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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que significa, no Credo dos Apóstolos e na Bíblia, a ressurreição do Corpo?

Resposta: O Credo dos Apóstolos só foi composto séculos depois dos Apóstolos terem falecidos, e então passou a ser interpretado como a expressão daquilo em que eles acreditavam. Nem eles, nem a Bíblia ensinam a ressurreição do Corpo. Essa expressão não se encontra em nenhum lugar na Bíblia. Na versão do Rei Jaime[1], lemos (Jó 19:26), “ainda que os vermes devorem a minha pele, em minha carne verei a Deus”, e essa passagem é o principal argumento dos que se esforçam para estabelecer essa doutrina absurda. No entanto, os tradutores nomeados pelo Rei Jaime eram estudiosos do hebraico com pouca experiência, e a maioria morreu antes da tradução estar completa. Na Versão Revisada[2], encontramos outra interpretação, que diz: “E depois da minha pele, também esse corpo será destruído; então, sem a minha carne verei a Deus“. A carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus; portanto, qual seria a utilidade de ter um corpo tal como o que temos agora? Além disso, este corpo precisa ser perpetuado no presente, e aprendemos que na ressurreição não haverá casamentos – outro argumento que demonstra que será usado um veículo diferente do carnal. Ademais, é um fato científico conhecido e já estabelecido que os átomos de nossos Corpos Densos estão constantemente se renovando[3]. Ora, se houver uma ressurreição do Corpo, quais seriam os conjuntos de átomos que apareceriam no corpo ressuscitado? Ou, se cada átomo que já esteve em nosso corpo, desde o nascimento até a morte, estiver presente nesse corpo ressuscitado, não seria uma enorme aglomeração, visto que teríamos então corpos imensos compostos de várias camadas? Seria, de fato, um enigma científico. Ora, como diz S. Paulo, “O que semeias não readquire vida a não ser que morra. E o que semeias não é o corpo da futura planta que deve nascer, mas um simples grão de trigo ou de qualquer outra espécie. A seguir, Deus lhe dá corpo como quer; a cada uma das sementes ele dá o corpo que lhe é próprio.” (ICor 15:36-38).

(Do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Pergunta Nº 75 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: A Bíblia do Rei Jaime (ou Tiago), também conhecida como Versão Autorizada do Rei Jaime (em inglês: Authorized King James Version), é uma tradução inglesa da Bíblia realizada em benefício da Igreja Anglicana, sob ordens do rei Jaime I no início do século XVII. É o livro mais publicado na língua inglesa, sendo considerado um dos livros mais importantes para o desenvolvimento da cultura e língua inglesa.

[2] N.T.: A Versão Revisada (RV) ou Versão Revisada Inglesa (ERV) da Bíblia é uma revisão britânica do final do século XIX da Versão do Rei Jaime. Foi a primeira (e continua sendo a única) revisão oficialmente autorizada e reconhecida da Versão do Rei Jaime na Grã-Bretanha. O trabalho foi confiado a mais de 50 estudiosos de várias denominações na Grã-Bretanha. Estudiosos americanos foram convidados a colaborar por correspondência. Seu Novo Testamento foi publicado em 1881 e seu Antigo Testamento em 1885.

[3] N.T.: Os átomos do Corpo Denso se renovam, pois os átomos que compõem nosso Corpo Denso entram por meio do ar, da comida e da bebida que consumimos e são substituídos constantemente ao longo da vida. Embora algumas células (compostas por átomos), como as do revestimento do estômago, se renovem rapidamente (cerca de 4-5 dias), outras, como as dos ossos, levam cerca de 10 anos para se regenerar por completo. Ou seja: as células envelhecem e morrem, sendo substituídas por novas. Esse processo, conhecido como mitose, divide uma célula-mãe em duas células-filhas.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Desarmonia Mental e o Câncer

A única criação permanente é aquela mantida por meio das ações iguais, contínuas e simultâneas, dos processos de construção e desgaste. É preciso, pois, que haja um perfeito equilíbrio entre a utilização e a armazenagem. A utilização inteligente é divina enquanto a armazenagem ignorante é nefasta. Todas as doenças são causadas pelo desequilíbrio na aplicação desses dois princípios.

O nitrogênio é a forma densa da matéria que a natureza usa para a elaboração de suas proteínas. Essas irão recompor os tecidos dos organismos humanos e animais.

Quando existe um forte desejo de segurança e receio de não se possuir suficientemente as coisas da vida, as células do organismo humano respondem à sugestão e começam a armazenar. Isso ocorre porque a Mente subconsciente envia ordens para reservar mais substância material ou protoplasma. Essas ordens fazem vibrar o tecido de reabastecimento individual afinado com o comprimento de onda desses impulsos ou fazem vibrar a Corrente Cósmica do nitrogênio (componente das proteínas), regida pelo Signo de Câncer, a onda de vida da reprodução.

Tais fatos dão origem a um apetite compulsivo (Psíquico) dirigido para proteínas, notavelmente para as carnes animais. Ora, sabemos que as células se multiplicam obedecendo a padrões genéticos que são transmitidos pelos cromossomos e genes, que na sua constituição fundamental são substâncias químicas denominadas ácidos nucleicos e que nada mais são do que compostos nitrogenados.

As proteínas retidas em excesso pela célula atraem magneticamente uma maior quantidade de nitrogênio etérico, localizado na natureza, permitindo uma absorção direta dos planos etéricos, o que não acontece normalmente na nossa atual fase evolutiva. Ocorre então uma inundação dessa força etérica em nosso Corpo Vital, que serve, como sabemos, de modelo para o Corpo Denso. Dessa forma, essa quantidade excessiva de nitrogênio atraído para o nosso Corpo Vital produzirá a proliferação celular ou câncer no Corpo Denso, a menos que ela seja controlada pelo caráter inibidor das energias mentais superiores e espirituais.

As substâncias em excesso, quando não utilizadas pelo organismo, produzem células doentes, com tamanhos diferentes, disposição irregular, em várias direções e acima de tudo, com o crescimento desordenado, sem ritmo ou razão. A esse tipo de crescimento rápido, descontrolado e incessante, denominamos câncer.

A ambição desmedida, o medo de não acumular bens materiais, a cobiça, a inveja e a avareza, todos podem levar ao mesmo mecanismo de formação dos tumores malignos, particularmente se as vibrações do pensamento tiverem as marcas da paixão, do desejo e da sensualidade. Quando essa atitude mental atinge certo grau, as células mórbidas influenciadas por aquelas mensagens invadem ilegalmente os espaços entre as células normais, afastando-as pela força.

Digna de nota é a depressão profunda e prolongada. Essa, geralmente devida à não aceitação ou não entendimento da Lei de Consequência, quando, por período prolongado, leva a uma cristalização da atitude mental.  Um grupo organizado dessas ideias adquire gradualmente um controle quase absoluto da consciência, silenciando todos os pensamentos opostos. Uma rebelião psíquica ocorre sempre que um grupo de hábitos mentais adversos se torna tão forte e capaz de determinar alterações no Corpo Denso. Esse grupo procura não somente libertação da soberania da vontade, mas também eliminá-la completamente estabelecendo assim um controle absoluto sobre as células.  Separando-se do bem-estar da consciência um grupo como esse, de más ideias associadas, assume o papel de ditador psíquico.

Assim, uma condição psíquica como essa pode ser responsabilizada como uma causa insuspeita do câncer. A imensa quantidade de células humanas trabalha em harmonia natural sob a supervisão de uma inteligência central. Repentinamente ocorre um motim, certas células libertam-se de qualquer controle, renunciam ao ritmo fisiológico e, adquirindo legislação própria, passam a crescer desordenadamente: surge, então, o câncer.

O pensamento é o criador, o destino de cada ser humano é lançado na sua consciência de acordo com o modelo criado por ele.

Qualquer perversão do poder de sugestão ou negação dele, ainda, qualquer excesso emocional dá origem a mudanças químicas que alteram definitivamente os estados orgânicos e que, a seu tempo, modificam profundamente a integridade estrutural do Corpo Denso.

(Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz em São Paulo – SP – maio-junho/1991)

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