Categoria Filosofia

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Caminho para a Verdadeira Felicidade

O Caminho para a Verdadeira Felicidade

Embora a maior parte da humanidade não pense assim, reiteramos sempre que o propósito da vida é a aquisição de experiências e não a busca da felicidade. O viver em função de algo geralmente circunscrito a posses materiais, status, sensações fugazes, indica com clareza qual o conceito humano de felicidade. Em vão o ser humano almeja ser feliz, desconhecendo a verdadeira e essencial natureza da felicidade. Balzac a define como “um misto de coragem e de trabalho”. Não é o objetivo atingido através da coragem e do trabalho, mas a condição interna realizada quando se labuta corajosamente em prol de uma causa nobre. É, antes de tudo, um estado de alma.

Ser feliz, segundo o pensamento espiritual, é atingir uma condição transcendental a tudo aquilo que se restringe a concepções puramente materiais, decorrentes de impressões captadas pelos nossos sentidos físicos. A felicidade situa-se no campo das conquistas do Espírito. É a consequência natural do aprimoramento interno, do contato com a eterna Fonte da Vida, o “Princípio do Amor Universal”.

Não podemos dissociar felicidade de amor. Nossa plenitude interna depende de nossa capacidade de amar. Esse sentimento, entretanto, na sua mais elevada expressão nada tem a ver com o amor “egoísta” manifesto no quotidiano das pessoas. Irrestrito e universal foi a grande verdade que o Cristo nos legou. A cristificação realiza-se por meio dele.

O amor assim compreendido manifesta-se de diversas formas, e uma delas é o “serviço amoroso e desinteressado” para com os demais. O servir desinteressadamente, o labor canalizado para fins altruístas, é a máxima expressão do ideal cristão. É a realização da verdadeira felicidade. O trabalho assim dirigido aumenta o fulgor da Divina Essência inerente a todas as pessoas, ao passo que a ação egoísta a ofusca. Ser altruísta é conservar-se fiel e alimentar-se da Divina Fonte do Amor.

Num mundo onde o utilitarismo prevalece como denominador comum das atividades humanas, agir com isenção de interesses é contrastar com o “status quo” vigente. É desajustar-se ante a sociedade dos “seres humanos práticos”.
Preceitos éticos são “adaptados” às exigências da sociedade competitiva, liberando e justificando aqueles que anseiam atingir seus objetivos por meio de manobras escusas. Muitos anestesiam a própria consciência para sobreviverem nessa comunidade de “feras”.

O ser humano verdadeiramente cristificado procura romper todas essas barreiras, agindo coerentemente com suas convicções. Talvez nem todos o compreendam, se bem que isso não o desestimule na prática do bem. Reconhece-se como um Espírito, parte integrante da Divindade, imunizado e ileso à toda crítica ferina. Sabe que estas distorções dos sentimentos humanos não podem atingir sua essência.

O ser humano cristificado crê firmemente no valor da virtude, e no poder que o coloca acima dos limitados conceitos humanos. Vivendo em sociedade, não compete. Coopera, discerne e cede quando seu íntimo consente. Conhece-se e trata de gradativamente aprimorar-se. Não procura evidenciar as falhas do próximo, mas salientam as qualidades deles para se fortalecerem. Vislumbra a harmonia na bondade, a perfeição no amor, a beleza na simplicidade. Sua humildade, longe de confundir-se com subserviência, é uma mescla de ternura, energia e justiça.

Pensa sempre no melhor. Almeja sempre o melhor. Procura tornar-se melhor. Dá, aos outros, sempre o melhor. Seu amor não encontra limites, espargindo-se em todas as direções e a todos os seres da Criação. Sabe perfeitamente que nem um só ser poderá ser excluído de seu amor.

A vida torna-se uma sublime e ardente oração quando alguém vive dessa maneira. Não há outro caminho para a verdadeira felicidade.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Uma Verdadeira Transfiguração

Uma Verdadeira Transfiguração

O Caminho Rosacruz compreende sete etapas de desenvolvimento: Estudante Preliminar, Estudante Regular, Probacionista, Discípulo, Irmão Leigo, Adepto e Irmão Maior. A superação de cada um desses estágios corresponde a uma verdadeira Transfiguração.

Durante as primeiras etapas, de Estudante a Probacionista, o Aspirante cursa as matérias básicas e edifica os fundamentos da sabedoria e da disciplina de seus Corpos. Assimilando o valor educativo dos ensinamentos Rosacruzes, adquire a capacidade de direcionar suas energias e talentos a propósitos cada vez mais elevados. Consciente de seus deveres morais e espirituais, procura dominar as forças obscuras de sua vida inferior, até conhecer os primeiros vislumbres da expansão do Eu.

Muitos anos e, às vezes, vidas de trabalho, de sacrifícios e esmorecimentos, de coragem e desânimo, de quedas e levantamentos, de regozijo e desespero, marcam essa fase preparatória. Há momentos de ofuscante luz que sucedem densas trevas, em ciclos de aprendizagem.

Mas, todos os esforços e o progresso obtido são observados desde os Mundos invisíveis pelos exaltados Guias. Um dia, os vislumbres convertem-se em viva realidade, os obscuros contornos da visão de Probacionista, adquirem a nitidez do Discípulo. Surge um ser humano novo em novidade de espírito.

As obras da carne, os zelos excessivos, o amor próprio, a vaidade, o espírito sectarista, ontem propriedades características do ser humano primário, desvanecem-se aos poucos.

Não imaginemos, contudo, que atingido o grau de Discípulo, o novo ser humano entra num período de contemplação estática e absorvente. Pelo contrário, os poderes da ação e do trabalho estão presentes e mais atuantes do que nunca. Seu pensamento permanece ocupado às vinte e quatro horas do dia, com “tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, santo, amável e de boa fama” (Filipenses 4-8).

É um novo ser desabrochando. Seus familiares e amigos sentem a força propulsora de sua vontade na dedicação às causas justas e nobres. Beneficiam-se desses esforços admiráveis, dispendidos a custa de, não raro, verdadeiros holocaustos e da extrema renúncia aos frutos do êxito.

Que poderemos, agora, imaginar das três etapas superiores a do: Irmão Leigo, Adepto e Irmão Maior? Iluminados nas transcendentes alturas do Bem, do Belo e do Verdadeiro, são inconcebíveis as vivências e sublimidades de seus Espíritos. Max Heindel nos deixa antever algo da fecundidade de suas vidas: “Os Irmãos Leigos vivem em diferentes partes do mundo ocidental, recebendo uma ou mais Iniciações nas Escolas de Mistérios Menores”. São capazes de abandonar o Corpo Físico conscientemente, para assistir ou participar dos trabalhos no Templo da Ordem Rosacruz. Os Adeptos são graduados de uma Escola de Mistérios Menores, e passaram pela primeira das quatro grandes Iniciações. Segundo os ensinamentos Rosacruzes, o Adepto pode construir novos Corpos físicos por processos ocultos de alquimia espiritual.

Os Irmãos Maiores são graduados das Escolas de Mistérios Menores, e também dos Mistérios Maiores. Seres de sublime espiritualidade fazem parte da Hierarquia Planetária.

É um íngreme caminho a ser percorrido, porém, não há outro mais dignificante. O sofrimento pode vir a ser um companheiro constante nessa gloriosa ascese, surgindo, não obstante, como o prenúncio da morte do velho ser humano.

Max Heindel afirma em sua obra INICIAÇÃO ANTIGA E MODERNA: “O ser humano passa, continuamente, por um processo de purificação, erradicador das substâncias mais inferiores e grosseiras que fazem parte de seus veículos. Com o tempo e mediante a evolução, esse trabalho de espiritualização tornará “nossa carne” transparente e radiante. Radiante como o rosto de Moisés, o corpo de Buda e o Cristo na Transfiguração”.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 10/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Quanto tempo levará até podermos dispensar estes Corpos físicos, e atuar total e novamente nos Mundos Espirituais?

Pergunta: Quanto tempo levará até podermos dispensar estes Corpos físicos, e atuar total e novamente nos Mundos Espirituais?

Resposta: Esta pergunta revela um estado mental por demais comum entre pessoas que se inteiraram do fato de que possuímos Corpos espirituais que nos permitem locomovermos com a velocidade do relâmpago no espaço, Corpos que não necessitam do revestimento material e, consequentemente, não requerem cuidados por parte de seus possuidores. Estas pessoas aspiram pelo momento em que poderão deixar crescer tais asas figurativas e se ver completamente livres deste “baixo e vil instrumento mortal”.

Tal estado mental é extremamente deplorável. Deveríamos ser gratos pelo instrumento material que temos, pois é o mais valioso de todos os nossos veículos. Embora saibamos perfeitamente que o nosso Corpo Denso é o mais inferior de todos os nossos veículos, também realizamos que é o nosso instrumento mais aperfeiçoado, sem o qual os outros veículos seriam hoje de pouca utilidade. Enquanto este instrumento, tão magnificamente organizado, capacita-nos enfrentar todos os tipos de situações aqui, nossos veículos superiores estão praticamente desorganizados. O Corpo Vital é formado, órgão por órgão, como o nosso Corpo Físico Denso, mas até ser treinado por exercícios esotéricos, não é um instrumento adequado para atuar sozinho. O Corpo de Desejos só tem alguns centros sensíveis, que não estão ainda ativos na maioria das pessoas. Quanto à Mente, apresenta-se como uma nuvem informe em quase todos nós. Devemos esforçar-nos hoje para espiritualizar o instrumento físico, e conscientizar-nos que precisamos treinar nossos veículos superiores antes de podermos usá-los. Para a maioria das pessoas, isso levará ainda muito, muito tempo. Portanto, é preferível cumprir a tarefa que nos é acessível, apressando assim o dia em que estaremos capacitados para usar os veículos superiores: esse dia só dependerá de nós próprios.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 05 – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Hipnotismo – Bom ou Mal

Hipnotismo – Bom ou Mal

Pode-se dizer que a Mente humana consiste de duas partes: a Mente Consciente e a Mente Subconsciente. A Mente Consciente é a parte da Mente onde a informação é conscientemente coletada, onde tem lugar o pensamento lógico e onde são tomadas as decisões. A Mente Subconsciente é a parte da Mente onde estão armazenadas as memórias e os hábitos. A Mente Subconsciente de uma pessoa contém tudo que esta tenha visto ou ouvido (que tenha ou não se conscientizado delas); é também a memória de todos os acontecimentos de sua vida. Quando a Mente Consciente quer se lembrar de alguma coisa precisa reaver a informação da Mente Subconsciente. Quanto maior for à habilidade da Mente Consciente de se comunicar com a Mente Subconsciente mais facilmente a informação será lembrada. A Mente Consciente também se comunica com a Mente Subconsciente quando hábitos estão sendo formados ou rompidos e quanto melhor a comunicação mais eficiente será o controle exercido sobre os hábitos.

O hipnotismo, definido como um estado de comunicação superior com a Mente Subconsciente, está dividido em duas categorias básicas: hipnotismo clássico e auto-hipnotismo. No hipnotismo clássico a Mente Consciente de uma pessoa estabelece comunicação com a Mente Subconsciente de outra pessoa. No auto-hipnotismo a Mente Consciente de uma pessoa estabelece comunicação superior com sua própria Mente Subconsciente. Vamos considerar a natureza e os efeitos de cada um desses tipos de hipnotismo.

No tipo clássico de hipnotismo, o hipnotizador induz a pessoa a se colocar em um estado mentalmente passivo. O hipnotizador, então, pega a cabeça do Corpo Vital da pessoa para separá-la da cabeça do Corpo Denso da mesma pessoa, de modo que a cabeça do Corpo Vital fica enrolada ao redor do pescoço. A ligação entre o Ego da pessoa e o Corpo Denso é, então, separada e os veículos superiores se retraem. O Éter do Corpo Vital do hipnotizador reside agora na cabeça física densa da pessoa e dá ao hipnotizador acesso direto a Mente Subconsciente da pessoa. O hipnotizador pode, agora, obter informação ou dar ordens como desejar. Mesmo depois que a pessoa acorde do transe hipnótico algum Éter do Corpo Vital do hipnotizador ainda permanece na cabeça da pessoa, de modo que pelo resto da vida terrena desta pessoa, ou até que o hipnotizador morra, este terá algum controle sobre esta pessoa.

O hipnotizador clássico tem sido usado, indubitavelmente, por pessoas inescrupulosas, desejosas de adquirir poder sobre outras por objetivos egoístas. Tem sido usado para divertir e maravilhar pessoas em “shows”, mas tem sido usado, também, por outros que tentam conseguir algum bem por meio dele. Os médicos, por exemplo, tem o hipnotismo para aliviar dores de pacientes de maneira a diminuir a necessidade de drogas. Foi descoberto que o alívio da dor pode durar não só durante o transe hipnótico da pessoa, mas também depois de despertado. Foram desenvolvidas experiências nas quais o hipnotismo foi usado para ajudar a obter a cura de doenças. Nestes casos usa-se a teoria de que o estado mental da pessoa é um fator causador de doença e que suspendendo, interrompendo a ação da Mente Consciente da pessoa, o processo de cura ocorre. A hipnose clássica tem sido usada, também, para curar pessoas com maus hábitos como fumar e beber.

Quando observado sob um ponto de vista de curto alcance, o hipnotismo clássico, usado por médicos bem-intencionados, parece ter efeitos benéficos. Mas, por mais bem intencionados que eles sejam, os efeitos de longo alcance do hipnotismo clássico não são bons. Como é de nosso conhecimento, através de nosso estudo dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, o objetivo da vida é a evolução da alma. No início de cada vida terrena, os Anjos ajudam cada Ego a iniciar o caminho pela vida ao longo do qual ele irá encontrar as privações e tentações que tanto precisa para aprender a enfrentar e vencer as dificuldades da vida, desenvolvendo sua alma. Quando um Ego encontra dor e doença, se estas são aliviadas ou curadas por meio do hipnotismo clássico, o Ego não o desenvolveu, dentro de sua própria alma, as forças para superar a situação. Ao contrário, a vontade do hipnotizador é que foi usada para transpor a situação. Assim, o Ego da pessoa não alcançou o desenvolvimento da alma que a dor e a doença deveriam ter proporcionado, e o Ego terá que enfrentar semelhante dor ou doença em algum momento futuro. Do mesmo modo, quando o hipnotismo clássico é usado para superar maus hábitos é a vontade do hipnotizador que venceu este hábito e, portanto, o Ego da pessoa terá a mesma fraqueza quando renascer em sua próxima vida na Terra. Terá, então, que lutar novamente com o problema até que desenvolva a força interior para superá-lo. Talvez um problema muito mais sério, inerente ao uso do hipnotismo clássico, é o de que é um pecado contra o Espírito Santo. O Espírito Santo, como um foco do princípio criador na natureza, se expressa por meio de órgãos reprodutivos para criar novos Corpos e por meio do cérebro, para criar novos pensamentos.

Quando alguém se deixa hipnotizar cessa de ser seu próprio dono e perde sua faculdade de pensar independentemente. A partir do momento que o hipnotizador interfere na faculdade criativa do pensamento, uma faculdade que é uma expressão direta do Espírito Santo, esta pessoa está, consequentemente, cometendo um pecado contra o Espírito Santo.

Contrastando com isto, o auto-hipnotismo pode ser descrito como um processo no qual uma pessoa coloca sua Mente Consciente em comunicação com sua própria Mente Subconsciente. Descobriu-se, através de experiências, que quando a frequência da onda do cérebro é reduzida para menos de 14 ciclos por segundo, esta comunicação pode ser alcançada. A frequência da onda do cérebro, naturalmente, cai para menos de 14 ciclos por segundo durante o sono, mas aprendendo a relaxar, sem adormecer, é possível alcançar essa frequência acima mencionada estando consciente e tendo o completo controle da Mente Consciente. Assim, a Mente Consciente pode reaver memórias da Mente Subconsciente ou pode dirigir a Mente Subconsciente a agir de determinadas maneiras. Deste modo, hábitos podem ser formados, interrompidos ou cessados e a Mente Subconsciente pode ser dirigida para ajudar no processo de cura.

Ao contrário do método utilizado no hipnotismo clássico, o Ego, ao usar sempre o auto-hipnotismo, mantém total controle de sua Mente Consciente. Além disso, a Ego está usando sua própria vontade e forças geradas de seu interior para enfrentar e superar seus problemas. O uso do auto-hipnotismo para ajudar a superar maus hábitos ou auxiliar no processo de cura, portanto, não traz só benefícios imediatos, mas também benefícios duradouros.

Problemas assim superados não terão que ser enfrentados novamente. O auto-hipnotismo, na verdade, pode aumentar a capacidade do Ego de agir criativamente por meio de seus Corpos. Muitas pessoas querem fazer muitas coisas, mas são incapazes, devido a alguma falta de controle físico ou emocional. Por exemplo, um pianista pode não ter controle muscular para executar uma peça musical difícil, ou um orador pode ficar muito nervoso para fazer um discurso. Usando a auto-hipnose, a Mente Consciente pode programar a Mente Subconsciente para dirigir a execução da peça musical ao piano e para manter o orador calmo durante o discurso.

A criatividade mental, também, pode ser aumentada por auto-hipnotismo. A Mente Subconsciente geralmente tem acesso a soluções de problemas que a Mente Consciente tem tentado resolver. Assim, se a Mente Consciente (quando há um problema) se põe em contato com a Mente Subconsciente, a solução pode ser encontrada. Newton descobriu a Lei da gravidade enquanto descansava debaixo de uma macieira e, igualmente, Albert Einstein descobriu suas ideias revolucionárias sobre espaço e tempo num dia em que descansava na cama devido a uma doença.

Concluindo, podemos dizer que o hipnotismo clássico, qualquer que seja sua intenção ou a maneira de ser usado, não é aconselhável; mas o auto-hipnotismo pode ser usado com resultados benéficos.

(Revista  ‘Serviço Rosacruz’ – por de Elsa M. Glover – 09/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Um Trabalho Sublime: uma obra Aquariana

Um Trabalho Sublime: uma obra Aquariana

Convém, sempre que possível, meditarmos sobre a Fraternidade Rosacruz como uma obra Aquariana. Nesta época difícil, onde até os governantes das nações mais poderosas não escondem sua preocupação e impotência diante das crises, os povos ainda procuram apoiar-se em lideranças ditas carismáticas. É um erro. Vivemos a aurora de novos tempos; a única saída é a somatória de esforços visando o bem coletivo. A figura do líder se extingue aos poucos, dando lugar a mentalidade cooperativista. Não há outro caminho conducente à uma paz duradoura.

Entretanto, somente a pessoa livre interiormente despojada de preconceitos e crenças ultrapassadas mantém-se sintonizadas com as vibrações da nova Idade.

A Fraternidade Rosacruz foi concebida dentro desse espírito futurista. Sua orientação respeita acima de tudo o livre arbítrio de cada um. Procura emancipar o aspirante de toda limitação personalista e dependência externa, objetivando se dar condições de tornar-se um “perfeito cidadão do mundo e um pregador do bem”.

Entenda-se o Movimento Rosacruz não como uma escola onde os aspirantes são dirigidos e guiados cegamente, sem lastro iniciático, senão que reúne princípios superiores, inalteráveis ao nosso esforço Crístico. Ao mesmo tempo, por trás de toda atividade individual ou grupal, há uma ajuda esclarecida, um observador consciente, respeitando-se a liberdade, estimulando-nos, compreendendo-nos como um pai maravilhoso, um pedagogo incomparável: é o Irmão Maior.

A Fraternidade Rosacruz é isso, mas não apenas isso. A Fraternidade não são as Sedes, nem as obras, nem diretorias, se bem que elas sejam instrumentos necessários de ação, com os quais, às vezes, podemos até discordar por motivos pessoais, indiossincrásicos ou coisa que o valha.

A Fraternidade é algo interno, vivente, formado com a aspiração, com o esforço, com o pensamento convergente e harmonioso de todos os seus membros na consecução de um Ideal Superior.

Isso não invalida a Sede Mundial como um suporte físico. Max Heindel, Iniciado pelos Irmãos Maiores, escolheu aquele lugar por saber tratar-se de um dos sete centros espirituais da Terra. Essa escolha favoreceu a difusão do Movimento, de uma forma que não seria possível com apenas os recursos de seus membros.

Além disso, como Max Heindel o testemunhou, a Sede Mundial corresponde a um arquétipo, previamente formado nos planos mentais pelos Irmãos da Rosacruz, com o propósito de fortalecer o nosso ideal até o tempo previsto na Idade Aquariana. Há uma força espiritual mantenedora da Fraternidade, nutrindo-se e fortalecendo-se com o nosso esforço. Entretanto, não depende apenas de nós para a sua sobrevivência.

A Sede Mundial corresponde a um moderno Tabernáculo, com especialíssima missão de fazer florescer no coração da humanidade as bases do Cristianismo Esotérico, a Religião do futuro. Foi engendrada com e por amor. O amor une e edifica. Quem vive em amor vive em Deus e Deus nele.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 12/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Quem serve o progresso

A Quem serve o progresso

Salta aos olhos, até do observador menos atento, o decaimento da qualidade de vida, mormente nos grandes centros urbanos. Caso esse processo não seja detido a tempo, suas consequências tornar-se-ão simplesmente catastróficas.

Atualmente, nossas esperanças se voltam para os ecólogos, cujo esforço no sentido de amenizar esse quadro desalentador, merece o apoio de todo cidadão responsável. Essa luta vai lenta, mas seguramente encontrando receptividade em todos os segmentos sociais e culturais.

Inclusive, algumas filosofias espiritualistas já se manifestam a respeito, procurando exortar as pessoas a procurarem alimentação e vidas naturais como um caminho que conduz a um perfeito equilíbrio.

Somos admiradores do progresso, porém, mantendo sempre uma visão crítica a respeito. Há progresso e “progresso”. É necessário submeter todas as suas manifestações a um crivo inteligente.

A princípio, todo progresso é desejável, isto dentro de sua conceituação mais corriqueira, usual ou convencional. O bom senso, entretanto, obriga-nos a analisá-lo sob múltiplos aspectos, além daqueles de ordem material e imediatista.

Quando falamos ou pensamos em progresso, convém sempre perguntar: “A quem ou a quantos ele serve? “. A todos, indistintamente, ou a uma minoria privilegiada? Se apenas alguns são beneficiados, então, suspeite-se dele. É lógico que nem todos têm acesso aos frutos do progresso ao mesmo tempo, contudo, é mister que pelo menos tenham a esperança de mais tempo menos tempo poderem desfrutá-lo.

A tecnologia atingiu, em nossos dias, um estágio admirável. Isso deve ser motivo de regozijo, porque representa a utilização de uma das notáveis faculdades do ser humano, a inteligência. Além disso, veio trazer mais conforto à humanidade, encurtando distâncias, promovendo um maior intercâmbio entre os povos, etc.

Todavia, diante dos quadros que nos são dados a ver e conhecer diariamente, julgamos ser preciso voltar, agora, nossas esperanças, não para a tecnologia, mas para a regeneração do ser humano. Isso porque o emprego pervertido, egoísta e competitivo da tecnologia, vem se tornando insustentável. Até algumas décadas atrás, a euforia com o avanço científico chegava ao seu auge. Hoje, entretanto, já não se lhe deposita tanta confiança. A fé cega que depositávamos na ciência e na tecnologia para solucionar nossos problemas foi abalada até às raízes após o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima.

Nas décadas mais recentes, as pessoas mais esclarecidas e conscientes passaram a preocupar-se mais com esses problemas. A extinção gradativa de espécimes que enriquecem a fauna e a flora, através dos processos de desmatamento, da caça impiedosa, da degradação do ambiente natural, causada pela poluição atmosférica e hídrica, não pode passar despercebida pela consciência dos seres humanos bem-intencionados. Há que reagir a esse estado de coisas.

Felizmente têm surgido vozes corajosas e idealistas defendendo a preservação da VIDA em nosso Planeta. São pessoas dotadas de uma visão ampla da unidade da vida.

Para elas, o ser humano em vez de Senhor da Criação é apenas uma parte integrante da natureza. Não procura dominá-la ou explorá-la, mas sim harmonizar-se com ela.

Lembro-me neste instante de uma placa escrita no sítio Recanto das Aves: “Aqui os Animais, as Águas e as Árvores são Reis”.

Esses idealistas, apesar da indiferença e omissão de muitos, ainda assim estão encontrando simpatia e até adesão em toda parte. Os órgãos de comunicação estão colaborando nessa campanha de esclarecimentos.

O mundo necessita de um contingente de pessoas com essa visão e capacidade de agir, suficientemente amadurecidos, para sobreporem-se às divergências religiosas e ideológicas, numa busca imparcial da melhoria da qualidade de vida.

Uma bela imagem desse tipo de ser humano é a do tripulante da nave espacial Terra. Numa nave espacial, a colaboração entre os tripulantes no sentido de preservá-la e de usar racionalmente os recursos alimentícios e energéticos de que dispõem é imprescindível para o êxito de uma missão.

Os seres humanos deveriam imaginar-se como sendo astronautas, obrigados a manter sua nave em perfeitas condições de habitabilidade. Começariam aí a conscientizar-se de sua responsabilidade.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 05/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Pureza Feminina e Muitas Imaculadas Concepções

A Pureza Feminina e Muitas Imaculadas Concepções

Max Heindel afirma, no Conceito Rosacruz do Cosmos, que, ao contrário da ideia geralmente aceita, o Ego é bissexual. Se o Ego fosse assexual o Corpo seria necessariamente assexual, por ser a manifestação externa do espírito interno. Essa bissexualidade se expressa em Vontade e Imaginação.

A vontade é a energia masculina correlata às forças solares. A imaginação é a energia feminina correlata às forças lunares. Isto explica o predomínio da imaginação na mulher e a influência exercida pela Lua sobre o organismo feminino. Os Egos encarnados em Corpos Densos do sexo feminino têm Corpos Vitais positivos e, portanto, são mais sensíveis aos impactos espirituais do que os varões, cujos Corpos Vitais são negativos.

Maria, mãe de Jesus de Nazaré é o símbolo da imaginação, o lado feminino do ser. Era pura. Quando o profeta Isaías afirmou que “uma virgem conceberá e dará à luz um filho” não se referia à virgindade física. Em hebraico, dois vocábulos significam pureza: betulâh: virgindade física, e almâh: virgindade espiritual ou pureza interna. Isaías empregou o segundo termo.

A elevada pureza de Maria não foi conspurcada com a maternidade, por ser uma qualidade da alma. A fecundação física em todos os reinos é uma lei natural. A virgindade é um estado de consciência, um atributo anímico. O ato de gerar praticado por um ser nesse elevado estado de consciência é totalmente isento de paixões. Nada há, pois, que possa torna-lo abominável aos olhos do espiritualista.

Maria e José, membros da Ordem Essênia, realizaram o ato de fecundação como um sacramento, sem nenhum desejo ou prazer pessoal. Jesus era um ser muito superior à grande maioria da humanidade. Esteve percorrendo o caminho da santidade através de muitas vidas, preparando-se para formar um Corpo perfeito e cedê-lo ao Cristo, o mais elevado da onda de vida Arcangélica para Seu ministério de três anos. Um ser desta estatura espiritual não poderia ocupar outro Corpo a não ser um gerado debaixo de condições especialíssimas, por pais de natureza muito elevada.

Diz-se que José era um carpinteiro. Todavia, ele não era um artesão, mas um “construtor”, um “tekton” num sentido superior. Deus é o Grande Arquiteto do Universo. Abaixo de Deus existem muitos construtores de diferentes graus de esplendor espiritual. Mais abaixo ainda encontram-se aqueles que conhecemos como maçons. Todos estão ocupados e comprometidos na construção de um templo sem ruídos de martelos, e José não era uma exceção.

José representa a Vontade; Maria, a Imaginação.

Maria, imaginação primordial pura, concebeu e deu a luz o Cristo Interno, quando foi fecundada pela vontade iluminada (José).

Entre os vanguardeiros da humanidade houve muitas imaculadas concepções. A de Maria não foi à primeira e nem será a última. O fruto é da mesma natureza da árvore: quando um Ego é extraordinariamente avançado, só pode nascer de pais que lhe ensejem uma imaculada concepção.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 08/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático: Preço nas Lições e nas Curas

Preço nas Lições e nas Curas

Pergunta: Entendemos que a Fraternidade Rosacruz considera um pecado pôr preço em suas lições ou em suas curas; mas não é “o trabalhador digno de seu salário“?

Resposta: No capítulo 10 do Evangelho Segundo São Mateus, Cristo disse aos seus Discípulos que fossem atrás das ovelhas perdidas de Israel e que pregassem o Evangelho e curassem aos enfermos. Porém, Ele também lhes ordenou “não levar ouro, nem prata, nem cobre em suas bolsas“, “nem alforje para o caminho“. No décimo capítulo da 1ª Epístola aos Coríntios, São Paulo também sustenta essa ideia: pregar o Evangelho gratuitamente. Conforme orientados pelos Rosacruzes, que seguem essa prática desde o princípio e nunca cobram nada por seus Ensinamentos, a Fraternidade Rosacruz não cobra nenhum valor financeiro, nem direta nem indiretamente.

Pergunta: Pode um Estudante Rosacruz cobrar por ensinar algo ou para curar?

Resposta: Nenhum verdadeiro Estudante Rosacruz, seguidor dos elevados Ensinamentos Rosacruzes, cobrará pelas lições ou pela cura nem solicitará quotas mensais, financeiras ou não. Isto o denunciará no ato como um impostor. Se tivermos fé e trabalhamos altruisticamente, Deus terá sempre cuidado com os seus e as manifestações de amor serão suficientes para satisfazer ao Aspirante à Vida Espiritual em suas necessidades.

Pergunta: Porém, isto não animaria a alguns a tomar tudo e não dar nada? Não estimularia o egoísmo em alguns?

Resposta: Sim, muitos frequentam as igrejas, conferências e aulas sem nunca deixar cair um único centavo na sacola de coleta, crendo que isto é desnecessário, a menos que se lhes acerquem e peçam, e naturalmente assim estes tomarão tudo e não darão nada.

Pergunta: Existe uma lei da natureza de que não podemos obter nada em vão?

Resposta: Sim, eles não raciocinam sobre o assunto desde o ponto de vista das Leis de Deus, as quais operam silenciosamente por meio da Lei de Causa e Efeito; alguma vez e em algum lugar estas dívidas serão cobradas da alma que pensa que está correndo através da vida, defraudando, tomando tudo e não dando nada em troca. “Eu darei o pagamento, diz o Senhor“.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz – abril/1981 – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Você pode aproveitar tudo ou quase tudo: é só tentar!

Você pode aproveitar tudo ou quase tudo

Sim, você pode aproveitar quase tudo aquilo que, aparentemente, não tem mais serventia e por esta razão e considerado meramente um lixo.

O ser humano formou sociedades altamente desenvolvidas, complexas e eivadas de paradoxos. Um destes é o irracional desperdício das coisas.

Todos lamentam a crise econômico-financeira ora intranquilizando as nações, mas pouco faz de realmente efetivo para amenizá-la. As pessoas se queixam da crescente compressão a que são obrigadas a submeter seus orçamentos, mas não buscam soluções novas. Limitar-se a alternativas convencionais, já anacrônicas e ineficazes, ou aguardar passivamente iniciativas do poder público constitui um posicionamento no mínimo inconsequente.

A presente situação atinge a todos, a tudo sacrifica, mas encerra um aspecto positivo: para ser superada, exige um esforço criativo original, uma superdinamização imaginativa. Vencida a crise, e em função dela, encontramos inovações nos vários campos de atividade humana, projetando novas luzes ou reformulando conhecimentos até então, considerados dogmas.

As dificuldades são, muitas vezes, uma forma de repensar e redefinir as coisas, de questionar posicionamentos, de divisar inéditas perspectivas. Não fosse assim, ainda viveríamos no estágio de pessoas das cavernas.

Entendemos ser esta maneira positiva de encarar a atual crise. Por que não procurar soluções originais? Isto se aplica também a questão do desperdício. Por exemplo, muita coisa atirada ao lixo pode ser economicamente reaproveitada ou reciclada, como queiram. Basta apenas descobrir como.

O Grupo Seiva – Ecologia, em oportuno trabalho que publicou, sob o titulo “Lixo não é lixo”, oferece interessantes sugestões a respeito. Inicialmente, recomenda não jogar no lixo embalagens novas, feitas de matéria prima cara, muitas delas em extinção e algumas altamente poluentes (plásticos).

Uma boa medida é evitar sempre que possível o uso do saco de papel ou plástico, utilizando a sacola direta. Saquinhos de plástico de feira ou quitanda podem ser devolvidos para reutilização aos próprios quitandeiros ou feirantes. Inclusive, a própria dona de casa pode levá-los para neles acondicionar os produtos comprados. Os feirantes também recebem de volta as embalagens de ovos, de papelão ou isopor. Não é uma forma de economizar? Sacos de leite vazios e demais embalagens plásticas podem ser doados a instituições de caridade. Elas saberão como utilizá-los.

Muita coisa comumente atirada ao lixo pode ser empregada em trabalhos de artesanato. Pessoas com certa habilidade manual ou artística conseguem transformar objetos aparentemente inúteis em maravilhosos e originais ornamentos domésticos.

Se você cultiva sua hortinha, fique sabendo: restos de alimentos e mesmo outros detritos podem ser convertidos em excelentes adubos.

Mas se você não se julgar dotado dessas habilidades, não se aborreça. Há alternativas. Uma delas: amasse e junte aos jornais e revistas velhos todas as embalagens de papelão normalmente jogadas no lixo. Garrafas, caixas de remédios, pasta de dente, lâmpadas, latas de aveia, farinha, etc, cedendo-as ao lixeiro ou ‘catador de lixo’ ou ao garrafeiro. Você, por certo, vai ajudá-los a ganhar um dinheirinho, colaborando assim na luta contra o desperdício e poluição.

Economize dinheiro e evite o uso do plástico. Ele não se degrada na natureza e fica poluindo por muitos anos. Não desperdice! Use a imaginação! Creia, você será o maior beneficiado.

(Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 07/82 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Lei imutável da atração pode ser utilizada como desejamos utilizá-la

A Lei imutável da atração pode ser utilizada como desejamos utilizá-la

Para o aspirante espiritual sincero, a exatidão e segurança com que operam as leis espirituais é ao mesmo tempo extremamente satisfatória e inspiradora. Sua perfeita confiança dá um sentimento de segurança que nada poderá diminuir, e um incentivo para uma vida construtiva que sempre estão presentes.

Booker T. Washington disse: ”não permitirei que nenhum homem me arraste a um grau tão baixo que me faça odiá-lo” e talvez ele falasse mais compreensivamente do que realizou. Quando nutrimos ou emitimos pensamentos de ódio ou coisa semelhante, não somente geramos um veneno em nossos corpos físicos, mas também nos sintonizamos com as vibrações mais inferiores do Mundo do Desejo, essa região habitada por entidades indesejáveis de muitas classes. Sintonizamo-nos com suas vibrações baixas e, portanto, nos tornamos susceptíveis às suas influências. Podemos ainda ser instigados a agir criminosamente sem sabê-lo atraindo para nós o estímulo de más entidades que se regozijam com as vibrações de vícios destrutivos.

Ao contrário e felizmente podemos elevar-nos a um estado de graça, de vida abundante usando inteligentemente esta mesma lei de atração. Quando enviamos pensamentos de bondade, compaixão e amor, colocamo-nos em sintonia com a vibração do Cristo, o plano da Sabedoria Universal e as elevadas forças espirituais que operam nesse plano estão automaticamente atraindo-se conosco.

Estaremos, então, estimulados e alimentados em ter pensamentos elevados e a executar atos nobres, e poderemos estabelecer tal atitude, habitualmente, por um esforço suficientemente persistente. Em todos os planos do ser “o semelhante atrai o semelhante”.

A Lei imutável da atração pode ser utilizada como desejamos utilizá-la. Alinhando-nos de todo o coração com os Planos de Luz poderemos forçar-nos mais rapidamente para caminhos evolutivos. Como indivíduos e como grupos podemos, por uma aplicação diária de um reto viver, atrair para nossas vidas uma parte fecunda do “depósito” cósmico de harmonia e verdades e assim promovendo nossa utilidade “como canais conscientes para o trabalho benéfico de nossos Irmãos Maiores no serviço a humanidade”.

(Artigo publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ de 05/43 e em 10/81 na Fraternidade Rosacruz – SP)

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