porFraternidade Rosacruz de Campinas

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros – Marte

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros

(*) Advertência: A descrição aqui apresentada é mais exata quando o Astro é o Regente do horóscopo e bem-aspectado.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – Capítulo XIX – Max Heindel e Augusta Foss Heindel)

Marte

Marte Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros - Marte

O Planeta Marte rege Escorpião. Ele leva, aproximadamente, um ano terrestre para passar por todos os Signos do Zodíaco.

Marte é chamado de diabo, ou o pequeno malfeitor (Lúcifer). A 8ª Casa se refere à sexualidade e Marte é o Planeta que impele o ser a se proliferar e sustentar. Marte proporciona a energia, o gosto pela luta e a ânsia da expansão. É o fogo que se colocada em bom canal – não sob pressão – pode levar a pessoa a coisas incomuns.

O marciano tem características dos cabelos vermelhos, uma pele clara com sardas e muitas vezes faz as orelhas se afastarem da cabeça (em um ângulo de 90º).

Pessoas com Marte muito forte são bons militares, cirurgiões, montadores e nas posições onde se exige uma coragem inabalável.

Tradução feita pelos irmãos e irmãs da  Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil, do original: ASTROLOGISCHE TYPELOGIE – Hans Stein – Fishe-tekst – Fraternidade Rosacruz – Alemanha

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Faça-se a Tua Vontade

Faça-se a Tua Vontade

Em todos os tempos existiram pessoas que procuravam conseguir as suas coisas materiais através das religiões. Hoje em dia, ainda é grande o número delas que chega a se filiar a esta ou àquela entidade religiosa, com o principal objetivo de conseguir emprego, casamento, moradia, saúde e todas as demais necessidades, sem falar naquelas que usam a religião para fazer mal aos outros.

Toda oração bem-intencionada é válida. O abuso ou o pedido mal encaminhado é que constitui o grande perigo.

Porque, além da pessoa estar se expondo a tornar-se presa de forças que desconhece, seus pedidos mal feitos ou feitos com forçada intensidade, poderão trazer consequências desagradáveis e até funestas.

Não há nenhum exagero no que ensina a Filosofia Rosacruz, especialmente no Ritual de Cura, que todo o pedido encaminhado diretamente a Deus, deve ser enfeixado com estas palavras: “Mas faça-se, Senhor, a Tua Vontade e não a minha”.

Esta forma de pedir, aliás, não diminui o valor do pedido, como poderão pensar algumas pessoas. Pelo contrário, até orienta os resultados para que cheguem ao destino de maneira correta, sem nenhum prejuízo. E mesmo que as coisas não aconteçam exatamente como se pediu, podemos ficar tranquilos que o que vier, será a resposta certa do Pai. Mesmo porque, se não usarmos aquela afirmação no final da oração, a responsabilidade de atingir, bem ou mal, este ou aquele desejo, fica por nossa conta. Porque, às vezes, para que se cumpra com exatidão o nosso pedido, poderá haver alguma exigência, alguma necessidade de acomodação que, por seu turno, vai recair em algum sacrifício, a fim de que se chegue ao merecimento do que se quer. Daí, ao transferirmos ao Pai a responsabilidade total no atendimento dos nossos pedidos, ficarmos isentos de qualquer necessidade de acerto em nossos valores.

Às vezes, o pedido feito indiscriminadamente não leva a necessária preocupação em saber se temos, ou não, merecimento da dádiva de Deus. Se pensarmos, mesmo, só nos nossos desejos, talvez nem imaginamos se não será preciso, primeiro, fazer alguns ajustes em nós mesmos, em nosso temperamento, em nosso modo de vida, em nossos contatos com as outras pessoas, enfim, em muitos outros assuntos de vital importância para que Deus possa atender-nos conforme a nossa vontade.

Além do mais, passando para Deus a responsabilidade do acerto estamos cumprindo um ato de fé, pois confiando n’Ele e na Sua Sabedoria estamos acreditando que só Ele, que tudo vê, poderá dar-nos justamente aquilo que é para nós, que será melhor para a nossa vida e o nosso destino divino.

Então, mesmo que muitas vezes a solução pareça demorada e se passem semanas, meses e até anos para que se cumpra o pedido podemos estar seguros de que quando vier será exatamente aquilo que merecemos, além de ter chegado na hora exata, no momento adequado. Nós mesmos, alguma vez podemos ter comprovado que certas coisas que pedimos cegamente e não as conseguimos logo, não teriam dado certo se tivessem vindo antes da hora em que vieram, como aliás, pretendíamos que ocorresse. É que Deus, para tornar possível a nossa aquisição, esteve o tempo todo acertando os ponteiros do nosso relógio, acomodando certas coisas em torno de nós, inspirando-nos talvez a correção de alguns defeitos ou acertando outras coisas dependentes de nós mesmos para que o ambiente se ajustasse à realização perfeita do pedido, sem choques nem desarmonias.

E há, também, um particular nesta questão de pedidos: quando a pessoa vai ter necessidade de receber alguma coisa, ou melhor, quando vai chegar ao ponto de merecer alguma dádiva material ou espiritual, ela própria irá se condicionando a querer aquilo, mesmo que, talvez durante muito tempo antes, se tivesse negado, a si mesma, esse desejo, achando subconscientemente que não o merecia.

O próprio merecimento amadurece o momento, encaminhando as pessoas e preparando-as para receberem tudo aquilo que lhes está reservado pelo destino. Em suma: as pessoas, não raro, começam a querer aquilo que finalmente chegaram à condição de receber.

Por isso, jamais devemos fazer as nossas solicitações com data marcada nem com insistência. Sejamos humildes em nossos pedidos, entregando sempre diretamente a Deus a solução de todos os nossos problemas. Porque aqueles que forçam situações, muitas vezes até acendendo velas e impondo pedidos a entidades, sejam de terreiro ou mesmo dentro do catolicismo, para as almas do purgatório, por exemplo, estão se expondo a receber, no futuro, talvez até depois da morte – a cobrança das suas imposições. Porque as almas do purgatório nada mais são do que espíritos sofredores, atrasados que estão cumprindo pena de seus próprios erros, e que, na sua ignorância e limitações fazem qualquer negócio para saírem da situação em que se encontram, acreditando que as velas em sua intenção poderão abrir portas, cuja abertura, na verdade está dependendo da exposição dos erros de cada um.
Assim, antes de fazermos qualquer pedido por nós ou por outrem, abaixemos a cabeça com humildade, expondo a Deus os nossos problemas, dizendo-Lhe tudo o que desejaríamos, mas colocando, no fim, toda a solução em Suas Mãos. Porque, além d’Ele nos conhecer melhor do que nós mesmos, e só Ele saber das nossas reais necessidades, se assumirmos sozinhos toda a responsabilidade do pedido – como já foi dito – estaremos nos arriscando a sofrer, na pele, a falta dos ajustes necessários, provavelmente até sendo obrigados a passar algumas dificuldades, sofrer alguma perda, ou enfrentar desarmonias no lar, no trabalho ou seja onde for, para que a situação consiga equilibrar-se, colocando-nos à altura de receber o que tanto desejávamos antes sem estar preparados pelo merecimento.

Seja, pois, o nosso modo de orar, correto, finalizando sempre as nossas petições com a frase salvadora: “Apesar de tudo, Pai, faça-se a Tua vontade e não a minha”.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco – A Terra do Escorpião

As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco
A Terra do Escorpião

 The-Land-of-Scorpion As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Escorpião

Depois que os portões da terra do Arqueiro se fecharam completamente, Rex e Zendah procuravam a entrada da próxima Terra, mas não viram nenhum vestígio dela.

– “Como podemos tentar abrir um portão que não parece existir?” – disse Rex. “Talvez Hermes venha nos ajudar”.

Para passar tempo, eles sentaram-se no chão e começaram a olhar para a lista da senha que Hermes lhes dera. Enquanto eles abriam a lista, Zendah percebeu pequenos pedaços de pedras brilhantes, que pareciam ir um em direção dos outros, quando ele os remexia com os pés.

Ela sentou-se quietinha e observou. Não eles não se moviam: deve ter sido sua imaginação. Nesse momento, Rex deixou cair o canivete que havia tirado do seu bolso; como isso acontecera ele nunca soube, mas, para seu espanto, os estranhos pedaços de pedra moveram-se para o canivete e arrumaram-se em volta dele.

– “Por que será – disse Rex – “que parecem partes de um quebra-cabeças?”.

Apanharam algumas pedrinhas.

– “Você acha que pode ser um quebra-cabeça?” – perguntou Zendah – “Vamos tentar fazer uma palavra juntando algumas”.

Juntaram uma quantidade dessas pedrinhas esquisitas, escuras e brilhantes e viram que podiam fazer várias palavras com elas. Afinal fizeram a palavra “SEGREDO”.

Imediatamente um ruído curioso por trás deles fez que eles se voltassem. Era um ruído semelhante ao ruge-ruge das sedas e eles viram algo que parecia água correndo ligeira sobre pedras num leito de rio, depois de muitas chuvas.

Viram então um movimento, onde antes parecia nada haver. No fundo do leito do rio havia inúmeras linhas movendo-se em espiral, elevando-se aos poucos, indo de um lugar para o outro, ligeiras, para cima e para baixo até formarem um funil, uma tromba d’água, tão alta, quanto uma casa e com cerca de oito pés de largura no alto.

No fundo, sua cor era púrpura escura quase preta; mas as linhas móveis tornaram-se mais claras, mais avermelhadas, até parecerem de uma linda cor carmesim. Então formou-se no fundo do funil uma bolha que aos poucos foi subindo até em cima, para rebentar sem ruído.

Mais sete bolhas, cada uma maior do que a outra, subiram, e quando a última, a oitava, rebentou, toda a água desapareceu e eles viram o portão que dava acesso àquela Terra. Era feito de ferro primorosamente trabalhado, com a figura de uma enorme águia bem por cima.

Nenhuma voz pediu a senha; o portão abriu-se subitamente com um plangor, e também subitamente fechou-se logo que os meninos o transpuseram.

Na sua frente o caminho estava bloqueado por grandes pedras sobrepostas que fechavam também os lados, até onde estava o portão que agora desaparecera.

Não era possível avançar nem retroceder, mas parecia haver uma entrada, pois uma corrente de água escura passava sob a pedra próxima dos meninos.

“Vamos tentar dando a senha” – disse Zendah – “Pode ser que aqui seja como a caverna de Ali-Babá”.

E eles murmuraram: “PODER”.

Oito vezes essa palavra ecoou pelas pedras, como se fora um coro de pessoas invisíveis zombando deles. Mas súbito apareceu uma passagem à sua frente. Do outro lado, havia um bote.

Os meninos entraram no bote, e sem qualquer aviso o bote partiu em grande velocidade, como se o rio descesse pela montanha. Passaram por cavernas tão negras como azeviche; atravessaram torrentes tão rápidas que o bote estremecia tanto ao ponto de pensarem que seria lançado fora dele! Por vezes as águas eram geladas e eles viam blocos de gelo, de todas as formas e tamanhos, espichando-se para cima, de ambos os lados como se fossem os pilares de uma catedral. Depois passaram por um lugar que era tão quente quanto era frio o lugar que haviam deixado. Fontes de água fervente lançavam-se para o teto da caverna e os meninos mal podiam respirar naquela atmosfera abrasadora.

Quiseram parar o bote, mas não puderam porque as paredes da caverna eram revestidas de vidros coloridos que pareciam as joias que sua mamãe usava no pescoço.

Afinal o bote foi lançado em terra aberta e parou ao lado de um outeiro onde cresciam sabugueiros e amieiro. No outeiro estava de pé um personagem que eles reconheceram. Era Marte. Pularam do bote e correram para ele.
– “Vocês não demoraram a encontrar o segredo da entrada da caverna, disse ele, “e estou muito satisfeito porque a viagem subterrânea não amedrontou vocês. Na terra do Escorpião-Águia vocês terão de descobrir muitas coisas por vocês mesmos. Agora escolham: querem ir para leste ou para oeste?”.

– “Oeste” – disse Zendah, falando primeiro, antes que Rex pudesse decidir. Logo que ela falou, desceu uma carruagem voadora puxada por quatro águias.

Subiram na carruagem e voaram sobre campos gelados, sobre quedas d’água; subiram até muitas milhas de altura, até que o ar se tornou mais quente e chegou até eles um perfume parecido com o de um jardim.

Desceram da carruagem. Estavam num terreno extenso e plano, cheio de canteiros com plantas. Algumas eram conhecidas porque no jardim de sua casa havia delas, mas a grande maioria, eles jamais haviam visto antes.
– “Como cheiram bem” – disse Rex indo de um canteiro para outro, apanhando aqui e ali uma folha enquanto iam e vinham pelas aleias – “Mas porque são precisas tantas?

– “Elas têm muitos usos como você verá” – respondeu Marte, levando-o mais longe. No meio do jardim das plantas havia uma casa comprida e baixa; dentro dela viram muitas mulheres pondo as plantas em bandejas para secar, e depois passando-as por peneiras e por fim colocando-as em garrafas. Viram as plantas, em outra parte da casa, sendo fervidas em grandes vasilhas para servirem de remédios que os médicos usam para curar pessoas doentes.
– “Existe uma planta para cada doença; basta que o povo se dê ao trabalho de descobri-la” – disse Marte.

No centro da construção havia um quarto com janelas de vidros pelas quais as crianças viram oito homens idosos em torno de uma mesa sobre a qual havia um vaso de vidro arrolhado. Para seu espanto, viram que o vaso estava cheio de um líquido de cor linda que se movia e pulava como se quisesse sair do vaso. Era de linda cor carmesim, semelhante a vinho com centenas de bolhas douradas. Era tão bonito que pediram para levar um pouco para casa, mas disseram-lhes que ainda não estava pronto e que quando ficasse pronto curaria qualquer doença.

– “É o Elixir da Vida que os antigos alquimistas sempre tentaram fazer, e eles vieram da Terra para esta terra para descobrirem como fazê-lo” – disse Marte.

Outra coisa interessante que eles viram foi uma porção de pessoas fazendo óculos. O interessante é que não havia dois pares de formato semelhante e cada um tinha vidros de uma cor diferente.

Pediram para olhar um desses óculos. Todas as pessoas puseram-se a rir e disseram em coro:

– “Vocês já têm um par”.

De onde vieram os óculos subitamente, eles não tinham ideias, mas Rex estava com óculos cor de rosa e Zendah com óculos azuis.

Que maravilha viram por esses óculos! Podiam ver dentro da terra, como se esta fosse transparente, ver onde estavam os poços de petróleo e ver correntes d’água subterrâneas. Olhando para os rios, viram que estavam cheios de ondinas brincando uma com as outras. No ar, viram milhares de figuras pequeninas que antes não haviam visto e perceberam algumas delas em torno das flores com pincéis e paletas de tinta, colocando as cores nos bastões que se abriam e nos frutos. Aqueles óculos eram mágicos; “Todo o mundo tem um par”, disse Marte, “mas muito poucas pessoas sabem como usá-los e a maioria nem sabe que os possui”.

Saindo da fábrica de óculos, viram, num pátio próximo, um poço profundo coberto com uma grande pedra mármore. 

Marte retirou a pedra e eles viram que o poço estava seco. Na areia do fundo do poço rastejavam alguns bichos escamosos que tinham um ferrão na extremidade das caudas que mantinham curvadas por cima de suas costas.

– “Estes não deviam estar aqui!”, disse Marte. “Já foram todas bonitas águias, mas toda vez que uma criança da terra diz uma palavra má ou grosseira, uma das nossas águias vira escorpião”.

– “E nunca mais voltam a ser águias?” – perguntou Zendah, sentindo muita pena das pobres águias condenadas a rastejar em vez de voar.

– “Oh, sim, mas as crianças devem fazer três boas ações antes que eles possam virar águias de novo”.

The-Land-of-Scorpion-1 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Escorpião

Os meninos viram muitas outras coisas curiosas; todas estavam ocultas, e, para se tornarem visíveis, tinham de pronunciar uma palavra mágica. Afinal chegaram às escadas de um palácio.

Este palácio estava sobre oito pilares e tinha um fosso em toda a volta, de modo que todo o palácio se refletia na água do fosso; a ponte de acesso parecia feita de nuvens e cada passo que Rex e Zendah davam era como se andassem em flocos de algodão. Mulheres vestindo capas vermelho-escuro e com véus em suas cabeças, presos por um ornamento em forma de serpente, estavam em pé nas passagens e corredores para saudar a Marte e aos meninos levantando a mão. Meninos-pajens de olhos negros penetrantes e com cachos de cabelos escuros ondulados, afastaram as cortinas do salão central.

A parte superior do salão era feita de mármore preto e branco e o trono era uma grande pedra verde salpicada de pequenos pontos vermelhos. De cada lado havia grandes vasos de ferro nos quais cresciam brancas papoulas.

Uma lâmpada de luz vermelha pendia do teto defronte ao trono e braseiros de cada lado desprendiam nuvens de fumaça aromática. Havia alguém sentado no trono, vestindo roupa de cor carmesim róseo debruada com bordados de várias cores e ricamente cravejada de joias. Os meninos não puderam ver o rosto do rei porque estava coberto por oito véus, mas viram que usava uma coroa cravejada de joias cintilantes.

Uma voz profunda apresentou-lhes as boas-vindas e ordenou que seu assistente enchesse a taça e desse às crianças a bebida da lembrança. “Pois sem ela não seriam capazes de evocar o que haviam visto na Terra do Escorpião-Águia.” Uma mulher alta estendeu-lhes uma taça lindamente lapidada, cheia com líquido vermelho, ao mesmo tempo que passava a mão sobre os olhos dos meninos. Era uma beberagem estranha, muito doce enquanto bebiam, mas deixando um gosto amargo na boca depois de bebida.

Devolvendo a taça, olharam para o trono e viram atrás dele uma pessoa com asas – um grande Ser que atingia quase o teto do salão, tendo uma estrela cintilante na cabeça.

Era um dos quatro Guardiães dos Ventos, disseram-lhe, e a Quarta parte do mundo estava a seu cargo. Outro robusto Guardião vivia na Terra do Homem do jarro, mas como os meninos ainda não haviam bebido da água da lembrança, eles não tinham podido ver nenhum dos quatro Guardiães.

Estavam embevecidos olhando para as lindas asas e para a estrela cintilante do anjo até que a voz do rei os despertou.

The-Land-of-Scorpion-2 As Aventuras de Rex e Zendah no Zodíaco - A Terra do Escorpião

 

– “Tragam o Capacete de Invisibilidade”, ordenou o rei.

Um pajem entrou trazendo uma almofada de cetim, mas eles não viram nada nela. Este “nada” foi posto na cabeça de Zendah. Ela sentiu como se tivesse pondo um chapéu na sua cabeça, só que não via o que era e quando o chapéu foi colocado nela, Rex não mais a viu; ela tornara-se invisível.

Em torno do pescoço de Rex foi pendurado um cordão vermelho com um pendente feito de um topázio em formato de águia.

– “O capacete invisível ajudará vocês a verem as coisas ocultas, e também servirá para torná-los invisíveis na terra, como ficaram aqui.

– “Vocês já ficaram muito tempo nesta terra, mas ainda tem muito o que ver”, disse o Rei, “e eu mandarei vocês rapidamente para a próxima Terra”.

O Rei levantou-se e elevando as mãos para cima da cabeça falou uma palavra estranha que os meninos jamais se lembraram qual foi.

O assoalho pareceu levantar-se, tudo ficou escuro, e a primeira coisa que eles perceberam é que estavam ao lado de fora do portão, e, como tinha acontecido antes de entrarem não viram nenhum sinal dele.

“Este é o segundo terremoto”, disse Zendah.

(The Adventures of Rex and Zendah In The Zodiac – por Esme Swainson – publicado pela The Rosicrucian Fellowship – publicado na revista Rays from the Rose Cross nos anos 1960-61; As Aventuras de Rex e Zenda no Zodíaco (as Ilustrações são originais da publicação) –Fraternidade Rosacruz – SP – publicado na revista Serviço Rosacruz de 1980-81)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático: Há Sensibilidade na Matéria

Há Sensibilidade na Matéria

Pergunta: O que é que determina a conformação da substância química do Mundo Físico na múltipla variedade de formas observadas ao nosso redor?

Resposta: Há um Espírito Universal manifestando-se no mundo visível como quatro grandes correntes de vida, em diferentes estágios evolutivos.

Pergunta: Como se manifesta esta Força Divina?

Resposta: Este quádruplo impulso espiritual molda a matéria química da terra nas variadas formas dos quatro reinos: mineral, vegetal, animal e humano.

Pergunta: Que é feito destas formas?

Resposta: Quando uma forma serviu de veículo de expressão à alguma corrente de vida, as forças químicas desintegram-na, devolvendo-a ao seu estado primitivo, tornando-a aproveitável na construção de novas formas.

Pergunta: Até que ponto o Espírito encontra-se vinculado a estas formas?

Resposta: O Espírito ou vida que molda a forma como uma expressão de si mesmo, é um estranho para a matéria, assim como pedreiro constitui algo à parte, independente, da casa que constrói.

Pergunta: Há sensibilidade ou sentimento nas formas?

Resposta: Como todas as formas do mineral, do vegetal, animal e homem são químicas, elas devem, logicamente, estar como mortas e isentas de sensibilidade ou sentimento (como matéria química neste estado primitivo).

Pergunta: A ciência afirma haver sensibilidade ou sentimento na forma?

Resposta: Alguns cientistas sustentam haver “sensibilidade em todo o tecido vivo ou morto, seja qualquer reino a que pertença. Incluem igualmente as substâncias ordinariamente classificadas como minerais nesta afirmativa.

Pergunta: É esta a opinião de todos os cientistas?

Resposta: Não. Outra classe de cientistas afirma não haver sensibilidade no Corpo humano, exceto no cérebro. Sustentam que é o cérebro e não o dedo que sente a dor quando o último sofre uma lesão.

Pergunta: Que ponto de vista é correto?

Resposta: Cada um é parcialmente correto. Depende do que entendemos por sensibilidade. Se configuramos como uma simples resposta a um impacto, semelhantemente ao pique de uma bola de borracha atirada ao chão, certamente é admissível atribuir sensibilidade ao mineral, vegetal e ao tecido animal. Seria absurdo, porém, atribuir sentimentos tais como prazer e sofrimento, amor e ódio, alegria e tristeza, às formas inferiores de vida.

(Revista: Serviço Rosacruz – 09/72 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Décimo Terceiro

O Décimo Terceiro

Dentro do meio ocultista muito se fala sobre a Ordem Rosacruz. Muitas vezes as informações ou os comentários sequer se aproximam da realidade. Em última análise, só mesmo os Iniciados nessa máxima Escola é que podem conhecê-la verdadeiramente, informando corretamente a seu respeito. Este é, justamente, o caso de Max Heindel, cuja elevação interna credenciou-o a ser o Mensageiro dessa majestosa Ordem. Assim, em 1.909, coube-lhe o privilégio de tornar público um conjunto de ensinamentos lógicos e racionais, capazes de projetar luz sobre o mistério da vida.

Com a publicação do Conceito Rosacruz do Cosmos, o ser humano, particularmente o ocidental, teve acesso a uma orientação segura e adequada à sua constituição geral (física, mental e espiritual), traduzida nos sagrados arcanos e no Método Rosacruz de Desenvolvimento, neles baseado.

Posteriormente, surgiram outras obras do Sr. Heindel, reforçando e ampliando o que houvera sido divulgado nos estertores da primeira década deste século. São, no dizer do próprio autor, os ensinamentos mais elementares dos Rosacruzes, mas suficientes para assegurar ao Aspirante, “chaves” valiosas para descobrir os mistérios da natureza.

A Fraternidade Rosacruz é a escola preparatória à iniciação na Ordem do mesmo nome. Seus cursos, livros e conferências são franqueados a todas as pessoas sedentas do “pão da vida”.

O caminho iniciático está aberto a qualquer ser humano? Sim, desde que se proponha a atender certos requisitos básicos e indispensáveis a quem deseja transpor o “Portal do Templo”. Logicamente, isso demanda séria e árdua preparação. Muitos talvez nem logrem essa realização na presente existência. Quando, porém, o discípulo estiver preparado, o Mestre aparecerá. Mas, o que é realmente a Ordem Rosacruz? Apenas e simplesmente uma sociedade secreta como julga a maioria?

Não, não é apenas isso. Segundo os ensinamentos de Max Heindel, ela é, antes e acima de tudo, uma das Escolas de Mistérios Menores, dirigida pelos Irmãos Maiores, os Hierofantes desses mistérios.

Seres elevadíssimos comparados com a humanidade comum, os Irmãos da Rosacruz influenciam a vida do Ocidente muito mais poderosamente do que qualquer governo. Entretanto, é importante ressaltar: nunca interferem a ponto de privar a humanidade de seu livre arbítrio. Apenas procuram resguardar as diretrizes de sua evolução.
A Ordem Rosacruz surgiu no século XIII, na Europa, em plena Idade Média, fundada por um grande Instrutor Espiritual, cujo nome simbólico era Christian Rosenkreuz [Cristão Rosacruz). Seu objetivo maior era e é, iluminar o mal-entendido Cristianismo – principalmente naquela época – e lançar as bases de um sistema científico – religioso, capaz de atender às necessidades evolutivas do ser humano. Até então, as pessoas inclinadas à uma vida superior, tendiam, naturalmente, para o caminho místico. Não haviam outras opções.

Em virtude das bases dos ensinamentos rosacruzes serem eminentemente científicas e racionais, os tempos medievais foram pouco propícios à sua divulgação. Não havia liberdade de pensamento religioso, porquanto a igreja predominante na Europa, estendia seu poder a todos os negócios humanos. As artes, a literatura, a filosofia, a quase inexistente ciência, tudo se encontrava à serviço da religião. Até os monarcas se submetiam ao jugo eclesiástico, estando, em quase todas as nações, o Estado vinculado à igreja.

No século XIII, o mundo cristão achava-se mergulhado em profunda crise. As cruzadas, levadas a efeito contra os muçulmanos, não deram os resultados esperados, a não ser algumas vantagens do ponto de vista comercial. Contudo, o contato com os povos do Oriente promoveu importante intercâmbio de ideias e valores.

A comunidade europeia, no entanto, subjugada despótica e dogmaticamente pela religião, mostrava-se impermeável a qualquer nova linha de pensamento. Seria de pronto repelida e considerada abominável heresia qualquer nova ideia, capaz de colidir com os princípios religiosos estabelecidos. Mesmo assim, houve ousadas tentativas.

Iniciaram-se, então, as perseguições. Quem, ostensiva ou discretamente, se encorajasse a externar novos pontos de vista sobre qualquer assunto, correria o risco de ser tachado de herege.

Criou-se a chamada “Santa Inquisição” ou Tribunais do Santo Ofício, cuja ação tenebrosa levou à morte milhares de pessoas. O Papa Inocêncio III empreendeu uma cruzada contra os albigenses, espalhando o terror pelo Sul da França. Nesse derramamento de sangue, incompatível com os princípios cristãos, nem mulheres e crianças foram poupadas. Este foi apenas um exemplo.

Vê-se, pois, como aquela época não ensejava um campo fértil para a divulgação dos ideais rosacruzes. Não obstante tais dificuldades, Christian Rosenkreuz lançou suas sementes, trabalhando com os alquimistas durante séculos inteiros, preparando, assim, terreno para uma empreitada futura.

Durante todo esse tempo, apenas alguns poucos iluminados tiveram acesso aos ensinamentos da Ordem. Notamos alguns fragmentos dessas verdades transcendentais, nas obras de Shakespeare, Comenius, Goethe e outros.
As profundas transformações ocorridas no mundo ocidental, a partir do início do século passado, principalmente no campo das ideias, criaram condições para que fossem revelados publicamente, os ensinamentos mais elementares da Rosacruz. Assim é que no primeiro decênio do presente século, Max Heindel, após ter sido observado e submetido a várias provas, conquistou o inexcedível mérito de ser o Mensageiro dos Irmãos Maiores.

E a Ordem Rosacruz? Como se compõe?

Preciosas informações contidas no Conceito, nos dão conta de que ela é formada segundo linhas cósmicas. O mesmo ocorre com as demais Escolas de Mistérios.

Se juntarmos várias esferas e tentarmos cobrir e ocultar uma delas, veremos que doze são necessárias para tanto.

O átomo está agrupado assim: doze em torno de um. Doze são os signos que formam o zodíaco, doze Apóstolos reuniram-se em torno do Cristo. Em todos os exemplos, sempre notamos doze em torno de um.

Como não poderia ser diferente, doze Irmãos Maiores mais o décimo terceiro, compõem a Ordem Rosacruz.

Desses doze, sete manifestam-se no mundo cada vez que as circunstâncias o exijam, fortalecendo o bem onde o encontrarem. Dependendo da necessidade, surgem como seres humanos entre a humanidade, ou utilizam seus veículos invisíveis. Os cinco restantes nunca deixam o Templo. Agem somente nos planos internos, embora possam manifestar-se em corpos físicos.

O Cabeça da Ordem é Christian Rosenkreuz, o décimo terceiro, oculto do mundo externo pelos doze Irmãos. Nunca é visto pelos outros membros da Ordem, mas sua presença é percebida quando adentra o Templo. É o sinal para o início dos trabalhos.

Esse grande espírito esteve encarnado no tempo de Cristo, quando seu grau de evolução já era muito elevado.

Sabe-se que em uma de suas últimas encarnações, apareceu como Conde de Saint-Germain. Para aqueles, insensíveis às grandes realidades espirituais, sua existência nunca passou de um mito. As almas mais avançadas, porém, sabem que Christian Rosenkreuz inaugurou uma nova época na vida espiritual do Ocidente.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 04/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Ego e suas manifestações

O Ego e suas manifestações

Pode-se comparar o Ego a uma pedra preciosa, a um diamante bruto. Quando este é retirado da terra está muito longe de ser formoso. Uma crosta grosseira oculta «o esplendor que ela encerra, e antes que o diamante possa converter-se em uma gema, deve ser polido sobre uma pedra duríssima de esmeril. Cada aplicação contra o esmeril arranca uma parte da crosta e modela uma faceta através da qual entra a luz, refratando-se em ângulo diferente pela luz que as outras facetas refletem. O mesmo acontece com o Ego. Como diamante bruto entra na escola da experiência, sua peregrinação através da matéria. Cada vida é como uma aplicação da gema à pedra de esmeril. Cada Vida na escola da experiência arranca uma parte da crosta do Ego e permite a entrada da luz da inteligência sob um ângulo novo, dando uma experiência diferente. Assim como os ângulos da luz variam nas muitas facetas do diamante, assim também, o temperamento, o caráter do Ego difere em cada vida.

Desde a infância até aos 14 anos, a medula dos ossos não forma todos os corpúsculos sanguíneos. A maioria deles é subministrada pela glândula timo, que é maior no feto, e gradualmente vai diminuindo conforme vai-se desenvolvendo a faculdade individual de produzir sangue, ao crescer a criança. A glândula timo contém, por assim dizer, certa existência de corpúsculos proporcionados pelos pais. A criança que haure o sangue dessa fonte não compreende sua individualidade. Até que a própria criança elabore seu sangue, não pensará em si mesmo como um “eu”.

Quando a glândula timo desaparece aos 14 anos, o sentimento do “eu” expressa-se plenamente, pois então o sangue é produzido e dominado inteiramente pelo Ego.

Contrariamente à ideia geralmente aceita, o Ego é bissexual. Se o Ego fosse assexual o Corpo seria também necessariamente assexual, porque não é mais que o símbolo externo do espirito interno.

O Ego tem vários instrumentos: um Corpo Denso, um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e uma Mente. Estes são seus instrumentos, e de sua qualidade e seu estado depende a obra que poderá realizar para adquirir experiências.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – 9/72 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – Bolinhos de Brócolis

BOLINHOS DE BRÓCOLIS

 

  • Ingredientes:

 

  • 1 brócolis
  • 2 dentes de alho
  • 1/4 de copo de queijo de sua preferência picadinho
  • 1/4 de copo de farinha de rosca, de aveia ou de trigo integral
  • sal a gosto
  • 1 ovo
  • Se gostar, uma pitada de pimenta do reino

 

Modo de preparo:

 

  • Cozinhe o brócolis no vapor com uma pitada de sal por 2 minutos.
  • Pique o brócolis bem picadinho ou passe pelo processador.
  • Misture todos os ingredientes.
  • Faça pequenas bolinhas com essa massa
  • Coloque para assar em forno pré aquecido, entre 10 a 15 minutos.
  • É super prático.
porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Menino Laércio – Palavra Chave: Oportunidade

O Menino Laércio
PALAVRA CHAVE: Oportunidade

Logo na esquina do enorme prédio de apartamento onde moravam Diego e Rosália, ficava uma antiquada casinha térrea. Ela tinha sido branca há muito, muito tempo atrás, pois agora era qualquer coisa menos branca, quando nossa história começou.

Diego e Rosália nunca tinham notado aquela casinha estranha. De fato, eles não sabiam que ela estava ali, até que certa manhã o jornal não chegou. O pai de Diego parecia perdido de manhã sem o jornal e já estava saindo para comprar um quando Diego disse:

– Por favor, papai, deixe-me ir.

E Diego saiu para comprar o jornal. Quando chegou a porta da frente, perguntou ao porteiro por que o jornal não tinha vindo.

– Bem, meu rapazinho, eu não sei, mas acho que deve ter havido algum tipo de problema na casinha da esquina.

Diego não estava interessado na casa da esquina, mas estava ansioso para conseguir um jornal para seu pai, por isso indagou:

– Você sabe onde eu posso conseguir um jornal da manhã?

– O entregador mora na casinha da esquina; você pode tentar lá. Não custa tentar.

Assim, Diego correu até lá para ver. Quando chegou sem fôlego, ia bater na porta, mas parou rapidamente porque ouviu vozes.

– Laércio, meu filho, por favor, comece logo a entrega. Você pode perder sua freguesia se você não for e amanhã você estará contente por continuar a fazê-lo. Laércio, meu filho, você deve ir – ainda que seja só para agradar sua mãe.

– Não posso fazer isso, nem mesmo para agradá-la, querida mamãe. Tenho que me transformar em um homem, agora. Não posso continuar sendo entregador de jornais a vida toda. Preciso ter mais oportunidades.

– Oportunidades, querido? Esta é uma palavra estranha para um garotinho. Você sabe o que ela significa?

– Sei mamãe, significa que eu posso ser livre e ter a oportunidade de fazer grandes coisas.

– Você é um menino inteligente, Laércio e eu tenho orgulho de você! Mas não acha que poderia aparecer uma oportunidade para um trabalho melhor que lhe dê liberdade, mesmo sendo entregador por mais algum tempo?

– Mas, mamãe, como posso cuidar de você neste mundo, sendo apenas um entregador de jornal?

– Meu querido, é por aí que a oportunidade virá. Se você continuar neste emprego por mais um pouco, ficará mais conhecido e seus fregueses vão encomendar revistas também. E aí não demorará muito para que possa até pintar a casa. Já pensei em tudo. Teremos a nossa casa limpa e bonita e logo estarei forte de novo.

Com as revistas e jornais, quem sabe, poderemos ter um verdadeiro negócio e você voltar para a escola.

– Oh, mamãe, eu realmente acredito que você tem razão. Você pensou em tudo. Eu queria uma oportunidade, mas não sabia como consegui-la depressa e ia jogar fora a única coisa que me daria liberdade e meios de progredir.

Sim, mamãe, vou entregar meus jornais agora mesmo. Estou um pouco atrasado, mas é a primeira vez, e acho que meus fregueses vão me perdoar.

Saiu bem na hora em que Diego bateu na porta. Imaginem a surpresa de Diego quando Laércio a abriu. Ele mal podia acreditar que, à sua frente, estava Laércio Gordon, o aluno mais brilhante da classe, que desistira repentinamente de estudar. E pensar que ele nunca soubera que Laércio morava ali na esquina.

Bem, vocês podem imaginar que Diego contou a seu pai tudo sobre o menino Laércio e sua “oportunidade”. Toda a família, o pai, a mãe, Rosália e Diego, decidiram ajudar Laércio a conseguir sua liberdade.

Um pouco mais tarde, a “casinha branca da esquina” conseguia a tão necessitada pintura, como Mamãe disse. Na janela havia flores coloridas e toda a casa era tão atraente que um dia chamou a atenção de um homem muito rico. Ele gostou tanto da casa que a comprou, pagando uma enorme quantia em dinheiro, suficiente para que Laércio e sua mãe tivessem várias e novas oportunidades, como também mais liberdade para Laércio estudar e se divertir.

Vocês veem, é fazendo realmente bem e com amor as coisas que temos que fazer todos os dias, que surgem novas oportunidades, por isso, vamos fazer com toda a nossa força o que nossas mãos e as nossas Mentes tem para fazer.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. V – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Experiências em Previsão ou Profecia, Renascimento, Telepatia e Clarividência, Psicocinesia

Experiências em Previsão ou Profecia, Renascimento, Telepatia e Clarividência, Psicocinesia

Muito se fala de previsão, profecia, premonição, percepção de um acontecimento futuro que não se pode inferir pela força do raciocínio. Essa estranha faculdade humana tem sido também objeto de recentes investigações de ordem científica. São muito divulgadas as profecias de Nostradamus, que se tem cumprido. Estudam-se as profecias bíblicas. Menos conhecidas são as profecias de Mother Chifton, vidente inglesa. No domínio da Parapsicologia, o moderno e mais comentado caso é o de Edgard Cayce, nascido num sítio próximo de Hopkinsville, Kentucky, USA, em 1877 e falecido em 1945. As mais conhecidas obras que falam a seu respeito, são: THERE IS A RIVER, de Thomas Sugrue e MANY MANSIONS da dra. Gina Cerminara. Cayce não passara do curso primário, mas conhecia profundamente a Bíblia. Relia-a todos os anos. Rapaz devoto, trocou a vida do campo pelo trabalho na cidade, cerca dos 19 anos. Começou a trabalhar como vendedor. Aos 21 anos sofreu ataque de laringite e acabou perdendo a voz. A medicina e os medicamentos foram ineficazes: não pôde mais falar. Em estado de transe, sugeriu a própria cura.

Depois começou a fazer diagnósticos seguros, até mesmo a grandes distâncias do enfermo: ia, via o enfermo, dizia o que ele tinha e dava o diagnóstico, para os médicos curarem. Estudou astrologia espiritual e a empregava. Mais tarde ingressou em atividades filosóficas, ultrapassando os diagnósticos astrológicos e alcançando as vidas pregressas das pessoas. Finalmente vieram as profecias individuais e coletivas. Foi muito discutido e amplamente respeitado. O livro de Sherwood Eddy YOU WILL SURVIVE AFTER DEATH inclui relatórios de médicos que empregaram as respostas de Cayce aos seus consulentes, no decurso de muitos anos. Embora o método utilizado tenha sido o da hipnose, que a Filosofia Rosacruz condena, porque priva o Espírito da liberdade, além de outros prejuízos, Cayce convenceu muitos cientistas americanos e pessoas cultas, da realidade da reencarnação, da clarividência e outras formas de percepção supra sensórias. Oxalá isso leve o mundo ocidental à decisão de investigar e exercitar os meios naturais de desenvolvimento das faculdades latentes, pregados pela Filosofia Rosacruz.

O renascimento (preferimos esse termo ao de reencarnação, porque é mais completo) é a lei de evolução do espírito através de corpos de crescente eficácia e sexos alternados, até atingirmos, finalmente, a perfeição prevista por Cristo: “Sede vós perfeitos, como vosso Pai celestial”. Mais de um bilhão de seres humanos esposa essa realidade; portanto, 40% da população mundial. Há, seguramente, numa grande biblioteca, centenas de referências ao assunto: livros, poemas, estudos, antologias. O professor T.H. Huxley declara: “Somente num pensamento precipitado é que se pode negar o renascimento, sob fundamento de ser um absurdo”. Voltaire observou: “Não é mais de surpreender que se nasça muitas vezes: tudo na natureza é ressurreição!”. O brilhante e versátil Benjamin Franklin fez várias alusões ao princípio da reencarnação e até sugeriu, na idade de 23 anos, que seu próprio epitáfio deveria ser:

O corpo de Benjamin Franklin,
Tipógrafo,
À semelhança da capa de um livro velho,
De conteúdo gasto,
Destituída de suas letras douradas,
Jaz aqui, como alimento aos vermes.
Mas essa obra não será em vão;
Aparecerá mais uma vez, como ele acreditava.
Numa nova e mais elegante edição,
Revista e corrigida pelo Autor.

Quase todos os maiores poetas se alistaram nas fileiras dos adeptos da reencarnação, talvez porque são mais intuitivos. Figuram os nomes de Tennyson Browning, Swinburne, Bossetti, Longfellow, Whitman, Donne, Goethe, Milton, Maeterlinck; John Masefiel, o poeta laureado na Inglaterra, escreveu:

Sustento que, ao morrer, uma pessoa,
Sua alma novamente à terra voltará.
Envergando novo disfarce,
Outra mãe à luz o dará.
Com membros mais fortes e cérebro mais brilhante,
A velha alma a jornada recomeçará.

Notáveis literatos, filósofos e pensadores: Cícero, Virgílio, Platão, Pitágoras, César, Bruno, Oliver Wendell Holmes, Vitor Hugo, Thomas Huxley, sir Walter Scott, Ibsen. Spinoza, todos dão sua contribuição a essa verdade.

Schopenhauer definiu sua posição em termos explícitos: “Se um asiático me pedisse para definir a Europa, seria forçado a responder-lhe: é essa parte do mundo que se acha atormentada pela incrível desilusão de que o ser humano foi criado do nada e que seu presente nascimento é a primeira entrada na vida”.

A Bíblia, principalmente o Novo Testamento, contém muitas citações alusivas ao renascimento, algumas diretas, outras veladas.

A Parapsicologia registra dezenas de casos extraordinários, com provas suficientes para satisfazer o mais obstinado cético e, principalmente, o inteligente pesquisador científico. Um dos livros mais interessantes é “THE PROBLEM OF REBIRTH”, do ilustre Ralph Shirley, que se constitui, em grande escala, num exame das muitas facetas do problema. Apresenta um sem-número de casos interessantíssimos, dentre eles o da pequenina Alexandrina Samona, filha de médico; o de Shanti Devi; etc., cujo relato omitimos para não alongar demasiado a exposição.

Portanto, se alguém lhe diz, leitor, que não acredita no renascimento, apesar do testemunho e dos argumentos da Filosofia Rosacruz, endereço-o às conclusões parapsicológicas que provam, de sobejo, a realidade dessa Lei tão lógica.

A telepatia consiste na transmissão do pensamento, de um espírito para outro, sem o emprego dos sentidos.

Distingue- se da clarividência, que é a percepção dos objetos ou dos acontecimentos sem emprego dos sentidos – qualquer percepção direta de objetos externos. Vejam bem: telepatia é comunicação entre espíritos; clarividência é a comunicação entre espírito e objeto.

Se alguém pensa em um número entre um e cinco, e outra percebe corretamente qual o número — e se se repetir o fato sem que ocorram erros nem fraude, digamos, em cem experiências – teremos, certamente, um nítido exemplo de telepatia.

Na experiência telepática, aquele que concentra o pensamento num número, chama-se “transmitente”. O que procura descobrir o número é conhecido pelo nome de “receptor”. O número é referido como o “objeto”. A reação do receptor ao procurar designar o objeto, chama-se “invocação”, seja ela registrada graficamente, seja simplesmente oral. As invocações corretas designam-se como “pontos certos”.

Quanto à clarividência, registram-se casos interessantíssimos. Por exemplo, mencionado na obra “Phantasms of the living”: uma menina de 12 anos atravessava uma vereda do campo, quando, subitamente, teve uma “visão”: viu sua mãe estendida no chão da casa em que morava. A percepção foi nitidamente clara e dolorosa — tão clara que deu para ver um lenço orlado de rendas, no chão, ao lado da mãe, e tão dolorosa, para fazer com que a menina chamasse um médico, antes mesmo de voltar para casa. Não foi fácil convencer o médico de que devia ir imediatamente, pois, aparentemente, a mãe gozava de boa saúde e, além disso, supunha-se que estivesse ausente de casa nesse dia. Mas ele acabou acompanhando a menina, e de fato foram encontrar a mãe estendida no chão, no quarto que ela havia descrito. Todos os pormenores, inclusive o lenço orlado de rendas, eram justamente como ela havia visto. O médico descobriu que a mulher tinha sido vítima de um ataque cardíaco e era de opinião que ela teria sobrevivido se ele não tivesse chegado àquela hora.

Outro caso curioso, narrado pelo próprio professor e cientista Rhine, da Universidade de Duke, USA, e que o levou à pesquisa parapsicológica, foi o seguinte: “Nossa família fora despertada, certa madrugada, por um vizinho que desejava que lhe emprestássemos um cavalo e a charrete, para ir à aldeia próxima, a nove milhas dali. Justificou que a esposa tivera horrível sonho, no qual vira o irmão voltar para sua casa, lá na outra aldeia; desatrelou os cavalos, conduziu os animais para o cercado e depois foi à casa de feno e suicidou-se com um tiro de pistola. Vira-o puxar o gatilho e rolar sobre o feno, caindo depois num canto. Não houve meios de convencê-la de que era um simples pesadelo. Não havia telefone e acabaram indo para a casa do irmão, onde encontraram a esposa ainda esperando o marido. Dirigiram-se ao cercado e viram os cavalos desatrelados. Subiram à casa de feno e lá encontraram o corpo no lugar e posição que a irmã descrevera. A mulher havia tido uma nítida visão de tudo.

O próprio cientista e filósofo sueco, o famoso Emanuel Swendenborg, é exemplo de muitos casos de clarividência, registados na Parapsicologia. Em 1759, ele se achava em Göteborg e descreveu certo incêndio que naquele momento ocorria em Estocolmo, a 300 milhas dali. Fez o relato minucioso às autoridades locais. Citou o nome do proprietário da casa sinistrada e disse, até, a hora em que se extinguiu o fogo. A exatidão de seu relato foi confirmada, vários dias após, por um mensageiro do rei.

Outro caso registrado é o de uma atriz, a respeito dos dotes supra sensoriais de sua mãe: “Minha mãe e eu estávamos à mesa, tomando café e me contou um sonho muito vívido em que vira na sala de sua casa, em Verbacz (cidadezinha que pertencia à Hungria e agora pertence à Sérvia, a, em torno de, 9.600 quilômetros de Colorado, USA, onde estavam as duas), um caixão mortuário e sua mãe nele. Havia muitas pessoas na sala. Mamãe estava impressionada e resolveu escrever à sua irmã Lisl a respeito. Pueblo, Colorado, fica muito longe de Verbacz e naquele tempo não havia mala aérea para a Europa. Por isso demorou muito a resposta, confirmando todos os detalhes do sonho.

Muitos outros casos registrados poderiam ser narrados aqui, mas a falta de espaço nos impede de prolongar, mesmo porque o assunto nos é muito familiar e dispensa argumentação. O sexto sentido se desenvolve em grande número de pessoas, tem confirmado casos igualmente interessantes e o próprio leitor fatalmente deve ter ouvido casos assim. O valor de tais registros consiste apenas em mostrar aos nossos estudantes que não devem ter receio de admitir e falar sobre essas realidades, porque já são de domínio científico. Ainda mais: a comprovação gradativa que a ciência faz das realidades espirituais, contidas nos documentos e ensinamentos de várias escolas, levanta um crédito de confiança em tudo que elas ensinam, de há muitos séculos.

Nada há, na natureza, que permaneça no mesmo estado: ou evolui ou retrocede. Muitas vezes perguntam porque devemos renascer e evoluir constantemente. É uma condição inerente ao Espírito, feito à imagem e semelhança do Criador. Como semente, ele deve germinar, crescer, frutificar até atingir a estatura da Árvore-Mãe. Diríamos que o Espírito evoluinte é como o alpinista do romance “The White Tower”. Perguntaram-lhe “porque insistia em subir ao pico de uma montanha que ser humano algum havia atingido ainda; respondeu “Porque ele está lá – à minha espera”.

No desenvolvimento do sexto sentido, previsto para a Era de Aquário, PSICOCINÉSIA é o domínio da natureza superior sobre a matéria. Decompondo a palavra, teremos: “psico” que se refere à alma, e “cinesia”, do grego “kinesis”, significando movimento, quer dizer, moção anímica, atividade anímica, pela qual exercemos domínio sobre a matéria. Há muitos anos um grande industrial me surpreendeu com esta declaração: “Se realmente viermos a saber como utilizar a força do espírito humano — e apontou para um cinzeiro sobre a mesa — poderemos, provavelmente, mover este cinzeiro, empregando apenas, habilmente, a força espiritual”. Acho, hoje, que ele disse pouco, ao pensar nos enormes blocos de pedra assentados e ajustados com perfeição nas pirâmides, em tempo que os seres humanos possuíam poder interno e não tinham máquinas. E mesmo com as quinas de hoje não poderiam erguer e colocar aqueles blocos tão pesados. Pensei nas gigantescas estátuas de pedra da Ilha de Páscoa. O ocultismo explica muito bem isto. Já possuímos o poder modelador da palavra na Lemúria e início da Época Atlante: com ele modelávamos a flora e a fauna. E está prometido que um dia usaremos a palavra criadora —a palavra perdida —além de outros poderes sobre a matéria, conforme disse nos evangelhos: “Se tiveres a fé do tamanho do um grão de mostarda, dirás a este monte: remove-te para lá e ele te obedecerá”. São muitas as citações de milagres bíblicos. Mesmo fora do campo religioso encontramos expressiva coleção de fatos: iogues que permanecem vivos vários dias, enterrados ou mergulhados na água; a eliminação de verrugas e outras intumescências da pele, sem recorrer a meios físicos.

Há também os casos de bruxarias e de baixo nível religioso, que trabalham com os elementares na levitação de objetos, arremesso de pedras, provocação de chuvas, relógios que param ou se quebram, como sinal de que alguém morreu; a sugestão sobre o corpo etc.

A Parapsicologia tratou com muito interesse deste assunto, fazendo experiências com dados especiais e cercando as provas de todas as cautelas, sujeitando as pessoas a restrições incomuns.

Pois bem: apesar de usarem meios mecânicos e restringirem a ação das pessoas, limitando os lances a meras induções mentais, notou-se que “algo mais”, além do movimento das máquinas de lançar dados, influía na queda e posição dos dados. Isso revelava a influência de “algo” imaterial sobre eles. Passaram, então, a investigar se essa influência era cerebral ou um processo mental não físico. Provou-se que a massa, o número e a forma não eram fatores determinantes nos testes de psicocinesia. Como bem disse o dr. Rhine, em poucas palavras: “Quase não resta dúvida de que a psicocinesia não é de origem física”.

Qual a explicação ocultista para o fato? Como disse Max Heindel: para toda ação há um agente. O poder mental, o desejo fortemente concentrado, submete elementais à vontade humana e logra agir sobre a matéria dos mais variados modos.

Os elementais são físicos, embora invisíveis ao ser humano comum. Seus corpos são etéricos. Mas, note-se bem: isso não é espiritualidade. É mera ação física, envolvendo emoção e pensamento. Espiritualidade é cultivo do Espírito, por meio de reforma de caráter. Todavia, fazemos concessões a tais experiências. Tudo o que existe é necessário, é efeito provocado pelo materialismo, é recurso para, a pouco e pouco levar as pessoas a atividades espirituais, convencidas que estejam da existência de coisas extraterrenas.

Em 1882, num protesto isolado contra a indiferença geral e materialismo da época, um grupo de eruditos fundou em Londres a “Sociedade Inglesa de Pesquisas Psíquicas”, com o objetivo de investigar tudo o que se relacionasse com a telepatia (transmissão do pensamento de espírito, sem emprego dos sentidos); telestesia (clarividência); assuntos mesméricos (magnetismo); previsão (profecia ou previsão de um acontecimento futuro sem a força do raciocínio); psicocinesia (domínio da natureza superior sobre o corpo); enfim, para estudar e compor uma ciência das manifestações que transcendem a princípios conhecidos. Por isso, a esse conjunto de pesquisas deram o nome de Parapsicologia, que quer dizer: “além da psicologia”. Em outros países, cientistas fortemente interessados nesses estudos imitaram o exemplo da Inglaterra. Nos U.S.A., em 1930, o homem que agora aparece como o incontestável guia nesse setor, J.B. Rhine, lançou um ataque em grande escala, com três outros membros da Seção de Psicologia da Universidade de Duke. Era a primeira vez, na história que um grupo de membros do corpo decente de uma universidade se arriscava a um trabalho pioneiro de tanta crítica.

Entrementes, a literatura, nesse campo, começou a aumentar. Estudiosos de vários países passaram a contribuir com livros e relatórios.

Experiências comprovadoras foram, meticulosamente, levadas a efeito em inúmeras universidades, inclusive as de Bonn, na Alemanha; de Cambridge, Oxford e Londres e em muitas escolas norte-americanas. Por volta de 1940, o professor Thouless, de Cambridge, declarava: “Deve-se considerar provada a realidade dos fenômenos com a mesma segurança que se tem das provas feitas com outras experiências cientificas”. Em 1954, o dr. Raynor C. Johson, um físico, escreveu: “É uma questão das mais profundas e da mais considerável importância poder agora afirmar que a telepatia, a clarividência e a previsão constituem, inegavelmente, fatos incontestáveis, cuja prova merece fé e está tão bem estabelecida quanto as leis básicas da física e da química. O Dr. Rhine e o Laboratório de Parapsicologia de Duke, USA, como resultado de milhares de experiências controladas, pelo método de “cartas”, têm provado que a telepatia e clarividência, representam, hoje em dia, uma realidade.

A dificuldade que os parapsicologistas tiveram de enfrentar foi a de determinar se os fenômenos de telepatia e de clarividência eram físicos ou suprafísicos. Se a percepção extra-sensorial fosse puramente física, então o espírito seria estritamente mecanístico e nesse caso o fator distância (espaço) teria certo efeito mensurável na ocorrência. Mas, as experiências posteriores provaram conclusivamente que a distância não mostra efeito algum sobre uma demonstração de percepção extra-sensorial. Isto os levou à conclusão que de há muito consideram impossível: o espírito é capaz de ultrapassar o tempo e o espaço, porque é superior a essas condições físicas interdependentes.

Pensamos que seria útil aos nossos Estudantes conhecer as principais experiências catalogadas nas principais obras da matéria e assim dispor, como conhecimento geral, meios de confirmação científica do que estudam na filosofia – essas verdades básicas expostas na literatura oculta, desde vários milênios e que agora irrompem de sob a casca de materialismo, enfeitados com nomes científicos. Isso é previsto por muitos. Antes de sua morte, ocorrida em 1923, o formidável matemático e engenheiro-eletricista Charles Steinmetz, anunciou ao mundo que a ciência, quando voltasse finalmente para as descobertas do espírito, haveria de ter um progresso maior, em cinquenta anos, do que o que tivera em toda a sua história passada. Se esse grande gênio estivesse vivo, provavelmente concordaria em que o gongo finalmente soou. O meio século decisivo já está em plena marcha.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de Abril/72)

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