porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Templo de Salomão

No Primeiro Livro dos Reis, capítulo 6 e no Segundo Livro dos Reis, capítulo 7 podemos ler: “No ano 480 depois de sairem os filhos do Israel do Egito, Salomão no ano quarto do seu reinado, no mês de Zive começou a edificar a casa do Senhor. A casa que o rei Salomão edificou ao Senhor era de 60 côvados de comprimento, 20 de largura e 30 de altura. Edificava-se a casa com pedras já preparadas nas pedreiras, de maneira que nem martelo, nem machado, nem instrumento algum de ferro se ouviu na casa quando a edificavam. Depois levantou as colunas no pórtico do templo, tendo levantado a coluna direita, chamou-lhe Jaquim e tendo levantado a coluna da esquerda, chamou-lhe Boaz”.

A passagem bíblica da construção do Templo de Salomão em Jerusalém reveste-se de riquíssima simbologia e alegoria. Existe uma relação cósmica entre as medidas da edificação: 60 x 20x 30 = 36.000 (3+6+0-0+=9). Nove é o “número do ser humano” conforme Max Heindel afirma no Conceito Rosacruz do Cosmos. O Templo de Salomão diz respeito a nós e ao nosso desenvolvimento espiritual.

A tradição esotérica estabelece uma relação entre as duas colunas do templo, Jaquim e Boaz, e as duas colunas que precediam os israelitas quando atravessaram o deserto. De noite uma coluna de fogo iluminava sua marcha. De dia uma nuvem os protegia do Sol escaldante.

O Templo não poderia ser construído durante a peregrinação no deserto. No deserto só havia areia e a construção não teria estabilidade. Além disso, tratava-se de um povo nômade, sempre marchando em busca da Terra Prometida. Lá chegando, depois de muito tempo foi possível erigir o templo, através da sabedoria de Salomão.

No Primeiro Livro das Crônicas, capítulo 3, diz-se que “Começou Salomão a edificar a casa do Senhor em Jerusalém, no monte Moriá”. Segundo a tradição judaica, o monte Moriá era uma rocha enorme. A rocha simboliza a verdade. As areias do deserto simbolizam as ilusões, as fantasias. O Templo de Salomão foi construído silenciosamente sobre a firmeza de uma rocha.

O Templo de Salomão simboliza a nossa consciência espiritual, formada ao longo de muitos renascimentos, muitas experiências e muitos sofrimentos. Esse trabalho é silencioso (sem ruídos de martelo), anônimo e, consequentemente, ignorado pela maior parte da Humanidade. Não obstante, é a atividade mais importante e fundamental da vida. Hora após hora, momento após momento, errando, acertando e sofrendo, vamos erigindo a nossa consciência espiritual.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz de julho-agosto de 1993)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Diagrama 7 – O Período de Saturno

Diagrama-7 Diagrama 7 – O Período de Saturno

Aproveitemos esse primeiro diagrama sobre Esquema da Evolução e definamos alguns conceitos da terminologia Rosacruz. Isso muito ajudará ao Estudante Rosacruz no entendimento do Caminho, Obra, Esquema da Evolução.

Nesse Esquema de Evolução está inserido um Caminho da Evolução e tudo isso compõe a Obra da Evolução.

Não será demais fazer aqui uma recomendação relativa aos diagramas empregados como ilustração.

O Estudante deve recordar que não pode nunca ser exato o que é reduzido das suas reais dimensões. O desenho de uma casa pouco significaria se nunca tivéssemos visto uma casa.

Nada mais veríamos no desenho do que linhas e manchas e não nos sugeriria significado algum.

Os diagramas empregados para ilustrar as coisas suprafísicas são representações muito menos verdadeiras do que o desenho citado.

As três dimensões do desenho da casa foram reduzidas somente a duas, enquanto os Períodos, Mundos e Globos são realidades de quatro a sete dimensões.

Logo, os diagramas de duas dimensões com que se intenta representá-los estão muito longe da realidade!

Devemos ter sempre em mente que esses Mundos se interpenetram, que os Globos se interpenetram e que o modo como aparecem nos diagramas é análogo ao retirar todas as peças de um relógio, colocando umas ao lado das outras, para mostrar o modo dele indicar as horas.

Para que esses diagramas sejam de alguma utilidade para o Estudante é necessário que deles forme uma concepção espiritual. Caso contrário, mais servirão para confundir do que para iluminar.

Um Globo é um Campo de Evolução, ou seja: um local com um ambiente completo e condições perfeitas para a EVOLUÇÃO de inúmeras Ondas de Vida.

No atual DIA DE MANIFESTAÇÃO percorremos 7 GLOBOS de diferentes Densidades, ou seja: 7 Campos de Evolução diferentes!

A cada um desses Globos nomeamos com uma letra. Começa com a letra A e vai até a letra G.

Repare que a ordem sempre será essa, em qualquer Período que estejamos:

– sempre os Globos A e G serão os mais sutis, ou seja, ocuparão o Mundo, ou a Região desse Mundo que possuem a matéria mais sutil, menos densa, mais espiritualizada do que todos os outros 5 Globos

– sempre o Globo D será o mais denso, ou seja, ocupará o Mundo, ou a Região desse Mundo que possui a matéria mais inferior, mais densa, menos espiritualizada do que todos os outros 6 Globos

– sempre os Globos B, C, E e F serão os “de passagem”, intermediários, ocupando Mundos cujas matérias não são tão densas com o do Globo D e nem tão sutis como as dos Globos A e G.

Cada Globo ou cada Campo de Evolução possui diferentes e perfeitas condições para:

•        Praticar as ações, atos e obras

•        Aprender as lições resultantes dessas ações, atos e obras

•        Assimilar os resultados dessas lições aprendidas

•        Incorporar a quinta essência dessas lições nos nossos veículos

Uma Revolução é uma volta completa pelos 7 Globos ou a passagem pela onda de vida evolucionante (a nossa, por exemplo) UMA VEZ por todos os 7 Globos, em 3 Mundos ou de Regiões desses Mundos de diferentes densidades.

Veja que o que nós mergulhamos em densidade na metade da Revolução, indo do Globo A até primeira metade do Globo D, nós nos elevamos desde a segunda metade do Globo D até o Globo G.

Repare também que descemos conquistando os Mundos e Regiões na metade da Revolução, indo do Globo A até primeira metade do Globo D.

Depois nós assimilamos totalmente a aprendizagem desde a segunda metade do Globo D até o Globo G.

Uma Revolução, do ponto de vista desse momento temporal, varia e pode levar bilhões de anos.

Primeiramente, uma parte da evolução realiza-se no Globo A, situado no Mundo 1, o mais sutil dos Mundos desse Período.

Gradualmente, a vida evolucionante vai-se transferindo ao Globo B, situado no Mundo 2 (aqui podendo ser uma Região de um Mundo), um pouco mais denso, onde se realiza um novo grau de evolução.

Em devido tempo, a vida evolucionante está pronta para entrar no Globo C, situado e composto de substância ainda mais densa do Mundo 3 (aqui podendo ser uma Região de um Mundo).

Depois de aprender as lições correspondentes a esse estado de existência, a onda de vida segue até o Globo D, situado e formado de substância mais densa (aqui podendo ser uma Região de um Mundo).

Este é o grau mais denso de matéria alcançado pela onda de vida durante o Período.

Esse é o estado involucionário e a substância dos Mundos faz-se cada vez mais densa e, ao longo do tempo, tudo tende a fazer-se cada vez mais denso e mais sólido.

Desse ponto a onda de vida é levada para cima novamente, ao Globo E que está situado na região menos densa do Mundo 3 (aqui podendo ser uma Região de um Mundo), tal como estava o Globo C, embora as condições não sejam as mesmas.

Mas, como o caminho evolutivo é composto de espirais dentro de espirais, ainda que se passe por idênticos pontos, não se apresentam nunca as mesmas condições, mas outras, em plano superior e mais avançado.

Completado o trabalho no Globo E, efetua-se o passo seguinte no Globo F, situado, como no Globo B, no Mundo 2, dali subindo ao Globo G.

Perceba: do Globo A à metade do Globo D mergulhamos em matéria de crescente densidade. Chamamos essa parte da Revolução de: Involução de uma Revolução.

Exatamente na metade do Globo D atingimos o nadir: o ponto mais denso dessa Revolução. Daqui para frente o caminho só nos leva a campos de evolução menos densos, mais sutis.

Assim, da metade do Globo D até o Globo G nos elevamos em matéria de decrescente densidade, de maior sutilidade. Chamamos essa parte da Revolução de: Evolução de uma Revolução.

Resumindo até aqui: quando se efetuou esse trabalho, a onda de vida deu uma volta em torno dos sete Globos, primeiro para baixo e depois para cima, através dos quatro Mundos.

Esta jornada da onda de vida denomina-se uma Revolução.

Agora vamos estudar o conceito de Período: sete Revoluções pelos sete Globos em 3 Mundos ou Regiões desses Mundos de diferentes densidades formam um Período.

Assim, quando a onda de vida completou sete voltas em torno dos sete Globos, ou sejam sete Revoluções, termina o Período.

Note que em cada Período há um ponto por onde entramos no Período  – sempre pelo Globo A – e um ponto onde saímos do Período – sempre pelo Globo G.

Vamos ver agora um exemplo de um Período completo:

O Período de Saturno é o primeiro dos sete Períodos. Nesse primeiro estágio os Espíritos Virginais dão o primeiro passo na evolução da Consciência e da Forma. Conforme mostra o Diagrama 7, esse impulso evolutivo dá sete voltas ao redor dos sete Globos, A, B, C, D, E, F e G, na direção indicada pelas setas.

Primeiramente uma parte da evolução se realiza no Globo A, situado no Mundo do Espírito Divino, o mais sutil dos cinco mundos que formam o nosso campo de evolução. Então, gradualmente, a vida que está evoluindo é transferida ao Globo B, que se situa no Mundo do Espírito de Vida, algo mais denso, onde ela passa por outro estágio evolutivo. No devido tempo, a vida que está evoluindo está pronta para entrar na arena do Globo C, composto da substância ainda mais densa da Região do Pensamento Abstrato, onde está situado. Depois de aprender as lições correspondentes a esse estado de existência, a onda de vida segue até o Globo D, formado da substância da Região do Pensamento Concreto, onde também está situado. Esse é o grau mais denso de matéria alcançado pela onda de vida durante o Período de Saturno.

Desse ponto a onda de vida é levada para cima novamente, ao Globo E, situado na Região do Pensamento Abstrato tal como o Globo C, embora as condições não sejam as mesmas. Esse é o estágio involucionário de modo que a substância dos mundos se faz cada vez mais densa. Ao longo do tempo tudo tende a fazer-se cada vez mais denso e mais sólido. Entretanto, como o caminho evolutivo é uma espiral, é claro que, ainda que se passe pelos mesmos pontos, nunca mais se apresentam as mesmas condições, mas outras em plano superior e mais avançado.

Completado o trabalho no Globo E, efetua-se o passo seguinte para o Globo F, situado no Mundo do Espírito de Vida como o Globo B, dali subindo ao Globo G. Quando se efetuou esse trabalho, a onda de vida deu uma volta em torno dos sete Globos; uma vez para baixo e outra para cima, através dos quatro Mundos, respectivamente. Esta jornada da onda de vida denomina-se uma Revolução, e sete Revoluções formam um Período. Durante um Período a onda de vida dá sete voltas descendo e subindo através de quatro Mundos.

Quando a onda de vida deu sete voltas em torno dos sete Globos, completando as sete Revoluções, terminou o primeiro Dia da Criação. Seguiu-se uma Noite Cósmica de repouso e assimilação, depois da qual teve início o Período Solar.

(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel)

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Palavra Criadora

A) Na Bíblia, no Gênesis, Capítulo 1, Versículo 1, encontramos: “No princípio Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Disse Deus: Faça-se a Luz e a luz foi feita”.

B) No evangelho de São João, Capítulo 1, Versículo 1, lemos: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus”.

No Versículo 14, complementa-se: “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos sua glória, a glória que um Filho Único recebe do seu Pai cheio de graça e de verdade...”.

C) Ainda em São João, no Capítulo 19, Versículo 30 lemos: “Havendo Jesus tomado do vinagre disse: TUDO ESTÁ CONSUMADO! (Consumatum est). Inclinou a cabeça e rendeu o espírito”.

No “Conceito Rosacruz do Cosmo”, temos no Capítulo 16: “A Palavra Criada”.

“A Mente é o instrumento mais importante que o espírito possui, um instrumento especial na obra da criação. A laringe espiritualizada e perfeita, falará a Palavra Criadora, mas a Mente aperfeiçoada decidirá quanto à forma particular e volume de vibração. A Imaginação será a faculdade espiritualizada que dirigirá a criação.

… Atualmente só podemos formar imagens mentais que tenham relação com a forma, porque a Mente humana começou seu desenvolvimento neste Período Terrestre, e está no estado ou forma “mineral”. Por esse motivo, nossos labores estão limitados às formas minerais…

…Seguir-se-á um longo intervalo de atividade subjetiva durante o qual os Espíritos Virginais absorverão todos os frutos do período setenário de Manifestação. Passado esse intervalo, submergir-se-ão em Deus, de Quem vieram, para ao alvorecer de outro Grande Dia, reemergirem como seus Gloriosos Colaboradores. Durante a passada evolução as possibilidades latentes foram transmutadas em poderes dinâmicos. Tendo adquirido Poder de Alma e Mente Criadora, frutos de sua peregrinação através da matéria, terão avançado da impotência à onipotência, da ignorância à onisciência.”

Em “Estudos de Astrologia”, de Elman Bacher, tomo I, Capítulo VII, temos:

O Planeta Mercúrio – A faculdade do intelecto por meio da qual interpretamos, identificamos, classificamos, analisamos e avaliamos as coisas da Terra, atribui-se simbolicamente ao planeta Mercúrio. Representa, como Princípio da Identificação, o “dar nomes” (Adão dava nome à criação), a “criação de palavras”, e a objetivação dos pensamentos em palavras e escritas. É o símbolo da comunicação e da percepção conscientes.

A substância que chamamos mercúrio é pesada, entretanto é de qualidade liquescente; nossos pensamentos quando estão desorganizados ou desfocados são também liquescentes e passageiros. Indo rapidamente de uma impressão a outra, de “cima-baixo”, “sim-não”, “quente-frio”. Entretanto, quando nossos padrões de pensamento estão organizados, temos a faculdade de decidir definitivamente e incorporá-los em uma espécie de exteriorização concreta definida, em palavras isoladas ou em suas extensões em orações (frases). Essa exteriorização é o que chamamos de linguagem – a faculdade universal da incorporação do pensamento. A liquescência de Mercúrio se vê de muitas maneiras pelas quais se pode identificar uma coisa específica: sua precisão se observa na “solidez” com que é identificada uma palavra ou oração específica.

Mercúrio identifica o abstrato assim como o concreto. É por meio de Mercúrio que compreendemos o concreto, mas é por meio de outras faculdades planetárias que entendemos o abstrato. Mercúrio, entretanto, é a raiz básica do nosso desenvolvimento, de compreensão, desde o mais concreto, literalmente, até o mais intangível abstrato.

Analisemos o símbolo planetário de Mercúrio:

Uma cruz (matéria, manifestação, estrutura, concreto, encarnação) e sobre ela um círculo (perfeição, terminação) que por sua vez tem sobre si um semicírculo voltado para cima (instrumentação, receptividade de instrução ou inspiração).

Diz-se que os Senhores de Vênus e os Senhores de Mercúrio foram os mestres que instruíram a humanidade nascente, nos princípios da linguagem, artes e ofícios e as ciências, pelas quais a humanidade aprendeu a funcionar com eficácia sempre crescente no mundo material. Em resumo, Mercúrio é o elo (mensageiro) entre os deuses (princípios) e a humanidade. É por meio de Mercúrio que nós aprendemos primeiro a natureza objetiva e qualidade das coisas e logo a consciência dos princípios abre essa nossa consciência à realidade subjetiva, em ambas as oitavas estamos aprendendo. À primeira nos integramos por meio da identificação, na segunda conhecemos mediante a experiência que dá a compreensão.

São manifestações de Mercúrio: aprender a falar, ler e escrever em outros idiomas. Representa, como faculdade da razão, a raiz por meio da qual se aprende a Lei de Causa e Efeito. A Mente consciente observa o mundo material, de onde desenvolve uma consciência da exteriorização de causas internas.

Resumindo, devemos utilizar objetivamente as qualidades de Mercúrio, sem emoção e de forma concisa. Fatos, não crenças; exposições, não implicações; provas realizáveis, não simplesmente utilizá-las às cegas e credulamente aceitas pela preguiça mental.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz de julho-agosto de 1993)

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Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola dos Talentos

Touro é essencialmente a Hierarquia do Destino Maduro. Nos últimos dias dessa Era, tanto os indivíduos como as nações estão limpando suas dívidas de Destino Maduro, precisamente sob esse Signo, assistido pelo seu oposto Escorpião, para a preparação do futuro Novo Dia. A guerra foi acertadamente descrita como uma operação da catarata espiritual. E, se bem que é um terrível flagelo, é também um meio de limpeza inexorável. Por isso nossos dias estão cheios de guerras e de rumores de guerra.

A Parábola dos Talentos é uma lição sobre o renascimento e sobre o Destino Maduro. Um grande nobre foi a uma país longínquo para reclamar o seu reino. Antes de partir chamou os seus dependentes e lhe confiou a cada um deles uma certa quantidade de talentos. Depois de uma longa ausência, ele voltou e os convocou para que eles pudessem lhe prestar contas. O primeiro devolveu os talentos, mas duplicados. “Bem-feito, bom e fiel servidor”, comentou o amo. O segundo apresentou seus talentos com um pequeno ganho, de modo que recebeu, também, a benção do amo. O terceiro servo, que havia recebido só um talento e o havia enterrado, lhe devolveu a seu chefe dizendo: “Tive medo e fui esconder meu talento na terra, assim que aqui tem o que é teu”. Ao que seu amo respondeu: “Tu, servo preguiçoso e malvado…ponham esse servo improdutivo para fora, nas trevas”. A isso seguiu a norma crítica do Mestre: “Porque ao que tem lhe será dado, mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado”.

Touro-Parabola-dos-Talentos-709x1024 Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola dos Talentos

Essa parábola se refere ao ciclo de vidas terrenas. O propósito de cada peregrinação consiste em que cada ser humano conquiste mais poder anímico, mais vida anímica e mais luz anímica.

Cada talento que o ser humano traz de suas encarnações anteriores há de ser incrementado, ou sua vida será estéril. O primeiro servo, a quem foi dado dez talentos, representa a alma velha que, através de muitas encarnações, conseguiu uma rica colheita de poderes anímicos. Em cada nova vida aprende novas lições, especialmente por meio da meditação, da contemplação e do trabalho, avançando, tanto nos planos internos como no externo. O segundo servo, que recebeu cinco talentos, representa uma alma mais jovem na escola evolutiva de Deus. Está aprendendo suas lições principalmente por meio das atividades nos planos físicos. Sua vida se centra, principalmente, nos cinco sentidos. Note-se que cinco é um número da atividade, enquanto dez é a união do “1” (masculino) com o “0” (feminino), trabalhando ambos harmonicamente. Esse segundo servo representa o estado evolutivo da grande massa da Humanidade.

O terceiro servo, que por medo enterrou o único talento que recebeu, representa os que ainda não estão totalmente despertos espiritualmente e se encontram centrados somente nos interesses do “eu mortal”. O fato de ser jogado na obscuridade exterior não é uma maldição, mas o modo de trabalhar da lei divina, pois somente por meio do sofrimento e do trabalho o ser humano pode despertar a natureza superior. Afinal “Antes que os pés possam pousar ante a presença do Mestre, hão de ser lavados com o sangue do coração”.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sol transitando pelo Signo de Touro (abril-maio)

Quando o Sol passa de Áries para Touro, uma pessoa sensitiva percebe uma mudança na atmosfera psíquica da Terra, das muitas carregadas radiações masculinas de Áries ao suave e carinhoso padrão do Signo de Vênus, que é Touro.

Sol-transitando-por-Touro Sol transitando pelo Signo de Touro (abril-maio)

Os antigos representavam um Touro como uma suma sacerdotisa sentada em um trono, com um halo ao redor da cabeça e um livro aberto sobre os joelhos. Um véu cobria seu rosto, simbolizando a ocultação dos Mistérios da multidão ainda não despertada. A divindade feminina possui segredos sagrados da vida que nunca são revelados até que se aproxime um buscador com as mãos limpas e o coração puro. O véu dos sacerdotes nunca se levantará enquanto o ser humano guerreie com o seu próximo e continue matando para comer, por esporte, por vaidade ou para praticar crueldades como as de vivissecção. Toda vida é sagrada e tudo seguirá assim até que o ser humano seja digno de levantar o véu da Isis e penetrar nos mais profundos mistérios da vida.

Os nativos de Touro são atraídos pelas atividades por meio das que encontram expressões nas qualidades venusianas. E como Touro é um Signo de Terra, sua expressão tende para a prática das artes. A profissão da cura está favoravelmente influenciada por Touro, especialmente no que se refere à conservação do Corpo Denso nas perfeitas condições para seu Espírito interno.

A nota-chave de Touro é: “Eu possuo”. A nota-chave de Vênus, Regente de Touro, é: “Eu amo”. Um taurino não desenvolvido se inclina para um amor possessivo que limita a liberdade de seus objetivos provocando desgostos, discórdia e dor em seus relacionamentos. Desse modo se criam as grandes dívidas de destino maduro.

Sob a Hierarquia de Touro a humanidade está colhendo uma pesada mortalidade que obedece a causas passadas. Sob o Signo oposto, Escorpião, está sendo liquidada a dívida, em escala planetária, mediante guerras, desordens sociais e desastres telúricos. Sob Touro, no entanto, as forças transmutadoras existentes na natureza são ativadas para transformar a vida do Discípulo. Cada personagem bíblico ilustra as características de um Signo zodiacal. Uma personalidade que tipificou as características de Touro foi Maria Madalena. Maria, irmã de Lázaro, tipificou a Câncer, enquanto a bendita Virgem Maria veio sob o Signo de Virgem. De modo que as três Marias, mais intimamente associadas à vida e ao ministério de Cristo Jesus, correspondem aos três Signos femininos mais destacados do Zodíaco. Maria Madalena, atrativa e sedutora, estava centrada nas correntes de desejos da Terra; mas quando Cristo tocou em sua trajetória vital, a chama da rosa da paixão se transformou na chama branca da alma. Essa transformação foi o que a fez merecedora do privilégio de ser, entre todos os Seus seguidores, a primeira a ver o Senhor ressuscitado e a de ser enviada por Ele para transmitir aos demais a mais transcendental mensagem de todos os tempos: “A morte não existe”.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os meios pelos quais um Estudante Rosacruz pode investigar, por si, todos os fatos estudados na Fraternidade Rosacruz

Vamos ver quais são os meios pelos quais um Estudante Rosacruz pode investigar, por si, todos os fatos estudados na Fraternidade Rosacruz.

São pequenos passos, a se manter sempre para cima e para frente com persistência, persistência e persistência.

A ninguém é concedido “dons” especiais. Todos podem adquirir as verdades relacionadas com a peregrinação da alma, a evolução passada e o destino futuro do mundo, sem depender da veracidade de outrem.

Há um método para adquirir essa faculdade inestimável, capacitando o Estudante Rosacruz para perscrutar esses domínios suprafísicos, diretamente, por ele próprio, sem intermediários, sejam esses domínios outros seres humanos ou objetos inanimados.

Sabemos que um profissional (independentemente da profissão que exerça) nada poderia fazer sem os instrumentos ou ferramentas de seu ofício.

Além disso, todo bom profissional se caracteriza por ser muito cuidadoso com os instrumentos ou as ferramentas que usa, pois sabe que o trabalho depende tanto do conhecimento do ofício como dos instrumentos ou das ferramentas que emprega.

Nós, o Ego, temos vários instrumentos ou várias ferramentas, quais sejam: um Corpo Denso, um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e uma Mente.

Da qualidade e do estado desses instrumentos depende o trabalho que possamos realizar na aquisição de experiência.

Se esses nossos instrumentos forem débeis e sem flexibilidade, haverá muito pouco crescimento espiritual e a vida será quase perdida, pelo menos no que diz respeito ao principal propósito dela, relativamente a nós, o Ego.

Para tal, inicialmente, devemos ter um conceito claro do que seja, realmente, o “êxito” da vida de cada um dos renascidos aqui.

Do único ponto de vista que vale a pena, o espiritual, nós estamos aqui para adquirir experiência por intermédio dos nossos instrumentos.

Essas ferramentas, que recebemos a cada nascimento aqui, são boas, ruins ou de pouco proveito, de acordo com o que, para a sua construção, aprendemos nas nossas experiências passadas.

Se desejarmos fazer algo vantajoso, temos de trabalhar com elas tais como são.

Daqui já se percebe que considerar o “êxito” de uma vida pela conta corrente do banco, pela posição social adquirida ou pela felicidade resultante de um bom ambiente ou de uma vida sem cuidados é sinal de alguém que ainda não entendeu a missão que realmente tem de cumprir aqui, como filho de Deus.

Afinal, o que só pertença a esta vida aqui é vaidade.

De valor real é tão só o que podemos levar para além do umbral da morte, como tesouro do Espírito.

No entanto, quando uma fortuna financeira, uma facilidade em ganhar dinheiro ou a posse de recursos físicos e financeiros são utilizados como meios para pensar filantropicamente, para ajudar os seres humanos a se aperfeiçoarem, podem, tais bens e dom, nesses casos, constituírem-se em uma grande bênção para o seu possuidor.

Mas quando esses recursos são utilizados com propósitos egoístas e opressivos, não podem ser considerados senão como terrível desgraça.

Quando despertamos da letargia corrente e desejamos progredir, surge, naturalmente, a pergunta: Que devo fazer?

Já vimos acima que sem boas ferramentas ou instrumentos um bom profissional não consegue executar nenhum trabalho perfeito. Semelhantemente, os nossos instrumentos devem ser purificados e afinados.

Uma vez isso feito, podemos começar a trabalhar para realizar nosso propósito.

À medida que esses maravilhosos instrumentos são usados no trabalho, eles mesmos melhoram com o uso apropriado, e se tornam mais e mais eficientes na obra em que nos ajudam.

E qual é o objetivo desse trabalho?

A união interna entre nossos dois “Eus”: o “Eu inferior” (a Personalidade, que criamos a cada vida, com base nas anteriores) e o “Eu Superior” (a Individualidade, eterna, evoluída a partir da inconsciência até a presente consciência, rumo à onisciência).

Há três graus no trabalho da conquista do nosso “eu inferior”.

Sucedem-se uns aos outros, mas, em certo sentido, vão juntos.

No estado atual, o primeiro recebe maior atenção, menos o segundo e menos ainda o terceiro.

Quando o primeiro passo tenha sido dado completamente, prestaremos maior atenção, obviamente, aos outros dois.

O primeiro grau é dominar o Corpo de Desejos, nos preparando para a união com o Espírito Santo. Exemplo? Pode ser visto no Dia de Pentecostes.

O segundo grau é a purificação e governo do Corpo Vital, nos preparando para a união com Cristo.

Exemplo: veja S. Paulo, quando se refere a esses estados, dizendo-nos: “até que Cristo seja formado em vós”, em que exorta seus seguidores a se desembaraçarem de todos os empecilhos, como os atletas numa corrida.

A oração, como exemplo, é um meio de produzir pensamentos delicados e puros que agem sobre o Corpo Vital.

Cristo nos deu uma oração que, tal como Ele mesmo, é a única e universal.

Há nela sete orações distintas e separadas, uma para cada um dos sete princípios do ser humano: o Tríplice Corpo, o Tríplice Espírito e o elo, a Mente.

Cada oração está particularmente adaptada para promover, no ser humano, o progresso da parte a que é dirigida. É a Oração do Senhor, o Pai-Nosso.

O terceiro grau ainda nos será fornecido e vagamente podemos compreender o que será.

Somente podemos dizer que seu ideal será superior à Fraternidade e que, por seu intermédio, o Corpo Denso será espiritualizado.

Ele nos preparará para a união com o Pai.

O Estudante Rosacruz, para obter todo esse conhecimento superior, trabalha conscientemente e emprega métodos bem definidos, de acordo com a sua constituição atual.

A fórmula obtém-se por meio do Treinamento Esotérico ou oculto. Não havendo dois Estudantes Rosacruzes iguais, o trabalho eficaz, na esfera de ação de cada um, é sempre individual.

O importante é que o Caminho da Preparação e Iniciação Rosacruz é o mesmo para todos! É por meio dele que leva o Estudante da Fraternidade Rosacruz à Ordem Rosacruz, trilhando os 4 níveis dessa Escola (Estudante Preliminar, Estudante Regular, Probacionista e Discípulo) e lá por mais 3 níveis (Irmão Leigo ou Irmã Leiga, Adepto e Irmão Maior), completando o Caminho da Iniciação.

Sigamos o Caminho da Preparação e Iniciação Rosacruz, independentemente das dificuldades que temos, pois ele é difícil, mas é feito para chegar. Muitos já chegaram, muitos outros estão trilhando e muitos são setas nesse caminho.

Aproveitemos esse nosso renascimento nos últimos graus de uma Era, a de Peixes, já na Órbita de Influência da próxima Era, a de Aquário, momento em que temos o dobro de oportunidades, de possibilidades, de recursos e de auxílio para acelerar o nosso desenvolvimento espiritual e, assim, ter o mérito de servir “em outras paragens“, além dessas e nos tornar, de fato, “um colaborador consciente na obra benfeitora dos Irmãos Maiores a serviço da Humanidade“.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Controle Mental em um Coração com Problemas de funcionamento

Muitas pessoas que têm alguma cardiopatia (alguma doença que acomete o coração e que causa algum problema no seu funcionamento) vivem anos; outras sucumbem em poucos meses. Uma das explicações que os nossos irmãos médicos ou irmãs médicas oferecem para explicar essa diferença na longevidade dos pacientes com doenças cardíacas é: “Há tanta diferença entre os pacientes com alguma cardiopatia quanto entre aqueles com braços ou pernas aleijadas. A pessoa que perdeu os dois braços vai aprender a usar os dedos dos pés e a boca de várias maneiras; ela poderá até se tornar autossuficiente. Outra não fará qualquer coisa e permanecerá uma inválida, choramingando. A mesma coisa vale para os casos do coração; entre aquelas pessoas que aparentemente sofrem de doenças semelhantes, algumas vão se deitar e morrer, enquanto outras se levantarão e terão uma vida longa e útil.

“Temos frases antigas como: ‘coração forte’, ‘coração robusto’ e ‘coração corajoso’; não há dúvida de que a pessoa que tenha um coração fisicamente sadio seja muito mais capaz de resistir aos golpes da sorte adversa do que aquela que tenha alguma cardiopatia. Mas, o órgão físico tem um poder surpreendente de recuperação e adaptação às condições desfavoráveis; isso, quando outros fatores dentro da pessoa estão trabalhando em harmonia com ela”.

Sabe-se, agora, que as substâncias peculiares que chamamos de “secreções internas” têm uma ação muito distinta no controle do coração. E “as últimas investigações deram um passo adiante e mostraram que essas secreções são amplamente influenciadas pelo estado mental. Por exemplo, a preocupação ou outras emoções fortes perturbarão inteiramente alguns desses processos, mudando as próprias reações químicas e causando estados realmente mórbidos no sistema. Essa descoberta explica os bons resultados que a cura pela fé tem sobre muitas doenças: a Mente é colocada em um estado de calma, de confiança e grande esperança que tende a normalizar as secreções internas e, assim, restaurar o bom funcionamento dos órgãos”.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de setembro/1918 e traduzido pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Reeducação Alimentar para estar em sintonia com o desenvolvimento espiritual

Notem que houve significativas mudanças alimentares pelas quais nós passamos através dos tempos e percebam que, muito gradualmente, essas mudanças continuarão.

Observem que o desejo por certos alimentos era, no passado, essencial à sobrevivência e à evolução do ser, mas que atualmente, a situação é muito diferente, e certamente no futuro será mais diferente ainda.

No livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol. 2, pergunta 52, Max Heindel nos fala que futuramente não digeriremos os alimentos no interior de nosso corpo, mas extrairemos o Éter Químico e o inalaremos pelo nariz, onde ele entrará em contato com o Corpo Pituitário (A hipófise é conhecida como glândula pituitária), órgão geral de assimilação e agente de crescimento, e que esse Corpo Pituitário é a glândula endócrina regida por Urano, o guardião da porta de entrada do alimento físico.

Nosso corpo se tornará, então, cada vez mais etérico; os processos vitais não serão mais embaraçados pelos resíduos obstrutores e, consequentemente, as moléstias desaparecerão e a vida será prolongada.

É significativo, em relação a esse fato, que muitos cozinheiros não sentem apetite, pois o aroma dos pratos que preparam satisfazem-nos plenamente.

Evidentemente que isso ocorrerá num futuro um pouco distante.

Contudo, devemos iniciar, já nesta presente vida, um processo de adaptação e mudança de nossos hábitos alimentares, pois é de nosso conhecimento que nossa vida depende em grande parte do que comemos, e que a reeducação de nosso modo de nos alimentarmos é algo importante.

Lembremos sempre que “..em cada época passada, foi acrescentado ou modificado algo na alimentação do ser humano, a fim de obter as condições apropriadas para atingir as finalidades previstas.” (Conceito Rosacruz do Cosmo, Cap. IV, Max Heindel em 1909).

(Colaboração do Centro Rosacruz de Santo André-SP, publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – jul-ago/2002)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Alimentação Vegetariana

Na vasta literatura Rosacruz, Max Heindel nos informa da importância de uma alimentação saudável, se possível uma dieta lacto-ovo-vegetariana ou ovo-lacto-vegetariana.

Primeiramente, pelo fato de não sacrificarmos nossos irmãos menores de evolução, os animais, pois eles dispõem de Corpos Denso, Vital e de Desejos.

Também nos informa que uma dieta isenta de carnes nos seria benéfica sob o ponto de vista da saúde, além do que nos proveria de uma energia espiritual.

Mas é interessante como, com o passar dos tempos, mais e mais argumentos favorecem o conceito do vegetarianismo.

A organização filantrópica, Natural Justice, sob a direção de Bernard Gesch, do Departamento de Fisiologia da Universidade de Oxford, na Inglaterra, conduziu uma pesquisa que aponta a ligação entre a má alimentação e a agressividade.

A organização ministrou 28 vitaminas, minerais e ácidos graxos para metade dos 231 reclusos juvenis de uma instituição da cidade de Aylesbury. O restante dos reclusos recebeu um placebo, ou seja, um medicamento inócuo.

Monitorando as queixas por mau comportamento, Gesch comprovou que, com o suplemento alimentar, o número de agressões relatadas diminuiu 37% .

O meio acadêmico dividiu-se com a noticia: há cientistas desconfiados e outros animados com os resultados. Os nutricionistas concordam, porém, que os ácidos graxos ômega-3 são importantes na produção de serotomina, neurotransmissor responsável pelo humor, enquanto a vitamina B3 é necessária na síntese de diversos aminoácidos.

Segundo Gesch, os alimentos proveem o cérebro com energia e os “tijolos básicos” dos neurotransmissores.

Conforme preconizam os Ensinamentos Rosacruzes, com o passar dos tempos, o regime vegetariano se tornará algo comum para a maioria da humanidade.

A mudança para uma dieta vegetariana deve ser gradual e constante até atingirmos o objetivo maior que será a abstenção total da carne em nosso cardápio. As dificuldades variam para cada indivíduo de forma singular, visto que o estilo de vida, a prática de outras atividades paralelas e o próprio desenvolvimento espiritual são pontos a serem ponderados nessa decisão.

Deve-se obsevar um fato na natureza: os mamíferos terrestres maiores, mais fortes e serviçais, como elefantes, rinocerontes, hipopótamos, bovinos, muares, equinos, entre outros, são vegetarianos”.

(Colaboração do Centro Rosacruz de Santo André-SP, publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – mar-abr/2003)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Diagrama 6 – O Ser Supremo, os Planos Cósmicos e Deus

O Diagrama 6 nos mostra os sete Planos Cósmicos, quem habita quais Planos, como estão compostos e como o axioma hermético “assim como em cima, é embaixo” trabalha em sua plenitude.

Diagrama-6-Os-Planos-Cosmicos-CORRETO-1-601x1024 Diagrama 6 – O Ser Supremo, os Planos Cósmicos e Deus

Tenha-se, porém em mente que os Planos Cósmicos não estão acima uns dos outros, no espaço, mas que os sete Planos Cósmicos se interpenetram uns aos outros. São estados de espírito-matéria compenetrando-se uns aos outros, pelo que o Ser Supremo, Deus e os outros Grandes Seres não se encontram distantes no espaço. Eles permeiam cada parte dos seus próprios Reinos e até Reinos de maior densidade do que os seus próprios. Todos estão presentes em nosso Mundo, e de fato “mais próximos de nós do que os nossos pés e mãos”. Sobre o Ser Supremo é uma verdade literal que “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, porque nenhum de nós pode existir fora das Grandes Inteligências que, com Sua Vida, interpenetram e sustentam o nosso Mundo.

O Ser Supremo é emanado do Absoluto.

O Absoluto está além de toda a compreensão. Nenhuma expressão ou símile daquilo que somos capazes de conceber pode dar uma ideia adequada. Manifestação implica limitação. Portanto, o melhor modo de podermos caracterizar o Absoluto é como Ser Ilimitado, ou Raiz da Existência.

Dessa Raiz da Existência – o Absoluto – procede o Ser Supremo, na aurora da Manifestação. Esse é o UNO.

O Ser Supremo é o Grande Arquiteto do Universo.

No primeiro Capítulo de São João, esse grande Ser é chamado Deus. Desse Ser Supremo emanou o Verbo, o Fiat Criador, “sem o qual nada do que foi feito se fez”. Esse Verbo é o Filho unigênito nascido do Pai (o Ser Supremo) antes de todos os Mundos, mas positivamente não é o Cristo. Grande e glorioso como Cristo é, elevando-se muito acima da mera natureza humana, Ele não é esse Exaltado Ser. Certamente o “Verbo se fez carne”, não no sentido limitado da carne de um Corpo, mas carne de tudo quanto existe nesse e em milhões de outros Sistemas Solares.

No primeiro Plano Cósmico o primeiro aspecto do Ser Supremo pode ser caracterizado como PODER. Desse procede o segundo aspecto, o VERBO, e de ambos procede o terceiro aspecto, o MOVIMENTO.

O primeiro aspecto do Ser Supremo, PODER, concebe ou imagina o Universo antes do começo da manifestação ativa, incluindo os milhões de Sistemas Solares e as grandes Hierarquias que habitam os seis Planos Cósmicos de existência além do sétimo, o campo da nossa evolução. Esta Força também dissolve tudo o que se tem cristalizado sem mais possibilidade de ulterior crescimento. Quando chega o final da manifestação ativa, ela reabsorve em Si mesma tudo que existe, até o alvorecer de outro novo Período de Manifestação.

O segundo aspecto do Ser Supremo, VERBO, manifesta-se na matéria como forças de atração e coesão, dando-lhe a capacidade de combinar-se em várias classes de formas. Esse é o Verbo, o “Fiat Criador”. Modela a Substância-Raiz-Cósmica primordial de modo semelhante ao que produz as figuras geométricas por meio de vibrações musicais, como antes se indicou o mesmo som originando sempre as mesmas figuras. Assim, o grande e primordial “Verbo” trouxe a existência, em sutilíssima matéria todos os diferentes mundos e suas miríades de formas que, desde esse tempo, foram copiadas e trabalhadas em pormenores pelas inúmeras Hierarquias Criadoras.

Entretanto, o “Verbo” não podia fazer isso antes do terceiro aspecto do Ser Supremo, MOVIMENTO, preparar e despertar do seu estado normal de inércia a Substância-Raiz-Cósmica, pondo os inumeráveis átomos inseparáveis a girar em seus eixos, colocando esses eixos em diferentes ângulos uns em relação aos outros, e dando a cada estrutura atômica diferente “grau de vibração”.

Os diferentes ângulos de inclinação dos eixos e as intensidades vibratórias permitem à Substância-Raiz-Cósmica formar diferentes combinações. Tais combinações constituem a base dos sete grandes Planos Cósmicos. Havendo diferentes inclinações dos eixos e diferentes intensidades vibratórias em cada um desses Planos, as condições e combinações de cada um dos planos são diferentes das de qualquer outro, em consequência da atividade do “Único Engendrado”.

Desse tríplice Ser Supremo procedem os Sete Grandes Logos. Estes contêm, em si mesmos, todas as grandes Hierarquias, as quais se diferenciam mais e mais conforme vão se difundindo através dos vários Planos Cósmicos. Há quarenta e nove Hierarquias no Segundo Plano Cósmico; no terceiro há trezentas e quarenta e três Hierarquias. Cada uma destas é, por sua vez, capaz de divisões e subdivisões setenárias. Desse modo, no Plano Cósmico inferior, o sétimo, em que se manifestam os Sistemas Solares, o número de divisões e subdivisões é quase infinito.

Vamos nos fixar no detalhamento do sétimo Plano Cósmico: no Mundo mais elevado do sétimo Plano Cósmico habita o Deus do nosso Sistema Solar e os Deuses de todos os outros Sistemas Solares do Universo.

Deus é o Grande Arquiteto do Sistema Solar.

Estes grandes Seres também são de manifestação tríplice, semelhantemente ao Ser Supremo. Seus três aspectos são: Vontade, Sabedoria e Atividade.

Cada um dos sete Espíritos Planetários que procedem de Deus e têm a seu cargo a evolução da vida em um dos sete Planetas, é também tríplice e diferencia em si mesmo Hierarquias Criadoras que seguem uma evolução setenária. O processo evolutivo originado por um dos Espíritos Planetários difere dos métodos de desenvolvimento empregados pelos outros.

Pode-se acrescentar que, pelo menos no particular esquema planetário ao qual pertencemos, o nosso Sistema Solar ou o Reino de Deus, as entidades mais evoluídas nos primeiros estágios, as que alcançaram elevado grau de perfeição em evoluções anteriores, assumem as funções do Espírito Planetário original e continuam a evolução.

O Espírito Planetário original retira-se de toda participação ativa, mas continua guiando os seus Regentes.

Os ensinamentos que se seguem referem-se a todos os Sistemas Solares, porém atendo-nos especialmente ao Sistema Solar particular a que pertencemos, o que vem a seguir o vidente suficientemente treinado pode comprovar por si mesmo mediante investigação pessoal na Memória da Natureza.

De acordo com o axioma Hermético “como em cima, assim é embaixo” e vice-versa, os Sistemas Solares nascem, morrem e tornam a nascer, em ciclos de atividade e repouso, tal como acontece ao ser humano.

Há uma constante alternação de atividades em todos os domínios da Natureza, correspondentes às alternâncias do fluxo e refluxo do dia e da noite, do verão e do inverno, da vida e da morte.

No princípio de um Dia de Manifestação é ensinado que um Grande Ser (designado no Mundo Ocidental pelo nome de Deus e com outros nomes em outras partes da Terra), limita-se a Si mesmo em certa porção do espaço no qual Ele decide criar um Sistema Solar para evoluir e dilatar a Sua própria consciência.

Ele inclui em seu próprio Ser hostes de gloriosas Hierarquias, para nós, de incomensurável poder e esplendor espirituais. Elas são o fruto de passadas manifestações desse mesmo Ser e, também, de outras Inteligências, em graus decrescentes de desenvolvimento que chega a incluir as que não alcançaram um estado de consciência tão elevado como o de nossa humanidade atual. Estas últimas, portanto, não serão capazes de terminar sua evolução nesse Sistema. Em Deus, esse grande Ser coletivo, estão contidos seres menores de todo grau de inteligência e estado de consciência, desde a onisciência até uma inconsciência mais profunda, ainda, que a condição do transe mais profundo.

Durante o período de manifestação com o qual estamos relacionados, esses vários graus de seres trabalham para adquirir mais experiência do que a que possuíam no começo desse período de existência. Aqueles que, em manifestações anteriores alcançaram um grau de desenvolvimento maior, ajudam os que ainda não desenvolveram consciência alguma, induzindo-lhes um estado de consciência própria a partir do qual podem estes, por si mesmos, dar prosseguimento à obra. Quanto aos que principiaram sua evolução num anterior Dia de Manifestação, mas não tinham avançado bastante quando esse Dia findou, prosseguem agora a tarefa, do mesmo modo que continuamos com o nosso trabalho, a cada manhã, a partir do ponto em que o deixamos na noite anterior.

Todavia, nem todos esses diferentes Seres continuam sua evolução no início de uma nova manifestação. Alguns precisam esperar até que tenham sido criadas, pelos que os precederam, as condições necessárias ao seu progresso ulterior.

Não há nenhum processo instantâneo na Natureza. Tudo se desenvolve com extraordinária lentidão. Contudo, embora lentíssimo, esse progresso é absolutamente seguro e alcançará a suprema perfeição. Tal como existem estágios progressivos na vida humana – infância, adolescência, virilidade e velhice – assim também existem no macrocosmo diferentes estágios correspondentes a diversos períodos da vida microcósmica.

Uma criança não pode tomar a cargo os deveres da paternidade ou da maternidade. Suas pouco desenvolvidas condições físicas e mentais incapacitam-na para tal mister. O mesmo acontece com os seres menos desenvolvidos no princípio de manifestação. Precisam esperar até que os mais evoluídos criem para eles as condições apropriadas. Quanto menor o grau de inteligência de um ser que está evoluindo tanto maior a dependência de ajuda externa.

No princípio os seres mais avançados – aqueles que mais evoluíram – atuam sobre aqueles que estão num grau de menor consciência. Mais tarde entregam-nos a entidades menos evoluídas, que então podem levar esse trabalho um pouco mais adiante. Por último, a consciência própria é despertada, e a vida que está evoluindo se converte em Ser Humano.

Conforme vimos, existem sete Mundos:

  1. Mundo de Deus
  2. Mundo dos Espíritos Virginais
  3. Mundo do Espírito Divino
  4. Mundo do Espírito de Vida
  5. Mundo do Pensamento
  6. Mundo do Desejo
  7. Mundo Físico

Cada um deles tem um grau, uma “medida” diferente, de vibração. No Mundo mais denso (o Físico) a medida vibratória, incluindo as ondas luminosas que vibram centenas de milhões de vezes por segundo, não obstante é infinitesimal quando comparada à rapidíssima vibração do Mundo do Desejo, o mais próximo do Físico. Para se ter uma ideia sobre o sentido e a rapidez vibratória talvez o mais fácil seja observar as vibrações caloríficas que irradiam de uma estufa muito quente ou de um radiador de vapor próximo de uma janela.

Tenha-se sempre em mente que esses Mundos não estão separados pelo espaço ou pela distância, como está a Terra dos demais Planetas. São estados de matéria, de distinta densidade e vibração, tal como são os sólidos, os líquidos e os gases do nosso Mundo Físico, compenetrando-se uns aos outros, pelo que Deus e os outros Grandes Seres mencionados não se encontram distantes no espaço. Eles permeiam cada parte dos seus próprios Reinos e até Reinos de maior densidade do que os seus próprios. Todos estão presentes em nosso Mundo, e de fato “mais próximos de nós do que os nossos pés e mãos”. É uma verdade literal que, tal qual no macrocosmo com o Ser Supremo, aqui no sétimo Plano Cósmico em relação a Deus: “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, porque nenhum de nós pode existir fora das Grandes Inteligências que, com Sua Vida, interpenetram e sustentam o nosso Mundo.

Esses Mundos não são criados instantaneamente, no princípio de um Dia de Manifestação, nem duram até o fim dele, mas assim como a aranha tece sua teia fio por fio, Deus também vai diferenciando um Mundo após outro, dentro de Si Mesmo, conforme as necessidades exijam novas condições no esquema de evolução em que Ele está empenhado. Desse modo se diferenciaram, gradualmente, todos os sete Mundos, conforme se encontram atualmente.

Os Mundos superiores são criados em primeiro lugar, e como a involução objetiva infundir a vida em matéria de crescente densidade para a construção das formas, os mundos mais sutis condensam-se gradualmente e novos Mundos são diferenciados em Deus para estabelecer o elo entre Ele mesmo e os Mundos que se consolidam. No devido tempo o ponto de maior densidade, o nadir da materialidade, é atingido. Desse ponto começa a vida a ascender para os Mundos superiores, no decorrer da evolução. Isto vai deixando despovoados os Mundos mais densos, um a um. Quando um Mundo realizou o objetivo para o qual foi criado, Deus põe fim à sua existência, então supérflua, fazendo parar dentro de Si a atividade particular que trouxe à existência e sustentou esse Mundo.

Os Mundos superiores (mais sutis, mais etéreos, mais próximos da perfeição) são os primeiros a serem criados e os últimos a serem eliminados, enquanto os três Mundos mais densos em que se efetua nossa atual fase evolutiva são, comparativamente falando, fenômenos fugazes, inerentes à imersão do Espírito na matéria.

(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel)

Que as rosas floresçam em vossa cruz

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