Categoria Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Onde está o Céu?

Resposta: Cristo disse: “O Céu está dentro de nós”. Mesmo assim, é-nos revelado que no momento em que deixou Seus Discípulos, Ele ascendeu ao Céu. Para entender isso, precisamos analisar a constituição de um Planeta. De acordo com o princípio hermético “como é em cima, assim é embaixo”, entenderemos melhor se analisarmos primeiro a constituição do ser humano. O ser humano tem o Corpo Denso que vemos com os nossos olhos, mas, esse Corpo não é tão sólido quanto aparenta, pois é permeado por vários veículos invisíveis.

É composto de sólidos, líquidos e gases da Região Química do Mundo Físico, e a ciência nos diz que são interpenetrados pelo Éter, pois o Corpo do ser humano não é diferente de todos os outros elementos existentes no Mundo. Tanto no sólido mais denso quanto no gás mais rarefeito, a ciência atesta corretamente que cada pequeno átomo vibra num mar de Éter.

Esse Éter ainda é matéria física, uma porção considerável e especializada pelo ser humano, e forma uma contraparte exata do nosso Corpo Denso, além de projetar-se em torno de 3,8 cm além da sua periferia. É essa parte que os médicos de Boston pesaram, colocando pessoas agonizantes sobre balanças – veja essa história completa no livro: O Conceito Rosacruz do Cosmos, de Max Heindel. Notaram que, quando do último suspiro, alguma coisa com certo peso abandonava o Corpo Denso, e o prato da balança que sustentava o peso caía ao chão, com rapidez surpreendente. Os jornalistas declararam que os médicos haviam pesado a alma. Porém o que eles de fato pesaram foi esse Corpo Vital composto de Éter que deixa o Corpo Denso, na hora da morte. Temos um veículo ainda mais sutil, o Corpo de Desejos, que é composto pelo que os ocultistas chamam de substância de desejos, podendo ser visto, por aqueles que têm o sexto sentido desenvolvido, como uma nuvem ovoide envolvendo o Corpo Denso por todos os lados. Esse último localiza-se no centro do Corpo de Desejos, como a gema está no centro de um ovo, com a única diferença: enquanto a clara envolve a gema, mas não a interpenetra, esse Corpo de Desejos permeia totalmente tanto o Corpo Vital quanto o Corpo Denso. Há ainda um material mais sutil na composição do ser humano que podemos denominar de “matéria mental”, o veículo Mente, composta da substância da Região Concreta do Mundo do Pensamento, o material onde formamos os pensamentos-formas que envolvem o Ego interno. O Mundo é constituído de forma similar.

Além desse Mundo visível composto de sólidos, líquidos e gases e interpenetrado pelo Éter, há também um Mundo do Desejo que permeia cada uma das duas Regiões do Mundo Físico indo até o espaço, além do ar e do Éter. Em seguida, há o Mundo do Pensamento, que também penetra toda região do nosso Planeta, do centro à periferia estendendo-se no espaço ainda mais além que os outros dois Mundos. Durante a vida terrena, o ser humano permanece neste Mundo visível, Mas, após a morte, conforme os atos aqui praticados poderá ficar vinculado a esse plano, visto que as regiões do Purgatório – que está nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo – estão em toda parte ao nosso redor e também embaixo no mais recôndito da Terra. Num certo sentido, o Primeiro Céu – que está nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo – também está aqui, pois a matéria que o compõe nos rodeia, mas o Primeiro Céu em si, o local onde os Espíritos liberados geralmente permanecem, encontra-se além da nossa atmosfera. Pode-se dizer, na verdade, que o Segundo Céu – que está na Região do Pensamento Concreto – também está dentro de nós, pois o material com o qual é constituído está aqui. Os Espíritos que nele se encontram poderiam nos visitar, ainda que as condições aqui, e as tendências de pensamentos, etc., seja, depreciativos para o seu trabalho e desenvolvimento. Por isso, eles preferem ficar no ponto mais afastados e longe do nosso Planeta, onde a pura substância mental não é maculada por nossos pensamentos egoístas e prejudiciais. O Terceiro Céu – que está na Região do Pensamento Abstrato – é um local onde pouquíssimos Espíritos, no presente estágio de desenvolvimento, têm alguma consciência. Quase todos nós somos guiados nas atividades do pensamento mais pelas emoções e sensações concernentes às coisas concretas do que pelo pensamento abstrato, que é a faculdade peculiar àquele elevado plano. Quando pensamos no amor geralmente o relacionamos a alguma pessoa. Esse é um pensamento concreto. Mas no amor, em termos abstratos, pouquíssimos são capazes de pensar. Podemos imaginar uma casa, um animal, etc., eles são concretos, mas não gostamos de pensar numa proposição abstrata tal como: “o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos de um triângulo”. A maioria dentre nós tem pouquíssima consciência no Terceiro Céu, consequentemente, pouquíssimo do material desse mundo pode ser encontrado na constituição do nosso Planeta.

(Pergunta nº 61 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O Ego penetra no corpo no momento da concepção ou no momento do nascimento?

Resposta: Verificou-se, através de investigação clarividente, que no momento da morte o Ego leva consigo as forças de um pequeno átomo localizado no ventrículo esquerdo do coração, o qual é chamado Átomo-semente do Corpo Denso, pois é o núcleo ou semente em volta do qual toda a substância material do corpo se concentra e cada átomo do corpo deve ser capaz de vibrar em uníssono com ele. Por esse motivo, aquele Átomo-semente é depositado no sêmen do pai pouco antes da concepção e, mais tarde, colocado no útero da mãe. Mas a concepção não se faz ao mesmo tempo que a união sexual dos pais. Às vezes, o espermatozoide só fecunda o óvulo quatorze dias após a união dos pais. É essa fecundação do óvulo que pode ser chamada de período da concepção, pois a partir do momento em que o óvulo fecundado deixa a trompa de Falópio, começa o período de gestação.

Durante os primeiros dezoito a vinte e um dias todo o trabalho é feito pela mãe, mas, nesse período, o Ego renascente, envolvido numa nuvem em forma de sino formada por elementos de desejos e substância mental, entra no útero da mãe, e a nuvem fecha-se na base tornando-se ovoide ou oval. Então, o Ego é definitivamente encerrado na carne e já não pode mais escapar, mas deve ficar com a mãe até ser liberado pelo nascimento.

No atual estágio do nosso desenvolvimento, o espírito tem pouquíssima ação consciente sobre o seu futuro veículo, mas está presente o tempo todo e ajuda inconscientemente na tarefa de prover o seu instrumento. Esse processo é tão extraordinário como a nossa capacidade de digerir o nosso alimento e fazer funcionar os nossos órgãos respiratórios sem estarmos conscientes disso.

(Pergunta nº 6 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Quais os tipos de indivíduos que encontramos na Terra fronteiriça ou Região Limítrofe?

Ali encontramos os que não têm interesse pela Vida Superior – a vida espiritual enquanto renascidos aqui –, os de tendências materialistas, que negam a existência post-mortem. Tais indivíduos se colocam além de qualquer possibilidade de ajuda e sofrem mais do que qualquer outra alma. Ademais, ao saírem de tal plano e se elevarem aos planos celestes, quando são chamados a formar, segundo suas faculdades e sentido de harmonia e lógica, os futuros veículos e ambientes, seus pensamentos cristalizantes, suas formas desvirtuadas de pensar e sentir influem desfavoravelmente na construção dos arquétipos, gerando futuros corpos com deficiências físicas e, geralmente, com tendências consuntivas.

Eis porque a causa mais comum da tuberculose e outros tipos de doenças que vão consumindo, aos poucos, o Corpo Denso é o materialismo. Algumas vezes o sofrimento produzido por tais corpos decrépitos provoca um rápido despertar do Ego, levando-o de volta às leis de harmonia e de uma vivência superior, permitindo o normal andamento de seu processo evolutivo.

Porém, muitas vezes essas mentalidades resistem à evidência dos fatos e recrudescem sua revolta e insatisfação. Daí que maior interesse das forças que trabalham através dos diversos movimentos espiritualistas, seja o de iluminar e transformar essas mentalidades, em que jaz o maior dos perigos, porque vão perdendo o seu contato com o Ego e a necessária influência d’Ele, tornando-se um proscrito e infeliz.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz outubro/1974 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: De acordo com a Bíblia, apenas o ser humano recebeu uma alma. Então, por que você diz que os animais têm um Espírito-Grupo?

Pergunta: De acordo com a Bíblia, apenas o ser humano recebeu uma alma. Então, por que você diz que os animais têm um Espírito-Grupo?

Resposta: No primeiro capítulo de Gênesis, versículo 20, lemos que “Deus disse: Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos”. A palavra usada em hebraico é nephesh, que significa “sopro“. Essa palavra também é usada no segundo capítulo, versículo 7, em que se lê: “Então o Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um sopro de vida (nephesh) e o homem se tornou um ser vivente (nephesh chayim)”. Não é uma alma vivente, como foi traduzido. A tradução da versão do Rei Jaime[1] foi modificada por pessoas que possuíam um pouco mais de consideração pela verdade do que por ideias preconcebidas; eles consentiram em escrever a palavra “alma” na margem como uma leitura alternativa da palavra no capítulo 1, versículo 20, em que a criação dos animais está registrada, de forma que, mesmo nas Bíblias atuais, se admite que os animais têm uma alma.

Entretanto, essa tradução não está correta, nephesh significa sopro e não alma; a palavra hebraica para alma é neshamah. Alma não é sinônimo de espírito, que é chamado de Ruach, de forma que o Gênesis não menciona o espírito do ser humano ou do animal, pois o espírito não tem gênese – ELE É. As formas do animal e do ser humano são sustentadas pelo sopro e tiveram um princípio e é isso que o Gênesis registra. Essa ideia está perfeitamente de acordo com as palavras de Salomão em Eclesiastes 3:19, em que nos é dito que (no que diz respeito ao corpo formado do barro) o ser humano não tem superioridade sobre o animal, pois assim como um morre, o outro também morre, todos têm um só sopro (nephesh) e como um morre, assim morre o outro. Todos vão para um só lugar (ou seja, o Mundo do Desejo).

Se a pessoa aceitar apenas a palavra em inglês e a versão da Bíblia, como se esse livro tivesse sido escrito diretamente em nossa língua[2], seria justo perguntar: Se o homem obteve sua alma conforme descrito na Bíblia, quando a mulher recebeu sua alma; ou ela não tem alma?

(Pergunta nº 82 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: A Bíblia do Rei Jaime (ou Tiago), também conhecida como Versão Autorizada do Rei Jaime, é uma tradução inglesa da Bíblia realizada em benefício da Igreja Anglicana, sob ordens do rei Jaime I no início do século XVII.

[2] N.T.: no caso do texto se refere à língua inglesa.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Os Anjos do Destino são Seres Individuais?

Pergunta: Os Anjos do Destino são Seres Individuais?

Resposta: Sim, eles são Individualidades poderosas, os embaixadores dos Grandes Anjos Astrais e, como tais, estão diretamente envolvidos com o nascimento do ser humano, ajudando-o na escolha de seu ambiente e atribuindo a cada vida o destino adequado que pronto produzirá os efeitos necessários. Eles orientam as influências astrais para impelir cada um de maneira a facilitar a liquidação de suas dívidas passadas em relação aos outros, também colaborando para colher os benefícios de todo bem praticado em vidas passadas.

Nisso, os Anjos do Destino são auxiliados por uma poderosa hoste de agentes e Espíritos da Natureza, que não estão ainda individualizados, mas que trabalham inconscientemente sob a direção desses Grandes Seres, da mesma forma que os animais são guiados pelos Espíritos-Grupo.

(Pergunta nº 75 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume 1” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que significa o Segundo Aspecto do Deus Trino?

Pergunta: O que significa o Segundo Aspecto do Deus Trino?

Resposta: Deus é uno, assim como a luz é una, mas, como a luz que passa através da atmosfera é refratada nas três cores primárias – vermelha, amarela e azul – também assim Deus, quando se manifesta ou se reflete na natureza, é triplo na Sua manifestação. Há primeiro o princípio da Criação, em seguida há o princípio da Preservação, e em terceiro lugar há o princípio da Dissolução das formas que foram criadas, por um determinado tempo, foram preservadas e utilizadas, e depois foram destruídas para que os materiais utilizados na construção possam ser usados na edificação de novas formas.

Esses três princípios de Deus receberam nomes diferentes nas diversas Religiões e, nos últimos anos, foi usada muita tinta para defender ou depreciar a ideia de uma Trindade, embora isso deveria ser evidente a qualquer pessoa que observasse a natureza com uma Mente ponderada e atenciosa. No Mundo Ocidental, nós chamamos o Segundo Aspecto do Deus Trino de Cristo de o princípio de preservação unificado; e em certo sentido isso é muito apropriado, porque o Cristo veio como o mestre do Amor e da Fraternidade Universal, a qual deveria substituir, por já ter passado a necessidade de existir, as nações que lutam umas contra as outras e Ele mesmo disse que haveria um estágio ainda mais elevado quando o reino, estabelecido por Ele, deveria ser entregue ao Pai e quando todos deverão ser um com Ele.

(Pergunta nº 74 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume 1” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Como ocorre a evolução dos insetos e répteis?

Pergunta: No Livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” não encontrei referências a insetos e répteis em evolução. Por favor, poderia me esclarecer a respeito?

Resposta: Não há muitas referências sobre isso nos Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz. Contudo, no Capítulo XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação – Os Sete Dias da Criação, do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel faz alusão aos répteis, que pertencem à quarta divisão do reino animal. “A quarta divisão na escala do reino animal tem quatro subdivisões: peixes, répteis, aves e mamíferos”.

Na Pergunta nº 165 do Volume I do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas”, Max Heindel afirma:

“Sobre insetos e répteis nocivos pode-se dizer que, em muitos casos, foram criados e ganharam forma, graças aos nossos maus pensamentos e hábitos impuros. Os répteis de maiores dimensões, como as cobras, não são tão perigosos como imaginamos que sejam. Em alguns templos da Índia, as pessoas que os frequentam mantêm uma atitude de absoluta inofensividade se recusando a matar ou ferir a mais ínfima expressão de vida. Lá pode se ver um fato cotidiano: cobras venenosas rastejando entre o povo, sem lhe fazer nenhum mal. Essas criaturas inferiores logo aprenderão a confiar em nós tão certamente como agora nós as tememos.”.

Nesta correlação de fatos e ideias, recordamo-nos de uma notícia veiculada recentemente por jornal, envolvendo alguns domesticadores de serpentes da cidade de São Francisco, Califórnia: segundo declararam, elas são inteiramente dóceis.

Talvez não haja mais répteis venenosos, quando as ações e os pensamentos humanos tornarem-se puros e desinteressados.

(Publicado na sessão P&R da Revista Serviço Rosacruz março/1974)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Poderiam dizer-me qual a melhor maneira de ajudar aqueles que faleceram?

Pergunta: Poderiam dizer-me qual a melhor maneira de ajudar aqueles que faleceram?

Resposta: Expressamos frequentemente a nossa aprovação sobre a “ciência do nascimento” com os seus métodos eficientes para auxiliar ambas, mãe e criança, quando esta última está para iniciar a sua vida terrena, mas lamentamos de todo coração a ausência de uma “ciência da morte” que ensinasse às pessoas como ajudar inteligentemente o Ego que está passando da vida terrena para os reinos invisíveis da natureza. Em tais momentos permanecemos, geralmente, impotentes e, muitas vezes, na nossa ignorância, agimos de maneira a prejudicar o conforto do Espírito que está em transição. Se as pessoas soubessem o quanto seus lamentos e histéricas explosões afetam seus entes queridos que partem, uma reflexão altruísta levá-los-ia provavelmente a uma mudança de atitude, e, em consequência, permaneceriam serenos e silenciosos.

No que se refere ao corpo, ele não está realmente morto, senão após três dias e meio de o Espírito tê-lo abandonado, pois o Cordão Prateado o liga ainda aos veículos superiores. Durante esse período, qualquer processo “post-mortem”, seja autópsia, embalsamamento ou cremação, é sentido pelo Espírito quase tão profundamente quanto o sentiria se estivesse no corpo. Esses são fatos bem conhecidos pelos Estudantes da Filosofia Rosacruz, mas talvez não lhes tenha sido dado o destaque devido.

Devemos lembrar que a nossa atitude após esse período continua a afetar o Espírito, pois os nossos amigos geralmente não abandonam o lugar ao qual estão acostumados. Muitos ficam no lar ou perto dele durante vários meses após ter deixado o corpo, e sentem as condições até mais profundamente do que quando vivos na Terra.

Se suspirarmos, chorarmos e lamentarmos, transferiremos para eles a nossa tristeza, ou os prenderemos junto a nós, pois tentarão animar-nos.

Em ambos os casos, somos um empecilho ou uma pedra de tropeço no caminho do progresso espiritual deles, e, embora isso possa ser perdoado naqueles que ignoram os fatos relativos à vida e à morte, as pessoas que estudaram a Filosofia Rosacruz ou ensinamentos similares incorrem em uma grande responsabilidade ao entregar-se a tais práticas. Estamos bem cientes de que a tradição exigia que se lamentasse o morto, e que as pessoas só eram respeitadas se vestissem um traje de luto como prova de sua dor. Mas, felizmente, os tempos estão mudando e uma visão mais esclarecida está sendo formada a respeito desse assunto. A transição em si para o outro mundo é bastante séria, envolvendo um processo de ajustamento às condições estranhas que se apresentam ao redor do Espírito que, nessa passagem, é perturbado também pela aflição e angústia dos bem-amados que o circundam. Ao vê-los cercados por uma nuvem negra de tristeza, vestidos com trajes dessa mesma cor, e alimentando a sua dor durante meses e anos a fio, o efeito só poderá ser depressivo.

Bem melhor é o comportamento daqueles que aprenderam os Ensinamentos Rosacruzes e os praticam. A sua atitude perante o passamento de um ente querido é animadora, esperançosa e encorajadora. O sentimento egoísta de perda é controlado para que o Espírito possa receber todo o estímulo possível. Normalmente os componentes da família vestem-se de branco no funeral e uma atitude serena e amável prevalece do princípio ao fim.

O pensamento dos familiares não é: “O que farei agora que o (a) perdi? O mundo todo parece estar vazio para mim”. Mas expressa-se assim: “Espero que ele (ela) esteja ciente das novas condições e consiga desprender-se o mais rapidamente possível, sem se preocupar por nos ter deixado”. Assim, graças à boa vontade, à inteligência, ao altruísmo e ao amor dos amigos que permaneceram, o Espírito que desencarna sente-se capaz de enfrentar a nova situação sob circunstâncias bem mais favoráveis. Os Estudantes da Filosofia Rosacruz deveriam divulgar amplamente esse ensinamento. De acordo com a Bíblia, os redimidos do Senhor vencerão finalmente o último inimigo, a morte, e exclamarão então: “Oh, morte, onde está o teu aguilhão? Oh, tumba, onde está tua vitória?” Para aqueles que desenvolveram a visão espiritual, naturalmente a morte não existe. Para os que estudaram e assimilaram os Ensinamentos Rosacruzes, podemos dizer que, nesse ponto, alcançaram uma grande vitória.

(Pergunta nº 12 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que o alcoólatra não pode moldar a matéria de desejos nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo e criar condições reais de vício adequadas ao seu temperamento?

Pergunta: Afirma-se no “Conceito Rosacruz do Cosmos” que o alcoólatra que se encontra nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo não pode satisfazer os seus desejos, mas também é dito que os Egos que se encontram no Primeiro Céu, nas Regiões superiores do Mundo do Desejo, moldam realmente a matéria de desejos a transformando num meio ambiente real, de acordo com os seus desejos e ideias. Por que o alcoólatra não pode fazer o mesmo nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo e criar condições reais de vício adequadas ao seu temperamento?

Resposta: Foi observado por muitos Estudantes do “Conceito Rosacruz do Cosmos” que esse livro sempre se antecipa e responde às perguntas que possam surgir na Mente do leitor. Se consultarem o Capítulo I — subtítulo O Mundo do Desejo do livro, poderão ler: “Na substância mais fina e sutil das três Regiões superiores do Mundo do Desejo, só a Força de Atração atua, embora ela também se encontre presente em certo grau na matéria mais densa das três Regiões inferiores, onde atua contra a Força de Repulsão que ali domina. A desintegrante Força de Repulsão destruiria, de imediato, qualquer forma que entrasse nessas três Regiões inferiores, não fora a ação neutralizadora daquela. Na região mais densa e mais inferior, onde é mais poderosa, a Força de Repulsão agita e dissolve violentamente as formas ali constituídas, ainda que não seja uma força vandálica.

“Nada é vandálico na Natureza. Tudo que assim parece trabalha apenas para o bem, o que sucede com essa força em sua ação na Região mais inferior do Mundo do Desejo. As formas que ali se encontram são criações demoníacas, constituídas pelas paixões e desejos mais brutais dos animais e do ser humano.

“A tendência de todas as formas no Mundo do Desejo é atrair para si as de natureza semelhante e, consequentemente, crescer. Se essa tendência para a atração fosse predominantemente nas Regiões inferiores, o mal cresceria como o joio e a anarquia em vez da ordem predominaria no Cosmos. Isso é evitado pela preponderante Força de Repulsão nessa Região. Quando uma forma criada por um desejo brutal é atraída para outra da mesma natureza, cada uma exerce sobre a semelhante um efeito desintegrante, produto da desarmonia existente nas respectivas vibrações, assim, em vez de fundir-se mal com mal, mutuamente eles se destroem e, desse modo, o mal no mundo conserva-se dentro de limites razoáveis. Quando compreendemos o efeito dessas duas forças gêmeas em ação, podemos também entender a máxima ocultista: “Uma mentira no Mundo do Desejo é, ao mesmo tempo, assassina e suicida”.

De fato, os alcoólatras no Mundo do Desejo tentam geralmente fabricar a bebida, pela qual anseiam, a partir do momento em que aprendem que é possível moldar a matéria de desejos de maneira tal que ela se transforme segundo o seu desejo. Mas todos declaram, unanimemente, que a bebida forte ou as drogas fabricadas dessa maneira não lhes trazem satisfação nenhuma. Eles podem imitar o gosto perfeitamente, mas a bebida assim fabricada não tem o poder de embriagá-los. Onde conseguem atingir a completa satisfação como alcoólatras, é introduzindo-se nos corpos dos alcoólatras que ainda estão no Mundo Físico. Por essa razão, estão sempre rondando os bares, esforçando-se para induzir os frequentadores desses lugares a ingerir doses excessivas de álcool.

Declaram que também se satisfazem através das emanações do hálito dos alcoólatras que estão no Corpo Denso e quanto mais pesada e viciosa for a atmosfera nos bares, mais perto eles chegam da satisfação procurada.

Se os descuidados seres humanos frequentadores de tais lugares pudessem perceber as táticas repugnantes dos invisíveis réprobos, haveria certamente um despertar que provavelmente ajudaria os que não estão ainda demasiadamente viciados, a reencontrar o caminho da decência e da vida honesta. Mas, graças a Deus, (tanto para os alcoólatras visíveis como para os invisíveis), é-lhes impossível criar um antro de vício na matéria de desejos, porque a força de Repulsão tende a destruí-lo tão logo o tragam à existência.

(Pergunta nº 14 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Há alguma forma de não precisarmos renascer para aprender tudo o que precisamos?

Pergunta: Para os que foram educados dentro dos ensinamentos de espiritualismo e do “Swedenborgianismo”, é bastante fácil aceitar a ideia de uma vida futura e da eventual experiência purgatorial naquele lugar. Mas não é fácil para eles entender por que não é viável adquirir toda a experiência necessária para o progresso nos Mundos espirituais, sem ter de voltar ao plano físico para renascer em novos corpos. Se existir uma razão imperiosa para retornos periódicos na carne, como explicam os Rosacruzes, poderiam expô-la breve, mas detalhadamente?

Resposta: A necessidade para o renascimento constitui-se de duas fases, uma física e uma espiritual. Se os componentes minerais dos nossos Corpos não se cristalizassem, e se nos fosse possível mantê-los jovens e flexíveis por milhões de anos, não haveria necessidade de renascer. Poderíamos aprender as lições da vida ao longo da ininterrupta sucessão de eras. Mas, devido à nossa ignorância e ao abuso deste corpo, ele não dura muito mais de setenta, oitenta, noventa – quiçá cem – anos. Por essa razão, se vivêssemos aqui apenas uma vida curta tanto quanto a que vivemos, seríamos incapazes de aprender todas as lições que nos seriam ensinadas no ambiente em que estivéssemos, e isso representaria uma perda de energia. Nós, como seres humanos, não conceberíamos a ideia de criar uma escola aprimorada, provê-la com todo o equipamento necessário, para ensinar os alunos e diplomá-los após a terem frequentado por um só dia. Isso seria exatamente análogo a um sistema cósmico que exigisse a frequência dos alunos na escola da vida apenas por um dia. Em lugar disso, ao acabar o primeiro dia de aprendizado, enviamos a criança para casa para que assimile a sua lição, para preparar-se para o próximo dia de aula, e assim sucessivamente durante muitos dias e anos.

De forma similar, as Hierarquias Divinas, que orientam a nossa evolução, enviam-nos para a escola da Terra a cada dia de vida e, no término desse, somos chamados para o nosso lar celestial para descansar e preparar-nos para o próximo curso. Seria totalmente impossível para os nossos professores transmitir toda a sabedoria a ser assimilada pelo aluno, por mais precoce que fosse, se o tempo se restringisse a um só dia. Mas esse prazo estende-se a um sem número de dias sucessivos, que acabam perfazendo anos e, dessa forma, eles têm a possibilidade de transmitir-lhe, gradativamente, todo o seu conhecimento. Também isso ocorre na escola da vida: a sabedoria e o amor cósmicos não podem ser ensinados num período curto. Esse processo leva eras, pois as qualidades divinas não são plantações de cogumelos que podem ser colhidos de um dia para outro. Elas assemelham-se mais ao forte carvalho que requer um século para desenvolver-se e possui uma robustez e uma força que não se assemelham nem remotamente ao cogumelo.

Além disso, a constituição e as condições dos Mundos espirituais tornam-se inadequadas para as fases de progresso que o ser humano necessita aprender no Mundo Físico. Atualmente, a humanidade está desenvolvendo a Mente pelo uso do pensamento reto e correto, que deve manifestar-se por meio da ação correta, e isso pode ser realizado da melhor forma possível num reino onde as condições sejam firmes e rígidas. Quando um inventor visualiza uma máquina ou aparelho, este parece funcionar esplendidamente na sua Mente, mas as rodas, que giram tão lindamente no Mundo do Pensamento, onde a interpenetração é lei, geralmente provocam um atrito ao entrarem em contato uma com a outra e elas parecem obstruir-se mutuamente quando o modelo é criado em material físico. Isso mostra que o seu pensamento estava errado, e o inventor vê-se forçado a prosseguir o seu trabalho no sentido de corrigir o erro cometido, ou a abandonar o seu projeto. Assim, as condições físicas atuam como um agente corretivo e, ao mostrar-lhe o seu erro, torna-lhe possível aprender gradativamente a desenvolver o pensamento correto e a incorporá-lo numa máquina que deverá funcionar. De forma semelhante, uma pessoa que empreenda um projeto de negócios estuda detalhadamente como ele deverá funcionar, mas a marcha subsequente dos acontecimentos ensina-lhe frequentemente que errou em seus cálculos. Desse modo, perceberá, mediante seus erros, em que ponto o seu pensamento estava errado, e terá assim a oportunidade de corrigi-lo.

Essas coisas não podem ser aprendidas nos Mundos espirituais, onde é possível sair por uma janela ou subir pela lareira tão facilmente como sair por uma porta, pois nesse Mundo tudo é fluídico e plástico. Sendo divinos, temos infinitas possibilidades latentes em nós, somos deuses em formação. O pensamento é uma força criadora e, a menos que aprendamos a usá-lo de maneira correta, ele se tornará uma maldição ao invés de uma bênção, tanto para nós quanto para as criaturas que deveremos ajudar nas eras futuras. Nesse caso, seríamos incapazes e não poderíamos ajudá-los na criação de veículos apropriados, como fomos e somos ajudados por seres superiores a nós na escala da evolução, pois criaríamos monstruosidades. Por esse motivo, a escola da Terra é uma necessidade absoluta no sentido de ensinar-nos a pensar corretamente e, em consequência, criar corretamente por meio das substâncias cósmicas com as quais temos que trabalhar tanto as mais densas quanto as mais sutis.

(Pergunta nº 19 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

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