Resposta: Quando Tannhauser, levado pela sua paixão profana pela nobre, pura e virtuosa Elizabeth, vagou pela montanha e foi atraído para a gruta de Vênus, como o ferro pelo imã, ele não só teve permissão, mas foi encorajado a satisfazer totalmente os seus desejos sensuais. Naturalmente, ele saciou logo a sua paixão e implorou, em seguida, para ser libertado do poder da deusa Vênus e obter autorização para voltar a Terra. No decorrer de sua súplica, ele profere o truísmo de que no atual estágio de desenvolvimento, o ser humano precisa tanto do júbilo como da dor, tristeza e do sofrimento para o seu próprio progresso. Na Mente filosófica, esse sentimento é imediatamente aprovado, pois embora sejamos bastante humanos para ansiar pelo júbilo e para temer a dor, tristeza e o sofrimento, não podemos em sã consciência negar o fato de que uma vida de constante júbilo, sem o mínimo de dor, tristeza e sofrimento para perturbá-la, seria absolutamente insípida e incolor. É a própria mistura da luz e sombra que confere beleza a um quadro ou a uma paisagem, e uma combinação semelhante de dor, tristeza e sofrimento e de júbilo é necessária para dar sabor a vida e torná-la digna de ser vivida.
Do ponto de vista astrológico, a luz e a sombra da vida são proporcionadas pela localização e pelos Aspectos de Júpiter e Saturno por ocasião do nascimento, juntamente com a progressão e os trânsitos dos dois em relação ao horóscopo de qualquer pessoa. O júbilo e o riso provêm de Júpiter, o Planeta da benevolência e do otimismo, que nos outorga os favores dos deuses à medida que merecemos a generosidade deles. Por outro lado, Saturno, o Planeta do pessimismo e da obstrução, é o dispensador dos desfavores nos quais incorremos por ações que estão em desarmonia com as Leis de Deus, e visto sermos ainda tão ignorantes a respeito de como trabalhar em harmonia com o grande plano de Deus para o universo, não devemos nos admirar de que sejam necessárias as “chibatadas” de Saturno para nos forçar a entrar na linha sempre que nos desviamos do caminho da virtude. Entretanto, o que indica de forma mais significativa o amor do nosso Pai é o fato de Júpiter passar três vezes ao redor do horóscopo, produzindo Aspectos benéficos e oportunidades para cada revolução de Saturno, que nos traz experiências e que são chamadas de “más” porque nos falta a necessária compreensão para o fato.
Que bênção maravilhosa é a Astrologia Rosacruz, propiciando-nos uma percepção interior do plano infinito de evolução, por meio do qual estamos sendo lentamente educados da ignorância para a onisciência! Saturno é um dos fatores principais nesse processo de iluminação. Para aqueles que não conhecem a Astrologia Rosacruz, pode parecer que a dor, tristeza e o sofrimento chegam sem nenhuma razão justificável e, frequentemente, invejam os que são aparentemente mais afortunados que eles. Contudo, uma vez que aprendido a buscar a luz por meio da Astrologia Rosacruz, toda a sua perspectiva de vida muda. Torna-se, então, evidente que o objetivo da nossa presença aqui não consiste no prazer, mas na experiência e não importa quão tristes ou quão desastrosas sejam essas experiências; o verdadeiro Estudante de Astrologia Rosacruz as acolhe e procura descobrir a razão, do ponto de vista astrológico, e as lições a serem aprendidas. Além do mais, ele experimenta o consolo de saber que os Aspectos que produzem efeitos desastrosos são apenas passageiros e que, no devido tempo, ao qual pode ser calculado por ele, as “chibatadas” de Saturno desaparecerão e o raio benéfico de Júpiter dissipará a tristeza saturnina e curará a “ferida”. Esse conhecimento lhe dará, naturalmente, coragem para perseverar nos dias de provação e o mantém em uma atitude mental de esperança, aguardando ansiosamente o momento em que a tribulação terminará.
Quando vivemos na ignorância do grande Plano de Deus e não compreendemos as fases cíclicas da dor, tristeza e do sofrimento de um lado e do júbilo de outro, trazidas nas nossas vidas para o nosso bem por meio de Saturno e Júpiter, tendemos a ficar muitos exaltados e excessivamente enlevados quando Júpiter nos concede as dádivas dos deuses – saúde, riqueza, amigos, sucesso e prosperidade. Também tendemos a ficar indevidamente desanimados quando, sob o flagelo de Saturno, somos privados de tudo o que torna a vida digna de ser vivida. No entanto, quando o livro da vida é aberto para nós pela Ciência Sagrada da Astrologia Rosacruz e reconhecermos nele o propósito benevolente de Deus e de Seus ministros para conosco, gradualmente aprenderemos a manter o nosso equilíbrio de forma que, quando as alegrias de Júpiter vierem em nosso caminho, não ficaremos excessivamente jubilosos, mas iremos recebê-las com um espírito disciplinado, moderado e tranquilo, aprendendo a nos considerar administradores de todas as coisas boas que nos são assim confiadas. Aprenderemos que devemos usá-las não para os nossos próprios interesses e propósitos egoístas, mas para o bem de todos e que, algum dia, teremos que prestar contas e mostrar como usamos as provisões do nosso Senhor.
Por outro lado, as “chibatadas” de Saturno não serão muito severas ou aplicadas frequentemente sobre aquele que sabe se autoexaminar para verificar onde falhou, procurando a causa de suas tribulações sob as quais padece. Está lição certamente será entendida por quem procura com sinceridade e, ao descobrir a valiosa pérola do conhecimento, o júbilo excederá de muito a dor decorrente do aprendizado dessa lição. Com o decorrer dos anos, se desenvolverá o mais valioso de todos os bens que o Ego possui, o equilíbrio, que eleva o ser humano que o possui acima do mar revolto das emoções, rumo ao reino da paz eterna, que transcende toda a compreensão. Quando tiver chegado a esse ponto de desenvolvimento, nem Saturno, nem Júpiter, nem quaisquer dos outros Espíritos Planetários terão o poder de influenciá-lo, pois ele terá aprendido a reger seus Astros e a ajustar o seu destino de acordo com a sua própria vontade divina.
(Pergunta nº 125 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
São Paulo, em sua 1ª Epístola aos Coríntios (3:16-17), os exorta: “Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o construirá, porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado“.
Existem quase cinquenta métodos de Cura além do autorizado, o qual é ensinado nas Faculdades de toda a América. As Instituições que usam esses métodos, algumas das quais são grandes, estão atualmente prosperando devido aos efeitos da violação pelo ser humano do Templo de Deus, seu corpo.
Em verdade somos “veneráveis e maravilhosamente criados”. Existe um propósito no Plano de Deus, o qual não é a gratificação dos sentidos, e tão logo o conheçamos, trabalhando com ele, teremos a harmonia em nossos corpos e veículos.
As várias desordens que levam a pedir socorro às Instituições acima mencionadas são ocasionadas pela insistência em criarmos e mantermos os desejos, emoções e sentimentos inferiores muitas vezes aliados – senão como efeitos – uma má alimentação ou combinação imprópria dos alimentos que ingerimos. O ser humano está progredindo no Mundo externo, construindo melhores estradas, pontes mais seguras, recintos de trabalho mais amplos e equipados com máquinas mais modernas e aperfeiçoadas, ferramentas mais sofisticadas com as quais produzirá melhor trabalho. Porém, o que faz nos Mundo espirituais que deve ser construído sem o “ruído do martelo”?
Terá o ser humano adquirido a verdadeira compreensão do funcionamento do próprio organismo? Conhece as combinações químicas requeridas para o funcionamento normal do Corpo Denso? Interessa-se pelos efeitos resultantes dos alimentos que ingere? Compreende totalmente o efeito das emoções, sentimentos e desejos inferiores no seu corpo? Consideremos que tenha que levar em conta muitas outras coisas para o aperfeiçoamento do corpo humano: os pensamentos, os hábitos, etc. Os alimentos jogam um papel muito importante para determinar suas vibrações e texturas.
Não há dúvida alguma quanto ao fato de que o conhecimento do corpo humano e de seu funcionamento, de como se relacionam suas partes, como as substâncias nocivas afetam os tecidos, quer sejam ativas ou inertes deveriam fazer parte do cabedal de conhecimentos de quem se dedica a curar as pessoas. Se todos os chamados curandeiros possuíssem estes conhecimentos, causariam menos dano, porque o que é bom para um, é veneno para outro sob certas condições.
Em todos os meios de comunicação que se dedicam a propagação dos meios para adquirir e manter a saúde há artigos que exaltam as propriedades do pão de trigo integral; dele derivam o ferro e sais minerais e só necessitamos comer a metade do que consumimos de outra classe de pão, devido às riquezas de sais minerais nele contidas. Além disso, deve fazer parte da nossa dieta as frutas, verduras e legumes. As ervilhas e feijões proverão a necessária substância proteica para a reparação do desgaste; da mesma forma o farão os ovos e leite, se for do nosso agrado. A preparação e o cozimento dos alimentos é uma ciência e devem ser considerados como tal. Embora uma refeição esteja agradavelmente apresentada e servida, se não estiver devidamente equilibrada será um fracasso. Podem ser misturados alimentos ácidos e neutros na mesma refeição ou alcalinos e neutros, porém não devem nunca ser misturados ácidos e alcalinos.
A natureza dos elementos nutritivos – as vitaminas – é conhecida apenas parcialmente. Seus efeitos marcam a diferença entre a saúde e a enfermidade. Foi chamada por Herbert Hoover como “a descoberta mais importante da atualidade”.
É nos ensinado que mesmo quando estivermos saciados é possível que certa parte do nosso corpo “padeça de fome”, a menos que seja ingerido algo mais do que gorduras, proteínas e carboidratos considerados anteriormente como alimentos principais de uma dieta completa.
Os novos elementos descobertos nos alimentos, os quais a ciência chama de vitaminas A, B, C e D, se encontram em quantidade no leite e nas folhas dos legumes. Essas últimas, de preferência, devem ser comidas cruas. Se tiver de cozê-las deve-se colocar pouca água e não se deve ferver com sal e ao coar deve-se reservar a água para o preparo de sopas. Com a prática aprenderemos a quantidade de água necessária. Quando se fervem, muitos dos melhores elementos nutritivos são destruídos.
Outro ponto que deve ser considerado são as condições sob as quais se prepara o alimento. Muitas reações desagradáveis no estômago se devem a desarmonia na cozinha enquanto se prepara os alimentos. Muitas pessoas são bastante sensíveis para perceber essa desarmonia quando ingerem estes alimentos.
Uma palavra aos Estudantes Rosacruzes que compreendem: dizem que existe agora nos alimentos um novo elemento que não era conhecido há vários anos atrás. Os cientistas nutricionistas dizem que este novo elemento os burla e que não lhes foi possível detectá-lo. O alimento está mudando. Para quem compreende que está subjacente nas feridas do corpo de Cristo e o derramamento de Seu sangue há uma correlação e um mistério. Porém, para poder extrair este sutil elemento da alimentação que nos sustenta, devemos saber o significado destas coisas e também comer merecidamente como nos exortou Cristo-Jesus.
Tão pouco poderá obter este elemento dos alimentos se somos dados à crítica. Pode ser que, para alguns, este seja um novo pensamento. Porém, se estamos abertos para a verdade e temos o direito de saber, a dita verdade nos será dada. Não permanecerá por mais tempo oculta de nós se estamos preparados; isto é, seremos instruídos de como obtê-lo.
Toda a vida é vibração e as diferenças nos corpos são diferenças nas vibrações. Se nossos corpos são nutridos com alimentos grosseiros, como podem ser sensíveis as vibrações?
Desde que adquirimos de nossa nutrição aquilo em que vibramos, é muito importante cuidar não só de nossas palavras e pensamentos, mas também de nossa alimentação. Deveríamos aprender a aplicação dos princípios racionais da gastronomia e também o comer para ser saudáveis.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1983 – Fraternidade Rosacruz-SP)