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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Porque um menino nos nasceu

Os profetas e as profetisas dos tempos do Antigo Testamento eram pessoas santas de Deus, porta-vozes de Deus Jeová ao proferirem mensagens divinas a elas confiadas e, como tais, eram mensageiras. Faziam mais do que meramente profetizar ou declarar a vontade ou o propósito de Deus. Eram os exemplos morais e religiosos daquela época, expondo o vazio da formalidade religiosa, a superficialidade de meramente oferecer sacrifícios e realizar ritos religiosos. Sendo altamente desenvolvidas espiritualmente, podiam ver com visão espiritual o suficiente para ler na Memória da Natureza e descrever as condições vindouras.

As declarações proféticas, por exemplo, de Isaías (“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, ele recebeu o poder sobre seus ombros, e lhe foi dado este nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-paz, para que se multiplique o poder, assegurando o estabelecimento de uma paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, firmando-o, consolidando-o sobre o direito e sobre a justiça. Desde agora e para sempre, o zelo de Jeová dos Exércitos fará isto.” Is 9:5-6), um dos maiores profetas bíblicos, chegam até nós durante a sagrada época do Natal, “suaves como a voz de um anjo”, uma luz com esperança e promessa abençoadas. Ele está descrevendo o tempo em que a Religião do Filho, o segundo auxílio que a agora temos em nossa jornada evolutiva, terá se estabelecido na Terra. A Religião Cristã terá nos capacitado a purificar e controlar nosso Corpo Vital de tal forma que teremos alcançado a união com o nosso Cristo Interno. Nossos corações se enchem de reverência e devoção ao contemplarmos a sublime promessa desta mensagem exaltada e orarmos pelo dia em que “a paz não terá fim[1].

Nem devemos permitir que as atuais condições de guerras e conflitos afetem a nossa atitude de fé e otimismo. Infelizmente, a tristeza e o sofrimento profundos parecem ser os únicos professores que a maioria dos indivíduos e nações ouvirá, daí a necessidade de experiências e lições tão severas. Observando a vida pela perspectiva dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, a vida sem fim em seu curso através dos Mundos visível e invisíveis, não nos deixamos abater pela chamada “perda de vidas” que ocorre em algumas partes do mundo.

Aqueles que são mortos nascerão de novo e, devido à angústia de suas experiências, viverão em seus próximos renascimentos aqui a partir de um estado de consciência mais elevado do que agora. Os preceitos de paz e amor fraternal ensinados diretamente por Cristo então lhes aparecerão em sua devida luz como a base natural para a vida social e econômica do ser humano, e a guerra será coisa do passado. Verdadeiramente, “o governo estará sobre seus ombros[2], pois do nosso trabalho surgirá um novo nascimento para as coisas espirituais, uma dedicação mais completa ao modo de vida espiritual.

No vindouro Reino de Cristo, ou a Época Nova Galileia, teremos evoluído para um estágio extremamente elevado. Funcionará em um Corpo Vital em uma Terra etérica. Através de uma vida pura e altruísta, teremos realizado a união do “Eu superior” com o “eu inferior”, e assim estabelecido o Reino de Cristo em nosso próprio coração — “com juízo e justiça, desde agora e para sempre[3].

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1977 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)


[1] N.T.: Is 9:7

[2] N.T.: Is 9:6

[3] N.T.: Is 9:7

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