porFraternidade Rosacruz de Campinas

Teoria Teológica: afirma que em cada nascimento uma alma recém-criada por Deus entra na arena da vida, passando pelas portas do nascimento, a esta existência visível; que ao fim de um curto período de vida no mundo material passa, através dos portais da m

Teoria Teológica – afirma que em cada nascimento uma alma recém-criada por Deus entra na arena da vida, passando pelas portas do nascimento, a esta existência visível; que ao fim de um curto período de vida no mundo material passa, através dos portais da morte, ao invisível além, de onde não volta mais; que sua felicidade ou desgraça ali é determinada para a toda eternidade pelas ações que tenha praticado durante o período infinitesimal que vai do nascimento à morte.

É dualística, isto é, atribui certos fatos e fases da existência a estados suprafísicos e invisíveis, se bem que difira amplamente em outros pontos da Teoria do Renascimento.

Uma das maiores objeções que se faz à doutrina teológica ortodoxa, tal como se apresenta, é sua completa e reconhecida impropriedade. Das miríades de almas que foram criadas e habitam este Globo desde o princípio da existência, mesmo que este princípio não vá além dos seis mil anos, é insignificante o número das que se salvariam: apenas “cento e quarenta e quatro mil”! As demais seriam torturadas para sempre! E assim o demônio teria sempre a melhor parte. De modo que até poderíamos dizer, como Buda: “Se Deus permite que tais misérias existam, Ele não pode ser bom, e se Ele não tem o poder de impedi-las, não pode ser Deus”.

Nada há na Natureza que se pareça a tal método: criar para, em seguida, destruir o que foi criado. Imagina-se que Deus deseja a salvação de TODOS, e que é contrário à destruição de qualquer um, tanto que para salvá-los “deu Seu Único Filho”. Assim sendo, esse “glorioso plano de salvação” falha pela base!

Se um transatlântico, com duas mil almas a bordo enviasse uma mensagem sem fio de que estava afundando na saída de Sandy Hook , poder-se-ia considerar um “glorioso plano de salvação” enviar em seu socorro apenas um rápido barco a motor, capaz de salvar só duas ou três pessoas? Certamente que não! Pelo contrário, seria considerado um “plano de destruição” não providenciar meios adequados para salvar, pelo menos, a maioria dos passageiros em perigo.

O plano de salvação dos teólogos, porém é muitíssimo pior do que isso, uma vez que dois ou três em dois mil é uma proporção imensamente maior do que o plano teológico ortodoxo de salvar unicamente 144.000 dentre todas as miríades de almas criadas. Podemos, pois, sem medo de errar, rejeitar esta teoria também, já que é inexata, porque é irrazoável. Se Deus é onisciente Ele deve ter desenvolvido um plano mais eficaz. E assim Ele o fez. O que ficou dito é apenas teoria dos teólogos. Os ensinamentos da Bíblia são, conforme veremos adiante, muito diferentes.

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Teoria Materialista

A Teoria Materialista sustenta que a vida é uma viagem do berço ao túmulo; que a Mente é o resultado de certas correlações da matéria; que o ser humano é a mais elevada inteligência do Cosmos, e que a sua inteligência perece quando o Corpo se desintegra, após a morte.

É monística. Procura explicar todos os fatos da existência como processos dentro do mundo material.
Comparando a teoria materialista com as leis conhecidas do Universo, notamos que tanto a continuidade da força como as da matéria estão bem determinadas, além de qualquer necessidade de elucidação. Sabemos também que força e matéria são inseparáveis no Mundo Físico. Isto é contrário à teoria materialista, para a qual a Mente perece ao ocorrer a morte. Se nada pode ser destruído, também a Mente não o poderá. Ademais, sabemos que a Mente é superior à matéria, posto que ela modela a face tornando-a uma reflexão ou espelho da Mente. Sabe-se que as partículas dos nossos Corpos são continuamente trocadas e que, pelo menos uma vez em cada sete anos, todos os átomos do Corpo são substituídos.

Se a teoria materialista fosse verdadeira a consciência também deveria sofrer uma completa mudança, não podendo conservar a memória do passado, pelo que em qualquer tempo só poderíamos recordar os acontecimentos dos últimos sete anos. Mas bem sabemos que tal não acontece. Recordamos até os acontecimentos da nossa infância. Pessoas há que relatam incidentes dos mais triviais, esquecidos da consciência comum, recordados distintamente numa visão rápida e retrospectiva da vida quando estiveram a ponto de perecer afogadas. Experiências similares, em estado de transe, são também muito comuns. O materialismo não pode explicar essas fases de sub e supraconsciência. Simplesmente as ignora. Mas ignorar a existência desses fenômenos, quando a investigação científica moderna os têm comprovado fora de qualquer dúvida, é séria falha numa teoria que proclama poder resolver o maior problema da vida – a Vida em si mesma.

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Renascimento: por meio de repetidas existências em Corpos terrestres de qualidade gradualmente melhor, as possibilidades latentes convertem-se lentamente em poderes dinâmicos

Renascimento – cada alma é uma parte integrante de Deus, contendo em si todas as potencialidades divinas, do mesmo modo que a semente contém a planta; que por meio de repetidas existências em Corpos terrestres de qualidade gradualmente melhor, as possibilidades latentes convertem-se lentamente em poderes dinâmicos; que ninguém se perde neste processo, mas que toda a humanidade alcançará, por fim, a meta da perfeição e a união, novamente, com Deus.

Ela postula um processo de lento desenvolvimento, efetuado, persistentemente, por meio de repetidos renascimentos e em formas de crescente eficiência. Por intermédio destas formas, tempo virá em que todos alcançarão o cume do esplendor espiritual, presentemente, a nós, inconcebível. Olhando ao redor, vemos por toda a parte o esforço lento e perseverante, na natureza, para atingir a perfeição. Não vemos nenhum processo súbito de criação ou mesmo de destruição, tal como postula o teólogo, mas nós vemos isto sim, “Evolução”.

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Reencarnação : A Filosofia Rosacruz utiliza de preferência a palavra “renascimento”, que é mais adequado

Reencarnação: A Filosofia Rosacruz utiliza de preferência a palavra “renascimento”, que é mais adequado. Durante os nossos desenvolvimentos atuais estamos sujeitos à ação de duas grandes leis: a Lei de Causa e Efeito e a do RenascimentoConhecendo estas leis podemos compreender o sistema em que vivemos. Em geral, nós voltamos para a Terra a cada mil anos e nós renascemos alternadamente em um corpo masculino e um corpo feminino.

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Ordem Rosacruz: é a grande Escola de Mistérios Ocidental.

Ordem Rosacruz – é a grande Escola de Mistérios Ocidental. Nesta escola, os pioneiros da humanidade (os Iniciados) aprendem a usar os poderes espirituais que a humanidade comum desenvolverá ao longo de um período muito longo de tempo.

Os Irmãos Maiores da Rosacruz também trabalham para o progresso da humanidade em geral. Eles, discretamente, intervêm nos assuntos mundiais, mas não privam o ser humano da sua livre vontade.

Atualmente, a ciência e a religião são separadas. Nem sempre foi assim e vão se reunir no futuro. No entanto, a ciência materialista não pode se unir a uma religião espiritual. Portanto, é necessário que a ciência seja espiritualizada e que a religião se torne científica.

Isso é para facilitar essas mudanças que os Irmãos Maiores da Rosacruz trazem ao mundo a luz do ensinamento esotérico cristão. Este ensinamento, inteiramente lógico e profundamente espiritual, tem o objetivo de satisfazer tanto a Mente como Coração dos seres humanos.

O nome simbólico do fundador da Ordem dos Rosacruzes é Christian Rosenkreuz (Cristão Rosacruz), que significa que o cristão com a cruz e as rosas. É por isso que os ensinamentos Rosacruzes é uma escola predominantemente cristão.

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Evolução: fase desse Grande Dia de Manifestação onde fase na qual o ser humano desenvolve sua consciência até a onisciência divina

Evolução – Um Grande Dia de Manifestação compreende 7 Períodos. Mas também pode ser dividido em duas fases principais (de 3 e meio Períodos): Involução e Evolução.A primeira fase é dedicada à construção de veículos do Espírito e para o despertar sua consciência. Ele é chamado de Involução. A próxima fase, na qual o ser humano desenvolve sua consciência até a onisciência divina, é chamado Evolução.

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RECEITA – Docinho de Amendoim (sem açúcar)

DOCINHO DE AMENDOIM

 

Ingredientes:

 

  • 1 xícara (chá) de amendoim torrado
  • 1/2 xícara de castanhas do pará
  • 2 bananas nanicas maduras
  • 1/2 xícara (chá) de uvas passas
  • 1/2 xícara (chá) de aveia em flocos finos
  • 4 colheres (sopa) de suco concentrado de maracujá

 

Modo de Preparo:

 

  • Depois de bater no liquidificador ou no processador, o amendoim, as castanhas e as uvas passas, passe tudo para uma tigela, misture os outros ingredientes com as mãos até a massa ficar homogênea.
  • Forme bolinhas do tamanho de um brigadeiro e decore com amendoim.
  • Serve 8 pessoas.
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Sexta Bem-Aventurança: “Felizes os limpos de coração, porque eles verão Deus”

Sexta Bem-Aventurança

“Felizes os limpos de coração, porque eles verão Deus” (Mt 5:8).

Outra bem-aventurança omitida por Lucas, cujo método, predominantemente místico, constitui, por si, a limpeza de coração.

Vejamos, inicialmente, o sentido esotérico das palavras-chave desse passo: “puros”; “coração”; e “ver”.

PUROS – Não se trata meramente de pureza no sentido de castidade, de não contato sexual, como querem muitos. O sentido é mais amplo e abrange as manifestações todas do ser. A palavra “Katharós”, do original grego, tem sentido de “puro” por não ter mistura; “puro” porque é limpo ou isento de qualquer agregação.

A expressão “limpos de coração” (Katharoi tèi Kardíai) já aparece no Salmo 24:4. Ali surge a pergunta: “Quem subirá ao monte de YHVW e quem estará no lugar santo?”, ou seja: “Quem obterá a realização do encontro com o Divino interno, ultrapassando o véu da personalidade e permanecendo com Ele na ‘Sancto Sanctorum?”. A resposta diz: “Será aquele que é inocente (sem culpa, limpo) nas mãos (nos atos) e Limpo de Coração”; pureza mental e emocional para não desvirtuar os propósitos do Eu verdadeiro e superior. É o que se sobrepôs aos condicionamentos da personalidade egoísta e a converteu numa serva passiva e fiel do Espírito, tal como Kundry, a serviço dos cavaleiros do Graal, depois que Parsifal dissolveu a ilusão do castelo de Klingsor. Isto só acontecerá quando nos convertermos, de Amfortas em Parsifal, o puro.

CORAÇÃO – Tem o sentido que a psicologia moderna chama de “Mente subconsciente”. Comparando-se o ser humano a um “iceberg”, a Mente consciente é a parte menor, visível sobre as ondas, ao passo que o subconsciente constitui a parte maior, mergulhada no oceano – uns 80% de nossa atividade mental. O Mestre mostra o quão importante é a conscientização e limpeza desses “porões da personalidade”. Ele disse: “Assim como o homem pensa em seu coração, assim ele é”. Chamando a atenção para o mesmo ponto, escreveu Salomão: “Guarda com toda a diligência o teu coração, pois dele procedem às fontes da vida”.

As psicanálises buscam interpretar, nas ações humanas, as poderosas influências do subconsciente. Estão certos os psicólogos ao buscarem “reeducar o subconsciente humano”. No entanto, alcançariam maior êxito se conhecessem e aplicassem os conhecimentos esotéricos do “Sermão da Montanha”. Não basta a mera apreciação intelectual das falhas e o ajustamento da pessoa aos padrões sociais, que estão longe de ser um modelo de vida. Não é suficiente definir as causas subconscientes de nossos erros atuais e indicar soluções. Muito mais do que isso, é preciso VIVER, REALIZAR a “nova criatura em Cristo”; transformar as verdades intelectuais em CARÁTER; iluminar o subconsciente e convergir os hábitos todos na decidida e persistente regeneração do ser.

Sem essa reforma de base não terminarão as angústias, as insatisfações, as neuroses, as frustrações. E o melhor método de reforma é a prática da conscientização da Divina Presença interna, que deve dirigir o exercício retrospectivo noturno, para assegurar-lhe impessoalidade e eficácia.

VERÃO – Futuro do verbo grego “haráô”, que significa “ver”, não no sentido físico, pois, o Espírito é intangível e invisível. O sentido é interno, isto é: sentir; vivenciar, experimentar a Presença do Cristo interno e vislumbrá-lo entre os olhos de cada semelhante.

Não basta crer. Crer é um estágio inicial e insuficiente para liberar o indivíduo de suas limitações e contatá-lo com a divina Presença. Todos os iluminados atingiram essa meta. O testemunho deles é um aval para nosso empenho e persistência no mesmo sentido.

Moisés “viu” o Senhor na montanha – quer dizer, experimentou o influxo da Presença interna, quando se elevava vibracionalmente. Ele foi incumbido de libertar o “povo eleito”. Todos nós, também, quando chegarmos a esse contato, seremos incumbidos de redimir todos os pequenos “eus”, ou hábitos que ainda se encontram sob o jugo da personalidade (Faraó); libertar todos os medos; os apoios nos recursos exteriores; diluir todas as ilusões.

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Como Parsifal em sua primeira visita ao Castelo do Graal, o ser humano era primitivamente puro e inocente. Nada sabia e, por isso, não podia dirigir o Castelo de seu ser. A esse estado de consciência, no início da Época Atlante, a Bíblia chama de Éden ou Paraíso.

Era amorosamente dirigido, de fora, pelas Hierarquias, principalmente os Anjos. Depois foi induzido a transgredir as leis da natureza e comeu da simbólica “árvore do conhecimento, do bem e do mal”. Sob a ilusão da falsa luz luciférica, a consciência humana foi mergulhada em vibrações cada vez mais baixas, até que perdeu a visão primitiva dos mundos espirituais. Perdemos a visão global do Universo e ficamos limitados à grosseira faixa vibratória deste plano material, que passamos a considerar como a única realidade.

Isolados numa personalidade, desenvolvemos a noção falsa do “eu” separado com seu inerente egoísmo e egolatria. Conhecendo as consequências de nossos desvios como um MAL e os prazeres como um BEM, construímos uma cultura baseada nos “pares de opostos”. Estamos sofrendo essas condições e cultivando o discernimento entre “o joio e o trigo”. Essa capacidade de discernimento será o “grande prêmio” que levaremos em nossa libertação final deste período tenebroso. A formação do “eu” personalístico é relatada na Bíblia, pela construção da “Torre de Babel”: o homem tinha a pretensão de forjar os tijolos e edificar uma torre que chegasse ao céu, isto é, a insinuação de Lúcifer de nos igualarmos a Deus com os recursos meramente humanos. Para castigar-nos (castigar significa “tornar casto”, purificar), fez Deus que falássemos individualmente línguas diferentes: a língua do egoísmo que ergue muralhas entre o eu e o tu, entre o meu e o teu.

Essa é a condição ainda prevalecente na grande maioria da humanidade, em graus diversos. A personalidade se tornou ativa e assumiu o comando da ação. Na ilusão de um “eu” separado, julgamos não precisar de Deus, ignorando que somos sustentados nesse “trono” pela ação do Espírito a quem traímos. Assemelhamo-nos a um cego cercado de luz e cores por todos os lados (a ilha da psicologia). E como não vemos a luz nem a cor, negamo-las. O Cristo referiu a essa limitada relação do ser humano comum com o Universo, dizendo: “Tendes olhos e não vedes; tendes ouvidos e não ouvis”. Realmente assim é, embora Deus seja Onipresente, patente em tudo: “mais próximo de nós do que nossos pés e mãos; mais perto do que nossa respiração”. Não o percebemos em nós. Por isso mesmo não o vislumbramos nos demais, nem na Natureza. Ora, para percebê-lo em nós e nos outros, é preciso que tiremos o véu dos olhos, para ver “face a face”. É preciso que sejamos PUROS DE CORAÇÃO, isto é, que nos despojemos de todas as escórias acumuladas em nosso íntimo, através das idades, a fim de revelarmos o brilhante oculto no diamante bruto. Paulo acena a esse renascer, quando diz: “Desperta tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e o Cristo te alumiará”.

Nos primórdios do teatro grego, havia um relator a representar todos os personagens, num púlpito aberto, no meio do salão. Para facilitar a identificação de cada personagem, quando representava um deles, usava a máscara adequada, a entonação de voz indicada, o porte, os trejeitos próprios etc. Se era a rainha a falar, o intérprete punha a máscara da rainha, falava como rainha, assumia porte e atitude de rainha. Se era um vilão, punha a máscara do vilão, falava como vilão, assumia atitudes de vilão etc. E, dentre as máscaras diversas, havia uma espécie de “coringa”, que o relator podia usar para representar qualquer personagem numa dificuldade. Essa máscara era lisa (sem feições) e se chamava HIPÓCRITA.

Atualmente acontece o mesmo. A maioria entra no palco do mundo para representar seu papel e acaba se identificando tanto com ele que esquece sua origem e identidade própria, de Centelha Divina que é. Torna-se uma personalidade (persona significa “máscara”). Muitas vezes assumimos uma máscara especial: a do hipócrita. Etimologicamente, a palavra “hipócrita” quer dizer: “o que está oculto sob”, o que desvirtua os propósitos do Espírito.
Todos estão representando um papel, um estado de consciência, uns níveis evolutivos. Todos têm qualidades boas e más; hábitos nobres e inferiores; impulsos elevados e vis. A tudo isso a psicologia chama de “máscaras”. Cada indivíduo tem muitas máscaras ou “eus” e as usa segundo as circunstâncias e conveniências. Ignoramos ou fingimos ignorar que somos um SER divino, um “Cristo em formação”, que transita por essas aparências ou máscaras. Somos maus artistas porque nos identificamos com o papel; julgamos ser o papel. E cada vez que deixamos o palco (pela chamada morte) e voltamos aos bastidores, tiramos o “traje” e, livres de sua vibração rebaixada percebemos que somos o ARTISTA, bem distinto dos papéis. Infelizmente, quando renascemos e mergulhamos no corpo físico ainda embrutecido, de baixa vibração, esquecemos nossa identidade celestial, como bem exprime Fernando Pessoa, de alguém que pôs a máscara e ela se ajustou tão bem a face que grudou e não mais pode tirá-la.

É mais fácil nos desligarmos do “meu” do que do “eu”. O “meu” a gente vê, administra e, sem muita dificuldade pode renunciar a ele. Mais difícil é deixar o “eu”, renunciar à personalidade, porque nosso sentido humano é muito forte e tal despojamento se nos afigura um aniquilamento, por falta de conhecimento espiritual. Quando vivenciamos a verdade do Ser sabemos que não existem dois (o Espírito e a persona) senão Um – o Espírito atuando por dois polos, como vida (pura) e matéria (vida cristalizada); como Ser e não ser, como Consciência atuando numa personalidade. Religar-se pela renúncia ao humano é, simplesmente, submeter a persona ao Espírito; e mudar a polaridade da persona, tornando-a, de ativa que é atualmente, em passiva serva do Eu verdadeiro e Superior.

Não desanimemos, pensando que essa libertação é superior às nossas forças. Não é o humano quem vai realizá-la, senão o Divino em nós, como bem disse Cristo: “Não eu quem faz as obras, mas o Pai, que habita em mim, Ele é quem faz as obras”. “Eu, de mim mesmo (como humano) nada posso, mas tudo posso n’Aquele que me fortalece”.

Toda grande dificuldade pode e deve ser decomposta, subdividida em pequenas dificuldades, facilmente vencíveis. Essa cristificação do Ser deve basear-se, em primeiro lugar, na confiante e esclarecida ENTREGA ao Divino interno.

“A batalha não é nossa” (do interprete), mas de Deus (o Diretor da peça). Só Ele pode pôr fim à trágica comédia humana, quando não mais prescindirmos dos aplausos do mundo. Em segundo lugar, a espiritualização se realiza através do Corpo Vital, nosso veículo de hábitos, por meio da repetição sistemática de meios adequados (os exercícios diários de retrospecção noturna, a concentração e meditação matinais, os exercícios de conscientização da Divina Presença em nós, o estudo constante das verdades espirituais, as preces, as músicas elevadas etc.).

Devemos aprender a humilhar-nos, a assumir nossa real pequenez humana, MENDIGANDO o Espírito, despojando-nos do sentido de posse e do senso personalístico, até compreendermos e aceitarmos que “Eu e o Pai somos UM” e não dois. Purifiquemo-nos para nos elevarmos vibratoriamente e atingir verdades mais profundas. Se realizamos as “bem-aventuranças”, o Divino, em nós, seguramente faz o resto. O Cristo interno está sempre à porta de nossa consciência e bate. Ele respeita nosso livre arbítrio. A relutância é nossa e não d’Ele. Segundo seja a colaboração, será o resultado. Como a maioria não faz um décimo do que poderia fazer, a realização se protela para outras vidas. Nem os mais esforçados se empenham como deveriam. É pena que negligenciemos tão raras oportunidades!

Todavia, o que fizermos será contado e conservado, para renascermos em melhores condições e reencetarmos a cristificação iniciada.

Em “Parsifal”, Amfortas sofre porque não soube confiar em Deus; porque não soube manter a mansidão da não resistência; porque usou a lança do poder espiritual para vencer uma ilusão. Lembremos que Hércules (o homem realizado) não pôde exterminar a Hidra de Lerna enquanto não lhe atingiu a cabeça verdadeira: a personalidade egoísta. As outras inúmeras cabeças eram falsas, eram as manifestações sem-conta das “máscaras”, das dissimulações.

É mister encarar honestamente nosso íntimo e repetidamente perguntar: “quem sou eu?” Das profundezas do Ser nos chegarão as respostas para libertar-nos da “caverna de Platão” e mostrar-nos as realidades que interpretamos atualmente de modo errado, porque são projeções, reflexos distorcidos, de nossa real natureza. Agora “vemos como por espelhos, em enigmas – mas depois veremos face a face” (I Cor 13).

A magia dos sentidos deve ser quebrada. Estamos como num “vestíbulo de espelhos”, cercados de imagens ilusórias, porque não sabemos ver objetivamente, senão que enxergamos as projeções de nosso íntimo condicionado. É uma hipnose de que nós devemos despertar. Se não dedicamos o devido interesse a essa libertação, continuaremos dormindo, como a “Branca de Neve” em seu caixão de Cristal (o corpo) sob o efeito anestésico da “maça” (materialismo) até que o Cristo interno nos possa despertar com seu contato.

Quando fomos expulsos do “Paraíso” ficou um Querubim guardando a entrada com uma espada flamígera. Agora, para regressarmos conscientemente ao Paraíso (em nosso íntimo), devemos levar a senha da PUREZA, como indica o Templo de Salomão, a cuja entrada de novo aparece o Querubim, não mais com a espada flamígera: agora segura uma FLOR, formoso símbolo da pureza. Tal é o requisito para nossa RE-ligação; para atingirmos conscientemente o “lugar secreto do Altíssimo”, subindo com a força criadora, pela coluna, ao MONTE de nossa cabeça, o “lugar das caveiras”, o “sancto sanctorum” de nosso tabernáculo corporal. Despertaremos a visão espiritual pela união vibratória dos centros espirituais da pineal e pituitária.

Essa iluminação era muito difícil antes de Cristo. Só depois que Ele purificou a Terra, liberando-a para mais alta vibração e permitiu a formação de veículos mais refinados (aos mais adiantados) é que a iniciação foi aberta a todos, indistintamente (rasgou-se o véu do Templo).

Saímos da escravidão da Lei (ouvistes o que foi dito aos antigos) e entramos no reino da Graça e do Amor (porém, eu vos digo…). A Lei se torna colaboradora e poder, que o Amor utilizará no SERVIÇO amoroso e altruísta.
***

Salmo do Bom Pastor
O Senhor é meu pastor: nada me faltará!
Deitar-me faz em verdes pastos;
guia-me mansamente a águas tranquilas;
refrigera a minha alma;
orienta-me pelas veredas da justiça,
por amor de Seu Nome.
Ainda que eu andasse
pelo vale da sombra da morte,
não temeria mal algum,
porque Tu estás comigo!
Tua vara e teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim,
na presença de meus inimigos;
unges a minha cabeça com óleo;
o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia
me seguirão todos os dias da minha vida:
e habitarei na casa do Senhor
por longos dias!

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Seja verdadeiro Consigo Mesmo

Seja verdadeiro Consigo Mesmo

Em “Hamlet”, no primeiro Ato, quadro 3, encontramos a seguinte frase: “Acima de tudo, seja fiel a si mesmo, e como o dia segue a noite, tão seguramente, não poderás ser falso a outrem”. Esse conselho, dado por Polonius a seu filho, é, talvez, o mais precioso instrumento para o desenvolvimento próprio, do imenso cabedal de sabedoria, que é a obra de Shakespeare.

Somos pressionados diariamente a fim de que ajamos, falemos, compremos, elogiemos ou condenemos, aceitemos ou rejeitemos, ou até pensemos isso ou aquilo, que pode ser tanto uma crença, um produto, uma causa, ou uma pessoa, promovidos por um indivíduo, ou um grupo de pessoas. A família, os amigos, pessoas que encontramos e pessoas que nem conhecemos, todos procuram, de uma ou outra maneira, influenciar a nossa posição quanto a fatores sociais, econômicos, pessoais, cívicos e, virtualmente, a todos os aspectos de nossas vidas.

 

Em face de tanta pressão, poderemos sucumbir facilmente, adotando a posição cômoda de “dizer que sim”, presa fácil para os interessados em promover os seus objetivos. Lamentavelmente, muitos são vacilantes em seus conceitos. Rejeitar os apelos de alguém que estimamos, nos arriscando a receber reprovações ou críticas, ou até abandono, requer coragem e firmeza tenaz. Pesquisar, estudar e discriminar sobre os fatos de toda a problemática, qualquer que ela seja, demanda tempo, persistência e robusteza mental, até, às vezes, robustez emocional. Formar a “nossa cabeça” e defender o princípio que para nós representa uma verdade, sem fazer caso se tal atitude é “conveniente”, se agradará aos amigos, se nos fará perder aliados com os quais contamos, ou se perdermos a sensação de paz interior, de enorme fragilidade que criamos, requer uma vigilância ininterrupta e a disposição permanente de ficar na linha de defesa daquilo que pensamos que é CERTO. Isso não é fácil, nem para as pessoas as mais seguras e autoconfiantes, e manter tal atitude é, todavia, a única que em longo prazo, nos trará a realização em nossa evolução individual.

 

Do ponto de vista mais amplo, espiritual, nada pode ser mais simples do que permanecermos verdadeiros a nós mesmos. A nossa “voz interna” – nomeamo-la de consciência, intuição, “chamado de coração” ou qualquer outro nome, está a postos para nos guiar em todas as coisas, tanto quanto o permitirmos. Aprendemos que o primeiro impulso da intuição pura, que ainda não foi contaminada pelas elaborações da razão ou pelas distorções da emoção, vem diretamente do Mundo do Espírito de Vida e é verdadeiro sob todos os aspectos. Seguindo esse aviso, antes que fique poluído pelos imperativos da natureza inferior, ou por arrazoados de nossa inteligência pessoal, não haverá engano.

Certamente, a questão em pauta deverá merecer o nosso exame quando conheceremos todos os aspectos a favor e contra a situação, bem como a real motivação daqueles que encorajam, ou, pelo contrário, criticam um ponto de vista específico, sendo o nosso papel o de discriminar inteligentemente as opiniões emitidas, tentando nos pressionar, e as opções que devemos adotar. Naturalmente, os nossos sentimentos continuarão tendo um papel preponderante; a atração, a repulsão e a indiferença são fatores de alta potência, porém são de caráter, geralmente, pessoal. Teremos, certamente, que nos confrontar com as cobranças pouco oportunas dos outros, discordando diplomaticamente, se formos capazes, estando preparados sempre, para a mágoa que sentimos quando a nossa pessoa é rejeitada por causa de nossas convicções. Todavia, no esconderijo de nossas almas, conhecemos perfeitamente bem as nossas reais convicções e também o que nos será necessário fazer para sustentá-las honradamente. Em casos de dúvida, poderemos nos perguntar: “o que teria feito Cristo-Jesus em situação similar?” e se o nosso questionamento foi sincero, saberemos a resposta exata.

Ser verdadeiro consigo mesmo e não se tornar uma varinha mágica que erradicará todos os nossos erros repentinamente. Há muito que aprender ainda, antes de sermos liberados da escola de experiência que é a nossa vida na Terra, e o próprio processo de aprendizado subentende a existência de erros. Porém, se somos verdadeiros conosco mesmos, os erros que cometeremos serão os nossos próprios e manteremos a dignidade da integridade pessoal, mesmo se o nosso currículo escolar apresentar algumas realizações de indiscutível mediocridade ou rudeza.

Nesse momento de um novo começo, examinemos nossas metas não permitindo com tanta facilidade uma linha de esforço mínimo como “máximo” de nossa firmeza. O mundo não cessará as tentativas de nos influenciar para que ajamos dessa ou daquela maneira, sob pena de rejeição, caso ousemos porventura discordar. Diremos como São Paulo, em nosso coração: “Todas essas coisas não me atingem”. Ele seguia os ditames do seu Cristo Interno, sem se comover com as inconveniências do ambiente externo, as desonras e o sofrimento suportados e ficou inabalavelmente verdadeiro consigo mesmo e, consequentemente, também com o Seu Deus e toda a Humanidade.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/84 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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