Pergunta: O que é o sono e o que leva o corpo a adormecer?
Resposta: Durante o dia, o Corpo Vital especializa o fluido solar incolor que está à nossa volta através do órgão que chamamos baço. Esta vitalidade permeia o corpo todo e o clarividente a vê como um fluído de coloração rosa pálido, tendo sofrido uma transmutação ao entrar no Corpo Denso. Flui por todos os nervos e, quando é expelida pelos centros cerebrais em quantidades particularmente grandes, movimenta os músculos que os nervos comandam.
O Corpo Vital é formado por inumeráveis pontos que se projetam em todas as direções: para dentro, para fora, para cima e para baixo. Todos através do corpo, e cada pequeno ponto passa através do centro de um dos átomos químicos fazendo-o vibrar numa velocidade maior que a normal. Este Corpo Vital interpenetra o Corpo Denso desde o nascimento até a morte, em todas as circunstâncias, exceto quando, por exemplo, a circulação sanguínea é interrompida numa certa parte, como acontece quando descansamos a mão na beira de uma mesa e dizemos que ela “adormece”. Se formos clarividentes, podemos ver a mão etérica do Corpo Vital pendendo sob a visível como uma luva, e os átomos químicos recaírem para uma velocidade vibratória natural e lenta. Ao dar tapas na mão para que ela “desperte”, a sensação peculiar de picadas que sentimos é causada pelos pontos do Corpo Vital quando nos átomos adormecidos da mão, reiniciando assim a vibração.
O Corpo Vital deixa o Corpo Denso de uma maneira similar quando uma pessoa está morrendo. Pessoas quase afogadas que foram ressuscitadas experimentaram uma agonia intensa pela reentrada desses pontos, causando-lhes uma sensação desagradável de formigamento.
Durante o dia, quando o fluido solar é absorvido pelo ser humano em grandes quantidades, esses pontos do Corpo Vital ficam inchados ou dilatados pelo fluido vital. Contudo, com o passar das horas e à medida que as substâncias tóxicas vão obstruindo cada vez mais o Corpo Denso, o fluido vital flui mais lentamente. À noite, chega o momento em que os pontos no Corpo Vital não recebem mais um suprimento completo da energia vitalizadora, eles contraem-se e, em consequência, os átomos do corpo movimentam-se mais lentamente. Neste caso, o Ego sente o corpo mais pesado, entorpecido e cansado. Finalmente, chega o momento em que o Corpo Vital sucumbe e as vibrações dos átomos densos tornam-se tão lentas que o Ego não consegue mais movimentar o corpo. Ele é forçado a retirar-se para que o seu veículo possa recuperar-se. Dizemos, então, que o corpo adormeceu.
Porém, o sono não é um estado inativo; se o fosse, não haveria diferença entre o que sentimos pela manhã e o poder restaurador do sono. A própria palavra restauração implica atividade.
Quando um edifício decai devido à deterioração causada pelo uso constante e se torna necessário renová-lo e restaurá-lo, os moradores devem sair para deixar aos operários plena liberdade de ação. O Ego, por razões semelhantes, sai da sua morada à noite. Assim como os operários trabalham no edifício para colocá-lo em condições de ser reocupado, assim também o Ego deve trabalhar na sua casa para que esta possa ser novamente ocupada. Tal trabalho nós o realizamos à noite, embora não conscientes disso no estado de vigília. É esta atividade que remove os venenos do organismo e, em consequência, o corpo sente-se restaurado e vigoroso pela manhã, quando o Ego nele penetra no momento de despertar.
(Pergunta nº 34 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. I – Max Heindel)
Pergunta: Por que dizem que algumas pessoas, mesmo depois de terem morrido, ainda estão apegadas à Terra? Há alguma coisa que se possa fazer aqui para que tal situação seja evitada futuramente?
Resposta: Sim, com certeza! As pessoas apegadas à Terra acumularam seus tesouros nela, ao invés de os acumular no Céu. Todas deixaram alguma coisa para trás. Nem sempre é dinheiro. Podem ter outros vínculos na Terra como, por exemplo, alguém que consideram sua propriedade — esposa, marido, filhos. Julgam que, pelo fato de amar uma pessoa, tenham autoridade total sobre ela. Não concebem que a pessoa amada possa ter qualquer direito. Mais tarde, quando morrem, essa relação continua, pois empenham-se em pressionar seus bem-amados, ficando perto deles e os acompanhando o quanto possível. As pessoas que possuem casas, terras e bens são as piores, porque são muito apegadas às coisas materiais. Às vezes, vemos tais pessoas vigiando um cofre contendo valores e ações. Então, os herdeiros chegam e levam tudo, rindo-se do velho tolo que viveu acumulando seu dinheiro. Às vezes, são pessoas que viveram só em função de valores sociais. Têm joias, roupas e outras coisas que ainda amam e não conseguem separar-se delas. Portanto, ficarão apegadas à Terra enquanto mantiverem esse sentimento.
O melhor caminho é distribuir esses pertences. É evidente que devemos ter cuidado para não nos colocar em uma situação em que as pessoas a quem demos esses valores não nos possam colocar na rua, deixando-nos completamente desamparados em nossa velhice. Contudo, se fizermos uma avaliação, se constatarmos que já vivemos e desfrutamos utilmente desses bens, poderemos perguntar-nos: aqui estão objetos que já não me servem mais e como sei que estou chegando ao fim, onde eles serão mais úteis?; quem precisará mais deles?; ou então, quem poderei ajudar a se estabelecer em um negócio para que se torne independente? Ou poderemos achar outras modalidades semelhantes para dispor desses bens. Quanto às afeições, deveríamos conter-nos para não amar de forma desmedida — por exemplo, transformando alguém em ídolo ou o colocando acima de qualquer outra coisa. Se conseguirmos nos libertar de todas as ligações terrestres, nós nos sentiremos livres para partir, semelhantes aos grãos maduros que se despregam da espiga.
Se estivermos desligados de quaisquer amarras terrenas, sejam de ordem financeira, pessoal ou outro tipo, não ficaremos apegados à Terra. No entanto, quem cometeu algum crime ficará inevitavelmente apegado à Terra, por associação ao lugar onde o crime foi praticado, porque ele deverá desfazer o mal que causou.
(Pergunta nº 4 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II – Max Heindel)
“Homem, conhece-te a Ti Mesmo”
A sentença “homem, conhece-te a ti mesmo” estava escrita sobre a entrada de um templo grego de Mistérios, como indicação do fato de que é obrigatório para uma pessoa conhecer completamente os mistérios de sua própria natureza, que é muito mais profunda do que se aparenta.
E isso tem relação com o princípio encerrado no axioma hermético: “Assim como é em cima é embaixo”. Quando uma pessoa conhecer a si mesma, então poderá, por analogia, conhecer a Deus porque em verdade se disse, “O Homem foi feito à imagem e semelhança de Deus”.
Contudo, para conhecer a si mesmo não é somente necessário que o ser humano conheça o seu corpo físico, mas também todos os veículos invisíveis dele, que são as causas de seus pensamentos, sentimentos, desejos, emoções e palavras.
Uma pessoa não é apenas composta de um Corpo Denso, o físico; ela possui um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e uma Mente. O estudo de todos esses veículos lhe proporciona uma ideia da grandeza espiritual dela, pois ela é uma centelha de Deus.
Portanto, pratiquemos essa frase “homem, conhece-te a ti mesmo” no nosso dia a dia.
(Publicado na Revista “O Encontro Rosacruz” – Fraternidade Rosacruz de Santo André-SP em abril/1982)
O Efeito do Temor do Ponto de Vista Espiritual
Sabemos que no nosso Sistema Solar evoluem muitas ondas de vida.
No Mundo Físico, cuja Região Química é a que chamamos de visível, estão as ondas de vida mineral, vegetal, animal e humana. Falaremos aqui da nossa onda de vida, a humana.
Vamos voltar um pouco no tempo e lembrar que, na Época Lemúrica, o Ego tomou posse de seus veículos, constituindo os órgãos dos sentidos, a laringe e, sobretudo, o cérebro. E parte da força sexual criadora foi empregada na construção do cérebro, órgão com que o Ego adquiriu o poder de criar e de expressar pensamentos aqui no Mundo Físico.
O ser humano é constituído por quatro veículos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente; cada um desses veículos é formado de matéria de seu respectivo Mundo. E é com esses corpos que nos preparamos para trabalhar, aprender e servir aqui neste Mundo que é o baluarte de nossa evolução.
Nós, como Egos, através da Região do Pensamento Abstrato, utilizamos os sentidos para observar o mundo exterior e por meio dessas impressões obtidas são gerados os sentimentos e emoções no Corpo de Desejos que finalmente são refletidos na Mente. Aí surgem as “ideias” que revestida de material mental da Região do Pensamento Concreto se expressam através da Mente em “pensamento-forma” ou imaginação.
O pensamento é a mola que impulsiona toda a atividade humana. E hoje em dia nos encontramos em meio de tantas mudanças internas e externas, muitas vezes repentinas e sempre acompanhadas de um estado de agitação e desassossego. Onde as Mentes das pessoas têm estado em constante alteração, isso acaba por se refletir nos seus atos, nos seus pensamentos e também no modo de se expressar.
É no caminho da espiritualidade que devemos tentar superar um dos maiores obstáculos que o Aspirante enfrenta: o temor. Acredito que qualquer pessoa tenha passado por isso e continuará passando, se não procurar vencer essas debilidades e aprender com elas.
Os temores que nos assombram são: o desastre, a perda de um familiar ou amigo, o fracasso, a enfermidade, o medo de andar de avião, de água, da morte, a timidez e tantos outros que existem, dos quais, por meio de desculpas nos escondemos de alguma maneira para não os enfrentar.
Acontece que se agirmos dessa maneira, negaremos nosso Deus Interno. Pois sabemos que esses temores nada mais são do que uma debilidade da nossa Mente humana, uma fraqueza da nossa imaginação, uma desconfiança em nós mesmos.
Que efeitos o temor pode nos causar?
Os efeitos do temor sobre o Corpo de Desejos são muitos prejudiciais ao nosso desenvolvimento anímico. Para se ter uma ideia, podemos comparar o temor à água, quando congelada, porque os Corpos de Desejos das pessoas que abrigam esses pensamentos, estão imóveis, como o gelo e nada pode alguém dizer ou fazer que irá alterar essa condição ou situação da pessoa.
Sempre que alguém tiver um pensamento de temor, irá congelar as correntes do Corpo de Desejos e com isso a pessoa se isolará de receber amor, simpatia e carinho de todos que a rodeiam.
Os efeitos dele no Corpo Vital também são danosos. Pois sabemos que o sangue é o mais elevado produto do Corpo Vital.
Quando se cria um Pensamento-forma de natureza destrutiva, projeta-se esse pensamento no mundo e gasta-se inutilmente sua energia que depois do trabalho executado é retornado ao criador com mais força do que foi. O resultado dessa viagem é impresso via Éter Refletor no que chamamos de Mente subconsciente.
O pensamento negativo também destrói os tecidos do Corpo Denso. Eles acabam por destruir o poder de resistência do corpo, expondo-o a várias enfermidades.
Então, podemos perceber que a cada ato que realizamos, a cada emoção que expressamos, a cada pensamento que emitimos, estamos fazendo repercutir em nossa saúde, em nosso ambiente e também em nosso destino, seja construtiva ou destrutivamente.
Portanto, toda vez que isso acontecer seremos influenciados pelas vibrações mais baixas do Mundo do Desejo e apoiaremos unicamente a parte humana do nosso ser, esquecendo a parte divina. Toda vez que nos alimentamos de pensamentos negativos, alimentaremos nosso arquétipo de substância mental negativa, atrasando, consequentemente, a construção do nosso Templo, assim como a nossa chegada até o Pai. Violaremos a Lei do Amor, trazendo desordem e sofrimento a nós.
Existe, no Mundo do Desejo, a Lei de Atração, que está constantemente agindo em nossas vidas. Sabemos que “semelhante atrai semelhante” ou que “o imã atrai a limalha de ferro”. Isso é muito notado quando as coisas ao nosso redor começam a não correr bem, quando achamos que o mundo inteiro está contra nós, quando a nossa saúde não vai bem, quando as coisas materiais nos são negadas e até mesmo as espirituais. E toda vez que nos alimentamos desses sentimentos, seremos mais e mais suscetíveis a erros e fraquezas.
De que vale termos olhos e não vermos? Termos recursos e não sabermos apreciar o verdadeiro, o belo e o bom? É momento de mudar a maneira de pensar. É momento de mantermos firmemente o nosso foco mental em pensamentos elevados. Encontraremos muita ajuda por parte dos Líderes Espirituais que esperam de nós essa atitude louvável para progredir.
Porque nós somos dotados do livre-arbítrio, portanto só quando expressamos a força de vontade interna é que começaremos a receber a ajuda necessária, mas mergulhados na ignorância acabamos por empregá-lo mal.
É por meio de pensamentos de amor e bondade que despertaremos qualidades boas nos outros. É por esses pensamentos também que atrairemos pessoas com boas qualidades. É através deles que poderemos curar nossas enfermidades. E como buscar o equilíbrio no meio de todo esse tormento?
No livro da Revelação (Apocalipse) lemos: “Ao que vencer, farei dele um pilar do templo do meu Deus e dele não sairá mais”. Devemos buscar a fé como instrumento poderoso para expulsar o temor de nosso espírito, pois ela é o canal que se abre com Deus e nos coloca internamente ligados a Ele. Devemos também permanecer leal a nosso propósito de vida que é estarmos neste mundo para adquirir experiência e não a busca da felicidade.
Devemos também mediante a oração produzir pensamentos delicados e puros que possam purificar o Corpo Vital. A oração do Pai Nosso, dada por Cristo, é a mais completa de todas.
Ela ajuda na conquista do domínio próprio por meio da repetição (nota-chave do Corpo Vital) e harmoniza o Corpo Vital tornando-nos mais fraternos. Em Romanos Cap. 12:2 lemos: “Não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (espírito), para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe agrada e o que é perfeito“.
Lembre-se: “Herói não é o que realiza façanhas sensacionais. Herói é o que aceita o desafio das pequenas dificuldades diárias, uma a uma, mediante o conhecimento e o domínio próprio. Cada vitória alcançada, cada pouco caso ou insulto perdoado, cada pensamento e sentimento de mágoa substituído por ato de boa vontade, manifestado em circunstância difícil, é um expressivo passo à frente, na direção de uma vida harmoniosa, feliz e cheia de paz”.
Portanto, como o pensamento é uma força criadora que sempre precede nossas ações, devemos ter somente pensamentos de pureza, pensamentos construtivos e construirmos nosso arquétipo de substância mental elevada.
Max Heindel diz no “Conceito Rosacruz do Cosmos” (nossa obra básica) que: “O que somos, o que temos, todas nossas boas qualidades, são o resultado de nossas próprias ações no passado. E aquilo que precisamos física, moral e mentalmente, poderá ser nosso no futuro“.
“Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz”
Pergunta: Admite-se, geralmente, que cada Alma individual teve um princípio, mas está de tal forma constituída que seja imperecível. Essa ideia foi questionada por alguém que acredita que a morte seja o fim de tudo. Gostaria de encontrar algum argumento ou passagem da Bíblia que possa convencê-lo do seu erro. Poderiam me ajudar?
Resposta: Embora haja várias maneiras possíveis de demonstrar que a morte não seja o fim de tudo, receamos que não existam argumentos que possam convencer alguém que não queira ser convencido. Recordam-se da parábola de Cristo a respeito do homem rico e de Lázaro? Quando o homem rico pediu que Lázaro retornasse dentre os mortos a fim de avisar os seus irmãos, Cristo disse: “Se eles não acreditam em Moisés e nos profetas, não acreditarão também que alguém ressuscite dentre os mortos.” (Lc 16:31). Esse é o problema. Ouvimos alguns “cientistas” dizerem que, mesmo que vissem um fantasma, não se convenceriam da existência de uma vida após a morte, pois tendo eles, baseados na razão e na lógica estabelecidas por eles próprios, chegado à conclusão de que não existam fantasmas, considerariam estar sendo vítimas de uma alucinação qualquer, se realmente chegassem a ver tal aparição.
Tampouco é possível indicar declarações tiradas da Bíblia. A palavra “imortal” não é encontrada no Antigo Testamento. Aqui lemos: “Morrendo, morrerás”; e uma longa vida era concedida como recompensa pela obediência. Essa palavra também não é encontrada nos quatro Evangelhos, mas nas Epístolas de São Paulo ela é citada seis vezes. Em uma passagem, ele fala que o Cristo trouxe à luz a questão da imortalidade através do Evangelho. Em outra, ele nos diz que: “Este corpo mortal deve ser revestido de imortalidade”. Na terceira passagem, ele torna claro que essa imortalidade seja conferida àqueles que a procuram. No quarto trecho, ele fala da nossa condição: “E quando este corpo mortal revestir-se de imortalidade”. No quinto, declara: “Somente Deus possui a imortalidade”. A sexta passagem é uma adoração ao Rei Eterno, Imortal e Invisível. Assim, a Bíblia não ensina que a Alma seja imortal; contudo, e por outro lado, ela diz enfaticamente: “A Alma que pecar deve morrer”.
Se a Alma fosse inerente e intrinsecamente imperecível, isto seria uma impossibilidade. Nem podemos provar a imortalidade baseados em passagens da Bíblia, como a de Jo 3:16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Se nos basearmos nessas palavras para provar que a Alma seja imortal, dotada de vida eterna, teremos que aceitar, também, as passagens que citam que as Almas estejam fadadas a um suplício eterno, como é afirmado por algumas das seitas ortodoxas. No entanto, na realidade, essas passagens não provam a existência de uma felicidade ou suplício eterno. Se recorrermos ao dicionário grego de Liddel e Scott e procurarmos o termo, veremos que foi traduzido por “eterno” na Bíblia a palavra grega “aionian”, que significa “algum tempo”, “uma era”, “um curto período”, “uma vida”. Vemos isso imediatamente na Carta de São Paulo a Filemon, quando lhe devolve o escravo Onésimus: “Talvez tenha sido bom que o perdesses por algum tempo, para que retornasse a ti para sempre”. Essas palavras, “para sempre”, só poderiam significar os breves anos que duraria a vida de Onésimus na Terra e não uma duração infinita.
Então, qual é a solução? A imortalidade é apenas uma utopia criada pela imaginação e incapaz de ser provada? De nenhuma forma. Entretanto, devemos diferenciar nitidamente entre a Alma e Espírito. Essas duas palavras são consideradas, na maioria das vezes, sinônimos; entretanto, não são. Temos na Bíblia a palavra hebraica ruach e a palavra grega pneuma, ambas significando Espírito, enquanto a palavra hebraica neshammah e a palavra grega psike significam Alma. Além disso, temos a palavra hebraica nephesh, que significa sopro; porém foi traduzida por vida em alguns trechos e por Alma em outros, conforme isso se adequava aos propósitos dos tradutores da Bíblia. É isso que cria a confusão. Por exemplo, é-nos dito no Gênesis que Jeová criou o homem a partir do pó da terra, soprou em suas narinas a vida (nephesh) e ele se tomou uma criatura vivente (nephes chayim), mas não uma Alma vivente.
A respeito da morte, diz o Ecl 3:19-20 e outros trechos que não há diferença entre o homem e o animal: “Do mesmo modo que morre o homem, assim morre também o outro o animal: todos respiram do mesmo sopro” (nephesh, novamente). Desse modo é mostrado que o “homem” não ocupa um lugar privilegiado em relação à fera e que todos caminham para o mesmo lugar. Mas há uma distinção bem definida entre o Espírito e o corpo, pois é dito que: “Quando o Cordão Prateado se rompe, o corpo volta para a terra, de onde veio, e o Espírito volta para Deus, que o deu”. A palavra morte em trecho nenhum está ligada ao Espírito e a doutrina da imortalidade do Espírito é ensinada de forma contundente pelo menos uma vez na Bíblia, em Mt 11:14, onde o Cristo disse a respeito de São João, o Batista: “Este é Elias”. O Espírito que animou o corpo de Elias renasceu como São João, o Batista. Ele deve ter sobrevivido à morte corporal e ter tido acesso à continuidade da vida, portanto.
Quanto a ensinamentos mais profundos e definidos a respeito desse assunto, precisamos recorrer ao místico. No Conceito Rosacruz do Cosmos aprendemos que os Espíritos Virginais, enviados para o deserto do mundo como chispas de luz da Chama Divina, que é o nosso Pai no Céu, primeiro se submeteram a um processo de involução na matéria, cada chispa se cristalizando em um Tríplice Corpo. Então, a Mente foi dada e se tornou o sustentáculo sobre o qual a involução passou para evolução. A Epigênese, habilidade criadora, divina e inerente ao Espírito interno, é a alavanca por meio da qual o Tríplice Corpo se espiritualiza, torna-se Tríplice Alma e é amalgamada com o Tríplice Espírito, constituindo-se a Alma o extrato da experiência por meio do qual o Espírito é alimentado, passando da ignorância para a onisciência, da impotência à onipotência, tornando-se, desse modo, finalmente, semelhante ao seu Pai Celestial.
É impossível, devido às nossas atuais capacidades limitadas, conceber a grandiosidade dessa missão, mas conseguimos entender que estejamos muito, muito longe da onisciência e da onopotência, de forma que isso deve requerer ainda muitas vidas. Por essa razão, frequentamos a escola da vida exatamente como a criança frequenta as nossas escolas. E, da mesma forma que noites de descanso se intercalam entre os dias escolares, noites de morte também se intercalam entre os dias, na Escola da Vida. A criança retoma os seus estudos a cada dia, a partir do ponto em que os deixou no dia anterior. E nós também, voltando a renascer, retomamos as lições de vida no ponto em que paramos na nossa existência prévia.
Se a pergunta fosse “por que não nos lembramos das nossas existências prévias, se é que as tivemos”, a resposta seria fácil. Não nos lembramos do que fizemos um mês atrás, um ano ou alguns anos. Como poderíamos lembrar coisas que remontam há tanto tempo? Tínhamos um cérebro diferente sintonizado com a consciência da vida anterior. Contudo, há pessoas que lembram de suas existências passadas e muitas outras estão cultivando essa faculdade a cada ano, pois ela está latente em cada ser humano.
Contudo, como São Paulo diz tão apropriadamente no décimo quinto capítulo da Primeira Epístola aos Coríntios: “Se os mortos não ressuscitam, é vã a nossa fé e somos nós os mais infelizes de todos os homens”. Por essa razão, o neófito que passou pela porta da Iniciação, adentrando os Mundos invisíveis, é sempre levado à cabeceira de uma criança que esteja prestes a morrer. Ele assiste à saída do Espírito e é solicitado a acompanhar esse Espírito nos Mundos invisíveis, até que procure um novo renascimento. Com esse propósito é que se escolhe, geralmente, uma criança destinada a procurar o renascimento dentro do período de um ano ou dois. Assim, em um período relativamente curto, o neófito verifica, por si mesmo, o modo pelo qual um Espírito passa através do portal da morte e retorna à vida física pelo útero. Então, ele tem a prova. A razão e a fé devem bastar àqueles que não estejam preparados a pagar o preço pelo conhecimento direto, que não pode ser comprado por ouro. Esse preço é pago com o esforço de uma vida.
(Pergunta nº 29 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II – Max Heindel)
A Regeneração como Processo de Purificação
O objetivo da nossa existência física é a aquisição de experiências a fim de atingirmos a perfeição. É a evolução do inconsciente para o consciente; da passividade para a criatividade.
Para conseguirmos atingir isso, nós construímos corpos de diferentes graus de densidade:
Assim, o Ego é o tríplice Espírito que utiliza esses veículos para acumular experiências na escola da vida.
Cada um desses veículos é uma estrutura cristalizada. Além disso, temos um bom grau de imperfeição. Por isso, qualquer um desses veículos tem limitações. Isso quer dizer, uma vez que um Espírito tenha conseguido obter o máximo de experiências num conjunto desses veículos, ele abandona esse conjunto e passa para um período de avaliação do que aprendeu e de planejamento para um próximo passo. A transição para esse período é conhecida como morte. No período que a antecede, ou seja, em nossa existência terrena, os usamos para adquirir experiências. Portanto, esses dois períodos tendem a provocar o crescimento, visto que a cada transição para os mundos celestes – morte do Corpo Denso – um antigo conjunto de veículos imperfeitos é eliminado e, a cada transição para este Mundo Físico (nascimento do Corpo Denso) um novo e melhor conjunto é construído.
Literalmente, a palavra REGENERAÇÃO significa renascimento, mas também significa o passo à frente na evolução que o Ego dá cada vez que constrói um novo corpo e nele penetra.
Vejamos, agora, como isso é feito num ciclo de vida do Ego. A cada ciclo de vida – de um nascimento, no Mundo Físico, ao próximo – o Ego busca cada vez mais se aprimorar, por meio da aquisição de experiências. Quando, no momento da morte do Corpo Denso o Ego se liberta desse corpo, o poder espiritual volta-lhe novamente até certo grau. Por até três dias e meio após a morte, o Ego revisa o panorama da vida passada. É a primeira retrospecção após morte. Essa revisão ocorre porque o Ego pode, agora, ler as imagens do polo negativo do Éter Refletor do seu Corpo Vital em que estão as recordações indestrutíveis dos acontecimentos da existência física que se findou. Os acontecimentos apresentam-se em ordem inversa: primeiro os efeitos, depois as causas. As cenas passam, vão se imprimindo nos veículos superiores, mas como o Ego está na Região Etérica do Mundo Físico, fica impassível ante elas, não tem nenhum sentimento em relação a elas.
Depois desse panorama, o Ego entra no Mundo do Desejo. No Purgatório, que ocupa as regiões inferiores do Mundo do Desejo, o panorama da vida passa novamente ante a visão espiritual do Ego. Contudo, são só vistas as cenas onde ele cometeu erros. Experimenta todos os sofrimentos mentais e físicos que fez os outros passarem. Com isso, o Ego aprende a ser misericordioso ao invés de cruel, a fazer o bem ao invés do mal. O sentimento que permanece dessas experiências atuará em vidas futuras como a consciência: aquela vozinha que escutamos sempre ante um problema ou uma decisão.
Na passagem para o Primeiro Céu, que ocupa as três regiões superiores do Mundo do Desejo, o panorama da vida passa pela 3ª vez diante do Ego. Contudo, são só vistas as cenas onde tratou de ajudar os demais. Sente, novamente, o prazer de ajudar, principalmente, sente a gratidão dos que ajudou. Sente também a gratidão que teve quando ajudou. A essência disso é integrada no espírito como incentivo para o bem nas vidas futuras.
Depois da assimilação dos frutos de sua vida passada, da avaliação do que aprendeu, um desejo de novas experiências, a fim de obter maior crescimento da alma, leva o Ego a renascer. O fator que determina a sua nova vida é a Lei de Consequência. Seu novo nascimento está condicionado pelas suas vidas passadas.
É mostrado ao Ego um panorama da sua próxima vida enfatizando os fatos principais. O Ego se encontra no Terceiro Céu, que é formado pelas 3 regiões superiores do Mundo do Pensamento. Aqui o Ego está bem consciente da necessidade das futuras experiências, o que deve aprender e das desilusões, pesares e dificuldades que precisará atravessar. Aqui o Ego se sente acima das ilusórias condições materiais. Esse panorama desenrola-se do modo inverso ao dos anteriores, ou seja: primeiro as causas depois os efeitos.
Perceba que ao Ego só é mostrado os acontecimentos principais. O Ego tem livre arbítrio quanto aos detalhes.
Quando da entrada do Ego na matriz de seus novos corpos, um pouco antes do nascimento do Corpo Denso, o Ego vê os acontecimentos da vida futura. Assim, a maioria dos Espíritos dá os passos à frente quando entra em novos corpos. Mas, alguns Espíritos são capazes de reestruturar suas vidas adquirindo novos e importantes conhecimentos e experiências, não somente nos mundos celestes, quando assimilam e avaliam, mas também aqui, no Mundo Físico, durante esse período de aprendizagem. Esses Egos não seguem mais o caminho representado pelas cobras do Caduceu de Mercúrio – o caminho cíclico –, mas seguem o caminho reto e estreito representado pelo Cetro de Mercúrio: o Caminho da Iniciação.
Vejamos, então, como obter meios de se conseguir a regeneração independentemente do renascimento físico.
Pelo que foi exposto anteriormente fica claro que se uma pessoa quer se regenerar durante sua vida terrena, ela precisa fazer uma retrospecção diariamente, contemplando os acontecimentos na ordem inversa, fixando principalmente o aspecto moral, tanto em pensamentos, como em sentimento, palavras e atos. Lembre-se: a Natureza jamais gasta esforços em processos inúteis. Assim: lição aprendida, ensino suspenso.
O verdadeiro Aspirante à vida superior deve crer que tudo é possível e que pode fazer o que pretende, mesmo que nunca tenha feito antes. Precisa usar sua força de vontade e continuar trabalhando, se esforçando, até conseguir alcançar a sua meta, independentemente da idade, de desilusões, de dificuldades.
O Aspirante deve ter a Mente aberta, sempre pronto a receber novas ideias e experimentar novas maneiras de agir e fazer as coisas. Ser flexível e adaptável. Procurar continuamente a verdade.
É certo que não é nada fácil. Por exemplo: deixar de ter pensamentos indesejáveis seja de sensualidade, ou de inveja, etc., pode-se conseguir tomando a determinação de limpar a Mente de forma que só contenha pensamentos bons e elevados, recusando admitir pensamentos impuros. E se persistir em ter pensamentos bons e elevados alcançará uma completa regeneração. Já com as nossas emoções e anseios do nosso Corpo de Desejos a coisa é muito mais difícil. A natureza passional de desejos anseia por vingança, por “olho por olho, dente por dente”. Às vezes, após anos de luta, quando pensamos ter vencido, quando pensamos que a nossa paz espiritual não mais será transtornada, vemo-nos envolvidos e abalados por desejos de vingança, de inveja, de orgulho. Então, será necessário empregar toda a força da nossa natureza superior para dominar essa parte rebelde. Aqui devemos “vigiar e orar”. Mas, nesse vigiar está a capacidade do Aspirante em fazer uma faxina constantemente, entrando dentro de si e reavaliando seus princípios, reafirmando seu ideal, fazendo um balanço da existência, buscando melhores meios de vida e valores superiores.
Nesse instante, entra a flexibilidade. Sabemos que na natureza nada permanece estacionado: ou estamos subindo ou descendo. Quando notamos esse transtorno na nossa paz espiritual, devemos renovar nossa força de vontade, buscando a graça do Cristo, a consolação de Deus. Esse ponto de desvio e a retomada do caminho é mostrado na Parábola do Filho Pródigo: ele mesmo reconheceu que seu método de vida estava errado e procurou, internamente, forças para retornar ao Pai. O Pai sabe que o filho retornará e o espera de braços abertos.
Podemos obter uma grande ajuda para regenerar o nosso caráter descobrindo os efeitos combinados das configurações astrológicas natais, progressivas e transitórias. O primeiro passo, para obter essa ajuda, é cada um estudar o seu horóscopo. Com isso saberá quais as forças astrológicas disponíveis. Poderá saber usar as forças harmoniosas, essas que determinam nosso caráter, nossas reações, mas também saber como usar as forças desarmoniosas e delas extrair a harmonia necessária. Em outras palavras: a Conjunção é um Aspecto de força. Usa enorme quantidade de energia concentrada em um ponto.
Precisa, portanto, de direção. Já o Sextil é um Aspecto de oportunidade, e de acordo com a quantidade de energia aplicada na realização de nossos objetivos, podemos tirar proveito dessa força harmoniosa. O Trígono é um Aspecto de mérito. Nele podemos observar o resultado dos cuidados que foram sendo acumulados em vários deveres durante muitas vidas, é um aliado a nos ajudar. Aspecto em Quadratura é um típico que gera força desarmoniosa. Contudo, se o entendermos como um Aspecto que gera tanta energia que uma pessoa comum tem dificuldade em trabalhar com ela, podemos dispor dessa energia e, com cuidado e trabalho tirar proveito. É só lembrarmos que Quadratura só vem para pessoas suficientemente fortes para carregar uma enorme carga.
E, por fim, a Oposição oferece-nos um meio de eliminar influências desfavoráveis na vida, o que representa a conclusão, e solução ou trabalho final de um destino. O segundo passo é reconhecer as situações da vida diária em que essas forças tentam se manifestar. Exige de nós a observação e o discernimento. O terceiro passo é decidir como agir diante dessas situações.
Muitos tropeços e perdas de oportunidades podem ocorrer. Contudo, lembre-se: estamos nadando contra a corrente. A situação é muito diferente da pessoa que nada a favor da corrente e não sabe aonde a corrente o levará.
As forças de regeneração entram mais naturalmente na nossa vida. No lugar onde se encontra Plutão, o Planeta da regeneração e Escorpião, que em parte, é regido por Plutão. Aspectos harmoniosos com Plutão indicam que pontos de regeneração serão facilmente alcançados. Aspectos desarmoniosos indicarão obstáculos à regeneração. Poderá consegui-la com muito trabalho e dedicação.
Normalmente, as pessoas amam aqueles que as amam, dão somente aos que lhes dão algo em troca, odeiam aqueles que as odeiam, se esforçam para ajudar o próximo somente quando lhe é cobrado ou quando veem os outros fazerem. Contudo, é uma verdade que “quando menos uma pessoa pensa em si mesma, mais trabalhará realmente em seu próprio desenvolvimento”. E como disse Tomás de Kempis: “aquele que tem uma verdadeira vontade de fazer o bem em nada busca para si mesmo, mas deseja que tudo se faça para a glória de Deus”.
Assim, para o mundo passar por uma regeneração, devemos ser capazes de dar quando não recebemos, de fazer o bem. Cristo nos deixou bem claro essa ajuda que deveríamos prestar à humanidade não esperando nada em troca: “Tendes ouvido o que foi dito: amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Mas eu vos digo: amai a vossos inimigos, fazei o bem aos que vos têm ódio e orai pelos que vos caluniam e perseguem: para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque se vós amais apenas os que vos amam, que recompensa haveis de ter?” (Mt 5:43).
“Sede vós perfeitos como também vosso Pai celestial é perfeito.” (Mt 5:48).
Perceba a ênfase de dissolver o mal com o bem. Sim, porque buscando sempre o bem no mal, com o tempo o mal se transformará no bem. O mal morrerá por falta de alimento. Procuremos, pois, o bem em todas as coisas. Só assim podemos aumentar a quantidade de amor. No mundo, podemos ajudar o Cristo no seu trabalho de redenção da humanidade. Seguindo o exemplo de Cristo, praticando na nossa vida os seus ensinamentos, colocando-os nos nossos afazeres diários, contribuiremos para a evolução da humanidade, pois pelo exemplo atrairemos a atenção de Egos que estão no ponto de receber os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dados pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Receita: Bolo de Caneca de Micro-ondas
Ingredientes:
Modo de Preparo:
Está pronto e fica delicioso.
Opção: faça uma calda do seu gosto e jogue por cima, ainda quente.
Também fica gostoso com geleia.
O que fazer para mitigar o risco que muitos correram no tempo entre o final da Época Atlante e o início da Ária nesse momento de mudança de Era
O Mundo é a escola de ensinamentos de Deus. No passado, aprendemos a construir veículos diferentes, e entre eles, o Corpo Denso. Mediante esse trabalho somos elevados de classe em classe, ou de grau, cada um com seu particular alcance de desenvolvimento de consciência. Desenvolvemos olhos com os quais podemos ver, ouvidos para ouvir, e outros órgãos com os quais podemos cheirar, saborear, sentir, enfim funcionar na Região Química do Mundo Físico.
Porém nem todos os espíritos progrediram ao mesmo tempo.
Quando a névoa do ar na Época Atlante se condensou, preenchendo as bacias e os vales da Terra com oceanos de água, impelindo os seres humanos para as planícies e montanhas, muitos pereceram por asfixia, porque não tinham desenvolvido os pulmões. Por isso, não puderam transpor o portal do Arco-íris, que foi, por assim dizer, a porta de entrada da Época Ária, nas condições de atmosfera seca.
Agora está por vir outra grande transformação mundial, que não sabemos quando, nem mesmo Cristo disse não saber o dia e a hora, porém nos advertiu que virá “como um ladrão”, à noite, por surpresa, e Ele profetizou que as condições do Mundo serão então semelhantes àquelas que prevaleceram nos “dias de Noé”, quer dizer que a humanidade vivia em completo abandono e divertimento, quando de repente as portas celestiais se abriram, e a morte e a destruição fizeram estragos entre os seres humanos. Cristo nos disse que é possível “tomar o Reino de Deus por assalto” e conseguir ganhar o estado de consciência que prevalecerá naqueles dias. Porém, por sua vez, São Paulo nos disse que a carne e o sangue não podem herdar esse Reino, e acrescentou que teremos um Corpo-Alma, e que nos reuniremos “ao Senhor no ar”. Esse Corpo-Alma é tão necessário para penetrar no Reino de Deus na Época futura, como foi necessário um corpo dotado de pulmões para os atlantes que desejaram entrar na Época que agora estamos vivendo.
(Publicado na Revista “O Encontro Rosacruz” – Fraternidade Rosacruz de Santo André-SP em abril/1982)
Pergunta: A Filosofia Rosacruz ensina que todo mal ato praticado em vida será expurgado no Purgatório, depois da morte. É dito também que a morte não liquida uma ofensa, da mesma forma que, ao mudar para outra cidade, não liquidamos um débito contraído, e que o Destino Maduro tem suas raízes em uma vida anterior e não podemos escapar a essa dívida do passado. Como conciliar essas declarações? Esperamos não ter de sofrer duas vezes pelo mesmo erro.
Resposta: O consulente tem razão. Deus não deseja sequer que paguemos uma vez, se mediante o arrependimento e a regeneração o sofrimento tornar-se desnecessário. Contudo, a questão de liquidar uma série de causas engendradas em uma vida é muito mais complicada do que pagar uma fatura por mercadorias recebidas. Há muitos aspectos envolvidos em cada caso. Tomemos, como exemplo, uma pessoa alcoólatra que se degradou ao ponto de viver como um animal selvagem, maltratando seus filhos, privando-os das necessidades essenciais e da educação que deveriam ter, agredindo sua esposa (ou seu marido), dando a seus filhos um mau exemplo que, infelizmente, poderão seguir, geralmente regredindo em seu padrão moral.
Após a morte, essa pessoa experimentará no Purgatório, primeiro, os suplícios do desejo pela bebida alcoólica, que não será capaz de satisfazer; depois, sofrerá todos os males que infligiu à sua família. Assim, terá pagado pelos seus erros e é certo que renascerá com um registro perfeitamente limpo, pelo menos no que se refere ao sofrimento que causou aos seus familiares. Todavia, ela tinha feito um voto de amar e tratar com carinho a esposa (ou o marido) e, ao realizar o ato procriador, fornecendo o núcleo para um corpo, assumiu a responsabilidade que os pais devem ter em relação às crianças que vieram à procura de ajuda e um meio adequado. Consequentemente, ao negligenciar essa responsabilidade paterna, estabeleceu um vínculo entre ela e os membros de sua família. Ela, ainda, lhes deve amor e assistência, que deverão ser compensados em algum tempo futuro. Então, essas almas se verão reunidas em uma vida posterior e colocadas numa situação em que ela possa lhes fazer o bem que foi negado anteriormente. Se não aproveitar essa oportunidade poderá, em outra vida, oferecer serviço adequado a alguém mais. O serviço deve ser prestado para o seu próprio bem, para que a natureza amorosa possa desenvolver e expandir-se, tornando-se universal, incluindo todos.
A mesma regra é benéfica em todos os outros casos e, visto que as situações extremas formem as melhores ilustrações, tomaremos como exemplo a ligação entre um assassino e sua vítima. Depois da morte, o assassino sofrerá no Purgatório e a dívida será, então, liquidada. Contudo, uma ligação estabeleceu-se entre os dois Egos e, numa vida futura, eles se encontrarão novamente para que o assassino possa ter a oportunidade de prestar serviço à sua antiga vítima, para que possam reconciliar-se e tornar-se amigos. O sentimento de solidariedade deve tornar-se universal, já que é o princípio fundamental no reino de Deus.
Resumindo, podemos dizer que todas as nossas dívidas pelas faltas cometidas são pagas no Purgatório. Nossas dívidas de amor, amizade e serviço serão liquidadas em vidas futuras.
(Pergunta nº 26 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II)
Esse livreto foi escrito com o objetivo de ser um material introdutório simples e curto para um entendimento básico dos Ensinamentos Rosacruzes.
Elsa M. Glover – Fundamentos Básicos do Cristianismo Rosacruz
1. Para fazer download ou imprimir:
FUNDAMENTOS BÁSICOS DO CRISTIANISMO ROSACRUZ
por
Elsa M. Glover
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido e Revisado de acordo com:
Fundamentals of Christian Rosicrucian Teachings
1ª Edição em Inglês, 2002
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
1- PERGUNTAS
À medida que vivemos no Mundo Físico, vemos pessoas nascendo e outras vivendo e morrendo.
O que acontece quando nascemos e o que ocorre quando morremos?
Que eventos ocorrem em torno do nascimento e da morte?
Existe alguma parte de nós que exista antes de nascermos e que sobreviva após a morte?
Existe um Deus? Se sim, qual é a natureza de Deus?
Qual é a nossa relação com Deus?
A vida tem um propósito?
As pessoas realmente se safam mesmo agindo mal?
As pessoas colhem o que semeiam?
A relação entre criação e evolução é irreconciliável?
É possível obter respostas definitivas para perguntas como essas?
Os Ensinamentos Rosacruzes têm como objetivo fornecer informações e ensinar métodos para obter respostas a essas questões tão importantes.
2– FONTES DE INFORMAÇÃO
Há muitos caminhos através dos quais podemos obter informações. Nossos sentidos físicos nos permitem ver, ouvir, sentir, saborear e cheirar o mundo ao nosso redor. Os cientistas desenvolveram instrumentos que podem revelar coisas que nossos sentidos físicos desconhecem.
Os aparelhos de rádio e de televisão podem detectar ondas de rádio e televisão que não podemos sentir. Os contadores Geiger podem identificar emanações de materiais radioativos que não percebemos diretamente. Microscópios e telescópios nos permitem ver coisas que são muito pequenas ou muito distantes para serem vistas diretamente.
Os cientistas nos informam o que conseguem observar. Claro, eles cometem erros, às vezes. Contudo, quem se der ao trabalho de obter os instrumentos e usá-los para aprender pode verificar suas observações e conclusões. Quando muitos pesquisadores independentes chegam às mesmas observações e conclusões, o público em geral tende a acreditar no que se está dizendo.
Algumas pessoas expandiram seus sentidos ao ponto de poderem “ver” mais do que a maioria das outras. Elas podem ser chamadas de videntes, profetas, clarividentes, iniciados, professores ou xamãs e nos dizer o que veem. E, claro, às vezes elas apresentam informes falsos. Mas quando muitos videntes independentes fazem relatos semelhantes, começamos a suspeitar que eles estão vendo aspectos verdadeiros da realidade.
No entanto, para ter certeza do que é verdade, é recomendável que cada pessoa desperte sua própria capacidade de perceber a Verdade por si mesma.
3– A NATUREZA DO SER HUMANO
O ser humano é um Ego – um Espírito Virginal da onda humana manifestado – que ocupa um corpo. Qual é a natureza desse Espírito?
O Espírito tem as propriedades da consciência, que são o poder da vontade, da criatividade e da capacidade de iniciar ações. O Espírito também possui vida eterna.
Durante a vida na Terra, o Espírito, que é o ser humano de fato, funciona dentro e por meio de um Corpo Denso para obter experiência.
Quando chega o momento do corpo morrer, o Espírito abandona o corpo e continua sua evolução nos Mundos espirituais até que seja hora de retornar a outro Corpo Denso para ganhar mais experiência.
4– A NATUREZA DE DEUS
Se estudarmos o universo, podemos observar que muita sabedoria foi empregada em sua criação. A distância da Terra até o Sol e a revolução e rotação dela se combinaram para criar um ambiente apropriado para formas de vida na Terra. O ciclo da água na Terra fornece um suprimento contínuo de água doce à vida na Terra.
Nossos corpos são maravilhas da engenharia, com enorme poder de resiliência frente ao abuso e com habilidade de reparar danos por conta própria.
Deus é o nome que damos ao sábio Ser que planejou e colocou em manifestação este maravilhoso universo.
A criação de Deus não terminou. Ele ainda está trabalhando dentro do universo enquanto você evolui para o cumprimento de Seu plano.
5– O OBJETIVO DA EVOLUÇÃO
Nós, como Espíritos, estávamos inicialmente unidos com Deus. Nesse estado, sabíamos tudo o que Deus sabia. Tínhamos a consciência do todo. Por melhor que possa parecer, havia um problema. Não tínhamos autoconsciência. Ao não ter autoconsciência, não podíamos pensar: “eu farei isso”. Portanto, não podíamos ter iniciativa ou criatividade. Nós simplesmente existíamos, como faíscas da Luz do todo – sabedoria.
A fim de nos permitir o desenvolvimento da autoconsciência, Deus (e as Hierarquias Criadoras que trabalharam com Ele) nos ajudaram a construir corpos. Como os corpos encerram nossa consciência, pudemos finalmente nos ver e começar a aprender a exercitar nossa iniciativa e criatividade.
No entanto, a baixa vibração dos corpos nos separou da consciência do todo. Assim, não temos mais acesso direto à sabedoria Divina. Com frequência, exercitamos nossa iniciativa e criatividade de maneira tola e destrutiva e como resultado infligimos dor e sofrimento a nós mesmos.
Nosso objetivo agora é recuperar a consciência do Todo, enquanto mantemos a autoconsciência. Quando alcançarmos esse objetivo, seremos criadores sábios e trabalharemos em harmonia com o resto do universo.
6– OS CICLOS DA EVOLUÇÃO
Tendemos a ter a consciência do Todo, mas não autoconsciência, quando estamos fora de nossos corpos (como quando dormimos à noite, ou quando estamos nos mundos celestiais entre as vidas na Terra). Tendemos a estar cientes de nós mesmos, mas não da Consciência do Todo, quando estamos dentro de nossos corpos (como quando estamos acordados durante o dia, no transcorrer de nossa vida na Terra.)
Estamos aprendendo a funcionar de maneira autoconsciente e com consciência do Todo simultaneamente, alternando entre esses dois estados. Cada vez que passamos da autoconsciência para a Consciência do Todo, levamos um pouco de autoconsciência para a Consciência Total. Toda vez que passamos da consciência do Todo para a autoconsciência, trazemos um pouco da consciência do Todo para a autoconsciência.
Portanto, nosso ciclo entre estar despertos e adormecidos e nosso ciclo entre a vida na Terra e a vida nos Mundos invisíveis (entre os renascimentos) é o que nos permite evoluir até alcançar a fusão de nossa autoconsciência com a Consciência do Todo.
7– OS MÉTODOS DE EVOLUÇÃO
A vida na Terra é como uma escola. Aprender a resolver os problemas que surgem ao longo da vida nos incentiva a exercitar e desenvolver nossa autoconsciência, o poder da vontade, o amor, a sabedoria, a criatividade e a iniciativa.
Estamos aprendendo a mesclar a autoconsciência com a consciência do Todo. Já vimos como os ciclos alternados ajudam no processo de fusão. Os agentes que ajudam a guiar nossa evolução (chamados Anjos Arquivistas ou do Destino, ou ainda Anjos Relatores) estão acima de todo erro e dão a cada um exatamente o que necessita para seu desenvolvimento.
Nosso trabalho na vida é aprender a resolver os problemas que se apresentam em nosso caminho. Claro que, à medida que surgem problemas, às vezes não agimos com sabedoria. Para nos ajudar a perceber o que é certo e o que está errado, Deus instituiu a lei que diz: “O que o homem semeia, ele também colherá.”.
Ou, em termos simples, “aquilo que se faz, se paga”. Portanto, quando ferimos os outros, eventualmente ferimos a nós mesmos. Quando ajudamos os outros, finalmente sentimos a alegria que lhes proporcionamos.
O fato de as pessoas colherem o que semearam nem sempre é evidente na vida cotidiana. Algumas pessoas parecem trabalhar duro a vida toda e nunca são recompensadas. Alguns parecem cometer crimes e escapar da detecção e punição.
No entanto, nem todas as dívidas são pagas durante esta vida. É necessário a visão de um clarividente para poder seguir um Espírito em suas vidas anteriores para verificar como ações passadas explicam as circunstâncias atuais.
8- RETROSPECÇÃO
Na Escola da Vida progrediremos muito mais rapidamente se pudermos tomar consciência dos efeitos de nossas ações cotidianas, em vez de esperar que a lei natural nos chame à atenção.
Por isso, é recomendável todas as noites, quando nós nos retiramos para dormir em nossas camas, relaxarmos nossos corpos e revisar os acontecimentos do dia em ordem inversa, de modo que vejamos os efeitos de nossas ações e, em seguida, as causas desses efeitos.
Com isso podemos nós mesmos julgar perante o nosso tribunal interno se as ações produziram efeitos desejáveis ou não. Em cada momento em que nossas ações afetam os outros, devemos tentar sentir a alegria ou o sofrimento que causamos.
Quando o fizermos, estaremos colhendo o que semeamos e isso apagará o registro para que não tenhamos que enfrentá-lo mais adiante. Isso também aumenta nossa autoconsciência, nos ajuda a melhorar o caráter e nos ensina a nos comportar melhor.
9– CRISTIANISMO
Cristo nos deu dois novos mandamentos: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento… Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22:37,39). Isso está alinhado com nosso objetivo de desenvolver a omnisciência. Cristo acrescentou: “Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13:35). Portanto, nosso objetivo é sermos Discípulos de Cristo.
Cristo também disse: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que seu senhor faz; mas eu vos chamo amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu vos dei a conhecer.” (Jo 15:15). Em outras palavras, Cristo não age como um ditador que requer obediência cega às pessoas.
Em vez disso, ele serve como amigo e conselheiro, deixando as pessoas totalmente livres para escolher, por si mesmas, o que elas vão ou não fazer. Somente tomando decisões as pessoas aprendem a exercitar sua autoconsciência, vontade, criatividade e iniciativa.
Cristo também disse ao povo: “Vós sois deuses.” (Jo 10:34) e “Deixei que brilhe tua luz.” (Mt 5:16). Ser um verdadeiro Cristão exige desenvolver nossos poderes criativos divinamente concedidos e deixar nossa luz brilhar para a elevação do mundo.
10– ASTROLOGIA
O universo é o corpo de Deus. Assim como o sangue flui entre todas as partes do nosso corpo, vários tipos de energia circulam entre todas as partes do corpo de Deus. São essas correntes energéticas que o Astrólogo estuda.
O importante a compreender sobre as correntes de energia astrológica é que elas não forçam ninguém a fazer nada. O astrólogo não está fazendo previsões sobre o que vai acontecer. Em vez disso, ele simplesmente descreve para as pessoas as energias com as quais têm que trabalhar.
O que as pessoas fazem com essas energias é escolha delas. Nosso trabalho na vida é aprender a usar de maneira construtiva as energias astrológicas que estão disponíveis para nós.
11– CURA
Cristo instruiu seus discípulos a pregar o Evangelho (a Verdade) e curar os doentes (Mt 10:7-8).
A doença advém de quebrarmos, de contrariarmos, as Leis da Natureza. À medida que encontramos a Verdade, aprendemos a viver em harmonia com tais leis naturais e, assim, aprendemos como prevenir e curar enfermidades. À medida que aumenta nosso amor pelos outros, cresce o nosso desejo de ajudar aqueles que necessitam da cura.
O método Rosacruz de cura envolve:
12– COMO PODEMOS ENCONTRAR A VERDADE POR NÓS MESMOS?
Primeiro, precisamos ser totalmente livres para buscar a Verdade. Para isso, devemos nos desprender de todas as ideias preconcebidas. A Verdade pode não ser o que inicialmente pensamos que é.
Devemos, ainda, nos desapegar de nossos desejos mundanos, porque a Verdade não é necessariamente o que nós (do nosso ponto de vista terrestre) queremos que seja. Devemos nos desvincular de seguir cegamente os outros e começar a buscar a Verdade dentro de nós mesmos.
Em segundo lugar, da mesma forma que é necessário um lago tranquilo para refletir a paisagem circundante também, quando buscamos a Verdade, precisamos fazer com que nossas Mentes estejam calmas e em paz.
Em terceiro lugar, devemos buscar ativamente a Verdade. A busca cria uma força de atração (em um nível espiritual) que nos ajuda a atrair a Verdade que buscamos. Cristo disse: “Procurai e encontrarás” (Mt 7:7).
Como ainda estamos no processo de aperfeiçoar nossas faculdades, é desejável que possamos verificar se o que acreditamos ser verdadeiro seja, de fato, verdadeiro. A verdade deve formar um todo unificado. Cada parte deve ser consistente com as outras. Precisamos comprovar se nossas concepções da Verdade são coerentes. Se não são, há algum engano em alguma parte.
Outra prova da verdade é usá-la e ver se funciona. Se a nossa concepção de Verdade nos diz que um determinado curso de ação produzirá bons resultados, então podemos descobrir se essa concepção é verdadeira seguindo o curso da ação e observando aonde nos conduz.
13– O QUE A ESCOLA ROSACRUZ EXIGE DOS ESTUDANTES
A resposta é: nada. Max Heindel escreveu no livro “Cartas aos Estudantes”: “Na Fraternidade Rosacruz deve haver absoluta liberdade pessoal”.
No livro “O Conceito Rosacruz de Cosmos”, Max Heindel afirmou que “procura desde o princípio emancipar o Discípulo de toda dependência dos outros, tornando-o autoconfiante no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e enfrentar todas as condições. Somente aquele que for tão bem equilibrado pode ajudar ao débil”.
14– O QUE EXIGIR DE NÓS SE QUISERMOS PROGREDIR?
De acordo com a concepção rosacruciana, se quisermos ser sábios, devemos desejar a sabedoria com a mesma intensidade com que uma pessoa debaixo d’agua deseja o ar. Devemos procurá-la excluindo qualquer outro propósito na vida. A sabedoria deve ser nossa única aspiração, dia e noite.
Além disso, “Temos que aprender a lição do trabalho para um fim comum, sem lideranças e, cada um, impulsionado pelo Espírito do Amor interno, deve esforçar-se pela elevação física, moral e espiritual do mundo até alcançar a estatura de Cristo – Senhor e Luz do Mundo”. (Carta nº 20 do livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel).
F I M