Categoria Estudos Bíblicos

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Imaculada Conceição

A doutrina da Imaculada Conceição ou Imaculada Concepção é um dos mais sublimes mistérios da Religião Cristã e, talvez por essa razão, tem sido mais encarada pelo lado material do que qualquer outro dos mistérios.

A ideia popular, mas errônea, é que há 2.000 anos, um indivíduo chamado Jesus Cristo nasceu sem a necessidade da cooperação de um pai terreno e que esse incidente é tido como único na história do mundo.

Na realidade, não é assim. A Imaculada Conceição já ocorreu muitas vezes na história do mundo e será universal no futuro.

O fluxo e refluxo periódico das forças materiais e espirituais que afetam a Terra são as causas invisíveis das atividades físicas, morais e mentais exercidas sobre o nosso globo. De acordo com o axioma hermético “como em cima, assim é em baixo”, uma atividade semelhante ocorre no ser humano, que é uma edição menor da Mãe Natureza.

Os animais têm vinte e oito pares de nervos espinhais e, atualmente, estão em seu estado lunar, perfeitamente sintonizados com os vinte e oito dias que a Lua demora para circundar o Zodíaco. O Espírito-Grupo regula o acasalamento dos animais em estado selvagem. Por isso, neles não existe o abuso.

O ser humano, no entanto, encontra-se em estado de transição: progrediu demasiado e por isso mesmo não obedece às vibrações lunares, porque tem trinta e um pares de nervos espinhais. Mas ainda não está sintonizado com o mês solar de trinta e um dias e se acasala em qualquer época do ano; daí o período menstrual da mulher, o qual, em condições apropriadas, é utilizado para formar parte do corpo de um filho mais perfeito que o do seu pai ou de sua mãe.

De igual modo, o fluxo periódico da humanidade se converte em espinha dorsal do adiantamento racial; o fluxo periódico das forças espirituais da Terra, que ocorre no Natal, resulta o nascimento de Salvadores que, de tempos em tempos, renovam os impulsos para o avanço espiritual da raça humana.

A Bíblia possui duas partes: o Velho e o Novo Testamento. Depois de relatar resumidamente como foi formado o mundo, o Antigo Testamento nos fala da “Queda”.

Nós entendemos que a “Queda” foi ocasionada pelo abuso ignorante da força sexual do ser humano, em ocasiões em que os raios interplanetários eram adversos à concepção dos melhores e mais puros veículos. Desse modo, o ser humano foi se aprisionando gradualmente em um Corpo Denso, cristalizado pela pecaminosa paixão e, consequentemente, dentro de um veículo imperfeito, sujeito ao sofrimento e à morte.

Então começou a peregrinação através da matéria e por milênios temos vivido neste duro e cristalizado corpo que obscurece a luz dos Céus ao Espírito interno. O Espírito é como um diamante encerrado em uma crosta grosseira e os lapidadores celestiais, os Anjos do Destino, estão continuadamente procurando remover essa crosta a fim de que o Espírito possa brilhar através do veículo que anima.

Quando o lapidário encosta o diamante na pedra polidora, ele emite um gemido, como se fosse um grito de dor, à medida que a cobertura opaca se desprende. Aos poucos, o diamante bruto que é submetido às aplicações da pedra transforma-se em gema de transcendental brilho e pureza.

Do mesmo modo, os seres celestiais que zelam pela nossa evolução nos oprimem fortemente contra a pedra polidora da experiência. Dores e sofrimentos resultam disso e despertam o Espírito que dorme dentro de nós. O ser humano que até este momento se contentou com as coisas materiais, que tem sido indulgente com os sentidos e com o sexo, sente descontentamento e isso o impele a buscar uma vida mais elevada.

No entanto, a satisfação dessa sublime aspiração é normalmente acompanhada de uma luta muito severa, por parte da natureza inferior. Foi durante essa luta, que São Paulo exclamou com toda a angústia de um coração devoto e aspirante: — “Infeliz homem que sou… Porque eu não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero… Porque eu me deleito na lei de Deus, segundo o homem interior, mas sinto nos meus membros outra lei que repugna à lei do meu Espírito e que me faz cativo na lei do pecado, que está nos meus membros.” (Rm 7:19-24).

Quando se espreme uma flor, liberta-se a sua essência e, assim, enche-se o ambiente com a sua grata fragrância, que deleita o olfato de todos os que tenham a sorte de estar próximos. Os golpes do destino podem envolver um homem ou uma mulher que tenha chegado ao estado de eflorescência, mas isso servirá para mostrar a doçura da natureza e exaltar a beleza da alma, até que brilhe com fulgor, marcando o seu possuidor com um halo luminoso.

Essa pessoa encontra-se no caminho da Iniciação. Ela aprende como o licencioso uso do sexo, sem ter em conta os raios astrais, fizeram-na prisioneira do corpo; como está acorrentada a ele e como, por meio do uso apropriado dessa mesma força sexual, em harmonia com os Astros, poderá gradualmente melhorá-lo e sutilizá-lo, obtendo afinal a libertação da existência concreta.

Um construtor naval não pode fazer um barco de carvalho usando madeira comum. Nem o ser humano colhe uvas de espinheiros; semelhante atrai semelhante e um Ego de natureza passional, quando se encarna, é arrastado para pais da mesma natureza; deste modo, o seu corpo será concebido em harmonia com o impulso do momento, pela satisfação dos sentidos.

A alma que provou da taça da tristeza devido ao abuso da força criadora e bebeu sua amargura, gradualmente buscará pais cada vez menos dominados pelos instintos passionais, até que por fim obterá a Iniciação.

Havendo sido instruída, no processo da Iniciação, sobre a influência dos raios astrais no parto, o próximo corpo será gerado por pais Iniciados, sem paixão e sob a constelação mais favorável para o trabalho a que o Ego se propôs.

Por isso, os Evangelhos (que são fórmulas de Iniciação) começam com o relato da Imaculada Conceição e terminam com a Crucifixão, ambos ideais maravilhosos que teremos de alcançar, porque somos Cristos em formação e alguma vez passaremos pelo nascimento místico e pela morte mística anunciados nos Evangelhos. Por meio do conhecimento poderemos apressar o dia da nossa libertação, em vez de frustramos estupidamente o nosso desenvolvimento espiritual, como agora fazemos.

Em relação à Imaculada Conceição, prevalecem incompreensões em todos os sentidos, como: a perpétua virgindade da mãe depois do parto; a baixa posição de José como suposto pai adotivo, etc. Vamos rever rapidamente esses pontos, como são revelados na Memória da Natureza.

Em algumas partes da Europa, classifica-se de “bem-nascidos” ou mesmo “altamente bem-nascidos” as pessoas de classe elevada, filhos de pais que têm lugar preponderante na sociedade. Tais pessoas, por vezes, olham com desdém os de modesta posição.

Nada temos contra a expressão “bem-nascidos” e desejaríamos mesmo que todos fossem bem-nascidos; isto é, que fossem filhos de pais de alta posição moral, sem nos importar a sua hierarquia social.

Existe uma virgindade da alma que é independente do estado do corpo, uma pureza da Mente que conduz quem a possui ao ato da geração sem a mancha da paixão e torna possível que a mãe tenha o filho em seu seio com um amor inteiramente isento do desejo sexual.

Antes de Cristo, isso teria sido impossível. Em tempos remotos, na jornada do ser humano sobre a Terra, era mais desejável a quantidade do que a qualidade e daí a ordem: “Crescei e multiplicai-vos”. Além disso, foi necessário que o ser humano esquecesse temporariamente sua natureza espiritual e concentrasse suas energias sobre as condições materiais. A indulgência em relação à paixão sexual atingiu esse objetivo e a natureza de desejos teve amplitude em suas funções. Floresceu a poligamia e quanto mais filhos tivesse um matrimônio, mais se honrava, enquanto a esterilidade era vista como a maior aflição possível.

Por outro lado, a natureza de desejos foi refreada pelas leis dadas por Deus e a obediência aos mandatos divinos foi forçada por castigos aplicados aos transgressores, tais como guerras, pestes ou fome. Recompensava-se a rigorosa observância desses mandatos e os filhos, o gado e as colheitas do ser humano “reto” eram numerosos; ele obtinha vitórias sobre os seus inimigos e a taça da felicidade transbordava para ele.

Mais tarde, quando a Terra estava suficientemente povoada, depois do dilúvio Atlante, a poligamia foi decrescendo cada vez mais, tendo como resultado a melhoria da qualidade dos corpos e, na época de Cristo, a natureza de desejos podia ser refreada, no caso dos mais avançados entre a humanidade; o ato gerador tornava-se possível sem paixão, para que os filhos fossem concebidos imaculadamente.

Assim eram os pais de Jesus. Diz-se que José era um carpinteiro; todavia ele não era um trabalhador de madeira, mas um “construtor” no mais alto sentido. Deus é o grande Arquiteto do Universo. Abaixo de Deus existem muitos construtores de diferentes graus de esplendor espiritual. Todos estão ocupados e comprometidos na construção de um templo sem ruído de martelos e José não era uma exceção.

Por vezes, perguntam-nos por que os Iniciados são sempre homens e nunca mulheres. Não é assim: nos graus inferiores existem muitas mulheres; mas quando é permitido a um Iniciado escolher o sexo, normalmente prefere um Corpo Denso que é positivo, masculino, pois a vida que o conduziu à Iniciação espiritualizou o seu Corpo Vital e o tomou positivo sob todas as condições, de modo a ter, então, um veículo da mais alta eficiência.

No entanto, há épocas em que as exigências de natureza evolutiva requerem um corpo feminino, como por exemplo para prover um corpo do mais refinado tipo, a fim de que receba um Ego de grau elevadíssimo. Então, um alto Iniciado pode tomar um corpo feminino e passar novamente pela experiência da maternidade, depois de, talvez, ter deixado de fazer por várias vidas, como foi o caso do formoso caráter que conhecemos como Maria de Belém.

Em conclusão, recordemos os pontos expostos: somos Cristos em formação; algum dia cultivaremos qualidades tão imaculadas que nos tornem dignas de habitar corpos imaculadamente concebidos.

Quanto mais depressa começarmos a purificar as nossas Mentes, tanto mais rápido alcançaremos esse objetivo. Em última análise, isso depende apenas da honestidade dos nossos propósitos e da força da nossa vontade.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1969)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que significa a salvação e a “condenação eterna”?

Resposta: As Religiões ortodoxas dizem que aqueles que praticaram o bem nesta vida serão salvos, ou seja, irão para um céu não muito bem definido, e que aqueles que falharam em alcançar essa salvação são mergulhados em um inferno do qual não temos muito conhecimento, exceto que é um lugar de sofrimento. Uma vez todos julgados, bons e maus, vão para seus respectivos lugares; não há redenção para as almas perdidas e nenhum perigo de uma queda para aqueles que foram salvos.

Tal interpretação está radicalmente errada, se recorrermos ao dicionário grego como fonte autorizada, pois obviamente, o significado depende da palavra traduzida como “eterna“. Essa palavra é aionian, e no dicionário é traduzida como “um tempo, um período indefinido, uma vida toda” etc. Podemos, então, perguntar para nós mesmos qual é o verdadeiro significado da passagem citada e, com o objetivo de descobrir esse significado será necessário ter uma visão mais compreensiva da vida.

No início da manifestação, Deus, uma grande chama, diferencia um vasto número de chamas ou centelhas incipientes dentro de Si mesmo, não de Si mesmo, pois é um fato real que “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. Nada pode existir fora de Deus. Portanto, dentro de Si mesmo, Deus diferencia essas incontáveis almas. Cada uma delas é potencialmente divina, cada uma encerra todos os Seus poderes como a semente encerra a planta, mas da mesma forma que a semente deve ser enterrada no solo para germinar a planta, também é necessário que essas centelhas divinas sejam imersas em veículos materiais para que possam aprender lições que só serão assimiladas e se tornarão ativas como faculdades em uma existência separada como a que existe no mundo.

O mundo pode ser considerado uma escola de treinamento para os espíritos em evolução. Alguns deles começaram cedo e se empenharam diligentemente na tarefa que tinham pela frente; consequentemente, progrediram rapidamente. Outros começaram mais tarde e ficaram atrasados. Eles são, portanto, deixados para trás no Caminho da Evolução; mas, no final, todos atingirão a meta da perfeição. Em consequência desse fato, existem várias classes desses espíritos peregrinos e, antes que um grupo ou classe de espíritos possa ser promovido a um degrau acima na evolução, é necessário que atinjam um determinado nível de proficiência. Eles são salvos de uma condição inferior, já que a superaram. Uma vez adquirido esse grau de eficiência, eles são promovidos para outra classe, em uma outra época. Mas, entre um grande número, sempre há os atrasados, e esses são condenados a permanecer dentro da classe na qual se encontram até que alcancem o estágio de crescimento necessário para o avanço. O plano é similar ao método em que as crianças de uma escola são promovidas a uma classe superior nos exames anuais, se conseguirem atingir certo grau de conhecimento; do contrário, estarão condenadas a ficar para trás – não para sempre, mas apenas até que outro exame anual prove que elas conseguiram se qualificar.

O que precede não é uma representação distorcida ou errada do significado da palavra “aionian”. Foi usada em outras partes da Bíblia de uma maneira que corrobora a nossa afirmação. Por exemplo, na Carta de São Paulo a Filemon, quando lhe devolve o escravo Onésimo com as seguintes palavras: “Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre”. A palavra “para sempre” é a mesma palavra “aionian” que é traduzida como “eterna” quando se refere à condenação e à salvação e, facilmente, podemos ver que, nesse caso, pode significar apenas uma parte de uma vida, pois nem São Paulo nem Filemon, dessa forma, viveriam para sempre.

(Pergunta nº 92 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Jesus foi batizado aos trinta anos, recebendo o “Espírito de Cristo”. Por favor, explique esse Batismo.

Resposta: A Terra nem sempre foi como é atualmente. A ciência nos diz que houve um tempo em que era uma névoa ígnea incipiente. A Bíblia nos mostra que mais remotamente houve um período anterior a essa névoa, quando a Terra era incandescente e luminosa como o fogo; um tempo em que reinava a escuridão.

Houve quatro Épocas ou estágios ao todo, no desenvolvimento da Terra. Primeiro, houve uma Época sombria, chamada na terminologia Rosacruz de Época Polar. Nela a substância que formava a Terra era uma massa escura, quente e gasosa. No segundo estágio, chamado de Época Hiperbórea, a massa escura foi ignificada. Lemos na Bíblia que “Deus disse: ‘Faça-se a luz’ e se fez a luz“. Depois veio o estágio em que o calor dessa névoa ígnea, em contato com o espaço frio, gerou umidade e essa umidade era mais densa próxima ao núcleo ígneo, onde o aquecimento correu, do que na sua periferia – “Deus separou as águas das águas”, isto é, a água mais densa próxima ao núcleo ígneo do que aquela em forma de vapor mais distante dele. Finalmente, ocorreu uma incrustação, tal como sempre ocorre onde a água é fervida continuamente formando, assim, crosta da Terra, a terra seca.

Quando aquela crosta foi totalmente formada, não havia água na superfície terrestre, mas como a Bíblia diz: “Uma névoa subiu à superfície”, e nenhuma erva ainda germinava na face da Terra. Naquela Época, no entanto, começou a aparecer a vegetação e a humanidade nascente vivia ali. Mas, não era uma humanidade constituída como a de hoje. A sua forma aparente era muito diferente e não era tão evoluída como somos atualmente. Na verdade, o corpo e o espírito não estavam perfeitamente concêntricos; os espíritos pairavam parcialmente do lado de fora dos seus corpos e, portanto, “os olhos do ser humano ainda não haviam sido abertos”.

Antigas histórias folclóricas que ouvimos falar na Alemanha, e em diferentes lugares do Velho Mundo, falam deles como os Nibelungos. “Niebel” significa névoa e “ungen” são crianças. Eles eram os “filhos da névoa”, pois a atmosfera clara de hoje ainda não existia; o Sol se assemelhava ao arco de névoa que vemos em torno de uma lâmpada em algum poste na rua num dia muito nebuloso, devido à densidade da névoa que se elevava da Terra.

Enquanto a humanidade vivia nesse estado, não era mentalmente tão desenvolvida como o é hoje. Os seres humanos não podiam ver as coisas existentes fora de si, mas tinham uma percepção interna. Distinguiam as qualidades da alma de todos os que viviam ao seu redor, e suas percepções eram espirituais e não físicas. Naquele tempo não existia nenhuma nação, a humanidade formava, então, uma imensa fraternidade. Todos estavam parcialmente fora de seus corpos e, portanto, em contato com o Espírito Universal, bem diferente da situação atual em que a humanidade está obscurecida pela separatividade do egoísmo, que faz com que cada ser humano se sinta distinto e separado de todo o resto da humanidade; em que a fraternidade é esquecida e o egoísmo impera.

Quando se progride ao ponto de compreender e vivenciar os benefícios da fraternidade, em que a pessoa se esforça em abolir o egoísmo e a cultivar o altruísmo, então estará capacitada a passar pelo rito do Batismo. Entrará na água como um símbolo de seu retorno às condições ideais de fraternidade existente quando toda a humanidade vivia, por assim dizer, na água. Por essa razão, é que vemos Jesus, como o arauto da Fraternidade Universal, no início de seu ministério entrando nas águas do Jordão e ali sendo batizado. Ao se reerguer das águas, o Espírito Universal pousou sobre Ele em forma como de uma pomba, e desde aquele momento não era simplesmente Jesus, mas Cristo Jesus, o Salvador potencial do mundo imbuído do Espírito Universal que, finalmente, retirará de sobre todos os males do egoísmo e devolverá a humanidade às bênçãos da fraternidade que serão realizadas quando o Espírito Universal se tornar imanente em toda a humanidade.

(Pergunta nº 97 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” -Vol. I-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pregar o Evangelho

“Ninguém, acendendo uma candeia, coloca-a em lugar secreto, nem debaixo do alqueire; mas no castiçal, para que os que entrem vejam a luz” (Lc 11: 33).

“Vós sois a luz do mundo… Assim, resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus” (Mt 5: 14:16).

Quando alguém faz o compromisso consciente de seguir a Cristo, ele se torna uma luz que brilha em um mundo de trevas. Ou seja, começa a irradiar uma luminosidade espiritual que cresce com o tempo até se tornar esplendorosa e brilhante. A afirmação de que uma candeia é colocada à vista do público se refere ao fato de que o Cristão, de posse da luz espiritual, deve deixá-la brilhar diante de todos os seres humanos, a fim de que a luz possa ser acesa neles.

Assim, vemos que o indivíduo Crístico tem a obrigação de “pregar o Evangelho”. Os Cristãos que trabalham nos moldes da Fraternidade Rosacruz têm uma obrigação particular a esse respeito, por causa do seu conhecimento intelectual sobre assuntos espirituais, o que pode aumentar muito a eficácia da sua fé e de suas boas obras.

“Divulgar os Ensinamentos”, em sentido espiritual, refere-se a uma técnica baseada no princípio envolvido no exemplo de dois diapasões do mesmo tom. Quando um é tocado próximo ao outro, esse último começa a vibrar no mesmo tom daquele. Da mesma forma, a espiritualidade em um indivíduo evoca a espiritualidade do outro. Naturalmente, o primeiro deve possuir um grau de semelhança com o Cristo em si mesmo ou seus esforços para “pregar o Evangelho” ao segundo indivíduo não provocarão uma resposta espiritual.

Torna-se claro, então, que a dimensão espiritual deve ser buscada seriamente; do contrário, não teríamos um “Evangelho” verdadeiro para pregar. Promulgar um conjunto de escritos, o estabelecimento de organizações, a distribuição de livros ou a solicitação de aumento no número dos membros pode nos fazer acreditar que estamos cumprindo nossa obrigação; no entanto, a menos que experimentemos o Cristo como uma presença viva em nossas vidas diárias, tais atividades externas servem apenas para nos desviar da verdadeira obrigação, que é acender a luz em nossos corações e compartilhá-la.

“Porque Deus, que ordenou que a luz brilhasse das trevas, brilhou em nossos corações para nos dar a luz do conhecimento da Sua glória na face de Jesus Cristo.” (IICor 4:6).

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de julho-agosto/1995 e traduzido pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Originalidade do Cristianismo

Deus esteve presente entre nós na forma de um homem, através do Filho, o Cristo. Jesus era o homem e a partir do batismo no Jordão passava a atuar o Deus-Homem, Cristo Jesus. Com a crucifixão no Gólgota, Cristo libertou-se do corpo de Jesus e incorporou-se à Terra. Esse foi um fato único na história que operou uma decisiva mudança em nosso planeta. Desde então a presença de Cristo é uma constante entre nós. “O amor de Cristo envolve a todos, não importa como a nós ou a Ele O chamarmos”.

E esse Sublime Ser que mudou nossa história, deixou-nos um profundo ensinamento espiritual em que se fundamenta a originalidade do cristianismo e o diferencia de outros sistemas filosóficos e religiosos que o precederam: é através do próximo que se chega a Deus.

Enquanto, tanto no oriente como no ocidente, se busca a Deus mediante orações, meditações, mística transcendental etc., Cristo Jesus nos exortar a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Essa é a chave de ouro, é a máxima que precisamos aprender em nosso atual período evolutivo e que nos capacitará a passarmos para o próximo.

O verdadeiro Amor é dar o melhor de nós sem esperar nada em troca. Quando sentimos sinceramente que em essência somos iguais a tudo que nos cerca e que somos partes integrantes de um todo maior, é sinal de que o Amor está nos ajudando a suplantar a ilusão da separação criada pela personalidade – a famosa dicotomia que nos faz crer que estamos separados dos demais e de Deus.

A pessoa que aprende a amar desinteressadamente a seu próximo, seja ele mineral, vegetal, animal ou outra pessoa, torna-se capaz de estender esse Amor também para os outros seres, em um processo gradativo cujo ápice é a conquista do AMOR UNIVERSAL.  “Então, não mais existirá em nós o que entendíamos ser a escuridão, pois andaremos na LUZ.”

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz de setembro-outubro de 1993)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Templo de Salomão

No Primeiro Livro dos Reis, capítulo 6 e no Segundo Livro dos Reis, capítulo 7 podemos ler: “No ano 480 depois de sairem os filhos do Israel do Egito, Salomão no ano quarto do seu reinado, no mês de Zive começou a edificar a casa do Senhor. A casa que o rei Salomão edificou ao Senhor era de 60 côvados de comprimento, 20 de largura e 30 de altura. Edificava-se a casa com pedras já preparadas nas pedreiras, de maneira que nem martelo, nem machado, nem instrumento algum de ferro se ouviu na casa quando a edificavam. Depois levantou as colunas no pórtico do templo, tendo levantado a coluna direita, chamou-lhe Jaquim e tendo levantado a coluna da esquerda, chamou-lhe Boaz”.

A passagem bíblica da construção do Templo de Salomão em Jerusalém reveste-se de riquíssima simbologia e alegoria. Existe uma relação cósmica entre as medidas da edificação: 60 x 20x 30 = 36.000 (3+6+0-0+=9). Nove é o “número do ser humano” conforme Max Heindel afirma no Conceito Rosacruz do Cosmos. O Templo de Salomão diz respeito a nós e ao nosso desenvolvimento espiritual.

A tradição esotérica estabelece uma relação entre as duas colunas do templo, Jaquim e Boaz, e as duas colunas que precediam os israelitas quando atravessaram o deserto. De noite uma coluna de fogo iluminava sua marcha. De dia uma nuvem os protegia do Sol escaldante.

O Templo não poderia ser construído durante a peregrinação no deserto. No deserto só havia areia e a construção não teria estabilidade. Além disso, tratava-se de um povo nômade, sempre marchando em busca da Terra Prometida. Lá chegando, depois de muito tempo foi possível erigir o templo, através da sabedoria de Salomão.

No Primeiro Livro das Crônicas, capítulo 3, diz-se que “Começou Salomão a edificar a casa do Senhor em Jerusalém, no monte Moriá”. Segundo a tradição judaica, o monte Moriá era uma rocha enorme. A rocha simboliza a verdade. As areias do deserto simbolizam as ilusões, as fantasias. O Templo de Salomão foi construído silenciosamente sobre a firmeza de uma rocha.

O Templo de Salomão simboliza a nossa consciência espiritual, formada ao longo de muitos renascimentos, muitas experiências e muitos sofrimentos. Esse trabalho é silencioso (sem ruídos de martelo), anônimo e, consequentemente, ignorado pela maior parte da Humanidade. Não obstante, é a atividade mais importante e fundamental da vida. Hora após hora, momento após momento, errando, acertando e sofrendo, vamos erigindo a nossa consciência espiritual.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz de julho-agosto de 1993)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Palavra Criadora

A) Na Bíblia, no Gênesis, Capítulo 1, Versículo 1, encontramos: “No princípio Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Disse Deus: Faça-se a Luz e a luz foi feita”.

B) No evangelho de São João, Capítulo 1, Versículo 1, lemos: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus”.

No Versículo 14, complementa-se: “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos sua glória, a glória que um Filho Único recebe do seu Pai cheio de graça e de verdade...”.

C) Ainda em São João, no Capítulo 19, Versículo 30 lemos: “Havendo Jesus tomado do vinagre disse: TUDO ESTÁ CONSUMADO! (Consumatum est). Inclinou a cabeça e rendeu o espírito”.

No “Conceito Rosacruz do Cosmo”, temos no Capítulo 16: “A Palavra Criada”.

“A Mente é o instrumento mais importante que o espírito possui, um instrumento especial na obra da criação. A laringe espiritualizada e perfeita, falará a Palavra Criadora, mas a Mente aperfeiçoada decidirá quanto à forma particular e volume de vibração. A Imaginação será a faculdade espiritualizada que dirigirá a criação.

… Atualmente só podemos formar imagens mentais que tenham relação com a forma, porque a Mente humana começou seu desenvolvimento neste Período Terrestre, e está no estado ou forma “mineral”. Por esse motivo, nossos labores estão limitados às formas minerais…

…Seguir-se-á um longo intervalo de atividade subjetiva durante o qual os Espíritos Virginais absorverão todos os frutos do período setenário de Manifestação. Passado esse intervalo, submergir-se-ão em Deus, de Quem vieram, para ao alvorecer de outro Grande Dia, reemergirem como seus Gloriosos Colaboradores. Durante a passada evolução as possibilidades latentes foram transmutadas em poderes dinâmicos. Tendo adquirido Poder de Alma e Mente Criadora, frutos de sua peregrinação através da matéria, terão avançado da impotência à onipotência, da ignorância à onisciência.”

Em “Estudos de Astrologia”, de Elman Bacher, tomo I, Capítulo VII, temos:

O Planeta Mercúrio – A faculdade do intelecto por meio da qual interpretamos, identificamos, classificamos, analisamos e avaliamos as coisas da Terra, atribui-se simbolicamente ao planeta Mercúrio. Representa, como Princípio da Identificação, o “dar nomes” (Adão dava nome à criação), a “criação de palavras”, e a objetivação dos pensamentos em palavras e escritas. É o símbolo da comunicação e da percepção conscientes.

A substância que chamamos mercúrio é pesada, entretanto é de qualidade liquescente; nossos pensamentos quando estão desorganizados ou desfocados são também liquescentes e passageiros. Indo rapidamente de uma impressão a outra, de “cima-baixo”, “sim-não”, “quente-frio”. Entretanto, quando nossos padrões de pensamento estão organizados, temos a faculdade de decidir definitivamente e incorporá-los em uma espécie de exteriorização concreta definida, em palavras isoladas ou em suas extensões em orações (frases). Essa exteriorização é o que chamamos de linguagem – a faculdade universal da incorporação do pensamento. A liquescência de Mercúrio se vê de muitas maneiras pelas quais se pode identificar uma coisa específica: sua precisão se observa na “solidez” com que é identificada uma palavra ou oração específica.

Mercúrio identifica o abstrato assim como o concreto. É por meio de Mercúrio que compreendemos o concreto, mas é por meio de outras faculdades planetárias que entendemos o abstrato. Mercúrio, entretanto, é a raiz básica do nosso desenvolvimento, de compreensão, desde o mais concreto, literalmente, até o mais intangível abstrato.

Analisemos o símbolo planetário de Mercúrio:

Uma cruz (matéria, manifestação, estrutura, concreto, encarnação) e sobre ela um círculo (perfeição, terminação) que por sua vez tem sobre si um semicírculo voltado para cima (instrumentação, receptividade de instrução ou inspiração).

Diz-se que os Senhores de Vênus e os Senhores de Mercúrio foram os mestres que instruíram a humanidade nascente, nos princípios da linguagem, artes e ofícios e as ciências, pelas quais a humanidade aprendeu a funcionar com eficácia sempre crescente no mundo material. Em resumo, Mercúrio é o elo (mensageiro) entre os deuses (princípios) e a humanidade. É por meio de Mercúrio que nós aprendemos primeiro a natureza objetiva e qualidade das coisas e logo a consciência dos princípios abre essa nossa consciência à realidade subjetiva, em ambas as oitavas estamos aprendendo. À primeira nos integramos por meio da identificação, na segunda conhecemos mediante a experiência que dá a compreensão.

São manifestações de Mercúrio: aprender a falar, ler e escrever em outros idiomas. Representa, como faculdade da razão, a raiz por meio da qual se aprende a Lei de Causa e Efeito. A Mente consciente observa o mundo material, de onde desenvolve uma consciência da exteriorização de causas internas.

Resumindo, devemos utilizar objetivamente as qualidades de Mercúrio, sem emoção e de forma concisa. Fatos, não crenças; exposições, não implicações; provas realizáveis, não simplesmente utilizá-las às cegas e credulamente aceitas pela preguiça mental.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz de julho-agosto de 1993)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Doze Poderes de uma Pessoa Crística

O Cristo planetário, em sua função de Redentor mundial, atraiu para Si doze poderes do Espírito através dos quais Se manifestou na Terra de maneira a suscitar toda a experiência necessária à evolução.

Os doze aspectos da energia divina através dos quais o Cristo Se manifesta na Terra são conhecidos, pelo ser humano, como os Signos do Zodíaco. Cada Signo zodiacal carrega a impregnação de uma qualidade especializada do Princípio de Cristo. Cada um é uma influência à qual todas as formas de vida respondem. Esses Signos ou esses atributos são, literalmente, o corpo de Cristo partido nos céus para nossa necessidade.

Cristo, o macrocosmo, é o padrão para o ser humano, o microcosmo. Assim como o Cristo Se apropriou de fluxos de energia divina que eram necessários ao Seu propósito, o ser humano, que é um Cristo em formação, durante um ciclo de vida na Terra, apropria-se, em medidas e sequências prescritas, desses mesmos atributos. Essas qualidades, latentes nele, são sua “esperança de glória” e garantia do cumprimento final do seu destino na forma. Eis o tema esotérico da Bíblia Cristã, de Gênesis a Apocalipse.

À medida que o ser humano reage ao impacto das influências espirituais que são liberadas pelo Cristo planetário, essas mesmas forças, em seu ser interior, são estimuladas, ativadas e trazidas à fruição pelo poder. Sob o “fogo cruzado” de experiências conflitantes que são trazidas à cena pela influência zodiacal, o ser humano aprende suas lições designadas de autoconhecimento e autodomínio. À medida que cada lição é concluída, alguma qualidade da alma nasce. Quando essas qualidades são, por sua vez, aplicadas à vida em forma de amor e dedicação à vontade Divina, são gerados os poderes da alma, os poderes de um ser humano que está em Cristo. Esse é o caminho, a verdade e o padrão de vida ensinado por Cristo-Jesus. Não há outros.

No Antigo Testamento, o personagem de Jacó representa o Cristo planetário, o poder do Sol espiritual, que envia doze “filhos”, os Signos do Zodíaco, ao mundo para realizar uma tarefa evolucionária. Cada palavra de admoestação e profecia dada por Jacó descreve o caminho do progresso para toda a onda de vida humana. Suas palavras são, assim, tão aplicáveis hoje como quando foram ditas pela primeira vez. Nelas estão definidas as qualidades das energias zodiacais, seu propósito e seus potenciais, bem como os problemas, os pontos fortes e as fraquezas produzidos na humanidade, em resposta a elas.

A primeira evidência na Bíblia sobre uma cooperação real com o propósito do Cristo planetário é encontrada na história da chamada dos doze por Moisés, o princípio da Mente, para que eles possam ativar a consciência da humanidade em níveis mentais. No estágio de desenvolvimento assim representado, a resposta da humanidade ao estímulo espiritual não era de alta qualidade. Exprimia-se frequentemente como a ganância, avareza e separatividade usuais da Mente inferior. No entanto, à medida que essas energias atuavam no despertar da Mente do ser humano, elas desenvolveram, da mesma forma que hoje, em uma curva mais elevada da espiral os rudimentos da lei ética e moral. A humanidade foi disciplinada por tudo o que é retratado nos esforços para ganhar e manter um lugar na Terra Prometida, até que aprendeu a reagir ao impulso espiritual de maneira mais elevada.

Em um ciclo posterior, representantes humanos dos doze poderes apareceram novamente no cenário bíblico. Até o exoterismo classifica os profetas de Israel em grupos de doze. Esotericamente, sabemos que cada um dos doze profetas maiores e menores estava preocupado em ativar as qualidades da alma capazes de responder ao impulso de Cristo em um nível superior. Nas Escolas de Mistérios durante essa Era, os representantes proféticos do Cristo trabalharam para trazer à objetividade os aspectos da consciência humana que prepararam a humanidade para receber o Divino em forma humana.

Quando a humanidade foi preparada, o Cristo encarnou na pessoa de Jesus de Nazaré e, de acordo com o modelo cósmico, atraiu para Si indivíduos nos quais as qualidades de sua natureza estavam suficientemente desenvolvidas para funcionar no nível do discipulado ativo. Mais uma vez, ele enviou os Doze, dessa vez como personalidades humanas, ao mundo para liderar a humanidade nas etapas finais, em direção ao seu objetivo.

Jacó abençoou os Doze e enviou para se expressar em um ciclo de geração em que o espírito interior seria absorvido, pela ação e reação dos níveis externos, até que um despertar para a meta tornasse possível o contato com o ensino de Cristo. No estágio de discipulado ativo, sob a tutela de Cristo, os desejos humanos que motivam os “filhos de Jacó” a embarcarem no caminho da geração tornam-se os poderes da regeneração, por meio do amor e Serviço. Nos Discípulos de Cristo, o egoísmo que impele à experiência humana tornou-se uma aspiração altruísta de servir como instrumento para o Seu propósito.

Na longa peregrinação de Jacó a Cristo, Gad, o filho de Jacó que representa Áries, personificação do princípio da vontade, torna-se Tiago, irmão de João. A vontade humana, com o problema do uso correto, soprada como palha pelos ventos da experiência que não é direcionada, torna-se, por meio do sacrifício, o poder da vontade divina funcionando no esforço dirigido da personalidade que promove o plano de Deus.

O taurino Issacar, vinculado à materialidade pelo desejo de saber e ter, aprende a pagar suas dívidas cármicas com amor e paciência. Então revive como André, aquele que, motivado totalmente por amor, ganha o poder de se libertar da forma ao encontrar a Vida Única dentro de todas as formas

Os irmãos gêmeos, que representam o Signo de mesmo nome, Simeão e Levi, mutáveis e instáveis, divididos entre a interação dos opostos polares, cujo problema é a enorme lacuna entre as atrações da personalidade e as da alma, têm a missão de encontrar a unidade e alcançar a meta em Tomé. Nele, o padrão de dualidade muda da preocupação com o superficial para se tornar o intérprete e avaliador do bem e do mal. Tal pessoa, como a vida das ondas da personalidade antes do sol nascente do ser espiritual, vive no poder da unidade intuitiva com sua fonte.

A Benjamin, o filho canceriano, é atribuído o uso correto da imagem formadora do poder da Mente para construir o corpo da alma. Seu problema é transmutar o medo e a autopiedade em consciência solidária das necessidades dos outros. Com as lições aprendidas, ele se torna Natanael, em quem não há medo, porque aprendeu o poder da pureza interior para vencer o morador das trevas.

O leonino Judá, animado na longa jornada por uma intensa autoconsciência e vontade de dominar, torna-se, por meio da renúncia e do domínio de si, a força do Amor Crístico. “Aquele que perde sua vida por minha causa certamente a encontrará” é o jeito de Leão. O exemplo supremo do fracasso do ser humano em cumprir a tarefa de Leão é encontrado em Judas Iscariotes. O ser humano egocêntrico, cego pela ambição pessoal e material, torna-se o poder da autodestruição. Seu lugar é assumido, no padrão dos doze, por Matias, o “totalmente dedicado”.

Sob o impulso de Virgem, o eu, que é Diná, desenvolve o poder forte da percepção espiritual para se tornar Tiago, o Menor, a personificação de uma consciência na qual o útero da forma não é violado, mas, em vez disso, nutre e protege a semente do Princípio de Cristo.

O libriano Asher, confrontado com o problema da escolha certa entre os valores materiais, desenvolve a discriminação espiritual que permite à alma pender para o lado das verdades eternas e, assim, traz os fatores da vida de maneira ordenada, bela, harmoniosa e pacífica para se tornar Judas Tadeu.

Dan, sob a influência de Escorpião, no campo de batalha do fogo e da água, encontra as provas nas quais o desejo da natureza é libertado da escravidão da vida dos sentidos para se tornar João Evangelista, o poder de regeneração e o amado de Cristo. Sob a bênção de Escorpião, o aguilhão da morte é transmutado no poder do desejo purificado de elevar o ser humano carnal às alturas da imortalidade.

A José é dada a tarefa sagitariana de trazer a aspiração pessoal para o domínio da alma, no nível do poder superior da Mente Criativa. Em Filipe, o Discípulo, esse poder é desenvolvido e usado na resposta unidirecionada à orientação espiritual de alguém em quem a flecha da Mente é apontada infalivelmente para o objetivo do Mestre a quem ele serve.

O capricorniano Naftali, o Primeiro Adão, terreno e materialista, sabiamente usa as lições da existência humana para atingir, como Simão, o Último Adão, os poderes de uma Mente enraizada no cosmos para transcender os limites do entendimento normal.

Ruben, sob o impacto de Aquário, recebe a tarefa de transmutar a preocupação pessoal e o autosserviço em consciência de grupo e humanitarismo sensível. Em Mateus, o Publicano, o longo esforço é consumado. Seu Evangelho, com a marca da consciência social e da responsabilidade de grupo, é o guia para todos os Aspirantes à vida superior, em todos os lugares, que buscam se libertar das limitações de uma vida dedicada à personalidade para seguir e servir a Cristo.

Sob o influxo da energia espiritual de Peixes, Zebulom desenvolve a consciência de Pedro. A experiência consumada, avaliada, assimilada e liberada torna-se o poder da sabedoria de alma que percebe o divino em toda experiência. Por meio da transmutação da personalidade, a alma é liberada para novos ciclos de aventura divina.

Hoje, o ser humano trabalha com os rudimentos das qualidades de alma que devem funcionar como poderes espirituais em seu futuro veículo de expressão; porém, na maior parte do tempo, o trabalho prossegue abaixo do nível da Mente consciente. Poucos, mesmo entre os Aspirantes, sabem o que está realmente acontecendo dentro deles, mas gradualmente, à medida que a própria vida ganha consciência da existência da alma e do plano evolutivo, o ser humano reconhece sua oportunidade de trabalhar voluntariamente com a Hierarquia planetária.

Quando qualquer um dos doze poderes de Cristo são ativados por meio do reconhecimento consciente do trabalho a ser feito e de um esforço voluntário da vontade de cooperar com ele de forma semelhante a Cristo, a espiritualização de todo o veículo assume uma tremenda aceleração e o Discípulo se encontra na última volta de sua jornada evolutiva. Então, o holofote da Mente, tornando-se rapidamente iluminado espiritualmente, é capaz de penetrar aspectos do plano até então não reconhecidos, enquanto as qualidades magnéticas do coração receptivo são correspondentemente sintonizadas com a necessidade, em níveis superiores e humanos. Com a Mente e o Coração assim integrados, o indivíduo torna-se ciente das áreas da existência divina e dos estados de consciência que, embora eternamente presentes, ele foi incapaz de perceber ou contatar. Então, sob a orientação de instrutores a quem ele serviu, a sua personalidade torna-se totalmente um instrumento de Serviço, funcionando no nível da alma em novos, e nunca sonhados, reinos de Luz, Amor e Serviço.

E o que dizer do objetivo final? A resposta está nos capítulos finais do Livro do Apocalipse. Aqui é descrito o Templo da alma, perfeito em todas as suas medidas. Quando o Templo de Deus — ou seja, o ser humano — é medido e considerado perfeito, assim como o Pai Celestial é perfeito, o ser humano saberá que sua designação foi cumprida. Doze portas para o renascimento forneceram os campos necessários para o progresso da alma em evolução. A essência crística desse esforço agora se tornou o corpo de luz e joias dos iluminados espiritualmente. Esse corpo não projeta sombra. Não há qualquer substância escura dentro dele. A glória do Deus interior é a sua luz e o seu poder.

(Publicado na Revista New Age Interpreter – Corinne Heline do 1º trimestre de 1963 e traduzido pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Cristo não encarnou anteriormente em Gautama Buda e, ainda antes, em Krishna?

Pergunta: Eu entendo quando você diz que o Cristo encarnou uma única vez em Jesus. Ele não encarnou anteriormente em Gautama Buda e, ainda antes, em Krishna?

Resposta: Não. O próprio Jesus é um Espírito pertencente à nossa evolução humana, assim como também era Gautama Buda. O autor não tem informações a respeito de Krishna, mas tende a acreditar que ele também era um Espírito pertencente à onda de vida humana, porque as histórias indianas a seu respeito relatam como ele entrou no céu e o que lá aconteceu. O Espírito de Cristo, que entrou no corpo de Jesus quando o próprio Jesus o cedeu, é um raio do Cristo Cósmico. Podemos acompanhar Jesus em seus renascimentos anteriores e podemos acompanhar seu crescimento até os dias de hoje. O Espírito de Cristo, pelo contrário, não pode ser encontrado de maneira alguma entre nossos Espíritos humanos.

Podemos dizer que antes da vinda de Cristo, o próprio Cristo trabalhou na Terra a partir do seu exterior, assim como o Espírito-Grupo trabalha com os animais a partir do seu exterior, guiando-os e ajudando-os até que se tornem suficientemente individualizados para que seus Corpos sejam a morada de um Espírito individual. Não havia nenhum Espírito que habitava a Terra antes da vinda de Cristo, mas no momento em que o sacrifício no Gólgota foi consumado e o Espírito de Cristo foi libertado do corpo de Jesus, ele foi atraído para a Terra e agora é o Regente do Espírito da Terra, que São Paulo diz “gemendo e está com dores de parto, esperando o dia da libertação”[1], pois, ao contrário da opinião aceita, o sacrifício no Gólgota não foi finalizado com a morte do corpo de Jesus; na verdade, podemos dizer que esse evento foi apenas o começo; o sacrifício continuará até que chegue o tempo em que tivermos desenvolvido o altruísmo e o amor que libertarão o Espírito da Terra das condições restritivas da existência material, quando não haverá mais a necessidade de guiar-nos.

(Pergunta nº 90 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” -Vol. I-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)


[1](Rm 8:22)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Cada um tem a sua Besta

Começaremos lendo um trecho do Apocalipse, o Livro das Revelações, escrito pelo Apóstolo São João, capítulo 13, 1-10: “Vi, então, subir do mar uma besta com dez chifres e sete cabeças. Sobre seus chifres, dez diademas e sobre as cabeças nomes blasfematórios. A besta, que vi, era como uma pantera, os pés eram como pés de urso e a boca como a boca de leão. O dragão lhe deu poder e trono e uma grande autoridade. Vi a primeira cabeça ferida de morte, mas a chaga mortal foi curada. E toda a Terra, maravilhada, seguia a besta e adorava o dragão que tinha dado poder à besta, e adorava a besta dizendo: ‘Quem é como a besta e quem poderia lutar com ela?’ Foi lhe dada também uma boca para proferir palavras cheias de arrogância e blasfêmia e lhe foi concedido poder de agir durante quarenta e dois meses. E ela abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para insultar o seu nome e a sua tenda e os que moram no céu. Foi-lhe dado fazer guerra aos santos e vencê-los. Recebeu poder sobre toda tribo, povo, língua e nação. E a adoraram todos os habitantes da terra cujo nome não está escrito, desde o princípio do mundo, no livro da vida do Cordeiro imolado. Se alguém tem ouvidos que ouça: Se alguém está destinado ao cativeiro, irá para o cativeiro. Se alguém mata pela espada, pela espada morrerá. Nisso se baseia a perseverança e a fé dos santos“.

Simbolicamente falando, a água significa as emoções e o mar é, normalmente, usado para indicar o Mundo do Desejo. Esse Mundo é que contém material para construção do nosso Corpo de Desejos, bem como para o Corpo de Desejos do animal. É também o Mundo que fornece material para termos nossas emoções, aspirações, nossos desejos e sentimentos.

Desde a última parte da Época Lemúrica, para alguns, e início da Época Atlante para todos, os Espíritos Lucíferos começaram a chamar a nossa atenção para a existência do Mundo Físico, ajudando-nos a perceber a forma exterior do nosso Corpo Denso. E, também, começaram a nos instigar a usar a nossa Mente para distinguir as formas externas, dar-lhe nomes, dominá-las e colocá-las ao nosso dispor. A partir desses dois movimentos temos gerados muitos desejos inferiores, muita paixão, muita ambição, muito egoísmo, muito mal, sendo o mal uma ação contrária as Leis de Deus. Inicialmente o fizemos por inocência, depois o fazemos por ignorância.

A todo esse conjunto de desejos inferiores somado aos pensamentos inferiores que resultam em todo o mal que já cometemos em todas as nossas vidas passadas constitui a “besta que saiu do mar”, ou como é conhecido na ciência oculta: o Guardião do Umbral.

Esse ser é, portanto, a encarnação de todo o nosso mal gerado em vidas passadas, mal esse ainda não expiado e que espera a expiação em vidas futuras, até completarmos toda a roda de nascimentos e mortes necessários para tal.

E o Guardião do Umbral, a Besta, está muito ligado ao dragão, ao diabo, também conhecido como a Serpente ou os Espíritos Lucíferos, que nos incita ao egoísmo, a gratificação dos prazeres e a maldade, pois como lemos nesse trecho do Apocalipse: “O dragão lhe deu poder e trono e uma grande autoridade“.

Essa entidade monstruosa se encontra nas Regiões Inferiores do Mundo do Desejo. Entretanto nos é invisível entre a morte e um novo Nascimento, se bem que está ali presente. Ela só se torna visível quando nós, como Aspirantes à vida superior, entramos conscientemente no Mundo do Desejo, deixando o nosso Corpo Denso dormindo no leito. Portanto, esse é o momento que nós temos que passar por essa entidade criada por nós mesmos. Devemos reconhecer e admitir essa entidade como parte de nós, prometendo liquidar todas as dívidas, todo o mal, representado por essa forma, o mais cedo possível.

Reparem que nesse momento de reconhecimento, o Aspirante não deve ter medo de tal entidade, mas utilizá-la como reforço para nossa coragem e determinação: “Nisso se baseia a perseverança e a fé dos santos“, como acabamos de ler no trecho do Apocalipse.

Afinal, deixou de ser oculto o motivo pelo qual há muito destino maduro para cumprirmos. Deixou de ser oculto o porquê sofremos tanto com penas, dores e restrições. Ao contrário, a partir daí nós temos plena e consciente condição de trabalhar para eliminar todos os débitos contraídos e sentirmos a eliminação deles todas as vezes que encararmos tal entidade.

Está aqui um dos motivos para que a nossa preparação, como Aspirante, é uma tarefa essencial, bem feita e indispensável para nos tornarmos um Auxiliar Invisível Consciente.

Perceba que quanto mais o mal fizermos, quanto mais desejos inferiores criarmos, mais alimento estaremos dando ao nosso particular Guardião do Umbral e mais ele crescerá.

Por outro lado, quanto mais nos esforçarmos para reparar o mal cometido, arrependendo-nos de dentro do nosso íntimo e procurando, de uma forma ou de outra, compensar esse mal com o bem, servindo altruisticamente, menos alimento estaremos dando ao nosso particular Guardião do Umbral e menos ele crescerá.

Se, ainda com isso, considerarmos o pagamento de nossas dívidas do destino contraídas nas vidas anteriores, o nosso particular Guardião do Umbral diminuirá de tamanho.

Outro alimento importante para o crescimento do nosso Guardião do Umbral é o temor, o medo. O medo não conduz a nada de bom, e representa a nossa falta de confiança em Deus e a falta de consciência de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (At 17, 28). Ao ter medo, esquecemos que nada pode existir fora de Deus e, que, portanto, Ele está onde estivermos. E que tudo trabalha para o bem final, pois: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar; até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá” (Sl 139,7).

Mas há mais alimentos que fazem o nosso Guardião do Umbral crescer: são as nossas dúvidas, nossas maldades, nosso egoísmo, nossa ignorância. Enquanto insistirmos em permanecer na condição irresponsável de: “não quero nem saber… o importante é gozar a vida… não quero nem pensar no depois… ou, o que é pior: só quero pensar se puder tirar algum proveito próprio” então, estaremos fornecendo alimento para o nosso Guardião do Umbral. No entanto, mesmo que permanecendo nessa condição, uma coisa ocorrerá com toda a certeza desse mundo: um dia enfrentaremos sozinhos nosso Guardião do Umbral, somente ele e cada um de nós.

Agora, se tomarmos a consciência de que o Guardião do Umbral é um elemental criado por nós mesmos e que o alimentamos com as nossas más ações, maus desejos e maus pensamentos, poderemos começar a trabalho de diminuir esse crescimento.

E mais, usando o nosso domínio próprio e muita força de vontade, poderemos eliminá-lo por completo, matando-o por inanição, por não mais alimentá-lo.

Mas esse trabalho exige persistência, persistência e persistência, senão: “Vi a primeira cabeça ferida de morte, mas a chaga mortal foi curada“, como lemos nesse trecho do Apocalipse, ou seja: se, uma vez começado, abandonarmos o trabalho de aniquilar o nosso Guardião do Umbral, ele voltará a crescer.

E todo esse trabalho começa aqui, durante a nossa vida no Mundo Físico. Mas como? Dedicando-nos a parte espiritual da nossa vida: sendo Cristão de fato, tendo fé, buscando o equilíbrio, mantendo uma atitude mental sempre positiva, sempre otimista, afirmando como o Salmista, quando for assaltado por pensamentos de medo, de dúvida ou por situações onde predominem tais sentimentos: “O Senhor é meu Pastor, não me faltará“; “Nada temerei, pois Deus está comigo” (Sl 22).

O cultivo desse equilíbrio implica no cuidado com o nosso Corpo de Desejos, com o controle das nossas emoções, nossos desejos e sentimentos e isso é uma tarefa muito difícil. Uma das maiores dificuldades nesse cultivo do equilíbrio está no que se refere ao egoísmo.

Muitos acham que não são egoístas. Pois bem, aqui está o primeiro passo: reconhecer o nosso egoísmo. Uma auto-análise nos mostrará onde estamos colocados. E não há auto-análise mais completa do que o Exercício de Retrospecção. Contrapondo-se com o nosso particular Guardião do Umbral está o resultado de todo o bem que temos feito em nossas existências passadas, inclusive nessa. Todo esse belo conjunto se chama “Anjo da Guarda”: essa personificação do bem em nossas obras, ainda que invisível, está sempre conosco nos impulsionando a trabalhar retamente, a sempre caminhar fazendo o bem. É um poderoso aliado a nossa luta de aniquilação do nosso Guardião do Umbral.

É importante sabermos que a condição de não assumirmos a responsabilidade de não mais alimentarmos nosso Guardião do Umbral, favorece fortemente o mal coletivo de toda a humanidade e que incita a qualquer um, principalmente os que possuem debilidades metais e fraqueza de caráter, a mais facilmente fazerem o mal que o bem. Afinal: “E toda a Terra, maravilhada, seguia a besta e adorava o dragão que tinha dado poder à besta, e adorava a besta dizendo: ‘Quem é como a besta e quem poderia lutar com ela?”‘.

(…) Foi-lhe dado fazer guerra aos santos e vencê-los. Recebeu poder sobre toda tribo, povo, língua e nação. E a adoraram todos os habitantes da terra“, como lemos nesse trecho do Apocalipse. Pois é um fato que todo o mal coletivo incorporado em todas as pessoas é uma força potente no mundo. É muito mais fácil deixar-nos levar pelas emoções e circunstâncias do que controlá-las e colocá-las sob o jugo da nossa vontade. É muito mais fácil deixar os pensamentos fluir do que criá-los e concentrá-los sob o poder da vontade. É muito mais fácil não fazer nada do que fazer o bem.

É muito mais fácil se conformar do que arregaçar as mangas e partir para a luta, afinal: ‘Quem é como a besta e quem poderia lutar com ela?’. Não é mesmo?.

Mas, as pessoas que se esforçam para reparar o mal feito no passado, para se armar para não cometer mais o mal, buscando viver uma vida pura e dedicada ao serviço amoroso e desinteressado são as que têm os seus nomes “escritos no livro da vida do Cordeiro imolado“, como dito nesse trecho do Apocalipse, ou seja: estão em acordo com os ensinamentos do Cristo, o Cordeiro.

Agora, aqueles que continuam a praticar o mal, que usam de sua posição para tirar proveito do próximo, que vivem como se essa fosse a única e verdadeira vida (mesmo depois de ter a oportunidade de saber que não é), esse: “irá para o cativeiro“, pois, pela Lei de Consequência “está destinado ao cativeiro“, ou esse: “pela espada morrerá“, pois “mata pela espada“, como também lemos nesse trecho do Apocalipse.

A esperança de que todos conseguiremos enfrentar e aniquilar, cada um o seu Guardião no Umbral, é dada quando se diz: “Foi lhe dada também uma boca para proferir palavras cheias de arrogância e blasfêmia e lhe foi concedido poder de agir durante quarenta e dois meses“. Ou seja: 3 anos e meio, metade de sete anos, tempo perfeito. Então, não será para sempre. Durará até que uma quantidade suficiente de Espíritos Virginais da onda de vida humana que evoluem aqui na Terra seja capaz de mante-la, tomando a rédea da nossa evolução e que, assim, todos os outros sigam esses Espíritos Virginais para o caminho para cima e para a frente no nosso esquema de evolução.

Nessa certeza da possibilidade de aniquilar, cada um, por meio de um trabalho sério, corajoso, determinado e aplicado, o seu Guardião do Umbral e assim, tornar um Auxiliar Invisível Consciente é que se “baseia a perseverança e a fé dos santos“.

Ou seja: de todos aqueles que compreenderam e assimilaram, e, portanto, vivenciam o ensinamento do Cristo que: “a messe é grande, mas os operários são poucos“.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

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