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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Construindo para a Vida Futura

Setembro de 1916

Você sabe, é claro, que a Fraternidade Rosacruz ensina o renascimento é um fato na Natureza, e você acredita nessa doutrina porque ela explica tantos fatos da vida que, de outra forma, não conseguiríamos explicar. Mas, eu me pergunto quantos Estudantes realmente levaram a sério o uso prático dessa verdade e estão fixando sua atenção sobre ela, moldando-se consciente e sistematicamente na construção do seu ambiente para vidas futuras?

É verdade que no Segundo Céu dedicamos todo o nosso tempo criando o ambiente para nossa vida futura, moldando a terra e o mar, provendo as condições para a flora e fauna e, de modo geral, dando forma as coisas que nos proporcionarão um ambiente propício para a nossa próxima vida aqui. Mas, fazemos tudo isso de acordo com a maneira como tenhamos vivido aqui nesta vida presente. Se temos sido preguiçosos, descuidados e negligentes, vivendo de uma maneira despreocupada, é improvável que, quando chegarmos no Segundo Céu, tenhamos cuidado para formar um solo fértil, que possamos cultivar mais tarde. Assim, na nossa próxima existência – ou renascimento aqui – nos encontraremos, provavelmente, com precários meios de existência e, sob o açoite da necessidade, aprenderemos a agir melhor, a nos esforçar.

Da mesma forma acontece com a nossas qualidades morais. Quando estivermos prontos para descer ao próximo renascimento, só podemos incorporar em nossos novos veículos o que acumulamos nesse renascimento presente. Por conseguinte, é sábio começarmos agora essa tarefa, quando a nossa próxima vida está, ainda, no estágio de moldagem a transformar os nossos ideais no que gostaríamos que fossem e a criar o ambiente no qual gostaríamos de ser colocados.

Em primeiro lugar e sem dúvida alguma, estamos de acordo que os nossos Corpos atuais não são como desejaríamos que fossem. Doenças de todos os tipos atormentam a maioria das pessoas; algumas estão sujeitas a dores por toda a vida e ninguém consegue atravessar a vida, desde o berço até o túmulo, sem ter experimentado, pelo menos, algum sofrimento. Por isso, cada um de nós pode muito bem se imaginar em uma existência futura provido de um Corpo pleno de saúde, livre das doenças que constituem agora a nossa pior herança.

Em relação às nossas faculdades morais e mentais, também estamos longe da perfeição, portanto, e cada um de nós pode, portanto, abordar com proveito o tema do aperfeiçoamento dessas faculdades. Percebemos que temos um espírito crítico, uma língua afiada, um temperamento impetuoso ou outras falhas semelhantes que nos indispõem com os outros e tornam a vida ao nosso redor pouco agradável? Pois bem, ao mantermos em mente e visualizarmos o nosso próprio ideal para o futuro – conservando o equilíbrio em todas as circunstâncias, ser dóceis e comedidos no falar, gentil e afetuosos, etc. – construiremos esses ideais como pensamentos-forma que levaremos, já formados dentro de nós para a próxima vida. E o resultado será de acordo com a intensidade da concentração que aplicarmos ao assunto. Na medida em que nos esforçarmos agora para cultivar e aspirar tais virtudes, nós a possuiremos então; e isso também se aplica às faculdades. Se agora somos desleixados, pela aspiração de manter a ordem em nossa vida, mais tarde recuperaremos essa virtude. Carecemos do senso de ritmo? Muito bem, ele pode ser nosso no futuro, se o pedirmos agora. A habilidade mecânica ou qualquer outra aptidão que seja necessária para nos fornecer uma experiência de vida que buscamos pode ser adquirida da mesma forma.

Portanto, devemos, sistematicamente, reservar um certo tempo nos intervalos dos nossos deveres, tão compatíveis com nossos outros deveres, para pensar no futuro e planejar para o próximo renascimento – que tipo de Corpos, quais faculdades, virtudes e que ambientes desejamos. Quando estivermos aptos para fazer, inteligentemente, a nossa escolha, sem dúvida, teremos muito mais liberdade do que se não tivéssemos pensado sobre o assunto.

Você entende, é claro, que a forma mais elevada de aspirar à virtude é o esforço constante em praticá-la em nossa vida diária. Mas, enquanto nos esforçamos para cultivar as virtudes, como devemos, pela prática, é científico planejar, com antecedência, o uso que faremos da vida futura, assim como planejamos agora o uso do dia que está diante de nós. Confio que essa ideia se enraíze em cada Estudante e que seja consistentemente levada a sua consumação legítima, pois, dessa forma, certamente, terá um efeito maravilhoso sobre o nosso próprio futuro e o mundo ao nosso redor.

(Cartas aos Estudantes – nº 70 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático – Nosso Trabalho em Nossos Corpos: Consciente e Inconscientemente

Pergunta:  De onde o pintor tira sua inspiração?

Resposta: Principalmente do Mundo das cores – o Mundo do Desejo.

Pergunta:  Por que a música é diferente e superior a todas as outras artes?

Resposta:  Isso pode ser compreendido quando refletimos que uma estátua ou uma pintura, quando criada, é permanente, enquanto a música é mais elusiva e deve ser recriada cada vez que a ouvimos, se quisermos ter toda a fidelidade do criador.

Pergunta:  A música pode ser aprisionada por dispositivos mecânicos?

Resposta:  Sim, mas a música assim produzida perde muito da doçura comovente que possui quando vem fresca do seu próprio Mundo.

Pergunta:  Qual é o órgão sensorial mais perto da perfeição do nosso Corpo Denso?

Resposta:  O ouvido.

Pergunta:  Por que o ouvido está mais perto da perfeição do que o olho?

Resposta:  Porque o ouvido ouve todos os sons sem distorção, enquanto o olho frequentemente distorce o que vemos.

Pergunta:  Além do ouvido musical, o que mais o músico deve aprender a construir?

Resposta:  Uma mão longa e fina com dedos finos e nervos sensíveis.

Pergunta:  Por que ninguém pode habitar um Corpo mais eficiente do que ele é capaz de construir?

Resposta:  Porque primeiro aprendemos a construir um Corpo de certo nível e depois aprendemos a viver nele. Dessa forma, aprendemos a discernir seus defeitos e nos é ensinado a remediá-los.

Pergunta:  Em que trabalhamos inconscientemente durante a nossa vida pré-natal?

Resposta:  Na construção dos nossos Corpos.

Pergunta:  Quando trabalhamos conscientemente na construção dos nossos próprios Corpos?

Resposta:  Quando atingimos o nível onde a quintessência dos nossos Corpos anteriores já foi totalmente assimilada e não temos mais lições a aprender aqui; então trabalhamos conscientemente na construção dos nossos Corpos.

Pergunta:  O que fornece poder a nós para construir Corpos para uma nova vida aqui?

Resposta:  Quanto mais avançamos e quanto mais trabalhamos em nossos veículos, com o objetivo de torná-los imortais, mais poder temos para construir Corpos para uma nova vida aqui.

Pergunta:  Quando um Estudante Rosacruz avançado no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz começa a construir conscientemente os seus próprios Corpos?

Resposta:  Algumas vezes, assim que o trabalho durante as três primeiras semanas (que pertence exclusivamente à mãe) é concluído.

Pergunta:  Quando a “Epigênese” começa?

Resposta:  Quando o período de construção inconsciente termina, temos a chance de exercer nosso nascente poder criador. Então, o verdadeiro e original processo criador começa.

Pergunta:  Onde aprendemos a construir nossos veículos?

Resposta:  Nos Mundos celestes.

Pergunta:  E onde aprendemos a usar nossos veículos?

Resposta:  No Mundo Físico, renascidos aqui na Região Química do Mundo Físico.

Pergunta:  O que a Natureza nos fornece e nos ensina?

Resposta:  A Natureza fornece todas as fases da experiência, de maneira tão maravilhosa e com uma sabedoria tão consumada que, à medida que aprendemos a ver mais profundamente seus segredos, ficamos mais impressionados com nossa própria insignificância e ganhamos uma reverência cada vez maior por Deus.

Pergunta:  O que pode ser deduzido da grande complexidade da natureza?

Resposta:  A existência factual de um Autor Divino e inteligente do Universo.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de novembro/1920 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Música como um poder construtor: nossos instrumentos necessários para utilizá-la aqui e nos outros Mundos

No nosso progresso nesse Esquema de Evolução existem hoje quatro classes distintas de irmãos e irmãs que estão evoluindo:

  1. Os fracassados, aqueles que definitivamente fracassaram no Esquema de Evolução atual, e terão que voltar ao início (em outro Grande Dia de Manifestação de Deus) e começar tudo novamente;
  2. Os atrasados, que se trabalharem arduamente, terão uma oportunidade de alcançar nosso atual Esquema de Evolução e prosseguir;
  3. Os que seguem somente a base da necessidade de que estão lentamente aprendendo suas lições e, sem dúvida, serão bem-sucedidos, se continuarem no Caminho da Evolução;
  4. Os pioneiros, aqueles que avançaram e, consequentemente, estão na vanguarda da evolução, à frente nesse Esquema de Evolução.

Os do última classe estão se tornando os orientadores e líderes das segunda e terceira classes acima. Os principais, entre eles, são os Irmãos Leigos, os Adeptos e os Irmãos Maiores, que compõem as sete Escolas de Mistérios (ou Iniciações) Menores e as cinco de Mistérios (ou Iniciações) Maiores (ou Cristãs) que hoje existem na Terra.

Num passado longínquo, as principais lições que devíamos aprender estavam relacionadas à construção do Corpo, incluindo os Corpos Denso, Vital e de Desejos. Enquanto fazíamos esse trabalho, éramos dirigidos e ajudados pelas onze Hierarquias Criadoras que precederam a nossa própria (a Hierarquia Criadora de Peixes), e pelos mais avançados pertencentes a nossa Hierarquia Criadora. Do Período de Saturno até a Época Lemúrica do Período Terrestre, éramos hermafroditas e capazes de produzirmos corpos por meio do duplo poder da nossa própria força sexual criadora, isto é, nosso poder de atividade germinadora. Não tínhamos a Mente, portanto, fazíamos nosso trabalho de forma automática, e nós, o Ego, estávamos inteiramente fora dos nossos Corpos. Um registro de todo trabalho feito era fielmente impresso nos separados Átomos-sementes dos nossos três veículos Corpos: de Desejos, Vital e Denso que, então possuíamos. Havia somente três Átomos-sementes, um para cada um dos veículos, até que nos foi dado o germe da Mente (pela Hierarquia Criadora Senhores da Mente), o que resultou em um total de quatro veículos (três Corpos e um veículo incipiente) e quatro Átomos-sementes. Tanto os três Corpos como a Mente são construídos (vida após vida) por meio do poder incorporado dentro dos respectivos Átomos-sementes. O Átomo-semente é uma partícula minúscula, invisível e sonora da substância do Espírito, e é propriedade exclusiva daquele a quem foi dada.

Quando progredimos o suficiente para o próximo passo nesse Esquema de Evolução, houve uma separação dos poderes positivo e negativo (Vontade e Imaginação, respectivamente) da força da atividade germinadora em cada um, ou seja, da força sexual criadora. Metade dessa força foi dirigida para cima, para construir um cérebro e uma laringe. Cessamos de termos o poder de produzir novos corpos sem o auxílio de outro ser humano. Assim, quando renascemos manifestando ativamente o polo positivo da força sexual criadora nos expressamos com um ser do sexo masculino (com órgãos sexuais e aparelho genital masculinos). Quando renascemos manifestando ativamente o polo negativo da força sexual criadora nos expressamos com um ser do sexo feminino (com órgãos sexuais e aparelho genital feminino). Como resultado, o ser feminino, a mulher, expressa facilmente a polaridade positiva no plano mental (Pensamento Concreto), e o ser masculino, o homem, expressa facilmente a polaridade negativa no plano mental (Pensamento Concreto). No plano físico, inverte: o ser feminino, a mulher, expressa facilmente a polaridade negativa, e o ser masculino, o homem, expressa facilmente a polaridade positiva.

Uma das razões para a construção de um cérebro e de uma laringe era que o germe da Mente estava prestes a ser nos dado. A Mente, assim, precisava de um veículo físico capaz de conectá-la com o Mundo Físico. Ainda não éramos capazes de contatá-lo, exceto em uma consciência de sono com sonhos. Outra razão era que tínhamos que passar por essa fase de se expressar por meio de polaridades em cada renascimento, o que facilita a aprendizagem das lições para, depois começarmos o caminho que nos levará a expressar o poder da força de atividade geradora – a força sexual criadora – novamente em um único ser de modo a reproduzir os nossos veículos por meio do poder do pensamento e da palavra falada, usando o cérebro e a laringe como nossos instrumentos.

(Leia mais no Livro A Escala Musical e o Esquema de Evolução – Fraternidade Rosacruz)

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