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porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Comunhão Espiritual

Como alcançamos “a realização de Deus por meio do reconhecimento da unidade fundamental de cada um de nós com todos”, como repetimos todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo?

Por meio da “Comunhão Espiritual”. Mas, como compreender e aplicar a Comunhão Espiritual?

Comecemos com a tomada de consciência de que todos somos irmãos, filhos de um mesmo Deus, que nos criou, todos como Espíritos Virginais.

Depois, compreendamos que todos, juntos, retornaremos a Deus e assim quando prejudicamos alguém, seja por pensamentos, sentimentos, emoções, palavras, obras, ações ou atos, seja por omissão ou por co-omissão, estamos prejudicando o nosso próprio desenvolvimento, a nossa própria evolução!

A Comunhão Espiritual começa no nosso lar, entre os nossos familiares. Não precisamos ficar como censores ou conselheiros, prontos para retrucar ou falar sempre que vemos um familiar agindo erradamente. Sejamos como uma fonte no deserto que jorra água por séculos sem ninguém dela necessitar, mas quando alguém passar e estiver com sede, lá está ela à disposição.

Mostremos a nossa disposição de termos a Comunhão Espiritual por meio do nosso exemplo e da nossa vivência dos Ensinamentos Rosacruzes.

Lembremos que como Aspirantes a vida superior estamos sempre sendo observados. Mesmo durante o nosso cotidiano não nos deixemos ser manipulados pelas circunstâncias externas. São elas que nos atormentam os nossos corações com angústias.

E é por falta de vontade de reconhecermos a nossa unidade com todos que nos carregamos de pecados, nos molestamos de tentações, nos embaraçamos e nos oprimimos com muitas paixões. E aí não há ninguém que nos ajude, nos livre ou nos salve senão o Cristo a quem devemos nos entregar. Pois Ele nos deu o exemplo da Comunhão Espiritual maior que se pode fazer por um irmão e uma irmã ao entregar o Seu corpo e o Seu sangue para nos salvar: “prova de amor maior não há que doar sua vida ao irmão” (Jo 15:13).

E é através desse maravilhoso exemplo que devemos nos manter em Comunhão Espiritual.

Observe que nos quatro Evangelhos há as atitudes que devemos ter em todas as circunstâncias que existem e possam existir. Quando se diz que esses quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação, quer se dizer que eles contêm o modo do Cristão agir em todas as circunstâncias que, porventura, ele passar. Ensina-nos como e porque agir fraternalmente e se tomarmos as palavras de Cristo: “a Palavra que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6; 64), então teremos a chave de como viver fraternalmente, pois como dois diapasões ressoam em sintonia quando um deles é golpeado, o nosso “Eu superior” vibra quando, pela nossa vontade, resolvemos nos sintonizar com os ensinamentos do Cristo. Assim, Suas palavras nos alimentam e ditam as nossas atitudes, desejos, sentimentos, palavras e pensamentos. Então, estaremos vivendo a vida no verdadeiro sentido da palavra.

Enquanto não tomamos essa consciência e essa resolução, temos apenas vislumbres do viver a vida. E na maioria das vezes estamos nos deixando levar pelos impactos exteriores! É “o corpo governando o espírito”.

O segredo aqui é lembrar em servir a “divina essência” oculta em cada um de nós, o Cristo interno, essa luz presente no ser humano menos evoluído. Com isso nos pomos acima de qualquer limitação imposta pelo “eu inferior”: orgulho, medo, vergonha, vanglória, ambição, egoísmo.

E não há outro meio, pois, “quem não renunciar a tudo não poderá ser Meu discípulo” (Lc 14:33). E esse é o motivo de haver tão poucos esclarecidos e livres: não saber abnegar-se de todo e de si mesmo. Deixar ser levado por esses sentimentos criados pelo “eu inferior”, por essa separatividade ilusória.

Para qualquer Onda de Vida e em qualquer grande Dia de Manifestação é muito difícil se desvencilhar dessa separatividade ilusória, após um mergulho em Mundos mais densos. A ideia de que somos separados um do outro está arraigada em nossa Personalidade (o “eu inferior”), cultivada por nós em muitas vidas.

A dificuldade em tomar consciência da Comunhão Espiritual, “da unidade fundamental de cada um com todos” é acrescida por estarmos no Mundo Físico e suas baixas vibrações. Mas essa separatividade e essa limitação de vida foram importantes para a nossa manifestação ativa. Manifestação essa que é a conscientização de que somos um ser criador, individual, com os mesmos poderes do Ser que nos criou, Deus. Mas, uma vez aprendido e passado o pináculo da separatividade, estamos voltando para Ele, para Deus.

Libertaremo-nos de toda a existência concreta e nos transformaremos num “pilar do templo de Deus e dele não sairemos mais” (Apo 3:12).

Sempre que vamos entrar em um novo estágio evolutivo, os Seres Superiores lançam sombras desse estágio que virá a fim de tornar mais suave a mudança e de dar oportunidades para os vanguardeiros da nossa Onda de Vida, aqueles que sentem a necessidade de dar mais um passo e que anseiam progredir na evolução.

Na Nova Galileia, a próxima Época, a sexta, o amor se fará altruísta e a razão aprovará os seus ditames. A Fraternidade Universal se realizará plenamente e cada um trabalhará para o bem de todos. O egoísmo será coisa do passado.

Aos poucos estamos sentindo que a razão está deixando de nos dominar e o amor está começando a ditar as nossas atitudes.

Vemos que, aos poucos, essa consciência estritamente individual, limitada ao Mundo material, está desfazendo as nações em indivíduos e assim a fraternidade humana está se estabelecendo sem ter em conta as circunstâncias exteriores.

Vivamos uma vida de fraternidade e de amor apressando a segunda vinda de Cristo.

Somente através da prática da Comunhão Espiritual em nossas vidas é que alcançaremos a conscientização da Fraternidade Universal, capacitando-nos, assim, a ajudar os nossos irmãos e as nossas irmãs a seguirem o mesmo caminho.

                                                                       Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ritual do Serviço Devocional – O SERVIÇO DO TEMPLO – diariamente

FRATERNIDADE ROSACRUZ

Ritual do Serviço Devocional

1.O Oficiante convida os presentes a cantarem, de pé, o Hino Rosacruz de Abertura e, após, o Hino Astrológico do mês.

2. O Oficiante ilumina e descobre o Símbolo Rosacruz e apaga as luzes, exceto a que o ilumina e auxilia na leitura.

3. Em seguida lê em voz alta e suave

O SERVIÇO DO TEMPLO

Queridos irmãos e irmãs:

Mais uma vez nos retiramos do mundo material para entrar no Templo Vivo de nossa natureza interna, em união espiritual. Como símbolo desta retirada do mundo visível, escurecemos o nosso local de reunião.

Estamos procurando a Luz Espiritual por meio dos Ensinamentos Rosacruzes; portanto, fixemos reverentemente o Símbolo da Cruz e das Rosas, enquanto ouvimos a saudação Rosacruz:

4. O Oficiante fixa o olhar no Símbolo e fala a saudação Rosacruz:

“Queridos irmãos e irmãs:

Que as rosas floresçam em vossa cruz”

5. Todos respondem: “E na vossa também”

6. Todos se sentam, menos o Oficiante

7. Em seguida, o Oficiante começa a leitura do texto do Ritual:

Um só carvão não produz fogo, mas quando se juntam vários carvões, o calor latente em cada um deles pode converter-se em chama, irradiando luz e calor. De acordo com esta mesma Lei da Natureza, aqui estamos reunidos, irmanados pelas nossas aspirações espirituais para podermos acender e manter viva a chama da verdadeira Comunhão Espiritual, que é o bálsamo de Gileade, a única panaceia para os males do mundo.

A Bíblia foi dada ao Mundo Ocidental pelos Anjos do Destino que, estando acima de todos os erros, dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, encontrá-la-emos na Bíblia.

Leiamos alguns parágrafos da primeira Epístola de João e também das Cartas de Paulo aos Coríntios e Filipenses, cujo tema é a fraternidade.

Deus é Luz. Se andamos na luz, como Ele na luz está, seremos fraternais uns com os outros. Aquele que ama a seu Irmão está na luz, mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas e não sabe por onde caminha, porque as trevas lhe cegaram os olhos.

Não amemos de PALAVRA, nem de LÍNGUA, mas por OBRAS e em VERDADE, pois, ainda que eu fale as línguas dos homens e dos Anjos, se não tiver AMOR, serei como o metal que soa, ou como o sino que tine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de remover montanhas, se não tiver AMOR nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver AMOR nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não é invejoso, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não busca os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a Verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha, mas se houver profecias, falharão; se houver ciência, desaparecerá; porque em parte conhecemos e em parte profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.

Porque agora vemos como por espelho, obscuramente, então veremos face a face. Agora conhecemos em parte, então conheceremos como também somos conhecidos. Agora pois, permanecem a , a Esperança e o Amor, porém, a maior destas virtudes é o Amor.

Se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós e em nós é perfeito o seu Amor. Deus é Amor; e quem vive em Amor está em Deus e Deus nele; mas se alguém diz: ‘Eu Amo a Deus’, e odeia a seu irmão é mentiroso, pois quem não ama a seu irmão a quem vê como pode amar a Deus, a quem não vê? Nós temos d’Ele este mandamento: quem ama a Deus, ame, também, a seu irmão.

Portanto, se há alguma consolação em Cristo, se algum conforto no amor, se alguma Comunhão Espiritual não atente cada um para o que é propriamente seu, mas também para o que é dos outros. Haja, pois, em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo-Jesus, O qual, tendo a natureza de Deus, não julgou que fosse uma usurpação ser igual a Deus; no entanto aniquilou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante ao homem.

E achando-se na condição de homem, humilhou-se a Si mesmo, tornando-se obediente até à morte, e morte na Cruz. Pelo que também, Deus O exaltou soberanamente e Lhe deu um nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Cristo-Jesus se dobre todo o joelho, e toda a língua confesse que Cristo-Jesus é o Senhor para a glória de Deus Pai”.

Queridos irmãos e irmãs:

Esforcemo-nos por seguir o exemplo de Cristo e viver a definição que Ele deu de GRANDEZA, isto é: “Aquele que quiser ser o maior entre vós, seja o SERVO de todos”.

O SERVIÇO amoroso e desinteressado para com os outros é o caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que nos conduz a Deus. O reconhecimento da unidade fundamental de cada um de nós com todos, a Comunhão Espiritual, é a realização de Deus. Para atingirmos essa realização esforcemo-nos por esquecer, diariamente, os defeitos dos nossos irmãos e procuremos servir a divina essência neles oculta, o que constitui a base da Fraternidade.

Entremos, agora, em silêncio e, por alguns instantes, concentremo-nos sobre o SERVIÇO.

8. Em torno de 5 minutos

9. Terminada a Concentração, o Oficiante lê a Oração Rosacruz:

ORAÇÃO ROSACRUZ

Não Te pedimos mais luz, ó Deus, senão olhos para ver a luz que já existe;

não Te pedimos canções mais doces, senão ouvidos para ouvir as presentes melodias;

não Te pedimos mais força, senão o modo de usar o poder que já possuímos;

não mais Amor, senão habilidade  para transformar a cólera em ternura;

não mais alegria, senão como sentir mais próxima essa inefável presença, para dar aos outros tudo o que já temos de entusiasmo e de coragem;

não Te pedimos mais dons, amado Deus, mas apenas senso para perceber e melhor usar os dons preciosos que já recebemos de Ti.

Faze que dominemos todos os temores;

que conheçamos todas as santas alegrias;

para que sejamos os Amigos que desejamos ser;

para transmitir a Verdade que conhecemos;

para que amemos a pureza;

para que busquemos o Bem.

E, com todo o nosso poder, possamos elevar todas as Almas, a fim de que vivam em harmonia e na luz de uma perfeita Liberdade.

10. O Oficiante cobre o Símbolo; acende as luzes e convida os presentes a cantarem, de pé, o Hino Rosacruz de Encerramento.

11.  Oficiante profere a seguinte admoestação de saída:

E agora, queridos irmãos e irmãs, que vamos partir de volta ao mundo material levemos a firme resolução de expressar, em nossas vidas diárias, os elevados ideais de espiritualidade que aqui recebemos, para que, dia a dia, nos tornemos melhores homens e mulheres e mais dignos de sermos utilizados como colaboradores conscientes na obra benfeitora dos Irmãos Maiores, a serviço da Humanidade.

“QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ”

12. Apaga-se a luz do Templo

(todos devem se retirar do Templo em silêncio)

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