porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como fazer as coisas: nossos afazeres, deveres e trabalhos

Como Fazer as Coisas

Você já reparou como se formam as grossas raízes de uma árvore? À medida que elas mergulham no solo, vão se ramificando cada vez mais, até que, por fim, encontramos raizinhas finíssimas. Estas extremidades radiculadas são importantíssimas no metabolismo da árvore. Quem admira e exalta a árvore que se ergue do solo, não se lembra muitas vezes que ela depende dessas radicelas!

Você já pensou em como se formam os grandes rios? Acompanhe, mentalmente, um de seus afluentes; depois tome um afluente daquele e, assim, busque chegar ao início de uma das inúmeras correntes d’água. Lá você encontrará uma fontezinha, modesta, alegremente a cantar! Quem se lembra das fontezinhas quando contemplam e viajam pelo grande rio, obscuras e distantes, elas constituem as origens desse rio.

Você já reparou nos desenhos da circulação do sangue? O Corpo não poderia ser alimentado integralmente sem os finíssimos vasos sanguíneos.

Nem poderia, sem eles, processar a eliminação. Eles são essenciais no metabolismo.

A ideia e o desenho das bacias fluviais, das raízes e da circulação, em essência são iguais. Eles nos fazem pensar nas pequenas coisas de nossa vida. A humanidade deveria atentar mais para os pequeninos pensamentos, para os impulsos emocionais pequenos ou para os atos chamados insignificantes. Eles são as causas, as fontes, as radículas, os vasos dos atos maiores que aparecem como efeitos nesta Vida e se no livro “A Teia do Destino”, de Max Heindel, aprendemos: “Todo ato de cada indivíduo, manifesta no universo uma certa vibração. Segundo sua vibração, ele reagirá benéfica ou maleficamente sobre seu criador e seu ambiente. Você já pensou na contribuição de seus pequenos atos à harmonia ou desarmonia de seu lar ou de seu trabalho? Uma simples mente humana é incapaz de imaginar os reflexos todos e as incontáveis consequências de seus pequenos atos, no espaço de uns meses, anos e vidas! ”

Meditemos no significado dessa afirmação! Cada espírito, numa vida apenas, acumula milhões de pequeninos atos. 

Cada um deles vai reclamar uma resposta universal.

Sua essência continua reagindo sobre seu criador, a partir do momento em que se tornou “carne” não apenas na presente existência, como na seguinte e ainda mais longe, até que se esgote pela correção do caráter. Em outras palavras, o que fazemos agora terá uma conexão substancial com o que desejamos realizar, com a capacidade de realização, milhares de anos a partir deste momento. Veja que este pensamento é muito sério!

Muitas pessoas podem acreditar e asseverar que as pequenas ações não sejam importantes. Acham que apenas os atos mais importantes joguem um papel de destino maduro, principalmente os que envolvem outras pessoas (e, espiritualmente, pouquíssimos atos não atingem nossos semelhantes).

No entanto, quando olhamos a vida de um ponto de vista global – tal como a visão de uma bacia fluvial vemos claramente que nenhuma ação é insignificante, por mais trivial ou ociosa que pareça. Uma corrente tem a fortaleza de seus elos.

Isto é certo para uma corrente de metal como para uma corrente de ações individuais ou coletivas. No fundo de um gênio, de um campeão olímpico, de um artista, encontramos milhares de pequenos esforços, persistentemente dirigidos a um objetivo. Igualmente num líder que facilmente vence os desafios. E da mesma forma num fracassado ou num ladrão.

Naturalmente acumulamos muitos pequeninos esforços bons e maus. Ninguém é inteiramente bom ou mau. Assim, o bem final que poderíamos obter dos bons esforços, ficam debilitados pelos pequeninos atos maus. Isso nos serve de advertência para vigiar as pequeninas coisas de nossa vida.

Acompanhando o fio de uma vida individual, vemos aqui e acolá surgirem os momentos críticos de desafio, que vão exigir o melhor da pessoa. Mas, se descuidamos da formação de nossa moral, se negligenciamos depositar no “Banco interno” os pequeninos esforços diários de autocontrole e amor desinteressado, então, ao chegarem os desafios, buscamos ansiosamente os recursos e não os encontrarmos. Aí vêm os infartos, as diabetes, os derrames, os desequilíbrios nervosos, tão comuns do mundo moderno. É uma vergonha para nossa cultura e avanço científico não compreendermos essas coisas elementares. E se compreendemos e as negligenciamos, então erramos duas vezes. Infelizmente, as pessoas estão muito ansiosas para usufruir as coisas materiais e não têm tempo. Querem resolver tudo no mais curto prazo de tempo possível, atacam os efeitos. Buscam livrar-se da advertência da dor e continuam agindo do mesmo modo que ocasionou o mal.

Um dia chega a crise, que é também um acúmulo de pequenos abusos. E quando essa crise não se desfecha nesta vida há de vir em outra, a menos que a pessoa tome outros rumos. Alguns raros indivíduos persistem tanto no mau caminho que seus pequeninos atos o acabam levando a constante “azar” como se costuma dizer. Mas a sorte e azar são consequências justas de nossos atos passados.

Um ponto importante é a intenção com que realizamos nossas atividades rotineiras. A dona de casa que faz alegre e amorosamente suas tarefas, que enche de harmonia seu lar beneficia os que nele estão e recolhe para si crescentes benefícios futuros.

Além disso, o trabalho se vai aperfeiçoando pela dedicação. Contrariamente, aquela que vive se queixando “de seus fardos e monotonia” realiza de má vontade as tarefas. Elas ficam malfeitas, a casa se enche de aborrecimento e desarmonia e essa atmosfera afetará desfavoravelmente a todos que nela residem ou entrem. Mais que isso, essa dona de casa estará acumulando maiores dificuldades futuras.

São Paulo apóstolo nos exorta “a fazer todas as coisas para a glória de Deus”. Se realizamos nossos afazeres com tal intenção, aí eles se tornam importantes, belos e agradáveis, por mais humildes e desagradáveis que pareçam.

Não é a importância ou humildade da ação que propriamente conta. Vale mais a intenção com que é feita e o sacrifício de si mesmo, tal como nos ilustra o “óbolo da Viúva”, nos evangelhos, mas se o ato é grande e amoroso, naturalmente é maior.

Em favor da rotina, podemos acrescentar: quando ela é feita com amor e atenção, vamos adquirindo perícia e, ao mesmo tempo, planejando melhores formas de execução.

Essa é a base do aprimoramento, que economiza trabalho, tempo e gasto além de enriquecer nossa capacidade epigenética. Precisamos de compreender que, do ponto de vista evolutivo, mais vale fazer bem as pequenas coisas rotineiras do que pular de uma a outra grande realização, sem dominar nenhuma. Que isto sirva de meditação para os que se acham aborrecidos com o seu ramerrão. Por mais brilhante que seja o indivíduo, a inconstância o retarda.

Ela equivale ao amontoar tijolos esparsos, aqui e acolá, em vez de alinhá-los sob determinado plano, para edificação de um templo. A rotina é também importante nos assuntos espirituais. A repetição de um ritual de efeitos ocultos definidos acaba construindo o templo etérico. É o que sucede na Fraternidade Rosacruz. Aprendemos que a nota-chave do Corpo Vital é a repetição. O Corpo Vital tem o poder de movimentar o inerte Corpo Denso, mas só o consegue por meio da repetição, da prática. Qualquer profissão ou habilidade pressupõe a repetição sistemática.

Devido a isso se costuma dizer que:” “todo desenvolvimento oculto começa pelo exercitamento do Corpo Vital”.

Mas devemos estar alertas e ativos para que, através desse meio, possamos promover o desenvolvimento intelectual e espiritual, em grande potencial, para a Idade de Aquário que se aproxima.

A própria rotina de nossa vida material foi prevista pela evolução para que, por meio da repetição possamos despertar plenamente nossos Corpos Vitais, precisamos de corrigir nosso atual conceito de “dever” como algo odioso. Se nos rebelamos contra o que chamamos de “monotonia”, acabamos retardando nossa evolução. O brasileiro e demais latinos devem compreender muito bem esse ponto. Que isso os estimule a lutar contra o desejo de mudanças e novidades e aproveitem as oportunidades para tornar a rotina numa alavanca de evolução. No começo não será fácil, mas depois acabarão fazendo com amor suas tarefas materiais e os deveres espirituais (preces, exercícios de concentração e meditação matinais e o de retrospecção noturna). A prática fiel desses exercícios constitui dificuldades para nossos estudantes, porque não aprenderam a gostar da rotina e nem a executar como recomendamos aqui. Entendamos bem seu alcance para que possamos amá-la. Disse Max Heindel a respeito dos exercícios: “persistência e mais persistência; ela é que nos traz resultados, quer no plano material, quer no plano espiritual”.

Nossas ações devem ser levadas a cabo com uma atitude de devoção, discernimento e determinação, para que se tornem realmente valiosas, para nós e para os demais, agora e num futuro distante. Quando desejamos servir a Deus em tudo que fazemos, aí infundimos humildade, reverência, previsão e criatividade nas tarefas. Procuraremos expressar a vontade de Deus e não a nossa.

Desse modo, nossos propósitos vão se aproximando e coincidindo com os de Deus. Ademais, quando compreendemos que o amar a Deus depende de amar e servir nossos semelhantes, passamos a cumprir as tarefas mais monótonas com espírito de amor, considerando mais o modo de realizá-la do que sua importância ou natureza intrínseca.

Tudo isto nos conduz ao discernimento. Se algo é digno de ser feito, vale a pena fazê-lo bem. O “prefácio” para qualquer ação deveria ser: É digna de ser feita? Qual o seu objetivo? A quem beneficiará? Ela é compatível ou contrária à Lei natural? Nossas motivações, ao executá-la, são egoístas ou altruístas? Se a nossa intuição e conhecimento oculto aprovam as respostas, é o sinal de que o trabalho merece realização.

Nosso tempo é limitado. Portanto escolhamos bem o que fazer e o melhor modo de fazê-lo. Algumas pessoas têm mais capacidade de previsão, mas ela pode ser desenvolvida pela prática. Se cada ação, por menor que seja, conta, seja bem pensada e altamente motivada.

Eis outro fator igualmente importante no reto agir: a determinação. Está intimamente ligada com o primeiro passo: a repetição racional. Uma vez que decidamos realizar algumas coisas, é mister evitar a indiferença e desânimo ante os fracassos ou desafios de sua execução, mormente na etapa inicial. Talvez seja necessário mudar alguma coisa ou simplesmente continuar fazendo e aprimorarmo-nos com isso. A obra é digna de ser feita. Devemos alcançá-la com êxito. Também é possível que nosso plano inicial, por honesto que seja, resulte deficiente no curso da ação.

Nesse caso, não nos resta outra alternativa senão a de pensar novamente no assunto, à luz da experiência; consultar alguém que saiba melhor que nós; e continuar tentando, sem nos arrefecermos ante os malogros.

Aprendemos mais com os fracassos do que com os êxitos.

Finalmente advertimos contra o terrível anestésico da vontade e da realização: a preguiça. A ociosidade e indiferença que nascem da indolência são mais danosas que o mau planejamento e egoísmo para a evolução física e espiritual. O propósito da vida sobre a Terra é a experiência e só podemos obter pela firme vontade de realizar, de fazer as coisas. Mais vale um grama de realidade do que um quilo de sonhos. “A fé sem obras, é morta”.

As faculdades e propensões que armazenamos, para uso futuro, nascem das reações e experiências suscitadas pelos atos. Se nos permitimos desperdiçar o tempo na preguiça, recolheremos poucas experiências. Em tal caso, é lógico esperar que o aguilhão de Saturno, através da necessidade, nos venha espicaçar. A inatividade temporária é muitas vezes prudente, para refazer a saúde e recomeçar com mais método; ou então deixar que as coisas se aclarem. Mas isso não deve ser confundido com a indolência que muitos, infelizmente, se permitem por ignorância dos assuntos espirituais.

A atividade é a essência da vida. A natureza não conserva nada inútil: ou se ativa, e vive e cresce; ou se atrofia e morre. Mas a atividade deve ser planejada, estudada segundo a reta conduta que temos o privilégio de conhecer, por meio da Fraternidade Rosacruz.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/73 – Fraternidade Rosacruz –SP)

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Os Três Graus do Discipulado – Parte II – Grau Fraternidade – São Natanael ou Bartolomeu

Os Três Graus do Discipulado

Parte II – Grau Fraternidade

São Natanael (ou São Bartolomeu)

A lenda diz que Natanael, cujo último nome era Bartolomeu, era um filho do Príncipe de Talmai, uma família conhecida por Josefo1. O Cristo descreveu Natanael para nós quando o declarou ser sem malícia. Natanael era um místico cuja nota-chave era a pureza. Quando Filipe trouxe-o para se encontrar com o Grande Mestre, as primeiras palavras do Mestre para o Seu novo Discípulo foram: “Quando você estava sob a figueira, eu vi você”.

A figueira simboliza a regeneração. Essa saudação significava que Ele conhecia o trabalho de Natanael na sua preparação para o discipulado por meio do processo de regeneração.

A amizade entre Natanael e Filipe pode ser comparada àquela que existia entre David e Jonathan2.

Natanael Bartolomeu foi descrito como “tendo cabelos pretos, pele clara e grandes olhos bonitos”. Ele era de altura média, nem alta nem muito baixa, mas mediana. Ele usava um manto branco bordado de roxo e sobre seus ombros uma capa branca. Sua voz era como o som de uma forte trombeta.

Ele foi acompanhado pelos Anjos de Deus, que nunca permitiram que ele se cansasse, ficasse com fome ou com sede. Seu rosto, sua alma e seu coração estavam sempre felizes e alegres. Ele previu todas as coisas. Ele conhecia e falava as línguas de todas as nações.

Quando os Discípulos se dispersaram após a Ascensão, ele e Filipe viajaram por muitas terras juntos.

Depois da morte de Filipe, Natanael foi para a Etiópia, onde fundou a primeira Igreja cristã. Lá, ele soltou a filha do rei que estava sob o poder de demônios obsessivos. A menina, a qual se tornou uma de suas alunas, disse a seu pai: “Ele conhece todas as coisas, fala todas as línguas e é atendido pelos Anjos de Deus”.

O rei enviou imediatamente até Natanael camelos carregados com presentes de ouro, prata e pedras preciosas.

Naquela noite, ele apareceu no quarto do rei e perguntou: “Por que você me enviou essas coisas terrenas? Meus desejos não são mais carnais, mas, eles estão centrados nas coisas do céu”.

Após a partida de Natanael, o rei e sua filha se tornaram líderes da comunidade cristã na Etiópia, onde conseguiram muitas coisas boas para seu povo.

Conta-se que Natanael sofreu martírio na Armênia sendo esfolado vivo.

_____

[1] N.T.: Flávio Josefo, ou apenas Josefo (em latim: Flavius Josephus; 37 ou 38-ca. 100 e, após se tornar um cidadão romano, como Tito Flávio Josefo em latim: Titus Flavius Josephus), foi um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis.

[2]N.T.: David e Jonathan foram figuras heroicas do Reino de Israel, que formaram uma aliança de amizade registrada nos livros de Samuel.

(do Livro: New Age Bible Interpretation, Vol VI, Corinne Heline – Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross – 11-12-2002)

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As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco – A Terra do Arqueiro

NA TERRA DO ARQUEIRO

 

   The-Land-of-Archer As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Arqueiro

Os meninos estavam muito contentes diante dos portões da terra seguinte, pois mesmo de fora, pareciam agradáveis e acolhedores. Lembraram os meninos o fogo que sua mãe acendia na lareira, no inverno, porque lançavam chamas azuis e depois esverdeadas.

Havia figuras em movimento sobre estes portões, como os primeiros que eles visitaram, mas não puderam vê-las bem, devido às luzes cintilantes que saíam da sua superfície. A única coisa que eles puderam ver claramente foi um rolo de papel com letras prateadas perto da parte superior dos portões. Depois de observá-lo cuidadosamente durante algum tempo, os meninos viram que lá estava escrito:
“APONTA PARA A ESTRELA E ACERTA NA LUA”

– “Que quer dizer isso? Perguntou Rex.

– “Tem algo a ver com atirar”, respondeu Zendah, “devemos procurar alguma coisa para atirar”.

Procuraram em redor e logo acharam um arco muito pequenino pendurado de um lado do portão, e também uma pequena bolsa de setas ao lado.

The-Land-of-Archer-1 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Arqueiro

– “Não podemos, ambos, usá-lo ao mesmo tempo”, explicou Rex. “Eu, penso que sou melhor atirador”.

Apanhou o arco e apontou uma seta para o portão, mas errou e acertou no pilar da esquerda. Apontou novamente e acertou o pilar da direita.

– “Pensei que você fosse melhor atirador”, riu Zendah. “Experimente apontar mais alto”.

Rex apontou para um lugar acima do portão e acertou num pequeno escudo bem abaixo do rolo de papel que ele não havia percebido antes.

Imediatamente todo o portão ficou iluminado, podendo- ver-se ao centro uma seta grande, de fogo. De cada lado estava um personagem, metade homem e metade cavalo; um deles estava vestido com linda armadura e o outro com peles grosseiras como um selvagem.

Uma voz pediu a senha e os meninos responderam: “Liberdade”.

– “Entre livremente, Rex e Zendah, na terra do Arqueiro”, ouviu-se em resposta. Como nas outras terras, os portões abriram-se imediatamente.

Um jovem vestido com uma pequena túnica azul, pernas nuas e sandálias como os antigos gregos, correu ao encontro dos meninos. Segurava, com uma correia dois elegantes galgos. Levantando sua mão direita num gesto de saudação, deu-lhes as boas vindas e convidou-os a segui-lo.

Era uma terra linda com planícies onduladas, cobertas de grama e cercadas de pequenas cadeias de montanhas.

Aqui e ali, graciosos templos com pilares resplandecentes de diferentes pedras coloridas, como aqueles que ainda se podem ver na Grécia ou em Roma. Levando um apito de prata aos lábios, o guia fez soar uma nota limpa e imediatamente surgiram quatro magníficos cavalos.

– “Sabem montar?”, perguntou ele.

– “Sim”, gritaram as crianças.

Porque já haviam passeado a cavalo nos campos próximos de sua casa. Rex montou num cavalo preto; Zendah, num cavalo branco e o guia ficou de pé, com um pé sobre um cavalo baio e o outro num tordilho. Com as rédeas nas mãos, ele dirigia os quatro cavalos. Partiram e com alegres gritos de animação os cavalos voavam como o vento pelos caminhos. Os cavalos, não estavam encilhados e os meninos seguravam nas crinas dos cavalos, porque estes iam tão velozes que era necessária toda atenção para não caírem.

Por toda parte viam quantidade de cavalos de todas as cores e tipos perseguindo caça e correndo, alguns com cavaleiros, outros com cabeça de homem e corpo de cavalo da cintura para baixo. Havia também muitos cães ajudando na brincadeira. Pararam repentinamente defronte de um pátio pavimentado com pedras quadradas, brancas e pretas. Desmontando, o jovem amarrou as rédeas dos cavalos em um anel em um dos postes do portão.

Os meninos seguiram-no do centro do pátio até uma curiosa construção feita de metal branco brilhante, com nove lados e nove janelas, uma em cada lado. Não parecia haver caminho de entrada, a não ser voando através de uma janela!

 

The-Land-of-Archer-2 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Arqueiro

Em torno de cada janela havia uma guarnição de pedra, entalhada com folhas e sinais fantásticos, e em cima de cada uma, uma espécie de pássaro surgindo de chamas.

Seu guia fez um som baixo, interessante, e de súbito toda a frente do edifício abriu-se, e eles se encontraram olhando para dentro de um estábulo feito inteiramente de pedra purpúrea, polida como espelho.

– “Veja, Rex, veja!”, gritou Zendah, “É Pégaso, o cavalo voador”.

Na verdade, vindo em direção dos meninos, estava o mais bonito cavalo branco que eles jamais viram. Seu pelo era brilhante como seda, e logo atrás dos seus ombros haviam duas grandes asas prateadas que ele mantinha dobradas ao longo do seu dorso enquanto não voava. Zendah chegou-se perto dele e fez-lhe uma carícia no focinho.

– “Podemos dar um passeio nele?”, perguntou ela.

– “Não creio que vocês possam dirigi-lo”, disse-lhes o guia sacudindo a cabeça, “‘ e se vocês não puderem, como ele pode voar por toda parte, até mesmo para as estrelas que vocês têm dificuldades para ver, poderá levá-los para uma delas de onde será muito difícil vocês voltarem.

Quando tiverem aprendido todas as senhas das terras do Zodíaco, talvez então estejam aptos a montá-lo e a darem um passeio pela via Láctea. Nosso Rei dará a vocês um apito de estanho; não será fácil soprar a nota exata para chamar Pégaso, mas quando vocês conseguirem, ele virá e vocês poderão montá-lo.

Depois de deixarem o estábulo, desceram uma planície coberta da mais linda grama curta e musgo; um verdadeiro tapete de relva, por toda a parte havia bancos cobertos de relva uns diante dos outros como se fossem degraus de uma escada.

Homens, mulheres e crianças estavam sentados nessas ondulações, olhando outros que estavam no espaço central, tomando parte em toda a espécie de corrida e de jogos.

– “Como parecem alegres e bem-humorados”, disse Rex depois de ter observado uma das corridas. “Parece que não se preocupam nada com o que percam ou ganham”.

Mal foram pronunciadas essas palavras, os meninos viram dois outros que acabavam de terminar uma corrida, ao mesmo tempo, empatados, e estavam discutindo para ver a quem cabia a coroa de folhas de figueira, que era o prêmio da corrida.

O jovem que acompanhava Rex e Zendah foi até eles e disse: “Se vocês não chegam a um acordo terão de ir à presença do Rei”.

Chamando mais dois cavalos para aqueles meninos, todos eles montaram e saíram percorrendo as verdes campinas até chegarem a um castelo que tinha nove torres com espirais agudos. Homens vestidos com longas túnicas e capacetes brancos vieram ao seu encontro, e os acompanharam desde a entrada até a sala principal. Aí eles viram sentado no seu trono, o mais alegre Rei jamais visto, com face rosada e olhos azuis e pestanejantes.

– “Com certeza esse rei tem algum parentesco com o velho Rei Repolhudo”, pensaram as crianças, pois parecia que ele estava pronto para rir, mesmo quando estava sério! Não era possível a ninguém ficar triste olhando para ele; tinha que se sentir feliz”.

Os pajens que estavam de serviço, mostraram a Rex e Zendah algumas almofadas nos degraus próximos do trono, e depois de se curvarem para o Rei que lhes deu um dos seus alegres sorrisos, eles se sentaram.

Dois outros pajens trouxeram os dois contendores à presença do Rei Júpiter (pois esse era o seu nome), que pareceu sério por alguns minutos, enquanto ouvia a história.

– “Que malucos são vocês”, disse ele, “Não tem a mínima importância quem chegou primeiro, pois que ambos vocês correram o mais que puderam. Vocês conhecem o ditado que está por cima da entrada, desta terra: TODOS PODEM APONTAR PARA A ESTRELA, MAS ENQUANTO NÃO TIVEREM PRÁTICA, NÃO ESPEREM ALCANÇÁ-LA”.

Então Júpiter dividiu a coroa entre os dois que ficaram muito satisfeitos. Júpiter levantou-se do trono e bateu palmas.

“Tragam o banquete, e que meus alegres músicos toquem suas melhores músicas para mostrarem a Rex e Zendah como os súditos do Rei Júpiter podem ser alegres e felizes”.

The-Land-of-Archer-3 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Arqueiro

 

Em poucos minutos apareceram mesas e grandes pratos com frutas, bolos e doces que foram colocados diante deles. Havia abundância de tudo, todos procuraram fazer com que os meninos se sentissem em casa, e encheram-nos de presentes de figos e abricós para que os levassem consigo.

Eles não sabiam o que fazer primeiro: se agradecer a todos, se comer as frutas ou se ouvir a música que era muito bonita. Nesse momento, um homem idoso que estava sentado no extremo da mesa levantou-se e ergueu sua mão.

Todos silenciaram e ele disse: “Cantemos nossa canção de gratidão aos Anjos; por nos terem auxiliado a cultivar todas estas lindas frutas”.

Um glorioso hino de agradecimento foi cantado por todos. Terminado o hino as crianças foram levadas de novo diante do trono de Júpiter.

Aí, Rex recebeu o prometido apito, e Zendah recebeu uma estrela de nove pontas feita de carbúnculo; e para seu desapontamento, disseram-lhe que era tempo de partirem.

Jamais eles estiveram antes em um lugar onde todos fossem tão generosos, nem de onde ficassem tão tristes por terem de sair. Seus guias trouxeram seus cavalos até a porta do palácio e eles montaram. Desta vez permitiram que eles mesmos dirigissem os cavalos de volta ao portão de entrada. Centenas de pessoas acompanhavam os meninos para se despedirem. Quando chegaram do lado de fora dessa terra maravilhosa e os portões aos poucos se fecharam, eles ouviram vozes gritando:

– “Adeus, adeus; voltem em breve; ficamos muito contentes em ver vocês”.

– “Eu amo essa terra do Arqueiro”, disse Zendah.

– “Por certo”, replicou Rex. “É o seu Signo!

 

(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Bondade tem que ser uma Força

A Bondade tem que ser uma Força

Durante a nossa jornada de purificação, quando nos esforçamos por mudar seriamente de vida e tornar-nos cada vez melhores, corremos o risco de acabar parecendo tolos, dando ensejo a que pessoas mal avisadas interpretem nossa bondade, baseadas em seus próprios padrões, como sinal de fraqueza. Daí podem surgir situações difíceis que vão exigir tremendos esforços de nossa parte para que sejam corrigidos todos os enganos, e as coisas repostas em seus lugares. Na verdade, leva um bom tempo até que nosso esforço para ser melhores apareça revestido de sua própria verdade sob sua real aparência. Antes disso, há um longo caminho de burilamento interno para que se chegue a adquirir o aspecto de tranquilidade, paz e desprendimento real, que não poderá mais ser confundido com a aparência de uma pessoa tola e desavisada. Para isso, nossa “bondade” deve adquirir força em si mesma, criada não só pelos nossos bons propósitos, mas principalmente pelas nossas boas realizações.

O exemplo máximo de força encontramos em Cristo Jesus, que era bom, justo, honesto, manifestando todas as qualidades superiores que eram raras na humanidade de seu tempo. Essas qualidades eram fortes e se sobrepunham às iniquidades e fraquezas dos que o cercavam, fazendo-o amado por uns e temido por outros. E foi por temor a força dessas qualidades que o crucificaram. Mas embora fosse Cristo um enviado do Pai para sacrificar-se por nós, redimindo nossos erros pelo seu sangue derramado na cruz, é seu exemplo que temos de seguir, para que seja possível despertar a força que existe em nós, e que é Deus em nosso próprio íntimo.

Porque, só quando pudermos nos apoiar nessa força é que alguma coisa começará a dar frutos, no longo caminho de preparação que vimos trilhando. Esses frutos, porém, muitas vezes poderão parecer fugazes, como se a força conquistada em bem nos esteja fugindo, fazendo com que nos sintamos subitamente sós e desamparados.

Mas, embora isso aconteça, não será prova de que Deus nos abandonou e retirou de nós a sua força.

Pelo contrário: vem provar que Ele está ainda mais próximo, a ponto de nos permitir experimentar nossa própria solidão e nos fazer compreender e sentir que Ele é também essa solidão, que Ele também está no nosso desamparo.

Uma coisa é certa: nunca estamos sós. Deus está sempre presente, e é a nossa constância no Bem, nossa permanência na Verdade, que nos levará a sentir cada vez mais real a Presença Divina. Mesmo que a impressão dessa Presença mude, que já não se manifeste como apoio, como graça, como auxílio, mas como percalço, como dura experiência, mesmo assim, ela, é Presença, está ali cada vez mais perto e mais sutil; não como uma força externa, mas como Poder dentro de nós mesmos, como aquisição conquistada pela nossa própria permanência na fé. E esta deve ser a nossa maior esperança quando tivermos que colocar à prova a nossa bondade, num mundo que nem sempre encontraremos preparado para recebê-la.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/73 – fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Diz-se que quando o Novo Testamento menciona o “Filho do Homem” quer se referir ao Espírito Solar. Os adoradores do Sol foram considerados idólatras. Nós também seríamos considerados como tais?

Pergunta: Diz-se que quando o Novo Testamento menciona o “Filho do Homem” quer se referir ao Espírito Solar. Os adoradores do Sol foram considerados idólatras. Nós também seríamos considerados como tais?

Resposta: Todo aquele que não segue os padrões de seu tempo é um idólatra. Quando o Sol, por precessão, a deixou constelação de Touro e entrou em Áries foi emitida a ordem “Não adoreis o bezerro de ouro; isso é idolatria”. 

Posteriormente, quando chegou a era Cristã, houve uma nova aliança e não se devia mais praticar o Judaísmo com suas oferendas, pois Cristo chegara e houve um único sacrifício por todos. Tornou-se idolatria executar o antigo sacrifício. Não há nenhum outro nome dado sob o céu pelo qual nós devemos ser salvos, a não ser o nome de Jesus Cristo. Mais tarde, quando Cristo entregar tudo nas mãos do Pai, haverá um novo padrão e será idolatria voltar aos nossos ideais de hoje.

(Revista Serviço Rosacruz – 12/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Porque o Método Rosacruz de Desenvolvimento é Ocidental

Porque o Método Rosacruz de Desenvolvimento é Ocidental

Dizer que a Fraternidade Rosacruz é uma escola preparatória aos mistérios do ocidente não contradiz o sentido de universalização para que tende o Cristianismo Esotérico. Tal como o Sol vem de leste para oeste, a luz da espiritualidade seguiu a mesma direção ao longo da evolução humana.

Confúcio na China; Buda na Índia, Pitágoras na Grécia, foram progressivos marcos da trajetória brilhante do Sol da espiritualidade, dirigindo a evolução religiosa cada vez mais para o oeste. Depois surgiu Cristo. Sua influência predomina, por enquanto, no ocidente até que por todo o mundo os demais Egos se universalizem e se libertem dos laços restritivos da raça e da tradição. No ocidente estão os seres mais evoluídos da Terra, em sentido geral, seres que em outras vidas já tiveram encarnações no oriente.

Agora renascem nessa parte do globo para receberem ensinamentos equivalentes ao seu estado evolutivo. Pode parecer, ao menos avisado, que o oriente, em questão espiritual esteja na vanguarda. Engano. Aqueles Egos se encontram na curva descendente da evolução, prestes a atingir o nadir da materialidade, pelo qual já passaram os ocidentais. Em futuro não muito distante viverão os mesmos problemas que nós, para adquirirem a experiência da vida material. Já se afastam, pouco a pouco, das vivências predominantemente subjetivas para mergulharem na conquista do mundo material, requisito indispensável à evolução, no presente estágio de desenvolvimento da humanidade. Entretanto, os ocidentais, subindo o arco ascendente da escala evolutiva, estão alcançando condições cada vez mais espiritualizadas, Corpos físicos mais refinados e Mentes mais dinâmicas.

Os métodos de realização oriental e ocidental são bem distintos, conquanto tenham em comum alguns princípios doutrinários como a Lei do Renascimento, a Lei de Causa e Efeito, etc. No método oriental, o neófito se subordina ao guru (Mestre) e condiciona seu desenvolvimento à completa aceitação do que lhe é ensinado. No método ocidental, fundamentalmente individualista, se busca, desde o princípio, libertar o neófito de todas as influências externas que lhe dificultam a livre manifestação do Ser.

O método ocidental respeita em cada aspirante o acervo individual de experiências passadas que lhe formaram a natureza, a índole, o temperamento, o caráter, enfim, sua particular e total estrutura Egóica, diferente da de qualquer orientador externo. O método ocidental lhe dá, ao mesmo tempo, meios de realização e deixa o desenvolvimento na dependência exclusiva de sua iniciativa, esforço e perseverança.

A questão Iniciática não é simples, como podem fazer crer os ignorantes e os charlatães. A Escola Rosacruz exorta seus membros a não pensar em voos de alma e a se dedicar de todo coração e vontade ao aprimoramento do caráter, mediante o serviço amoroso e altruísta aos demais, pelos meios de iluminação que põe dadivosamente à disposição de todos. Isso concorda com os Evangelhos: “procure primeiramente o Reino dos Céus e Sua justiça e o demais virá por acréscimo”.

É importante que saibamos distinguir, para nossa orientação e dos demais, o método ocidental de desenvolvimento. 

Como diz Max Heindel: “Buda pode ter sido a luz da Ásia, mas Cristo é a luz do mundo”. Assim como a luz do Sol

ofusca o brilho das mais radiantes estrelas, tempo chegará em que o verdadeiro cristianismo ofuscará todos os demais sistemas doutrinários para inteiro benefício da própria humanidade

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/73 – fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros – Saturno

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros

(*) Advertência: A descrição aqui apresentada é mais exata quando o Astro é o Regente do horóscopo e bem-aspectado.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – Capítulo XIX – Max Heindel e Augusta Foss Heindel)

Saturno

FisioSaturno Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros - Saturno

O Planeta Saturno percorre o zodíaco em 29,5 anos e permanece, portanto, 2,5 anos em cada Signo. Saturno – satanás=opositor – Satanás é o grande opositor.

Da mesma forma que o Sol é o símbolo da luz e da vida, Saturno é o símbolo da escuridão e da morte.

É o Guardião do Umbral que o neófito precisa passar e vencer antes de penetrar de forma consciente nos Mundos invisíveis.

Saturno parece impedir, mas na verdade ele aprofunda.

Quando a pessoa peca contra as leis da natureza é Saturno quem os chama à razão; isto pode ser através de doenças ou dores.

Saturno proporciona um corpo magro e ossudo; fornece o poder da concentração e aprofundamento: sóbrio e recluso.

Tradução feita pelos irmãos e irmãs da  Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil, do original: ASTROLOGISCHE TYPELOGIE – Hans Stein – Fishe-tekst – Fraternidade Rosacruz – Alemanha

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros – Júpiter

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros

(*) Advertência: A descrição aqui apresentada é mais exata quando o Astro é o Regente do horóscopo e bem-aspectado.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – Capítulo XIX – Max Heindel e Augusta Foss Heindel)

Júpiter

 FisioJúpiter Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros - Júpiter

O Planeta Júpiter leva, em torno de, 11,86 anos para passar por todos os Signos do Zodíaco; ficando, portanto, quase um ano em cada Signo.

A palavra jovial tem sua raiz na denominação latina de Júpiter: “Jovis”.

Os jupiterianos são corteses, otimistas, generosos e de natureza gentil.

O corpo é de altura mediana, magros, mas com tendência a corpulência depois.

Na testa tem um tipo de faixa ou engrossamento de cerca de 2 cm de largura.

Júpiter proporciona o otimismo, idealismo e a capacidade de ser útil.

Tradução feita pelos irmãos e irmãs da  Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil, do original: ASTROLOGISCHE TYPELOGIE – Hans Stein – Fishe-tekst – Fraternidade Rosacruz – Alemanha

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Preparação para o Renascimento: construção de uma nova Mente e um novo Corpo de Desejos

Pergunta: Qual o estado do Espírito antes do renascimento?

Resposta: Antes de imergir na matéria, o Tríplice Espírito está nu, tendo apenas consigo as forças dos quatro Átomos-sementes, os núcleos do Tríplice Corpo (Corpos: Denso, Vital e de Desejos e a Mente)

Pergunta: O que poderia ser comparado com a sua descida?

Resposta: A descida se assemelha à colocação de vários pares de luvas de crescente espessura nas mãos.

Pergunta: O que ocorre primeiramente?

Resposta: As forças da última existência são despertadas de seus estados latentes no Átomo-semente. Daí, começa o processo de atração dos materiais das mais altas subdivisões da Região do Pensamento Concreto.

Pergunta: Como se efetua?

Resposta: Na forma similar àquela do magneto que atrai a limalha de ferro. Se passarmos o magneto sobre uma porção de pedacinhos de metal, vê-lo-emos fazer uma seleção. Atraindo apenas o ferro e, mesmo assim, apenas na quantidade de sua possibilidade de atração.

Pergunta: Como esse exemplo se aplica ao Átomo-semente?

Resposta: A mesma coisa acontece com o material pelo qual tem afinidade e nada além do que uma definida quantidade.

Pergunta: Qual o tipo de Corpo produzido?

Resposta: Assim o veículo que se constrói ao redor desse núcleo se torna uma exata contraparte do veículo correspondente à última vida, menos o mal expurgado e mais a quintessência do bem incorporado ao Átomo-semente.

Pergunta: Qual a forma que o material atraído assume?

Resposta: O material selecionado pelo Tríplice Espírito assume a forma de um grande sino, aberto inferiormente e com o Átomo-semente localizado no topo.

Pergunta: Com o que poderia se comparar a descida, desse sino?

Resposta: Se concebemos essa ilustração espiritualmente, podemos compará-la ao mergulho de um escafandro em um mar de fluidos de crescente densidade.

Pergunta: A que corresponde isso?

Resposta: Corresponde às diferentes subdivisões de cada Mundo. A matéria tomada na contextura da forma com aparência de sino, vai tornando-a cada vez mais pesada. Assim ela vai mergulhando nas subdivisões mais inferiores, na medida em que vai atraindo a cota correspondente de material de cada subdivisão da Região do Pensamento Concreto até que o revestimento de uma nova Mente se complete.

Pergunta: Qual o processo adotado em relação ao Corpo de Desejos?

Resposta: Depois de passar pelo Mundo do Pensamento, a forma com aparência de sino entra no Mundo do Desejo, onde as forças do Átomo-semente do Corpo de Desejos são despertadas, se situando aquele ainda no topo do sino, porém, na sua parte interior. Desse momento, então, se inicia a descida através das sete Regiões do Mundo do Desejo, se desenvolvendo o mesmo processo de atração do material de cada Região daquele Mundo, na medida determinada pela capacidade do Átomo-semente.

Nessa altura a forma com aparência de sino possui já duas camadas: o revestimento da Mente por fora e o novo Corpo de Desejos por dentro.

(Revista: Serviço Rosacruz – 11/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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