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porFraternidade Rosacruz de Campinas

“Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens…”.

“Quanto maior for sua investida sobre algo, tanto maior será seu retorno” parece ser a referência que mais exprime a ideia de recompensa no mundo. Mas será que tal referência pode ser aplicada para o desenvolvimento espiritual? Será que os grandes feitos espirituais também garantirão recompensas mais rápidas e melhores no céu? Duas vinhetas são descritas para estimular o Estudante Rosacruz a responder essas indagações:

  1. Um homem, formado em biologia e química, durante uma visita num país pouco desenvolvido, deparou-se com uma população sofrendo de um grande mal: uma terrível doença que fazia cada acometido se desidratar e perder suas energias, até que a morte ocorresse. Após algum tempo de pesquisa, descobriu uma vacina capaz de estimular o sistema imunológico dos doentes contra este mal e todos foram curados! Apesar do grande sucesso, o homem apresentava comportamento bastante oscilante e preencheu sua vida com inconstâncias, divertimento e trabalho indisciplinado. Casou-se, criou seus filhos e netos. Mesmo após sua morte, seu achado continua a controlar este mal no mundo. Assim, a Humanidade recebeu grandes benefícios desta grande descoberta.
  2. Um segundo homem, com um curso de tecnólogo em administração, exerceu trabalho de auxiliar administrativo em uma pequena empresa de venda de anúncios de revista. Realizava a organização de tarefas de venda e procurava fazê-lo de modo a facilitar as decisões de seu chefe. Algumas vezes, fazia a decisão deliberada de permanecer mais tempo no trabalho para auxiliar nos fechamentos de vendas. Voluntariamente, procurava por soluções de aperfeiçoamento da empresa, realizando planos de curto, médio e longo prazo. Sofria, porém, com muitos defeitos em sua Personalidade, como oscilações motivacionais importantes. Porém não se acovardava frente às dificuldades. Com sua disciplina e seu compromisso, tornava seu ambiente favorável para produção própria e dos outros. Do mesmo modo que se esforçava para aprender algo novo a cada dia, também cuidava de sua esposa e dos seus filhos. Muitas vezes ocorriam discussões e brigas em sua casa, mas logo procuravam a solução e tentavam se reconciliar. Preocupava-se pouco com os resultados, mas esforçava-se em aprimorar as técnicas de realização de cada tarefa que se engajava, independente se a tarefa era grande ou pequena.

Pergunta: qual destes homens possui mais chance de desenvolver mais seu Corpo-Alma?

A realização de poucos atos, mas que são de grande importância para Humanidade, como realizou o homem da primeira vinheta, não garante o desabrochar dos poderes espirituais. Afinal, “que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol? Uma geração vai, uma geração vem, e a terra sempre permanece” (Ecl 1:3-4). O que garante a espiritualidade é a própria tentativa ou ensaio de algo, independentemente de sua grandeza e se este algo atinge sucesso ou não. “Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o homem culto?” (ICor 1:19-20). Se alguém tenta realizar algo, necessariamente extrai algum aprendizado e é exatamente aqui que a experiência (ou almas) nutre o Espírito com poderes. O salário dos fiéis não pode depender das grandezas de suas obras, mas na quantidade e frequência de investidas sobre quaisquer situações que realiza para o Senhor. Constância e provas de uma vida espiritual é a chave do sucesso!

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Desde que comecei a estudar os Ensinamentos Rosacruzes e estou tentando viver uma vida melhor, parece que os problemas e as dificuldades desabaram sobre mim de uma maneira que nunca experimentei antes, e parece que aqueles que estão mais próximos de mim, por parentesco, são os que particularmente me põem à prova. Às vezes, sinto que estou crescendo espiritualmente, outras vezes parece que a vida é um fracasso. Qual é a situação real, e qual é a razão dessas provações?

Resposta: Quando um navio está navegando rio abaixo, a favor da correnteza, os motores operam sem esforço aparente, e o navio avança rapidamente. Da mesma maneira, quando um automóvel desce uma ladeira, o motor é capaz de carregar peso sem esforço e ele progride sem problemas. Mas, quando um navio deve navegar rio acima, contra a correnteza, ou quando um automóvel deve subir uma ladeira, isso requer um gasto considerável de esforço, e o progresso não é tão rápido. Há obstáculos a serem superados. Cada pedrinha no solo é sentida, etc.

Da mesma forma ocorre com o Espírito. Enquanto nos deixamos levar pela correnteza da vida e vamos a favor da maré da humanidade, tudo parecerá correr suavemente e não há obstáculos e nem problemas. No entanto, no momento em que deixamos a correnteza e nos esforçamos para seguir o caminho em direção à vida superior, nós enfrentamos o desacordo do curso geral da humanidade e, claro, aqueles que estão mais próximos de nós serão os que, naturalmente, provocarão maior atrito conosco. Assim, esses parecem ser a oposição, e retardar o nosso progresso em todas as ocasiões possíveis. Eles parecem se esforçar ao máximo para obstruir o nosso caminho, e nós sentimos isso mais intensamente, porque pensamos que aqueles que estão mais próximos, mais no dia a dia e mais queridos devem ser os primeiros a apreciar os nossos esforços, e nos apoiar nisso. No entanto, não é assim. Não devemos esperar isso deles. Eles estão seguindo a correnteza, indo a favor da maré. Nós estamos indo contra ela, e o atrito é tão absolutamente necessário quanto o atrito da água contra o navio que está navegando rio acima, contra a correnteza.

Ao caminhar à beira-mar, em uma praia com pedregulhos, você pode notar que os pedregulhos se tornaram arredondados e lisos, sim até mesmo polidos, graças ao atrito constante contra as outras pedras. Durante eras e eras, todas os cantos ásperos foram desgastados, e eles têm aquela superfície que é tão peculiar aos pedregulhos ao longo da praia. Podemos comparar esses pedregulhos à humanidade em geral. Pelo atrito um contra o outro por eras e eras, os cantos mais pontiagudos irão se desgastando e, finalmente, nos tornaremos arredondados, lisos, polidos e tão belos quanto o são os pedregulhos daquela praia. Mas, considere um diamante bruto: não podemos conseguir aquele polimento pelo processo lento comum, a exemplo dos pedregulhos da praia. O lapidário se encarrega dele, esmerilha-o e há um ruído estridente sempre que a pedra é tocada pelo esmeril.

No entanto, toda vez que um grito estridente alto como que expressando uma dor é emitido, há um pedaço áspero da superfície desgastado e, em seu lugar, aparece uma superfície polida brilhante. Ocorre o mesmo com o Ego que aspira a algo mais elevado. Deus é o lapidário que dá polimento à pedra, e não é nada agradável quando a parte áspera está sendo tirada de nós, quando somos pressionados contra o esmeril da angústia e tristeza mais profundas, bem como da miséria causada por grande infortúnio. Entretanto, de tudo isso sairemos cintilantes e brilhantes como diamantes. Portanto, não deixe seu coração ser perturbado, pois as angústias e tristezas profundas, bem como as tribulações que se apresentam e bloqueiam seu caminho são apenas o esmerilhamento da pedra pelo lapidário. Você pode ter certeza de que, qualquer que seja a sensação atual, o resultado será bom, pois Deus é AMOR. Embora Ele aplique as medidas mais severas no presente momento, no futuro isso o deixará polido e resplandecente.  

(Pergunta 143 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Vol. II-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Cristo é o Nosso Modelo

Cristo é o Nosso Modelo

Muitos Estudantes, não raramente, são fustigados por dolorosas provações. Essas fases, às vezes, prolongam-se por bom tempo e podem ensejar reações negativas se não forem enfrentadas com calma e firmeza.

Uma provação representa uma ou várias lições pendentes de vidas passadas, cujo aprendizado deve acontecer agora. Qualquer tentativa de procrastinar esse aprendizado redundará numa experiência mais dolorosa ainda, neste ou no próximo renascimento. Portanto, é inútil fugir. Não adianta quedar-se passivo,lamentando a “própria desgraça”.

Antes de mais nada é preciso que se entenda: o propósito da vida é a experiência e não o sofrimento, como alguns imaginam. A atitude mais correta é tentar entender o que está acontecendo e por quê. A meditação, a oração e o estudo servem justamente para esse propósito.

O Estudante, porém, muitas vezes depara com uma situação complexa, intrincada, à primeira vista um beco sem saída. Contudo, não é bem assim. Há sempre uma saída. Talvez não seja a solução ideal no entendimento do Estudante, mas, de qualquer forma é o que mais lhe convém em termos de crescimento anímico.

E como reagir diante de uma situação capaz de causar perplexidade?

Bem, há que haver um parâmetro de comportamento. Esse modelo é Cristo.

Se nos perguntarmos como reagiria o Cristo em uma dada circunstância, logo o saberemos. Ele, em qualquer situação seria compassivo, tolerante, paciente, compreensivo e amoroso. Seu Espírito perdoador de imediato transmutaria todo e qualquer desentendimento em concórdia.

Alguém, entretanto, pode objetar: mas o Cristo é o Cristo. Eu sou um ser humano, cheio de falhas.Cristo é um ideal muito distante para mim. É uma meta inatingível.

É lógico, nenhum ser humano agiria exatamente como o Cristo, porque ninguém o iguala em perfeição e sabedoria. Contudo, pode se reagir amorosamente em um relacionamento conflituoso, sem expressar um amor tão perfeito como o do Cristo. É necessário, entendamos, manifestar as virtudes do Cristo, mesmo que se o faça imperfeitamente. Se houver boa vontade as coisas se resolverão.

Todos nós passamos por fases de duras provações em nossas vidas. Se vivermos cada minuto de nossas existências como sabemos que o Cristo desejaria que o vivêssemos superaremos gloriosamente todas as provas.

Meditemos sobre esta frase: “Se vivermos cada minuto como sabemos que o Cristo desejaria que o vivêssemos“.

(Publicado na revista ‘Serviço Rosacruz’ – 02/86)

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