porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Primeiros Passos para a Aspiração Espiritual

A definição de “aspiração” implica numa persistência em realizar algo que se deseja ansiosamente. Assim, pode-se dizer que o Aspirante à vida superior é uma pessoa que anseia e deseja profundamente realizar os seus ideais espirituais. O verdadeiro Aspirante à vida superior não pode, por definição, ter uma vontade ou desejo morno ou fraco de se aperfeiçoar. Para que aspire, no verdadeiro sentido da palavra, é preciso que se dedique aos seus ideais espirituais com todo o entusiasmo, apesar dos muitos obstáculos e dificuldades que irá encontrar no caminho.

Pode se dizer que a Humanidade, de modo geral, evolui por meio de método lento e automático, isto é, de tentativa e erro. Contudo, o Aspirante à vida superior, pelo contrário, funciona conscientemente e tenta atingir os seus fins por meios bem definidos e apropriados à sua constituição individual. As suas palavras-chaves tônicas são persistência e esforço constante. Se não se empenhar continuamente, diariamente e incansavelmente em cumprir os seus deveres e os seus exercícios esotéricos, não poderá nunca atingir o objetivo espiritual.

O primeiro dever é desenvolver o seu Corpo-Alma; se isso não for prioridade na vida do Estudante Rosacruz, quando quer ser um Aspirante à vida superior, todas as tentativas de funcionar conscientemente nos Mundos invisíveis resultarão em desastre e frustração interna. Não existe nenhum guia ou causa exterior que lhe possa assegurar uma entrada segura, consciente e permanente nos planos espirituais. Somente o próprio Aspirante poderá fazê-lo.

É necessária a purificação de todos os veículos, iniciando pelo Corpo Denso. Isso implica na escolha dos alimentos de digestão fácil, pois quanto mais rápida for à extração de energia do alimento, mais tempo terá o organismo de recuperar antes da próxima alimentação a ser ingerida. É evidente que a ingestão de carne de mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios e outros seres da onda de vida animal é nociva para a purificação dos veículos, pois aqueles que matam ou obrigam outros a matarem não podem avançar muito na senda da santidade. O Corpo é o Templo de Deus; corrompê-lo, destruí-lo ou mutilá-lo, tanto por atos como por omissões, não é digno de nenhum Aspirante à vida superior. O melhor que o Aspirante tem a fazer é encontrar alimentos que o organismo necessita para que seja um instrumento do Espírito, sendo saudável, forte e eficaz. O regime lacto-ovo-vegetariano é o mais indicado. Assim, cumprindo a primeira parte do lema Rosacruz: “Corpo São”.

A purificação do Corpo Vital é feita pela repetição dos bons hábitos, eliminação dos vícios e pelo desenvolvimento dos dois Éteres superiores – Éter Luminoso e Refletor – que ocorre quando nos esforçamos por ter uma vida pura, limpa e altruísta. A vitória do Corpo Vital sobre o Corpo de Desejos se dará pelo hábito de um equilíbrio inabalável das emoções, os sentimentos e desejos diante de toda e qualquer provocação ou situação adversa. Tendo um temperamento equilibrado, um comportamento sempre calmo e paciente ajudará a nos capacitar para cumprir todos os deveres mundanos e executar os exercícios esotéricos que temos que fazer, independentemente do caos externo que nos rodeia. Eventualmente quando as emoções, os sentimentos e desejos se tornam, gradualmente, mais equilibrados e a serenidade do Estudante se torna mais pronunciada, ele passa a viver a vida aqui em plenitude, esforçando-se por cumprir tudo aquilo a que ele mesmo optou no Terceiro Céu, quando escolheu o panorama dessa vida. A repetição e a oração incessante são indispensáveis à purificação do Corpo Vital, constituindo-se também de suma importância a oficiação dos Rituais e a execução dos exercícios esotéricos.

A purificação do Corpo de Desejos é feita pela transmutação das tendências das nossas emoções, dos nossos desejos e sentimentos passionais, indignos e maus – enfim, inferiores – em emoções, desejos e sentimentos superiores. Isso se faz preenchendo o nosso Corpo de Desejos de material das três Regiões superiores do Mundo do Desejo: Vida Anímica, Poder Anímico e Luz Anímica. Para isso, o Aspirante sublima as suas emoções, os seus desejos e sentimentos inferiores substituindo-os por emoções, desejos e sentimentos superiores, por exemplo, de: altruísmo, bondade, gratidão, gentileza, filantropia, fraternidade, amor incondicional, fé racional e afins. O “não cair em tentação” aqui é a chave. O Aspirante precisa utilizar sua força sexual criadora de forma que seja para fins de serviço amoroso e desinteressado, criando, aplicando e, por meio da Epigênese, colocando coisas novas, para ele, nunca colocadas em ação.

Os seis Exercícios Esotéricos Rosacruzes fornecidos no livro “Conceito Rosacruz dos Cosmos” – Retrospecção, Concentração, Observação, Meditação, Contemplação e Adoração ao Ser Supremo – são meios para atingir o ideal espiritual. Sem a aplicação nas suas execuções, obedecendo os critérios, as sequências e o modo detalhado naquele livro não se chegará a lugar algum como Aspirante à vida superior pelo método Rosacruz. A Retrospecção noturna e a Concentração matutina são os mais importantes exercícios esotéricos quando se começa a caminhada como Aspirante. A Retrospecção noturna prepara o Aspirante para se conhecer e para compreender as suas próprias complexidades de pensamento e de caráter mais sutis, no encadeamento do que ele entende como causa e efeito, arrependimento e reforma íntima; pois o autoconhecimento é indispensável para o avanço espiritual. A Concentração matutina é, também, imprescindível, porque tem a tarefa difícil de desenvolver uma disciplina mental intensa para o progresso espiritual, focando exclusivamente em um único assunto, e não se deixando levar por outros.

A paciência e a persistência em “fazer bem sem olhar a quem” – o serviço amoroso e desinteressado e, portanto, anônimo – são qualidades que o Aspirante deve aliar a todas as suas atividades, não só para promover o crescimento da alma como para evitar que se distraia com os “prazeres do mundo” que sempre estarão lhe atraindo – e cada vez com mais sutilidade, na medida que ele avança. Todas essas digressões terão de ser eliminadas uma a uma, primeiras as mais flagrantes, depois as mais sutis até que um dia, finalmente, após muito tempo de dedicação total, o Aspirante atingirá o caminho mais “reto e estreito” da via espiritual, via o conhecimento direto.

É preciso, também, aprender o discernimento em todas as coisas. Para o Aspirante à vida superior que está utilizando o método Rosacruz, os métodos orientais constituem um perigo, tanto para o seu desempenho, como para os seus Corpos, especialmente no que concerne a métodos que prometem um “despertar espiritual” ou “poderes psíquicos” de maneira rápida e fácil. Nunca é demais repetir que o avanço espiritual seguro se consegue unicamente com os esforços contínuos e, muitas vezes, penosos que segue um programa de autopurificação e de serviço a Deus e aos demais; processo este que o leva de degrau a degrau, sem pular etapas, sozinho e focado.

O Aspirante à vida superior também deve fazer o sacrifício de si próprio e não das coisas. Ele tem que aprender a colocar o amor, seus conhecimentos, suas energias, seu tempo, suas considerações e tudo o que é igualmente intangível, à disposição dos irmãos e irmãs que estão no seu entorno, estando sempre pronto para ajudar, para servir, ainda que seja por meio de um sorriso, de um cumprimento, de uma palavra amiga ou de uma ação efetiva. Automaticamente os velhos interesses vão sendo sacrificados também nesse processo de autocorreção. A consagração a uma vida regenerada e a intensidade desse ideal mitiga, eventualmente, a importância que ele dava aos assuntos mundanos que parecem tão significativos. Acontece, às vezes, que o Aspirante à vida superior tem até que sacrificar temporariamente certas relações pessoais, pois sucede que os chamados amigos e amigas ou até os familiares nem sempre acompanham ou aceitam as suas novas tendências ou atitudes. Cria-se, portanto, certa fricção e choque, que levam as relações a mudarem ou a se desintegrarem, às vezes, lenta, outas vezes rápida, e muitas inteiramente. Ele deve entender e praticar o seguinte conceito: “todas as relações devem ser completadas pelo amor dele para com o próximo”, aqui independentemente do que o próximo acha ou deixa de achar; mas durante algum tempo – uma ou mais vidas – o Aspirante poderá ter que aprender a enfrentar a situação com compaixão, paciência, compreensão e tato. Tudo isso faz parte das provas que ele terá que passar para polir e se purificar.

Essas provas e dificuldades são fornecidas ao Aspirante à vida superior com o único objetivo de que ele possa liquidar as suas dívidas de destino – geradas nos seus muitos renascimentos – mais rapidamente e, assim, libertar-se do que o liga ainda a um comportamento passado inaceitável, por ele próprio criado. Para isso, é mister que ele entenda que todos os seus problemas nada mais são do que oportunidades para aprender a lição da qual tanto se esquivou e, ao aplicar isso na sua vida, ao em vez de protestar e lamentar, avançará muito. Antes que lhe seja concedidos maiores poderes espirituais ou uma esfera de trabalho maior, é necessário que ele tenha dado provas da prática, por meio de atos, ações e obras do seu altruísmo em todas as esferas. É obvio que existe o perigo de se utilizar esses poderes espirituais de forma egoísta e sem discernimento; por isso, é preciso que ele mostre que é digno de recebê-los. E quanto mais ele se ocupa e se preocupa em saber em que estágio está, menos ele avança, mais ele se impacienta e mais aumenta a tendência em desistir. Por isso que o foco deve ser sempre em servir, amorosa e desinteressadamente, cumprindo com aquilo que se propôs nessa vida. Com toda certeza, quando estiver alcançando o estágio que é necessário, um Irmão Maior será atraído pela sua luz nos Mundos internos e virá até ele. Então começarão as outras etapas da sua evolução espiritual, para frente e para cima. Até lá, trabalhe, trabalhe e trabalhe como um colaborador, ainda que inconscientemente, “na obra benfeitora dos Irmãos Maiores para o serviço da Humanidade.”.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Durante o embalsamamento, o sangue é retirado do corpo ainda quente e um fluído é inoculado dentro das artérias. Qual o efeito dessa operação?

Pergunta: Durante o embalsamamento, o sangue é retirado do corpo ainda quente e um fluído é inoculado dentro das artérias. Qual o efeito dessa operação?

Resposta: O Espírito sente dor em consequência do embalsamamento; consequentemente, é perturbado no processo mais importante pelo qual passa, a gravação sobre o panorama da vida que aqui que acabou de terminar. Deveríamos entender que no momento da morte a colheita está começando; semeamos a vida inteira e colhemos os frutos ao chegar à morte. O primeiro e mais importante resultado provém do estudo do panorama da vida, à medida que se desenrola em ordem inversa, mostrando primeiro os efeitos da vida que acabou e, em seguida, as causas que os provocaram. Se, nesse período, o Corpo Denso, o físico, for perturbado pelas lamentações dos parentes ou pelo movimento ocasionado pelo próprio enterro, o Espírito será molestado na mesma proporção. É evidente que uma autópsia ou embalsamamento terá efeitos bem mais prejudiciais. Portanto, a realização de qualquer um desses processos seria realmente um erro.

(Pergunta nº 8 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol. 2” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

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Pergunta: A experiência adquirida em cada renascimento é registrada separadamente e acrescentada as anteriores ou mais ou menos inconscientemente absorvida no próximo renascimento?

Pergunta: A experiência adquirida em cada renascimento é registrada separadamente e acrescentada as anteriores, de maneira que no fim o Espírito fique inteiramente consciente da soma de suas experiências, ou a experiência de uma vida é mais ou menos inconscientemente absorvida pelo próximo renascimento, de forma que apenas um efeito geral é obtido?

Resposta: Quando éramos crianças, aprendemos a escrever e efetuamos muitos movimentos desajeitados antes de conseguirmos controlar essa faculdade. Nos anos que se seguiram, esquecemos tudo sobre as experiências pelas quais passamos durante a aprendizagem, mas a nossa faculdade permanece e está pronta para ser usada a qualquer momento.

De uma maneira similar, as experiências obtidas nas diferentes vidas são geralmente esquecidas pelo ser humano, mas as faculdades que cultivou permanecem e estão prontas para serem usadas por ele a qualquer momento. Assim, vemos um ser humano que nunca teve uma aula de pintura, no entanto, revela-se um artista nato, capaz de criar os mais lindos quadros. Trouxe de suas vidas passadas uma faculdade que é agora capaz de usar. Ao ouvirmos um Mozart compondo na idade de três anos, percebemos a acumulação do senso de harmonia no passado. Podemos dizer que, embora não o lembremos, sempre retemos as faculdades cultivadas em nossas vidas passadas e podemos pô-las a nosso serviço. É isso que faz a diferença entre um ser humano e outro; entre o ignorante e o sábio.

Contudo, há também um registro em seus mínimos detalhes das nossas vidas passadas. O Clarividente treinado, que é capaz de ler na Memória da Natureza, pode observar as diversas vidas de uma pessoa, do fim ao princípio, como, por exemplo, uma fita projetada na ordem inversa. Contemplará primeiramente a vida atual do ser humano, seu nascimento, sua prévia estadia nos Mundos invisíveis e, em seguida, a morte ocorrida na vida anterior, que se desenrolará também na ordem inversa passando pela velhice, idade madura, juventude, adolescência e infância, até o nascimento, e assim sucessivamente através de várias vidas.

(Pergunta nº 70 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol. 1” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

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O Regime Ovo-lacto-vegetariano

O Regime Ovo-lacto-vegetariano

“O vegetarianismo deve ser louvado por todos aqueles que perseguem o ideal da formação e da educação das raças não-belicosas, inteligentes, amantes das artes e, ao mesmo tempo, prolíficas, vigorosas e ativas” — Armand Galtier.

As palavras “regime” e “dieta” vêm do grego e significam disciplina, governo, moderação. Ambas são sinônimas e têm o sentido de governar o apetite, disciplinar os métodos alimentares. Regime alimentar, portanto, é o método usado para programar um sistema capaz de levar ao organismo todas as substâncias necessárias à manutenção, à regeneração e ao desenvolvimento das células orgânicas, visando ao funcionamento perfeito de todos os aparelhos e sistemas cuja euritmia (ritmo harmonioso) funcional consequentemente conduza à saúde. Essas substâncias podem provir do reino vegetal ou do animal. Se, entre os produtos de origem animal, conta-se a carne, diz-se que o regime é cárneo, denominando-se vegetariano ao regime em que, não se consumindo carne, predominam os produtos vegetais.

Chama-se “vegetalismo” o sistema em que se usam somente vegetais e “vegetarismo” o que utiliza também leite, seus derivados e ovo. A este se denomina, também, “ovo-lacto-vegetariano”. Quando a alimentação é constituída exclusivamente de frutas, diz-se que o regime é frugívoro, podendo-se admitir a denominação de “frugivorismo” como um neologismo.

Em nossa explanação usaremos as palavras “vegetariano” e “vegetarismo”, significando regimes isentos de carne de mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios e qualquer outro ser da onda de vida animal, nossos irmãos menores.

No Ocidente predomina o regime cárneo, entendendo-se por isso aquele que, além do uso de verduras, frutas, leite e ovo, inclui a carne no cardápio.

No Oriente predomina o regime vegetariano. Admitamos, em tese, que se pode viver exclusivamente de frutas, se houver uma variedade muito grande desses produtos da Natureza, os quais possam fornecer proteínas suficientes à manutenção e reconstituição das células. Nas condições atuais do mundo, porém, difícil seria preconizar um regime exclusivo de frutas, podendo-se chegar a prejudicar os usuários, se a isso se propusesse o dietólogo.

A observação dos estudiosos deste assunto nos leva a considerar como recomendável o regime vegetariano, porque é capaz de propiciar à comunidade um estado de saúde compatível com o trabalho, especialmente nas condições que a vida artificial destes tempos agitados impõe ao ser humano uma luta de grandes proporções para sobreviver.

De fato, grandes aglomerações humanas desenvolvem atividades dignas de apreciação, embora a carne não faça parte do seu regime alimentar, como na maior parte dos países do Oriente.

A meta suprema da vida humana é vive-la em sua plenitude, com um conceito de felicidade que seja entendido como “estou vivendo intensamente o que eu mesmo escolhi no Terceiro Céu – quando da escolha do panorama dessa vida que agora vivo”. E, logicamente a ela está ligada de modo inseparável a ideia de saúde. Mesmo a pessoa que não quer viver exatamente o que escolheu lá inclui a coexistência de saúde para a concretização dos anseios da excitação dos instintos na satisfação das concupiscências carnais.

Sendo a saúde a expressão máxima de um funcionamento ideal de todos os órgãos e sistemas do nosso Corpo Denso, não se pode desligar da ação dos alimentos sobre esses órgãos e sistemas. Toda substância alimentar que possa perturbar a harmonia funcional acarretará fatalmente um desvio do curso normal da fisiologia, ocasionando perturbação da saúde e, consequentemente, da felicidade.

O regime vegetariano oferece todas as condições para propiciar saúde compatível com a felicidade.

De acordo com o conceito de regime expresso no começo deste artigo, vejamos quais são as substâncias necessárias à manutenção, regeneração e desenvolvimento das células orgânicas. Ainda que pretendamos escrever uma série de artigos sobre este assunto, nós nos esforçaremos por dar em cada um deles a ideia de conjunto, com o fim de propiciar conhecimentos práticos em vista a capacitar o leitor a tirar proveito imediato da leitura.

Para qualquer regime os princípios nutritivos indispensáveis são as proteínas, ou albuminas; os carboidratos, ou farináceos; os açúcares, gorduras, sais e vitaminas. Poderá o regime vegetarista prover ao organismo essas substâncias?

As proteínas são as substâncias que promovem a recomposição e a estruturação das células. A pele, os músculos, os ossos, os vasos, os órgãos, os sistemas em geral são constituídos de formações microscópicas de forma e constituição variadas, adaptadas às funções que exercem no organismo, chamadas células. A estrutura dessas células depende das proteínas. Da fórmula química das proteínas fazem parte substâncias menos complexas que, combinando-se, integram a molécula proteica. Dentre elas se destacam os ácidos aminados. Para que uma proteína seja considerada ótima ela deve conter os ácidos aminados ditos essenciais, dos quais falaremos em um dos próximos artigos.

O regime ovo-lacto-vegetariano pode oferecer proteínas dessa qualidade, tais como as que se encontram no leite e no ovo. Dentre as de origem puramente vegetal podemos citar as da soja e algumas amêndoas.

Teor de proteína dos alimentos mais comuns:

Soja                             33%

Queijo                         30%-35%

Leite (1 litro)              35 g

Amendoim                  27%

Feijão                          22%-25%

Castanha                     16%

Nozes                          14%-16%

Ovo                             12%

Farinha de milho         11%

Cereais                        10-12%

Pão                              8-10%

Carboidratos. Os carboidratos, amiláceos ou amidos, farináceos e açúcares, encontram-se em abundância no reino vegetal. Daí se conclui que o vegetarismo proporciona esses princípios nutritivos de modo a fornecê-los ao organismo em quantidade suficiente. São as substâncias chamadas energéticas; isto é, que produzem energias. O Prof. Júlio Lefèvre, da Sociedade de Biologia de Paris, referindo-se ao vegetarismo, assim se expressa: “… é, em verdade, o regime de força e saúde que permite ao ser humano utilizar, no decurso de sua existência, todas as manifestações de uma possante atividade”.

Gorduras, sais e vitaminas são os nutrimentos mais encontrados neste tipo de regime alimentar, o que faz dele o ideal no sentido da regeneração das células, criando no ser humano grande soma de vitalidade, resistência e espírito de iniciativa, junto de um caráter manso, quieto e firme, apanágios da sonhada felicidade.

Incorporar ao regime os farináceos, açúcares, gorduras, frutas, hortaliças, castanhas, amendoim, cereais, leite, seus derivados e ovo, em proporções equilibradas, é usar um regime suficiente, atóxico e de fácil adequação, rico em todos os nutrimentos essenciais a uma boa saúde e uma vida fecunda, tranquila e feliz.

* * *

“Cereais, frutas, nozes e verduras constituem o regime dietético escolhido por nosso Criador. Esses alimentos, preparados da maneira mais simples e natural possível, são os mais saudáveis e nutritivos”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1965 – Fraternidade Rosacruz – São Paulo – SP

porFraternidade Rosacruz de Campinas

História Aquariana para Crianças e Adolescentes: O Presente Celestial

História Aquariana para Crianças e Adolescentes: O Presente Celestial

Era uma vez, há muito tempo, um rei muito bom e uma rainha muito amorosa. Governavam várias províncias, que visitavam uma vez por ano. Antes da visita, enviavam um mensageiro para avisar sobre a visita. Quem oferecesse à rainha o melhor presente era premiado pela soberana.

Preparava-se o povo de certa localidade para receber o nobre casal. Cada pessoa procurava superar a outra, na preparação do presente a ser oferecido. O povo todo encontrava-se nesse estado de excitação, quando afinal o dia chegou.

Nesta província vivia Celeste com sua vovozinha. A mãe de Celeste tinha ido para o mundo invisível quando ela nasceu. A vovó chamou então aquela menininha para os seus cuidados, como uma estrelinha do céu a brilhar em sua velhice. Elas eram bem pobres e a vovó sacudiu a cabeça, já um tanto branca, preocupada com o que iriam oferecer à rainha. Celeste, com seus nove anos de idade, lutava contra o desejo de ver pessoas tão ilustres, que nunca havia visto. Por isso, queria também oferecer-lhes um presente bem valioso.

Um dia, antes do importante acontecimento, veio correndo a menina até sua avó e disse:

— Vovó, já arranjei! Meu pombo; darei à rainha meu lindo pombo branco!

— Não, minha querida, o pombo não ficaria com a rainha. Voaria de volta para você. Precisamos pensar em outra coisa.

Celeste ficou desapontada. Triste, sentou-se num banquinho perto da janela, encostou a cabeça no batente, pensando e adormeceu. Seus cabelos encaracolados brilhavam à luz do sol como se fossem de ouro. A vovó dormiu também, embalada pela cadeira de balanço onde se encontrava sentada.

Metade da tarde já havia passado, hora em que a vovó sempre tinha seu repouso diário, quando foi despertada pela neta, que puxava seu avental e lhe dava palmadinhas no rosto.

— Vovozinha, tive um sonho muito bonito. Vi um lindo anjo, todo branco e brilhante, com o rosto igual ao do retrato da Mamãe. Ele veio devagar, pousou à minha frente e disse: “Dê o seu amor à rainha, minha filha”. Fechei os olhos e quando os abri de novo aquela figura havia desaparecido. Então acordei. Não foi um sonho lindo, vovozinha?

A vovó, radiante de alegria, afagou a menina com um abraço amoroso, antes de responder:

— Sim, minha criança, ofereça o seu amor à rainha, pois a dádiva sem o doador é vazia; mas, economize um pouquinho dele para sua velha vovozinha, ouviu?

— Eu lhe amo, vovozinha, mais do que tudo. Mas devo escrever à rainha e contar-lhe que a amo muito, porque isso é tudo o que tenho para dar. Ela é linda, não é, vovó?

Celeste logo foi pegar a caixa onde guardava algumas folhas de papel, que eram poucas e por isso guardava como se fossem um tesouro. Com uma pena de pato ela escreveu, em forma de rima, o amor que sentia pela formosa rainha. Depois de escrever várias folhas, prendeu-as com uma fita azul que lhe dera a vovó junto do seu primeiro vestidinho de bebê. Em seguida, disse à avó que no dia seguinte iriam ver a rainha, enquanto lhe mostrava as folhas que escrevera.

Quando o sol nasceu, no dia seguinte, encontrou-as prontas para partir. Celeste vestia um vestido escarlate, com aplicações pretas, e usava sapatos pesados feitos de madeira. As faces estavam rosadas e seus olhinhos, brilhantes de felicidade. Seus cabelos cacheados estavam muito bem penteados. A vovó jogou um chale sobre os ombros, já curvos, pegou a bengala e partiram.

Próximo à província havia uma aldeia onde o povo tinha construído um grande celeiro. Ele servia também como um recinto da comunidade, onde os fazendeiros às vezes se reuniam para festas. Os habitantes da localidade haviam escolhido este lugar para receber o rei e a rainha; o dia começou com a vinda da população de todas as partes da província, trazendo presentes.

O sol estava alto, lá nos céus, quando foi ouvida uma clarinada de trombetas e dois cavaleiros já estavam à vista, seguidos por um coche dourado puxado pôr seis cavalos brancos. Os cavalos estavam com as cabeças decoradas com plumas pretas e frisos dourados.

O rei e a rainha desceram do coche, seguidos por dois pequenos pajens, jovens empregados, que seguravam a cauda do manto real. O par real sentou-se em um estrado em forma de trono, onde as pessoas depunham os presentes ofertados, expostos de modo a serem inspecionados.

— Certamente — pensou o homem mais rico da província — eu ganharei a recompensa, pois quem pode dar um presente tão bom quanto o meu? — E ele caminhava todo empolado de orgulho para colocar um lindo tapete oriental aos pés da rainha. O valor do tapete era imenso e suas cores, soberbas. A rainha considerou o presente com um sorriso e uma bênção.

— “Com certeza” — pensou a esposa de um feliz fazendeiro — “eu ganharei a recompensa. Quem pode fazer pães tão finos iguais a estes?” — E eram mesmo tão bem feitos que pareciam de ouro, redondos, em formas perfeitas. A rainha recebeu-a com um sorriso e a abençoou.

— “Certamente eu obterei a recompensa” — pensou um fazendeiro muito rico — “pois não há milho mais abastado do que este aqui” — E levava uma braçada de espigas amarelinhas que colocou junto aos pães. A rainha recebeu a dádiva e abençoou.

E assim, cada um por sua vez dava a melhor mercadoria que possuía. Uns traziam a melhor agulha de trabalho; um homem trouxe uma grande quantidade de grãos dourados, maiores que a cabeça de um homem; outro trouxe um leitão bem gordo; um fazendeiro deu o seu galo premiado; uma mulher presenteou com uma flor rara da qual cuidara; um artista trouxe a melhor pintura… Todas as artes e desenhos eram largamente expostos. Cada doador estava certo de que o seu prêmio seria o maior. A cada um a rainha dirigia um sorriso e uma bênção.

Celeste, cheia de respeito e medo, tremia quando as pessoas se adiantavam com as suas oferendas. Tinha nas mãos o seu pombo de estimação e o caderno de versos. Olhava com excitação a fila de presentes e as vestes dos que os davam. Todos estavam trajados da melhor maneira, com seus adornos de festa, assim como ela estava. Entretanto, sabia que era a mais pobremente vestida de todos. E o seu presente? “Que insignificância, comparado aos demais” — pensou ela.

À vista de tantos presentes caros, Celeste permanecia à entrada, indecisa, tímida, ante seu presente tão pequeno. Mas como desejava dizer à rainha o quanto a adorava! Fechou os olhos e tentou ganhar coragem. Naquele momento viu o anjo e lembrou-se do sonho que tivera. O pombinho fez um movimento em suas mãos. Celeste olhou bem dentro dos olhinhos rosados dele e cochichou-lhe nos ouvidos. Colocou o caderninho no bico do pombo e abriu as mãos.

O pombo voou diretamente na direção da rainha e pousou tão suavemente em suas mãos que ela não se assustou. A rainha pegou o caderninho e leu os versos. Depois, olhou o pombinho, que regressava em direção à sua dona, e disse:

— Quer vir aqui, menina? — Sua voz era tão delicada e seu sorriso, tão convidativo, que Celeste perdeu todo o medo e caminhou, pondo-se de pê, à sua frente. A rainha tocou seus cabelos cacheados e disse ao ministro:

— Que seja anunciado pelo arauto do rei que o maior presente, que é o Amor, acaba de ser dado, e que a rainha vai recompensar o doador. Que se aproxime o povo para testemunhar o prêmio.

Quando o povo se juntou, a rainha levantou-se e, colocando sua mão sobre a cabeça de Celeste, declarou em voz bem clara:

— Levarei esta criança para o palácio do rei, onde ela se tornará uma princesa.

Celeste ouviu estas palavras como se fosse um sonho. Lembrando-se, porém, da sua vovozinha, apressou-se em explicar à rainha:

— Não posso ir, querida rainha, porque minha vovó ficaria sozinha e ela precisa de mim.

— Minha criança, você tem um belo coração. Não receie coisa alguma. Sua vovó também irá — respondeu a rainha.

Após a festa, Celeste e sua vovó se acomodaram na carruagem dourada puxada pelos cavalos brancos. A rainha estava entre as duas. Quando chegaram ao palácio real, Celeste foi levada para um quarto magnífico e ali vestiram-na com cetim; sapatos dourados foram colocados em seus pezinhos. Tornou-se uma moça virtuosa e culta, foi um Anjo inspirador para muitas decisões sábias dos Soberanos, em favor do povo.

(Publicada na Revista Serviço Rosacruz de setembro de 1965 – Fraternidade Rosacruz – São Paulo – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

História Aquariana para Crianças e Adolescentes: O Desejo

História Aquariana para Crianças e Adolescentes: O Desejo

Era uma vez uma princesa que não queria ser princesa. Vocês acham isso impossível? Vocês não acham que todas as moças ficariam felizes com à oportunidade de serem princesas?

Bem, não essa princesa. Todas as noites quando ia para a cama pensava, “Espero que amanhã quando acordar, eu seja uma cozinheira. Ou, “Espero que amanhã quando acordar, eu seja uma costureira. Ou, “Espero que amanhã quando acordar, eu seja uma florista”. Mas todas as manhãs quando acordava, ainda era princesa.

E por que a princesa não queria ser princesa? Por que em vez disso, ela queria ser uma cozinheira, uma costureira ou uma florista? Porque era duro ser princesa. Pelo menos, ela achava que era duro ser uma princesa. Ela achava que era duro ser sua qualidade de princesa.

Bem, é verdade que algumas princesas são mimadas e conseguem tudo que desejam em bandeja de prata, e despedem seus servidores se não forem servidas suficientemente bem ou suficientemente depressa ou com suficientes saudações e salamaleques, para satisfazê-las. Algumas princesas são soberbas e andam com o nariz para o ar, recusando-se a dar atenção às pessoas que elas acham que estão muito abaixo delas. Algumas princesas são muito preguiçosas, nunca pegando nada se alguém puder pegar para elas, e se enchendo de sorvetes e doces. Essas princesas não são muito queridas, porque são egoístas, só pensam nelas e nada fazem.

Mas, esta princesa não era mimada, não era soberba e não era preguiçosa. Não que ela não quisesse as vezes ser assim. Simplesmente não lhe permitiam e principalmente seu pai, o Rei.

O Rei amava muito sua filha. Na verdade, a amava tanto que não queria que ela crescesse mimada, soberba ou preguiçosa. Ele queria que ela crescesse carinhosa, gentil, dócil, compreensiva, e sabia que ela deveria se esforçar muito para ser assim. Então, ele insistia para que ela se esforçasse muito para ser todas essas coisas.

E é por isso que a princesa, que se chamava Andrea, não queria ser princesa. Ela achava que era muito difícil ser todas as coisas que seu pai queria que ela fosse.

Outras princesas, pensava Andrea, podiam dormir quanto quisessem e tomar café na cama. Outras princesas, pensava, podiam dizer, “Deixem-me em paz”, se não queriam falar com as pessoas. E outras princesas, pensava, com certeza não precisavam sorrir se não tivessem vontade.

Contudo, o Rei insistia que Andrea levantasse alegre e cedo todas as manhãs, e que arrumasse sua cama e fosse tomar o café da manhã na sala de jantar, com o resto da família. Ele insistia que ela fizesse tudo que pudesse para si própria. Ela tinha até que engraxar seus sapatos, dar banho no seu cachorro, ajudar a tirar o pó dos móveis do palácio, preparar seu lanche para a escola. Quando tinha que pedir alguma coisa para algum criado, tinha que ter muito cuidado e dizer “por favor” e “muito obrigada”, porque se não dissesse seu pai ia ficar muito descontente. E não era uma boa ideia, ela sabia, desagradar ao Rei.

O Rei insistia que Andrea ouvisse todas as pessoas que quisessem falar com ela porque, ele dizia:

— Uma princesa é responsável por seus súditos.

Ela nunca se atrevia a dizer, “Deixe-me em paz”, porque se o fizesse seu pai ia ficar muito zangado. E não era uma boa ideia, ela sabia, deixar o Rei ficar zangado.

O Rei insistia que Andrea fosse cortês com todos que encontrasse e sorrisse para as pessoas sempre que pudesse. É claro que não devia fechar a cara para eles. Algumas vezes sua boca doía de tanto sorrir, mas, de qualquer modo, ela continuava sorrindo. Se ela não o fizesse, seu pai ia ficar muito decepcionado. E não era uma boa ideia, ela sabia, deixar o Rei ficar decepcionado.

Um dia, Andrea teve uma ideia.

— Se eu me esconder no bosque o dia inteiro, eu não verei ninguém e ninguém me verá, pensou. Assim, eu não terei que falar com ninguém ou sorrir e não terei problemas por não dizer “por favor” e “muito obrigada”, e eu posso me deitar à sombra de uma árvore e não pensar em nada, a não ser em mim.

Assim, Andrea pegou um tapete macio para deitar-se, pôs num saquinho uma maçã, uma banana, dois sanduiches, um de manteiga de amendoim e outro de geleia, e desceu as escadas de serviço do palácio na ponta dos pés. Quase esbarrou no mordomo que estava levando para cima uma jarra de suco de maçã, mas ela conseguiu se esconder num armário de vassoura até que ele passasse. Quase caiu em cima da faxineira que estava esfregando o último degrau, mas conseguiu se esconder num canto escuro até que a faxineira acabasse.

Andrea atravessou correndo o jardim do palácio e subiu numa trepadeira que crescia pelo muro alto. Pulou de cima do muro e correu pela estrada que levava ao bosque.

Ninguém a viu sair do palácio, e ninguém sabia que ela tinha ido se esconder no bosque.

Andrea entrou bem para dentro do bosque, antes de parar.

— É embaixo desta árvore que eu vou me deitar, disse por fim, olhando para um grande castanheiro, bem mais alto que as outras árvores vizinhas. Estendeu o tapete e espreguiçou-se.

— Ahhh! suspirou. Assim é que é bom.

Em poucos minutos estava profundamente adormecida.

— Então, esta é a princesa que não quer ser princesa, disse uma voz esganiçada e aguda, perto de seu ouvido.

— Vamos fazer-lhe um favor e conceder-lhe o desejo? – Perguntou outra voz esganiçada e aguda.

— Claro, disse a primeira. Vai ser divertido!

Piscando os olhos, Andrea viu dois homens pequeninos com roupas lilás, sapatos vermelhos e chapéus verdes sorrindo para ela. Primeiro ela pensou: “Como são pequenos!” Depois pensou: “Quantos dentes eles têm!”. Depois pensou: “Quem são?”

— Quem são vocês? perguntou.

— Nós somos Realizadores de Desejos, disse o primeiro homenzinho. Temos o poder de conceder qualquer desejo que você deseje, mas você precisa estar certa de que você totalmente, positivamente o deseje. Quando concedemos um desejo, nunca mais o retiramos.

— Você totalmente, positivamente, deseja não ser uma princesa? perguntou o segundo homenzinho.

— Oh! sim, respondeu Andrea. Eu totalmente, positivamente, desejo não ser uma princesa.

— Muito bem, disse o primeiro homenzinho. Feche bem os olhos e não abra.

Andrea apertou os olhos e ouviu:

“Abracadabra, abracadabra,

Dê à princesa, sua maior ambição,

Ela que uma loura princesa era,

Agora é feia, sem comparação”.

Então, Andrea sentiu que coisas esquisitas estavam acontecendo com ela. Seus ossos estalavam quando se mexia. Seus músculos se esticavam e encolhiam até ela se sentir como uma tira de borracha. Era como se suas roupas estivessem sendo rasgadas e seu vestido macio começou a ficar grosso e picava. Seus cabelos, com suas tranças bem penteadas, caiam lisos sobre seu rosto.

— Há, há, há! Riu com maldade o primeiro homenzinho com sua voz esganiçada. Agora ninguém vai confundir você com uma princesa. Você não pode dizer que não atendemos seu desejo. Abra os olhos — e felicidades.

Andrea abriu logo os olhos – mas os homenzinhos tinham desaparecidos. Olhou-se com crescente horror. Seu lindo vestido cor de rosa tinha se transformado em uma roupa rasgada, feia, deformada, suja e que parecia não ter sido lavada há meses. Suas mãos estavam calosas e suas unhas quebradas e sujas. Seus cabelos estavam brancos e emaranhados.

Começou a andar e percebeu que um pé se arrastava e ela só podia levantá-lo com muito esforço. Tentou falar e sua voz soou horrivelmente. Mancando, Andrea conseguiu chegar até um regato no bosque ali perto, e viu seu reflexo na água clara. O que ela viu assustou-a tanto, que ela gritou e desmaiou.

Quando voltou a si, olhou-se de novo cautelosamente. O reflexo ainda parecia um pesadelo. A linda princesa de cabelos dourados tinha se transformado numa horrível megera, tão feia que poderia assustar até o mais valente cavaleiro quando ia para a guerra lutar por seu pai, o Rei.

— O que eu vou fazer? choramingou Andrea. Eu não queria ser princesa, mas também não queria ser assim.

Andrea começou a chorar. Chorou, chorou, chorou e quando se olhou outra vez na água, seu rosto estava vermelho, inchado e ainda mais feio.

— Realizadores de Desejos: Por favor, voltem! Prefiro ser princesa do que ser assim. Por favor, transformem-me outra vez em princesa.

Mas, sua única resposta foi o canto longe de um canário-da-terra no bosque.

Por sete dias, Andrea ficou no bosque, lavou a velha roupa preta no regato e penteou seus cabelos como pôde, mas nada mais conseguiu fazer para melhorar sua aparência. Depois de comer a maçã e a banana e os dois sanduiches de manteiga de amendoim e geleia, comia nozes que encontrava pelo chão. Mas, os esquilos tinham trabalhado bastante e não haviam deixado muitas nozes.

Começou a fazer frio, e, uma noite, caiu uma chuva gelada que a deixou encharcada da cabeça aos pés.

Então, Andrea achou que não podia mais ficar no bosque. Ela não tinha teto, nem comida, nem agasalhos.

— Vou voltar para o palácio de meu pai, disse. Talvez ele tenha pena de mim e me deixe morar lá.

Então, Andrea saiu do bosque sempre mancando e foi pela estrada que dava para os portões do palácio.

Embora ela não soubesse, havia grande tristeza no palácio porque ela não tinha voltado depois do seu primeiro dia no bosque. O Rei, a Rainha e todos os cavalheiros e damas da corte, todos os guardas e criados estavam tristes.

— O que terá acontecido com a Princesa Andrea? perguntavam uns aos outros. Onde estará? Por que não volta para casa?

O Rei e seus cavaleiros tinham cavalgado por todo o reino procurando por ela, e o Rei mandou mensagens para os reinos vizinhos, perguntando se alguém tinha visto a Princesa Andrea. Mas, é lógico, todos procuravam uma princesa de cabelos dourados e ninguém procurava uma bruxa feia e velha. Assim, ninguém viu a Princesa Andrea.

Andrea manquejou até os portões. Um guarda alto, que a tinha carregado nos ombros quando ela era uma menininha, barrou seu caminho. Tinha os braços cruzados no peito e suas pernas bem separadas.

— O que é que você quer aqui, velha bruxa? perguntou desconfiado.

— Eu sou a Princesa Andrea, disse tristemente com sua voz de taquara rachada. Por favor, deixe-me entrar.

— Princesa Andrea! gritou o guarda zangado. Como você se atreve a dizer que é a nossa princesa desaparecida? A Rainha está doente de tristeza e o Rei está fora de si de tanta preocupação e você tem coragem de dizer que você é a linda Princesa Andrea! Você deve saber alguma coisa sobre seu desaparecimento. Agarrem-na!

E, antes que Andrea pudesse dizer outra palavra, foi rudemente agarrada por dois guardas que também tinham sido muito seus amigos.

— Levem-na para o Rei! ordenou o primeiro guarda, e Andrea foi meio empurrada, meio carregada para dentro do palácio, pelos longos corredores de mármore. O mordomo, a faxineira, o Grande Camareiro Chefe, a Governanta da Rouparia, o Excelentíssimo Ministro de Estado e muitas outras pessoas que Andrea conhecia bem, pararam o que estavam fazendo e ficaram olhando o grupo passar.

— Quem é essa feia bruxa velha? murmurou a faxineira.

— Eu nunca a vi antes, fungou o mordomo desdenhosamente.

— Não imagino o que Sua Majestade possa querer com ela, disse o Grande Camareiro Chefe para o Excelentíssimo Ministro de Estado, que ajeitou seu monóculo e olhou mais fixamente.

Finalmente, chegaram à ala do trono onde o Rei estava muito triste sentado no trono. Parecia não ter dormido há dias — o que realmente não tinha.

Os guardas empurraram Andrea para dentro.

— Majestade, começou um deles, perdoe a intrusão, mas o Capitão achou que Vossa Majestade quereria falar com esta velha bruxa. Ela…

O guarda parou de falar quando o Rei, com expressão misto de espanto, horror, incredulidade, desceu do trono e foi até Andrea.

— Andrea, murmurou, minha filha, o que aconteceu com você?

Todos que estavam ali olhando murmuraram:

— Andrea? será que essa feia bruxa velha é a Princesa Andrea?

— Como é que o Rei sabe que é a Princesa Andrea? sussurrou a Terceira Dama de Companhia.

Um pai conhece seus filhos, respondeu sabiamente a Governanta da Rouparia.

Andrea, com lágrimas escorrendo em seu rosto olhou para seu pai.

— Você me reconhece? perguntou sem acreditar.

— É claro que reconheço você, minha filha. Mas o que aconteceu? Quem fez isto com você? perguntou o Rei abraçando-a.

Por algum tempo, Andrea só pôde soluçar amargamente. Estava aliviada por seu pai tê-la reconhecido, e terrivelmente envergonhada por sua feiura e pela coisa horrível que havia feito a si mesma. Por fim, aos poucos, começou a contar sua história. Todos na Sala do trono ouviam com piedade e horror quando ela contou que, porque pensava que não queria ser princesa, os Realizadores de Desejos tinham-na transformado na coisa mais oposta a uma princesa que se possa imaginar.

— É tudo culpa minha, meu pai, soluçou Andrea.

Se eu não tivesse tido aquele estúpido desejo, eu ainda seria uma princesa e ainda seria bonita.

O Rei suspirou e acariciou seus grossos cabelos brancos.

— Você ainda é uma Princesa, Andrea, murmurou para que só ela pudesse ouvir. Você ainda é a filha de um Rei. Mesmo os Realizadores de Desejos não podem mudar isso.

Então, severamente, dispensou todos os cortesãos, todos os criados, todos os guardas da Sala do trono e ele e Andrea conversaram sozinhos por três horas. Mas o que disseram um ao outro, só eles podem dizer.

No dia seguinte, e por dias, semanas e meses depois disso, Andrea se levantava como de costume, arrumava sua cama como de costume, e ia tomar o café da manhã na sala de jantar com toda a família, como de costume. Engraxava seus sapatos, dava banho no seu cachorro, ajudava a tirar o pó dos móveis do palácio e preparava seu lanche para ir à escola, como de costume. Quando pedia a algum criado para fazer alguma coisa, sempre dizia “por favor” e “muito obrigada”, como de costume. Era cortês com todos que encontrava e sorria para as pessoas sempre que podia, como de costume.

Na verdade, tudo continuava igual, menos o fato de que, em vez de ser a bonita Princesa Andrea dos cabelos dourados, era agora a feia bruxa velha Princesa Andrea. Usava a velha roupa preta e, embora sempre tivesse as unhas limpas, elas estavam sempre quebradas e suas mãos encarquilhadas. Seus cabelos grossos, brancos e a voz soava horrivelmente.

Por uns tempos, as pessoas evitavam Andrea. Ela era tão feia que, embora ainda fosse princesa, não queriam saber dela. Mas, porque seu pai queria, e ela sabia que era o que devia fazer, ela continuou sendo carinhosa, gentil, dócil e compreensiva tanto quanto podia.

Depois de algum tempo, as pessoas começaram a pensar mais e mais sobre como ela era carinhosa, gentil, dócil e compreensiva e menos e menos como ela era feia. Então, esqueceram de vez que ela era feia e muita gente queria vê-la e falar com ela. Com todos Andrea era cortês, como seu pai desejava.

Uma noite, exatamente um ano e três dias depois que os Realizadores de Desejos tinham feito aquilo, Andrea estava sentada junto da janela, olhando tristemente as estrelas e imaginando pela milésima vez como seria ser bonita de novo.

— Ora, ora, ora, assustou-a uma voz esganiçada muito alta. Então, esta é a princesa que não queria ser uma princesa, heim?

Lá estavam dois homens pequeninos com suas roupas lilás, sapatos vermelhos, chapéus verdes e muitos dentes, sorrindo para ela.

— Oh, Realizadores de Desejos, gritou Andrea. Estou tão contente em ver vocês! Por favor, façam com que eu fique bonita outra vez. É horrível ser tão feia. Eu nunca quis isso. Por favor, por favor, transformem-me outra vez.

— Nós lhe dissemos antes, nós nunca desfazemos um desejo depois de concedê-lo. E você estava totalmente, positivamente certa sobre seu desejo. Lembra-se? Perguntou o primeiro homenzinho de jeito desagradável.

— Sim, sim, eu me lembro, respondeu Andrea em lágrimas. Eu fui muito tola, estou arrependida, estou tão arrependida. Por favor, por favor, façam-me como eu era.

— Isso é impossível, disse o segundo homenzinho, sorrindo maldosamente. Nós avisamos você e você disse que estava certa. Agora tem que aguentar as consequências.

— Nós só demos uma chegadinha para ver como você está indo. Credo, você é feia mesmo! Nosso trabalho foi muito bom! Ha, ha, ha! O primeiro homenzinho estava quase dobrado de tanto rir. Bem, nós temos que ir andando. Levante a cabeça! Ha, ha, ha! Adeus.

— Parem! veio da porta uma voz de comando severa. Os homenzinhos se viraram, deixaram de sorrir e se curvaram tanto que suas cabeças tocaram o chão.

— Majestade! eles disseram respeitosamente.

— Sim, disse o Rei. Então, vocês acham que fizeram uma grande coisa realizando o desejo da Princesa!

Os homenzinhos ficaram calados.

— Então, intimou o Rei, não foi isso que vocês disseram?

— Sim, Majestade, murmuraram.

— Digam-me, perguntou o Rei, qual era exatamente o desejo da Princesa? Exatamente.

— Bem, Majestade… o primeiro homenzinho hesitou.

— Continue, ordenou o Rei.

— Bem, Majestade, o homenzinho disse relutante, suas exatas palavras foram: Eu desejaria totalmente, positivamente não ser princesa.

— E vocês concederam-lhe esse desejo? perguntou o Rei.

— Sim, Majestade, responderam os homenzinhos tentando parecer orgulhosos de si mesmos.

— Sei, disse o Rei. Nesse caso, por que é que Andrea ainda é princesa? Por que é que ela ainda é minha filha? Por que é que ela ainda é chamada de Sua Alteza? Por que é que ela ainda mora no quarto da princesa no palácio? E por que é que as pessoas ainda gostam tanto dela quanto antes”?

— Ahn — ah — hum — o primeiro homenzinho gaguejou, enquanto o segundo homenzinho mexia os pés.

— A verdade deste caso é que vocês não fizeram um bom trabalho ao conceder-lhe o desejo. Vocês não o realizaram de jeito nenhum. Vocês não o realizaram porque vocês não têm poder para conceder esse desejo. Não é verdade? perguntou o Rei.

— Sim, Majestade, tiveram que admitir os homenzinhos.

— Então, vocês concederam à Princesa um desejo que ela absolutamente não desejava. Vocês a tornaram feia, e ela nunca manifestou o desejo de ser feia. Certo?

— Certo, Majestade, tiveram que admitir os homenzinhos.

— Portanto, já que vocês não concederam desejo a que foi desejado, agora eu ordeno que vocês desconcedam o que concederam, eu ordeno que vocês restituam a beleza de Andrea. IMEDIATAMENTE!

A voz do Rei era fria, poderosa e implacável, e os homenzinhos não tinham força para argumentar. Desviando os olhos do Rei, eles cantaram:

“Abracadabra, Abracadabra,

Dê à Sua Majestade, sua maior ambição,

Aquela que é feia, sem comparação

Volte a ser a beleza de então”.

De novo. Andrea sentiu coisas esquisitas acontecendo. De novo, seus ossos estalavam quando se moviam. De novo, seus músculos esticavam e encolhiam. Suas roupas ásperas ficaram macias e suas mãos já não estavam retorcidas. Andrea, que estava com os olhos fechados, tinha medo de abri-los.

— Os homenzinhos já se foram, Andrea, disse por fim o Rei, muito carinhosamente. Abra os olhos. Olhe para você.

Andrea abriu os olhos devagar e quase sem poder respirar, olhou no espelho. Quase não podia acreditar no que viu. Estava usando um vestido cor de rosa, um pouco mais comprido e elegante do que o último. Seus cabelos dourados caiam em ondas suaves por suas costas. Estava mais bonita do que nunca.

Andrea suspirou baixinho, sorriu, e virou-se para seu pai.

O Rei abriu os braços e ela correu para ele.

— Paizinho, disse simplesmente. Obrigada.

(Do Livro Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol. VIII – Compiladas por um Estudante – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Dicas para melhorar nossa capacidade de Observação

Dicas para Melhorar a Nossa Capacidade de Observação

 O emprego da faculdade de observação pelo Aspirante à vida superior é de inestimável valor, pois é por meio dessa habilidade que ele pode sutilizar seu Éter de Luz (um dos dois Éteres que compõem o Corpo-Alma) e restaurar o ritmo e a harmonia de seu Corpo Denso.

Esse é um dos Exercícios Esotéricos que o Estudante Rosacruz executa sempre.

A definição de observação dada por Max Heindel, em sua décima primeira conferência do livro Cristianismo Rosacruz, refere-se ao “uso dos sentidos como meio de obter informações a respeito dos fenômenos que ocorrem ao nosso redor”. Sob esta consideração, sugere-se que o Aspirante inicie, desde já, a criação do saudável hábito de observar todas as coisas que estão a sua volta. Há alguns exercícios que podem auxiliá-lo neste processo. São eles:

  • de ordem visual (como a observação dos detalhes das arquiteturas das casas, das árvores, do movimento, por exemplo),
  • de ordem auditiva (tais como as modulações dos sons, do ritmo da fala de nossos amigos, do canto dos pássaros, etc.),
  • de ordem tátil (como sentir a brisa em nosso rosto e até mesmo, o ritmo do caminhar quando se anda pelas ruas), entre outros. Deste modo, o Aspirante gradualmente torna-se consciente de todos os eventos pelo qual está inserido.

Adiante no texto da citada Conferência, Max Heindel dá uma explicação esotérica sobre a importância da observação. Ocorre que o Corpo Vital, independente da vontade do indivíduo, também funciona como um espelho, ou como uma película cinematográfica em movimento que não para, nem por um segundo, de captar as imagens do ambiente no qual o Aspirante está inserido. Semelhantemente, o Corpo Vital também capta as ideias que brotam de seu Espírito interno. O problema é que as pessoas, em sua maioria, não captam, de forma consciente, as mesmas informações que o Corpo Vital faz. Em outras palavras, a memória consciente, (estabelecida pela observação), não coincide com a memória gravada pelo Corpo Vital, e isso resulta em uma importante discrepância (ou entrechoques de vibrações) que gradualmente destrói o Corpo Denso. Para atestar o fato de que as pessoas possuem olhos, mas não veem, e ouvidos, porém não ouvem, pergunte qualquer detalhe sobre algum objeto, cena de filme, ou até mesmo algum sentimento que ela teve num determinado momento, e não raro receberemos uma resposta do tipo: “Não me lembro nem do que comi no almoço, como vou lembrar sobre o que você está me perguntando!”.
O fato é que, quanto maior for à discrepância entre as imagens gravadas pelo Corpo Vital e os eventos gravados na memória consciente pela observação, maior também será o tempo necessário para a restauração do Corpo Denso durante o sono. Há casos, por exemplo, em que as discrepâncias são tamanhas, que não resta tempo algum para trabalho nos planos internos. Se isso ocorrer com frequência, pouco crescimento espiritual será alcançado pelo Ego. Por isso, o Aspirante sincero, reconhece que pode (e é responsável) por tornar esse tempo maior ou menor, dependendo de sua capacidade em colocar em prática os ensinamentos dados pelos Irmãos Maiores. Pela observação, é possível fazer com que os entrechoques de vibrações das duas memórias ocorram com menor frequência e, deste modo, a restauração do Corpo Denso poderá ocorrer de maneira mais rápida.
Como auxílio neste processo, é de grande valia ao Aspirante, aprender a observar não apenas detalhes de objetos e fenômenos externos, mas também minúcias internas, pois é bem provável que o Corpo Vital também registre tais informações. É natural que neste ponto do texto, o leitor possa estar se perguntando: “que eventos são esses?”. Tais eventos são aqueles gerados pelo espírito (vontade), pelo Corpo de Desejos
(sentimentos e emoções), e pela Mente (pensamentos). A observação destes detalhes contribuirá fortemente no processo de redução dos entrechoques de vibrações entre as memórias.
De maneira geral, a maior parte das pessoas, quando está realizando uma determinada tarefa, observa apenas os procedimentos envolvidos para sua execução e seu resultado, (por exemplo, se alcançou ou não o objetivo). Porém, é importante que o Aspirante também observe, de maneira sincera e verdadeira, os motivos internos que o fez se movimentar nessa ou naquela direção. A chave para identificar tais motivos é
empregar o método do “Por que”. Alguns exemplos:  Por que agi desta maneira?

Respostas:

  1. O motivo foi “motivação por motivação”, pura e sincera, afinal, eu gosto de fazer aquilo que faço;
  2. Porque foi uma vontade de provar aos outros que eu posso realizar coisas;
  3. Não foi motivação, mas sim medo de não perder meu emprego/ amigo/ simpatia/ etc.;
  4. Porque tive a necessidade de provar para as pessoas, que sou capaz e não um incompetente;
  5. Porque tive vontade de fazer melhor que os outros, afinal sou um competidor inato;
  6. Porque tive interesses pessoais;

Além de observar o motivo pelo qual uma ação foi realizada, o Aspirante pode também observar o sentimento que o envolveu no momento em que estava executando tal tarefa. Exemplos:

  1. Durante a execução, independente do motivo, eu estava com tremenda ansiedade e medo de que alguma coisa terminasse de modo errado;
  2. Estava ansioso, mas não por medo, e sim porque sou perfeccionista demais e tudo tem que ser perfeito;
  3. Estava com raiva. Afinal só estou fazendo isso porque não quero perder meu emprego;
  4. Estava me sentindo feliz e alegre;
  5. Estava triste

É muito comum as pessoas não fazerem distinção entre sentimentos e pensamentos. Contudo, esses fenômenos são bem diferentes, embora possam ou não possuir afinidade entre si. Por exemplo, uma pessoa pode dizer: “Eu senti que num dado momento, as coisas poderiam ter saído errado”. Mas observe que tal relato não é
referente a um sentimento, mas sim a um pensamento. Normalmente os sentimentos são alegria, tristeza, raiva, ódio, rancor, medo, coragem, ansiedade, entre outros. Pensamentos são ideias mais ou menos elaboradas sobre os fatos. Com certeza, estes últimos podem estar embasados em um sentimento bom ou ruim. A comum astúcia que todos nós praticamos em maior ou menor grau, é um bom exemplo da Mente (pensamentos) aliada à parte inferior do Corpo de Desejos (“eu” emocional inferior). Dados provindos da neurociência cognitiva, também revelam a possibilidade de ativações primárias de áreas cerebrais emocionais, antes de áreas corticais pré-frontais (que são mais relacionadas a pensamentos conscientes), frente determinados estímulos. Isso é bem evidente em transtornos ansiosos, como o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Transtorno de Pânico, entre outros. Isso tolda a capacidade do Ego de tomar decisões de maneira rápida. No exemplo acima, sobre confusões entre pensamentos e emoções, provavelmente o sentimento da pessoa sobre a possibilidade de algo sair errado, era de medo e/ou ansiedade, pois esses sentimentos possuem boa afinidade com estes pensamentos.

Outro importante fator que o Aspirante deve aprender a observar é o COMO seu jeito de ser, (que é modulado pelos motivos, pelos sentimentos e pensamentos) gera impactos nos demais que convivem com ele. A chave para isso é utilizar o método do “COMO”. Exemplos:

  1. Como meu jeito ansioso, precipitado e/ou medroso afetou (ou afeta) meus colegas de trabalho, minha família, meus amigos, etc.?
  2. Como meu sentimento afetou na decisão ou no desfecho da ação que eu estava executando?
  3. Como as pessoas me “olham” em função desse meu jeito de ser?
  4. Como meu perfeccionismo afeta aos demais que convivem?
  5. Como minha felicidade, alegria, tristeza, raiva, entre outros sentimentos, influenciam na maneira que o outro se comporta em relação a minha pessoa?

É muito importante, o Aspirante ter em mente que a observação consciente dos fatos internos e externos, também fornece base para o exercício de Retrospecção. Normalmente, se o resultado de uma tarefa foi positivo, o Aspirante louva-se por tal resultado, de modo que seu comportamento seja reforçado para continuar a agir desse modo. Entretanto, se os eventos internos não forem considerados, é provável que essa faceta do fenômeno permaneça apenas no Corpo Vital do Aspirante, e, se isso acontecer, ficarão nele como discrepantes. Por isso, sugere-se ao Aspirante que também aplique seu critério pessoal de valores aos fenômenos internos que vivencia (o crivo da lógica).

Coletar informações, por meio de observações como estas, é muito importante para deixar seu exercício de Retrospecção mais rico e, desta maneira, aprender as lições desta e de próximas vidas, de restaurar o equilíbrio entre memória consciente e dados gravados pelo Corpo Vital, ter saúde e longevidade. Como o exercício de Retrospecção influencia diretamente no caráter, e “caráter é destino”, é bem provável que o Aspirante comece a notar grandes diferenças em sua vida conforme for mudando seu eu real, para seu “Eu Ideal” (isso é pessoal). Com o tempo novas sinfonias e orquestras vibrarão em sua vida, o que provavelmente o fará uma pessoa muito realizada e feliz.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Os Reais Heróis do Mundo

Os Reais Heróis do Mundo

Junho de 1916

Embora minha carta esteja datada como primeiro dia do mês, é claro que foi escrita antes – de fato, na noite antes do dia “Decoration Day”[1], dia em que todos os americanos patriotas deveriam homenagear os heróis mortos que lutaram pela integridade da União.

Enquanto eu refletia sobre o assunto, me ocorreu que parece ser sempre necessária uma calamidade ou uma catástrofe para que o ser humano se esqueça de si mesmo e atenda ao apelo de uma causa ou à necessidade daquele momento, sem considerar as consequências. O ser humano sempre reage em resposta a esse apelo nas guerras, nos terremotos, incêndios ou naufrágios.

Contudo, por que haveria necessidade de tais eventos cataclísmicos para despertar a virtude do serviço desinteressado, quando tais serviços são necessários todos os dias, todas as horas, em todos os lares, lugarejos e cidades? O mundo seria bem melhor se nós praticássemos nossos atos nobres diariamente, ao invés de somente em ocasiões de excepcional estresse. Pode ser nobre morrer por uma grande causa, porém, certamente é mais nobre viver uma vida de sacrificando a si mesmo ou de seus interesses pelos dos outros, estendendo por muitos anos, sentindo e demonstrando afeto para com os outros e ajudando-os a ser melhores e mais nobres, do que morrer na tentativa de matar o seu próximo.

Há muitos pais que anos e anos fazem esforços extenuantes e desgastantes devido a dificuldades e adversidades para proporcionar a seus filhos o que eles denominam “uma oportunidade na vida”. Há milhares de mães que se esforçam laboriosamente durante uma vida toda em “árduos trabalhos” para fornecer o que é necessário para proporcionar “uma oportunidade na vida” para os jovens. Há milhões destes heróis de quem nunca se ouviu falar, porque eles ajudaram seus semelhantes a viver, ao invés de lhes causarem a morte.

Isso não é uma anomalia: que nós honremos um exército de homens por mais de meio século, pelo fato de terem matado, matado, matado…, enquanto aquele exército bem maior que fomentou tudo aquilo que há de melhor na Terra repousa esquecido em suas sepulturas?

Como seguidores de Cristo, vamos prestar homenagens aos heróis e heroínas que durante anos de sofrimento lutaram pelos outros, prestando cuidados carinhosos em tempos da infância desamparada, pelo serviço incansável em tempos de doença, pela paciente ajuda aos pobres e por todo e qualquer problema que pudesse ocorrer, especialmente devido a um destino.

Tampouco vamos esperar até que esses benfeitores passem para o além. E nem deveríamos estipular um dia no ano para o pagamento de tal tributo, mas nós deveríamos honrá-los todos os dias das nossas vidas, e deveríamos tentar aliviar seus fardos, imitando seus nobres atos.

Como vamos encontrá-los? Eles não usam uniformes; nem se exibem pelo que fazem. Eles estão em toda parte, e se buscarmos, os encontraremos. Quanto mais depressa nos juntarmos a eles, mais depressa nós os honraremos aliviando seus fardos, pois isso torna a nós todos servos do Mestre: “cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes’”[2].

(Do Livro: Carta nº 67 do Livro Cartas aos Estudantes – de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: O Memorial Day é o feriado nacional nos Estados Unidos que acontece anualmente na última segunda-feira de maio. Anteriormente conhecido como Decoration Day (Dia da Condecoração), o feriado homenageia os militares americanos que morreram em combate.

[2] N.T.: Mt 25:40

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Novo Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Novembro de 2020

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as atividades públicas de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.

Para acessá-lo (formatado e com as figuras): ECOS nº 53 – Novembro de 2020 (Pandemia/Trânsito do Sol/O Mundo do Pensamento/Os Quatro Reinos/Sexo Casual/Resposta do Departamento de Cura da Fraternidade Rosacruz demorando!/Poderiam levantar meu horóscopo?/Por que a Prostituição é possibilitada?/As prostitutas foram no passado homens que exploravam mulheres sexualmente?/Por que algumas pessoas não conseguem, por mais que tentem, obter um parceiro ou parceira?/se a Lei de Jeová foi abolida, então, Não matar, também está abolida porque este, faz parte da Lei?/Apóstolos Simão e Judas Tadeu e o Evangelista Lucas/Você sabe como o seu destino é determinado?/Analisemos o Coração/Você sabe por que os Rosacruzes são vegetarianos?/Se somos contra matar um ser vivo de uma onda de vida em evolução, por que comemos os vegetais?/Qual é a explicação da causa que possibilita a Inseminação Artificial segundo os Ensinamentos Rosacruzes como preconizados pela Fraternidade Rosacruz/Serviço de Auxílio e Cura

Para acessar somente os textos:

A Fraternidade Rosacruz é uma escola de filosofia cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz, o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: Ecos.

Informação

De acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da pandemia de corona vírus (Covid 19), as atividades presenciais continuam suspensas em nossa sede em Campinas-SP por tempo indeterminado. Nossas reuniões semanais estão ocorrendo virtualmente.

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Outubro/20:

Trânsito do Sol pelo Signo de Escorpião, em Novembro

Durante o mês de novembro o Espírito do Cristo impregna o Mundo do Desejo da Terra. Então, o Discípulo deve se esforçar para purificar sua natureza inferior com o objetivo de ajudar o Grande Uno em Seu trabalho de limpar o Mundo do Desejo da Terra. Deve, especialmente, tentar se converter em um canal de serviço mais eficiente, como Auxiliar Invisível e como auxiliar visível.

Durante o estado presente da evolução humana, o Discípulo aprende a transformar a presunção em humildade e a sacrificar o “Eu” pessoal ao impessoal “nós”; em outras palavras, a viver o ideal do maior bem para o maior número.

Assuntos abordados durante as Reuniões de Estudos desse mês:

  1. Conceito Rosacruz do Cosmos: – O Mundo do Pensamento – Parte 2

No Mundo do Pensamento: estamos mais próximos da realidade/ criamos nossas ideias e conclusões

Vejam a diferença de volume…

“Pensamos mais do que dizemos”

Qual é o nome de um lugar muito importante na nossa roda de nascimentos e morte onde se situa na Região do Pensamento Concreto?

Quais são as atividades que lá fazemos manipulando os materiais mentais das 4 Regiões do Pensamento Concreto?

  • Lá trabalhamos nos arquétipos de tudo que é necessário para os irmãos que estão prestes a renascer (fauna, flora, geografia). É o local onde mais trabalhamos e somos felizes, isso porque lá trabalhamos sem interesses, com o único objetivo de ajudar.

O Mundo do Pensamento é o mais elevado dos três Mundos onde presentemente tem lugar a evolução humana: o Mundo Físico, Mundo do Desejo e o próprio Mundo do Pensamento.

Os outros dois Mundos superiores: Mundo do Espírito de Vida e Mundo do Espírito Divino, no que diz respeito ao ser humano em geral, são ainda praticamente uma esperança.

Notemos que o Mundo do Pensamento é o Mundo central dos cinco Mundos onde o ser humano obtém seus veículos: o Corpo Denso, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos, a Mente, o Espírito Humano, o Espírito de Vida e o Espírito Divino.

Aqui se unem Espírito, o Ego renascido, e Corpo, a Personalidade. Ou seja, é o elo de união entre a Personalidade e o Ego.

O que é o Ego humano?

Qual é a diferença do Ego e o Espírito Virginal da onda de vida humana?

Vemos, pois, como os três Mundos em que o ser humano presentemente evolui se completam, formam um todo, o que demonstra a Suprema Sabedoria do Grande Arquiteto do sistema a que pertencemos e a Quem reverenciamos pelo santo nome de Deus.

A “Região das Forças Arquetípicas”, a quarta divisão do Mundo do Pensamento é a Região Central e a mais importante dos cinco Mundos onde se efetua a evolução TOTAL do ser humano (repare não é a evolução atual que é nos 3 Mundos, mas a total, nos 5 Mundos).

De um lado dessa Região estão as três regiões superiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Espírito de Vida e o Mundo do Espírito Divino. No lado oposto dessa Região de Forças Arquetípicas estão as três regiões inferiores do Mundo do Pensamento, mais o Mundo do Desejo e o Mundo Físico. Portanto essa região torna-se uma espécie de “cruz”, limitada de um lado pelos Reinos do Espírito e do outro pelos Mundos da Forma. É o ponto focal por onde o Espírito se reflete na matéria.

Qual a relação entre arquétipo de um corpo nosso e o Átomo-semente do corpo físico?

Na terminologia Rosacruz usamos o conceito Corpo Denso para se referenciar ao corpo físico.

  • Os registros das experiências que tivemos nessa vida serão registradas no Átomo-semente que, posteriormente, será usado para a construção do arquétipo do próximo corpo físico.

Quem nasceu primeiro o arquétipo ou o Átomo-semente?

Já sabemos que a Região das Forças Arquetípicas é o lar das Forças Arquetípicas que dirigem a atividade dos arquétipos na Região do Pensamento Concreto. Já vimos, também, que é dessa Região que o Espírito trabalha na matéria de maneira formativa. Ou seja, tudo começa quando utilizamos a nossa vontade e com ela colocamos em ação a nossa imaginação – exatamente como Deus, nosso criador, faz todas as vezes que cria e ele sempre está criando!

E assim, com a vontade e a imaginação trabalhando geramos a ideia, por exemplo de um barco. Dessa ideia utilizamos a nossa Mente para construirmos o pensamento-forma desse barco. E a partir dele podemos utilizar as forças do Mundo do Desejo e pelo interesse e atração, utilizarmos os nossos Corpos Vital e Denso para construir o barco físico.

Vejam aqui, claramente, a Lei do Reflexo: as formas, nos Mundos inferiores são reflexos do Espírito nos Mundos superiores:

A quinta Região que é a mais próxima do ponto focal pelo lado do Espírito, reflete-se na terceira Região, a mais próxima do ponto focal pelo lado da Forma.

A sexta Região reflete-se na segunda, e a sétima na primeira.

Toda a Região do Pensamento Abstrato é refletida no Mundo do Desejo; o Mundo do Espírito de Vida na Região Etérica do Mundo Físico e o Mundo do Espírito Divino na Região Química do Mundo Físico.

Por que tem que ser assim: toda a Região do Pensamento Abstrato é refletida no Mundo do Desejo; o Mundo do Espírito de Vida na Região Etérica do Mundo Físico e o Mundo do Espírito Divino na Região Química do Mundo Físico? E se não tivesse essa correlação forte?

Corpo Denso: relaciona-se com o Mundo do Espírito Divino tem que ser muito bem tratado é o “Templo de Deus”. Temos que servir sempre / ajudar sempre amorosa e desinteressadamente. Servir e ajudar: forma a Alma Consciente.

Corpo Vital: relaciona-se com o Mundo do Espírito de Vida. Redenção de maus hábitos e vícios gera a Alma Intelectual.

Corpo de Desejos: relaciona-se com o Espírito Humano. “Desejos elevados”. Devemos sublimar (não ter desejos inferiores). Extraímos daí a Alma Emocional.

É importante compreender que os sete Mundos que formam a esfera do nosso desenvolvimento não estão colocados uns acima dos outros, mas se interpenetram.

Aqui nesse espaço onde você está agora, estão presentes o material dos 7 Mundos.

Daí a facilidade para passar de um Mundo para o outro…desde que você tenha um veículo para tal. E para viver conscientemente em cada um desses Mundos você deve ter um Corpo formado de material de cada um desses Mundos.

Se você não tiver fica assim: você achando que ele não existe ou que é preciso viajar milhões de quilômetros para “chegar” até ele!

Nosso Sistema Solar tem 7 Planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno e Urano.

E Netuno e Plutão? Por que?

Cada um dos Planetas do nosso Sistema Solar tem três Mundos que se interpenetram: 

O Mundo do Espírito de Vida é um Mundo interplanetário: se difunde pelos espaços interplanetários e interpenetra os Planetas individuais.

Que Corpo devemos ter já bem-desenvolvido para viajarmos conscientemente ao Sol?

Do mesmo modo pelo qual o Mundo do Espírito de Vida nos põe em relação com os outros Planetas do nosso Sistema Solar, o Mundo do Espírito Divino nos correlaciona com os outros Sistemas Solares.

Compreenderemos assim que, para se poder viajar de um Sistema Solar a outro é necessária a capacidade de se atuar, conscientemente, no mais elevado dos veículos do ser humano, o Espírito Divino, ou seja, um Corpo Espírito Divino.

No início do Capítulo temos a frase: “Os três Mundos do nosso Planeta são atualmente o campo onde se processa a evolução de diversos Reinos de ondas de vida em vários graus de desenvolvimento.”

  • De que Mundos estamos falando?

Mundo Físico, Desejo e Pensamento

-Mundo Físico: Quais as 2 regiões do Mundo Físico?

-Mundo do Desejo

-Mundo do Pensamento: Quais as 2 regiões do Pensamento?

Não sabemos. Sabemos que existem outros Reinos de ondas de vida evoluindo (ex.: Espíritos da Natureza, elementais, etc.), mas não sabemos se estão no nosso esquema de evolução. No nosso esquema conhecemos esses 4 reinos.

O Corpo Denso serve para funcionarmos na Região Química do Mundo Físico. Precisamos de um Corpo Denso feito de matéria da Região Química do Mundo Físico, portanto um corpo adaptado ao nosso ambiente e que nos permitam expressar (funcionar) nessa região

  • Quanto à forma – os Corpos Denso dos 4 reinos possuem a mesma composição?

Sim, os Corpos Densos de todos os Reinos são compostos das mesmas substâncias químicas: sólidos, líquidos e gases da Região Química.

  • Então, porque notamos várias diferenças importantes se comparamos o Corpo Denso do ser humano com os dos outros Reinos?

Porque as vidas de cada reino estão em diferentes estágios de evolução – em graus diferentes de desenvolvimento.

Comparando o ser humano com Minerais: o ser humano move-se, cresce e propaga a sua espécie. O mineral, não consegue executar nada disso.

Comparando o ser humano com Vegetais: ambos têm um Corpo Denso, capaz de crescer e propagar-se. O ser humano tem faculdades que a planta não possui: sente, tem o poder de mover-se e perceber as coisas que estão fora dele.

Comparando o ser humano com Animais: ambos possuem as faculdades da sensação, movimento, crescimento, propagação e senso de percepção. O ser humano tem, ainda, a faculdade da linguagem (expressa seus pensamentos e sentimentos), uma estrutura cerebral superior e as mãos (com polegar), os quais são uma grande vantagem física.

Só o corpo físico é suficiente para expressar vida, crescimento ou externar as outras qualidades pertinentes ao Mundo Físico?

E para expressar sentimentos e emoções qual veículo precisamos ter?

E para transmitir as ideias e pensamentos?

Então o que muda nos diferentes Reinos que faz com que tenhamos capacidades diferentes? No Reino Mineral, de que capacidades estamos falando?

  • O Mineral é penetrado somente pelo Éter planetário e é incapaz de crescimento individual.
  • Não possui um Corpo Vital de Éter separado – não pode crescer, nem se propagar e nem mostrar vida com sensações.
  • Não possui um Corpo de Desejos separado – não pode expressar sentimentos e emoções
  • Não possui Mente – não pode pensar

No Reino Vegetal, de que capacidades estamos falando?

Os Vegetais possuem Corpo Vital separado, mas somente Éter Químico e o Éter de Vida estão em plena atividade

  • A planta pode:
  • Crescer pela ação do Éter Químico
  • Propagar a sua espécie mediante a atividade do Éter de Vida
    • Por ter o Éter de Luz ainda latente e faltar o Éter Refletor elas não possuem as faculdades sensoriais e a memória, que são qualidades desses Éteres.

No Reino Animal, de que capacidades estamos falando?

No Reino Humano, de que capacidades estamos falando?

O ser humano possui os quatro Éteres dinamicamente ativos em seu altamente organizado Corpo Vital.

O Corpo Vital da planta, do animal e do ser humano estende-se além da periferia do Corpo Denso.

A distância dessa extensão do Corpo Vital do ser humano é cerca de uma polegada e meia (3,81 cm).

A parte que está fora do Corpo Denso é muito luminosa, e aparenta a cor da flor recém-aberta do pessegueiro. Ela é vista muitas vezes por pessoas que possuem certa clarividência.

Pergunta: É isso que as pessoas chamam de Aura?

Em parte. Porque a Aura é a soma do Corpo Vital (3,81 cm) com o de Desejos de (varia 33 a 44 cm).

Corpo Vital é o construtor e restaurador da forma densa.

Todos os abusos praticados com o Corpo Denso são neutralizados pelo Corpo Vital, tanto quanto é possível. Normalmente o Corpo Vital não abandona o Corpo Denso até o momento a morte.

O Corpo Denso, com uma exceção, é a cópia exata, molécula por molécula, do Corpo Vital. Qual é essa exceção?

  • O Corpo Vital do homem é feminino ou negativo, enquanto o da mulher é masculino ou positivo.

A mulher dá vazão às suas emoções – o que gera um excesso de sangue, que gera uma pressão interna. A válvula de pressão são:   o fluxo periódico e as lágrimas – “hemorragia branca”.

O homem geralmente é capaz de dominar suas emoções sem lágrimas, pois seu Corpo Vital negativo não gera quantidade de sangue maior do que aquela que pode controlar com facilidade.

Como se dá a desintegração do Corpo Denso?

  • Através das forças químicas do Corpo Denso que tratam de restituir a matéria à sua condição primitiva.
  • A desintegração, portanto, é devida à atividade das forças planetárias no Éter Químico.

O Corpo Vital se apresenta, ao observador, como se fossem milhões de pontos encaixados uns aos outros. Para que servem esses “pontos”?

  • Estes pontos encaixam-se no interior dos átomos densos, deixando penetrar nesses a força vital, fazendo os vibrar muito mais intensamente que os dos minerais da terra ainda não submetidos a essa aceleração e animação.

Quando o Corpo Vital abandona o Corpo Denso (afogamento, queda de altura, congelamento), os átomos desse tornam-se momentaneamente inertes. Na reanimação ele reentra no Corpo Denso, voltando os “pontos” a introduzir-se nos átomos densos.

Por que, às vezes, sentimos a sensação de formigamento ou adormecimento de algum membro?

  • Em certos casos o Corpo Vital deixa parcialmente o Corpo Denso como, por exemplo, quando a mão “adormece”.
  • Pode-se ver então a mão etérica do Corpo Vital pendendo como uma luva, sob o braço denso.
  • E os pontos, introduzindo-se novamente na mão física, causam o formigamento.
  • Isso se dá porque a inércia dos átomos causa neles certa resistência ao reinicio da vibração.

Por que o formigamento não acontece quando a pessoa volta de uma sessão de hipnose?

O que acontece com o Corpo Vital durante uma anestesia?

  • O Corpo Vital é parcialmente expulso juntamente com os demais veículos superiores. Se a aplicação é excessiva, o Éter de Vida é expelido e a morte sobrevém.

O que acontece com o Corpo Vital durante uma sessão mediúnica de materialização?

  • Semelhante a anestesia, o Corpo Vital é parcialmente expulso juntamente com os demais veículos superiores.

Qual a diferença entre o médium materializante e as pessoas comuns?

  • No homem ou mulher comum os Corpos: Vital e Denso, no atual estado da evolução, acham se firmemente interligados um no outro.
  • No médium essa conexão entre os corpos Vital e Denso é mais fraca, ou seja, existe uma frouxidão.
  • Na materialização, o médium permite que seu Corpo Vital seja usado por entidades do Mundo do Desejo.

Minerais (montanhas, rochas, areias, terras, pedras…) – onda de vida que começou sua evolução no Período Terrestre; chegarão a ser humanos no Período de Vulcano.

Vegetais (árvores, arbustos, flores, ervas, plantas) – onda de vida que começou sua evolução no Período Lunar; chegarão a ser humanos no Período de Vênus.

Animais (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, répteis, etc.) – a onda de vida animal começou sua atividade no princípio do Período Solar, como minerais, e chegará a ser humana no Período de Júpiter.

Humana (seres humanos e antropoides) – a onda de vida humana começou sua atividade no princípio do Período Saturno, como minerais, e chegou a ser humana no Período Terrestre.

Porque temos diferentes classes e tipos dentro da mesma onda de vida ou Reino?


Ser Humano (Ego): dirige o Tríplice Corpo por meio da Mente

    Corpo formado de matéria química (sólidos, líquidos, gases) É o seu instrumento de ação na Região Química do Mundo Físico.    Corpo formado pelos 4 Éteres (Químico, de Vida; Luz e Refletor) Condutor da “vitalidade” que faz possível a ação aqui Corpo Vital está  radicado na posição relativa do baço.  Corpo formado por sentimentos, desejos e emoções. De onde manifestamos os sentimentos, desejos e emoções que compelem à ação O Corpo de Desejos está radicado na posição relativa no fígado.  

Corpo Vital – Ser Humano

É um corpo sutil formado pelos Éteres Superiores, sendo uma cópia fidedigna do Corpo Denso (molécula a molécula)

  • Qual sua principal função?

Construtor e restaurador da forma densa (Corpo Denso) também governa todas as funções vitais, tais como a respiração, a digestão, a assimilação, etc., trabalhando através do sistema nervoso simpático.

  • Qual a palavra chave para desenvolvimento espiritual?

REPETIÇÃO, REPETIÇÃO, REPETIÇÃO…

Uma particular atenção à parte do Corpo Vital formado pelos dois Éteres Superiores que, desenvolvidos e trabalhados, formarão o Corpo-Alma

  • Se ele é o veículo que precisamos desenvolver para formar o Corpo-Alma, o que o Estudante deve refletir?

A prática de bons hábitos, serviço amoroso e desinteressado…

São Mateus 7:24 – “Aquele que ouve minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um ser humano prudente, que edificou, sua casa sobre a rocha”.

Fator essencial na realização desses ideais é a prática da persistência.

O Éter é a via de ingresso da força vital, proveniente do Sol, e o campo de ação da natureza que promove as atividades de assimilação, crescimento e propagação. O baço é a entrada particular das forças que vitalizam o corpo.

A forca vital absorvida do Sol, através do baço, se estende por todo o sistema nervoso e, uma vez cumprido o seu trabalho no corpo, sai irradiando torrentes de luz que “saem” do corpo, parecidas com os pelos do porco espinho.

Um clarividente treinado consegue ver como um fluido de cor rosa pálido (flor pessegueiro recentemente aberta), pois esta força foi transmutada ao entrar no corpo físico.

Durante o estado de vigília, há uma guerra constante entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos. (Ao transgredir as Leis da Natureza ou Leis de Deus).

Casos de doença o Corpo Vital atenua-se e não pode absorver a mesma quantidade de força então, estas linhas curvam-se e decaem permitindo a entrada de germes e micróbios causando a enfermidade no Corpo Denso.

Ele é o Corpo que revitaliza o Corpo Denso, ou seja, põem em vibração toda a matéria morta, se há uma enfermidade no mesmo, a enfermidade já apareceu no Corpo Vital primeiro. Nesse sentido o trabalho deve começar no Corpo Vital. Não adiantará remediar o Corpo Denso, pois se a enfermidade estiver no Corpo Vital a mesma voltará a aparecer no Corpo Denso.

(Corpo Vital é a cópia fidedigna do Corpo Denso qualquer alteração neste o reflexo é direto)

Repetição é nota chave…

  1. Devemos manter o corpo limpo, ter uma alimentação saudável (rica em Éter) sem exageros,
  2. Sentimentos e emoções controladas,
  3. Compreensão para com atos dos nossos semelhantes,
  4. Pensamentos otimistas que elevem, cultivar um ambiente saudável e alegre onde estiver,
  5. Alimentar uma fé inquebrável, assim nos faz entender a Lei de Causa e Efeito, a Lei de Consequência, leis que se expressam sempre em nossas vidas.
  6. ORAÇÃO ajuda nossos veículos a evoluírem com segurança. Portanto, por meio da oração temos um método de produzir pensamentos puros e, assim, agir principalmente sobre o Corpo Vital. Por isso que o Apóstolo São Paulo disse que devemos “orar sem cessar”.

Corpo de Desejos:

Evolução

Num futuro longínquo o Corpo de Desejos do Ser Humano será organizado definitivamente do mesmo modo que hoje os Corpos Vital e Denso. Teremos a capacidade de funcionar neste corpo igual agora funcionamos no Corpo Denso.

4) Conceito Rosacruz do Cosmos – Os Quatro Reinos– Parte 3

Seres de Sangue Quente – O que é isso?

  • Que possuem sensações, paixões e emoções – os quais se expressam no Mundo do Desejo, emoções e sentimentos – são os mais altamente desenvolvidos e os que realmente vivem em toda a extensão do termo, não vegetam meramente.

O que faz com que o Ser Humano e Animais manifestem desejos, sentimentos e emoções?

  • O sangue vermelho e quente no fígado do organismo, suficientemente evoluído, contém o espírito interno que energiza as correntes de matéria de desejos que se exteriorizam.

Por que o animal não é capaz de ter desejos e emoções tão sutis como as do ser humano?

  • Porque nos animais, o espírito não está completamente dentro dos seus veículos. Isto só ocorrerá quando os pontos do Corpo Vital e do Corpo Denso se concentrizarem. Os animais não têm, ainda, plena consciência.

Por exemplo, a cabeça etérica de um cavalo sobressai muito além e acima da cabeça densa.

Quando, em raros casos, acontece de a cabeça etérica de um cavalo penetrar na cabeça do seu Corpo Denso, esse cavalo pode aprender a ler, a contar e a executar operações elementares de aritmética.

A Evolução é um caminho em Espiral.

  • Quando nós, seres humanos passamos pela fase em que se encontram os animais hoje, tínhamos o mesmo grau de evolução que eles?

Não. Eles se encontram em um estágio superior. Animais hoje possuem sangue vermelho e quente, enquanto o ser humano não possuía naquele estágio.

Nós, seres humanos, também estamos num estágio superior aos Anjos quando se encontravam no estágio chamado humano.

Os mamíferos de hoje serão no Período de Júpiter um tipo de humanidade melhor e mais pura do que essa que atualmente somos.

Falamos que os minerais, os vegetais e os animais carecem de um veículo que os correlacione com o Mundo do Pensamento: 

Então… como é possível termos alguns animais que pensam?

  • Isso acontece com os animais domésticos mais avançados (que já estão quase no ponto da individualização) e que permaneceram gerações inteiras em estreito contato com o ser humano.
  • Eles são influenciados pelas ações e comportamento dos Seres Humanos. Ou seja, as vibrações da Mente do ser humano têm “induzido” neles uma atividade similar, de ordem inferior.

O ser humano é um ser Individualizado. O que significa isso?

  • Significa que o ser humano possui um estado de consciência individual, uma consciência de vigília
  • Cada pessoa é uma espécie – é uma lei em si mesmo, inteiramente separada e distinta de qualquer outra pessoa.
  • Tem a capacidade de comandar seus valores físicos, morais e mentais, como instrumentos de ação – o Espírito, o Ego, é quem manda e orienta.

Já os Animais e Vegetais:

  • São dirigidos por Espíritos-Grupo. Não adquiriram ainda a faculdade de expressar seu pensamento.
  • Suas características físicas e comportamentais são iguais entre membros da mesma espécie, devido à expressão do Espírito-Grupo.

O que é um Espírito-Grupo?

Espírito Humano: É interno – orienta de dentro para fora.

Espírito-Grupo: É externo – orienta a partir do exterior.

Aquilo que chamamos de instinto é, portanto, a sabedoria dos Espíritos-Grupo dos animais que se imprime em cada um deles para que esse saiba agir.

Fraternidade Rosacruz – Algumas das perguntas que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudantes.

  1. Pergunta: É surpreendente e decepcionante saber que algo tão significante e marcante quanto o sexo, cujos efeitos sejam dramáticos, possa ocorrer de modo casual, sem que os Anjos do Destino tenham qualquer participação. (Eventualmente, Eles devem progredir para administrar as relações humanas de forma mais oportuna). 
    Resposta: O respeito ao livre arbítrio é uma lei divina. A todos devem ser respeitadas. Se um ser humano ainda não compreendeu que a força sexual criadora é sagrada, advinda diretamente do Espírito Santo, e se satisfaz gastando-a para gratificar seus sentidos, ele tem todo o direito de gastá-la, mas terá o dever de responder à Lei de Consequência: pecado que não pode ser expiado e deverá ser pago com dor e sofrimento (restrições nos órgãos geradores sexuais, laringe e cérebro com doenças e enfermidades correlatas: é o fogo de Deus queimando as cristalizações  que insistimos em manter nos nossos Corpos, o Templo de Deus). Aos Anjos do Destino cabem executar sua função, quando de uma relação sexual resultar em fecundação, e no demais aguardar a vontade de cada ser humano em não mais gastar a força sexual criadora para gratificação dos sentidos. Eles estão evoluindo e têm muitas outras coisas para fazer e aprender. Com toda certeza do mundo, nós não os atrapalhamos!

  2. Pergunta: A resposta do Departamento de Cura da Fraternidade Rosacruz está demorando muito dificultando o tratamento! O que está acontecendo?

Resposta: Entendemos que está havendo alguma confusão sobre o que é e como ocorre a Cura Rosacruz.

Permita-nos lhe dar alguns esclarecimentos:

A Cura Rosacruz ocorre TOTALMENTE na Região Etérica do Mundo Físico. Ou seja: nada acontece na Região Química do Mundo Físico! Assim, se há demora ou não do recebimento das Cartas, isso nada interfere no tratamento. As Cartas contêm as LIÇÕES em formas de palavras-chaves que é para o Paciente (que é ativo, fervoroso e tem muita fé) aplicar no seu dia a dia até a próxima Carta. O período entre Cartas sempre será aleatório e independe do remetente.

A dependência está na intensidade e qualidade que o Paciente aplica o que está nas Cartas e colhe a divina essência dessas Lições no Exercício de Retrospecção à noite. Se o Paciente entende que a Carta está demorando é porque ele não conseguiu ainda aplicar TOTALMENTE as palavras-chaves no seu dia a dia até a próxima Carta.

O que é IMPORTANTE, de fato, aqui para o Paciente:

  1. Oficiar o exercício Ritual do Serviço do Templo todos os dias e nos Dias de Cura, oficiar o Ritual do Serviço de Cura
  2.  Aplicar no seu dia a dia os conceitos inseridos nas Cartas como palavras-chaves
  3. Colher a divina essência desses conceitos inseridos nas Cartas como palavras-chaves e praticados durante o dia, no Exercício Noturno de Retrospecção
  4. Expressar a sua por Atos e Obras, mormente nas oportunidades que lhe aparecem, onde a aplicação das palavras-chaves da Carta última que recebeu é providencial
  5. Enviar, religiosamente, as assinaturas com um breve resumo da sua situação. Esse material tem que ser escrito com caneta tinteiro. Não serve hidrográfica, nem esferográfica. Isso é vital para que o tratamento não seja interrompido.
  • Pergunta: Poderiam levantar meu horóscopo? Já levantaram, mas eu acho que está errado. Teria como conferir?

Resposta: Seguindo a orientação direta de Max Heindel, não levantamos horóscopo de ninguém. E a razão é bem lógica: nosso horóscopo é uma coisa pessoal, perigosa se cair em mãos inescrupulosas (e, pasme: sempre cai!) e foi construído por nós mesmos lá no Terceiro Céu! Somando a isso, a Fraternidade Rosacruz preconiza o “método do conhecimento direto”, onde o Aspirante acessa diretamente a fonte do conhecimento (do qual ele quer e precisa), assimila e manifesta.

No caso da Astrologia Rosacruz, isso se resume em fazer os Cursos (todos gratuitos) de Astrologia Rosacruz. São 3.
Para tal, o Aspirante tem que começar a percorrer o Caminho da Preparação para a Iniciação Rosacruz, e que se dá no primeiro grau como Estudante Preliminar (ao todo são 7: 4 na Fraternidade Rosacruz e 3 na Ordem Rosacruz).
Ao final do percurso do primeiro grau (onde o Aspirante coleciona a bagagem mínima dos jargões, processos, metodologias, regras e modus operandi dos Ensinamentos Rosacruzes, além de adquirir um amadurecimento espiritual necessário e suficiente Cristão-Rosacruz) ele está pronto para adentrar no universo da ciência divina da Astrologia Rosacruz.

E é aqui que ajudamos e muito o Estudante, onde ele caminha a passos largos, seguro de si e pronto para desvendar o mais íntimo do seu ser (exatamente como escolheu no 3º Céu, somado a tudo que já adquiriu como virtude e hábitos em todos os renascimentos)!

Tem gente que faz diferente? Sempre tem e terá! Deturpar, achar um atalho, ter pressa e misturar informações são alguns dos “métodos” utilizados por muitas pessoas. O resultado sempre é o mesmo: superficialidade, palpites, “achômetro” e decepções!
Se estiver disposto a seguir o Caminho, já trilhado por alguns milhões de pessoas, e que demonstra ser factível, realizável e em que se alcança a plenitude, junte-se a nós e vamos juntos! Como dizemos: “devagar que temos pressa”.

  • Pergunta: Por que a prostituição é possibilitada pelo “Poder Maior”?

Resposta: Porque o “Poder Maior”, Deus, que criou cada um de nós, nos criou fornecendo o livre-arbítrio e o respeitando sempre, sem exceções. Prostituição não é exclusivamente de “profissionais do sexo”, como se imagina. Há muitos irmãos e irmãs da “sociedade” que são mais prostitutas ou prostitutos do que os nossos irmãos e irmãs conhecidos como “profissionais do sexo”, só que escondidos por trás da “condição social”. Seja como for, gastam a força criadora sexual e geram, sempre, pecados que não podem ser expiados (utilizando a doutrina do Perdão dos Pecados introduzida por Cristo), mas devem ser resgatados pela dor e sofrimento (doenças mentais, doenças consuntivas) como destino maduro. Até que um dia aprende que o caminho do transgressor é duro, errado e começam o caminho de retorno, como qualquer “filho pródigo”, por meio do arrependimento e da reforma íntima.

  • Pergunta: As prostitutas foram no passado homens que exploravam mulheres sexualmente?

Resposta: As prostitutas foram, no passado (não necessariamente no último renascimento) homens que exploraram exatamente as mesmas mulheres sexualmente. E em outro passado, os prostitutos foram, no passado (não necessariamente no último renascimento) mulheres que exploraram exatamente os mesmos homens sexualmente. E assim vai sendo até que um dos lados (e depois o outro, ou os dois ao mesmo tempo) aprende que o caminho do transgressor é duro, errado e começam o caminho de retorno, como qualquer “filho pródigo”, por meio do arrependimento e da reforma íntima.

  • Pergunta: Por que algumas pessoas não conseguem, por mais que tentem, obter um parceiro ou parceira? Se é o destino delas ser consumidas pela carência e, portanto, pela luxúria, o que fizeram para merecer esse destino ou consequência tão terrível? Abusaram da energia criadora em vidas prévias?
    Resposta: Depende do conceito que essas “algumas pessoas” têm de parceiro ou parceira.
    • Se for parceiro ou parceira sexual e há dificuldade em obter, pode ser que essas “algumas pessoas” escolheu lá no 3º Céu uma vida de abstinência sexual com o objetivo de, por meio de uma Escola Esotérica, como a Fraternidade Rosacruz, alcançar graus bem mais elevados, onde a conservação da força sexual criadora é fundamental como um dos itens para tais objetivos.
    • Se for parceiro ou parceira para casamento e há dificuldade em obter, pode ser que essas “algumas pessoas” escolheu lá no 3º Céu uma vida onde o casamento é mais do que uma cerimônia externa e “tradicional”, mas um sacramento e, como tal, a dificuldade em encontrar um parceiro ou parceira está em “procurar no lugar errado”, pois tal semelhante só encontrará em pessoas que considera o casamento como um sacramento (vide Max Heindel: dois casamentos “tradicionais” e um como sacramento (Augusta Foss Heindel).
      Nesse caso, também, se for parceiro ou parceira para casamento e há dificuldade em obter, pode ser que essas “algumas pessoas” escolheu lá no 3º Céu uma vida onde o semelhante que seria seu cônjuge perfeito para um ajudar o outro evoluir NÃO estará renascido durante toda a vida dele e, sabedor disso, constrói um horóscopo com fortes indicações para não se casar (mesmo que cai em tentação e tente!).

Nessas 2 situações essas “algumas pessoas” entendem como ninguém o conceito de amizade e se quiserem aplicar  na sua vida serão amigos na maior plenitude do conceito e atrairão amigos e amigas sinceros e que se ajudarão mutuamente.
NOTEM: casamento não tem nada a ver com luxúria ou abuso da força sexual criadora nas vidas prévias.
Casamento tem a ver com a oportunidade que 2 seres humanos (um homem e uma mulher) tem em, por meio de um sacro-ofício, proporcionar a oportunidade de um irmão ou irmã renascerem!
Se além disso, os 2 forem abençoados por meio de um relacionamento fraterno como 2 irmãos para o restante das suas vidas aqui, então, o casamento é completo e perfeito!

  • Pergunta: se a Lei de Jeová foi abolida, então, Não matar, também está abolida porque este, faz parte da Lei. O que sei que foi abolido mesmo porque este é dito muitas vezes em Gálatas, foram as Leis mosaicas que consistem em circuncisão, sábados de festas e sábados de cultos do tabernáculo, apedrejamento e muitas outras Leis que impediam os Gentios de entrar para a salvação por meio do Cristo, então São Paulo fala, ou a Lei ou Cristo em um de seus questionamentos.

Resposta: Primeiro, as Leis Jeovísticas não foram abolidas. Lembra o que Cristo disse? “não vim substituir as leis, mas sim…”.

Segundo, pense sempre do seguinte modo: o que está disponível para nos ajudar a evoluirmos espiritualmente em direção à Deus. Contudo, não NECESSARIAMENTE, o que conseguimos vivenciar, aplicar, aprender e retirar a quinta essência. Ou seja: o fato de estar disponível, não quer dizer que aprendemos a utilizar e enquanto não aprendermos tal material não será retirado das nossas lições da vida!

Resumindo: se não aprender obedecer aos 10 mandamentos, não conseguirá aprender na plenitude as Bem-aventuranças (próximo passo depois dos 10 mandamentos). Por fim: a escolha é nossa: ou abraçamos o Cristianismo e nos aplicamos ao Cristianismo Esotérico (Domingo, Dia do Senhor) ou abraçamos as Religiões de Raça e nos aplicamos aos Espíritos de Raça, de Tribo e de Família (Sábado, Dia de Saturno).

Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Outubro:

Você sabe como o seu destino é determinado?

Nosso destino está sob a Lei de Causa e Efeito ou de Consequência, ou seja, as nossas ações do passado criam as atuais condições de nossas vidas presentes. Portanto o nosso destino possui as principais lições que nós devemos aprender em uma vida.

Ele é determinado antes do nascimento, durante o período que permanecemos no Terceiro Céu, local mais elevado que atingimos a cada ciclo de vida.

Lá, preparamos o nosso novo nascimento, usando nosso livre arbítrio e força de vontade, planejamos como vamos corrigir nossos erros na próxima vida, em que lições queremos ser provados e com quem nos relacionaremos para sanar nossas dívidas ou prejuízos causados a outros.

Como no Terceiro céu estamos ansiosos para pagar todas as nossas dívidas, podemos desenhar cenários muito desafiadores, querendo resolver tudo numa única vida. Aí que entram os Anjos do Destino, que nos ajudam nessa tarefa de escolher que lições queremos e termos condições de aprender (afinal estamos em uma teia de destino…não sozinhos sendo o centro de tudo!).  Eles nos colocam em um ambiente que nos proverá todas as experiências necessárias ao nosso progresso espiritual. Eles nos orientam, mas a escolha é nossa, ou seja, nosso livre arbítrio é respeitado durante todo o processo.

Temos nesse planejamento algumas consequências das vidas passadas que necessariamente teremos que colher nessa nova vida, a isso chamamos de destino maduro (ou esgotamos nas vidas passadas todas as oportunidades que foram nos fornecidas para aprendermos por amor, e agora só nos resta aprender pela dor e sofrimentos ou trata-se de pecado – dívida – que não pode ser utilizada a doutrina do Perdão de Pecados para pagá-la, ou seja: pecado que não pode ser expiado).

Nestes casos, não temos o poder para alterar esta situação, mas podemos amenizar as consequências com os nossos bons atos nessa vida e com a dedicação a uma vida cristã espiritual.

Analisemos a sabedoria manifestada na construção do coração e diga-se, depois, se esse soberbo mecanismo pode ser menosprezado!

O Coração, como o Cérebro, possui um Sistema Nervoso Central, um sistema de transmissão elétrica coerente e altamente sofisticado.

Isso ocorre porque o primeiro órgão a se formar na embriologia humana não é o cérebro, mas o coração. Funciona bem porque seu aparente sistema arterial tem ramificações que “conversam entre si”, porque a pequena artéria ou veia tem a mesma importância que a grande artéria ou veia, que é o significado mais profundo de um fractal, porque as células e os sinais estão se comunicando em todas as escalas de comprimentos de onda. É como se o Coração estivesse em “conferência” consigo mesmo, soubesse tudo o que se passa no corpo todo, porque cada parte do Coração contém “toda a memória” do Corpo.

É na posição relativa do coração que está Átomo-semente do Corpo Denso, ou seja, durante a vida esse Átomo-semente localiza-se no ventrículo esquerdo do coração, próximo do ápice.

De qualquer modo o Coração físico não dá conta de todo recado que precisamos. Afinal, se não fosse pelo coração etérico, o coração físico se romperia rapidamente em consequência da tensão que lhe impomos continuamente. Pois como acontece com todas as partes do nosso Corpo Denso, o físico, todos os abusos praticados com o Corpo Denso são neutralizados pelo Corpo Vital, tanto quanto é possível, o qual trava uma luta constante contra a morte do Corpo Denso.

O Coração sente e reconhece a grande verdade de que somos todos irmãos, e de que a desgraça de um é realmente sentida por todos, embora nos esqueçamos disso em meio das lutas de nossa vida diária.

O Coração pede Amor, mas o Corpo de Desejos anseia por vingança. O intelecto vê, em abstrato, a beleza de amar os nossos inimigos, mas nos casos concretos, alia-se aos sentimentos vingativos do Corpo de Desejos com a desculpa de fazer justiça, porque “o organismo social deve ser protegido”.

E por meio do Coração que chegamos à conclusão – e tentamos praticar no nosso dia a dia – de que nenhuma lição é de valor real como princípio ativo de vida se a sua verdade for aprendida superficialmente. Essa deverá ser assimilada através do coração, pela aspiração e pela amargura. A lição principal que, por este modo, nós devemos aprender é: o que não beneficia a todos não beneficia realmente a ninguém!

O Coração sempre pede benevolência e amor. Contudo a razão, o nosso intelecto, pede sempre beligerância e medidas punitivas, se não como vingança, pelo menos como meio de prevenir uma repetição de hostilidades. Este divórcio entre o Coração e a “Cabeça” (a razão, o intelecto) impede o crescimento do verdadeiro sentimento de Fraternidade Universal e a adoração dos ensinamentos de Cristo, o Senhor do Amor.

Aqui está porque o “segredo” da realização espiritual na nossa vida é a busca incessante em alcançar o equilíbrio “Cabeça-Coração”, “Ocultista-Místico”.

E é nisso que o treinamento (a educação esotérica) esotérico da Fraternidade Rosacruz se baseia.

Pois, definitivamente, o conhecimento intelectual é um meio para chegar ao fim, não é a própria finalidade, como a muitos parece ser e vivem cultuando isso.

Você sabe por que os Rosacruzes são vegetarianos?

Vamos começar com um parágrafo do livro: Conceito Rosacruz do Cosmos, que diz: “Vivei e Deixai Viver – A primeira lei da ciência oculta é ‘não matarás’. O Aspirante à vida superior deve ter isto muito em conta. Não podendo criar sequer uma partícula de barro, não temos o direito de destruir nem a forma mais insignificante. Todas as formas são expressões da Vida Una, da Vida de Deus. Não temos o direito de destruir a forma, pela qual a Vida está adquirindo experiência, e obrigá-la a construir um novo veículo”.

Temos deveres e responsabilidades para com os animais (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, répteis, “frutos do mar”, e todas as outras formas vivas que compõe o Reino Animal), pois eles são nossos irmãos mais jovens que alcançarão o estágio similar ao do ser humano no Período de Júpiter. A dieta de um Rosacruz e, portanto, de um Estudante Rosacruz – Aspirante à vida superior – é a ovo-lacto-vegetariana, pois consumimos, além dos vegetais, tudo que nos é oferecido pelos animas, decorrentes do processo de vida, como o leite (e derivados), mel e ovos (desde que produzido por animais que sabemos que estão sendo tratados como irmãos jovens devem ser tratados e não sendo sacrificados como vemos na escala industrial)

Contudo, se somos contra matar um ser vivo de uma onda de vida em evolução, por que comemos os vegetais?

Há vários motivos. De qualquer modo no atual estágio do nosso Esquema de Evolução, para vivermos aqui na Região Química do Mundo Físico utilizamos o nosso Corpo Denso, o físico. Ele é alimentado por muitos elementos químicos, contidos em vários tipos de alimentos vegetais. O ideal, sem dúvida, seria que conseguíssemos obter tudo que precisássemos direto do Reino Mineral. Como não somos capazes, então precisamos do serviço da onda de vida Vegetal. Sabemos que muito do que é produzido pelo reino Vegetal já é feito para ser consumido, ou então será devolvido para compor os elementos básicos do Reino Mineral. Como exemplo podemos citar as frutas, que quando maduras, já realizaram o seu propósito que é agir como matriz da semente. Se não forem aproveitadas, apodrecem e seus elementos retornam para compor o Reino Mineral.

Outra coisa muito importante: façamos o possível para alimentar nossos Corpos com o máximo de alimentos vegetais que crescem ao Sol, pois estes contêm mais força solar, e sua colheita não causa sofrimento algum à Terra.  Portanto, a compaixão é a chave para mudarmos nosso regime alimentar. Pense nisso!

LUCAS, o Evangelista
Lucas foi um médico grego. Tornou-se Discípulo dos Apóstolos e mais tarde seguiu a São Paulo até o seu martírio. Serviu o Senhor com perseverança. Os quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação. O de São Lucas é uma das fórmulas dos mistérios Menores. A vida de Cristo, como está delineada nos Evangelhos, corresponde ao padrão cósmico para todos os processos que abrangem a evolução espiritual. Um dos evangelhos onde está o primeiro passo no caminho é o de São Lucas. Luke, El Greco, 1610-1614

Causa que torna possível o Efeito que vemos na Região Química do Mundo Físico de “coisas” aparentemente “fora do comum”

A Explicação da causa que possibilita a Inseminação Artificial segundo os Ensinamentos Rosacruzes como preconizados pela Fraternidade Rosacruz

Primeiramente vejamos o que significa Inseminação Artificial: conforme a medicina reprodutiva a inseminação artificial é um tratamento de infertilidade que consiste na introdução dos espermatozoides no trato genital feminino, visando a fecundação do óvulo. É um procedimento médico muito comum, aplicado em casos de infertilidade da mulher e do homem.

Na inseminação artificial intracervical, o esperma é colocado no colo do útero com uma seringa, tendo a mesma função do pênis no momento da ejaculação. Na inseminação artificial intrauterina, os espermatozoides passam por uma qualificação no laboratório, em que apenas os aptos para fertilizar serão injetados. Após a seleção, eles são depositados no útero e a mulher passa por um tratamento de ovulação.

No Conceito Rosacruz do Cosmos está escrito:

“O Átomo-semente do Corpo Denso está na cabeça triangular de um dos espermatozoides do sêmen paterno. Somente esse espermatozoide possibilita a fertilização, o que explica a esterilidade de muitas uniões sexuais. Os constituintes químicos do fluido seminal e do óvulo são sempre os mesmos, e se estes fossem os únicos requisitos necessários à fecundação não se encontraria, no Mundo Físico e visível, explicação para o fenômeno da esterilidade”.

Na Filosofia Rosacruz vemos que “Os Anjos do Destino dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para seu desenvolvimento”. E, também, sabemos que a fila do lado de lá esperando uma oportunidade para renascer, especialmente em momentos como esse que estamos atravessando, qual seja, em uma Era, a de Peixes, mas na órbita de influência da próxima Era, a de Aquário, é enorme. E isso está ocorrendo devido à posição e decisão de muitos irmãos e irmãs que tendo plenas condições físicas, financeiras, emocionais e psicológicas insistem em não querer ter filhos, pelos motivos mais egoístas, banais e materialistas que se possam imaginar, e lamentar. Assim, qualquer oportunidade em um cenário desses em que há a possibilidade de renascimento, normalmente, nascem um, dois, três e até quatro Egos!

Por outro lado, a dificuldade de um casal, tanto o homem como a mulher, ter dificuldade em engravidar, normalmente a causa está em vidas anteriores onde o casal deve ter negligenciado a responsabilidade da paternidade/maternidade e então por isto nesta vida terão mais dificuldade para terem filhos. Há casos, também, que o homem não consegue gerar um filho com uma mulher, mas consegue com outra e vice-versa. Isso porque até a decisão de se “juntar” ou de casar é tomada considerando a paixão, a atratividade sexual ou a conveniência, mas longe de ter como causa a espiritualidade, a harmonia espiritual ou o desejo de estabelecer um ambiente harmônico, elevado espiritualmente para receber um irmão ou uma irmã que tanto precisa renascer. Existem casos de reprodução assistida onde não conseguem “engravidar”, nesses casos simplesmente não há um Ego que esteja preparado para renascer nestas condições e a lição a ser aprendida por este casal seria o de valorizar mais a maternidade/paternidade. 

Conhecemos um caso de duas irmãs, Alice e Sofia, que estavam planejando se casar nos idos de 1990. Alice estava com o casamento marcado desde julho para janeiro seguinte enquanto Sofia num impulso perguntou se a irmã se importaria que ela se casasse já em novembro pois ela e o noivo queriam muito ter filhos e “ficaram com pressa de casar”. Logicamente Alice respondeu que não se importava com isto.

O caso interessante é que Alice descobriu duas semanas antes do casamento que já estava grávida e que isto aconteceu “sem querer” enquanto Sofia não conseguia engravidar e resolveu procurar um médico para fazer tratamento juntamente com o marido. Estes não conseguiram ter filhos e isto acabou causando o divórcio. Hoje 30 anos depois vemos que a Sofia teve dois filhos num segundo casamento e o “ex-marido” também teve duas filhas num segundo relacionamento.

Mostrando com este exemplo que os Anjos do Destino também cuidam para que os Egos que irão renascer venham no momento e local exatos para que possam ter o ambiente necessário para seu desenvolvimento.

SERVIÇO DE AUXÍLIO E CURA

Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.

Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o serviço de cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.

Datas de Cura:

Novembro: 05, 12, 18, 25

Cura-me, Senhor, e serei curado;

salva-me, e serei salvo,

pois tu és aquele a quem eu louvo.

(Jeremias 17:14)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Prática do Ideal

A Prática do Ideal

Não é raro encontrarmos pessoas com profundo conhecimento e com ideais admiráveis a respeito do propósito da vida, de educação dos filhos e de como o ser humano pode viver em harmonia com a natureza. Algumas são capazes de expressar ideias ainda mais respeitáveis, propondo soluções razoáveis sobre os problemas do mundo, das possíveis causas das enfermidades e das dificuldades da vida. Se fizermos uso adequado de nossa observação, é possível identificar pessoas que compreendem esses importantes conhecimentos e, muitas vezes, expressam argumentos profundos e fundamentados que podem até mesmo esgotar as indagações do mais sábio dos seres humanos.

No entanto, devemos saber que nenhuma utilidade decorrerá em dedicar horas afincadas em estudos e discussões sobre tais ideais, a menos que os ponhamos em prática nas nossas vidas, pois há muitos metafísicos, por assim dizer, que claramente não são capazes de entrar em contato com o real significado espiritual dos ideais que tanto argumentam. É bem verdade que são nossos atos que provam o que realmente somos e não nossos discursos. Afinal, entre o conhecimento e a sabedoria há um grande abismo que deve ser superado.

A Fraternidade Rosacruz, por ser uma Escola de Mistérios Ocidentais que tem por uma de suas finalidades a divulgação dos ensinamentos esotéricos do Cristianismo, busca por auxiliar o Aspirante à vida superior sincero a estreitar esse abismo, oferecendo-lhe métodos práticos que o auxiliem a deixar de ser um argumentador para se tornar um concretizador de seus ideais.

Nunca é demais repetir que a evolução é o resultado de um esforço persistente. Tal esforço deve ser consciente. Sabedoria é conhecimento aplicado. Podemos engendrar um destino melhor, se nos propusermos a concretizar nossos ideais. Os meios estão ao nosso alcance, e se não os utilizarmos, é porque somos vencidos pela inércia e pelo comodismo.

Além dos exercícios diários fornecidos no livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos e pela Conferência XI do Livro “Cristianismo Rosacruz” (o noturno da Retrospecção e o matutino da Concentração), ambos escritos por Max Heindel, o sincero Aspirante à vida superior pode se perguntar a todo o momento, como deveria ser uma ação ideal para com aquilo que está vivendo. Por exemplo, quando o Aspirante à vida superior enfrenta uma situação, antes que reaja a tal situação, uma pergunta lógica pode ser realizada: Quais e como devem ser minhas ações que possibilitem um resultado mais aproximado daquilo que considero como ideal? Note que o conceito de ideal é subjetivo e não imitado.

Tal método se aplica em todas as situações da vida, desde a mais simples até a mais complexa. Por exemplo, quando se realiza uma refeição, qual é o seu ideal (considerando alimentação em longo prazo, condições atuais de saúde e prevenções futuras, etc.) sobre a realização de uma refeição? Estou comendo para viver ou vivendo para comer? Frente a uma conversa com um amigo, qual deve a atitude ideal para com essa pessoa que está solicitando atenção? Entre muitas outras situações.

Se persistirmos na prática de tentarmos realizar ações que consideramos ideais, é possível concluirmos que há uma grande tendência de respondermos de modo automático a muitas situações da vida, como se vivêssemos às cegas e surdas. E esse modo automático de resposta, geralmente, é bem distante daquilo que nós provavelmente consideramos como ideal de reposta. Nesse nível de observação, percebemos com o coração e sentimos com a mente, o velho ensinamento: “Eles têm olhos para ver, mas não veem, e ouvidos para ouvir, mas não ouvem, pois são uma nação rebelde.” (Ez 12:1-2).

Para que não saiamos deste mundo com o mesmo caráter e as mesmas ações com que adentramos, é fundamental que possamos sair do nível de realização intelectual e oratória e passemos ao nível de realização concreta de nossos ideais. Renovemo-nos, e apliquemos nossos ideais, a fim de que possamos ser mais úteis na Grande Obra que objetiva a libertação espiritual da humanidade.

Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz

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