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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Existe uma significância oculta nas várias festas anuais Cristãs?

Resposta: Sim, as festas anuais têm a mais profunda significância oculta. Do ponto de vista material, os Astros não passam de massas de matéria circulando em suas órbitas em obediência às chamadas “leis cegas”, mas para os ocultistas eles aparecem como Grandes Espíritos, movendo-se no espaço como nos movemos no mundo.

Quando uma pessoa é vista gesticulando, atribuímos certo significado aos seus gestos. Se ela balança a cabeça, sabemos que está negando uma determinada proposição, mas se ela acena a cabeça, inferimos que ela concorda. Se ela acena, com as palmas das mãos voltadas para ela, sabemos que está sinalizando para alguém vir até ela, mas se ela virar as palmas para fora, entendemos que está alertando alguém para se afastar. No caso do universo, geralmente não pensamos que haja qualquer significado para a posição alterada dos Astros, mas para o ocultista há o significado mais profundo em todos os fenômenos variados do céu. Eles correspondem aos gestos da pessoa nesse exemplo.

Krisma, palavra do grego antigo, significa ungido, e qualquer pessoa que tivesse uma missão especial a cumprir era ungida nos tempos antigos. Quando, nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março, o Sol está mais próximo da Terra – atingindo o Trópico de Capricórnio – os impulsos espirituais são os maiores em todo o Planeta. Porém, para nosso bem-estar material é necessário que o Sol se afaste mais da Terra e, assim falamos da época em que o Sol começa se afastar mais da Terra a partir do dia 25 de dezembro, o aniversário do Salvador, ungido para nos salvar da fome e do frio que adviriam se o Sol permanecesse sempre no ponto mais perto da Terra.

À medida que o Sol segue em direção ao Equador, passando pelo Signo de Aquário, o “Homem com um cântaro vertendo água”, a Terra é inundada de chuva, simbolizando o batismo do Salvador. Em seguida, vem a passagem do Sol pelo Signo de Peixes, os peixes, no mês de março. No passado, as reservas do ano passado foram todas consumidas e a comida do ser humano era escassa, por isso temos o longo jejum da Quaresma, em que o “comer peixe” simbolizava essa característica da jornada solar. Em seguida, vem a Páscoa, quando o Sol passou pelo Equador. Essa é a época da Páscoa, quando o Sol está em seu nó oriental, e essa travessia do Equador é simbolizada pela crucificação ou crucifixão, assim chamada, do Salvador; o Sol então passa pelo Signo de Áries, o Carneiro, e se torna o Cordeiro de Deus, que é dado para a salvação do mundo quando as plantas começam a brotar. No entanto, para que o sacrifício possa ser benéfico ao ser humano, Ele (o Sol) deve ascender aos céus onde Seus raios terão o poder de amadurecer a uva e o milho, e assim temos a festa da Ascensão do Salvador ao Trono do Pai, que ocorre no Solstício de Junho – quando o Sol atinge o Trópico de Câncer. Lá o Sol permanece por três dias, quando se diz “De lá ele retornará”, entra em vigor quando o Sol começa sua passagem em direção ao nó ocidental. No momento em que entra no Signo de Virgem, a Virgem, temos a Festa da Assunção e, depois, quando sai do Signo de Virgem, o nascimento da Virgem que parece, por assim dizer, nascer do Sol.

A festa judaica dos Tabernáculos ocorria na época em que o Sol cruzava o Equador em sua passagem para os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março, e essa festa era acompanhada pela “pesagem do milho e a colheita do vinho”, que eram as dádivas do Deus Solar aos seus devotos humanos.

Assim, todas as festas do ano estão ligadas aos movimentos das estrelas no espaço.

(Pergunta nº 89 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Audiobook: Ensinamentos de um Iniciado – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

ENSINA-1024x576 Audiobook: Ensinamentos de um Iniciado - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz
Ensinamentos de um Iniciado – Prefácio
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 1 – Os Dias de Noé e de Cristo
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 2 – O Sinal do Mestre
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 3 – O que é trabalho espiritual
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 4 – O Caminho da Sabedoria
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 5 – O Segredo do Sucesso
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 6 – A Morte da Alma
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 7 – O Novo Sentido da Nova Era
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 8 – O Povo Escolhido
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 9 – A Luz Mística – Parte 1
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 10 – A Luz Mística – Parte 2
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 11 – A Luz Mística – Parte 3
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 12 – A Luz Mística – Parte 4
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 13 – O Significado Esotérico da Páscoa
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 14 – Os Ensinamentos da Páscoa
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 15 – Método Científico parte 1 – Analogias Materiais
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 16 – Método Científico parte 2 – Retrospecção: Um Método para evitar o Purgatório
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 17 – Os Céus proclamam a Glória de Deus
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 18 – Religião e Cura
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 19 – Discurso da Colocação da Pedra Fundamental em Mount Ecclesia
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 20 – O Nosso Trabalho no Mundo – Parte 1
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 21 – O Nosso Trabalho no Mundo – Parte 2
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 22 – O Nosso Trabalho no Mundo – Parte 3
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 23 – Condenação Eterna e Salvação
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 24 – O Arco nas Nuvens
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 25 – A Responsabilidade do Conhecimento
Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo 26 – A Jornada no Deserto

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sinfonia Anual: a música silenciosa

Pode o leitor imaginar música silenciosa? Sim, é essa, provavelmente, a melhor forma de descrevê-la, se tentarmos compará-la com os vulgares sons do mundo e dos sentidos físicos, pois essa música nunca pode ser ouvida por aqueles que se encontram limitados ao plano físico. Contudo, é sem dúvida uma realidade, e é possível entrar em contato com ela se tivermos desenvolvido um pouco os nossos sentidos mais elevados. Nada existe criado que não esteja continuamente fazendo soar a sua tônica especifica, reunindo todas as suas partículas.
Essa nota tônica é um som musical que deve a sua origem à Palavra dita por Deus.
Esta música silenciosa sentimos tão suavemente, como o som de uma distante melodia lentamente se tornando realidade! Certamente nos espantaria se não fosse a sua indescritível beleza e a sua nunca ultrapassada consonância de sons.
E depois, também, parece não vir de parte alguma, contudo, encontra-se em toda a parte. Sua origem é a revivificante força da vida anualmente desprendida pelo grande Cristo, d’Ele próprio, quando se extingue o ano velho e o novo ano nasce alegremente. As suas meias-vozes são os suspiros do ano que finda, ao dar lugar ao novo.
Os seus sons elevados expressam a liberdade da revivificante força da vida, tão generosamente dada a toda a criação. A melodia entoa o poder protetor do Pai, dando sentido a toda a criação concedendo a vontade necessária para fazê-la fruir nesse sentido. As incitantes palpitações desta música silenciosa entoam o harmonioso chamamento de amor de Cristo, envolvendo tudo o que se encontra dentro da Sua amorosa proteção, do ser mais elevado ao mais humilde, a todos igualmente saudando: “Vinde a mim, todos vós que lutais e suportais uma pesada carga, e Eu vos darei repouso… Pois o meu jugo é suave e a minha carga é leve”.
Há, também, um movimento rítmico para diante que por toda a parte demanda ação, expressando-se por uma ordenada manifestação. Criação por toda a parte, criações novas e aperfeiçoadas substituindo o que é velho e já não tem valor na economia da natureza — vibração rítmica, incessante, avançando sempre em frente, sempre construindo tudo o que existe.
Mas escute! Gradualmente, o tema sinfônico vai-se modificando; o tom é mais elevado, mais coercivo; arrebata e redemoinha; subitamente, a força da vida despertada em seres adormecidos brota impetuosamente num glorioso panorama de cor, vida e beleza, enquanto os obscuros portais da prisão da Terra se abrem de par em par, e se ergue um Cristo radioso para saudar a nascente órbita do dia. Manhã de Páscoa, e o prelúdio à vida renovada entoada pelos Espíritos da Natureza vão-se modificando, enquanto o Cristo vivo começa lentamente a elevar-se.
A música, suave e lenta, ganha volume e tempo, enquanto as hostes angélicas, que literalmente enchem o ar permeado de Éter, se lhes sobrepõem. Soa uma oitava mais alta, e o poder, a beleza e a ação da música intensificam-se, sem, todavia, perder nada de delicadeza da execução.
O tema, flutuando para frente e para cima, sugere um sentimento de delicadeza, adaptabilidade, inocência, bondade, paz, amparo afetuoso, tudo qualidades inatas das hostes angélicas, delas fluindo em sons musicais, vibratórios, entrelaçando-se em inúmeros desenhos formados pela combinação de harmoniosos sons.
Desejaríamos deter-nos aqui e sentirmo-nos parte de toda esta maravilhosa harmonia, mas já uma modificação se opera no tema sinfônico. Cristo chegou ao Mundo Celestial e as hostes arcangélicas O cercam de um harmonioso poder vibratório que agita a alma e que se expressa em inúmeras cores que coruscam e cintilam com uma estonteante rapidez, formando indescritíveis desenhos de formas celestiais. Aqui, o som torna-se cor, e a cor torna-se som, interpenetrando-se e intercambiando-se num todo vasto, vibrante, que glorifica e vivifica todas as coisas tocadas pelo seu incessante movimento. A avassaladora sinfonia se expressa agora em formas de arte, altruísmo e filantropia, em tão estranhas cores e sons como só esta tão elevada região pode produzir. Esta música desenvolve no indivíduo a capacidade artística, enquanto se encontra neste primeiro Mundo Celestial – o Primeiro Céu – , entre os renascimentos aqui no plano físico, despertando o altruísmo, expresso em filantropia.
Não obstante nos sentimos já maravilhados, Cristo eleva-se mais alto, e alcança a região da pura música, o segundo Mundo Celestial – o Segundo Céu –, onde são feitas as formas arquetípicas de tudo o que existe neste Mundo Físico, por meio do poder e harmonia incorporados na Palavra de Deus. Aqui, os sons vibratórios da Música das Esferas introduzem na grande sinfonia o seu poder construtivo e as suas harmonizantes vibrações, e o alcance do tema aumenta, indo para além do espaço ilimitado, glorioso, supernal, divino, transformando ideias em formas e colocando notas tônicas da grande escala arquetípica, de acordo com as missões que lhes são destinadas. Aqui, por meio do poder incorporado na Palavra, padrões vivos, vibrantes, não só constroem, mas também sustêm todas as formas materializadas do mundo físico.
Enquanto nós, sustendo a respiração, ouvimos e meditamos no estupendo alcance do plano divino, o Criso se eleva ainda mais alto, e os poderosos sons fundem-se numa grande, gloriosa unidade, no lar de Cristo, o Mundo do Espírito da Vida, e num esmagador, supernal acorde musical, ouvimos a voz de Cristo ascendido, a personificação do amor, proferir, em tons da mais suave música celestial, “Consummatum est” (Foi consumado). E, enquanto as últimas e arrebatadoras notas flutuam para além do espaço visível, aparece uma visão apenas vista pelos “homens de boa vontade”. É o glorificado, compassivo Cristo, penetrando no Mundo do Espírito Divino, o verdadeiro lar de Deus-Pai. Quem, vendo-O ao longe, for ao Seu encontro, certamente louvará as palavras encantadas: “Tu és o meu amado Filho, no qual eu tenho muita satisfação”.
Insuspeita por muitos, no alto do Pai, uma melodia ainda mais sublime se faz ouvir, em preparação para ser trazida à Terra por Cristo, no seu próximo momentoso regresso, por altura do Natal, para aqui desprender novamente o seu formidável poder construtivo, beneficiando todas as criaturas. Se esta harmonia celestial deixasse de vibrar por um só momento, todo o Sistema Solar seria destruído, mas tal não pode suceder, pois a sinfonia celestial é tão duradoura como o próprio Deus. A Palavra Criadora musical e a harmoniosa enunciação de cada sílaba consecutiva é que marcam os sucessivos graus na evolução do mundo e do ser humano.
Além disso, quando a última sílaba tiver sido pronunciada e a Palavra completa tiver soada, teremos alcançado a perfeição como seres humanos e uma duradoura união com o Criador do plano divino, para nos tornarmos membros permanentes do grande coro orquestral cujo Diretor e Guia é Deus. Então, não só ouviremos a música divina, melodiosa, infinita, como seremos também um em verdade com o grande e harmonioso poder criador de Deus.
Poucos conhecem o fato de que o poder e a harmonia da Música das Esferas são a base de toda a evolução. Sem ela não existiria progresso. Poucos são que presentemente compreendem que uma vez os ouvidos humanos se tenham sintonizado com essa grande sinfonia celestial, o ser humano terá a “chave” de todo o progresso, e a sinfonia anual da Páscoa será para ele uma alegria antecipada, demasiado grande para ser expressa por palavras mortais. Então, verdadeiramente, o seu eu espiritual proclamará: “Glória a Deus nos céus”.

(Publicado na revista Serviço Rosacruz de março/1972 – Fraternidade Rosacruz – São Paulo – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Grande Mistério do Gólgota

Mais de 2000 anos já se passaram desde o Grande Mistério do Gólgota e, ainda hoje, quantas pessoas tem consciência desse Grande Drama Cósmico, representado ao nosso redor, dia após dia, ano após ano? Quantos são os que conhecem o profundo significado dos Equinócios de Março e de Setembro e dos Solstícios de Junho e de Dezembro? Mesmo entre nós, Estudante Rosacruzes, quantos são verdadeiramente conscientes da grande importância desses ciclos anuais?

Para a maioria das pessoas, o Natal é simplesmente o tempo de receber e dar presentes e de comer bastante. Ou será que esse Santo Dia encerra um significado espiritual mais profundo?

As pessoas se preocuparam em saber quem são ou por que estão aqui? Costumam pensar seriamente nesses e noutros mistérios que diariamente confrontam, ou chegam à conclusão de que, por serem eles muito profundos, estão além da sua compreensão?

O Aspirante à vida superior não comemora a Páscoa só como um fato histórico que ocorreu no Gólgota.

Durante todo um ano, não há nenhum tempo mais propício para começar a pensar e resolver os mistérios da vida do que agora, tempo em que o clímax da atividade espiritual do ano é atingido.

As respostas para todas as perguntas estão escritas nos céus e podem ser lidas por qualquer um que tenha olhos para ver, olhos iluminados com a luz do espírito.

Nosso universo solar é o corpo do Deus do nosso Sistema Solar e cada pedacinho desse universo está impregnado com sua Inteligência e Vida. Ele é o criador de tudo que existe, desde a onda de vida que se expressa como minerais até as mais sublimes Inteligências do Seu universo.

Houve um tempo em que nós, a onda de vida humana, estávamos no globo que agora é o Sol, juntamente com os habitantes dos outros Planetas do nosso Sistema Solar. Depois, no decorrer da nossa evolução, cristalizamo-nos de tal modo que não conseguíamos mais responder às altas vibrações que lá havia. O mesmo ocorre com outros grupos de seres, ainda que de modo um tanto diferente. Com isso, a fim de que pudéssemos continuar evoluindo, assim como os demais seres, foi necessária a expulsão de partes do Sol, de tempos em tempos, à distância própria pera evolução de cada grupo de seres. Foi assim que vieram à existência os diferentes Planetas, incluindo a Terra.

Uma parte importante de nosso trabalho no globo terrestre foi a construção do cérebro. Para isso fomos ajudados e dirigidos pelos Anjos. Quando terminou a construção dele, os Senhores de Mercúrio, nossos irmãos do Planeta Mercúrio que são bem mais avançados espiritualmente que nós, foram enviadas para cá, para nos ensinar como usar a Mente e torná-la verdadeiramente criadora.

Em resumo, a tarefa dessas duas Hierarquias, Anjos e Senhores de Mercúrio, foi a de nos elevar do estado de inconsciência ao primeiro grau de inteligência criadora.

Mas esse plano foi frustrado pelos Espíritos de Lúcifer, os atrasados da onda de vida dos Anjos, oriundos do Planeta Marte. Eles precisavam de um campo físico de ação para prosseguir em sua evolução e, como não podiam criar esse campo com seus próprios meios, vieram a nos ensinar como podíamos conhecer o bem e o mal, despertando, na natureza humana, a apaixonada e animalizada natureza de desejos que agora possuímos. Ensinaram que possuíamos em nós a capacidade de formar novos corpos, sem a necessidade da ajuda dos Anjos. Erramos em abusar da sagrada força sexual criadora utilizada para tal.

Assim, nos desviamos do caminho do desenvolvimento evolutivo planejado pelas Hierarquias Criadoras, e nos afundamos nos abismos da materialidade e, com ela, no egoísmo, egocentrismo, na astúcia e na ilusão do poder material.

Chegamos a tal ponto que a maioria perdeu a visão de sua origem espiritual. Atingimos uma condição tão restritiva e cristalizadora que, se não fosse uma rápida e poderosa ajuda, teríamos perdido a oportunidade de continuar evoluindo nesse esquema evolutivo. Ainda mais, com o advento das Religiões de Raça, em que imperava a Lei e o temor, acumulamos dívidas imensas sob a Lei de Causa e Efeito. Não sabíamos como substituir o ódio pelo amor. Nossa Terra estava cristalizando rapidamente.

Foi quando Cristo, em Quem havia florescido o princípio Amor-Sabedoria de Deus, se ofereceu como sacrifício vivo a fim de redimir o povo decaído. O espiritualmente iluminado Jesus, que pertence a nossa onda de vida, cedeu seus Corpos Denso e Vital a este Grande Espírito, Cristo, que pertence à onda de vida dos Arcanjos. Desse modo, Cristo, através desses veículos se manifestou funcionando, vivendo e movendo-se entre a humanidade, demonstrando objetivamente o princípio do amor de Deus, ajudando-nos a compreender que amar a seu irmão o ajudar a evoluir, a se libertar da Lei que imperava.

Mas, a missão do Cristo Cósmico mal havia começado. O Cristo Cósmico é uma Entidade sublime, tão complexa, grande e com tanto poder, que a completa compreensão de Sua Natureza é impossível para nós, no nosso atual estado de desenvolvimento. Sabemos, entretanto, que um Raio do Cristo Cósmico incorporou fisicamente para promover a nova Religião do amor, a Religião do Filho que está destinada a se converter na Religião unificante da onda de vida humana.

Na crucificação, por meio do sangue que fluiu dos ferimentos do corpo de Jesus, Cristo penetrou na Terra e, mediante suas próprias sublimes vibrações, tornou acessível a Iniciação a todo aquele que de coração quiser.

Assim, do centro da Terra, convertendo-se no seu Espírito Planetário, impregnou e rodeou o Planeta com seu Corpo de Desejos, purificando o Mundo do Desejo. Com isso temos a matéria mais limpa e pura de desejos para construir nossos veículos individuais e com os quais podemos criar emoções e desejos mais elevados.

Mais ainda, cada ano Ele volta e repete o processo de purificação mencionado e, por esses repetidos impactos, nossos corpos estão se tornando mais sutis e dóceis. É esse poder, dado anualmente, que vitaliza toda a criação vivente separada.

Foi através dessa intervenção do Cristo que os que ficaram para trás na onda de vida humana tiveram outra oportunidade e aqueles que estavam em perigo de ficar para trás podem, agora, aperfeiçoar os seus veículos, juntando-se aos que lutam por um avanço espiritual.

Todos os anos, em torno de 20 de agosto, quando o Sol transita de Leão para Virgem, o Cristo abandona seu Lar Celestial, que é o Mundo do Espírito de Vida e inicia sua jornada em direção à Terra. Em 21 de setembro, no Equinócio de Setembro, quando o Sol passa de Virgem para Libra, Ele toca a superfície da nossa Terra. Gradualmente penetra em nosso globo e em torno de 21 de dezembro, na entrada do Solstício de Dezembro, chega ao centro da Terra. Ali permanece por quatro dias e meio, irradiando Sua força vital em todas as direções, para a periferia do globo terrestre, a fim de que, não somente a Terra, senão toda a vida em conexão com ela possa continuar existindo e evoluindo.

Depois de dar Sua vida e Seu amor até não poder mais, Ele começa a sair lentamente. A saída completa se dá no Equinócio de Março – em torno de 21 de março. De 21 de março até 21 de junho, data do Solstício de Junho, Ele passa através das regiões superiores e alcança o Mundo do Espírito Divino, o Trono do Pai.

Durante julho, enquanto o Sol permanece no Signo de Câncer e, durante agosto, enquanto transita por Leão, ele está reconstruindo e restaurando seu Espírito de Vida como preparação à nova descida à Terra para lançar novo impulso de luz e de vida espirituais.

Podemos concluir, então, que os Equinócios marcam o tempo em que o Espírito do Sol, Cristo, vem para a Terra e dela se retira, anualmente. Os Solstícios indicam o tempo em que Cristo está ou na Casa Celeste do Pai ou no seu amoroso ato de autossacrifício, quando derrama sobre a Terra e seus habitantes Sua própria vida e amor universal.

Percebam que no Solstício de Dezembro o Cristo nasce na Terra, morre para os céus. Como nós, que quando nascemos aqui, morremos para o mundo espiritual; e quando morremos aqui, nascemos no mundo espiritual.

E, assim como o espírito, quando nasce, vê-se incrustado neste véu carnal, o Espírito de Cristo, encontra-se aprisionado cada vez que nasce na Terra, pois se veste com esse pesado manto físico por nós cristalizado.

Com o nascimento do Cristo na Terra, o espírito de “paz na Terra e boa-vontade entre os homens” prevalece.

Sabendo, agora, o grande sacrifício feito por Cristo anualmente, qual deve ser a nossa aspiração nesta época do ano? Qual senão a de imitar a maravilhosa obra de Deus?

O Aspirante à vida espiritual deve desejar, mais do que nunca, tornar-se um servidor amoroso e desinteressado, um colaborador assíduo do Plano de Cristo. Para conceber essa aspiração, procuremos, durante o ano vindouro, seguir Seus ensinamentos com uma fé e confiança mais complexa.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sol transitando pelo Signo de Áries (março-abril)

Dado que é o Signo inicial do Zodíaco, Áries é o lugar de todo começo.

Sol-transitando-por-Áries Sol transitando pelo Signo de Áries (março-abril)

No ciclo anual do passo solar através dos doze Signos, Áries indica o princípio do ano espiritual. Há sido considerado assim incluído pelas nações que começam seu ano civil em outro ponto do círculo zodiacal. Moisés fixou o começo do ano (Ex 12:2) no mês de Abib (março-abril), porque era o mês da brotação do trigo e dos demais cereais. Também foi ordenado à Moisés que o sacrifício do cordeiro pascal ocorresse quando a Lua Nova estivesse em Áries. No momento do passo anual do Equador pelo Sol, esse estava junto à estrela El Natik, palavra que significa: “perfurado, ferido ou assassinado”. A Lua Cheia estava, então, junto à estrela Al Sheraton, palavra que significa, também, “contundido ou ferido”. A cruz do Equador pelo Sol prefigurava a crucifixão de Cristo Jesus, já que os céus proclamam a chegada dos grandes acontecimentos do destino da humanidade.

As palavras-chaves para Áries são pureza e sacrifício, e seu símbolo, o cordeiro ou o carneiro. Como a vinda do Senhor Cristo à Terra ocorreu durante a Dispensação de Áries, Ele foi denominado o Bom Pastor. A representação familiar o mostra com um cordeiro nos braços.

Quando o Sol entra em Áries anuncia a gloriosa ressurreição, começando a estação anual da transmutação. Então, as águas brancas de Peixes se mesclam com os fogos vermelhos de Áries. Também é, para o ser humano, a época da transmutação, a época mais apropriada para seguir empurrando a pedra de sua velha vida e alcançar todo o poder da consciência “ressuscitada”.

E, assim, o Cristo transcende a agonia do Gólgota, por meio da exaltação do amanhecer da Ressurreição, o Discípulo que tem seguido, com fé e persistência, a Cristo, ascendendo atrás d’Ele pelo íngreme e estreita Trilha, obtém sua própria ressurreição por meio do despertar dos poderes crísticos dentro de si mesmo.

É uma época na qual se pode produzir em seu Corpo-templo uma transformação maravilhosa: uma nova força emana do líquido branco de seus nervos e se mistura com uma nova essência nas correntes vermelhas de seu sangue, união que produz a luz dourada que impregna e rodeia o Corpo de um ser iluminado.

São João se referia a uma transformação desse tipo quando escreveu que nós, algum dia, “caminharemos na luz, como Ele na luz está” (IJo 1:7). Vermelho e branco são as cores de Áries e, também, são as cores da transmutação, tanto no ser humano como na natureza.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Março – como oficiar e como participar

O Estudante Rosacruz oficia o Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Março todos os anos na véspera do Equinócio de Março, que pode variar de um ano para o outro. Para saber o dia exato é só consultar o Calendário Anual da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil.

Perceba que o Ritual é dividido em três partes bem distintas:

1ª – Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);

2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade sobre o Amor Divino e o Serviço.

3ª – Saída – composto por uma música e uma admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: servir amorosa e desinteressadamente exclusivamente a divina essência do irmão e da irmã “que sofre, que chora, que ri” utilizando todos os meios disponíveis: pensamentos, sentimentos, desejos, emoções, palavras, atos, obras e ações.

a) Se você quiser saber exatamente como oficiar, assista o vídeo do nosso canal no Youtube: Tutorias, Dicas e Detalhes dos Ensinamentos Rosacruzes clicando aqui: Como Oficiar o Exercício Esotérico Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Março

b) Se você quiser oficiar o Ritual, então acesse o texto aqui: Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Março

(*) Se quiser a versão em PDF, para imprimir, é só clicar aqui:  Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Março – em PDF

c) Se você quiser “participar” da oficiação como um ouvinte, então é só clicar no áudio abaixo, seguindo as seguintes observações:

  1. se puder prepare o ambiente ouvindo o Adágio da 9ª Sinfonia de Beethoven. Se não a tiver, clique aqui para acessá-la: Adágio Molto e Cantabile – da Sinfonia nº 9 em Ré Menor de L. V. Beethoven
  2. atente para os momentos de: ficar em pé; responder à Saudação Rosacruz; se sentar; no final: responder à Saudação Rosacruz. Se não souber ou tiver dúvidas, dê uma olhada nesse vídeo: Como Oficiar o Exercício Esotérico Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Março
  3. Agora, é só clicar no áudio abaixo:
Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Março – MP3
porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Lua na Tradição Oculta – Parte I – A Significância Espiritual da Lua Nova

A Lua na Tradição Oculta – Parte I – A Significância Espiritual da Lua Nova

Corinne Heline

Os primeiros ensinamentos do Templo foram dados quase no início da civilização. Nenhum desses ensinamento está perdido; mas, através dos tempos foram endereçados aos cuidados das Escolas de Mistérios e ainda estão disponíveis aos “poucos” que estão prontos para recebê-los. Muitos dos belos cerimoniais simbólicos e pertencentes aos antigos Templos de Mistérios foram incorporados às várias Religiões do mundo. Talvez os dois mais importantes desses cerimoniais, levados à primitiva Igreja Cristã, sejam o cerimonial do Batismo e o da Festa do Amor Místico que, na terminologia da igreja, é chamado de Eucaristia ou Sagrada Comunhão.

Esses dois cerimoniais, como observados nos antigos Templos de Mistérios, geralmente eram comemorados nas noites de Lua Nova e Lua Cheia. Os neófitos do Templo eram ensinados que esses são os pontos espirituais elevados de cada mês, porque nas noites de Lua Nova e Lua Cheia há uma liberação adicional de energias espirituais em todo o Planeta Terra, exterior e interiormente.

É significativo que em vários livros do Antigo Testamento o leitor seja advertido contra a participação nos festivais da Lua, e eles são o objeto de muitas repreensões veementes de vários profetas. A razão para isso é que os cerimoniais religiosos pertencentes à Era de Touro, embora belos e puros em suas concepções originais, no tempo do Antigo Testamento degeneraram em feitiçaria e sensualismo do tipo mais degradante. As assembleias da Lua Nova haviam se tornado conclaves sombrios e sinistros, sob a égide dos deuses e deusas da feitiçaria, enquanto as festas da Lua Cheia eram tempos de folia licenciosa, descritos no Antigo Testamento como a adoração ao bezerro de ouro. À parte desses festivais degenerativos, no entanto, havia verdadeiros Mistérios da Lua que eram celebrados nos santuários mais internos do Templo, que sempre foram uma forma da ordem celestial mais elevada e sagrada.

Para o Aspirante no Templo do Mistério, a Lua Nova é uma época de novos começos. É tempo de consagração e dedicação aos mais exaltados ideais aos quais ele aspira. No final de cada mês lunar, portanto, ele examina cuidadosamente, em retrospecto, todas as obras do mês que acabou de terminar e observa em que falhou em viver fiel a esses ideais, tentando descobrir o motivo dessas falhas.

Um dos mais notáveis videntes modernos disse que o único e verdadeiro fracasso que alguém pode conhecer é deixar de tentar; e, assim, o Discípulo do Templo de Mistério tem a oportunidade de rever suas falhas. Por mais lamentáveis que sejam, ele sabe que não são irremediáveis, porque não parou de tentar.

Logo após o festival da Lua Nova e a cada mês, o Discípulo é instruído a se doar a um ideal pessoal ou de um movimento que contribuirá, por menor que seja, para a elevação da humanidade e o aprimoramento do mundo. Isso é feito para provar sua abnegação total e irrestrita, em harmonia com o belo mantra Rosacruz: “O serviço amoroso e desinteressado é o caminho mais curto, mais seguro e mais agradável que conduz a Deus”.

Nos ensinamentos do Templo, o cerimonial batismal era, geralmente, observado nas noites de Lua Nova e a Festa do Amor Místico, ou Eucaristia, nas noites de Lua Cheia.

O serviço batismal que foi organizado para se harmonizar com a lei esotérica está disponível hoje. Simples na forma, ainda que rico em substância espiritual e poderoso em invocação da torrente cósmica.

Os Quatro Elementos são usados nesse cerimonial e cada um é dedicado ao serviço do Aspirante. Eles são: Sal, Óleo, Água e Fogo (Luz). O sinal da Cruz também é usado, como na igreja. A Cruz é um símbolo pertencente aos primeiros ensinamentos do Templo e sua assinatura é um ato litúrgico de “magia” espiritual que sela a unidade do ser humano com o cosmos. É um símbolo cósmico em ação. Ele invoca as bênçãos de Câncer, a Hierarquia do Norte; Capricórnio, a Hierarquia do Sul; Leão, a Hierarquia do Oriente; Aquário, a Hierarquia do Ocidente. Câncer representa os Elementos da Água; Capricórnio, os da Terra; Leão, o do Fogo e Aquário, o do Ar.

Uma bênção é pedida aos quatro grandes Seres que operam através dos Quatro Elementos Cósmicos que são tão importantes no trabalho evolucionário do nosso Planeta Terra e dos seres residentes nele.

Na bênção dos Quatro Elementos, o sinal da Cruz é feito primeiro no Coração e depois na testa; sendo o Coração o núcleo de amor do corpo e a cabeça, o centro da Mente. O ponto crucial dos ensinamentos do Templo sempre foi a unificação das forças da Mente com as do Coração. A Bíblia nos mostra que devemos aprender a pensar com o Coração e a amar com a Mente. Quando essas duas forças são estabelecidas em equilíbrio dentro do ser humano, ele “nasce” como um Iniciado. É a união das duas forças cósmicas que a Bíblia retrata simbolicamente como uma Festa do Casamento Místico. É com uma Festa do Casamento Místico que o Evangelho Segundo São João começa. São João foi o mais avançado dos Discípulos de Cristo e, por isso, seu Evangelho contém os ensinamentos do Templo mais exaltados já dados ao mundo.

Um por um, os Quatro Elementos Sagrados são abençoados para o serviço do Aspirante. Em primeiro lugar, o Elemento Sal, símbolo de pureza: a pureza do alimento que sustenta e nutre o Corpo Denso; a pureza do amor que desperta o Coração; a pureza do pensamento que ilumina a Mente; a pureza da ação que embeleza a vida. Aquele que realiza o rito batismal coloca suas mãos sobre o Sal em bênção e, então, faz o sinal da Cruz no Coração do Aspirante, dizendo: Cristo ensina que somente os puros de Coração verão a Deus”. Em seguida, o sinal da Cruz é feito na testa, com as palavras: “Quando a pureza é alcançada na consciência do ser humano, isso é conhecido como um grande poder espiritual. Do servo de Deus é dito que sua força é como a força de dez, cujo Coração é puro”.

Então as mãos são colocadas em bênção sobre o Óleo, que é o símbolo da harmonia, unidade, cooperação, da cura, do companheirismo, da fraternidade. Novamente o sinal da Cruz é feito no Coração, com as palavras: “Se andarmos na Luz como Ele está na Luz, seremos fraternais uns com os outros”. E novamente o sinal da Cruz é feito na testa, com as palavras: “Que a aspiração do seu pensamento o eleve sempre à realização harmoniosa com o ideal da Paternidade de Deus e da Fraternidade do Homem”.

Em seguida, as mãos são colocadas em bênção acima da vela acesa, pois o Fogo é o símbolo da fé e a fé tem sua casa no Coração. O sinal da Cruz é feito no Coração e as palavras são pronunciadas: “Que a bela fé de uma criança viva sempre e floresça em seu Coração”. O sinal da Cruz é, então, feito na testa, junto às palavras: “Cristo disse: se tiverdes fé como um grão de mostarda, tudo quanto pedirdes será feito a vós”.

Em seguida, as mãos são abençoadas acima da vela acesa. São João deu a única descrição perfeita da Luz quando disse: “Deus é Luz”. Ao que acrescentou: “Deus é Amor”. Mais uma vez o sinal da Cruz é feito acima do Coração: “Que este Amor-Luz celestial sempre brilhe em seu Coração e ilumine sua vida e a vida de todos aqueles que você encontrar”. Novamente o sinal da Cruz é feito na testa e as palavras de São Paulo são ditas: “Que esteja em vós aquela Mente que também estava em Cristo Jesus”.

Agora, as mãos são colocadas na Água; mais uma vez é abençoada e algumas gotas são colocadas sobre a cabeça do aspirante no encerramento da bênção: “Que você ande sempre na Luz como Ele está na Luz e que você sempre viva, mova-se e tenha seu ser n’Ele. Amém”.

O cerimonial do batismo ocupou um lugar de destaque na vida da primitiva comunidade Cristã. Foi observado em muitas estações; talvez a mais importante delas sendo o Sábado Santo, à noite, imediatamente antes do amanhecer da Páscoa. Foi nessa época que os recém-batizados foram encontrados esperando para tomar parte naquela gloriosa procissão da Páscoa, que ocorre nas altas esferas espirituais e que é conduzida por nosso bendito Senhor, o Cristo.

(Publicado na Revista New Age Interpreter – Corinne Heline – first quarter, 1963 – traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

05-Mês de Maio: Ascensão do Senhor Cristo

“O curso anual dos acontecimentos, Páscoa e Ascensão do raio Crístico ressuscitado, coloca-nos em idêntica posição à dos Apóstolos quando seu querido Mestre se afastou. Ficamos inconsoláveis e desanimados. O mundo parece um monótono deserto. Não conseguimos atinar qual é o motivo dessa tristeza.

Mas ela é tão natural quanto os fluxos e refluxos das marés, como os dias e as noites. Tais oscilações são inerentes a atual fase de nossa evolução onde vigoram os ciclos alternantes.

Contudo, existe um sério perigo na atitude mental negativa. Se permitirmos que ela nos domine, é possível que abandonemos nosso trabalho no mundo e convertamo-nos em desiludidos sonhadores. Perdendo o equilíbrio podemos provocar severas críticas contra nós, aliás, muito pertinentes.

Este tipo de conduta é inteiramente reprovável”.

Uma das mais lindas festividades do ano é a da Ascensão, que acontece quando o Sol passa por Touro (maio) indo para Gêmeos (junho).

É quando falanges após falanges de Seres Celestiais se ajoelham para adorar a presença exaltada de Cristo, e mesmo as estrelas se unem em uma sinfonia proclamando Sua majestade e glória.

Durante essa festividade divina, Sua radiação permeia a Terra com uma refulgência impossível de descrever, tornando resplandecente, ambos, os reinos espirituais e físico.

Como a natureza está em perfeita harmonia com as correntes elevadas do Cristo durante os quarenta dias entre a Ressurreição e a Ascensão, o período é de um significado espiritual tão elevado que é um esperançoso tempo para o discípulo despertar, dentro de si mesmo, os poderes de Clarividência, Clariaudiência e outros dons do espírito pertencentes ao verdadeiro discipulado”. Quando o Senhor Cristo faz Sua ascensão, os reinos internos assumem a aparência de uma massa fundida de ouro brilhante.

Sobre a região da Terra conhecida como a Terra Santa, acha-se localizado o reino descrito ao longo da Bíblia como a Nova Jerusalém, no qual se acha situado o Templo Cristão dos Mistérios. Nesse Templo etéreo realiza-se, cada mês, o sublime Cerimonial que tem relação com acontecimentos importantes na vida de nosso abençoado Senhor e Sua mãe, a Virgem Maria.

Cada acontecimento, desde o Nascimento à Ascensão, mencionado no Novo Testamento representa uma experiência espiritual definida que deve, subsequentemente, ocorrer dentro de nós mesmos, pois cada um de nós é um Cristo em formação.

Foi no momento da Sua crucificação que o Cristo deixou o corpo de Jesus, no qual Ele tinha funcionado durante Seu ministério de três anos entre os seres humanos, e transferiu o Seu próprio Espírito para o corpo planetário para, assim, se tornar o seu Regente. Há um significado profundo nas palavras que Ele pronunciou aos Seus Discípulos depois da Ressurreição: “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue.” (N.T.: Mt 28:18).

A Ascensão: “Todo o poder é dado para Mim no céu e na terra.” (Mt 28:18), foram as palavras da saudação de Cristo aos seus discípulos quando Ele estava no cenáculo superior sagrado, após a Ressurreição. Isto significa que por meio do Seu sacrifício no Calvário, Ele agora tinha se tornado o verdadeiro Senhor e Espírito Planetário da Terra.

O Cristianismo Esotérico ensina que o Gólgota não foi o fim. Na verdade, foi o início do sacrifício redentor anual de Cristo para todo o nosso planeta.

Durante o intervalo sagrado que constitui os “quarenta dias” místicos entre a Ressurreição e a Ascensão, Cristo se ocupou de muitas obras relacionadas não somente com a raça humana, mas com todas as ondas de vida que vivem na Terra. Este trabalho incluiu as várias Raças e Espíritos-Grupo que são os guias das várias ondas de vida em evolução. Para cada um, Ele deu um novo ímpeto de altruísmo e unidade, e Ele também acelerou o tom vibratório de cada um, que vibra no padrão cósmico ou arquétipo. Na realidade, com Sua vinda, toda a Terra canta uma nova canção.

Vão para a Galileia e Eu encontrarei vocês lá.” (Mt 28:16). Cada aparição aos discípulos sustenta um significado profundo e uma promessa de maiores poderes espirituais.

E, levantando as suas mãos, os abençoou, e quando Ele os abençoou, Ele estava à frente deles e foi levado para o céu” (At 1:10).

Na “ressurreição dos mortos”, a cerimônia mística ensina que a morte não existe, e pela “Ascensão” ensina-se que a vida eterna é a herança do Iniciado. “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Irei preparar um lugar para vocês.” (Jo 14:2).

No Grau da Ascensão, o Cristo abriu o caminho, deste modo, qualquer pessoa pode ascender com Ele e compartilhar a elevada comunhão dos reinos espirituais.

Não é o Cristianismo apenas que ensina o caminho da Iniciação. A fórmula da iniciação foi incorporada em todas as grandes religiões do mundo, nos principais eventos das vidas dos Grandes Mestres e Salvadores onde esse ensinamento é o acontecimento principal.

Conforme a nova Era de Aquário se aproxima mensageiros dos reinos da Luz vem para estabelecer uma comunhão íntima entre o Cristo, os discípulos e todos aqueles na Terra que aspiram seguir o ritual místico com seus doze passos ou graus, tal como se há indicado acima.

No mundo da alma, o verdadeiro discípulo ainda experimenta, hoje, o sofrimento e a crucificação de toda a raça humana, e o Cristo, também, continua sofrendo a crucificação permanente. Ele está, todavia, conosco até o fim dos tempos, como Ele disse, e a Libertação que ele oferece para nós é a Consumação da Cruz. As Litanias da Crucificação são cantos de iniciação que tratam sobre a fórmula Iniciática, como é descrita nos Evangelhos. A nota chave desta realização é: “Que o Cristo se forme em ti”.

A correspondência astrológica da Ascensão é mostrada na análise esotérica dos Evangelhos – onde vemos que os acontecimentos marcantes da vida de Cristo são em número de doze. A Ascensão é o número 12.

Estes doze passos sustentam uma conotação astrológica interessante, por isso que se diz, verdadeiramente, que a primeira Bíblia do ser humano foi o Zodíaco, em que ele aprendeu a ler as verdades espirituais. Lá ele decifrou os sinais enigmáticos que revela a vida dos Deuses Salvadores e, por ela, o Iniciado Cristão lê a história da vida do Cristo.

A roda zodiacal dos céus é feita por doze constelações de Signos, onde os Astros (o Sol, a Lua e os Planetas) viajam ao redor do céu, conforme podem ser vistas tendo a Terra como referência. Antigos astrônomos descobriram que tais Signos celestiais, pareciam ter influência sobre questões terrenas, e assim, se originou a ciência da Astrologia. Observou-se que as influências dos Astros eram mais fortes em alguns Signos do que outros. O Signo em que o Astro expressava seus maiores potenciais é que o REGIA e é considerado seu lar, onde o Astro revela sua pureza de influência, sem qualquer mescla com outras qualidades de diferentes naturezas. Do mesmo modo, um Astro é, igualmente, forte no SIGNO DE SUA EXALTAÇÃO, embora de um modo diferente do que a regência. As qualidades de exaltação de um Astro somente alcançam plenitude por meio da Iniciação, que liberta, dentro da Alma, o correspondente aspecto das forças astrais.

É interessante notar que a EXALTAÇÃO e a RESSURREIÇÃO foram utilizadas pelos primeiros Padres da Igreja em termos intercambiáveis, que compreendia a relação entre o desenvolvimento espiritual do ser humano e as estrelas no céu, acima dele. Eles sabiam que na Consciência de Cristo, a humanidade aprenderia a cooperar, inteligentemente, com os Poderes Cósmicos, cujas ações do destino do ser humano eram reveladas no horóscopo.

Quando astrólogos falam de Astros e Signos que os regem, eles se atêm, principalmente, a assuntos físicos e materiais.

O esoterista, que estuda o lado oculto da ciência das estrelas, fala sobre a exaltação dos aspectos de um Astro considerando a sua natureza espiritual, conforme os assuntos. No caso da Ascensão: Netuno exaltado em Câncer. A divindade chamada de Cristo Interno eleva o ser humano aos altos reinos suprafísicos, onde o espírito pode entrar em muitas moradas preparadas por ele pelo Cristo Cósmico.

(Você pode ter mais material para estudos em: Cap. III – Ensinamentos de um Iniciado – Max Heindel; O Maravilhoso Livro das Épocas – Vol. VI – Vol. VII – Vol. X – Corinne Heline; Ao Longo do Ano com Maria – Introdução – Corinne Heline)




porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Páscoa mostra que ainda a humanidade dorme, enquanto Cristo sofre

A Páscoa mostra que ainda a humanidade dorme, enquanto Cristo sofre

A Páscoa (passagem), em seu aspecto cósmico, marca a libertação anual do Cristo, crucificado em nosso Planeta. É a ascensão do Senhor do Amor aos reinos celestiais. Os grandes Iniciados místicos, em sua refinada sensibilidade, percebem o coro angélico saudando-O gloriosamente. A infusão de Sua energia na Terra, a cada novo ciclo, inaugura um período de crescimento, promovendo a intensificação das atividades nos reinos vegetal, animal e humano. As plantas crescem e florescem, os animais se multiplicam, e o ser humano sente-se fortalecido, para enfrentar os combates da vida, deles extraindo o “pão da alma”.

O Aspirante Rosacruz deve se esforçar ao máximo para compreender que ocorre, realmente, nessa época do ano. Uma importante lição a ser aprendida é a de não existência da morte; o que há é uma transição de uma esfera de atividade para outra.

Como espíritos em busca de experiência estamos crucificados no Corpo Denso. As condições restritivas da materialidade, as enfermidades a que está sujeito o organismo humano, as vicissitudes naturais dessa existência constituem sofrimento intenso para o espírito. A chamada morte, portanto, não nos deve causar horror.

Nada mais é do que uma libertação, uma passagem (Páscoa) para planos superiores de consciência. Sabemos pelo relato evangélico como, no Getsemani, Cristo se sentiu tomado de pavor e angústia. São Tiago, São João e São Pedro dormiram. Hoje, o quadro não é muito diferente. Apesar de todo progresso religioso e moral, grande parte da humanidade ainda dorme, enquanto Cristo sofre.

Cabe, àqueles conscientes desse processo cósmico, realizar algo para apressar o dia da libertação. Então, exclamaremos num só: Consumatum Est.

(publicado na Revista O Encontro Rosacruz da Fraternidade Rosacruz de Santo André-SP de abril/1982)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Páscoa: um dia, como Cristo em formação, seremos libertados da prisão do Corpo Denso e da Personalidade

A filosofia oculta ensina: o ser humano é realmente “feito à imagem e semelhança” (ESPIRITUAL) de Deus, sendo dotado, em potencial, de todos os Seus poderes. Assim, o espírito é tríplice, como Deus. Seu Espírito Divino corresponde ao atributo da Vontade, em Deus: seu Espírito de Vida corresponde ao aspecto Sabedoria, de Deus, e o seu Espírito Humano corresponde ao princípio da Atividade, no seu Criador. Isso demonstra que o princípio Crístico encontra-se no interior do ser humano e a sua contraparte é o Corpo Vital, ou etérico.

É o trabalho especial, por assim dizer, o programa de nossa época, permitir o desenvolvimento do nosso Cristo interno, a fim de que possa brilhar através das trevas de nosso mundo materialista e de nossos corpos inferiores, tecendo o Vestido Dourado de Bodas, o “soma psuchicon” mencionado por São Paulo.

O Espírito de Vida contém registros indeléveis de todas as faculdades, talentos e sabedoria alcançados pelo Tríplice Espírito nas vidas passadas. Esse registro, chamado hoje de “Memória Supraconsciente”, manifesta-se como consciência, caráter e, às vezes, como “orientador” compelindo-nos à ação vez por outra frontalmente contrária à nossa razão e desejos. Pode também, imprimir sua mensagem diretamente no Éter Refletor do Corpo Vital. Essa mensagem é levada pelo sangue até o coração, de onde é transmitida ao cérebro através do nervo pneumogástrico. O impulso é chamado de “intuição” e traz ao corpo humano, chamado por São Paulo de “veste da corrupção”, as frequências de alta vibração do Mundo do Espírito de Vida, instando a Personalidade a obedecer a Lei do Amor, que é o Caminho da Libertação.

Astrologicamente falando, o poder da intuição é governado pelo Planeta Urano, e pelo Signo Aquário.

Pessoas que têm esses aspectos fortemente marcados em seus horóscopos, são notavelmente intuitivas. Elas lutaram nas vidas passadas para cultivar um interesse e um amor impessoal, abrangendo não somente a família, a comunidade ou povo, mas sim TODOS OS SERES HUMANOS, sem diferença de casta, credo ou cor. É objetivo da humanidade ocidental ampliar, fortalecer, e intensificar o impulso da INTUIÇÃO, porque ela há de tomar o lugar da razão, como o tribunal mais elevado do ser humano. Isso ajudará, e muito, para se chegar a uma solução dos problemas que a humanidade enfrenta hoje, e que são o resultado da escravidão do ser humano às ordens de sua mente, impregnada de desejos egoístas e inferiores.

Para esquematizar o método próprio para o desenvolvimento da faculdade da intuição, o Aspirante deve conhecer, em primeiro lugar, o funcionamento do Corpo Vital, — a contraparte do Espírito da Vida.

É composto de quatro Éteres, e interpenetra os átomos do corpo físico. Os dois Éteres inferiores – Químico e de Vida – são o canal das forças responsáveis pela assimilação, crescimento e propagação. Os dois Éteres superiores, — o Luminoso e o Refletor — são formados novamente em cada vida, e sua qualidade depende da natureza e quantidade de serviço que o indivíduo prestou aos seus semelhantes. Purificamos os nossos Corpos de Desejos através da oração, pureza de pensamentos, e concentração, sensibilizando ao mesmo tempo o Corpo Vital, enquanto que amando e servindo aos nossos semelhantes, tecemos o Dourado Manto Nupcial formado pelos dois Éteres superiores — o elo entre o Espírito de Vida (morada do Cristo) e o coração. Há uma correlação entre esses fatores: quanto maior e mais luminoso o Dourado Manto Nupcial, mais forte é a faculdade da intuição. Funcionamos nesse veículo luminoso quando o nosso corpo físico repousa adormecido e saímos do corpo, consciente ou inconscientemente. É através desse mesmo veículo que o ser humano é “ressuscitado” e pode “ascender” aos mundos superiores após a “morte”. Assim, despertamos a voz interna, formando esse veículo resplandecente do qual São Paulo falava e atingimos a libertação, no mais profundo sentido da palavra.

É de particular importância para quem deseja desenvolver a faculdade da intuição notar no “Pai Nosso” — que é uma fórmula algébrica para a elevação e purificação de todos os veículos do ser humano — a petição do Espírito da Vida, para a sua contraparte, o Corpo Vital: “Perdoai as nossas dívidas, como nós perdoamos aos nossos devedores”. Essa oração ensina a doutrina da remissão dos pecados nas palavras “perdoai as nossas dívidas” e a doutrina da Lei de Consequência nas palavras “como nós perdoamos”, fazendo de NOSSA ATITUDE PARA COM OS OUTROS a medida de nossa emancipação. É óbvio, dessa maneira, que o Estudante desejoso de obter a intuição ensejada pelo Espírito de Vida (Cristo) deverá e com bastante assiduidade cultivar uma atitude de PERDÃO!

Num futuro remoto, quando a humanidade, como um todo, tenha desenvolvido suficientemente seus poderes coletivos mediante um RETO VIVER COLETIVO, o Cristo estará finalmente livre, podendo retirar-se definitivamente do Planeta.

Da mesma forma, quando um indivíduo desenvolver os seus atributos divinos suficientemente poderá sair de seus veículos físicos, de sua “prisão” e estará apto a executar maiores trabalhos nos Mundos invisíveis, vestido como já vimos do seu luminoso veículo etérico.

A Páscoa é assim: não somente o tempo da Libertação do nosso Espírito Planetário o Cristo, um sacrifício que deveria evocar em nós o máximo de gratidão e confiança.

É também a magna segurança para as nossas almas de que algum dia cada ser humano, como Cristo em formação, será libertado da prisão do Corpo Denso e da Personalidade.

O Espírito Interno, que é o “Homem Real”, aprende vida após vida, em ciclos sem número, a viver de acordo com as Leis de Deus, transcendendo finalmente a ilusão dos sentidos, e se libertando, no mais profundo sentido da palavra, da ignorância, do sofrimento e da morte, e entrando num outro estado de consciência, glorificado, iluminado e cheio de paz.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de abril/1975-Fraternidade Rosacruz em São Paulo-SP)

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