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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Leis Fundamentais da Nova Alimentação

Todos os alimentos de origem animal, incluindo frutos do mar, anfíbios, crustáceos, peixes, aves, mamíferos, banha ou caldo de carne animal e afins, devem ser eliminados da dieta. Por quê? Porque a carne animal não é um alimento verdadeiro, já que o humano não é, por natureza, comedor de carne animal. O consumo de carne animal reduz a duração da vida humana, pois a maioria das doenças é causada por ele. O consumo de carne animal favorece hábitos relacionados ao consumo de álcool, tabaco e drogas.

Carne de animal não é alimento verdadeiro; é um produto poluído e de segunda mão. O animal abatido, cujo Corpo Denso em decomposição o ser humano toma por alimento, já utilizou, para seus múltiplos propósitos, a nutrição e a energia vital contidas nos grãos e vegetais dos quais se alimentou. Apenas uma pequena parte dessas substâncias é incorporada nos tecidos do animal consumido pelo ser humano como “carne animal” — uma parcela tão reduzida que, na verdade, a melhor carne animal contém não mais que 20% ou 30% de valor alimentar, isto é, proteínas e gorduras. Os sais minerais necessários e as vitaminas, de importância fundamental, foram perdidos, e o que sobra, de 70% a 80%, é a água pela qual o ser humano ignorante paga um preço muito alto em dinheiro, vida e saúde, água contaminada com ácido úrico e outras excreções tóxicas que são provenientes do Corpo Denso do animal, as quais estavam a caminho da eliminação quando a morte interrompeu esse processo.

Você sabia que o caldo de carne animal é um extrato nocivo, composto quase inteiramente dessas excreções e que são elas as responsáveis pelo sabor e pelo odor característicos da carne animal? Você tem medo de bactérias, mas não percebe que cada pedaço de carne animal ou de caldo de carne animal introduz bactérias da putrefação no seu organismo. Se você deseja um alimento realmente limpo e saudável, deve obtê-lo diretamente da Natureza, não nas lojas. É tão insensato quanto perigoso permitir que os alimentos puros da natureza sejam deteriorados ou envenenados durante a longa passagem pelo Corpo Denso do animal e através do matadouro.

O ser humano não é, por natureza, um comedor de carne animal, pois o organismo humano (o nosso Corpo Denso) é de um consumidor de frutas, grãos e vegetais, que podem ser somados a ovos, leite e mel se, e somente se, são produtos advindos dos nossos irmãos menores onde o tratamento que é dado a eles é o que deve ser dado a um irmão ou a uma irmã em evolução. Assim, SE você tiver condições de adquirir ovos advindos de galinhas que são tratadas como deve ser tratado um ser em evolução (e, graças à Deus, hoje em dia já há essa possibilidade, é só procurar quem cria com esse método respeitoso) será muito melhor. Assim, SE você tiver condições de adquirir leite advindos de vacas, ovelhas, cabritas, búfalas que são tratadas como deve ser tratado um ser em evolução (e, graças à Deus, hoje em dia já há essa possibilidade, é só procurar quem cria com esse método respeitoso), ótimo. Assim, SE você tiver condições de adquirir mel advindos de abelhas que são tratadas como deve ser tratado um ser em evolução (e, graças à Deus, hoje em dia já há essa possibilidade, é só procurar quem cria com esse método respeitoso, ótimo. Então, e só então, você deve consumir. Caso contrário, é óbvio que não tem como compactuar com essa indústria horrenda que você detalhou acima. Ou seja: não há motivo que justifique o consumo, não é? Seria uma hipocrisia da parte de um Estudante Rosacruz consumir sob tais condições de produção! Graças à Deus a quantidade de irmãos e irmãs que já compreenderam como se deve cuidar de um ser animal em evolução e o ajudá-lo a nos servir por meio da sua produção natural (respeitando inclusive os limites de produção de cada um), tem aumentado consideravelmente. Estar na Órbita de Influência da Era de Aquário promove essa consciência em muitos irmãos e muitas irmãs em tratar esses seres animais como devem ser tratados para ajudá-los a evoluir nesse Esquema de Evolução

A constituição do seu estômago, fígado, dos seus rins, intestinos, da sua língua, dos seus dentes, da sua saliva e pele confirmam esse fato. A carne animal lhe é estranha e por isso o seu organismo não consegue assimilá-la nem eliminar de forma adequada.

Comer carne animal encurta a duração da vida humana, pois o esforço diário que é exigido para processar um alimento para o qual ele não foi constitucionalmente adaptado sobrecarrega seus órgãos, desgastando-os prematuramente e causando envelhecimento precoce. A duração média da vida humana com a qualidade necessária deveria ser de, pelo menos, 100 anos. Em vez disso, a expectativa média de vida atualmente é de 54 a 60 anos[1]. Retorne a uma dieta natural, ensine seus filhos a se alimentarem corretamente e você prolongará tanto a sua vida quanto a deles. Grãos, vegetais, frutas, nozes, ovos, leite e mel são os alimentos naturais do ser humano e contêm todas as substâncias necessárias para sua nutrição, em forma pura e nas proporções adequadas.

Se você vive sob a difundida ilusão de que não pode ser “forte” sem carne animal, lembre-se de que as únicas duas substâncias alimentares que você obtém da carne animal — proteína e gordura — são fornecidas, em forma pura e não contaminada, pelos cereais integrais, nozes e leguminosas; além disso, também são fornecidas pelo leite e pelos ovos. As leguminosas como feijões, ervilhas e lentilhas, em seu estado seco, contêm uma porcentagem consideravelmente maior de proteína que a carne animal; o mesmo ocorre com as nozes, que, além disso, são seis vezes mais ricas em gorduras do que os alimentos cárneos mais gordurosos. O pão integral, quando preparado corretamente, possui um valor nutritivo superior ao da carne animal.

A maioria das doenças é causada pelo consumo de carne animal. A maior parte das doenças e enfermidades decorre do acúmulo, no organismo, de resíduos pútridos e não eliminados que sofrem fermentação, gerando ácidos e toxinas venenosos que favorecem a proliferação de germes causadores de doenças. Esses resíduos mórbidos consistem, em sua maior parte, de restos de alimentos consumidos diariamente — os subprodutos “finais” da digestão —; portanto, é verdade que a maior taxa de todas as doenças resulta de uma alimentação inadequada. Entre os muitos alimentos nocivos pelos quais o ser humano encurta sua vida, os cárneos são os mais destrutivos. A doença de Bright, arteriosclerose, artrite, apendicite, amigdalite, câncer e inúmeras outras doenças são causadas pelo consumo de carne animal.

Carne animal é carniça. Todo pedaço de carne animal que você come, por mais “fresco” que suponha estar, encontra-se em estado de decomposição, pois esse processo tem início imediatamente após o princípio vital deixar o Corpo Denso do animal. O organismo do consumidor de carne animal precisa, portanto, eliminar não apenas seus próprios resíduos, produzidos constantemente durante a digestão, mas também as substâncias em decomposição já presentes na carne animal, como o ácido úrico, o ácido carbônico, as potomanias, toxinas produzidas pela putrefação, e muitos outros compostos igualmente destrutivos.

Os órgãos responsáveis pela eliminação não são capazes de desempenhar adequadamente essa dupla tarefa; gradualmente, o Corpo Denso se torna sobrecarregado por venenos e cada refeição à base de carne animal aumenta essa carga. Assim, em vez de “fortalecer” o organismo, uma dieta rica em carne animal reduz consideravelmente sua resistência e vitalidade, tornando-o presa fácil dos germes de doenças infecciosas e de muitas outras enfermidades. Os germes prosperam onde há putrefação. Mantenha seu organismo limpo por meio de uma alimentação pura, natural e as doenças não o atacarão.

O consumo de carne animal favorece o hábito de ingerir bebidas alcoólicas, fumar e usar drogas. Por quê? Porque os ácidos irritantes e os venenos introduzidos no organismo pelos alimentos cárneos exigem fortes contraestimulantes. Evite os alimentos de origem animal e você não sentirá desejo por estimulantes venenosos.

Os ovos e as leguminosas como feijões secos, ervilhas secas e lentilhas, devem ser consumidos com moderação. Por quê? Porque são alimentos muito ricos em proteínas, os ovos, além disso, contêm gorduras e as leguminosas, amidos; todas as proteínas, gorduras e amidos, depois que seus elementos nutritivos são extraídos durante o processo de digestão, liberam resíduos mórbidos que formam ácidos venenosos e gases nocivos que, se forem acumulados nos tecidos do Corpo Denso, colocarão em risco nossa saúde. Em seu estado verde, as ervilhas e os feijões pertencem à categoria dos vegetais, apresentando baixo teor de proteínas e alto teor de minerais orgânicos.

As nozes são um excelente alimento e indispensáveis para quem realiza trabalho físico; porém, devido à sua elevada concentração de gorduras e proteínas, também devem ser consumidas em pequenas quantidades e sempre em combinação com frutas ou vegetais crus.

Tortas, produtos de confeitaria, rosquinhas ou alimentos semelhantes não devem fazer parte da alimentação diária. Por quê? Porque consistem principalmente de farinha branca, desprovida de seus nutrientes naturais, e de açúcar branco, refinado, tratado quimicamente; por isso não possuem valor nutritivo e apenas sobrecarregam o organismo com subprodutos tóxicos da digestão do amido e do açúcar.

Evite o consumo habitual de pão branco, produtos feitos com farinha branca e todos os cereais que passaram por processo de refinamento. Em vez disso, consuma pão integral e cereais integrais. Por quê? Porque a casca e as camadas externas dos grãos, removidas pelo processo de moagem, contêm as proteínas formadoras dos tecidos, os minerais orgânicos essenciais para a formação dos ossos, dos nervos e do sangue, além das vitaminas indispensáveis à vida. Em consequência da insensata e ignorante exigência por farinha e grãos “brancos como a neve” e “polidos”, a maquinaria moderna interfere na sábia provisão da natureza e “refina” o grão perfeito que, em seu estado natural, contém todas as substâncias necessárias à nutrição humana, refina até que todos os verdadeiros elementos alimentares sejam extraídos e nada reste além do amido.

Quando em conjunto com os demais componentes do grão, o amido desempenha uma importante função na formação dos tecidos e na produção de calor; ele necessita desses outros elementos para equilibrá-lo e auxiliar sua digestão. Quando separado deles, porém, é privado de suas vitaminas e deixa de fazer parte de um organismo natural, tornando-se um produto artificial, desvitalizado, quase um composto químico que, devido à extrema lentidão de sua digestão, constitui uma perigosa fonte de fermentação e acidez. Em combinação com a carne animal e o açúcar branco, o excesso de amido introduzido na dieta civilizada por meio dos produtos feitos com farinha branca e dos cereais refinados é responsável pela constipação, pela acidez do estômago e por todo gênero de afecções catarrais.

O farelo, que o ser humano erroneamente remove do grão em sua presunçosa tentativa de aperfeiçoar a natureza, também desempenha a importante função de servir como uma vassoura para os intestinos, varrendo os resíduos nocivos para fora, estimulando a ação peristáltica do intestino e atuando, assim, como laxante natural. Consuma pão integral, cereais integrais, farelo, frutas e vegetais verdes — você não sofrerá de prisão de ventre.

O arroz é um cereal altamente recomendável, pois reúne valor nutritivo e propriedades que limpam o organismo; entretanto, o arroz branco e polido, de uso comum, é praticamente destituído de valor. Ao comprar arroz, procure adquirir arroz integral, sem descascar e sem polir, de coloração castanho-claro. O trigo triturado é um alimento matinal perfeito e muito econômico. Por que pagar preços elevados por produtos refinados, inúteis e prejudiciais, quando um pequeno gasto lhe proporciona alimento natural e saudável, acompanhado de grande benefício para a saúde?

Não deixe de consumir alimentos matinais que sejam secos e crocantes, como trigo desfiado, flocos de milho ou outros desse tipo, certificando-se sempre de que sejam produzidos com grãos integrais. Não os amoleça em leite quente, utilize leite frio ou um pouco de suco de frutas e não acrescente açúcar branco. Evite transformá-los em papas ralas e pastosas. Por quê? Porque os alimentos ricos em amido, mais do que quaisquer outros, precisam ser misturados à saliva antes de serem digeridos e a mastigação é necessária para estimular sua secreção. Se consumir cereais macios e cozidos, não deixe de acompanhá-los com uma crosta de pão ou uma torrada.

Evite o uso do açúcar branco comercial. Por quê? Porque o açúcar branco, extraído da cana-de-açúcar ou da beterraba e refinado repetidas vezes, foi profundamente desvitalizado e se tornou praticamente um produto químico, desprovido de valor nutritivo; além disso, é nocivo e perigoso. Ele passa por fermentação no organismo e se transforma em álcool. O efeito do açúcar branco, dos doces e de todas as preparações em que ele predomina é semelhante ao da intoxicação alcoólica. Ao estimular ou tolerar o hábito dos seus filhos de consumir doces, você os prejudica como se estivesse oferecendo bebidas alcoólicas. Cultive neles o gosto pelas frutas, ensine a apreciar seu sabor delicioso e a preferir seus açúcares naturais e saudáveis. Sorvetes, refrigerantes e a maioria dos doces contêm substâncias químicas que são nocivas, além de açúcar branco; se você deseja oferecer um “agrado” aos seus filhos sem causar prejuízo, compre frutas em vez dessas perigosas misturas artificiais e os ensine a gastar seu dinheiro com frutas.

As tâmaras, os figos, as bananas e as uvas-passas são particularmente ricos em açúcar; as laranjas também contêm uma quantidade considerável. Todas as frutas e muitos vegetais suprem a necessidade de açúcar do organismo e são facilmente digeridos, produzindo energia e exercendo efeito estimulante suave. Elimine o açúcar branco da sua casa; utilize açúcar mascavo, não-refinado, melaço, xarope de bordo ou mel.

Lembre-se sempre de que a digestão começa na boca. Coma devagar e mastigue bem os alimentos. Ensine seus filhos a mastigar cuidadosamente. A mastigação estimula a secreção dos sucos gástricos que auxiliam na digestão dos alimentos no estômago. Todo alimento cru exige mastigação cuidadosa e essa é uma das muitas razões pelas quais os alimentos não cozidos devem ocupar um lugar importante em nossa alimentação diária.

A água, por diluir os sucos gástricos, interfere no processo digestivo quando ingerida durante as refeições. Não beba água junto dos alimentos, mas não deixe de consumi-la entre as refeições. Faça com moderação, porém, e não siga a moda das “curas pela ingestão abundante de água” que podem diluir excessivamente o sangue e causar obesidade e anemia aquosa. A água mais pura é encontrada nas frutas frescas e suculentas, assim como nos vegetais verdes folhosos. Se você consumir livremente esses alimentos, especialmente em seu estado cru, necessitará beber menos água.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de agosto de 1920 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)


[1] N.T.: isso em 1920. Atualmente é em torno de 79 anos.

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