Libertemo-nos das teorias antiquadas. O morto não salta subitamente para dentro de um céu impossível, nem cai num inferno mais impossível ainda. De fato, não existe inferno naquele sentido tradicional, no sentido impróprio da palavra.
Decididamente, não há inferno em parte alguma e em nenhum sentido, a não ser aquele que o ser humano prepara para si próprio.
Convém compreender que a morte não produz qualquer diferença no ser humano; que esse não se transforma repentinamente em um santo ou Anjo; e que nem é dotado de um momento para outro de toda a sabedoria dos tempos; que no dia seguinte a sua morte é justamente o mesmo ser humano anterior a ela, isto é, com as mesmas emoções, a mesma disposição de espírito, o mesmo desenvolvimento intelectual, etc. A única diferença é que deixou de ter um corpo físico, um Corpo Denso.
Convém compreender que a morte não produz qualquer diferença no ser humano; que esse não se transforma repentinamente em um santo ou Anjo; e que nem é dotado de um momento para outro de toda a sabedoria dos tempos; que no dia seguinte a sua morte é justamente o mesmo ser humano anterior a ela, isto é, com as mesmas emoções, a mesma disposição de espírito, o mesmo desenvolvimento intelectual, etc. A única diferença é que deixou de ter um corpo físico, um Corpo Denso. Procure refletir cuidadosamente sobre o que isso significa. A ideia decorrente é que a morte equivale à libertação absoluta da dor e da fadiga, como também de deveres enfadonhos; que a morte liberta integralmente o indivíduo (provavelmente pela primeira vez), de maneira a permitir-lhe fazer exatamente o que bem lhe aprouver. Na vida física, em geral, a humanidade acha-se constantemente constrangida. A não ser que pertença a uma pequena minoria privilegiada em recursos materiais, vive sempre sob a constante pressão do trabalho a fim de conseguir dinheiro necessário à compra de seus alimentos, roupas e abrigo para si próprio e sua família.
Raros são os casos – como os dos artistas e músicos – em que o trabalho do ser humano se constitui em algo aprazível. Regra geral é uma forma de atividade a que o ser humano certamente não se dedicaria se a tal não fosse forçado.
Nos Mundos espirituais o dinheiro é desnecessário. Nem comida e abrigo são necessários também, porque a glória, o conforto e a beleza desse mundo são franqueados a todos, independentemente de qualquer retribuição. Na matéria rarefeita desse mundo, o ser humano se transporta em seu corpo espiritual para cá e para lá, consoante a sua vontade. Aquele que ama as belas paisagens, as florestas, os regatos, o mar, pode apreciá-los a seu bel-prazer nos pontos mais pitorescos da Terra; o que ama a arte pode dedicar todo o seu tempo à contemplação das obras-mestras dos maiores artistas; o músico pode ouvir as melhores e principais orquestras do mundo, como pode ainda empregar todo o seu tempo ouvindo os mais célebres virtuoses.
obras-mestras dos maiores artistas; o músico pode ouvir as melhores e principais orquestras do mundo, como pode ainda empregar todo o seu tempo ouvindo os mais célebres virtuoses. Nesse plano o ser humano tem plena liberdade de devotar-se inteiramente àquilo que houver sido a sua predileção particular no Mundo Físico e desfrutá-la ao máximo, desde que o gozo seja mental ou pertença ao plano das emoções superiores, e que para ser satisfeito não exija a posse de um Corpo Denso, o físico.
Disso resulta, por conseguinte, que todos os seres humanos corretos, sensatos e bons serão infinitamente mais felizes depois da morte do que o foram antes dela, pois dispõe de muito tempo não só para recriarem nobremente o espirito, como também para progredirem real e satisfatoriamente nos conhecimentos que mais lhe interessem.
Contudo, nesses Mundos espirituais não há infelizes? Há, sim, porque a vida no Além é naturalmente uma continuação dessa, sendo o ser humano, em todos os sentidos, o mesmo ser humano que fora antes de deixar seu corpo físico, o seu Corpo Denso. Assim, se os seus prazeres nesse Mundo Físico eram inferiores, ele não achará naqueles Mundos meios de satisfazer seus desejos. Um alcoólatra, por exemplo, sofrerá horrores porque já não possuí um corpo por meio do qual possa mitigar sua ardente sede. O glutão sofrerá pela falta dos prazeres da mesa. O avarento não mais poderá juntar ouro material. O ser humano que durante sua vida terrena cedia às paixões indignas, sentirá as mesmas lhe minando a vitalidade; o sensual continuará a fremir, acicatado por desejos que não mais poderão ser saciados; o ciumento ainda será atormentado por seus ciúmes, e tanto mais quanto se acha incapacitado para interferir nas pessoas e objetos de seus desejos.
Não há dúvida que os seres humanos sofrem muito nessas condições, mas também é certo que sofrem só aqueles cujas inclinações e paixões foram más e de natureza material. E até estes têm sua sorte totalmente dependente da própria vontade, de modo que basta eliminarem tais inclinações inferiores, que poderão se libertar imediatamente do sofrimento decorrente.
Isso não é uma punição, mas o resultado natural de uma causa definida. De modo que, muito embora, não de imediato, mas tão depressa quanto se tenha esgotado a energia do motivo gerador, basta remover a causa para cessar o efeito.
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Nosso Pai Celestial
Nosso Médico Eterno,
Se está de acordo com Tua vontade,
Deixa que Tua Divina Força Curadora
Penetre cada átomo de nosso Templo,
Para ser usada pelos Irmãos Maiores e os Auxiliares Invisíveis
Na cura da Humanidade.
Nosso Pai Celestial,
Nosso Médico Eterno,
Se está de acordo com Tua vontade,
Que todos aqueles entre nós, que tenham
Suas Mentes claras e seus corações humildes,
Possam se converter em canais da Tua Divina Força,
Na cura do doente e do enfermo.
Nosso Pai Celestial,
Nosso Médico Eterno,
Se está de acordo com Tua vontade,
Deixa que a Panaceia Curadora seja elaborada aqui
Para ser administrada por aqueles
Que sejam espiritualmente dignos,
Para servir nesse trabalho,
Numa dádiva à Humanidade sofredora.
Nosso Pai Celestial,
Nosso Médico Eterno,
Se está de acordo com Tua vontade,
Que Tua Luz e Teu Amor nos guiem e
Nos orientem sempre,
Fortalecendo-nos para seguir
Os mandamentos de Cristo
Na cura do doente e do enfermo.
Nosso Pai Celestial,
Nosso Médico Eterno,
Se está de acordo com Tua vontade,
Deixa que o vínculo que une nosso Templo
Com Teu Divino Plano Curador,
Seja fortalecido ainda mais
Com as Orações de Amor e de Cura
Dos Irmãos e das irmãs de todo o mundo.
Nosso Pai Celestial,
Nosso Médico Eterno,
Agradecemos-Te o privilégio de seguir
Os mandamentos de Cristo que nos colocaram
Nesse caminho de serviço humilde e não egoísta
Que levará a cura e a iluminação a todos os Nossos irmãos, e apressará
O dia da libertação do Nosso Redentor,
E a Fraternidade de todos os nossos irmãos na Terra.
Assim seja
O Trabalho Rosacruciano de Cura
O trabalho Rosacruciano de curar1 é realizado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz por meio de um grupo de Auxiliares Invisíveis, que trabalham sob a instrução deles. O trabalho é executado de acordo com os mandamentos de Cristo aos seus Discípulos: Pregai o Evangelho e curai os doentes.
Os Irmãos Maiores
São seres de um nível muito elevado de espiritualidade, por meio dos quais o Espírito de Cristo está trabalhando para o bem da humanidade.
Os Auxiliares Invisíveis são aqueles que levam, durante o dia em seu corpo físico, uma vida consagrada ao serviço amoroso e desinteressado à humanidade e que chegaram a um grau de desenvolvimento tal que, ao mesmo tempo, merecem o privilégio de serem, durante a noite enquanto funcionam em seus Corpos-Almas, colaboradores por meio da instrumentalidade dos Irmãos Maiores. Isso está indicado nas seguintes palavras do Serviço Noturno da Fraternidade Rosacruz: “Essa noite, enquanto nossos corpos físicos descansam serenamente em seu sono, possamos nós, como Auxiliares Invisíveis, continuar trabalhando fielmente na ‘vinha do Cristo’”. Esses Auxiliares Invisíveis são organizados em grupos, de acordo com seu temperamento e suas habilidades. Eles estão sob a instrução de outros Auxiliares Invisíveis que são médicos, e todos eles trabalham sob a direção dos Irmãos Maiores que, naturalmente, são os espíritos responsáveis por todo o trabalho. É muito frequente os pacientes sentirem a presença dos Auxiliares Invisíveis.
Viver uma Vida Pura é Necessário para a Cura Os Auxiliares Invisíveis nunca recusam responder um pedido de auxílio; mas, para corresponder à Força Curadora Divina os pacientes devem adotar o evangelho de uma vida reta. Eles devem observar uma dieta alimentar sem carne animal (vermelha, ave, peixes, répteis, anfíbios), na medida em que isso for possível. Entretanto, a carne animal deve ser retirada da dieta alimentar gradualmente, a fim de eu o corpo possa ir se ajustando com a mudança alimentar. Os pacientes devem manter os lugares onde vivem e dormem com ar puro, ou seja,
arejados; devem nutrir suas Mentes apenas com pensamentos puros e levar uma vida dedicada a ações puras. A Força Curadora divina é pura. Se alguém pede por ela, com o objetivo de amenizar as suas doenças, ele ou ela deve estar disposto a viver de acordo com as Leis da pureza: ar puro, alimentação pura, pensamentos puros e uma vida pura! Se o paciente ignora esses grandes fatores que promovem a saúde, ele pode ter apelado inutilmente para a Força Curadora divina.
A Força Curadora
Toda a Força Curadora provém de Deus, nosso Pai Celestial, o Grande Médico do Universo; ela está latente em toda parte; ela é liberada e dirigida para o sofredor por meio da oração e concentração; ela se manifestava por meio do Mestre, Cristo Jesus; ela emana nos Rituais dos Serviços de Cura que são oficiados todas as semanas em todos os Centros da Fraternidade Rosacruz no mundo. Por meio das atividades dessa suprema Força, os Auxiliares Invisíveis elevam o ritmo vibratório do paciente até um grau conveniente, habilitando-o, assim em primeiro lugar, a expelir de seu organismo os venenos da enfermidade e, em segundo lugar, a reconstruir cada corpúsculo de sangue, fibra e órgão, até que todo o corpo esteja renovado. Isso é feito, não de uma maneira miraculosa, mas de acordo com as Leis da Natureza. Se o paciente continua violando essas Leis e, por meio de uma vida incorreta, acumula substâncias venenosas em seu organismo, ele frustra o trabalho de cura.
A Causa da Doença
O maravilhoso organismo que chamamos corpo humano é regido por Leis naturais imutáveis. Todas as enfermidades resultam da violação das Leis da Natureza, seja conscientemente ou por ignorância.
As pessoas ficam doentes porque, na vida presente ou nas anteriores não considerou os princípios fundamentais dos quais dependem a saúde do corpo. Se as pessoas desejam recobrar e conservar a saúde, devem aprender a compreender esses princípios e harmonizar nossos hábitos diários em conformidade com eles. Essa é a mensagem do Mestre Curador, Cristo Jesus, quando disse ao homem paralítico curado: “Eis que estás curado; não peques mais, para que não te suceda algo ainda pior!” (Jo 5:14). Nem mesmo Cristo
podia conceder uma saúde perfeita permanente se aquele que a recebia, por meio da Força Curadora, não renunciasse aos maus hábitos causadores da enfermidade. O paciente tinha que viver em obediência às Leis estabelecidas por Deus, que governam o corpo do ser humano e os seus relacionamentos com os seus semelhantes.
O Direito à Saúde
Algumas pessoas “exigem” uma saúde perfeita e acreditam ter direito a ela. Esquecem que nessa existência ou em outra anterior perderam esse direito que lhes foi dado por Deus, por terem desobedecido às Leis da Natureza, que são as Leis de Deus. Por meio do sofrimento elas têm que aprender a obediência. Quando tenham aprendido essas lições e estiverem dispostas a “não mais pecar”, então seus direitos à saúde serão restituídos.
A Força Curadora Divina é construtiva; os métodos errados de viver que negligenciam as Leis da Natureza são destrutivos.
As omissões e transgressões, responsáveis por uma vida errada e, consequentemente, pelas doenças são muitos. Aqui citaremos as principais: alimentação não natural; excesso de alimentação; alimentação que favorece a doença; falta de ar puro e de sol; falta de higiene; falta de exercícios físicos; falta de descanso e de bom sono; falta de domínio sobre si mesmo; dormir em quartos não ventilados; guardar e manter pensamentos de medo, raiva, ódio e ressentimento; ceder à tentação de ficar com raiva de repente e facilmente; gratificar desejos inferiores; maltratar outros seres vivos, sejam eles humanos ou animais; abuso da sagrada função geradora.
Desde que todos os órgãos do corpo, com suas funções respectivas, são interdependentes, o abuso e a consequente aflição de uma das partes prejudica todas as outras partes, contribuindo para acumular os venenos da enfermidade em todo o sistema, diminuindo a vitalidade de todo corpo. Os sintomas locais são, na verdade, a evidência de que todo o corpo está enfermo. Por isso, toda a cura verdadeira, para ser duradoura, não é dirigida para eliminar os sintomas, mas para a remoção da causa que fez os sintomas aparecerem.
A cura espiritual opera nos planos superiores do nosso ser e é efetuada em uma estrita aderência às Leis naturais, que imperam “tanto em cima como embaixo”; consequentemente, todos os métodos de cura naturais que se aplicam no plano físico estão em harmonia com o trabalho dos Auxiliares Invisíveis, nos planos superiores.
Assim como o corpo é construído por meio das substâncias físicas introduzidas no sangue por nossa alimentação diária, assim uma boa alimentação é a medicina natural que o paciente deve seguir para cooperar com os Auxiliares Invisíveis em suas atividades para reconstruir o organismo.
Antes que os Auxiliares Invisíveis possam trabalhar com o paciente, eles devem ter os eflúvios do Corpo Vital dele, que é a contraparte etérica de seu Corpo Denso, o físico, e do campo de ação das forças vitais. Esses eflúvios são obtidos por meio da escrita do paciente, uma vez por semana, onde ele assina e data, no formulário de assinaturas que lhe é enviado, nos dias assinalados, com caneta tinteiro2.
Isso é importante, porque uma pena carregada de líquido é melhor condutor do magnetismo que um lápis ou outro tipo de caneta. O Éter que impregna o papel com a assinatura semanal fornece uma indicação sobre o seu estado de saúde, no momento, e possibilita o acesso ao seu organismo. É algo que ele deu voluntariamente e com o propósito de fornecer o acesso aos Auxiliares Invisíveis. Porém, se o paciente não fizer a sua parte, os Auxiliares Invisíveis são incapazes de trabalhar nele; portanto, veja como é sumamente importante fazer e enviar o formulário com as assinaturas semanais para o Departamento de Cura do Centro Rosacruz que você se inscreveu.
As curas instantâneas são frequentes, quando se recorre aos Auxiliares Invisíveis para ajudar nos casos de doenças agudas. Nos casos de enfermidades crônicas, que demoram muitos anos para se manifestarem, pode se sentir uma certa sensação de alívio imediato; entretanto, um restabelecimento completo, que equivale a uma renovação total do organismo, só é conseguido de uma maneira lenta e gradual. Como dissemos, o trabalho de cura que
realizam os Auxiliares Invisíveis não consiste em suprimir os sintomas da enfermidade, e sim em exercer uma efetiva reconstrução de todo o organismo, e para consegui-lo há necessidade de algum tempo, assim como o fiel empenho e cooperação constante do paciente, das formas que foram indicadas acima.
As reuniões de Cura ocorrem nos Centros Rosacruzes quando a Lua transita por um Signo Cardeal no Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio). A hora fixada para esse serviço devocional é às 18 horas e 30 minutos. A característica dos Signos Cardeais é irradiar energia dinâmica e tornar ativas as obras que se iniciam sob a sua influência e, portanto, os pensamentos de cura emitidos em todo o mundo, por aqueles que querem transmitir sua ajuda, estão dotados de um maior poder, quando produzem seu pensamento misericordioso sob esse impulso cardeal.
Se você gostaria de se juntar a esse serviço devocional de ajuda aos demais, sente-se tranquilamente, quando seu relógio, no lugar onde você estiver, marcar 18 horas e 30 minutos; medite sobre a saúde; feche seus olhos e ore para o Grande Médico, nosso Pai Celestial, focando na restauração da saúde a todos os que sofrem, muito em particular àqueles que hajam solicitado ajuda a um Departamento de Cura de um Centro Rosacruz.
Ao mesmo tempo, visualize o Templo Rosacruz, onde os pensamentos de todos os Aspirantes são, finalmente, recolhidos pelos Irmãos Maiores e usados para o propósito da cura.
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1 N.T.: “healing”, em inglês, que é diferente de “curing”. O problema é que em português traduzimos ambas as palavras por “curar”. Entretanto, o conceito delas é bem diferente. “Curing” significa “eliminar todas as evidências da doença”, “eliminar todos os sintomas” – está mais para remediar; enquanto que “healing” significa curar totalmente: o Espírito, a Alma – aqui restaurar, eliminar a causa suprafísica, pois o Espírito e a Alma nunca ficam doentes (!) – e o Corpo – aqui sim: restabelecer o funcionamento normal da parte afetada, pois essa parte está doente.
2 N.T.: As canetas tinteiros são compostas de uma pena de metal, um sistema de escoamento da tinta e um recipiente que serve de tinteiro, normalmente em forma de cartucho. Qualquer outra que não tenha esse sistema, por exemplo as hidrográficas ou esferográficas, não servem. Isso é muito importante, pois uma caneta carregada de fluído, como é o nanquim da caneta tinteiro, é um condutor de magnetismo muito maior do que um lápis seco ou uma caneta esferográfica ou hidrográfica ou, ainda, qualquer outro tipo de meio de escrita. O Éter, que impregna o papel sobre o qual o paciente escreve, semana a semana, fornece uma indicação de sua condição no momento da escrita, e é uma chave de entrada para acesso à parte (ou -partes) doentes do seu Corpo. Conforme mude o estado do paciente, muda-se o registro.
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Comer Carne de Animais: algumas considerações esotéricas
Durante o curso do desenvolvimento esotérico, a resposta do Corpo Denso e dos nossos outros Corpos e veículos a certos alimentos muda. As próprias respostas, sem uma razão abstrata como motivo ou justificativa, podem fazer com que os indivíduos modifiquem sua alimentação, eliminando certos artigos e enfatizando outros.
Essas mudanças dietéticas, muitas vezes, são provocadas pelos próprios efeitos de um estudo esotérico que seja sério, porque na verdade começa a transformar os invólucros humanos. O Corpo Denso, que é inerte e se cristaliza com o tempo, torna-se internamente mais móvel e ativo. Os órgãos individuais tornam-se mais independentes uns dos outros, especialmente o coração, a medula espinhal e o cérebro.
Este ligeiro aumento na autonomia dos órgãos cria um equilíbrio instável que pode ser atribuído a uma indisposição ou doença, quando na verdade é apenas a consciência dessa mobilidade que aumentou, causando a independência dos órgãos (partes do sistema nervoso simpático ou involuntário), que anteriormente não eram sentidos, exceto quando estavam funcionando de forma anormal.
A relação dos humanos com sua alimentação só é devidamente compreendida quando consideramos a sua relação com os outros reinos da natureza. As plantas, como Reino de Vida, “desenvolvem” as substâncias minerais, dando a elas uma organização superior, e as enchem de vida. O inorgânico torna-se orgânico e é impregnado de Éter de Vida.
Embora os humanos não consigam assimilar os minerais com eficiência, em sua forma elementar, eles são organizados fisicamente o bastante para continuar o processo de desenvolvimento no ponto em que as plantas param. Podemos arrancar uma folha ou colher uma maçã, os órgãos de uma planta, e desenvolvê-las ainda mais usando a nossa própria organização fisiológica.
Os animais também continuam esse processo de organizar ainda mais as formas das plantas. No entanto, quando os humanos comem alimentos à base de carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios e qualquer outra forma de vida animal), eles deixam sem uso as forças necessárias para processar os alimentos vegetais. Visto que o bem-estar de qualquer órgão consiste em ativar e usar todas as suas forças, comer carne animal é equivalente a dizer: “Vou fazer isso sem usar o braço direito. Vou amarrá-lo de forma que não possa ser usado”.
Da mesma maneira, os comedores de carne animal condenam à inatividade uma certa soma de forças dentro do seu organismo. Os aparelhos não utilizados permanecem inativos, são paralisados, tornam-se endurecidos e são carregados durante a sua vida como um corpo estranho. No entanto, eles permanecem não detectados como tal até que a pessoa embarque no treinamento esotérico, após o que a mobilidade aumentada e a independência dos órgãos internos revelam este “corpo estranho” como uma fonte adicional de inquietação.
Como resultado dessa experiência perturbadora, ao sentir a presença do corpo estranho, as pessoas que iniciaram o treinamento esotérico podem simplesmente parar de comer carne não apenas porque sua sensibilidade é ofendida, mas também porque isso enfraquece uma força viva dentro delas e lhes dá a sensação de que carregam um peso morto em seu interior.
Razões adicionais para a eliminação do alimento à base de carne animal foram totalmente articuladas na literatura da Fraternidade Rosacruz. Elas incluem o seguinte.
Em última análise, podemos muito bem considerar algo mais pessoal, e até egoísta, que faz com que muitos humanos parem de usar alimentos à base de carne animal em sua dieta. A princípio, pode-se deduzir que a carne animal lute contra o desenvolvimento esotérico. Consequentemente, embora com relutância, fazemos o “sacrifício”.
No entanto, tendo uma vez interrompido esse hábito, agora atávico ou hereditário, descobriremos que, em todos os sentidos, nós e todas as formas de vida somos os favorecidos. Descobrimos também que a veemente resistência à descontinuidade do consumo de carne animal pela população em geral se baseia no medo de perder certos instintos básicos que são valorizados: paixões agressivas e emoções. Erroneamente, é dito que os homens, quando não as mulheres, vão se tornar menos “másculos” e fortes, menos capazes de enfrentar um mundo ameaçador. Quando a realidade e as bênçãos da vida espiritual forem reconhecidas de maneira mais geral, a humanidade perceberá que aquilo que se perde nos instintos mais grosseiros, nas luxúrias de sangue e inclinações egoístas será incomensuravelmente compensado com melhorias na vida interior da alma, com a paz e liberdade conquistadas por vivermos menos adversamente e mais em harmonia com nosso ambiente planetário.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de nov-dez/1995 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
O Regime Ovo-lacto-vegetariano
“O vegetarianismo deve ser louvado por todos aqueles que perseguem o ideal da formação e da educação das raças não-belicosas, inteligentes, amantes das artes e, ao mesmo tempo, prolíficas, vigorosas e ativas” — Armand Galtier.
As palavras “regime” e “dieta” vêm do grego e significam disciplina, governo, moderação. Ambas são sinônimas e têm o sentido de governar o apetite, disciplinar os métodos alimentares. Regime alimentar, portanto, é o método usado para programar um sistema capaz de levar ao organismo todas as substâncias necessárias à manutenção, à regeneração e ao desenvolvimento das células orgânicas, visando ao funcionamento perfeito de todos os aparelhos e sistemas cuja euritmia (ritmo harmonioso) funcional consequentemente conduza à saúde. Essas substâncias podem provir do reino vegetal ou do animal. Se, entre os produtos de origem animal, conta-se a carne, diz-se que o regime é cárneo, denominando-se vegetariano ao regime em que, não se consumindo carne, predominam os produtos vegetais.
Chama-se “vegetalismo” o sistema em que se usam somente vegetais e “vegetarismo” o que utiliza também leite, seus derivados e ovo. A este se denomina, também, “ovo-lacto-vegetariano”. Quando a alimentação é constituída exclusivamente de frutas, diz-se que o regime é frugívoro, podendo-se admitir a denominação de “frugivorismo” como um neologismo.
Em nossa explanação usaremos as palavras “vegetariano” e “vegetarismo”, significando regimes isentos de carne de mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios e qualquer outro ser da onda de vida animal, nossos irmãos menores.
No Ocidente predomina o regime cárneo, entendendo-se por isso aquele que, além do uso de verduras, frutas, leite e ovo, inclui a carne no cardápio.
No Oriente predomina o regime vegetariano. Admitamos, em tese, que se pode viver exclusivamente de frutas, se houver uma variedade muito grande desses produtos da Natureza, os quais possam fornecer proteínas suficientes à manutenção e reconstituição das células. Nas condições atuais do mundo, porém, difícil seria preconizar um regime exclusivo de frutas, podendo-se chegar a prejudicar os usuários, se a isso se propusesse o dietólogo.
A observação dos estudiosos deste assunto nos leva a considerar como recomendável o regime vegetariano, porque é capaz de propiciar à comunidade um estado de saúde compatível com o trabalho, especialmente nas condições que a vida artificial destes tempos agitados impõe ao ser humano uma luta de grandes proporções para sobreviver.
De fato, grandes aglomerações humanas desenvolvem atividades dignas de apreciação, embora a carne não faça parte do seu regime alimentar, como na maior parte dos países do Oriente.
A meta suprema da vida humana é vive-la em sua plenitude, com um conceito de felicidade que seja entendido como “estou vivendo intensamente o que eu mesmo escolhi no Terceiro Céu – quando da escolha do panorama dessa vida que agora vivo”. E, logicamente a ela está ligada de modo inseparável a ideia de saúde. Mesmo a pessoa que não quer viver exatamente o que escolheu lá inclui a coexistência de saúde para a concretização dos anseios da excitação dos instintos na satisfação das concupiscências carnais.
Sendo a saúde a expressão máxima de um funcionamento ideal de todos os órgãos e sistemas do nosso Corpo Denso, não se pode desligar da ação dos alimentos sobre esses órgãos e sistemas. Toda substância alimentar que possa perturbar a harmonia funcional acarretará fatalmente um desvio do curso normal da fisiologia, ocasionando perturbação da saúde e, consequentemente, da felicidade.
O regime vegetariano oferece todas as condições para propiciar saúde compatível com a felicidade.
De acordo com o conceito de regime expresso no começo deste artigo, vejamos quais são as substâncias necessárias à manutenção, regeneração e desenvolvimento das células orgânicas. Ainda que pretendamos escrever uma série de artigos sobre este assunto, nós nos esforçaremos por dar em cada um deles a ideia de conjunto, com o fim de propiciar conhecimentos práticos em vista a capacitar o leitor a tirar proveito imediato da leitura.
Para qualquer regime os princípios nutritivos indispensáveis são as proteínas, ou albuminas; os carboidratos, ou farináceos; os açúcares, gorduras, sais e vitaminas. Poderá o regime vegetarista prover ao organismo essas substâncias?
As proteínas são as substâncias que promovem a recomposição e a estruturação das células. A pele, os músculos, os ossos, os vasos, os órgãos, os sistemas em geral são constituídos de formações microscópicas de forma e constituição variadas, adaptadas às funções que exercem no organismo, chamadas células. A estrutura dessas células depende das proteínas. Da fórmula química das proteínas fazem parte substâncias menos complexas que, combinando-se, integram a molécula proteica. Dentre elas se destacam os ácidos aminados. Para que uma proteína seja considerada ótima ela deve conter os ácidos aminados ditos essenciais, dos quais falaremos em um dos próximos artigos.
O regime ovo-lacto-vegetariano pode oferecer proteínas dessa qualidade, tais como as que se encontram no leite e no ovo. Dentre as de origem puramente vegetal podemos citar as da soja e algumas amêndoas.
Teor de proteína dos alimentos mais comuns:
Soja 33%
Queijo 30%-35%
Leite (1 litro) 35 g
Amendoim 27%
Feijão 22%-25%
Castanha 16%
Nozes 14%-16%
Ovo 12%
Farinha de milho 11%
Cereais 10-12%
Pão 8-10%
Carboidratos. Os carboidratos, amiláceos ou amidos, farináceos e açúcares, encontram-se em abundância no reino vegetal. Daí se conclui que o vegetarismo proporciona esses princípios nutritivos de modo a fornecê-los ao organismo em quantidade suficiente. São as substâncias chamadas energéticas; isto é, que produzem energias. O Prof. Júlio Lefèvre, da Sociedade de Biologia de Paris, referindo-se ao vegetarismo, assim se expressa: “… é, em verdade, o regime de força e saúde que permite ao ser humano utilizar, no decurso de sua existência, todas as manifestações de uma possante atividade”.
Gorduras, sais e vitaminas são os nutrimentos mais encontrados neste tipo de regime alimentar, o que faz dele o ideal no sentido da regeneração das células, criando no ser humano grande soma de vitalidade, resistência e espírito de iniciativa, junto de um caráter manso, quieto e firme, apanágios da sonhada felicidade.
Incorporar ao regime os farináceos, açúcares, gorduras, frutas, hortaliças, castanhas, amendoim, cereais, leite, seus derivados e ovo, em proporções equilibradas, é usar um regime suficiente, atóxico e de fácil adequação, rico em todos os nutrimentos essenciais a uma boa saúde e uma vida fecunda, tranquila e feliz.
* * *
“Cereais, frutas, nozes e verduras constituem o regime dietético escolhido por nosso Criador. Esses alimentos, preparados da maneira mais simples e natural possível, são os mais saudáveis e nutritivos”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1965 – Fraternidade Rosacruz – São Paulo – SP
História Aquariana para Crianças e Adolescentes: O Presente Celestial
Era uma vez, há muito tempo, um rei muito bom e uma rainha muito amorosa. Governavam várias províncias, que visitavam uma vez por ano. Antes da visita, enviavam um mensageiro para avisar sobre a visita. Quem oferecesse à rainha o melhor presente era premiado pela soberana.
Preparava-se o povo de certa localidade para receber o nobre casal. Cada pessoa procurava superar a outra, na preparação do presente a ser oferecido. O povo todo encontrava-se nesse estado de excitação, quando afinal o dia chegou.
Nesta província vivia Celeste com sua vovozinha. A mãe de Celeste tinha ido para o mundo invisível quando ela nasceu. A vovó chamou então aquela menininha para os seus cuidados, como uma estrelinha do céu a brilhar em sua velhice. Elas eram bem pobres e a vovó sacudiu a cabeça, já um tanto branca, preocupada com o que iriam oferecer à rainha. Celeste, com seus nove anos de idade, lutava contra o desejo de ver pessoas tão ilustres, que nunca havia visto. Por isso, queria também oferecer-lhes um presente bem valioso.
Um dia, antes do importante acontecimento, veio correndo a menina até sua avó e disse:
— Vovó, já arranjei! Meu pombo; darei à rainha meu lindo pombo branco!
— Não, minha querida, o pombo não ficaria com a rainha. Voaria de volta para você. Precisamos pensar em outra coisa.
Celeste ficou desapontada. Triste, sentou-se num banquinho perto da janela, encostou a cabeça no batente, pensando e adormeceu. Seus cabelos encaracolados brilhavam à luz do sol como se fossem de ouro. A vovó dormiu também, embalada pela cadeira de balanço onde se encontrava sentada.
Metade da tarde já havia passado, hora em que a vovó sempre tinha seu repouso diário, quando foi despertada pela neta, que puxava seu avental e lhe dava palmadinhas no rosto.
— Vovozinha, tive um sonho muito bonito. Vi um lindo anjo, todo branco e brilhante, com o rosto igual ao do retrato da Mamãe. Ele veio devagar, pousou à minha frente e disse: “Dê o seu amor à rainha, minha filha”. Fechei os olhos e quando os abri de novo aquela figura havia desaparecido. Então acordei. Não foi um sonho lindo, vovozinha?
A vovó, radiante de alegria, afagou a menina com um abraço amoroso, antes de responder:
— Sim, minha criança, ofereça o seu amor à rainha, pois a dádiva sem o doador é vazia; mas, economize um pouquinho dele para sua velha vovozinha, ouviu?
— Eu lhe amo, vovozinha, mais do que tudo. Mas devo escrever à rainha e contar-lhe que a amo muito, porque isso é tudo o que tenho para dar. Ela é linda, não é, vovó?
Celeste logo foi pegar a caixa onde guardava algumas folhas de papel, que eram poucas e por isso guardava como se fossem um tesouro. Com uma pena de pato ela escreveu, em forma de rima, o amor que sentia pela formosa rainha. Depois de escrever várias folhas, prendeu-as com uma fita azul que lhe dera a vovó junto do seu primeiro vestidinho de bebê. Em seguida, disse à avó que no dia seguinte iriam ver a rainha, enquanto lhe mostrava as folhas que escrevera.
Quando o sol nasceu, no dia seguinte, encontrou-as prontas para partir. Celeste vestia um vestido escarlate, com aplicações pretas, e usava sapatos pesados feitos de madeira. As faces estavam rosadas e seus olhinhos, brilhantes de felicidade. Seus cabelos cacheados estavam muito bem penteados. A vovó jogou um chale sobre os ombros, já curvos, pegou a bengala e partiram.
Próximo à província havia uma aldeia onde o povo tinha construído um grande celeiro. Ele servia também como um recinto da comunidade, onde os fazendeiros às vezes se reuniam para festas. Os habitantes da localidade haviam escolhido este lugar para receber o rei e a rainha; o dia começou com a vinda da população de todas as partes da província, trazendo presentes.
O sol estava alto, lá nos céus, quando foi ouvida uma clarinada de trombetas e dois cavaleiros já estavam à vista, seguidos por um coche dourado puxado pôr seis cavalos brancos. Os cavalos estavam com as cabeças decoradas com plumas pretas e frisos dourados.
O rei e a rainha desceram do coche, seguidos por dois pequenos pajens, jovens empregados, que seguravam a cauda do manto real. O par real sentou-se em um estrado em forma de trono, onde as pessoas depunham os presentes ofertados, expostos de modo a serem inspecionados.
— Certamente — pensou o homem mais rico da província — eu ganharei a recompensa, pois quem pode dar um presente tão bom quanto o meu? — E ele caminhava todo empolado de orgulho para colocar um lindo tapete oriental aos pés da rainha. O valor do tapete era imenso e suas cores, soberbas. A rainha considerou o presente com um sorriso e uma bênção.
— “Com certeza” — pensou a esposa de um feliz fazendeiro — “eu ganharei a recompensa. Quem pode fazer pães tão finos iguais a estes?” — E eram mesmo tão bem feitos que pareciam de ouro, redondos, em formas perfeitas. A rainha recebeu-a com um sorriso e a abençoou.
— “Certamente eu obterei a recompensa” — pensou um fazendeiro muito rico — “pois não há milho mais abastado do que este aqui” — E levava uma braçada de espigas amarelinhas que colocou junto aos pães. A rainha recebeu a dádiva e abençoou.
E assim, cada um por sua vez dava a melhor mercadoria que possuía. Uns traziam a melhor agulha de trabalho; um homem trouxe uma grande quantidade de grãos dourados, maiores que a cabeça de um homem; outro trouxe um leitão bem gordo; um fazendeiro deu o seu galo premiado; uma mulher presenteou com uma flor rara da qual cuidara; um artista trouxe a melhor pintura… Todas as artes e desenhos eram largamente expostos. Cada doador estava certo de que o seu prêmio seria o maior. A cada um a rainha dirigia um sorriso e uma bênção.
Celeste, cheia de respeito e medo, tremia quando as pessoas se adiantavam com as suas oferendas. Tinha nas mãos o seu pombo de estimação e o caderno de versos. Olhava com excitação a fila de presentes e as vestes dos que os davam. Todos estavam trajados da melhor maneira, com seus adornos de festa, assim como ela estava. Entretanto, sabia que era a mais pobremente vestida de todos. E o seu presente? “Que insignificância, comparado aos demais” — pensou ela.
À vista de tantos presentes caros, Celeste permanecia à entrada, indecisa, tímida, ante seu presente tão pequeno. Mas como desejava dizer à rainha o quanto a adorava! Fechou os olhos e tentou ganhar coragem. Naquele momento viu o anjo e lembrou-se do sonho que tivera. O pombinho fez um movimento em suas mãos. Celeste olhou bem dentro dos olhinhos rosados dele e cochichou-lhe nos ouvidos. Colocou o caderninho no bico do pombo e abriu as mãos.
O pombo voou diretamente na direção da rainha e pousou tão suavemente em suas mãos que ela não se assustou. A rainha pegou o caderninho e leu os versos. Depois, olhou o pombinho, que regressava em direção à sua dona, e disse:
— Quer vir aqui, menina? — Sua voz era tão delicada e seu sorriso, tão convidativo, que Celeste perdeu todo o medo e caminhou, pondo-se de pê, à sua frente. A rainha tocou seus cabelos cacheados e disse ao ministro:
— Que seja anunciado pelo arauto do rei que o maior presente, que é o Amor, acaba de ser dado, e que a rainha vai recompensar o doador. Que se aproxime o povo para testemunhar o prêmio.
Quando o povo se juntou, a rainha levantou-se e, colocando sua mão sobre a cabeça de Celeste, declarou em voz bem clara:
— Levarei esta criança para o palácio do rei, onde ela se tornará uma princesa.
Celeste ouviu estas palavras como se fosse um sonho. Lembrando-se, porém, da sua vovozinha, apressou-se em explicar à rainha:
— Não posso ir, querida rainha, porque minha vovó ficaria sozinha e ela precisa de mim.
— Minha criança, você tem um belo coração. Não receie coisa alguma. Sua vovó também irá — respondeu a rainha.
Após a festa, Celeste e sua vovó se acomodaram na carruagem dourada puxada pelos cavalos brancos. A rainha estava entre as duas. Quando chegaram ao palácio real, Celeste foi levada para um quarto magnífico e ali vestiram-na com cetim; sapatos dourados foram colocados em seus pezinhos. Tornou-se uma moça virtuosa e culta, foi um Anjo inspirador para muitas decisões sábias dos Soberanos, em favor do povo.
(Publicada na Revista Serviço Rosacruz de setembro de 1965 – Fraternidade Rosacruz – São Paulo – SP)
História Aquariana para Crianças e Adolescentes: O Desejo
Era uma vez uma princesa que não queria ser princesa. Vocês acham isso impossível? Vocês não acham que todas as moças ficariam felizes com à oportunidade de serem princesas?
Bem, não essa princesa. Todas as noites quando ia para a cama pensava, “Espero que amanhã quando acordar, eu seja uma cozinheira. Ou, “Espero que amanhã quando acordar, eu seja uma costureira. Ou, “Espero que amanhã quando acordar, eu seja uma florista”. Mas todas as manhãs quando acordava, ainda era princesa.
E por que a princesa não queria ser princesa? Por que em vez disso, ela queria ser uma cozinheira, uma costureira ou uma florista? Porque era duro ser princesa. Pelo menos, ela achava que era duro ser uma princesa. Ela achava que era duro ser sua qualidade de princesa.
Bem, é verdade que algumas princesas são mimadas e conseguem tudo que desejam em bandeja de prata, e despedem seus servidores se não forem servidas suficientemente bem ou suficientemente depressa ou com suficientes saudações e salamaleques, para satisfazê-las. Algumas princesas são soberbas e andam com o nariz para o ar, recusando-se a dar atenção às pessoas que elas acham que estão muito abaixo delas. Algumas princesas são muito preguiçosas, nunca pegando nada se alguém puder pegar para elas, e se enchendo de sorvetes e doces. Essas princesas não são muito queridas, porque são egoístas, só pensam nelas e nada fazem.
Mas, esta princesa não era mimada, não era soberba e não era preguiçosa. Não que ela não quisesse as vezes ser assim. Simplesmente não lhe permitiam e principalmente seu pai, o Rei.
O Rei amava muito sua filha. Na verdade, a amava tanto que não queria que ela crescesse mimada, soberba ou preguiçosa. Ele queria que ela crescesse carinhosa, gentil, dócil, compreensiva, e sabia que ela deveria se esforçar muito para ser assim. Então, ele insistia para que ela se esforçasse muito para ser todas essas coisas.
E é por isso que a princesa, que se chamava Andrea, não queria ser princesa. Ela achava que era muito difícil ser todas as coisas que seu pai queria que ela fosse.
Outras princesas, pensava Andrea, podiam dormir quanto quisessem e tomar café na cama. Outras princesas, pensava, podiam dizer, “Deixem-me em paz”, se não queriam falar com as pessoas. E outras princesas, pensava, com certeza não precisavam sorrir se não tivessem vontade.
Contudo, o Rei insistia que Andrea levantasse alegre e cedo todas as manhãs, e que arrumasse sua cama e fosse tomar o café da manhã na sala de jantar, com o resto da família. Ele insistia que ela fizesse tudo que pudesse para si própria. Ela tinha até que engraxar seus sapatos, dar banho no seu cachorro, ajudar a tirar o pó dos móveis do palácio, preparar seu lanche para a escola. Quando tinha que pedir alguma coisa para algum criado, tinha que ter muito cuidado e dizer “por favor” e “muito obrigada”, porque se não dissesse seu pai ia ficar muito descontente. E não era uma boa ideia, ela sabia, desagradar ao Rei.
O Rei insistia que Andrea ouvisse todas as pessoas que quisessem falar com ela porque, ele dizia:
— Uma princesa é responsável por seus súditos.
Ela nunca se atrevia a dizer, “Deixe-me em paz”, porque se o fizesse seu pai ia ficar muito zangado. E não era uma boa ideia, ela sabia, deixar o Rei ficar zangado.
O Rei insistia que Andrea fosse cortês com todos que encontrasse e sorrisse para as pessoas sempre que pudesse. É claro que não devia fechar a cara para eles. Algumas vezes sua boca doía de tanto sorrir, mas, de qualquer modo, ela continuava sorrindo. Se ela não o fizesse, seu pai ia ficar muito decepcionado. E não era uma boa ideia, ela sabia, deixar o Rei ficar decepcionado.
Um dia, Andrea teve uma ideia.
— Se eu me esconder no bosque o dia inteiro, eu não verei ninguém e ninguém me verá, pensou. Assim, eu não terei que falar com ninguém ou sorrir e não terei problemas por não dizer “por favor” e “muito obrigada”, e eu posso me deitar à sombra de uma árvore e não pensar em nada, a não ser em mim.
Assim, Andrea pegou um tapete macio para deitar-se, pôs num saquinho uma maçã, uma banana, dois sanduiches, um de manteiga de amendoim e outro de geleia, e desceu as escadas de serviço do palácio na ponta dos pés. Quase esbarrou no mordomo que estava levando para cima uma jarra de suco de maçã, mas ela conseguiu se esconder num armário de vassoura até que ele passasse. Quase caiu em cima da faxineira que estava esfregando o último degrau, mas conseguiu se esconder num canto escuro até que a faxineira acabasse.
Andrea atravessou correndo o jardim do palácio e subiu numa trepadeira que crescia pelo muro alto. Pulou de cima do muro e correu pela estrada que levava ao bosque.
Ninguém a viu sair do palácio, e ninguém sabia que ela tinha ido se esconder no bosque.
Andrea entrou bem para dentro do bosque, antes de parar.
— É embaixo desta árvore que eu vou me deitar, disse por fim, olhando para um grande castanheiro, bem mais alto que as outras árvores vizinhas. Estendeu o tapete e espreguiçou-se.
— Ahhh! suspirou. Assim é que é bom.
Em poucos minutos estava profundamente adormecida.
— Então, esta é a princesa que não quer ser princesa, disse uma voz esganiçada e aguda, perto de seu ouvido.
— Vamos fazer-lhe um favor e conceder-lhe o desejo? – Perguntou outra voz esganiçada e aguda.
— Claro, disse a primeira. Vai ser divertido!
Piscando os olhos, Andrea viu dois homens pequeninos com roupas lilás, sapatos vermelhos e chapéus verdes sorrindo para ela. Primeiro ela pensou: “Como são pequenos!” Depois pensou: “Quantos dentes eles têm!”. Depois pensou: “Quem são?”
— Quem são vocês? perguntou.
— Nós somos Realizadores de Desejos, disse o primeiro homenzinho. Temos o poder de conceder qualquer desejo que você deseje, mas você precisa estar certa de que você totalmente, positivamente o deseje. Quando concedemos um desejo, nunca mais o retiramos.
— Você totalmente, positivamente, deseja não ser uma princesa? perguntou o segundo homenzinho.
— Oh! sim, respondeu Andrea. Eu totalmente, positivamente, desejo não ser uma princesa.
— Muito bem, disse o primeiro homenzinho. Feche bem os olhos e não abra.
Andrea apertou os olhos e ouviu:
“Abracadabra, abracadabra,
Dê à princesa, sua maior ambição,
Ela que uma loura princesa era,
Agora é feia, sem comparação”.
Então, Andrea sentiu que coisas esquisitas estavam acontecendo com ela. Seus ossos estalavam quando se mexia. Seus músculos se esticavam e encolhiam até ela se sentir como uma tira de borracha. Era como se suas roupas estivessem sendo rasgadas e seu vestido macio começou a ficar grosso e picava. Seus cabelos, com suas tranças bem penteadas, caiam lisos sobre seu rosto.
— Há, há, há! Riu com maldade o primeiro homenzinho com sua voz esganiçada. Agora ninguém vai confundir você com uma princesa. Você não pode dizer que não atendemos seu desejo. Abra os olhos — e felicidades.
Andrea abriu logo os olhos – mas os homenzinhos tinham desaparecidos. Olhou-se com crescente horror. Seu lindo vestido cor de rosa tinha se transformado em uma roupa rasgada, feia, deformada, suja e que parecia não ter sido lavada há meses. Suas mãos estavam calosas e suas unhas quebradas e sujas. Seus cabelos estavam brancos e emaranhados.
Começou a andar e percebeu que um pé se arrastava e ela só podia levantá-lo com muito esforço. Tentou falar e sua voz soou horrivelmente. Mancando, Andrea conseguiu chegar até um regato no bosque ali perto, e viu seu reflexo na água clara. O que ela viu assustou-a tanto, que ela gritou e desmaiou.
Quando voltou a si, olhou-se de novo cautelosamente. O reflexo ainda parecia um pesadelo. A linda princesa de cabelos dourados tinha se transformado numa horrível megera, tão feia que poderia assustar até o mais valente cavaleiro quando ia para a guerra lutar por seu pai, o Rei.
— O que eu vou fazer? choramingou Andrea. Eu não queria ser princesa, mas também não queria ser assim.
Andrea começou a chorar. Chorou, chorou, chorou e quando se olhou outra vez na água, seu rosto estava vermelho, inchado e ainda mais feio.
— Realizadores de Desejos: Por favor, voltem! Prefiro ser princesa do que ser assim. Por favor, transformem-me outra vez em princesa.
Mas, sua única resposta foi o canto longe de um canário-da-terra no bosque.
Por sete dias, Andrea ficou no bosque, lavou a velha roupa preta no regato e penteou seus cabelos como pôde, mas nada mais conseguiu fazer para melhorar sua aparência. Depois de comer a maçã e a banana e os dois sanduiches de manteiga de amendoim e geleia, comia nozes que encontrava pelo chão. Mas, os esquilos tinham trabalhado bastante e não haviam deixado muitas nozes.
Começou a fazer frio, e, uma noite, caiu uma chuva gelada que a deixou encharcada da cabeça aos pés.
Então, Andrea achou que não podia mais ficar no bosque. Ela não tinha teto, nem comida, nem agasalhos.
— Vou voltar para o palácio de meu pai, disse. Talvez ele tenha pena de mim e me deixe morar lá.
Então, Andrea saiu do bosque sempre mancando e foi pela estrada que dava para os portões do palácio.
Embora ela não soubesse, havia grande tristeza no palácio porque ela não tinha voltado depois do seu primeiro dia no bosque. O Rei, a Rainha e todos os cavalheiros e damas da corte, todos os guardas e criados estavam tristes.
— O que terá acontecido com a Princesa Andrea? perguntavam uns aos outros. Onde estará? Por que não volta para casa?
O Rei e seus cavaleiros tinham cavalgado por todo o reino procurando por ela, e o Rei mandou mensagens para os reinos vizinhos, perguntando se alguém tinha visto a Princesa Andrea. Mas, é lógico, todos procuravam uma princesa de cabelos dourados e ninguém procurava uma bruxa feia e velha. Assim, ninguém viu a Princesa Andrea.
Andrea manquejou até os portões. Um guarda alto, que a tinha carregado nos ombros quando ela era uma menininha, barrou seu caminho. Tinha os braços cruzados no peito e suas pernas bem separadas.
— O que é que você quer aqui, velha bruxa? perguntou desconfiado.
— Eu sou a Princesa Andrea, disse tristemente com sua voz de taquara rachada. Por favor, deixe-me entrar.
— Princesa Andrea! gritou o guarda zangado. Como você se atreve a dizer que é a nossa princesa desaparecida? A Rainha está doente de tristeza e o Rei está fora de si de tanta preocupação e você tem coragem de dizer que você é a linda Princesa Andrea! Você deve saber alguma coisa sobre seu desaparecimento. Agarrem-na!
E, antes que Andrea pudesse dizer outra palavra, foi rudemente agarrada por dois guardas que também tinham sido muito seus amigos.
— Levem-na para o Rei! ordenou o primeiro guarda, e Andrea foi meio empurrada, meio carregada para dentro do palácio, pelos longos corredores de mármore. O mordomo, a faxineira, o Grande Camareiro Chefe, a Governanta da Rouparia, o Excelentíssimo Ministro de Estado e muitas outras pessoas que Andrea conhecia bem, pararam o que estavam fazendo e ficaram olhando o grupo passar.
— Quem é essa feia bruxa velha? murmurou a faxineira.
— Eu nunca a vi antes, fungou o mordomo desdenhosamente.
— Não imagino o que Sua Majestade possa querer com ela, disse o Grande Camareiro Chefe para o Excelentíssimo Ministro de Estado, que ajeitou seu monóculo e olhou mais fixamente.
Finalmente, chegaram à ala do trono onde o Rei estava muito triste sentado no trono. Parecia não ter dormido há dias — o que realmente não tinha.
Os guardas empurraram Andrea para dentro.
— Majestade, começou um deles, perdoe a intrusão, mas o Capitão achou que Vossa Majestade quereria falar com esta velha bruxa. Ela…
O guarda parou de falar quando o Rei, com expressão misto de espanto, horror, incredulidade, desceu do trono e foi até Andrea.
— Andrea, murmurou, minha filha, o que aconteceu com você?
Todos que estavam ali olhando murmuraram:
— Andrea? será que essa feia bruxa velha é a Princesa Andrea?
— Como é que o Rei sabe que é a Princesa Andrea? sussurrou a Terceira Dama de Companhia.
Um pai conhece seus filhos, respondeu sabiamente a Governanta da Rouparia.
Andrea, com lágrimas escorrendo em seu rosto olhou para seu pai.
— Você me reconhece? perguntou sem acreditar.
— É claro que reconheço você, minha filha. Mas o que aconteceu? Quem fez isto com você? perguntou o Rei abraçando-a.
Por algum tempo, Andrea só pôde soluçar amargamente. Estava aliviada por seu pai tê-la reconhecido, e terrivelmente envergonhada por sua feiura e pela coisa horrível que havia feito a si mesma. Por fim, aos poucos, começou a contar sua história. Todos na Sala do trono ouviam com piedade e horror quando ela contou que, porque pensava que não queria ser princesa, os Realizadores de Desejos tinham-na transformado na coisa mais oposta a uma princesa que se possa imaginar.
— É tudo culpa minha, meu pai, soluçou Andrea.
Se eu não tivesse tido aquele estúpido desejo, eu ainda seria uma princesa e ainda seria bonita.
O Rei suspirou e acariciou seus grossos cabelos brancos.
— Você ainda é uma Princesa, Andrea, murmurou para que só ela pudesse ouvir. Você ainda é a filha de um Rei. Mesmo os Realizadores de Desejos não podem mudar isso.
Então, severamente, dispensou todos os cortesãos, todos os criados, todos os guardas da Sala do trono e ele e Andrea conversaram sozinhos por três horas. Mas o que disseram um ao outro, só eles podem dizer.
No dia seguinte, e por dias, semanas e meses depois disso, Andrea se levantava como de costume, arrumava sua cama como de costume, e ia tomar o café da manhã na sala de jantar com toda a família, como de costume. Engraxava seus sapatos, dava banho no seu cachorro, ajudava a tirar o pó dos móveis do palácio e preparava seu lanche para ir à escola, como de costume. Quando pedia a algum criado para fazer alguma coisa, sempre dizia “por favor” e “muito obrigada”, como de costume. Era cortês com todos que encontrava e sorria para as pessoas sempre que podia, como de costume.
Na verdade, tudo continuava igual, menos o fato de que, em vez de ser a bonita Princesa Andrea dos cabelos dourados, era agora a feia bruxa velha Princesa Andrea. Usava a velha roupa preta e, embora sempre tivesse as unhas limpas, elas estavam sempre quebradas e suas mãos encarquilhadas. Seus cabelos grossos, brancos e a voz soava horrivelmente.
Por uns tempos, as pessoas evitavam Andrea. Ela era tão feia que, embora ainda fosse princesa, não queriam saber dela. Mas, porque seu pai queria, e ela sabia que era o que devia fazer, ela continuou sendo carinhosa, gentil, dócil e compreensiva tanto quanto podia.
Depois de algum tempo, as pessoas começaram a pensar mais e mais sobre como ela era carinhosa, gentil, dócil e compreensiva e menos e menos como ela era feia. Então, esqueceram de vez que ela era feia e muita gente queria vê-la e falar com ela. Com todos Andrea era cortês, como seu pai desejava.
Uma noite, exatamente um ano e três dias depois que os Realizadores de Desejos tinham feito aquilo, Andrea estava sentada junto da janela, olhando tristemente as estrelas e imaginando pela milésima vez como seria ser bonita de novo.
— Ora, ora, ora, assustou-a uma voz esganiçada muito alta. Então, esta é a princesa que não queria ser uma princesa, heim?
Lá estavam dois homens pequeninos com suas roupas lilás, sapatos vermelhos, chapéus verdes e muitos dentes, sorrindo para ela.
— Oh, Realizadores de Desejos, gritou Andrea. Estou tão contente em ver vocês! Por favor, façam com que eu fique bonita outra vez. É horrível ser tão feia. Eu nunca quis isso. Por favor, por favor, transformem-me outra vez.
— Nós lhe dissemos antes, nós nunca desfazemos um desejo depois de concedê-lo. E você estava totalmente, positivamente certa sobre seu desejo. Lembra-se? Perguntou o primeiro homenzinho de jeito desagradável.
— Sim, sim, eu me lembro, respondeu Andrea em lágrimas. Eu fui muito tola, estou arrependida, estou tão arrependida. Por favor, por favor, façam-me como eu era.
— Isso é impossível, disse o segundo homenzinho, sorrindo maldosamente. Nós avisamos você e você disse que estava certa. Agora tem que aguentar as consequências.
— Nós só demos uma chegadinha para ver como você está indo. Credo, você é feia mesmo! Nosso trabalho foi muito bom! Ha, ha, ha! O primeiro homenzinho estava quase dobrado de tanto rir. Bem, nós temos que ir andando. Levante a cabeça! Ha, ha, ha! Adeus.
— Parem! veio da porta uma voz de comando severa. Os homenzinhos se viraram, deixaram de sorrir e se curvaram tanto que suas cabeças tocaram o chão.
— Majestade! eles disseram respeitosamente.
— Sim, disse o Rei. Então, vocês acham que fizeram uma grande coisa realizando o desejo da Princesa!
Os homenzinhos ficaram calados.
— Então, intimou o Rei, não foi isso que vocês disseram?
— Sim, Majestade, murmuraram.
— Digam-me, perguntou o Rei, qual era exatamente o desejo da Princesa? Exatamente.
— Bem, Majestade… o primeiro homenzinho hesitou.
— Continue, ordenou o Rei.
— Bem, Majestade, o homenzinho disse relutante, suas exatas palavras foram: Eu desejaria totalmente, positivamente não ser princesa.
— E vocês concederam-lhe esse desejo? perguntou o Rei.
— Sim, Majestade, responderam os homenzinhos tentando parecer orgulhosos de si mesmos.
— Sei, disse o Rei. Nesse caso, por que é que Andrea ainda é princesa? Por que é que ela ainda é minha filha? Por que é que ela ainda é chamada de Sua Alteza? Por que é que ela ainda mora no quarto da princesa no palácio? E por que é que as pessoas ainda gostam tanto dela quanto antes”?
— Ahn — ah — hum — o primeiro homenzinho gaguejou, enquanto o segundo homenzinho mexia os pés.
— A verdade deste caso é que vocês não fizeram um bom trabalho ao conceder-lhe o desejo. Vocês não o realizaram de jeito nenhum. Vocês não o realizaram porque vocês não têm poder para conceder esse desejo. Não é verdade? perguntou o Rei.
— Sim, Majestade, tiveram que admitir os homenzinhos.
— Então, vocês concederam à Princesa um desejo que ela absolutamente não desejava. Vocês a tornaram feia, e ela nunca manifestou o desejo de ser feia. Certo?
— Certo, Majestade, tiveram que admitir os homenzinhos.
— Portanto, já que vocês não concederam desejo a que foi desejado, agora eu ordeno que vocês desconcedam o que concederam, eu ordeno que vocês restituam a beleza de Andrea. IMEDIATAMENTE!
A voz do Rei era fria, poderosa e implacável, e os homenzinhos não tinham força para argumentar. Desviando os olhos do Rei, eles cantaram:
“Abracadabra, Abracadabra,
Dê à Sua Majestade, sua maior ambição,
Aquela que é feia, sem comparação
Volte a ser a beleza de então”.
De novo. Andrea sentiu coisas esquisitas acontecendo. De novo, seus ossos estalavam quando se moviam. De novo, seus músculos esticavam e encolhiam. Suas roupas ásperas ficaram macias e suas mãos já não estavam retorcidas. Andrea, que estava com os olhos fechados, tinha medo de abri-los.
— Os homenzinhos já se foram, Andrea, disse por fim o Rei, muito carinhosamente. Abra os olhos. Olhe para você.
Andrea abriu os olhos devagar e quase sem poder respirar, olhou no espelho. Quase não podia acreditar no que viu. Estava usando um vestido cor de rosa, um pouco mais comprido e elegante do que o último. Seus cabelos dourados caiam em ondas suaves por suas costas. Estava mais bonita do que nunca.
Andrea suspirou baixinho, sorriu, e virou-se para seu pai.
O Rei abriu os braços e ela correu para ele.
— Paizinho, disse simplesmente. Obrigada.
(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. VIII – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.
Para acessar somente os textos:
A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: Ecos.
De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19), as atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas-SP por tempo indeterminado. Nossas reuniões semanais estão ocorrendo virtualmente.
Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Outubro/20:
Trânsito do Sol pelo Signo de Escorpião, em Novembro
Durante o mês de novembro o Espírito do Cristo impregna o Mundo do Desejo da Terra. Então, o Discípulo deve se esforçar para purificar sua natureza inferior com o objetivo de ajudar o Grande Uno em Seu trabalho de limpar o Mundo do Desejo da Terra. Deve, especialmente, tentar se converter em um canal de serviço mais eficiente, como Auxiliar Invisível e como auxiliar visível.
Durante o estado presente da evolução humana, o Discípulo aprende a transformar a presunção em humildade e a sacrificar o “Eu” pessoal ao impessoal “nós”; em outras palavras, a viver o ideal do maior bem para o maior número.
Assuntos abordados durante as Reuniões de Estudos desse mês:
No Mundo do Pensamento: estamos mais próximos da realidade/ criamos nossas ideias e conclusões
Vejam a diferença de volume…
“Pensamos mais do que dizemos”
Qual é o nome de um lugar muito importante na nossa roda de nascimentos e morte onde se situa na Região do Pensamento Concreto?
Quais são as atividades que lá fazemos manipulando os materiais mentais das 4 Regiões do Pensamento Concreto?
O Mundo do Pensamento é o mais elevado dos três Mundos onde presentemente tem lugar a evolução humana: o Mundo Físico, Mundo do Desejo e o próprio Mundo do Pensamento.
Os outros dois Mundos superiores: Mundo do Espírito de Vida e Mundo do Espírito Divino, no que diz respeito ao ser humano em geral, são ainda praticamente uma esperança.
Notemos que o Mundo do Pensamento é o Mundo central dos cinco Mundos onde o ser humano obtém seus veículos: o Corpo Denso, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos, a Mente, o Espírito Humano, o Espírito de Vida e o Espírito Divino.
Aqui se unem Espírito, o Ego renascido, e Corpo, a Personalidade. Ou seja, é o elo de união entre a Personalidade e o Ego.
O que é o Ego humano?
Qual é a diferença do Ego e o Espírito Virginal da onda de vida humana?
Vemos, pois, como os três Mundos em que o ser humano presentemente evolui se completam, formam um todo, o que demonstra a Suprema Sabedoria do Grande Arquiteto do sistema a que pertencemos e a Quem reverenciamos pelo santo nome de Deus.
A “Região das Forças Arquetípicas”, a quarta divisão do Mundo do Pensamento é a Região Central e a mais importante dos cinco Mundos onde se efetua a evolução TOTAL do ser humano (repare não é a evolução atual que é nos 3 Mundos, mas a total, nos 5 Mundos).
De um lado dessa Região estão as três regiões superiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Espírito de Vida e o Mundo do Espírito Divino. No lado oposto dessa Região de Forças Arquetípicas estão as três regiões inferiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Desejo e o Mundo Físico. Portanto essa região torna-se uma espécie de “cruz”, limitada de um lado pelos Reinos do Espírito e do outro pelos Mundos da Forma. É o ponto focal por onde o Espírito se reflete na matéria.
Qual a relação entre arquétipo de um corpo nosso e o Átomo-semente do corpo físico?
Na terminologia Rosacruz usamos o conceito Corpo Denso para se referenciar ao corpo físico.
Quem nasceu primeiro o arquétipo ou o Átomo-semente?
Já sabemos que a Região das Forças Arquetípicas é o lar das Forças Arquetípicas que dirigem a atividade dos arquétipos na Região do Pensamento Concreto. Já vimos, também, que é dessa Região que o Espírito trabalha na matéria de maneira formativa. Ou seja, tudo começa quando utilizamos a nossa vontade e com ela colocamos em ação a nossa imaginação – exatamente como Deus, nosso criador, faz todas as vezes que cria e ele sempre está criando!
E assim, com a vontade e a imaginação trabalhando geramos a ideia, por exemplo de um barco. Dessa ideia utilizamos a nossa Mente para construirmos o pensamento-forma desse barco. E a partir dele podemos utilizar as forças do Mundo do Desejo e pelo interesse e atração, utilizarmos os nossos Corpos Vital e Denso para construir o barco físico.
Vejam aqui, claramente, a Lei do Reflexo: as formas, nos Mundos inferiores são reflexos do Espírito nos Mundos superiores:
A quinta Região que é a mais próxima do ponto focal pelo lado do Espírito, reflete-se na terceira Região, a mais próxima do ponto focal pelo lado da Forma.
A sexta Região reflete-se na segunda, e a sétima na primeira.
Toda a Região do Pensamento Abstrato é refletida no Mundo do Desejo; o Mundo do Espírito de Vida na Região Etérica do Mundo Físico e o Mundo do Espírito Divino na Região Química do Mundo Físico.
Por que tem que ser assim: toda a Região do Pensamento Abstrato é refletida no Mundo do Desejo; o Mundo do Espírito de Vida na Região Etérica do Mundo Físico e o Mundo do Espírito Divino na Região Química do Mundo Físico? E se não tivesse essa correlação forte?
Corpo Denso: relaciona-se com o Mundo do Espírito Divino tem que ser muito bem tratado é o “Templo de Deus”. Temos que servir sempre / ajudar sempre amorosa e desinteressadamente. Servir e ajudar: forma a Alma Consciente.
Corpo Vital: relaciona-se com o Mundo do Espírito de Vida. Redenção de maus hábitos e vícios gera a Alma Intelectual.
Corpo de Desejos: relaciona-se com o Espírito Humano. “Desejos elevados”. Devemos sublimar (não ter desejos inferiores). Extraímos daí a Alma Emocional.
É importante compreender que os sete Mundos que formam a esfera do nosso desenvolvimento não estão colocados uns acima dos outros, mas se interpenetram.
Aqui nesse espaço onde você está agora, estão presentes o material dos 7 Mundos.
Daí a facilidade para passar de um Mundo para o outro…desde que você tenha um veículo para tal. E para viver conscientemente em cada um desses Mundos você deve ter um Corpo formado de material de cada um desses Mundos.
Se você não tiver fica assim: você achando que ele não existe ou que é preciso viajar milhões de quilômetros para “chegar” até ele!
Nosso Sistema Solar tem 7 Planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno e Urano.
E Netuno e Plutão? Por que?
Cada um dos Planetas do nosso Sistema Solar tem três Mundos que se interpenetram:
O Mundo do Espírito de Vida é um Mundo interplanetário: se difunde pelos espaços interplanetários e interpenetra os Planetas individuais.
Que Corpo devemos ter já bem-desenvolvido para viajarmos conscientemente ao Sol?
Do mesmo modo pelo qual o Mundo do Espírito de Vida nos põe em relação com os outros Planetas do nosso Sistema Solar, o Mundo do Espírito Divino nos correlaciona com os outros Sistemas Solares.
Compreenderemos assim que, para se poder viajar de um Sistema Solar a outro é necessária a capacidade de se atuar, conscientemente, no mais elevado dos veículos do ser humano, o Espírito Divino, ou seja, um Corpo Espírito Divino.
No início do Capítulo temos a frase: “Os três Mundos do nosso Planeta são atualmente o campo onde se processa a evolução de diversos Reinos de ondas de vida em vários graus de desenvolvimento.”
Mundo Físico, Desejo e Pensamento
-Mundo Físico: Quais as 2 regiões do Mundo Físico?
-Mundo do Pensamento: Quais as 2 regiões do Pensamento?
Não sabemos. Sabemos que existem outros Reinos de ondas de vida evoluindo (ex.: Espíritos da Natureza, elementais, etc.), mas não sabemos se estão no nosso esquema de evolução. No nosso esquema conhecemos esses 4 reinos.
O Corpo Denso serve para funcionarmos na Região Química do Mundo Físico. Precisamos de um Corpo Denso feito de matéria da Região Química do Mundo Físico, portanto um corpo adaptado ao nosso ambiente e que nos permitam expressar (funcionar) nessa região
Sim, os Corpos Densos de todos os Reinos são compostos das mesmas substâncias químicas: sólidos, líquidos e gases da Região Química.
Porque as vidas de cada reino estão em diferentes estágios de evolução – em graus diferentes de desenvolvimento.
Comparando o ser humano com Minerais: o ser humano move-se, cresce e propaga a sua espécie. O mineral, não consegue executar nada disso.
Comparando o ser humano com Vegetais: ambos têm um Corpo Denso, capaz de crescer e propagar-se. O ser humano tem faculdades que a planta não possui: sente, tem o poder de mover-se e perceber as coisas que estão fora dele.
Comparando o ser humano com Animais: ambos possuem as faculdades da sensação, movimento, crescimento, propagação e senso de percepção. O ser humano tem, ainda, a faculdade da linguagem (expressa seus pensamentos e sentimentos), uma estrutura cerebral superior e as mãos (com polegar), os quais são uma grande vantagem física.
Só o corpo físico é suficiente para expressar vida, crescimento ou externar as outras qualidades pertinentes ao Mundo Físico?
E para expressar sentimentos e emoções qual veículo precisamos ter?
E para transmitir as ideias e pensamentos?
Então o que muda nos diferentes Reinos que faz com que tenhamos capacidades diferentes? No Reino Mineral, de que capacidades estamos falando?
No Reino Vegetal, de que capacidades estamos falando?
Os Vegetais possuem Corpo Vital separado, mas somente Éter Químico e o Éter de Vida estão em plena atividade
No Reino Animal, de que capacidades estamos falando?
No Reino Humano, de que capacidades estamos falando?
O ser humano possui os quatro Éteres dinamicamente ativos em seu altamente organizado Corpo Vital.
O Corpo Vital da planta, do animal e do ser humano estende-se além da periferia do Corpo Denso.
A distância dessa extensão do Corpo Vital do ser humano é cerca de uma polegada e meia (3,81 cm).
A parte que está fora do Corpo Denso é muito luminosa, e aparenta a cor da flor recém-aberta do pessegueiro. Ela é vista muitas vezes por pessoas que possuem certa clarividência.
Pergunta: É isso que as pessoas chamam de Aura?
Em parte. Porque a Aura é a soma do Corpo Vital (3,81 cm) com o de Desejos de (varia 33 a 44 cm).
Corpo Vital é o construtor e restaurador da forma densa.
Todos os abusos praticados com o Corpo Denso são neutralizados pelo Corpo Vital, tanto quanto é possível. Normalmente o Corpo Vital não abandona o Corpo Denso até o momento a morte.
O Corpo Denso, com uma exceção, é a cópia exata, molécula por molécula, do Corpo Vital. Qual é essa exceção?
A mulher dá vazão às suas emoções – o que gera um excesso de sangue, que gera uma pressão interna. A válvula de pressão são: o fluxo periódico e as lágrimas – “hemorragia branca”.
O homem geralmente é capaz de dominar suas emoções sem lágrimas, pois seu Corpo Vital negativo não gera quantidade de sangue maior do que aquela que pode controlar com facilidade.
Como se dá a desintegração do Corpo Denso?
O Corpo Vital se apresenta, ao observador, como se fossem milhões de pontos encaixados uns aos outros. Para que servem esses “pontos”?
Quando o Corpo Vital abandona o Corpo Denso (afogamento, queda de altura, congelamento), os átomos desse tornam-se momentaneamente inertes. Na reanimação ele reentra no Corpo Denso, voltando os “pontos” a introduzir-se nos átomos densos.
Por que, às vezes, sentimos a sensação de formigamento ou adormecimento de algum membro?
Por que o formigamento não acontece quando a pessoa volta de uma sessão de hipnose?
O que acontece com o Corpo Vital durante uma anestesia?
O que acontece com o Corpo Vital durante uma sessão mediúnica de materialização?
Qual a diferença entre o médium materializante e as pessoas comuns?
Minerais (montanhas, rochas, areias, terras, pedras…) – onda de vida que começou sua evolução no Período Terrestre; chegarão a ser humanos no Período de Vulcano.
Vegetais (árvores, arbustos, flores, ervas, plantas) – onda de vida que começou sua evolução no Período Lunar; chegarão a ser humanos no Período de Vênus.
Animais (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, répteis, etc.) – a onda de vida animal começou sua atividade no princípio do Período Solar, como minerais, e chegará a ser humana no Período de Júpiter.
Humana (seres humanos e antropoides) – a onda de vida humana começou sua atividade no princípio do Período Saturno, como minerais, e chegou a ser humana no Período Terrestre.
Porque temos diferentes classes e tipos dentro da mesma onda de vida ou Reino?
Ser Humano (Ego): dirige o Tríplice Corpo por meio da Mente
| Corpo formado de matéria química (sólidos, líquidos, gases) É o seu instrumento de ação na Região Química do Mundo Físico. | Corpo formado pelos 4 Éteres (Químico, de Vida; Luz e Refletor) Condutor da “vitalidade” que faz possível a ação aqui Corpo Vital está radicado na posição relativa do baço. | Corpo formado por sentimentos, desejos e emoções. De onde manifestamos os sentimentos, desejos e emoções que compelem à ação O Corpo de Desejos está radicado na posição relativa no fígado. |
Corpo Vital – Ser Humano
É um corpo sutil formado pelos Éteres Superiores, sendo uma cópia fidedigna do Corpo Denso (molécula a molécula)
Construtor e restaurador da forma densa (Corpo Denso) também governa todas as funções vitais, tais como a respiração, a digestão, a assimilação, etc., trabalhando através do sistema nervoso simpático.
REPETIÇÃO, REPETIÇÃO, REPETIÇÃO…
Uma particular atenção à parte do Corpo Vital formado pelos dois Éteres Superiores que, desenvolvidos e trabalhados, formarão o Corpo-Alma.
A prática de bons hábitos, serviço amoroso e desinteressado…
São Mateus 7:24 – “Aquele que ouve minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um ser humano prudente, que edificou, sua casa sobre a rocha”.
Fator essencial na realização desses ideais é a prática da persistência.
O Éter é a via de ingresso da força vital, proveniente do Sol, e o campo de ação da natureza que promove as atividades de assimilação, crescimento e propagação. O baço é a entrada particular das forças que vitalizam o corpo.
A forca vital absorvida do Sol, através do baço, se estende por todo o sistema nervoso e, uma vez cumprido o seu trabalho no corpo, sai irradiando torrentes de luz que “saem” do corpo, parecidas com os pelos do porco espinho.
Um clarividente treinado consegue ver como um fluido de cor rosa pálido (flor pessegueiro recentemente aberta), pois esta força foi transmutada ao entrar no corpo físico.
Durante o estado de vigília, há uma guerra constante entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos. (Ao transgredir as Leis da Natureza ou Leis de Deus).
Casos de doença o Corpo Vital atenua-se e não pode absorver a mesma quantidade de força então, estas linhas curvam-se e decaem permitindo a entrada de germes e micróbios causando a enfermidade no Corpo Denso.
Ele é o Corpo que revitaliza o Corpo Denso, ou seja, põem em vibração toda a matéria morta, se há uma enfermidade no mesmo, a enfermidade já apareceu no Corpo Vital primeiro. Nesse sentido o trabalho deve começar no Corpo Vital. Não adiantará remediar o Corpo Denso, pois se a enfermidade estiver no Corpo Vital a mesma voltará a aparecer no Corpo Denso.
(Corpo Vital é a cópia fidedigna do Corpo Denso qualquer alteração neste o reflexo é direto)
Repetição é nota chave…
Num futuro longínquo o Corpo de Desejos do Ser Humano será organizado definitivamente do mesmo modo que hoje os Corpos Vital e Denso. Teremos a capacidade de funcionar neste corpo igual agora funcionamos no Corpo Denso.
4) Conceito Rosacruz do Cosmos – Os Quatro Reinos– Parte 3
Seres de Sangue Quente – O que é isso?
O que faz com que o Ser Humano e Animais manifestem desejos, sentimentos e emoções?
Por que o animal não é capaz de ter desejos e emoções tão sutis como as do ser humano?
Por exemplo, a cabeça etérica de um cavalo sobressai muito além e acima da cabeça densa.
Quando, em raros casos, acontece de a cabeça etérica de um cavalo penetrar na cabeça do seu Corpo Denso, esse cavalo pode aprender a ler, a contar e a executar operações elementares de aritmética.
A Evolução é um caminho em Espiral.
Não. Eles se encontram em um estágio superior. Animais hoje possuem sangue vermelho e quente, enquanto o ser humano não possuía naquele estágio.
Nós, seres humanos, também estamos num estágio superior aos Anjos quando se encontravam no estágio chamado humano.
Os mamíferos de hoje serão no Período de Júpiter um tipo de humanidade melhor e mais pura do que essa que atualmente somos.
| Falamos que os minerais, os vegetais e os animais carecem de um veículo que os correlacione com o Mundo do Pensamento: |
Então… como é possível termos alguns animais que pensam?
O ser humano é um ser Individualizado. O que significa isso?
Já os Animais e Vegetais:
O que é um Espírito-Grupo?
Espírito Humano: É interno – orienta de dentro para fora.
Espírito-Grupo: É externo – orienta a partir do exterior.
Aquilo que chamamos de instinto é, portanto, a sabedoria dos Espíritos-Grupo dos animais que se imprime em cada um deles para que esse saiba agir.
Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes.
Resposta: Entendemos que está havendo alguma confusão sobre o que é e como ocorre a Cura Rosacruz.
Permita-nos lhe dar alguns esclarecimentos:
A Cura Rosacruz ocorre TOTALMENTE na Região Etérica do Mundo Físico. Ou seja: nada acontece na Região Química do Mundo Físico! Assim, se há demora ou não do recebimento das Cartas, isso nada interfere no tratamento. As Cartas contêm as LIÇÕES em formas de palavras-chaves que é para o Paciente (que é ativo, fervoroso e tem muita fé) aplicar no seu dia a dia até a próxima Carta. O período entre Cartas sempre será aleatório e independe do remetente.
A dependência está na intensidade e qualidade que o Paciente aplica o que está nas Cartas e colhe a divina essência dessas Lições no Exercício de Retrospecção à noite. Se o Paciente entende que a Carta está demorando é porque ele não conseguiu ainda aplicar TOTALMENTE as palavras-chaves no seu dia a dia até a próxima Carta.
O que é IMPORTANTE, de fato, aqui para o Paciente:
Resposta: Seguindo a orientação direta de Max Heindel, não levantamos horóscopo de ninguém. E a razão é bem lógica: nosso horóscopo é uma coisa pessoal, perigosa se cair em mãos inescrupulosas (e, pasme: sempre cai!) e foi construído por nós mesmos lá no Terceiro Céu! Somando a isso, a Fraternidade Rosacruz preconiza o “método do conhecimento direto”, onde o Aspirante acessa diretamente a fonte do conhecimento (do qual ele quer e precisa), assimila e manifesta.
No caso da Astrologia Rosacruz, isso se resume em fazer os Cursos (todos gratuitos) de Astrologia Rosacruz. São 3.
Para tal, o Aspirante tem que começar a percorrer o Caminho da Preparação para a Iniciação Rosacruz, e que se dá no primeiro grau como Estudante Preliminar (ao todo são 7: 4 na Fraternidade Rosacruz e 3 na Ordem Rosacruz).
Ao final do percurso do primeiro grau (onde o Aspirante coleciona a bagagem mínima dos jargões, processos, metodologias, regras e modus operandi dos Ensinamentos Rosacruzes, além de adquirir um amadurecimento espiritual necessário e suficiente Cristão-Rosacruz) ele está pronto para adentrar no universo da ciência divina da Astrologia Rosacruz.
E é aqui que ajudamos e muito o Estudante, onde ele caminha a passos largos, seguro de si e pronto para desvendar o mais íntimo do seu ser (exatamente como escolheu no 3º Céu, somado a tudo que já adquiriu como virtude e hábitos em todos os renascimentos)!
Tem gente que faz diferente? Sempre tem e terá! Deturpar, achar um atalho, ter pressa e misturar informações são alguns dos “métodos” utilizados por muitas pessoas. O resultado sempre é o mesmo: superficialidade, palpites, “achômetro” e decepções!
Se estiver disposto a seguir o Caminho, já trilhado por alguns milhões de pessoas, e que demonstra ser factível, realizável e em que se alcança a plenitude, junte-se a nós e vamos juntos! Como dizemos: “devagar que temos pressa”.
Resposta: Porque o “Poder Maior”, Deus, que criou cada um de nós, nos criou fornecendo o livre-arbítrio e o respeitando sempre, sem exceções. Prostituição não é exclusivamente de “profissionais do sexo”, como se imagina. Há muitos irmãos e irmãs da “sociedade” que são mais prostitutas ou prostitutos do que os nossos irmãos e irmãs conhecidos como “profissionais do sexo”, só que escondidos por trás da “condição social”. Seja como for, gastam a força criadora sexual e geram, sempre, pecados que não podem ser expiados (utilizando a doutrina do Perdão dos Pecados introduzida por Cristo), mas devem ser resgatados pela dor e sofrimento (doenças mentais, doenças consuntivas) como destino maduro. Até que um dia aprende que o caminho do transgressor é duro, errado e começam o caminho de retorno, como qualquer “filho pródigo”, por meio do arrependimento e da reforma íntima.
Resposta: As prostitutas foram, no passado (não necessariamente no último renascimento) homens que exploraram exatamente as mesmas mulheres sexualmente. E em outro passado, os prostitutos foram, no passado (não necessariamente no último renascimento) mulheres que exploraram exatamente os mesmos homens sexualmente. E assim vai sendo até que um dos lados (e depois o outro, ou os dois ao mesmo tempo) aprende que o caminho do transgressor é duro, errado e começam o caminho de retorno, como qualquer “filho pródigo”, por meio do arrependimento e da reforma íntima.
Nessas 2 situações essas “algumas pessoas” entendem como ninguém o conceito de amizade e se quiserem aplicar na sua vida serão amigos na maior plenitude do conceito e atrairão amigos e amigas sinceros e que se ajudarão mutuamente.
NOTEM: casamento não tem nada a ver com luxúria ou abuso da força sexual criadora nas vidas prévias.
Casamento tem a ver com a oportunidade que 2 seres humanos (um homem e uma mulher) tem em, por meio de um sacro-ofício, proporcionar a oportunidade de um irmão ou irmã renascerem!
Se além disso, os 2 forem abençoados por meio de um relacionamento fraterno como 2 irmãos para o restante das suas vidas aqui, então, o casamento é completo e perfeito!
Resposta: Primeiro, as Leis Jeovísticas não foram abolidas. Lembra o que Cristo disse? “não vim substituir as leis, mas sim…”.
Segundo, pense sempre do seguinte modo: o que está disponível para nos ajudar a evoluirmos espiritualmente em direção à Deus. Contudo, não NECESSARIAMENTE, o que conseguimos vivenciar, aplicar, aprender e retirar a quinta essência. Ou seja: o fato de estar disponível, não quer dizer que aprendemos a utilizar e enquanto não aprendermos tal material não será retirado das nossas lições da vida!
Resumindo: se não aprender obedecer aos 10 mandamentos, não conseguirá aprender na plenitude as Bem-aventuranças (próximo passo depois dos 10 mandamentos). Por fim: a escolha é nossa: ou abraçamos o Cristianismo e nos aplicamos ao Cristianismo Esotérico (Domingo, Dia do Senhor) ou abraçamos as Religiões de Raça e nos aplicamos aos Espíritos de Raça, de Tribo e de Família (Sábado, Dia de Saturno).
Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Outubro:
Você sabe como o seu destino é determinado?
Nosso destino está sob a Lei de Causa e Efeito ou de Consequência, ou seja, as nossas ações do passado criam as atuais condições de nossas vidas presentes. Portanto o nosso destino possui as principais lições que nós devemos aprender em uma vida.
Ele é determinado antes do nascimento, durante o período que permanecemos no Terceiro Céu, local mais elevado que atingimos a cada ciclo de vida.
Lá, preparamos o nosso novo nascimento, usando nosso livre arbítrio e força de vontade, planejamos como vamos corrigir nossos erros na próxima vida, em que lições queremos ser provados e com quem nos relacionaremos para sanar nossas dívidas ou prejuízos causados a outros.
Como no Terceiro céu estamos ansiosos para pagar todas as nossas dívidas, podemos desenhar cenários muito desafiadores, querendo resolver tudo numa única vida. Aí que entram os Anjos do Destino, que nos ajudam nessa tarefa de escolher que lições queremos e termos condições de aprender (afinal estamos em uma teia de destino…não sozinhos sendo o centro de tudo!). Eles nos colocam em um ambiente que nos proverá todas as experiências necessárias ao nosso progresso espiritual. Eles nos orientam, mas a escolha é nossa, ou seja, nosso livre arbítrio é respeitado durante todo o processo.
Temos nesse planejamento algumas consequências das vidas passadas que necessariamente teremos que colher nessa nova vida, a isso chamamos de destino maduro (ou esgotamos nas vidas passadas todas as oportunidades que foram nos fornecidas para aprendermos por amor, e agora só nos resta aprender pela dor e sofrimentos ou trata-se de pecado – dívida – que não pode ser utilizada a doutrina do Perdão de Pecados para pagá-la, ou seja: pecado que não pode ser expiado).
Nestes casos, não temos o poder para alterar esta situação, mas podemos amenizar as consequências com os nossos bons atos nessa vida e com a dedicação a uma vida cristã espiritual.
Analisemos a sabedoria manifestada na construção do coração e diga-se, depois, se esse soberbo mecanismo pode ser menosprezado!
O Coração, como o Cérebro, possui um Sistema Nervoso Central, um sistema de transmissão elétrica coerente e altamente sofisticado.
Isso ocorre porque o primeiro órgão a se formar na embriologia humana não é o cérebro, mas o coração. Funciona bem porque seu aparente sistema arterial tem ramificações que “conversam entre si”, porque a pequena artéria ou veia tem a mesma importância que a grande artéria ou veia, que é o significado mais profundo de um fractal, porque as células e os sinais estão se comunicando em todas as escalas de comprimentos de onda. É como se o Coração estivesse em “conferência” consigo mesmo, soubesse tudo o que se passa no corpo todo, porque cada parte do Coração contém “toda a memória” do Corpo.
É na posição relativa do coração que está Átomo-semente do Corpo Denso, ou seja, durante a vida esse Átomo-semente localiza-se no ventrículo esquerdo do coração, próximo do ápice.
De qualquer modo o Coração físico não dá conta de todo recado que precisamos. Afinal, se não fosse pelo coração etérico, o coração físico se romperia rapidamente em consequência da tensão que lhe impomos continuamente. Pois como acontece com todas as partes do nosso Corpo Denso, o físico, todos os abusos praticados com o Corpo Denso são neutralizados pelo Corpo Vital, tanto quanto é possível, o qual trava uma luta constante contra a morte do Corpo Denso.
O Coração sente e reconhece a grande verdade de que somos todos irmãos, e de que a desgraça de um é realmente sentida por todos, embora nos esqueçamos disso em meio das lutas de nossa vida diária.
O Coração pede Amor, mas o Corpo de Desejos anseia por vingança. O intelecto vê, em abstrato, a beleza de amar os nossos inimigos, mas nos casos concretos, alia-se aos sentimentos vingativos do Corpo de Desejos com a desculpa de fazer justiça, porque “o organismo social deve ser protegido”.
E por meio do Coração que chegamos à conclusão – e tentamos praticar no nosso dia a dia – de que nenhuma lição é de valor real como princípio ativo de vida se a sua verdade for aprendida superficialmente. Essa deverá ser assimilada através do coração, pela aspiração e pela amargura. A lição principal que, por este modo, nós devemos aprender é: o que não beneficia a todos não beneficia realmente a ninguém!
O Coração sempre pede benevolência e amor. Contudo a razão, o nosso intelecto, pede sempre beligerância e medidas punitivas, se não como vingança, pelo menos como meio de prevenir uma repetição de hostilidades. Este divórcio entre o Coração e a “Cabeça” (a razão, o intelecto) impede o crescimento do verdadeiro sentimento de Fraternidade Universal e a adoração dos ensinamentos de Cristo, o Senhor do Amor.
Aqui está porque o “segredo” da realização espiritual na nossa vida é a busca incessante em alcançar o equilíbrio “Cabeça-Coração”, “Ocultista-Místico”.
E é nisso que o treinamento (a educação esotérica) esotérico da Fraternidade Rosacruz se baseia.
Pois, definitivamente, o conhecimento intelectual é um meio para chegar ao fim, não é a própria finalidade, como a muitos parece ser e vivem cultuando isso.
Você sabe por que os Rosacruzes são vegetarianos?
Vamos começar com um parágrafo do livro: Conceito Rosacruz do Cosmos, que diz: “Vivei e Deixai Viver – A primeira lei da ciência oculta é ‘não matarás’. O Aspirante à vida superior deve ter isto muito em conta. Não podendo criar sequer uma partícula de barro, não temos o direito de destruir nem a forma mais insignificante. Todas as formas são expressões da Vida Una, da Vida de Deus. Não temos o direito de destruir a forma, pela qual a Vida está adquirindo experiência, e obrigá-la a construir um novo veículo”.
Temos deveres e responsabilidades para com os animais (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, répteis, “frutos do mar”, e todas as outras formas vivas que compõe o Reino Animal), pois eles são nossos irmãos mais jovens que alcançarão o estágio similar ao do ser humano no Período de Júpiter. A dieta de um Rosacruz e, portanto, de um Estudante Rosacruz – Aspirante à vida superior – é a ovo-lacto-vegetariana, pois consumimos, além dos vegetais, tudo que nos é oferecido pelos animas, decorrentes do processo de vida, como o leite (e derivados), mel e ovos (desde que produzido por animais que sabemos que estão sendo tratados como irmãos jovens devem ser tratados e não sendo sacrificados como vemos na escala industrial)
Contudo, se somos contra matar um ser vivo de uma onda de vida em evolução, por que comemos os vegetais?
Há vários motivos. De qualquer modo no atual estágio do nosso Esquema de Evolução, para vivermos aqui na Região Química do Mundo Físico utilizamos o nosso Corpo Denso, o físico. Ele é alimentado por muitos elementos químicos, contidos em vários tipos de alimentos vegetais. O ideal, sem dúvida, seria que conseguíssemos obter tudo que precisássemos direto do Reino Mineral. Como não somos capazes, então precisamos do serviço da onda de vida Vegetal. Sabemos que muito do que é produzido pelo reino Vegetal já é feito para ser consumido, ou então será devolvido para compor os elementos básicos do Reino Mineral. Como exemplo podemos citar as frutas, que quando maduras, já realizaram o seu propósito que é agir como matriz da semente. Se não forem aproveitadas, apodrecem e seus elementos retornam para compor o Reino Mineral.
Outra coisa muito importante: façamos o possível para alimentar nossos Corpos com o máximo de alimentos vegetais que crescem ao Sol, pois estes contêm mais força solar, e sua colheita não causa sofrimento algum à Terra. Portanto, a compaixão é a chave para mudarmos nosso regime alimentar. Pense nisso!
| LUCAS, o Evangelista | |
| Lucas foi um médico grego. Tornou-se Discípulo dos Apóstolos e mais tarde seguiu a São Paulo até o seu martírio. Serviu o Senhor com perseverança. Os quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação. O de São Lucas é uma das fórmulas dos mistérios Menores. A vida de Cristo, como está delineada nos Evangelhos, corresponde ao padrão cósmico para todos os processos que abrangem a evolução espiritual. Um dos evangelhos onde está o primeiro passo no caminho é o de São Lucas. Luke, El Greco, 1610-1614 |
Causa que torna possível o Efeito que vemos na Região Química do Mundo Físico de “coisas” aparentemente “fora do comum”
A Explicação da causa que possibilita a Inseminação Artificial segundo os Ensinamentos Rosacruzes como preconizados pela Fraternidade Rosacruz
Primeiramente vejamos o que significa Inseminação Artificial: conforme a medicina reprodutiva a inseminação artificial é um tratamento de infertilidade que consiste na introdução dos espermatozoides no trato genital feminino, visando a fecundação do óvulo. É um procedimento médico muito comum, aplicado em casos de infertilidade da mulher e do homem.
Na inseminação artificial intracervical, o esperma é colocado no colo do útero com uma seringa, tendo a mesma função do pênis no momento da ejaculação. Na inseminação artificial intrauterina, os espermatozoides passam por uma qualificação no laboratório, em que apenas os aptos para fertilizar serão injetados. Após a seleção, eles são depositados no útero e a mulher passa por um tratamento de ovulação.
No Conceito Rosacruz do Cosmos está escrito:
“O Átomo-semente do Corpo Denso está na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sêmen paterno. Somente esse espermatozoide possibilita a fertilização, o que explica a esterilidade de muitas uniões sexuais. Os constituintes químicos do fluido seminal e do óvulo são sempre os mesmos, e se estes fossem os únicos requisitos necessários à fecundação não se encontraria, no Mundo Físico e visível, explicação para o fenômeno da esterilidade”.
Na Filosofia Rosacruz vemos que “Os Anjos do Destino dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para seu desenvolvimento”. E, também, sabemos que a fila do lado de lá esperando uma oportunidade para renascer, especialmente em momentos como esse que estamos atravessando, qual seja, em uma Era, a de Peixes, mas na órbita de influência da próxima Era, a de Aquário, é enorme. E isso está ocorrendo devido à posição e decisão de muitos irmãos e irmãs que tendo plenas condições físicas, financeiras, emocionais e psicológicas insistem em não querer ter filhos, pelos motivos mais egoístas, banais e materialistas que se possam imaginar, e lamentar. Assim, qualquer oportunidade em um cenário desses em que há a possibilidade de renascimento, normalmente, nascem um, dois, três e até quatro Egos!
Por outro lado, a dificuldade de um casal, tanto o homem como a mulher, ter dificuldade em engravidar, normalmente a causa está em vidas anteriores onde o casal deve ter negligenciado a responsabilidade da paternidade/maternidade e então por isto nesta vida terão mais dificuldade para terem filhos. Há casos, também, que o homem não consegue gerar um filho com uma mulher, mas consegue com outra e vice-versa. Isso porque até a decisão de se “juntar” ou de casar é tomada considerando a paixão, a atratividade sexual ou a conveniência, mas longe de ter como causa a espiritualidade, a harmonia espiritual ou o desejo de estabelecer um ambiente harmônico, elevado espiritualmente para receber um irmão ou uma irmã que tanto precisa renascer. Existem casos de reprodução assistida onde não conseguem “engravidar”, nesses casos simplesmente não há um Ego que esteja preparado para renascer nestas condições e a lição a ser aprendida por este casal seria o de valorizar mais a maternidade/paternidade.
Conhecemos um caso de duas irmãs, Alice e Sofia, que estavam planejando se casar nos idos de 1990. Alice estava com o casamento marcado desde julho para janeiro seguinte enquanto Sofia num impulso perguntou se a irmã se importaria que ela se casasse já em novembro pois ela e o noivo queriam muito ter filhos e “ficaram com pressa de casar”. Logicamente Alice respondeu que não se importava com isto.
O caso interessante é que Alice descobriu duas semanas antes do casamento que já estava grávida e que isto aconteceu “sem querer” enquanto Sofia não conseguia engravidar e resolveu procurar um médico para fazer tratamento juntamente com o marido. Estes não conseguiram ter filhos e isto acabou causando o divórcio. Hoje 30 anos depois vemos que a Sofia teve dois filhos num segundo casamento e o “ex-marido” também teve duas filhas num segundo relacionamento.
Mostrando com este exemplo que os Anjos do Destino também cuidam para que os Egos que irão renascer venham no momento e local exatos para que possam ter o ambiente necessário para seu desenvolvimento.
SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.
Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.
Datas de Cura:
Novembro: 05, 12, 18, 25
Cura-me, Senhor, e serei curado;
salva-me, e serei salvo,
pois tu és aquele a quem eu louvo.
(Jeremias 17:14)
Vegetarianismo e Religião
“Quem tenta desviar a Natureza dos seus processos fisiológicos pode vir a realizar o seu objetivo; mas isso seguramente lhe custará muito caro” — Paul Carton.
O ser humano faz parte, como partícula mínima, embora muito importante, do conjunto universal. Em consequência, está sujeito às mesmas leis que regem o universo. Ligado à Natureza pela sua constituição físico-química e ao Criador pela sua inteligência o ser humano ocupa um lugar de destaque na Terra.
Ainda que a Ciência ortodoxa busque separar o ser humano do seu Criador, emitindo hipóteses evolucionistas que ainda não conseguiram confirmação histórica nem científica, ninguém pode negar que qualquer fragmento do corpo humano, após incineração, apresenta, na análise das cinzas, os mesmos elementos encontrados no pó da terra. O pó em que se torna o cadáver é o mesmo que cerca a sepultura dos restos mortais do mais orgulhoso dos seres humanos. O mesmo cálcio, o mesmo fósforo, o mesmo silício, ferro, zinco, manganês, cobalto e os demais corpos simples, sob a forma de óxido ou de sais que o pó da terra contém, encontram-se no pó que resta da decomposição funérea. Muito curiosa é essa constatação em paralelo com o texto bíblico, que diz: “Formou o Senhor Deus o ser humano a partir do pó da terra…” (Gn 2:7).
Fazendo abstração do princípio religioso, aliás tão importante quanto o científico, vejamos em que importa a invocação da constituição química do corpo humano, em suas relações com o regime alimentar.
E. Risley (Foods Nutrition – Nutrição dos Alimentos) define alimento como “qualquer substância que, introduzida no organismo e sofrendo a ação dele, serve para construir sua estrutura normal ou suprir as despesas orgânicas”.
De que substância se servirá o organismo para a sua recomposição, na contingência do desgaste contínuo a que se resumem os complexos processos físico-químicos, inseparáveis do fenômeno da vida?
Logicamente, terá que se servir de elementos semelhantes aos que constituem o seu arcabouço. Não se conserta uma colcha com ferro, nem um navio com algodão.
Não pode, porém, o organismo assimilar ferro ou cálcio, manganês ou fósforo, colhendo-o diretamente do pó da terra. Como podem, então, os materiais obter os tecidos necessários à sua reconstrução?
Os vegetais, estendendo suas raízes ao seio da terra, aí colhem esses elementos, recolhem os sais e sintetizam nas folhas, flores e frutos as proteínas, amidos, açúcares, vitaminas e gorduras; com esses elementos do pó da terra fornecem ao ser humano as substâncias necessária para “construir a sua estrutura e suprir as despesas orgânicas”. São, portanto, os vegetais os veículos de que se serve a Natureza para trazer aos seres humanos os elementos indispensáveis à vida e ao desenvolvimento.
O regime vegetariano é o regime natural que, de acordo com a Natureza, provê ao organismo as substâncias de que necessita.
Segundo a concepção materialista (Lambling), a vida é o resultado das reações químicas que se passam no interior das células. Devem os materialistas ficar angustiados quando verificam que no cadáver se encontram os mesmos elementos e substâncias orgânicas que há no ser vivo, embora ele esteja morto. Por que as reações químicas não acontecem aí? Por que não volta à vida o que deixou de viver? Essa concepção leva o ser humano a agir de modo peculiar em relação ao seu modo de alimentar-se. Para o materialista, o ser humano termina no “nada definitivo”. Em vão procuram alguns dar explicação aos fenômenos psicológicos, inerentes ao ser humano. Diz Haeckel que a força mental provém da secreção celular. Explicação forçada, inaceitável. Para o materialista o prazer do momento resume a finalidade de todas as coisas. Comer o que lhe apetece, eis o assunto. Comer e beber. Se a bebida alcoólica dá prazer ou se o alimento é saboroso, por que não ingerir? Para não ficar doente?
Já ouvi dizerem que não vale a pena privar alguém de um prazer para que viva alguns anos a mais nesta vida, aliás, cheia de tropeços e percalços. Essa teoria agride os processos da Natureza, que pretendem manter a vida em equilíbrio das funções orgânicas; isto é, com saúde. Esses processos naturais implicam um regime alimentar que esteja de acordo com a origem do ser humano. O desvio desse regime ocasiona a doença e contribui para a degeneração e o desajuste mental que caracteriza nossa época.
Outra teoria diametralmente oposta é a que Paul Carton chama de teoria finalista. Inclui ele nesse sistema filosófico aqueles para quem o corpo e o espírito são entidades diferentes, dissemelhantes de fato, em essência. Essa teoria leva o ser humano a um antropocentrismo que o isola na Natureza.
Para as pessoas que se incluem nessa ordem de ideias, o regime alimentar não importa. Liga-se ao utilitarismo do materialista pelo prazer de comer ou engolfa-se no misticismo do jejum, a que sacrifica as inclinações da carne, subordinando aos exorcismas e às penitências as diretrizes da sua vida, sem preocupações com a interdependência que há entre a saúde e as leis da Natureza. É ainda Paul Carton quem, estudando as correntes filosóficas que influenciam a vida humana e sua dependência das leis naturais, apresenta o que se chama de teoria unitiva. Segundo esta, espírito e matéria são de essência idêntica, provêm da mesma Energia Universal.
Como fragmento do universo, o ser humano possui uma partícula de Deus como parte que é do todo em que Deus tem Sua plenitude. Saído de um Ser inteligente, o ser humano tem o poder de vontade e a capacidade de discernir.
Por essa teoria está o ser humano ligado à Natureza pela matéria e a Deus, pelo espírito. O regime alimentar lhe interessa para não contrariar os processos da Natureza e não entrar em dissonância com a harmonia universal da qual Deus é o centro.
A teoria unitiva, incluindo a evolução, que pressupõe o renascimento e a Lei de Consequência, é a que se aproxima da Filosofia Rosacruz. Como define Max Heindel: “Matéria é espírito cristalizado”.
O materialismo quer prescindir de um Ser Criador e procura explicar todos os fenômenos por leis da física, da química, da biologia. Esbarra, porém, na impossibilidade de explicar a vida, sua gênese, sua essência. No afã de anular toda ideia de religião com o objetivo de ficar exclusivamente subordinado à pesquisa e à experimentação, cria uma religião antinômica que, de fato, nega a si mesma.
Nesse emaranhado de ideias em que os pensamentos humanos, pela sua natureza, são divergentes porque oriundos de muitas cabeças, ficaríamos desorientados, se não existisse um código que, sem ser científico, contém princípios fundamentais de ciência os quais, no desenvolvimento desta, cada vez mais se mostram evidentes e de clareza irretorquível.
Vimos que a vida é um mistério dentro da própria ciência, que lhe estuda as leis e os fenômenos, mas não lhe explica a essência nem a origem. A ciência não admite Deus porque não Lhe pode explicar o princípio nem a estrutura. Não obstante, admite a eletricidade cuja natureza ignora.
Deus não pode ser compreendido porque é Infinito. É tão inexplicável quanto o infinito, que ninguém pode negar que exista.
Diante das maravilhas do universo, duas hipóteses subsistem. Segundo uma delas, tudo provém da matéria, que ninguém sabe de onde veio e, pelo acaso, formaram-se os astros. Pelo menos em um deles surgiu a vida. Nessa hipótese, o Incognoscível bruto — a Natureza — teria criado tudo. Ora, a matéria em si mesma é estéril; não poderia gerar a vida. E a ciência nega a geração espontânea.
A outra hipótese admite o Incognoscível Inteligente. Tão inexplicável como o Incognoscível bruto, a Inteligência Primitiva, eterna e infinita teria criado o universo em Sua infinita e maravilhosa perfeição. Não havendo geração espontânea, não pode nascer da matéria bruta a inteligente realidade da vida. Ainda que a nebulosa possa ter sido manifestação da vontade do Incognoscível Inteligente para estabelecer formas geofísicas, agrupando as partículas materiais em uma disposição ideal, como fatores de uma inteligente combinação compatível com a vida, não se concebe, nem a Química, muito menos a Física o sanciona, que a vida tenha gerado a si mesma, nas entranhas dos mares, sem o concurso da Inteligência primeva – primeira, primitiva, primária.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1965)
Receita: Bolinhos com Talos de Espinafre
Ingredientes:
2 xícaras de chá de talos de espinafre picadinhos
1 xícara de chá de leite
1 ovo
1 xícara de chá de fubá
1/2 xícara de chá de aveia (à sua escolha) ou farinha integral
2 colheres de sopa de queijo ralado (da sua preferência)
2 colheres de sopa de cebola ralada
sal a gosto
Orégano /salsinha e cebolinha picados (tudo a gosto)
Óleo para fritar
Modo de Preparo:
Numa travessa bata os ovos.
Junte os ovos todos os ingredientes e mexa bem.
Aqueça o óleo.
Com o auxílio de uma colher, frite os bolinhos.
Escorra em papel absorvente.