porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Relação entre Conhecimento e Sabedoria: onde está o ponto de partida

A Relação entre Conhecimento e Sabedoria: onde está o ponto de partida

Como quase todos os problemas humanos são, atualmente, observados e pretensamente solucionados através de uma visão materialista. O Aspirante Rosacruz não duvida de que a prática da devoção é um meio de se restabelecer o equilíbrio na vida da humanidade. Nem sempre as soluções encontradas pelas vias convencionais são adequadas ou definitivas, porque não abordam os problemas pelas suas causas. Em tais circunstâncias a vida devocional oferece valiosas oportunidades de uma análise mais profunda. Se antes de tentarmos equacionar uma questão através de fórmulas convencionais ou materialistas, meditássemos ou orássemos, notaríamos como as respostas seriam encontradas mais facilmente. Na realidade a solução seria intuída. Muitos dos grandes cientistas afirmaram que na fase inicial de suas descobertas receberam como que uma “inspiração ou intuição”. Parece-nos que o resultado final é fruto de amálgama entre a intuição e a formação acadêmica. Ao corolário de todo esse processo podemos chamar de sabedoria.

O conhecimento é tão importante em nossa vida que seria um equívoco não reconhecê-lo como um poderoso fator em relação com a sabedoria. A aquisição do conhecimento em todos os níveis e campos de atividade humana tornou-se um fator de sobrevivência na complexa sociedade em que vivemos. Mas, como Max Heindel afirmou no “Conceito Rosacruz do Cosmos”: “Tão seguramente como o pensamento já existia antes do cérebro e o está aperfeiçoando para sua expressão; tão certo como a Mente vem abrindo horizontes mais amplos a desvendando os segredos da natureza pela força de sua ousadia, com igual fortaleza o coração encontrará um meio de romper os grilhões que o prendem e realizar suas aspirações. Atualmente o cérebro o domina. Algum dia manifestará toda sua força, libertar-se-á de sua prisão, se convertendo em um poder maior que a Mente”. Isso já ocorre com muitas pessoas no Ocidente.

Os Ensinamentos Rosacruzes servem de ajuda àqueles inclinados ao intelecto, podendo conduzi-los, pela via racional, ao desenvolvimento de sua religiosidade. Conhecimento é poder, e, em si mesmo não é bom nem mau. Depende do propósito para o qual é utilizado. Partindo desse princípio não é difícil imaginar a responsabilidade que o envolve.

O conhecimento oculto ou religioso em si mesmo não é sabedoria. Trata-se apenas de um conhecimento mais elevado. São Paulo nos ensinou no capítulo 13 de sua Primeira Epístola aos Coríntios: “Ainda que eu conheça todos os mistérios e toda ciência. . . se não tiver amor, nada serei”.

Não há contradições na natureza: o Coração e a Mente devem ser capazes de unir-se. A Mente, auxiliada pelo intuitivo Coração, podendo aprofundar-se nos mistérios do ser com crescente eficácia, o que não seria possível se agisse isoladamente.

Filosofia significa “amor e sabedoria”. A sabedoria é o segundo aspecto do Deus Trino, o princípio crístico que é a meta da humanidade. Assim, quando nosso conhecimento se amalgamar com o amor, surgirá a SABEDORIA — uma expressão do Espírito de Cristo.

(Publicada na revista “Serviço Rosacruz” – 07-08/87)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

No Jardim do Tapete Florido

No Jardim do Tapete Florido

No Jardim do Tapete Florido há uma árvore. Todos os dias meninos e meninas do Reino das Fadas se reúnem em volta dela para estudar, trabalhar e brincar, pois ela é, para eles, a Árvore do Exemplo. É a sua escola. É onde aprendem a diferença entre o certo e o errado, a melhorar seus modos e a prepararem-se para a época em que estarão prontos para a Árvore da Vida.

À Árvore da Vida também está no meio do Jardim do Tapete Florido. Mas ninguém a vê. Está escondida da vista das Fadas crianças, até um certo dia em que elas completem 7 anos do seu crescimento, quando então estarão aptas para a Grande Aventura de aprender o significado das coisas.

A Árvore da Vida é uma árvore etérea, que não pode ser vista à luz do dia, e não pode ser conhecida até que a criança atinja o sétimo ano de sua vida. Somente neste tempo certo, é que ela brilha para as Fadas e a luz é tão brilhante no início, que os meninos e meninas são tomados de surpresa. A luz brilhante e etérea apareceu de repente no Jardim do Tapete Florido em uma noite de junho.

Naquela noite maravilhosa de junho, duas dúzias de meninos e duas dúzias de meninas estavam reunidos sob sua Árvore do Exemplo, estudando suas lições, como fazem todas as boas crianças. Cada uma tinha aprendido a ter bons pensamentos e bons sentimentos extraídos das cores, dos companheiros e dos amigos da Natureza. Cada uma tinha aprendido a deixar de lado todos os maus pensamentos e todos os maus sentimentos que, de alguma forma, cresciam em seus corações e em suas Mentes. Às fadas aprenderam tão bem essa lição que, elas mesmas, se tornaram pequenas luzes brilhantes. E, porque cada menino e cada menina estava brilhando com bons sentimentos e bons pensamentos, certa noite em junho, a luz grande e brilhante da Árvore da Vida chegou direto em suas Mentes e seus Corações. Resplandeceu numa torrente de radiante esplendor.

– O-o-o-o, exclamou um coro de minúsculas vozes, e as Fadas meninas arremessaram-se para o céu carregando a fragrância das flores, enquanto se afastaram assustadas.

Os meninos eram mais destemidos, mas, lá no fundo, eles também estavam um pouco assustados. Eles fingiram que não. Não queriam que as meninas soubessem que estavam tão assustados quanto elas diante daquela luz repentina e brilhante. Então, permaneceram no Jardim, alguns atirando-se ao chão para tirar força da sua Mãe-Terra. Outros seguravam seus joelhos, fechavam suas mãos e apoiavam-se na Árvore do Exemplo para disfarçar seu espanto.

Por um momento, a própria luz das pequenas Fadas tornou-se opaca. O medo fez com que ela se escurecesse. Mas, bem depressa elas perceberam que a Luz radiante, vinha de cima, era amiga e gentil e todos os seus medos se dissiparam e sua luz começou a brilhar novamente.

As fadas meninas saíram das nuvens. Elas flutuavam acima da Árvore do Exemplo, expressando cada uma seu espanto e surpresa. Cinco delas, mais aventureiras do que as outras, deixaram de lado suas asas e desceram para o arco de luz na base da maravilhosa Árvore da Vida que não podiam ver.

Doze dos meninos, ainda mais ousados do que suas cinco irmãs, corajosamente mudaram seus sentimentos e avançaram para se apoderar de doze raios de luz. Com uma velocidade assustadora, eles foram impulsionados para cima, para os galhos etéreos que giravam rapidamente acima do chão. Os outros olhavam, aplaudiam e se perguntavam se ousariam segurar um raio da Resplandecente Árvore da Vida.

Lá em cima nos galhos, alguns dos meninos pareciam estar deliciados com sua nova experiência, enquanto outros sentiam-se assustados, outros riam e alguns apenas fechavam os seus olhos para pensar o que iriam fazer. Apenas um dos meninos foi capaz de flutuar no mesmo instante ao ritmo da extraordinária Árvore. Ele chamou seus irmãos para tentar ajudá-los.

— Veja, ele ria. É fácil. É como se você fosse um pássaro voando, um cardo flutuando no ar ou mesmo um dos nossos bons pensamentos soprando pelos ares.

Os outros meninos lançaram-se na experiência, confusos a princípio, até que, finalmente, todos eles movimentaram-se facilmente no ritmo da vida, como pássaros livres, como semente carregada pelo vento ou como o voo límpido de um bom pensamento.

Um por um, os doze meninos armaram-se de coragem, pesaram os raios de Luz e foram levantados rapidamente no círculo brilhante sobre o Jardim. Uma a uma, as fadas meninas retiraram suas asas e desceram para juntar-se às suas irmãs no arco de Luz que inundava o Tapete Florido, na base da Árvore.

As garotas cresciam parecendo borboletas e pétalas de flores e matizes do arco-íris do orvalho da manhã, à medida que dançavam e brincavam à Luz da Vida. Os meninos cresciam parecendo as mais ativas criaturas do ar, do mar e da terra. E, do sétimo ano de seu crescimento até que se passassem outros sete anos, todas as Fadas meninos e meninas estudaram o significado das coisas na maravilhosa Luz da Árvore da Vida.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. III – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Hipnotismo, um cerceamento e violência à sagrada liberdade individual

O Hipnotismo, um cerceamento e violência à sagrada liberdade individual

Nos ensinamentos que promulga, a Fraternidade Rosacruz leva acima de tudo a liberdade humana. Sua mensagem é, sobretudo, de libertação. Como o hipnotismo representa um cerceamento e violência a essa liberdade, a Fraternidade Rosacruz o desaprova terminantemente. Porque o hipnotismo é um cerceamento e violência à sagrada liberdade individual, explicaremos no decorrer desta exposição.

Muitas pessoas, ao tomar seu primeiro contacto com a Fraternidade e receber as instruções preliminares, estranham que vedemos a inscrição a hipnotizadores, médiuns, videntes, quiromantes e astrólogos profissionais. Explicamos: são práticas que agridem a liberdade do espírito interno, que mercantilizam e prostituem forças divinas. Isso dizemos porque a realidade mesma, observada dos planos internos, nos autoriza a proteger a boa fé e ignorância de muita gente a respeito desses assuntos.

Do ponto de vista da ciência materialista, o ser humano é considerado simplesmente como algo físico, um corpo organizado, não um ser espiritual a manipular uma complexa instrumentação mental, emocional, etérica e química. Esses conceitos materialistas são divulgados tanto nos livros e escolas que, ao atingirmos a fase adulta e começarmos a estudar o ocultismo, surpreendemo-nos muitas vezes com a insidiosa influência dessas ideias, gravadas em nós desde a infância. Sabemos da Bíblia, aprendemos catecismo em pequenos, ouvimos muitas vezes as inúmeras e claríssimas asserções de que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, de que a vontade de Deus é que atinjamos a perfeição, de que as coisas que o Cristo fazia nós as faremos também e maiores obras ainda, além de um sem número de afirmações, segundo as quais vemos que somos seres espirituais, herdeiros das promessas divinas. No entanto, passemos os olhos ao nosso redor. Vejam quanta gente agitada, convulsionada, nervosa, lutando desesperadamente numa competição muitas vezes injusta, anticristã, no afã de quê? Ficar rico? “Gozar” a vida? “Assegurar” o futuro? Onde a fé, onde a confiança em Deus, onde a convicção de que, à morte, tudo deixamos aqui, levando apenas a essência do que tenhamos FEITO de bom ou de mau?

É lógico que ninguém poderá fazer as coisas que o Cristo fez e obras maiores ainda, segundo nos afirmam os Evangelhos, se não for pelo renascimento, que permite o aperfeiçoamento gradativo, pois ninguém pode realizar esse gigantesco intento em uma só existência. É lógico que, se há “céus”, se há um plano imaterial, suprassensível, um mundo invisível aos nossos olhos físicos, esse mundo que é a origem de tudo, o mundo das causas, nenhum assunto poderá ser inteiramente considerado e compreendido, se não for abordado em seus aspectos físico e espiritual, devendo haver entre ambos os aspectos inteira coerência, pois no reino de Deus não existe contradição.

Com esse preâmbulo, voltemos ao tema do hipnotismo.

Que é ele?

Consiste em, por meio de passes à cabeça ou por meio de toques em certos pontos vitais, EXPULSAR o éter da cabeça da vítima, introduzindo ali, em substituição, por meio da vontade, o próprio éter (do hipnotizador). Nessa condição, fica o paciente privado de consciência, do crivo da razão, que o torna ser humano, ser racional, capaz de analisar, rejeitando ou aceitando o que lhe é proposto. No transe hipnótico, temos de obedecer ao que nos for ordenado. Depois a “ordem” ficará gravada através de um pequeno resíduo do Corpo Vital do hipnotizador na medula oblonga da vítima, como elos, como cordéis pelos quais o hipnotizador poderá atuar na vítima enquanto viver. O hipnotismo é perigoso, mormente nas mãos de pessoas inescrupulosas. Difundido como está, infelizmente até por certas escolas ditas espiritualistas, pode ser um instrumento de domínio, de exibição de falsos poderes, com propósitos egoístas, dando geralmente causa à idiotia em vida futura. Muitos Egos, privados numa vida de seu livre arbítrio, vinculados e aprisionados num corpo demente, de cérebro deformado, sem possibilidade de expressão natural, mostram as causas de sua enfermidade nos maus aspectos de Netuno, que rege as faculdades espirituais. Embora não seja uma forma grave de magia negra, traz essa consequência num destino maduro. Contudo, por isso não devemos concluir que todos os casos de idiotia congênita se devem a essas práticas em vidas anteriores, porque existem outras causas.

Para se ter uma ideia próxima de como se desloca a parte etérica, tomemos o exemplo de um fenômeno comum, como o do adormecimento de um braço ou de uma perna. Uma posição forçada, dificultando a livre circulação do sangue e do fluido vital, provoca o deslocamento do Éter. Em tais casos, vemos o braço ou a perna etéricos flutuando sobre o braço ou a perna material, respectivamente, até que, pela normalização da circulação do sangue, os pontos vitais de novo se introduzem no membro, dando causa, com sua entrada, àquela sensação de “formigamento”. No caso da hipnose, não se dá o formigamento porque a parte vital retirada da cabeça é substituída imediatamente por éter do hipnotizador, durante o transe.

Muitos objetam, embora, sabendo disso, que em certos casos o hipnotismo se justifica, como, por exemplo, na medicina ou em odontologia, para tirar o dente, sem dor, de pessoas que têm alergia por injeções, que têm males de coração, etc. As correntes médicas especializadas no assunto se dividem, pró e contra sua aplicação. A maioria dos psicanalistas já condenou o seu emprego nas sessões, para descobrir a causa dos traumas. Julgam eles, mui acertadamente, que o paciente deve ter consciência da causa e por si mesmo, com orientação do médico ou sem ela, erradicar o trauma.

Do ponto de vista oculto, é evidentemente errado tratar de curar um hábito, como o da bebida alcoólica, pelo hipnotismo. Encarado do ponto de vista de uma só vida (daí a ciência material e as igrejas cristãs populares muitas vezes concordarem com o hipnotismo) o tratamento pela hipnose pareceria justo e eficiente. Senta-se o paciente numa cadeira, faz-se-o dormir e dão-se-lhe certas sugestões. Desperta-se-o e quando se põe de pé, já está curado de seu mau hábito. De alcoólatra que era, converte-se num cidadão respeitável, que cuida bem de sua esposa e filhos e segundo todas as aparências o benefício obtido é inegável.

Mas se contemplamos as coisas do ponto de vista mais profundo, o do ocultista, que vê os dois planos e contempla esta vida como uma dentre muitas, que toma em consideração o efeito causado nos veículos invisíveis dessa pessoa, então o caso é completamente diferente. Quando se submerge uma pessoa no sono hipnótico, na forma já descrita, além de privá-la da livre escolha, impõe-se-lhe uma ordem, não uma simples sugestão e o paciente não tem outro remédio senão obedecer, mormente quando se repetem os transes, porque fica um resíduo do manipulador, para agir dentro do indivíduo. É como que, para usar uma comparação, uma pequena parte do magnetismo infundido num dínamo elétrico, que nele fica sempre e com o qual pode ser posto em movimento. Assim, o resíduo etérico do hipnotizador, dentro da vítima, cresce em proporção e poder, com a repetição dos transes a que for submetido pela mesma pessoa. Concluímos, pois, que a vítima de um hipnotizador não vence um mau hábito por sua própria vontade e força, senão pela imposição da vontade de outra.

Quando regressa à terra, em próximo renascimento, terá as mesmas debilidades que não venceu e terá de novamente lutar consigo mesmo, até vencer-se.

Alguém poderá contestar que uma sugestão não prejudica, pois, a vida inteira passamos a receber sugestões por meio de livros, de cinema, de pessoas, etc. Mas é um caso muito diferente, porque em tais circunstâncias a pessoa está de posse de sua razão, com direito de aceitar ou rejeitar a sugestão. Se se trata de uma pessoa de forte personalidade, diante de outra, de vontade débil, essa sugestão poderá assumir quase o caráter de uma imposição. Mas essa influência a moverá somente quando atender-lhe à natureza. Uma pessoa comum, numa assembleia onde todos estejam vibrando em uníssono numa mesma ideia, ou num comício onde um líder consiga inflamar a maior parte dos ouvintes com suas ideias, ou numa parada patriótica onde se exaltem os sentimentos de patriotismo, poderá afetar-se momentaneamente, deixar-se levar pela força da egrégora. Mas depois, consigo mesmo, voltará à tônica de seu modo de ser. No hipnotismo é diferente: fica uma influência, uma imposição estranha.

Por oportuno, lembremos o que diz Max Heindel em “O Conceito Rosacruz do Cosmo”, obra básica da Filosofia Rosacruz: “O método Rosacruz difere de todos os outros métodos num ponto especial: procura, desde o princípio libertar o aspirante de todas as limitações internas e externas, ajudando-o a conquistar o pleno domínio de si mesmo, pois só em tais circunstâncias poderá “efetivamente ajudar os demais”. Já soubemos de outras organizações com nome de Rosacruz, (não a de Max Heindel, ligada aos Irmãos Maiores da Ordem), que facilitam meios de exercer poder sobre os semelhantes. Do ponto de vista oculto e do Bem, é repreensível, mas os Irmãos Maiores têm isso a seu cuidado, como guardiães e vigilantes de tudo o que é perigoso na evolução humana. Cumprimos nosso dever, esclarecendo quando necessário, deixando o mais a cuidado desses excelsos Seres,  vanguardeiros Guias da Onda humana.

Foram os próprios Irmãos Maiores que, no tempo que julgaram oportuno, anunciaram indiretamente ao mundo a força do pensamento e deixaram entrever o mecanismo do subconsciente, muito antes de Freud. Foram eles que mandaram Mesmer, o qual foi tremendamente ridicularizado pelos postulados que pregava. Só quando os materialistas, trocando o nome da forca descoberta por Mesmer, deram ao mesmerismo o nome de “hipnotismo” é que se tornou “científica”. Em verdade, resta ainda muito a aprender e desaprender aos atuais indivíduos da ciência materialista. Podem eles lutar até o último momento contra o que, zombando, qualificam de “ideias ilusórias” dos ocultistas. É só questão de tempo; terão de aceitar e admitir todas as suas verdades, uma a uma.

“Os pensamentos são coisas”, é uma força atualmente incalculável. À medida que a razão se for desenvolvendo, controlando mais e mais os impulsos do Corpo de Desejos e o altruísmo for assegurando um legítimo emprego a todos os poderes latentes do ser humano, alcançaremos o mérito de utilizar esse poder maravilhoso, mas sempre para o bem e sem imposição a ninguém.

Siegfried, símbolo da alma avançada, na mitologia nórdica, estava armado para a batalha da vida com a espada “nothung” (a coragem do desespero) com a qual combateu e venceu os dois dragões da cobiça e do credo. E tinha outra arma, que nos tempos modernos podemos chamar de poder hipnótico: Tarcap, o capacete da ilusão, que permitia a quem usasse aparecer aos outros na forma que desejasse. E para fazer uso desse poder lhe foi dado também, por Brunhilde, o espírito da verdade, seu cavalo alado, Grane, o discernimento, graças ao qual podemos distinguir o erro da ilusão. Aí está porque nós devemos tornar primeiramente merecedores, por nossa formação moral, de utilizar esses e outros poderes do espírito. Eis, também, porque não podemos aceitar em nosso seio aqueles que propositada e egoisticamente fazem deles uso pervertido.

Para finalizar, damos um meio de empregar legitimamente a força do pensamento, em casos de pessoas que precisam de auxílio extra. Tal auxílio é prestado durante o sono natural, quando o Ego, envolto pela Mente e o Corpo de Desejos sai do corpo físico e geralmente flutua sobre ele ou permanece em sua vizinhança, ligado pelo cordão prateado, enquanto os Corpos Denso e Vital se restauram, no leito. Nessa oportunidade é possível influenciar a pessoa adormecida, inculcando-lhe no cérebro pensamentos e ideias que lhe queremos comunicar. Contudo, não se pode conseguir que ela faça algo ou que acolha qualquer ideia que não esteja de acordo com suas próprias tendências habituais. É impossível ordenar-lhe que faça algo ou obrigá-lo à obediência porque durante o sono natural seu cérebro está interpenetrado por seu próprio Corpo Vital e tem perfeito controle de si mesmo. Não há, aí, desrespeito ao livre arbítrio da pessoa. Já no sono hipnótico, os passes do hipnotizador lançam fora do cérebro o Éter da cabeça, que fica então sobre os ombros da vítima como um colar. Então o cérebro está aberto ao Éter do Corpo Vital do hipnotizador, que toma o lugar do Corpo Vital da vítima. De sorte que no sono hipnótico a vítima não pode escolher nem quanto às ideias, nem quanto aos movimentos de seu corpo, porque é o cérebro que dirige os nervos e músculos voluntários e então, está manipulado por Éter estranho. No sono natural, o Ego é o agente completamente livre. Na realidade, esse método de sugestão durante o sono é sumamente importante para as mães que têm filhos rebeldes e refratários e para as esposas de viciados rebeldes, de vontade fraca. Para tratar dessas pessoas, assenta-se ao lado da pessoa adormecida e (se possível, tomando-lhe uma das mãos) fala-se suave e audivelmente com ela, inculcando-lhe no cérebro as sugestões convenientes. Ao despertar e principalmente com a repetição (há mais facilidade, naturalmente, com as pessoas de sono pesado) verá que muitas dessas ideias lançaram raízes no subconsciente, de uma forma eficaz, porque muitas pessoas detestam conselhos e reprimendas e desse modo se lhes faculta seguir a própria deliberação. Igualmente se pode tratar assim de pessoa enferma, quando carece de otimismo, coragem, fé e outros valores importantes na cura. Sabemos que isso pode ser usado para o mal, mas não mantemos o segredo porque acreditamos que o bem que se pode realizar com esse método sobrepassará em muito o prejuízo que uma ou outra pessoa malvada possa ocasionar. Além do mais, a lei de causa e efeito se incumbe de pôr os irresponsáveis, pela dor, no devido caminho.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de maio/1966)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Senso de Valor: veja onde está o seu

Senso de Valor: veja onde está o seu

“Disse o Senhor a Samuel: não atentes para a aparência nem para a altura de sua estatura, pois o tenho rejeitado. O Senhor não vê como vê o homem; o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” (ISm 16:7)

A passagem citada, do Velho Testamento, foi extraída do trecho em que Jeová manda Samuel escolher seu sucessor entre os 7 filhos de Jessé. Samuel julgava que o eleito seria dos mais fortes e de mais belo parecer. No entanto, foi escolhido David, rapazito ainda, que logo depois prostrou o gigante Golias com uma pedra atirada por uma funda.

Eis um belo tema de meditação. Influenciados, a todo passo, pelas opiniões da sociedade materialista em que vivemos, somos levados a avaliar as coisas segundo suas aparências, quando Deus nos solicita buscar os valores internos.

Na antiga Grécia, o conceito de elite era mais correto. Os realmente mais sábios e virtuosos pontilhavam na vida política, científica, artística e social. Sabemos que Xantipa, esposa de Sócrates, tinha violentas discussões com o sábio, porque ele trazia fama e não dinheiro para casa. Ainda hoje existem pessoas de grande valor, em todos os campos, que mal ganham para suas necessidades. Poucos são os que se guindam na opinião pública, como Einstein e Schweitzer, ainda em vida.

Heróis anônimos, aos milhares, estão por aí, na classe média, participando da elite de Deus, mas não da dos seres humanos.

É muito comum ouvirmos falar: “minha filha casou muito bem. Seu marido é diretor de tal firma e ganha muito bem”. Casou com o conforto, com o dinheiro, que torna lindo o noivo. Todos os dias, vemos falsos destaques serem agraciados por falsas honrarias. E, como dizem os Evangelhos, “quem já recebeu seu galardão dos homens, nada tem a receber de Deus”.

Não podemos negar que o simples fato de um indivíduo se diplomar médico, engenheiro etc., pressupõe esforço e mérito individual, que para chegar a determinado posto deve ter provado o desenvolvimento de qualidades incomuns, a menos que se haja guindado por apadrinhamento.

Mas não basta isso. A conquista de maiores faculdades ou bens sejam quais forem suas naturezas, se de um lado acarreia mérito individual, de outro lado atrai maiores responsabilidades, porque “a quem muito foi dado, muito lhe será exigido”. O uso que fará então, das faculdades ou bens que conquistou é que provará seu verdadeiro valor perante Deus. “De que vale ganhar o mundo e perder sua alma?”

O abuso de autoridade, de faculdades e de propriedade tem trazido muito sofrimento aos seres humanos. Somos apenas despenseiros dos bens que o Senhor põe à nossa disposição. Veja-se na parábola dos Talentos que o Senhor “deu mais ao que multiplicou seus talentos e tirou o único que tinha dado ao que, por medo de perdê-lo, o havia enterrado”.

A Fama, o Poder, o Dinheiro e o Amor são os meios mais usados atualmente, pelos Senhores do Destino, para adiantar a evolução humana. Por um deles somos capazes dos maiores sacrifícios, vidas inteiras. Mas quem é capaz de renunciar a si mesmo e servir os demais com o mesmo entusiasmo?

Sem exigir tanto, quantas pessoas se dedicam diariamente à prática de virtudes cristãs, pelo menos duas horas? Ou quem ora sinceramente meia hora por dia?

— Não tenho tempo! — é o que ouvimos constantemente. E lembramo-nos daquela passagem: “onde está o teu tesouro, ali está o teu coração…”

Sabendo isso e não exigindo mais do que podem dar os seres humanos, os Senhores do Destino lhes apresentam os incentivos da Fama, do Poder, do Dinheiro e do Amor. Em sua conquista tudo fazem e nesse esforço, sem o saberem, vão desenvolvendo qualidades de confiança própria, de persistência, de luta, que mais tarde serão aproveitadas num sentido superior. Quanto ao mau uso que agora fazem disso tudo, sofrerão inevitavelmente as consequências e seu efeito saturnino far-lhes-á crescer a alma, pela dor.

Muito mais, contudo, farão os que com o mesmo empenho constroem o mundo para servir seus semelhantes dos mais variados modos, administrando os bens e faculdades com perfeita renúncia de si mesmos. Esses crescerão muito e depressa, recebendo, com toda certeza, progressivamente mais, para verter no mundo, os recursos de Deus, pela evolução de seus filhos menores.

Cuidemos, pois, de avaliar devidamente as coisas e as pessoas. Muitas vezes o vidro brilha mais do que um diamante bruto… Melhor é não nos iludirmos com as aparências e buscarmos em todos “a divina essência que existe em cada um, pois isso constitui a verdadeira fraternidade”. Melhor dizendo, encaremos cada semelhante como irmão espiritual, com suas virtudes e defeitos. Não sejamos servis com os poderosos e superiores nem déspotas e infraternais com os inferiores na escala social. Tratemos a todos com a mesma lhaneza, amor e prudência, cuidando de merecer, por nossa conduta equânime e coerente, a graça de nos tornarmos dignos de ser “fiéis administradores dos bens do Senhor”.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de maio/1966)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Pureza, Base do Nosso Desenvolvimento Espiritual

A Pureza, Base do Nosso Desenvolvimento Espiritual

A pureza é a essência espiritual que nos permite clarear o cristal de nosso foco de consciência, para que sejamos capazes de penetrar na verdade do Espírito, donde não existe a ilusão.

Por que dizemos que a pureza é a base do desenvolvimento espiritual? Porque o espiritual só pode ser descoberto por meios espirituais, e esse meio espiritual se chama pureza, a qual tem vários graus, de acordo com o nível evolucionário que tenhamos alcançado.

Ademais, cada Aspirante à vida superior está capacitado para responder a certo grau de pureza, pelo fato de transitar pelo Caminho Espiritual.

Na medida em que nós nos esforcemos por adquirir este valioso atributo, nessa mesma medida estaremos capacitados para descobrir as grandes verdades ocultas na Filosofia Rosacruz, na Bíblia ou em qualquer outro livro de edificação espiritual.

Por meio da Lei de Jeová estávamos na situação de servir egoisticamente, na certeza de receber maiores benefícios. As Religiões de Raça têm sido passos necessários para a humanidade, a fim de prepará-la para o advento do Cristo. O ser humano deve primeiramente cultivar o “Eu” (uma individualidade) antes que possa chegar a ser realmente desinteressado.

Logo, do Sacrifício de Cristo em converter-Se no Espírito Interno de nossa Terra, possibilitou-nos estar desenvolvendo esse “EU”, esforçando-nos em servir desinteressadamente a nossos irmãos. Desta maneira, estamos nos transformando em homens e mulheres cada vez mais bondosos.

A essência ou o extrato do serviço desinteressado está desenvolvendo nossa tríplice alma, e à esta colheita espiritual podemos chamar “Pureza”.

Assim como a Lei conduz ao serviço desinteressado, para ficar dentro deste último, assim também o serviço desinteressado conduz à Pureza, para logo ficar dentro desta. Por isso, onde há pureza, há Serviço, porque nós terminamos exteriorizando o que levamos dentro.

Max Heindel nos diz que toda a miséria do mundo se deve ao fato de que lemos a Bíblia com o intelecto e não com o coração. É a Pureza a que nos permite ler com o coração e nos colocar em contato com a verdade oculta em qualquer sentença (da Bíblia).

“Os Puros de coração verão a Deus”, disse Cristo, querendo significar que a pureza é a única chave com a qual podemos abrir a porta que conduz à Deus. Isto é, chegar ao conhecimento de Deus Interno, o conhecer-se a Si mesmo; o encontrar a mulher ou homem dentro de Si mesmo, segundo o caso.

Nas portas dos templos da Grécia liam-se as palavras: “Homem, conhece-te a ti mesmo”, as quais, ao ser analisadas, são sinônimos de “Rosacruz”, segundo nos disse Max Heindel.

Quando o aspirante espiritual, através dos anos de luta no Caminho, logrou adquirir certo grau de pureza em seus veículos, se dará conta que seu desenvolvimento espiritual se acelera de tal maneira, que ganhos espirituais que lhe tinham custado vidas de esforço, outros mais elevados foram obtidos em poucos anos. Logicamente, que isto não é mais do que o produto acumulado dos esforços do passado.

O desenvolvimento espiritual que obtemos através da Pureza nunca é unilateral, porque todos os nossos veículos contribuem nesse sentido, à paulatina aquisição do que se conhece como: “Visão e Percepção Espiritual”.

O ser humano é um Tríplice Espírito, que possui um veículo Mente, que governa um Tríplice Corpo, o qual (espírito) fez emanar de si mesmo (espírito) para adquirir experiência. Este Tríplice Corpo se transforma em uma Tríplice Alma, da qual se nutre, elevando-se assim da impotência para a omnipotência.

Sendo essa a trajetória divina que nos conduz para Deus, é lógico, que sendo a Mente o foco através do qual se verifica esse processo, seja possível fazer todos os esforços para purificar nossos pensamentos, seja qual for o lugar em que estivermos colocados, pois desta forma, saltamos infinidades de obstáculos no Caminho Espiritual.

Estamos nos aproximando da Era de Aquário, cujo principal trabalho será a elevação do polo feminino no homem e o polo masculino na mulher, ou seja, um acesso mais próximo ao equilíbrio entre os dois princípios.

Se quisermos ser verdadeiros Precursores da Era de Aquário, não devemos esquecer que o que determina uma Era, são as condições mentais, as quais são exteriorizadas no tempo e espaço.

Os avanços dos tempos modernos que têm lugar em todos os regulamentos da vida, constituem à cristalização das condições mentais anteriores. Portanto, é lógico deduzir que as condições mentais atuais determinaram as condições que prevalecerão na Era de Aquário.

É importante fazer notar, que o materialismo que Max Heindel nos menciona tão prevalecente a princípio do século, ficou para trás praticamente, como o vemos nas tendências da humanidade para o científico e para o religioso, cuja união será uma realidade para Aquário.

Em virtude disso, podemos afirmar sem lugar de equívoco, que o mundo é aquilo que nós fazemos dele, e será no futuro o que dele estamos fazendo atualmente.

São Paulo nos disse: “Reforma-os pela renovação de vosso entendimento” (pensamento), e se meditamos um momento nos parágrafos anteriores, veremos a importância que tem para nós o purificar de nossos pensamentos.

“Ainda a Mente do mais degenerado pode ser totalmente limpa em alguns poucos meses. Isto foi experimentado por muitos que o tentaram, e qualquer um que o deseja e seja o suficiente tenaz, pode alcançar o mesmo e gozar de uma Mente pura e limpa em muito pouco tempo”, afirma Max Heindel.

Notamos a importância de purificar nossos veículos, quando lemos no Serviço de Cura: “Se desejarmos ser verdadeiros auxiliares na Obra que os Irmãos Maiores iniciaram, devemos transformar nossos corpos em instrumentos adequados, devemos purificar-nos por meio de uma vida pura, porque um vaso sujo não pode conter água limpa (pura) e saudável, nem uma lente manchada pode dar uma imagem nítida”.

No caminho espiritual não há lugar de descanso: avançar ou retroceder é a lei: mas é bom ter presente que os “retrocessos” acontecem durante uma ou várias vidas, dependendo do caso. Muitos hão que estão tratando de “tirar o navio das rochas”, que tinham encalhado em suas vidas passadas.

Se desejamos avançar a passo seguro para a purificação de nossos veículos, devemos tratar por todos os meios de praticar o exercício de Retrospecção a cada noite antes de dormir. Não importa a luta que tenhamos que enfrentar, a ajuda requerida será prestada a seu devido tempo a todos aqueles que persistam no esforço de dominar a si mesmos.

“Está a vida de pureza fora do alcance de alguns de nós? Não nos desencorajemos por isso, não se construiu Roma em um dia. Somos melhores homens e mulheres por haver pecado e sofrido, até que tenhamos despertado para o conhecimento de que o ‘o caminho do transgressor é mui doloroso’, e de que tenhamos chegado ao caminho da virtude, no qual só se encontra a paz Interna.

“Semelhantes homens e mulheres estão em um nível espiritual muito superior que aqueles que viveram vidas de pureza porque se achavam em situação privilegiadas. Isso foi evidenciado por Cristo quando disse que “Haverá mais alegria por um pecador que se arrepende, que por noventa e nove que não necessitam arrependimento”.

Para finalizar, não esqueçamos que, ao sermos admitidos como estudantes dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, percorrendo conscientemente o Caminho que conduz à Iniciação, é o maior privilégio que pode obter um homem ou mulher em seu propósito de “tomar o céu por assalto”. Em uma análise final, tudo depende da sinceridade de nosso propósito, e a força de nossa vontade.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 05-06/87-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Nosso Serviço para com os Animais

Nosso Serviço para com os Animais

Como sabemos, os animais agem sob a direção de seus Espíritos-Grupo e não estão individualizados no sentido dos seres humanos.

Para muitos de nós é óbvio, contudo, que os animais domésticos parecem ser capazes de “pensamentos” e “atividade inteligente” num grau além do que seu presente estágio evolutivo pareceria indicar.

Esta capacidade de aparente “pensamento” — este passo na direção da individualização dos animais domésticos — é devido ao fato destes animais terem estado em tão íntimo contato com os humanos, tendo, por muitas encarnações, sido treinados e influenciados por humanos na direção de seu presente estágio de desenvolvimento. Estes animais estão à vanguarda da onda de vida animal e serão os escolhidos como ensinantes e guias para os animais menos desenvolvidos durante o próximo Dia de Manifestação, quando terão se tornado realmente individualizados.

É bem sabido pelos Estudantes da Filosofia Rosacruz que, durante o Período de evolução de Júpiter que está se aproximando, a raça humana servirá de ajuda e estará a serviço do reino animal, ajudando-os a tirarem o máximo proveito de suas experiências naquele Período de Manifestação. Nós, então, trabalharemos para os animais bem, do mesmo jeito, como os Anjos estão nos servindo e conosco trabalhando atualmente. Sabemos que, pelo menos em parte, nosso serviço representará reembolso do tremendo débito em que estamos incorrendo como resultado da tortura e matança que neles infligimos agora.

Talvez, todavia, nós não estejamos tão-conscientes, ou alertados, do fato que os que entre nós temos animais domésticos e estamos agora mesmo ajudando-os em sua evolução e, talvez ainda mais importante, em formá-los e influenciá-los a serem futuros guias de sua onda de vida. Pois, é certamente verdadeiro que tais animais como gatos, cachorros e cavalos são os membros mais avançados da sua onda de vida e, como tais, serão os mestres e guias do inteiro reino animal, quando se tornarem individualizados e alcançarem o estágio de evolução “humano”. Dar-nos conta da responsabilidade que sobre nós incumbe como ensinamentos de tais guias futuros é certamente um pensamento maravilhoso, mas ao mesmo tempo profundamente solene.

De fato, quantos de nós já tentamos trabalhar, brincar, treinar, ou simplesmente afagar nosso cachorro ou gato com a clara consciência de seu potencial como possível pioneiro e mestre? O que quer que façamos para nossos bichinhos agora, e como quer que os tratemos, é certo que se insinuará em sua consciência e terá efeito sobre suas futuras personalidades. Treiná-los numa atmosfera de bondade e carinho agora ajudará a encorajar características semelhantes num animal ao chegar um indivíduo de sua maneira. Semelhantemente, um ambiente de aspereza e indiferença teriam seus efeitos negativos.

É verdade, naturalmente, que a consciência, conscientização e personalidade do animal se formarão dentro do contexto de muitas prévias encarnações, e não é provável que qualquer uma encarnação individual como animal seria uma determinante final com relação a suas qualidades futuras em seu próximo passo evolucionário importante. Dado o tremendo poder do amor, bondade e pensamento positivo, contudo, parece evidente que o que quer que possamos fazer para um animal doméstico (ou qualquer animal, por sinal) que esteja baseado nestas forças positivas, ajudará a dar-lhe uma receptividade e correspondência a elas e estimulará sua própria habilidade, quando o tempo chegar, em fazer uso delas em seu trabalho como guia de sua onda de vida.

Tem havido um bocado de especulação entre alguns estudantes ocultistas de que os animais, após a morte, podem e de fato voltam para seus donos em encarnações subsequentes. Os animais mortos, naturalmente, juntam-se a seus Espíritos-Grupo novamente, e seus períodos, entre encarnações físicas, são muito menores que os dos humanos. Muitos donos estão seguros de reconhecer num novo bichinho, o amado gato ou cão perdido algum tempo antes. Embora não tenha sido comprovado (para satisfação da Mente materialista) que os animais voltam assim, é razoável e lógico imaginar que poderiam e o fazem. Certamente parece provável que o Espírito-Grupo, sempre vigilante pelo bem-estar e progresso dos seus, julgue vantajoso devolver um animal ao antigo dono que o amou e estimulou seu desenvolvimento, de forma que possa novamente beneficiar-se de tal trato e tal ambiente benéficos. Pareceria também que a Lei de Associação aqui operaria. Portanto, os entre nós donos de animais, podemos por vezes ter o privilégio — e a responsabilidade — de amar, treinar, e trabalhar com o mesmo animal mais de uma vez.

De qualquer maneira, não importa quão frequente — ou infrequentemente estejamos envolvidos com determinado animal, poderemos ter certeza que, de uma maneira ou outra, estamos deixando nossa impressão permanente nele. Seja para bem ou para mal, isto é, inteiramente conosco. Se nos concentrarmos um momento nos magníficos esforços que os Anjos — na verdade, todas as Hierarquias Criadoras — têm feito em nosso benefício, nos parecerá que o menos que podemos fazer, agora que nos tornamos indivíduos de Mente e consciência despertas sobre o significado da evolução e progresso, será contribuir na maneira que for possível para o desenvolvimento de outras ondas de vida avançando por trás de nós. Naturalmente nossos esforços serão amadorísticos se comparados com o que pode ser conseguido por Inteligências Criadoras mais avançadas. Assim mesmo, só o bem pode vir do bem. Se lidarmos com os nossos animais no pleno conhecimento que o que fazemos influirá diretamente sobre sua evolução e sobre a maneira na qual eles, em troca, influenciarão outros membros de sua onda de vida, chegando o tempo, poderemos dar uma marcada e extremamente benéfica contribuição a seu progresso evolucionário.

Poderia não estar fora de lugar considerarmos por instantes as complicações pelas quais nossa própria onda de vida passou pela influência dos Espíritos Lucíferos, iniciada num tempo om que éramos mentalmente mais débeis que agora e provavelmente sem um poder efetivo para dela nos guardarmos, mesmo que já soubéssemos bastante para querer passar por ela. Evidentemente, os animais hoje estão ainda mais desamparados com relação ao mal que o ser humano lhes inflige. Já foi bastante repetido que tremenda dívida estamos contraindo por causa disto, mas bem aparte disto, não é assustador pensar que tanto mal esteja sendo praticado a uma onda de vida inteira apenas para satisfazer nossos próprios desejos? Naturalmente, a maioria dos humanos não vê a coisa assim, ignorando ainda abençoadamente as grandes complicações e ramificações ligadas a nosso tratamento errado dos animais. É, portanto, particularmente incumbente sobre os estudantes dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental o de fazermos tudo que seja possível para amenizar esta situação no ambiente em que nos movermos. Nós, pelo menos, podemos lidar com os bichinhos, os animais em geral cientes do efeito que nosso tratamento terá sobre seu desenvolvimento posterior. Isto é ainda mais importante quando considerado na luz do fato que os animais que estamos agora ajudando a influenciar terão, por sua vez, muito provavelmente como um dever de liderança o de ajudar seus contemporâneos a superar os efeitos dos mesmos males que hoje o ser humano pratica neles.

Uma palavra de cautela se faz, porém, necessária. Bondade amoroso em nosso trato com os animais domésticos não deveria ser confundida com fazer-lhes todas as vontades. O gato que desperdiça seu tempo espreguiçando-se na almofada sempre dentro de casa e o cãozinho do colo que sempre lá está de casa para o carro com “passeios” limitados a andar de coleira pelo quarteirão, não aprenderá as lições de independência, coragem, e iniciativa que outros animais, não importa quanto dura sua sina, estão aprendendo. Semelhantemente, como na criação de crianças, o tipo de “amor” sufocante, superprotetor dado aos animais é apenas uma manifestação de egoísta sentido de posse por parte do dono, e nada de bom faz aos animais tanto quanto diga respeito ao desenvolvimento de seus futuros caracteres. Amemos nossos animais, certamente, mas lembrando que eles têm lições a aprender e consciência para cultivar, e que isto só pode dar-se se forem deixados livres para participarem de atividades nas quais tais coisas podem ser realizadas. Tal não acontecerá se forem forçados a viver na indolência, totalmente sufocados por afeto e personalidade humanos.

(Traduzido de Rays from the Rose Cross – publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 05-06/87 – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os dois primeiros renascimentos humanos de um gorila que chegou ao estágio de ser humano

Os dois primeiros renascimentos humanos de um gorila que chegou ao estágio de ser humano

Relatarei mais uma história do trabalho dos Auxiliares Invisíveis que ilustra bem a ajuda que é dada aos seres atrasados para que eles possam obter o progresso mais rápido em sua evolução. Alguns Auxiliares Invisíveis estavam na parte oeste da América do Norte e se encontraram com um menino negro que se parecia muito com um gorila[1]. Eles conversaram com o menino e descobriram que ele estava muito disposto a aprender. Ele era um bom e forte nadador. Ele tinha salvado muitas pessoas numa recente inundação. Os Auxiliares Invisíveis descobriram que ele estava, agora, no seu segundo corpo humano e que ele tinha renascido duas vezes nos últimos quinhentos anos.

O menino seguiu uma das Auxiliares Invisíveis por todo os lugares, e disse que gostava dela. Quando ela disse que estava indo embora, o menino disse que gostaria de convidá-la para visitá-lo, mas que sua casa havia sido destruída pela inundação e não sabia onde estavam seus pais. A Auxiliar Invisível o beijou, ele a abraçou e disse: “Eu sei que vocês dois não são como eu. Não tenho certeza, mas vocês parecem pessoas que voam pelos ares. Eu já vi vários deles e eles conversaram comigo quando estava dormindo”.

Os Auxiliares Invisíveis contaram para ele que eles viajam pelo ar.

“Então vocês são Anjos”, disse o menino. “Meus pais me contaram sobre os Anjos”.

A Auxiliar Invisível lhe disse que em breve o veria novamente e falou sobre seu trabalho.

“Certifique-se e me encontre, porque eu não sei onde estarei”, o menino respondeu.

“Tudo bem”, disse a Auxiliar Invisível. “Agora, seja um bom menino e ajude em tudo o que você puder”.

Ele disse que faria, e os Auxiliares Invisíveis desapareceram.

Mais tarde, os Auxiliares Invisíveis encontraram o menino, porém, ele não havia ainda encontrado seus pais. Os Auxiliares Invisíveis os procuraram e os encontraram no país do outro lado da terra inundada. Eles retornaram até ao menino e disseram-lhe que iriam levá-lo para casa de seus pais.

“Meus pais são bons para mim, mas eu prefiro ir com vocês”, ele disse.

Os Auxiliares Invisíveis disseram-lhe que se deitasse e obedecesse. Os Auxiliares Invisíveis então o pegaram, carregaram pela água até o lar temporário de seus pais, o colocaram no chão e o acordaram. Ele estava atordoado, mas feliz. Os Auxiliares Invisíveis entraram com ele na casa; sua mãe correu até ele e o beijou e o seu pai o abraçou.

Os Auxiliares Invisíveis descobriram que os pais eram pessoas boas e inteligentes e que eram muito gentis com o menino. Os Auxiliares Invisíveis conversaram com os pais, enquanto o menino estava comendo. “Vocês podem me dizer por que nós temos uma criança assim?”, a mãe perguntou. “Deus me tratou injustamente? Não sou tão velha e não prejudiquei ninguém”.

Uma das Auxiliares Invisíveis solicitou que fossem mostradas as vidas passadas do menino para que ela pudesse contar à mãe ou deixar que os pais vissem também. Aqui está a história que foi revelada:

Dois mil anos atrás quando os pais eram marido e mulher como agora, eles estavam na selva com o caçador profissional. O menino, que então era um gorila, os salvou da morte, mas se feriu gravemente. Eles carregaram o gorila para fora da selva e cuidaram dele, tornando-se amigo dos dois. Quando morreu renasceu como um gorila. Conheceu amigos que fizeram dele um animal de estimação e quando ele morreu sua vida em corpo de gorila havia terminado.

Quinhentos anos atrás, esse Ego encarnou em um corpo humano pela primeira vez e viveu até aos oitenta anos de idade. Então ele morreu e mais tarde renasceu para esses mesmos pais doze anos atrás, e eles o amaram, estimaram e tiveram um interesse especial em ensiná-lo, pois sabiam que ele deveria ter conhecimento para ganhar a vida nesse mundo. O menino estava na 8ª série da escola.

O Auxiliar Invisível disse à mãe que ela e o pai estavam pagando uma dívida com o menino. “Que dívida?”, perguntou a mãe. Então ela mesma se ouviu a dizer: “Se ele fosse uma criança, eu certamente o ensinaria a ser um homem muito inteligente, pois o amo pela bondade dele em salvar a minha vida”. Então um homem idoso apareceu e perguntou se ela lhe daria um corpo humano se ela tivesse a oportunidade, e ela colocou os braços ao redor do gorila e respondeu: “Sim”. O velho se afastou dizendo: “Talvez você vá fazer isso algum dia, quem sabe.”.

Aqui, novamente, vemos o que a Bíblia quer dizer quando afirma que devemos dar conta de toda palavra e pensamento ocioso e vão. Essa mulher não tinha ideia de que isso se tornaria realidade. A mãe disse que viu tudo como o Auxiliar Invisível falou e que acreditava em tudo. “Desde que eu sei tudo isso, eu farei o meu melhor para fazer um bom homem do meu menino”, disse ela. “Também vi tudo isso e farei minha parte”, disse o pai.

“Você é um Anjo?”, perguntou a mãe, e o Auxiliar Invisível disse-lhe que não e explicou o trabalho deles como Auxiliares Invisíveis. “Que lindo deve ser sair à noite ajudando as pessoas! Eu também gostaria de fazer isso”, disse o outro.

A Auxiliar Invisível prometeu que voltaria algum dia e lhe diria como poderia fazer isso. Auxiliar Invisível deu a ela o endereço de um lugar para onde ela poderia escrever e ter alguma literatura sobre o assunto.

[1] N.T.: “Os monos (primatas antropoides, sem cauda e de braços longos, como chimpanzé, orangotango, gorila e bonobo) não são os progenitores das espécies superiores, são atrasados que ocupam os exemplares mais degenerados daquilo que foi antes forma humana. Não foi o ser humano que ascendeu dos antropoides; aconteceu o contrário: os antropoides são uma degeneração do ser humano”. “Os antropoides podem alcançar-nos e converterem-se em seres humanos” (do Livro Conceito Rosacruz do CosmosInvolução, Evolução e Epigênese).

I.H.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é a explicação da Fraternidade Rosacruz a respeito de OVNI ou UFO?

Pergunta: Eu penso que não podemos negar que existem Objetos Voadores Não Identificados (OVNI ou UFO, em inglês), sendo operados por seres mais evoluídos do que nós. Imagino que esses seres são capazes, pela força mental, de manifestarem-se em corpos vitais ou físicos, como for necessário. Como este assunto é frequentemente discutido, gostaria que a Fraternidade nos desse uma explicação a respeito.

Resposta: A Fraternidade Rosacruz não tem uma informação “oficial” acerca de OVNI ou seres que estejam operando neles. No entanto, pela publicidade dada a essas aparições e as reportagens feitas a esse respeito, é possível que nós estejamos “sob observação” por seres de outros planos e esferas.

De acordo com a Filosofia da Fraternidade Rosacruz, Mercurianos e Venusianos, que são membros adiantados de nossa própria onda de vida, já visitaram a Terra no passado, a fim de ajudar as pessoas daqui. Desde que seres de outros Planetas visitaram a Terra em outros tempos, não é totalmente impossível que eles estejam fazendo o mesmo agora. Talvez estejamos precisando, mais uma vez, de ajuda.

Sabemos e foi-nos ensinado que, para funcionarmos em qualquer mundo, precisamos ter veículos adequados e feitos do material desse mundo. Portanto, qualquer ser extraterreno que entre na atmosfera da Terra deve estar capacitado a criar tais veículos, para usá-los enquanto aqui permanecer. Ainda que eles façam isso através do poder mental ou de uma outra maneira, eles têm de criar veículos compostos de substâncias químicas ou etéricas.

(Traduzido da Revista “Rays from the Rose Cross” e Publicado na Revista Serviço Rosacruz de abril/1978)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Ser Humano, o Lírio, a Páscoa

O Ser Humano, o Lírio, a Páscoa

“A Páscoa simboliza a vitória da vida sobre a morte”. Essa frase pôde ser ouvida — lugar-comum em que se tornou — em praticamente todas as celebrações pascais. O termo lugar-comum, entretanto, não assume aqui um sentido pejorativo, um significado menor. A frase expressa uma verdade cósmica.

A história da Páscoa é a história da própria vida. É a história da ressurreição, da permanência e invencibilidade da VIDA ÚNICA emanada de Deus, da qual todas as coisas viventes são participantes.

Reparemos nos lírios do campo. Como crescem, como encantam nossos olhos. Não trabalham, nem tecem, mas vestem-se gloriosamente. Recebem cuidados permanentes sob a compassiva proteção do Pai.

Observemos, também, a persistência da vida dentro dos lírios do campo. A cada ano o bulbo plantado na terra faz brotar pequenos ramos. Cada ano a planta culmina com sua gloriosa expressão: as flores, universalmente admiradas. Cada ano renova-se a energia armazenada no bulbo para que o vegetal, uma vez mais, experimente seu ciclo de crescimento e descanso. Mais uma vez cumpre sua missão de oferecer beleza ao mundo.

Vejamos, agora, o que acontece com a humanidade. O ser humano trabalha, luta, agoniza e se desespera, regozija-se e triunfa, progride ou retarda sua evolução conforme suas ações e pensamentos.

Qual, pois, a diferença entre o ser humano e o lírio? O ser humano tem à liberdade de afastar-se, mesmo que temporariamente, do Divino Plano traçado pelo Criador. Mas, à semelhança do lírio, encontra-se permanentemente debaixo da proteção de Deus.

Assim como as necessidades dos lírios são conhecidas e providas, assim como são alimentados e formosamente vestidos, também são conhecidas as necessidades do ser humano.

Tal como os lírios cumprem uma missão evolutiva, o ser humano cumpre a sua. Os lírios devem crescer, florescer e desenvolver o Corpo Vital, para eles um novo veículo. A missão do ser humano, por suposto, é muito mais abrangente. Ao ser humano cabe a tarefa de dominar sua impulsiva natureza de desejos e desenvolver a Mente, seu mais novo veículo. Faz parte de sua evolução aprender todas as lições que o plano físico lhe oferece e partir para a conquista do mundo do espírito.

É nesse ponto que a permanência e invencibilidade da vida de Cristo tornam-se importantes para nós. A Vida do Raio do Cristo Cósmico consumida anualmente na Terra enseja possibilidade de crescimento ao ser humano e ao lírio.

A força vital infundida no bulbo pelo Espírito-Grupo é suficientemente forte e persistente para ajudar a primeira manifestação do lírio a romper os obstáculos da terra até irromper na superfície com toda sua beleza.

A energia vital do Cristo em nós, individualmente, é suficientemente forte e persistente para ajudar-nos a vencer todos os obstáculos ao progresso espiritual.

Ao lírio não cabe escolha. A força vital opera através dele sem que lhe caiba expressar-se se concorda ou não. Deve responder ao estímulo dessa energia. Deve trabalhar com essa força. Trabalha automaticamente.

A humanidade pode optar. Eis onde se encontra a grande diferença, ao mesmo tempo fonte de dificuldades. Devemos conscientemente trabalhar pelo despertamento do Cristo Interno, abrindo-nos ao fluxo dessa força poderosíssima. Podemos assentir ou relutar e frequentemente relutamos, dizendo não ao Cristo. Obstinados e cegos que somos, ignoramos a força crística interna, impedindo assim o fluxo da VIDA UNA em e através de nós. Dessa obstinação ignorante, desse estado de morte é que devemos ressuscitar, preparando-nos para uma mais elevada expressão do Deus Interno.

Somente quando procedermos assim, a Páscoa se converterá numa experiência vivente para nós. Somente quando trabalharmos conscientemente com Sua Vida dentro de nós, poderemos avaliar a vitória que a Páscoa simboliza.

O significado da Páscoa é transcendente, abrangendo o físico e o espiritual, presente e futuro. Na medida em que o Cristo cresça em nós, poderemos perceber e apreciar o seu verdadeiro significado.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de março e abril/87)

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