O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior:
1. Para acessá-lo (formatado e com as figuras) com as seguintes atividades que desenvolvemos em março, com as seguintes sessões:
CLIQUE AQUI: ECOS nº 71 – Abril de 2022
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras):
A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia Cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o entro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: Ecos.
Informação De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19), as atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas-SP por tempo indeterminado. Nossas reuniões semanais estão ocorrendo virtualmente.
Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Abril/2022:
Publicações de textos no nosso Site (www.fraternidaderosacruz.com) e nas nossas Redes Sociais:
https://www.facebook.com/fraternidaderosacruz/
https://business.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas/
https://www.instagram.com/frc_max_heindel/
https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas
MAIO – Sol transitando pelo Signo de Touro (abril-maio)
Touro mantém o modelo cósmico de toda a forma terrestre, enquanto que Áries, uma Hierarquia ígnea, mantém o segredo da vida, em si mesma. Os Senhores de Touro guardam o arquétipo cósmico de um órgão maravilhoso, destinado a se converter em uma parte do futuro Corpo humano. Esse novo órgão, semelhante a uma rosa dourada, estará situado na garganta e será o centro por meio do qual o ser humano da Nova Era pronunciará a palavra Criadora. Mediante o seu poder, a geração se converterá em regeneração e o ser humano será capaz de modelar a substância a sua vontade. No plano onde as forças de Touro são mais ativas e luminosas, pode-se vislumbrar essa perfeição e meditar sobre ela. Então se percebe o glorioso desenvolvimento que lhe espera no futuro e compreende o sentido das palavras do salmista: “Tu o fez um pouco inferior aos Anjos e o corou de glória e honra.” (Sl 8:6).
Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV – Análise Oculta do Gênesis – A Mescla de Sangue no Casamento
Qual Hierarquia Criadora foi destinada por Jeová para ser a influência orientadora de um Espírito de Raça?
Por que tal Hierarquia foi destinada por Jeová para ser a influência orientadora de um Espírito de Raça?
Porque os Arcanjos, sendo especialistas em Corpos de Desejos, têm domínio sobre as Raças e os povos, assim também sobre os Animais, porque ambos os Reinos possuem Corpo de Desejos.
Os Arcanjos são hábeis arquitetos da matéria de desejo, pois no Período Solar, o Globo mais denso era composto de matéria de desejos. Portanto, os Arcanjos são especialmente capacitados para auxiliar as Ondas de Vidas atuais e posteriores, através do estágio em que elas necessitaram aprender a construir e dominar um Corpo de desejos
Quais são as expressões mais elevadas do Corpo de Desejos?
O cérebro e o sistema nervoso
O Espírito de Raça, de Família ou de Comunidade tem entrada no sangue por qual meio?
Pelo ar que respiramos
Em qual Época iniciou-se as Raças
Época Lemúrica: Raça Lemúrica – uma única Raça.
Quantas Raças teremos e em quais Épocas?
Dezesseis Raças:
Época Lemúrica: (1 Raça) Raça Lemúrica – uma única Raça.
Época Atlante (7 Raças): A Rmoahals; Os Tlavatlis; Os Toltecas; Os Turânios; Os Semitas originais; Os Acádios e Os Mongóis.
Época Ária (7 Raças): Ária; Babilônio-Assíria-Caldeu; Persa-Greco-Latina; Céltica; Teuto-Anglo-Saxônica; Eslava e Descendentes da 6ª Raça.
Sexta Época (1 Raça): da união das diversas nacionalidades vivendo na América, surgirá então a última Raça.
Qual foi a primeira Raça a casar-se com pessoas de outras tribos?
Os Semitas Originais foram os primeiros a desenvolver à vontade, e casar-se com pessoas de outras tribos.
Porque as Raças são chamadas de os dezesseis caminhos da destruição, qual é o real e o grande perigo que corremos?
As dezesseis Raças são chamadas os “dezesseis caminhos para a destruição” devido ao perigo das almas se aderirem demasiadamente às características de cada uma delas, a ponto de se tornarem incapazes de sobre passar a ideia de Raça e obstar seu progresso.
Há também o perigo das almas se cristalizarem tanto na Raça, até que se aprisionem aos Corpos de Raça, mesmo quando estes comecem a degenerar, como sucedeu aos judeus.
Conforme o ser humano progrediu através desses estágios e perdeu gradualmente o contato com os Mundos internos, lamentou a perda e ansiava a volta da “visão interna”.
Quais são as quatro causas que contribuíram para essa condição?
As quatro causas que contribuíram para isso foram:
O clareamento da neblina atmosférica do continente Atlântico.
A entrada do Corpo Vital no físico, pelo ajustamento do ponto da raiz do nariz com o mesmo ponto do Corpo Vital.
A eliminação da endogamia (consanguinidade, casamento dentro da mesma Raça) e a consequente substituição pelo matrimônio entre tribos ou famílias.
O emprego de estimulantes tóxicos.
Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XIV – Análise Oculta do Gênesis – A “Queda do Homem”
Que Onda de Vida atravessou o seu estágio “humanidade” do Período de Saturno? Do Período Solar e do Período Lunar?
Período de Saturno – “Senhores da Mente”
Período Lunar – “Anjos”
O que ocorre entre cada dois Períodos?
Ocorre um intervalo de repouso ou atividade subjetiva – uma Noite Cósmica, análoga à noite de sono.
Como era o ambiente do Planeta Terra no Período de Saturno?
Era escuro e gasoso.
Como é chamado o ser humano, na Bíblia, na Época Polar?
Adão.
Adão modelou seu Corpo sob a orientação de qual Hierarquia?
Sob a orientação dos Senhores da Forma.
No Período Solar o Corpo Denso do ser humano foi interpenetrado por um: Corpo Denso, Corpo Vital ou Corpo de Desejos?
Um Corpo Vital.
No Período Solar, a Terra alcançou a densidade da Região Química do Mundo Físico, Região Etérica do Mundo Físico ou do Mundo do Desejo?
No final do Período Solar, o ser humano possuía um duplo Espírito e um duplo Corpo?
No final do Período Solar, o ser humano possuía um duplo Espírito despertado (Espírito Divino e Espírito de Vida) e um duplo corpo, com os Átomos-sementes recebidos (Corpo Denso e Corpo Vital)
No início do Período Terrestre, qual veículo faltava a humanidade?
Faltava ainda o elo de ligação entre o Tríplice Corpo e o Tríplice Espírito, a Mente.
Durante a Época Atlante do Período Terrestre predominou os sentimentos de Amor e Fraternidade?
Não. A astucia, paixão e a perversidade predominaram na Época Atlante.
O que veio a ser o dilúvio ou inundação atlântica?
A atmosfera nebulosa condensou-se, caindo em torrentes e inundando os vales da Atlântida.
Quem eram os Espíritos Lucíferos?
Os Espíritos Lucíferos eram os atrasados da Onda de Vida dos Anjos.
O que significa a mulher viu os Espíritos Lucíferos, como serpentes?
A mulher viu os luminosos Espíritos Lucíferos entrarem na sua medula espinhal de uma forma serpentina.
O que significa “Lúcifer abriu os olhos da mulher”?
Lúcifer abriu os olhos da mulher, ela viu o seu Corpo Denso e o Corpo Denso dos que estavam próximos, e ele ensinou a ela como podia conquistar a morte, criando novos Corpos.
Qual foi a consequência, nos humanos, em comer da Árvore do Conhecimento?
A humanidade se capacitou a livremente criar um novo Corpo ao perder o antigo veículo e ter o parto com dor.
Qual seria a consequência do ser humano ter comido da Árvore da Vida?
Se o tivesse conseguido se teria feito imortal, mas não poderia mais progredir. Se não pudesse obter novos e mais perfeitos veículos por meio de sucessivas mortes e renascimentos, se teria estagnado.
Qual órgão do nosso Corpo Denso usaremos para falar a “Palavra perdida” ou o “Fiar Criador”?
A laringe falará novamente a “Palavra perdida” ou o “Fiar Criador”.
Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XV – Cristo e sua Missão – A Evolução da Religião
Se conforme vamos nos civilizando, a nossa Religião vai se tornando mais humana. Quais Religiões não estão “tão humanas” quanto poderiam estar?
As Religiões não Cristã – ou seja, a que não seguem os ensinamentos de Cristo, que envolve o sair do separatismo (necessário em um momento e nos fornecido pelas Religiões de Raça) para a unidade (por meio do veículo unificante Espírito de Vida do Cristo). A lei deve ceder lugar ao Amor, e as Raças e nações separadas devem unir-se numa Fraternidade Universal.
Cristo possibilitou a todos os seres humanos o direito de buscar as Iniciações; abriu o caminho da Iniciação para todos os que quisessem alcançá-lo.
Por exemplo, o Hinduísmo, ainda está focada na separatividade de castas.
Mas é importante dizer que todas as Religiões foram ensejadas pela Divindade, por obra de um dos Mensageiros de Deus, estando cada uma perfeitamente adaptada ao povo onde se originou.
As Religiões que fazem sacrifícios com animais – porque os animais são nossos jovens irmãos e, como nós, eles constroem formas no intuito de adquirir experiência no Mundo material. Privando-os de seu Corpo Denso, nós atrapalhamos o seu progresso. Se não podemos criar sequer uma partícula de barro, não temos o direito de destruir a forma mais insignificante. Todas as formas são expressões da Vida Divina. Una por excelência. Devemos praticar de fato e em toda a sua extensão, o “vivei e deixai viver”.
Olhando ao nosso redor é fácil ver que para os corpos a lei é “a sobrevivência dos mais aptos”. Cite um exemplo na natureza onde o mais apto é o que sobrevive.
Animais: crocodilos, baratas, dragão-de-komodo, escorpião, tuatara, Rato-da-pedra-laociano, tartaruga, Caranguejo-ferradura, Ocapi, Tubarão-cobra,
Plantas: sequoia, cavalinha, samambaias, as cicas, gingko biloba
Quando estamos na nossa consciência de vigília, o que utilizamos no nosso Corpo Denso para se relacionar com o Mundo externo, com o nosso entorno?
Os 5 sentidos
Vamos falar sobre ressonância: se um pelotão de soldados vai marchar sobre uma ponte de madeira, quando é que essa tem um maior risco de se desmantelar toda?
Quando a vibração de todos estiverem no mesmo tom (nota chave) da ponte
Em que Região de que Mundo estão os Arquétipos dos nossos Corpos e da nossa Mente atuais?
De que Corpos é formada a nossa Personalidade?
3 Corpos: Corpo Físico, Corpo de Desejos e Corpo Vital e, devido a nossa insistência em mantê-la ligada ao Corpo de Desejos, a Mente Concreta.
Nós, como Egos, nos expressamos por meio de quais veículos espirituais?
Espírito Humano, Espírito de Vida e Espírito Divino
Qual é o outro nome que é conhecida a Lei de Consequência?
Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap XV – Cristo e sua Missão – Jesus e Cristo Jesus – Parte 1
Como o 2° aspecto do Ser Supremo (O Verbo), se manifesta na matéria?
Como força de atração e coesão. O Fiat Criador, modela a Substância Raiz Cósmica.
O Filho é o mais elevado Iniciado de qual Período?
Qual o Veículo Inferior usado pelo Cristo?
Como que se relaciona o Espírito Humano?)
Com o Mundo do Pensamento Abstrato.
Qual o evento que, sendo uma realidade próxima, gerou a intervenção de Cristo?
A Era de Aquário.
De que forma Cristo alcança a humanidade?
De dentro para fora.
A Região Etérica do Mundo Físico é reflexo de qual Mundo?
Mundo Espírito de Vida.
O que nos permite pensar com Sabedoria?
O coração, assento do Espírito de Vida.
Cristo, como Arcanjo que é, tinha como seu veículo inferior o Corpo de Desejos, mas, como o mais elevado Iniciado, qual Ele usava?
Como era o Corpo Vital de Jesus?
Positivo e com muito mais Éteres superiores (Luminoso e Refletor)
Qual o tamanho da Aura de Jesus?
Até quilômetros além de seus Corpos
Alguns Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Abril:
Cuidado com o que falamos
Todos nós temos um membro insubordinado, repleto de veneno. Não acreditam? Sim, infelizmente temos.
A nossa língua. Pasmem!! Ela é um mal perturbador, repleto de veneno.
Com a língua bendizemos a Deus, o Pai, e com ela amaldiçoamos irmãos e irmãs que foram feitos à imagem e semelhança desse mesmo Deus.
Isso é terrível. Não deveria ser assim, jamais.
Se uma pessoa não ofende por palavras, essa sim é perfeita, e pode refrear todo o seu corpo, mas se a língua não tem freio, essa pessoa causa muito mal, destila veneno.
A língua é um fogo, um mundo de iniquidades, ela pode perverter todo o corpo.
Todas as espécies de animais, de aves, de répteis, todo ser que vive nos mares, podem ser subjugadas e até domesticadas pelo gênero humano. Já a língua, nenhum ser humano pode domar; ela é um membro insubordinado.
Pensem, quantos de nós estaríamos aqui, depois de picar um semelhante com palavras mordazes, duras??
Se soubéssemos que morreríamos depois de picar alguém, será que não domaríamos nossas línguas?
Irmãos, devemos aprender a analisar mais, a amar mais, a ouvir mais, antes de falarmos, antes de criticarmos, de empregarmos palavras maldosas, muitas vezes sem necessidade.
A língua faz com que nos vangloriemos muitas vezes pelo feito, mas se fizermos o Exercício de Retrospecção, à noite, veremos o quão tristes deixamos alguém. Quem faz o mal não entristece, mas quem recebe se entristece, e muito.
Lembremos que cada vez que somos maldosos, criamos mais Destino Maduro, além de aumentarmos nosso sofrimento quando da nossa passagem pelo Purgatório. Lá, sem o Corpo Denso para amortecer esse sofrimento, sofremos três vezes mais para purgarmos todo mal que aqui fizemos.
A Lei de Consequência, ou Causa e Efeito é para todos, sem exceção.
Comecemos já a domar nossas línguas, a pensar duas vezes antes de falar.
Falar é de prata, ouvir é de ouro!!!
O Mundo está passando hoje por grandes Mudanças
Primeiro veio a Pandemia, Covid-19 (desde março de 2021 e ainda não acabou), e agora essa guerra absurda, por poder e ganância.
Diante disso as pessoas são colocadas diante de provas, fazendo, quer queiram ou não, grandes ajustes, onde a pessoa se fortalece ou sucumbe.
Às pessoas sem uma visão de futuro, que caminham pela vida com indiferença, não acumulam tesouros nos Céus, falta o espírito de iniciativa, de mudanças, ficam perdidos, não encontram uma saída, ficam à espera de ajuda externa.
Para as pessoas que entendem o real propósito de estarem aqui no Mundo Físico, que seguem os Ensinamentos dados pelos Irmãos Maiores – os Ensinamentos Rosacruzes -, entendem o momento, estudam, refletem, observam, discernem, se concentram, se exercitam esotericamente, se preparam, são Cristãos Ocultistas e Cristãos Místicos, são fortes o bastante para se ajudarem e ajudarem aos seus semelhantes.
Cristo disse: “Não só de pão vive o homem” (Mt 4:4). Entendemos então que devemos cuidar sempre da nossa parte espiritual, se preparar para mudanças, para provas, construir o Templo sem as mãos, cuidando dos nossos pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, palavras, ações, obras e atos, a todo momento, com persistência, muita força de vontade, muita paciência e muita fé.
Os Ensinamentos Rosacruzes nos ajudam a entender que cada Aspirante à Vida Superior é responsável pelas condições que o envolvem.
Dificuldades, perdas, deficiências e outras limitações não são o resultado do acaso, mas o produto de uma necessidade e que revela a Sabedoria de Deus, com Seus grandes e perfeitos ajustes, mesmo que com dor e sofrimento.
Só existem dois caminhos a seguir: do amor ou o da dor, não existe e jamais existirá um terceiro caminho.
Estamos sendo testados constantemente para ver se reagimos com amor e compaixão, se fazemos o bem porque é correto fazer o bem, se desenvolvemos o poder anímico (o Poder da Alma), o autocontrole, o altruísmo, se realmente entendemos que Cristo aqui esteve, antes que nos perdêssemos mais e mais, ou se estamos sempre a julgar e a criticar, e numa grande inércia.
A Fraternidade Rosacruz é uma Escola de treinamento para Cristãos Esotéricos, onde os Estudantes estudam os Ensinamentos Rosacruzes, trabalham sobre eles mesmos, e se preparam para estarem a serviço da humanidade, como colaboradores conscientes dos Irmãos Maiores no seu serviço em prol de todos; ainda mais intenso devido a aproximação da Era de Aquário.
Precisamos de vez em quando parar e fazer uma fervorosa reflexão e superar nossas tendências egoístas, e devotarmo-nos cada vez mais ao serviço amoroso e desinteressado aos demais, de modo que, dia após dia, possamos contribuir para um mundo melhor, onde a força altruísta do Amor Universal possa purificar nossos corações e Mentes, para que possamos ver o bem em tudo e em todos.
Façamos tudo com paciência, fé, atitude e pensamento positivo, visando a construção do nosso Corpo-Alma, o Dourado Manto Nupcial, nosso veículo Etérico, tão necessário para a funcionarmos nos Mundos suprafísicos e que nos habilitará a sermos muito melhores servidores.
Crescimento Espiritual
Sabemos que todo crescimento espiritual vem de dentro, que há a necessidade de muita força de vontade, determinação, coragem e muita fé, uma vez que há muitos obstáculos a serem vencidos.
As pessoas determinadas, de caráter forte e excelentes qualidades, sobem rapidinho às mais elevadas posições mesmo nos caminhos acidentados da vida.
Essas pessoas destacam-se pela sua força interna, pelo impulso que geram.
Já pessoas de vontade fraca, que vivem na inércia, que remam a favor das águas, que não tem fé, não são determinadas, com pouca força de vontade, nem buscam a parte espiritual, reclamam de tudo e ainda acham que tem que ser ajudados, essas pessoas não crescem, não evoluem, porque em tudo colocam dificuldades, se acomodam com facilidade.
Cada um de nós deve trabalhar em prol do seu crescimento espiritual e determinar em qual nível quer permanecer (superior ou inferior, determinado ou acomodado).
Frente aos grandes problemas que se apresentam, grandes oportunidades também esperam aqueles que estão dispostos a assumir responsabilidades, a colocarem-se frente aos desafios.
Se desejamos nos elevar espiritualmente, arregacemos as mangas, procuremos viver os Ensinamentos Rosacruzes, estes iluminam nossos caminhos, nos encorajam, nos dão respostas para o “mistério da vida”, vamos então viver esses Ensinamentos, afinal foram dados pelos Irmãos Maiores, que estão sempre dispostos a nos ensinar, a nos mostrar o caminho.
Busquemos dentro de nós a força que nos fará crescer.
Sejamos determinados, de caráter forte.
Tenhamos muita força de vontade e persistência.
Deixemos acender e brilhar fortemente a luz que há dentro de nós. (Todos temos, basta que queiramos acendê-la).
O caminho é para todos!! Aproveitem!!
Exercício de Retrospecção
Pelos Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz, temos alguns exercícios esotéricos muito importantes para nosso crescimento espiritual e que se forem feitos fielmente, devocionalmente, sinceramente, rapidinho aceleramos a construção do nosso Corpo-Alma.
Um exercício muito importante e que ultrapassa qualquer perspectiva, é o Exercício noturno da Retrospecção, um exercício devocional, porém não de memória, feito todas as noites.
Eis como fazê-lo:
Ao deitar-se, à noite, relaxe o corpo; comece depois a rever as cenas do dia em ordem inversa, começando com os acontecimentos havidos imediatamente antes de se deitar, passando às ocorrências da tarde e da manhã; os acontecimentos que julgue mais importantes a serem purgados, julgados com uma atitude moral em cada cena.
Procure julgar-se a si mesmo:
Esse exercício se feito fielmente, procurando vivê-lo o mais próximo do que acontece no Purgatório, nos ajuda imensamente, expurgar diariamente as ocorrências indesejáveis da nosso Memória Subconsciente, de modo que nossos pecados serão apagados do Átomo-semente do Corpo Denso e nossas auras começarão a brilhar.
E, também, pela vivência do de bem fizemos, encurtaremos nosso tempo no Primeiro Céu, depois da vida aqui findada.
Outra coisa importante; se bem-feito, tendo extraído diariamente a essência das experiências que fazem o crescimento da Alma, tendo-as amalgamado ao Espírito, passaremos a viver em uma atitude mental e agindo de modo que, ordinariamente, nos estaria reservado para vidas futuras, ou seja, estamos nos adiantando.
Cada acontecimento da vida de Cristo-Jesus, durante a Semana da Paixão, representa alguma fase da Iniciação nos Mistérios Cristãos. A Entrada Triunfal (também popularmente conhecido como Domingo de Ramos) representa as alegrias, assim como o Calvário simboliza os sofrimentos.
Para as massas que presenciavam a procissão do Domingo de Ramos, esta não era senão a atribuição das honras ao grande Mestre Cristo que, durante os últimos três anos, realizou tais milagres entre eles, que havia feito os cegos enxergarem, os paralíticos andarem e curar definitivamente os doentes.
Contudo, para os Cristãos esotéricos seu significado era mais profundo.
Para eles era a manifestação externa da santa alegria que experimentará toda a humanidade quando alcance a consciência crística, tornada possível graças ao recentemente instaurado novo procedimento de Iniciação nos Mistérios Cristãos.
As hosanas da multidão que bordeavam o caminho, ao longo do qual o Mestre passou durante Sua Entrada Triunfal, não eram senão o eco dos coros angélicos que saudaram o nascimento de Jesus. Então cantavam: “Paz na Terra e Boa Vontade para os Homens”; no dia de Sua entrada em Jerusalém para os acontecimentos finais de Seu ministério terreno, cantavam: “Bendito seja o Rei que veio em nome do Senhor; paz nos céus e glória nas alturas”. Portanto, anunciavam o amanhecer da Nova Dispensação, sob a qual, cada ser humano está destinado a se converter em rei de seu próprio reino espiritual e a caminhar no nome do Senhor ou na Lei do Amor, da Luz e da Verdade.
(*) Pintura: Christs Entry Into Jerusalem, 1800 – William Blake (1757–1827)
A cena da Entrada Triunfal foi Jerusalém, a cidade da Paz, que representa o coração ou o centro do amor no Corpo, o primeiro onde começa a viver o Espírito de Cristo. O jumento, sobre o qual Cristo cavalgava, simboliza a Sabedoria Antiga. E as palmas espalhadas sobre o caminho representam as consecuções vitoriosas. Portanto, Cristo encenou, por meio da Sua Entrada Triunfal, algo que apontava à glória da Nova Era, quando as verdades dos Mistérios Cristãos se converterão na Religião universal da humanidade.
O mestre enviou a dois dos seus Discípulos, Pedro e João, para preparar a Sua entrada, lhes dizendo que “fossem ao povo antes deles”, onde encontrariam um jumentinho; que o trouxesse e, sobre ele, Cristo cavalgaria para Jerusalém.
O “povo à frente” é o Caminho, que sempre se estende ante o Aspirante; e o jumentinho, símbolo da sabedoria, que nunca tinha sido montado, é o recém-liberado impulso espiritual, que deu nascimento aos Mistérios Cristãos. O fato de que esses Discípulos sabiam o caminho do povo e como trazer o jumentinho significa que eles já tinham sido iniciados no Caminho Cristão da Iluminação Espiritual.
A Última Ceia
Também na quinta-feira da Semana Santa ocorreu o que ficou conhecida como a Última Ceia.
Esotericamente é o Rito da Eucaristia que tem sido parte de todos os ensinamentos Iniciáticos que foram dados aos seres humanos em todos os tempos.
Tem o mais profundo significado espiritual quando Cristo, o Supremo Mestre do Mundo, celebrou o Rito com Seus Discípulos na Sala Superior, à meia-noite da Quinta-feira Santa, imediatamente antes da Sexta-feira Santo ou o Dia da Paixão.
O suco da videira (o vinho místico) simboliza o Corpo de Desejos, limpo e transformado, do Discípulo. O pão representa o puro e luminoso Corpo Vital. Mediante a combinação das duas forças espirituais desses dois veículos, devidamente separados, podem se manifestar os poderes correspondentes ao Mestre.
Cada um dos santos homens e mulheres que participaram na Última Ceia com Cristo, purificaram seus Corpos de Desejos e Vital, de tal modo que foram capazes de receber e transmitir os poderes crísticos para a cura e a iluminação espiritual de todos aos que lhe foi dado servir.
Vivendo uma vida pura e inofensiva durante um período, cuja duração varia segundo o desenvolvimento anterior existente, a conservação da força Criadora da vida produz uma força vital de ordem superior que irradia do Corpo e que pode ser dirigida e utilizada à vontade nos serviços para com os outros. Essa emanação etérica, na noite da Última Ceia, alcançou nos Discípulos um grau de luminosidade que nunca antes havia sido alcançado. Cada um deles entregou essa emanação anímica a Cristo no momento da Última Ceia. Dirigindo essa força para Si mesmo e a incrementando com Seus próprios poderes divinos, Cristo apareceu ante eles em toda a glória do Corpo de Sua Transfiguração. Então, derramou essa poderosa corrente de energia sobre o pão e o vinho, magnetizando-os com a magia da alquimia espiritual, até que ambos brilharam com o esplendor de joias indescritíveis.
(*) Detalhe da Pintura Last Supper (1509-1511) – Gustave Dore
A Ceia daquela primeira noite de Quinta-feira Santa foi concluída com o Pai-Nosso, uma oração de imenso poder, se for empregada corretamente, e com o “beijo da paz”. Com ela se expressavam a unidade e a harmonia que conseguiram alcançar e a reserva em comum do poder espiritual que geraram, com o objetivo de derramar o impulso de Cristo pelo mundo, para o seu consolo e sua redenção. Alcançaram a verdadeira fraternidade, que é o primeiro requisito para o êxito efetivo do grupo.
Aqui se encontra a resposta à pergunta, tantas vezes formulada: “Judas Iscariotes esteve presente na Última Ceia”?
No exaltado estado de consciência alcançado durante o cerimonial da Ceia, os Discípulos puderam ver os “registros cósmicos” e contemplar ali os acontecimentos que ocorreriam nos anos que lhe restavam de vida. Então, tiveram a possibilidade de aceitar ou não, livremente, esses acontecimentos. O fato de escolherem aceitá-los, difíceis como eram para suportar, evidencia o elevado estado que alcançaram, já que, em todos os casos, o previsto conduzia à diversas perseguições e, frequentemente, ao martírio. Contudo, renunciaram ao “eu” pessoal; saíram como almas Crísticas, tão fortificados que não importava o que lhe pudesse suceder com o Corpo físico; a alma seguia adiante, segura e serena, para o triunfo certo.
__________________________________________________________________________________________________
Judas Iscariotes sucumbe à tentação
Na quarta-feira da Semana Santa, Judas Iscariotes sucumbiu à tentação dos sumos sacerdotes, que tipificam a razão ou Mente mortal humana, não iluminada pelo poder do espírito (Mt 26:15).
As trinta moedas de prata se referem, numericamente, à tríade (3+0) composta pelo Corpo Denso, o Corpo de Desejos e a Mente inferior concreta.
Quando esses Corpos e Veículos – ou princípios – atuam no nível inferior, como sucedeu com Judas ao executar a grande traição, se destroem sempre a si mesmos, como ocorreu com ele, ao se suicidar.
Esse fracasso de Judas indica que não havia conseguido passar pelo Primeiro Grau ou Rito da Purificação.
(*) Pintura: Judas e as trinta moedas de prata – Rembrandt (1629)
Rito da Eucaristia
Na quinta-feira da Semana Santa, para preparar o Rito da Eucaristia, Cristo orientou a dois de Seus Discípulos para ir à cidade, onde encontrariam a um homem com um cântaro de água. Deviam segui-lo até uma casa onde deveria se preparar uma grande “habitação superior” para a chegada do Mestre e dos Seus Discípulos. Iriam celebrar juntos, ali, a ceia da Páscoa.
Essas instruções são, realmente, um anagrama crítico pertencente ao desenvolvimento esotérico do Aspirante. O homem que leva um cântaro de água faz referência a Aquário, o Signo Portador de Água, regente da Nova Era, na qual o espírito da verdadeira iluminação será derramado de novo sobre a carne, e cuja preparação ocorreria nesse momento.
A “habitação superior” é a cabeça, a qual, quando está “mobiliada e pronta”, graças ao despertar dos centros espirituais de seu interior, proporciona a visão dos Mundos internos e superiores.
Com a Glândula Pineal (a epífise) e o Corpo Pituitário (a hipófise) despertos e ativos, se levanta o véu do Sanctum Sanctorum e nos encontramos na presença do nosso próprio “Eu Superior”, como criado a imagem e semelhança de Deus e capaz de manifestar os poderes de um ser humano Crístico.
À luz dessa leitura simbólica podemos deduzir qual era o estado espiritual de São Pedro e São João, os dois Discípulos enviados à frente, pelo Mestre. Ambos estavam aptos a entrar na “sala superior”. O privilégio de preparar o caminho para qualquer um que, em qualquer tempo futuro, desejasse seguir seus passos era deles dois.
Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes Rosacruzes
O Cristo sabia que seria crucificado pela humanidade? Se sim, por que pediu para o Pai afastar d’Ele este “cálice amargo”? Se não sabia, como pode um ser grandioso como Ele não ter previsto essa tragédia?
Resposta: Logicamente que não tinha como ele ter a certeza de que isso aconteceria. O ser humano tem o livre arbítrio e com todo o conhecimento que Ele forneceu ao longo dos seus 3 anos de ministério (fora os outros mais de 2.000 anteriores onde profetas e outros seres humanos evoluídos prenunciaram a sua vinda, a do Messias, ao do Salvador) havia a possibilidade disso não precisar ter acontecido para que ele pudesse e precisasse se tornar o Regente da Terra. A decisão de crucificá-lo foi inteiramente nossa.
Por Ele não ter a certeza é que Ele “pediu para o Pai afastar d’Ele este ‘cálice amargo’”, e pelo fato de ter ocorrido, sabedor de quanto essa nossa decisão iria causar o sofrimento, o atraso, as dores e o prejuízo na evolução de cada ser humano, Ele tentou, como sempre tenta, interceder por nós, dado a sua misericórdia e compaixão infinita.
Perceba que Cristo é um ser grandioso de fato (o mais elevado Iniciado do Período Solar, o Arcanjo que, aprendendo tudo que deveria aprender nesse Esquema de Evolução até a sétima Revolução do Período de Vulcano, conseguiu produzir um corpo com material do Mundo de Deus). No entanto, Ele não sabe tudo e Ele mesmo disso isso: “sobre esse dia, só o Pai sabe”. Ele sabia que havia a tendência, mas devido ao nosso livre arbítrio essa tendência poderia não se torna fato.
Lúcifer é um Anjo. Arimã, para citar um nome vindo de Rudolf Steiner, é um Arcanjo. Ambos se rebelaram contra Deus e Seu projeto, apesar de serem muito evoluídos. Então mesmo seres que alcançaram este nível de progresso espiritual podem ser corrompidos por egoísmo e ambição?
Resposta: Você está enganado: nenhum Arcanjo, até hoje, se rebelou e isso aprendemos na Fraternidade Rosacruz, uma Escola de Preparação para a Iniciação Rosacruz. Os Espíritos Lucíferos, que são Anjos, sim, por seus livres arbítrios não quiseram seguir o Plano desse Esquema de Evolução para a Onda de Vida dos Anjos e se rebelaram…e depois chegaram a mesma conclusão que chegamos quando insistimos, aqui, de não cuidar da parte espiritual e nos entregamos somente as “delícias e prazeres” da parte material: “quem procura enganar a Deus descobrirá que o caminho do transgressor é difícil, quando suas asas são chamuscadas na chama”. Tanto que correram para buscar “alcançar” o estágio em que os outros Anjos estão (a “sabedoria flui nos Anjos”) e para isso “prestaram o serviço a onda de vida humana, como verdadeiros benfeitores” (leia aqui: https://fraternidaderosacruz.com/as-verdades-espirituais-nos-mitos-antigos/ e aqui https://fraternidaderosacruz.com/construindo-a-nova-jerusalem/).
O Poder Maior permite que os animais sofram para que possam aprender o valor da solidariedade e, no futuro, quando forem humanos, não usar o poder sobre os outros de maneira inadequada. Não haveria outra forma de ensinar nossos irmãos menores a serem fraternos? O sofrimento animal é mesmo necessário para esse fim?
Resposta: Quando você tem em uma Onda de Vida um Espírito-Grupo responsável pela evolução dessa onda, quem sofre sempre será o Espírito-Grupo, no caso, um Arcanjo. Quanto ao irmão menor, animal, ele é credor do ser humano que o faz sofrer e dia virá que esse ser humano terá que quitar essa dívida com o irmão menor. Alguns casos de irmãos e irmãs que se dedicam 100% das suas vidas em cuidar dos nossos irmãos menores é fruto de uma consciência muito bem firmada durante as passagens deles pelo Purgatório. Assim, quando vem em um renascimento, vem com toda a vontade e disposição de quitar essas dívidas, contraídas em vidas passadas…. e quitam…e “lição aprendida, ensino suspenso”.
A maior parte da população, pelo menos 90%, ainda precisa de milhões de anos para evoluir o suficiente para entrar na Nova Jerusalém. Então, não tem sentido imaginar que o Cristo volte já nos próximos cinco ou seis mil anos, como deduz H. W. Hoogstraat, no texto “Simbolismo de Natal”?
Resposta: Como seria bom se tivéssemos certeza de que “pelo menos 90%, ainda precisa de milhões de anos para evoluir o suficiente para entrar na Nova Jerusalém”, se nem o próprio Cristo disse não saber, senão o próprio Pai! O “tempo de Deus” é totalmente diferente do “tempo dos homens”. O que o escritor disse foi uma opinião pessoal considerando o modo de cálculo que utilizamos quando estamos na Memória da Natureza, observamos um fato e queremos saber em que “tempo terrestre” isso aconteceu. Logicamente não tem como cravar esses cinco ou seis mil anos. Lembre-se sempre já há muitos irmãos e irmãs que vivem na Nova Jerusalém e que estão no meio de nós desempenhando várias funções para ajudar “a todos chegarem juntos”, como é o Plano do nosso Salvador (logicamente, quem assim quiser, pois o livre arbítrio será sempre respeitado).
Por que muitas pessoas tentam honestamente e com fé comunicar-se com Deus, sobretudo quando estão desesperadas, e nada conseguem, nem mesmo sentir uma gota da misericórdia Dele? Sentem com o coração que “Ele não quer ajudar: estou sozinho”. A própria Madre Teresa confessou que não sentisse “a presença Dele há vários anos”. Nesse caso, é fácil entender por que há ateus?
Resposta: Depende do conceito que se tem no que se refere à “comunicar-se com Deus”. Se for falar com ele e ele falar com você como falamos com qualquer ser vivo aqui renascido, isso nunca acontecerá. Como você vai querer falar com “alguém” em que “você vive, se move e tem o seu ser” como você fala com “alguém” em quem “você não vive, não se move e não tem o seu ser”, ou seja, um ser limitado em matéria física, etérica, de desejos e de pensamentos (sem falar em outras matérias de Mundos mais sutis)? Além do mais, se fosse possível, por que você teria esse privilégio? Veja que aqui há dois problemas: o conceito da pessoa sobre quem é Deus e a ignorância de achar que ele é como se fosse uma pessoa (só falta, aqui, descrevê-lo como um homem velho, barbudo e cabeludo, de cor branca e, quiçá, olhos azuis!).
São Paulo nos ensina que “há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo”. Então…por que não se comunicar com esse Ser, o Filho de Deus, o segundo Aspecto de Deus, o nosso Salvador, nosso Redentor, Regente da Terra, que veio até nós, se tornou um de nós, viveu o que vivemos, sofreu o que sofremos, sabe exatamente o que cada um de nós sente e, mais, sabe exatamente qual a solução para resolver o sofrimento que estamos passando?
Quem a pessoa acha que é para “by-passar” esse Mediador?
Por que essa prepotência, esse orgulho, essa ignorância, disfarçada de astúcia e falsa piedade?
Por que, ao invés de viver nessa “falsa bondade” não se esforçar para desenvolver espiritualmente o que precisa desenvolver para ter o mérito de poder se comunicar com, no mínimo, irmãos e irmãs que já trilharam esse caminho e que conceituamos como: Adeptos e Irmãos Maiores em uma Escola Ocultista Cristã, como a Fraternidade Rosacruz, e como Santos (os verdadeiros) em uma Escola Mística Cristã, como uma Religião Cristã (séria)?
E o que se precisa desenvolver para alcançar esse mérito? Um veículo, somente um veículo: o Corpo-Alma que faz nascer em cada um o Cristo interno!
Dizer que “não sente uma gota de misericórdia d’Ele” é simplesmente não entender o conceito de Criador que Ele é. Nem compreender o que é “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” e, ainda, verbalizar a sua ingratidão, como criatura criada à Sua imagem e semelhança, em reconhecer que Deus cria e continua criando 24 horas por dia e se deixasse de cuidar de sua criação ou milionésimo de segundo (ou até menos que isso) tudo se dissolveria no caos do Universo.
Dizer que “Ele não quer ajudar: estou sozinho” é sinal de egocentrismo, ignorância e um grande orgulho pessoal, digno de quem só quer receber e nada quer dar.
Sobre Madre Teresa de Calcutá. Já com a saúde debilitada e sentiu que mais uma vida física aqui estava terminando ela verbalizou frases como: “Sinto que Deus não é Deus (…) que Ele realmente não existe (…) Eu chamo, eu me agarro, eu quero, mas há Alguém que responda. Ninguém, ninguém… Eu não tenho fé alguma. Nenhuma fé”. Veja a sabedoria de quem alcança a posição de Santo: Deus realmente não existe! Ele é! Não tem como “sentir Deus”. Se você acha que o sente, então não é Deus que você sente! Realmente não tem como você O chamá-lo, tentar se agarrar a Ele, ou querer que Ele lhe responda. Se a sua fé é calcada nessas frases, então, isso não é fé, você não tem o que conceituamos como fé! E ela alcançou essas verdades e fez questão de externá-las para que servissem de base para que, aos que se interessassem, refletissem e tomassem a decisão de rever seus conceitos de Deus e de fé. Que exemplo de despojamento, de humildade e querer nos ensinar na altura espiritual que alcançou! Afinal, como tentar uma comunicação com esses sentimentos humanos primitivos a um Ser em “quem vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, em que é Onipresente (é tudo, é todos), Onisciente (é toda a ciência, todo conhecimento, toda sabedoria) e Onipotente (é todo o poder) e cujo nome (dado por Ele mesmo na Bíblia) é: EU SOU?
SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.
Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura
Datas de Cura:
Maio: 05, 13, 19, 25
“Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.” (Isaías 53: 4-5)
Quanto mais estudamos a vida, seu propósito, origem e destino, mais compreendemos a verdade contida na antiga máxima de que “a Analogia é a chave dos Mistérios”. Outra expressão dessa grande verdade é “a Analogia é a Mestra da Natureza”. Um dos maiores instrutores espirituais expressa o seu pensamento no agora famoso axioma: “assim como é em cima, é embaixo”. Essa “fórmula para a sabedoria” nos ensina que existe um princípio unificante que sustenta toda a vida; isto é, o modelo divino, porque toda a vida manifesta repete a si mesma em todos os Planos. A repetição do modelo é evidente em cada um dos departamentos da Natureza. Desde o átomo até os Sistemas Solares e ainda nas gigantescas constelações do espaço encontramos leis e princípios análogos que governam a vida e a forma.
A compreensão dessa simplicidade ou uniformidade no desenho do Supremo Arquiteto para o Cosmos pode ser de grande benefício prático para nós, em nossa busca de conhecimento. Por exemplo, com frequência nos perguntam: em que constitui realmente o crescimento espiritual? Nossa resposta é que o crescimento espiritual é semelhante ou análogo ao crescimento físico. As plantas e os animais crescem pela adição de substância física aos seus corpos, células novas. O crescimento espiritual também é um assunto de acréscimo, de adição de substâncias. Na maioria de nós, os veículos superiores carecem de forma e densidade. São demasiado tênues e inorganizados para servir de instrumentos apropriados para a expressão consciente nos Planos internos. Bastante extraordinário é o nosso Corpo Denso, nosso veículo mais denso que está mais bem organizado e quase totalmente evoluído. Esse Corpo Denso é o nosso veículo mais antigo e mais bem coordenado; consequentemente, somos mais versáteis e eficientes nos trabalhos físicos do que nas atividades que se relacionam com as Regiões superiores nos Mundos suprafísicos. Temos, por exemplo, muitíssimo mais domínio sobre nosso veículo físico do que sobre o nosso Corpo de Desejos ou sobre a nossa Mente. O equilíbrio, a paz e o desenvolvimento cultural que anelamos são, em verdade, qualidades espirituais e essas nós só podemos adquirir por meio do crescimento — real aumento de densidade — do nosso Corpo de Desejos ou da nossa Mente.
A expansão da consciência também acontece em proporção à estatura de nossos veículos internos, pois os tênues e inorganizados Corpo de Desejos e a Mente dos nossos irmãos e irmãs que habitam Corpos primitivos são inteiramente inúteis como instrumentos de consciência nos elevados Planos espirituais.
Nossa literatura Rosacruz nos recorda várias vezes a necessidade de desenvolver o Corpo-Alma, o Dourado Manto Nupcial. Ela diz que a construção desse instrumento (o Templo) é um requisito para todo desenvolvimento espiritual; que primeiro devemos ter um veículo bem construído com os materiais de determinado plano antes de, conscientemente, podermos funcionar e fazer trabalho construtivo em tal plano. Em uma próxima Era, teremos que prestar nossa atenção consciente à construção do nosso Corpo de Desejos e da nossa Mente, assim como agora nos esforçamos para construir o Corpo-Alma, corpo que se constrói com os materiais da Região Etérica do Mundo Físico, a Nova Jerusalém, a qual será o seguinte passo da nossa expressão.
Desse modo veremos a Lei de Analogia manifestando-se. Como o crescimento espiritual é semelhante ao crescimento físico, envolve um acréscimo de substância. A repetição também é um fator nesse processo, porque é por meio dela que os materiais adquiridos novamente se organizam para funções específicas.
Alguns Estudantes Rosacruzes têm perguntado: “Qual é a relação existente entre essa mera adição de substâncias espirituais e as virtudes ou, assim chamadas, qualidades espirituais, que notamos em alguns homens e mulheres?”.
Foi-nos ensinado precisamente que o Primeiro Céu, que se situa nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo, é um lugar de paz, amor e harmonia. A beleza ali cobre o lado oposto como um manto; a unidade de toda a vida é evidente a todos que conscientemente funcionam nesse plano. Por conseguinte, quando desenvolvemos nossos veículos superiores até certo grau, ou densidade, chegamos a ser mais ou menos conscientes dessa beleza e harmonia e tendemos a expressar essas qualidades em qualquer coisa que façamos. Por exemplo, suponhamos uma mulher que é amada por todos pela sua afabilidade e encantos. Se diz que é — e de fato o é — muito espiritual. Embora ela não perceba o amor e a beleza dos Mundos celestes, sem dúvida devido ao seu altamente desenvolvido e bem-organizado Corpo-Alma, sente essas harmonias celestiais ao ponto de não poder evitar de expressá-las, sendo bondosa e considerada por todos. Ela sente a unidade de toda a vida tão intensamente que não tem outro desejo a não ser fazer o bem, servir e ajudar a todos os demais de todas as formas que lhe for possível.
Vemos então que as qualidades espirituais que admiramos nos outros e que temos a esperança de adquirir algum dia estão baseadas no volume e organização dos nossos veículos superiores. Dizem que os grandes Iniciados têm “em verdade auras imensas”.
O termo Corpo-Alma como se usa em nossa terminologia Rosacruz refere-se a esse veículo interno que é construído com os Éteres superiores (o Éter Luminoso e o Éter Refletor). Na vindoura Época Nova Galileia funcionaremos conscientemente nesse veículo, assim como atualmente encontramos expressão por meio do Corpo Denso. Naturalmente, devemos nos lembrar de que, enquanto esse Corpo é construído com substância etérica, sem dúvida em nosso presente estado serve como veículo de consciência no Mundo do Desejo também, justamente como nossos Corpos Densos, por meio do cérebro e do coração, atuam agora como uma base para a expressão do pensamento e do sentimento no plano físico.
Agora se faz evidente que os caminhos e meios para acrescentar volume ao Corpo-Alma devem ser encontrados, se queremos progredir espiritualmente. Sem dúvida, não temos que investigar muito. Nós, de fato, sempre soubemos o processo. Em todas as Épocas, líderes religiosos têm ensinado a necessidade de viver vidas de serviço, trabalhando sem egoísmo, para a família, tribo ou raça. Eles nem sempre explicaram como “dando aos outros” aumenta-se a estatura espiritual de uma pessoa e, sem dúvida, sempre afirmaram que “nossas únicas posses permanentes são as que damos aos demais”. Esse dar é, pois, a chave para todo o progresso espiritual. Nossa Filosofia Rosacruz acentua a advertência bíblica que diz: “O serviço amoroso e desinteressado aos demais é o caminho mais curto, mais seguro e mais agradável que conduz a Deus”.
Os Estudantes Rosacruzes algumas vezes perguntam: “Uma vez que podemos aumentar muito nossos poderes mentais e físicos sem levar em conta considerações éticas, porque o Aspirante à vida superior deve ser bondoso, amoroso, generoso e amar a fim de desenvolver os poderes do espírito?”. Uma resposta parcial foi dada anteriormente, quando dissemos: “Só o que damos aos outros é, em verdade, nosso”. Uma explicação mais ampla pode ser dada pelo uso da “analogia”. Por exemplo, uma lei física estabelece que “ação e reação são opostas e iguais”. Porém, para ser mais explícitos digamos que há um jovem que descobriu que sua força física é totalmente inadequada. Necessita músculos mais fortes. Assim, ele sabiamente busca o auxílio de um treinador físico. Tomou parte em um curso progressivo de exercícios físicos de natureza vigorosa. Uma vez que deseja intensamente possuir mais força, persiste em seus treinamentos até que realmente consegue ter êxito no desenvolvimento de músculos consideravelmente maiores e mais fortes. No decorrer do seu treinamento, sem dúvida aprendeu um fato importante; a saber, que não desenvolveu “músculos” durante seu período de exercícios. Na verdade, destruiu tecidos musculares a um grau mais rápido, enquanto duraram os exercícios. Foi durante os períodos de descanso ou nos intervalos dos exercícios que o real desenvolvimento ocorreu. Seu treinador lhe explicou que, pela demanda que fez sobre os músculos, o esforço intenso e requerido para executar os vários exercícios, a natureza, por assim dizer, veio em seu auxílio e construiu tecidos maiores e mais fortes em um esforço para diminuir a tensão extraordinária e a violência exigidas do corpo. Assim, nosso atleta aspirante aprendeu que somente se tornou forte dando sua força e energia para poder construir músculos maiores e mais fortes.
Assim sucede também nos assuntos do Espírito. Isso é a substância de todos os ensinamentos religiosos. Devemos dar sem egoísmo, se queremos chegar às alturas. Somos nós mesmos que temos de nos dar. Dar nosso amor, nosso afeto e nossas energias, porque “A dádiva sem o dador de nada serve”. No começo isso poderá talvez ser possível só como um dever, porém logo teremos de servir e nos dar propriamente pela alegria que isso proporciona. Os primeiros esforços do “construtor de músculos” foram dolorosos e exigiram grande força, porém logo conseguiu um estado em que tudo se convertia em prazer positivo, ao gastar suas energias na conquista. A felicidade, por si mesma, parece estar baseada em “dar”. Se nos falam dos “radiantes seres superiores”, “os que brilham” nos Planos superiores, pensamos neles como pessoas radiantes, felizes. Disso não temos a menor dúvida, porém deveríamos recordar que eles são radiantes porque “irradiam para fora”, constantemente permitem que brilhe a sua luz. Ao homem forte também lhe agrada exibir sua força e energia, pois como em todo departamento da vida, a reação de “dar” é de pura felicidade.
Algumas escolas de metafísica nos ensinam que no Espírito nós já somos perfeito e só temos que nos colocar em contato com esse “Eu Superior” a fim de conhecer a perfeição hoje e para sempre. Estamos de acordo que se busque sempre o conselho do “Eu Superior”, porém nos foi ensinado que somos apenas potencialmente perfeitos espiritualmente. Se o Tríplice Espírito fosse totalmente perfeito, não haveria necessidade dessa “Jornada através do Deserto”. Por meio de nossas atividades aqui, no Tríplice Corpo também extraímos ou libertamos uma “essência-energia” que se amalgama no Tríplice Espírito e, só assim, podemos nos converter de verdade em deuses, homens ou mulheres. O equilíbrio, a cultura, o encanto que todos buscamos não é o produto da perfeição física. Essas são qualidades espirituais e têm que ser buscadas por meio da conduta religiosa ou ética. Temos outro incentivo para o esforço espiritual, quando nos recordamos de que “o poder espiritual é muito maior que o poder mental, assim como este é muito maior do que o poder físico”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro de 1980-Fraternidade Rosacruz-SP)
Resposta: Na realidade, há uma conexão muito íntima, porque ambos são um e o mesmo fato. Jamais existiu o Jardim do Éden localizado no plano físico. As condições edênicas existiram somente nos reinos Etéricos. A humanidade que habitava o Jardim do Éden não tinha ainda um Corpo Denso (com os componentes sólidos, líquidos e gases) como temos hoje e, portanto, não poderia viver em um Corpo Denso nem habitar uma Região Química do Mundo Físico. E mesmo quando já tinha um Corpo Denso até a metade da Época Atlante, nossa consciência não era de vigília, ou seja, não tinha a consciência da existência desse Corpo Denso em seu meio na Região Química do Mundo Físico. Somente após a Queda, o ser humano “desceu” à existência física e tomou “roupagens de pele”, como nos conta a Bíblia, ou seja, passamos a habitar a Região Química do Mundo Físico.
Quando o ser humano se elevar deste plano da geração ao de sua completa regeneração, ele ascenderá aos reinos edênicos citados no Livro do Apocalipse como a Nova Jerusalém. Aí então, o ser humano não se alimentará mais do fruto da Árvore do Bem e do Mal (a Árvore do Conhecimento), mas sim da Árvore da Vida. Doenças, pobreza, velhice e morte terão acabado, uma vez que ele alcançará a sua divina herança: a imortalidade consciente.
Esse glorioso estado será alcançado não só por um povo ou por seguidores dessa ou daquela Religião, mas por toda a humanidade. Ou, nas palavras do Apocalipse, “as folhas da Árvore foram utilizadas para a saúde das nações”. Real e verdadeiramente, um exaltado destino espera por toda a Onda de Vida Humana.
(Do livro “Questions and Answers on the Bible” – Corinne Heline)
Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático
A Região Limítrofe e o Primeiro Céu
Pergunta: Quais os tipos de indivíduos que encontramos na Região Limítrofe, entre o Purgatório e o Primeiro Céu?
Resposta: Ali encontramos os que não têm interesse pela vida superior ou a parte espiritual da vida enquanto renascidos aqui, os de tendência materialistas, que negam a existência post-mortem. Tais indivíduos se colocam além de qualquer possibilidade de ajuda e sofrem mais do que qualquer outra alma. Ademais, ao saírem de tal plano e se elevarem aos planos celestes, quando são chamados a formar, segundo suas faculdades e sentido de harmonia e lógica, os futuros veículos e ambientes, seus pensamentos cristalizantes, suas formas de pensar e sentir, desvirtuadas, influem desfavoravelmente na construção dos arquétipos, gerando futuros corpos defeituosos e geralmente com tendências consuntivas. Eis porque a causa mais comum da tuberculose é o materialismo.
Algumas vezes, o sofrimento produzido por tais corpos decrépitos provoca um rápido despertar do Ego, levando-o de volta às leis de harmonia e de uma vivência superior, permitindo o normal andamento de seu processo evolutivo. Porém, muitas vezes essas mentalidades resistem à evidência dos fatos e recrudescem sua revolta e insatisfação. Daí que o maior interesse das forças brancas que trabalham através dos diversos movimentos espiritualistas, seja o de iluminar e transformar essas mentalidades, em que jaz o maior dos perigos, porque vão perdendo o seu contato com o Ego interno e necessária influência dele, tornando-se um proscrito o infeliz.
Pergunta: O que ocorre quando a existência purgatorial termina?
Resposta: O Espírito purificado ascende ao Primeiro Céu, situado nas três Regiões superiores do Mundo do Desejo. O resultado do sofrimento purgatorial é incorporado como consciência ao Átomo-semente do Corpo de Desejos, para que o futuro indivíduo possa ter internamente, percepção entre o bem e o mal, naqueles pontos que transgrediu. O reto sentir, pois, é conquista adquirida nesse processo, impulsionando-nos para o bem e advertindo-nos contra as mesmas tendências e tentações.
Pergunta: Qual a primeira experiência por que passa o Espírito no Primeiro Céu?
Resposta: Vê o panorama do passado se desenvolver em ordem inversa, mas apenas os atos bons que tenha realizado na última existência terrena. Se realizou pouco bem, rápida será sua passagem por esse venturoso plano. Mas se muito realizou de bom sobre a Terra, colherá os dourados pomos de uma vivência indescritível, de alegria indizível.
Quando ali o espírito vê as cenas em que ajudou os outros, sente novamente, porém triplicada, a alegria que isso lhe proporcionou e ainda mais: sente a gratidão que lhe foi dirigida por aquele que recebeu a ajuda. Assim, vemos a importância dos favores que prestamos, porque a gratidão promove o crescimento da alma. Nossa felicidade no Primeiro Céu depende dos sentimentos que os bons atos provoquem, em nós e nos outros.
Pergunta: Nos casos de dificuldades econômicas, ficamos restringidos em nossa possibilidade e capacidade de dar?
Resposta: Absolutamente, não. Tal ideia estaria correta se o ser humano fosse apenas um ser material. Nesse caso, suas necessidades estariam limitadas a esse plano. Mas sabemos que o ser humano é um ser complexo e suas necessidades abrangem os diversos veículos pelos quais se expressa: material, etérico, emocional e mental – além do ser real, espiritual. A ajuda deve atender a todos esses aspectos. Ainda mais, sabemos que a vida material, as condições deste Mundo, são apenas reflexos e consequências dos outros planos causais: mental e emocional. Se o indivíduo não sabe pensar corretamente nem sentir nobremente, sua vida material será logicamente prejudicada. E desse modo, ajudar alguém a pensar e sentir segundo os ditames do Espírito, acordes com os princípios evangélicos, será a maior ajuda, que não depende de condição econômica, pois, ao homem e mulher de boa vontade há sempre algum tempo para isso. É claro que não vamos impor nossas ideias a ninguém, nem pregar nas praças públicas. O bom exemplo acabará atraindo nossos familiares e amigos a ouvir nossa opinião, e então a daremos despretensiosamente, deixando que o livre arbítrio escolha livremente a forma de agir.
O dinheiro, como tudo o mais que Deus, como talentos, pôs à nossa disposição, depende do reto emprego. Dar dinheiro, indiscriminadamente, é, muitas vezes, um mal, embora nossa intenção seja boa. Somos pela ajuda material, feita inteligentemente e como complemento da ajuda primordial, causal, que é a difusão de ideias conducentes a uma vida mais feliz. Cada Estudante Rosacruz pode e deve valer-se da orientação da fraternidade, para aprender e realizar corretamente essa nobilitante ajuda à humanidade carente.
Pergunta: Quais as condições que o recém-ido encontra no Primero Céu?
Resposta: o Primeiro Céu é o lugar de alegria, isenta de qualquer sombra de amargura ou de tristeza. Ali, todos os mais nobres propósitos, almejados pelo ser humano, se realizam na mais ampla expressão. É o lugar do repouso, pois, quanto mais dura ou áspera tenha sido a anterior encarnação terrestre, mais profundamente sentirá a sensação de repouso. As doenças, a tristezas, as dores, são ali desconhecidas. É a Terra do Verão dos Espiritualistas, onde os pensamentos devotos Cristãos construíram a Nova Jerusalém. Belas casas floridas são o quinhão daqueles que as desejaram, pois podem construí-las pelo simples emprego da sutil matéria de desejos, mediante o poder da vontade e do pensamento, tornando-as tangíveis e reais como as moradias deste mundo. E não só as floridas casas, senão tudo aquilo que intimamente ambicionamos realizar, pois todas as satisfações emocionais superiores são ali realizadas, quer como quintessência das experiências boas da Terra, quer como formas de tudo que nos tenha sido negado ou dificultado.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1968)
“O curso anual dos acontecimentos, Páscoa e Ascensão do raio Crístico ressuscitado, coloca-nos em idêntica posição à dos Apóstolos quando seu querido Mestre se afastou. Ficamos inconsoláveis e desanimados. O mundo parece um monótono deserto. Não conseguimos atinar qual é o motivo dessa tristeza.
Mas ela é tão natural quanto os fluxos e refluxos das marés, como os dias e as noites. Tais oscilações são inerentes a atual fase de nossa evolução onde vigoram os ciclos alternantes.
Contudo, existe um sério perigo na atitude mental negativa. Se permitirmos que ela nos domine, é possível que abandonemos nosso trabalho no mundo e convertamo-nos em desiludidos sonhadores. Perdendo o equilíbrio podemos provocar severas críticas contra nós, aliás, muito pertinentes.
Este tipo de conduta é inteiramente reprovável”.
Uma das mais lindas festividades do ano é a da Ascensão, que acontece quando o Sol passa por Touro (maio) indo para Gêmeos (junho).
É quando falanges após falanges de Seres Celestiais se ajoelham para adorar a presença exaltada de Cristo, e mesmo as estrelas se unem em uma sinfonia proclamando Sua majestade e glória.
Durante essa festividade divina, Sua radiação permeia a Terra com uma refulgência impossível de descrever, tornando resplandecente, ambos, os reinos espirituais e físico.
Como a natureza está em perfeita harmonia com as correntes elevadas do Cristo durante os quarenta dias entre a Ressurreição e a Ascensão, o período é de um significado espiritual tão elevado que é um esperançoso tempo para o discípulo despertar, dentro de si mesmo, os poderes de Clarividência, Clariaudiência e outros dons do espírito pertencentes ao verdadeiro discipulado”. Quando o Senhor Cristo faz Sua ascensão, os reinos internos assumem a aparência de uma massa fundida de ouro brilhante.
Sobre a região da Terra conhecida como a Terra Santa, acha-se localizado o reino descrito ao longo da Bíblia como a Nova Jerusalém, no qual se acha situado o Templo Cristão dos Mistérios. Nesse Templo etéreo realiza-se, cada mês, o sublime Cerimonial que tem relação com acontecimentos importantes na vida de nosso abençoado Senhor e Sua mãe, a Virgem Maria.
Cada acontecimento, desde o Nascimento à Ascensão, mencionado no Novo Testamento representa uma experiência espiritual definida que deve, subsequentemente, ocorrer dentro de nós mesmos, pois cada um de nós é um Cristo em formação.
Foi no momento da Sua crucificação que o Cristo deixou o corpo de Jesus, no qual Ele tinha funcionado durante Seu ministério de três anos entre os seres humanos, e transferiu o Seu próprio Espírito para o corpo planetário para, assim, se tornar o seu Regente. Há um significado profundo nas palavras que Ele pronunciou aos Seus Discípulos depois da Ressurreição: “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue.” (N.T.: Mt 28:18).
A Ascensão: “Todo o poder é dado para Mim no céu e na terra.” (Mt 28:18), foram as palavras da saudação de Cristo aos seus discípulos quando Ele estava no cenáculo superior sagrado, após a Ressurreição. Isto significa que por meio do Seu sacrifício no Calvário, Ele agora tinha se tornado o verdadeiro Senhor e Espírito Planetário da Terra.
O Cristianismo Esotérico ensina que o Gólgota não foi o fim. Na verdade, foi o início do sacrifício redentor anual de Cristo para todo o nosso planeta.
Durante o intervalo sagrado que constitui os “quarenta dias” místicos entre a Ressurreição e a Ascensão, Cristo se ocupou de muitas obras relacionadas não somente com a raça humana, mas com todas as ondas de vida que vivem na Terra. Este trabalho incluiu as várias Raças e Espíritos-Grupo que são os guias das várias ondas de vida em evolução. Para cada um, Ele deu um novo ímpeto de altruísmo e unidade, e Ele também acelerou o tom vibratório de cada um, que vibra no padrão cósmico ou arquétipo. Na realidade, com Sua vinda, toda a Terra canta uma nova canção.
“Vão para a Galileia e Eu encontrarei vocês lá.” (Mt 28:16). Cada aparição aos discípulos sustenta um significado profundo e uma promessa de maiores poderes espirituais.
“E, levantando as suas mãos, os abençoou, e quando Ele os abençoou, Ele estava à frente deles e foi levado para o céu” (At 1:10).
Na “ressurreição dos mortos”, a cerimônia mística ensina que a morte não existe, e pela “Ascensão” ensina-se que a vida eterna é a herança do Iniciado. “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Irei preparar um lugar para vocês.” (Jo 14:2).
No Grau da Ascensão, o Cristo abriu o caminho, deste modo, qualquer pessoa pode ascender com Ele e compartilhar a elevada comunhão dos reinos espirituais.
Não é o Cristianismo apenas que ensina o caminho da Iniciação. A fórmula da iniciação foi incorporada em todas as grandes religiões do mundo, nos principais eventos das vidas dos Grandes Mestres e Salvadores onde esse ensinamento é o acontecimento principal.
Conforme a nova Era de Aquário se aproxima mensageiros dos reinos da Luz vem para estabelecer uma comunhão íntima entre o Cristo, os discípulos e todos aqueles na Terra que aspiram seguir o ritual místico com seus doze passos ou graus, tal como se há indicado acima.
No mundo da alma, o verdadeiro discípulo ainda experimenta, hoje, o sofrimento e a crucificação de toda a raça humana, e o Cristo, também, continua sofrendo a crucificação permanente. Ele está, todavia, conosco até o fim dos tempos, como Ele disse, e a Libertação que ele oferece para nós é a Consumação da Cruz. As Litanias da Crucificação são cantos de iniciação que tratam sobre a fórmula Iniciática, como é descrita nos Evangelhos. A nota chave desta realização é: “Que o Cristo se forme em ti”.
A correspondência astrológica da Ascensão é mostrada na análise esotérica dos Evangelhos – onde vemos que os acontecimentos marcantes da vida de Cristo são em número de doze. A Ascensão é o número 12.
Estes doze passos sustentam uma conotação astrológica interessante, por isso que se diz, verdadeiramente, que a primeira Bíblia do ser humano foi o Zodíaco, em que ele aprendeu a ler as verdades espirituais. Lá ele decifrou os sinais enigmáticos que revela a vida dos Deuses Salvadores e, por ela, o Iniciado Cristão lê a história da vida do Cristo.
A roda zodiacal dos céus é feita por doze constelações de Signos, onde os Astros (o Sol, a Lua e os Planetas) viajam ao redor do céu, conforme podem ser vistas tendo a Terra como referência. Antigos astrônomos descobriram que tais Signos celestiais, pareciam ter influência sobre questões terrenas, e assim, se originou a ciência da Astrologia. Observou-se que as influências dos Astros eram mais fortes em alguns Signos do que outros. O Signo em que o Astro expressava seus maiores potenciais é que o REGIA e é considerado seu lar, onde o Astro revela sua pureza de influência, sem qualquer mescla com outras qualidades de diferentes naturezas. Do mesmo modo, um Astro é, igualmente, forte no SIGNO DE SUA EXALTAÇÃO, embora de um modo diferente do que a regência. As qualidades de exaltação de um Astro somente alcançam plenitude por meio da Iniciação, que liberta, dentro da Alma, o correspondente aspecto das forças astrais.
É interessante notar que a EXALTAÇÃO e a RESSURREIÇÃO foram utilizadas pelos primeiros Padres da Igreja em termos intercambiáveis, que compreendia a relação entre o desenvolvimento espiritual do ser humano e as estrelas no céu, acima dele. Eles sabiam que na Consciência de Cristo, a humanidade aprenderia a cooperar, inteligentemente, com os Poderes Cósmicos, cujas ações do destino do ser humano eram reveladas no horóscopo.
Quando astrólogos falam de Astros e Signos que os regem, eles se atêm, principalmente, a assuntos físicos e materiais.
O esoterista, que estuda o lado oculto da ciência das estrelas, fala sobre a exaltação dos aspectos de um Astro considerando a sua natureza espiritual, conforme os assuntos. No caso da Ascensão: Netuno exaltado em Câncer. A divindade chamada de Cristo Interno eleva o ser humano aos altos reinos suprafísicos, onde o espírito pode entrar em muitas moradas preparadas por ele pelo Cristo Cósmico.
(Você pode ter mais material para estudos em: Cap. III – Ensinamentos de um Iniciado – Max Heindel; O Maravilhoso Livro das Épocas – Vol. VI – Vol. VII – Vol. X – Corinne Heline; Ao Longo do Ano com Maria – Introdução – Corinne Heline)
O Estudante mediano está familiarizado com a escala diatônica de sete tons e com a escala cromática de doze tons na música.
Ele também está familiarizado com a escala de cores de sete tons conhecida como espectro.
Poucas pessoas, no entanto, sabem que à medida que a visão humana se sensibiliza e se desenvolvem instrumentos mais refinados para a investigação, uma escala de cores de doze tons será revelada.
Aqueles que possuem capacidade de explorar reinos internos veem neles muitas cores bonitas que são, atualmente, invisíveis para os olhos físicos comuns, algumas delas muito requintadas para descrição.
1. Para fazer download ou imprimir:
Luz, mais Luz – Corinne Heline
2. Para estudar no próprio site:
LUZ, MAIS LUZ
Por
Corinne Heline
Fraternidade Rosacruz
Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido de acordo com:
1ª Edição em Inglês, 1962, Light, more Light – Issued by New Age Interpreter
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP
www.fraternidaderosacruz.com
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
LUZ, MAIS LUZ
No começo, no alvorecer de um novo Dia de manifestação, Deus disse: “Haja Luz”[1]. Esse foi o primeiro decreto criador. Foi a ação inicial tomada pelo Ser Divino, ao entrar em outro dos ciclos cósmicos, externos e eternamente recorrentes.
O aparecimento da luz foi, portanto, fundamental para todo o processo criativo do período extremamente longo que se seguiu. A reativação da luminosidade no coração de Deus, a nova liberação da Luz Divina, pôs em movimento a Substância Raiz Cósmica do espaço circundante, dentro de uma extensão específica e limitada pela vontade de Deus. Então, uma nova criação foi lançada no espaço sideral.
A luz que emergiu no começo, como registrada no Gênesis, também é a luz que prevalecerá no final deste Dia de Manifestação, conforme relatado por São João no Livro final das Escrituras Cristãs[2]. Quando São João foi elevado em espírito a um ponto de iluminação em que estava “na luz como Ele está na luz”[3], ele viu a Nova Jerusalém, a cidade em que “não havia noite”[4]. “Lá”, relata o Revelador, “não havia mais a necessidade do Sol ou da Lua para brilhar nela”, pois o “Cordeiro é a sua luz”[5].
Deus é luz. Ele é tudo em tudo. Ele é o começo e o fim, o Alfa e o Ômega da existência. É n’Ele que todas as coisas criadas vivem, se movem e têm o seu ser. Nos estágios evolutivos anteriores, todos os elementos da natureza e todas as criaturas vivas gravitavam natural e instintivamente em direção a essa luz. Numa fase posterior, com o surgimento do quarto reino, o humano, o instinto deu lugar à inteligência e a obediência, até então inconsciente da Lei cósmica, foi substituída pela consciência da individualidade, tendo a prerrogativa divina da liberdade para escolher o caminho a seguir. A partir de então poderia continuar seu curso em direção à Luz da qual surgiu ou se aventurar por um curso oposto e escuro. Essa é a condição do ser humano em seu atual estado de evolução. Ele está no ponto médio da sua jornada evolutiva. Nessa posição é livre para escolher a estrada superior ou a inferior e pode viajar na direção da luz ou reverter para a escuridão.
No Esquema de Evolução setenário o ser humano está evoluindo na metade, no quarto dos sete Períodos de tempo extremamente longo. Ele também está na quarta posição, a média, entre sete Reinos. Abaixo dele estão os Reinos mineral, vegetal e animal, representando etapas da consciência atravessadas no passado, enquanto acima estão os três reinos dos: Anjos, Arcanjos e Senhores da Mente, com os quais ele se relaciona diretamente em sua atual constituição sétupla e dos quais a exaltação ele está destinado a atingir, nas eras que se avizinham. Então, novamente encontramos o ser humano ocupando uma posição intermediária, momento em que o caminho escolhido determinará a direção futura da alma.
Aproximando-se da experiência atual, o ser humano agora se encontra em um período histórico e crucial para o futuro destino da onda de vida. Não é um apelo ocioso que os evangelistas ortodoxos estão fazendo, ao enfatizar essa época como “o tempo aceito”. Tampouco a afirmação de muitos e diversos observadores da cena atual de que o presente conturbado e instável seja um fatídico Tempo de Decisão.
Algo de suprema importância ocorreu, sem dúvida, na primeira metade do século XX. As guerras mundiais levaram o conflito secular entre forças opostas ao clímax. Embora essa disputa não tenha terminado com a inauguração do Milênio ou da Era de Ouro, ela derrotou um terrível mal que ameaçava varrer a humanidade para debaixo do seu domínio sinistro. As forças que se voltaram mais para o caminho da direita que para a esquerda seguiram a ascensão. Resta agora determinar se a vantagem obtida pode ser mantida e fortalecida, mesmo contra as poderosas forças materialistas empenhadas em manter o ser humano ligado ao cérebro e à Terra.
A Percepção e Utilização da Luz pelo Ser humano
Após a descida do Ego humano à encarnação física, seu ambiente externo se tornou cada vez mais claro e aberto à medida que a autoconsciência se desenvolvia e se tornava mais nítida no mundo exterior. Os primeiros lemurianos[6] perceberam pouco com seus olhos pequenos e piscantes, enquanto os atlantes[7] posteriores viviam em uma atmosfera cheia de neblina. A luz brilhante do Sol nunca foi vista. Ao entrar na Época Ária, a Época atual, quando a consciência se firmou decididamente na existência física, o ar se purificou e o ser humano começou a viver à luz do sol.
Contudo, ainda havia a escuridão da noite, exceto por alguma luz que brilhasse no céu estrelado. O ser humano primitivo esperou muito tempo pela luz de sua própria criação. Outros séculos se seguiram com a luz estando limitada a velas tremeluzentes, tochas acesas e fogueiras. No entanto, o espírito sempre apalpador do ser humano, em busca de luz e mais luz, levou-o, ao longo do tempo, à produção artificial de luz por gás e ainda mais tarde, em nossos dias, à conversão da energia elétrica em um iluminante universalmente disponível.
Essa tremenda mudança nas condições externas sob as quais a onda de vida humana vive hoje ocorreu em um breve momento, em relação aos milhões de anos em que o ser humano tem evoluído neste Planeta. Ele se desenvolveu com uma rapidez incrível, mesmo em termos de tempo histórico. Apenas tão recente quanto a virada do século, a iluminação elétrica para ruas, prédios públicos e casas ainda estava em sua infância. Hoje, essa luz baniu literalmente a escuridão da noite de nossas cidades e, agora, está a caminho de também iluminar os amplos espaços abertos do campo.
No entanto, tudo isso provou ser apenas um prelúdio para a apresentação de desenvolvimentos. Com a liberação da energia atômica, o ser humano deu mais um passo para levantar o véu da refulgência ofuscante da própria Deidade manifesta.
O ser humano transforma seu ambiente externo na medida em que estende seus poderes potenciais no âmbito físico, psíquico e espiritual. Ele constrói o olho físico para perceber a luz externa. Ele desenvolve a visão espiritual para perceber as atividades do Plano interior. À medida que a consciência se torna mais clara e forte, mais alta e ampla, a luz interior assume um brilho crescente que encontra sua contraparte no ambiente externo em que vive.
Até que ponto discernimos a luz que brilha nas trevas depende do nosso poder de visão. O que é luz para nós é escuridão para alguns insetos e a luz do Clarividente enxerga iluminação onde o olho normal percebe apenas escuridão.
Em nossa própria vida, a expansão da consciência, que vem com o advento da Era Espacial e segundo a grande aceleração em todos os aspectos da vida, o chamado é mais claro e alto do que nunca para luz, mais luz. Testemunhe as catedrais mal iluminadas do passado e as igrejas iluminadas do presente ou mesmo o edifício de vidro recém-construído na costa da Califórnia, em Palos Verdes. Também deve ser notado o rápido aumento do uso de vidro na construção de residências, escolas, edifícios comerciais e fábricas que podem ser vistos na cidade, na vila ou no campo. Em todos os lugares, o desejo de viver na luz está manifesto. É uma aspiração interior que encontra expressão externa.
O Segredo da Luz
Em 1947, surgiu um livro intitulado “O Segredo da Luz”. É de Walter Russell, eminente artista, cientista e filósofo. Dedicado “Ao Deus Único, o Universal” e endereçado “Para aqueles que buscam inspiração, conhecimento e poder mediante maior compreensão da Luz”.
O Sr. Russell equipara Luz a Deus. É um tratado profundamente científico e religioso. Escreve o Sr. Russell no prefácio: “Cristo Jesus disse: ‘Deus é Luz’; mas, nenhum ser humano daquela época entendeu o que Ele quis dizer. Chegou o dia em que todos os homens devam entender o que Cristo Jesus quis dizer, quando disse ‘Deus é luz’. Pois dentro do segredo da Luz há um vasto conhecimento ainda não revelado ao ser humano. A Luz é tudo o que existe; é tudo com o que temos de lidar, mas ainda não sabemos o que ela é. O objetivo desta mensagem é dizer o que ela é”.
Russell, em seguida, enumera uma longa lista de perguntas referentes aos mistérios da vida e às quais ainda não há respostas. Porém ele acrescenta: “Dentro do segredo da Luz está a resposta para todas essas perguntas, até agora não respondidas, e muitas outras que as eras ainda não resolveram. Essa revelação da natureza da Luz será a herança do ser humano nesta Nova Era, a Era de Aquário, vindoura e de maior compreensão. Seu desenvolvimento provará a existência de Deus por métodos e padrões aceitáveis pela ciência e pela religião. Estabelecerá um fundamento espiritual sob a presente base material da ciência. Os dois maiores elementos da civilização, a religião e a ciência, encontrarão então a unidade em seu casamento. Da mesma forma, as relações humanas se tornarão mais equilibradas por causa do maior conhecimento sobre a Lei universal que está por trás de todos os processos que a Luz usa para entrelaçar as formas padronizadas desse Universo de ondas elétricas”.
“Todos os departamentos da vida serão profundamente afetados por esse novo conhecimento da natureza da Luz: da universidade ao laboratório, do governo à indústria, de nação a nação”.
Esse novo conhecimento está agora literalmente caindo sobre nós. Os cientistas que trabalham nesse campo altamente especializado confessam que mesmo para eles a pesquisa está avançando tão rapidamente que é quase impossível mantê-la atualizada. O que pensar do leigo, então!
Em uma transmissão de rádio feita no dia oito de março, a Universidade da Califórnia, apresentando o “Explorador Universitário”, narrou a fabulosa história da invenção de um dispositivo que revolucionará o uso da luz. O assunto foi tratado novamente pelo mesmo patrocinador em 20 de maio, tendo em vista a enorme importância atribuída a essa descoberta e o amplo interesse que despertou em todas as regiões.
Uma Invenção Maravilhosa
“O incrível LASER” foi o título dado a esses relatórios. Laser é o nome dado ao novo dispositivo, e as letras são a abreviação de “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation” (Amplificação de Luz por Emissão Estimulada de Radiação). Tem relação com a própria geração da luz. Antes dessa descoberta, disseram-nos, havia muito que pudéssemos fazer para iluminar, mas relativamente pouco podíamos fazer com a fonte de luz propriamente dita. Agora, “no ano histórico de 1900”, há uma ruptura na manipulação e no domínio do fenômeno da própria geração de luz.
O laser é descrito como uma haste de rubi não maior do que um lápis, ao redor da qual se anexa uma lâmpada espiral de flash. Os elétrons no cristal são ativados e acionam a lâmpada. Por meio desse pequeno e aparentemente simples dispositivo, um feixe de luz fraco pode ser intensificado e ampliado em grau aparentemente incrível. Ele gera um calor várias vezes maior que o Sol. A luz assim gerada não irradia em todas as direções, fluindo ao longo de linhas paralelas. É fortemente centralizada, tendo pouca difusão. Dizem que um feixe direcionado a uma tela que esteja a aproximadamente 1,60 km de distância produziria um ponto com apenas uns 30 centímetros de diâmetro e aumentaria em não mais de 16 km, quando chegasse à Lua, a 384.417,5 km de distância. Essa luz nunca foi gerada antes.
As possibilidades criativas que isso coloca nas mãos do ser humano são inimagináveis. Com isso, os chamados milagres já estão sendo realizados. Considere apenas a sua aplicação no campo da arte de curar. De acordo com o “Explorador Universitário”, um raio laser pode passar através de uma lente, penetrar no tecido do corpo e ser focalizado em um ponto predeterminado para realizar cortes delicados, costuras finas de ferida através da fusão da pele, esterilização ou cauterização de áreas extremamente pequenas ou ainda para radioterapia profunda. Que tudo isso nos dê uma pausa para refletir, profunda e reverentemente. Até esse dia de graça, as curas efetuadas pela realização de cirurgias internas e sem a ajuda de agentes físicos ou evidência externa do que estava sendo realizado eram possíveis apenas para o Grande Médico, o Pai das Luzes. Agora, o ser humano começa a seguir Seus passos adotando procedimentos semelhantes. A utilização de um agente não-material para realizar uma cura que antes exigisse operação interna agora substitui em grau importante o uso da instrumentação física.
Nesta aplicação das energias livres e disponíveis no armazém ilimitado da Natureza para fins de cura, temos uma contrapartida científica sobre o poder da oração e a ativação das energias divinas por meio da imaginação e da fé criativa. No primeiro caso, estamos lidando com a luz que pode ser vista com o olho físico; no segundo, com a luz percebida apenas pelo olho do espírito. Ambas emanam da mesma fonte divina, pois Deus é luz. Temos aqui um desenvolvimento que cumpre a afirmação de Walter Russell de alguns anos atrás, como citado anteriormente, de que, à medida que o ser humano penetra mais profundamente nos segredos da Luz, será revelada a ele a própria existência de Deus de forma possível “por métodos e padrões aceitáveis pela ciência e pela religião”. Além disso, estabelecerá um fundamento espiritual sob a presente base material da ciência, unindo assim “os dois maiores elementos da civilização, a religião e a ciência”.
Dessa maneira, pode-se dizer com segurança e sem exagero que neste domínio do fenômeno da luz outro estágio da época foi alcançado na ascensão progressiva do ser humano em direção à Luz e a um estado de cooperação consciente, inteligente e intencional com os Divinos Poderes, na criação do “Grande Homem”.
Assim, a intenção centralizada e voluntária das almas propositalmente dedicadas ao Caminho Iluminado prossegue simultaneamente nos Planos interno e externo do ser. Fora dessa ação focalizada e causadora das Mentes criativas, efeitos momentâneos no Plano da manifestação externa são inevitáveis. Evidências desse tipo já são discerníveis para o observador perceptivo, entre as quais temos boas razões para incluir o dispositivo que amplifica a luz em grau enorme e que multiplica sua aplicabilidade às necessidades e desejos humanos até então inimagináveis. Em outras palavras, a amplificação inimaginável da intensidade e luminosidade de um fraco feixe de luz nos promete que a consciência relativamente fraca que o ser humano agora possui da Luz universal em que está imerso esteja se aproximando de uma condição que penetrará realmente o véu da materialidade, revelando a Luz Divina onipresente e dissipando a ilusão de separação em que vivemos hoje.
O Esplendor do Período de Tempo centrado no Solstício de Junho
O progresso no caminho da luz pode ser grandemente acelerado pela devida observância dos tempos e estações do ano. A qualidade do tempo não é uniforme, como todos sabem por experiência. Há períodos planos e momentos exaltados. Muitos indivíduos viveram à luz de uma revelação ou pela inspiração de alguma verdade esclarecedora e libertadora que surgiu na consciência em um instante fugaz.
O Solstício de Junho, que agora está sobre nós, acima de todas as outras épocas do ano é a estação da luz para nós no hemisfério norte. Nesse Solstício, que ocorre 20, 21 ou 22 de junho (depende do ano), o Sol atinge sua maior ascensão norte. Toda a natureza se alegra em sua refulgência radiante. As marés da vida correm alto. Enquanto elas persuadem os que não pensam nem observam a permanecer sonhadores, despertam rapidamente as almas para aproveitar a vantagem que oferecem para subirmos mais alto.
Como um dos principais pontos de virada do ano, as condições astrais são especialmente propícias para acender a luz interior. A comunicação entre o Céu e a Terra, entre os Mundos visível e invisíveis e a luz externa e interna é mais favorável do que em qualquer outro momento. É como se os portões entre o Mundo interior e o exterior se abrissem.
Nesses pontos cruciais do ano, os processos que conduzem à eterificação final do nosso denso mundo material estão especialmente ativos. Há modificação na estrutura atômica da Terra. Algo dessa natureza ocorre em cada um dos pontos de virada sazonais; ou seja, durante os Solstícios de Junho e Dezembro e Equinócios de Março e Setembro. A Terra é, então, carregada com uma luz adicional. Isso continuará até que nosso Planeta se torne, em uma Era à frente, portanto, um balão de luz incandescente e dourada igual até mesmo ao Sol, seu e nosso Pai. Pelos fatos anteriores, agora é possível apreender melhor o que se tornou possível ao ser humano fazer com o laser que, lembrem-se, obtém sua incrível amplificação de luz como resultado da alteração da estrutura atômica do pequeno cristal que forma seu núcleo.
O Solstício de Junho inicia um verdadeiro festival de luz. No passado remoto, quando o ser humano ainda vivia em forte consciência psíquica com os Mundos espirituais, de onde veio, a resplandecente iluminação dos céus no Solstício de Junho despertou um desejo instintivo de parte do ser humano de participar desse fenômeno celestial de alguma maneira. Isso, ele fez ao acender fogueiras na mais alta eminência, em seu ambiente imediato. Esse tipo de celebração do Solstício de Junho sobreviveu ao longo dos séculos, com alguns vestígios que ainda permanecem em partes da Europa, onde o misticismo da antiguidade ainda não desapareceu completamente.
A luz, luz sobrenatural, é a base da estação do verão e esse fato concorda com os harmônicos divinos, em relação aos Dez Mandamentos[8] e o Sermão da Montanha[9], que foram dados na estação do Solstício de Junho. Cada um deles foi entregue em uma montanha. Eles vieram do alto. Para o povo da Antiga Dispensação, a luz suprema no caminho em direção à Luz foi a Lei emitida por Moisés. Para o da Nova Dispensação veio a luz adicional contida nos preceitos dados por Cristo, no Sermão da Montanha.
Agora, em nosso tempo, novas correntes de luz estão entrando na consciência humana e fornecerão ao mesmo tempo o poder e o entendimento de como viver melhor segundo o que esses dois grandes lançamentos que a Lei e o Amor nos trouxeram. A Sabedoria Antiga e os Mistérios Cristãos estão voltando silenciosa e discretamente à Luz. Dessas fontes virá um entendimento mais profundo e um reconhecimento mais claro do fundamento científico e religioso da orientação dada por Moisés, em termos de lei, e por Cristo, referente ao amor. Isso, por sua vez, dará força às almas aspirantes, moldando suas vidas de acordo com esses guias de conduta humana divinamente inspirados.
A Era da Luz
Estamos vivendo um tempo explosivo e expansivo. É a Era Atômica, a Era Espacial, a Era da Velocidade. É também a Era da Luz.
A última denominação não demorará muito para encontrar também uma adoção universal. A luz pode muito bem assumir o aspecto mais distinto do novo mundo transformador, agora no emocionante estágio do seu amanhecer luminoso.
O surgimento dessa nova era da luz não acontece apenas neste momento. Chega com hora marcada. Definitivamente, é inaugurada pelo Arcanjo Miguel, cujo semblante é descrito como sendo o do Sol e o esplendor fica próximo apenas ao do Cristo, o próprio Espírito do Sol.
Miguel é um dos sete Arcanjos que supervisionam o destino humano por um período que dura de duzentos a trezentos anos. O mais recente comando de Miguel nessa função foi iniciado no último quarto do século XIX. Desde então, uma luz intensificada tem sido focalizada na Terra por esse radiante Ser celestial. O fato de estar causando seu impacto na consciência humana é amplamente evidente e deve ser considerado, esotericamente, um fator importante no atual desenvolvimento científico da geração de luz mais abundante.
A última era de Miguel ocorreu nos séculos que inauguraram o período Cristão. Nas trevas espirituais que então prevaleciam, Miguel iluminou o caminho para a vinda da Luz do Mundo. Agora, em nossos dias, Sua regência é de importância semelhante. Ele está iluminando o caminho para o reaparecimento do Cristo.
Em Sua primeira vinda, o Cristo manifestou-Se à vista física. Na segunda, Ele aparecerá apenas à visão etérica. No momento, não é mais necessário que Ele volte à forma física, porque Sua obra redentora, através da encarnação terrena, tornou possível ao ser humano subir parte da escada do Ser e contatá-Lo visivelmente no próximo nível mais elevado da vida, o etérico.
Como observado anteriormente, os olhos humanos foram criados para que o espírito interno pudesse observar a luz circundante. Para poder enxergar a vida no plano etérico essa visão está agora em processo de apuração pela sensibilização. É com essa visão superior que o ser humano contemplará o retorno do Cristo e não como antes, na forma física; mas, em Seu traje etérico de Luz. Como São Paulo escreveu na sua Epístola aos Tessalonicenses, nós O encontraremos “no ar”[10]; isto é, nos Éteres luminosos.
Dias maravilhosos são esses em que vivemos! Porém com certeza nem tudo é doçura e luz na Terra. À medida que a luz penetre cada vez mais profundamente na escuridão, traz à tona antigos males ocultos que serão dissipados e transmutados. Que isso não seja motivo de desespero. É um desafio a ser cumprido, uma condição a ser corrigida, uma vitória a ser conquistada, uma promoção a ser ganha. O Cristo pronunciou a palavra consoladora e testificadora para um tempo trágico e conturbado como o nosso. Ele previu a aproximação inevitável desses males. Quando eles chegarem, disse Ele, então “olhem para cima, porque sua redenção estará próxima”[11].
Hoje, a humanidade está à beira de uma mudança histórica. Vastas possibilidades estão bem à frente para toda a raça humana. Eventos que têm a força suficiente para elevar a humanidade a um nível superior. Há uma grande tensão. Crises seguem crises, assim como oportunidades surgem após oportunidades. A partir dos planos internos, os eventos são projetados para criar um centro de forças favorável que servirá para elevar e libertar o espírito humano. Um novo princípio está sendo acelerado no ser humano, um que traz novas percepções das realidades eternas. A consciência de massa está sendo elevada por um processo que leva a nada menos que uma Iniciação planetária.
A jornada à frente está voltada para o leste. Em direção à luz. Ela nos leva ao Senhor Cristo, a Luz do Mundo, e através da Sua mediação, leva-nos à união com o Pai, o Deus da Luz. Verdadeiramente, “Os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem entraram no coração do ser humano as coisas que o Deus da Luz preparou para aqueles que O amam”[12].
[1] N.T.: Gn 1:3
[2] N.T.: Livro da Revelação ou Apocalipse
[3] N.T.: 1Jo 1:7
[4] N.T.: Apo 21:25
[5] N.T.: Apo 21:23
[6] N.T.: nós, quando vivemos na Época Lemúrica
[7] N.T.: nós, quando vivemos na Época Atlante
[8] N.T.: Ex 20:1-17
[9] N.T.: Mt 5 e Mt 7
[11] N.T.: Lc 21:28
Construindo a Nova Jerusalém
Fisiologistas e frenologistas têm admitido há muitos anos que o cérebro possui centros que controlam as atividades do indivíduo. Porém, o que eles aparentemente não descobriram, é que até esta data o lado direito do cérebro encontra-se praticamente inativo, fato esse que não apresenta nenhuma novidade para o cientista ocultista.
Numa conferência proferida por Max Heindel no início de 1900, intitulada “Lúcifer: Tentador ou Benfeitor?”, ele afirma: “O nosso cérebro não é um conjunto homogêneo. Está dividido em duas metades, sendo um fato conhecido pelos fisiologistas que usamos apenas um desses hemisférios cerebrais. A metade direita está praticamente inativa. O coração também está no lado esquerdo do corpo, porém está começando a se mover para o direito. O lado direito do cérebro está se tornando também mais e mais ativo. Em consequência dessas duas mudanças, a tonalidade do caráter do ser humano vai se tornando diferente. O lado esquerdo está sob a influência dos Lucíferos, predominando o egoísmo, porém, o Ego obterá mais e mais controle na medida em que o lado direito do cérebro for impregnado pelo poder que atua sobre o corpo com o reto discernimento”.
“Está se processando uma mudança no coração, fazendo dele uma anomalia e um enigma o que não é novidade para os fisiologistas. Temos duas classes de músculos: Uma sob o controle da vontade, como por exemplo, os músculos do braço e da mão. São os músculos estriados longitudinalmente e transversalmente. O coração é uma exceção, não se encontra sob o controle do desejo e apesar disso já estão surgindo fibras transversais como só pode acontecer com os músculos voluntários”.
“No devido tempo as estrias cruzadas desenvolver-se-ão completamente, ficando assim o coração sob controle do ser humano. Quando chegar esse tempo estaremos aptos a dirigir a corrente sanguínea para a parte do corpo que desejarmos, o que nos possibilitará a evitar a irrigação do lado esquerdo do cérebro. Então, a Babilônia, a cidade de Lúcifer, cairá”.
“Quando enviarmos o sangue para o lado direito iniciaremos a construção da Nova Jerusalém, o que representa o início das estrias cruzadas em nosso coração, baseada nos ideais altruístas”.
Max Heindel em seus vários livros nos dá não somente uma explanação clara do desenvolvimento passado do ser humano, como também do seu futuro crescimento, provando assim a mais surpreendente verdade dos tempos presentes.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1978)
Rumo à Nova Jerusalém
O estudo e aceitação dos Ensinamentos Rosacruzes constituem um passo consideravelmente importante na vida de uma pessoa. Não fazemos essa afirmação por mero ufanismo ou amor exagerado aos sagrados Arcanjos transmitidos ao mundo por Max Heindel. Longe disso. Reconhecemos que a verdade não tem “donos nem fronteiras”, assumindo uma abrangência infinita.
Não obstante, é lícito destacar certos aspectos de originalidade do movimento Rosacruz, onde sua natureza de não ser uma seita e não dogmática contribui sobremaneira para alargar o raio de visão do aspirante, abrindo-lhe, dessa forma, perspectivas inusitadas.
Ainda mais: o estudante rosacruz é um privilegiado, pois tem a oportunidade de aprofundar-se dia a dia, em conhecimentos de tal maneira transcendentais, que só serão de domínio público na Idade de Aquário. Ele, pois, se antecipa ao futuro.
Vocês querem um exemplo? Então vamos lá:
No capítulo XV do Conceito Rosacruz do Cosmos há um tema desenvolvido com notável lógica, embora, talvez considerado polêmico ou quiçá fantasioso para aqueles não familiarizados com ocultismo. Trata-se de “O Coração é uma anomalia”.
Segundo afirmações do autor, os cientistas daquela época (primeira década do gênio) já admitiam o fato de certas áreas cerebrais serem o centro de determinadas atividades mentais. E, o sr. Heindel se enraíza no assunto, esclarecendo que certas regiões do cérebro constituem a base de atividades mentais egoístas, ao passo que outras sediam atividades altruístas, nobres e refinadas. Não é difícil deduzir: as primeiras predominam. As outras são ativas apenas numa minoria, justamente a elite espiritual da humanidade.
Encontramos, também, na literatura rosacruz, que as áreas destinadas a atividades de ordem inferior, encontram-se, em sua maior parte, localizadas no hemisfério cerebral esquerdo, denominado pela filosofia oculta de “Babilônia”. O hemisfério oposto, aquele capaz de abrigar a sede de atividades ligadas à verdadeira natureza do espírito, recebe o nome de “Nova Jerusalém”. E agora, um ponto interessante para meditação: Babilônia (de Babel) significa “confusão”, e Jerusalém (Jer-u-salém) quer dizer “ali haverá paz”.
Lemos recentemente num dos órgãos mais sérios e tradicionais da imprensa brasileira, um artigo de natureza eminentemente cientifica, abordando o assunto.
Sob o título “Ciência Estuda o Cérebro Dividido”, o articulista principia afirmando que nos últimos anos a ciência médica tem obtido notáveis progressos na investigação do cérebro humano, estabelecendo as diferentes e complexas funções de suas duas partes. A Neurologia sempre se preocupou mais com o lado esquerdo do cérebro chamado hemisfério dominante, que controla o pensamento, a linguagem e a mão direita. Agora, parece que o lado direito, considerado mudo, carente de expressão é essencial para que a pessoa reconheça indícios emocionais e perceba em três dimensões.
Entre várias descobertas científicas, capazes de corroborar as afirmações da ciência oculta, podemos destacar as seguintes extraídas do artigo mencionado:
1. O hemisfério direito parece ser o responsável pelas emoções, manipular formas geométricas abstratas, cantar canções líricas, distinguir ritmo, etc.
2. Foram aplicados testes em quatro pacientes que perderam o lado direito. Intelectualmente mostraram-se normais, mas apresentaram problemas de ordem emocional, pois pareciam, segundo o médico George Austin, da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, não ter sentimentos de piedade para consigo mesmos.
3. Segundo o médico Michael Gazzaniga, da Universidade de Cornel, o hemisfério esquerdo nos dá a capacidade de raciocinar e ainda de enganar a nós mesmos.
4. Anos de investigações do cérebro tem confirmado que o lado esquerdo contém o centro da fala e da linguagem que proporciona ao ser humano a capacidade de expressar seus sentimentos com palavras. O lado direito contém mecanismos neurológicos que interpretam a música e nos permitem compreender conceitos tridimensionais e distinguir emoções.
5. A hemisferotomia, isto é, operações do cérebro, é um dos meios de investigação cerebral. Os cientistas do instituto de Tecnologia da Califórnia chegaram à conclusão que podiam controlar os perigosos ataques de epilepsia aguda se o cérebro fosse dividido em dois, ligados pelo corpus callosum, uma parte de Fibras nervosas que une os dois hemisférios. Uma vez cortada essa ponte, cada hemisfério se converte em um campo mental separado dentro do mesmo indivíduo, controlando os lados opostos do corpo.
6. Alguns psicólogos creem firmemente numa dupla consciência e tem até colocado nomes no cérebro direito, como Gestalt e Intuitivo. Quando falam dele, usam qualificativos como “criativo”, “estético”, e o consideram como possuidor de conceitos globais das coisas, o que não tem o esquerdo.
7. Julian Jayner, no seu livro intitulado “As origens da Consciência no Detalhe da Mente Bicameral”, afirma que as partes esquerda e direita do cérebro refletem uma dicotomia Oriente-Ocidente, no que o hemisfério verbal representa o pensamento científico, analítico, digital do Ocidente, enquanto o direito representa os pensamentos intuitivos, artísticos e meditativos que tem de ser sacrificados na máquina científica do Ocidente.
Vemos, portanto,como os cientistas já admitem a diferença de função entre os dois hemisférios. E, no futuro, quando o coração se converter em um músculo voluntário e a circulação permanecer sobre o domínio do Espírito de Vida, este impedirá o fluxo de sangue aos centros cerebrais destinados a propósitos inferiores. O ser humano, dessa forma, expressará unicamente as qualidades nobres do espírito. Será dado, talvez, o passo maior para a concretização da Fraternidade Universal, e o primeiro para vivermos na Nova Jerusalém. Ali, somente ali haverá paz.
(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 11/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)