porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Rocambole de Legumes

Rocambole de LEGUMES

  • 1/2 quilo de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de óleo
  • sal
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 1 tablete de fermento
  • leite o suficiente para amassar.

 

  • Peneire a farinha
  • Dissolva o fermento em um pouco de leite
  • junte os outros ingredientes e amasse bem, cubra e deixe crescer.

 

RECHEIO:

  • 200 g. de cenouras
  • 200 g. de vagens
  • 1 palmito pequeno
  • 1 cebola grande
  • 1/2 xícara de cheiro verde picadinho
  • 3 ovos cozidos
  • 100 g. de azeitonas verdes picadinhas
  • 1 colher de manteiga
  • sal
  • 1 ou 2 tomates sem pele e sem sementes
  • temperos a gosto

 

  • Limpe as cenouras e as vagens, pique bem miúdo e cozinhe em pouca água e sal.
  • Cozinhe o palmito em água, sal e um pouco ele limão para não escurecer.
  • Refogue a cebola bem picadinha na manteiga e quando estiver murcha junte os legumes cozidos, os tomates picados e deixe refogar tudo junto.
  • Tempere a gosto, junte os ovos cozidos, as azeitonas e o cheiro verde.
  • Abra a massa já crescida sobre a toalha polvilhada com farinha de trigo
  • Pincele a massa com manteiga derretida
  • Despeje o recheio, espalhe sobre a massa
  • Enrole com o auxílio da toalha, aperte as pontas e forme uma rosca.
  • Pincele com gema batida com um pouco de leite.
  • Unte uma assadeira com óleo e leve ao forno por 45 minutos.
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Que significa a elevação do eleito no ar para ir ao encontro do Senhor? Isso se refere a uma ascensão física?

Pergunta: Que significa a elevação do eleito no ar para ir ao encontro do Senhor? Isso se refere a uma ascensão física?

Resposta: Esta passagem consta na 1ª Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses cap. 4; 16 e na mesma Epístola cap. 5; 23, onde lemos. “E o mesmo Deus de paz nos santifique em tudo, para que todo o vosso espírito e alma, e o corpo sejam conservados sem culpa para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Portanto, São Paulo reconhece que o ser humano é um ser composto, constituído de três partes: espírito, alma e corpo. No capítulo 15; 50 da 1ª Epístola aos Coríntios lemos: “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”. Mais adiante, a respeito do mesmo mistério, ele diz: “Eis que vos revela um mistério: todos certamente ressuscitaremos, mas nem todos seremos mudados num momento, num abrir e fechar de olhos”, e no versículo 44, que foi mal traduzido, ele afirma que existe um corpo espiritual e um Corpo-Alma: soma psuchicon.

Este é um ponto muito importante. Não o encontraremos em nenhum outro lugar, a não ser na literatura Rosacruz. Todos os outros passaram por cima ou não notaram esta tradução incorreta, e leram o texto como corpo “natural” ao invés de Corpo “Alma”. Este Corpo-Alma é composto de Éter e é capaz de levitação. Sem esta faculdade ser-nos-ia impossível encontrar o Senhor no ar, ou tomar-nos cidadãos do Reino dos Céus, anunciado pelo Cristo Jesus e Seus apóstolos. Deixemos bem claro que a humanidade sempre caminhou em direção ao exterior partindo do centro da Terra em sua evolução. Adão, o homem primitivo, foi feito da terra vermelha (quente), pois naquela época o nosso globo ainda estava passando por uma fase de esfriamento, ardendo devido à chama vermelha da crosta em formação. Em seguida, é-nos dito que uma névoa subia do solo em processo de esfriamento, e a humanidade daquela época vivia como “filhos da névoa” nos vales da Terra. Posteriormente, quando a névoa se condensou em água, a qual caía enchendo as bacias da Terra, o ser humano mudou-se para as terras altas, onde habita até hoje acima das águas, e quando se despojar do Corpo Denso (terreno) que, segundo Paulo, não pode herdar o Reino de Deus, eIe elevar-se-á no ar, em seu glorioso soma psuchicon ou Corpo-Alma, para empreender uma nova fase evolutiva. Lá, não lidaremos com elementos concretos como o fazemos agora, mas aprenderemos a trabalhar com a vida em lugar de coisas mortas. Portanto, seremos elevados no ar num piscar de olhos, tal como consta na Bíblia, e o que nos foi transmitido para que nos preparemos para ser habitantes da Nova Jerusalém, que “surgirá dos céus” ou se tornará visível. Devemos entender, também, que este reino está sendo atualmente preparado, embora seja invisível para a maioria das pessoas. Contudo, está em período de construção, aguardando o tempo em que tenhamos aprendido as lições da existência concreta, e estejamos capacitados para as atividades distintas que, então, deveremos aprender.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. II – pergunta 86 – Max Heindel)

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Os Pintarroxos e o Abeto – Parte III – Palavra-chave: Equilíbrio

Os Pintarroxos e o Abeto

Parte III

Palavra-chave: Equilíbrio

Nossa última história mostrou como os Espíritos do ar, da água e do fogo causaram uma tempestade tão forte, que o lindo abeto do parque foi totalmente arrancado e derrubado no chão. E ali ficou durante uma semana, antes de ser removido. João foi lá todo o dia para sentar-se sobre os galhos e não sob eles.

Gostaria de ter enterrado os filhotinhos, mas não pôde pegá-los, pois havia muitos galhos pelo meio. Logo depois, percebeu que os pais pintarroxos tinham desistido de procurar seus bebês e começaram a construir um novo lar, em um galho grosso de uma trepadeira que subia em um muro.

Um dia, o Espírito do Ar apareceu, subitamente, à frente de João e sorrindo tristemente disse:

– Irmãozinho, todos nós erramos, não é? É assim que aprendemos nossas lições. Eu não sabia que as salamandras iriam lutar tanto e isso fez com que nós, sílfides, ficássemos tão ofendidas, que sopramos e sopramos com todas as forças que tínhamos. As ondinas também exageraram e encharcaram a terra.

Então, em vez de ajudarmos nosso amigo abeto, nós só pioramos as coisas, nós o matamos; ele não pôde aguentar. Mas eu serei bem mais cuidadoso de agora em diante.

– Talvez tenha chegado a hora da sua amiga abeto morrer, disse João. Sabe que ela pressentiu que algo ia acontecer. Lembra-se de como ela avisou os pintarroxos para não construírem o ninho em seus galhos?

Acho que queria ir, achava que já tinha feito todos os serviços de amor que veio para fazer.

– Pode ser João, mas eu aprendi uma lição e não repetirei o erro. Não deveria ter perdido a calma e ficado zangado com as salamandras, disse o Espirito do Ar.

– Mas veja como os pintarroxos esqueceram depressa os seus filhotes, disse João.

– Você sabe por quê? – perguntou o Espírito do Ar.

– Não. Diga-me, por favor.

– É porque mamãe pintarroxo está esperando mais bebês e eu ouvi dizer que eles são os mesmos bebês que voltaram para a mesma mãe e o mesmo pai. Eles morreram muito cedo!

– Oh, que bom! É por isso que eles parecem tão felizes. Gostaria muito de encontrá-lo novamente, concluiu João.

– Claro que me encontrará. Nós, Sílfides, nunca estamos longe de meninos como você, que sempre procuram auxiliar os outros.

João comentou:

– Mamãe disse que a tempestade fez grandes estragos: os bueiros ficaram entupidos, a água entrou nas casas e nas lojas, estragando muita coisa. Foi muito difícil para os pobres que não têm muito dinheiro.

– Meu Deus, disse o Espírito do Ar, eu direi isso à nossa líder sílfide na próxima reunião. E prometo que seremos mais cuidadosos, não deixando que isso aconteça novamente.

– E eu tomei uma decisão, disse João. Ouvirei sempre os mais velhos; jamais agirei como os pintarroxos, que construíram seu ninho no abeto e perderam o seu lar e a família.

Enquanto eles conversavam; os jardineiros chegaram com machados para cortar os galhos do abeto antes de removê-lo. Era muito difícil para o Espírito do Ar ver seu amigo ser cortado e seus olhos encheram-se de lágrimas. Disse adeus a João e prometeu que o veria de novo. Então, acenou com a varinha de condão sobre sua cabeça e foi embora, voando.

(do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compilado por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Razões da Falência Amorosa: examine as razões dessa falência e passe a estudar a significação do amor

Razões da Falência Amorosa: examine as razões dessa falência e passe a estudar a significação do amor

Embora sejamos em realidade espíritos, nossa atual condição humana de seres separados pela insensibilidade de corpos cristalizados pelas transgressões à Lei natural não nos permite manter contato consciente e direto com nossa real natureza. Sentimos uma profunda necessidade de superar essa separação e anular a angústia que ela nos provoca.

A solução é o Amor, o verdadeiro amor, que nos une aos semelhantes, à Criação e a Deus.
As almas amadurecidas buscam o amor e não o encontram no exterior. É quando a religião não se satisfaz mais com as fórmulas simples das religiões populares.

Para dar mais amplo e racional entendimento do amor e da fé surgiu a Fraternidade Rosacruz. Ela preconiza o desenvolvimento paralelo da Mente e do Coração e mostra como isto é possível. O estudo da Filosofia Rosacruz nos previne contra os perigos do intelectualismo frio e pretencioso e nos revela, igualmente, as inconveniências do amor cego.

Em realidade, o amor é algo que deve ser cultivado. Um estudo dos aspectos teóricos e práticos do amor iluminará, em muitos de nós, pontos obscuros e dúbios e ressaltará erros na maneira de pensar e agir, acerca desse fundamental problema.

O amor é uma arte. Porém, a maioria das pessoas tem a convicção de que é uma sensação agradável que se experimenta por acaso, algo em que se “cai” quando se tem sorte.

Vemos que todos o perseguem. Ele é o tema constante dos romances, das canções, dos filmes e das novelas. Está sempre em voga. Mas quase ninguém pensa haver alguma coisa, a respeito do amor, que deva ser aprendida. Por que o povo pensa assim? Se atentarmos bem, há três premissas com que, consciente ou inconscientemente, isoladas ou combinadas buscam sustentar esse sofisma, origem de tantas desilusões.

A primeira premissa é esta: a maioria das pessoas pensa que o amor é mais uma questão de reunirmos recursos pessoais de atração, isto é, sermos requisitados, amáveis, admirados e não propriamente que devamos amar.

Na busca desse alvo, os seres humanos procuram o poder, a fama, a riqueza como meios de atração exterior e transitório. As mulheres buscam tornam-se atraentes. Ambos os sexos cultivam maneiras agradáveis, conversações interessantes, prestativas, modéstia, inofensiva, etc. Bem analisados, tais meios são os mesmos que hoje se empregam para “conquistar amigos e influenciar pessoas”. Isso que a maioria de nossa cultura considera ser amável é, essencialmente, uma mistura de ser popular e despertar atração física. Nada mais.

A segunda premissa, por trás dessa atitude de que nada há a aprender a respeito do amor, é a ideia de que o amor é mais uma questão de termos sorte de achar o ser ideal que nos ame e pelo qual sejamos amados. Não é, pois, uma faculdade que devamos desenvolver em nós. Tal atitude tem muitas razões enraizadas no desenvolvimento da sociedade moderna. Uma dessas razões é a grande mudança ocorrida no século XX, com relação à escolha do “objeto do amor” (o futuro esposo ou esposa). Na época vitoriana, como em muitas culturas tradicionais, o amor não era uma experiência pessoal e espontânea. O casamento era contratado por convenção, pelas famílias respectivas ou por um agente matrimonial. Julgava-se que o amor se desenvolveria depois de efetuado o matrimônio. Nas últimas poucas gerações o amor romântico se tornou quase universal. Grande número de pessoas anda a procura do “amor romântico”, da experiência pessoal de amor que acabe levando ao matrimônio. Mas esse novo conceito de liberdade no amor, na verdade, acentua a importância do “objeto do amor” em detrimento da importância da função, ou seja, da faculdade do verdadeiro amor que se deve cultivar. Os divórcios e desquites aí estão a atestá-lo. Ainda neste parágrafo convém ressaltar outro aspecto da cultura contemporânea: a ideia de um contrato em que se faz uma troca mutuamente favorável. Cada um, em vez de amar, procura tirar um “lucro” na transação matrimonial, ou seja, uma boa soma de qualidades que sejam populares e muito procuradas no mercador da personalidade. O que torna especificamente uma pessoa atraente depende da moda da época, quer física, quer mentalmente. Numa cultura em que prevalece a orientação mercantil, e em que o êxito material é o valor predominante, pouca razão há para surpresa no fato de seguirem as relações de amor humano os mesmos padrões de troca que governam os mercados de utilidades e de trabalho.

A terceira e última premissa que leva a ideia de nada haver para ser aprendido a respeito do amor, consiste na confusão entre a experiência inicial de cair enamorado e o permanecer no amor. Diz bem o provérbio: “a felicidade é facilmente conquistada, o difícil é conservá-la”. Se duas pessoas estranhas uma à outra, como todos somos, subitamente derrubam os muros que as separam e se sentem próximas, se sentem uma só, esse momento de unidade é uma das mais jubilosas e excitantes experiências da vida, para quem tem estado isolado, fechado em si, sem amor. Mas raramente é duradoura. As duas pessoas se tornam bem conhecidas, sua intimidade perde cada vez mais o caráter miraculoso e seu antagonismo, suas decepções, seu mútuo fastio acabam por matar tudo quanto restava da excitação inicial.

Essa atitude – a de que nada é mais fácil do que amar – tem continuado a ser a ideia predominante a respeito do amor, apesar da esmagadora prova em contrário. Dificilmente haverá outra atividade humana que comece com tão tremendas esperanças e expectativas e que, contudo, fracasse com tanta regularidade, quanto o amor. Se isso se desse com qualquer outra atividade, principalmente as que envolvem dinheiro, todos estariam ansiosos para saber das razões do fracasso, por aprender como se poderia fazer melhor. No caso do amor parece haver apenas um meio adequado de superar a falência amorosa: examinar as razões dessa falência e passar a estudar a significação do amor.

(Revista Serviço Rosacruz – 03/67 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Um caso de mendigos que decidiram mudar seus destinos

Um caso de mendigos que decidiram mudar seus destinos

Na Bíblia, lemos as seguintes palavras de sabedoria: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal”- II Cor 5;10.
Os Auxiliares Invisíveis precisam de conhecimento, pois é necessário se relacionar com vários tipos de pessoas, e por isso ser capazes de lidar com todo tipo de situação, quando são enviados em missões (serviço). A eles são dados os meios de levar adiante o trabalho a ser executado. Por meio da Consciência Jupiteriana, que é algo semelhante às cenas passadas em imagens, o Auxiliar Invisível mostra às pessoas, que irão ajudar, de que maneira devem proceder.

Existem algumas pessoas que são tão preguiçosas e negligentes como crianças malvadas e crescem para se tornarem preguiçosos incapazes. Você tem visto muitas destas pessoas (membros) na família humanidade. Sem dúvida, você tem se perguntado por que eles não se esforçam por elaborar melhores condições de vida para si mesmo. Eles tentam resistir a todos os esforços para serem melhores e seguirem a linha de menor resistência, que é mendigar ou furtar àqueles que lhes convém.

Aqui está uma história que mostra como algumas pessoas foram ajudadas numa noite, e como alguns mendigos decidiram dar uma mãozinha na construção de seus destinos. Os mendigos aproximaram de uma casa e planejaram roubar as pessoas que ali viviam. Um deles foi até à porta de uma casa para pedir comida. Caminhou até a porta, enquanto os demais permaneceram no quintal. O homem esperava entrar na casa, e assim, observar o que havia lá dentro, para que em seguida os demais pudessem aproveitar e roubar a família.

Aconteceu que dois Auxiliares Invisíveis estavam dentro da casa socorrendo uma pessoa enferma. Quando ouviram uma forte batida na porta os Auxiliares Invisíveis olharam para fora e viram o mendigo na porta e os demais no quintal.

“Irei até a porta”, disse a Auxiliar Invisível, pois sabia que as pessoas estavam nervosas e com medo.
“O que quer? “, a Auxiliar Invisível perguntou ao mendigo, após abrir a porta.

O mendigo pediu algo para comer. A Auxiliar Invisível, cuidadosamente, fechou a porta e foi pegar um pouco de pão e manteiga.

Ela entregou a comida ao mendigo, que parecida muito bravo, porque estava descontente. A Auxiliar Invisível, então, viu mais quarto mendigos próximos com olhares maldosos em seus rostos. A Auxiliar Invisível sabia que os mendigos estavam intencionados em roubar as pessoas e, então, resolveu impedir que isto acontecesse, se fosse possível. Ela foi até onde eles estavam e lhes falou.

“O que posso fazer por vocês? “, ela perguntou.

Os homens murmuraram algo sobre sua má sorte e a Auxiliar Invisível começou, imediatamente, a reprová-los por serem descuidados e preguiçosos. Ela lhes disse que a culpa era de cada um por serem pessoas difíceis e por isso não teria mais ninguém a quem culpar. A senhora Auxiliar conversou com cada um por vez, e disse a data e onde nasceu. E falou dos principais acontecimentos em cada uma de suas vidas.

Os mendigos ficaram tão surpresos que não sabiam o que fazer. Um dos homens chegou a afirmar que ela estava certa no que disse a seu respeito.

“Sim, é verdade”, disse outro homem.

A Auxiliar Invisível lhes contou de sua vida e de seus esforços para fazer o bem e ter êxito no seu trabalho e como ela trabalhou com o seu dinheiro para que fosse possível aproveitá-lo por mais tempo. Os homens a olharam com surpresa e admiração. O Auxiliar Invisível disse a ela que os tirasse de sua aura expandida. Quando a fez, os homens ficaram assustados.

“Senhora, os Anjos trabalham no céu? ” – perguntou um dos homens.

“Sim, eles trabalham no Céu” – a Auxiliar Invisível respondeu. “Os seres Humanos, Anjos e Arcanjos trabalham em toda parte do Universo. Todas as pessoas, tanto boas ou más, necessitam trabalhar nesta onda de vida”. Ela reafirmou que havia deixado bem claro a todos os mendigos que todo ser humano deve trabalhar pelo seu destino e que colhemos aquilo que semeamos.

Os cinco mendigos se viraram e foram embora calmamente, porém, muito mais instruídos do que quando chegaram. Eles acabaram mudando de opinião sobre o que iam fazer e decidiram que, a partir de agora, seriam pessoas melhores no futuro.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Conceito de Liderança na Fraternidade Rosacruz: servo de todos

Conceito de Liderança na Fraternidade Rosacruz: servo de todos

O método Rosacruz de desenvolvimento evidencia-se de todos aqueles propugnados pelas demais Escolas filosóficas, em um aspecto primordial: liberta o estudante de toda influência externa. Embora seus membros constituam uma comunidade trabalhando em conjunto por um ideal comum, reconhecem que não há dois indivíduos iguais, e, por conseguinte, o trabalho evolutivo processa-se individualmente.

A própria Iniciação, tão apregoada por outras Escolas, e o que é pior, erroneamente conceituada por muitos como sendo uma mera cerimônia externa, oficializando a admissão de um novo membro, mediante certo preço, é encarada de um modo diametralmente oposto pelas verdadeiras Irmandades Ocultas. Nestas, o requisito indispensável e essencial à Iniciação é o desenvolvimento interno obtido por meio de esforços persistentes. Cada passo dado pelo estudante, mediante suas próprias forças, representa uma conquista inalienável. Ninguém evolui senão pelo próprio denodo. O crescimento espiritual processa-se de dentro para fora, pela “edificação do Templo sem ruídos de martelo”, e qualquer ensino ministrado fora desses princípios proporcionará um pseudodesenvolvimento.

Sujeitar-se incondicionalmente a alguém visando o crescimento anímico é dar um passo assaz temerário, via de regra findando em desilusão. Isto tem sido comprovado frequentemente, o que fundamenta nossa afirmação no sentido de que cada um deve construir o seu próprio alicerce espiritual.

Como fator que ratifica a emancipação de seus estudantes surge o fato de que na Fraternidade tudo é feito espontaneamente, com isenção absoluta de coação. Roga-se apenas que sejam respeitados os regulamentos. Todos os trabalhos executados bem como os donativos ofertados, o são voluntariamente, sem qualquer ação coercitiva. Certas atividades inclusive são até deficitárias, sendo mantidas com certo sacrifício para que os estudantes encontrem meios que concorram para o seu desenvolvimento. O próprio Max Heindel mantinha-se dentro de um caráter de espontaneidade, sendo contrário a tudo que parecesse padronização rígida, a fim de que tal não viesse limitar as atividades individuais. A consciência de cada um deve determinar como contribuir.

Eis, portanto, porque a Fraternidade Rosacruz não incentiva a formação de líderes em seu próprio meio. A liderança pode anular o caráter de espontaneidade que se evidencia numa Obra. Mas, dos males advindo este seria o menor. O mais grave é a sujeição da maior parte a uma minoria ou a um só indivíduo, no que concerne ao lado puramente espiritual. Isso pode ser constatado em algumas organizações, onde o líder inculca suas ideias em estudantes que a ele se subordinam cegamente, num flagrante desrespeito ao seu livre arbítrio. O líder debilita e restringe a ação e o desenvolvimento dos demais, cujas energias aplicam a seu bel prazer.

Líder no sentido comum da palavra é aquele que mercê de algumas qualidades o destacam na comunidade, coloca-se em posição de abjeta ascendência sobre os demais, agrilhoando-lhes a consciência, não raro chegando mesmo à prepotência.

Líder à luz dos mais elevados ensinamentos espirituais, embora num sentido teórico, é aquele que tendo avançado mais do que os outros, emprega seus talentos única e exclusivamente com o propósito de servi-los, jamais tolhendo-lhes a liberdade, e permanecendo, às vezes, quase que no anonimato. Seu caráter, seu trabalho, seu entusiasmo pelo ideal evidenciam-no como um exemplo a ser seguido.

Então, através desse prisma, o líder é o servo de todos!

(Revista Serviço Rosacruz – 08/67 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é a essência ou ensinamento particular do verdadeiro Cristianismo?

Pergunta: Qual é a essência ou ensinamento particular do verdadeiro Cristianismo?

Resposta: Nos capítulos iniciais da Bíblia encontramos uma ordem dada à humanidade nascente, à qual foi concedida a liberdade de desfrutar do Jardim do Éden em estado de bem-aventurança. Foi-lhe imposta apenas uma restrição, a saber, “Não comas o fruto da Árvore do Conhecimento”. Se analisarmos esta ordem à luz de outras passagens, como: “Adão conheceu a sua mulher Eva, a qual concebeu e deu à luz a Caim”; “Adão conheceu Eva e ela deu à luz a Seth”; e a pergunta de Maria, “Como se fará isso, pois eu não conheço varão?” entenderemos facilmente que não era permitido à humanidade satisfazer sua natureza passional. O ensinamento esotérico proporciona-nos um conhecimento adicional de que esta função era exercida apenas em certas épocas do ano, sob a orientação dos Anjos, quando as linhas de força interplanetárias eram propícias e, consequentemente, o parto era indolor.

À vista deste conhecimento, podemos, também, entender melhor a suposta maldição: “parirás teus filhos em dor”- (Gn 3;16). A verdadeira razão é que o ato procriador é realizado quando as vibrações astrológicas não são favoráveis para esse fim. Portanto, o pecado ou a transgressão da lei cósmica instalou-se no mundo, causando sofrimentos incalculáveis. A Religião de Jeová foi dada ao mundo para corrigir esse estado de coisas. Esta é a religião da lei, prescrevendo penalidades por transgressões e antepondo o temor da lei aos desejos da carne. Aprendemos que a lei era o mestre que conduziria a humanidade a Cristo. Não obstante, o ser humano rebelou-se contra ela o tempo todo, sendo necessário lhe infligir castigos severos para mantê-lo dentro da conduta moral desejada. Sob o regime de Jeová, a humanidade dividiu-se em nações, que costumavam punir-se, mutuamente, por suas transgressões através das guerras e da peste. Recorriam-se às guerras para garantir a obediência, e o Antigo Testamento conclui prometendo as nações batidas que sangravam: “Nascerá o Sol da justiça e estará à salvação sob as suas asas” (Malaquias 4;2). Em seguida surge a Religião de Cristo e a mensagem angélica que anunciou o Seu nascimento: “Paz na Terra e boa vontade entre os homens” (Lc 2;14). Este é a inicio do Novo Testamento. No fim há uma visão da consumação, quando todas as nações se reunirem numa cidade celestial, onde não haverá lugar para a luxúria e a paixão – onde não haverá casamento porque a morte terminará tornando desnecessário novos nascimentos de corpos, onde a paz e o verdadeiro amor reinarão, onde o perfeito amor introduzido pela Religião de Cristo expulsará todo o medo gerado sob a Religião de Jeová. Assim, a essência do ensinamento Cristão consiste na suplantação das leis do pecado e da morte pelo amor, que restaurará a imortalidade.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. II – pergunta 89 – Max Heindel)

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Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático: O Primeiro Céu

O Primeiro Céu

Pergunta: Para onde o Espírito vai após permanecer temporariamente no Purgatório?

Resposta: Quando a existência purgatorial chega ao fim, o Espírito purificado adentra ao Primeiro Céu, localizado nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo.

Pergunta: Que transformação ocorre?

Resposta: Ali, os efeitos de seus sofrimentos são incorporados ao Átomo-semente do Corpo de Desejos, abrindo seu coração ao sentimento de ternura.
Isto constitui um impulso à prática do bem e a erradicação do mal no futuro.

Pergunta: Ele revê novamente o panorama de sua vida pretérita?

Resposta: Sim. O panorama desenrola-se em ordem inversa, porém, agora são os bons atos praticados que servem de base ao sentimento.

Pergunta: Qual é o seu efeito sobre nós?

Resposta: Quando passam cenas em que ajudamos a outras pessoas, sentimos um certo alívio como se nós fôssemos ajudados. E como acréscimo, envolvemo-nos com o sentimento de gratidão do recebedor de nossa ajuda.

Pergunta: A amorosidade dos outros beneficia-nos também?

Resposta: Sim. Ao contemplarmos cenas em que fomos auxiliados, sentimos a gratidão dirigida ao nosso benfeitor.

Pergunta: Que lição podemos extrair desses fatos?

Resposta: Aprendemos a valorizar o altruísmo, a compaixão, a simpatia, e principalmente os favores que outros nos prestaram, porque a gratidão é fator de crescimento anímico. Nossa felicidade nas regiões elevadas dos planos internos depende do bem proporcionado às outras pessoas e da sincera apreciação do que elas fizeram por nós.

Pergunta: Nossa possibilidade de dar encontra-se limitada as nossas posses?

Resposta: Não. O poder de dar não é privilégio do ser humano abastado. Dar dinheiro indiscriminadamente pode converter-se em um mal. É justo dar dinheiro para uma finalidade reconhecidamente digna.

Pergunta: O Primeiro Céu é um lugar de felicidade?

Resposta: Sim. É um lugar isento de qualquer resquício de maldade ou amargura. O Espírito encontra-se além da influência material implícita às condições terrestres e assimila todo o bem contido na vida passada.

Pergunta: O Espírito aufere algum proveito adicional?

Resposta: Ali, todas as nobres aspirações são realizadas na maior amplitude. É um lugar de paz. Por mais sofrida que tenha sido sua vida terrestre, tanto mais o Espírito encontrará paz. Enfermidades, tristezas, angústias inexistem nesta região. É o lugar dos espiritualistas. Ali, a imaginação dos devotos cristãos constrói a Nova Jerusalém.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Um caso de uma mulher que escapou de ser enterrada viva

Um caso de uma mulher que escapou de ser enterrada viva

Contarei, agora, a vocês uma história de como uma mulher obsedada escapou por pouco de ser enterrada viva.

Três Auxiliares Invisíveis foram enviados a uma casa na parte Norte de um dos países escandinavos, onde um funeral acontecia.

Os Auxiliares Invisíveis encontraram a casa repleta de familiares e amigos de uma senhora aparentemente morta, porém não estava.

 

Os Auxiliares Invisíveis olharam para aquela senhora no caixão. E viram que não estava morta, mas estava obsedada por uma entidade que não podia usar o Corpo Denso.

 

Um Auxiliar Invisível então disse: “Ela não está morta”.

 

O outro Auxiliar Invisível pediu que a entidade saísse do corpo da mulher para que fosse poupada do sofrimento de ser enterrada viva.

 

Ele disse à entidade que saísse, e ela o fez. Ela logo se materializou e tornou-se enorme. Todas as pessoas presentes viram seu olhar horrendo e se assustaram.

 

A mulher tomou posse de seu corpo e revirou seus olhos grandes. Um dos Auxiliares Invisíveis disse a jovem enferma que antes que viesse a falecer deveria avisar que não era para embalsamar seu corpo. Então, esclareceu o que aconteceria depois da morte e explanou tudo sobre estas condições.

A entidade ficou irritada e tentou entrar novamente no corpo da mulher.

O Auxiliar Invisível o deteve, já que a mulher estava muito frágil para oferecer qualquer resistência necessária. Em seguida, a entidade partiu para cima da Auxiliar Invisível, que tinha explicado à mulher os preparativos necessários quando ocorresse a sua morte, no futuro.

A entidade tentou tirar a Auxiliar Invisível da casa e as coisas ficaram muito agitadas. As duas Auxiliares Invisíveis correram para trás do Auxiliar Invisível.

Eles, então, atravessaram a entidade, e ela subiu em uma nuvem preta que tinha cheiro parecido de enxofre.

Os Auxiliares Invisíveis retiraram a mulher do caixão, a colocaram na cama e pediram para as pessoas para dar-lhe de comer.

A filha da mulher obsedada contou como havia percebido que algo estava errado com sua mãe e que ela acreditava que a sua mãe não estava morta.

E por isso, não deixou que a família colocasse o corpo de sua mãe em uma geladeira. Desta maneira conseguiu salvar a vida de sua mãe. O ministro chegou com alguns livros de músicas para o serviço de funeral. Tamanha foi a sua surpresa ao encontrar a mulher com vida.

Os Auxiliares Invisíveis também resolveram a rixa familiar naquela casa. Dois dos primos presentes queriam brigar por algo que havia acontecido antes, e o restante da família ficou dividida entre os dois brigões. Todos os homens tinham armas de fogo ou facas. Os Auxiliares Invisíveis acalmaram os brigões e colocou ordem na situação, demonstrando o bom trabalho. Isso mostrou o poder da oração. Parecia que seu destino estava selado, porque ela estava obsedada por uma entidade que não podia usar seu corpo e fazê-la falar ou abrir seus olhos. Ela ficou fora de seu corpo e viu seus parentes: prepará-la para o enterro, colocando-a no caixão e, finalmente, seus familiares a velarem, da casa para o funeral. Ainda assim, não era tarde demais e a ajuda veio a tempo para salvá-la de ser enterrada viva.

O que nos faz lembrar que S. Tiago disse no cap. 5: 15: “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”.

Lembremos disto, porque nós não sabemos o que passa diante de nós no dia a dia. No cap. 4: 14 de S. Tiago lemos o seguinte: “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece”. Isto se refere à morte que poderá vir inesperadamente, quando estamos despreparados.

Veja em um artigo anterior (clique aqui: Caso em que Doença do Sono é uma Obsessão) a história de uma menina que estava com a doença do sono. Algumas destas vítimas são pequenos bebês, alguns já crianças e outros são adultos. Algumas vezes lemos sobre casos em que o paciente se recuperou e teve vida normal. Os Auxiliares Invisíveis conseguem ver muitos destes pobres Egos e ajuda-os sempre que lhe são autorizados a fazê-lo.

(IH – de Amber M. Tuttle)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Missão da Sede Mundial: corresponde a um moderno Tabernáculo com missão especial para o Ideal de Aquário e o Cristianismo Esotérico, a religião do futuro

A Missão da Sede Mundial: corresponde a um moderno Tabernáculo com missão especial para o Ideal de Aquário e o Cristianismo Esotérico, a religião do futuro

O ser humano, ao nascer, não está formado ainda. Sabemos, à luz da ciência e da Filosofia Rosacruz, que ele desenvolve o Corpo Denso até os sete anos. Então nasce o Corpo Vital e é desenvolvido até cerca dos catorze anos, em que a puberdade marca o nascimento do Corpo de Desejos. Desenvolvemos o Corpo de Desejos até perto dos 21 anos, quando nasce a Mente e o indivíduo é considerado (não sem razão, portanto) pelas leis civis, como cidadão, capaz de exercer seus deveres e direitos. Nesse desenvolvimento, há a chamada idade perigosa, que medeia entre os catorze anos e vinte anos. É quando o jovem, começando a formar seu próprio sangue, começa a mostrar sua verdadeira natureza, inteiramente pessoal, distinta dos pais e demais ascendentes (porque a hereditariedade afeta apenas a parte física).

A Mente ainda não se formou e sob os impulsos do Corpo de Desejos, o jovem, sentindo íntima necessidade de autoafirmação, começa a reagir contra as ordens dos pais. Julga-se homem/mulher, dono (a) de seu nariz, como se costuma dizer. É uma idade difícil. Se os pais não conquistaram a confiança e amor do filho ou da filha, pelo exemplo e coerência de atitudes, amorosas e justas, terão dificuldade nessa fase de sua educação. Assim, também, no desenvolvimento de qualquer coisa, inclusive da Fraternidade Rosacruz. Max Heindel, profundo e inteligente como era, previu-o. Disse ele que, em seu desenvolvimento, como qualquer outra organização, a Fraternidade Rosacruz teria problema quando seus membros estivessem passando a maturidade espiritual. É inevitável. O Estudante, sentindo seu avanço, a influência que vai exercendo em seu meio ambiente imediato, a facilidade que vai tendo na compreensão de tudo, graças às “chaves” que recebeu na Rosacruz começa a envaidecer-se. Ele mesmo não a percebe; é um sentimento perigoso, sutil, insinuante, com feições de legítimo, mas, no fundo, VAIDADE. Daí Max Heindel chamar ao grau mais adiantado de estudante, de Probacionista, ou seja, aquele em que se é provado. Não provas dramáticas contra dragões e perigos horripilantes, quixotescos. Não, provas sutis, segundo o ponto fraco de cada um. Max Heindel comparou a ascensão do Aspirante a uma torre de igreja, larga na base e que vai estreitando à medida que sobe, até que há um ponto suportando a cruz. No caminho da regeneração, também, tudo é definido no começo. Muitas coisas são permitidas, porque a medida da instrução é o que o aluno pode aprender e não o que a Escola pode ensinar. Mas, à medida que ele avança, as relatividades aumentam em tudo e o rigor de consciência desperta a tortura em cada desvio. Então, a diferença entre o bem e mal é sutil. Ele já não responde facilmente como antes. Há muitos fatores a considerar. É como o fio de uma lâmina de navalha.

Contudo, se o Estudante não for cuidadoso e prudente na observação de si mesmo poderá, facilmente, escorregar de um lado para outro, entre o fanatismo e a indiferença; pode interpretar como legítima sua vontade de mudar as coisas e, como o jovenzinho de nosso exemplo, passa a criticar os pais chamando-os de antiquados, de prepotentes, etc.

É uma fase; uma idade perigosa. Foi por isso que surgiram ramificações por aí, com nomes de Rosacruz, “independentes” como o mocinho carente de mentalidade e equilíbrio e, principalmente, carente de um elo superior, no caso a Ordem Rosacruz.

É certo que os Irmãos Maiores, como educadores sapientíssimos, sabem compreender tudo isto e ajudam seus filhos a vencer a prova; todavia dão muito mais possibilidades aos que exercitam sua Epigênese dentro do ideal traçado. Liberdade mal orientada é Epigênese desperdiçada, se bem que as consequências evidenciam o erro e reconduzem ao caminho.

Isto se dá em todas as organizações e Centros. Já vivemos estas experiências, mas temos a felicidade de compreender nossa adolescência e a sabedoria de nossos pais, simbolicamente, aqui, o Cristo, os Irmãos Maiores, Max Heindel que se expressam através da Sede Mundial em Mount Ecclesia (Oceanside) sempre leal às diretrizes de seus fundadores.

Este problema, esta prova de julgar-se cerceado em sua liberdade, de querer ser diferente, é natural da adolescência, mas não traz maiores consequências quando os pais souberam educar seus filhos. Em nosso caso, a orientação da escola Rosacruz sabemos que ela respeita acima de tudo o livre arbítrio de cada um e procura emancipar os aspirantes de toda limitação de sua personalidade e dependências externas para que seja um “perfeito cidadão do mundo e um pregador do bem”. Logo, se existe esta impressão, é interna, é pessoal, Epigênese a serviço da vaidade, do personalismo que se vê acuado, ameaçado e luta por seu reino, como Herodes ao tempo em que nasceu Jesus. Um é o reino do mundo e o outro o dos céus. Este deve conquistar aquele, mas a luta custará à vida de muitos ideais, de muitos esforços.

Suscitamos este tema por vários motivos: primeiro porque é sempre atual; segundo, porque já temos muitos Probacionistas que precisam ficar alertas contra as armadilhas de sua natureza inferior; terceiro, porque é preciso compreender-se que o movimento Rosacruz não é uma Escola de cegos, sem lastro para a Iniciação, senão que, reúne princípios superiores, inalteráveis ao nosso esforço Crístico. Ao mesmo tempo, por trás de toda atividade individual ou grupal, há uma ajuda esclarecida, há um observador consciente que nos respeita a liberdade, que nos estimula, que nos compreende como um pai maravilhoso, um pedagogo incomparável, que é o Irmão Maior; quarto, porque a Fraternidade não são sedes nem diretorias, se bem que elas sejam instrumentos de ação, que nem sempre estão de nosso agrado. Fraternidade é algo interno, vivente, que se forma com a aspiração, com o esforço, com o pensamento convergente, harmonioso, concordante de todos os seus membros, na consecução de um Ideal superior, qual seja, a elevação de mundo à altura de Cristo, nosso Mestre e Guia.

Isso não quer dizer que a Sede Mundial não tenha um efeito especial, como fulcro físico. Tem sim. Max Heindel, Iniciado pelos Irmãos Maiores, escolheu aquele lugar, não por acaso, mas porque sabia tratar-se de um dos sete centros de irradiação espiritual, no corpo da Terra, de modo a favorecer a difusão dessa nova tônica do movimento cristão pelo mundo inteiro, de forma que não seria possível com apenas os recursos de seus membros. Além do mais, conforme Max Heindel o testemunhou, a Sede Mundial corresponde a um arquétipo previamente formado nos planos mentais pelos Irmãos Maiores, com o propósito de alimentar o corpo de nosso ideal até o tempo previsto na Era Aquariana. Além do que podem ver nossos olhos físicos, além do que nossos limitados sentidos de neófitos, há uma força espiritual mantenedora da Fraternidade Rosacruz, que precisa de seu esforço e do meu, mas que não depende apenas de nós para sua sobrevivência.

Como disse muito bem o irmão Juan Jose Pena, do Centro Rosacruz de Rosário de Santa (Argentina), quando de sua visita a Sede Central do Brasil: “A Sede Mundial, fundada pelo Sr. Max Heindel, sob orientação dos Irmãos Maiores, corresponde a um moderno Tabernáculo com missão especial para o Ideal de Aquário e o Cristianismo Esotérico, a religião do futuro”.

Realmente assim é. Não importa o nome dos pedreiros, a construção continua, seguindo as linhas traçadas previamente por um arquétipo. Nenhum esforço errado poderá subsistir.

Encerramos com São Paulo, apóstolo: “Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus. Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós” (ICor 3; 6-9). “O fundamento é Cristo. Se alguém edifica sobre o fundamento em ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um, pois o dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará” – (ICor 3; 11-13).

Sejamos, pois, sempre como células ativas, tecidos vivos, órgãos normais no corpo da Fraternidade, sem jamais inquirir, como células, a que a outra faz; o propósito da Fraternidade Rosacruz é o desenvolvimento individual, para que o corpo cresça em eficiência, como Deus cresce com o pequenino acréscimo de nossa evolução individual. Deus é Amor. O amor une e edifica. Quem vive em amor vive em Deus e Deus nele.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – 08/65 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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