Arquivo de categoria Meditações para o Mês Solar: Hierarquia Zodiacal

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Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola dos dois construtores

O construtor tolo é o que constrói sua casa sobre a areia, só para que, no final, seja destruída pelo vento e pela enxurrada. Sendo uma pessoa que não entrou em contato com a sua divindade interna, está presa por toda corrente de pensamento negativa que se interponha em seu caminho. Está centrado na lei material, ascendendo e descendendo à mercê dos acontecimentos de sua vida, puramente objetiva.

O construtor sábio é o que constrói sua casa sobre a rocha, de modo que suporte qualquer tormenta que a ataque. Esse ser humano encontrou o Cristo Interno e é, portanto, imune às circunstâncias exteriores. Sabe que é mais forte do que qualquer coisa que possa lhe suceder. Apesar do rigor dos ventos e das enxurradas, declara triunfante: “Estou tranquilo e sei que eu sou Deus”. Verdadeiramente, sua casa foi construída sobre firmes alicerces e permanecerá para sempre.

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Sol transitando pelo Signo de Libra (setembro-outubro)

Quando o Sol entra em Libra, no Equinócio de Setembro, o sublime Cristo alcança a superfície exterior da Terra. Então, ocorre uma aceleração cósmica.

Do mesmo modo quando o Sol entra em Libra a força dourada do Cristo passa pelos reinos terrestres enquanto esse sublime Ser inicia, novamente o Seu sacrifício anual, um evento denominado A CRUCIFICAÇÃO CÓSMICA. A isso São Paulo se refere na Epístola aos Romanos 8:22: “Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente”. Essa estação do Equinócio de Setembro é um tempo para o Discípulo renovar sua dedicação para percorrer no caminho do Senhor a despeito de quaisquer vicissitudes e obstáculos que podem afetar seu caminhar.

Portanto, Libra é o Signo que marca a linha na qual se há de tomar uma decisão. Aqui o Aspirante se vê à frente de duas trilhas: a positiva e a negativa. É também a estação do ano em que a Terra está equilibrada entre a luz e a obscuridade, entre o verão e o inverno. Aqui o Aspirante deve aprender a lição cósmica de Libra: “Então você entenderá o que é justo, direito e certo e aprenderá os caminhos do bem” (Pr 2:9). A lição ensinada por Libra no Equinócio de Setembro é: distinguir, ou seja, separar aquilo que é real daquilo que é ilusão.

Libra, o Signo da balança no simbolismo astrológico, e associada aos ideais de justiça e equilíbrio.

Libra é o Signo que marca a linha na qual se há de tomar uma decisão. Aqui o Aspirante se vê à frente de duas trilhas: a positiva e a negativa. É também a estação do ano em que a Terra está equilibrada entre a luz e a obscuridade, entre o verão e o inverno.

Na vida do Senhor Supremo o acontecimento correlacionado com Libra é Sua Tentação, quando teve que escolher entre uma promessa de tudo o que o mundo pode oferecer e a glória do céu. “Foi tentado em todos os aspectos…mas permaneceu sem pecado”. E assim se converteu no Indicador do Caminho para toda a humanidade. Seguir Suas etapas e superar todas as fascinações do mundo é se converter em um novo Adão, um pioneiro da Nova Raça e da Nova Era. Por isso, na astrologia esotérica, se denomina Libra “o Signo do Novo Adão”.

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Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola das Dez Virgens

As dez virgens levaram suas lamparinas quando foram receber o noivo; mas, como ele tardava, elas dormiram.

Por fim, à meia-noite, um grito foi ouvido: “O noivo se aproxima”. As virgens despertaram e cinco delas descobriram que não havia azeite suficiente nas suas lamparinas e, assim, pediram um pouco emprestado as suas irmãs. No entanto, as virgens prudentes disseram: “’De modo algum, o azeite poderia não bastar para nós e para vós. Ide antes aos que vendem e comprai para vós”. Enquanto as virgens néscias estavam comprando o azeite, o noivo chegou; as cinco virgens prudentes foram com ele ao matrimônio e a porta se fechou. Quando as virgens néscias voltaram e pediram para que a porta fosse aberta, o noivo respondeu: “’Em verdade vos digo: não vos conheço”.

As virgens néscias são aquelas que gastam mal sua sagrada força vital (o azeite) por meio de prazeres sensuais e mundanos e não possuem luz interior para receber o noivo quando chega. Em outras palavras: não são dignas de receber a vida do Cristo Interno.

A maior parte das chaves mais importantes para a interpretação bíblica está escondida no sagrado significado dos números. Dez é o número do homem e da mulher trabalhando juntos enquanto percorrem a Trilha do discipulado. Cinco é o número dos sentidos físicos e também é a da atividade mediante a qual as lamparinas internas se mantêm acesas. Uma antiga declaração, muito anterior à literatura bíblica, disse: “Aprenda a calcular corretamente para ter azeite para a sua lamparina”. Enquanto o ser humano estiver submetido à sedução dos cinco sentidos, será incapaz de descobrir o verdadeiro propósito e significado da vida. Quando supera essa atração, se converte na estrela de cinco pontas e compreende o real significado das palavras do Mestre: “Eu sou a Luz do Mundo”.

O azeite perdido pelas cinco virgens néscias é sua própria divina essência criadora interna. Quando essa força ascende pela espinha dorsal, a verdadeira trilha do discipulado, e alcança a cabeça, ilumina os dois órgãos espirituais situados nela, a Glândula Pineal e o Corpo Pituitário, e ambos começam a brilhar com enorme resplendor. Realizado isso, o Discípulo leva, em seu interior, sua própria lamparina acesa e está em todo momento preparado para receber o Noivo.

Aquele que está iluminado por essa luz nunca deixa de atrair a atenção do Mestre. Como diz o provérbio: “Quando o Discípulo está pronto, o Mestre aparece”.

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Sol transitando pelo Signo de Virgem (agosto-setembro)

Quando o Sol passa por Virgem, o Signo do serviço, uma necessidade cósmica impulsiona o Cristo para deixar o Reino do Pai e descender, novamente, à Terra.

A Trilha da Santidade, seguindo o raio de Cristo, abandona também a região espiritual da Terra, enquanto o Sol passa por Virgem. Sendo o amor a nota-chave de Leão e o serviço por meio da pureza a de Virgem, aquele que caminha por essa parte da Trilha, atravessando os planos da mais elevada vibração dessa esfera, há de ter desenvolvido a pureza como um poder interno. De modo geral, a qualidade de tal poder não se reconhece, embora Cristo tenha declarado que só os puros de coração verão a Deus.

O candidato que é digno de alcançar o sobrenatural plano de Virgem, se encontra ante o mistério da Imaculada Concepção e aprende que esse dom divino não foi outorgado somente a um indivíduo, mas que Maria e Jesus foram os modelos que a humanidade toda está destinada a emular. Nessa morada celestial, os espiritualmente iluminados ouvem os Anjos cantarem sobre o dia em que, em um novo céu e em uma nova Terra, a Imaculada Concepção será a herança da onda de vida humana inteira.

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Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola do Banquete de Bodas do Filho do Rei

A parábola relativa à Leão é a do banquete de bodas do filho do rei.

ou Parábola do Banquete de Casamento ou Parábola do Grande Banquete ou Parábola da Festa de Casamento ou Parábola do Casamento do Filho do Rei

A festa de bodas é, naturalmente, a Iniciação. Não há estação na qual os portais do céu se abram mais ou na qual a luz brilha com maior intensidade que durante o tempo em que as forças de Leão estão focadas sobre a Terra. O leão, símbolo do Signo de Leão, representa o fogo cósmico no interior do ser humano. Quando esse fogo é elevado à cabeça, esse órgão se converte no centro regenerador do Corpo-Templo. Esse é o significado mais elevado do leão rampante (ou seja, apoiado sobre as patas traseiras), que simboliza o mais elevado aspecto da Iniciação. Na magnífica cerimônia da loja maçônica, o leão, em pé, e com uma garra estendida, era o que elevava o herói maçônico Hiram Abiff (O construtor Mestre do Templo de Salomão, era Filho de uma Viúva, um artífice habilidoso. Uma das encarnações de Christian Rosenkreuz) das trevas da morte até a glória da vida imortal.

A Iniciação, tal e como existia antes da vinda de Cristo, era um processo bem diferente da atual. A Iniciação antiga era chamada de A Trilha dos Mistérios Iluminados e consistia em uma solene cerimônia que representava importantes acontecimentos na vida dos grandes Mestres do mundo, desde o nascimento até a sua Ressurreição. Com a vinda do Cristo, a Iniciação experimentou uma mudança e agora é chamada de A Trilha dos Mistérios Solares. A Iniciação Cristã ainda representa importantes acontecimentos da vida do Senhor: Nascimento, Batismo, Transfiguração, Ressurreição e Ascensão. Contudo, agora são experiências realizáveis e vitais no interior da consciência e do Corpo do Discípulo. Daí que agora, sob Cristo, seja muito mais difícil a Iniciação do que era antes da Sua vinda. Por isso São Paulo, um dos maiores expoentes dos Mistérios Cristãos, deu a seus Discípulos um tipo de mantra, aplicável a todos no tempo moderno, quando lhes disse: “Que Cristo seja formado em vós”. As diversas escolas de metafísicos como o Novo Pensamento, a Ciência Cristã e outras, que preconizam a manifestação do Cristo Interno, são etapas preparatórias que conduzem à realização suprema na vida do ser humano: a Iniciação nos Mistérios trazidos à Terra por Cristo.

Outra importante diferença entre os Mistérios pré-Cristãos e os ensinados por Cristo consiste em que nos tempos antigos cada cidade tinha seu próprio Templo de Iniciações onde se observavam os Mistérios. Durante a Idade de Ouro da Grécia não se permitia ocupar um cargo público a nenhum homem que não fosse iniciado nos Mistérios. Todos esses Templos terrenos foram fechados e os verdadeiros Templos de Mistérios estão, agora, situados na Região Etérica do Mundo Físico. Por isso, cada Aspirante há de tecer, antes, seu próprio “traje de bodas” para poder entrar, já que em seu Corpo Denso não é mais possível entrar lá.

Os Éteres estão divididos em quatro graus de densidade. Como já foi dito, enquanto o ser humano pertencer à terra, é terreno, e vive para comer, beber e ser feliz, seu Corpo Vital se compõe, principalmente, dos dois Éteres inferiores. Quando começa a renunciar ao caminho da carne e a aspirar às coisas do espírito, então, atrai cada dia em maior quantidade os dois Éteres superiores.

Em nossos dias, o elevado e sagrado significado da Iniciação foi perdido, para a maioria das pessoas. Consequentemente, o reconhecimento do profundo significado espiritual dos antigos Templos de Mistérios é muito pequeno ou completamente nulo. Não se tratava de cerimônias ao alcance de qualquer um, como irrefletidamente se crê. Eram acessíveis só aos que tinham se qualificado devidamente para participar neles. Essa é a verdade expressa na parábola do Banquete de Bodas do Filho do Rei. Só podiam entrar nele os revestidos com o “dourado vestido de bodas”. Esse traje não pode ser dado por ninguém. Há de ser tecido por si mesmo. E isso só se consegue fazer “vivendo a vida”, por meio da sublimação dos desejos inferiores em poderes do espírito e mediante à prestação de serviços amorosos e desinteressados a todos os demais seres humanos e a todos os seres viventes. Essa é a verdade destacada pela Cristandade esotérica. Enquanto que a ortodoxa põe todo o peso da salvação do ser humano sobre os ombros do Cristo, a Cristandade esotérica põe tal salvação onde deve estar: sobre os ombros do próprio ser humano.

É durante o tempo em que a Hierarquia de Leão está derramando suas forças sobre a Terra, que é mais fácil para o Aspirante se dedicar, novamente, a prosseguir na trilha para tecer a luminosa vestimenta que lhe há de abrir a essas correntes de luz e a essas radiações de amor. Quando esse traje for totalmente tecido, será considerado digno de participar do banquete do matrimônio místico e de ser contado entre os filhos do Rei. Quando a alguém é permitida essa assistência, pode estar em Sua presença, olhando-O face a face e o conhecendo tal qual Ele é.

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Sol transitando pelo Signo de Leão (julho-agosto)

Enquanto o Sol está em Leão, o Espírito de Cristo se regenera e renova graças às glórias do Reino do Pai.

Na vida de Cristo, Sua entrada Triunfal corresponde às régias radiações de Leão. Nesse momento, o Espírito de Cristo estava magneticamente carregado da fulgente glória do Pai, que tinha descido à Ele, enquanto o Sol transitava pelo Signo real nos céus. Isso produziu as populares e instintivas hosanas que acompanharam Sua entrada.

Aquela cena triunfante foi o início dos acontecimentos culminantes do ministério de Cristo na Terra, seguidos da Sua assunção da regência desse Planeta para a redenção do mundo. Simboliza, também, a festiva procissão de um Candidato que alcançou a entrada em um Templo de Luz. Por isso, se escutou um canto angélico dos céus: “Bendito o que vem em nome do Senhor.” (Mt 21:9) (a lei). Ou seja, o que caminha na luz espiritual e no amor.

A constelação de Leão pertence à Triplicidade de Fogo. Luz, amor, autoridade e controle estão entre as suas notas-chaves. O coração rege o Corpo-Templo humano e é o centro do amor. O coração do Discípulo aumenta sua luminosidade com sua espiritualização crescente até que, finalmente, caminha na luz como Cristo, que está na luz. Como consequência dessa irradiação, chama a atenção e ganha lealdade. A Hierarquia de Leão está implantando esse ideal no mais profundo de cada ser humano ao focar seu poder de amor sobre a Terra.

Quando o Sol atravessa o Signo de Leão, o iluminado que caminha na trilha da santidade ascende aos mais altos reinos desse Planeta e entra em uma mais profunda consciência de poder transcendente. Começa a compreender que o amor, em seu mais elevado aspecto, não é uma paixão ou um sentimento, mas uma fase da própria divindade. São Pedro foi imbuído de uma força amorosa dessa natureza. Ele mesmo se referiu a ela quando disse ao aleijado, às portas do formoso Templo: “Nem ouro nem prata possuo. O que tenho, porém, isto te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareu, põe-te a caminhar!” (At 3:6) . E foi essa mesma força a que, de tal modo, animou a São Paulo que, apesar de todas as suas perseguições e encarceramentos, pode pronunciar aquelas palavras formosas: “Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos Anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como um bronze que soa ou como um címbalo que tine.” (ICor 13:1).

A nota-chave bíblica de Leão ressoa nas palavras: “O amor é o cumprimento da lei.” (Rm 13:10).

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Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola do Filho Pródigo

De acordo com a Astrologia Esotérica todas as almas que renascem passam pelas portas de Câncer. Nas águas de Câncer se formam os germens da vida que animam a cada indivíduo dos reinos mineral, vegetal, animal e humano. Esse impulso vital eleva, progressivamente, do mineral para o vegetal, do vegetal para o animal, do animal para o ser humano e do ser humano para o Anjo, já que toda a evolução está sob a supervisão da Hierarquia.

A Parábola do Filho Pródigo se refere à Câncer.

A Parábola do Filho Pródigo (Lc 15:11-32)

É uma história sobre a evolução. Apresenta-nos dois irmãos, um mais velho, que jamais abandonou a casa paterna e outro mais novo, que vai para um país longínquo. Inicialmente o pai lhe diz: “tudo o que eu tenho é teu”. Esse irmão representa a natureza superior do ser humano, que está sempre sintonizada com tudo o que é bom, nobre, formoso, puro e verdadeiro. O outro irmão abandona a casa paterna e gasta mal tudo o que tem em uma vida desenfreada, terminando por disputar a comida dos porcos que ele cuidava. Esse representa a natureza inferior do ser humano que sucumbe às tentações sensuais e aos caprichos do mundo.

Como é de aplicação universal, essa parábola se encontra em todo ensinamento espiritual fornecido ao mundo. Nele o candidato, pobre, nu e cego, depois de gastar mal e inutilmente tudo que tinha, eleva seus olhos para a casa do Pai e começa sua viagem para o leste, em busca da luz. Ali está sentado o Mestre excelso que, quando o candidato se revela digno disso, lhe é instruído como alcançar, também, a maestria.

A humanidade, em geral, está representando o papel do Filho Pródigo, pois a raça humana deu as costas à verdadeira luz e, em sua perseguição por objetivos materiais, vive literalmente na casca da existência. Isso provocou o nascimento do medo, do caos, da incerteza, dos conflitos e das revoltas sociais que enchem a Terra. E que aumentarão até que a humanidade comece a voltar atrás e se dirigir para a luz que brilha nele.

Quando o Filho Pródigo retornou, o Pai lhe recebeu entusiasticamente. O filho disse: “Pequei e já não sou digno de me chamar de filho novamente. Trata-me como um dos seus servos”. No entanto, o Pai o recebeu com um forte abraço, o vestiu com o melhor traje e pôs em seu dedo um anel de ouro.

A maior tranquilidade para o ser humano, em meio ao caos da vida, é saber que nunca lhe faltará o cuidado amoroso e a proteção do seu Pai. “O assédio dos céus” sempre o seguirá. Nas palavras do salmista: “Se subo aos céus, tu lá estás; se me deito em um tumba, aí te encontro” (Sl 139:8). Nenhum ser humano pode cometer tantos crimes ou se degradar de tal maneira que não possa contar com a amorosa recepção do Pai, quando eleve seus olhos e começa sua caminhada em direção a Ele. O pródigo regenerado se vestirá com a roupa da nova vida e lhe será dado o anel de ouro, o amor e a proteção.

A proximidade do Pai foi, magnificamente, expressada por Elizabeth Barret Browning[1]:

E eu sorri para agradecer a grandeza de Deus fluindo

em torno de nossa imperfeição

E a nossa ansiedade, o seu descanso.

As duas naturezas do Filho Pródigo foram bem descritas por Emerson: “Só o finito trabalhou e sofreu; o infinito se esticou em um descanso sorridente”. E São Paulo ilustrava a trilha que leva o ser humano da irrealidade para a próxima afirmação: “as coisas que são vistas são temporais, mas as que não são vistas são eternas”.


[1] N.T.: foi uma poetisa inglesa (1806-1861)

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Sol transitando pelo Signo de Câncer (junho-julho)

À medida que o Sol atinge o ponto mais alto de sua ascensão norte, o Cristo também sobe para o reino espiritual descrito na Bíblia como o Trono do Pai. Isso é conhecido na terminologia Rosacruz como o Mundo do Espírito Divino, a morada do Deus desse Sistema Solar.

Enquanto o Sol transita pelo Signo de Câncer, Cristo ascende ao Trono do Pai, onde se banha em Sua transcendente glória. Ali se renova e se revitaliza, atraindo mais e mais forças espiritualizadas para prosseguir o Seu ministério terreno quando volte a penetrar nos reinos da humanidade, no Equinócio de Setembro. Durante Sua permanência nos céus, o Planeta Terra, clarividentemente observado, aparece luminoso por Suas radiações; e o observador comprova, no mais profundo do seu ser, o significado de Sua afirmação: “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue.” (Mt 28:18).

Câncer é o Signo mais profundamente místico, o principal Signo feminino. Em harmonia com esse fato, o Signo contém um pequeno aglomerado de estrelas dispostas que se assemelha a uma manjedoura. Do coração de Câncer surgem as águas da vida eterna, em que são germinadas formas-sementes que animam todos os reinos da Terra. O Solstício de Junho ocorre quando o Sol entra em Câncer (em torno de 21 de Junho) e também está em sintonia com o princípio da fecundidade.

Como Signo mãe cósmica, Câncer é o portal por meio do qual os Egos humanos veem ao renascimento.

Os antigos representavam Câncer como uma mulher com a Lua a seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. Esse símbolo foi empregado por São João na Revelação (Livro do Apocalipse) para representar o triunfante regresso do feminino caído, a Eva do Gênesis, a seu estado divino original. Essa figura exaltada feminina representa os Grandes Iniciados da Hierarquia de Câncer conhecidos como Querubins. Um dos mais altos Iniciados dessa Hierarquia é a Mãe Cósmica do universo a que esse Planeta Terra pertence.

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Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola do Homem Rico e Lázaro

Foi dito que Gêmeos, os gêmeos, é o Signo dos opostos: positivo e negativo, alto e baixo, branco e preto. Sob a influência dessa Hierarquia a humanidade conhece o caminho da luz e o caminho das sombras, como conheceram Lázaro e o homem rico na parábola bíblica.

O homem rico tinha grandes posses terrenas, enquanto Lázaro era um mendigo que vivia na miséria. Ambos simbolizam os dois polos da riqueza e da pobreza, o “tem” e o “não tem”, uma classificação que é causa de inumeráveis guerras ao longo da história. O homem opulento da parábola se vestia de linho puro e púrpura real. Todos os dias se dedicava a se divertir e se distrair, enquanto Lázaro, em sua extrema miséria, acudia cada dia para mendigar as migalhas de sua mesa.

Idênticas situações existem no mundo hoje em dia. Contudo, tais iniquidades não podem durar, posto que vivemos em um mundo regido pela lei moral. O ajuste de contas, no entanto, requer maior tempo do que compreende uma só encarnação terrestre. Isso é o que ensina a parábola, que revela o modo de operar a lei, tanto nos planos externos como nos internos.

Lázaro e o homem rico morrem. O primeiro foi transportado para os Céus, enquanto o segundo foi para o Purgatório a fim de sofrer pelo seu ócio, sua improdutividade e perda de tanto tempo. Essa justiça não é, no entanto, de natureza vingativa. O ser humano colhe o que semeou. Ainda que Lázaro vivia na pobreza, as sementes que ele semeou produziram uma rica colheita em comparação com a produzida pelo homem rico, que falhou na hora de fazer o uso correto de suas riquezas e aproveitar a ocasião que foi lhe dada, de prestar um serviço a alguém menos afortunado que ele. O modo de operar da lei é simplesmente corretivo. Reconhecendo a colheita de sua própria semente, o ser humano obtém a compreensão e a compaixão e se dá conta que é um com toda a humanidade.

A parábola ensina, também, que a natureza da experiência do ser humano após a morte está determinada por sua vida sobre a Terra. Quando o homem rico sentiu sede, viu o estado de felicidade de Lázaro no seio do Pai Abraão e suplicou a esse que permitisse a Lázaro lhe dar um gole de água para matar a sede. A isso, Abraão replicou: “Entre nós e vós existe um grande abismo”. Essa barreira é formada por uma vibração. Se uma pessoa do Purgatório pudesse elevar sua consciência ao plano celeste, não continuaria confinada no plano inferior do Mundo do Desejo.

A parábola mostra, ainda, outro ensinamento. O conjunto das experiências humanas está constituído, principalmente, pelas emoções do prazer e da dor. Aceitada com conhecimento, a dor constrói o degrau na escada da realização. Porque a dor torna a compaixão mais profunda e a simpatia mais ampla e incrementa a humildade e a beleza do próprio caráter, que são as características de tudo o que se encontra na verdadeira trilha do Discipulado.

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Sol transitando pelo Signo de Gêmeos (maio-junho)

Gêmeos é o Signo dos gêmeos. No plano material significa dualidade; no plano espiritual, polaridade.

Sob a influência de Gêmeos o ser humano oscila facilmente de um extremo a outro: do material ao espiritual, do pessoal ao impessoal.

A nota-chave de Gêmeos é a versatilidade. Seus nativos se caracterizam por sua habilidade em fazer muitas coisas muito bem. Gêmeos avançando, frequentemente, se dedica a escrever e a falar sobre assuntos espirituais e, às vezes, se converte em um curador espiritual. Gêmeos é um Signo mental e a Mente pode conduzir tanto na direção das trevas como na direção da luz. São Paulo sabia disso perfeitamente e por isso acentuou em todos os seus ensinamentos o ideal de que “Cristo se forme em vós” (Gl 4:19). Até que a Mente se cristifique ela está ameaçada por grandes perigos. E contra isso São Paulo cita: “a Mente carnal é inimiga de Deus” (Rm 8:7).

De acordo com a natureza de Gêmeos, aqueles que estão fortemente influenciados por esse Signo, frequentemente enfrentam a necessidade de eleger entre um dos dois caminhos; por isso resulta essencial para eles o cultivo dos poderes do discernimento, poderes acentuados em Virgem, também regido por Mercúrio. Hão de cultivar a estabilidade e a fixidez de propósitos, já que são muito facilmente influenciáveis. O nativo de Gêmeos necessita muito tempo para se concentrar e meditar sobre a frase: “Está tranquilo e sabe que Eu sou Deus” (Sl 46:11)..



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