Categoria Desenvolvimento futuro do Ser Humano

porFraternidade Rosacruz de Campinas

“Faça-se a Tua vontade e não a minha”: declaremos e a pratiquemos de fato

“Faça-se a Tua vontade e não a minha”: declaremos e a pratiquemos de fato

Em todos os tempos existiram pessoas que procuravam conseguir as suas coisas materiais, através das religiões. Hoje em dia, ainda é grande o número delas que chega a se filiar a esta ou àquela entidade religiosa, com o principal objetivo de conseguir emprego, casamento, moradia, saúde e todas as demais necessidades, sem falar naquelas que usam a religião para fazer mal aos outros.

Toda a oração bem-intencionada é válida. O abuso ou o pedido mal encaminhado, é que constitui o grande perigo.

Porque, além de a pessoa estar se expondo a tornar-se preza de forças que desconhece, seus pedidos mal feitos ou feitos com forçada intensidade, poderão trazer consequências desagradáveis e até funestas.

Não há nenhum exagero no que ensina a Filosofia Rosacruz, especialmente no Ritual de Cura, que todo o pedido encaminhado diretamente a Deus, deve ser enfeixado com estas palavras: “Mas faça-se, Senhor, a Tua vontade e não a minha”.

Esta forma de pedir, aliás, não diminui o valor do pedido, como poderão pensar algumas pessoas. Pelo contrário, até orienta os resultados para que cheguem ao destino de maneira correta, sem nenhum prejuízo. E mesmo que as coisas não aconteçam exatamente como se pediu, podemos ficar tranquilos que o que vier, será a resposta certa do Pai.

Mesmo porque, se não usarmos aquela afirmação no final da oração, a responsabilidade de atingir, bem ou mal este ou aquele desejo, fica toda por nossa conta.

Porque, às vezes, para que se cumpra com exatidão o nosso pedido, poderá haver alguma exigência, alguma necessidade de acomodação que, por seu turno, vai recair em algum sacrifício a fim de que se chegue ao merecimento, do que se quer. Daí, ao transferirmos ao Pai a responsabilidade total no atendimento dos nossos pedidos, ficamos isentos de qualquer necessidade de acerto em nossos valores.

Às vezes, o pedido feito indiscriminadamente, não leva a necessária preocupação em saber se temos ou não, merecimento da dádiva de Deus. Se pensarmos, mesmo, só nos nossos desejos, talvez nem imaginemos se não será preciso, primeiro, fazer alguns ajustes em nós mesmos, em nosso temperamento, em nosso modo de vida, em nossos contatos com as outras pessoas, enfim, em muitos outros assuntos de vital importância, para que Deus possa atender-nos conforme a nossa vontade.

Além do mais, passando para Deus a responsabilidade do acerto, estamos cumprindo um ato de fé, pois confiando n´Ele e na Sua Sabedoria, estamos acreditando que Só Ele, que tudo vê, poderá dar-nos justamente aquilo que é para nós, que será melhor para a nossa vida e o nosso destino divino.

Então, mesmo que muitas vezes a solução pareça demorada e se passem semanas, meses e até anos, para que se cumpra o pedido, podemos estar seguros de que quando vier, será exatamente aquilo que merecemos, além de ter chegado na hora exata, no momento adequado. Nós mesmos, alguma vez podemos ter comprovado que certas coisas que pedimos cegamente e não as conseguimos logo, não teriam dado certo se tivessem vindo antes da hora em que vieram, como, aliás, pretendíamos que ocorresse. É que Deus, para tornar possível a nossa aquisição, esteve o tempo todo acertando os ponteiros do nosso relógio, acomodando certas coisas em torno de nós, inspirando-nos talvez à correção de alguns defeitos, ou acertando outras coisas dependentes de nós mesmos, para que o ambiente se ajuste à realização perfeita do pedido, sem choques nem desarmonias.

E há, também, um particular nesta questão de pedidos: quando a pessoa vai ter necessidade de receber alguma coisa, ou melhor, quando vai chegar ao ponto de merecer alguma dádiva material ou espiritual, ela própria irá se condicionando a querer aquilo, mesmo que, talvez durante muito tempo antes, se tivesse negado, a si mesma, a esse desejo, achando subconscientemente que não o merecia.

O próprio merecimento amadurece o momento, encaminhando as pessoas e preparando-as para receberem tudo aquilo que lhes está reservado pelo destino. Em suma, as pessoas, não raro, começam a querer aquilo que finalmente chegaram à condição de receber.

Por isso, jamais devemos fazer as nossas solicitações com data marcada nem com insistência. Sejamos humildes em nossos pedidos, entregando sempre diretamente a Deus a solução de todos os nossos problemas. Porque aqueles que forçam situações, muitas vezes até acendendo velas e impondo pedidos a entidades, sejam de terceiro ou mesmo dentro do catolicismo, para as almas do Purgatório, por exemplo, estão se expondo a receber, no futuro, talvez até depois da morte – a cobrança das suas imposições. Porque as almas do Purgatório nada mais são do que espíritos sofredores, atrasados, que estão cumprindo pena de seus próprios erros, e que, na sua ignorância e limitações fazem qualquer negócio para saírem da situação em que se encontram, acreditando que as velas em sua intenção, poderão abrir portas, cuja abertura, na verdade, está dependendo da expiação dos erros de cada um.

Assim sendo, antes de fazermos qualquer pedido por nós ou por outrem, abaixemos a cabeça com humildade, expondo a Deus os nossos problemas, dizendo-Lhe tudo o que desejaríamos, mas colocando, no fim, toda a solução em Suas Mãos. Porque, além d’Ele nos conhecer melhor do que nós mesmos, e só Ele sabe das nossas reais necessidades, se assumirmos sozinhos toda a responsabilidade do pedido – como já foi dito – estaremos nos arriscando a sofrer, na pele, a falta dos ajustes necessários, provavelmente até, sendo obrigados a passar algumas dificuldades, sofrer alguma perda, ou enfrentar desarmonias no lar, no trabalho ou seja onde a for, para que a situação consiga equilibrar-se, colocando-nos à altura de receber o que tanto desejávamos antes sem estar preparados pelo merecimento. Seja, pois, o nosso modo de orar, correto, finalizando sempre as nossas petições com a frase salvadora: “Apesar de tudo, Pai, faça-se a Tua vontade e não a minha”.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Que nos Reserva o Futuro? Afinal você confia em quem está “no leme”?

Que nos Reserva o Futuro? Afinal você confia em quem está “no leme”?

Para milhões, hoje, o futuro apresenta-se carregado de negras cores. E há fundadas razões para isso. Pois enquanto de um lado vemos o prodigioso avanço da ciência na produção das armas de quase incrível poder destrutivo, vemos do outro a maldade humana fomentando rancores e dividindo os seres humanos de um modo e numa extensão nunca vistos na História. Como consequência disto, há hoje preocupação pela própria sobrevivência da raça, que estaria em grave perigo no caso de uma nova guerra geral.

Mas o mundo não está de todo entregue à ação do mal. Há um Deus no céu que rege o universo, e em cujas mãos está o destino do ser humano. Malgrado as aparências em contrário, a Escritura diz que “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (Dn 4:17). Deus tem um programa para o mundo, que tem sido e será fielmente executado.

O programa divino para o mundo foi revelado a um grande estadista do passado que desejou conhecer o futuro — Nabucodonosor, rei de Babilônia. A revelação foi feita na forma de uma estátua de homem, cuja descrição e interpretação encontra-se na profecia de Daniel, nas Escrituras Sagradas. A cabeça da estranha estátua era de ouro; o peito e os braços, de prata; o ventre e as coxas, de cobre; as pernas, de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro (Dn 2:32-33).

Interpretando o sentido dos componentes da estátua, o profeta Daniel afirmou que a cabeça de ouro simbolizava Babilônia (Dn 2:37-38), que naquele tempo era a nação líder do mundo, Babilônia foi chamada um reino áureo de uma idade áurea. Destacou-se por sua cultura, por sua vasta riqueza e notável magnificência.

Mas no plano divino, Babilônia devia passar. “E depois de ti se levantará outro reino inferior ao teu”, disse o profeta (Dn 2:39). Em 539 AC, Babilônia foi tomada pelos medo-persas. E o governo mundial passou às mãos da Medo-Pérsia, representada pela prata do peito e braços da estátua.

Prosseguindo na interpretação, o porta-voz de Deus anuncia o surgimento de um terceiro reino, que teria “domínio sobre toda a Terra” (Dn 23:9). Isso se cumpriu quando em 331 antes de Cristo, Alexandre Magno derrotou os medo-persas. O governo e liderança dos povos tocava agora ao Império greco-macedônio, simbolizado pelo cobre.

Ainda outro império mundial devia surgir na tela da História. Era Roma, representada pelo ferro das pernas da estátua. Em 168 antes de Cristo Roma esmagou a Grécia e tornou-se senhora do mundo. Quando Senhor Jesus-Cristo nasceu, José e a Virgem Maria haviam subido a Belém obedecendo a “um decreto da parte de César Augusto (imperador Romano), para que todo o mundo se alistasse” (Lc 2:21). Roma dominou desde as ilhas Britânicas até a Índia.

A mistura de ferro e barro dos pés da estátua indicava, disse o profeta, que Roma viria a ser um reino dividido (Dn 2:41). Após cinco séculos de existência unificada, Roma efetivamente dividiu-se. Na parte ocidental do Império surgiram dez reinos, que constituem alguns dos países da Europa atual.

Agora a grande profecia do sagrado Livro expôs o programa divino quanto ao que para nós ainda é o futuro. “Mas, nos dias destes reis”, declara Daniel, revelando o desfecho da História, o “Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído nos dias destes reis” (Dn 2:44) – nos dias da Inglaterra, Portugal, Alemanha e Itália – Deus vai intervir nos negócios do mundo e levantar um reino diferente, um reino que não passará. Os outros reinos passaram. Eles eram obra do ser humano, eram reinos do pecado. Mas o reino aqui anunciado será obra de Deus.

Virá pela ação divina. Esse reino é o reino de Deus, o grande bem futuro que esperavam os justos de todos os tempos. Foi esse reino que Jesus pregou e mandou pregar. O “Evangelho do reino” – as boas novas da vinda do reino – deve soar em todo o mundo. Foi a vinda desse reino que Jesus mandou pedir quando nos ensinou a orar: “Venha a nós o Teu Reino” (Mt, 6:10).

Ao estabelecer Deus o Seu Reino, os reinos do pecado terão fim. Após descrever a estátua simbólica dos reinos deste mundo, diz Daniel que uma pedra foi lançada contra ela, esmiuçando-a (Dn 2:34-35). Aquela pedra representa o reino de Deus. O lançamento da pedra contra a estátua é a vinda do reino celestial, que se dará por ocasião da volta de Cristo com poder e glória. Ao ser estabelecido o Reino Celestial, cessará a presente ordem de coisas.

Cessarão as guerras; os males do presente cessarão. Inaugurar-se-á uma nova era de paz e ventura. “Mas nós”, diz ainda São Pedro, “segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra em que habita a justiça” (IIPe 3:13). É para este novo mundo que a justiça de Deus faz caminhar irresistivelmente a História.

Por vezes pode parecer que a vontade dos seres humanos determina o curso dos acontecimentos. Às vezes parece que estamos à mercê das forças do mal. Mas a luz do divino Livro “contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar silenciosamente, pacientemente os conselhos da Sua própria Vontade”.

Um navio sulcava o Atlântico Norte, à noite quando se levantou forte tempestade. O navio começou a jogar violentamente. Muitos passageiros foram tomados de pânico. Houve confusão e gritos. O barulho despertou uma filhinha do capitão que, assentando-se na cama, perguntou: “Que está acontecendo?” Alguém explicou “Enfrentando uma tempestade e achamo-nos em grande perigo”. “O papai está ao leme? ” – indagou momentos depois a criança. A resposta foi “Sim”. A menina reclinou calmamente a cabeça e adormeceu de novo. O papai estava ao leme!

O mundo vive uma hora de crise. Do ponto de vista humano o futuro é deveras sombrio. Mas Deus nosso Pai Celestial, está ao leme da História. Ele orienta e controla os acontecimentos para a execução do Seu plano: dar ao ser humano um mundo ideal. Isto é o que o futuro reserva, para os que esperam em Deus. Vinte e cinco séculos de história atestam que este anúncio das Escrituras é verdadeiro.

Prezado Amigo: Confiemos em Deus e aguardemos o Seu Reino. Sim, aguardemo-lo e preparemo-nos para ele, confiando nossa vida ao Salvador Jesus-Cristo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os mais Profundos Objetivos do Movimento Rosacruz

Os mais Profundos Objetivos do Movimento Rosacruz

O que é a Filosofia Rosacruz? Essa é uma das perguntas que mais frequentemente se faz aos alunos desta alta Ciência. Aquele que estudou por longos anos a dita Filosofia, tendo, por conseguinte, absorvido muitos conhecimentos responderá da seguinte forma: Os Ensinamentos dos Rosacruzes são uma síntese de Religião, Ciência e Filosofia, estreitamente ligados entre si desde tempos imemoriais, até o presente.

Esses estudos são indicados para aqueles que pensam por si mesmos, e que, verdadeiramente, desejam conhecer mais de perto as Artes Ocultas. Os Irmãos Rosacruzes Conservam em Seu poder os conhecimentos secretos dessas Artes, que vêm de um passado remotíssimo. E esses mesmos conhecimentos, ainda hoje, nos são oferecidos, da mesma forma como o foram há 3.000 anos nas Escolas de Mistérios. Às Religiões do Oriente e seus mistérios, pertenceram os mais proeminentes pensadores, entre 200 A.C. até 100 D.C., e seus pensamentos encontram-se expostos nos ensinamentos secretos, na longa história da Igreja Gnóstica e do pensamento filosófico do Neoplatonismo.

Pelos trabalhos do judeu Philo de Alexandria, percebemos a influência da Gnose entre os judeus. Isso foi mais ou menos na época em que os gregos e os romanos perderam a influência sobre os seus partidários.

As escolas dos mistérios orientais, com poucas exceções, ensinaram a vida, a morte e a ressurreição de seus deuses nos mistérios.

Estes encontravam-se sempre ligados mui intimamente aos seres humanos em particular, mesmo não representando o indivíduo, nessa época, valor algum ao império romano.

Por meio de Jesus Cristo desenvolvia-se no seio do cristianismo o verdadeiro sentido do parentesco entre Deus e os seres humanos. Todo o ensinamento básico cristão encontra-se na seguinte sentença evangélica:

“ASSIM DEUS AMOU O MUNDO
DE TAL MANEIRA, QUE DEU A
TODOS O SEU FILHO UNIGÊNITO, PARA QUE TODO AQUELE
QUE NELE CRÊ, NÃO PEREÇA,
MAS TENHA A VIDA ETERNA”.

Acreditava-se que, por meio dessa frase, os Mistérios tivessem sido aniquilados. Isto, porém, não se deu. Apenas desapareceram das organizações externas, para continuarem secretamente na própria Igreja, em organizações secretas. Os ensinamentos secretos continuam a existir ainda. Conforme podemos verificar pelo exposto no “CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS” e outras obras congêneres.

A seguir, tentaremos trazer à luz alguns conhecimentos dos rosacruzes, e também a maneira como devemos nos conduzir a seu respeito.
A característica principal e o “bom” básico do profundo pensamento filosófico Rosacruz é o seguinte: O EGO VIVE REGIDO POR LEIS CÓSMICAS. OBEDIÊNCIA, POIS, A ESTAS LEIS DEVE CONSTITUIR NOSSA SEGUNDA NATUREZA.

Se percebermos a importância disso, o mais depressa possível faremos dessa diretriz uma constante em nossas vidas. Procuraremos viver em perfeito acordo com as leis da natureza. Pedra alguma deve ficar no caminho; obstáculo algum pode existir, que nos possa obstar o passo no caminho que leva ao Adeptado. Devemos submeter-nos, pacientemente às provas, e recebê-las como uma lição útil nesta presente encarnação.

Como já dissemos, o Rosacrucianismo reúne em si, a Religião, a Filosofia e a Ciência; por isso mesmo, os seus alunos não encontram divergência alguma entre a Religião e a Ciência. Como, porém, nos preparamos para a Magia Branca, devemos nos acautelar quanto aos perigos que se nos apresentam no hipnotismo, na mediunidade, no espiritismo e outros tantos ramos negativos mágicos, pois, esses, facilmente atraem a atenção do discípulo incauto. O verdadeiro discípulo acautela-se contra a emissão de pensamentos odiosos, pois sabe que o prejuízo será dele mesmo.

Ao invés de fomentar pensamentos de ódio, emitirá pensamentos e sentimentos de amizade e amor.
Entre os Rosacruzes não se cogita em fazer do estudo um fim em si mesmo.

O importante é viver a Vida e seguir o caminho. Deve-se sentir um constante apelo pelos Mistérios, a Joia da Sabedoria, assim como se almeja obter uma condecoração excepcional; o desejo mais íntimo do candidato deve ser: aquisição e desenvolvimento do poder espiritual a fim de poder se unir a Deus, com a consciência de seu Ego.
A filosofia dos Rosacruzes não é uma parte do Ocultismo. Ela é Ocultismo em si mesmo, a Ciência Espiritual.

Todas as fases e formas do Ocultismo acham-se na Fraternidade Rosacruz.

Esta Irmandade custodia os mais altos ensinamentos das Escolas de Mistérios. Dá conhecimentos sobre os mundos internos, ensinamentos esotéricos sobre os Períodos da Terra, interpretação bíblica e informações sobre o Cristo e Sua Missão. Mostra-nos a futura evolução e a possibilidade de obter-se conhecimentos de primeira mão sobre a vida espiritual. Mostra-nos diretrizes para seguirmos o caminho da união com Deus.

Quanto mais os ensinamentos fizerem parte de nosso EU, mais fácil será atingirmos essa união, e isto porque somos, como Microcosmos, o reflexo do Macrocosmos, reflexo esse do o GRANDE SER HUMANO CÓSMICO. Pelo Zodíaco é-nos mostrado o GRANDE SER HUMANO CÓSMICO na Terra, como representantes Seus, à Sua Imagem. Afinal, o que significam as palavras Macrocosmos e Microcosmos? Facilmente conheceremos o seu significado se derivarmos a compreensão da mesma de sua linguagem original. Uma provém da palavra Macros, que quer dizer grande, e outra de Micros, que significa pequeno (ambas do grego), que ligadas à palavra Cosmos (mundo) formam as palavras Macrocosmos e Microcosmos. Percebe-se nessas palavras bem como no axioma hermético “como é acima, assim também embaixo”, o seu significado.

Por meio dos estudos Rosacrucianos, o candidato edifica as forças de apoio de seu desenvolvimento espiritual no plano invisível. Entretanto, muitos não atingem resultados palpáveis, devido a não terem ainda aprendido a se infundir na Divindade (interna). Seus Corpos, que não se ajustam como condutores, parecem em si algo de deficiente para este fim. Isso provém do fato do Ego que mora em seu Corpo Denso ainda não impor a este veículo a devida disciplina. E não se acha disposto ainda à autodisciplina, todo aquele que não consegue viver sem alimentação carnívora, álcool, fumo, e não se submete, voluntariamente, todas as noites, a um exame de consciência (retrospecção) antes de dormir. Pelas retrospecções diárias aprendemos a prestar atenção às obras do Ego durante o dia. Estas regras tão simples foram dadas aos seres humanos, e muito especialmente aos estudantes do Espiritualismo, para que obtenham os meios necessários para o domínio de si mesmos, isso pressupõe, naturalmente, uma coordenação harmoniosa entre os signos zodiacais de Leão, Touro, Aquário e Escorpião. O aluno deve exercitar a força do Leão, a paciência do Touro, a verdadeira masculinidade do Aquário, e possibilitar-se a voar como uma Águia (Escorpião), desejoso de aproximar-se de Deus, de quem veio, e para Quem deve finalmente retornar ao findarem-se as Noites e Dias de Manifestação.

O candidato chegando a aprender a abandonar o seu Corpo Físico, pode atuar como um Auxiliar Invisível. Aí, porém, apresenta-se um perigo, contra o qual deve se proteger. Chegamos a percebê-lo quando se desenvolvem nossas faculdades espirituais. O perigo é o seguinte: NÃO MAIS SE IMPORTAR COM AS RESPONSABILIADADES CONFERIDAS PELA VIDA. Portanto mesmo que tenhamos aprendido, por força de nossos conhecimentos, a dominar a quarta-dimensão, pondo-nos fora do Mundo Físico, devemos acautelar-nos em não abandonar as nossas responsabilidades no plano material.

A certeza que se tem da reunião da Alma com o seu Criador nunca chegou a perder-se de vez, mesmo com o avanço do materialismo que veio colocar os problemas da Alma em segundo plano. Esses ensinamentos sempre foram transmitidos aos preparados, desde tempos pré-históricos. Às pessoas inclinadas ao medo, como dissemos no início, esses ensinamentos ficarão sempre ocultos, pois, tais indivíduos buscam o caminho da graça às custas do sofrimento de outrem.

Tendo a intenção de se preparar para o Adeptado, o candidato deve, logo de início, saber que não poderá chegar a tal qualificação mediante a Yoga ou exercícios de respiração.

Esses são reservados, para os nossos irmãos mais jovens do Oriente, nós seguimos o caminho do Ocidente, enquanto encaminhamos as forças sexuais não utilizadas, para cima.

O discípulo tendo, em vidas passadas, sentido atração pelos Mistérios, terá maiores facilidades para trilhar o caminho. O Místico usa a sua força sexual positiva no coração, e a negativa na cabeça. Por meio da fé e da intuição prepara-se para o segundo passo, que o transforma em um Ocultista ou um verdadeiro cientista espiritual.

No caso do ocultista o caso se dá ao contrário do Místico: as forças sexuais não utilizadas serão positivamente aplicadas na cabeça, enquanto que o seu polo negativo é aplicado no coração. O Ocultista especializa-se em conhecimentos científicos, e não na fé.

Mas, entre o coração (sentimento) e a cabeça (intelecto) deve existir equilíbrio. Esse ideal é representado pelos ensinamentos rosacruzes.

O leigo poderá perguntar: “onde estão estes Místicos, Ocultistas, Adeptos, dos quais tanto se fala?”.

A resposta é simples. Quando alcançamos o conhecimento superior como no caso de um Adepto, é natural que façamos todo o nosso serviço em silêncio. O Adepto retira-se o máximo possível da atividade exterior, trabalha isoladamente e, se vive em uma comunidade, vive como qualquer outro. Relaciona-se com a Ordem Rosacruz, atendendo às três regras que são, a primeira – “FIDELIDADE AOS ENSINAMENTOS DOS IRMÃOS MAIORES E SEUS REPRESENTANTES PELO QUE; SEM FIDELIDADE NÃO SE EVOLUI”.

A segunda regra pode ser enunciada como HUMILDADE”, e a terceira como “SERVIÇO”.

Esses fiéis e humildes servidores serão os guias e mestres de amanhã.

Para ser-se fiel, deve-se conhecer as regras da Ordem, e aprendendo-as, ter disposição para segui-las e dar tanto quanto possível de sua fortuna espiritual como material. Ser aluno somente com a intenção de tirar o máximo proveito apenas para si é o caminho errado. O maior privilégio do aluno no mundo, é pertencer ou ser um componente da Ordem, fazer-se valer do serviço, dar de sua fortuna tanto quanto possível, ou conforme o permitam as circunstâncias. A lógica de tudo isso se nos apresenta da seguinte forma: aquilo que muito nos custou em pensamentos e trabalho tem um grande valor. Se, porém, algo nos é dado com a maior das facilidades, não tendo sido necessário pagar um alto preço, acabamos não levando tal coisa em muita consideração.

De forma tríplice podemos demonstrar a nossa fidelidade, a saber:

Primeiro, pelo ensinamento que recebemos;

Segundo, auxiliando com toda força e meios possíveis a outrem;

Terceiro, dar o que de mais valioso possuímos – a NÓS MESMOS. Curar com nossos serviços abnegados a humanidade enferma até onde nos seja possível, e ao mesmo tempo, não descuidarmos de nossos familiares.

O objetivo mais elevado do aluno é este: viajar para países estrangeiros, receber o salário de um Mestre, habituar-se a ajudar aos outros.

Os alunos do Rosacrucianismo conhecem perfeitamente o significado de “Viajar para países estrangeiro”, isto é abandonar o seu Corpo, conscientemente, revestido apenas de seu Corpo etérico e dos veículos superiores, e viajar nos mundos invisíveis que se encontram à sua volta e interpenetram a Terra.

O Corpo etérico com o qual o candidato realiza a “viagem” também é conhecido como: “CORPO-ALMA”.

É de certa obrigação ajudar a seus irmãos tanto quanto possível, como as viúvas e órfãos, como a qualquer outro que necessite e requeira sua possível ajuda.

O serviço Rosacruz pode apresentar-se em nosso íntimo como uma dor, como um sentir-se só, abandonado, se dilatamos cada vez mais a nossa consciência superior sentir-nos-emos mais próximos de Deus, a nossa fonte.

Sentimo-nos em união com todos os seres humanos, com suas dores, preocupações e suas desilusões. Nosso Mestre Jesus Cristo sentiu todo esse drama quando chorou sobre Jerusalém. A profundidade de Sua dor, a sua profundidade, não é possível imaginar. Poucos indivíduos hão que possam sentir como Ele; do mesmo modo, poucos são os que podem sentir com o mesmo grau de intensidade o que sente um verdadeiro aluno Rosacruz. Na luta ele não esmorece; para tanto, basta apenas que o aluno jamais abdique de sua convicção, de seus projetos em auxiliar a outrem, e que nada o detenha em seu caminho filantrópico, pois, os egoístas desejam a sua queda.

Acontece, às vezes, de o aluno tornar-se insatisfeito, sentir-se como se fosse um fracassado. Os demais criticam o seu serviço, tentam contra ele em tudo quanto for possível, invejam-no por seus conhecimentos, os conhecimentos psíquicos que tanto temem. É tentado a jogar fora todo o seu trabalho e voltar novamente à vida comum, porém, isso acontece apenas por um pouco de tempo. E nessa ocasião, vêm-lhe à memória as palavras do Mestre, “Sede perfeitos, assim como o Pai que está nos Céus é perfeito”.

Em tudo isso existe algo curioso. Tendo alguém principiado a caminhar pelas veredas da Vida espiritual, tendo começado os estudos ocultos da Natureza, e procurando sua união com Deus, pode-se dizer que uma volta daqui não mais existe, é impossível.

Finalmente, o que ativa, impulsiona o ser humano para os estudos Rosacrucianos? Neste artigo, infelizmente, não nos é possível ir mais longe. Sabemos, entretanto, que não há felicidade, nem alegria, nem prosperidade, se, uma vez tomado este caminho, alguém tente abandoná-lo. Se desejais, amigo, sentir em vós mesmo a beleza, a alegria e a santidade, se estais desejosos da condução dos IRMÃOS MAIORES, caminha nesta estrada. Achareis, também, a sabedoria e entendimento, em união com as maravilhas dos tempos passados. Estes ajudar-vos-ão a sentir uma como união com os heróis da espiritualidade, que vos garantem, desde tempos remotos, o poder da verdade e da liberdade. Ali, encontrareis a Gnose verdadeira, os segredos de Isis e Osíris, de Hermes Trismegisto e do Mestre Jesus Cristo. Por meio de vossos estudos aprendereis, neste caminho, porque se vive neste mundo, e também o verdadeiro significado dos ensinamentos dados por Christian Rosenkreuz e sua Mensagem.

Quereis, caro irmão, também como nós, encontrar o caminho para que “AS ROSAS FLORESÇAM NA VOSSA CRUZ”? .

(de Francisco Phellip Preuss (F.P. Preuss) – publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 06/73 – Fraternidade Rosacruz –SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Era ou Idade de Aquário

A Era ou Idade de Aquário

A aurora de um novo dia é o que deseja o ser humano, quando atinge o nadir em seus esforços evolucionários e se encontra ante o umbral do ÚNICO CAMINHO PARA FORA.

Nesse extremo, o véu entre o irreal e o essencial, entre a obscuridade e a luz, é muito sutil, mas é o momento em que as criaturas de Deus estão em condições de receber a luz de uma nova Aurora; com esse fim a voz da “Fraternidade Rosacruz” vem trazer a mensagem para que trabalheis em cada um e para o bem de todos.

Trabalhando na reforma interna, é necessário primeiramente, conhecer-se a si mesmo e chegando a esse conhecimento — que é o maior de todos os conhecimentos — estareis prontos para ser os pioneiros que formarão um novo mundo e uma melhor humanidade. A conquista dessa luz da nova aurora, que a Era de Aquário trará, e para a qual se preparam os precursores, exige, antes, uma revolução dentro de cada um, de imperiosa urgência em todos, para que não suceda como nos tempos do dilúvio, do qual, simbolicamente, nos fala a Bíblia.

Tormentas vulcânicas poderão desenvolver-se dentro do indivíduo e como sombras caóticas, arrastar as coletividades, de nações e de raças, por não estarem em condições de compreender as leis divinas que regem o universo e o ser humano. O ser humano está disposto a empreender uma dinâmica carreira nas obscuras compreensões que há do Além — buscando, desse modo, as soluções para os intrincados problemas da vida e da inteligência. Mas… a morte não converte um ignorante em sábio, nem um ateu em cristão, nem um profano em místico! É aqui que reside a necessidade de saber o que é Iniciação e como, realmente, se adquire o Corpo-Alma, com o qual, disse o Cristo: nós nos encontraríamos com Ele, no ar.

Mas isso só se obterá, quando o ser humano se encontre a si mesmo, conheça suas capas internas e consiga construir a “Porta de Saída” sem ruído de “martelo”.

Daqui em diante sua luz brilhará e atrairá o lrmão Maior que, em espírito, consciente, lhe ensinará a nota-chave da Escola de Mistérios, onde se preparará para ganhar a lniciação.

Fora disso, tudo é mera ilusão. Como existem as Escolas de Mistérios? Existem Sete Escolas de Mistérios Menores e Nove lniciações Menores; existem cinco Escolas de Mistérios Maiores e Quatro Grandes lniciações. Os Seres Sublimes que dirigem essas Escolas de Mistérios são os mantenedores do equilíbrio no Universo.

Os Mistérios Menores e seus ensinamentos estão organizados, particularmente, para o Mundo Ocidental. Os Irmãos Maiores Rosacruzes são seres humanos que se encontram muito acima do estado comum da humanidade; há doze lrmãos e um décimo-terceiro, que é o chefe. Estes lrmãos são os únicos que têm o direito de chamar-se Rosacruzes; sete deles vão pelo Mundo Físico, fortalecendo o bem, onde quer que passem; cinco ficam sempre no Templo invisível Rosacruz e seus trabalhos são levados a cabo desde os mundos internos.

Existem várias sociedades ligadas à Ordem Rosacruz que são manifestações presentes de atividades antigas, mas a Fraternidade Rosacruz — “The Rosicrucian Fellowship” — é um novo impulso, é algo inteiramente adequado à época vindoura. O método Rosacruz ajuda, sempre, a desenvolver, no Estudante, o sentimento de compaixão; por meio do conhecimento se lhe ensina a perceber o princípio da unidade de cada coisa no Todo e a identificar-se com o infinito, convertendo-se, em um verdadeiro cooperador e trabalhador no Divino Reino da Evolução que trará a Era de Aquário prestes a chegar!

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/72 – Fraternidade Rosacruz SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

“Como o Ser humano Pensa…”

“Como o Ser humano Pensa…”

“O uso da palavra para expressar pensamentos é o mais alto privilégio que só uma entidade racional, pensante, como o ser humano, pode possuir”. Com estas palavras os Ensinamentos Rosacruzes expressam o grande valor que o ser humano deve atribuir ao pensamento e a palavra.

Tudo que o ser humano já fez com suas mãos é pensamento cristalizado. Qualquer coisa que tenha feito até aqui, primeiro foi um pensamento em sua Mente antes de surgir no plano físico. Com nossa consciência objetiva, e por meio dos sentidos, adquirimos conhecimento do mundo externo, e a este conhecimento chamamos “real”. Através de nossa consciência interna surgem as ideias e pensamentos, os quais nos parecem vagos, indistintos e irreais. Contudo, na medida em que avançarmos e nos desenvolvermos, estes poderão se tornam tão claros e reais como quaisquer objetos do mundo físico contemplados à luz do dia.

Na introdução do “O Conceito Rosacruz do Cosmos” lemos: “Tão seguramente como o pensamento existia antes do cérebro, construiu este e continua construindo-o para expressar-se através dele; tão seguramente como agora a Mente abre o seu caminho e extrai segredos da Natureza pela própria força de sua audácia, assim também o coração achará um meio de superar suas limitações e satisfazer seus anseios. Por enquanto ele está impedido, dominado pelo cérebro. Algum dia, porém, reunirá forças para romper seus grilhões e tornar-se um poder maior que a Mente”.

Nosso atual plano de ação é o Mundo Físico, e é aqui, por meio dele, que aprendemos a pensar certo. Vamos ilustrar: ao inventor surge uma ideia. Algo ainda não muito bem definido, mas que ele reconhece como uma boa ideia, de modo que enquanto pondera sobre a mesma vai revestindo-a de matéria mental. É da Região do Pensamento Concreto que atraímos a matéria mental com que revestimos as nossas ideias. O inventor tem em mente construir uma máquina, e esta já aparece em sua Mente criativa como se estivesse concretizada na matéria física e funcionando. Mas continua traçando planos, modificando-os e tornando a traçá-los. Finalmente constrói a máquina. Mas, quando termina e vai testá-la descobre que muitas modificações precisam ser feitas e que talvez tenha até de refazê-la por completo, só que desta vez apoiado na experiência da primeira tentativa, antes que ela seja capaz de funcionar conforme planejado. Assim, a ideia do inventor precisou ser experimentada na matéria física concreta antes que seu funcionamento pudesse ser comprovado.

O pensamento sozinho, vindo da Região do Pensamento Concreto, nada pode testar nem verificar. Por isso, “o Mundo Físico é absolutamente necessário para ensinar-nos a lidar com as forças do pensamento e do desejo”.
Pensamentos-forma oriundos de dentro e de fora de nós são projetados no Corpo de Desejos para despertar sentimentos que conduzam à ação. De modo geral o pensamento tem o poder de modelar e modificar a matéria física, mas seu maior poder consiste na capacidade que tem para modelar os veículos mais sutis que possuímos.

Pensamentos de preocupação e temor inibem o Corpo de Desejos, enquanto que, uma disposição otimista no encarar a vida possa afiná-lo a qualquer tom desejado. Isto consegue repetindo o pensamento tantas vezes que ele se torne um hábito.

A realidade do Mundo do Pensamento torna-se mais evidente quando o ser humano consegue fazer com que seus pensamentos apareçam como forma física tangível e útil para solucionar problemas terrenos. Deste modo fica claro que a Região do Pensamento Concreto não é absolutamente algo vago ou apenas imaginário, mas sim algo muitíssimo real. O que percebemos com a visão dos olhos físicos pertence ao mundo da forma inerte. Quando olhamos para um ônibus elétrico que se move pelas ruas, o veículo que podemos ver é só matéria inerte. A força que o movimenta, porém, não pode ser vista. Podemos apenas notar seu efeito ao ver com nossos olhos o deslocamento do coletivo, porque a força (ou poder) verdadeira, real, pertence aos reinos invisíveis. O pensamento que criou a forma física provém de um reino mais elevado ainda. Provém do Mundo do Pensamento, que é a pátria do Espírito Humano.

Tudo que vemos aqui no plano físico é de fato pensamento cristalizado. Nossas casas, aparelhos, usinas de força e automóveis; nossos rádios, televisores, etc., tudo é resultado final do pensamento; tudo provém da intangível matéria mental. As ideias e pensamentos de Watt e Edison, de Morse e Marconi, aperfeiçoaram-se e possibilitaram a nossa moderna maneira de viver. Mesmo que alguma calamidade – um terremoto, um incêndio – destruísse os resultados físicos de seus inventos (as máquinas e aparelhos), ainda assim outras pessoas poderiam construir com base nas plantas ou esquemas idealizados por seus autores. Só isso demonstra que os pensamentos são mais permanentes que as coisas.

Considerando nossa vida diária, quer nos parecer que seu aspecto mais importante é aquele que reflete nossos atos. Todavia, se nos detivermos no assunto e procurarmos descobrir o que nos faz agir da maneira que agimos, concluiremos que nossos pensamentos são potencialmente muito mais poderosos. Porque se pensamos errado agimos errado e se pensamos certo agimos certo, uma vez que o pensamento precede a ação.

No Capítulo III – o ser humano e o método de evolução – do “Conceito Rosacruz do Cosmos” encontra-se uma explicação bem detalhada de como funcionam os pensamentos-forma e das diferentes maneiras pelas quais eles alcançam os seus objetivos. Todos os veículos do ser humano são envolvidos nesse processo. Antes da humanidade ser dotada de Mente, era relativamente fácil conduzir o ser humano pelos caminhos que devia trilhar, garantindo-se assim a execução daquilo que Deus havia planejado para ele. Foi somente na primeira parte da Época Atlante, quando recebeu a Mente, que ele começou a resistir. Naquele período de nossa evolução a Mente era ainda extremamente fraca, enquanto a natureza de desejos era muitíssimo forte. Por tal razão a Mente bandeou-se facilmente para o Corpo de Desejos. Dessa aliança resultou uma qualidade inexistente até então: a astúcia, que predominou entre os humanos até a Época Ária, quando o pensamento e o raciocínio, já mais evoluído, capacitou-se na formação de ideias.

A força do pensamento é o mais poderoso meio de obter-se conhecimento, e de tal maneira que, se concentrado sobre determinado objetivo, será capaz de vencer quaisquer obstáculos para alcançá-lo. Geralmente, porém, propendemos a desperdiçar nossa força mental, pelo que, do que resta, pouco podemos aproveitar. Por conseguinte, precisamos aplicá-la com esforço persistente, se quisermos conseguir todo o conhecimento possível de determinado assunto ou matéria.

Como Egos, funcionamos diretamente na substância da Região do Pensamento Abstrato e, a que é mais importante, atuamos dentro da parte que especializamos na periferia de nossa própria aura individual. Portanto, tudo que vemos e contemplamos é colorido pela nossa própria atmosfera, pela aura que criamos com nossos sentimentos, emoções e atitudes resultantes. Assim, se não temos dentro de nós qualquer qualidade indesejável não podemos atrair pensamentos sórdidos ou menos sadios dos outros, ao passo que uma Mente serena, francamente honesta, pura e prestativa, só pode despertar-nos outros o melhor que existe neles. Deste modo, e de muitas outras maneiras, somos guardas de nossos irmãos, sendo, pois, responsáveis pelos pensamentos que semeamos pelo mundo.

Certos pensamentos que julgamos nossos, originários de nossas Mentes, às vezes, provém de outras pessoas. Mas para que nos afetem eles precisam harmonizar-se conosco. Quase todos sabem como funciona a diapasão. Quando um deles é vibrado, outro próximo vibra harmonicamente, se ambos estiverem afinados no mesmo tom. Algo semelhante acontece à nossa Mente: os pensamentos-forma que nós próprios geramos juntam-se a outros de idêntica natureza gerados por outras pessoas, e fortalecem-se mutuamente – para o bem ou para a mal, consoante suas naturezas. É claro, pois, que devemos ter cuidado ao emitir pensamentos-forma que não poderíamos jamais ser tentados a seguir. Pode ser que eles estejam precisando só de uma pequena parcela de força para inclinar a balança na direção de algo que o receptor haja apenas pensado, mas nunca tencionado cometer.

Vemos assim que aquilo que pensamos colorido pelos sentimentos que alimentamos sobre qualquer coisa, pode importar em grandes consequências. Se “amamos a pureza e buscamos a bem” nutrimos e mantemos, quais Anjos da Guarda, tudo o que é bom em volta de nós. “Pensamentos são coisas”, de modo que, se nosso propósito é bom, sua intensidade pode fortalecer o bem que desejamos para toda a humanidade. “Como o ser humano pensa em seu coração, assim ele é”.

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece; não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre; tudo crê; tudo espera; tudo suporta. O amor jamais acaba” (I Cor. 13:4-8).

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Correto Uso do Conceito Poder

O Correto Uso do Conceito Poder

A riqueza, o amor, o poder e a fama são quatro fatores determinantes de toda ação humana. Em si mesmos não são bons nem maus. Apenas não podem ser considerados como fins, mas como meios.

Infelizmente essa ordem foi subvertida: a humanidade luta para adquirir fortuna, poder, prestígio e apreciação como se fossem a razão de ser da própria vida ou a sua finalidade. Poucos, pouquíssimos mesmo utilizam esses talentos para espargir bem-estar, oportunidades.

Tomemos como exemplo a ideia de poder. No “Conceito Rosacruz do Cosmo”, Max Heindel afirma tratar-se de uma força cujo uso legítimo deve dirigir-se à elevação da humanidade. Quantas vezes encontramo-nos em situações em que o poder está em nossas mãos? De que maneira o usamos? Essa pergunta devemos nos fazer com frequência. Independentemente de nossa formação cultural ou de nossa posição socioeconômica sempre temos algum poder em nossas mãos, sempre exercemos autoridade sobre alguém, sobre nossos filhos, colegas, empregados e até animais.

Estamos empenhados em elevar os que se encontram em situação inferior ou, pelo contrário, procuramos usá-los com o objetivo de mantê-los escravizados aos nossos desejos pessoais? No ambiente de trabalho, aceitamos sugestões dos nossos subordinados ou negamos-lhes qualquer oportunidade de expressarem sua criatividade? É comum pessoas em posição de mando fazerem uso de ideias ou até apropriarem-se de criações de seus subalternos como se fossem de sua autoria. O pior é que nem sequer lhes reconhecem o mérito.

Não entendemos o poder se não como uma forma de distribuir justiça e oportunidades de crescimento a todos os seres humanos. A simples leitura de um jornal de grande empresa nos dá a ideia de como o poder é exercido no mundo. Nem sequer precisamos aprofundarmo-nos no texto. As manchetes, as chamadas sugerem como o poder é exercido de forma pessoal, egoísta e cruel. A afirmação, muito comum em nossos dias, principalmente na esfera política, de que o “poder corrompe” é absolutamente incorreta. Os seres humanos é que são corruptos antes de se guindarem ao poder. Apenas fazem mal uso dele. O poder em si mesmo não tem força para corromper ou redimir ninguém.

O aspirante à vida superior não pode deixar de meditar sobre esse assunto, pois alguma autoridade ele deve estar exercendo. Na pior das hipóteses ele a exerce em sua casa, sobre seus filhos. Se não agir com amor e equanimidade, causará infindáveis sofrimentos. Muitos adultos desajustados e infelizes foram crianças reprimidas, maltratadas e humilhadas. Sua criatividade inibida por uma educação ortodoxa e conservadora; sua liberdade violentada; seu direito de expressão amplamente negado. O resultado não poderia ser outro: um indivíduo amargurado, revoltado, tímido, preconceituoso, cuja tendência é descarregar todos esses sentimentos negativos em cima do cônjuge e dos filhos. Desse encadeamento formam-se legiões de infelizes.

Se isso ocorre no âmbito familiar, imagine-se nas consequências de um poder equivocadamente exercido em nível de governo. O desastre assume proporções aterradoras, infelicitando todo um povo.

Surge, então, um ponto interessante para meditação: quem não é justo e magnânimo nas pequenas coisas poderá sê-lo nas grandes? Vê-se, pois, como o uso distorcido do poder nos pequenos episódios do cotidiano já faz antever as futuras desgraças. O correto exercício do poder, portanto, deve principiar no seio da família. Ali se forja o mundo do futuro.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 03/85 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Seja verdadeiro Consigo Mesmo

Seja verdadeiro Consigo Mesmo

Em “Hamlet”, no primeiro Ato, quadro 3, encontramos a seguinte frase: “Acima de tudo, seja fiel a si mesmo, e como o dia segue a noite, tão seguramente, não poderás ser falso a outrem”. Esse conselho, dado por Polonius a seu filho, é, talvez, o mais precioso instrumento para o desenvolvimento próprio, do imenso cabedal de sabedoria, que é a obra de Shakespeare.

Somos pressionados diariamente a fim de que ajamos, falemos, compremos, elogiemos ou condenemos, aceitemos ou rejeitemos, ou até pensemos isso ou aquilo, que pode ser tanto uma crença, um produto, uma causa, ou uma pessoa, promovidos por um indivíduo, ou um grupo de pessoas. A família, os amigos, pessoas que encontramos e pessoas que nem conhecemos, todos procuram, de uma ou outra maneira, influenciar a nossa posição quanto a fatores sociais, econômicos, pessoais, cívicos e, virtualmente, a todos os aspectos de nossas vidas.

 

Em face de tanta pressão, poderemos sucumbir facilmente, adotando a posição cômoda de “dizer que sim”, presa fácil para os interessados em promover os seus objetivos. Lamentavelmente, muitos são vacilantes em seus conceitos. Rejeitar os apelos de alguém que estimamos, nos arriscando a receber reprovações ou críticas, ou até abandono, requer coragem e firmeza tenaz. Pesquisar, estudar e discriminar sobre os fatos de toda a problemática, qualquer que ela seja, demanda tempo, persistência e robusteza mental, até, às vezes, robustez emocional. Formar a “nossa cabeça” e defender o princípio que para nós representa uma verdade, sem fazer caso se tal atitude é “conveniente”, se agradará aos amigos, se nos fará perder aliados com os quais contamos, ou se perdermos a sensação de paz interior, de enorme fragilidade que criamos, requer uma vigilância ininterrupta e a disposição permanente de ficar na linha de defesa daquilo que pensamos que é CERTO. Isso não é fácil, nem para as pessoas as mais seguras e autoconfiantes, e manter tal atitude é, todavia, a única que em longo prazo, nos trará a realização em nossa evolução individual.

 

Do ponto de vista mais amplo, espiritual, nada pode ser mais simples do que permanecermos verdadeiros a nós mesmos. A nossa “voz interna” – nomeamo-la de consciência, intuição, “chamado de coração” ou qualquer outro nome, está a postos para nos guiar em todas as coisas, tanto quanto o permitirmos. Aprendemos que o primeiro impulso da intuição pura, que ainda não foi contaminada pelas elaborações da razão ou pelas distorções da emoção, vem diretamente do Mundo do Espírito de Vida e é verdadeiro sob todos os aspectos. Seguindo esse aviso, antes que fique poluído pelos imperativos da natureza inferior, ou por arrazoados de nossa inteligência pessoal, não haverá engano.

Certamente, a questão em pauta deverá merecer o nosso exame quando conheceremos todos os aspectos a favor e contra a situação, bem como a real motivação daqueles que encorajam, ou, pelo contrário, criticam um ponto de vista específico, sendo o nosso papel o de discriminar inteligentemente as opiniões emitidas, tentando nos pressionar, e as opções que devemos adotar. Naturalmente, os nossos sentimentos continuarão tendo um papel preponderante; a atração, a repulsão e a indiferença são fatores de alta potência, porém são de caráter, geralmente, pessoal. Teremos, certamente, que nos confrontar com as cobranças pouco oportunas dos outros, discordando diplomaticamente, se formos capazes, estando preparados sempre, para a mágoa que sentimos quando a nossa pessoa é rejeitada por causa de nossas convicções. Todavia, no esconderijo de nossas almas, conhecemos perfeitamente bem as nossas reais convicções e também o que nos será necessário fazer para sustentá-las honradamente. Em casos de dúvida, poderemos nos perguntar: “o que teria feito Cristo-Jesus em situação similar?” e se o nosso questionamento foi sincero, saberemos a resposta exata.

Ser verdadeiro consigo mesmo e não se tornar uma varinha mágica que erradicará todos os nossos erros repentinamente. Há muito que aprender ainda, antes de sermos liberados da escola de experiência que é a nossa vida na Terra, e o próprio processo de aprendizado subentende a existência de erros. Porém, se somos verdadeiros conosco mesmos, os erros que cometeremos serão os nossos próprios e manteremos a dignidade da integridade pessoal, mesmo se o nosso currículo escolar apresentar algumas realizações de indiscutível mediocridade ou rudeza.

Nesse momento de um novo começo, examinemos nossas metas não permitindo com tanta facilidade uma linha de esforço mínimo como “máximo” de nossa firmeza. O mundo não cessará as tentativas de nos influenciar para que ajamos dessa ou daquela maneira, sob pena de rejeição, caso ousemos porventura discordar. Diremos como São Paulo, em nosso coração: “Todas essas coisas não me atingem”. Ele seguia os ditames do seu Cristo Interno, sem se comover com as inconveniências do ambiente externo, as desonras e o sofrimento suportados e ficou inabalavelmente verdadeiro consigo mesmo e, consequentemente, também com o Seu Deus e toda a Humanidade.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/84 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Comece a Tecer…Deus provê o fio

Comece a Tecer…Deus provê o fio

Quão sensível o tato de uma aranha; sente em cada fio e vive ao longo da linha…
Já observou uma aranha, habilmente, tecendo a teia dela? Extraindo magistralmente de si mesma a sedosa substância que logo endurece ao se por em contato com o ar. E com esse material milagroso – como um arquiteto consumado – constrói seu tecido, destinado a emaranhar qualquer visitante inesperado que lhe sirva de alimento ao seu apetite.

Na mente infinitesimal da aranha, está sendo concebido um plano singular; calcula o vento, o deslocamento do ar e se mantém firme no seu objetivo, utilizando o seu próprio ímpeto de oscilação, para poder lançar seu fio a grandes distâncias; de árvore a árvore, de um poste a outro e assim completa seu ordenado trabalho. Do êxito disso depende sua vida e a vida de gerações por vir.

A aranha é uma auxiliar valiosa para o jardineiro, pois nunca se alimenta de vida vegetal, como também um exemplo ímpar para humanidade, mostrando dedicação e persistência.

Não somos nós muito diferentes da aranha! Utilizamos a substância dos nossos pensamentos e esforçamo-nos por construir um tecido de vida que atrai para nós qualidades físicas e espirituais que, ao mesmo tempo, alimentam física e espiritualmente o ser humano interno e externo, permitindo assim a livre expressão da sua energia criadora.
Da mesma forma como para a aranha, existem somente dois requisitos. Um plano bem pensado e uma determinação firme de levar adiante esse plano. Podemos ter com frequência um plano bem estruturado, mas qualquer obstáculo abala nossa decisão. O plano fica esquecido, restando somente um sentimento de fracasso e de derrota, duvidamos de nós e perguntamos onde foi que erramos. Também se dependermos dos outros e eles falharem, a derrota nos abaterá igualmente.

Pouco se importa se os planos anteriormente mencionados correspondam um dia de diversão ou promoção de negócios ou mesmo trabalhos para o bem-estar dos outros; a derrota é igualmente real.

Se procurarmos uma resposta para êxito em qualquer campo, só serve um formulário para todos eles: planejamento e fé interna de que seremos capazes de realizar um esforço construtivo.

Com o pensamento daremos forma à substância mental desde o Mundo do Pensamento Concreto que interpenetra o Mundo Físico. Se arquitetarmos um plano de ajudar alguém, cada vez que nele concentramos ou dele falamos – tendo pensamentos construtivos com o ideal básico – o pensamento forma crescerá em concordância.

Se pelo contrário nós duvidamos, o plano sai confuso, enfraquecido pelos temores e dúvidas, o fracasso é certo.

Os pensamentos são coisas e a Mente é criadora. Pelos impulsos dos pensamentos podemos realizar tijolo por tijolo aquele que já tomou forma em nossa Mente. Os pensamentos criadores, firmes, amorosos e não egoístas serão construídos dessa maneira. Os pensamentos de dúvida vacilantes sobre o projeto arruínam a estrutura mental.

Podemos dizer, o que é uma lei da Mente e da vida, que antes que qualquer coisa possa se manifestar na existência, primeiro deve ser feita nos Mundos internos. Pode-se dizer que os sucessos futuros projetam as suas sombras.

Conscientes desse fato espiritual devemos sentir uma grande responsabilidade de ver claramente todas as coisas, pessoas e situações.

Do anterior podemos deduzir porque nós fracassamos em tantas ocasiões. Estamos menos sujeitos aos fracassos se planejamos e executamos um objetivo particular. Se a pessoa se mantém fiel a seu ideal, surpreender-se-á com outros prestando-lhe valoroso auxílio.

Se desejar ter uma relação harmoniosa no lar, determine primeiro o que quer e depois se resolva a viver o seu ideal o melhor que lhe for possível, sem se importar com as ações dos demais e terá compensação. Esse mesmo princípio pode ser utilizado em qualquer campo que valha a pena e terá a vantagem incalculável de poder ajudar pessoas a se tornarem melhores em todos os sentidos devido aos seus pensamentos construtivos amorosos e persistentes.

A maior fraqueza que quase todos nós temos é a de supormos que os outros vão agir desta ou daquela maneira. Esperando desarmonia, já de antemão a derrota é certa.

Sim; a humilde aranha tem muitas lições a nos ensinar. Podemos romper seu tecido, mas ela na primeira oportunidade repará-lo-á não se importando com quantas vezes tenha de fazer isso. Sempre com fé, de que terá material suficiente para completar sua obra.

Já imaginou o que a aranha faria se pudesse pensar em todos os danos potenciais a que viria sofrer o seu tecido, ou o número de vezes em que este pudesse ser destruído? Ou pode imaginar quanto tecido poderia produzir se duvidasse continuamente da sua habilidade de poder fazer ligações entre distâncias quase inalcançáveis?

Nestes dias em que escutamos conversas relativas a guerra e destruição é imperativo que nós possamos viver dia a dia da melhor maneira possível e trabalhar com fé sem nos preocupar com as circunstâncias adversas. Isso nos dará a vantagem inestimável de utilizar todas nossas energias e talentos numa só direção, o que dará liberdade de ação à Mente e à alma, cheias de recompensas das realizações e crescimento moral.

A vida vem duma fonte invisível que brota dentro de nós e nos leva a ter experiências para o nosso bem. Por que então permitir que as coisas temporais (por si mesmo mutáveis) nos desencorajem de alcançar qualquer meta justa? Sabemos em nosso íntimo que só as coisas tangíveis estão sujeitas à morte.

Da Eterna Fonte Espiritual vem a vida e com esse sentimento temos de crescer e expandir. Aprendendo a depender cada vez mais desse conhecimento, desse poder interno e, cada vez menos das condições do mundo externo.

Nesta Estação Sagrada, faremos uma pausa, para dar graças a Deus pela dádiva da Sua Vida, que existe dentro de nós. E cada um se resolve expressar mais e mais Seu Poder que trabalha tanto interno quanto externamente em nós de conformidade com o esforço que nós faremos com a Mente aberta e coração anelante para atrair mais e mais Seu Mundo para a Manifestação.

Em todos nossos planos recordemos este ditado: “Comece seu tecido, Deus provê o fio”.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 11/84 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Cristo em Formação: a necessidade de alimentação como alimentamos nosso Corpo físico

Cristo em Formação: a necessidade de alimentação como alimentamos nosso Corpo físico

São Paulo nos alertou, em uma de suas Cartas, que somos Cristos em Gestação. Em gestação entende-se em formação, em constituição. Portanto, não se deve sentir apreensivo o Aspirante à Vida Superior quando lhe ocorrer no mundo, seja no ambiente de trabalho, ou mesmo na família, algo que lhe pareça decepcionante. Igualmente, não se deve se sentir abatido em face de fatos desagradáveis que aconteceram. Não se deve, também, confundir problemas pessoais que eventualmente surjam, em razão de nossas imperfeições, com o Santo Trabalho iniciado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, em benefício da humanidade.

As dificuldades e contrastes, são naturais peripécias do caminho, e bem compreendidas aumentarão a Luz Interna do Ego peregrinante. Lembre-se ainda, que se trata de um preparo Real, com base na evolução regenerativa de cada um, para, um dia, se alcançar também a Iniciação Real, totalmente diferente das chamadas iniciações coletivas e simbólicas.

Sabemos, também, que geração é sinônimo de gestação. Esta, fisicamente falando, conforme nos ensina Max Heindel na obra “Conceito Rosacruz do Cosmos”, realiza-se por meio do segundo Éter do Corpo Vital. E a Geração, no sentido que São Paulo nos falou, processa-se também pelo Corpo Vital, porém através dos Éteres Superiores – Luminoso e Refletor. Mas assim como o Corpo Denso, embora transitório, necessita alimentos para se formar e subsistir, maiormente ocorre a necessidade de se alimentar o Menino-Deus que é eterno, existente dentro de cada um de nós. Quanto mais e melhor Ele for alimentado pelo Aspirante à vida superior, por meio de atos amorosos e de serviço desinteressado aos demais, este percorrerá, com segurança, a via evolutiva, sem que algum desvio o arrebate, como ocorre com certas crianças, criancinhas evolutivamente falando, não passíveis de quedas, entretanto, mais do que isto, pois esta acontecida, podemos dizer, em sentido figurado permanecem deitadas, muitas vezes na poeira dos prazeres do mundo. Enquanto isso, sua alma angustiada e faminta geme ao peso da dor, que se apresenta sob várias modalidades.

Olhemos reverentemente para o Símbolo Rosacruz, no qual está perfeitamente consubstanciada a redenção da humanidade, e, caminhemos sem desfalecimentos, pois não nos faltarão forças e meios.

(Hélio de Paula Coimbra; publicado pela Revista Serviço Rosacruz de outubro de 1966)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Espiritualidade: tudo que façamos seja indício dos ideais que professamos

Espiritualidade: tudo que façamos seja indício dos ideais que professamos

“Todo aquele que trata de cultivar esta reta virtude da espiritualidade, deve sempre começar por fazer tudo para a glória do Senhor, porque fazemos todas as coisas como para o Senhor, não importa que tipo de trabalho façamos”. (do Livro: Ensinamentos de um Iniciado – Max Heindel)

Perguntamo-nos: Quantos de nós lutamos conscientemente em fazer tudo para a glória do Senhor? Quantos de nós consagrarmos todo pensamento, toda palavra, toda ação, todo momento de trabalho pago, serviço voluntário, e ainda atividade ociosa para Ele? Duvidamos que muitas pessoas possam responder afirmativamente.

E, no entanto, que benção será quando finalmente tenhamos aprendido a fazer assim. Quando nossa atitude se faça de tal maneira que automaticamente lutaremos por fazer tudo com o melhor de nossa capacidade, porque deste modo estaremos servindo a Ele e a seus filhos, já não poderemos abusar de nossos talentos, desperdiçá-los e nem os usar para o mal.

Há um refrão que diz: “Se algo é digno de fazer-se, é digno que seja feito”. E igualmente é certo que “se algo é digno de fazer-se, é digno que seja bem feito para a glória de Deus”, e ao contrário, se algo não é digno de fazer-se para a glória do Senhor, não é digno que seja feito de nenhuma maneira.

Quando falamos da glória do Senhor, nos referimos ao que lhe honra em qualquer forma. Somente lhe honra o melhor do que somos capazes. Uma tarefa servil feita com espírito de amor e de serviço inegoísta só pode falar em honrar-Lhe; um sermão, brilhante e muito bem pronunciado, é uma desgraça para Ele, ainda mais se o orador for motivado em sua eloquência por um desejo de autoglorificação.

Fazer tudo para a glória do Senhor significa não somente obras, mas também todos os pensamentos, emoções e palavras que expressamos. Somos ou deveríamos ser conscientes do poder latente nas formas de pensamentos que criamos. Assim como o poder de nossos bons pensamentos aumentará a glória do Senhor, assim também o maligno poder dos pensamentos condenáveis atua como um obstáculo para o Plano Divino, um obstáculo que deverá ser superado com a ajuda de Seres Superiores e, finalmente, eliminado pelo próprio pensador.

Portanto, devemos ser demasiadamente cuidadosos em conservar nossas atitudes e ideias constantemente puras e elevadas. Um aparente e breve deslize, como resposta ao impulso da natureza inferior, nunca vem só, geralmente principia uma reação em cadeia com outros erros e continua até que o Ego possa de novo se corrigir suficientemente para obedecer aos impulsos do Eu Superior e trabalhar uma vez mais para a glória do Senhor. Isto é igualmente válido para o estorvo inofensivo e impensado, e também para as ações sujas, efetuadas com intenção.

Como estudante dos Ensinos Superiores, temos uma responsabilidade especial de conduzirmo-nos, de modo que tudo que façamos seja indício dos ideais que professamos.

Que todos possamos viver de maneira a que todos os momentos de nossas vidas sejam um reflexo desses ideais.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/81 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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