Categoria Filosofia

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Renúncia: cumprindo nosso dever

Renúncia: cumprindo nosso dever

“São doces os frutos do descanso que nos proporciona a libertação, mas ainda mais doces são os frutos que colhemos por termos cumprido o dever tedioso e amargo”.

O Homem deteve-se em frente do portal do Olvido da Terra; o primeiro dos sete portais do Céu: chamado Amor e Caridade. Levantou a mão para abrir a porta e titubeou reclinando-se sobre ela. Tinha vindo de muito longe. A porta entreabriu-se deixando a descoberto as maravilhas do Céu. Ali estava a perfeição tão ansiada!

Uma voz que surgiu de todos os lados falou, dizendo-lhe: “Nos mundos celestes, para se obterem as coisas basta só as desejas! Queres esquecer por completo o mundo dos homens?”. O homem meditou e disse: “Durante muito tempo ansiei esse olvido! Participei de todas as penas e alegrias do mundo”.

A voz disse-lhe: “Uma única condição te impõe o Céu: que só desejes os teus prazeres. Haverá no teu coração somente fome desses prazeres? Deixaste alguma sombra no caminho que acabas de percorrer?”.

O homem tardou em responder.

Falou pausadamente, como se a sua Mente estivesse singrando por dois caminhos. “Há muito tempo, disse, um sábio, na Terra, assegurou-me que nunca estaria sem um desejo. Compreendo agora que me disse a verdade.

Antes desejava ser um Mestre. Agora, que o sou, tenho um novo desejo: quero ser um servidor”.

No caminho que acabo de percorrer, passei por muitos. Uns estavam indecisos, outros perturbados, outros não podiam seguir porque estavam caídos. Devo regressar para ajudá-los.

“Só um servidor pode ser um verdadeiro Mestre”, disse-lhe a voz em tom tão doce que melhor parecera um sussurro.

“Em verdade te digo que és o meu filho amado e que em Ti estou comprazido. A compaixão é a Lei das Leis. Na sua essência universal encontra-se o amor eterno”. Abre as portas, meu filho, e conta as almas que há aqui”.

O homem olhou por longo tempo e não pôde ver uma só alma. Compreendeu que os Mestres, na sua compaixão, rejeitavam a bem-aventurança eterna enquanto houver no mundo um só ser que sofra e necessite de ajuda.

Compreendeu também que a Libertação nunca vem pela simples renúncia aos prazeres do mundo, mas sim aos prazeres do Céu.

A voz disse-lhe: “quando regressares ao mundo, meu filho, diz à Humanidade só uma verdade: que o conhecimento leva consigo a sua própria responsabilidade e aquele que o consegue deve servir mais. Porque assim como o conhecimento nos desperta a dor, é uma dor que termina ao começar”.

A mãe extenuada pelo trabalho ao parto descansa depois de ter dado à luz o seu filho; e suspirando cheia de felicidade, atrai para si a criaturinha e murmura: agora a vida será mais fácil.

Por cada Peregrino que renuncia aos prazeres no Céu, nasce um Salvador na Terra.

(Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross e publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 06/72 – Fraternidade Rosacruz –SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como fazer as coisas: nossos afazeres, deveres e trabalhos

Como Fazer as Coisas

Você já reparou como se formam as grossas raízes de uma árvore? À medida que elas mergulham no solo, vão se ramificando cada vez mais, até que, por fim, encontramos raizinhas finíssimas. Estas extremidades radiculadas são importantíssimas no metabolismo da árvore. Quem admira e exalta a árvore que se ergue do solo, não se lembra muitas vezes que ela depende dessas radicelas!

Você já pensou em como se formam os grandes rios? Acompanhe, mentalmente, um de seus afluentes; depois tome um afluente daquele e, assim, busque chegar ao início de uma das inúmeras correntes d’água. Lá você encontrará uma fontezinha, modesta, alegremente a cantar! Quem se lembra das fontezinhas quando contemplam e viajam pelo grande rio, obscuras e distantes, elas constituem as origens desse rio.

Você já reparou nos desenhos da circulação do sangue? O Corpo não poderia ser alimentado integralmente sem os finíssimos vasos sanguíneos.

Nem poderia, sem eles, processar a eliminação. Eles são essenciais no metabolismo.

A ideia e o desenho das bacias fluviais, das raízes e da circulação, em essência são iguais. Eles nos fazem pensar nas pequenas coisas de nossa vida. A humanidade deveria atentar mais para os pequeninos pensamentos, para os impulsos emocionais pequenos ou para os atos chamados insignificantes. Eles são as causas, as fontes, as radículas, os vasos dos atos maiores que aparecem como efeitos nesta Vida e se no livro “A Teia do Destino”, de Max Heindel, aprendemos: “Todo ato de cada indivíduo, manifesta no universo uma certa vibração. Segundo sua vibração, ele reagirá benéfica ou maleficamente sobre seu criador e seu ambiente. Você já pensou na contribuição de seus pequenos atos à harmonia ou desarmonia de seu lar ou de seu trabalho? Uma simples mente humana é incapaz de imaginar os reflexos todos e as incontáveis consequências de seus pequenos atos, no espaço de uns meses, anos e vidas! ”

Meditemos no significado dessa afirmação! Cada espírito, numa vida apenas, acumula milhões de pequeninos atos. 

Cada um deles vai reclamar uma resposta universal.

Sua essência continua reagindo sobre seu criador, a partir do momento em que se tornou “carne” não apenas na presente existência, como na seguinte e ainda mais longe, até que se esgote pela correção do caráter. Em outras palavras, o que fazemos agora terá uma conexão substancial com o que desejamos realizar, com a capacidade de realização, milhares de anos a partir deste momento. Veja que este pensamento é muito sério!

Muitas pessoas podem acreditar e asseverar que as pequenas ações não sejam importantes. Acham que apenas os atos mais importantes joguem um papel de destino maduro, principalmente os que envolvem outras pessoas (e, espiritualmente, pouquíssimos atos não atingem nossos semelhantes).

No entanto, quando olhamos a vida de um ponto de vista global – tal como a visão de uma bacia fluvial vemos claramente que nenhuma ação é insignificante, por mais trivial ou ociosa que pareça. Uma corrente tem a fortaleza de seus elos.

Isto é certo para uma corrente de metal como para uma corrente de ações individuais ou coletivas. No fundo de um gênio, de um campeão olímpico, de um artista, encontramos milhares de pequenos esforços, persistentemente dirigidos a um objetivo. Igualmente num líder que facilmente vence os desafios. E da mesma forma num fracassado ou num ladrão.

Naturalmente acumulamos muitos pequeninos esforços bons e maus. Ninguém é inteiramente bom ou mau. Assim, o bem final que poderíamos obter dos bons esforços, ficam debilitados pelos pequeninos atos maus. Isso nos serve de advertência para vigiar as pequeninas coisas de nossa vida.

Acompanhando o fio de uma vida individual, vemos aqui e acolá surgirem os momentos críticos de desafio, que vão exigir o melhor da pessoa. Mas, se descuidamos da formação de nossa moral, se negligenciamos depositar no “Banco interno” os pequeninos esforços diários de autocontrole e amor desinteressado, então, ao chegarem os desafios, buscamos ansiosamente os recursos e não os encontrarmos. Aí vêm os infartos, as diabetes, os derrames, os desequilíbrios nervosos, tão comuns do mundo moderno. É uma vergonha para nossa cultura e avanço científico não compreendermos essas coisas elementares. E se compreendemos e as negligenciamos, então erramos duas vezes. Infelizmente, as pessoas estão muito ansiosas para usufruir as coisas materiais e não têm tempo. Querem resolver tudo no mais curto prazo de tempo possível, atacam os efeitos. Buscam livrar-se da advertência da dor e continuam agindo do mesmo modo que ocasionou o mal.

Um dia chega a crise, que é também um acúmulo de pequenos abusos. E quando essa crise não se desfecha nesta vida há de vir em outra, a menos que a pessoa tome outros rumos. Alguns raros indivíduos persistem tanto no mau caminho que seus pequeninos atos o acabam levando a constante “azar” como se costuma dizer. Mas a sorte e azar são consequências justas de nossos atos passados.

Um ponto importante é a intenção com que realizamos nossas atividades rotineiras. A dona de casa que faz alegre e amorosamente suas tarefas, que enche de harmonia seu lar beneficia os que nele estão e recolhe para si crescentes benefícios futuros.

Além disso, o trabalho se vai aperfeiçoando pela dedicação. Contrariamente, aquela que vive se queixando “de seus fardos e monotonia” realiza de má vontade as tarefas. Elas ficam malfeitas, a casa se enche de aborrecimento e desarmonia e essa atmosfera afetará desfavoravelmente a todos que nela residem ou entrem. Mais que isso, essa dona de casa estará acumulando maiores dificuldades futuras.

São Paulo apóstolo nos exorta “a fazer todas as coisas para a glória de Deus”. Se realizamos nossos afazeres com tal intenção, aí eles se tornam importantes, belos e agradáveis, por mais humildes e desagradáveis que pareçam.

Não é a importância ou humildade da ação que propriamente conta. Vale mais a intenção com que é feita e o sacrifício de si mesmo, tal como nos ilustra o “óbolo da Viúva”, nos evangelhos, mas se o ato é grande e amoroso, naturalmente é maior.

Em favor da rotina, podemos acrescentar: quando ela é feita com amor e atenção, vamos adquirindo perícia e, ao mesmo tempo, planejando melhores formas de execução.

Essa é a base do aprimoramento, que economiza trabalho, tempo e gasto além de enriquecer nossa capacidade epigenética. Precisamos de compreender que, do ponto de vista evolutivo, mais vale fazer bem as pequenas coisas rotineiras do que pular de uma a outra grande realização, sem dominar nenhuma. Que isto sirva de meditação para os que se acham aborrecidos com o seu ramerrão. Por mais brilhante que seja o indivíduo, a inconstância o retarda.

Ela equivale ao amontoar tijolos esparsos, aqui e acolá, em vez de alinhá-los sob determinado plano, para edificação de um templo. A rotina é também importante nos assuntos espirituais. A repetição de um ritual de efeitos ocultos definidos acaba construindo o templo etérico. É o que sucede na Fraternidade Rosacruz. Aprendemos que a nota-chave do Corpo Vital é a repetição. O Corpo Vital tem o poder de movimentar o inerte Corpo Denso, mas só o consegue por meio da repetição, da prática. Qualquer profissão ou habilidade pressupõe a repetição sistemática.

Devido a isso se costuma dizer que:” “todo desenvolvimento oculto começa pelo exercitamento do Corpo Vital”.

Mas devemos estar alertas e ativos para que, através desse meio, possamos promover o desenvolvimento intelectual e espiritual, em grande potencial, para a Idade de Aquário que se aproxima.

A própria rotina de nossa vida material foi prevista pela evolução para que, por meio da repetição possamos despertar plenamente nossos Corpos Vitais, precisamos de corrigir nosso atual conceito de “dever” como algo odioso. Se nos rebelamos contra o que chamamos de “monotonia”, acabamos retardando nossa evolução. O brasileiro e demais latinos devem compreender muito bem esse ponto. Que isso os estimule a lutar contra o desejo de mudanças e novidades e aproveitem as oportunidades para tornar a rotina numa alavanca de evolução. No começo não será fácil, mas depois acabarão fazendo com amor suas tarefas materiais e os deveres espirituais (preces, exercícios de concentração e meditação matinais e o de retrospecção noturna). A prática fiel desses exercícios constitui dificuldades para nossos estudantes, porque não aprenderam a gostar da rotina e nem a executar como recomendamos aqui. Entendamos bem seu alcance para que possamos amá-la. Disse Max Heindel a respeito dos exercícios: “persistência e mais persistência; ela é que nos traz resultados, quer no plano material, quer no plano espiritual”.

Nossas ações devem ser levadas a cabo com uma atitude de devoção, discernimento e determinação, para que se tornem realmente valiosas, para nós e para os demais, agora e num futuro distante. Quando desejamos servir a Deus em tudo que fazemos, aí infundimos humildade, reverência, previsão e criatividade nas tarefas. Procuraremos expressar a vontade de Deus e não a nossa.

Desse modo, nossos propósitos vão se aproximando e coincidindo com os de Deus. Ademais, quando compreendemos que o amar a Deus depende de amar e servir nossos semelhantes, passamos a cumprir as tarefas mais monótonas com espírito de amor, considerando mais o modo de realizá-la do que sua importância ou natureza intrínseca.

Tudo isto nos conduz ao discernimento. Se algo é digno de ser feito, vale a pena fazê-lo bem. O “prefácio” para qualquer ação deveria ser: É digna de ser feita? Qual o seu objetivo? A quem beneficiará? Ela é compatível ou contrária à Lei natural? Nossas motivações, ao executá-la, são egoístas ou altruístas? Se a nossa intuição e conhecimento oculto aprovam as respostas, é o sinal de que o trabalho merece realização.

Nosso tempo é limitado. Portanto escolhamos bem o que fazer e o melhor modo de fazê-lo. Algumas pessoas têm mais capacidade de previsão, mas ela pode ser desenvolvida pela prática. Se cada ação, por menor que seja, conta, seja bem pensada e altamente motivada.

Eis outro fator igualmente importante no reto agir: a determinação. Está intimamente ligada com o primeiro passo: a repetição racional. Uma vez que decidamos realizar algumas coisas, é mister evitar a indiferença e desânimo ante os fracassos ou desafios de sua execução, mormente na etapa inicial. Talvez seja necessário mudar alguma coisa ou simplesmente continuar fazendo e aprimorarmo-nos com isso. A obra é digna de ser feita. Devemos alcançá-la com êxito. Também é possível que nosso plano inicial, por honesto que seja, resulte deficiente no curso da ação.

Nesse caso, não nos resta outra alternativa senão a de pensar novamente no assunto, à luz da experiência; consultar alguém que saiba melhor que nós; e continuar tentando, sem nos arrefecermos ante os malogros.

Aprendemos mais com os fracassos do que com os êxitos.

Finalmente advertimos contra o terrível anestésico da vontade e da realização: a preguiça. A ociosidade e indiferença que nascem da indolência são mais danosas que o mau planejamento e egoísmo para a evolução física e espiritual. O propósito da vida sobre a Terra é a experiência e só podemos obter pela firme vontade de realizar, de fazer as coisas. Mais vale um grama de realidade do que um quilo de sonhos. “A fé sem obras, é morta”.

As faculdades e propensões que armazenamos, para uso futuro, nascem das reações e experiências suscitadas pelos atos. Se nos permitimos desperdiçar o tempo na preguiça, recolheremos poucas experiências. Em tal caso, é lógico esperar que o aguilhão de Saturno, através da necessidade, nos venha espicaçar. A inatividade temporária é muitas vezes prudente, para refazer a saúde e recomeçar com mais método; ou então deixar que as coisas se aclarem. Mas isso não deve ser confundido com a indolência que muitos, infelizmente, se permitem por ignorância dos assuntos espirituais.

A atividade é a essência da vida. A natureza não conserva nada inútil: ou se ativa, e vive e cresce; ou se atrofia e morre. Mas a atividade deve ser planejada, estudada segundo a reta conduta que temos o privilégio de conhecer, por meio da Fraternidade Rosacruz.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/73 – Fraternidade Rosacruz –SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Bondade tem que ser uma Força

A Bondade tem que ser uma Força

Durante a nossa jornada de purificação, quando nos esforçamos por mudar seriamente de vida e tornar-nos cada vez melhores, corremos o risco de acabar parecendo tolos, dando ensejo a que pessoas mal avisadas interpretem nossa bondade, baseadas em seus próprios padrões, como sinal de fraqueza. Daí podem surgir situações difíceis que vão exigir tremendos esforços de nossa parte para que sejam corrigidos todos os enganos, e as coisas repostas em seus lugares. Na verdade, leva um bom tempo até que nosso esforço para ser melhores apareça revestido de sua própria verdade sob sua real aparência. Antes disso, há um longo caminho de burilamento interno para que se chegue a adquirir o aspecto de tranquilidade, paz e desprendimento real, que não poderá mais ser confundido com a aparência de uma pessoa tola e desavisada. Para isso, nossa “bondade” deve adquirir força em si mesma, criada não só pelos nossos bons propósitos, mas principalmente pelas nossas boas realizações.

O exemplo máximo de força encontramos em Cristo Jesus, que era bom, justo, honesto, manifestando todas as qualidades superiores que eram raras na humanidade de seu tempo. Essas qualidades eram fortes e se sobrepunham às iniquidades e fraquezas dos que o cercavam, fazendo-o amado por uns e temido por outros. E foi por temor a força dessas qualidades que o crucificaram. Mas embora fosse Cristo um enviado do Pai para sacrificar-se por nós, redimindo nossos erros pelo seu sangue derramado na cruz, é seu exemplo que temos de seguir, para que seja possível despertar a força que existe em nós, e que é Deus em nosso próprio íntimo.

Porque, só quando pudermos nos apoiar nessa força é que alguma coisa começará a dar frutos, no longo caminho de preparação que vimos trilhando. Esses frutos, porém, muitas vezes poderão parecer fugazes, como se a força conquistada em bem nos esteja fugindo, fazendo com que nos sintamos subitamente sós e desamparados.

Mas, embora isso aconteça, não será prova de que Deus nos abandonou e retirou de nós a sua força.

Pelo contrário: vem provar que Ele está ainda mais próximo, a ponto de nos permitir experimentar nossa própria solidão e nos fazer compreender e sentir que Ele é também essa solidão, que Ele também está no nosso desamparo.

Uma coisa é certa: nunca estamos sós. Deus está sempre presente, e é a nossa constância no Bem, nossa permanência na Verdade, que nos levará a sentir cada vez mais real a Presença Divina. Mesmo que a impressão dessa Presença mude, que já não se manifeste como apoio, como graça, como auxílio, mas como percalço, como dura experiência, mesmo assim, ela, é Presença, está ali cada vez mais perto e mais sutil; não como uma força externa, mas como Poder dentro de nós mesmos, como aquisição conquistada pela nossa própria permanência na fé. E esta deve ser a nossa maior esperança quando tivermos que colocar à prova a nossa bondade, num mundo que nem sempre encontraremos preparado para recebê-la.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/73 – fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Porque o Método Rosacruz de Desenvolvimento é Ocidental

Porque o Método Rosacruz de Desenvolvimento é Ocidental

Dizer que a Fraternidade Rosacruz é uma escola preparatória aos mistérios do ocidente não contradiz o sentido de universalização para que tende o Cristianismo Esotérico. Tal como o Sol vem de leste para oeste, a luz da espiritualidade seguiu a mesma direção ao longo da evolução humana.

Confúcio na China; Buda na Índia, Pitágoras na Grécia, foram progressivos marcos da trajetória brilhante do Sol da espiritualidade, dirigindo a evolução religiosa cada vez mais para o oeste. Depois surgiu Cristo. Sua influência predomina, por enquanto, no ocidente até que por todo o mundo os demais Egos se universalizem e se libertem dos laços restritivos da raça e da tradição. No ocidente estão os seres mais evoluídos da Terra, em sentido geral, seres que em outras vidas já tiveram encarnações no oriente.

Agora renascem nessa parte do globo para receberem ensinamentos equivalentes ao seu estado evolutivo. Pode parecer, ao menos avisado, que o oriente, em questão espiritual esteja na vanguarda. Engano. Aqueles Egos se encontram na curva descendente da evolução, prestes a atingir o nadir da materialidade, pelo qual já passaram os ocidentais. Em futuro não muito distante viverão os mesmos problemas que nós, para adquirirem a experiência da vida material. Já se afastam, pouco a pouco, das vivências predominantemente subjetivas para mergulharem na conquista do mundo material, requisito indispensável à evolução, no presente estágio de desenvolvimento da humanidade. Entretanto, os ocidentais, subindo o arco ascendente da escala evolutiva, estão alcançando condições cada vez mais espiritualizadas, Corpos físicos mais refinados e Mentes mais dinâmicas.

Os métodos de realização oriental e ocidental são bem distintos, conquanto tenham em comum alguns princípios doutrinários como a Lei do Renascimento, a Lei de Causa e Efeito, etc. No método oriental, o neófito se subordina ao guru (Mestre) e condiciona seu desenvolvimento à completa aceitação do que lhe é ensinado. No método ocidental, fundamentalmente individualista, se busca, desde o princípio, libertar o neófito de todas as influências externas que lhe dificultam a livre manifestação do Ser.

O método ocidental respeita em cada aspirante o acervo individual de experiências passadas que lhe formaram a natureza, a índole, o temperamento, o caráter, enfim, sua particular e total estrutura Egóica, diferente da de qualquer orientador externo. O método ocidental lhe dá, ao mesmo tempo, meios de realização e deixa o desenvolvimento na dependência exclusiva de sua iniciativa, esforço e perseverança.

A questão Iniciática não é simples, como podem fazer crer os ignorantes e os charlatães. A Escola Rosacruz exorta seus membros a não pensar em voos de alma e a se dedicar de todo coração e vontade ao aprimoramento do caráter, mediante o serviço amoroso e altruísta aos demais, pelos meios de iluminação que põe dadivosamente à disposição de todos. Isso concorda com os Evangelhos: “procure primeiramente o Reino dos Céus e Sua justiça e o demais virá por acréscimo”.

É importante que saibamos distinguir, para nossa orientação e dos demais, o método ocidental de desenvolvimento. 

Como diz Max Heindel: “Buda pode ter sido a luz da Ásia, mas Cristo é a luz do mundo”. Assim como a luz do Sol

ofusca o brilho das mais radiantes estrelas, tempo chegará em que o verdadeiro cristianismo ofuscará todos os demais sistemas doutrinários para inteiro benefício da própria humanidade

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/73 – fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Preparação para o Renascimento: construção de uma nova Mente e um novo Corpo de Desejos

Pergunta: Qual o estado do Espírito antes do renascimento?

Resposta: Antes de imergir na matéria, o Tríplice Espírito está nu, tendo apenas consigo as forças dos quatro Átomos-sementes, os núcleos do Tríplice Corpo (Corpos: Denso, Vital e de Desejos e a Mente)

Pergunta: O que poderia ser comparado com a sua descida?

Resposta: A descida se assemelha à colocação de vários pares de luvas de crescente espessura nas mãos.

Pergunta: O que ocorre primeiramente?

Resposta: As forças da última existência são despertadas de seus estados latentes no Átomo-semente. Daí, começa o processo de atração dos materiais das mais altas subdivisões da Região do Pensamento Concreto.

Pergunta: Como se efetua?

Resposta: Na forma similar àquela do magneto que atrai a limalha de ferro. Se passarmos o magneto sobre uma porção de pedacinhos de metal, vê-lo-emos fazer uma seleção. Atraindo apenas o ferro e, mesmo assim, apenas na quantidade de sua possibilidade de atração.

Pergunta: Como esse exemplo se aplica ao Átomo-semente?

Resposta: A mesma coisa acontece com o material pelo qual tem afinidade e nada além do que uma definida quantidade.

Pergunta: Qual o tipo de Corpo produzido?

Resposta: Assim o veículo que se constrói ao redor desse núcleo se torna uma exata contraparte do veículo correspondente à última vida, menos o mal expurgado e mais a quintessência do bem incorporado ao Átomo-semente.

Pergunta: Qual a forma que o material atraído assume?

Resposta: O material selecionado pelo Tríplice Espírito assume a forma de um grande sino, aberto inferiormente e com o Átomo-semente localizado no topo.

Pergunta: Com o que poderia se comparar a descida, desse sino?

Resposta: Se concebemos essa ilustração espiritualmente, podemos compará-la ao mergulho de um escafandro em um mar de fluidos de crescente densidade.

Pergunta: A que corresponde isso?

Resposta: Corresponde às diferentes subdivisões de cada Mundo. A matéria tomada na contextura da forma com aparência de sino, vai tornando-a cada vez mais pesada. Assim ela vai mergulhando nas subdivisões mais inferiores, na medida em que vai atraindo a cota correspondente de material de cada subdivisão da Região do Pensamento Concreto até que o revestimento de uma nova Mente se complete.

Pergunta: Qual o processo adotado em relação ao Corpo de Desejos?

Resposta: Depois de passar pelo Mundo do Pensamento, a forma com aparência de sino entra no Mundo do Desejo, onde as forças do Átomo-semente do Corpo de Desejos são despertadas, se situando aquele ainda no topo do sino, porém, na sua parte interior. Desse momento, então, se inicia a descida através das sete Regiões do Mundo do Desejo, se desenvolvendo o mesmo processo de atração do material de cada Região daquele Mundo, na medida determinada pela capacidade do Átomo-semente.

Nessa altura a forma com aparência de sino possui já duas camadas: o revestimento da Mente por fora e o novo Corpo de Desejos por dentro.

(Revista: Serviço Rosacruz – 11/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sugestões para Meditação e Concentração

Sugestões para Meditação e Concentração

Todos nós sentimos por vezes a necessidade urgente de enviar pensamentos de ajuda a alguém; contudo, por muito grande que seja o nosso desejo, só os pensamentos concentrados têm a força suficiente para atingir o seu destino. Devem ser dirigidos numa única direção para que, como os raios do sol concentrados numa lente de aumento, possam acender o fogo do seu objetivo. O candidato à vida superior deve aprender a controlar e a canalizar os seus pensamentos; por meio dum esforço persistente conseguirá concentrar perfeita e voluntariamente a sua Mente, em qualquer altura desejada.

Mas como o método de concentração é frio e intelectual, o aspirante dos Ensinamentos Ocidentais tem que o desenvolver utilizando simultaneamente a meditação e oração. No “Conceito Rosacruz do Cosmos” Max Heindel diz-nos que o ‘candidato à vida espiritual realiza a união da natureza superior e inferior através da meditação’ cujos temas elevados lhe mostram a natureza dos mundos superiores e descobrem a realidade do Bom, do Verdadeiro e do Belo. A sua ambição torna-se a seguir constantemente a inspiração do seu Eu Crístico.

A concentração intensa constrói uma forma de pensamento viva, uma imagem clara e verdadeira. A meditação, por sua vez, ensina-nos muito sobre essa forma de pensamento e permite-nos encontrar a maneira de a relacionar com o mundo. Na concentração localizamos toda a nossa atenção num só tema ou ideia donde a meditação extrai depois todo o conhecimento possível.

Como introdução aos exercícios de concentração e meditação, o Estudante pode utilizar a ‘Oração’ que Max Heindel nos deixou no livro Véu do Destino: “AUMENTA O MEU AMOR POR TI SENHOR, PARA QUE EU POSSA SERVIR-TE MELHOR A CADA DIA QUE PASSA. FAZE COM QUE AS PALAVRAS DOS MEUS LÁBIOS E AS MEDITAÇÕES DO MEU CORAÇÃO SEJAM SEMPRE AGRADÁVEIS A TUA PRESENÇA, Ó SENHOR, MINHA FORÇA E MEU REDENTOR”.

Repita-a várias vezes, devagar, destacando a primeira ideia na primeira vez, depois a segunda na segunda vez, a terceira na terceira, e assim sucessivamente, durante alguns minutos. Termine-a então com o método de concentração que tenha vindo a praticar. Gradualmente verificará muito maior facilidade nos exercícios de concentração e meditação, sem dúvida difíceis de executar.

Pode variar este método com qualquer outro que se coadune mais consigo. Tome por exemplo, a frase: “DEUS É LUZ. SE ANDARMOS NA LUZ, COMO ELE ESTÁ NA LUZ, HAVERÁ FRATERNIDADE ENTRE NÓS”. Repita essa ideia várias vezes, sempre devagar, como expusemos acima. Um dos métodos sugeridos por Max Heindel é a repetição pausada dos primeiros cinco versos de São João.

Este plano não é mais do que uma sugestão para aqueles que sentem dificuldade em concentrar-se e permite o desenvolvimento gradual, e uma maior eficiência na realização destes exercícios.

‘Que as rosas floresçam em vossa cruz’

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Mundos Visível e Invisíveis

Os Mundos Visível e Invisíveis

O universo é a grande escola de treinamento de Deus. Como parte particular desta vasta escola, estamos agora presenciando acontecimentos e mudanças de vulto que provocam uma crescente necessidade de obtermos melhor conhecimento da razão de ser da existência. “Que significa tudo isso?”, perguntamos, e “Que significa isso para mim?”.

A chave do progresso pode ser resumida no aforismo antigo: “Homem, conhece-te a ti mesmo”. O primeiro passo no conhecimento de nós mesmos e das nossas relações com as forças cósmicas é compreender alguma coisa dos mundos em que vivemos, desde que as leis que agem no Cosmos inevitavelmente afetam nossa vida pessoal, individual.

Para a maioria das pessoas existe apenas um Mundo: o globo físico, denso, em que vivemos. Os Mundos suprafísicos não são visíveis para o indivíduo comum, porque este ainda não desenvolveu os sentidos mais elevados e sutis, necessários para entrar em contato com aqueles. Estes Mundos superiores são os mundos da causa, e o estudo das lições da Fraternidade Rosacruz habilitarão o estudante a avaliar satisfatoriamente as manifestações visíveis no Mundo Físico, bem como a regular sua vida de tal modo que passará a exprimir mais harmonia e mais plenitude em todos os planos.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 11/73 – fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Pergaminhos do Mar Morto

Os Pergaminhos do Mar Morto

O Cristianismo, tal qual todas as religiões, tem dupla natureza interna, oculta, esotérica, verdadeiro repositório de ensinamentos profundos, e uma exterior, exotérica, superficial, formal, contendo princípios cuja finalidade é manter a união do agrupamento e coibir, as mais das vezes, coercitivamente, os arroubos da natureza inferior.

Ao arcabouço esotérico de uma religião só tem acesso seus membros mais avançados, aqueles já iluminados pela pureza e desinteresse. Os menos evoluídos se satisfazem em gravitar em torno de cerimoniais – que raramente entendem – e aspectos exteriores de culto. Assim, permanecem atados a letra que mata e não ao espírito que vivifica, até capacitarem-se a dar um passo maior. São Paulo, Apóstolo, dava “leite as criancinhas” e “alimento sólido” aos fortes na fé.

Cristo se dirigiu as multidões por meio de parábolas, mas aos Discípulos revelava o conteúdo transcendental de Sua Doutrina.

Por suposto, o Cristianismo Esotérico contém a essência dos ensinamentos do Mestre, princípios esses encontráveis nas entrelinhas dos Evangelhos, por quem possui a “chave” para tal.

Tanto as traduções do Antigo como do Novo Testamento, sofreram interpolações e modificações, involuntária ou propositadamente, por parte de copistas e tradutores. Encontramos referências a isso no Conceito Rosacruz do Cosmos, de Max Heindel, e na Patrologia Grega, de Orígenes . Não é difícil imaginar como houve confusões e distorções.

Os Rosacruzes, porém, mercê de suas investigações na Memória da Natureza, oferecem o sentido real dos ensinamentos bíblicos.

Em 1947, ocorreu um fato muito auspicioso: foram descobertos oito rolos de pergaminhos numa gruta localizada nas proximidades do mosteiro de Qunram, as margens do Mar Morto. Sete desses documentos foram decifrados e estudados, revelando importantes informes a respeito do Cristianismo, confirmando muita coisa ensinada pela Fraternidade Rosacruz.

Sabe-se que foram elaborados pelos Essênios. Estes, constituíam uma terceira seita entre os judeus. As outras duas eram os saduceus e os fariseus.

A comunidade essênia, todavia, era bem diferente. Formada de pessoas mais devotas e espiritualizadas, vivia uma vida de pureza e serviço, em contraste com as outras. Sabe-se, também, que vários apóstolos e alguns personagens destacados dos Evangelhos, pertenceram a essa seita.

Agora, outra informação: o oitavo e último rolo de pergaminho foi, finalmente, decifrado e estudado, conforme notícia abaixo transcrita, publicada no jornal Folha de São Paulo, edição de 25 de fevereiro de 1979.

“BERKELEY, CALIFORNIA, (UPI)”
– Os últimos e mais completos pergaminhos do Mar Morto foram finalmente publicados e fizeram revelações novas e importantes a respeito da origem da doutrina cristã sobre o sexo, o casamento e o divórcio, disse o professor Jacob Milgrom, da Universidade da Califórnia.

Denominado “Pergaminho do Templo” por se referir em grande parte à reconstrução do templo de Jerusalém, o documento recentemente publicado, contém um código de comportamento ético que proíbe o divórcio e a poligamia. É também a favor do celibato, pais proíbe o uso do sexo dentro dos muros de Jerusalém.

O novo rolo de pergaminhos e o último dos oito documentos muito bem preservados encontrados por um jovem beduíno em uma caverna perto do Mar Morto, em 1947. Sete outros rolos de pergaminhos já foram decifrados e estudados durante a década de 50, mas o “Pergaminho do Templo” só foi descoberto quando Israel ocupou os territórios árabes, na guerra dos seis dias, em 1967.

O pergaminho foi encontrado em uma caixa de sapato escondida debaixo do assoalho de uma loja árabe, cujo proprietário tinha sido envolvido na compra de documentos antigos.

Nos últimos dez anos o pergaminho foi cuidadosamente desenrolado e decifrado por Yigael Yadin, professor universitário e atualmente vice primeiro ministro de Israel.

Trata-se do mais longo rolo de pergaminho até hoje encontrado, com 19 páginas e 8,53 metros de extensão. O professor Milgrom foi o assistente de Yadin na obra de restauração do documento.

“Em minha opinião, este é provavelmente o pergaminho mais importante”, disse Milgrom numa entrevista. “Antes de mais nada, neste pergaminho Deus fala na primeira pessoa. Isso quer dizer que se trata de revelação. É sua palavra autorizada”.

Milgrom disse que o “Pergaminho do Templo” “vem lançar nova luz sobre as origens de muitas doutrinas cristãs”.
O documento diz, por exemplo, que todos os que “aspirarem viver à sombra do templo, em permanente estado de santidade, devem viver uma vida de solteiro”. Proíbe também a prática de relações sexuais em qualquer parte dentro da cidade de Jerusalém.

Os rigorosos mandamentos de pureza em torno do templo e dos sacrifícios excluem a satisfação de necessidades higiênicas dentro de Jerusalém e até mesmo a defecação em qualquer lugar durante sábado judaico. Proíbe, também “ao rei mais de uma mulher e diz que ele não se deve casar novamente, enquanto sua mulher estiver viva”, disse Milgrom. “As implicações são evidentes. O divórcio é proibido”.

Pela primeira vez, vemos que as opiniões sobre o matrimônio e o divórcio expressas dentro de certas tendências nos Evangelhos do Novo Testamento, podem traçar sua origem nos ensinamentos desta seita, anterior a época de Jesus Cristo pelo menos um século e meio”. Milgrom observou que o divórcio e poligamia não eram proibidos no Antigo Testamento.

Os pergaminhos foram encontrados perto da comunidade de Qunram, que floresceu desde mais ou menos a metade do século segundo antes de Cristo até, a época da Invasão Romana, no ano 67 de nossa era. Essa comunidade era formada “por uma seita marginal dentro do judaísmo”.

Os dissidentes da seita se refugiaram nas cavernas do Mar Morto para escapar a “poluição” que afetava Jerusalém por causa dos líderes fariseus, disse Milgrom.

O pergaminho do templo não apenas traça os planos para a reconstrução do templo de Jerusalém, quando a seita voltasse ao poder, após uma guerra catastrófica, mas “prescreve leis totalmente novas e dá interpretações também novas sobre as leis antigas”.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/79 – fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: É possível para uma mãe que passou ao Mundo invisível ajudar seus filhos direta ou indiretamente? Ela materializa mãos carnais para isso, ou recorre a outros meios para ajudá-los?

Pergunta: É possível para uma mãe que passou ao Mundo invisível ajudar seus filhos direta ou indiretamente? Ela materializa mãos carnais para isso, ou recorre a outros meios para ajudá-los?

Resposta: A Sociedade de Pesquisa Psíquica investigou vários casos nos quais foi verificado que a mãe se materializava a fim de salvar seus filhos pequenos de desastres ou acidentes. Não há dúvida que muitas jovens mães continuam presas à terra por um longo tempo devido ao amor que sentem por seus filhos pequenos e desamparados. Temos a certeza que se elas pudessem, manifestar-se-iam frequentemente para ajudá-los e confortá-los, mas, tendo-se rompido o Átomo-semente por ocasião da morte, elas não são capazes de atrair para si nem mesmo a matéria gasosa mais tênue que as tornaria visíveis, a não ser em pouquíssimos casos em que a necessidade é tão grande que gera na mãe um desejo intensamente dinâmico que, por um momento ou dois, compele os átomos físicos a penetrar no seu corpo, habilitando-a a realizar o que deseja. Ela realiza assim uma proeza mágica, sem saber como a fez e, naturalmente, não poderá repeti-la a menos que circunstâncias semelhantes aconteçam.

Nesse aspecto, as pessoas que passaram para os mundos invisíveis diferem radicalmente dos Auxiliares Invisíveis que deixam seu corpo sempre que desejarem.

Para eles, o Cordão Prateado permanece intacto, o que lhes proporciona uma ligação contínua com o Átomo-semente físico. Portanto, seu magnetismo é posto em ação e é necessário que o Auxiliar Invisível exerça um esforço subconsciente para impedir que as partículas físicas fluam para o veículo etérico no qual viaja. Por outro lado, quando ele deseja ajudar alguém que está em perigo, ou quer executar um certo trabalho, ele materializa uma mão ou um braço com a maior facilidade, permitindo, conscientemente, que os átomos físicos existentes ao seu redor fluam em direção a matriz etérica. Uma vez cumprida a tarefa desejada, outro esforço de pensamento espalha os átomos estranhos e desmaterializa a mão ou braço. Assim, por exemplo, ao trabalhar dentro do corpo de um paciente para manipular um órgão doente ou estancar o sangue de uma artéria, temporariamente dedos são formados com a carne do paciente, sem que isso lhe cause o menor desconforto e, uma vez a tarefa concluída, eles são imediatamente dissolvidos.

(Perg. 128 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Sexto Sentido

O Sexto Sentido

Há seres humanos que possuem um “sexto sentido”! Na maior parte das vezes esse sentido se manifesta independentemente da vontade de quem ‘o possui (clarividência “negativa”). As manifestações mais comuns são as de previsão de desastres, mortes, incêndios, etc.

Bem conhecida é a visão do famoso Swedenborg, que, visitando uns amigos em Gotemburgo, Suécia, longe da sua cidade natal, começou subitamente, no meio de uma conversação, a dar vivos sinais de inquietação e de pavor. Retirou-se da sala várias vezes, nervoso, agitado, possuído de uma angústia horrorosa. Os amigos o contemplavam, temendo um acesso de loucura. Por fim Swedenborg resolveu-se a dizer o que via. Em sua terra natal, nesse momento, um grande incêndio irrompera. O fogo tomava proporções fantásticas! Ameaçava sua casa! Ele respirava ofegante, com o suor a escorrer pela testa e o rosto convulso.

Passou-se algum tempo. A sua expressão facial foi serenando, e mostrou uma expressão consolada enquanto contava que a sua casa estivera em perigo, mas felizmente o fogo tinha sido detido, duas casas antes de ter chegado à sua.

Todos julgaram que aquilo não passara de uma alucinação. Continuaram a se divertir, sem se preocuparem mais com as visões de Swedenborg. Três dias depois chegava a comunicação (naquela época as comunicações eram difíceis) do pavoroso incêndio previsto pelo visionário.

O “sexto-sentido” é na verdade uma coisa plenamente admitida hoje em dia, embora a sua exploração científica esteja ainda em sua fase primária. Casos como o que relatamos, de visões de imortal, confirmados por notícias posteriores, são comuns. Existe um caso em que foram postas duas casas no seguro, em virtude visões semelhantes. Quando as casas foram destruídas a companhia de seguros moveu um processo contra o clarividente segurado, afirmando que o incêndio fora criminoso.

Desse modo as faculdades visionárias de certas pessoas têm sido comprovadas por autoridades policiais e jurídicas.

(Max Heindel – Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 09/72 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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