a pesquisa feita sobre o assunto dos transplantes, coletamos algumas informações sobre pacientes que receberam transplantes.

Será que um transplante de órgãos pode mudar a atitude, o temperamento e os gostos do receptor? Parece que sim. Um executivo que recebeu um coração de um doador que era fã de uma determinada cantora começou a chorar quando ouviu uma canção cantada por ela algumas semanas depois da operação. Um outro executivo, agora com 70 anos, que recebeu um coração de um rapaz de 14 anos que morrera num acidente, começou a gostar de comer doces, o que nunca fizera antes, e a gostar de esportes radicais como ciclismo, caiaque e esqui. Uma mulher desenvolveu o gosto por comida mexicana depois da operação e disse ter voltado da mesma com um profundo sentimento de raiva. Seis meses após a operação, contatando a família do doador, ela pôde compreender o que estava sentindo. Ele era um rapaz que adorava comida mexicana e que tinha morrido numa briga.

Esses fatos mostram que os transplantes interferem com um aspecto essencial à evolução humana, especialmente em seu estágio atual, que é a Personalidade. A incorporação de Personalidades estranhas ao caráter desses receptores certamente fará com que, em próximas vidas, as lições previstas para uma determinada vida tenham que ser retomadas.

Isto posto, como acreditamos que tudo no nosso Universo segue um planejamento divino e que o destino de cada um e todos obedece a normas concernentes à evolução humana e suas necessidades, visando o progresso e o crescimento anímicos, nós, os espiritualistas, devemo-nos colocar em planos diametralmente opostos à prática dos transplantes, não só pelo respeito à vida, como também por serem violações às leis naturais (e, ainda, às leis humanas), já que tais práticas interferem no aprendizado do Espírito, nesta Escola que é a vida física, rumo ao desenvolvimento de sua consciência e à perfeição.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz do Rio de Janeiro-RJ – julho-agosto-setembro-2005)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como os Rosacruzes Curam os Enfermos

O trabalho de curar os enfermos é realizado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz ajudados por um grupo de Auxiliares Invisíveis, que trabalham sob sua direção. Esse trabalho é executado de acordo com a recomendação de Cristo aos seus discípulos: “Ide, pregai o Evangelho e curai os enfermos“.

Os Irmãos Maiores são seres humanos que alcançaram um nível muito elevado de espiritualidade. Por meio deles o Espírito de Cristo trabalha sem cessar para o bem da humanidade.

Os Auxiliares Invisíveis são seres humanos que chegaram a um grau de evolução tal que, ao mesmo tempo que levam durante o dia em seu Corpo Denso, o físico, uma vida consagrada ao serviço amoroso e desinteressado à humanidade, merecem o privilégio de ser durante a noite, enquanto funcionam em seus Corpos-Almas, colaboradores assíduos dos Irmãos Maiores. Há uma referência a esta faculdade, nas seguintes palavras do Serviço Vespertino, que diariamente celebram os Rosacruzes em seu Templo: “E nesta noite, enquanto nossos corpos físicos descansam calmamente em seu sono, possamos nós, como Auxiliares Invisíveis, continuar trabalhando fielmente na ‘Vinha do Senhor'”. Esses seres são organizados em grupos, de acordo com seu temperamento e atitudes, e instruídos por outros que são médicos. Todos eles trabalham sob a direção dos Irmãos Maiores que são os espíritos responsáveis pela obra de curar os enfermos. É muito frequente os pacientes sentiram a presença dos Auxiliares Invisíveis, enquanto estes trabalham para lhes extirpar os venenos causadores da enfermidade e assim devolver-lhes a saúde.

PARA QUE O TRATAMENTO SEJA EFICAZ, É ESSENCIAL VIVER UMA VIDA PURA: Os Auxiliares Invisíveis nunca permanecem surdos aos pedidos de auxílio; contudo, para que os enfermos possam merecer a Força Curadora do Pai, devem submeter-se a uma dieta alimentar pura, isenta de carne, dormir em habitações bem ventiladas, nutrir apenas pensamentos puros e construtivos e levar uma vida dedicada ao serviço desinteressado em favor da humanidade. A Força Curadora é pura, pois tem origem no Pai. Se apelamos à ela para diminuir nossas dores, devemos viver de acordo com as Leis da Natureza, que são as Leis de Deus. Se o paciente não vive de acordo com as Leis Naturais, a base para a saúde, terá apelado inutilmente para a Força Curadora do Pai.

A FORÇA CURADORA DO PAI: Como já dissemos, a Força Curadora provém de Deus, nosso Criador e Pai Celestial, o Grande Médico do Universo. Está em toda parte, embora em estado latente. Pode ser liberada e ativada por meio da oração e da concentração e irradiada sobre a pessoa que sofre. Foi manifestada por Cristo Jesus e emana do Pai nos serviços devocionais de Auxílio de Cura que são celebrados todas as semanas em todos os núcleos da Fraternidade Rosacruz espalhados pelo mundo. Ao aplicar a Força Curadora do Pai, os Auxiliares Invisíveis elevam o ritmo vibratório do paciente até um grau conveniente, habilitando-o, assim, a expelir de seu organismo os venenos da enfermidade e a purificar cada molécula de sangue, fibra ou órgão, até que todo o corpo esteja renovado. Este processo de renovação realiza-se de acordo com as Leis Naturais e não de uma maneira milagrosa. Se o paciente continua violando as Leis Naturais, acumulando substâncias nocivas em seu sistema e persistindo em viver uma vida incorreta, frustra o processo de cura.

CAUSAS DA ENFERMIDADE: O maravilhoso organismo que chamamos corpo humano é regido por Leis Naturais imutáveis. Todas as enfermidades são o resultado da violação das Leis da Natureza, seja conscientemente ou por ignorância. Se uma pessoa está enferma é porque, na presente vida ou nas precedentes, não considerou os princípios fundamentais dos quais dependem a saúde do corpo. Se desejamos recobrar a saúde e conservá-la, devemos compreender estes princípios e harmonizar nossos hábitos de acordo com eles. Era esta a mensagem do Cristo Jesus quando disse ao paralítico curado: “Estás são, não voltes a pecar para que não te suceda algo pior” (Jo 5:14). Nem mesmo Cristo podia conceder uma saúde perfeita permanente se aquele que a recebia por meio da Força Curadora do Pai, não renunciasse aos maus hábitos causadores da enfermidade e não obedecesse às Leis estabelecidas por Deus, que são as que governam o corpo humano.

O DIREITO À SAÚDE: Há pessoas que “exigem” uma saúde perfeita e acreditam ter direito à ela. Esquecem que, nesta existência ou em outra anterior, perderam esse direito que lhes foi dado pelo Criador, por terem desobedecido às Leis Naturais. Por meio da dor e da enfermidade aprendem uma dura lição. Só quando esta lição tenha produzido seus frutos e passam a viver uma vida sã, o direito à saúde lhes será restituído.

VIOLAÇÃO DAS LEIS DA SAÚDE: A Força Curadora do Pai é construtiva, os métodos errados de viver são destrutivos. As omissões e transgressões, provenientes de uma vida errada, são as causas da enfermidade. Citaremos as principais: alimentação inadequada ou excesso de alimentos, falta de ar puro e de sol, vida sedentária, falta de domínio sobre si mesmo, abrigar pensamentos de cólera, ódio e ressentimento, gratificar desejos degradantes, maltratar outros seres, sejam eles humanos ou animais, abuso da sagrada função geradora. Desde que todos os órgãos do corpo, com suas funções respectivas se relacionam entre si, o abuso leva a doença a todo o organismo, porque cada parte influi, em conseqüência, nas demais, contribuindo para acumular os venenos da enfermidade em todo o sistema, diminuindo assim a vitalidade de todo corpo. Os sintomas locais são a evidência de que todo o corpo está enfermo. Por isso, toda a cura para ser duradoura necessita suprimir as causas e não eliminar os sintomas.

CURA ESPIRITUAL: A cura espiritual opera sobre os planos superiores do nosso ser e efetua-se conforme as Leis Naturais, que imperam “tanto em cima como embaixo”. Por conseguinte, todos os métodos de cura naturais que se aplicam em nosso corpo físico estão em harmonia com o trabalho dos Auxiliares Invisíveis, nos planos superiores.

UMA BOA ALIMENTAÇÃO É UMA MEDICINA NATURAL: O Corpo Denso é construído por meio das substâncias físicas introduzidas no sangue por nossa alimentação diária. Uma boa alimentação constitui, pois, uma terapêutica natural que o paciente deve seguir para cooperar com os Auxiliares Invisíveis, em seu trabalho de reconstruir o organismo.

EFLÚVIOS QUE SE TRANSMITE NAS ASSINATURAS SEMANAIS: A fim de que os Auxiliares Invisíveis possam operar eficazmente sobre o paciente, é necessário que se obtenha eflúvios do seu corpo vital, que é a contraparte etérica de seu corpo físico e do campo de ação das forças vitais. Esse eflúvio obtém-se através de algumas linhas que o paciente deve escrever com tinta, uma vez por semana, nos dias assinalados no cartão especial de cura.

Essa indicação é importante, porque uma pena carregada de líquido conduz melhor o magnetismo do que um lápis. O Éter que impregna o papel com a assinatura semanal dá uma indicação sobre o estado momentâneo de saúde e possibilita o acesso ao organismo do paciente. É essencial que o paciente ofereça este éter de livre vontade, com o propósito de dar acesso no seu organismo, aos Auxiliares Invisíveis. Vemos, pois, como é importante escrever regularmente as assinaturas semanais e enviá-las depois de um mês ao Serviço e Auxílio de Cura da Sede Central. Porém, se o enfermo não colaborar nesse propósito, os Auxiliares Invisíveis não poderão atuar sobre ele.

TEMPO NECESSÁRIO PARA A CURA: Em casos de enfermidades agudas, as curas instantâneas são frequentes quando se recorre aos Auxiliares Invisíveis. Em casos de enfermidades crônicas, que demoram muitos anos para manifestarem-se, pode sentir-se certa sensação de alívio imediato. Porém, o restabelecimento completo, que equivale a uma renovação total do organismo, só é conseguido de uma maneira lenta e gradual. Como dissemos, o trabalho de cura que realizam os Auxiliares Invisíveis não consiste em suprimir os sintomas da enfermidade, e sim em exercer uma efetiva reconstrução de todo o organismo. Para consegui-lo há necessidade de algum tempo e também, sobretudo, da cooperação perseverante do paciente, da forma que foi indicada acima.

REUNIÕES DE CURA NA SEDE CENTRAL: As reuniões de Cura acontecem em todo Centro Rosacruz que tenha um Templo de Cura, quando a Lua transita por um Signo Cardeal ou Cardinal do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio). A hora (Com a diferença de horário de cada país do globo, há sempre um núcleo Rosacruz em algum lugar do mundo, onde seus membros estão reunidos às 18 horas e 30 minutos, elevando seus pensamentos em favor dos que sofrem.) fixada para esse serviço devocional é às 18 horas e 30 minutos. A característica dos Signos Cardeais é irradiar energia dinâmica e tornar ativa as obras que se iniciam debaixo de sua influência. Por conseguinte, os pensamentos de auxílio e cura emitidos em todo o mundo por aqueles que querem transmitir sua ajuda, estão dotados de um maior poder quando iniciam seu pensamento misericordioso sob esse impulso cardeal.

Se você deseja associar-se a esse serviço devocional de ajuda aos demais, recolha-se tranquilamente, quando seu relógio marcar 18 horas e 30 minutos, oficie o Ritual do Serviço Devocional de Cura ou, se não puder, medite fervorosamente sobre a saúde, feche seus olhos e faça uma imagem mental do Símbolo Rosacruz com a Rosa Branca no centro e concentre-se sobre a força Curadora do Pai. Peça com devoção e fé ao Pai, o Grande Médico, para que conceda a cura a todos os que sofrem e imagine o nosso Templo onde os Irmãos Maiores reúnem os pensamentos de todos esses Aspirantes à vida superior para serem utilizados nesta grande obra de Auxílio de Cura.

Se você deseja se inscrever no Departamento de Cura da Fraternidade Rosacruz é só:

1) Obter o Formulário para Solicitação de Auxílio de Cura.

Para obter o Formulário para Solicitação de Auxílio de Cura é só clicar aqui

2) Imprimi-lo

3) Preenche-lo com caneta tinteiro (não esferográfica)

4) Envia-lo para o Endereço que está no Formulário para Solicitação de Auxílio de Cura

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que são os sonhos? Todos eles têm um significado? Como podemos atraí-los ou induzi-los?

Resposta: No estado de vigília, os diferentes veículos do Ego – a Mente, o Corpo de Desejos, o Corpo Vital e o Corpo Denso – são todos concêntricos. Eles ocupam o mesmo espaço e o Ego atua, externamente, no Mundo Físico.

Contudo, à noite durante um sono sem sonhos, o Ego, revestido do seu Corpo de Desejos e da sua Mente, se retira deixando os Corpos Denso e Vital sobre o leito, não havendo mais ligação entre os veículos superiores e inferiores, a não ser por um fio tênue e brilhante chamado Cordão Prateado.

Acontece, às vezes, que o Ego se envolve tanto com o Mundo Físico, que o Corpo de Desejos fica de tal forma excitado que se recusa a abandonar os veículos inferiores e se retira apenas por uma parte. Então, a conexão entre os centros sensoriais do Corpo de Desejos e os centros sensoriais do cérebro físico fica somente parcialmente rompida.

O Ego vê os aspectos e as cenas do Mundo do Desejo, que lhe são extremamente fantásticas e ilusórias, transmitidas aos centros cerebrais sem qualquer conexão racional. Dessa situação é que surgem todos os nossos sonhos absurdos e fantásticos.

Às vezes, acontece que o Ego, ao sair completamente do Corpo Denso em um sono sem sonhos, vê um acontecimento que lhe diz respeito e que está prestes a se materializar, pois os acontecimentos iminentes se apresentam antecipadamente, isto é, antes que qualquer coisa aconteça aqui no mundo material, já aconteceu nos Mundos espirituais.

Se ao acordar após tal experiência o Ego conseguir fixar no cérebro aquilo que viu, terá um sonho profético que, ao devido tempo, se tornará realidade. O Ego também poderá, se o seu destino o permitir, modificá-lo por meio de uma nova ação, isto é, se informado a respeito de um acidente, poderá tomar providências para impedir o desastre iminente.

Quanto à terceira parte da pergunta: “Como podemos atrair ou induzir os sonhos”, podemos dizer que, naturalmente, não há qualquer vantagem em atrair ou induzir sonhos confusos e fantásticos. Na verdade, se chegar um momento na vida de um ser humano em que ele começa a trilhar a vida superior, gradualmente e através de certos exercícios, ele desenvolverá a faculdade de deixar o seu corpo conscientemente à noite ou a qualquer outro momento. Então, ele estará perfeitamente consciente nos Mundos invisíveis, poderá ir para onde lhe aprouver, até mesmo a extremidade da Terra em questão de minutos e, à medida que aprenda a trabalhar conscientemente nestes Mundos invisíveis, não “sonhará” mais, mas passará a viver outra vida mais plena ou mais real do que a que agora vive.

(Pergunta n° 33 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Sono e a Saúde

Durante o dia o Corpo Vital especializa o fluido solar incolor que nos rodeia, por meio do baço. Esta vitalidade impregna todo o Corpo e pode ser vista, pelo clarividente, como um fluido de cor rosa pálido, sendo transmutado depois de penetrar no corpo físico. Flui por todos os nervos e quando é irradiado pelos centros cerebrais em grandes quantidades, move os músculos para os quais os nervos se dirigem.

Pode-se dizer que o Corpo Vital é formado de pontos que avançam em todas as direções: para dentro, para fora, para cima, para baixo, por todo o corpo, e cada um desses minúsculos pontos penetra até o centro de cada átomo químico, fazendo-o vibrar de maneira mais intensa que sua natural velocidade. O Corpo Vital interpenetra o Corpo Denso desde o nascimento até a morte, com exceção de casos muito especiais (como p. ex. quando a circulação do sangue para em alguma parte, ou quando comprimimos um braço contra a borda de uma mesa e ele fica “dormente”). À visão do clarividente, a mão etérea aparece, então, como se fosse uma luva e os átomos químicos da mão regridem ao ritmo vibratório lento que lhes são próprios por estarem desamparados do estímulo dos respectivos átomos vitais. Quando batemos na mão para “despertá-la” sentimos uma espécie de formigamento causado pelos diminutos pontos do Corpo Vital ao penetrarem, novamente, nos átomos adormecidos da mão, pondo-os em renovada vibração. Assim sendo, o Corpo Vital só abandona completamente o Corpo Denso por ocasião da morte. As pessoas que quase se afogam e são salvas, experimentaram um sofrimento intenso causado pela entrada desses pontos, sentindo-os como um forte formigamento.

Durante o dia, enquanto absorvemos o fluido solar em grandes quantidades, os pontos do Corpo Vital ficam aumentados ou dilatados pelo fluido vital. Mas, conforme o dia avança e os venenos orgânicos vão obstruindo o corpo físico, o fluido vital flui com menor rapidez. À noite, chega uma ocasião em que os pontos do Corpo Vital já não obtêm todo o suprimento necessário do fluido vitalizador, e então se encolhem e consequentemente, os átomos do Corpo Denso vibram mais lentamente. Isto produz a sensação de cansaço, de fadiga que o Ego sente. Por fim, chega o momento em que o Corpo Vital sofre um colapso e as vibrações do Corpo Denso se tornam tão lentas que o Ego já não pode mover o corpo. Vê-se obrigado a se retirar para que os veículos se recuperem. Dizemos, então, que o corpo adormece.

O sono, todavia, não é um estado inativo, porque se assim fosse não se produziria a menor diferença na sensação que experimentamos pela manhã. Essa sensação de descanso e bem-estar não se explicaria se não existisse o restabelecimento causado pelo sono. A própria palavra restabelecimento implica em atividade.

Quando um edifício fica deteriorado pelo uso constante, é necessário renová-lo e restaurá-lo. Para isso os moradores retiram-se a fim de que os operários possam realizar seu trabalho. Pelo mesmo motivo o Ego se retira da sua morada, todas as noites. Da mesma maneira como os operários trabalham num edifício para torná-lo capaz de ser reocupado, assim também o Ego precisa trabalhar na sua estrutura antes que possa usá-la de novo. Um trabalho semelhante é feito por nós durante a noite, embora não tenhamos consciência dele ao despertar. Esta atividade elimina as toxinas do organismo, dando como resultado que o corpo se sinta descansado e leve pela manhã quando o Ego volta a ele fazendo-o acordar.

(Extraído livro: “Princípios Ocultos de Saúde e Cura” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Importância da Música em Nossa Vida

A influência da música sobre o ser humano é geral e naturalmente reconhecida, mas, o que não é de grande conhecimento é a relação dessa arte com os mundos espirituais superiores.

Foi o Verbo – a Palavra Criadora Divina – ou seja, uma vibração sonora divina, que tudo criou e a “sustentação” dessa vibração que mantém a Criação. Já não são apenas as filosofias ocultas ou correntes espiritualistas que admitem que toda criação manifestada, nesse plano, de forma concreta, encerra um som ou uma nota-chave particular que lhe deu origem. A ciência já tem registrado, através de seus instrumentos, tons musicais que são emitidos, por exemplo, pela grama crescendo, pelo movimento do Sol e por vários órgãos do corpo humano.

Segundo a Filosofia Rosacruz cada um dos nossos veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente) tem sua nota-chave ou seu tom próprio que ao soar pela primeira vez, deu origem a criação desses veículos. A vibração contínua e harmoniosa ou “conforme” com o som original durante toda uma vida é o fator responsável pela manutenção e equilíbrio desses mesmos veículos. Não há como deixarmos de fazer parte desse cântico da criação. A “Canção de Deus” está presente em toda a parte: em todo Planeta, em toda célula, na rocha e nos nossos corpos mais sutis.

O que estamos fazendo com essa canção?

Que “alimento sonoro” damos aos nossos veículos?

Não estamos falando apenas da conhecida música dos Grandes Mestres, ou da música erudita de boa qualidade, que na verdade, é uma expressão elevada do potencial criador do ser humano. Estamos querendo refletir um pouco mais, procurando mostrar que todo ato criador é vibração, e “música”, e, portanto, estamos sempre às voltas com nossas “sonoridades” e “vibrações”, já que como filhos de um ser criador temos em nós esse mesmo potencial.

Se a nossa canção está “harmonizada” com a “Canção de Deus”, depende de nós. A Filosofia Rosacruz nos dá inúmeros recursos para que possamos “afinar” e harmonizar nossos instrumentos e os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz estão sempre ansiosos por nos ajudar a utilizar esses instrumentos no serviço de elevação da humanidade.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Lei de Analogia

Todo Estudante Rosacruz que busca aprofundar-se nos Ensinamentos Rosacruzes deve esforçar-se por cultivar uma Mente aberta. Também compreender que o ser humano é uma miniatura do Universo e tudo o que procura externamente, não poderá encontrar fora de seu interior. Neste sentido, ele pode concluir que todos os problemas de sua existência tiveram iniciou nos planos espirituais ou internos e somente lá poderá ter fim.

Todo aquele que desejar compreender as coisas maiores da vida, deverá primeiro esforçar-se por compreender as coisas menores, sabendo que ambas fazem parte de um Todo (Deus). O axioma Hermético “assim como é em cima é em baixo; e assim como é em baixo é em cima” nos dá a fórmula para chegarmos a uma conclusão a respeito das coisas menores. Esta fórmula pode ser encontrada na Escola dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que é a Fraternidade Rosacruz, que também compreende a Lei de Analogia. Ela é a chave mestra para investigarmos a vida e seus enigmas, e seu propósito é ajudar todo aquele que busca se familiarizar com o mundo macrocosmo em um trabalho harmonioso com mundo microcosmo.

Uma das aplicações cotidianas da Lei de Analogia está relacionada ao mistério da morte. Para o Cristão místico a morte não existe, ao contrário, ele afirma que a morte física é um nascimento para os Mundos espirituais; assim como o nascimento físico é uma morte para os Mundos espirituais. Desta maneira, podemos observar que o Ego está em constante evolução; lembrando que a evolução do ser humano se processa em espiral, sempre para cima e para frente e tem como propósito a busca pela perfeição dos Corpos Denso, Vital, de Desejos e da Mente.

Para muitos, a morte ainda constitui um mistério, pois enxergam apenas um Corpo Denso inerte e sem vida. Outros ainda não acreditam em vida após a morte. Já para o ocultista, que aplica a Lei de Analogia, descobre que se faz necessária diariamente adotar uma atitude altruísta acerca da morte, tão necessária ao desenvolvimento anímico.

É um dever de todo Estudante Rosacruz procurar aplicar a Lei de Analogia sobre a morte e disseminar tais conhecimentos entre aqueles que ainda vivem nas trevas em relação a ela, respeitando o livre arbítrio desses irmãos e irmãs. Como é dever de todos, recorrer aos próprios meios investigativos para resolver as dificuldades do dia a dia, mesmo que às vezes aparenta ser difícil.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que a matança nas Grandes Guerras Mundiais não gerou enfermidades desastrosas engendradas pela obsessão e pelos crimes sugeridos?

Pergunta: Por que a matança nas Grandes Guerras Mundiais não gerou enfermidades desastrosas engendradas pela obsessão e pelos crimes sugeridos?

Resposta: Max Heindel, que presenciou a Primeira Grande Guerra, esteve muito apreensivo com o efeito que a guerra poderia ter no entrelaçamento do Corpo Vital e o de Desejos, pensando que pudesse produzir o nascimento de legiões de monstros que afligiriam as futuras gerações. No entanto, foi com grande alegria que reafirmou que não deveríamos temer por isso. Somente quando o ser humano é, premeditadamente, mau e vingativo e persistentemente nutrem esse desejo, sentimento e propósito focado em alguém; somente quando tais desejos e emoções são cultivados, estimulados e mantidos é que produzem o endurecimento do Corpo Vital e criam uma ligação interna entre esses dois veículos. Sabemos, pelos registros da grande guerra que, em geral, as tropas não alimentavam tais sentimentos umas contra as outras, contudo os adversários se relacionavam como amigos, entrando, muitas vezes, em contato e se confraternizando.

Ainda que a guerra foi responsável por uma tremenda mortalidade e, em consequência, acarretou uma deplorável mortalidade infantil em idade futura, não pode ser acusada pelas doenças terríveis engendradas pela obsessão, nem pelos crimes sugeridos por esses demoníacos Corpos de Pecado. (veja mais detalhes no Livro a Teia do Destino, aqui: Parte IV – “O Corpo do Pecado” – Possessão Por Demônios Autocriados – Elementais)

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