A saúde do ser humano está completamente relacionada com a condição do Corpo Vital.
Esse veículo interpenetra o Corpo Denso e se estende além da periferia desse último aproximadamente quatro centímetros. É composto de quatro Éteres: O Éter Químico, que permite a assimilação dos elementos para o crescimento físico, o Éter de Vida, que trabalha para a propagação da espécie, o Éter Luminoso, que abastece o corpo físico com o calor e através do sistema nervoso e dos músculos, abre a comunicação com o mundo exterior através dos sentidos, e o Éter Refletor, que permite ao Ego dominar seus veículos para a ação no mundo material por meio do pensamento. O Éter Químico e o de Vida formam a matriz dos Éteres inferiores e o Éter Luminoso e Refletor formam a matriz dos Éteres superiores.
O Éter Químico e de Vida formam uma matriz para o Corpo Denso, e cada molécula do corpo está encaixada em uma malha de Éter que o permeia e infunde-lhe vida. Por meio desses Éteres as funções físicas, tais como assimilação, excreção, respiração, etc., são conduzidas. A densidade e consistência dessas matrizes de Éter determinam o estado de saúde.
Aqueles que possuem a visão etérica podem observar que a doença se manifesta no Corpo Vital antes de se manifestar na parte correspondente do corpo físico. Do mesmo modo observa-se que a melhoria da condição da pessoa doente, ocorre primeiramente no Corpo Vital e depois na contraparte física.
Durante a saúde, o Corpo Vital especializa uma superabundância de força solar, que se irradia, em linhas retas, a partir da periferia do Corpo Denso, combatendo germes hostis à saúde. Quando, devido à vida imprópria, o Corpo Vital torna-se extenuado e incapaz de atrair para si suficiente energia solar, sua irradiação torna-se deficiente e resulta em uma saúde debilitada.
Desde que a vida imoral endurece os Éteres do Corpo Vital é óbvio que é essencial para a saúde uma observância das leis espirituais que governam a vida dos seres. Quanto mais vivermos de acordo com os ensinamentos de Cristo, mais harmonia e bem-estar traremos para o Corpo Vital e, consequentemente, para a sua contraparte, o Corpo Denso.
(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – maio-junho/1995)
Os Estudantes da Filosofia Rosacruz sabem que Lúcifer, a falsa Luz da Época Lemúria, implantou a paixão, inaugurando a procriação do pecado e, consequentemente, o surgimento da tristeza, da dor e da morte. Sabem que Cristo, a verdadeira Luz da vindoura Nova Galileia, inaugurará a imaculada Concepção e pregou o Evangelho da redenção do pecado pelo amor.
É um fato científico que o estado do sangue afeta a Mente e vice-versa; sangue puro é, portanto, indispensável para uma mentalidade sadia.
Uma Mente pura pode transcender a paixão, somente um corpo são pode gerar outro corpo são. Os Irmãos Maiores da Rosacruz têm almejado curar o corpo para que possa abrigar uma Mente pura e um amor puro, pois cada purificação sobre o Corpo Físico é um passo adiante para o dia da vinda do Senhor, pelo qual todos nós anelamos mui ardentemente.
Essa é a razão para as atividades de cura e é o significado do nosso tema “Mente pura, Coração nobre e Corpo são”.
Essa declaração feita por Max Heindel deixa claro que a cura definitiva necessita de educação nos princípios ou nas leis superiores ou espirituais, que regem a vida do ser humano.
Não é suficiente que tenhamos nossas dores temporariamente aliviadas e nossas doenças temporariamente “curadas”. Devemos perceber que não podemos ter uma cura definitiva até que aprendamos a controlar nossos pensamentos, sentimentos e emoções.
Somente dessa maneira a causa espiritual da doença poderá ser removida de dentro de nós.
Temos sido egoístas, gulosos, ciumentos, intolerantes, mentirosos, desconfiados? Então podemos estar certos de que o nosso sangue foi afetado por esses desequilíbrios e que esse sangue contaminado foi transportado para dentro dos tecidos afetando todo o organismo.
Temos sido amáveis, bondosos, tolerantes, úteis? Então podemos estar certos de que esses pensamentos e sentimentos, também afetaram o corpo e o sangue, mas, por esse lado, beneficamente.
Pureza de vida e de pensamento é o caminho principal para a saúde. Todo aquele que se propuser a seguir os passos de Cristo, harmonizando-se com o Seu amor, conquistará uma Mente pura, um Coração nobre e um Corpo são.
(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – julho-agosto/1995)
Cada vez mais os assuntos de saúde têm merecido atenção especial, principalmente no que se refere ao prolongamento do tempo de vida. Obviamente, nenhum prolongamento da existência terrena será útil a menos que com boa qualidade de vida e extensão do período de produtividade.
A ciência exotérica tem se preocupado com novas drogas, técnicas modernas e até transplantes de glândulas para atingir tal objetivo, isto é, meios que atuem e influenciem primariamente a forma.
Entretanto, os esotéricos, entre os quais os Estudantes Rosacruzes, sabem que resultados superiores às drogas e aos tratamentos são conseguidos com o conhecimento, pois ele amplia largamente as portas que deixam entrar a força curadora que vem do Pai.
Sabemos que a medicina preventiva supera em grande extensão a medicina curativa, essa com suas limitações para agir na saúde já deficiente. Assim, mediante a remoção de todas as causas capazes de produzir vibrações anormais, derivadas da atividade física, do controle da emoção e da Mente, tudo em harmonia com o Ego e com os conhecimentos transmitidos por nossa Filosofia Rosacruz, toda a penitência necessária e suficiente será, um dia, a preventiva ao invés da curativa.
Durante os intervalos entre as vidas humanas, o Ego reabastece seus reservatórios de forças de vida, o que torna possível a sua existência física. Faz então soar a nota-chave cuja intensidade de vibração é que determina a qualidade da substância anímica dos três Mundos inferiores (Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico) e que irá constituir a estrutura do Tríplice Corpo.
A morte por senilidade é consequência do desgaste progressivo daquela energia armazenada ou pela retirada do Ego, fonte da vida, quando houver desinteresse em participar das manifestações no plano físico.
O uso da energia acumulada e o desgaste do Corpo Denso até que se torne insustentável ocorre por meio da atividade desenvolvida por orientação do Ego ou da sua personalidade. À medida que o Ego adquire habilidade mediante a experiência evolucionária, pode se direcionar para o serviço altruísta, voluntariamente sacrificando pouco o corpo em seu trabalho para seguir o Plano Divino. Os seres menos evoluídos se tornam vítimas de seus instintos inferiores por perseguirem prazeres vulgares e por atividades discordantes entre os aspectos mental e emocional. Tanto os seres superiores quanto os inferiores chegarão ao término da vida terrestre, entretanto seus motivos constituem polos opostos.
Certamente serão encontrados meios para manter o vigor da juventude e com produtividade até o final da vida terrena. Entretanto, até que o ser humano alcance o mais alto grau de perfeição, não é de seu interesse sobreviver indefinidamente em um Corpo Denso imperfeito. Tal Corpo não permitiria as ações que contribuíssem para o objetivo maior do Ego, isto é, o aperfeiçoamento por meio da experiência.
Embora atualmente não estejamos aptos a sobrepujar a morte física, vivendo com sabedoria e dentro das normas do reto viver, podemos prolongar a vida física ao mesmo tempo que promovemos o seu vigor.
Para tanto é preciso que tenhamos autodomínio sobre nossos hábitos físicos, emocionais e mentais. Mediante o pensamento positivo, a concentração e a meditação podemos adquirir a inspiração necessária que nos dirigirá através de uma poderosa vontade.
O idoso pode redescobrir talentos, seja mediante a escrita de artigos e livros, pinturas, bordados, jardinagem, ações de serviço ao próximo, seja o que for.
Como já foi dito, nossos Corpos Densos são os instrumentos necessários para que nós, o Ego, alcancemos a experiência necessária para o nosso desenvolvimento.
Dessa forma, pode-se concluir que para o nosso bem-estar espiritual é necessário que tenhamos o maior cuidado com nossa saúde e que vivamos na Terra tanto tempo quanto nos for possível.
Falando de uma maneira genérica, as pessoas idosas parecem inclinadas a pensar que seus prévios anos de serviço devem ser recompensados com anos de lazer. Isso é verdade de um ponto de vista superficial, porém, de um ponto de vista mais profundo, a oportunidade para lazer pode significar a oportunidade para desenvolver suas faculdades espirituais e servir aos outros tanto quanto for possível. Não foi outra a intenção das palavras: “Aquele que quiser ser o maior entre vós que seja o servo de todos”.
É preciso aprender a viver em harmonia com as imutáveis leis de Deus. A vida é um fluxo constante e a juventude é mantida pela atividade.
A estagnação não é admissível, pois, novas experiências contribuem para o verdadeiro sentido do progresso, e progresso é a razão para nós, Egos, estarmos aqui na Terra habitando um Corpo Denso.
A experiência, o aperfeiçoamento, são os objetivos maiores. Assim, para acumulá-los, é desejável que a vida física seja a mais prolongada possível.
Entretanto, de nada nos adianta uma vida física prolongada se não tivermos saúde suficiente que nos permita exercer as atividades necessárias para que possamos adquirir tal experiência. Dessa forma, torna-se imperativo que nos dediquemos a atividades que permitam uma velhice com capacidade física, intelectual e espiritual.
É preciso transformar a velhice rabugenta e deficiente fisicamente na velhice que permita uma melhor qualidade de vida, capaz de aumentar a nossa longevidade, com condições dignas e produtivas. O idoso não pode e não deve ser uma caricatura, não pode ser discriminado.
Dr. Clayton, médico holandês, já habitante dos planos superiores, costumava dizer que “a velhice é o desgaste natural da matéria e o espaço de tempo facultado por Deus para que possamos fazer uma avaliação mais profunda sobre a nossa existência terrestre (espaço facultado também aos animais)”.
É preciso, pois, encontrar momentos de paz interior, alimentação adequada e condições para se exercitar física e intelectualmente, lendo ou exercendo alguma atividade que dê prazer. Afinal, cada renascimento aqui será sempre curto para toda experiência que ainda necessitamos adquirir. É preciso que aproveitemos o tempo dessa vida física para crescer verdadeiramente. É preciso que quando idosos assumamos o controle de nossas vidas e passem a não depender dos outros. É preciso aprender a ter, ver e ouvir ainda que nossos olhos e ouvidos apresentem deficiência. Conhecendo os nossos poderes, sabemos que os olhos falham mais para quem não quer ver e, pasme, o reumatismo atinge predominantemente quem prefere a imobilidade.
Para que tudo isso seja evitado, há necessidade do gozarmos de boa saúde física e psíquica. Ambas dependem basicamente da alimentação adequada e dos exercícios físicos que ativem a circulação e as estruturas musculares e articulares.
Quanto à alimentação apropriada sugiro que os irmãos e irmãs se reportem ao livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” em que encontrarão explicações abundantes sobre as vantagens do vegetarianismo, ingestão de vitaminas e suco de frutas com água destilada. Evite ainda o açúcar branco, refinado e não exagere no sal.
Passaremos à descrição de alguns exercícios físicos, apropriados para qualquer idade, porém accessíveis aos mais idosos. O período da manhã, antes do desjejum, é o período mais indicado para a realização de tais exercícios.
Inicie seu dia com uma fricção pelo corpo todo com uma toalha felpuda. Isso ativa a circulação, as funções da pele e, indiretamente, auxilia as articulações. Gaste mais ou menos de 10 a 15 minutos por dia. O início pode parecer difícil, porém persista. Sua recompensa será maior do que a que você espera.
a) Para as pernas:
b) Para os ombros:
c) Para o pescoço:
d) Para os quadris:
Tanto o item 1 como o 2, devem ser realizados mais ou menos 12 vezes de cada lado.
e) Para a coluna:
f) Para o abdômen:
Após esses exercícios sente-se por alguns minutos com as pernas cruzadas, posição indiana. Essa posição ajuda a relaxar a musculatura abdominal. Respire várias vezes profundamente para renovar o oxigênio do sistema circulatório.
(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – maio-junho/1993)
Muitas pessoas que têm alguma cardiopatia (alguma doença que acomete o coração e que causa algum problema no seu funcionamento) vivem anos; outras sucumbem em poucos meses. Uma das explicações que os nossos irmãos médicos ou irmãs médicas oferecem para explicar essa diferença na longevidade dos pacientes com doenças cardíacas é: “Há tanta diferença entre os pacientes com alguma cardiopatia quanto entre aqueles com braços ou pernas aleijadas. A pessoa que perdeu os dois braços vai aprender a usar os dedos dos pés e a boca de várias maneiras; ela poderá até se tornar autossuficiente. Outra não fará qualquer coisa e permanecerá uma inválida, choramingando. A mesma coisa vale para os casos do coração; entre aquelas pessoas que aparentemente sofrem de doenças semelhantes, algumas vão se deitar e morrer, enquanto outras se levantarão e terão uma vida longa e útil.
“Temos frases antigas como: ‘coração forte’, ‘coração robusto’ e ‘coração corajoso’; não há dúvida de que a pessoa que tenha um coração fisicamente sadio seja muito mais capaz de resistir aos golpes da sorte adversa do que aquela que tenha alguma cardiopatia. Mas, o órgão físico tem um poder surpreendente de recuperação e adaptação às condições desfavoráveis; isso, quando outros fatores dentro da pessoa estão trabalhando em harmonia com ela”.
Sabe-se, agora, que as substâncias peculiares que chamamos de “secreções internas” têm uma ação muito distinta no controle do coração. E “as últimas investigações deram um passo adiante e mostraram que essas secreções são amplamente influenciadas pelo estado mental. Por exemplo, a preocupação ou outras emoções fortes perturbarão inteiramente alguns desses processos, mudando as próprias reações químicas e causando estados realmente mórbidos no sistema. Essa descoberta explica os bons resultados que a cura pela fé tem sobre muitas doenças: a Mente é colocada em um estado de calma, de confiança e grande esperança que tende a normalizar as secreções internas e, assim, restaurar o bom funcionamento dos órgãos”.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de setembro/1918 e traduzido pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
É inegável que muitos de nós temos adquirido maus hábitos e que, talvez, já esteja fora do controle de nossa vontade o poder de desterrá-los. Nesse estágio é de grande eficiência um auxílio da cura espiritual Rosacruz.
A cura espiritual Rosacruz consiste em aumentar as vibrações dos vários veículos de uma pessoa a tal ponto que toda a cristalização seja interrompida e esses veículos se tornem capazes de desempenhar suas funções de maneira apropriada.
Há vários métodos de se conseguir isso. O contato com uma pessoa retamente espiritualizada, por exemplo, é um deles, visto que essa pessoa pode agir como um canal para as forças espirituais superiores que são introduzidas no organismo do paciente.
Mas, a eficiência de uma cura espiritual é diretamente proporcional à impessoalidade com que ela é realizada. O método Rosacruz de cura é exercido através dos Auxiliares Invisíveis que trabalham nos planos invisíveis e manipulam os veículos mais sutis do paciente, dirigindo a ele a força de cura.
Esses Auxiliares Invisíveis trabalham conosco, mental, emocional e espiritualmente para restabelecer a harmonia dentro de nós, suavizando nossas dores, estando sempre dispostos a ajudar amorosamente a libertarmo-nos de nossos males pela autorregeneração, obtendo-se assim, resultados nunca antes previstos.
Dessa forma, esses Compassivos Seres dão-nos o exemplo exato daquilo que precisamos pôr em prática em qualquer processo de Cura: cooperação.
Mas, vejam: é necessário o paciente seguir criteriosamente as instruções do método Rosacruz de cura, sem pular etapas ou “criar” atividades, hábitos ou até ações que não existem no método Rosacruz de cura ou, ainda, misturar o que o método Rosacruz de cura orienta fazer com adereços de outros métodos, ou até da crença pessoal do paciente. Se assim o fizer, com certeza, não alcançará o resultado esperado que é a cura espiritual, aquela que cura a causa-raiz da doença ou enfermidade.
(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz-São Paulo-SP de janeiro-fevereiro/2001)
Estudantes místicos e ocultistas geralmente relatam histórias que soam parecerem falsas para aqueles que não estão familiarizados com a ampla gama de trabalhos realizados pelos Auxiliares Invisíveis. As histórias descritas a seguir ilustram alguns destes trabalhos e, também mostram como são fornecidas provas para os Estudantes sobre a veracidade dos ensinamentos ocultos e místicos.
Certo dia, um Estudante de ocultismo foi jantar num refeitório, escolheu seu prato e sentou-se à sua habitual mesa. Por meio do pensamento, uma amiga lhe chamou, perguntando se ele gostaria de presenciar um fato incomum. Ela deixou claro que se caso aceitasse, ele não teria tempo para jantar.
“Sim, eu gostaria de ver o que você tem para me mostrar”, ele disse. “Eu posso comer outra coisa em outra hora”.
Então, esta amiga, que é uma Irmã Leiga[i], mostrou-lhe uma jovem mulher que era apresentadora e dançarina em um cabaré. Naquela noite, não estava no trabalho porque pegou uma pneumonia que a afastou do trabalho por uma semana. Nesta condição, ela tinha muito tempo para pensar, enquanto ficava deitada em sua cama. Durante esse tempo enferma e de cama, esta jovem saiu de seu corpo e contemplou seu futuro. Ela se viu numa bifurcação de caminhos. Ela tinha que decidir qual caminho tomaria. Não tinha qualquer consciência da presença de seu Anjo, que estava em pé, atrás dela. Também estava inconsciente da presença de uma forma maléfica de um corpo, criado por seus próprios maus pensamentos e que estava em pé a sua esquerda. Igualmente, não tinha consciência da presença do seu Anjo da Guarda, formado pelos seus bons pensamentos, que ficava a sua direita. Estes três estavam esperando sua decisão.
Então, a jovem mulher foi, lentamente, caminhando para a estrada do reto viver, deixando o caminho da perdição para trás. Após ter caminhado uns três metros além da bifurcação, o Anjo da Guarda envolveu-a e, seu Anjo, um ser da onda de vida Angélica, derramou seus raios luminosos sobre ela. Neste momento, a forma maléfica de pensamento se virou e desapareceu. Em seguida, a jovem retornou para o seu Corpo, entrando pela cabeça, e acordou. Ela pulou da cama e chamou sua mãe, contando que tinha morrido, que havia visto sua vida e para onde sua vida estava sendo levada e, ainda, que tinha decidido viver uma vida melhor. Então, perguntou para sua mãe o que ela deveria fazer. Sua mãe era uma mãe de família típica da sociedade, apreciadora de uma vida boa e não sabia o que dizer para ela. “Espere até ficar boa, pois você pode mudar de ideia”, disse a mãe.
A Irmã Leiga, que estava mostrando todos estes acontecimentos para o Estudante, lhe disse que enviaria um Auxiliar para esta jovem moça, a fim de lhe instruir sobre o que ela deveria fazer. Esta jovem pertencia a uma família de bem e acabou indo para um cabaré pelo prazer que aquele ambiente lhe proporcionava.
O aspirante teve que deixar seu jantar sem poder tocá-lo, mas sentiu-se mais do que retribuído, pois ele pode presenciar uma visão maravilhosa. Você pode imaginar que visão maravilhosa poder ver uma garota em seu Corpo de Desejos acompanhada pelo seu Anjo da Guarda, composto pelas boas forma-pensamentos que jovem tinha criado, e ver um Anjo verdadeiro com sua ampla aura composta de cores delicadas e brilhantes?
A forma maléfica de pensamento era realmente seu Corpo de Pecado. Esse Corpo de Pecado é composto por um Corpo Vital e por um Corpo de Desejos, e possui uma consciência individual que é muito impressionante. Ele não pode raciocinar, mas há uma pequena astúcia presente nele que lhe faz parecer como se, na verdade, fosse dotado de um ego interno, e essa astúcia o permite viver uma vida separada, após a morte do Corpo Denso do Ego que o fez. Quando este Espírito retorna a terra, este Corpo de Pecado é, naturalmente, atraído para ele e normalmente permanece com ele por toda a nova vida como um demônio.
(I.H. – AMBER M. TUTTLE)
[i] Irmão Leigo ou Irmã Leiga– Vivem em diferentes partes do mundo ocidental e receberam uma ou mais Iniciações de Mistérios Menores. Ou seja, depois de realizar a 1ª Iniciação Menor, torna-se Irmão Leigo da Ordem Rosacruz. Assim, a evolução dos Irmãos Leigos (ou Irmãs Leigas) é feita através de várias Iniciações Menores. São capazes de abandonar seu Corpo Físico conscientemente, assistir aos serviços e participar nos trabalhos espirituais no Templo da Ordem Rosacruz, junto aos Irmãos Maiores. Portanto: o Irmão Leigo ou Irmã Leiga percorre um caminho de nove graus com sessões no Templo Rosacruz à meia-noite, cada dia da semana para cada grau do primeiro ao sétimo, sendo as reuniões do oitavo e nono graus realizadas nos Equinócios. Também podem abandonar o corpo físico para diversas missões de serviço altruísta, amoroso e desinteressado. A última iniciação de um Irmão Leigo ou Irmã Leiga, nesta fase, é a 9ª Iniciação Menor. Esta é a última Iniciação disponibilizada pela Escola de Mistérios Menores da Ordem Rosacruz. A partir deste momento, o Irmão Leigo ou Irmã Leiga está preparado para tornar-se um Adepto.
Os dois primeiros renascimentos humanos de um gorila que chegou ao estágio de ser humano
Relatarei mais uma história do trabalho dos Auxiliares Invisíveis que ilustra bem a ajuda que é dada aos seres atrasados para que eles possam obter o progresso mais rápido em sua evolução. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na parte oeste da América do Norte e se encontraram com um menino negro que se parecia muito com um gorila[1]. Eles conversaram com o menino e descobriram que ele estava muito disposto a aprender. Ele era um bom e forte nadador. Ele tinha salvado muitas pessoas numa recente inundação. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que ele estava, agora, no seu segundo corpo humano e que ele tinha renascido duas vezes nos últimos quinhentos anos.
O menino seguiu uma das Auxiliares Invisíveis por todo os lugares, e disse que gostava dela. Quando ela disse que estava indo embora, o menino disse que gostaria de convidá-la para visitá-lo, mas que sua casa havia sido destruída pela inundação e não sabia onde estavam seus pais. A Auxiliar Invisível o beijou, ele a abraçou e disse: “Eu sei que vocês dois não são como eu. Não tenho certeza, mas vocês parecem pessoas que voam pelos ares. Eu já vi vários deles e eles conversaram comigo quando estava dormindo”.
Os Auxiliares Invisíveis contaram para ele que eles viajam pelo ar.
“Então vocês são Anjos”, disse o menino. “Meus pais me contaram sobre os Anjos”.
A Auxiliar Invisível lhe disse que em breve o veria novamente e falou sobre seu trabalho.
“Certifique-se e me encontre, porque eu não sei onde estarei”, o menino respondeu.
“Tudo bem”, disse a Auxiliar Invisível. “Agora, seja um bom menino e ajude em tudo o que você puder”.
Ele disse que faria, e os Auxiliares Invisíveis desapareceram.
Mais tarde, os Auxiliares Invisíveis encontraram o menino, porém, ele não havia ainda encontrado seus pais. Os Auxiliares Invisíveis os procuraram e os encontraram no país do outro lado da terra inundada. Eles retornaram até ao menino e disseram-lhe que iriam levá-lo para casa de seus pais.
“Meus pais são bons para mim, mas eu prefiro ir com vocês”, ele disse.
Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe que se deitasse e obedecesse. Os Auxiliares Invisíveis então o pegaram, carregaram pela água até o lar temporário de seus pais, o colocaram no chão e o acordaram. Ele estava atordoado, mas feliz. Os Auxiliares Invisíveis entraram com ele na casa; sua mãe correu até ele e o beijou e o seu pai o abraçou.
Os Auxiliares Invisíveis descobriram que os pais eram pessoas boas e inteligentes e que eram muito gentis com o menino. Os Auxiliares Invisíveis conversaram com os pais, enquanto o menino estava comendo. “Vocês podem me dizer por que nós temos uma criança assim?”, a mãe perguntou. “Deus me tratou injustamente? Não sou tão velha e não prejudiquei ninguém”.
Uma das Auxiliares Invisíveis solicitou que fossem mostradas as vidas passadas do menino para que ela pudesse contar à mãe ou deixar que os pais vissem também. Aqui está a história que foi revelada:
Dois mil anos atrás quando os pais eram marido e mulher como agora, eles estavam na selva com o caçador profissional. O menino, que então era um gorila, os salvou da morte, mas se feriu gravemente. Eles carregaram o gorila para fora da selva e cuidaram dele, tornando-se amigo dos dois. Quando morreu renasceu como um gorila. Conheceu amigos que fizeram dele um animal de estimação e quando ele morreu sua vida em corpo de gorila havia terminado.
Quinhentos anos atrás, esse Ego encarnou em um corpo humano pela primeira vez e viveu até aos oitenta anos de idade. Então ele morreu e mais tarde renasceu para esses mesmos pais doze anos atrás, e eles o amaram, estimaram e tiveram um interesse especial em ensiná-lo, pois sabiam que ele deveria ter conhecimento para ganhar a vida nesse mundo. O menino estava na 8ª série da escola.
O Auxiliar Invisível disse à mãe que ela e o pai estavam pagando uma dívida com o menino. “Que dívida?”, perguntou a mãe. Então ela mesma se ouviu a dizer: “Se ele fosse uma criança, eu certamente o ensinaria a ser um homem muito inteligente, pois o amo pela bondade dele em salvar a minha vida”. Então um homem idoso apareceu e perguntou se ela lhe daria um corpo humano se ela tivesse a oportunidade, e ela colocou os braços ao redor do gorila e respondeu: “Sim”. O velho se afastou dizendo: “Talvez você vá fazer isso algum dia, quem sabe.”.
Aqui, novamente, vemos o que a Bíblia quer dizer quando afirma que devemos dar conta de toda palavra e pensamento ocioso e vão. Essa mulher não tinha ideia de que isso se tornaria realidade. A mãe disse que viu tudo como o Auxiliar Invisível falou e que acreditava em tudo. “Desde que eu sei tudo isso, eu farei o meu melhor para fazer um bom homem do meu menino”, disse ela. “Também vi tudo isso e farei minha parte”, disse o pai.
“Você é um Anjo?”, perguntou a mãe, e o Auxiliar Invisível disse-lhe que não e explicou o trabalho deles como Auxiliares Invisíveis. “Que lindo deve ser sair à noite ajudando as pessoas! Eu também gostaria de fazer isso”, disse o outro.
A Auxiliar Invisível prometeu que voltaria algum dia e lhe diria como poderia fazer isso. Auxiliar Invisível deu a ela o endereço de um lugar para onde ela poderia escrever e ter alguma literatura sobre o assunto.
[1] N.T.: “Os monos (primatas antropoides, sem cauda e de braços longos, como chimpanzé, orangotango, gorila e bonobo) não são os progenitores das espécies superiores, são atrasados que ocupam os exemplares mais degenerados daquilo que foi antes forma humana. Não foi o ser humano que ascendeu dos antropoides; aconteceu o contrário: os antropoides são uma degeneração do ser humano”. “Os antropoides podem alcançar-nos e converterem-se em seres humanos” (do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Involução, Evolução e Epigênese).
I.H.
O último renascimento de um ser humano como gorila: o papel de uma mulher
Na noite seguinte os Auxiliares Invisíveis foram até a mulher e contaram sobre seu amigo. Eles encontraram o navio e a acordaram; ela segurou no braço da Auxiliar Invisível e lhe disse: “Querida Anjo, muitas coisas estranhas me aconteceram. Eu me deitei essa tarde e me vi fora do corpo. Voei através da parede e por cima da água e me vi perto do corpo morto do meu amigo. Estava quase todo comido. Eu tentei enterrá-lo, mas não consegui segurar e nem levantar nada. O que há de errado comigo?”.
A Auxiliar Invisível sentou na cama dela e explicou tudo a ela; ela chorou de alegria e falou: “Agora eu posso ajudar os nativos e os gorilas. Eu não me importo com as pessoas da minha classe.”
Os Auxiliares Invisíveis viram a vida anterior dessa mulher quando ela era um homem. Ele foi um estudante avançado da Filosofia Hindu e estava quase pronto para a Iniciação. Ele acabou perdendo algumas pessoas na selva por ciúmes, porque ele queria tirar o homem do caminho que estava entre ela e a mulher que ele amava. Após duas semanas ele foi caçar e os tirou de lá, mas logo eles morreram de febre da selva.
A mulher falou que ela não gostava da comida do navio, então ela comia apenas frutas, pão e manteiga e leite ou vegetais crus. “Todos que eu encontro são muito amigáveis”, ela falou, “mas eu quero estar sozinha com meus pensamentos. O capitão é bondoso comigo e me conta várias histórias interessantes que eu gosto”.
A mulher falou que ela viu os Auxiliares Invisíveis uma vez antes na selva. Foi na vez em que eles salvaram a família de gorilas das duas cobras. Ela contou que ficou feliz que eles lidaram com as duas cobras, porque ela e seu gorila protetor estavam com muito medo de se mexerem. Eles estavam a apenas cem passos de distância e viram tudo o que aconteceu com a família de gorilas. Ela contou da vila dos gorilas e disse que haviam uns cinquenta gorilas lá.
Essa mulher pediu aos Auxiliares Invisíveis para levarem uma mensagem para seus pais e dizer à mãe dela que ela ainda tinha seus dedinhos dos pés bonitos. Então ela mostrou aos Auxiliares Invisíveis seus dois dedinhos extras nos pés e onde tinha os removido. Os Auxiliares Invisíveis logo partiram e foram ver a mãe dela.
Quando a mãe ouviu sobre os dedinhos ela ficou muito feliz e disse: “Ela é a minha filha, pois eu sempre admirei seus dedinhos extras.”
Mais tarde a mulher chegou na sua casa a salvo e foi recebida por seus pais com muita alegria. Essa história também conta como funciona a lei do destino maduro. Todos nós somos afetados por ela, mas poucos de nós tem coisas tão marcantes para resgatar.
(IH – de Amber M. Tuttle)
O último renascimento de um ser humano como gorila
Aqui está uma das mais marcantes histórias que eu já ouvi: um gorila irá renascer como humano em seu próximo renascimento.
Uma vez, dois Auxiliares Invisíveis estavam indo para uma clareira numa parte densa da selva na África quando a Auxiliar Invisível olhou para baixo e viu uma cativa nos braços de um gorila que estava dormindo. “Olhe! Há uma mulher branca”, ela falou para seu companheiro. “Vamos lá salvá-la.”
Eles desceram e perguntaram para a mulher se ela queria ajuda para sair daquela situação.
“Sim, por favor” me tire daqui”, ela falou.
Ela estava deitada nos braços do gorila, e se ela se movesse ele iria acordar. Quando ela se levantou, ele acordou e também se levantou. Os Auxiliares Invisíveis estavam se perguntando como conseguiriam tirá-la de lá. Todas as vezes que eles tentavam tirá-la do gorila, esse se levantava e grunhia para eles. Eles estavam com medo que se eles tentassem pegá-la à força, ele a faria em pedaços.
Ela precisava de roupas e contou a eles como o gorila tirou suas roupas, e que cada vez que ela fazia novas roupas de casca ou grama, ele as tirava novamente. Ele não a machucou, mas a protegeu dos outros gorilas, das cobras e dos animais selvagens da selva. Ele providenciou comida para ela e sempre se manteve próximo a ela e distante dos outros para que nada pudesse machucá-la.
Com o passar do tempo ela ficou com a pele totalmente bronzeada e a pele dos seus pés se tornou tão dura que ela conseguia andar sem machucá-los. Ela aprendeu que para viver dependia de seu gorila protetor, e começou a ensiná-lo tudo que podia. Ela disse que em um certo momento ele se tornou inquieto e desconfortável e ela ficou com medo que a deixasse, então durante a noite ela se amarrava a ele com seus longos cabelos. Ele aprendeu a amá-la de seu modo peculiar e ela sabia que estaria viva, enquanto ele cuidasse dela. Quando perguntaram como ela foi parar naquele lugar, ela contou que acompanhava alguns viajantes que estavam caçando na selva. Eles foram atacados pelo bando de gorilas e ela viu os gorilas matarem a todos.
Os Auxiliares Invisíveis solicitaram permissão para levar essa mulher e eles disseram que poderiam levá-la. Um dos Auxiliares Invisíveis disse a ela para mandar o gorila buscar alguma comida. Ela o fez, e então os Auxiliares Invisíveis disseram para que ela se deitasse. Então, os dois Auxiliares Invisíveis a ergueram e a carregaram até uma vila pequena, onde encontraram algumas pessoas que deram roupas para ela se vestir. Os Auxiliares Invisíveis falaram para ela procurar o Cônsul e conseguir um passaporte para voltar para casa.
Algumas noites depois um altíssimo Irmão Leigo foi até àqueles mesmos Auxiliares Invisíveis e disse para eles irem aquela vila onde levaram aquela mulher e compelir o Cônsul a dar a ela o passaporte e o dinheiro para as despesas para ela poder voltar para casa. Ele deu a Auxiliar Invisível o poder para fazer esse trabalho e disse para que ela fosse mais firme para resolver esse caso.
Quando os Auxiliares Invisíveis chegaram à vila, encontraram a pobre mulher em uma casa velha com algumas pessoas pobres. Ela vestia algumas roupas rasgadas. Quando ela viu os Auxiliares Invisíveis, implorou para que a levassem de volta à selva para seu amigo gorila e a deixasse morrer com ele, porque ele era bom para ela, mesmo de sua maneira, e a amava. Os Auxiliares Invisíveis contaram a ela que vieram para levá-la de volta para sua casa.
“Vocês não podem fazer nada por mim, já que ninguém acredita na minha história”, ela lhes disse.
Os Auxiliares Invisíveis pediram que ela os levassem ao escritório do Cônsul.
“Ele não irá recebê-los”, ela falou.
Eles foram e solicitaram ao guarda, que estava na porta de entrada, que queriam ver o Cônsul.
“Ele não está acordado’, disse o homem.
“Vá acordá-lo e diga que queremos falar com ele sobre um assunto importante, e não fique aí me olhando”, disse o Auxiliar Invisível.
O homem foi e depois de um tempo o Cônsul voltou com o homem e convidou os três estrangeiros a entrar. O Cônsul estava bravo e queria saber o que queriam com ele.
“Eu quero um passaporte e dinheiro para essa mulher poder voltar para sua casa na Europa”, disse um dos Auxiliares Invisíveis.
“Eu não a conheço e não tenho nenhum registro sobre ela”, ele disse. “A mulher que ela diz ser se perdeu há cinco anos, e nenhum dos integrantes do grupo foi encontrado”. Ele pegou seu livro de registros e perguntou à mulher para dizer o nome dos outros integrantes do grupo, onde viviam e a idade deles.
Ela fez isto e ele ficou atônito. “Eu preciso saber na cidade dela se os pais dela ainda vivem ou não”, disse ele.
“Ambos estão vivos”, disse o Auxiliar Invisível. “Escreva aos pais dela e peça a eles que escrevam uma carta, e que o Prefeito da cidade coloque um selo nela”.
O Cônsul escreveu uma carta e colocou um selo nela. Um Auxiliar Invisível contou que o outro iria entregar a carta, enquanto ele fazia o passaporte. O Auxiliar Invisível foi até a cidade onde a mulher vivia, encontrou seus pais e entregou a carta a eles.
A mãe gritou de alegria, se sentou e imediatamente começou a responder a carta. Ela contou ao estranho onde o Prefeito morava e ele foi lá para que ele carimbasse a carta. O Auxiliar Invisível gastou uns vinte minutos e quando ele voltou com a resposta, o Cônsul olhou para ela e quase desmaiou porque viu um carimbo familiar datado e carimbado no papel.
“Você é casado?”, a Auxiliar Invisível perguntou.
“Sim, eu tenho esposa”, ele respondeu.
“Chame sua esposa aqui para ajudar a essa mulher?”, disse a Auxiliar Invisível.
“Eu tenho empregados para esse tipo de serviço”, disse o homem.
“Faça como eu disse”, a Auxiliar Invisível falou com uma voz firme.
“Sim, Vossa Alteza”, o Cônsul respondeu e foi buscar sua esposa.
Ela veio correndo, mas quando a Auxiliar Invisível olhou para ela, ela parou abruptamente. “O que você quer que eu faça?”, ela perguntou.
“Limpe essa mulher e lhe dê algumas roupas para viajar”, a Auxiliar Invisível respondeu.
“Sim, Vossa Alteza”, a mulher do Cônsul falou, e levou a mulher para um outro cômodo.
Elas retornaram em meia hora e os Auxiliares Invisíveis quase não reconheceram a mulher. Seu cabelo estava penteado e ela estava muito bem vestida. Até suas unhas tinham sido feitas. Todas viram que ela estava muito linda.
O Cônsul lhe deu o passaporte e quinhentos dólares. “Temos pouco tempo para tomar o barco”, ele falou. Então, ele pediu aos Auxiliares Invisíveis para retornarem depois que a mulher tivesse partido.
Os Auxiliares Invisíveis se despediram da mulher no barco. Ela chorou e disse que não queria ir para casa, mas queria voltar para seu amigo na selva. Ela pediu aos Auxiliares Invisíveis para cuidar dele e eles disseram que fariam isto.
Os Auxiliares Invisíveis voltaram para a casa do Cônsul. Ele e sua esposa estavam no escritório e eles se ajoelharam aos pés da Auxiliar Invisível. “Senhora Anjo, eu suplico por perdão”, o Cônsul falou: “Eu não sabia quem era essa mulher, quando ela veio aqui na primeira vez.”
“Levante-se”, ela falou. “Não sou um Anjo. Sou apenas uma Auxiliar Invisível da humanidade”.
“Rogo que me diga como posso fazer o que você faz e ser um Auxiliar Invisível”, ele falou. Sua esposa falou que ela também gostaria de saber e a Auxiliar Invisível contou a eles e mostrou todos os ensinamentos e o que eles deveriam fazer. Ela contou a eles que teriam oportunidades em sua posição de fazer maiores trabalhos.
“Nós faremos isto”, o Cônsul prometeu. “Se você conseguir trazer o gorila que é amigo dessa senhora, eu cuidarei dele e o domesticarei”.
A Auxiliar Invisível disse a essas duas pessoas para irem para a cama e se deitarem juntos, e que ela os levaria ao gorila. O homem e sua esposa fizeram isso, e depois que a Auxiliar Invisível os colocou para dormir os quatro foram encontrar com o gorila na selva.
Eles o encontraram morto. Ele havia retornado com frutas para a mulher, e quando descobriu que ela havia sumido seu coração se partiu. Os Auxiliares Invisíveis chamaram o Espírito-Grupo, e ele os contou o que havia acontecido.
Ele falou que esse gorila iria renascer como um menino e no futuro sua amiga iria ter a chance de ensinar a ele, porque ela seria uma verdadeira missionária para os seres humanos atrasados de todas as raças.
O Cônsul e sua esposa, em seus Corpos de Desejo, puderam ver e ouvir o Espírito-Grupo e estavam surpresos. “Com certeza eles devem ser Anjos ou Deuses, pois nenhum ser humano consegue fazer o que eles fizeram”, o Cônsul falou.
O Espírito Grupo falou que a mulher trouxe o gorila ao estágio humano com sua bondade, e ele contou sobre o destino maduro que causou seu problema. Uma vez ela havia largado umas pessoas na selva e nessa vida ela devia pagar aquela dívida, e fez isto muito bem.
Uma cobra imensa apareceu e a Auxiliar Invisível a chamou e ela se aproximou, mas o Cônsul e sua esposa se afastaram. Então os Auxiliares Invisíveis levaram o homem e sua esposa para casa.
(IH – de Amber M. Tuttle)
Salvando um homem e a serpente que o homem queria matar
Aqui está outra história que conta como um fazendeiro assustado foi ajudado numa noite.
Alguns Auxiliares Invisíveis foram enviados até um homem que vivia em uma fazenda. Este homem disse-lhes que uma grande serpente estava em seu celeiro e que ele estava com medo de que mordesse e matasse suas vacas leiteiras e seus cavalos.
O Auxiliar Invisível perguntou, por meio do pensamento, se poderia tirá-la de lá. Alguém disse: “Sim, mas vai lhe dar trabalho”.
A serpente tinha cerca de 20 centímetros de diâmetro e cerca de cinquenta metros de comprimento. Esse Auxiliar Invisível perguntou a sua parceira se gostaria de acompanhá-lo e ela respondeu imediatamente: “Sim”. O agricultor, conhecendo o lugar, tentou deter a Auxiliar Invisível, pois achava que o companheiro dela era seu ajudante.
Os Auxiliares Invisíveis entraram no celeiro e a Auxiliar Invisível viu a serpente em um canto toda enrolada, e ela a mostrou para ele. A princípio, seu companheiro achou que era uma pilha de corda, como costumava ter nos navios a vapor. Ele chegou perto da serpente e ela começou a emitir um silvo e a colocar a língua, como que com raiva. O Auxiliar Invisível falou com a serpente: “meu caro, você não tem nenhum negócio aqui, assustando e ameaçando com a morte a todos. Vá embora. Eu não quero nenhum problema com você. Seja uma boa serpente, e vá para o seu ambiente natural”.
A serpente deu um bote em direção ao Auxiliar Invisível com a boca aberta, mas não o alcançou, e tentou novamente atacá-lo. O Auxiliar Invisível deu um passo para o lado e a segurou pelo pescoço; a força da sua pressão a fez cair no chão. O Auxiliar Invisível apertou-a ainda mais até que ela se enrolou próximo dele. A Auxiliar Invisível bateu em sua cabeça e ela acabou perdendo a consciência. Depois disso, os Auxiliares Invisíveis arrastaram a grande serpente para fora do celeiro. Quando o fazendeiro deparou com a serpente, achou que havia matado os Auxiliares Invisíveis, e então, atirou com a espingarda. Ele não a matou, mas machucou muito a sua pele; foi, então que os dois Auxiliares Invisíveis saíram do celeiro
“Se você se comportar, vou recuperar você, mas deverá ser tão boa quanto uma nova serpente”, disse o Auxiliar Invisível à serpente.
Depois disso, a serpente se se esticou no chão, e o Auxiliar Invisível lavou seus ferimentos, retirou várias balas da espingarda, colocou ataduras nas costas e a mandou embora. O fazendeiro estava tão surpreso que ficou paralisado olhando para os Auxiliares Invisíveis.
“Por que ajudar uma serpente quando ela matará outra pessoa?”, disse finalmente.
“Não, ela não incomodará mais ninguém antes de chegar à selva”, respondeu o Auxiliar Invisível. Então, os Auxiliares Invisíveis se afastaram e continuaram com suas atividades
(IH – de Amber M. Tuttle)