porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Ansiosa Solicitude pela Vida

A Ansiosa Solicitude pela Vida

“Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Os mundanos é que procuram todas estas coisas. Contudo, vosso Pai Celeste sabe que necessitais de todas elas. Buscai, pois, e em primeiro lugar Seu reino e Sua justiça e todas as demais coisas vos serão dadas por acréscimo. Não vos inquietais, portanto, com o dia de amanhã”. (Mt 6:25-34).

Preocupação com o imediato, com os anos vindouros ou com as próprias condições no crepúsculo da existência.

Não importa. A maioria de nós experimenta essa ansiedade, essa insegurança, esse medo do futuro, em nossa trajetória pelo mundo.

Muitos impõem-se um sistema de economia ou austeridade que chega às raias da avareza, privando-se a si próprio e aos seus dependentes até das comodidades mais básicas, para não ficarem sujeitos a privações no futuro: este o pensamento, esta a intenção. Jamais nos passa pela cabeça nesses dias de ansiosa solicitude pela vida, que todo ser humano é um importantíssimo filho do zeloso Provedor Universal, que fornece permanentemente de tudo aos “armazéns cósmicos” e a esta “praça consumidora” terráquea com a mais infalível pontualidade. E não percebemos também pouco que se o cuidadoso e indefectível Provedor alimenta, veste e até adorna os quadrúpedes, as aves e flores dos campos, quanto mais a nós, por quem Seu próprio Filho sacrificou-se um dia e continua se sacrificando anualmente!

E foi Ele quem recomendou certa vez que nos mantivéssemos tranquilos quanto ao dia de amanhã. Como elevadíssimo Iniciado, sabia quão prejudiciais são o receio e a ansiedade à nossa saúde e ao nosso progresso; sabia que a cada momento de preocupação uma parcela de nossa saúde se esgota, um pouco do nosso tempo é perdido, parte da alegria de viver se desvanece e muito do nosso progresso espiritual – talvez também o material – estaciona; e sabia, finalmente, o quanto atraímos para nós aquilo que de bom desejamos ou o de que precisamos somente por confiar em Deus – ou em que Deus jamais deixa faltar nada àqueles que aos Seus cuidados se entregam.

“O justo não mendigará o pão”, registrou Salomão.

E o que significa ser justo? Muitos séculos depois do registro dessa Verdade, mas já no Sermão da Montanha, Cristo a esclarece esotericamente na exortação: “Buscai primeiramente o reino de Deus e Sua justiça e todas as demais coisas vos serão dadas por acréscimo”.
Aí está.

Aquele que procura ver além da matéria, que busca as coisas do espírito (“o reino de Deus”), procurando ao mesmo tempo conhecer as leis suprafísicas (“Sua justiça”) que regem a vida evolucionante e vivendo consoante elas, passa a ter – por força dessas mesmas leis tudo a seu favor, como se o Universo inteiro iniciasse uma tácita cooperação efetiva com ele.

O Iniciado de Tarso esclarece mais uma vez e com outras palavras: “Todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por Seus decretos” (leis). Ora, como amar ao próximo (a quem vemos) é o mesmo que amar a Deus (a quem não vemos); e como em linguagem esotérica “ser chamado” é o mesmo “que ser atraído” (considere-se a Lei de Atração do Semelhante), as palavras de São Paulo na Epístola aos Romanos (8:28) podem ser lidas assim: “Todas as circunstâncias favorecem àquele que ama ao seu semelhante e se harmoniza com as leis universais, de tal modo que nada lhe poderá faltar”. Isso não é uma promessa milagrosa, como se pensa há séculos. Não existe milagre. É muito, e muito mais. É a “mecânica” das leis universais em pleno funcionamento, atuante desde os primórdios dos mundos; leis vibrantes em cada átomo das matérias físicas e suprafísicas; sábias, justas, onipresentes e infalíveis. “Causa e Efeito”, “Dar e Receber”, “Atração do Semelhante”, entre outras. É pois mais que um aval dos céus: é uma CERTEZA!

Percebe aí o amigo leitor quanta confiança esse sopro de Verdade pode infundir no sincero “Siegfried” dos nossos dias – dias de contagiante medo, ansiedade, incertezas e carências materiais e espirituais – ou no ser humano que se volta para as coisas superiores do espírito em qualquer tempo? É de fato impressionante! Maravilhosamente impressionante!

A Sabedoria Ocidental ensina: “É lei da Natureza que nossa atitude confiante favorece os nossos propósitos quando desejamos alcançar alguma coisa”. O admirável porta-voz dessa Sabedoria, valendo-se do exemplo de sua própria vida quando lutava arduamente para fundar e manter a Fraternidade Rosacruz em Oceanside, escreveu algures: “Asseguro-lhe que falo por experiência própria quando advogo o viver pela fé, porque tenho trabalhado duramente e me mantido rigorosamente nesses labores, dia após dia. Apesar disso minha vida é um gozo contínuo nunca interrompido por pensamentos de aflição sobre necessidades materiais ou pela falta de dinheiro para continuar e terminar minha tarefa. E nos anos que transcorreram desde que comecei a viver pela fé, meus recursos se tornaram muito mais amplo do que naqueles dias em que costumava me preocupar”.

Aí está. Isso é FÉ, isso é VIVER. Max Heindel comprovava realmente na prática a Verdade registrada por antigos Iniciados no Livro de Habacuque, Capítulo 2, Versículo 4 e citada pelo Apóstolo na Epístola aos Romanos (1:17): “O justo viverá pela fé”.

Complemento dessa CONFIANÇA EM DEUS, o cultivo do AMOR AO PRÓXIMO ajuda-nos, sobremaneira, a afastar o medo, a ansiedade, ou a ansiosa solicitude pela vida. Em parte, porque a natureza desse Amor é de tal sublimidade que nos eleva a pararmos onde impossível é lembrarmos de nós mesmos. E em parte porque – já que amar o semelhante é o mesmo o que amar a Deus – esse Amor é perfeito e sabemos que “O Amor perfeito lança fora o temor”, como escreveu o evangelista.

Também ajuda bastante a afirmação diária (ao acordar de manhã e ao dormir à noite) de verdades como: “Eu e meu Pai somos UM”; “Tudo posso n’AqueIe que me fortalece” (Fp 4:13); “‘Se Deus é por mim, quem será contra mim?” (Rm 8:31) e “O Senhor é meu Pastor, não me faltará” (Sl 23:1), na convicção de que “O homem nada recebe que não venha do céu” (Jo 4:27). Ajuda principalmente nos “dias de nossas fraquezas”.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 09/88 – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Despertar do Cristo Interno em Nós

O Despertar do Cristo Interno em Nós

O Cristo Interno é o Ego ou o Espírito Interno do ser humano, o qual se faz consciente no Mundo Físico através da Mente, para obter experiência; operando um Tríplice Corpo para extrair a Tríplice Alma, a que se amalgama com dito Espírito formando parte dele.

Na humanidade comum e corrente, que vive unicamente para a vida material, o Cristo Interno permanece adormecido, como em letargia; mas quando o ser humano começa a transitar pelo Caminho Espiritual, esforçando-se em viver uma vida pura e limpa, então começa o Cristo Interno a despertar, à medida que vai recebendo alimento espiritual.

Nesse enorme processo de nutrição espiritual, o qual pode durar várias vidas, o Cristo Interno vai desenvolvendo em nós os poderes latentes de cada corpo a seu cargo. Paralelamente, se vão desenvolvendo os éteres superiores: o Luminoso e o Refletor, os quais, ao amalgamarem-se formam o Corpo-Alma, o radiante Vestido de Bodas.

Desta maneira, o Cristo Interno desperta seu poder em nós, equipando-nos com dois veículos, cuja posse nos converte em cidadãos de dois mundos: o físico e o de desejos. Ou seja, nos faz capazes de funcionar com plena consciência em ambos os mundos. Recordemos que a maioria dos seres humanos só estão conscientes do Mundo Físico, no que concerne aos desejos egoístas.

Sir Launfal, na busca pelo Santo Graal em terras distantes, o encontrou no final de seus dias na porta de seu Castelo, quando sua alma já estava desligada das coisas materiais mas havia-se desenvolvido mediante o seu próprio sacrifício, o Cristo Interno, cuja voz escutou: “Olha, sou Eu. Em muitas terras gastastes sua vida sem proveito, buscando o Santo Graal. Olha, aqui está: este pedaço de pão que me destes, é meu corpo, e esta taça que enchestes no arroio, é o sangue que por ti derramei no madeiro.”.

Na interpretação esotérica: Sir Launfal encontrou-se frente a frente com seu Cristo Interno, o qual havia estado alimentando na última parte de sua vida, participando das necessidades dos demais, dando-se a si mesmo.

Disse-nos Max Heindel, que se lermos a Bíblia com o Coração e não com a Mente, a Fraternidade Universal seria realizada agora mesmo.

O Coração é o foco do amor altruísta, no qual tem seu assento o segundo aspecto do Tríplice Espírito, o Espírito de Vida. No Coração se encontra o Átomo-semente de nosso Corpo Denso, chamado o livro da vida, onde estão gravadas todas as nossas ações conscientes ou inconscientes.

Para que possamos “ler com o coração”, é importante despertar o Cristo Interno em nós. Esta “visão” é ocultada pelo eu inferior (personalidade), que temos estado alimentando através de nossas vidas. Mas quando por nosso sacrifício e dedicação a nosso Grande Ideal, fazemos estremecer nossos poderes latentes, notaremos que o eu inferior não tem forças para nublar nossa visão.

Então nos assombraremos ao encontrar tantos tesouros escondidos, que seremos como o ser humano que vai por um caminho e a cada curva encontra uma pepita de ouro. Então não nos será necessário devorar quantidades de livros buscando a verdade, porque a encontraremos diante de nossos próprios narizes.

Quando o Cristo Interno se encontra em processo de realização, pode emitir sinais, os quais podemos captar, se somos suficientes sensíveis. Por exemplo, quando somos tentados a cair em atividades que podem afetar-nos espiritualmente, esta voz pode ser percebida como uma aura de calor que aquece nosso próprio coração.

Essa reação física, produto de uma reação espiritual, é como um grito do Cristo Interno, o qual chega a sentir-se quando queremos dizer ou dizemos algo injurioso contra alguém, que todos sabem, não merece o trato que queremos lhe dar. Mas, em todo o caso, é necessário que a “persona” não esteja muito agitada ou encolerizada.

Essa voz do Cristo Interno pode chegar a converter-se em algo assim como um “radar” que nos diz o que soa verdadeiro ou falso. Desde logo, quando o fato já está consumado, só fica o fogo do remorso que nos queima o coração. Mas ainda neste caso, a memória da reação física faz que tenhamos mais precaução na próxima vez.

Este fogo do remorso é o mesmo que durante a retrospecção apaga a impressão que estampou nossas más ações no Átomo-semente do coração, aumentando sua intensidade, à medida que ganhamos em espiritualidade.

Também nosso Cristo Interno se regozija enormemente quando realizamos uma ação de serviço dando-nos a nós mesmos, e pela gratidão que sentimos pelo que outros tem feito por nós. Neste caso, o efeito é sentido como um grato aroma que brota de nosso coração.

Como pudemos apreciar, os lamentos de tristeza ou regozijos de alegria ou gratidão podem ser percebidos em nosso próprio coração. Não devemos confundir isto como ouvir de vozes com os ouvidos físicos, o qual pode provir de entidades negativas do mundo do Desejo, o que deve ser recusado categoricamente por nós.

Como Aspirantes espirituais, estamos laborando o despertar do Cristo Interno através de nossas vidas passadas, em maior ou menor grau, de acordo com nossa aplicação. Assim, na medida de nosso esforço na presente vida, dependerá o despertar do Cristo Interno nesta vida ou em outras.

Não existe nenhum processo rápido na natureza, e nós não somos nenhuma exceção. Nossa capacidade para apreciar nosso grau de progresso espiritual se deve principalmente a que a falta de persistência tem alterado nosso estado de consciência.

Antes de Max Heindel ter tido contato com o Mestre, já era um clarividente, ainda que nem sempre esta clarividência estava sob seu controle, segundo ele mesmo nos relata em seu encontro com o Mestre, em seu livro Ensinamentos de um Iniciado.

Logicamente, entendemos que Max Heindel havia estado desenvolvendo seu Cristo Interno e com ele sua clarividência durante várias vidas, na última das quais, havia sido um sacerdote católico na França, entre 1600 a 1700.

Max Heindel nos diz que os Evangelhos (que são fórmulas de Iniciação) começam com o “relato da Imaculada Concepção e terminam com a Crucificação”; ideias maravilhosas às quais chegaremos algum dia, pois somos Cristo em formação, e teremos que passar pelo nascimento místico e pela morte mística.

Lemos na Bíblia, no Evangelho de São Mateus 18:1-4: “E naquele momento os discípulos se acercaram de Jesus e lhe disseram: Quem é, pois, o maior no Reino dos Céus?“. Ele chamou a uma criança e a colocou entre eles e disse: “Eu vos asseguro, se não mudais e fizerdes como as crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Assim, pois, quem se fizer pequeno como esta criança, esse será o maior no Reino dos Céus.“.

Cristo, ao colocar uma criança como exemplo, nos quis mostrar a condição requerida para aquele que desenvolveu o Cristo Interno, o Cristo Criança, por meio de uma vida de pureza e de serviço.

Para entrar no Reino dos Céus, ou seja, conseguir o estado de consciência apropriado para desenvolver o Cristo Interno, é necessário fazer-se como uma criança pequena, mas uma criança sábia. Por isso também nos disse Cristo, que fôssemos mansos como as pombas e sábios como as serpentes.

Quem se fizer pequeno como esta criança, será o maior no Reino dos Céus.

Recordemos que o Céu está dentro de nós. Tendo extraído a essência dos três Corpos – a Tríplice Alma – durante o processo de desenvolvimento do Cristo Interno, o aspirante conquista o Reino dos Céus (templo do Espírito), e se converte no maior em si, mas ao mesmo tempo se faz pequeno como uma criança, ao fazer-se servidor de todos.

As afirmações dos parágrafos precedentes ficam corroboradas com as palavras do Cristo, quando lhe foram apresentadas algumas crianças, e Ele disse a Seus Discípulos: “Deixai que as crianças venham a mim, e não as impeçais, porque daqueles que são como elas é o Reino do Céus.” (Mt 19:13-15).

“E aquele que recebe uma criança como esta em meu nome, a mim recebe. Mas aquele que escandalize a um desses pequenos que creem em mim, mais vale que lhe amarrem ao pescoço uma pedra de moinho que os asnos movem, e lhe atirem-no profundo dos mares.”

Ai do mundo pelos escândalos, mas aí daquele ser humano por quem o escândalo vem.” (Mt 18:5-7).

Não é o mesmo escandalizar a uma pessoa comum e normal, que não tem nenhum sentido da vida espiritual, que escandalizar a uma pessoa que está despertando ou despertou o Cristo Interno. A palavra escandalizar é usada para significar o fato de querer destruir um núcleo ou levedura espiritual, seja individual ou coletivo, em qualquer grau de desenvolvimento em que se encontre.

Não é um segredo como se protege de estorvos físicos ou suprafísicos ao sincero aspirante espiritual, principalmente quando está realizando seus serviços devocionais; ou como se protege a uma congregação em suas atividades espirituais, salvo casos em que se tenha estimulado a lei de causa e efeito, individual ou coletivamente.

“Quando o menino Jesus foi perseguido por Herodes com intentos criminosos, sua segurança se baseou na fuga, e assim se preservou sua vida e seu poder para desenvolver-se e cumprir sua Missão. Similarmente, quando Cristo nasce dentro do aspirante, pode preservar melhor sua vida espiritual, fugindo do ambiene dos degenerados, buscando um local entre os ideais semelhantes sempre que se tenha liberdade para fazê-lo.” (Max Heindel).

Se desejamos acelerar o despertar do Cristo Interno em nós, devemos, com persistência, nutri-lo com pensamentos de pureza e serviço desinteressado a nossos irmãos. Desta maneira, nossos diferentes veículos começam a brilhar com o ouro espiritual que atrai infalivelmente a atenção do Mestre, capacitando nos assim para poder servir em uma esfera mais elevada, onde realmente “caminharemos na luz”, uma luz que, lamentavelmente, a maioria não vê, ao menos por enquanto.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 09/88 – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Matrimônio: uma união de almas melhor que como uma união de sexos

Matrimônio o propósito do matrimônio é a perpetuação da raça humana, e de acordo com a natureza física dos pais, mas o ambiente ao redor, será o filho. A maioria da humanidade considera o matrimônio como a sanção de uma licença desenfreada para gratificar seus desejos sexuais. Aos olhos das leis humanas, pode ser que assim seja, porém à luz da verdadeira Lei não é assim, pois nenhuma lei feita pelo ser humano pode reger esse assunto.

A ciência oculta afirma que a função sexual não deve se usar nunca para gratificar os sentidos, senão para a propagação somente. Portanto, o aspirante a vida superior deve se negar justificadamente ao coito com seu cônjuge, a menos que o objetivo dela seja o criar um filho ou uma filha, e com tudo isso, quando ambos gozem de perfeita saúde – física, moral e mental – pois em caso contrário, a união produziria um corpo débil ou degenerado. Só podemos dar conta do maravilhoso mistério do amor quando encaramos o matrimônio considerando-o desde o ponto de vista como uma união de almas melhor que como uma união de sexos. Esta pode servir para perpetuar a raça humana, naturalmente, porém o verdadeiro matrimonio é uma camaradagem de almas também, que consegue anular o sexo. Não obstante, aqueles realmente dispostos a pôr-se nesse plano mais elevado da intimidade espiritual, oferecem alegremente seus corpos como sacrifícios viventes no altar do “amor ao não nascido”, para cortejar a um espírito que espera e para formar um corpo imaculadamente concebido. Deste modo pode a humanidade ser salva do reinado da morte.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Magia: processo mediante o qual se podem realizar certas coisas não realizáveis sob as leis ordinárias conhecidas

Magia – a magia é um processo mediante o qual se podem realizar certas coisas não realizáveis sob as leis ordinárias conhecidas.

Alguns seres humanos investigaram as leis da Natureza, desconhecidas para a maioria, e converteram-se em competentes para manipular as forças sutis. Empregam seus poderes para ajudar aos demais seres quando sua ajuda pode se realizar em harmonia com as leis que regem seu crescimento. Outros que também estudaram essas leis, tornando-se capazes de manipular as forças ocultas do universo, empregam seus conhecimentos com fins egoístas para obter poder sobre seus semelhantes.

Aos primeiros chamamos de “brancos”, e “negros” aos segundos. Ambos empregam as mesmas forças, residindo a diferença no motivo que os impulsiona.

O mago branco é impulsionado pelo “amor e pela benevolência. Se bem que não obre esperando a recompensa, a alma se desenvolve portentosamente como resultado de seu emprego da magia. Põe seus talentos a crédito e está ganhando o cento por um.

O mago negro, por outro lado, encontra-se num triste estado, porque já se disse que “a alma que pecar morrerá”, e tudo quanto façamos contrariamente às leis de Deus, produzirá inevitavelmente o deterioramento das qualidades anímicas.

O mago negro, graças a seus conhecimentos e artes, pode, algumas vezes durante várias vidas, manter seu posto na evolução, mas chegará certamente o dia em que sua alma se desintegrará e o Ego voltará ao que poderíamos chamar de salvagismo.

A magia negra em suas formas mais atenuadas, tais como o hipnotismo, por exemplo, produz algumas vezes o idiotismo congênito numa vida futura de quem o emprega. Os hipnotizadores privam as suas vítimas do livre emprego de seus corpos. Por isto, devido à Lei da Consequência, ver-se-ão ligados a um corpo, cujo cérebro deformado impedirá sua expressão. Contudo não devemos deduzir disto que todos os casos de idiotismo congênito sejam devidos a essas práticas más por parte do Ego numa vida passada; há também outras causas que podem produzir o mesmo resultado.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Materialismo: sustenta que a vida é uma viagem do berço ao túmulo

Materialismo – A Teoria Materialista sustenta que a vida é uma viagem do berço ao túmulo; que a Mente é o resultado de certas correlações da matéria; que o ser humano é a mais elevada inteligência do Cosmos; e que sua inteligência perece quando o corpo se desintegra depois da morte.

Segundo a doutrina materialista a inteligência do ser humano é uma propriedade da matéria; nasce e morre com o organismo. O ser humano é “nada antes e nada depois” da vida corporal.

Consequência: Não sendo o ser humano mais que matéria, só são reais e individuais os gozos materiais; os efeitos morais carecem de porvir; à morte ficam rotos para sempre os laços morais; as misérias da vida não tem compensações; o suicídio vem a ser o fim racional e lógico da existência, quando não há esperança de alívio nos sofrimentos; é inútil contrariar-se para vencer as más inclinações; enquanto estamos na Terra devemos viver o melhor possível; é uma estupidez preocupar-se e sacrificar seu repouso, seu bem-estar pelos outros, isto é, por seres que por sua vez serão reduzidos a nada e que jamais voltarão a se ver; os deveres sociais ficam sem base; o bem e o mal são coisas convencionais e o freio social reduz-se à força material da lei civil.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

RECEITA – BOLINHOS DE ESTUDANTES

BOLINHOS DE ESTUDANTES

INGREDIENTES:

  • 2 xícaras (chá) de TAPIOCA granulada
  • 2 xícaras (chá) de leite de côco
  • 1 1/2 xícara (chá) de coco ralado
  • 1 xícara (chá) de açúcar (ou a gosto)
  • 1 pitada de sal
  • 50 g de canela em pó
  • Açúcar de sua preferência para polvilhar
  • Óleo para fritar

MODO DE PREPARO:

  • Em uma panela, misture o leite de coco e o açúcar e deixe esquentar, mexendo sempre até diluir todo o açúcar.
  • Em uma travessa, coloque a tapioca e o coco ralado, e em seguida, despeje o leite de coco adoçado.
  • Adicione o sal, misture bem e deixe hidratar por cerca de 30 minutos.
  • Modele os bolinhos no formato desejado, aqueça o óleo vegetal de sua preferência e frite os bolinhos.
  • Em uma travessa, disponha os bolinhos em papel toalha para escorrer.
  • Em outro recipiente, misture o açúcar e a canela em pó, passe os bolinhos nessa mistura e sirva.
  • Rende 10 bolinhos do tamanho de almôndegas.
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual a diferença entre Alma e Corpo-Alma?

Pergunta: Qual a diferença entre Alma e Corpo-Alma?

Resposta: Esta é uma das perguntas mais profundas que já foi feita, e não pode ser respondida diretamente, mas unicamente por meio de uma ilustração. Da mesma forma que as crianças aprendem certas verdades intelectuais, que estão além do seu alcance, por ilustração pictórica, a humanidade nascente aprendeu profundas verdades religiosas por meio dos mitos e alegorias.

O Corpo Vital é composto de quatro Éteres. Os dois Éteres inferiores são as vias particulares de crescimento e propagação. No Corpo Vital de uma pessoa, cujo interesse principal é a vida física e que vive, por assim dizer, inteiramente voltada para o prazer sensual, estes dois Éteres predominam, enquanto numa pessoa que é indiferente ao prazer material da vida, mas que procura progredir espiritualmente, os dois Éteres superiores formam a maior parte do Corpo Vital. Eles representam o que Paulo chamou de “soma psuchicon”, ou Corpo-Alma, que permanece junto ao ser humano durante as suas experiências no Purgatório e no Primeiro Céu, onde a essência da vida vivida é extraída. Esse extrato é a Alma, cujas duas qualidades principais são a consciência e a virtude.

O sentimento da consciência é o fruto dos erros em vidas terrenas passadas, os quais, no futuro, guiarão o Espírito corretamente e ensiná-lo-ão como evitar tais erros semelhantes. A virtude é a essência de tudo o que houve de bom em vidas passadas, e atua como um incentivo que mantém o Espírito em seu esforço ardente no caminho da aspiração. No Terceiro Céu, essas duas qualidades amalgamam-se totalmente com o Espírito tornando-se parte integrante dele. Desse modo, no decorrer de suas vidas, o ser humano eleva-se e as qualidades anímicas de consciência e de virtude tornam-se mais fortemente atuantes como princípios orientadores de conduta.

Talvez consigamos ter uma ideia melhor da diferença entre a Alma e o Corpo-Alma se considerarmos a alegoria contida no antigo Templo Atlante de Mistérios, o Tabernáculo no Deserto. Esse símbolo, dado por Deus, era provido com todos os elementos de crescimento da Alma necessários ao desenvolvimento da humanidade. Entre eles havia no Tabernáculo, a Mesa dos Pães da Proposição. Sobre esta mesa havia doze pãezinhos dispostos em duas pilhas de seis pães cada uma, e sobre cada pilha havia um pequeno monte de incenso. Lembremos que o grão, dos quais se originaram esses pães, foi dado por Deus ao ser humano, mas era necessário que o ser humano o plantasse, arasse o solo, regasse e alimentasse as minúsculas plantinhas. Devia colhê-las, debulhar o grão e triturá-lo transformando-o em farinha. Em seguida, devia preparar a massa e assar o pão antes de poder trazê-lo para o templo e apresentá-lo como produto do seu trabalho, executado com o grão ofertado por Deus. Esse grão dado por Deus representa a oportunidade.

Doze tipos de oportunidades apresentam-se ao ser humano a cada ano através dos doze departamentos da vida representados pelas doze casas em seu horóscopo. Mas muitos podem descuidar dessas oportunidades, da mesma forma que os antigos israelitas lançavam seu grão a um canto, esquecendo-o. Sendo assim, o ser humano não terá pão para apresentar ao Senhor. Será comparado ao servo que pegou seu único talento e o enterrou. Por outro lado, se ele arasse o solo e alimentasse o grão da oportunidade por serviços na vinha do Senhor, teria, como resultado, um acréscimo que poderia colher e preparar para ofertá-lo no templo do Senhor no momento apropriado, demonstrando ter cultivado fielmente todas as oportunidades de serviço, fazendo o máximo de acordo com a sua capacidade.

Observamos, no entanto, que estes doze pães da Proposição não eram realmente oferecidos ao Senhor, mas que sobre cada pilha de seis havia um pequeno monte de incenso, que representava a essência do pão. Por analogia, esta é a essência do nosso serviço; compreenderemos a razão disto por meio de outra pequena ilustração encontrada nas experiências pelas quais passamos para adquirir as faculdades físicas.

Todos nos lembramos de como na época em que íamos à escola e aprendíamos a escrever, fazíamos os mais desajeitados movimentos e contorções com o braço e o corpo tentando desenhar as letras sobre o papel.

Manchávamos os nossos cadernos de textos, que ficavam com uma aparência horrível, e nossas tentativas para escrever não eram nada bonitas. Não obstante, aos poucos, fomos adquirindo a faculdade e, ao longo dos anos, esquecemos tudo que se refere à experiência dos dias iniciais, quando nos esforçávamos em cultivá-la. Aqui está o ponto: se não tivéssemos passado por essa experiência incômoda, não possuiríamos hoje a faculdade de escrever, e há outro ponto a considerar: após termos adquirido a faculdade, é desnecessário recordar os métodos enfadonhos na sua aquisição. Similarmente, a substância física grosseira, o grão do Pão da Proposição, não devia ser ofertado ao Senhor, mas apenas a essência ou aroma dela, a faculdade do serviço hábil, a benevolência cultivada por nós ao fazer o bem aos outros.

As duas pequenas pilhas de incenso eram, então, levadas ao altar do incenso, em frente ao segundo véu e aí eram acesas. Erguia-se dali uma nuvem de fumaça para o exterior ou parte leste do templo, mas apenas o aroma, puro e livre da fumaça, penetrava através do véu para dentro do santuário interno. Por analogia, podemos comparar os Pães da Proposição às experiências pelas quais passamos ao servir e auxiliar os outros; o incenso, que se encontra no topo da pilha de pães, pode ser comparado à essência da simpatia e dos préstimos que extraímos desses serviços, o crescimento da Alma neles contido. Vemo-lo ao nosso redor como uma aura dourada, a qual constitui o Corpo-Alma. Mas, embora esse veículo glorioso seja feito dos dois Éteres mais sutis, não poderia, por qualquer processo que seja, amalgamar-se com o Espírito em si, da mesma forma que o incenso não pode queimar sem desprender a fumaça e deixar um resíduo de cinzas. Por conseguinte, pela alquimia espiritual do exercício noturno da Retrospecção, ou no processo na purgação após a morte, este Corpo-Alma é queimado sem o véu (no primeiro céu), e o aroma ou a Alma penetra o véu até o mais recôndito santuário como alimento para o Espírito.

Desse modo, o Espírito leva consigo o aroma de todas as suas vidas passadas. Uma Alma mais jovem, que só teve poucas existências das quais pudesse tirar experiências e alcançar o crescimento anímico, é cruel e egoísta, pois não prestou serviço aos outros. Mas, alguém que já teve muitas vidas, que aprendeu, através da amargura e do sofrimento, a sentir e auxiliar os demais, responde instantaneamente ao grito de dor, pois nesse alguém, a Alma é a quintessência do serviço, portanto, está sempre pronto a ajudar seu semelhante a despeito do conforto e dos prazeres pessoais.

(Perg. 159 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Livrando-se de todo o pensamento indigno e de sentimentos sem bondade ou amor

Livrando-se de todo o pensamento indigno e de sentimentos sem bondade ou amor

Poucos compreendem ou tem alguma ideia do poder do pensamento. Mesmo os que costumam cuidar de suas palavras, amiúde se descuidam de seus pensamentos, crendo que, enquanto não os expressam, eles de nada valem. Mas o pensamento se difunde pelo mundo com maior força do que a palavra proferida.

A diferença é que essa se dirige à Mente consciente e o pensamento impressiona a Mente subconsciente. O pensamento vibra muito mais rapidamente que a palavra e abarca, em poucos momentos, o que levaria centenas de palavras para ser expressa. Desconhece ele os limites do tempo e espaço.

O rádio nos revelou as maravilhas da vibração, que é a lei de toda a manifestação material. Há poucos anos, acreditávamos ser impossível a comunicação sem alarmes transmissores, mas agora o rádio demonstra o contrário.

O pensamento é criador. Produz nos Éteres “pensamentos-formas” que chegam a ser arquétipos ou moldes para fatos ou objetos que mais tarde aparecem no plano físico. Nada existe materialmente, que não haja sido concebido pelo pensamento. Nada sucede por casualidade. Diz-se “é minha falta de sorte”quando, na realidade se deveria dizer “são meus maus pensamentos”.

O pensamento atua sempre repleto de sentimentos e emoções e a influência destes é imensa. A qualidade dos sentimentos influi grandemente na saúde, na felicidade e no êxito, bem como nas condições que nos rodeiam, pois “os semelhantes se atraem”. Emoções fortes como o ódio, inveja, amargura, ansiedade, ciúmes, etc., injetam no sangue algo que altera a ação, especialmente do fígado, e, consequentemente, a digestão e todo o corpo. É necessário dominar os pensamentos e emoções pela força de caráter.

A religião Cristã nos ensina esse dever e, por meio de Cristo Jesus, nos proporciona os meios de fazê-lo. É certo que algumas de nossas dificuldades provêm de nossas vidas anteriores e, talvez, nos sejam inevitáveis. Mas Deus, nosso Pai, é misericordioso e nos perdoa.

É bom esquadrinhar toda nossa vida passada para, se possível, descobrirmos qualquer sentimento inconfessável e dele nos libertarmos. Uma injustiça ainda não reparada, o ressentimento de uma experiência amarga ainda não esquecida, pode ficar como uma infecção na alma e causar enfermidades.

As emoções de puro amor e prazer natural de uma vida boa, exercem também enorme e benéfica influência. Temos de retirar do coração toda a perturbação e livrá-lo de todo o pensamento indigno e sentimentos sem bondade ou amor, até gozar a pureza de um coração receptivo da radiante vida divina. Perceberemos então um descanso indescritível.

(de Maria José A.S. de P. Coimbra, publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 06/79 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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Curando um homem de um tipo de cifose

Curando um homem de um tipo de cifose

Mais tarde, esses mesmos Auxiliares Invisíveis encontraram um homem na Europa que estava descendo uma rua.

Eles viram que esse homem tinha um problema nas costas que o fazia se inclinar para a frente. Os Auxiliares Invisíveis pararam na esquina e esperaram até que ele chegasse.

“Meu amigo”, disse o Auxiliar Invisível, “parece que você está mal. Você não consegue ajuda nesse imenso país?”

“Eu ainda não consegui. Eu gastei milhares de dólares, mas minhas costas só parecem piorar, então, acho que é a vontade de Deus”, disse o deficiente.

“Não, meu amigo”, respondeu o Auxiliar Invisível, “não é a vontade de Deus”.

Seu problema é devido ao que você fez na vida passada; é que você, com muita maldade, amarrou um homem, e o manteve amarrado até que suas costas se tornassem rígidas. Você deu ordens para que ele não fosse libertado até que você autorizasse. Porém, você foi embora e ele permaneceu assim por dez anos.

Quando você retornou, sua filhinha entrou no subsolo e o viu. Sua vítima parecia um homem velho devido a sua tortura. Quando ela lhe falou sobre ele, você foi vê-lo, se arrependeu e o libertou, mas o mal já havia sido realizado.

Você tentou fazer algo por ele, mas não foi o suficiente para aliviá-lo. Você está nesta condição devido ao que causou àquele homem.

O Auxiliar Invisível esfregou as costas do homem e disse-lhe para endireitar-se lentamente, e ele o fez. Ele ficou tão ereto quanto os Auxiliares Invisíveis, e ele estava cheio de alegria ao falar, e as lágrimas corriam pelo seu rosto. O Auxiliar Invisível disse a ele para ser bom a todos e respeitar as crenças religiosas, pois todas elas conduzem a Deus.

Esse homem era católico, e o Auxiliar Invisível lhe disse que os protestantes são tão bons quanto ele e que não deveria haver desavenças entre eles, mesmo que alguém dissesse o contrário. O homem prometeu que seria gentil com todos e agradeceu aos estranhos pela ajuda recebida.

O homem que estava incapacitado foi curado por meio da força de cura espiritual que vem de Deus. Os Auxiliares Invisíveis são meros servos de Deus que haviam sido enviados a ele por um Irmão Leigo ou uma Irmã Leiga.

(IH – de Amber M. Tuttle)

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