porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola do Homem Rico e Lázaro

Foi dito que Gêmeos, os gêmeos, é o Signo dos opostos: positivo e negativo, alto e baixo, branco e preto. Sob a influência dessa Hierarquia a humanidade conhece o caminho da luz e o caminho das sombras, como conheceram Lázaro e o homem rico na parábola bíblica.

Parabola-do-Homem-Rico-e-Lazaro-709x1024 Sugestão para o seu Exercício Esotérico de Meditação nesse período: A Parábola do Homem Rico e Lázaro

O homem rico tinha grandes posses terrenas, enquanto Lázaro era um mendigo que vivia na miséria. Ambos simbolizam os dois polos da riqueza e da pobreza, o “tem” e o “não tem”, uma classificação que é causa de inumeráveis guerras ao longo da história. O homem opulento da parábola se vestia de linho puro e púrpura real. Todos os dias se dedicava a se divertir e se distrair, enquanto Lázaro, em sua extrema miséria, acudia cada dia para mendigar as migalhas de sua mesa.

Idênticas situações existem no mundo hoje em dia. Contudo, tais iniquidades não podem durar, posto que vivemos em um mundo regido pela lei moral. O ajuste de contas, no entanto, requer maior tempo do que compreende uma só encarnação terrestre. Isso é o que ensina a parábola, que revela o modo de operar a lei, tanto nos planos externos como nos internos.

Lázaro e o homem rico morrem. O primeiro foi transportado para os Céus, enquanto o segundo foi para o Purgatório a fim de sofrer pelo seu ócio, sua improdutividade e perda de tanto tempo. Essa justiça não é, no entanto, de natureza vingativa. O ser humano colhe o que semeou. Ainda que Lázaro vivia na pobreza, as sementes que ele semeou produziram uma rica colheita em comparação com a produzida pelo homem rico, que falhou na hora de fazer o uso correto de suas riquezas e aproveitar a ocasião que foi lhe dada, de prestar um serviço a alguém menos afortunado que ele. O modo de operar da lei é simplesmente corretivo. Reconhecendo a colheita de sua própria semente, o ser humano obtém a compreensão e a compaixão e se dá conta que é um com toda a humanidade.

A parábola ensina, também, que a natureza da experiência do ser humano após a morte está determinada por sua vida sobre a Terra. Quando o homem rico sentiu sede, viu o estado de felicidade de Lázaro no seio do Pai Abraão e suplicou a esse que permitisse a Lázaro lhe dar um gole de água para matar a sede. A isso, Abraão replicou: “Entre nós e vós existe um grande abismo”. Essa barreira é formada por uma vibração. Se uma pessoa do Purgatório pudesse elevar sua consciência ao plano celeste, não continuaria confinada no plano inferior do Mundo do Desejo.

A parábola mostra, ainda, outro ensinamento. O conjunto das experiências humanas está constituído, principalmente, pelas emoções do prazer e da dor. Aceitada com conhecimento, a dor constrói o degrau na escada da realização. Porque a dor torna a compaixão mais profunda e a simpatia mais ampla e incrementa a humildade e a beleza do próprio caráter, que são as características de tudo o que se encontra na verdadeira trilha do Discipulado.

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Sol transitando pelo Signo de Gêmeos (maio-junho)

Gêmeos é o Signo dos gêmeos. No plano material significa dualidade; no plano espiritual, polaridade.

Sob a influência de Gêmeos o ser humano oscila facilmente de um extremo a outro: do material ao espiritual, do pessoal ao impessoal.

Sol-Transitando-por-Gêmeos Sol transitando pelo Signo de Gêmeos (maio-junho)

A nota-chave de Gêmeos é a versatilidade. Seus nativos se caracterizam por sua habilidade em fazer muitas coisas muito bem. Gêmeos avançando, frequentemente, se dedica a escrever e a falar sobre assuntos espirituais e, às vezes, se converte em um curador espiritual. Gêmeos é um Signo mental e a Mente pode conduzir tanto na direção das trevas como na direção da luz. São Paulo sabia disso perfeitamente e por isso acentuou em todos os seus ensinamentos o ideal de que “Cristo se forme em vós” (Gl 4:19). Até que a Mente se cristifique ela está ameaçada por grandes perigos. E contra isso São Paulo cita: “a Mente carnal é inimiga de Deus” (Rm 8:7).

De acordo com a natureza de Gêmeos, aqueles que estão fortemente influenciados por esse Signo, frequentemente enfrentam a necessidade de eleger entre um dos dois caminhos; por isso resulta essencial para eles o cultivo dos poderes do discernimento, poderes acentuados em Virgem, também regido por Mercúrio. Hão de cultivar a estabilidade e a fixidez de propósitos, já que são muito facilmente influenciáveis. O nativo de Gêmeos necessita muito tempo para se concentrar e meditar sobre a frase: “Está tranquilo e sabe que Eu sou Deus” (Sl 46:11)..



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Novas Perspectivas: a Natureza como um Conceito Religioso

Vamos considerar a natureza como um conceito religioso. A Religião é o reconhecimento dos limites da competência humana na presença do incognoscível e do incontrolável, diante do qual todos os seres humanos ficam maravilhados. A natureza também. Como o incognoscível e sagrado, ela existe, existam ou não os humanos. Ela preexiste aos humanos. Portanto, devemos conceber a natureza como parte da nossa vida religiosa. A religião admite que nós, humanos, não somos mestres do universo; nem mesmo somos mestres da Terra. Em vez disso, somos coabitantes deste planeta, junto a uma multidão de outras criaturas e não podemos nem mesmo sonhar em controlá-lo.

Se não podemos controlar a Terra, então certamente não podemos controlar a natureza. Está essencialmente fora de controle. Ela pode ter sido abusada, sua vegetação destruída, seus animais quase extintos; contudo, depois de restaurá-la à saúde e enquanto continuarmos a administrar a maneira como as pessoas agem sobre ela, devemos deixar a própria natureza em paz. Natureza é o que não comandamos. A natureza selvagem é aquilo que está além da ansiosa autoafirmação dos humanos. É a metáfora desse vasto universo que, quando oramos, reconhecemos estar além da nossa compreensão.

A natureza é um conceito religioso porque exige nossa reverência e porque é uma ideia profundamente séria. Religião deve ser aquilo que levamos mais a sério. O que poderia ser mais sério do que uma resposta admirada ao desconhecido e incontrolável? O que é mais sério do que a reverência pela saúde da Terra? Além disso, a legislação da natureza é um reconhecimento dos nossos pecados — nossas delinquências como administradores das porções da terra selvagem sobre as quais presumimos assumir o controle — e da nossa responsabilidade de manter, restaurar e preservar o que ainda não corrompemos.

Cumprir nossa sagrada responsabilidade de reverenciar e proteger a natureza é uma tarefa muito grande para ser deixada apenas para a comunidade conservacionista. Se há algo em que todos os conservacionistas podem concordar, é que não somos o suficiente. Embora cada um de nós acredite ser uma multidão, juntas, nossas fileiras permanecem muito pequenas para alcançarmos a proteção da terra e dos lugares reverenciados pelos humanos, que é a nossa tarefa.

Todos nós estamos tentando muito; nenhum de nós recebe agradecimentos suficientes e não há o suficiente de nós. Devemos trazer novos recrutas para a causa, começando com um grupo de concidadãos que, à sua maneira, fizeram parte da nossa aliança o tempo todo; mas não ouviram muito de nós em termos de convite. Esses aliados naturais são, creio eu, as pessoas religiosas. O conceito central de vida religiosa é o mesmo que o conceito central de preservação da natureza. Esse conceito é um sentido de escala, de escala humana, na presença de coisas e assuntos maiores. Somos menos do que Deus; menos importantes, menos amplos, menos conhecedores.

As pessoas religiosas falam de si mesmas como humildes, na presença de Deus. Mesmo o mais secular dos conservacionistas admitiria, eu suponho, que muitas vezes se sente humilhado na presença da natureza — uma parte do mundo de Deus com seus dons maravilhosos. Esse sentimento vai além da reverência. A maioria das pessoas religiosas pensa no universo como intencional, uma Criação — não necessariamente feito de uma vez nem construído em apenas uma semana; mas intencional. Portanto, todas as suas partes têm valor, todas as suas espécies, todas as suas montanhas, águas, campos e oceanos. Os humanos, na tradição religiosa, não são as únicas espécies significantes na Terra. Nossos pomares, fazendas, bosques, vilas e cidades não são os únicos lugares dignos de respeito. Toda a criação é digna de respeito.

Reconhecemos que de fora de qualquer uma das nossas armadilhas, alçapões ou jaulas existem formas de vida que merecem nosso respeito. A natureza coloca tudo isso em um mapa. Suas fronteiras, grilhões e travas são limites para a pretensão humana, limites facilmente compreendidos e aceitos pelos religiosos, porque só afirmam na geografia o que foi afirmado desde o início na teologia. Em teologia, é dito que, além das fronteiras do conhecido, há um domínio negado à ciência, à história, a todo o aparato comum do conhecimento. Na geografia da natureza, afirma-se que, quando chegarmos à sua borda, podemos saber algo do que está além; no entanto, não devemos cruzar essa fronteira com a intenção de controlá-la.

Embora normalmente não façamos a genuflexão, ao passar por uma placa rotulada “área selvagem”, não seria estranho se o fizéssemos. A selva é um lugar, mas também é um mistério, um mistério profundo. É mais do que um pool genético, é um fundo de verdades insondáveis. Somos constantemente surpreendidos pela vida em formas inesperadas. Quando micróbios novos para nós, mas conhecidos por eles mesmos há milhões de anos, são repentinamente descobertos por nós, não é seu valor monetário o mais significativo, mas o religioso: embutido neles está o mistério da vida, em suas afirmações perpetuamente mutáveis, infinitamente diversas. Ser culpado de extinguir a vida por meio de intromissão descuidada ou tola é um tipo de pecado contra o qual devemos estar alertas.

Outro pecado com o qual se deve ter cuidado é não permitir espaço suficiente para o desconhecido florescer, de modo que possa se realizar. Nossa espécie orgulhosa, obstinada, muitas vezes descuidada e tola, está aprendendo o tempo todo quão pouco ela realmente sabe, quão pouco ela controla. Todos os elementos essenciais da vida — nascimento, morte, sacramentos — são intrusões do desconhecido e do essencialmente imprevisível em nossas vidas bem planejadas, escrupulosamente administradas e bem cuidadas. As áreas selvagens não são grandes zoológicos; nós é que estamos nos zoológicos. As áreas selvagens estão fora dos zoológicos. É por isso que devem ser grandes o suficiente para permitir toda a gama de vida dentro delas.

A natureza selvagem é necessária para nós, biologicamente. É necessária para nós, espiritualmente. Também é necessária para nós, psicologicamente, cada vez mais; e essa necessidade tem um caráter religioso. A natureza selvagem é uma espécie de sábado sagrado, físico e geográfico. Nela podemos encontrar a solução para as consequências da nossa má administração em outros lugares, do que fizemos ao mundo e a nós mesmos durante “o resto da semana”.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de novembro-dezembro/1995 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Simbolismo Rosacruz

Em tempo remoto, o simbolismo foi tão usado que os historiadores modernos falam dele como se fora a “linguagem do homem primitivo”. Não obstante, nós continuamos a encontrar nos símbolos extrema utilidade, porque algumas vezes, por meio de uma simples figura ou emblema, comunicamos às nossas Mentes uma compreensão maior sobre os profundos princípios e leis cósmicas, como não poderíamos fazer por meio de palavras. O valor educacional dos símbolos expressa-se também nesta máxima: “Um quadro ou imagem é melhor do que mil palavras”.

A palavra é o símbolo da ideia. Assim também, na música, na arte, na literatura, na dança, no drama e em muitos outras formas de expressão o simbolismo é usado para transmitir as mensagens dos seus criadores.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, também chamados de Mestres, há muito esperam o florescimento das rosas da humanidade e dão a todos os Aspirantes ao conhecimento espiritual esta saudação: “Que as rosas floresçam em vossa Cruz!”.

Assim também, em todas as reuniões da Fraternidade Rosacruz, em todo o mundo, os Estudantes, Probacionistas e Discípulos são saudados e se saúdam de igual maneira e todos lhe respondem: “Na vossa também”.

Das doze Hierarquias Criadoras que ajudaram o ser humano na sua evolução, cinco já se libertaram dessa missão sublime; as outras sete continuam na Sua nobilíssima tarefa de amparar e guiar o ser humano na sua jornada, estando simbolizadas nas sete rosas sobre a Cruz. E assim como as referidas Hierarquias são a expressão do Macrocosmos, assim também o Microcosmo está simbolizado por nós, o Ego, dirigindo as nossas atividades para fora, através dos sete orifícios visíveis do Corpo Denso. As cinco Hierarquias que terminaram a Sua missão e retiraram-Se estão simbolizadas na estrela dourada de cinco pontas e nos cinco orifícios parcialmente cerrados do nosso Corpo Denso: os mamilos, o umbigo e os canais de excreção.

A CRUZ BRANCA simboliza a vida dedicada do servidor da humanidade. Na forma em que tem uma rosa apenas, no centro, simboliza o Espírito irradiando de Si mesmo o quádruplo corpo, isto é, o Corpo Denso ou de carne e ossos, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos e a Mente, de onde o Ego, o Espírito, fiscaliza os Seus instrumentos e chega a ser o Espírito humano que mora internamente. Em Épocas anteriores não existia essa condição.

O Tríplice Espírito então flutuava sobre os seus veículos, nos quais não podia entrar. Quando a Cruz se erguia sozinha, simbolizava a condição existente no primeiro terço da Época Atlante. Houve ainda um tempo no qual o madeiro superior da Cruz faltava e a constituição humana era representada pela letra hebraica Tau (T), que sucedeu no tempo da Época Lemúrica, quando o ser humano tinha apenas o Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos, faltando-lhe a Mente.

A natureza animal predominava nessa Época. Em Época ainda mais remota, a Hiperbórea, faltava o Corpo de Desejos e o ser humano possuía unicamente o Corpo Denso e o Corpo Vital. Então o ser humano, em potência, era como as plantas: casto e sem desejos. Não podia ser representado por uma Cruz e por esse motivo o símbolo era um pilar ou coluna, como a letra “I”.

Esse símbolo foi considerado fálico, um emblema da geração. Esse pilar é hoje representado pelo madeiro inferior da Cruz, emblemático do ser humano em potência, quando era semelhante a uma planta. A planta não tem paixão nem desejos e, por conseguinte, é inocente. O falus e o lone, imagens dos órgãos masculino e feminino, usados nos templos de mistérios da Grécia, foram dados pelos hierofantes; nesse sentido e sobre os pórticos dos templos, foram colocadas as palavras: “HOMEM, CONHECE A TI MESMO”. Palavras que, quando bem compreendidas, são semelhantes aos Ensinamentos Rosacruzes e mostram a razão da “queda do homem” no desejo e no pecado, dando a chave da sua liberação da mesma forma que as rosas sobre a Cruz indicam o caminho da emancipação. Através do “conhecimento” de Eva, Adão “caiu” e perdeu a sua consciência dos Mundos invisíveis. Não achará outra vez essa interna percepção das esferas celestes até que tenha aprendido de novo, em uma espiral mais elevada, como criar de si mesmo usando a sua força criadora e total à vontade. Então se conhecerá outra vez.

Através dos tempos o ser humano usou várias cruzes: a cruz latina, a TAT ou cruz grega, a TAU ou cruz hebraica, a cruz ANSATA ou egípcia (cruz com asa ou círculo por cima), a cruz céltica, a cruz de Lorena, a cruz papal, a cruz do Calvário, a cruz Suástica ou gamada, a cruz de Santo André, a Cruz de Malta, a cruz em forma de trevo. A cruz Ansata foi o mais antigo símbolo da Maçonaria egípcia, instituída pelo Conde Cagliostro, e significava imortalidade. A asa colocada no topo superior da cruz Ansata apresenta duplo significado: como símbolo mundano era um atributo de ISIS, uma imagem da Lei; como símbolo da imortalidade era usado sobre o peito das múmias; uma eternidade sem princípio nem fim que desce sobre o plano da natureza material e, logo, emerge dele.

A cruz do Calvário encontra-se sobre três degraus, sendo o maior a base; o segundo, ligeiramente mais estreito; e o terceiro, sobre o qual descansa a cruz, menor ainda. Esses três degraus representam os três primeiros graus da Maçonaria, os passos necessários para se chegar a ser um Mestre Maçon. Recordam-nos os três dias entre a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo, aqueles três dias que significaram setenta e duas horas, que representam o número nove, do qual é dito que representa a humanidade atual. Os três degraus também simbolizam o Deus Trino: Pai, Filho, Espírito Santo, além dos três aspectos da Divindade: Vontade, Sabedoria, Atividade.

A Cruz em forma de folha de trevo é a base do emblema Rosacruz. É uma cruz branca e brilhante, tendo três semicírculos nos extremos de cada madeiro. Esses doze semicírculos no emblema Rosacruz simbolizam as doze Hierarquias que Se manifestaram no início da Criação, têm os mesmos nomes dos Signos do Zodíaco e ajudaram o ser humano em seus esforços para governar o seu quádruplo veículo. No centro da cruz está a Rosa pura e branca, simbolizando o coração do Auxiliar Invisível. É o sinal da PURIFICAÇÃO.

No serviço que se lê à tarde no Templo de Cura, exceto por ocasião da Lua Nova e da Lua Cheia, dão-se os passos mais diretos para se alcançar essa realização: “O amor (…) não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não busca os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a Verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

Suspensa na cruz está uma coroa de sete rosas vermelho-sangue, imaculados receptáculos da semente da roseira e livres de paixão, emblemas da força geradora, purificada e elevada. Como a vida do ser humano está no sangue, vivendo uma vida de Serviço, dedicado, e ao mesmo tempo desinteressado, aos outros, cada um de nós pode transmutar as forças vitais e impuras em força criadora e pura do Espírito de Vida, alcançando assim o mais elevado estado humano. As sete Rosas sobre a cruz também significam os sete passos que deve dar o Aspirante no caminho estreito.

A primeira rosa significa a Clarividência e a Clariaudiência; no desenvolvimento dessas faculdades é essencial o poder de observação. Essas duas Faculdades desenvolvem-se na ação positiva, na qual o Aspirante quer “ver e ouvir claramente”.

A segunda rosa significa a Profecia e para desenvolver essa última usa-se o discernimento. Cristo disse: “E muitos falsos Profetas se levantarão e enganarão a muitos[1]; “Porque se levantarão falsos Cristos e falsos Profetas e darão grandes sinais de prodígios, tais que, se fora possível, até enganariam os escolhidos”; “E então aparecerá o sinal do Filho do Homem que virá sobre as nuvens com toda a pompa e glória[2].

A terceira rosa é a da Pregação e do Ensino da Verdade. Esse é o primeiro dos mandamentos do Senhor: “Pregai o Evangelho[3]. Ou seja, “pregai a verdade por Mim ensinada”. A maneira mais direta de pregar a verdade é deixar que a nossa vida seja um exemplo constante dessa Verdade.

A quarta rosa é a Rosa da Cura. Este é o segundo mandamento: “Curai os enfermos[4]. Antes que possamos chegar a ser um Auxiliar Invisível e ajudar na cura dos enfermos, devemos mostrar merecimento, manifestando-nos como auxiliares visíveis.

A quinta rosa é a da Expulsão dos Demônios. Há numerosas passagens nas Escrituras Sagradas que mencionam esse fato. No Livro Conceito Rosacruz do Cosmos o leitor é advertido de que deve ter muito cuidado com a maneira de prestar esse serviço. Cada um dos que se prestam a expulsar os demônios deve estar bem armado em nome de Cristo, antes de se aventurar a fazer esse melindroso trabalho. Alguns historiadores profanos disseram que Maria Madalena estava possuída por sete demônios e que, depois que esses sete diabos foram lançados para fora dela, deixando-a novamente livre, ela voltou a ser uma nobre mulher.

A sexta rosa é a da Pronunciação da Palavra de Poder, expressando os três aspectos da Divindade, falando (ação) com o poder (vontade) da palavra (sabedoria). Quando o Aspirante alcança esse ponto de desenvolvimento no caminho da Iniciação, ele aprende a invocar a manifestação da Divindade e a falar em seu NOME.

A sétima rosa é a do Poder de Ressuscitar os mortos, isto é, os adormecidos no esquecimento da Divindade. Cristo afirmou: “Em verdade vos digo que aquele que crê em Mim fará as obras que eu faço e ainda maiores, porque Eu vou a meu Pai[5].

Na História Sagrada, é São Pedro o único depois de Cristo de quem se diz que ressuscitou mortos: “Havia em Jope uma discípula chamada Tabita, ou Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e de esmolas que fazia. Mas Pedro, lançando fora a todos, pôs-se de joelhos e orou; voltando-se para o corpo disse: ‘Tabita, levanta-te!’. Ela abriu os seus olhos e, vendo Pedro, assentou-se. Fez-se isto notório em Jope; e creram muitos no Senhor[6].

O Aspirante sabe também que pode ser ressuscitado da morte da sua antiga vida para se levantar e viver uma vida nova, na consciência da sua unidade com Deus, em Quem vivemos, movemo-nos e temos o nosso ser. O centro da cruz irradia a estrela dourada de cinco pontas, uma das quais se dirige para cima. Essa estrela simboliza o Manto Dourado Nupcial – o Corpo-Alma – que todos nós, seres humanos, estamos tecendo para nós mesmos, com os nossos pensamentos amorosos e ações bondosas.

A Estrela é dourada por ser essa a cor do ouro, a mais parecida com a irradiada pelo Amor Crístico, O qual deve ser o motivo das nossas ações. O amarelo é símbolo do segundo aspecto da Divindade, o Filho ou Cristo; no entanto, dado que o ser humano de hoje não pode manifestar o amarelo puro do Amor de Cristo, esse se expressa no alaranjado do ouro. O Corpo-Alma ou Veste Dourada de Bodas deve ser desenvolvido antes que o Cristo interno possa nascer.

Por detrás da Estrela e da Cruz está o campo azul, símbolo do Espírito Puro, assim como o céu azul é um símbolo do Caos do qual procedeu a Manifestação. Essa cor simboliza o primeiro aspecto da Divindade, o Pai. Cristo disse que devia atrair todas as coisas para Si e que podia, então, entregar o Reino ao Pai.

Quase nada sabemos a respeito desse Reino e, como o pouco que sabemos vem por meio dos Seus ensinamentos, o azul está mesclado de amarelo, não sendo azul puro, mas azul-turquesa, altamente translúcido e vibrante de vida. O vermelho das rosas é o símbolo do Terceiro aspecto da Divindade e é a única cor pura que é mostrada no símbolo Rosacruz.

Portanto, o Símbolo Rosacruz é um símbolo da nossa evolução passada, da nossa presente constituição e do nosso futuro desenvolvimento, junto ao método de realização.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross; traduzido e publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1969)


[1] N.T.: Mt 24:11

[2] N.T.: Mt 24:30

[3] N.T.: Mt 16:15 e Mc 16:15

[4] N.T.: Mt 10:8

[5] N.T.: Jo14:12

[6] N.T.: At 9:36-42

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Pergunta: Jesus foi batizado aos trinta anos, recebendo o “Espírito de Cristo”. Por favor, explique esse Batismo.

Resposta: A Terra nem sempre foi como é atualmente. A ciência nos diz que houve um tempo em que era uma névoa ígnea incipiente. A Bíblia nos mostra que mais remotamente houve um período anterior a essa névoa, quando a Terra era incandescente e luminosa como o fogo; um tempo em que reinava a escuridão.

Houve quatro Épocas ou estágios ao todo, no desenvolvimento da Terra. Primeiro, houve uma Época sombria, chamada na terminologia Rosacruz de Época Polar. Nela a substância que formava a Terra era uma massa escura, quente e gasosa. No segundo estágio, chamado de Época Hiperbórea, a massa escura foi ignificada. Lemos na Bíblia que “Deus disse: ‘Faça-se a luz’ e se fez a luz“. Depois veio o estágio em que o calor dessa névoa ígnea, em contato com o espaço frio, gerou umidade e essa umidade era mais densa próxima ao núcleo ígneo, onde o aquecimento correu, do que na sua periferia – “Deus separou as águas das águas”, isto é, a água mais densa próxima ao núcleo ígneo do que aquela em forma de vapor mais distante dele. Finalmente, ocorreu uma incrustação, tal como sempre ocorre onde a água é fervida continuamente formando, assim, crosta da Terra, a terra seca.

Quando aquela crosta foi totalmente formada, não havia água na superfície terrestre, mas como a Bíblia diz: “Uma névoa subiu à superfície”, e nenhuma erva ainda germinava na face da Terra. Naquela Época, no entanto, começou a aparecer a vegetação e a humanidade nascente vivia ali. Mas, não era uma humanidade constituída como a de hoje. A sua forma aparente era muito diferente e não era tão evoluída como somos atualmente. Na verdade, o corpo e o espírito não estavam perfeitamente concêntricos; os espíritos pairavam parcialmente do lado de fora dos seus corpos e, portanto, “os olhos do ser humano ainda não haviam sido abertos”.

Antigas histórias folclóricas que ouvimos falar na Alemanha, e em diferentes lugares do Velho Mundo, falam deles como os Nibelungos. “Niebel” significa névoa e “ungen” são crianças. Eles eram os “filhos da névoa”, pois a atmosfera clara de hoje ainda não existia; o Sol se assemelhava ao arco de névoa que vemos em torno de uma lâmpada em algum poste na rua num dia muito nebuloso, devido à densidade da névoa que se elevava da Terra.

Enquanto a humanidade vivia nesse estado, não era mentalmente tão desenvolvida como o é hoje. Os seres humanos não podiam ver as coisas existentes fora de si, mas tinham uma percepção interna. Distinguiam as qualidades da alma de todos os que viviam ao seu redor, e suas percepções eram espirituais e não físicas. Naquele tempo não existia nenhuma nação, a humanidade formava, então, uma imensa fraternidade. Todos estavam parcialmente fora de seus corpos e, portanto, em contato com o Espírito Universal, bem diferente da situação atual em que a humanidade está obscurecida pela separatividade do egoísmo, que faz com que cada ser humano se sinta distinto e separado de todo o resto da humanidade; em que a fraternidade é esquecida e o egoísmo impera.

Quando se progride ao ponto de compreender e vivenciar os benefícios da fraternidade, em que a pessoa se esforça em abolir o egoísmo e a cultivar o altruísmo, então estará capacitada a passar pelo rito do Batismo. Entrará na água como um símbolo de seu retorno às condições ideais de fraternidade existente quando toda a humanidade vivia, por assim dizer, na água. Por essa razão, é que vemos Jesus, como o arauto da Fraternidade Universal, no início de seu ministério entrando nas águas do Jordão e ali sendo batizado. Ao se reerguer das águas, o Espírito Universal pousou sobre Ele em forma como de uma pomba, e desde aquele momento não era simplesmente Jesus, mas Cristo Jesus, o Salvador potencial do mundo imbuído do Espírito Universal que, finalmente, retirará de sobre todos os males do egoísmo e devolverá a humanidade às bênçãos da fraternidade que serão realizadas quando o Espírito Universal se tornar imanente em toda a humanidade.

(Pergunta nº 97 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” -Vol. I-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

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O Corpo Vital e a Saúde

A saúde do ser humano está completamente relacionada com a condição do Corpo Vital.

Esse veículo interpenetra o Corpo Denso e se estende além da periferia desse último aproximadamente quatro centímetros. É composto de quatro Éteres: O Éter Químico, que permite a assimilação dos elementos para o crescimento físico, o Éter de Vida, que trabalha para a propagação da espécie, o Éter Luminoso, que abastece o corpo físico com o calor e através do sistema nervoso e dos músculos, abre a comunicação com o mundo exterior através dos sentidos, e o Éter Refletor, que permite ao Ego dominar seus veículos para a ação no mundo material por meio do pensamento. O Éter Químico e o de Vida formam a matriz dos Éteres inferiores e o Éter Luminoso e Refletor formam a matriz dos Éteres superiores.

O Éter Químico e de Vida formam uma matriz para o Corpo Denso, e cada molécula do corpo está encaixada em uma malha de Éter que o permeia e infunde-lhe vida. Por meio desses Éteres as funções físicas, tais como assimilação, excreção, respiração, etc., são conduzidas. A densidade e consistência dessas matrizes de Éter determinam o estado de saúde.

Aqueles que possuem a visão etérica podem observar que a doença se manifesta no Corpo Vital antes de se manifestar na parte correspondente do corpo físico. Do mesmo modo observa-se que a melhoria da condição da pessoa doente, ocorre primeiramente no Corpo Vital e depois na contraparte física.

Durante a saúde, o Corpo Vital especializa uma superabundância de força solar, que se irradia, em linhas retas, a partir da periferia do Corpo Denso, combatendo germes hostis à saúde. Quando, devido à vida imprópria, o Corpo Vital torna-se extenuado e incapaz de atrair para si suficiente energia solar, sua irradiação torna-se deficiente e resulta em uma saúde debilitada.

Desde que a vida imoral endurece os Éteres do Corpo Vital é óbvio que é essencial para a saúde uma observância das leis espirituais que governam a vida dos seres. Quanto mais vivermos de acordo com os ensinamentos de Cristo, mais harmonia e bem-estar traremos para o Corpo Vital e, consequentemente, para a sua contraparte, o Corpo Denso.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – maio-junho/1995)

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“Uma Mente pura, um Coração nobre e um Corpo são”

Os Estudantes da Filosofia Rosacruz sabem que Lúcifer, a falsa Luz da Época Lemúria, implantou a paixão, inaugurando a procriação do pecado e, consequentemente, o surgimento da tristeza, da dor e da morte. Sabem que Cristo, a verdadeira Luz da vindoura Nova Galileia, inaugurará a imaculada Concepção e pregou o Evangelho da redenção do pecado pelo amor.

É um fato científico que o estado do sangue afeta a Mente e vice-versa; sangue puro é, portanto, indispensável para uma mentalidade sadia.

Uma Mente pura pode transcender a paixão, somente um corpo são pode gerar outro corpo são. Os Irmãos Maiores da Rosacruz têm almejado curar o corpo para que possa abrigar uma Mente pura e um amor puro, pois cada purificação sobre o Corpo Físico é um passo adiante para o dia da vinda do Senhor, pelo qual todos nós anelamos mui ardentemente.

Essa é a razão para as atividades de cura e é o significado do nosso tema “Mente pura, Coração nobre e Corpo são”.

Essa declaração feita por Max Heindel deixa claro que a cura definitiva necessita de educação nos princípios ou nas leis superiores ou espirituais, que regem a vida do ser humano.

Não é suficiente que tenhamos nossas dores temporariamente aliviadas e nossas doenças temporariamente “curadas”. Devemos perceber que não podemos ter uma cura definitiva até que aprendamos a controlar nossos pensamentos, sentimentos e emoções.

Somente dessa maneira a causa espiritual da doença poderá ser removida de dentro de nós.

Temos sido egoístas, gulosos, ciumentos, intolerantes, mentirosos, desconfiados? Então podemos estar certos de que o nosso sangue foi afetado por esses desequilíbrios e que esse sangue contaminado foi transportado para dentro dos tecidos afetando todo o organismo.

Temos sido amáveis, bondosos, tolerantes, úteis? Então podemos estar certos de que esses pensamentos e sentimentos, também afetaram o corpo e o sangue, mas, por esse lado, beneficamente.

Pureza de vida e de pensamento é o caminho principal para a saúde. Todo aquele que se propuser a seguir os passos de Cristo, harmonizando-se com o Seu amor, conquistará uma Mente pura, um Coração nobre e um Corpo são.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – julho-agosto/1995)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Diagrama 11 – os 1, 3, 7 e 10 Aspectos de Deus e do Ser Humano

A cor talvez nos permita conceber, melhor do que por outro modo qualquer, a unidade de Deus e dos Sete Espíritos ante o Trono. Veja-se o Diagrama 11, abaixo:

Diagrama-11-–-os-1-3-7-e-10-Aspectos-de-Deus-e-do-Ser-Humano Diagrama 11 – os 1, 3, 7 e 10 Aspectos de Deus e do Ser Humano

O branco de um triângulo surge de um fundo negro. O branco é uma síntese, contém todas as cores, como Deus contém em Si todas as coisas do nosso Sistema Solar.

O ser humano não entende o grande mistério do preto e, portanto, tende a associá-lo ao mal. Ele deve possuir sabedoria suficiente para rasgar o Véu de Isis, antes que seu mistério possa ser compreendido.

Como toda criação é inerente ao próprio Deus, a grande luz branca contém em si todas as cores do espectro. E ela brinca diretamente com a divindade dentro do ser humano. Quando sua divindade latente é despertada, ele entra em sintonia com a luz branca como um poder.

Dentro do triângulo branco há três círculos: azul, vermelho e amarelo. Todas as outras cores são simples combinações dessas três cores primárias. Esses círculos correspondem aos três aspectos de Deus, que não tem princípio e que terminam em Deus, se bem que só se exteriorizam durante a manifestação ativa.

Tabela-Cores-Trindade-Divina Diagrama 11 – os 1, 3, 7 e 10 Aspectos de Deus e do Ser Humano

Ou seja, é através do azul que Deus-Pai manifesta o Princípio da Vontade, enquanto Cristo manifesta o Princípio da Sabedoria através do amarelo. Vermelho é a cor pela qual o Espírito Santo manifesta o Princípio da Atividade. Portanto, temos uma Santíssima Trindade de cores em toda a Terra.

Quando se misturam essas três cores, conforme se vê no Diagrama 11, aparecem quatro cores adicionais: três cores secundárias, mistura de duas primárias, e uma cor, o índigo, que contém toda a gama de cores, formada das sete cores do espectro.

Assim, notemos que cores secundárias do espectro são laranja, verde, roxo e índigo. Laranja é uma combinação de vermelho e amarelo. Verde é uma combinação de amarelo e azul. Roxo ou violeta é uma combinação de vermelho e azul. Índigo é uma combinação de laranja, verde, azul e roxo (lembrando que: o olho humano é relativamente insensível à frequência do índigo). Um estudo das várias combinações de cores em relação ao desenvolvimento físico, mental, moral e espiritual do ser humano é um assunto muito fascinante.

Essas diferentes cores representam os Sete Espíritos ante o Trono. Diferentes são também os Sete Espíritos, que têm diferentes missões no Reino de Deus, o nosso Sistema Solar.

Os sete Planetas que gravitam em torno do Sol são os Corpos Densos dos Sete gênios Planetários. Seus nomes são: Urano, Saturno, Júpiter, Marte, a Terra, Vênus e Mercúrio.

Tabela-Cores-Planetas Diagrama 11 – os 1, 3, 7 e 10 Aspectos de Deus e do Ser Humano

O azul está em sintonia com o mistério do preto. Pensamos nele como uma cor nebulosa ou intangível. Está associado a mechas de fumaça azul em espiral acima da chaminé, topos e névoas azuladas envolvendo altas montanhas. É através do azul que nos esforçamos para penetrar nas misteriosas profundezas do mar ou nos confins do céu. Então dizemos que Deus fala ao ser humano a partir do Infinito e através da cor azul.

O amarelo indica alta inteligência e sabedoria e, também, uma evidência de uma Mente espiritualizada ou Crística.

O vermelho puro e claro indica força, resistência e elevado estado de perfeição física.

Verde é a cor que tipifica equilíbrio e descanso. No espectro, é a ponte, por assim dizer, entre a personalidade representada por vermelho ou laranja e o espírito representado por azul ou roxo. Verde é sereno, restaurador, curativo. É composto, como já foi dito, de amarelo, a cor de Cristo, e azul, a cor atribuída a Deus-Pai.

A cor laranja é uma combinação de vermelho e amarelo. O vermelho tipifica a personalidade; o amarelo, a mentalidade. Revela um despertar para os valores da verdadeira sabedoria.

O roxo ou violeta é uma combinação de vermelho e azul. Em outras palavras, significa purificação e transmutação da personalidade em espiritualidade. Revela uma natureza espiritualizada, tornada nobre pela tristeza.

O índigo é derivado de uma combinação de laranja, verde, azul e roxo. O raio índigo ainda não é bem entendido, portanto não é de uso geral. O ser humano não tem plena consciência do poder concentrado na mistura das cores secundárias. Um maior uso do raio índigo se prolonga até algum dia futuro.

(Quer saber mais? Faça os Cursos de Filosofia Rosacruz (todos gratuitos) e/ou consulte o Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel)

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Peregrino do Tempo

O ser humano, necessariamente, é sempre um peregrino do tempo, um andarilho dos labirintos da ilusão, um espectador, um turista da exposição maravilhosa que foi construída por um Mestre Artesão, um observador de eventos nos quais ele tem uma parte, mas que estão além e não são o seu Eu real. Se ele for sábio, absorverá as lições de ilusão da vida, seguro de seus enganos e limitações.

Eu digo que ele é necessariamente um peregrino. Pois é apenas nos labirintos do tempo que pode obter as faculdades, poderes e dons necessários, se quiser se tornar um mestre da ilusão. O verdadeiro lar do espírito está em outro lugar, no reino da Realidade, onde não há “mudança, nem sombra de mudança”. Não foi um místico, sábio e perspicaz, quem disse: “Aqui não temos uma cidade permanente, mas buscamos uma que seja”?

E, novamente, “não feito por mãos, eterno nos céus”? Pode parecer uma meta distante, uma jornada sem fim, mas algum dia chegaremos ao lugar onde poderemos fazer para nós mesmos “roupas de peles” e usar à vontade; naquele dia, nós nos tornaremos como nossos Irmãos mais velhos, os nascidos da Mente e Filhos da Sabedoria, aqueles “sem pai, sem mãe… sem princípio de dias nem fim de vida”.

Para conhecer essa consumação é necessário manejar de forma sábia a vara de poder que cria e dispersa à vontade, conforme a necessidade do espírito. Essa faculdade só pode ser adquirida experimentando tudo aquilo que o tempo pode oferecer e percebendo que o ser humano não está sujeito à passagem dos dias, mas permanece à parte deles, embora vestido com as roupas que estão sujeitas.

O peregrino está em uma jornada atemporal, já que seu fim seja a perfeição e seu objetivo, a eternidade. Ele está sempre buscando um caminho que vá do melhor para o melhor, do menor para o maior, da ilusão à realidade, da separação à união, do fragmento ao todo…

O microcosmo está sempre ansioso pelo macrocosmo. Seus fundamentos são sempre os mesmos: o ganho de experiência e sabedoria por meio de uma série de excursões pelos curiosos atalhos dessa ilusão conhecida como tempo. Porque o tempo é a maior de todas as ilusões. Acreditamos que vivemos pela graça de um relógio, dos dias que passam, das horas que marcam os anos; mas quando alguma crise se abate sobre nós, então sabemos que um minuto pode abranger um século e um dia, parecer um segundo, quando já passou. É então que percebemos o significado da frase, “para Ele um dia é como mil anos e mil anos, como um dia”. Inspirado por essa declaração profética, um dos maiores poetas do mundo escreveu sobre o monge que não conseguia entender como isso poderia ser verdade, mesmo em relação ao Deus que ele adorasse; então, quando ele saiu em uma manhã para caminhar, antes do café da manhã, ouviu por dez minutos (ele pensou) o canto de um passarinho cuja música fosse transcendentalmente doce. Quando voltou ao mosteiro, descobriu que os dez minutos tivessem sido mil anos para o mundo que ele ignorou enquanto ouvia.

A razão pela qual o tempo do peregrino parece ser a única realidade enquanto ele está experimentando é que ele deve estar continuamente vestindo e retirando “roupas de peles”, pois é somente por meio delas que ele pode ganhar experiência. No entanto, é igualmente por meio delas que o tempo consegue impor seu espetáculo de sombras como se fosse realidade.

Para essas “roupas”, descanso, comida e abrigo são necessidades. Uma das maiores imposições do tempo é a exigência de que, enquanto o peregrino começa a vida como uma criatura nova e ágil, com o passar dos dias ele envelhece, seus músculos se tornam mais rígidos, o brilho se afasta de suas bochechas, seu passo torna-se menos seguro, seu olho menos aguçado, seu entusiasmo se afasta — até que, por fim, a ilusão se completa e ele se torna um morador idoso nos corredores do tempo, diminuído por suas depredações, encolhendo-se diante das rajadas dos dias que se aproximam. Entretanto, essa mesma concepção é uma prisão, uma cela estreita feita para prender o peregrino na ilusão de que a vida seja uma coisa que possa ser medida com o passar dos anos, quando na realidade é incomensurável.

A vida é poder, força e vitalidade sem fim. Porque por algumas horas, dias e anos um pouco dela fica retida dentro do corpo físico, não significa que seja cativa desse corpo. A vida é tão imortal, eterna e sempre jovem quanto o Espírito do universo e sua extensão de atividade é tão imensurável quanto. A vida não começa com cada novo corpo que nasce no mundo. Não envelhece com o passar dos anos: nunca envelhece. Ela meramente permanece por algumas horas no mundo da ilusão, adquirindo um pouco da sabedoria e da força que o Ego que veio encontrar. Quando as “cascas” tornam-se inadequadas para seu florescimento posterior, ela as deixa cair para retornar ao seu próprio habitat verdadeiro, aguardar um momento favorável para assumir a ilusão de um novo tempo e acumular um novo estoque de conhecimento.

No entanto, mesmo o ser humano que cede mais plenamente ao engano do tempo, reconhecendo que envelhece com o passar dos anos, ainda guarda rebelião em sua Mente contra o que chama de necessidade da idade, o enfraquecimento das faculdades, a mão paralisada que não obedece mais às suas ordens… O espírito imortal que mora dentro dele conhece seu parentesco com as estrelas. Ele anseia pelo toque dos ventos da eternidade para encher seus pulmões e renovar suas energias. Seu verdadeiro lar está em outro lugar. Ele é um cidadão da esfera mais ampla, de uma perspectiva mais ampla, de uma visão mais ampla e nunca se contenta com a limitação dos anos.

O espírito do ser humano começa sua peregrinação pelos intermináveis corredores do tempo como uma centelha viva do Divino, mas que deve crescer, através da sabedoria acumulada por suas muitas jornadas, e se tornar uma chama envolvente, um fogo vivo que irá, por incontáveis eras do infinito, brilhar para iluminar outras Centelhas em seu caminho de expansão. A princípio, e por muitos renascimentos, essa Centelha não consegue perceber, enquanto habita em seus “casacos de pele”, que possui outra casa além das estrelas que abandonou temporariamente.

No entanto, à medida que mais e mais frutos da experiência se acumulam na casa real do peregrino, vislumbres começam a aparecer. Cenas surgem diante do olho interno, uma experiência vem, à qual ele responde: “Eu já tive isso”. As paisagens se revelam para sua visão e ele diz: “Já estive aqui”. Velhos amigos são recebidos e calorosamente saudados com uma lembrança de outros lugares claramente diante dele.

Antigos inimigos também são enfrentados e dívidas, canceladas. Uma grande expansão de consciência ocorre. Quando isso acontece, a vida no corpo e fora dele se torna uma aventura maravilhosa, não no tempo, mas nos campos infinitos da eternidade. Cada vez mais colhemos no corpo o que semeamos e devolvemos isso ao Lar como feixes de luz.

O peregrino agora vislumbra o grande plano de evolução, que está sendo cumprido de forma lenta, mas segura. O drama é visto através dos véus do tempo, porém não é menos real e impressionante por isso. Surge uma novo ser que, do pó da decepção, reconhece o fruto das oportunidades que não foram aproveitadas, em outro dia distante, quando, em outro corpo, ele descuidadamente deixou de lado o papel que deveria ter desempenhado e outro assumiu a função que deveria ter escolhido. Pela agonia da perda, ele aprende três coisas: primeiro, qualquer coisa que não fosse dele ele não poderia reter; segundo, o que ele tira dos outros deve ser pago, embora seja com gotas de sangue; terceiro, e o melhor conhecimento de todos, o que é verdadeiramente seu não pode ser tirado dele.

À luz obtida com o drama da evolução e sua parte nele, o peregrino deixa de se preocupar, de se afligir, de abrigar inquietação. O vertiginoso turbilhão do tempo diminui e se torna uma vibração constante, segura e silenciosa que o leva mais rápida e infalivelmente em direção ao seu objetivo. Nenhum obstáculo, nenhum atraso, nenhuma decepção podem prejudicar a serenidade do seu progresso. Nenhuma perda pode deprimi-lo, nenhum triunfo ou prazer pode atrasá-lo por muito tempo, porque ele sabe que isso é apenas outra fase da novela de sombras mágicas do tempo e usa todos os eventos, todos os pensamentos e todas as emoções como degraus para pavimentar o caminho que leva da ilusão para a vida, do tempo para a eternidade.

Ele aprende outra coisa importante: ele não é escravo de suas “túnicas de peles”; se ele recorrer ao seu próprio Eu eterno, incansável e sempre ansioso, ele poderá ser jovem, embora seu cabelo esteja branco e seus membros se tornem lentos, incertos. Seguro em seu conhecimento acumulado durante eras, ele percorre os corredores do tempo, absorvendo novas experiências e transmutando-as no ouro da sabedoria eterna que perdurará quando o tempo não existir mais. Ele sorri da própria dor, o que o torna irmão de todos os que sofrem e o permite ser seu consolador. Ele aceita a adversidade, porque ela traz consigo a força para resistir. Ele aprende a trazer para sua consciência os sofrimentos do grande órfão, a humanidade — toda sua agonia, todas as decepções esmagadoras que parecem ameaçar a vida do espírito; todos os desesperos que não conhecem mitigação; todas as esperanças que morrem antes de florescer, deixando apenas uma dor maçante para trás; as separações que parecem intermináveis e os dias de dor que parecem nunca cessar…

O peregrino aprende a trilhar o caminho com o coração partido, com lágrimas interiores que sempre caem pelas tristezas do mundo, mas também com o pleno conhecimento de que um dia as ilusões passarão, os olhos se abrirão de verdade e, então, essas coisas também morrerão.

Tudo isso ele faz para ser considerado digno de ter levado a termo sua crucificação na cruz da matéria, de ter mantido seu lugar com plena paciência, resistência e sacrifício para que outro universo possa surgir no grande drama da Evolução e outras Centelhas da Chama possam ter seu Dia de evolução nela. Naquele dia ele saberá que será totalmente um com tudo o que vive e esse conhecimento tornará doce o presente trilhar do Caminho.

Por fim, chegará o tempo em que o peregrino perfeito se tornará um cidadão do reino da luz, com a escuridão sendo um sonho do passado, a bem-aventurança, uma realidade viva e a agonia, estando para sempre terminada. A paz eterna estará à sua disposição. Ele só precisará estender a mão para obter a meta que conquistou por meio da angústia e da alegria de muitas vidas.

Então a escolha é oferecida a ele. Ele pode ter a paz da perfeição, a glória da plena união com o “Eu Superior”, o amor puro que o espera. Ou pode voltar e, tomando o caminho da renúncia, ajudar aqueles que ficaram para trás, seus próprios irmãos e irmãs ainda tateando na ilusão do tempo.

E quando ele faz a grande renúncia, quando se liga ao mundo que conquistou, o peregrino se torna a coisa mais sagrada que a terra pode produzir, sua flor mais bela e portadora do título mais digno: “Salvador dos Homens”.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de novembro-dezembro/1995 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Réquiem Rosacruciano

Observação — numerosos pedidos foram feitos para que um serviço fúnebre que os membros da Fraternidade Rosacruz e outras pessoas, que veem a vida como nós, possam usar, ao se despedirem do corpo de um amigo, fosse ensinado. Portanto, publicamos um relatório estenográfico do discurso de despedida que Max Heindel fez para Frances Lyon, nossa estimada amiga e colega de trabalho.

Depois da música de órgão, o público cantou “Mais perto de Ti, meu Deus”. O Emblema do Funeral Rosacruz, uma cruz branca e pura com uma rosa branca no centro, foi então revelado e Max Heindel deu a saudação Rosacruz, como de costume.

“Minhas queridas irmãs e irmãos, que as rosas floresçam em vossa cruz”. O público respondeu: “Na vossa também”.

Max Heindel então disse:

Uma das provas do valor da religião é o conforto que nos dá quando a dor e a tristeza põem à prova nossos corações. Para cumprir sua missão a religião deve trazer-nos conforto, particularmente por ocasião da separação final de nossos entes queridos. Quando a morte nos aflige, quando Deus quer terminar a vida terrena atual dos nossos parentes e amigos, quando nossos recursos humanos tenham sido esgotados, então procuramos, na religião, a coragem e a fortaleza que nos permita suportar a carga da nossa grande perda e da nossa tristeza.

Como preenchem esses requisitos os Ensinamentos Rosacruzes? Em primeiro lugar, eles nos dizem que a morte não é o fim; e, também, como, sob a Lei de Consequência, o fruto de nossas ações nesta vida, sejam boas ou más, deve ser colhido em algum tempo futuro, pois a Bíblia nos diz: “Aquilo que o homem semear, isso mesmo colherá”.

Sabemos ser impossível cancelar nossos atos bons ou maus pelo simples fato de morrer, como também o é compensar nossos credores mudando-nos para outra cidade. A dívida continua existindo e, algum dia, e em algum lugar, deve ser liquidada. Nossas recompensas também são devidas, em momento oportuno, e a lei imutável da causalidade, portanto, envolve a continuidade da vida e o renascimento em algum momento futuro, conforme expresso por Sir Edwin Arnold:

“O espírito jamais nasceu!

O espírito nunca deixará de ser!

Nunca houve tempo em que ele existisse;

O fim e o princípio são sonhos,

O espírito permanece para sempre independente dos nascimentos e das mortes;

A morte não tem nenhuma influência sobre ele,

Embora pareça morta sua habitação”

“Assim como tiramos uma roupa usada

E apanhamos outra, dizemos:

‘Hoje usarei essa!’

Assim também o espírito abandona sua veste de carne

E parte para voltar a ocupar

Nova habitação, recém-construída”.

Alegramo-nos quando uma criança nasce e choramos quando a morte chega, porque não percebemos que tal conduta é exatamente o oposto do que deveria ser. Na verdade, o espírito está aprisionado nesta capa de barro desde o nascimento, estando sujeito por muitos anos às dores, sofrimentos e enfermidades das quais toda carne é herdeira. Verdadeiramente, a existência concreta é necessária para aprender certas lições — e dessa forma o espírito se beneficia —; mas logicamente, se o choro deve ser tolerado, então devemos chorar quando o espírito nasce neste mundo e devemos nos alegrar quando a morte chega para liberá-lo da dor e do desconforto da existência física.

E, se pudéssemos ver e conhecer o alívio que eles sentem, certamente nos alegraríamos. Pense em como uma pobre alma, acorrentada a uma cama de tortura por anos, deve se sentir, ao despertar no mundo invisível, capaz de mover-se livremente e sem dor para onde quiser. Eles se sentem cheios de alegria e não é nosso dever refrear nosso próprio sentimento de perda, que está realmente enraizado no egoísmo, e nos alegrar com eles, oferecendo-os a Deus para que Ele acelere sua nova jornada?

Aprouve a Deus chamar nossa amiga Frances para uma obra maior, para campos mais amplos em outro mundo, onde ela não precisa de um corpo físico e, por isso, deixou esta vestimenta. Assim como uma criança comparece à escola dia após dia, para adquirir conhecimentos, tendo noites de descanso entre os dias de escola, enquanto desenvolve o seu corpo da infância até a estatura do adulto, assim também o espírito frequenta a escola da vida durante uma sucessão de vidas habitando uma série de corpos terrestres de qualidade sempre melhorada, com os quais ganha experiência. É como disse Oliver Wendell Holmes:

“Constrói mansões mais duradouras, minha alma,

À medida que passam as velozes estações!

Abandona tua cripta anterior!

Que cada novo templo, melhor que o anterior,

Te separes do céu com cúpula maior,

Até que afinal te libertes,

Trocando tua concha por um oceano irrequieto de vida!”

Portanto, sabemos que Frances vai voltar, porque ela precisa voltar, em algum local, algum dia, com um corpo melhor e mais nobre do que esta vestimenta frágil que ela descartou. Sabemos que, pela lei imutável da causalidade, ela precisa retornar; isso é tão certo quanto a pedra que, atirada ao ar, cai de volta à terra; ela vai retornar para que, por repetidas vidas de amizade e relacionamentos, sua natureza amorosa possa ser ampliada e aprofundada dentro do Oceano de Amor em que tudo deve se misturar: gota com gota. A morte, então, perdeu seu aguilhão, no que nos diz respeito, não porque somos problemáticos e amamos menos nossos amigos ou parentes, mas porque estamos firmemente convencidos, porque temos conhecimento real e absoluto de que não existe Morte.

A morte não existe. Os Astros escondem-se

para elevarem-se sobre novas terras.

E sempre brilhando no diadema celeste

espalham seu fulgor incessantemente.

                        A morte não existe. As folhas do bosque

                        convertem em vida o ar invisível;

                        as rochas quebram-se para alimentar

                        o musgo faminto que nelas nascem.

A morte não existe. O chão que pisamos

converter-se-á, pelas chuvas do verão,

em grãos dourados ou doces frutos,

ou em flores com as cores do arco-íris.

                        A morte não existe. As folhas caem,

                        as flores murcham e secam;

                        esperam apenas, durante as horas do inverno,

                        pelo hálito morno e suave da primavera.

A morte não existe; embora lamentamos

quando as lindas formas familiares,

que aprendemos a amar, sejam afastadas

dos nossos braços

                        Embora com o coração partido,

                        vestido de luto e com passos silenciosos,

                        levemos seus restos a repousar na terra,

                        e digamos que eles morreram.

Eles não morreram. Apenas partiram

para além da névoa que nos cega aqui,

para nova e maior vida

dessa esfera mais serena.

                        Apenas despiram suas vestes de barro,

                        para revestirem-se com traje mais brilhante;

                        não foram para longe,

                        não foram “perdidos”, nem partiram.

Embora invisível aos nossos olhos mortais,

continuam aqui e nos amando;

nunca se esquecem

dos seres amados que deixaram.

                        Por vezes sentimos sobre nossa fronte febril

                        sua carícia, um hálito balsâmico.

                        Nosso espírito os vê, e nossos corações

                        sentem conforto e calma.

Sim, sempre junto a nós, embora invisíveis

continuam nossos queridos espíritos imortais

pois todo o universo infinito de Deus

É VIDA. – A MORTE NÃO EXISTE! .

Não temos motivos para afligir-nos porque o Cordão Prateado partiu-se e o corpo está para retornar ao pó de onde veio, pois sabemos que o espírito que chamamos de Frances nesta vida esteja mais vivo do que nunca; na verdade, está conosco agora e tão visível para alguns de nós como quando habitou a vestimenta que agora enviamos ao fogo para que os elementos possam ser transmutados em outras formas pela alquimia da natureza.

Antes de enviá-lo ao Crematório, cantaremos o Hino de Encerramento Rosacruz usado no Serviço do Templo Rosacruz.

Os serviços feitos no corpo de Frances Lyons foram realizados na Pró-Ecclesia, no dia 31 de agosto, às oito horas da manhã, e o corpo foi então enviado para San Diego, onde o crematório o reduziu a cinzas.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro/1912 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

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